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Mega-sena acumula de novo e prêmio vai para R$ 61 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.751 da Mega-Sena, sorteadas neste sábado (20) no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, o prêmio da faixa principal acumulou e está estimado em R$ 61 milhões para o próximo sorteio, na terça-feira (23).

 

Os números sorteados foram: 04 – 13 – 18 – 42 – 52 – 53

A quina teve 60 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 60.964,39. Já a quadra registrou 4.978 ganhadores, com prêmio de R$ 1.049,72 para cada. 

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país, ou pela internet. No caso das lotéricas, os estabelecimentos podem fechar antes das 19h. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

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Juventus abre conversas pela contratação de Galeno, do Porto e seleção

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(UOL/FOLHAPRESS) – A Juventus demonstrou interesse na contratação do atacante Galeno, que chegou a ser convocado pelo técnico Dorival Júnior para a seleção brasileira.

 

A Velha Senhora abriu conversas nos últimos dias para entender condições de negócio pelo jogador do Porto. A equipe italiana vê o brasileiro como uma das opções no mercado para o ataque.

Pepê, também do Porto, foi outro nome buscado pela Juve. Após ‘perder’ Felipe Anderson, que optou por seguir para o Palmeiras e recusar a oferta da equipe, a Velha Senhora retomou as negociações por um novo reforço para o setor.

Galeno tem passaporte português, o que facilitaria uma investida da Juventus por não ocupar mais vaga de estrangeiro. Na última temporada, ele marcou 16 gols e deu 12 assistências em 48 jogos pelo Dragão.

No Brasil, Galeno não chegou a atuar profissionalmente. O ponta de 26 anos passou pelo Grêmio Anápolis e Trindade-GO. Ele foi convocado por Dorival Júnior para os amistosos contra Inglaterra e Espanha, em março.

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Fora da Globo após 26 anos, Jayme Monjardim vai tentar emplacar novela rejeitada em outra TV

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(FOLHAPRESS) – Fora da Globo após 26 anos de contrato fixo, que será finalizado ao fim deste mês, o diretor Jayme Monjardim vai apresentar o projeto da novela “Romaria”, que foi rejeitado pela emissora, para outras empresas de comunicação.

 

A partir de agosto, Monjardim tocará sua produtora pessoal e vai apresentar projetos de dramaturgia ao mercado. Um deles é a novela, que estava em tentativa de ser produzida pela Globo desde 2023.

No ano passado, Jayme Monjardim chegou a viajar para ajudar nas pesquisas de texto e ter mais informações sobre a devoção de católicos em romarias. Um roteirista para o projeto nunca foi definido.

A história gira em torno de uma família desfeita por brigas e tragédias. De forma surpreendente, os sete irmãos que fazem parte dela acabam se encontrando muitos anos depois, durante uma romaria no interior do Brasil. Após a reunião, eles precisam lidar com as consequências de tanto tempo afastados.

O diretor está investindo na ideia desde 2021, após lançar a série “Passaporte para Liberdade”, parceria da Globo com a Sony Pictures.
Não é a primeira vez que Monjardim tenta emplacar uma ideia pessoal como novela. Em 1991, a partir de um argumento seu, a extinta Rede Manchete (1983-1999) montou “A História de Ana Raio e Zé Trovão”, um dos maiores sucessos da emissora, protagonizada por Ingra Lyberato e Almir Sater.

O desejo de Monjardim é que o projeto tenha exibição em TV aberta, em parceria com uma empresa de streaming, se for possível. Tudo vai depender das possibilidades que vão se abrir daqui para frente.

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Maioria dos evangélicos paulistanos é contra pastor indicar voto, mostra Datafolha

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(FOLHAPRESS) – A mistura entre púlpito e palanque pode até fazer barulho, mas não é vista com bons olhos pela maioria dos evangélicos paulistanos. São fiéis que não apreciam pitacos políticos de pastores e não gostam que eles indiquem em quem votar na eleição, mostra pesquisa Datafolha feita entre 24 e 28 de junho com 613 moradores da capital paulista que professam essa fé.

 

O levantamento tem margem de erro de quatro pontos percentuais e foi formulado com colaboração dos antropólogos Juliano Spyer, colunista da Folha, e Rodrigo Toniol, a socióloga Christina Vital e o cientista político Vinicius do Valle, todos estudiosos da área.

Para 56%, melhor seria se o líder da igreja não apoiasse um candidato durante o período eleitoral. Indicar diretamente quem o fiel deve eleger, então, nem pensar, segundo 70%. Fração ainda maior (76%) diz ser contra uma recomendação pastoral para não votar em alguém.

Oito em cada dez evangélicos da cidade afirmam nunca ter escolhido um candidato sugerido pelo cabeça da igreja, e 90% respondeu que tampouco se sentiram pressionados a fazê-lo.

A identidade religiosa de um aspirante a cargo eletivo nem sempre é bem-vinda. A pesquisa revela que 11% dizem confiar muito mais, e 20% um pouco mais, se o político em questão também for evangélico, enquanto a crença faz com que 13% confiem nele um pouco menos, e 14%, muito menos. Ser um par de fé não faz diferença para 37%.

A liderança, aliás, não deve falar no culto sobre assuntos que aparecem no ciclo eleitoral, apontam 76%.

Não que cenas assim sejam raras nos templos. O pleito de 2022 é farto em exemplos. O ruído político nos círculos cristãos provocou o expurgo de pastores que não se alinhavam com a cúpula da igreja, afastou fiéis desgostosos com a contaminação eleitoral nas pregações e chegou a motivar episódios de violência, como o fiel baleado em Goiânia após defender que a igreja é para falar de Deus, não de política.

O alvo quase sempre foi o campo progressista, sobretudo a predileção por Lula (PT) contra Jair Bolsonaro (PL). O bispo Renato Cardoso, apontado como possível sucessor de Edir Macedo, seu sogro, à frente da Igreja Universal do Reino de Deus, foi um que propagandeou a ideia de que cristão e esquerda são um oxímoro. A Universal já endossou tanto Lula quanto a também petista Dilma Rousseff no passado.

Pastores de grande porte vestiram a camisa bolsonarista, por vezes literalmente –vários usaram peças da seleção brasileira na eleição de 2022, símbolo por excelência do bolsonarismo.

O levantamento aferiu que 55% dos evangélicos discordam da premissa de que política e valores religiosos devem andar juntos.

Só 30% dos crentes sondados pelo Datafolha citaram um nome quando questionados qual o político que mais representa o segmento no Brasil. Bolsonaro lidera as menções, com 10% da amostra total, seguido pelos deputados Nikolas Ferreira (4%) e Marco Feliciano (3%). Todos são do PL.

O pastor Silas Malafaia, que nunca concorreu a um posto público, e Lula pontuaram 1% cada um.

A presença de evangélicos em cargos políticos é mais do que suficiente para 6%, na medida certa para 29% e insuficiente para 26%. Já 33% acham que eles sequer deveriam ocupar esses espaços de poder.

