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Abel Ferreira critica calendário após Palmeiras vencer o Cruzeiro: ‘Não é justo, mas é o que é’

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O técnico Abel Ferreira criticou o calendário do futebol brasileiro após o Palmeiras vencer o Cruzeiro por 2 a 0 na noite deste sábado. Abel disse que o rival teve uma grande vantagem para o jogo disputado no Allianz Parque.

 

“Tivemos que jogar com esforço contra uma equipe fresca”, afirmou o técnico português, referindo-se ao fato de o Palmeiras ter enfrentado o líder do Brasileiro, o Botafogo, na quarta-feira enquanto o Cruzeiro teve a semana livre para treinar. “Dar os parabéns ao nosso torcedor, agradeço a todo o apoio e o esforço extra que nossa equipe teve que fazer. Não é justo, mas é o que é.”

O técnico português disse que os Estaduais poderiam ser encurtados e a Copa do Brasil poderia ser decidida em final de jogo único. “Eu sou contra acabar o Paulistão. É um campeonato extremamente competitivo”, afirmou o atual tricampeão estadual. “A receita tem que ser dividida e a esses clubes pequenos tem que receber uma parcela maior de dinheiro.”

Sobre a final em jogo único, Abel disse que antes a ideia de decidir o título em jogo de ida e volta era ter mais lucro. “O certo é que ao realizar uma final única em um estádio escolhido por alguém, as receitas são muito maiores do que na final ida e volta. Isso pode ser feito na Copa do Brasil e no Paulistão.”

Na avaliação do técnico, a atual temporada será a mais difícil desde que chegou ao Palmeiras, no final de 2020. “Desde que estou aqui, creio que este será o ano mais difícil. Várias equipes se reforçaram. O ano passado já foi, mas creio que este ano vai ser mais apertado ainda a disputa pelo título”, afirmou Abel, que conquistou os dois últimos Brasileiros.

Após 18 rodadas, o Palmeiras é vice-líder do Brasileiro com 36 pontos, três a menos do que o Botafogo. O time enfrenta na quarta-feira o lanterna Fluminense, no Maracanã. Abel Ferreira falou sobre a possibilidade de escalar Caio Paulista na lateral esquerda, já que Piquerez, que terá que passar por cirurgia no joelho esquerdo, desfalca a equipe por um longo período.

“Eu sei que ele (Caio Paulista) gosta de jogar atrás para frente, além de jogar pela direita”, afirmou. “Neste momento, os laterais que temos são esses dois (Vanderlan e Caio Paulista) uma vez que o Piquerez ficará de fora durante vários meses.”

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Hepatite Delta avança entre ribeirinhos no Amazonas

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Casos de hepatite Delta entre ribeirinhos no Amazonas preocupam autoridades da saúde e pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A doença, que pode ser silenciosa, é o tipo mais agressivo das hepatites virais, podendo causar cirrose, câncer e até mesmo levar à morte. Apesar da alta incidência, poucos pacientes estão em tratamento, de acordo com a Fiocruz

 

Desde junho deste ano, uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Rondônia e profissionais de Saúde de Lábrea (AM) acompanha comunidades ribeirinhas na região sul do Amazonas. Segundo o Centro de Testagem Rápida e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Saúde de Lábrea (AM), há aproximadamente 1,4 mil casos notificados da doença na cidade e apenas 140 pacientes em acompanhamento.

Em Lábrea, de acordo com a Fiocruz, a equipe de pesquisadores e profissionais de saúde percorreu as comunidades ribeirinhas de Várzea Grande e Acimã, no Rio Purus. Durante dois dias foram realizados testes rápidos e exames laboratoriais, mas o foco principal da equipe foi o diagnóstico e rastreamento das hepatites virais, em especial a hepatite Delta. Dos 113 moradores atendidos nas duas comunidades, 16 foram diagnosticados com a hepatite.

As amostras são levadas para a Fiocruz Rondônia onde são processadas e avaliadas e os indivíduos com diagnóstico positivo são assistidos pela equipe de saúde de Lábrea e o Ambulatório de Hepatites Virais, que auxilia na conduta clínica dos pacientes.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico sobre Hepatites Virais, de 2023, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2022 foram diagnosticados no Brasil 4.393 casos de hepatite Delta. A maior incidência ocorreu na Região Norte, com 73,1% dos casos, seguida das regiões Sudeste (11,1%), Sul (6,6%), Nordeste (5,9%) e Centro-Oeste (3,3%). Em 2022 foram 108 novos diagnósticos, com 56 (51,9%) casos confirmados na Região Norte e 23 (21,3%) no Sudeste.

A hepatite Delta pode não apresentar sintomas iniciais. Ela está associada a uma maior ocorrência de cirrose, até mesmo dentro de dois anos da infecção, podendo levar a outras complicações como câncer e até mesmo à morte.

Quando há sintomas, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de prevenção é a vacina contra hepatite B.

A doença, de acordo com o Ministério da Saúde, pode ser transmitida por relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada; da mãe infectada para o filho durante a gestação e parto; pelo compartilhamento de material para uso de drogas, como seringas, agulhas, cachimbos; compartilhamento de materiais de higiene pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam; na confecção de tatuagem e colocação de piercings, procedimentos odontológicos ou cirúrgicos que não atendam as normas de biossegurança, entre outras formas de contágio.

Por isso, é importante, por exemplo, para se proteger, o uso de preservativos em relações sexuais e não compartilhar objetos pessoas que podem entrar em contato com cortes, como lâminas de barbear, equipamentos para piercing e tatuagem, entre outros.

Em relação ao tratamento, não há medicamentos que promovam uma cura. O que é feito é o controle do dano da doença ao fígado, para que ela não evolua. As terapias são disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além do tratamento com medicamentos, orienta-se que não se consuma bebidas alcoólicas.

Segundo o Laboratório de Virologia Molecular, um dos desafios é a testagem da doença, para que seja detectada a tempo para um tratamento eficaz. Isso porque a rede pública dispõe do teste de carga viral apenas para hepatite B, e os exames sorológicos disponíveis no SUS demonstram somente se o indivíduo teve contato com o vírus, sem informar a atual carga viral e se o vírus está se replicando no organismo. De acordo com o Laboratório, isso é extremamente importante para a definição da conduta clínica adequada ao paciente.

A Fiocruz Rondônia passou, então, a fazer testes de carga viral nos pacientes, por meio do método molecular para quantificação do vírus HDV – que é o vírus causador da hepatite Delta-, desenvolvido pelo próprio Laboratório de Virologia Molecular e, atualmente, já aplicado no diagnóstico e monitoramento de pacientes nos estados de Rondônia e Acre. A tecnologia ainda não é ofertada pelo SUS.

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SP lança concessão de 460 km com 18 novos pedágios

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O governo de São Paulo publicou edital para a concessão de 460 quilômetros de rodovias na chamada Rota Sorocabana com 18 novos pedágios, além dos cinco já existentes. O leilão acontece no dia 30 de outubro e as propostas podem ser apresentadas até o dia 25 daquele mês. Serão concedidas, e vão ganhar pedágios, rodovias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), como a SP-79, que liga a região de Sorocaba à Régis Bittencourt (BR-116), cortando vasta área de Mata Atlântica, na Serra do Mar.

 

Conforme o governo, estão previstos investimentos de R$ 8,7 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão. Os recursos serão aplicados em duplicações, faixas adicionais, marginais, construção de acesso e obras de infraestrutura viária em 17 cidades atingidas pela concessão, que se estende do km 34 da Raposo, em Cotia, até São Miguel Arcanjo. A nova concessão incorpora trechos atualmente concedidos à CCR Viaoeste, cuja concessão se encerra em março de 2025, e outros administrados pelo DER que hoje não têm pedágios.

