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Mega-sena acumula e sorteia R$ 37 milhões na próxima terça-feira

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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2726 da Mega-sena, sorteado na noite de sábado (18). Com isso, o prêmio estimado para o próximo concurso, na terça-feira (21) é de R$ 37 milhões.

Os números sorteados no início da noite de ontem, em São Paulo, foram 27 – 45 – 49 – 53 0- 55 – 59.

A quina teve 48 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 69.387. Já a quadra registrou 3.858 apostas vencedoras, e cada ganhador receberá um prêmio de R$ 1.233.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

*Com informações da Agência Brasil

 

Acidente deixa três feridos na Bandeirantes; suspeito de embriaguez, motorista é liberado

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Um acidente envolvendo um automóvel de luxo, um veículo de aplicativo e um caminhão deixou três pessoas feridas, duas delas em estado grave, neste sábado, 18, na Rodovia dos Bandeirantes, em Campinas, interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o automóvel Audi era dirigido por um empresário que apresentava sinais de embriaguez. O condutor, que não teve a identidade divulgada, se negou a soprar o bafômetro e foi levado para uma delegacia da Polícia Civil.

O acidente aconteceu no km 82 da rodovia, sentido interior. De acordo com a Polícia Rodoviária, o Audi seguia da capital para Campinas, quando atingiu a traseira do automóvel de uma plataforma de aplicativo que transportava passageiros.

O carro, um Nissan Versa, bateu no guard-rail da rodovia e foi abalroado pelo caminhão. As três pessoas que estavam no Nissan ficaram feridas, duas em estado grave. As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Mário Gatti, em Campinas. Conforme o hospital, nenhum dos feridos corre risco de morte.

Policiais rodoviários que atenderam a ocorrência disseram que o condutor apresentava sinais visíveis de embriaguez. O motorista se negou a soprar o bafômetro. Levado à delegacia, ele prestou depoimento à Polícia Civil e foi encaminhado para exame no Instituto Médico Legal (IML). Depois de passar por exames, ele foi liberado. Conforme a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o acidente é apurado pela Segunda Delegacia Seccional da Polícia Civil de Campinas.

De acordo com a defesa do empresário, ele forneceu espontaneamente uma amostra de sangue para análise. “O resultado do exame laboratorial em breve será conhecido e certamente apontará a ausência de qualquer teor alcoólico em seu organismo. Por fim, a defesa confia nas investigações, momento em que a dinâmica dos fatos será trazida aos autos e restará comprovado que nosso constituinte não deu causa ao lamentável acidente”, disse, em nota.

 

Líder do MST encontra Papa Francisco e pede bênção para bandeira do movimento

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O Papa Francisco abençoou a bandeira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) neste sábado, 18, em Verona, na Itália. A bênção foi a pedido de João Pedro Stédile, líder do movimento, que estava no local para participar do evento “Arena da Paz”, com integrantes de movimentos populares. A conferência teve participação do pontífice e contou com um público de mais de 12 mil espectadores.

O momento foi registrado em vídeo pelo portal Vatican News, o meio de comunicação oficial da Santa Sé. Stédile mostra a bandeira do MST ao papa, que coloca a mão sobre o objeto, e também fala sobre a situação do Rio Grande do Sul, que enfrenta a maior tragédia climática da sua história.

O líder do MST também discursou no evento com o papa. “Trago um abraço forte de todos os sem-terra do Brasil”, disse Stedile. Ele finalizou a fala com um poema do bispo Dom Pedro Casaldáliga: “Malditas sejam todas as cercas; malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e amar”.

Papa agradeceu ao MST por distribuição de alimentos na pandemia

Em 2020, o Papa Francisco agradeceu formalmente ao movimento social pela distribuição de alimentos durante a pandemia de covid-19.

Em carta endereçada a Stédile, Francisco afirmou que “compartilhar os produtos da terra para ajudar as famílias carentes” era um “sinal do Reino de Deus, que gera solidariedade e comunhão fraterna”. O religioso disse que esperava que o gesto “se multiplicasse e encorajasse outras pessoas e grupos a fazerem o mesmo”.

Stédile admitiu em CPI erro por invasão em terra da Embrapa

No ano passado, ao prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou as invasões do MST, João Pedro Stédile admitiu que invadir uma fazenda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Petrolina (PE) “foi um erro”.

“Cada acampamento tem autonomia do que faz. Concordo, às vezes eles exageram e erram, mas eles têm o direito de decidir”, justificou o líder do movimento. A CPI do MST finalizou seus trabalhos sem a apresentação de um relatório final.

Médicos alertam para alta de doença respiratória em bebês no RS e pedem doações a farmacêuticas

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CLÁUDIA COLLUCCI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com as baixas temperaturas no Rio Grande do Sul, médicos estão alertando para o aumento de casos de infecções respiratórias em crianças, especialmente as alojadas em abrigos devido às chuvas, e pedem que indústrias farmacêuticas doem medicações para prevenir essas condições.

O foco das preocupações é o VSR (vírus sincicial respiratório), responsável por 75% dos casos de bronquiolite, doença respiratória que dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões, e por 40% das pneumonias em bebês e crianças pequenas.

O último boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado na quinta (16), mostrou um aumento de internações respiratórias causadas pelo VSR e pelo Influenza A em boa parte do país. O estado gaúcho vinha registrando alta de crescimento dessas hospitalizações, mas os dados não foram considerados nesse boletim, devido à dificuldade de atendimento da população atingida pelos eventos climáticos extremos.

Neste momento em que há um grande número de pessoas em abrigos, a situação deve se agravar. “As temperaturas estão caindo, então é uma situação muito propícia para a propagação desses vírus.”

No caso da gripe por influenza, o governo gaúcho anunciou que pretende vacinar até segunda (20) toda a população em abrigos que ainda não foi imunizada neste ano.

Já para o VSR, há um medicamento indicado para a prevenção do vírus em bebês que está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde outubro de 2023, mas que ainda não está disponível no mercado.

Trata-se do Beyfortus (nirsevimabe), da Sanofi, um anticorpo monoclonal, ou seja, uma proteína produzida em laboratório que imita a capacidade do sistema imunológico de combater o vírus.