Para a eleição municipal que se aproxima, 87% julgam essencial que o postulante à cadeira de prefeito acredite em Deus. O grupo racha sobre a relevância desse candidato ter a mesma fé: 53% acham nada importante que isso ocorra, e 50%, um pouco ou muito importante.

Nenhum nome competitivo é evangélico. Pablo Marçal (PRTB) por vezes é tomado por evangélico, mas ele já declarou que prefere apenas o rótulo de cristão, e que para ele “cristianismo não é religião, é lifestyle”.

O respaldo do pastor mais atrapalha do que ajuda. Metade dos evangélicos afirma que algo assim faria com que não optasse por aquele político de jeito nenhum, e só 14% diz que aí, sim, é que votaria nele com certeza. Para um terço, o apoio do líder religioso talvez mereça crédito.

A unção de Lula ou Bolsonaro a um candidato também pesa mais contra do que a favor: 60% rejeitam alguém chancelado pelo atual presidente, enquanto 54% descartam a sugestão bolsonarista.

No segundo turno de 2022, 38% preferiram o presidenciável do PL, e 30%, o petista. Bem mais evangélicos, 17%, disseram ter ouvido um pastor recomendar voto em Bolsonaro. A orientação pró-Lula foi de 1%.

O campo é mais arrebatado pelo conservadorismo. A fatia de fiéis que se enxergam na direita/centro-direita é três vezes maior do que os 15% na esquerda/centro-esquerda. A porção que coube ao centro foi de 11%.

Para o cientista político Vinicius do Valle, a rejeição à influência pastoral na hora de votar diz muito sobre o eleitorado evangélico.

Não que nomes defendidos no púlpito estejam fadados a fracassar nas urnas, vide boas votações que alçaram ao Legislativo políticos que inclusive carregam o nome da igreja na alcunha eleitoral –como Alex Madureira (PL), deputado estadual, e Cezinha de Madureira (PSD), deputado federal, ambos eleitos com campanha intensa no Ministério Madureira da Assembleia de Deus.

A questão é como a interferência eleitoral se apresenta. “O crente não gosta de se ver num rebanho, de ser ordenado. Isso leva a conflitos na igreja, faz com que aumente o número de desigrejados ou de fiéis que migraram de igrejas”, diz Valle, diretor do Observatório Evangélico. “Enfim, as pessoas não gostam de dizer que alguém está falando em quem elas devam votar, né? E tem a impressão que a política é uma coisa meio suja.”

Para se adaptar, o líder também reformata seu modus operandi. “A pregação política tem que ser feita de forma mais sutil. E daí ela tem uma aceitação maior. É meio que rechaçado se o pastor vai, ‘tem que votar no fulano’. Para contornar isso, começa a relacionar política e religião. Principalmente a partir de 2022, tivemos inovações pastorais nesse sentido.”

Assim age a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro quando diz que cristãos devem ocupar a política antes que o mal o faça, como ela pregou em ato em desagravo a seu marido na avenida Paulista. Ou ao falar em línguas estranhas e pular “como se fosse o Espírito Santo que estivesse falando para Jesus governar o Brasil”, numa típica linguagem pentecostal.

“Isso não é pedir voto para um candidato específico, mas todo mundo sabe o que quer dizer”, diz Valle. “As igrejas estão aprendendo a fazer o jogo político, fazendo com que essa atuação passe despercebida.”

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Vini Jr, Mbappé e Lewandowski, veja o ranking dos mais bem pagos da La Liga

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Levantamento dos 10 maiores salários anuais do campeonato, realizado pelo The Sun e publicado hoje (21), revela que seis jogadores pertencem ao Real Madrid e dois ao Barcelona.

 

Entre eles, apenas um brasileiro, Vinicius Júnior, figura na lista.

Confira o ranking
1º – Frenkie De Jong (Barcelona) – R$ 226.5 milhões
2º – Robert Lewandowski (Barcelona) – R$ 202.1 milhões
3º – Kylian Mbappé (Real Madrid) – R$ 188.5 milhões
4º – David Alaba (Real Madrid) – R$ 115.8 milhões
5º – Jan Oblack (Atlético de Madrid) – R$ 137.4 milhões
6º – Vinicius Junior (Real Madrid) – R$ 137.4 milhões
7º – Jude Bellingham (Real Madrid) – R$ 111.1 milhões
8º – Ilkay Gundogan (Barcelona) – R$ 101.2 milhões
9º – Federico Valverde (Real Madrid) – R$ 90.3 milhões
10º – Thibaut Courtois (Real Madrid) – R$ 87.4 milhões

Mbappé poderia receber mais, mas no PSG

O francês recusou a oportunidade de receber mais que Frenkie De Jong e Robert Lewandowski juntos, mas para isso teria que ter aceitado a proposta do PSG de R$ 622.1 milhões para continuar na equipe.

Mesmo não sendo o mais bem pago da La Liga, Mbappé, ganhará R$ 188.5 milhões por ano, o que o torna o astro mais bem pago do Real Madrid.

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Menina de 12 anos sufoca prima de 8 até à morte após discussão por iPhone

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Uma menina de 12 anos do Tennessee, nos Estados Unidos, foi acusada de homicídio, por ter sufocado a sua prima de 8 anos enquanto esta dormia. Um familiar revelou que as duas tinham discutido por causa de um iPhone.

 

De acordo com o procurador do condado de Gibson, uma câmera de segurança gravou o crime, no interior do quarto que compartilhavam, a 15 de julho, em Humboldt, Tennessee.

A gravação mostra a criança mais velha usando a roupa de cama para sufocar a prima enquanto ela dormia no beliche de cima, afirmou o procurador Frederick Agee. Depois da morte da criança, “a menor limpou a vítima e reposicionou o seu corpo”, acrescentou.

Um familiar disse à WREG-TV, em Memphis, que as meninas haviam discutido por causa de um iPhone, depois de terem vindo de fora da cidade para ficar com a avó.

A adolescente foi acusada de homicídio em primeiro grau e de adulteração de provas depois de as autoridades terem obtido o vídeo na quarta-feira.

“Considero que este é um dos atos violentos mais perturbadores cometidos por um adulto ou por um jovem que o meu gabinete já processou”, salientou Agee.

Agee esclareceu que vai pedir a um juiz que processasse a menina, que faz 13 anos no final deste mês, no tribunal de adultos, o que permitiria “uma sentença mais longa, quer seja através de encarceramento ou supervisão com condições ordenadas pelo tribunal”.

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Aparição de baleias-jubarte no Brasil cresceu 30 vezes em 30 anos, dizem pesquisadores

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(FOLHAPRESS) – Pesquisadores do projeto Baleia Jubarte comemoraram no catamarã quando avistaram, no começo deste mês, uma baleia-jubarte fêmea nadando com o filhote no mar do Rio de Janeiro. Foi a segunda vez que viram um filhote na costa fluminense.

 

A espécie passa o verão na região antártica, mas, quando as temperaturas por lá caem, no meio do ano, migram em busca das águas quentes do Nordeste brasileiro para se reproduzir.