O critério de seleção do vencedor será a maior outorga fixa paga ao Estado. Uma das obras previstas na concessão, a duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao entre Vargem Grande Paulista e Ibiúna, foi objeto de licitação recente pelo DER, no valor de R$ 152,5 milhões. O trecho duplicado deve se estender até Piedade. A Rodovia João Leme dos Santos, já duplicada entre Sorocaba e Salto de Pirapora, terá mais um trecho duplicado na passagem por esta cidade.

O projeto prevê intervenções na Rodovia Antunes Soares (SP-79), entre Salto e Juquiá. Conforme o governo, o objetivo é deixar o trecho da Serra do Mar, entre Tapiraí e Juquiá, mais seguro. A rodovia liga a região de Sorocaba Régis Bittencourt (BR-116), dando acesso também às praias do litoral sul de São Paulo.

No trecho de serra, a estrada é sinuosa, com curvas fechadas e tráfego proibido para veículos de carga articulados. A concessão vai permitir a construção de faixas adicionais na subida, acostamentos e rampas de escape, além de melhorias na sinalização. As intervenções dependerão de licenciamento ambiental, por se tratar de bioma protegido por lei federal e considerado Reserva da Biosfera pela Unesco.

NOVOS PEDÁGIOS. Os novos pontos de cobrança terão pórticos que operam o sistema de tarifação automática, conhecido como free flow (fluxo livre). Ao longo da extensão, os valores vão variar de R$ 0,86 a R$ 12,20, a depender do trecho, com cobrança nos dois sentidos.

Nova Raposo também terá cobrança automática

Um decreto publicado pelo governo estadual no último dia 12 autorizou a abertura de licitação para conceder à iniciativa privada o lote Nova Raposo, que prevê grandes intervenções na Rodovia Raposo Tavares, entre a capital paulista e a cidade de Cotia. Ambientalistas e associações de moradores continuam a criticar impactos ambientais e sociais das obras previstas, como a construção de túneis e viadutos na região do Butantã, em São Paulo, além de desapropriações e interferências em parques e áreas verdes.

O governo diz que o lote vai trazer cerca de R$ 7,1 bilhões em investimentos para melhorar o fluxo de veículos na via e trazer mais segurança. Atualmente, o trecho é administrado pelo DER e não tem pedágios. Com a concessão, serão instalados seis pórticos com cobrança eletrônica pelo sistema free flow. Ao todo, serão 93 quilômetros em dez cidades da região metropolitana de São Paulo.

O projeto original sofreu modificações, mas manteve as obras de maior impacto, como a construção de marginais na Raposo. Em nota, a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), informou que o edital final deve sair nos próximos dias.

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Ator de ‘Turma da Mônica’ chora e diz estar tomando antidepressivos após polêmica com fetiche

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(FOLHAPRESS) – O ator Fernando Mais, que interpreta Zecão no live-action da “Turma da Mônica – Lições”, publicou um vídeo em seu perfil no X relatando estar “desesperado” com a situação de sua carreira. O jovem relatou estar tomando medicamentos antidepressivos.

 

Mais é alvo de “hate” na internet há um ano, desde que passou a divulgar seu livro “Quero Scat – O Sexo com Cocô, Mijo e Peidos”, que trata de um fetiche escatológico ao qual é adepto. À época, o ator chegou a entrar nos assuntos mais comentados da plataforma e relatou chateação com a reação do público. Um dos críticos foi o Youtuber Felipe Neto, que mudou de opinião após conversar com Mais.

No perfil “Gustavo Scat, sem o scat”, mantido pelo artista, Fernando desabafou. “Eu juro por Deus que não queria estar fazendo isso. Eu preciso muito de ajuda. Estou há um ano nessa situação de Gustavo Scat, não tenho advogado, não tenho assessora. Estava contratado em uma agência de atores que me demitiu, estou desempregado há seis meses e recebi muita promessa de gente famosa”.

“Estou há um ano recebendo hate, minha mãe está me mandando dinheiro. Não estou passando fome, mas a situação é desesperadora”, complementou o intérprete de Zecão.

Na época em que passou a ser alvo de críticas (e ataques), Mais disse que um dos maiores medos de sua vida havia se concretizado: a reação adversa ao seu livro e consequências à carreira. “Eu não fiz nada de errado, nada ilegal, eu só tenho um gosto diferente, assim como você, lá no fundo, deve ter também”, afirmou.

“Eu tinha toda uma carreira antes disso acontecer. Não sei mais o que fazer, estou há um ano fingindo que estou bem, fazendo piada com a situação, mas juro por Deus que não aguento mais. Sou um ser humano”, concluiu Fernando, pedindo desculpas pelo desabafo.

Na mesma thread, Fernando pediu ajuda a Felipe Neto. “Vou voltar a me humilhar, odeio fazer isso, mas você pode me ajudar de alguma forma, mano? Está muito dificíl conseguir trampo… até trampo relacionado a comida tá foda de conseguir e eu tô mto apertado de grana”, publicou, recebendo mensagens de apoio de seguidores em seguida.

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Em busca do 3º ouro olímpico seguido, Martine Grael e Kahena Kunze chegam à França

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As atuais bicampeãs olímpicas na classe 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze, chegaram neste sábado a Marselha, onde acontecem as competições da modalidade nos Jogos de Paris-2024.

 

Além delas, outros 10 atletas da equipe brasileira da vela desembarcaram na França: Gabriela Kidd (Ilca6), Isabel Swan e Henrique Haddad (470), Marina Arndt e João Siemsen (Nacra), Bruno Fontes (Ilca7), Bruno Lobo (Fórmula Kite), Marco Grael e Gabriel Simões (49er) e Mateus Isaac (IQFoil).

 

Medalhista de bronze em Pequim-2008, com Fernanda Oliveira na classe 470, Isabel Swan parte para sua terceira Olimpíada e pode conquistar a primeira medalha olímpica mista da história do Brasil. Aos 30 anos, ela compete ao lado de Henrique Haddad na 470, que antes era dividida em competições entre homens e mulheres e pela primeira vez aparece no programa olímpico como mista.

 

A vela é um dos esportes que mais rendeu medalhas ao Brasil na história dos Jogos Olímpicos, com 19 conquistas, e o que deu mais ouros: 8. Entre as edições de Montreal em 1976 e Tóquio em 2020, os brasileiros só ficaram fora do pódio nos Jogos de Barcelona-1992. As regatas da vela começam na marina de Marselha a partir do dia 28 de julho e vão até 8 de agosto.

Entenda a crise dos shows no rastro dos cancelamentos de Ivete Sangalo e Ludmilla

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(FOLHAPRESS) – Depois de tanta festa, é difícil evitar a ressaca. Ivete Sangalo e Ludmilla ainda se recuperam do desgaste causado pelo cancelamento das megaturnês que prometeram fazer por arenas Brasil afora, quando apresentações em grandíssima escala pareciam uma aposta certa de sucesso. Mas elas não são as únicas. Dois anos após a retomada de uma programação cultural intensa, no rastro do frenesi causado pelo fim da pandemia, o mercado de shows e festivais entrou em crise.

 

No entanto, mais do que indicar a alta ou a baixa de um artista ou uma produtora, com seus fãs e detratores que rivalizam nas redes sociais, a recessão reflete uma série de fatores sobre a indústria da música ao vivo, inclusive a crise de imagem gerada para os shows depois da morte de uma jovem numa apresentação de Taylor Swift, no ano passado, e a de um rapaz no festival I Wanna Be Tour, neste ano, ambas no Rio de Janeiro.

O declínio se traduz em números. Segundo o Mapa dos Festivais, estudo feito pela empresa de curadoria musical Bananas Music, a quantidade de eventos aumentou 138% no ano passado, com a criação de 71 festivais. Mas só neste ano nove foram adiados e outros nove foram cancelados, enquanto empresas importantes do ramo perderam o seu valor.

É o caso da Time for Fun, a T4F, que teve uma queda de cerca de 65% no valor de suas ações. Em março de 2022, quando a produtora voltou a realizar o Lollapalooza depois da paralisação pandêmica, elas eram vendidas a R$ 4,72. Hoje, custam R$ 1,62.