Atualmente, o SUS já oferece o palivizumabe, da Astrazeneca, indicado somente para quadros graves de infecções respiratórias, com alto risco de hospitalização. Uma revisão da Sociedade Brasileira de Pediatria concluiu que o nirsevimab é mais eficaz na imunoprofilaxia (processos de prevenção) contra o VSR.

No mês passado, a Anvisa também aprovou o registro da vacina Abrysvo, da Pfizer, destinada a grávidas no segundo ou terceiro semestre de gestação para proteção do recém-nascido. No entanto, a vacina também não está no mercado brasileiro.

Há uma outra vacina aprovada no país contra o VSR, da GlaxoSmithKline, mas só para prevenir a doença respiratória em pessoas acima de 60 anos.

Em mensagem encaminhada às farmacêuticas Sanofi e Pfizer, Mariana González de Oliveira, professora de medicina neonatal da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e Lucia Pellanda, reitora da universidade, solicitam a doação urgente da vacina e do imunobiológico para serem ofertados aos abrigados pelas enchentes.

“Estamos no auge da temporada de VSR, e isso criou um ambiente propício à propagação de doenças respiratórias, incluindo a bronquiolite por VSR, que pode ser particularmente grave em crianças pequenas”, escreveram.

Segundo elas, as vacinas e os imunobiológicos contra o VSR são ferramentas cruciais na prevenção da doença e de suas complicações, especialmente em populações vulneráveis, como aquelas atualmente em abrigos. “Nossos hospitais já estão trabalhando no limite de sua capacidade e muitos deles ainda não têm água encanada.”

Dada a situação crítica, elas solicitam que a Pfizer e a Sanofi considerem a doação urgente de um “número significativo” de doses das medicações para atender às necessidades dos abrigados. “A sua generosa doação teria um impacto significativo na saúde e no bem-estar das crianças que enfrentam um momento tão difícil.”

Vários médicos se mobilizaram na causa. O oncologista pediátrico Cláudio Galvão de Castro Júnior, que tem atuado como piloto voluntário levando doações de medicamentos de São Paulo ao RS, diz que há uma grande preocupação com o VSR porque todos os anos ele infecta muitas crianças, o que provoca superlotação nas UTIs de Porto Alegre nessa época do ano.

Segundo ele, o vírus sincicial respiratório é muito prevalente na população, mas certos grupos são mais sensíveis. “Esse vírus é capaz de matar um paciente transplantado de medula, por exemplo. E um percentual pequeno de recém-nascidos, bebês de seis meses até um ano de idade, também podem ir parar na UTI e até morrer por causa dele.”

A ideia, explica o médico, seria usar essas novas medicações nas populações mais vulneráveis, que estão em lugares coletivos, onde o risco de transmissão é maior e, com isso, tentar diminuir as internações nas UTIs. “Se a gente conseguir diminuir, dez, 15, 20 casos graves, teremos um impacto grande.”

O imbróglio, segundo ele, é que as empresas não respondem se elas têm esses medicamentos disponíveis, mesmo que seja para a venda no exterior, já que ainda não estão sendo comercializados no Brasil. “A gente quer saber se tem para doar ou para vender e ninguém nos responde essa coisa básica.”

Nas redes sociais, vários médicos gaúchos reforçaram o pedido. Segundo eles, o pico de transmissão do vírus sincicial deve ocorrer em poucas semanas, e há risco de colapso das emergências e UTIs.

O pneumologista pediatra Luciano Vitola pediu para que a Sanofi doe pelo menos mil doses do niverzimabe, e a Pfizer outras 2.000 doses da vacina. “Isso vai ser de altíssimo impacto para a saúde pública nas próximas semanas. A logística das UTIs está bastante complicada, a transferência dos hospitais da região metropolitana para Porto Alegre está muito complicada.”

Em nota, a Pfizer afirma que, em relação à solicitação de doações da vacina materno-fetal Abrysvo, indicada para a prevenção de infecções causadas pelo VSR e aprovada no Brasil no mês passado, para gestantes e idosos, o imunizante está passando pelo fluxo regulatório determinado pelas autoridades nacionais e ainda não está disponível no país.

“A Pfizer não está medindo esforços para que Abrysvo chegue, num futuro próximo, às mãos dos brasileiros. E fará isso de forma ética, íntegra e parceira, atuando, como sempre, em conformidade com as exigências de nossa agência regulatória e dos demais órgãos governamentais envolvidos no processo.”

Também em nota, a Sanofi afirmou que, em relação ao Beyfortus, imunizante indicado para prevenção contra o VSR, o produto ainda não está disponível no Brasil. “Após a aprovação pela Anvisa e recomendação pelas sociedades médicas, a Sanofi está trabalhando para garantir a disponibilização do produto no país o mais rapidamente possível.”

A expectativa, segundo a farmacêutica, é que isso ocorra no segundo semestre de 2024. “Assim, diante da indisponibilidade do produto localmente, neste momento, a Sanofi está impossibilitada de atender a esta demanda especificamente, mas continuamos buscando dentro do nosso portfólio outras formas de apoiar a tragédia no RS.”

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Colisão de barcos deixa 2 mortos e 5 desaparecidos na Hungria

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Duas pessoas morreram e outras cinco estão desaparecidas após uma colisão de barco, no rio Danúbio, em Budapeste, na Hungria. O alerta foi dado no sábado à noite, depois de um homem ter sido encontrado com a cabeça sangrando na margem do rio. 

Segundo o Guardian, os corpos de um homem e de uma mulher foram depois descobertos nas proximidades. Após várias horas de buscas, um barco foi encontrado e rebocado para a costa. As autoridades continuam à procura de cinco adultos, entre os quais três homens e uma mulher, que continuam desaparecidos. 

As buscas pelos desaparecidos envolvem cerca de 90 pessoas e estão empenhados nos trabalhos vários barcos, drones e câmaras termográficas. 

Um barco-hotel com o casco danificado foi travado a mais de 80 quilômetros do local do acidente. As autoridades acreditam que esta embarcação tenha colidido com o barco que foi encontrado afundado.

