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Pedófilos poderão ser castrados cirurgicamente nos EUA

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Os pedófilos condenados por crimes sexuais contra crianças em Louisiana, EUA, podem em breve começar a ser castrados cirurgicamente, além de cumprirem pena de prisão.

Os deputados deste estado norte-americano deram aprovação final, na segunda-feira, de acordo com a Sky News, a um projeto de lei que permite aos tribunais condenar um criminoso que cometeu crimes sexuais agravados contra crianças menores de 13 anos, a castração cirúrgica.

Se este projeto se transformar mesmo em lei, só poderá ser aplicado a homens e mulheres cujo o crime – estupro, incesto e abuso sexual – tenha ocorrido a partir do dia 1 de agosto de 2024.

O projeto de lei segue agora para a mesa do governador conservador Jeff Landry, que decidirá se este é promulgado ou vetado.

Vale lembrar que o juízes de Louisiana já podem condenar pedófilos a castração química, desde 2008. Este método envolve o uso de medicamentos que diminuem a libido. Já a castração cirúrgica é muito mais invasiva.

Além de Louisiana, também a Califórnia, Florida e Texas permitem a castração química. Em alguns destes estados, os infratores já podem optar pelo procedimento cirúrgico, se preferirem.

Atualmente, há 2.224 pessoas presas no Louisiana por crimes sexuais contra crianças menores de 13 anos.

O que muitos especialistas discutem é a aplicação de uma pena tão rígida sendo que o sistema judiciário norte-americano não é muito eficiente, tendo em vista que há muitas pessoas na espera de julgamento e outras que foram condenadas sendo inocentes, anos depois sendo inocentadas.

Ratinho quer entregar gestão de escolas a empresas e enfrenta protestos no Paraná

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Mesmo sob protestos de educadores, o governo do Paraná deve manter na pauta da Assembleia Legislativa (Alep) seu projeto de lei que transfere a gestão administrativa das escolas estaduais para empresas. O texto foi aprovado em primeiro turno de votação pelos deputados estaduais no início da noite desta segunda-feira (3), em sessão remota, para driblar os manifestantes que ocuparam a Alep no início da tarde pedindo a retirada do projeto de lei. Foram 39 votos a favor do texto, ante 12 contrários.

A sessão começou de forma presencial, mas foi suspensa pelo presidente da Casa, deputado estadual Ademar Traiano (PSD), e transferida para o modelo remoto por causa dos protestos. Apenas parlamentares de oposição permaneceram no plenário, acompanhada pelos manifestantes nas galerias e em outros pontos do prédio.

O segundo turno de votação deve ocorrer nesta terça (4), e o governo estadual prevê concluir todo o trâmite até quarta (5), quase uma semana após o projeto ser protocolado.

O APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) calcula que cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto desta segunda em Curitib. Eles caminharam da praça Santos Andrade, no Centro, até a Alep, no Centro Cívico, onde também está localizado o Palácio Iguaçu, sede do Executivo.

Ao chegarem na Assembleia, a multidão forçou a entrada pelo portão exclusivo para carros e houve confusão com equipes que faziam a segurança do prédio. Manifestantes foram alvos de bombas de gás lacrimogêneo.

De acordo com o Gabinete Militar da Assembleia Legislativa, três pessoas tiveram ferimentos leves e outras duas foram detidas por depredação do patrimônio público. Dois policiais militares também ficaram feridos, com cortes nas mãos.

Em nota, a Alep diz que está apurando os danos causados à estrutura física do prédio. “Em levantamento prévio, constatou-se a quebra de vidros e portas de acesso para o plenário, o arrombamento do portão principal de entrada e depredação de cadeiras nas galerias.”

O presidente da Assembleia é aliado do governador Ratinho Junior (PSD), que mantém ampla base de apoio na Casa desde o seu primeiro mandato. O projeto de lei tramita em regime de urgência a pedido do Executivo.

Um mandado de segurança foi protocolado por oito parlamentares que integram a oposição questionando aspectos formais do trâmite do projeto de lei, mas, neste domingo (2), o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Fernando Keppen, não acolheu os argumentos, mantendo o texto na pauta.

O projeto de lei também se tornou um dos pontos levantados pela APP-Sindicato para justificar a greve iniciada nesta segunda. De acordo com a entidade, em todas as escolas houve adesão total ou parcial à paralisação. Já a Seed (Secretaria de Estado da Educação) faz outro cálculo e afirma que, pela manhã, 87% das mais de 2.000 escolas da rede estadual estavam “funcionando normalmente”.

PROJETO VAI ‘OTIMIZAR A GESTÃO’, DIZ GOVERNO

O projeto de lei prevê a implantação de um programa chamado Parceiro da Escola, cujo objetivo é, segundo a Seed, “otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas mediante uma parceria com empresas com expertise em gestão educacional”. As empresas serão responsáveis pelo gerenciamento administrativo das escolas selecionadas e pela gestão de terceirizados de limpeza e segurança, por exemplo.

“Os diretores, os professores e os funcionários efetivos já lotados nas escolas serão mantidos, e as demais vagas serão supridas pela empresa parceira, sendo obrigatória a equivalência dos salários com aqueles praticados pelo estado do Paraná”, diz o governo estadual.

Inicialmente, a ideia é implantar o modelo em 200 escolas localizadas em mais de 100 cidades, mas a Seed afirma que fará isso após uma consulta pública junto à comunidade escolar.

De acordo com o governo estadual, a gestão pedagógica da escola seguirá a cargo do diretor concursado.

Para a APP-Sindicato, o projeto de lei representa “a privatização do ensino público”. A entidade também critica a tramitação acelerada e sem debate com a sociedade.

 

Inundações no sul da Alemanha deixa quatro mortos

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Um porta-voz da polícia indicou que foram encontrados os corpos de um homem e de uma mulher no sótão de uma casa em Schorndorf, distrito de Rems-Murr.

O sótão estava inundado e os corpos surgiram quando se drenava a água, indicou a televisão pública alemã ARD.

Outro corpo, de uma mulher de 43 anos que estava desaparecida desde domingo, foi localizado no sótão de uma casa em Schrobenhausen, na Alta Baviera.

O último falecido é um bombeiro que foi encontrado sem vida em Pfaffenhofen an der Ilm, também na Alta Baviera. O agente morreu numa operação de resgate ao cair de uma embarcação insuflável na qual se deslocava com três companheiros.

