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Governo libera R$ 30 milhões para contenção de encostas em MG e PE

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O governo federal destinou R$ 30 milhões para obras de contenção de encostas no Recife e Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A cerimônia que marcou a assinatura dos contratos para autorização do início das obras teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos ministros Jader Filho (Cidades) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), além do presidente da Caixa, Carlos Vieira, o vice-presidente do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, e os prefeitos das cidades. 

De acordo com o ministro Jader Filho, os recursos serão usados para contenção e drenagem, procedimentos cada vez mais necessários diante das mudanças climáticas. “Prevenção tem que ser prioridade em todas as esferas de poder nesse país, na União, nos estados e nos municípios. Esses eventos climáticos que nós estamos vendo no Rio Grande do Sul vão ser cada vez mais frequentes, não só no Brasil, como no mundo. E as cidades precisam estar preparadas, resilientes”, disse, em nota divulgada pela Presidência da República. 

Para Recife, foram liberados mais de R$ 4 milhões para obras de contenção de encostas, que irão beneficiar cerca de 250 moradores que vivem em áreas de risco. A obras devem ter início na próxima segunda-feira (10). No total, as obras somam R$ 44,2 milhões, sendo que R$ 40 milhões estão em execução. O prefeito João Campos assinou ainda uma operação de crédito de R$ 204 milhões com o Banco do Brasil, a partir de uma renegociação de dívida. Os recursos serão usados para a dragagem de canal, incluindo pavimentação e drenagem, proteção de encostas, restauração de mercados públicos, requalificação de parques e praças, unidades de saúde e ampliação do hospital veterinário. “As decisões tomadas aqui salvam vidas e impactam vidas no Brasil inteiro”, afirmou. 

Em Cabo de Santo Agostinho, os recursos, da ordem de R$ 14,57 milhões, serão empregados na segunda etapa de obras de contenção de encostas em diversos pontos da cidade. O prefeito Clayton Marques disse que a medida “traz dignidade para as pessoas que moram em áreas de risco”.

Para a capital mineira, foram firmados dois contratos: um no valor de R$ 4,8 milhões e outro de R$ 6,4 milhões O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, disse que as “obras são para proteger as pessoas mais pobres, as pessoas que, pelo momento, por falta de opção, acabam indo morar em áreas de extremo risco”. “As chuvas estão vindo de forma absolutamente inesperada”, ressaltou.

 

Homem é preso por tentativa de furto de bicicleta em Campos

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Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Na noite de quarta-feira (05), agentes da Operação Segurança Presente prenderam um homem suspeito de tentar furtar uma bicicleta em frente ao Colégio Auxiliadora, localizado na Rua Barão da Lagoa Dourada, em Campos.

A equipe foi acionada por um pedestre que informou ter visto um homem tentando levar a bicicleta. Os agentes se dirigiram ao local, onde abordaram o suspeito. Ele foi conduzido, junto com a bicicleta e o material utilizado no crime para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde permanece preso à disposição da justiça.

Dia Livre de Impostos acontece nesta quinta-feira em Campos

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Foto: Reprodução CDL Campos

A CDL Campos e a CDL Jovem Campos participarão mais uma vez nesta quinta-feira (06) do DLI (Dia Livre de Impostos). O evento que acontece todos os anos, é uma realização da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e da Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem), quando lojistas dos 26 estados e do Distrito Federal vão comercializar seus produtos e serviços sem repassar o valor da tributação aos clientes. Em alguns casos, os descontos podem chegar a 70% do valor final do produto. Participam da ação, lojas de rua do varejo, ⁠shopping centers, ⁠restaurantes, ⁠prestadores de serviço e ⁠postos de gasolina.

Em Campos, participarão ativamente do evento com descontos em combustível a Rede Postos Líder, na sua Unidade de Guarus (ao lado do Guarus Plaza Shopping) que comercializará 1.000 litros de combustível, limitado em 10 litros por veículo e a Chevrolet Aspen Campos, com um veículo chevrolet Onix Turbo içado na Avenida 28 de Março com preços exclusivos.

Fonte: CDL Campos

Israel admite ‘erro técnico’ em ataques na região do Líbano onde brasileira ficou ferida

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JERUSALÉM, ISRAEL (FOLHAPRESS) – As Forças Armadas de Israel disseram à Folha que abriram uma investigação para apurar um possível “mau funcionamento técnico” em uma ou mais bombas usadas num ataque dirigido contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano no último sábado (1º), mas que podem ter resultado na destruição da casa na qual vivia a brasileira Fatima Boustani, com quatro filhos, na cidade de Saddikine, a aproximadamente 5 km da fronteira com o território israelense.

Na resposta enviada à reportagem, Tel Aviv disse ter realizado no sábado “um ataque contra um centro de comando e controle militar do Hezbollah na área de Saddikine, no sul do Líbano” -ou seja, nas mesmas localidade e data em que Boustani foi ferida. Devido a uma suposta falha, o ataque pode ter ocorrido “em uma área diferente do alvo designado” e, por isso, “o incidente está sob análise”.

Boustani foi internada em estado grave e continuava em uma UTI, mas na segunda-feira (3) passou a respirar sem ajuda de aparelhos, segundo um tio dela, Jihad Azzam. A filha Zahraa, 10, que passou por uma operação bem-sucedida na perna, saiu da UTI no domingo (2) e ainda está hospitalizada, enquanto o filho Ali, 9, que havia sofrido ferimentos leves, foi liberado na segunda.

