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MPRJ obtém a suspensão da Expo Cordeiro por irregularidades

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Foto: Reprodução

A 80ª edição da Expo Cordeiro que estava prevista para ocorrer entre os dias 13 e 21 de julho, foi suspensa. A decisão foi tomada pelo Poder Judiciário após um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A suspensão irá durar até que todas as contratações destinadas para a realização evento sejam regularmente autorizadas pelos órgãos competentes.

A Ação Civil Pública, ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cordeiro, relata que desde a 79ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial, realizada no ano passado vêm sendo enfrentadas enormes dificuldades quanto à sua organização pelo ente municipal.

Em 2023, o MPRJ teve que recorrer ao Judiciário para que fosse determinado ao Município a rescisão de contrato celebrado para locação de uma área específica e participação no evento, bem como que toda a estrutura destinada à sua utilização fosse desmontada, em razão de comprovado risco e ausência de autorização pelo CBMERJ. Ainda com relação ao ano de 2023, ressalta a ação que a autorização do CBMERJ para o rodeio, uma das atrações da Exposição, foi apresentada apenas no dia marcado para início do evento.

No ano de 2024, tentando evitar os impasses ocorridos na edição anterior, o MPRJ realizou diversas reuniões prévias com a Administração Pública, responsável pela organização da Exposição, com a participação, inclusive, de todas as forças de segurança, Polícia Civil, Polícia Militar e CBMERJ.

No entanto, apesar de todos os alertas quanto a prazos e regras a serem cumpridos para a realização de um evento do porte e magnitude da Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Cordeiro, o Município, mais uma vez, não observou o prazo de antecedência estabelecido para solicitação de autorização do evento junto ao CBMERJ, deixando em segundo plano tal medida de extrema importância. Além disso, as licitações destinadas à contratação de serviços, em especial para parque de diversões, camarote, rodeio e serviço médico imediato, foram agendadas para datas muito próximas ao início do evento, comprometendo a regular tramitação dos procedimentos licitatórios e a execução segura dos objetos contratuais. Por fim, no caso específico da permissão de uso do espaço público para exploração de parque de diversões, em decisão recente, o Município revogou o certame licitatório e optou pela realização de contratação mediante dispensa de licitação, ao arrepio da lei.

Estima-se que a festividade receberia cerca de 30 mil pessoas, razão pela qual, de acordo com a inicial de ACP, seria necessária a disponibilização de 04 postos de atendimento médico no recinto do evento, ponto que também não foi alvo de atenção pelo Município, já que a oferta de lances do pregão pertinente estava agendada para esta quinta-feira (4), restando apenas seis dias úteis para todo o trâmite e execução do objeto contratual, o qual, dada a especificidade do serviço, está sujeito a exigências técnicas ainda mais complexas.

Conforme registrado na decisão judicial, apesar de o MPRJ ter agido de forma preventiva e eficaz, orientando e ajudando o poder público para que todas as autorizações fossem emitidas a tempo e as contratações fossem realizadas de forma regular, o Município não adotou posturas mínimas, necessárias e obrigatórias para espetáculos de grande porte.

Fraudes em cartões de vacina: PF apreende cerca de R$ 200 mil em reais, dólares e euros com ex-prefeito de Duque de Caxias

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Policiais federais apreenderam cerca de R$ 200 mil em dinheiro vivo na casa do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB-RJ) nesta quinta-feira (4).

Segundo investigadores, a maior parte do valor – R$ 164 mil – estava em notas de real. Havia, também, cerca de 7,5 mil dólares e “alguns euros”, que ainda serão contados e convertidos.

A PF vai investigar de onde vieram esses recursos, e por que estavam armazenados em dinheiro vivo.

As buscas foram pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no inquérito que apura um suposto esquema de falsificação de cartões de vacina em Duque de Caxias, durante a pandemia de Covid.

Também foi alvo a secretária de Saúde do município, Célia Serrano.

O que diz o ex-prefeito

O ex-prefeito Washington Reis divulgou nota em que nega irregularidades, chama a operação de “covardia” e diz que está “comprometido com a população fluminense” – ele é o atual secretário de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio.

”Hoje (04), recebi agentes da Polícia Federal em minha residência, em Xerém, Duque de Caxias. Como figura pública com mais de 32 anos de atuação política, estou ciente dos desafios enfrentados pelo nosso país em meio a uma polarização política intensa.

O ano de eleições traz consigo muitas tensões e, infelizmente, também covardias.

Durante minha gestão como prefeito de Duque de Caxias, enfrentei críticas e fui processado por não adotar medidas de “fechamento” da cidade e por não estocar vacinas, pensando sempre na população.

Investimos na aquisição de um hospital dedicado ao tratamento de pacientes com COVID-19 (Hospital São José), salvando milhares de vidas, não apenas nossa cidade, mas todo o estado. Tornamo-nos uma referência nacional e lideramos a vacinação proporcionalmente. Após a pandemia, o hospital iniciou novas obras e, em breve, será o Hospital do Coração mais moderno do estado, uma referência em cardiologia.

Como Secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, reitero meu compromisso contínuo com a melhoria do transporte e da mobilidade em nosso estado. Diversos projetos estão em andamento, incluindo a retomada das obras do metrô da Gávea, o novo sistema de bilhetagem das Barcas, a criação de novas linhas intermunicipais de ônibus, a reestruturação dos trens e a revitalização do Bondinho de Santa Teresa.

Estou comprometido com a população fluminense e com o desenvolvimento do nosso estado.

Agradeço a todos pelas mensagens de apoio e carinho.”

Dona de clínica é presa após influenciadora fazer procedimento estético e morrer

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Foto: Reprodução

Grazielly da Silva Barbosa, dona da clínica estética Ame-se, de Goiânia, foi presa pela Polícia Civil de Goiás suspeita de crimes contra as relações de consumo e lesão corporal seguida de morte, na quarta-feira (3). Grazielly se apresentava como biomédica mas nunca cursou biomedicina. Segundo a Polícia Civil, ela disse ter cursado três semestres do curso de medicina no Paraguai.