Em paralelo, prosseguem as evacuações devido à ruptura de barragens na região de Suábia. As últimas zonas abrangidas por alertas de evacuação são as de Danubio-Ries e Hamlar, enquanto em Pfaffenhofen, um dos distritos mais afetados, o nível da água começou a “descer levemente”, segundo o governo local.

O chefe de governo do estado de Baden-Wurtemberg, o ecologista Winfried Kretschmann, advertiu que “situações como esta serão mais habituais”. Kretschmann deslocou-se a Meckenbeuren, uma das localidades mais afetadas.

“É evidentemente uma consequência das alterações climáticas. Em comparação com a Baviera, em Baden-Wurtemberg foi menos grave, mas no norte do estado a situação é extremamente precária”, advertiu.

O chanceler alemão Olaf Scholz prometeu ajudas para as zonas afetadas e novas medidas para proteger o clima. “Não podemos deixar de enfrentar as mudanças climáticas que provocamos”, declarou em Reichertshofen, outras das zonas atingidas na Baviera.

O chefe do Governo alemão destaou que não são casos isolados e estão a se tornar cada vez mais frequentes, ao recordar ser esta a quarta vez no ano que visita a zona devido a inundações.

Scholz foi acompanhado pelo primeiro-ministro bávaro, Marcus Soeder, que assegurou medidas concretas na reunião do executivo regional agendada para terça-feira. “Vamos abordar a forma de ajudar rapidamente e com a menor burocracia”, assinalou.

Leia Também: Sobe para 171 o número de mortos nas enchentes do Rio Grande do Sul

Motoristas e cobradores aprovam greve de ônibus em São Paulo nesta sexta-feira

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Trabalhadores das empresas de ônibus da cidade de São Paulo decidiram entrar em greve a partir desta sexta-feira (7).

A paralisação dos cerca de 60 mil motoristas, cobradores, mecânicos e outros profissionais do setor foi aprovada em assembleia ocorrida na tarde desta segunda-feira (3) em frente à prefeitura, na região central da capital paulista.

A promessa de interrupção do serviço por 24 horas é resultado do impasse nas negociações das chamadas pautas econômicas, como reajustes dos salários e benefícios, segundo o SindMotoristas, o sindicato dos trabalhadores do transporte rodoviário urbano paulistano.

Representantes dos profissionais e das dez empresas que operam o serviço na capital discutem essas questões desde o ano passado.

Se não houver acordo até a noite desta quinta (6), os ônibus deverão permanecer nas 38 garagens espalhadas pelo município a partir da 0h de sexta.

Em caso de decisão judicial que determine circulação parcial da frota, porém, a ordem será atendida, afirma Edvaldo Santiago da Silva, presidente do sindicato.

“Se houver decisão judicial [pela circulação parcial da frota], nós vamos atender no horário de pico, mas às 9h vamos mandar recolher”, diz Silva. “Não estamos contra o Judiciário, mas queremos que entendam a situação da nossa categoria.”

A decisão dos trabalhadores tomada nesta segunda porque precisa respeitar o prazo legal de 72 horas de antecedência para o início da greve.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse defender o direito à livre manifestação democrática desde que a legislação seja rigorosamente cumprida, com aviso prévio de 72 horas antes da paralisação e manutenção de uma frota mínima em horários de pico para reduzir o impacto junto à população.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) diz que o efetivo da GCM (Guarda Civil Metropolitana) estará de prontidão para eventuais ocorrências e que os ônibus atendem a 7 milhões de passageiros na cidade.

“A administração municipal espera que os representantes da categoria e dos empresários encontrem um ponto em comum na campanha salarial sem prejuízo aos passageiros”, afirma a prefeitura.

O SPUrbanuss, sindicato das empresas que operam os ônibus na capital, afirmou que as negociações ainda não foram encerradas.

“Assim, é totalmente inoportuna qualquer decisão sobre paralisação da operação do transporte de passageiros, um serviço essencial e estratégico, que pode causar sérios prejuízos à mobilidade dos paulistanos”, diz a SPUrbanuss, em nota.

Os empregados pedem reajuste de 3,69% pelo IPCA (inflação oficial), mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46%, índice calculado com base em dados do Dieese.

É uma pedida superior aos 2,77% e recomposição da diferença pelo Salariômetro, que é um indicador medido pela Fipe, oferecidos pelo setor patronal. Essa proposta foi rejeitada em setembro pelos empregados.

Existem outros pontos na pauta dos trabalhadores, com destaque para reclamações quanto ao aumento da jornada, que passou de seis horas meia para oito horas efetivamente trabalhadas por dia, segundo o presidente do SindMotoristas.

 

Jovem é condenado por estuprar sem-abrigo quando celebrava aniversário

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Um homem foi condenado, esta segunda-feira (3), a 15 anos de prisão por ter estuprado uma mulher sem situação de rua, no centro de Cardiff, no País de Gales, numa noite em que celebrava o seu aniversário.

De acordo com a Sky News, o homem, identificado como Liam Stimpson, isolou a mulher, “vulnerável e solitária”, sob o pretexto de lhe comprar comida. Depois atacou-a debaixo de uma ponte ferroviária isolada, na madrugada de 27 de dezembro do ano passado.

Katherine Barry, inspetora da polícia de Gales do Sul, disse que Stimpson era um “predador sádico”, que realizou um “ataque hediondo”. O homem infligiu-lhe “ferimentos faciais muito graves, a estuprou, ameaçou-a, a intimidou e a humilhou”.

“O estado da vítima era tal que, no início da investigação, teve dificuldade em dar-nos informações. Confiámos muito nos membros do Ministério Público que intervieram e que, na minha opinião, provavelmente lhe salvaram a vida, e que foram capazes de fornecer mais informações sobre os seus movimentos”, disse.

Mas a inspetora foi mais longe e contou que as imagens do ataque que chegaram às autoridades foram “das mais angustiantes” que testemunhou nos seus 21 anos de carreira.

Esta segunda-feira, o homem foi condenado pelo Tribunal da Coroa de Cardiff.