Nesta quarta-feira (5), Boustani foi transferida para um hospital na capital libanesa, Beirute, segundo disse à Folha seu tio, Jihad Azzam. Segundo ele, os médicos tomaram a decisão para que ela receba um tratamento mais adequado. A família de Boustani disse que espera melhorias nas condições de saúde dela e na segurança da região para transferi-la a um hospital no Brasil.

A cidade em que a família vive fica em uma área a partir de onde o Hezbollah tem realizado ataques contra o território israelense, usando mísseis e foguetes. Um desses ataques provocou na segunda (3) um incêndio que levou 48 horas para ser controlado e consumiu 15 km², obrigando o governo de Israel a remover 70 mil pessoas de sua faixa de fronteira.

No Brasil, o Itamaraty protestou com indignação contra o ataque que atingiu a cidadã brasileira, pedindo a Israel “máxima contenção” em suas ações. A nota da chancelaria, porém, não responsabilizava expressamente Tel Aviv pelo ocorrido. Dizia que o episódio havia ocorrido “no contexto de ataques das Forças Armadas israelenses no sul do Líbano, e do Hezbollah no norte de Israel”.

Desde o início do conflito com o Hamas, em 7 de outubro, a Procuradoria de Justiça Militar de Israel já abriu pelo menos 70 investigações formais por crimes de guerra possivelmente cometidos por suas forças. Além disso, o país está sendo julgado na Corte Internacional de Justiça por uma denúncia de genocídio contra os palestinos, feita pelo governo da África do Sul.

Em outra frente, o TPI (Tribunal Penal Internacional) analisa um pedido de prisão feito no dia 20 de maio pelo procurador do tribunal, Karim Khan, contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, por privar palestinos de alimentos, como um método de guerra. Na mesma solicitação, Khan pediu a detenção de três líderes da facção terrorista Hamas.

De acordo com o Direito Internacional Humanitário -conjunto de normas que regulam os meios e métodos de guerra e protegem certas categorias de pessoas-, os civis devem ser poupados dos efeitos do conflito e não podem, jamais, serem tomados como alvos deliberados de ataques. A lei deixa, no entanto, margem para justificativas de dano colateral, entre outras.

Com base nessas brechas, a defesa jurídica israelense argumenta que as mortes de civis em Gaza e em outras frentes, como no sul do Líbano, não resultam de ataques deliberados, mas de danos colaterais ou de erros técnicos, como o que pode ter vitimado a brasileira Boustani.

Lixão de Porto Seguro é desativado após danos ambientais, colapso e brigas judiciais

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PORTO SEGURO, BA (FOLHAPRESS) – Um jovem casal de catadores caminha entre montes de entulho e sacos de lixo, com os olhos atentos em busca de pedaços de metal. Os pés afundam na lama, e o odor do chorume trava as narinas, mas ambos seguem em frente, enquanto urubus circundam o terreno em busca de restos de carniça.

O lixão de Porto Seguro (710 km de Salvador), que encerrou suas atividades em março de 2023, está a 500 metros do leito do rio Buranhém. O curso d’água cruza áreas remanescentes de mata atlântica e desemboca próximo a praias como Trancoso e Arraial d’Ajuda, destinos turísticos badalados que registram engarrafamentos de jatinhos particulares no verão.

Erguido no distrito de Pindorama, que fica às margens de uma rodovia estadual e a 15 km do centro, o terreno que hoje é um lixão abrigou o primeiro aterro sanitário de Porto Seguro, num retrato das dificuldades que o Brasil enfrenta para eliminar seus mais de 1.500 lixões. A data para encerrar esse tipo de destinação inadequada de resíduos no país era 2014. Adiada por múltiplas vezes, a meta está prevista para a agosto de 2024, sem perspectiva de sucesso.

O empreendimento de Porto Seguro foi aberto como aterro sanitário em 2000 na esteira das celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses no Brasil, mas teve vida curta.

Ele atingiu sua capacidade máxima em 2005 e colapsou, passando a ter o seu terreno utilizado como um lixão comum. Com isso, ficou sem tratamento do chorume, que pode contaminar rios e lençóis freáticos, e sem destinação para gases como o metano, um dos vilões do efeito estufa responsáveis pela crise climática.

O problema se arrastou por duas décadas, atravessou quatro gestões municipais e se tornou objeto de investigações por suspeitas de crimes ambientais.

“O aterro foi colocado em uma área inapropriada e atingiu muito rapidamente a sua capacidade máxima. Em 2005, já não havia mais condições de se fazer qualquer tipo de depósito naquele local”, afirma Maurício Magnavita, promotor de Justiça em Porto Seguro que acompanha o caso.

Em nota, a prefeitura de Porto Seguro informou que o fechamento do lixão era uma prioridade desde o início da gestão, mas que este é um processo complexo, multidisciplinar e as mudanças não acontecem “da noite para o dia.”

A gestão afirmou ainda que o depósito de resíduos no local era inadequado e reconheceu que “os resíduos já estavam afetando agressivamente o solo, o rio que passa próximo ao local e por consequência o mar.”

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, do Governo Federal, apontam que o país ainda tinha mais de 2.100 depósitos inadequados em 2022, sendo 1.572 lixões e 598 aterros controlados -terrenos fechados sem tratamento de resíduos.

Na Bahia, segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios, havia ao menos 195 lixões e aterros controlados, parte deles encravados em biomas sensíveis, caso dos lixões das cidades de Lençóis e Palmeiras, na Chapada Diamantina, e da ilha de Boipeba, em Cairu.