Foi iniciado um processo criminal contra uma pessoa suspeita de colocar em risco o transporte aquático e causar a morte a várias pessoas. A identidade da pessoa acusada não foi revelada. 

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Baixa do Guaíba revela destruição e prejuízo em Porto Alegre

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Este sábado (18) começou sem chuva e com sol em Porto Alegre. A água das ruas já baixou em boa parte da zona sul da cidade. Foi a senha para quem foi atingido começar a limpeza das casas. No bairro Menino Deus, as calçadas ficaram cheias de móveis, colchões, eletrodomésticos, livros e todo o tipo de objeto que algum dia já teve valor, mas que agora vai para o lixo.

“Eu tinha vários livros em casa e eu esqueci de levantá-los quando saí daqui. Quando eu fui lembrar, já não tinha como entrar”, disse o geólogo Evandro Oliveira. O motorista Joel Vargas não escondeu sua frustração diante dos prejuízos. “Tudo é lixo. Tudo quebrado, tudo demolido. Não se aproveita nada”.

A aposentada Marlene de Souza também lamentou a perda de seus pertences. “Está tudo com gosto, cheiro de esgoto, tudo podre”.

Com a redução no nível da água, um novo exército entra em operação. São centenas de homens e mulheres com uma única missão: retirar das ruas toneladas de lixo e de lama.

Segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), 3.500 pessoas estão envolvidas no trabalho de limpeza e recuperação da cidade. Do dia 6 de maio para cá, somente onde não estava alagado, já foram recolhidas 910 toneladas. Esse número vai aumentar muito conforme as ruas forem secando. Nesta primeira etapa, estão sendo utilizados 300 veículos pesados, incluindo retroescavadeiras, pás carregadeiras e caminhões basculantes. Mas o trabalho principal, como varrição e raspagem das ruas, retirando manualmente a lama que se acumulou, é feito pelos garis.

“Temos 3.500 garis trabalhando em três turnos e um maquinário muito pesado sendo usado na remoção dos resíduos”, explicou o diretor-geral da DMLU.

*Com informações da Agência Brasil

 

Irã executa duas mulheres na forca, e ONG vê uso político da pena de morte

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RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – Duas mulheres morreram após serem executadas por enforcamento no Irã neste sábado (18). Outras cinco pessoas também foram enviadas para a forca na ocasião.

A ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, repudiou o acontecimento e disse que vê fins políticos na intensificação do uso da pena de morte pelo regime iraniano. O número de execuções ao longo de 2024 chegou a 223, sendo 50 no mês de maio, segundo dados da entidade.

Um comunicado da ONG diz que Parvin Musavi, 53, mãe de dois filhos, foi enforcada na prisão de Urmia, no noroeste do país, ao lado de cinco homens, todos eles condenados por tráfico de drogas neste sábado. A Iran Human Rights afirmou que Musavi ficou presa durante quatro anos antes de sua execução.

Em Nishapur, no leste do país, uma mulher de 27 anos, identificada como Fatemeh Abdulahi, foi enforcada como punição pelo assassinato de seu marido, que era seu primo.

Essa não é a primeira vez que o regime de Teerã foi alvo de críticas por acusações de violações. Em setembro de 2022, a jovem curda Mahsa Amini entrou em coma e morreu aos 22 anos após ser detida pela polícia em Teerã por supostamente não usar o véu islâmico da forma considerada correta. O caso levou milhares de iranianos às ruas.

No mesmo ano, o conselho da ONU aprovou uma resolução que, entre outros pontos, lamentou as mortes, pediu que o Irã pusesse fim a leis que discriminam as mulheres e criou uma missão de investigação.

O Irã é um dos países que mais recorre à pena de morte ao lado da China e da Arábia Saudita e as execuções acontecem por enforcamento

Duas jornalistas do Irã, Niloufar Hamedi, 31, e Elaheh Mohammadi, 36, são acusadas de atentar contra a segurança nacional na cobertura do caso da morte de Mahsa Amini. As profissionais foram mais uma vez processadas em janeiro, após deixarem a prisão, por aparecem nas redes sociais com os cabelos soltos e sem usar o hijab, o véu islâmico.

Em 2023, pelo menos 22 mulheres foram executadas, o número mais alto da última década, segundo a ONG. O Irã executa a maior quantidade de mulheres do mundo, de acordo com grupos de direitos humanos, que afirmam que muitas são vítimas de casamentos forçados ou abusivos.

Ainda conforme a ONG, outras duas execuções estão no radar do regime iraniano. Um homem pertencente à comunidade judaica do Irã, que diminuiu drasticamente nos últimos anos, mas segue sendo a maior do Oriente Médio fora de Israel, corre o risco de uma execução iminente.

Outro homem, Arvin Ghahremani, 20, foi condenado à morte por homicídio durante uma briga de rua quando tinha 18 anos e sua execução está prevista para segunda-feira (20).

Mulher usa remédio de diabetes para emagrecer e é socorrida por criança

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma empresária de Manchester, no Reino Unido, comprou injeções de semaglutina sem recomendação médica para emagrecer. Ela passou mal e foi encontrada desmaiada no banheiro de casa pela filha de 8 anos.

Kerry Boland, de 34 anos, comprou injeções usadas para tratar diabetes para usar com o objetivo de emagrecer. As informações são do Daily Mail.
O uso do remédio conhecido como Ozempic e seus similares sem recomendação médica pode trazer riscos.

Ela adquiriu os medicamentos de uma suposta especialista em beleza que também é enfermeira. A empresária diz que queria emagrecer rápido para uma sessão de fotos do seu negócio.

Logo após aplicar a primeira dose, Kerry teve intensas dores de cabeça, cólicas e diarreia. Ela também relata que se sentiu exausta.

Dois dias depois, foi encontrada desacordada pela filha de apenas 8 anos. O padrasto da criança levou Kerry ao hospital.

Ela foi hospitalizada e teve que tomar soro com fluidos e analgésicos por 15 horas.

“Eu não recomendo essas injeções de jeito nenhum, meu conselho seria não chegar perto delas”, afirma.

Helicóptero que transportava presidente do Irã faz “pouso forçado"

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Um helicóptero que transportava o presidente do Irã foi obrigado a fazer um “pouso forçado”, informou a televisão estatal iraniana citada pela Sky News. 