Leia Também: Amigos se abraçam antes de serem arrastados por enchente

Em uma semana, Justiça do Trabalho fecha R$ 1,7 bi em conciliações

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A Justiça do Trabalho fechou mais de R$ 1,7 bilhão em acordos trabalhistas durante a semana de conciliação que ocorreu entre os dias 20 e 24 de maio. O número foi divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A semana de conciliação ocorre todos os anos, com um esforço concentrado em toda Justiça trabalhista para envolver empregadores e empregados e promover um acordo vantajoso para ambas as partes, evitando que os litígios sigam tramitando no Judiciário.

Foi o que ocorreu, por exemplo, no briga entre a prefeitura de Salvador e o Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Pública (Sindilimp), que assinaram um acordo no valor de R$ 15,5 milhões para beneficiar 1.135 trabalhadores terceirizados do município. Em Goiás, uma disputa de oito anos entre um empregado e a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) foi encerrada com um acordo de R$ 2,2 milhões.

O maior destaque foi do Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT2), em São Paulo, que fechou um total de R$ 123 milhões em acordos. O próprio TST encerrou 153 brigas na Justiça, num total de R$ 43,3 milhões em conciliações.

No total, segundo o TST, os acordos fechados na semana de conciliação deste ano renderam R$ 218,1 milhões em impostos recolhidos para a União.

A conciliação é uma maneira mais rápida de encerrar disputas trabalhistas, que podem se arrastar por anos a fio na Justiça do Trabalho, que recebe todos os anos cerca de 3 milhões de novos processos.

O Conselho Superior da Justiça do Trabalho preparou um portal com informações para quem queira buscar uma conciliação.

 

Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, deve ser reaberto apenas em dezembro

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PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, não deve retomar as operações antes da segunda metade de dezembro deste ano.

A previsão foi dada pela concessionária Fraport durante encontro com representantes do governo federal e deputados gaúchos nesta segunda (3), de acordo com o deputado estadual Frederico Antunes (PP), que acompanhou a visita e preside a Frente Parlamentar de Aviação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A Fraport foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

O aeroporto completa nesta segunda-feira um mês fechado em decorrência da enchente do lago Guaíba. Pela manhã, uma vistoria foi realizada pelo ministro Paulo Pimenta, da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, junto a técnicos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e à presidente da Fraport Brasil, Andreea Pal.

O Salgado Filho está fechado desde 3 de maio, quando a inundação do Guaíba chegou ao bairro Anchieta e, aos poucos, tomou conta da pista e do primeiro pavimento do prédio. A água já baixou na área interna, mas alguns pontos externos e ruas de acesso ainda estão alagados.

A Fraport diz que a avaliação dos impactos da enchente na estrutura do aeroporto e da pista de decolagem deve ser concluída em julho.

A empresa não tinha um prazo determinado para a reabertura do aeroporto, mas a expectativa anterior era de que os voos não fossem retomados antes de agosto.

De acordo com a Anac, a Fraport solicitou um estudo de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato do Salgado Filho. O alagamento é considerado pela empresa algo fora da previsão contratual.

“A partir desta semana inicia com mais força todo o trabalho de limpeza e das sondagens”, disse Pimenta. O ministro afirmou ainda que a renegociação do contrato “não pode ser um impeditivo” para o trabalho de retomada do Salgado Filho.

O secretário nacional de aviação civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que acompanhou a visita, disse na rede social X que um cronograma de ações para o retorno das atividades do Salgado Filho será apresentado “nos próximos dias”.

Em entrevista coletiva sobre a situação das rodovias no estado, o governador Eduardo Leite (PSDB) falou sobre o tema. “Entendemos que é muito importante que o governo federal construa a solução junto à concessionária para dar segurança sobre o reequilíbrio”, disse o governador.

Segundo Leite, há uma projeção de que os investimentos necessários para reabrir o aeroporto de Porto Alegre possam chegar a R$ 1 bilhão. Nos 30 dias de fechamento, o aeroporto de Porto Alegre deixou de receber cerca de 4.200 viagens.

“A gente tem a preocupação de que a União, junto à concessionária, tenha a resolução deste problema o quanto antes”, disse Leite. “É ponto crítico para o estado, do ponto de vista de desenvolvimento econômico e manutenção de empregos.”

Enquanto as atividades do Salgado Filho continuam paralisadas, a base aérea militar de Canoas passou a receber voos comerciais temporariamente. O aeroporto de Florianópolis também tem recebido mais voos, com uma conexão de ônibus até a cidade de Osório, no litoral norte gaúcho.

Outros aeroportos do interior do Rio Grande do Sul, como Caxias do Sul, Santo Ângelo e Uruguaiana são estudados como alternativas regionais.

 

Médico que família acreditava ser refém do Hamas é achado morto em Israel

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O corpo de um médico de 35 anos, que a família acreditava ter sido levado como refém pelo Hamas, foi encontrado. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3) pelas Forças de Defesa de Israel.

Os restos mortais de Dolev Yehud foram localizados na fronteira do Kibutz Nir Oz. O local fica a cerca de 1 quilômetro da Faixa de Gaza e foi atacado pelo grupo extremista Hamas no primeiro dia da guerra, em 7 de outubro do ano passado.

O médico deixou sua casa no dia do atentado para tentar salvar vidas. A informação foi publicada pelo exército israelense.

“Seu corpo foi localizado no Kibutz Nir Oz. Após um processo de identificação realizado por funcionários médicos do Instituto Nacional de Medicina Forense e da base militar de Shura, a IDF conseguiu identificar seu corpo. Que sua memória seja uma bênção”, diz texto publicado pelas Forças de Defesa de Israel.

A esposa de Yehud, Sigal, estava grávida de nove meses em 7 de outubro. O quarto filho do casal nasceu nove dias após o ataque. Em entrevista ao Canal 12, ela lembra que ele saiu de casa para tentar afastar os combatentes do Hamas. “Ele me pediu para manter a calma e tentar trabalhar minha respiração o máximo que eu pudesse”.

A família tinha esperança de que Dolev ainda estivesse vivo. Inicialmente, o exército de Israel acreditava que ele havia sido sequestrado. Mas, à medida que a guerra continuava, não havia nenhuma indicação de Gaza de que ele estivesse lá. Algumas vítimas do atentado do Hamas tiveram os seus corpos queimados ou mutilados, o que dificultou a identificação.

As Forças de Defesa de Israel disseram que a família do médico foi notificada após o corpo ser identificado. Conforme o jornal local The Times of Israel, a irmã do médico, Arbel Yehud, 28, continua detida em Gaza após ter sido tirada de sua casa no Kibutz Nir Oz junto ao namorado Ariel Cunio.