A produtora, responsável pela turnê de Taylor Swift, vai na contramão do índice Ibovespa, que reúne as principais empresas do mercado brasileiro e teve alta de 7,6% no mesmo período. Até a publicação deste texto, a T4F não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.

Os maiores festivais do país também são atingidos, ainda que o impacto sobre eles seja menor, devido a fatores como a presença de estrelas internacionais e o investimento milionário de patrocinadores e da mídia.

O público do Lollapalooza, por exemplo, diminuiu 20% neste ano, enquanto o Rock in Rio, a menos de dois meses de seu início, ainda tem ingressos à venda para três de seus sete dias. Em comparação, as entradas da edição anterior se esgotaram com quatro meses de antecedência.

A Festa do Peão de Barretos, considerada o templo do sertanejo, enfrenta uma situação parecida. Ainda tem ingressos disponíveis para todos os seus dias, a partir de R$ 40, a menos de um mês do início do evento, que acontece no interior paulista.

A disponibilidade de entradas demonstra uma queda de interesse do público, ainda que festivais como o Rock in Rio, por exemplo, tenha preparado um line-up com mais novidades para este ano, como a contratação de artistas do sertanejo, o gênero musical mais ouvido do país, em razão das festividades de seus 40 anos.

A produtora 30e, que realizaria as turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla, embora negue que o mercado passe por uma baixa, diz que vivemos um período de acomodação. “O público não vive mais a ânsia de estar em todos os eventos”, diz, em nota por email. “Muitos eventos não conseguiram se manter porque são necessários anos até se consolidar, gerar lucro e ter seu espaço garantido.”

Segundo o economista Fábio Rodrigues, do Insper, a crise do setor está mais ligada à mudança no comportamento do público do que à conjuntura econômica do Brasil -o índice de desemprego, por exemplo, está em queda em relação aos anos anteriores, quando os shows e festivais estavam em alta.

“As pessoas estavam desesperadas para sair de casa e viver, então se criou um mercado que não se sustenta. O público ainda quer entretenimento, mas não a qualquer custo e a todo momento”, ele afirma. “Ninguém tem dinheiro para tudo.”

O preço dos ingressos desses eventos é uma reclamação constante do público. Ainda segundo o levantamento da Bananas Music, o valor médio da entrada de um festival é R$ 329. Mas não é raro encontrar cifras mais altas. O Rock in Rio está cobrando R$ 795 para a entrada de um dia, e o Lollapalooza cobrou R$ 850, além da taxa de serviço de 20% para a compra pela internet.

Todos os valores estão acima dos R$ 300 que a maior parte do público diz considerar aceitável por um ingresso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Serasa em parceria com o instituto Opinion Box.

E os preços só aumentam. Em dez anos, o valor do ingresso diário do Lollapalooza subiu 193%, e o do Rock in Rio, 148%. São altas maiores do que a inflação acumulada no período, de cerca de 80%, segundo o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

As maiores altas são recentes. Neste ano, a entrada do Lollapalooza ficou 43% mais cara, e a do Rock in Rio, 27,2%. São aumentos que também estão acima da inflação, de 4,66% para o período de realização do evento paulistano e de 8,65% para o carioca.

As turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla tinham ingressos a partir de R$ 100, mas havia discrepâncias entre as cidades. Para assistir ao show de Ludmilla em Manaus, seria preciso desembolsar no mínimo R$ 190, quase o dobro do que em São Paulo.

Entre as cidades por onde a cantora passaria, porém, a capital amazonense é a que tem a menor renda média por habitante, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas a partir de dados do Imposto de Renda.

Dessa forma, a entrada da apresentação representaria quase 20% dos R$ 1.000 que, em média, um manauara ganha por mês. Isso sem contar os gastos com deslocamento e alimentação. Segundo o Serasa, o valor empenhado em comida e bebida, vendidas a preços inflacionados nos eventos, gira em torno de R$ 200, o que poderia comprometer mais 20% da renda de um fã de Manaus.

As cantoras atribuíram o cancelamento de suas turnês a uma suposta falta de condição logística da produtora 30e para realizar os eventos, sem detalhes ou explicações. Elas não quiseram dar entrevistas. Já a 30e afirmou que teve “boas vendas em algumas cidades e não tão boas em outras”, mas que estava disposta a contornar a situação adotando estratégias como o adiamento de alguns shows, o cancelamento de outros e o reforço na divulgação de todos, mas as artistas não aceitaram um acordo e “optaram por um cancelamento unilateral”.

Inevitavelmente, os cancelamentos geraram uma crise de imagem para os envolvidos, ante o espanto do público. Como artistas com números superlativos no streaming não conseguiram vender ingressos suficientes para uma turnê? O caso ilustra outra crise da indústria musical –a distância entre o sucesso na internet e no mundo de carne e osso.

Luísa Sonza, com seus 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify, sabe disso. Sua última turnê teve shows cancelados e adiados, com ampla distribuição de ingressos para agentes do mercado, influenciadores e jornalistas. Ainda assim, houve apresentações, como a de João Pessoa, que virou notícia nos jornais locais pelo espaço vazio na casa de shows.

Isso porque, mesmo que estivesse em alta nas redes sociais, na crista de polêmicas geradas por seu último namoro, com o influenciador Chico Moedas, Sonza havia sido cautelosa –os shows aconteceram em casas menores. Em São Paulo, foi no Espaço Unimed, com capacidade para 8.000 pessoas, quase cinco vezes menor do que a do Allianz Parque, que Ivete Sangalo e Ludmilla desejavam.

Uma das principais justificativas para o aumento no preço dos ingressos, sobretudo os de shows e festivais que reúnem astros internacionais, é a alta do dólar, já que os cachês são negociados na moeda americana, com uma cotação que dobrou na última década.

Mas o cachê dos brasileiros também subiu. Segundo produtores e funcionários de empresas do ramo ouvidos em anonimato -uma condição comum imposta à reportagem, já que a maior parte de seus contratos têm cláusulas rígidas de confidencialidade-, a razão do aumento é a alta demanda de contratações.

Um dos maiores nomes contemporâneos do pop, Jão, que encerra sua turnê nas próximas semanas, ilustra isso. Antes da pandemia, seu cachê era de R$ 90 mil. Em 2022, com a retomada dos shows, o valor quase triplicou, para R$ 250 mil, segundo um de seus empresários. No fim do ano passado, Jão já cobrava R$ 600 mil –o valor pago pela prefeitura da capital de Sergipe para um show.

Em que pese o aumento de seguidores e de “plays” que o cantor teve no streaming, é um aumento superlativo, de 566%. E Jão não é o único. Outro exemplo é Gusttavo Lima, o mais famoso dos sertanejos. Hoje, ele cobra até R$ 1,2 milhão por show, um aumento de 70% em relação aos R$ 700 mil cobrados antes da pandemia, conforme demonstram seus contratos com prefeituras.

As prefeituras, a propósito, também estão inflando os cachês, dizem os produtores. A Virada Cultural da capital paulista deste ano, por exemplo, foi a mais cara da história. Se em 2022 o show mais caro contratado pela prefeitura custou R$ 300 mil aos cofres públicos, neste ano oito cachês ultrapassaram esse valor.

Nos rincões do país, prefeitos têm gastado milhões para levar cantores de sucesso a cidades com poucos milhares de habitantes, não raro se aproveitando dos shows para fazer propaganda e tentar se reeleger.

Os showmícios são proibidos desde 2006, mas não é difícil encontrar nas redes vídeos em que os artistas chamam os políticos para subir ao palco, elogiam a sua gestão e puxam até coros de “já ganhou”, ao se referir ao pleito marcado para outubro.

Diretor da Abrape, a Associação Brasileira de Produtores de Eventos, Nei Ávila afirma que precisou cancelar um de seus eventos, o Forró do Piu Piu, em Amargosa, no centrosul da Bahia. Em sua última edição, com um line-up que incluía Gusttavo Lima, o evento foi um sucesso de público, mas não deu lucro.