Elas buscam o Brasil, segundo biólogos, porque desejam que os filhotes aprendam os primeiros movimentos em mares menos gelados. A viagem de cerca de 4.000 km pode durar até dois meses.

Durante este período de reprodução, grupos de competidores machos emitem cantos para agradar a fêmea. Pela estimativa dos pesquisadores, o filhote identificado no mar do Rio é carioca de nascimento.

Uma jubarte recém-nascida pode alcançar 4 metros de comprimento e até 1 tonelada. O crescimento é rápido –ganham cerca de 20 kg por dia, graças ao leite materno rico em gordura. As adultas chegam a 16 metros e 40 toneladas.

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no extremo sul da Bahia, é o destino mais comum das baleias para acasalamento e abrigo.

“O Rio, assim como São Paulo e Espírito Santo, faz parte da rota migratória do animal. O filhotinho nasce na água quente e cresce para voltar às águas geladas”, afirma o biológico Guilherme Maricato, pesquisador do projeto Baleia Jubarte.

A cada temporada de migração, elas têm aparecido em maior número no Rio de Janeiro. Com o fenômeno, embarcações anunciam passeios turísticos pela costa fluminense para avistá-las –uma vaga chegar a custar até R$ 600.

Quem dá a sorte de encontrar os animais pode se deparar com performances impressionantes. Elas saltam e mergulham de cabeça, de costas, com o peitoral. Colocam para fora d’água a cauda e as nadadeiras.

O projeto Baleia Jubarte calcula que o fluxo migratório pela costa brasileira aumentou de mil indivíduos, em 1988, para 30 mil atualmente. O crescimento está associado à proibição à caça das baleias, determinada em 1986 pela Comissão Internacional das Baleias, da qual o Brasil faz parte.

Até a assinatura da moratória à caça, países permitiam a extração do óleo de baleia para lubrificar máquinas, impermeabilizar paredes e produzir combustível para iluminação pública. As barbatanas eram retiradas para a confecção de espartilhos, a carne era consumida e os ossos triturados eram usados como massa na construção civil.

Em 1996, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) definiu normas de proteção da espécie, como a proibição de se aproximar de baleias com motor engrenado a menos de 100 metros, persegui-las, interromper o curso de deslocamento e produzir ruídos excessivos.

Em 2014, o Ministério do Meio Ambiente retirou as jubartes da lista oficial de espécies ameaçadas no Brasil.

“O trabalho científico e de conscientização do projeto Baleia Jubarte contribuiu com a resolução”, afirma Gregório Araujo, gerente de projetos ambientais da Petrobras, patrocinadora da iniciativa.

O programa faz parte da Rede Biomar, que reúne institutos brasileiros de conservação marinha financiados pela estatal. Segundo Araujo, o braço socioambiental da Petrobras apoiou, em 2023, 20 projetos de oceano e 23 de floresta, investindo, no total, cerca de R$ 65 milhões. O plano da estatal é subir para R$ 100 milhões o financiamento de projetos de conservação ambiental a partir de 2025.

O aumento da presença de jubartes na costa brasileira auxiliou no desenvolvimento das pesquisas científicas sobre a espécie. Quando há uma aparição no mar, pesquisadores usam câmeras de longo alcance, cronômetros e drones para identificar a cor e o formato da cauda, o tamanho, a capacidade de permanecer debaixo d’água e o comportamento da jubarte.

A proximidade da costa também traz riscos para a espécie, como a poluição, as redes de pesca deixadas no mar e a passagem de embarcações.

O principal desafio das jubartes, contudo, é a mudança da temperatura dos oceanos, que desarranja o fluxo migratório.

“A água da região da linha do Equador tinha uma temperatura média de 28°C, ideal para algumas espécies de mamíferos aquáticos. Mas subiu para até 31°C nos últimos anos. Aquela temperatura ideal, de 28°C, ela só vai encontrar aqui na costa brasileira, que antes tinha média de 25°C e também subiu”, afirma Maricato.

O aquecimento dos oceanos é uma das consequências das mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás, e o desmatamento.

“Espécies acostumadas com os extremos, como água muito gelada, e que vivem em regiões que estão aquecendo ficam ainda mais prejudicadas. Ou vão se extinguir ou vão se adaptar”, diz o pesquisador.

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Kim Kardashian revela que um dos filhos com Kanye West tem doença de Michael Jackson

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(FOLHAPRESS) – Kim Kardashian, 43, revelou que um de seus filhos com Kanye West, 47, tem vitiligo, doença caracterizada pela perda de coloração da pele. Um dos portadores mais famosos do distúrbio foi o cantor Michael Jackson (1958-2009).

 

A informação foi dada pela socialite durante participação no podcast She MD, apresentado por Thaïs Aliabadi e Mary Alice Haney. Ela estava acompanhada de seu reumatologista, Dan Wallace, e tocou no assunto quando falava sobre sua vivência com a psoríase.

“Veio da minha mãe e foi para mim. E, você sabe, eu passei de uma forma diferente para meu filho, que tem vitiligo”, afirmou. “Muito levemente”, complementou.

Kim disse que tem se interessado em conhecer mais sobre a condição. “Eu não sabia nada sobre o assunto, mas ter que aprender sobre isso e descobrir de onde vem e [como] isso é hereditário… Só aprender mais e poder compartilhar isso com as pessoas [tem sido bom]”, disse.

Ela não especificou qual de seus filhos tem a doença. A socialite é mãe dos meninos Saint, de 8 anos, e Psalm, de 5. Além disso, ela tem as meninas North West, de 11 anos, e Chicago, de 6.

O vitiligo é uma doença cuja principal característica é a hipopigmentação da pele (o que causa manchas brancas de tamanho variado pelo corpo). A condição não é contagiosa nem traz outros prejuízos físicos.

Apesar de não ter causa estabelecida, acredita-se que ela tenha origem autoimune. Também consta que traumas emocionais podem estar entre os fatores que a desencadeiam ou agravam.

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Celebridades que se envolveram em confrontos físicos com outras estrelas!

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Às vezes as tensões aumentam no mundo dos famosos e o resultado final não é bonito de se ver. É verdade que muitas celebridades entraram em brigas de bar, mas você sabia que muitos também entraram em atritos físicos com outras personalidades pelos mais variados motivos? Talvez algumas dessas estrelas tenham baixa tolerância à frustração, se zanguem facilmente, ou talvez elas só tenham os egos inflados mesmo. Seja qual for o caso, a verdade é que muitos famosos extrapolaram a briga verbal e partiram pros socos e pontapés uns com os outros. E nem a Realeza parece controlar os ânimos quando ficam aflorados…

 

Na galeria, relembre os famosos que saíram no tapa (e os motivos)!

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Tenistas Rafael Matos e Orlando Luz conquistam o maior título da dupla ao vencer na Suécia

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Os tenistas Rafael Matos e Orlando Luz venceram os franceses Manuel Guinard e Gregoire Jacq por 2 sets a 0 (7/5 e 6/4) na manhã deste domingo na final do Torneio de Bastad, na Suécia, e conquistaram o maior título da dupla.