Mais de 120 reféns continuam nas mãos do Hamas desde 7 de outubro. O exército calcula que o grupo levou 252 reféns. Dados indicam que 37 teriam morrido.

Ataque do grupo extremista contra Israel em causou a morte de 1.189 pessoas. A maioria dos mortos eram civis, segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais israelenses.

Israel realiza uma ofensiva na Faixa de Gaza que já provocou a morte de pelo menos 36.439 pessoas. A maioria dos mortos são civis, segundo o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas.

Abertura de cursos de Medicina deve seguir edital do Mais Médicos, decidem ministros do STF

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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram unânimes em determinar que a abertura de novos cursos de Medicina siga as regras previstas no edital do programa Mais Médicos, cuja constitucionalidade vinha sendo questionada.

Todos os magistrados já votaram e o julgamento deve ser encerrado nesta terça-feira, 4. Os editais do Mais Médicos preveem prioridade para regiões onde há déficit de médicos, além de outros parâmetros, como disponibilidade de infraestrutura para que os alunos tenham experiências práticas.

Houve divergência entre os ministros apenas em relação ao que deve ser feito com instituições que já deram entrada no pedido de abertura de cursos. Dos 11 ministros, sete acompanharam o relator da proposta, Gilmar Mendes. Eles entenderam que as instituições que já haviam passado da fase inicial da documentação deveriam continuar com o processo tramitação.

Outros três (Edson Fachin, André Mendonça e Rosa Weber, que votou antes de se aposentar) concordaram com a tese principal de que os cursos devem obedecer os parâmetros dos Mais Médicos, mas divergiram a respeito dessa autorização. Para eles, era necessário suspender todas essas solicitações fora da fila regular.

Nos bastidores, o Ministério da Educação (MEC) considerou positiva a decisão do STF de ratificar o critério de abertura pelo Mais Médicos, o que vinha sendo alvo de uma série de ações judiciais por parte das universidades. Apesar disso, o MEC receia que haja novos questionamentos judiciais por parte de instituições que eventualmente tenham seus pedidos negados pela pasta a partir de agora.

O MEC tem 195 pedidos de abertura de novos cursos em análise. Desses, 159 já estão em fase de parecer final.

Ao se posicionar no âmbito da ação do STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) manifestou a preocupação quanto a decisões de 1ª e de 2ª instância da Justiça mesmo após liminar de Gilmar Mendes, em agosto de 2023, determinar a validade da regra do Mais Médicos para novos cursos.

A abertura de graduações de Medicina tem motivado controvérsia há mais de uma década. Desde 2013, a regra federal era de que novas vagas priorizassem o critério do programa Mais Médicos. A medida é uma tentativa de distribuir melhor a formação dos profissionais pelo País.

Depois, em 2018, o governo Michel Temer (MDB) decretou moratória, proibindo por cinco anos a abertura de vagas. Com isso, diversos grupos educacionais entraram na Justiça para obter autorização para abrirem seus cursos.

Para especialistas e entidades do setor de saúde, abrir graduações pela via dos tribunais desorganiza a fila regular e reduz a qualidade da formação. Parte das faculdades privadas, por outro lado, falava em regra engessada do governo.

Como o tema chegou ao STF

O tema chegou ao Supremo por meio de uma ação movida pela Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), que pedia o reconhecimento da constitucionalidade do uso do critério do programa Mais Médicos.

A posição, no entanto, não é unânime entre as entidades educacionais. Há grupos que se posicionam contrariamente ao critério do Mais Médicos. É o caso do Conselho de das Universidades Brasileiras (Crub), que pediu ao Supremo que declarasse o critério inconstitucional.

A pesquisa Demografia Médica no Brasil, conduzida pela Faculdade de Medicina da USP e Associação Médica Brasileira (AMB), mostra que é preciso direcionar melhor a concentração de médicos no País. De acordo com o estudo, as 41 cidades do Brasil com mais de 500 mil habitantes, onde vivem 29% da população do País, concentram 61,5% dos médicos.

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) estimam que só 17% das escolas médicas estão em municípios que atendem a todos os parâmetros necessários para abrir um curso de Medicina, como número mínimo de leitos por aluno, estrutura hospitalar e número de estudantes por equipe de saúde.

 

Homem de 37 anos morre após atropelamento em Guarus

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

Na madrugada desta segunda-feira (03), um homem identificado como Vinicius da Silva Oliveira, de 37 anos, morreu após ser atropelado por um carro na Avenida Carmem Carneiro, próximo ao campo de futebol do Bom Sucesso, no subdistrito de Guarus, em Campos.

O Corpo de Bombeiros de Guarus foi acionado por volta da meia-noite. Ao chegar ao local, a equipe encontrou a vítima caída no chão com ferimentos graves. Vinicius foi socorrido e levado ao Hospital Ferreira Machado (HFM), mas não resistiu. De acordo com apuração da Redação ClickCampos, a vítima chegou por volta de 00h33, chegou a ser entubado, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu 1h.

Até o momento, não há informações sobre o responsável pelo atropelamento. O corpo de Vinicius foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Com 6,3 milhões de casos prováveis, Brasil lidera ranking de dengue

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Foto: Reprodução

Com quase 6,3 milhões de casos prováveis de dengue, sendo mais de 3 milhões confirmados em laboratório, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países com maior número de notificações da doença em 2024. Em seguida estão Argentina, com 420 mil casos prováveis; Paraguai, com 257 mil casos prováveis; e Peru, com quase 200 mil casos prováveis.

Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já contabiliza este ano um total de 7,6 milhões de casos prováveis de dengue em todo o mundo, sendo 3,4 milhões confirmados em laboratório. O painel de monitoramento da entidade aponta ainda mais de 3 mil mortes provocadas pela doença. Atualmente, 90 países registram transmissão ativa de dengue.

“Embora um aumento substancial de casos de dengue tenha sido relatado globalmente nos últimos cinco anos, esse aumento foi particularmente pronunciado na região das Américas, onde o número de casos ultrapassou 7 milhões no final de abril, ultrapassando os 4,6 milhões de casos registrados em todo o ano de 2023”, destacou a OMS.