Em Porto Seguro, o primeiro inquérito para apurar o descarte irregular de lixo foi aberto em 2006. A investigação foi deslocada para o Ministério Público Federal, já que o terreno fica na área de influência de um rio federal, que corta mais de um estado -o rio Buranhém nasce em Minas Gerais.

Enquanto isso, cerca de 60 famílias de catadores da região passaram a ter no lixão a sua principal fonte de sustento. Mas enfrentavam os riscos de manejar os resíduos sem equipamentos de proteção, incluindo parte do lixo hospitalar da cidade que era destinado ao local.

O problema poderia ter sido solucionado em 2021, quando o município passou a destinar os resíduos sólidos para um aterro sanitário privado da empresa RWE (Recycle Waste Energy), que fica na cidade vizinha de Santa Cruz Cabrália.

Mas no mesmo ano, o prefeito Jânio Natal (PL) suspendeu o contrato e voltou a descartar os resíduos no antigo lixão. Na época, a justificativa para a decisão foi o impacto social causado para as famílias que viviam no antigo lixão.

A situação perdurou até março de 2023, quando os resíduos voltaram a ser levados para o aterro privado após notificações do Ministério Público. O novo aterro, que atende as condicionantes ambientais, recebe os resíduos dos municípios de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz Cabrália.

O antigo lixão terá que ser recuperado, mas a prefeitura ainda não apresentou um Plano de Recuperação de Área Degradada. Ainda não há previsão orçamentária nem prazos para regeneração do terreno, que segue coberto por lixo e chorume. Uma das propostas em estudo é que a área seja negociada para implantação de uma usina de geração de energia solar.

Moradores de residências vizinhas, que há anos travam batalhas judiciais para remoção do lixão irregular da região, seguem sem um horizonte.

Quanto tempo demora, em média, para esses materiais se decomporem?

Material – Tempo
Resíduos orgânicos – De 2 a 24 meses
Papel – Cerca de 6 meses
Bituca de cigarro – Mais de 5 anos
Chiclete – Mais de 5 anos
Sacola plástica – De 20 a 500 anos
Lata de alumínio – De 200 a 500 anos
Garrafa de água plástica – Cerca de 450 anos
Escova de dentes de plástico – Até 500 anos
Fralda descartável – Mais de 450 anos
Vidro – Mais de 1.000 anos

“Precisa resolver. Não dá para ficar como esse lixo correndo para o rio e com água empoçada, criando foco de dengue”, reclama o aposentado Carlos Alberto Rodrigues, 69, que mora desde 1983 em uma casa no terreno ao lado de onde foi erguido o antigo aterro.

Mesmo após a desativação, a área do lixão ainda é frequentada por alguns poucos catadores que se arriscam em meio aos detritos em busca de metais, plásticos e outros materiais recicláveis. A Folha conversou com quatro deles, mas todos pediram para ter suas identidades preservadas.

O terreno do lixão ainda recebe caminhões de forma esporádica. Na última semana de abril, em uma tarde em que a reportagem esteve no local, ao menos três veículos a serviço da prefeitura faziam o descarte do entulho recolhido em bairros da periferia da cidade.

Mas é cada vez mais raro encontrar materiais com maior valor para a reciclagem, como o alumínio. As famílias que trabalhavam no local perderam a sua principal fonte de renda e agora dependem de biscates, sobretudo em fazendas da zona rural da cidade.

“Não houve nenhum tipo de assistência aos catadores. Estamos há mais de um ano correndo atrás de uma solução”, afirma Adelane Novaes, presidente da Coopera Porto, cooperativa que reúne catadores de recicláveis da cidade.

A cooperativa luta pela construção de um galpão para que os catadores atuem na coleta seletiva, ainda incipiente na cidade. Com isso, será possível recolher parte do lixo reciclável antes que ele seja encaminhado para o novo aterro sanitário.

A empreitada dos catadores tem o apoio do Cesol, centro de economia solidária do governo estadual, e da consultoria Ambient See, que trabalha em busca de parcerias com empresas.

“Este é um território com fluxo turístico muito alto. São diversos empreendimentos que atuam como grandes geradores de resíduos e que poderiam atuar com a coleta seletiva”, diz a bióloga Inaiara Souza.

Segundo a prefeitura de Porto Seguro, os resíduos são atualmente despejados em um aterro sanitário que segue as regras ambientais. Sobre os catadores, informou que cadastrou as famílias e tem se esforçado para que elas possam ser inseridas no mercado de trabalho, destacando a importância do trabalho de reciclagem.

Da janela da sua casa feita de madeira, cuja estrutura foi condenada e corre riscos de desabamento, a catadora Adelane Novaes diz esperar pela reestruturação da área do antigo lixão e por dias melhores para a comunidade.

“Não é só o dinheiro. Eu vivi ali dentro do lixo e só depois fui ter a dimensão da importância deste trabalho. Quero olhar para trás e ver que deu tudo certo porque sei a importância da nossa luta.”

 

Autor de tráfico de drogas é preso em São João da Barra

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145ª DP/Foto: Reprodução

Policiais civis da 145ª DP (São João da Barra) prenderam, nesta quarta-feira (05/06), um homem condenado pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico de drogas. Ele foi encontrado pelos agentes na Rua Projetada, no bairro Carrapicho, em São João da Barra, após investigações do Setor de Inteligência.

Contra o acusado foi cumprido mandado de prisão condenatória, expedida pela 2ª Vara do município.