“Na Bahia, que tinha ao menos nove grandes eventos privados, com 20 anos de tradição, quase todos foram cancelados. Às vezes, o artista que eu contrato faz um show de graça noutra cidade a 30 quilômetros de distância”, diz Ávila, que neste ano produziu o festival beneficente Salve o Sul, no Allianz Parque, em São Paulo.

“Os shows privados têm compromisso com uma planilha de custo e a saúde financeira. A iniciativa pública não, porque as prefeituras nem pechincham nos cachês. Eles não têm necessidade de vender ingresso.”

As marcas também estariam inflacionando os cachês, segundo os produtores. O caso mais expressivo foi o de Madonna, em maio, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana, nas estimativas da prefeitura carioca.

A apresentação foi paga pelo banco Itaú, que fez parcerias com a cervejaria Heineken e outras empresas para viabilizar o cachê de R$ 17 milhões da americana. Madonna também participou de uma campanha publicitária do banco, gravada na Ópera de Paris. O cachê do comercial, exibido massivamente na televisão e nas redes sociais, não foi revelado pelo banco.

Agora, será a vez de a Budweiser bancar um show com Bruno Mars, outra estrela americana da música pop. A apresentação, em outubro, não é aberta ao público como a de Madonna, mas tampouco tem ingressos à venda. As entradas serão sorteadas a partir de doações ao Rio Grande do Sul, numa campanha para arrecadar fundos para os gaúchos enfrentarem a crise causada pelas enchentes.

Tanto por parte das marcas quanto das prefeituras, há interesses na contratação desses artistas. É que se associar ao nome deles pode não só aumentar a sua popularidade nas redes sociais como até lavar a imagem de uma instituição que enfrenta crises de imagem recorrentes, caso dos bancos, num movimento que os especialistas em marketing de influência chamam de “art washing”, ou lavagem com a arte.

Em paralelo, aumentou o custo de produção dos eventos, principalmente devido à escassez de fornecedores, que subiram os preços ante a alta demanda registrada depois da pandemia. Antes, a estrutura de palco para uma festa de 10 mil pessoas, por exemplo, custava em torno de R$ 150 mil, e hoje sai por no mínimo R$ 220 mil, segundo os produtores.

Dessa forma, é difícil para uma empresa realizar um evento com ingressos a preços atrativos e que ainda gere lucro. As turnês de estrelas internacionais, como as de Taylor Swift e The Weeknd ou dos grupos Coldplay e RBD, são exceções.

Esses shows, que causam até brigas entre fãs e cambistas na busca por um ingresso vendido a milhares de reais, fogem à regra porque os artistas raramente se apresentam no país. Embora tenha feito um “pocket show” para a imprensa nos anos 2010, ao lado da sertaneja Paula Fernandes, Taylor Swift nunca tinha se apresentado ao público brasileiro.

É difícil os shows nacionais terem uma procura alta assim. Para as massas, pode não haver sentido em pagar para assistir a um artista que fez ou fará um show gratuito bancado por uma prefeitura ou uma marca, ainda que as apresentações possam ser diferentes, com mais investimento em elementos como cenografia, figurino e tecnologia.

Exceções são as apresentações incomuns, como as de Caetano Veloso e Maria Bethânia, com uma turnê que começa em agosto. É difícil ver os irmãos cantando juntos, assim como os Titãs, que se reuniram na turnê “Encontro”, no ano passado, depois de 30 anos separados.

Por ser um evento raro, os Titãs reuniram 750 mil pessoas, em 47 shows, com 26 deles esgotados. O Natiruts segue o mesmo caminho, porque sua turnê em curso marca o fim do grupo. Até agora, são 500 mil ingressos vendidos, segundo a produtora 30e, a mesma que faria os shows de Ivete Sangalo e Ludmilla.

Mas Taylor Swift é uma só, os Titãs não existem mais e o Natiruts está no mesmo caminho, lembra Nei Ávila, o diretor da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos. “Muita gente achou que estávamos num foguete que nunca ia parar de subir, mas a realidade é outra. Curtida em rede social não cola para quem paga cachê, artistas que não colaboram também não vendem ingressos, e precisamos nos ajustar, senão o foguete vai é cair.”

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Thommy Schiavo morreu após cair da sacada do prédio em que morava

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Neste sábado (20), o universo das novelas sofreu uma grande perda com a morte do ator Thommy Schiavo, conhecido pelo papel de João Zoinho na novela “Pantanal”, exibida pela TV Globo em 2022. O falecimento do ator, de 39 anos, foi anunciado inicialmente por seu amigo e colega de elenco, Leandro Lima, e confirmado pelo empresário Caíco De Queiroz.

 

De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP), Thommy Schiavo morreu após cair da sacada do prédio onde residia, na capital mato-grossense. A ocorrência foi registrada na manhã deste sábado no bairro Bosque da Saúde. A vítima foi encontrada caída no piso inferior do prédio, a uma altura de aproximadamente quatro metros, sem sinais visíveis de ferimentos externos.

A polícia divulgou que a análise das câmeras de segurança do prédio revelou a sequência dos eventos. As imagens mostraram o ator sentado no andar superior, antes de se deitar no chão por alguns minutos. Ao levantar-se, ele perdeu o equilíbrio e caiu sobre o parapeito da sacada, resultando na queda fatal.

O corpo de Thommy foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá para a realização de perícia. Testemunhas informaram que o ator havia estado em uma loja de conveniência próxima momentos antes do acidente, onde havia bebido com amigos.

Thommy Schiavo deixa uma filha de 1 ano, Lara, fruto de seu relacionamento com a maquiadora Angra Monaliza, que conheceu durante as gravações de “Pantanal”. A perda do ator é sentida profundamente por seus fãs e colegas de profissão, que lamentam o fim prematuro de sua vida e carreira.

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Gabigol diz que Flamengo não agiu de boa maneira e deixa futuro em aberto

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Gabigol foi o herói do Flamengo na vitória contra o Criciúma neste sábado (20), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na entrevista pós-jogo, o atacante falou sobre seu momento no clube e direcionou críticas à diretoria.

 

Ao som da torcida cantando ‘fica, Gabigol’, o jogador foi perguntado se irá permanecer no clube carioca até o fim do contrato. O vínculo atual será encerrado em dezembro de 2024.

Gabriel foi direto ao falar sobre a situação e não garantiu a permanência no time. O atleta esteve envolvido em negociações para defender o Palmeiras.

“A minha vontade todo mundo sabia, foram acordadas muitas coisas que não foram cumpridas, não agiram de uma maneira boa na minha opinião com um ídolo. Mas as coisas estão abertas, tudo pode acontecer. Vou me dedicar ao máximo nos treinos, isso nunca faltou. Vou buscar meu espaço para voltar a ter ritmo de jogo e minutos para eu poder desempenhar o futebol. A minha confiança em mim é muito grande, sei o que posso entregar e fazer. Continuar assim, treinar bastante e ajudar o Flamengo”, disse Gabigol.

O atacante do rubro-negro também falou sobre o apoio da torcida e celebrou o gol marcado. Gabriel marcou de pênalti e deixou o Fla na frente do placar já no final do jogo.

“Muito feliz pelo apoio da torcida, em todos os lugares sou muito bem recebido, a torcida é algo maravilhoso comigo e nunca esperei ser tão acarinhado assim, nos momentos bons e ruins. Tenho tido muitas poucas oportunidades, meu último jogo como titular já faz 5 ou 6 meses. isso é muito difícil. Mas como sempre ajudar o Flamengo é o que eu mais quero. Aqui é um lugar muito especial pra mim, foi minha estreia, contra o Flamengo, então é muito especial.”, finalizou o atacante.

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Oito mortos e 18 desaparecidos em enchente repentina no centro da China

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Pelo menos oito pessoas morreram e 18 estão desaparecidas após uma inundação repentina causada por chuvas intensas em uma aldeia no centro da China, informaram neste domingo os meios de comunicação locais.