O incidente com o aparelho onde seguia Ebrahim Raisi ocorreu perto da cidade de Jolfa, a cerca de 600 km a noroeste da capital Teerã.

O helicóptero era um dos três que transportavam o presidente e a sua comitiva, segundo a imprensa local.

Segundo o The Telegraph, não ficou imediatamente claro o que causou a descida do helicóptero.

Raisi tinha estado no Azerbaijão no início de domingo para inaugurar uma barragem com o homólogo azeri, Ilham Aliyev, naquela que é a terceira barragem construída pelos dois países no rio Aras.

As equipes de salvamento estão dirigindo-se para o local. O ministro do Interior do Irã afirmou que o acesso ao local do incidente vai demorar algum tempo. O nevoeiro espesso e a fraca visibilidade estão dificultando os esforços para chegar ao local, ainda segundo a televisão estatal.

Entre as outras autoridades a bordo do helicóptero encontrava-se o governador da província do Azerbaijão Oriental e o Ministro dos Negócios Estrangeiros Hossein Amir Abdollahian.

O Irã possui uma variedade de helicópteros no país, mas as sanções internacionais dificultam a obtenção de peças para os mesmos. A sua frota aérea militar também remonta, em grande parte, ao período anterior à Revolução Islâmica de 1979.

Raisi, de 63 anos, é um homem de linha dura que anteriormente dirigiu o poder judicial do país e é caracterizado como um protegido e possível sucessor do líder supremo do Irã, o aiatola Ali Khamenei.

Raisi venceu as eleições presidenciais iranianas de 2021, uma votação que registou a taxa de participação mais baixa da história da República Islâmica.

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Motorista tenta atropelar ladrão com Lamborghini após ser roubado e bate o carro em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um motorista destruiu a frente de sua Lamborghini ao tentar atropelar um motociclista que havia acabado de roubar seu relógio Rolex, por volta das 12h45 deste sábado (18) na avenida Faria Lima, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Ao parar em um semáforo próximo ao cruzamento com a rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior, o empresário de 64 anos foi abordado pelo criminoso, que portava um revólver. Depois de pegar o relógio, avaliado em cerca de R$ 200 mil, o motociclista fugiu, mas o motorista foi atrás e jogou seu carro em cima da moto, a pressionando contra um poste.

Com a batida, a moto foi destruída, assim como a frente da Lamborghini . Um poste do semáforo caiu. e outro entortou. Ainda assim o bandido conseguiu fugir, mancando. Ele levou o relógio, mas deixou para trás a moto, o revólver e o celular.

Segundo o programa Brasil Urgente, da TV Band, o celular do ladrão estava tocando quando a polícia chegou ao local. Assim, os agentes conseguiram identificar quem ligava e também o bandido. Ele seria de uma quadrilha de Taboão da Serra, município da região metropolitana de São Paulo, segundo a polícia, e não havia sido preso até a publicação deste texto.

Ainda de acordo com a reportagem da Band, o empresário contou que sua Lamborghini, fabricada em 2016, não tem seguro e custa quase R$ 3 milhões.

À emissora o delegado Mario Palumbo Júnior disse que o ladrão, já identificado, cumpre pena no regime semiaberto e que a moto usada no crime era roubada.

Segundo a SSP, a ocorrência foi registrada no 14º DP (Pinheiros).

 

Mãe tenta resgatar bebê brasileira levada à selva de Darién pelo pai biológico

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MAYARA PAIXÃO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Já faz quase seis meses que Verônica Simão Antônio não vê pessoalmente sua filha, hoje com 1 ano e 7 meses. A menina foi retirada do Brasil em dezembro passado por seu pai biológico, sem que a mãe soubesse ou autorizasse, e encontrada somente semanas depois no estreito de Darién, uma perigosa selva entre a Colômbia e o Panamá.

Inóspita, a floresta densa se tornou uma rota para migrantes rumo aos Estados Unidos. Neste primeiro quadrimestre, o número de menores de idade que a cruzaram foi recorde -cerca de 30 mil, aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Verônica é de Angola e chegou a São Paulo grávida de oito meses. Emigrou na expectativa de ter uma vida melhor e de obter documentos brasileiros para a filha e para si mesma -um movimento cada vez mais comum entre mulheres do país africano. Um mês depois, deu à luz.

O pai da bebê, também angolano e com quem ela não tinha mais uma relação, chegou ao Brasil em setembro passado e retomou o contato, buscando visitar a menina. Ele não está registrado nos documentos da bebê como seu pai.

“Eu permiti. Afinal, era o pai da minha filha, mas nunca imaginei que ele estivesse tramando isso”, conta a mãe, vendedora autônoma de roupas na capital paulista que diz ter 23 anos -seu documento aponta 18, o que atribui a um erro no registro de nascimento.

Em um sábado de dezembro passado, afirmando querer levar a menina para um passeio no shopping, o pai buscou a bebê na casa da mãe. Ele nunca mais voltou.

Verônica diz ter estranhado o comportamento dele, por ter pedido mais fraldas do que o necessário para um dia fora de casa e roupas de frio, quando os termômetros marcavam altas temperaturas. Mas nunca imaginou que o plano seria fugir com a filha e sair do país.

Ela admite que em algum momento seu objetivo também seria ir para os EUA com a menina. “Mas de avião e com visto, que fica mais fácil quando temos a nacionalidade brasileira.” Afirma que chegou a cogitar a rota por Darién, mas desistiu. “As pessoas me contaram muitas coisas, disseram que há muitas mortes.”

A angolana foi a uma delegacia, e o caso foi registrado como subtração de incapaz, furto a residência e falsificação de documento. O 8º Distrito Policial, no Brás, região central de São Paulo, está com a investigação.

Além de levar a bebê, o pai se aproveitou do momento em que Verônica saiu brevemente para buscar algumas roupas limpas para a filha com uma amiga nos arredores e furtou documentos da criança e da mãe e uma quantia em dinheiro que ela diz girar em torno de R$ 9.000.