A entidade alerta ainda que todos os quatro sorotipos de dengue foram detectados nas Américas este ano. Segundo a OMS, pelo menos seis países da região – Brasil, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e Panamá – já reportaram casos de circulação simultânea de todos os quatro sorotipos.

Vacinação

Para a organização, a vacina contra a dengue deve ser vista como parte de uma estratégia integrada para o combate à doença e que inclui também o controle de vetores, a gestão adequada dos casos e o envolvimento comunitário. “A OMS recomenda o uso da TAK-003, única vacina disponível, em crianças de 6 a 16 anos em locais com alta intensidade de transmissão de dengue”.

A vacina a que a entidade se refere é a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda e atualmente utilizada no Brasil. O imunizante começou a ser aplicado na rede pública de saúde em fevereiro deste ano. Em razão da quantidade limitada de doses a serem fornecidas pelo próprio fabricante, a vacinação é feita apenas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Outras arboviroses

Dados da OMS mostram uma sobreposição de casos de dengue, chikungunya e zika – todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e com sintomas semelhantes o que, segundo a entidade, pode resultar em diagnósticos equivocados. “Dados de vigilância durante grandes surtos de suspeita de dengue podem incluir erroneamente casos de uma ou de ambas as outras doenças.”

A OMS lembrou que o vírus Zika é particularmente perigoso entre mulheres grávidas por conta da associação com casos de microcefalia. “A expansão da vigilância para monitorar simultaneamente os três vírus pode ajudar autoridades de saúde pública a determinar com precisão o verdadeiro fardo de cada doença, refinar as avaliações de risco e otimizar a gestão clínica e a atribuição de recursos para intervenções de saúde pública mais eficazes.”

Até o momento, o painel da OMS contabiliza, em 2024, mais de 250 mil casos de chikungunya em todo o mundo e quase 7 mil casos de infecção pelo vírus Zika.

Polícia Civil prende miliciano acusado de atropelar e matar companheira

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Foto: Reprodução

Policiais civis da 36ª DP (Santa Cruz) prenderam um homem acusado de atropelar e matar a namorada, enquanto ela era socorrida ao hospital, no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo apurado, ele integra a milícia que atua na região e cometeu o delito após tomar conhecimento de que a vítima estava em um evento, no interior da comunidade do Rola.

O crime ocorreu em janeiro deste ano. De acordo com as investigações, Rafaela Lima Luiz, que tinha 24 anos, foi agredida violentamente pelo autor e ficou desacordada no chão. Os populares, então, socorreram a mulher e a levaram para o hospital em uma motocicleta. O acusado, porém, durante o trajeto, iniciou uma perseguição com seu carro e atropelou os ocupantes da moto. Na ocasião, Rafaela foi atropelada por um ônibus do BRT, que passava pelo local, e morreu na hora. O autor do delito fugiu.

Durante as diligências, os agentes da unidade apuraram que o miliciano teve a intenção de matar a vítima. Por isso, ele foi indiciado por feminicídio e a autoridade policial representou por sua prisão.

Na madrugada desta segunda-feira (03), os agentes da delegacia de Santa Cruz conseguiram localizar o homem dentro de um hospital, quando ele estava buscando atendimento após ser agredido em uma tentativa de roubo. Ele foi detido e encaminhado à unidade, onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva.

Deputado influencer e esposa morrem em ataque a tiros em circo no Equador

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O deputado e influenciador Cristhian Nieto e sua esposa, Nicole Burgos, foram mortos a tiros em um circo na cidade de Manta, no Equador, neste domingo (2).

Cristhian e Nicole marcaram presença no espetáculo circense quando homens armados entraram no espaço e abriram fogo. O deputado suplente do partido oposicionista Revolução Cidadã foi alvejado com vários tiros e morreu no local, segundo informações do jornal El Universo.

Nieto e a esposa faziam parte da organização do circo. O tiroteio teve início no momento em que o público começava a ocupar o espaço para o início das apresentações.

Ataque foi “dirigido” contra o parlamentar, afirmou o coronel da polícia equatoriana Fabray Montalvo. Além dos dois mortos, outras duas pessoas também foram atingidas pelos disparos, mas sobreviveram. Não há informações sobre o estado de saúde delas.

Motivação para o crime é desconhecida. Testemunhas relataram às autoridades que os autores dos disparos seriam dois homens que entraram no espaço encapuzados e, até o momento, não foram identificados, nem localizados.

Nicole Burgos fazia transmissão ao vivo pelo TikTok no momento do ataque. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram o desespero do público ao ouvir os barulhos dos disparos e uma correria.

Cristhian Nieto era deputado suplente da deputada Mónica Salazar, da província de Los Ríos. Ele também era um influenciador famoso no Equador e realizava trabalhos sociais com ciranças órfãs, animais abandonados e usuários de drogas.

Assembleia Nacional equatoriana lamentou o ocorrido, classificado como um “terrível assassinato”. “Nosso profundo sentimento de pesar e solidariedade para os familiares e amigos das vítimas”, disse a Assembleia.

Brasil não está preparado para crimes cometidos em seitas, dizem especialistas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Denúncias como aquela feita à Folha de S.Paulo por um grupo de 16 ex-integrantes da comunidade Osho Rachana, na Grande Porto Alegre, têm ocorrido pelo país. Os ex-membros da Comuna, como é chamada, se reuniram para denunciar uma rotina de abusos psicológicos, manipulações, exploração financeira e do trabalho e episódios de agressão física que dizem ter sofrido durante os anos em viveram no local.

Prem Milan, 68, cofundador da comunidade e do centro Namastê, que aplica seu método, nega as acusações. Leia aqui.

Procurada, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que o caso está sob investigação na 1ª Delegacia de Polícia de Viamão.

São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Bahia também têm casos de líderes carismáticos de grupos terapêuticos ou religiosos sectários que são alvos de investigações e de processos na Justiça. O caso mais célebre dos últimos anos, no entanto, ocorreu em Goiás, onde o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, foi condenado a 118 anos de prisão por crimes sexuais. Sua defesa anunciou recorrer da sentença.

“A minha percepção, como promotora de Justiça que já enfrentou um caso dessa natureza, é de que os profissionais do direito do Brasil não estão preparados para lidar com esse tipo de crime”, afirma Grecianny Cordeiro, do Ministério Público do Ceará (MPCE).