 

O desastre ocorreu na tarde de sábado na aldeia de Xinhua, na província de Sichuan. Segundo as autoridades provinciais citadas pela agência oficial de notícias Xinhua, 1.254 pessoas foram afetadas e mais de 40 casas foram danificadas.

Cerca de 450 equipes de socorro estão atuando na região. Até o momento, foram resgatadas quatro pessoas e recuperados os corpos de oito vítimas.

Bebê é resgatado do ventre da mãe que morreu em ataque em Gaza; veja

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Em um raro momento de esperança no meio da devastadora guerra na Faixa de Gaza, um bebê foi resgatado com vida do ventre de sua mãe, que foi morta em um ataque aéreo que atingiu sua casa em Nuseirat na noite de quinta-feira.

 

A mãe, Ola al-Kurd, de 25 anos, foi uma das sete vítimas fatais da explosão. Rapidamente, equipes de emergência a levaram ao Hospital Al-Awda, no norte de Gaza, na tentativa de salvar o feto. Após horas de trabalho, os médicos anunciaram à Associated Press que um menino havia nascido.

O recém-nascido, ainda sem nome, está em estado estável, mas sofreu de falta de oxigênio e foi colocado em uma incubadora, informou o médico Khalil Dajran. O pai do bebê também foi ferido no ataque, mas sobreviveu.

Nesta mesma madrugada, pelo menos 13 pessoas morreram em três ataques aéreos israelenses que atingiram campos de refugiados no centro de Gaza, conforme autoridades de saúde palestinas. Entre as vítimas nos campos de refugiados de Nuseirat e Bureij estavam três crianças e uma mulher, segundo as equipes de ambulâncias palestinas, que transportaram os corpos para o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, de acordo com a Associated Press (AP).

O conflito em Gaza, iniciado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, já resultou em mais de 38.900 mortes, segundo o Ministério da Saúde do território, que não distingue entre combatentes e civis em sua contagem. A guerra causou uma catástrofe humanitária, deslocando a maior parte dos 2,3 milhões de habitantes do território costeiro palestino e provocando fome generalizada.

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Trump volta a falar de ataque em comício e médico descreve "milagre"

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Pouco mais de uma semana após a tentativa de assassinato, Donald Trump participou do primeiro comício de campanha e voltou a comentar sobre o ocorrido. Logo depois, o médico do ex-presidente dos EUA esclareceu que “é um milagre absoluto que ele não tenha morrido”.

 

Em Grand Rapids, Michigan, Donald Trump destacou que só sobreviveu à tentativa de assassinato da semana passada “apenas pela graça de Deus”.

“Estou diante de vocês apenas pela graça de Deus. Não era para eu estar aqui”, admitiu, afirmando que “algo muito especial aconteceu” no sábado passado e que está “mais forte do que nunca”.

Neste que foi o seu primeiro comício após o incidente, Trump ainda enfatizou que “não vai permitir que coisas ruins aconteçam”. “Nunca vamos parar de trabalhar para dar um futuro fantástico ao país e lutar, lutar, lutar. E vamos ganhar, ganhar, ganhar”, acrescentou, referindo-se às palavras ditas no sábado passado, enquanto era retirado do palco na Pensilvânia após ser atingido por um tiro.

Médico fala em “milagre absoluto”

O médico do ex-presidente Donald Trump disse que a bala disparada pelo atirador esteve a cerca de seis milímetros de atingir a cabeça de Trump.

“É um milagre absoluto que não o tenha matado”, afirmou o médico e congressista republicano, acrescentando que o ex-presidente, na corrida às eleições presidenciais de novembro, está bem e se recupera “como esperado” de uma ferida de dois centímetros.

Segundo Jackson, embora o inchaço tenha desaparecido e a ferida “esteja começando a cicatrizar adequadamente”, Trump ainda tem “hemorragias intermitentes”, o que exige o uso de um curativo na orelha.

Recorde o que aconteceu

Donald Trump, ex-presidente e candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, ficou ferido no sábado passado, após um tiroteio em um comício em Butler, na Pensilvânia, durante o qual duas pessoas morreram, incluindo o autor dos disparos.

Após os tiros, o candidato à Casa Branca se abaixou rapidamente enquanto os serviços secretos o retiraram do palco. No momento em que foi retirado, o antigo presidente norte-americano ergueu o punho, sob os aplausos dos seus apoiadores, gritando: “Mantenham-se firmes”.

Segundo a Associated Press, os agentes dos serviços secretos levaram cerca de dois minutos, desde o primeiro tiro, até Trump entrar no carro blindado.

O tiroteio no comício de Trump está agora sendo investigado pelo FBI como uma tentativa de assassinato do ex-presidente norte-americano.

Este foi o último comício de Trump antes da convenção republicana onde foi oficialmente nomeado candidato do Partido Republicano nas eleições de novembro para a Casa Branca.
 
 

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Filho de Madonna diz que está ‘catando’ comida na rua após deixar casa da mãe

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(FOLHAPRESS) – Nem sempre ser filho de milionários significa que a vida será fácil o tempo todo. Que o diga David Banda, 18, filho da cantora Madonna, 65, com o cineasta britânico Guy Ritchie, 55. Em uma live no Instagram, o rapaz respondeu de forma bem sincera como tem sido sua rotina após deixar a casa da mãe.

 

“É adorável a experiência de chegar 9 da noite, estar com fome e perceber que não tenho dinheiro suficiente para comprar comida, mas [também] não temos comida suficiente em casa e temos que sair catando, afirmou. “É divertido ser jovem.”

Banda, que recentemente deixou o apartamento luxuoso da cantora no elegante Upper East Side de Nova York, se mudou para o Bronx para morar com a namorada, a modelo colombiana Maria Atuesta, 21. Ele tem dado aulas de violão para ganhar dinheiro.

“Não estou sozinho, tenho minha namorada”, continuou ele na live. “Eu adoro.”

Tudo indica, no entanto, que Banda estava apenas exagerando sua situação. Segundo uma fonte contou à revista People, ele e Madonna seguem próximos. A cantora, que teve seu patrimônio estimado em US$ 580 milhões (R$ 3,24 bilhões) em 2023 pela Forbes, sempre deu suporte aos seis filhos.

Banda, inclusive, esteve com Madonna no Brasil durante o show histórico que a cantora fez na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em maio. Durante toda a turnê Celebration, ele dividiu os vocais com a mãe e tocou guitarra em algumas músicas.

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Weverton celebra marca importante no Palmeiras e Felipe Anderson admite que carece de ritmo

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Assim que terminou a importante vitória do Palmeiras sobre o Cruzeiro, por 2 a 0, no Allianz Parque, neste sábado, que recolocou a equipe na vice-liderança do Brasileirão, Weverton e Felipe Anderson apareceram juntos em divertida entrevista. O goleiro celebrando mais uma marca alcançada no clube e o meia-atacante falando sobre a estreia como titular e admitindo que carece de ritmo.

 

“Olha seu irmão gêmeo aqui”, brincou Weverton com Felipe Anderson ao Première. “Se prepara viu, cheguei aqui cabeludo também, já, já os cabelos caem e você entrará para o time dos carecas”, continuou na resenha o goleiro. “Ganhando, não tem importância”, garantiu o meia-atacante.

Em seu primeiro jogo como titular, o reforço vindo da Europa após 10 anos longe do Brasil celebrou a oportunidade, mas admitiu que o gol perdido na cara de Cássio saiu por causa da falta de ritmo.

“Estou muito feliz, me recepcionaram muito bem aqui, você vê as referências batendo recordes, a fome do elenco, e isso mostra o motivo de o Palmeiras estar tanto tempo lutando por títulos”, frisou o reforço, antes de explicar o lance perdido. “Demorei muito (para finalizar), é o ritmo, mas vou trabalhar forte para não perder esses gols importantes”, garantiu.