A modelo brasiliense e influenciadora digital Aline Maria Ferreira, de 33 anos, morreu após fazer um procedimento estético para aumentar os glúteos, com a aplicação de PMMA, com a investigada.

A prisão da suspeita foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) de Goiás. Mas a vítima morreu em um hospital particular de Brasília, onde estava internada.

À Polícia Civil, o marido de Aline contou que ela morreu na terça-feira (2), em um hospital particular de Brasília, onde estava internada desde sábado (29). O procedimento foi feito no dia 23 de junho, quase uma semana antes, em uma clínica de estética de Goiânia.

Fonte: G1

Turista brasileira é espancada durante assalto no Chile

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Foto: Reprodução

A paranaense Maressa Nunes, foi espancada dentro de um apartamento durante um assalto no dia 24 de junho, em Santiago, capital do Chile. A investigação aponta que a agressão foi cometida por três homens.

Maressa estava acompanhada de uma amiga. A amiga disse que no dia do crime, elas pediram o jantar em um aplicativo. Um homem bateu na porta, e as vítimas pensaram que era o entregador. Foi aí que o suspeito disse que era um assalto.

Depois, outros dois homens também foram ao local. Os suspeitos levaram joias e pertences pessoais das vítimas.

As agressões só pararam depois que vizinhos do apartamento escutaram os gritos de socorro e chamaram a polícia.

Até a quarta-feira (3), ninguém havia sido preso. De acordo com a autoridades chilenas, existe a suspeita de que o principal responsável pelo crime tem envolvimento com outras ações violentas semelhantes.

Na manhã da quarta-feira (3), a família de Maressa confirmou que a jovem recebeu alta hospitalar.

A assessoria de imprensa da polícia chilena disse à RPC que Maressa deve prestar depoimento nesta quarta antes de embarcar para o Brasil.

“Em relação ao momento que estou vivenciando, eu não consigo nem explicar, porque é um misto de muitas emoções e, infelizmente, todas elas negativas”, falou a jovem.

Maressa contou ainda que teve o nariz e um dos ossos abaixo do olho fraturados.

“Tinha uma suspeita [de fratura] do maxilar, mas levei pontos”, disse.

A amiga de Maressa também foi ferida. Ela conversou com a RPC e pediu para não ser identificada. Ela contou que Maressa lutou com os três suspeitos para evitar o estupro e que eles conseguiram fugir.

“Eu tenho certeza que o que ela fez ali foi para nos proteger porque a gente ia ser estuprada. Eu não sei explicar como está a minha cabeça agora, eu estou muito aflita. Eu deixei um pouco minhas dores de lado para socorrer minha amiga porque ela precisava bem mais”.

A irmã de Maressa, Larissa Nunes, reclamou da falta de apoio do consulado brasileiro no Chile.

“Eles têm conversado comigo, mas em nenhum momento deram apoio necessário do que a gente precisa realmente. Não foram no hospital, nenhum dia deram suporte, assistente social”, disse.

O caso está sendo acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e pelo Ministério das Mulheres.

Fonte: G1

Campos e região realizam Campanha do Agasalho para arrecadar doações

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A exemplo de anos anteriores a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL- de Campos, através de sua Fundação se faz parceira da AbrAÇU, Programa de Voluntariado do Porto do Açu, na campanha de arrecadação de agasalhos, envolvendo São João da Barra, Campos e Rio de Janeiro. A iniciativa tem o objetivo de estimular a solidariedade por meio da arrecadação de peças de frio que serão destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade. Além dos colaboradores do complexo portuário, a intenção é mobilizar também voluntários dos três municípios beneficiados, através das instituições Movimento Social Santa Dulce, Centro de Referência Especializado para a População de Rua e Exército da Salvação.

Um dos pontos de coletas em Campos é a Sede da CDL na Avenida Sete de Setembro, 274 de segunda a sexta-feira no horário útil. Segundo o presidente da Fundação CDL, Roberto Escudine, esse exercício de cidadania é de suma importância como forma de incentivar uma sociedade mais solidaria.

Além da CDL existem outros pontos de coletas de agasalhos: Unimed Campos (Centro de Diagnósticos Unimed, Centro Administrativo e Centro de Especialidades Conselheiro Otaviano), nos escritórios das empresas em São João da Barra (Estação Açu, T-MULT, Ferroport, Gás Natural Açu – GNA, Vast Infraestrutura e TechnipFMC) e do Rio de Janeiro (Prumo – Edifício Manchete, e Vast – Torre do Rio Sul). As arrecadações vão até o dia 18 de julho e incluem casacos, mantas, meias e outras peças de frio em bom estado para doação.

“Já estamos na nossa quinta campanha do agasalho junto aos voluntários do AbrAÇU e parceiros do programa e ficamos muto felizes em perceber o aumento das adesões ano a ano. Nosso trabalho ganha um propósito ainda maior quando estimulamos a solidariedade e fazemos bem ao próximo com tamanha sinergia, envolvendo as diferentes empresas do complexo portuário e tantos voluntários para além das fronteiras do Açu.  Gostaríamos de contar com todos para aquecermos mais um inverno daqueles que mais precisam”, convida a coordenadora de Relacionamento com a Comunidade do Porto do Açu, Lucíola Marçal.

Com mais essa Campanha do Agasalho, o Programa de Voluntariado do Porto do Açu soma 49 ações realizadas desde a sua criação, em 2017. Ao longo deste período, mais de 24.180 mil pessoas foram beneficiadas e104 parcerias feitas, com o apoio de diversos colaboradores engajados em prol do próximo.

Fonte: CDL Campos

Quadrilha de delivery de drogas é presa; bando usava ‘bag’ de aplicativos de comida para disfarçar

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Foto: Reprodução/G1

Integrantes de uma quadrilha de delivery de drogas foram presos pela Polícia Civil na quarta-feira (3). O grupo fazia entrega de skank, uma espécie de maconha mais potente, na casa dos clientes, em vários bairros do Rio.

Os traficantes saíam sempre do mesmo local, de um apartamento no Andaraí, na Zona Norte, e faziam as entregas em bairros das zonas Norte, Sul, Oeste e Centro. Os criminosos foram monitorados e filmados pela polícia.