Para levá-la, ele falsificou os documentos da menina -que tinha sido registrada por um ex-namorado de Verônica- e a assinatura da mãe em autorizações para cruzar fronteiras. A polícia confirmou, pelo número de celular do pai, que ele havia atravessado a fronteira e deixado o país. Então, um alerta vermelho da Interpol foi acionado.

A bebê brasileira seria encontrada apenas no final daquele mês, ao ser deixada por imigrantes do Haiti com alguns funcionários do serviço de fronteiras do Panamá, após o grupo cruzar Darién.

Não se sabe se o pai biológico a abandonou na floresta ou morreu.

Verônica conseguiu falar com um parente do ex-companheiro, que fez todo o caminho ao lado dele desde o Brasil até Darién. Este familiar disse a ela que, a certa altura da floresta, o pai pediu que ele seguisse o caminho com a menina e que os encontraria em breve. Nunca mais foi visto, e o homem deixou a bebê com o grupo de haitianos.

Desde então, a menina está sob proteção do Estado panamenho e foi encaminhada para um orfanato nos arredores da Cidade do Panamá. A mãe, Verônica, conseguiu se comunicar duas vezes com sua filha por videochamada. Diz que na primeira ocasião a menina parecia contente. Na segunda, há poucos dias, aparentava estar infeliz.

Nesse mesmo local vive outra brasileira, esta filha de haitianos, encontrada na saída da mata, sozinha, em 2019. Recém-naturalizada panamenha, ela aguarda ser adotada por alguma família.

A presença de crianças brasileiras em Darién não é nada incomum. No mesmo dia em que chegou a bebê de Verônica, outra menina também do Brasil foi deixada por imigrantes na saída da selva, na comunidade indígena de Bajo Chiquito, com funcionários panamenhos. Essa menina também continua no país.

Em 2023, mais de 520 mil imigrantes -número recorde- cruzaram a floresta, dos quais mais de 1.150 eram angolanos. Outros 3.800 deles eram brasileiros, praticamente todos menores e filhos de imigrantes que tiveram seus filhos no Brasil, a maioria do Haiti.

Segundo os relatos dos imigrantes e de autoridades locais, as mortes na travessia ocorrem em um número muito acima do registrado pela única contagem conhecida, de um projeto da ONU, que calcula terem sido ao menos 250 desde 2022. Animais selvagens, rios de correnteza forte e gangues armadas são alguns dos fatores que colocam esses imigrantes em perigo.

Pessoas que atuam no atendimento ao fluxo migratório dizem que homens solteiros costumam ir acompanhados de menores por imaginarem que vão ter vantagens, como os primeiros lugares nas filas e porções maiores de comida -o que não ocorre. Antes de chegarem aos centros de auxílio, esses homens precisam conseguir superar a selva com uma criança, muito mais vulnerável aos riscos do trajeto.

Na semana passada, a Justiça do Panamá concedeu autorização para a bebê voltar aos cuidados de Verônica. O problema, agora, consiste em obter o dinheiro das passagens para buscar a menina. Como Verônica ainda está sem a segunda via de seu passaporte -o original foi furtado pelo pai biológico da filha-, quem irá ao Panamá será a advogada dela.

O Itamaraty, que designou um diplomata para visitar a menina no orfanato e levar itens pessoais, como roupas e alimentos, avaliava a possibilidade de arcar com o voo da volta ou pedir ajuda a parceiros como a OIM, braço das Nações Unidas para assuntos migratórios.

Na última sexta-feira (17), uma organização internacional ofereceu custear as passagens. Até a conclusão desta reportagem, no entanto, Verônica ainda aguardava para saber quando poderá voltar a ter a filha a seu lado.

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Biden e Trump trocam ofensas em eventos de campanha antecipados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Embora os partidos Democrata e Republicano ainda não tenham feito as convenções que vão oficializar como candidatos à Casa Branca dos Estados Unidos o atual presidente, Joe Biden, e seu antecessor, Donald Trump, os dois já estão se enfrentando em discursos para seus eleitorados em eventos pelo país.

Neste sábado (18), Trump foi recebido em Dallas, no Texas, no Fórum de Liderança da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). Falando para os membros da associação, o republicano disse que Biden é “de longe, o pior presidente da história do país” e rotulou o oponente de “completo mentiroso”.

“Você está demitido, vá embora daqui, Joe”, disse o empresário, entre risadas dos membros da plateia, a quem garantiu que Biden viria atrás de suas armas de fogo, em referência à pauta democrata de maior controle de acesso a armamentos. Ainda segundo Trump, Biden é corrupto e uma “ameaça à democracia”.

O candidato prometeu desfazer as regulamentações de armas implementadas pelo democrata. “No meu segundo mandato, vamos reverter cada ataque de Biden à Segunda Emenda”, disse, referindo-se ao trecho da Constituição dos EUA que garante o acesso a armas.

Biden, por sua vez, participou de um evento em Atlanta, na Geórgia, estado onde venceu por uma pequena margem em 2020. “Nossa democracia está realmente em risco”, alertou o democrata a um grupo de seguidores reunidos no restaurante Mary Mac’s Tea Room, que tem um proprietário afro-americano, público-chave para a sua campanha rumo às eleições de novembro.

“Meu adversário não é um bom perdedor, mas é um perdedor”, disse Biden, sob aplausos. “Ele não está apenas obcecado por ter perdido em 2020, está perturbado. Trump não está se candidatando para liderar o país, e sim por vingança”, afirmou.

Parasita detetado na água provoca infeção a 46 pessoas na Inglaterra

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Cerca de 2.500 famílias residentes em Brixham, na Inglaterra, estão instruídas a ferver a água potável, depois de as autoridades britânicas terem confirmado 46 casos de infeções por um parasita detectado na água da cidade. Um tanque de água, que estava infectado com ‘Cryptosporidium’, já foi drenado e limpo. 

Inicialmente o aviso tinha sido dado a 17.000 famílias. No entanto, os resultados do monitoramento da qualidade de água levantaram a restrição a cerca de 14.500 famílias.

De acordo com a Sky News, a infecção criptosporidiose é causada por um parasita e provoca vários sintomas, como vômitos, cólicas e diarreia. Os sintomas podem prevalecer por duas semanas. 