Aproveitou para comemorar mais uma grande noite de Weverton, na qual o goleiro realizou defesas gigantes e difíceis, igualando os 184 jogos de Velloso sem sofrer gols pelo clube. Ambos figuram atrás somente de Emerson Leão, com 304 em 621 jogos realizados. O atual dono da meta verde fez seu 373º jogo.

“Fruto do trabalho. Ele vem salvado em muitos jogos, nos últimos, no mano, tem se superado. Isso é um mérito dele (ficar sem levar gols) e da importante luta da equipe pela defesa, com todo mundo junto dando suporte”, elogiou Felipe Anderson.

“Estamos felizes. São 372 jogos (na verdade 373) e fiquei sabendo que me tornei o segundo goleiro com mais baliza zero (ao lado do Velloso). Isso é fruto de muito trabalho, dedicação, este grupo renuncia muitas coisas para performar bem”, celebrou Weverton.

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Animais na Flórida enfrentam o calor com sorvete de Leite e banho de gelo

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Com as temperaturas no sul da Flórida, nos Estados Unidos, atingindo os 30ºC e a umidade chegando a 70%, resultando em uma sensação térmica que frequentemente ultrapassa os 38ºC, um zoológico local está lutando para manter seus animais frescos.

 

De acordo com a Associated Press, a equipe do Palm Beach Zoo & Conservation Society tem utilizado uma variedade de técnicas criativas para ajudar os animais a se refrescarem e ficarem mais confortáveis no clima quente.

Entre essas técnicas, grandes pilhas de gelo são enviadas para o recinto dos ursos pretos, permitindo que eles se deitem sobre elas e se refresquem na água. As lontras recebem blocos de gelo e peixe congelado para brincar e comer.

Os tigres desfrutam de guloseimas mais elaboradas: recebem ossos de vaca congelados em blocos de gelo, acompanhados de leite de cabra congelado.

As tartarugas gigantes, originárias das ilhas do Oceano Índico, apreciam os duches frescos de uma mangueira, que conseguem sentir através de suas carapaças.

“Apesar de todos os nossos animais estarem aclimatados ao clima do sul da Flórida, eles ainda procuram formas de se refrescarem durante os dias quentes, assim como nós”, afirmou Mike Terrell, do zoológico.

“Todos os animais que temos aqui no zoo foram especificamente escolhidos porque estão habituados a climas quentes. Por isso, são totalmente felizes em um clima de calor e alta umidade”, acrescentou.

Segundo Terrell, os visitantes do zoológico também adoram ver os animais se refrescarem, e as crianças encostam o rosto no vidro para ver melhor. “Adoramos as impressões dos narizes”, comentou.

No entanto, descobrir quais atividades de resfriamento os animais preferem requer um pouco de tentativa e erro. “Eles nos mostram do que realmente gostam. Podemos fazer nossa melhor suposição, mas se oferecermos algo que não gostem ou com o que não interajam, não continuaremos a oferecer”, concluiu.

Veja as imagens na galeria acima.

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Cristiano Ronaldo e Georgina curtem paraíso luxuoso na Arábia Saudita

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Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez estão aproveitando ao máximo suas férias em família na Arábia Saudita! O craque português e a modelo espanhola, junto com seus cinco filhos, estão hospedados em um resort de luxo, onde estão recarregando as energias no Mar Vermelho, na costa oeste da Arábia Saudita

 

Tanto Cristiano quanto Gio têm compartilhado fotos e vídeos de suas férias nas redes sociais, mostrando alguns dos momentos mais marcantes da viagem

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Flick elogia garotos, mas pede a contratação de jogador decisivo ao Barcelona

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Apesar da expectativa criada em torno de suas jovens promessas, como o atacante Lamine Yamal, de 17 anos, protagonista do título da Espanha na última Eurocopa, o Barcelona precisa abrir o cofre para conseguir competir em condições de igualdade com o rival Real Madrid, campeão europeu e ainda mais poderoso com nomes como Mbappé e Endrick.

 

Essa é a visão do novo técnico da equipe catalã, Hansi Flick, que, em entrevista aos canais oficiais do Barcelona, pediu a contratação de pelo menos um nome de peso para liderar os garotos.

“Temos que trazer um jogador que possa vencer jogos, mas também temos jovens jogadores a quem temos de ajudar para que possam melhorar”, afirmou o treinador. “Queremos aumentar a qualidade da equipe e isso é o mais importante.”

Nomes como Joshua Kimmich, do Bayern de Munique, Wendel, do Zenit, e Nico Williams, outro destaque da seleção espanhola na Eurocopa, estão na mira do clube, mas, diferentemente do maior rival, nenhum reforço foi anunciado.

“Queremos dar tudo o que temos para levar este clube ao próximo nível. Faremos todo o possível”, disse o treinador alemão.

Dos seis atletas contratados no último ano, apenas Gündogan encerrou a temporada em alta com a torcida. João Cancelo, João Félix, Iñigo Martínez, Vitor Roque e Oriol Romeu não corresponderam em campo e podem até ser negociados.

Flick entende que o momento financeiro do clube não é dos melhores e demonstrou sintonia com o diretor esportivo Deco, que aposta nas categorias de base.

“O que vi no primeiro treino é incrível. Tenho que agradecer a La Masia porque a forma como desenvolvem os jogadores é incrível. Normalmente quando jogadores internacionais ou experientes estão fora e você traz jogadores jovens, a qualidade cai um pouco, mas isso não acontece aqui. É muito bom vê-los melhorando”, afirmou Flick.

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Entenda a crise dos shows no rastro dos cancelamentos de Ivete Sangalo e Ludmilla

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(FOLHAPRESS) – Depois de tanta festa, é difícil evitar a ressaca. Ivete Sangalo e Ludmilla ainda se recuperam do desgaste causado pelo cancelamento das megaturnês que prometeram fazer por arenas Brasil afora, quando apresentações em grandíssima escala pareciam uma aposta certa de sucesso. Mas elas não são as únicas. Dois anos após a retomada de uma programação cultural intensa, no rastro do frenesi causado pelo fim da pandemia, o mercado de shows e festivais entrou em crise.

 

No entanto, mais do que indicar a alta ou a baixa de um artista ou uma produtora, com seus fãs e detratores que rivalizam nas redes sociais, a recessão reflete uma série de fatores sobre a indústria da música ao vivo, inclusive a crise de imagem gerada para os shows depois da morte de uma jovem numa apresentação de Taylor Swift, no ano passado, e a de um rapaz no festival I Wanna Be Tour, neste ano, ambas no Rio de Janeiro.

O declínio se traduz em números. Segundo o Mapa dos Festivais, estudo feito pela empresa de curadoria musical Bananas Music, a quantidade de eventos aumentou 138% no ano passado, com a criação de 71 festivais. Mas só neste ano nove foram adiados e outros nove foram cancelados, enquanto empresas importantes do ramo perderam o seu valor.

É o caso da Time for Fun, a T4F, que teve uma queda de cerca de 65% no valor de suas ações. Em março de 2022, quando a produtora voltou a realizar o Lollapalooza depois da paralisação pandêmica, elas eram vendidas a R$ 4,72. Hoje, custam R$ 1,62.

A produtora, responsável pela turnê de Taylor Swift, vai na contramão do índice Ibovespa, que reúne as principais empresas do mercado brasileiro e teve alta de 7,6% no mesmo período. Até a publicação deste texto, a T4F não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.

Os maiores festivais do país também são atingidos, ainda que o impacto sobre eles seja menor, devido a fatores como a presença de estrelas internacionais e o investimento milionário de patrocinadores e da mídia.

O público do Lollapalooza, por exemplo, diminuiu 20% neste ano, enquanto o Rock in Rio, a menos de dois meses de seu início, ainda tem ingressos à venda para três de seus sete dias. Em comparação, as entradas da edição anterior se esgotaram com quatro meses de antecedência.

A Festa do Peão de Barretos, considerada o templo do sertanejo, enfrenta uma situação parecida. Ainda tem ingressos disponíveis para todos os seus dias, a partir de R$ 40, a menos de um mês do início do evento, que acontece no interior paulista.