Ela atuou no caso de um falso guru que ministrava cursos em Fortaleza, nos quais coletava informações de medos e traumas dos discípulos para depois manipulá-los. Ele abusava sexualmente dos homens jovens do grupo em nome de uma suposta evolução espiritual.

Segundo Cordeiro, hoje as autoridades policiais, promotores, defensores e juízes brasileiros não compreendem “a situação de extrema fragilidade que levou aquela pessoa a cair num estelionato emocional” e acham que “é coisa de filme americano e não faz parte do mundo real”.

Para a advogada Thayná Silveira, especialista em crimes de influência indevida, geralmente cometidos por lideranças dogmáticas e religiosas, “o despreparo para a escuta desses casos gera um processo de revitimização de quem faz a denúncia, o que muitas vezes leva as vítimas a desistirem de dar prosseguimento às denúncias”.

“As vítimas são descredibilizadas ou mesmo ridicularizadas, o que leva a mais sofrimento e a impunidade”, afirma ela, que assessorou diversos casos envolvendo lideranças dogmáticas.

Depois que a Folha de S.Paulo revelou as denúncias de um grupo de 16 ex-integrantes do Namastê e da comunidade Osho Rachana, no início de maio, recebeu áudios com depoimentos de outras 30 pessoas. Elas endossam os relatos feitos pelos denunciantes na reportagem, mas pedem anonimato.

Para a promotora paulista Celeste Leite dos Santos, presidente do Instituto Brasileiro de Atenção e Proteção Integral a Vítimas (Pró-Vítima), a primeira dificuldade desses casos é que a própria vítima demora para se entender como tal e para “juntar forças para buscar ajudar”.

“Objetivamente, essas pessoas até poderiam ter procurado a polícia, mas desde que elas não estivessem numa condição de vulnerabilidade”, explica ela, que já atuou em casos do gênero em São Paulo. “A pessoa está tão envolvida na rede que não consegue se desvencilhar.”

De acordo com a promotora, “a força do grupo, que parece proteger as pessoas, na verdade, as fragiliza porque uma pessoa confia que a outra sabe o que está fazendo, e quem está operando mesmo é uma liderança”.

Para a ativista e consultora jurídica Tatiana Badaró, a Comuna tem características de seita, que define como “um grupo com dogmas, que se afasta da sociedade, se considera superior a ela e cria um discurso maniqueísta de ‘nós versus eles’.”

Ex-vítima de um líder da maçonaria baiana chamado Jair Tércio, condenado a 12 anos de prisão e foragido, ela se tornou pesquisadora sobre abuso em meios religiosos. A Folha de S.Paulo procurou seu advogado e a Fundação Ocidemnte, da qual ele foi fundador, mas não obteve resposta.

Badaró afirma que “a falta de conhecimento sobre esse assunto é o que faz com que casos fiquem travados em delegacias, promotorias e tribunais”. Mesmo assim, ela avalia que núcleos especializados de algumas promotorias são um pouco mais versados no tema.

No Canadá, diz, uma lei específica foi criada depois que 77 integrantes do culto Ordem do Templo Solar cometeram suicídios, nos anos 1990. “Para garantir a liberdade religiosa e proteger a população de quem se utiliza de um discurso religioso para cometer crimes, colocaram um parágrafo sobre o tema na Lei de Segurança Nacional e passaram a fiscalizar grupos religiosos”, explica.

Ela cita também o caso de uma lei de 2001 da França que buscou conciliar a liberdade religiosa e de consciência e a luta contra a sujeição física e psicológica de discípulos. O texto fala em “abuso fraudulento do estado de ignorância ou vulnerabilidade”.

Maria do Carmo dos Santos, presidente do grupo Vítimas Unidas, afirma que a maior parte dos seus atendimentos são de vítimas de “gurus da nova era” -estilo Osho, definiu- e que os relatos indicam mecanismos de sequestro emocional, em que há quebra de vínculos dos seguidores com familiares e amigos. “São justamente aqueles que podem trazer as pessoas de volta para a realidade”, avalia.

Para ela, o Brasil perdeu uma chance de auxiliar essas vítimas ao deixar igrejas e cultos religiosos fora da lei do protocolo “Não É Não”, sancionada pelo presidente Lula em 2024. “O número de escândalos sexuais em espaços chamados religiosos tem sido maior do que em bares e em shows”, argumenta.

Para Silveira, “o mais importante é que a vítima respeite seu próprio tempo, tenha uma rede de apoio, se possível, um acompanhamento psicológico”. Segundo ela, quem estiver motivado a denunciar deve procurar um profissional especializado que possa acolher e orientar a vítima, além de acompanhar o caso na delegacia ou no Ministério Público.

Para facilitar esse caminho, o Instituto Pró-Vítima criou um site que reúne informações para vítimas sobre conceitos e caminhos: www.infovitimas.com.br .

 

Polícia prende suspeito de matar a própria mãe em casa

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Foto: Reprodução

Um bombeiro reformado foi preso em flagrante por suspeita de matar a própria mãe, a idosa Tânia Costa Soares, de 70 anos, na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O corpo foi encontrado dentro da casa onde ela morava na Estrada Salazar Mendes de Moraes, na tarde deste domingo (2).

Segundo a família, a vítima trabalhava como costureira há muitos anos. Gabriel Soares era o único filho da vítima e tinha problemas com drogas há alguns anos.

Os parentes estiveram no Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta segunda-feira (3) para liberar o corpo da idosa.

Fonte: G1

 

Polícia tenta rastrear movimentação financeira de suspeita de matar namorado com brigadeirão envenenado

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio pediu medidas cautelares para detectar as movimentações financeiras da psicóloga Júlia Andrade Cathermol, suspeita de matar o empresário e namorado Luiz Marcelo Antônio Ormond.

Segundo o delegado Marcos Buss, titular da 25ªDP (Engenho Novo), ela se apropriou de bens e de quantias em dinheiro da vítima.

De acordo com a polícia, até a manhã desta segunda-feira (3), não havia pistas do paradeiro de Júlia.

Nesta segunda (3), dois funcionários de uma farmácia prestaram depoimento e disseram que o remédio foi vendido para Júlia mediante apresentação de receita médica. Eles se comprometeram a levar o documento na delegacia posteriormente.

Segundo a polícia, a suspeita é que Júlia comprou o remédio controlado para colocar no brigadeirão dado à vítima antes da sua morte.