O bando parava o carro em frente ao prédio dos clientes, ligava o pisca-alerta do veículo, e esperava o cliente para fazer a entrega.

Os quatro presos foram identificados como Thiago Cruz Lacorte Alves, vulgo “PZ ou Pizza”, Antônio Ubirajara Vieira de Morais, vulgo “Birinha”, Rafael de Souza Sabença, vulgo “Rafael Uzumake”, e Michel Ferreira de Souza.

Segundo a polícia, Michel utilizava o próprio apartamento na Rua Paula Brito, no Andaraí, como ponto para armazenar e distribuir as drogas. Era de lá que partiam os entregadores, sempre usando carro ou moto. Quando estavam de moto, os traficantes utilizavam bag de aplicativos de comida, na tentativa de disfarçar a ação criminosa.

A investigação e a prisão da quadrilha realizada por agentes da 74ª DP (Alcântara). Os agentes começaram a investigar o bando após a prisão de dois homens transportando drogas da Favela de Manguinhos, no Rio, e guardavam a droga na Favela do Salgueiro, em São Gonçalo. Esse grupo também vendia drogas – de alto valor – em festas e eventos.

Fonte: G1

Detran-RJ prorroga calendário de licenciamento de veículos de 2024

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Foto: Reprodução

O Detran.RJ prorrogou os prazos para o licenciamento anual de veículos em 2024. Para carros com finais de placa 1 e 2, o prazo de licenciamento, que terminaria em 31 de julho, vai agora até 30 de setembro.

Para os com finais de placa 3, 4 e 5, o licenciamento pode ser feito até 31 de outubro. Para os veículos com finais de placa 6, 7 e 8, o prazo final passa a ser 30 de novembro de 2024. E para os veículos com finais de placa 0 e 9, o licenciamento pode ser feito até 31 de dezembro de 2024.

O licenciamento é 100% digital. Para obter o documento de 2024, é necessário pagar a Guia de Regularização de Taxas (GRT), obtida no site do Bradesco. Este ano, como o Detran.RJ já informou em seu site, também será necessário ter quitado o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e as multas de trânsito vencidas.

Após a compensação dos pagamentos, o documento digital, chamado de CRLV-e, fica disponível para o usuário no Posto Digital Detran.RJ (acessado pelo site do Detran-RJ), no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou pelo portal da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O primeiro passo é se registrar no Gov.br – portal do governo federal para documentação em geral. Quem preferir pode solicitar a impressão do CRLV-e em papel A4 em um posto de vistoria do Detran.RJ.

Veja abaixo o calendário de licenciamento de 2024:

Finais de placa 1 e 2 => Até 30/09/2024
Finais de placa 3, 4 e 5 => Até 31/10/2024.
Finais de placa 6, 7 e 8 => Até 30/11/2024.
Finais de placa 0 e 9 => Até 31/12/2024

Irmãos se relacionam com a mesma mulher, são acusados de feminicídio e um deles é perdoado pela Justiça

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Foto: Reprodução/TV Gazeta

Dois irmãos que foram apontados como autores do mesmo feminicídio receberam sentenças diferentes da Justiça do Espírito Santo no dia 25 de junho deste ano. Marcio Gleide Neres dos Santos foi condenado a 23 anos e 8 meses; enquanto que Jemirson Neres dos Santos recebeu clemência, sendo absolvido das acusações pelo mesmo crime.

Os dois tiveram relacionamentos e filhos com a mesma mulher, Aline Farias Zucolotto, que foi morta a tiros na madrugada em janeiro de 2020.

A denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) diz que os irmãos praticaram o crime juntos. Na ocasião, Aline estava chegando em casa com o então namorado, Diego Borges de Oliveira, que também foi atingido pelos disparos, mas sobreviveu.

”Nas mesmas circunstâncias de tempo e lugar, em ação conjunta, mediante o emprego de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido…”, consta na decisão sobre a atuação dos irmãos.

O julgamento do caso começou às 8h do dia 24 de junho, no Fórum de Fundão, na Região Metropolitana do Espírito Santo. Após dois dias, o Tribunal do Júri decidiu pela condenação de Márcio e absolvição de Jerminson em relação ao crime de feminicídio.
Além do crime de feminicídio, no qual um foi condenado e outro, perdoado, os irmãos responderam por tentativa de homicídio contra o namorado de Aline na época. Nesse inquérito específico, no entanto, os dois irmãos foram condenados. A sentença foi assinada pelo juiz presidente Luciano Antonio Fiorot.

Entenda o crime

Os irmãos Jermison Neres dos Santos e Marcio Gleide Neres dos Santos foram acusados de matar Aline Farias Zucolotto com vários disparos de arma de fogo. O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de janeiro de 2020.

Na ocasião, Aline estava dentro do carro com o então companheiro. O casal foi abordado por dois indivíduos em uma motocicleta e, quando saíram do carro, foram atingidos com vários disparos. A mulher morreu e Daniel foi atingido em um dos braços.

Segundo a denúncia, Aline foi namorada de Márcio Gleide, com quem teve um filho. Quando o relacionamento se encerrou, começaram as brigas por pensão alimentícia. Algum tempo depois, a mulher começou a se relacionar com Jermison, com quem também teve uma filha. Após a separação, também houve briga, mas, desta vez, o motivo era a guarda da criança que o pai queria.

Na sentença de pronúncia — que encaminhou os irmãos para julgamento —, é informado que a motivação do crime veio da intenção de Jermison de conseguir a guarda unilateral da filha; por sua vez, Márcio teria agido por querer se ver livre da obrigação de pagar pensão alimentícia, além de se vingar de Aline por ter ficado preso durante quase três meses pelo não pagamento da obrigação alimentar em 2019.

Em sua denúncia, o MPES informou que os dois irmãos atuaram em conjunto. “Agindo de forma consciente e voluntária, com inequívoco intuito de matar, em concurso e mediante acordo de vontades, cada qual anuindo com a conduta do outro e contribuindo de alguma forma para o evento, foram os responsáveis pela morte de Aline”.