 

Antes, jogando juntos, eles haviam sido campeões de torneios challengers, que não fazem parte do circuito principal da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Foi o primeiro título do chamado ATP Tour de Olrando Luz, tenista gaúcho de 26 anos que ocupa a 111ª posição no ranking de duplas.

Brasileiro mais bem colocado no ranking de duplas, na 39ª posição, Rafael Matos também é gaúcho e conquistou o título do torneio sueco, disputado no saibro, pela segunda vez. Em 2022, ele foi campeão em Bastad ao lado do espanhol David Vega. Foi o nono título de um torneio do circuito principal da ATP na carreira de Matos e o terceiro do ano. Ele foi campeão em Stuttgart, com o compatriota Marcelo Melo, e do Rio Open, em parceria com o colombiano Nicolas Barriento.

A dupla chegou ao título de Bastad sem precisar disputar a semifinal. Matos e Luz enfrentariam o espanhol Rafael Nadal e o norueguês Casper Ruud por uma vaga na final, mas Nadal, que avançou à decisão de simples, decidiu se poupar.

“Fico triste porque teria sido importante tentar mais uma final da duplas”, afirmou o espanhol. “Mas sem chances. Foram quatro horas de jogo ontem e mais duas hoje. Não posso colocar em risco a final de simples nem meu corpo”, completou o tenista de 38 anos no sábado após vencer a semifinal de simples.

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Corpos dos vietnamitas envenenados em Bangkok vão ser repatriados

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Na sexta-feira, a Embaixada do Vietnã na Tailândia ajudou os familiares das vítimas do incidente no hotel em Bangkok a receberem os pertences pessoais entregues pela polícia tailandesa e solicitou apoio às autoridades locais para repatriar os corpos, previsto para este fim de semana (20 e 21 de julho).

 

De acordo com o VN Express, o embaixador Pham Viet Hung também recebeu Sanan Angubolkul, presidente da Associação de Amizade Tailândia-Vietnã, que apresentou suas condolências pelo trágico evento.

A BBC News, citando investigadores da polícia tailandesa, identificou Sherine Chong, de 56 anos, como suspeita do envenenamento. Chong está entre as vítimas fatais.

As autoridades afirmam que as vítimas foram envenenadas com cianeto no chá servido pelo serviço de quarto. “Detectamos vestígios de cianeto nos copos encontrados no quarto. Havia cianeto em todos os seis corpos”, revelou Noppasin Punsawat, da polícia tailandesa. A polícia agora investiga como Chong obteve o cianeto e se tinha cúmplices.

Relembrando o caso

No meio da semana, a Tailândia foi notícia devido à morte de seis pessoas em um hotel em Bangkok. Os corpos de dois norte-americanos de origem vietnamita e quatro vietnamitas foram encontrados no 5º andar do Grand Hyatt Erawan, vítimas de envenenamento por cianeto.

Os seis hóspedes chegaram ao hotel de luxo durante o fim de semana e foram acomodados em cinco quartos – quatro no 7º andar e um no 5º. Cinco dos hóspedes desceram dois andares por volta das 14 horas locais de segunda-feira e entraram no quarto de Sherine Chong. Antes disso, a cidadã vietnamita, também com nacionalidade norte-americana, pediu chá para si e para os convidados.

A funcionária que entregou a bebida se ofereceu para servi-la quando o grupo chegasse, mas Chong recusou. Segundo a funcionária, Chong parecia “sob estresse e estava falando pouco”.

Chong ficou sozinha com a bebida, aguardando seus convidados: Dang Hung Van (55), Thi Nguyen Phuong Lan (47), Dinh Tran Phu (37), Thi Nguyen Phuong (46) e Hong Pham Thanh (49), este último casal. Os corpos foram encontrados na noite de terça-feira, e as autoridades acreditam que todos já estavam mortos há pelo menos 12 horas (no máximo 24 horas).

Havia ainda uma sétima pessoa na reserva do grupo, irmã de uma das vítimas, que não chegou ao hotel porque havia retornado ao Vietnã na semana anterior.

Análises revelaram vestígios de cianeto. A mesa de chá, entregue pela funcionária, continha comida que não foi consumida e pratos que não foram destampados.

Testemunhas sugeriram um possível acerto de contas. As autoridades informaram que o casal tinha um negócio de construção e estavam em negociação com Chong, de 56 anos, para construir um hospital no Japão, um investimento de “milhões de baht tailandeses”. Duas das vítimas haviam emprestado 280 mil dólares  para esse projeto.

 

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Gisele Bündchen comemora aniversário de 44 anos com irmã gêmea

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Gisele Bündchen e a irmã gêmea, Patrícia Bündchen, comemoraram o aniversário de 44 anos no sábado (20).

 

Gisele compartilhou fotos da celebração em suas redes sociais. Nas imagens, a modelo aparece ao lado da irmã gêmea aproveitando um passeio de lancha e assoprando as velinhas.

Na legenda da publicação, Gisele declarou: “Grata por estar comemorando mais um ano ao redor do sol com a minha super mana.”

A modelo completou: “Obrigada a todos pelo carinho e desejos de aniversário. Me sinto abençoada por estar rodeada de tanto amor. Animada com esse novo ciclo que se inicia.”

Entenda quais são as doenças (preocupantes) que afetam a Realeza

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As doenças afligem muitos de nós, e a realeza não é exceção. Membros de famílias reais de toda a Europa sofrem ou sofreram de várias condições médicas, tanto físicas quanto mentais. Felizmente, muitos deles superaram algumas enfermidades, enquanto outros continuam lutando contra elas até hoje.

 

Na galeria, saiba outros problemas de saúde enfrentados pela realeza.

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Silvio Santos recebe alta do hospital em São Paulo após internação com H1N1

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Silvio Santos recebe alta do hospital em São Paulo após internação com H1N1
Silvio Santos recebe alta do hospital em São Paulo após internação com H1N1

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Silvio Santos, 93, recebeu alta e deixou o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, neste sábado (20). O apresentador recebeu o diagnóstico de H1N1 e estava internado desde terça-feira (16). O SBT confirmou a informação.

 

Na sexta-feira (19), a equipe médica que tratava Silvio decidiu mantê-lo no hospital por mais alguns dias, mas a decisão foi revertida após a melhora do quadro.

O SBT chegou a negar que o apresentador estava internado em São Paulo, mas voltou atrás e confirmou a internação ao vivo no programa “Chega Mais” e em nota enviada à imprensa na quinta-feira.

Silvio Santos está afastado das telas desde 2022. Seu programa agora é comandado pela filha, Patrícia Abravanel, com sucesso nas noites de domingo.

Pessoas próximas ao apresentador, como o humorista Carlos Alberto de Nóbrega, do programa “A Praça É Nossa”, dizem não acreditar que ele voltará a aparecer em frente às câmeras.