A polícia destaca que alguns bens de Luiz Marcelo já foram recuperados. “Já recuperamos alguns bens da vítima, o automóvel da vítima, devo me preocupar com a localização dessas armas, que podem ou não estar na posse da Júlia”, destacou Buss.

Presa suspeita de participação no crime

Para a polícia, Suyany Breschak, mulher que se apresenta como cigana e que está presa, já sabia do planejamento do crime antes da morte do empresário, e teria se beneficiado posteriormente.

“Há elementos que indicam que a Suyany foi a destinatária de todos os bens do empresário após a morte dele”, afirmou o delegado.

Em depoimento, Suyany disse que Júlia possuía uma dívida com ela de R$ 600 mil.

Ex de Suyany é ouvido

Também foi ouvido nesta segunda-feira (3), na delegacia Orlando Neto, que se identifica como cigano e é ex-marido de Suyany. Orlando alega que ela teria tentado sequestrá-lo e ameaçado envenenar seus dois filhos.

Suyany foi presa temporariamente e é considerada suspeita de ser mentora intelectual da morte de Luiz Marcelo Antônio Ormond.

Orlando alega ainda que recebeu um áudio e prints que davam conta que Suyany estaria vendendo o carro de Luiz Marcelo, além das armas que também estavam no veículo.

Etevaldo Tedeschi, advogado de Suyany, diz que a cliente teve qualquer participação na morte de Luiz Marcelo.

Ele afirmou que Suyany recebeu o carro como um presente de Júlia, para pagar uma consulta espiritual. O advogado também disse que não ouviu a vítima falar sobre uma dívida de R$ 600 mil de Júlia com ela.

Fonte: G1

PRF recupera veículo roubado na BR-101 em Campos

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Foto: Divulgação PRF

Na madrugada dessa segunda-feira (03), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou um veículo HYUNDAI/CRETA branco roubado, no km 78 da BR-101, em Campos. Durante uma fiscalização, os agentes notaram o carro passando em alta velocidade pelas lombadas e realizaram a abordagem no km 83.

O condutor, que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), demonstrou nervosismo e deu respostas desencontradas quando questionado sobre a origem e o destino da viagem, além da procedência do automóvel. Ele afirmou residir em São Fidélis e que estaria indo trabalhar em Macaé, mas não soube informar de quem comprou o veículo ou o valor pago.

Suspeitando da situação, os agentes levaram o veículo até a unidade operacional da PRF para uma fiscalização minuciosa. Durante a análise, foi verificado diversos sinais de adulteração nos elementos identificadores do carro. Os agentes descobriram que o veículo abordado era, na verdade, um automóvel com restrição de roubo registrada na 40ª DP de Honório Gurgel/RJ, em 13/03/2023.

Com base nas informações apuradas, o condutor foi encaminhado à 134ª DP para a apreciação da autoridade policial.

Governo do Rio autoriza concurso para 300 vagas de Inspetor de Polícia Penal

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Foto: Divulgação Seap

O Governador Cláudio Castro autorizou a publicação de edital do novo concurso para 300 vagas de Inspetor de Polícia Penal, todas para nível superior, conforme prevê a Lei Orgânica da Polícia Penal do Estado do Rio de Janeiro. O último concurso para esse cargo foi realizado há 12 anos.

“O Governo do Estado trabalha de forma integrada para aprimorar a segurança pública, o que também passa pelo investimento contínuo na administração do sistema prisional fluminense. O chamamento desses novos Inspetores de Polícia Penal vai permitir à Seap ampliar a sua atuação, trabalhando principalmente para intensificar o controle nas portarias das unidades prisionais”, afirmou o governador Cláudio Castro.

A autorização para a abertura do edital do concurso foi uma das medidas alinhadas entre o Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Casa Civil e a Seap, relativas à Polícia Penal, a serem implementadas em 2024. Após reuniões realizadas no fim de março com esses órgãos, o Governo do Estado autorizou a ampliação do Regime Adicional de Serviço (RAS) da corporação, o que resultou no aumento de 1.323 novas vagas.

“Essas duas medidas do Governo do Estado (novo concurso e ampliação do RAS) vão ser de fundamental importância para seguirmos aprimorando os procedimentos de segurança na custódia, no transporte dos presos e o controle sobre o acesso de visitantes nas unidades prisionais do sistema prisional fluminense”, afirmou a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Lo Duca Nebel.

Coreia do Sul anuncia suspensão de acordo militar com Norte após envio de balões com lixo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Coreia do Sul anunciou nesta segunda-feira (3) que vai suspender um acordo militar com a Coreia do Norte após Pyongyang enviar centenas de balões com lixo pela fronteira e abrir uma crise diplomática com o país vizinho.

Segundo o Conselho de Segurança Nacional sul-coreano, o plano será colocado em pauta para aprovação nesta terça-feira (4).

Assinado em 2018, o Acordo Militar de 19 de setembro é fruto das históricas reuniões entre as duas Coreias há seis anos e tem o objetivo de reduzir as tensões entre os países. O texto, no entanto, já estava debilitado -no ano passado, Seul o suspendeu parcialmente quando a Coreia do Norte colocou um satélite espião em órbita, ao que o regime de Kim Jong-un respondeu com a completa desvinculação.

Agora, o conselho disse que recomendará ao governo sul-coreano “suspender com todos os efeitos” o pacto “até que a confiança mútua entre as duas Coreias seja restabelecida”.

A paralisação abrirá caminho para Seul realizar treinamentos perto da fronteira e tomar “medidas suficientes e imediatas” em resposta à provocação da última semana da Coreia do Norte, disse o órgão em um comunicado, sem especificar quais seriam essas ações.

Desde que se desvinculou do texto, o Norte implantou tropas e armas em postos de guarda perto da fronteira militar. Ao continuar a cumprir o pacto, disse o Conselho, Seul teve “problemas consideráveis na postura de prontidão” de suas Forças Armadas.

O anúncio é o último capítulo de uma crise que começou na semana passada, quando a Coreia do Norte enviou 15 toneladas de lixo por meio de 3.500 balões à Coreia do Sul, segundo declaração do vice-ministro da Defesa norte-coreano, Kim Kang-il, no último domingo (2).

Provocações entre os dois países são comuns -desde o armistício da Guerra da Coreia, em 1953, as duas nações permanecem tecnicamente em conflito e estão separadas por uma zona desmilitarizada.