A disponibilidade de entradas demonstra uma queda de interesse do público, ainda que festivais como o Rock in Rio, por exemplo, tenha preparado um line-up com mais novidades para este ano, como a contratação de artistas do sertanejo, o gênero musical mais ouvido do país, em razão das festividades de seus 40 anos.

A produtora 30e, que realizaria as turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla, embora negue que o mercado passe por uma baixa, diz que vivemos um período de acomodação. “O público não vive mais a ânsia de estar em todos os eventos”, diz, em nota por email. “Muitos eventos não conseguiram se manter porque são necessários anos até se consolidar, gerar lucro e ter seu espaço garantido.”

Segundo o economista Fábio Rodrigues, do Insper, a crise do setor está mais ligada à mudança no comportamento do público do que à conjuntura econômica do Brasil -o índice de desemprego, por exemplo, está em queda em relação aos anos anteriores, quando os shows e festivais estavam em alta.

“As pessoas estavam desesperadas para sair de casa e viver, então se criou um mercado que não se sustenta. O público ainda quer entretenimento, mas não a qualquer custo e a todo momento”, ele afirma. “Ninguém tem dinheiro para tudo.”

O preço dos ingressos desses eventos é uma reclamação constante do público. Ainda segundo o levantamento da Bananas Music, o valor médio da entrada de um festival é R$ 329. Mas não é raro encontrar cifras mais altas. O Rock in Rio está cobrando R$ 795 para a entrada de um dia, e o Lollapalooza cobrou R$ 850, além da taxa de serviço de 20% para a compra pela internet.

Todos os valores estão acima dos R$ 300 que a maior parte do público diz considerar aceitável por um ingresso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Serasa em parceria com o instituto Opinion Box.

E os preços só aumentam. Em dez anos, o valor do ingresso diário do Lollapalooza subiu 193%, e o do Rock in Rio, 148%. São altas maiores do que a inflação acumulada no período, de cerca de 80%, segundo o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

As maiores altas são recentes. Neste ano, a entrada do Lollapalooza ficou 43% mais cara, e a do Rock in Rio, 27,2%. São aumentos que também estão acima da inflação, de 4,66% para o período de realização do evento paulistano e de 8,65% para o carioca.

As turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla tinham ingressos a partir de R$ 100, mas havia discrepâncias entre as cidades. Para assistir ao show de Ludmilla em Manaus, seria preciso desembolsar no mínimo R$ 190, quase o dobro do que em São Paulo.

Entre as cidades por onde a cantora passaria, porém, a capital amazonense é a que tem a menor renda média por habitante, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas a partir de dados do Imposto de Renda.

Dessa forma, a entrada da apresentação representaria quase 20% dos R$ 1.000 que, em média, um manauara ganha por mês. Isso sem contar os gastos com deslocamento e alimentação. Segundo o Serasa, o valor empenhado em comida e bebida, vendidas a preços inflacionados nos eventos, gira em torno de R$ 200, o que poderia comprometer mais 20% da renda de um fã de Manaus.

As cantoras atribuíram o cancelamento de suas turnês a uma suposta falta de condição logística da produtora 30e para realizar os eventos, sem detalhes ou explicações. Elas não quiseram dar entrevistas. Já a 30e afirmou que teve “boas vendas em algumas cidades e não tão boas em outras”, mas que estava disposta a contornar a situação adotando estratégias como o adiamento de alguns shows, o cancelamento de outros e o reforço na divulgação de todos, mas as artistas não aceitaram um acordo e “optaram por um cancelamento unilateral”.

Inevitavelmente, os cancelamentos geraram uma crise de imagem para os envolvidos, ante o espanto do público. Como artistas com números superlativos no streaming não conseguiram vender ingressos suficientes para uma turnê? O caso ilustra outra crise da indústria musical –a distância entre o sucesso na internet e no mundo de carne e osso.

Luísa Sonza, com seus 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify, sabe disso. Sua última turnê teve shows cancelados e adiados, com ampla distribuição de ingressos para agentes do mercado, influenciadores e jornalistas. Ainda assim, houve apresentações, como a de João Pessoa, que virou notícia nos jornais locais pelo espaço vazio na casa de shows.

Isso porque, mesmo que estivesse em alta nas redes sociais, na crista de polêmicas geradas por seu último namoro, com o influenciador Chico Moedas, Sonza havia sido cautelosa –os shows aconteceram em casas menores. Em São Paulo, foi no Espaço Unimed, com capacidade para 8.000 pessoas, quase cinco vezes menor do que a do Allianz Parque, que Ivete Sangalo e Ludmilla desejavam.

Uma das principais justificativas para o aumento no preço dos ingressos, sobretudo os de shows e festivais que reúnem astros internacionais, é a alta do dólar, já que os cachês são negociados na moeda americana, com uma cotação que dobrou na última década.

Mas o cachê dos brasileiros também subiu. Segundo produtores e funcionários de empresas do ramo ouvidos em anonimato -uma condição comum imposta à reportagem, já que a maior parte de seus contratos têm cláusulas rígidas de confidencialidade-, a razão do aumento é a alta demanda de contratações.

Um dos maiores nomes contemporâneos do pop, Jão, que encerra sua turnê nas próximas semanas, ilustra isso. Antes da pandemia, seu cachê era de R$ 90 mil. Em 2022, com a retomada dos shows, o valor quase triplicou, para R$ 250 mil, segundo um de seus empresários. No fim do ano passado, Jão já cobrava R$ 600 mil –o valor pago pela prefeitura da capital de Sergipe para um show.

Em que pese o aumento de seguidores e de “plays” que o cantor teve no streaming, é um aumento superlativo, de 566%. E Jão não é o único. Outro exemplo é Gusttavo Lima, o mais famoso dos sertanejos. Hoje, ele cobra até R$ 1,2 milhão por show, um aumento de 70% em relação aos R$ 700 mil cobrados antes da pandemia, conforme demonstram seus contratos com prefeituras.

As prefeituras, a propósito, também estão inflando os cachês, dizem os produtores. A Virada Cultural da capital paulista deste ano, por exemplo, foi a mais cara da história. Se em 2022 o show mais caro contratado pela prefeitura custou R$ 300 mil aos cofres públicos, neste ano oito cachês ultrapassaram esse valor.

Nos rincões do país, prefeitos têm gastado milhões para levar cantores de sucesso a cidades com poucos milhares de habitantes, não raro se aproveitando dos shows para fazer propaganda e tentar se reeleger.

Os showmícios são proibidos desde 2006, mas não é difícil encontrar nas redes vídeos em que os artistas chamam os políticos para subir ao palco, elogiam a sua gestão e puxam até coros de “já ganhou”, ao se referir ao pleito marcado para outubro.

Diretor da Abrape, a Associação Brasileira de Produtores de Eventos, Nei Ávila afirma que precisou cancelar um de seus eventos, o Forró do Piu Piu, em Amargosa, no centrosul da Bahia. Em sua última edição, com um line-up que incluía Gusttavo Lima, o evento foi um sucesso de público, mas não deu lucro.

“Na Bahia, que tinha ao menos nove grandes eventos privados, com 20 anos de tradição, quase todos foram cancelados. Às vezes, o artista que eu contrato faz um show de graça noutra cidade a 30 quilômetros de distância”, diz Ávila, que neste ano produziu o festival beneficente Salve o Sul, no Allianz Parque, em São Paulo.

“Os shows privados têm compromisso com uma planilha de custo e a saúde financeira. A iniciativa pública não, porque as prefeituras nem pechincham nos cachês. Eles não têm necessidade de vender ingresso.”

As marcas também estariam inflacionando os cachês, segundo os produtores. O caso mais expressivo foi o de Madonna, em maio, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana, nas estimativas da prefeitura carioca.