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Abel Ferreira critica calendário após Palmeiras vencer o Cruzeiro: ‘Não é justo, mas é o que é’

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O técnico Abel Ferreira criticou o calendário do futebol brasileiro após o Palmeiras vencer o Cruzeiro por 2 a 0 na noite deste sábado. Abel disse que o rival teve uma grande vantagem para o jogo disputado no Allianz Parque.

 

“Tivemos que jogar com esforço contra uma equipe fresca”, afirmou o técnico português, referindo-se ao fato de o Palmeiras ter enfrentado o líder do Brasileiro, o Botafogo, na quarta-feira enquanto o Cruzeiro teve a semana livre para treinar. “Dar os parabéns ao nosso torcedor, agradeço a todo o apoio e o esforço extra que nossa equipe teve que fazer. Não é justo, mas é o que é.”

O técnico português disse que os Estaduais poderiam ser encurtados e a Copa do Brasil poderia ser decidida em final de jogo único. “Eu sou contra acabar o Paulistão. É um campeonato extremamente competitivo”, afirmou o atual tricampeão estadual. “A receita tem que ser dividida e a esses clubes pequenos tem que receber uma parcela maior de dinheiro.”

Sobre a final em jogo único, Abel disse que antes a ideia de decidir o título em jogo de ida e volta era ter mais lucro. “O certo é que ao realizar uma final única em um estádio escolhido por alguém, as receitas são muito maiores do que na final ida e volta. Isso pode ser feito na Copa do Brasil e no Paulistão.”

Na avaliação do técnico, a atual temporada será a mais difícil desde que chegou ao Palmeiras, no final de 2020. “Desde que estou aqui, creio que este será o ano mais difícil. Várias equipes se reforçaram. O ano passado já foi, mas creio que este ano vai ser mais apertado ainda a disputa pelo título”, afirmou Abel, que conquistou os dois últimos Brasileiros.

Após 18 rodadas, o Palmeiras é vice-líder do Brasileiro com 36 pontos, três a menos do que o Botafogo. O time enfrenta na quarta-feira o lanterna Fluminense, no Maracanã. Abel Ferreira falou sobre a possibilidade de escalar Caio Paulista na lateral esquerda, já que Piquerez, que terá que passar por cirurgia no joelho esquerdo, desfalca a equipe por um longo período.

“Eu sei que ele (Caio Paulista) gosta de jogar atrás para frente, além de jogar pela direita”, afirmou. “Neste momento, os laterais que temos são esses dois (Vanderlan e Caio Paulista) uma vez que o Piquerez ficará de fora durante vários meses.”

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Hepatite Delta avança entre ribeirinhos no Amazonas

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Casos de hepatite Delta entre ribeirinhos no Amazonas preocupam autoridades da saúde e pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A doença, que pode ser silenciosa, é o tipo mais agressivo das hepatites virais, podendo causar cirrose, câncer e até mesmo levar à morte. Apesar da alta incidência, poucos pacientes estão em tratamento, de acordo com a Fiocruz

 

Desde junho deste ano, uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Rondônia e profissionais de Saúde de Lábrea (AM) acompanha comunidades ribeirinhas na região sul do Amazonas. Segundo o Centro de Testagem Rápida e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Saúde de Lábrea (AM), há aproximadamente 1,4 mil casos notificados da doença na cidade e apenas 140 pacientes em acompanhamento.

Em Lábrea, de acordo com a Fiocruz, a equipe de pesquisadores e profissionais de saúde percorreu as comunidades ribeirinhas de Várzea Grande e Acimã, no Rio Purus. Durante dois dias foram realizados testes rápidos e exames laboratoriais, mas o foco principal da equipe foi o diagnóstico e rastreamento das hepatites virais, em especial a hepatite Delta. Dos 113 moradores atendidos nas duas comunidades, 16 foram diagnosticados com a hepatite.

As amostras são levadas para a Fiocruz Rondônia onde são processadas e avaliadas e os indivíduos com diagnóstico positivo são assistidos pela equipe de saúde de Lábrea e o Ambulatório de Hepatites Virais, que auxilia na conduta clínica dos pacientes.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico sobre Hepatites Virais, de 2023, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2022 foram diagnosticados no Brasil 4.393 casos de hepatite Delta. A maior incidência ocorreu na Região Norte, com 73,1% dos casos, seguida das regiões Sudeste (11,1%), Sul (6,6%), Nordeste (5,9%) e Centro-Oeste (3,3%). Em 2022 foram 108 novos diagnósticos, com 56 (51,9%) casos confirmados na Região Norte e 23 (21,3%) no Sudeste.

A hepatite Delta pode não apresentar sintomas iniciais. Ela está associada a uma maior ocorrência de cirrose, até mesmo dentro de dois anos da infecção, podendo levar a outras complicações como câncer e até mesmo à morte.

Quando há sintomas, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de prevenção é a vacina contra hepatite B.

A doença, de acordo com o Ministério da Saúde, pode ser transmitida por relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada; da mãe infectada para o filho durante a gestação e parto; pelo compartilhamento de material para uso de drogas, como seringas, agulhas, cachimbos; compartilhamento de materiais de higiene pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam; na confecção de tatuagem e colocação de piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que não atendam as normas de biossegurança, entre outras formas de contágio.

Por isso, é importante, por exemplo, para se proteger, o uso de preservativos em relações sexuais e não compartilhar objetos pessoas que podem entrar em contato com cortes, como lâminas de barbear, equipamentos para piercing e tatuagem, entre outros.

Em relação ao tratamento, não há medicamentos que promovam uma cura. O que é feito é o controle do dano da doença ao fígado, para que ela não evolua. As terapias são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além do tratamento com medicamentos, orienta-se que não se consuma bebidas alcoólicas.

Segundo o Laboratório de Virologia Molecular, um dos desafios é a testagem da doença, para que seja detectada a tempo para um tratamento eficaz. Isso porque a rede pública dispõe do teste de carga viral apenas para hepatite B, e os exames sorológicos disponíveis no SUS demonstram somente se o indivíduo teve contato com o vírus, sem informar a atual carga viral e se o vírus está se replicando no organismo. De acordo com o Laboratório, isso é extremamente importante para a definição da conduta clínica adequada ao paciente.

A Fiocruz Rondônia passou, então, a fazer testes de carga viral nos pacientes, por meio do método molecular para quantificação do vírus HDV – que é o vírus causador da hepatite Delta-, desenvolvido pelo próprio Laboratório de Virologia Molecular e, atualmente, já aplicado no diagnóstico e monitoramento de pacientes nos estados de Rondônia e Acre. A tecnologia ainda não é ofertada pelo SUS.

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SP lança concessão de 460 km com 18 novos pedágios

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O governo de São Paulo publicou edital para a concessão de 460 quilômetros de rodovias na chamada Rota Sorocabana com 18 novos pedágios, além dos cinco já existentes. O leilão acontece no dia 30 de outubro e as propostas podem ser apresentadas até o dia 25 daquele mês. Serão concedidas, e vão ganhar pedágios, rodovias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), como a SP-79, que liga a região de Sorocaba à Régis Bittencourt (BR-116), cortando vasta área de Mata Atlântica, na Serra do Mar.