”O crime foi praticado por motivo torpe e em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, em razão de sua condição de sexo feminino, caracterizando a figura do feminicídio”, diz também a denúncia.

Além do feminicídio contra Aline, os irmãos também foram acusados por tentativa de homicídio contra o companheiro dela na época. Nos relatos à Justiça, feito pela promotoria, é informado que ele tentou impedir que a mulher fosse morta e acabou sendo atingido pelos disparos.

Ainda de acordo com o documento, Daniel reconheceu os réus como autores do ataque homicida e disse que foi Jermison que atirou, enquanto Marcio pilotava a moto. Neste caso, tanto Jermison quanto Márcio foram condenados.

Confira como ficou a situação de cada um dos réus:

• Jermison Neres dos Santos: obteve clemência e foi absolvido pelo feminicídio de Aline. Mas foi condenado a 4 anos de reclusão pela tentativa de homicídio contra Diego. Como já estava preso desde 2020, já cumpriu quase toda a pena e os meses que faltam serão em regime aberto. Ele já foi solto.

• ⁠Marcio Gleide Neres dos Santos: foi condenado pelo feminicídio de Aline e pela tentativa de assassinato contra Diego a 23 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Ele está foragido.

O que diz as defesas

Para o advogado e cientista criminal Augusto Martins Siqueira dos Santos, responsável pela defesa de Jermison, houve justiça para seu cliente com a absolvição em relação ao crime de feminicídio.

“Foi através da investigação que eu consegui descontruir as acusações contra ele [o cliente]”, disse.

Perito em investigação criminal defensiva — previsto no Provimento 188/18, da Ordem dos Advogados do Brasil -, o advogado explicou como acredita que conseguiu a clemência dos jurados.

“Na primeira fase do processo, que é o inquérito na delegacia, a acusação coloca que os dois homens estavam sem capacete. Na fase de instrução, a testemunha principal disse que apenas um estava de capacete. Já no dia do júri, ele fala que os dois estavam com capacete”.

“Foi aí que eu ganhei o júri. Esse conflito de informação comprovou que ele queria imputar, com a justiça dele, a condenação”, explicou o advogado.

Augusto explicou ainda que, neste caso, prevaleceu o princípio do “In Dubio Pro Reo”, expressão latina que significa “na dúvida, a favor do réu” (em tradução livre). Assim, o princípio do “in dubio pro reo” adotado pelo ordenamento jurídico brasileiro expressa que, havendo dúvida no processo penal, por falta de provas, a interpretação do Juiz deve ser em favor do acusado.

A reportagem não obteve retorno para a defesa de Márcio.

Fonte: G1

Funcionária usa atestado falso para viajar e encontra chefe no avião

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Há quem invente desculpas para o conseguir aquela folga desejada para fazer uma viagem, não é?

Grace, por exemplo, decidiu usar um atestado médico por doença, um dia antes do seu período de férias para conseguir pegar um voo mais barato para o seu destino de férias.

Pensando tratar-se de uma mentira inocente, mal sabia aquilo que estava prestes a acontecer.

Na sua conta de TikTok, Grace revela que ao entrar no avião cruzou com… o patrão.

A situação tornou-se ainda mais desconfortável quando o homem decidiu tirar uma selfie com a jovem, para ter como prova da sua ‘ilegalidade’.

@grachevaaleidya

 

 Please Please Please – Sabrina Carpenter

Contudo, tudo acabou por correr bem, e Grace foi perdoada. “Fomos junto a Banguecoque e até nos ajudamos um ao outro”, conta a jovem, feliz por não ter ficado sem emprego.

Leia Também: Segurança é culpado por planejar raptar, estuprar e matar apresentadora

"Predadora": professora que engravidou de aluno condenada a 6 anos e meio

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Uma mulher de 30 anos que teve relações sexuais com alunos menores foi condenada a seis anos e meio de prisão, em Manchester, no Reino Unido.

De acordo com a imprensa britânica, a juíza considerou que houve uma “conduta arrogante” a e lembrou a antiga professora, de que era “ela a adulta na situação”.

“A pessoa que tinha o controle, a pessoa que devia saber melhor e a quem a escola, os rapazes e os pais confiaram a responsabilidade de cuidar dos seus filhos”, afirmou a responsável.

A juíza apontou ainda que Rebecca Joynes “abusou da sua posição” para seu próprio proveito “e gratificação sexual”.

A mulher engravidou, inclusive, de um dos rapazes, e teve a criança no início de 2024, mas foi-lhe retirada pelos serviços sociais nas 24 horas seguintes. Agora, tem contato com a criança três vezes por semana.

Para a leitura da sua sentença, a mulher levou um gorro cor-de-rosa no bolso, algo que o  procurador não deixou escapar, criticando-a: “Foi uma tentativa muito nua e crua de tentar ganhar a simpatia”.

A juíza em questão sublinhou que era “fácil” cair na ideia “errada” de que os rapazes não eram vítimas, dado que a mulher era também jovem e atraente. “Mas não há dúvidas de que é um crime. Ambos os rapazes são vítimas, vulneráveis aos avanços de uma mulher mais velha a atraente”, apontaram.

Os responsáveis afirmaram ainda que ela continuava “negando o crime e o impacto que estes atos tinham nos rapazes”. A procuradoria considerou ainda que ela era uma “predadora sexual”.

A mulher testemunhou que antes de tudo acontecer com os menores, tinha passado pelo fim de uma relação de quase dez anos e depois da pandemia de Covid-19. Sentindo-se “lisonjeada” pela atenção dos rapazes, a mulher começou a responder às mensagens que os alunos lhe enviavam pelo Snapchat. Quanto ao primeiro rapaz, ela negou que tinha tido relações sexuais com ele, e quanto ao segundo defendeu que só tinha acontecido quando ele saiu da escola.

Joynes encontrava-se sob fiança após ter, supostamente, tido relações sexuais duas vezes com um rapaz num apartamento em Salford, Manchester. O jovem também teria comprado um cinto da marca de luxo Gucci, avaliado em 345 libras (cerca de 401 euros) e teria o convidado para o seu apartamento, onde teriam acontecido os atos sexuais.