Polícia quer revogar licença do porte de arma de Trump

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O Departamento de Polícia de Nova York está se se preparando para revogar a licença de porte de arma do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, após ter sido considerado culpado de 34 crimes de falsificação, na semana passada. A notícia foi divulgada pela CNN internacional, que cita uma fonte interna da polícia.

A licença de porte de arma de Trump foi suspensa em 1 de abril de 2023, após ter sido indiciado por acusações criminais em Nova York.

Em 31 de março desse mesmo ano, duas das três armas para as quais tem licença de porte foram entregues à polícia nova-iorquina. A terceira arma foi transportada para a Flórida.

Segundo a CNN, Trump poderia violar várias leis estatais e federais se mantiver na posse dessa terceira arma, após ter sido considerado culpado de 34 crimes de falsificação, em 30 de maio, no caso em que é acusado de ter encoberto um caso amoroso com a atriz pornô Stormy Daniels.

Trump tem licença da polícia de Nova York para porte de arma de fogo escondida há mais de uma década, garante a rede televisiva norte-americana, explicando que teria mantido a licença durante toda a sua presidência e depois, até que foi acusado de falsificação de documentos comerciais em março de 2023.

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Homem morre com estirpe de gripe aviária nunca identificada em humanos

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Um homem morreu com uma estirpe de gripe aviária que ainda não tinha sido identificada em humanos, no México.

Ainda que a variante H5N2 tenha sido identificada em aves daquele país, desconhece-se como é que o homem de 59 anos foi infectado, uma vez que não teve contato com aves ou outros animais, relatou a Organização Mundial da Saúde (OMS), citada pela Associated Press.

O doente, que morreu num hospital na Cidade do México, estava acamado já antes de desenvolver febre, falta de ar e diarreia, em 17 de abril. Além disso, o homem tinha insuficiência renal crônica, diabetes e hipertensão.

A família procurou ajuda médica a 24 de abril, tendo o homem morrido no mesmo dia.

Testes preliminares deram conta de que o homem estava infectado com uma estirpe de gripe que, semanas mais tarde, testes de laboratório confirmaram ser H5N2.

A OMS realçou que o risco para os cidadãos no México é baixo e que nenhum outro caso em humanos foi identificado até ao momento.

Houve três surtos de H5N2 em aves na região, mas as autoridades não encontraram qualquer ligação com a doença do homem.

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Anac vê riscos em Guarulhos e proíbe aeroporto de aumentar frequência de voos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) proibiu a ampliação no número de voos de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana, o principal do país, por causa de falhas estruturais. A restrição faz parte de uma portaria publicada nesta terça-feira (4).

Segundo a agência, a medida vale até que sejam solucionados problemas encontrados durante fiscalização, que colocam em risco a segurança das operações.

Entre os problemas citados estão falhas de manutenção na sinalização horizontal nos pátios de aeronaves, dificultando a visualização de pilotos durante voos noturnos e sob chuva, entre outros.

Em nota, a GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, considera desproporcional a decisão cautelar que restringe o aumento da sua capacidade.

A empresa diz que vem executando plano de ação acordado com a Anac para melhorias na infraestrutura, sem risco às operações. Por isso, afirma confiar em rápida revisão da decisão.

De acordo com a portaria, enquanto durar a restrição, o aeroporto não poderá realizar ações de transporte aéreo público de passageiros acima de 2.714 frequências semanais.

“Se depois de 60 dias a concessionária não solucionar os problemas apontados, o número de voos permitidos será reduzido em 5%, isto é, o limite de frequências semanais cairá para 2.578”, diz a agência.

Conforme a Anac, mesmo tendo sido notificada em duas inspeções e sido autuada, a concessionária não resolveu tempestivamente os problemas de sinalização apontados pela fiscalização.

Entre os problemas identificados também constam falta de ações efetivas para revitalização da sinalização horizontal em geral, o que tem gerado infrações recorrentes.

Também foram apontadas falhas na supervisão de operações no pátio, causando possíveis situações de insegurança durante as atividades de apoio, “que podem causar ocorrências mais graves”, conforme a Anac, além de falhas na manutenção dos circuitos da sinalização luminosa e não apresentação de solução em tempo hábil.

Em 2 de abril passado, a diretoria colegiada da Anac multou a GRU Airport em R$ 765,7 mil por, segundo ela, não cumprir qualidade na prestação de serviço estabelecido no contrato de concessão celebrado em 2012.

Na época, a agência disse que a multa correspondia ao não cumprimento da disponibilidade de atendimento mínimo de passageiros em horários de pico, elevando o tempo de espera em filas de embarque e de inspeção. A infração foi cometida no período de junho de 2018 a maio de 2019.

No mesmo processo, a concessionária também foi multada em R$ 836,7 mil por descumprir o nível mínimo de atendimento de passageiros em embarques internacionais. Conforme a agência, porém, essa multa já foi paga.

Ainda em abril, a Anac afirmou que havia sete processos sancionadores em tramitação contra infrações cometidas em Guarulhos por não cumprimento do contrato de concessão. Todas eram referentes à má prestação de serviços em processos abertos de 2018 a 2022

Cinco desses processos foram por reincidência de baixo desempenho de indicadores de qualidade de serviço e os outros por obrigações relacionadas às infraestruturas disponibilizadas no aeroporto.

Em 2023, o aeroporto da Grande São Paulo foi o mais mal avaliado por um índice de qualidade da agência, que, entre outros, analisou conforto térmico, elevador, escada rolante, tempo em fila de inspeção, restituição de bagagem, limpeza, custo-benefício dos restaurantes, acesso a informação e acesso aos terminais.