É esperado o aumento do número de casos confirmados já que, na sexta-feira, mais de 100 pessoas apresentavam sinais de infecção. As autoridades acreditam que o parasita entrou no abastecimento de água através de um cano danificado, que se localiza num campo onde estão depositadas fezes de animais.

O prefeito Anthony Mangnall afirmou que este era “um assunto muito sério” e salientou que o alerta foi dado quando já era tarde demais. 

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Taiwan reforça segurança antes de tomada de posse de Lai Ching-te

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“A fim de garantir a segurança nas águas e nas fronteiras durante a cerimônia de tomada de posse, a divisão de Kinmen-Matsu-Penghu (…) lançou uma poderosa operação de patrulha (…) para vigiar de perto os alvos suspeitos”, declarou, em comunicado, a guarda costeira de Taiwan.

O organismo enviou pessoal para “patrulhar a todas as horas do dia e da noite” à volta de três ilhas do arquipélago: Kinmen, Matsu e Penghu.

“A divisão de Kinmen-Matsu-Penghu declarou que os esforços para garantir a segurança nacional não abrandarão durante as importantes celebrações”, de acordo com a mesma fonte.

O Presidente eleito de Taiwan, Lai Ching-te, toma posse na segunda-feira, numa época de crescente pressão diplomática e militar por parte de Pequim.

O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou ter detectado sete aviões e sete navios chineses nas imediações da ilha, nas 24 horas anteriores às 06:00 de domingo.

Do outro lado do estreito, na cidade costeira chinesa de Pingtan, que tem uma base militar, os jornalistas da agência de notícias France-Presse viram pelo menos dois helicópteros militares sobrevoando a ilha esta manhã.

Pequim reivindica Taiwan como parte do território chinês, mantendo pressão militar sobre o arquipélago com o envio quase diário de aviões de guerra, drones e navios.

Kinmen tem sido palco de uma série de confrontos entre embarcações chinesas e taiwanesas desde a vitória, em janeiro, de Lai Ching-te, descrito por Pequim como um “separatista perigoso” que conduz Taiwan pelo caminho da “guerra e do declínio”.

Uma lancha chinesa que transportava quatro pessoas capotou perto da ilha em 14 de fevereiro, quando era perseguida pela guarda costeira de Taiwan. Duas pessoas morreram.

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Guaíba recua e tem menor nível desde pico de inundação

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LUIS EDUARDO DE SOUSA
CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) – O nível do lago Guaíba segue baixando em Porto Alegre e, no início da manhã deste sábado (18) chegou a 4,55 metros no cais Mauá. É o menor nível desde o ápice da inundação, quando atingiu 5,35 metros no dia 5 de maio. Desde então, a água não havia recuado até o nível atual.

Essa água, contudo, flui em direção à lagoa dos Patos, no sul do Rio Grande do Sul, e aumenta a cheia em cidades como Rio Grande e São José do Norte, antes de desembocar no Atlântico.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou na noite de quinta-feira (16) um alerta para a continuidade da elevação dos níveis da lagoa dos Patos.
Em previsão atualizada, o IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) indica cheia duradoura, com redução lenta dos níveis do Guaíba abaixo dos 5 metros.

O lago deve permanecer acima dos 4 metros até o início da próxima semana e acima da cota de inundação, que é de 3 metros, ao menos até o final do mês, devido a possibilidade de mais chuva.

O pico até o momento foi registrado há uma semana, quando o lago subiu para a faixa de 5,3 metros.

ENCHENTE
A inundação histórica provocada pelas recentes chuvas no Rio Grande do Sul alagou ao menos 303 mil edificações residenciais e 801 estabelecimentos de saúde em 123 cidades, indicam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da UFRGS.

As fortes chuvas do Rio Grande do Sul causaram ao menos 154 mortes, de acordo com atualização desta sexta. O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 104 desaparecidos.

As mortes ocorrem em 44 cidades, conforme a Defesa Civil, e há 806 feridos.
No total, 461 municípios foram afetados, sendo que 77.199 pessoas estão desabrigadas e 540.192 ficaram desalojadas.

 

Submersa há 15 dias, cidade mais afetada do RS reabre casas a conta gotas

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PAULA SOPRANA E BRUNO SANTOS
ELDORADO DO SUL, RS (FOLHAPRESS) – Debaixo d’água há mais de 15 dias, Eldorado do Sul, a pequena cidade gaúcha com o maior número proporcional de pessoas desalojadas e com quase 80% da população afetada pela enchente, começa aos poucos a entender a dimensão da tragédia.

A aparição do sol e a lenta redução dos níveis do rio Jacuí e do lago Guaíba permitiram que alguns moradores abrissem suas casas pela primeira vez nesta sexta-feira (17).

O reencontro com o lar é marcado pela perda material total. Móveis pesados como sofás e camas foram arrastados para outros lugares com a força da cheia. Estão úmidos e cheiram a lodo. Eletrodomésticos, mesas, cadeiras, roupas, frutas e outros alimentos ficaram banhados em lama, assim como qualquer superfície da casa. Janelas e portas quebraram pela corrente de água ou por saques, relatam os moradores.

Acostumada com outras inundações, a família de Fabrício Santos, 48, técnico de manutenção, ergueu roupas e colchão para o alto dos armários, pensando que seria suficiente. A cidade enfrentou outras duas enchentes em menos de um ao. Só que a rapidez da elevação da água surpreendeu e eles precisaram se mudar para o vizinho, deixando tudo para trás.

“A ficha ainda não caiu, mas vamos recomeçar”, diz. Sua esposa, Claudia Soares de Silva, 45, varre o pátio junto à sogra. Lamenta ao lembrar que perdeu o álbum de gestante. Em meio ao entulho, seu marido grita: “Olha o que encontrei”. Não eram recordações da gravidez, mas de seu filho, quando bebê. “Esse tipo de coisa [fotografia] a gente não consegue reconstruir, né?”, diz Claudia.

O filho, hoje com 12 anos, ainda não viu como ficou o lugar onde cresceu.
A mãe de Santos, Maria Terezinha, encontra a casa de madeira, que fica mais à frente, com o interior irreconhecível. Repete frases de motivação enquanto chora discretamente. “É toda uma vida… A gente vai seguir em frente porque é o que precisamos fazer.”