Quando a mãe desconfiou de que algo estava errado e percebeu a ligação à docente, a mulher foi suspensa e as autoridades chamadas. Foi depois libertada sob fiança, com a condição de que não tivesse contato sem supervisão com pessoas menores de 18 anos.

Mas depois Joynes acabou por se envolver com outro aluno, quando ele tinha 15 anos. “Após completar 16 anos, iniciaram um relacionamento sexual completo, do qual acabou por engravidar, para grande choque dele, porque ela lhe disse que não poderia engravidar porque tinha síndrome dos ovários policísticos. De forma notável e, com toda a honestidade, descaradamente, tudo isto aconteceu enquanto a Sra. Joynes estava sob fiança neste tribunal”, afirmou o procurador no início do julgamento, que começou em maio.

O rapaz revelou ainda que, para o informar de que estava grávida, Joynes preparou um encontro romântico no seu apartamento, com um rasto de pétalas de rosa, comida e um “trilho de surpresas”, que culminava num conjunto de roupa de bebê com as palavras “Amo o meu papai”. O menor alegou, também, que a mulher era “muito ciumenta e controladora”.

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Acordo de Assange é ruim para liberdade de imprensa, diz autora de livro sobre WikiLeaks

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LUCAS MONTEIRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deixou a prisão em 24 de junho, considerado culpado pela disseminação ilegal de material que supostamente colocou em risco a segurança nacional dos Estados Unidos. Mas para a jornalista Natalia Viana, o acordo pela soltura do ativista é ruim para a liberdade de imprensa.

“O governo Joe Biden entrará na história por obrigar uma pessoa a reconhecer culpa por um trabalho jornalístico usando a lei de espionagem contra o vazador. Ou seja, a notícia é boa em termos humanitários, mas é muito ruim em termos de liberdade de imprensa”, diz.

Viana é uma das fundadoras da Agência Pública e autora de “O Vazamento”, livro que será lançado pela editora Fósforo e que conta os bastidores das revelações feitas pelo WikiLeaks e a participação dela no caso.

A jornalista foi a única brasileira a estar na mansão do WikiLeaks em 2010, na cidade britânica de Norfolk, relatando os documentos vazados sobre o Brasil. Passou dez anos escrevendo o livro. “Demorei para finalizar a ideia desse livro, muito aficionada naquela visão de que nós, do jornalismo, não devemos ser notícia.”

O período na Inglaterra é um dos pontos centrais da obra. Viana conta sobre as paranoias de todos na casa e o medo de serem espionados: toda a equipe usava computadores sem acesso à internet. As baterias dos celulares eram removidas, por orientação de Assange.

Escrito em primeira pessoa, o livro narra o convite a Viana para integrar a equipe do WikiLeaks, suas conversas com Assange, o impacto das publicações e suas angústias sobre o material que estava divulgando.
“Demorou muito para eu entender que esse livro não era sobre o Assange ou sobre o WikiLeaks, mas sobre mim: como uma jovem jornalista brasileira entrou no maior furo da história.”

Apesar disso, o foco na figura de Assange é inevitável. A autora conta que ele é uma pessoa fissurada na própria imagem e duro no trato. “Julian estava vidrado nas notícias que corriam sem parar e pesquisava o próprio nome, obsessivo”, relata ela na obra.

O material revelado pelo WikiLeaks inclui informações sobre a atividade militar dos EUA no Iraque e no Afeganistão, além de telegramas confidenciais compartilhados entre diplomatas.

Durante a campanha de 2016, o grupo ainda divulgou milhares de emails roubados do Comitê Nacional Democrata, levando a revelações que constrangeram o partido e a campanha de Hillary Clinton à Presidência dos EUA.

As histórias sobre o Brasil diziam respeito à proximidade do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, chamado de “atipicamente militante” em prol dos americanos, além do interesse dos EUA na segurança da Copa do Mundo e das Olimpíadas e na descoberta do pré-sal.

A divulgação ao longo dos anos foi feita em parceria com outros veículos, como a Folha de S.Paulo, além de jornais internacionais. No Brasil, Viana foi a responsável por firmar esses laços.

A publicação de material vazado ainda gera discussões na imprensa sobre a relevância do conteúdo. Os casos Snowden e Vaza Jato, por exemplo, são baseados em documentação e conversas vazadas. Mas Viana considera que essa é uma questão pacificada.

“A atuação na Vaza Jato foi bastante inspirada pelo WikiLeaks. O [site jornalístico The] Intercept recebeu documentos e chamou outros veículos para participarem. Isso foi um modelo inventado pelo Assange, e a Vaza Jato teve impacto político e judicial muito relevante.”

O livro estava programado para agosto, mas foi adiantado pela editora por causa do noticiário sobre Assange e já está disponível na Feira do Livro que ocorre na praça Charles Miller, em São Paulo. Há eventos de lançamento agendados para o dia 11, no Congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e no próximo dia 10 de agosto, na livraria Megafauna, com a jornalista Renata Lo Prete.

Questionada se pretende se encontrar com Assange a partir de agora, Viana diz que não conversa com ele há dez anos. “Mas tenho contato ainda com as pessoas do WikiLeaks, tenho afeto, carinho e acho que passados os primeiros meses [de sua libertação], tentarei revê-lo.”

O VAZAMENTO
– Preço R$ 89,90 (344 págs.); R$ 62,90 (ebook)
– Autoria Natalia Viana
– Editora Fósforo

Chinês é preso no aeroporto de SP com 17 barras de ouro em sacos de café

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Polícia Federal prendeu um homem transportando ouro sem a devida autorização legal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Passageiro chinês viajaria com destino a Hong Kong. As bagagens já haviam sido despachadas e conteúdo foi descoberto em fiscalização da Polícia Federal nesta quarta-feira (4).

17 barras de ouro foram escondidas em pacotes de café. Material estava envolto em fita isolante e pesava 6 kg.

Passageiro não apresentou documentação legal para o transporte do material. Por isso, o estrangeiro foi preso pela prática de crime contra a ordem econômica – usurpação de bens pertencentes à União.