Entre 12 aeroportos, Guarulhos teve a pior nota do índice Fator Q, indicador criado para medir o desempenho dos administradores dos locais.

Por outro lado, pesquisa Datafolha mostrou no mês passado que ele era o mais bem avaliado entre os entrevistados.

O aeroporto, considerado o maior da América do Sul, movimentou 3,3 milhões de passageiros em abril, segundo dado mais recente disponibilizado em seu site, em 23,1 mil aeronaves.

A concessionária diz que desde 2016 foram investidos mais de R$ 3 bilhões pela própria GRU Aiport e por empresas nacionais e internacionais que operam no complexo.

Desse total, afirma, R$ 670 milhões foram destinados para melhorias na infraestrutura e aumento de capacidade, e o restante foi aportado por outras empresas que atuam no sítio aeroportuário em novos hangares, ampliação de armazéns e outras áreas operacionais.

Em 2024, a concessionária afirma que irá aportar mais de R$ 200 milhões para modernização e manutenção de áreas de circulação de passageiros e sistema de som; ampliação de vias de embarque e desembarque de carros de aplicativo; na implantação de um novo serviço gratuito de transfer para facilitar o deslocamento de clientes entre os terminais 2 e 3; entre outras intervenções.

As obras, iniciadas em 2023, vão levar 18 meses e foram planejadas em fases para não prejudicar a operação.

No segundo semestre deste terá, o aeroporto internacional ganhará um terminal VIP com restaurantes, suítes e transfer de carro até o avião por US$ 590.

 

Filho é condenado por matar mãe após discussão sobre barulho de videogame

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Um homem norte-americano foi condenado a 40 anos de prisão por ter esfaqueado mortalmente a própria mãe depois de os dois terem discutido sobre o volume em que estavam os jogos que usava no PlayStation.

Thomas Humphrey, de 47 anos, foi condenado, na terça-feira, depois de ter se declarado culpado de homicídio em segundo grau e fogo posto na morte de Linda Tufts, de 70 anos, em novembro, dentro da sua casa em Goffstown, New Hampshire, Estados Unidos, noticia a Associated Press.

“A brutalidade deste crime torna-o simplesmente muito perigoso para não impor uma pena de prisão estatal muito longa”, afirmou o juiz William Delker.

Segundo um procurador, Thomas , que vivia no porão, esfaqueou Linda várias vezes e depois colocou fogo ao seu corpo após terem discutido sobre o barulho do videogame que estava jogando no PlayStation que ela lhe tinha dado no seu aniversário.

O caso aconteceu em 28 de novembro de 2023, quando a polícia de Goffstown foi chamada à residência unifamiliar e encontrou Linda morta, bem como um incêndio ativo. Thomas estava ao fundo das escadas do porão com ferimentos autoinfligidos, segurando uma faca.

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MP-SP denuncia donos da Prevent Senior por homicídio culposo durante pandemia

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou os irmãos Fernando e Eduardo Parrillo, donos da Prevent Senior, e diretores da empresa por homicídio culposo na pandemia.

Em nota, a empresa disse que seus médicos, funcionários e sócios “sempre agiram para atender da melhor forma pacientes e beneficiários e jamais cometeram crimes”.

A operadora de planos de saúde foi investigada por tratar pacientes com remédios ineficazes contra a covid-19, sem o seu consentimento, pressionar médicos a prescreverem esses medicamentos e ocultar mortes de um estudo interno sobre o “kit covid”.

Além do homicídio culposo de sete pacientes, a denúncia também pede a condenação dos executivos por omissão de notificação de doença e por causar perigo para a vida e saúde de terceiros.

A denúncia é resultado de uma investigação que durou dois anos e oito meses. O Ministério Público montou uma força-tarefa para ouvir pacientes, familiares de vítimas da covid, médicos e os próprios dirigentes da empresa. Também foram analisados documentos compartilhados pela CPI da Covid, que revelou as suspeitas sobre a operadora de saúde.

Os promotores contaram com peritos médicos do próprio MP para ajudar na análise técnica. A investigação descartou dolo, ou seja, concluiu que as mortes foram causadas por erros, mas que essas falhas não foram intencionais.

O MP também investigou a condição em que os termos de consentimento para uso dos medicamentos, quando fornecidos, foram assinados – isto é, se os pacientes ou familiares tinham conhecimento do que estavam autorizando. Segundo a denúncia, remédios foram testados sem autorização.

A Prevent Senior chegou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta que proibiu o uso off-label do kit-covid. O acordo livrou a operadora de responder, na esfera cível, pela conduta na pandemia, mas não interferiu nas investigações criminais.

COM A PALAVRA, A PREVENT SENIOR

“A Prevent Senior não foi citada sobre a denúncia do Ministério Público de São Paulo. A empresa sempre respeitou e colaborou com os promotores, mas reitera que seus médicos, funcionários e sócios sempre agiram para atender da melhor forma pacientes e beneficiários e jamais cometeram crimes, o que ficará comprovado no âmbito judicial no exercício do contraditório.”

 

Desmatamento no Cerrado tem redução de 12,9% neste ano

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O desmatamento no Cerrado teve uma queda de 12,9% entre janeiro e maio deste ano, conforme dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter). A informação foi apresentada nesta quarta-feira (5) pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante evento pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto.