 

Conforme o governo, estão previstos investimentos de R$ 8,7 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão. Os recursos serão aplicados em duplicações, faixas adicionais, marginais, construção de acesso e obras de infraestrutura viária em 17 cidades atingidas pela concessão, que se estende do km 34 da Raposo, em Cotia, até São Miguel Arcanjo. A nova concessão incorpora trechos atualmente concedidos à CCR Viaoeste, cuja concessão se encerra em março de 2025, e outros administrados pelo DER que hoje não têm pedágios.

O critério de seleção do vencedor será a maior outorga fixa paga ao Estado. Uma das obras previstas na concessão, a duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao entre Vargem Grande Paulista e Ibiúna, foi objeto de licitação recente pelo DER, no valor de R$ 152,5 milhões. O trecho duplicado deve se estender até Piedade. A Rodovia João Leme dos Santos, já duplicada entre Sorocaba e Salto de Pirapora, terá mais um trecho duplicado na passagem por esta cidade.

O projeto prevê intervenções na Rodovia Antunes Soares (SP-79), entre Salto e Juquiá. Conforme o governo, o objetivo é deixar o trecho da Serra do Mar, entre Tapiraí e Juquiá, mais seguro. A rodovia liga a região de Sorocaba Régis Bittencourt (BR-116), dando acesso também às praias do litoral sul de São Paulo.

No trecho de serra, a estrada é sinuosa, com curvas fechadas e tráfego proibido para veículos de carga articulados. A concessão vai permitir a construção de faixas adicionais na subida, acostamentos e rampas de escape, além de melhorias na sinalização. As intervenções dependerão de licenciamento ambiental, por se tratar de bioma protegido por lei federal e considerado Reserva da Biosfera pela Unesco.

NOVOS PEDÁGIOS. Os novos pontos de cobrança terão pórticos que operam o sistema de tarifação automática, conhecido como free flow (fluxo livre). Ao longo da extensão, os valores vão variar de R$ 0,86 a R$ 12,20, a depender do trecho, com cobrança nos dois sentidos.

Nova Raposo também terá cobrança automática

Um decreto publicado pelo governo estadual no último dia 12 autorizou a abertura de licitação para conceder à iniciativa privada o lote Nova Raposo, que prevê grandes intervenções na Rodovia Raposo Tavares, entre a capital paulista e a cidade de Cotia. Ambientalistas e associações de moradores continuam a criticar impactos ambientais e sociais das obras previstas, como a construção de túneis e viadutos na região do Butantã, em São Paulo, além de desapropriações e interferências em parques e áreas verdes.

O governo diz que o lote vai trazer cerca de R$ 7,1 bilhões em investimentos para melhorar o fluxo de veículos na via e trazer mais segurança. Atualmente, o trecho é administrado pelo DER e não tem pedágios. Com a concessão, serão instalados seis pórticos com cobrança eletrônica pelo sistema free flow. Ao todo, serão 93 quilômetros em dez cidades da região metropolitana de São Paulo.

O projeto original sofreu modificações, mas manteve as obras de maior impacto, como a construção de marginais na Raposo. Em nota, a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), informou que o edital final deve sair nos próximos dias.

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Ator de ‘Turma da Mônica’ chora e diz estar tomando antidepressivos após polêmica com fetiche

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(FOLHAPRESS) – O ator Fernando Mais, que interpreta Zecão no live-action da “Turma da Mônica – Lições”, publicou um vídeo em seu perfil no X relatando estar “desesperado” com a situação de sua carreira. O jovem relatou estar tomando medicamentos antidepressivos.

 

Mais é alvo de “hate” na internet há um ano, desde que passou a divulgar seu livro “Quero Scat – O Sexo com Cocô, Mijo e Peidos”, que trata de um fetiche escatológico ao qual é adepto. À época, o ator chegou a entrar nos assuntos mais comentados da plataforma e relatou chateação com a reação do público. Um dos críticos foi o Youtuber Felipe Neto, que mudou de opinião após conversar com Mais.

No perfil “Gustavo Scat, sem o scat”, mantido pelo artista, Fernando desabafou. “Eu juro por Deus que não queria estar fazendo isso. Eu preciso muito de ajuda. Estou há um ano nessa situação de Gustavo Scat, não tenho advogado, não tenho assessora. Estava contratado em uma agência de atores que me demitiu, estou desempregado há seis meses e recebi muita promessa de gente famosa”.

“Estou há um ano recebendo hate, minha mãe está me mandando dinheiro. Não estou passando fome, mas a situação é desesperadora”, complementou o intérprete de Zecão.

Na época em que passou a ser alvo de críticas (e ataques), Mais disse que um dos maiores medos de sua vida havia se concretizado: a reação adversa ao seu livro e consequências à carreira. “Eu não fiz nada de errado, nada ilegal, eu só tenho um gosto diferente, assim como você, lá no fundo, deve ter também”, afirmou.

“Eu tinha toda uma carreira antes disso acontecer. Não sei mais o que fazer, estou há um ano fingindo que estou bem, fazendo piada com a situação, mas juro por Deus que não aguento mais. Sou um ser humano”, concluiu Fernando, pedindo desculpas pelo desabafo.

Na mesma thread, Fernando pediu ajuda a Felipe Neto. “Vou voltar a me humilhar, odeio fazer isso, mas você pode me ajudar de alguma forma, mano? Está muito dificíl conseguir trampo… até trampo relacionado a comida tá foda de conseguir e eu tô mto apertado de grana”, publicou, recebendo mensagens de apoio de seguidores em seguida.

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Em busca do 3º ouro olímpico seguido, Martine Grael e Kahena Kunze chegam à França

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As atuais bicampeãs olímpicas na classe 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze, chegaram neste sábado a Marselha, onde acontecem as competições da modalidade nos Jogos de Paris-2024.

 

Além delas, outros 10 atletas da equipe brasileira da vela desembarcaram na França: Gabriela Kidd (Ilca6), Isabel Swan e Henrique Haddad (470), Marina Arndt e João Siemsen (Nacra), Bruno Fontes (Ilca7), Bruno Lobo (Fórmula Kite), Marco Grael e Gabriel Simões (49er) e Mateus Isaac (IQFoil).

 

Medalhista de bronze em Pequim-2008, com Fernanda Oliveira na classe 470, Isabel Swan parte para sua terceira Olimpíada e pode conquistar a primeira medalha olímpica mista da história do Brasil. Aos 30 anos, ela compete ao lado de Henrique Haddad na 470, que antes era dividida em competições entre homens e mulheres e pela primeira vez aparece no programa olímpico como mista.

 

A vela é um dos esportes que mais rendeu medalhas ao Brasil na história dos Jogos Olímpicos, com 19 conquistas, e o que deu mais ouros: 8. Entre as edições de Montreal em 1976 e Tóquio em 2020, os brasileiros só ficaram fora do pódio nos Jogos de Barcelona-1992. As regatas da vela começam na marina de Marselha a partir do dia 28 de julho e vão até 8 de agosto.