Chinês tinha envolvimento em outro caso parecido. Após a prisão, a PF constatou que o homem estava envolvido em outra apreensão similar, ocorrida em Foz do Iguaçu (PR), no dia 8 de maio, ocasião em que ocorreu a apreensão de 1 kg do metal.

O preso será apresentado à Justiça Federal. Como o nome dele não foi divulgado, o UOL não conseguiu localizar a defesa. O espaço fica aberto para manifestações.

 

Bradley Cooper e Gigi Hadid têm uma "relação completa"

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Bradley Cooper e Gigi Hadid estão com uma relação cada vez mais ‘sólida’, segundo as informações que chegam por parte da imprensa internacional. 

Em conversa com a People, uma fonte destacou que o casal tem uma “relação completa” e que a modelo, de 29 anos, “está muito feliz” com o ator, de 49. 

Apesar das agendas preenchidas, dizem, “conseguem passar tempo juntos e estão gostando um do outro”. 

“Não tinha a certeza se seria só uma aventura quando começaram, mas as coisas ficaram sérias”, acrescentou a fonte. 

“Eles têm uma vida social boa e sólida e são muito felizes”, afirmou ainda, contando que a modelo admirava Bradley Cooper e tinha um ‘fraquinho’ por ele antes de começarem a “namorar”. 

Lembrando que o ator é pai de Lea, de sete anos, fruto da relação passada com Irina Shayk. Já Gigi é mãe de Khai, de três anos, da relação anterior com Zayn Malik. 

O ator e a modelo foram vistos juntos pela primeira vez em outubro do ano passado. 

Leia Também: Homens e mulheres famosos que se parecem muito (e nem são parentes!)

‘Enem dos concursos’ deve começar a convocar aprovados em janeiro; veja o novo cronograma

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O governo federal divulgou, nesta quinta-feira (4), o novo cronograma do Concurso Nacional Unificado (CNU), o “Enem dos concursos”.

As provas do concurso inédito, organizado pelo Ministério da Gestão, seriam aplicadas inicialmente no dia 5 de maio, mas foram adiadas para 18 de agosto devido à chuva histórica que atingiu o Rio Grande do Sul.

Agora, um decreto foi publicado para evitar que haja um novo adiamento do exame, mesmo em caso de eventos excepcionais como a tragédia no RS

Conforme o cronograma atualizado, a lista final de aprovados no CNU será divulgada no dia 21 de novembro. Já a convocação para posse deve começar em janeiro de 2025 (veja o cronograma completo na imagem acima).

Além disso, a ministra Esther Dweck anunciou que quem não puder realizar a prova no dia 18 de agosto poderá pedir a devolução da taxa de inscrição. Os pedidos deverão ser feitos a partir desta sexta-feira (5) até domingo (7).

Neste mesmo período, alguns candidatos terão a oportunidade de alterar a cidade de realização da prova. A regra vale para quem mora no Rio Grande do Sul e faria o exame em outro estado e para candidatos de outros estados que fariam a prova no RS.

Novos cartões de confirmação, com os locais de prova de cada inscrito, serão divulgados no dia 7 de agosto.

Possibilidade de prova extraordinária

Nesta quinta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União um decreto que prevê as regras para uma eventual aplicação extraordinária do CNU.

Assim, se algo a exemplo da tragédia no Rio Grande do Sul acontecer e afetar, no mínimo, 0,5% dos inscritos, as provas não precisarão ser remarcadas para todos os candidatos.

Asilos clandestinos são interditados após manterem idosos sem comida e sem cuidadores suficientes

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Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (3), dois abrigos de idosos foram interditados pela Vigilância Sanitária da Serra, na Grande Vitória. Os idosos foram localizados em situações insalubres, em locais com problemas de limpeza, sem alimentação adequada e com poucos profissionais trabalhando. Os responsáveis não foram presos, mas uma investigação sobre o caso foi iniciada.

As instituições ficam nos bairros de Jacaraípe e Nova Almeida. De acordo com a Polícia Civil, os dois locais já haviam sido interditados anteriormente, sendo que um deles mudou de endereço para tentar burlar a fiscalização.

Além disso, ambos não eram regularizados, não tinham documentação completa para funcionamento e não apresentavam condições de atendimento.

Em Jacaraípe, a casa abrigava cinco idosos, o local era sujo e tinha cheiro forte de urina em alguns ambientes.

A polícia e a vigilância sanitária também constataram que havia poucos profissionais trabalhando. O asilo já tinha sido fechado em outra operação em dezembro do ano passado.

“Em toda denúncia de crimes contra a pessoa idosa, a gente verifica as condições do local, de limpeza, da alimentação – ou a falta dela -, ou muitas vezes a alimentação guardada de forma incorreta, que era o caso. […] Essa casa já havia sido interditada e mudou de endereço para tentar realmente burlar a vigilância e a polícia”, pontuou a titular da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa Idosa (DEPPI), delegada Milena Gireli.

A polícia constatou ainda que, no local, viviam três pessoas com menos de 60 anos, o que não é permitido.

O Conselho Municipal do Idoso (Comids) solicitou, a reintegração imediata dos idosos, que deverá ser realizada pela própria instituição de longa permanência.

Os idosos também serão verificados, caso a caso, pois a polícia quer entender se houve abandono familiar ou se as famílias foram enganadas pelos proprietários dos abrigos.

Já em Nova Almeida, a instituição fechada foi interditada no mês passado também por irregularidades e insalubridade do espaço, entretanto, os quase dez idosos que viviam no local ainda não haviam sido reintegrados às famílias.

Os responsáveis pelas duas instituições não foram presos, mas a polícia informou que vai chamá-los para depor e abrir uma investigação, ouvindo também familiares e vítimas.

Fonte: G1

Casal é preso por furto de chocolates e desodorantes em loja no Centro de Campos

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Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Na manhã dessa quinta-feira (04), na Rua Câmara Junior, em Campos, agentes da Operação Segurança Presente foram acionados por um transeunte que relatou um furto na Lojas Americanas, localizada na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Campos.

Segundo informações, um homem com uma bolsa e uma mulher com uma sacola plástica preta contendo barras de chocolate foram vistos deixando o local. A mulher vestia um short floral.