Segundo a ministra, ainda é cedo para avaliar se essa será uma tendência de queda no desmatamento para o bioma. Em 2023, as derrubadas aumentaram 43,6%. “Ainda é o começo, ainda não dá para dizer que isso é uma tendência de queda”, explicou a ministra em entrevista para o programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

Marina disse que o governo federal já está implementando um plano de prevenção e controle de desmatamento para o Cerrado e está dialogando com os governos dos estados que mais desmatam, além de reuniões com alguns setores do agronegócio. “Mostramos que a destruição do Cerrado, junto com mudança do clima, não é um bom negócio para a produção agrícola brasileira.”

A ministra também destacou a importância estratégica do Cerrado para o equilíbrio hídrico. “Com o desmatamento do Cerrado, já tivemos uma diminuição na vazão dos principais rios, além de uma baixa do lençol freático. Regiões que eram apenas semiáridas estão passando por um processo de desertificação”, alertou.

Na Amazônia, a queda foi de 40% no desmatamento entre janeiro e maio de 2024 e de 49,8% em 2023. “Já podemos dizer que na Amazônia temos uma queda consistente”, destacou Marina.

 

Os países que mais perdem população no mundo

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As Nações Unidas preveem que a população mundial atingirá os 9,7 bilhões em 2050 e aumentará ainda mais para 10,4 bilhões em 2100. Este crescimento é impulsionado em parte pela diminuição das taxas de mortalidade e pelo aumento da esperança média de vida. No entanto, algumas partes do planeta, especialmente na Europa, enfrentam quedas populacionais devido a taxas de natalidade mais baixas e a uma tendência para famílias mais pequenas. A expectativa é que até 2050 os povos de 61 países encolherão em pelo menos 1% em grande parte devido aos pequenos números de nascimento e também aos altos níveis de emigração.

Na galeria, conheça o ranking das nações com maiores declínios populacionais.

Parlamento da Eslovênia aprova reconhecimento da Palestina

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Eslovênia se tornou o mais recente país da União Europeia a reconhecer o Estado da Palestina após seu Parlamento aprovar, nesta terça-feira (4), a medida anunciada pelo governo na semana passada.

“O reconhecimento da Palestina como um Estado soberano e independente envia esperança ao povo palestino na Cisjordânia e em Gaza”, disse o primeiro-ministro Robert Golob na rede social X. O país europeu legitimou as fronteiras demarcadas por uma resolução da ONU de 1967 ou por qualquer futuro acordo de paz alcançado entre Palestina e Israel.

Ao comunicar a medida, na quinta-feira passada (30), Golob seguiu os passos de Espanha, Irlanda e Noruega, que haviam reconhecido a Palestina conjuntamente dias antes como parte de um esforço para pressionar Israel a encerrar o conflito que já fez matou mais de de 36 mil pessoas em Gaza, de acordo com o Hamas.

A proposta foi aprovada por 52 dos 90 dos membros do Parlamento, que é dominado pela coalizão governista, em uma sessão que sem participação da oposição, que boicotou a votação. Apenas um deputado se absteve.

Antes de se ausentar, a oposição tentou impedir a aprovação em uma sessão caótica que durou seis horas. O direitista Partido Democrático Esloveno (SDS, na sigla em esloveno) argumenta que o momento não é propício para reconhecer a Palestina, já que tal medida apenas beneficiaria o Hamas.

Na segunda-feira (3), a sigla apresentou uma proposta que pedia um referendo sobre o decreto de Golob. O reconhecimento provavelmente seria chancelado pela população –segundo uma pesquisa realizada em abril com 600 pessoas e publicada no jornal Dnevnik, mais de 60% dos eslovenos apoiam a medida, enquanto 20% a rejeitam.

A estratégia do partido, liderado pelo ex-primeiro-ministro conservador Janez Jansa, era adiar a votação por pelo menos um mês. O SDS chegou a retirar a proposta após a coalizão governista tentar contorná-la nesta terça, mas apresentou o texto novamente horas depois.

O comitê parlamentar de assuntos estrangeiros, então, declarou a proposta inadequada e a rejeitou em uma sessão extraordinária. A presidente do Parlamento, Urska Klakocar Zupancic, por sua vez, considerou que a oposição havia “abusado do mecanismo de referendo” e que o prazo de 30 dias se aplicava somente a projetos de lei, não decretos.

Jansa, que no passado foi próximo do atual premiê israelense, Binyamin Netanyahu, acusou a coalizão de centro-esquerda no poder de “violação de procedimentos” e abandonou a sessão junto com os deputados de seu partido.
Mesmo assim, o governo conseguiu a maioria dos votos, apesar do pedido do chanceler israelense, Israel Katz. Na semana passada, o ministro cobrou que os deputados eslovenos rejeitassem o reconhecimento, afirmando que a aprovação “equivaleria a recompensar” o Hamas e fortaleceria o “eixo do mal iraniano”, prejudicando a amizade entre os povos dos pois países.

Com a Eslovênia, 146 dos 193 países da ONU reconhecem o Estado palestino, uma lista da qual estão ausentes a maioria dos países da Europa Ocidental e América do Norte, assim como Austrália, Japão e Coreia do Sul.

Dos 27 membros da UE, Suécia, Chipre, Hungria, República Tcheca, Polônia, Eslováquia, Romênia, Bulgária, Eslovênia, Irlanda e Espanha j á reconheceram a Palestina, lista a qual Malta poderia se juntar em breve.