No entanto, as ações normalmente envolvem exercícios militares e lançamentos de foguetes, como aconteceu na última quinta-feira (30), quando a Coreia do Norte disparou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance nas águas ao leste da península, segundo Seul.

Ao enviar os panfletos políticos, bituca de cigarro, plástico e até mesmo fezes de animais ao espaço aéreo vizinho, Pyongyang afirmou que estava devolvendo “na mesma moeda” o envio de “panfletos e várias coisas sujas” na fronteira.

A justificativa é uma referência à ação de ativistas sul-coreanos e desertores que enviam regularmente infláveis contendo panfletos anti-Pyongyang, comida, remédios, dinheiro e pen drives com vídeos de música k-pop.

Os balões com lixo, que a Coreia do Norte chamou de “presentes de sinceridade”, começaram a ser vistos na Coreia do Sul na noite de terça-feira (28). Após pelo menos outros três envios, que chegaram até a parte sul da península, o gabinete do presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, afirmou que Seul começaria a tomar “medidas que a Coreia do Norte consideraria insuportáveis”.

Na ocasião, o gabinete afirmou que as medidas poderiam incluir a transmissão de propaganda e música k-pop por alto-falantes ao longo da fronteira -ação que o ditador norte coreano, Kim Jong-un, considerou tão ameaçadora que certa vez chamou de “cancro cruel”.

Motoristas de app são atraídos para falsas corridas e viram reféns de narcomilícia

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Foto: Reprodução

Ao menos 20 motoristas de aplicativos foram feitos reféns e sofreram extorsão por traficantes após serem atraídos para falsas corridas na noite da quinta-feira (30), na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Levados para o interior da comunidade, no Morro do Dendê, eles foram ameaçados e tiveram de fazer pagamento em dinheiro ou via Pix para os suspeitos.

Conforme a Polícia Civil, os crimes são praticados por traficantes que se uniram a milicianos, conhecidos como narcomilicianos. A ação desses grupos é investigada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ), que já ofereceu denúncia contra sete suspeitos.

De acordo com o relato à polícia, ao chegar no local da corrida, os motoristas foram rendidos por traficantes e levados sob ameaça para o morro. Lá, eles foram obrigados a pagar uma “taxa de segurança” em valores que variavam de R$ 60 a R$ 150 em espécie, ou via Pix.

Motoristas que não eram da Ilha do Governador tiveram a placa do veículo anotada e foram avisados de que não poderiam trabalhar na região. Caso fossem flagrados lá, também foram alertados que sofreriam um “esculacho”, o que, na linguagem do tráfico, significa a humilhação e agressão em público.

O caso está sendo investigado pela 37ª Delegacia de Polícia da Ilha do Governador. Em nota, a Polícia Civil do Rio informou que as “investigações estão em andamento para identificar possíveis suspeitos e esclarecer todos os fatos”.

Já a Polícia Militar disse que a participação da população é determinante no combate a crimes como extorsão e exploração clandestina de serviços. Disse ainda que uma parceria com as empresas de aplicativos de transportes permite o uso de um canal de ligação direta de motoristas e passageiros com os operadores do Centro de Controle Operacional da PM para denúncias em tempo real.

Promotoria pede prisão de sete membros de facção

Na terça-feira, 28, o MP divulgou ter apresentado denúncia e pedidos de prisão preventiva contra sete integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) por extorsão a motoristas de aplicativos, mototáxis e táxis na Ilha do Governador.

Conforme o promotor Sauvei Lai, da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Ilha do Governador e Bonsucesso, os traficantes exigiam pagamento a motoristas de aplicativos, mediante grave ameaça de morte e com emprego de armas de fogo.

Segundo as duas denúncias apresentadas à Justiça, os integrantes da facção TCP controlam o tráfico na Comunidade do Dendê, da Pixunas e na maioria das comunidades da Ilha do Governador.

“Eles expandiram seus negócios ilegais, organizando-se como narcomilícia e passando a cobrar ‘taxas’, por meio de extorsões contra motoristas de aplicativos, mototáxis e de táxi, dentro da área territorial em que exercem domínio no citado bairro”, diz a nota do MP.

Ainda segundo a promotoria, para atuar como motoristas na região, as vítimas eram obrigadas a efetuar pagamentos semanais de R$ 150 e a se cadastrar na ‘Cooperativa do Crime’ ou na ‘Cooperativa da Extorsão’, criadas pelos bandidos na Comunidade do Dendê, onde são feitos os pagamentos e os cadastros dos motoristas extorquidos.

Os traficantes passaram a obrigar o uso de adesivos fornecidos por eles para identificar os motoristas cadastrados e que cumprem as exigências dos criminosos.

À 5ª Vara Criminal, foram denunciados cinco suspeitos, entre eles Mario Henrique Paranhos de Oliveira, vulgo ‘Neves’ ou ‘Nem’, apontado como mandante e responsável por ordenar as atividades ilícitas, que se encontra preso.

Outros dois suspeitos foram denunciados à 35ª Vara Criminal do Rio. Oliveira foi condenado por participação na chacina que resultou na morte de 12 pessoas, em outubro de 2003. A Justiça ainda analisa os pedidos.

Conforme o promotor, os criminosos repetem o mesmo modus operandi empregado na Ilha do Governador pela facção TCP que, durante muitos anos, foi comandada por Fernando Gomes de Freitas, vulgo ‘Fernandinho Guarabu’, e Gilberto Coelho de Oliveira, vulgo ‘Gil’, que eram os líderes do tráfico de drogas no Morro do Dendê e se associaram com o miliciano Antônio Eugênio de Souza Freitas, o ‘Batoré’.

Os três foram mortos, em 2019, durante operação policial realizada para detê-los, quando resistiram à prisão.

Ex-policial militar, ‘Batoré’ havia sido condenado a 317 anos de prisão por organização criminosa, lavagem de dinheiro, extorsão, incêndio e falsidade ideológica, segundo o Tribunal de Justiça do Rio.

As empresas 99 e Uber foram procuradas e até esta publicação não haviam se manifestado. O Estadão entrou em contato com a defesa de Mario Henrique Paranhos de Oliveira e ainda não obteve retorno. A reportagem não conseguiu contato com defensores que atuaram nos casos de Fernando Freitas, Gilberto Oliveira e Antônio Freitas, deixando o espaço aberto para manifestação.