A apresentação foi paga pelo banco Itaú, que fez parcerias com a cervejaria Heineken e outras empresas para viabilizar o cachê de R$ 17 milhões da americana. Madonna também participou de uma campanha publicitária do banco, gravada na Ópera de Paris. O cachê do comercial, exibido massivamente na televisão e nas redes sociais, não foi revelado pelo banco.

Agora, será a vez de a Budweiser bancar um show com Bruno Mars, outra estrela americana da música pop. A apresentação, em outubro, não é aberta ao público como a de Madonna, mas tampouco tem ingressos à venda. As entradas serão sorteadas a partir de doações ao Rio Grande do Sul, numa campanha para arrecadar fundos para os gaúchos enfrentarem a crise causada pelas enchentes.

Tanto por parte das marcas quanto das prefeituras, há interesses na contratação desses artistas. É que se associar ao nome deles pode não só aumentar a sua popularidade nas redes sociais como até lavar a imagem de uma instituição que enfrenta crises de imagem recorrentes, caso dos bancos, num movimento que os especialistas em marketing de influência chamam de “art washing”, ou lavagem com a arte.

Em paralelo, aumentou o custo de produção dos eventos, principalmente devido à escassez de fornecedores, que subiram os preços ante a alta demanda registrada depois da pandemia. Antes, a estrutura de palco para uma festa de 10 mil pessoas, por exemplo, custava em torno de R$ 150 mil, e hoje sai por no mínimo R$ 220 mil, segundo os produtores.

Dessa forma, é difícil para uma empresa realizar um evento com ingressos a preços atrativos e que ainda gere lucro. As turnês de estrelas internacionais, como as de Taylor Swift e The Weeknd ou dos grupos Coldplay e RBD, são exceções.

Esses shows, que causam até brigas entre fãs e cambistas na busca por um ingresso vendido a milhares de reais, fogem à regra porque os artistas raramente se apresentam no país. Embora tenha feito um “pocket show” para a imprensa nos anos 2010, ao lado da sertaneja Paula Fernandes, Taylor Swift nunca tinha se apresentado ao público brasileiro.

É difícil os shows nacionais terem uma procura alta assim. Para as massas, pode não haver sentido em pagar para assistir a um artista que fez ou fará um show gratuito bancado por uma prefeitura ou uma marca, ainda que as apresentações possam ser diferentes, com mais investimento em elementos como cenografia, figurino e tecnologia.

Exceções são as apresentações incomuns, como as de Caetano Veloso e Maria Bethânia, com uma turnê que começa em agosto. É difícil ver os irmãos cantando juntos, assim como os Titãs, que se reuniram na turnê “Encontro”, no ano passado, depois de 30 anos separados.

Por ser um evento raro, os Titãs reuniram 750 mil pessoas, em 47 shows, com 26 deles esgotados. O Natiruts segue o mesmo caminho, porque sua turnê em curso marca o fim do grupo. Até agora, são 500 mil ingressos vendidos, segundo a produtora 30e, a mesma que faria os shows de Ivete Sangalo e Ludmilla.

Mas Taylor Swift é uma só, os Titãs não existem mais e o Natiruts está no mesmo caminho, lembra Nei Ávila, o diretor da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos. “Muita gente achou que estávamos num foguete que nunca ia parar de subir, mas a realidade é outra. Curtida em rede social não cola para quem paga cachê, artistas que não colaboram também não vendem ingressos, e precisamos nos ajustar, senão o foguete vai é cair.”

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Time rival dará reembolso se Messi não participar de jogo pelo Inter Miami

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MACEIÓ, AL (UOL/FOLHAPRESS) – O Chicago Fire reembolsará os torcedores que comprarem ingressos para o jogo contra o Inter Miami em 31 de agosto se Lionel Messi não jogar devido à sua lesão no tornozelo.

 

O argentino está afastado por tempo indeterminado. Ele sofreu uma lesão ligamentar do tornozelo direito na final da Copa América.

Se Messi não jogar, fãs que comprarem ingressos receberão US$ 250 (cerca de R$ 1.400) de desconto. A ”promoção” é válida para dois ou mais novos ingressos para a temporada.

Caso Messi não entre em campo, quem já comprou ingressos também poderá solicitar dois ingressos gratuitos. Eles serão válidos para o jogo em casa contra o Nashville em 19 de outubro.

O jogo contra o Inter Miami contará com um show de Jason Derulo. A expectativa é de 62 mil torcedores.

Em maio passado, o capitão chegou a ser afastado devido ao descanso de uma viagem a Vancouver, o que gerou enorme incômodo entre os torcedores do Whitecaps, que esgotaram os 55 mil lugares do local.

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Inglaterra pode apostar em interino para ter Guardiola em 2025, diz jornal

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BRAGANÇA PAULISTA, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Federação Inglesa (Football Association) considera a ideia de indicar um treinador interino para comandar a seleção até 2025, quando se encerra o contrato de Pep Guardiola com o Manchester City. A informação é do jornal inglês The Independent.

 

O treinador espanhol é considerado o nome ideal para treinar a seleção inglesa. A FA quer um treinador que entenda a cultura local, como Guardiola -que comanda o Manchester City há oito anos.

Guardiola pode não renovar com o Manchester City ao fim de seu contrato. O maior problema, de acordo com o The Independent, seria a investigação que a Premier League tem conduzido para apurar as acusações de que os Cityzens teriam violado as regras de responsabilidade fiscal da liga.

O próprio Guardiola disse recentemente que gostaria de treinar uma seleção. O treinador afirmou que “gostaria de ter a experiência de viver uma Copa do Mundo, uma Eurocopa, uma Copa América”.

O técnico da seleção sub-21, Lee Carsley, tem sido apontado como provável substituto de Gareth Southgate – ao menos para os próximos jogos. O comandante da Inglaterra na Euro anunciou sua saída na última terça-feira (16), após o vice-campeonato continental.

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CBF admite reduzir Estaduais se houver acordo entre clubes e federações

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(UOL/FOLHAPRESS) – O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, admitiu que pode reduzir datas de Estaduais caso exista um acordo entre clubes e federações nesse sentido. O acerto tem que ser feito com times de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que ainda mantêm 16 jogos por times em seus regionais, enquanto outros Estados têm 12 datas.

 

Por estatuto, a CBF tem a prerrogativa solitária de fazer o calendário de jogos do futebol brasileiro. Mas há uma discussão na Comissão de Nacional de Clubes, formada por cinco clubes da Série A, sobre o calendário, e a confederação promete ouvir o órgão.

A CNC é composta por nove clubes, sendo cinco da Série A, Inter, Atlético-GO, Fortaleza, São Paulo e Fluminense. Está marcada uma reunião no dia 22 da comissão com o departamento técnico da CBF para discutir o calendário.

Ednaldo prometeu ouvir a proposta dos clubes e leva-la em consideração.

“Se os clubes propuseram às federações, não há problema nenhum em reduzir para 12 datas. Hoje são três federações que fazem campeonatos com 16 datas, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As outras já fazem em 12. Isso não passa pela CBF. São filiados às federações e podem discutir os campeonatos”, disse Ednaldo.

O problema para 2025 é que alguns desses campeonatos, como o Paulista, têm contratos para o próximo ano, além da resistência da redução que diminuirá o valor pago. Além disso, no Nordeste, os Estaduais são com até 12 datas, mas há a Copa do Nordeste.

“Não interfiro no trabalho da comissão. Vamos ouvir os clubes. Eles disseram que têm uma proposta, marquei então para o Departamento de competições se reunir com eles para mostrar o que é possível fazer”, disse Ednaldo.

O dirigente da CBF ressaltou que o calendário é espremido porque há datas da Conmebol e da Fifa. Atualmente, o cronograma acomoda 38 datas do Brasileiro, 14 da Copa do Brasil, 16 dos Estaduais, até 17 datas da Libertadores, fora Datas Fifa.

Durante os próximos seis anos, haverá competições (Super Mundial, Copa do Mundo, Copa América, Copa feminina) no meio do ano, o que dificultará ainda mais o calendário.

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