Alguns vizinhos de uma minúscula área que está seca em Eldorado se reencontraram após as duas semanas que transformaram a cidade num imenso rio com lixo e móveis boiando. Com galochas e rodos na mão, se cumprimentam com encorajamento. “Estamos vivos” virou uma saudação recorrente.

Um casal próximo à casa da família de Terezinha conseguiu deixar a casa com os avós logo quando iniciaram os alertas climáticos, no início do mês. “Morava aqui desde que nasci, há 36 anos. É melhor meu avô não estar junto agora [na limpeza], ia querer salvar até esse telefone”, diz José Lopes, apontando para um aparelho dos anos 1990 destroçado no chão barrento.

Eldorado do Sul é uma cidade nova, de 35 anos, e com 39,5 mil habitantes. Fica a 12 quilômetros de Porto Alegre, é plana e contornada pelo rio Jacuí e pelo Guaíba, o que favorece a inundação. O município tem algumas propriedades rurais e parte do emprego local é industrial e dependente de grandes empresas ali instaladas , como Ambev, Dell e Grupo Panvel.

YouTube Satélites captam avanço das águas em Eldorado do Sul Imagens foram publicadas nesta quinta-feira (16) e foram obtidas pelo Programa Brasil Mais (Brasil – Meio Ambiente Integrado e Seguro), no Ministério da Justiça.Assine a TV Folhahttps://goo.gl/EBg4agLeia mais na Folhahttp://www.folha.com.brI… https://www.youtube.com/watch?v=sJxDaSPaDAA * Arte HTML5/Folhagráfico/AFP https://arte.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/05/10/rs-inundado-censo/infografico3.html * De modo proporcional, o município é o pior ao considerar o número de moradores (81,1%) e de imóveis (71,2%) afetados pela tragédia no estado, segundo levantamento do núcleo de dados da Folha com base no IBGE e em mapeamento da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Estão comprometidos 15.164 imóveis, metade dos estabelecimentos agropecuários, metade dos religiosos, 75,5% das instituições de ensino (de um total de 37), além de 80% dos estabelecimentos de saúde. Seis pessoas foram encontradas mortas e 16 estão desaparecidas, de acordo com a Defesa Civil.
Como o território está quase inabitável, a maioria da população está abrigada em municípios próximos, como Guaíba, Esteio ou Porto Alegre. Alguns poucos conseguiram alojamento no local e é possível ver gente dormindo em salas da sede administrativa, como faz o próprio prefeito, Ernani Gonçalves (PDT-RS), que há duas semanas passa a noite em um colchão no chão de seu gabinete.

“A gente precisa de socorro de todo lado do mundo, dos governantes, mas precisa ser para ontem”, afirma. “O que vivemos aqui foram cenas de terror.”
Segundo ele, que está no quinto mandato (o segundo consecutivo), as pessoas debandaram para o prédio da prefeitura nos primeiros dias da catástrofe e cerca de 3.000 moradores passaram por lá, muitos acompanhados de seus animais de estimação.

A construção tem três andares e é inapropriada para tantas pessoas. No térreo, a água batia na cintura e as aglomerações ocorriam nas escadas. Servidores relataram que as pessoas conviveram com centenas de cachorros. Quando a prefeitura já não deu mais conta, famílias foram deslocadas para a rodovia BR-290, onde dormiram ao relento. Parte permanece lá até agora.
A reportagem presenciou na sexta dezenas de barracas e caminhões parados na rodovia federal, com cobertores fazendo as vezes de janelas. “Precisamos trazer essa gente de volta, mas não tem estrutura”, diz Guimarães.

Alguns vizinhos de uma minúscula área que está seca em Eldorado se reencontraram após as duas semanas que transformaram a cidade num imenso rio com lixo e móveis boiando. Com galochas e rodos na mão, se cumprimentam com encorajamento. “Estamos vivos” virou uma saudação recorrente.

Na parte alagada da cidade só é possível andar de barco. Quem mora lá vai demorar a conseguir entrar em casa, pois o nível da água ainda cobre automóveis e paradas de ônibus. O maior receio entre voluntários que ainda resgatam animais e levam mantimentos aos poucos que ficam em andares altos é o que será encontrado debaixo d’água e da lama quando tudo secar.
“A gente não pode abandonar o barco. Ajudamos quem deu para ajudar, mas perdemos alguns camaradas, paciência…”, diz Otávio Volnei Aguiar, 57, um voluntário que se diz um “faz-tudo” da cidade. De Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, carrega na bermuda um facão que usa para cortar uma pequena laranja. Ele domina o caminho pela água de todas as ruas e envia áudios comentando a situação das casas aos respectivos donos.

Pede para o barqueiro parar. “O que tem de rango aí?”, fala alto a um homem que está em uma varanda de casa de tijolos não terminada com um fogão improvisado em uma lata. “Hoje sai massa com sardinha”, responde Roberto Sotelo, 62, de manta e gorro. “Estou bem quentinho aqui na frente do fogo, não vou sair”, diz. Fazia 14ºC no início da tarde.

Otávio, o faz-tudo, mostra de longe a sua residência. Há dias não arrisca entrar. “Está há 15 dias debaixo d’água, o que tu acha que eu ainda tenho? Não tenho mais roupa e nem documento, mas de que adianta documento, todo mundo me conhece por ‘Zoreia’ mesmo.”

De chinelo de dedo e bermuda, Zoreia pula do barco com a água na cintura. Caminha até o que um dia foi um campo de futebol e desenrola das redes uma bandeira preta que está intacta, estampada com a foto de uma senhora negra de trajes típicos gaúchos sobre um cavalo. Ele conta que foi uma figura simbólica para os tradicionalistas da cidade e morreu há alguns anos. Acima da foto, está escrito Cavalgada Noeca Mendes.

“Tivemos morte de uns camaradas, mas eu encontrei essa bandeira da dona Noeca…”, diz Zoreia, que tenta segurar o choro e agarra firme na mão a memória que conseguiu recuperar.