Durante o patrulhamento, a guarnição avistou um casal com as características descritas e deu ordem de parada. Em posse do homem, foram encontradas a sacola plástica com as barras de chocolate. Após revista, foram apreendidos: seis barras de chocolate Nestlé Galak, oito barras de chocolate Nestlé Classic, uma barra de chocolate Hershey’s parcialmente consumida, uma bolsa térmica com seis desodorantes (cinco Rexonas e um Dove), e um cartão do Bradesco em nome de Luiz A. S. Almeida. Nada foi encontrado com a mulher.

Os agentes deram voz de prisão ao casal, informando-lhes sobre seus direitos constitucionais. Foi necessário o uso de algemas por receio de fuga. Os acusados, que já possuem outras anotações criminais, foram conduzidos à 134ª Delegacia de Polícia do Centro.

Os dois foram autuados no Art. 155 do Código Penal e permaneceram à disposição da justiça.

PF apura desvio de R$ 100 milhões da saúde em município do Rio

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Foto: Reprodução

Agentes da Polícia Federal realizaram, nesta quarta-feira (3), a Operação Rapha, com a finalidade de desarticular uma organização formada por empresários e servidores municipais suspeitos de desviar recursos públicos em torno de R$ 100 milhões, destinados à área da saúde do município de Cachoeiras de Macacu, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Na ação, cerca de 50 policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói, distribuídos nos municípios de Cachoeiras de Macacu e Rio de Janeiro. Na capital fluminense, os mandados foram cumpridos nos bairros da Taquara e da Barra da Tijuca, ambos localizados na zona oeste da cidade.

As investigações foram iniciadas após denúncia do ex-presidente de uma organização social contratada pelo município de Cachoeiras de Macacu para prestação de serviços de logística médica. O contrato, firmado em 2018, durou até fevereiro de 2021, quando foram constatadas as irregularidades. O contrato original tinha prazo final de encerramento em março de 2022.

Auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) apontou várias irregularidades no contrato com a prefeitura de Cachoeiras de Macacu, como fraude no credenciamento da instituição como organização social, ausência de prestação de contas durante vários meses da execução do contrato, além de pagamentos de despesas desprovidas de legitimidade face ao objeto do contrato. Foram constatados ainda pagamentos sem a correspondente contraprestação em serviços e graves deficiências na fiscalização contratual, com destaque para a comissão de avaliação do contrato, integrada por servidores municipais que não tinham a qualificação prevista em lei.

De acordo com a investigação, o grupo criminoso era formado por empresários do setor de saúde e servidores públicos municipais. Se confirmadas as suspeitas, os investigados responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

O município de Cachoeiras de Macacu informou que o prazo final do primeiro termo aditivo, firmado em 21 de fevereiro de 2020, sofreu interrupção em fevereiro do ano seguinte, devido às irregularidades constatadas na prestação de serviços da organização social contratada. De acordo com a prefeitura, o contrato foi rescindido antes do prazo final, previsto para março de 2022.

STF anula decisões da Lava Jato e manda processo contra Eduardo Paes para a Justiça Eleitoral

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Foto: Reprodução

Em uma derrota do braço da Lava Jato no Rio de Janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as decisões do juiz Marcelo Bretas, ex-titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em um processo em que o prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD) é acusado de caixa 2 na eleição municipal de 2012 e corrupção passiva. A Segunda Turma do Supremo decidiu que as denúncias devem ser julgadas na Justiça Eleitoral e declarou nulas todas as decisões de Bretas no processo.

Em seu voto, o relator, ministro Gilmar Mendes, que é um dos críticos dos métodos adotados pela Lava Jato na apuração de casos de corrupção, afirmou que os fatos em análise no processo têm relação com supostos ilícitos nas campanhas de Paes e do PMDB (atual MDB). O ex-secretário municipal de Obras do Rio, Alexandre Pinto, acusou o ex-prefeito Eduardo Paes de participar de um suposto esquema de desvios de recursos em grandes obras no Rio em depoimento a Marcelo Bretas.

“Só para deixar muito claro, essas coisas não eram só da Secretaria de Obras. O centro disso tudo não era a Secretaria de Obras. A gente tinha casos, principalmente das grandes obras, que as determinações não vinham da Secretaria de Obras. Vinham do gabinete do ex-prefeito Eduardo Paes. No qual ele determinava que determinada obra, principalmente as grandes, existiria isso. A Transcarioca foi uma obra de mais de R$ 1,5 bilhão, que veio uma determinação do prefeito. Posso falar na obra da Transoeste, da Odebrecht, ele foi muito claro em dizer que a Transoeste vai ser da Odebrecht”, contou Pinto.

Dois ex-executivos da Odebrecht, Benedito Junior e Leandro Azevedo confirmaram em delação premiada o suposto repasse de dinheiro a Paes, mas disseram que era caixa dois de campanha. Para o ministro Gilmar Mendes, ainda que entre as condutas atribuídas ao prefeito haja crimes comuns, “é evidente o vínculo estabelecido pelos termos de colaboração com ilícitos previstos no Código Eleitoral”.

Alexandre Pinto trabalhou na prefeitura do Rio entre 2011 e 2014. À época, Paes era chefe do Executivo municipal pelo MDB e aliado do então governador Sérgio Cabral, do mesmo partido. Em pelo menos três episódios, o ex-secretário disse que Paes cobrou propinas de obras do município. Afirmou, ainda, que o prefeito direcionou licitações a empresas – parte delas, envolvida na Operação Lava Jato.

O ex-secretário de Paes foi condenado quatro vezes por Marcelo Bretas, em 2020, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em uma das operações de desdobramento da Lava Jato. Em uma delas, a 23 anos de prisão. À época, o advogado Ricardo Pieri, que defende Eduardo Paes, afirmou que o prefeito “jamais participou de qualquer esquema de corrupção” e acusou o delator de mentir. “O sr. Alexandre Pinto apresenta nova leva de mentiras como delinquente confesso, condenado como chefe de organização criminosa, da qual, segundo apurado após ampla investigação, Eduardo Paes jamais fez parte”, afirmou.