Entenda a crise dos shows no rastro dos cancelamentos de Ivete Sangalo e Ludmilla

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(FOLHAPRESS) – Depois de tanta festa, é difícil evitar a ressaca. Ivete Sangalo e Ludmilla ainda se recuperam do desgaste causado pelo cancelamento das megaturnês que prometeram fazer por arenas Brasil afora, quando apresentações em grandíssima escala pareciam uma aposta certa de sucesso. Mas elas não são as únicas. Dois anos após a retomada de uma programação cultural intensa, no rastro do frenesi causado pelo fim da pandemia, o mercado de shows e festivais entrou em crise.

 

No entanto, mais do que indicar a alta ou a baixa de um artista ou uma produtora, com seus fãs e detratores que rivalizam nas redes sociais, a recessão reflete uma série de fatores sobre a indústria da música ao vivo, inclusive a crise de imagem gerada para os shows depois da morte de uma jovem numa apresentação de Taylor Swift, no ano passado, e a de um rapaz no festival I Wanna Be Tour, neste ano, ambas no Rio de Janeiro.

O declínio se traduz em números. Segundo o Mapa dos Festivais, estudo feito pela empresa de curadoria musical Bananas Music, a quantidade de eventos aumentou 138% no ano passado, com a criação de 71 festivais. Mas só neste ano nove foram adiados e outros nove foram cancelados, enquanto empresas importantes do ramo perderam o seu valor.

É o caso da Time for Fun, a T4F, que teve uma queda de cerca de 65% no valor de suas ações. Em março de 2022, quando a produtora voltou a realizar o Lollapalooza depois da paralisação pandêmica, elas eram vendidas a R$ 4,72. Hoje, custam R$ 1,62.

A produtora, responsável pela turnê de Taylor Swift, vai na contramão do índice Ibovespa, que reúne as principais empresas do mercado brasileiro e teve alta de 7,6% no mesmo período. Até a publicação deste texto, a T4F não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.

Os maiores festivais do país também são atingidos, ainda que o impacto sobre eles seja menor, devido a fatores como a presença de estrelas internacionais e o investimento milionário de patrocinadores e da mídia.

O público do Lollapalooza, por exemplo, diminuiu 20% neste ano, enquanto o Rock in Rio, a menos de dois meses de seu início, ainda tem ingressos à venda para três de seus sete dias. Em comparação, as entradas da edição anterior se esgotaram com quatro meses de antecedência.

A Festa do Peão de Barretos, considerada o templo do sertanejo, enfrenta uma situação parecida. Ainda tem ingressos disponíveis para todos os seus dias, a partir de R$ 40, a menos de um mês do início do evento, que acontece no interior paulista.

A disponibilidade de entradas demonstra uma queda de interesse do público, ainda que festivais como o Rock in Rio, por exemplo, tenha preparado um line-up com mais novidades para este ano, como a contratação de artistas do sertanejo, o gênero musical mais ouvido do país, em razão das festividades de seus 40 anos.

A produtora 30e, que realizaria as turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla, embora negue que o mercado passe por uma baixa, diz que vivemos um período de acomodação. “O público não vive mais a ânsia de estar em todos os eventos”, diz, em nota por email. “Muitos eventos não conseguiram se manter porque são necessários anos até se consolidar, gerar lucro e ter seu espaço garantido.”

Segundo o economista Fábio Rodrigues, do Insper, a crise do setor está mais ligada à mudança no comportamento do público do que à conjuntura econômica do Brasil -o índice de desemprego, por exemplo, está em queda em relação aos anos anteriores, quando os shows e festivais estavam em alta.

“As pessoas estavam desesperadas para sair de casa e viver, então se criou um mercado que não se sustenta. O público ainda quer entretenimento, mas não a qualquer custo e a todo momento”, ele afirma. “Ninguém tem dinheiro para tudo.”

O preço dos ingressos desses eventos é uma reclamação constante do público. Ainda segundo o levantamento da Bananas Music, o valor médio da entrada de um festival é R$ 329. Mas não é raro encontrar cifras mais altas. O Rock in Rio está cobrando R$ 795 para a entrada de um dia, e o Lollapalooza cobrou R$ 850, além da taxa de serviço de 20% para a compra pela internet.

Todos os valores estão acima dos R$ 300 que a maior parte do público diz considerar aceitável por um ingresso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Serasa em parceria com o instituto Opinion Box.

E os preços só aumentam. Em dez anos, o valor do ingresso diário do Lollapalooza subiu 193%, e o do Rock in Rio, 148%. São altas maiores do que a inflação acumulada no período, de cerca de 80%, segundo o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

As maiores altas são recentes. Neste ano, a entrada do Lollapalooza ficou 43% mais cara, e a do Rock in Rio, 27,2%. São aumentos que também estão acima da inflação, de 4,66% para o período de realização do evento paulistano e de 8,65% para o carioca.

As turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla tinham ingressos a partir de R$ 100, mas havia discrepâncias entre as cidades. Para assistir ao show de Ludmilla em Manaus, seria preciso desembolsar no mínimo R$ 190, quase o dobro do que em São Paulo.

Entre as cidades por onde a cantora passaria, porém, a capital amazonense é a que tem a menor renda média por habitante, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas a partir de dados do Imposto de Renda.

Dessa forma, a entrada da apresentação representaria quase 20% dos R$ 1.000 que, em média, um manauara ganha por mês. Isso sem contar os gastos com deslocamento e alimentação. Segundo o Serasa, o valor empenhado em comida e bebida, vendidas a preços inflacionados nos eventos, gira em torno de R$ 200, o que poderia comprometer mais 20% da renda de um fã de Manaus.

As cantoras atribuíram o cancelamento de suas turnês a uma suposta falta de condição logística da produtora 30e para realizar os eventos, sem detalhes ou explicações. Elas não quiseram dar entrevistas. Já a 30e afirmou que teve “boas vendas em algumas cidades e não tão boas em outras”, mas que estava disposta a contornar a situação adotando estratégias como o adiamento de alguns shows, o cancelamento de outros e o reforço na divulgação de todos, mas as artistas não aceitaram um acordo e “optaram por um cancelamento unilateral”.

Inevitavelmente, os cancelamentos geraram uma crise de imagem para os envolvidos, ante o espanto do público. Como artistas com números superlativos no streaming não conseguiram vender ingressos suficientes para uma turnê? O caso ilustra outra crise da indústria musical –a distância entre o sucesso na internet e no mundo de carne e osso.

Luísa Sonza, com seus 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify, sabe disso. Sua última turnê teve shows cancelados e adiados, com ampla distribuição de ingressos para agentes do mercado, influenciadores e jornalistas. Ainda assim, houve apresentações, como a de João Pessoa, que virou notícia nos jornais locais pelo espaço vazio na casa de shows.