 

"Parecia ter acordado da hibernação": urso invade estrada nos EUA

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Um urso surpreendeu, no início da semana, os condutores numa estrada no estado da Califórnia, nos EUA. O animal surgiu na estrada e vagou entre os carros, que tiveram de permanecer parados.

O momento foi captado em vídeo por Dan Kanes, um condutor que estava no local. Ao ABC News, Kanes revelou que o incidente preocupou os motoristas devido à falta de segurança. 

“O urso parecia ter acabado de acordar da hibernação e parecia estar com fome ou sede e um pouco confuso”, disse Dan Kanes através de um e-mail.

Apesar de o aparecimento do animal ter surpreendido os condutores, Kanes afirmou que todos esperaram que o urso saísse da estrada. 

@abcnews

A bear slowed traffic on a Southern California freeway before retreating back toward the nearby hills. The driver who captured the footage says the bear appeared to have just come out of hibernation and may have been “a little confused,” adding that fellow “motorists displayed compassion and patience for the bear and we all safely helped usher him away from the freeway.”

original sound – ABC News

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"Usava fones": Mulher morre atropelada por trem na Espanha

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Uma mulher morreu atropelada, esta sexta-feira de manhã, por um trem que fazia o percurso entre Santander e Madrid, na Espanha, numa passagem de nível situada entre as localidades cantábricas de Reinosa e Matamorosa.

A Guardia Civil confirmou à Europa Press, que o acidente ocorreu pelas 10h40 (horário local) e, como consequência, o trânsito ferroviário entre Reinosa e Sopeña foi interrompido, o que afetou os comboios que faziam o trajeto.

Após o alerta, os bombeiros, as equipes de emergência e a Guarda Civil foram mobilizados para esta passagem de nível, situada junto à estação ferroviária de Reinosa.

Uma das passageiras que estava no trem naquele momento relatou ao El Diario Montañés que percebeu “uma trava muito repentina”. Depois disso, “o trem parou e ouviu que o maquinista foi informado de que se tratava de uma jovem que usava fones e parecia não ter percebido que o trem se aproximava”, acrescentou.

As causas da colisão são desconhecidas e estão sendo investigadas pelas autoridades.

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As fortunas dos filhos de presidentes dos Estados Unidos

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Ser filho ou filha do presidente dos Estados Unidos não o torna automaticamente rico. É claro que alguns líderes americanos foram/são mais endinheirados do que outros, mas crescer na Casa Branca, sem dúvida, lhes dá uma vantagem na vida. Muitos desses herdeiros de mandatários seguiram os passos dos pais e assumiram os negócios da família, enquanto outros seguiram seus próprios caminhos e acumularam uma grande fortuna.

Nesta galeria, listamos alguns dos filhos mais ricos dos presidentes dos EUA. Curioso para descobrir quem vale mais? Clique a seguir para ver valores de seus patrimônios!

Nova frente de ataque da Rússia pode ser apenas primeira onda, diz Zelenski

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse nesta sexta-feira (17) em entrevista à agência de notícias AFP que os avanços militares russos das últimas semanas que preocupam aliados ocidentais podem ser apenas uma “primeira onda” de uma nova ofensiva.

Zelenski voltou a pedir por mais armas antiaéreas e disse que “a maior vantagem da Rússia” na guerra é a proibição imposta por países ocidentais de não usar armamento entregue a Kiev para atacar o território russo.

Essa restrição, entretanto, vem sendo suavizada pelos Estados Unidos e Reino Unido. Em entrevista coletiva na capital ucraniana na última quarta-feira (15), o secretário de Estado Antony Blinken disse que não “encoraja ataques fora da Ucrânia”, mas que, em última instância, Kiev “tem de tomar decisões por conta própria sobre como vai conduzir esta guerra”.

Em resposta, Moscou alertou em um comunicado na sexta que o Ocidente “brinca com fogo” ao permitir esses ataques, e que eles não passariam sem retaliação.

Londres havia dito em abril que Kiev estava livre para usar seus mísseis de longa distância contra a Rússia. Em seguida, Putin anunciou que atacaria alvos militares britânicos em todo o mundo como resposta legítima.

Na entrevista, Zelenski reconheceu que a Ucrânia enfrenta um problema de falta de soldados e da moral das suas tropas, mas disse que vai sustentar as linhas defensivas e conter avanços russos. As forças armadas de Kiev vem recuando e perdendo território nas últimas semanas,

“Podem disparar qualquer arma de seu território contra o nosso. Esta é a maior vantagem que a Rússia tem. Não podemos fazer nada contra seus sistemas, que estão no território da Rússia, com armas ocidentais”, disse Zelenski.

Apesar disso, Kiev tem realizado ataques em território russo, principalmente com drones –incluindo um que matou uma mãe e sua filha na região de Belgorod na sexta, de acordo com autoridades locais. No ano passado, drones também atingiram o Kremlin, em Moscou.

Neste sábado (18), a Rússia acusou a Ucrânia de atacar seu território com mísseis franceses e americanos. O Ministério da Defesa afirma ter interceptado quatro deles.

Na entrevista à AFP, Zelenski criticou seus aliados ocidentais, rejeitando o pedido do presidente francês, Emmanuel Macron, de que haja uma trégua durante os Jogos Olímpicos de Paris, que acontecem de 26 de julho a 11 de agosto. Para Zelenski, isso só permitiria que a Rússia reposicionasse suas tropas.

O presidente ucraniano disse que seu país e os aliados “compartilham os mesmos valores”, mas têm “diferentes perspectivas” sobre como a guerra pode terminar. “Estamos em uma situação sem sentido em que o Ocidente teme que a Rússia perca a guerra, e não quer que a Ucrânia perca a guerra”, afirmou.
Zelenski pediu que a China e outros países do chamado Sul Global compareçam à conferência sobre a paz que será realizada na Suíça em junho. O Brasil também foi convidado, mas integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem o encontro com ceticismo, uma vez que a Rússia não deve participar.

“Queremos que a guerra termine com uma paz justa para nós”, disse Zelenski à AFP. “O Ocidente quer que a guerra termine. Ponto. O quanto antes. E para eles, isso é uma paz justa”.