O grupo também determinou o acesso do prefeito aos atos conexos aos depoimentos dos colaboradores premiados da OAS que o incriminem, já documentados e que não se refiram a diligências em andamento que possam ser prejudicadas.

PF avança em investigação sobre fraudes em cartões de vacina

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Foto: Polícia Federal/divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (4), a segunda fase da Operação Venire, que apura a existência de associação criminosa responsável por inserir dados falsos de vacinação contra a covid-19 no sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ambos do Ministério da Saúde.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), contra agentes públicos vinculados ao município de Duque de Caxias (RJ). Segundo a PF, eles seriam responsáveis por viabilizar a inserção de dados falsos de vacinação no sistema.

“A ação tem como objetivo ainda buscar a identificação de novos beneficiários do esquema fraudulento”, completou a corporação no comunicado. Estão sendo cumpridos, ao todo, dois mandados, nas cidades do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias.

Entenda

A primeira fase da Operação Venire foi deflagrada em maio do ano passado. À época, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, foi preso. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido pela PF na residência do ex-presidente, em Brasília.

A operação investiga a adulteração no cartão de vacina de Bolsonaro, da filha do ex-presidente, Laura, e de Mauro Cid. A imunização teria sido feita na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque Peruche, em São Paulo, no dia 19 de julho de 2021.

De acordo com a prefeitura de São Paulo, apesar de haver registro no sistema com o CPF de Bolsonaro, a UBS nunca atendeu o ex-presidente, nem recebeu o lote da vacina citado no registro. Além disso, a profissional registrada como vacinadora nunca trabalhou na unidade mencionada.

Ainda à época, o Ministério da Saúde informou que todas as informações inseridas no sistema de registro de imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS) são rastreáveis e feitas mediante cadastro. Segundo a pasta, não houve relato de invasão externa ou de acesso sem cadastro ao sistema no período investigado pela PF.

Caminhoneiros vão cobrar dívida por venda de carreta e desaparecem; carro onde estavam aparece incinerado

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Foto: Reprodução

A polícia investiga o desaparecimento de 2 caminhoneiros que foram receber uma dívida no Sul Fluminense. Ricardo Alves Magalhães, de 56 anos, e Haroldo Alves do Nascimento, de 43, não são vistos desde a semana passada. O carro onde estavam foi encontrado incinerado na Baixada Fluminense.

Ricardo, que mora em Duque de Caxias, e Haroldo, de Viana (ES), são amigos de longa data. Em fevereiro deste ano, eles acertaram a venda de uma carreta por R$ 100 mil a um homem de Três Rios. Na hora, o comprador deu um carro e parte do dinheiro como entrada, prometendo quitar tudo depois.

Mas 5 meses se passaram sem que a dupla visse o restante da dívida, apesar das insistentes cobranças. No último dia 20, Ricardo e Haroldo decidiram voltar a Três Rios de carro a partir de Caxias a fim de cobrar pessoalmente o devedor. O homem pediu que retornassem no dia 23, prometendo juntar a quantia até lá.

Segundo a família, naquele dia Ricardo compartilhou a localização e até enviou fotos de onde estava com Haroldo. Uma das imagens mostra um sítio com vários homens, carros e caminhões, alguns deles desmontados. Depois, ele informou estar no bairro Moura Brasil. “Após as 11h [do 23 de junho], ele não respondeu mais”, disse uma parente.

Na madrugada de 24 de junho, o carro em que eles estavam foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) queimado na Rodovia Rio-Magé, a cerca de 100 km de Três Rios.

A família de Ricardo contou que, com o endereço do suposto devedor, no dia 24 de junho foram a Três Rios. No entanto, o homem respondeu que não via Ricardo e Haroldo havia mais de 2 meses.

“Fomos lá atrás deles, e esse homem disse que meu irmão não esteve lá. Mas, no dia anterior, ele havia me mandado a localização, e era de lá. Ele mentiu dizendo que ele não tinha ido lá”, contou a parente.

“Fomos até a 108ª DP (Três Rios) para registrar o desaparecimento. Naquela ocasião, eles estavam desaparecidos havia 24 horas. Mas o inspetor disse que teríamos de esperar mais 24 horas para ver se eles apareceriam e não quis fazer o registro”, lembra a mulher.

No dia seguinte, o caso foi aberto na 62ª DP (Imbariê). “Como eu não poderia ficar lá em Três Rios, porque eu moro na Baixada, no dia 25 [de junho] eu fiz um registro de desaparecimento. Mas, desde então, não temos nenhuma informação. Estamos aflitos.”

A família acredita que ambos estejam mortos.

A dona de casa disse também que, após ir a Três Rios e registrar um boletim de ocorrência, passou a receber ameaças para não “levar o caso para frente”.

“Não sei o que aconteceu e estou apavorada. Após o registro de ocorrência, acharam o meu telefone e estão me ameaçando. Disseram que se eu levar isso à frente, terei problemas. A pessoa me disse que isso não dará em nada”.

Sem respostas, a família decidiu contratar um escritório de advocacia para cobrar uma investigação rápida da polícia.

“Na sexta-feira (28), a família nos procurou para relatar essa peregrinação para fazer a ocorrência de desaparecimento do Ricardo e do Haroldo, que foram a Três Rios cobrar uma dívida e não foram mais localizados. Num primeiro momento eles não conseguem fazer o registro e só horas depois, após uma insistência da família, eles conseguem registrar os sumiços. Quando eles procuram o escritório, eles querem um respaldo para ajudar a cobrar uma investigação”, conta a advogada Raquel Chaves.

“Estamos aguardando a perícia no veículo e a investigação será feita pela delegacia de Três Rios. Os próximos passos serão por lá e estamos aguardando. Até agora eles não foram localizados e não se tem notícia deles”, completa.

A equipe de plantão da 62ª DP (Imbariê), ao tomar conhecimento do caso, começou as investigações. Mas, o caso foi enviado para a 108ª DP (Três Rios) que dará continuidade. Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para localizá-los e esclarecer os fatos.

Fonte: G1