Confira abaixo, em ordem alfabética, a lista completa. O Ministério palestino das Relações Exteriores considera ainda a Santa Sé (Vaticano), que não é um Estado-membro das Nações Unidas, e Malta, país europeu que oficialmente ainda não reconheceu o status dos palestinos.
1 – Afeganistão
2 – África do Sul
3 – Albânia
4 – Angola
5 – Antígua e Barbuda
6 – Arábia Saudita
7 – Argélia
8 – Argentina
9 – Azerbaijão
10 – Bahamas
11 – Bahrein
12 – Bangladesh
13 – Barbados
14 – Belarus
15 – Belize
16 – Benin
17 – Bolívia
18 – Bósnia
19 – Botsuana
20 – Brasil
21 – Brunei
22 – Bulgária
23 – Burkina Fasso
24 – Burundi
25 – Butão
26 – Cabo Verde
27 – Camboja
28 – Cazaquistão
29 – Chade
30 – Chile
31 – China
32 – Chipre
33 – Colômbia
34 – (ilhas) Comores
35 – Congo
36 – Coreia do Norte
37 – Costa do Marfim
38 – Costa Rica
39 – Cuba
40 – Djibuti
41 – Dominica
42 – Egito
43 – El Salvador
44 – Emirados Árabes Unidos
45 – Equador
46 – Espanha
47 – Eslováquia
48 – Eslovênia
49 – Essuatíni (antiga Suazilândia)
50 – Etiópia
51 – Filipinas
52 – Gabão
53 – Gâmbia
54 – Gana
55 – Geórgia
56 – Granada
57 – Guatemala
58 – Guiana
59 – Guiné
60 – Guiné-Bissau
61 – Guiné Equatorial
62 – Haiti
63 – Honduras
64 – Hungria
65 – Iêmen
66 – Índia
67 – Indonésia
68 – Irã
69 – Iraque
70 – Irlanda
71 – Islândia
72 – Jamaica
73 – Jordânia
74 – Kuwait
75 – Laos
76 – Lesoto
77 – Líbano
78 – Libéria
79 – Líbia
80 – Madagascar
81 – Malásia
82 – Maláui
83 – Maldivas
84 – Mali
85 – Marrocos
86 – (ilhas) Maurício
87 – Mauritânia
88 – México
89 – Moçambique
90 – Mongólia
91 – Montenegro
92 – Namíbia
93 – Nepal
94 – Nicarágua
95 – Níger
96 – Nigéria
97 – Noruega
98 – Omã
99 – Papua Nova Guiné
100 – Paquistão
101 – Paraguai
102 – Peru
103 – Polônia
104 – Qatar
105 – Quênia
106 – Quirguistão
107 – República Centro-Africana
108 – República Democrática do Congo
109 – República Dominicana
110 – República Tcheca
111 – Romênia
112 – Ruanda
113 – Rússia
114 – Santa Lúcia
115 – São Cristóvão e Névis
116 – São Tomé e Príncipe
117 – São Vicente e Granadinas
118 – Senegal
119 – Serra Leoa
120 – Sérvia
121 – Seychelles
122 – Síria
123 – Somália
124 – Sri Lanka
125 – Sudão
126 – Sudão do Sul
127 – Suécia
128 – Suriname
129 – Tadjiquistão
130 – Tailândia
131 – Tanzânia
132 – Timor Leste
133 – Togo
134 – Trinidad e Tobago
135 – Tunísia
136 – Turcomenistão
137 – Turquia
138 – Ucrânia
139 – Uganda
140 – Uruguai
141 – Uzbequistão
142 – Vanuatu
143 – Venezuela
144 – Vietnã
145 – Zâmbia
146 – Zimbábue

Lula fala com Maduro e defende participação de observadores na eleição na Venezuela

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) conversou nesta quarta-feira (5) com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e defendeu a presença de observadores internacionais nas eleições no país vizinho, marcadas para 28 de julho.

O Palácio do Planalto divulgou um breve comunicado após a conversa telefônica. “Lula reiterou o apoio brasileiro aos acordos de Barbados e ressaltou a importância de contar com ampla presença de observadores internacionais. Também manifestou a expectativa de que as sanções em vigor contra a Venezuela possam ser levantadas, de modo a contribuir para que o processo eleitoral possa seguir adiante em clima de confiança e entendimento”, diz a nota.

A Venezuela caminha para um processo eleitoral marcado pela repressão do chavismo contra adversários e pela inabilitação da principal opositora no país, María Corina Machado. As forças opositoras serão representadas no pleito pelo diplomata Edmundo González.

Na semana passada, o regime revogou um convite que havia sido formulado para que a União Europeia enviasse observadores para o pleito, em mais uma medida que levanta dúvidas sobre a existência de garantias políticas mínimas para o processo eleitoral.

As autoridades eleitorais venezuelanas disseram que outros órgãos ainda terão permissão de monitorar a eleição, incluindo a ONU, o Carter Center, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Africana.

No comunicado divulgado nesta quarta, o Planalto disse que Lula agradeceu a Maduro pelo apoio da Venezuela na escolha da ministra Sonia Guajajara para a presidência do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe.

“Sobre o relacionamento bilateral, comentaram que muitos empresários brasileiros têm demonstrado interesse em voltar a investir e fazer comércio com a Venezuela. Lula lembrou que esse intercâmbio é especialmente importante para Roraima e Amazonas. Discutiram o início de tratativas para a celebração de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos e a renegociação da dívida bilateral”, afirma o comunicado.

Lula e o PT têm laços históricos com o chavismo e foram criticados por preservarem os aliados de críticas pela perseguição de opositores e por denúncias de violação dos direitos humanos.

No ano passado, Lula recebeu Maduro para uma reunião de presidentes sul-americanos em Brasília, num gesto que ajudou o ditador a se reabilitar no cenário internacional.