Isso porque, mesmo que estivesse em alta nas redes sociais, na crista de polêmicas geradas por seu último namoro, com o influenciador Chico Moedas, Sonza havia sido cautelosa –os shows aconteceram em casas menores. Em São Paulo, foi no Espaço Unimed, com capacidade para 8.000 pessoas, quase cinco vezes menor do que a do Allianz Parque, que Ivete Sangalo e Ludmilla desejavam.

Uma das principais justificativas para o aumento no preço dos ingressos, sobretudo os de shows e festivais que reúnem astros internacionais, é a alta do dólar, já que os cachês são negociados na moeda americana, com uma cotação que dobrou na última década.

Mas o cachê dos brasileiros também subiu. Segundo produtores e funcionários de empresas do ramo ouvidos em anonimato -uma condição comum imposta à reportagem, já que a maior parte de seus contratos têm cláusulas rígidas de confidencialidade-, a razão do aumento é a alta demanda de contratações.

Um dos maiores nomes contemporâneos do pop, Jão, que encerra sua turnê nas próximas semanas, ilustra isso. Antes da pandemia, seu cachê era de R$ 90 mil. Em 2022, com a retomada dos shows, o valor quase triplicou, para R$ 250 mil, segundo um de seus empresários. No fim do ano passado, Jão já cobrava R$ 600 mil –o valor pago pela prefeitura da capital de Sergipe para um show.

Em que pese o aumento de seguidores e de “plays” que o cantor teve no streaming, é um aumento superlativo, de 566%. E Jão não é o único. Outro exemplo é Gusttavo Lima, o mais famoso dos sertanejos. Hoje, ele cobra até R$ 1,2 milhão por show, um aumento de 70% em relação aos R$ 700 mil cobrados antes da pandemia, conforme demonstram seus contratos com prefeituras.

As prefeituras, a propósito, também estão inflando os cachês, dizem os produtores. A Virada Cultural da capital paulista deste ano, por exemplo, foi a mais cara da história. Se em 2022 o show mais caro contratado pela prefeitura custou R$ 300 mil aos cofres públicos, neste ano oito cachês ultrapassaram esse valor.

Nos rincões do país, prefeitos têm gastado milhões para levar cantores de sucesso a cidades com poucos milhares de habitantes, não raro se aproveitando dos shows para fazer propaganda e tentar se reeleger.

Os showmícios são proibidos desde 2006, mas não é difícil encontrar nas redes vídeos em que os artistas chamam os políticos para subir ao palco, elogiam a sua gestão e puxam até coros de “já ganhou”, ao se referir ao pleito marcado para outubro.

Diretor da Abrape, a Associação Brasileira de Produtores de Eventos, Nei Ávila afirma que precisou cancelar um de seus eventos, o Forró do Piu Piu, em Amargosa, no centrosul da Bahia. Em sua última edição, com um line-up que incluía Gusttavo Lima, o evento foi um sucesso de público, mas não deu lucro.

“Na Bahia, que tinha ao menos nove grandes eventos privados, com 20 anos de tradição, quase todos foram cancelados. Às vezes, o artista que eu contrato faz um show de graça noutra cidade a 30 quilômetros de distância”, diz Ávila, que neste ano produziu o festival beneficente Salve o Sul, no Allianz Parque, em São Paulo.

“Os shows privados têm compromisso com uma planilha de custo e a saúde financeira. A iniciativa pública não, porque as prefeituras nem pechincham nos cachês. Eles não têm necessidade de vender ingresso.”

As marcas também estariam inflacionando os cachês, segundo os produtores. O caso mais expressivo foi o de Madonna, em maio, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana, nas estimativas da prefeitura carioca.

A apresentação foi paga pelo banco Itaú, que fez parcerias com a cervejaria Heineken e outras empresas para viabilizar o cachê de R$ 17 milhões da americana. Madonna também participou de uma campanha publicitária do banco, gravada na Ópera de Paris. O cachê do comercial, exibido massivamente na televisão e nas redes sociais, não foi revelado pelo banco.

Agora, será a vez de a Budweiser bancar um show com Bruno Mars, outra estrela americana da música pop. A apresentação, em outubro, não é aberta ao público como a de Madonna, mas tampouco tem ingressos à venda. As entradas serão sorteadas a partir de doações ao Rio Grande do Sul, numa campanha para arrecadar fundos para os gaúchos enfrentarem a crise causada pelas enchentes.

Tanto por parte das marcas quanto das prefeituras, há interesses na contratação desses artistas. É que se associar ao nome deles pode não só aumentar a sua popularidade nas redes sociais como até lavar a imagem de uma instituição que enfrenta crises de imagem recorrentes, caso dos bancos, num movimento que os especialistas em marketing de influência chamam de “art washing”, ou lavagem com a arte.

Em paralelo, aumentou o custo de produção dos eventos, principalmente devido à escassez de fornecedores, que subiram os preços ante a alta demanda registrada depois da pandemia. Antes, a estrutura de palco para uma festa de 10 mil pessoas, por exemplo, custava em torno de R$ 150 mil, e hoje sai por no mínimo R$ 220 mil, segundo os produtores.

Dessa forma, é difícil para uma empresa realizar um evento com ingressos a preços atrativos e que ainda gere lucro. As turnês de estrelas internacionais, como as de Taylor Swift e The Weeknd ou dos grupos Coldplay e RBD, são exceções.

Esses shows, que causam até brigas entre fãs e cambistas na busca por um ingresso vendido a milhares de reais, fogem à regra porque os artistas raramente se apresentam no país. Embora tenha feito um “pocket show” para a imprensa nos anos 2010, ao lado da sertaneja Paula Fernandes, Taylor Swift nunca tinha se apresentado ao público brasileiro.

É difícil os shows nacionais terem uma procura alta assim. Para as massas, pode não haver sentido em pagar para assistir a um artista que fez ou fará um show gratuito bancado por uma prefeitura ou uma marca, ainda que as apresentações possam ser diferentes, com mais investimento em elementos como cenografia, figurino e tecnologia.

Exceções são as apresentações incomuns, como as de Caetano Veloso e Maria Bethânia, com uma turnê que começa em agosto. É difícil ver os irmãos cantando juntos, assim como os Titãs, que se reuniram na turnê “Encontro”, no ano passado, depois de 30 anos separados.

Por ser um evento raro, os Titãs reuniram 750 mil pessoas, em 47 shows, com 26 deles esgotados. O Natiruts segue o mesmo caminho, porque sua turnê em curso marca o fim do grupo. Até agora, são 500 mil ingressos vendidos, segundo a produtora 30e, a mesma que faria os shows de Ivete Sangalo e Ludmilla.

Mas Taylor Swift é uma só, os Titãs não existem mais e o Natiruts está no mesmo caminho, lembra Nei Ávila, o diretor da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos. “Muita gente achou que estávamos num foguete que nunca ia parar de subir, mas a realidade é outra. Curtida em rede social não cola para quem paga cachê, artistas que não colaboram também não vendem ingressos, e precisamos nos ajustar, senão o foguete vai é cair.”

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