Nos últimos meses, com o avanço da repressão na Venezuela, o governo promoveu um ajuste no discurso. Em maio, a gestão Lula criticou o bloqueio à candidatura da opositora Corina Yoris, nome que tinha sido escolhido pela principal força de oposição no país após a inabilitação de María Corina.

O posicionamento de Lula gerou reações de Caracas, que, também em nota, sugeriu que as críticas do Brasil tinham sido ditadas pelos Estados Unidos.

Mulher morre após ser atropelada por ônibus na zona sul de São Paulo

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Uma mulher morreu atropelada por um ônibus na manhã desta quarta-feira (5) em Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

A pedestre, de 66 anos, morreu no local após ser atingida por volta das 6h45 na rua Paulo Eiró. O ônibus fazia a linha 6258/10, Jardim São Francisco ao Terminal Santo Amaro, quando o acidente ocorreu. A idosa não teve a identificação revelada pela polícia.

O motorista disse que percebeu algo estranho na roda. ”Ao parar para verificar o ocorrido, viu que a vítima tinha sido atingida”, explicou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) em nota.

Condutor permaneceu no local e chamou o resgate. Ele também foi submetido ao teste de bafômetro, que deu resultado negativo. A SPTrans informou ao UOL que o condutor pode ser afastado caso seja apurado que ele não adotou os conceitos de ”direção defensiva”.

O caso foi registrado na 11ª DP como homicídio culposo na direção de veículo automotor. A concessionária também afirmou que estará à disposição dos trabalhos policiais.

 

Desmatamento no cerrado desacelera, e governo alerta para seca e fogo no pantanal

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JOÃO GABRIEL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo Lula (PT) divulgou dados de desaceleração no desmatamento no cerrado, no início de 2024, com queda de 12,9% nos alertas de destruição do bioma nos primeiros cinco meses do ano, em contraponto a um aumento mais de 40% durante 2023.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância da parceria com os estados para esse resultado, e também lançou um pacto com governos da amazônia e do pantanal para combate à incêndios, em razão das projeções de seca forte na região.

“Não tem como continuar com a destruição do cerrado, sob pena de prejudicarmos as atividades econômicas [do país]”, afirmou ela, na data que marca o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Na presença do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ela também lembrou que o governo trabalha em um plano de prevenção a desastres, e voltou a defender a criação do “estatuto da emergência climática para áreas de risco”.

A ideia é que esse instrumento funcione como o decreto de estado de calamidade, mas para permitir a ação preventiva aos desastres, e não apenas a reação após a tragédia.

“[Precisamos] sair da lógica do gestão do desastre para a lógica da gestão do risco”, disse Marina Silva.

O governo anunciou novos dados do sistema Deter, do Inpe (Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais) que mede alertas de desmatamento e é usado para orientar ações de fiscalização.

Os números indicam não só uma nova queda na Amazônia, mas que o ritmo da destruição começa arrefecer também no cerrado –bioma no qual, até aqui, o governo enfrenta dificuldades com suas políticas ambientais.
Durante todo o ano de 2023, em comparação com 2022, houve um aumento de 43,6% nestes alertas. Agora, eles começam a cair.

Houve redução de 8% no compilado dos quatro primeiros meses do ano de 2024, em comparação o mesmo período no ano anterior. A queda aumentou para 12,9% no agrupado dos cinco primeiros meses, portanto, indicando que a destruição desacelerou.

Na amazônia, o índice segue caindo. Em 2023, houve diminuição de quase 50% nos alertas, quando comparados a 2022. Agora, entre janeiro e maio de 2024, o percentual de queda no desmate foi de 40,5%.

A ministra fez, ainda, uma série de outros anúncios, como a criação de duas novas Unidades de Conservação, uma na amazônia e uma no cerrado: a Reserva de Vida Silvestre do Sauim-de-Coleira, no Amazonas, e a de Cavernas de São Desidério, na Bahia.

Em razão dos alertas de seca, sobretudo na região Centro-Oeste, foi lançado um pacto com governadores para combate de incêndios e desmatamento, em parceria com as gestões que compõe a Amazônia e o Pantanal.

Em abril, a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) declarou situação crítica de escassez hídrica na bacia do Paraguai, que engloba o bioma pantaneiro. Com a seca, se alastram também as queimadas, legais e ilegais, que podem aumentar as taxas de destruição da vegetação nativa em todo o país.

O governo também criou uma Comissão Nacional de Bioeconomia, que deve, em 180 dias, construir um plano nacional para a bioeconomia, para elaboração de políticas públicas nos diferentes setores econômicos, com foco no fomento às atividades de desenvolvimento sustentável.
Foi anunciado, ainda, um programa de cidades resilientes, que visa adaptar os municípios brasileiros às novas realidades e aos impactos da mudança climática.

O governo também assinou a regulamentação Lei das Florestas Públicas, que agora prevê a comercialização de crédito de carbono e a concessão destas áreas para reflorestamento. A nova norma permite a concessão de direitos territoriais (como títulos para comunidades) em áreas não destinadas.
Foi aberta ainda uma chamada pública na internet para receber contribuições dentro da elaboração do Plano Clima.

O evento teve presença dos ministros Sonia Guajajara (Povos Indígenas), Cida Gonçalves (Mulheres), Marcio Macedo (Secretaria-Geral da Presidência), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Waldez Goés (Desenvolvimento Regional) e Laercio Portela (Comunicação, em exercício).

Também compareceram diversos governadores, como Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Helder Barbalho (Pará), Jerônimo (Bahia), Antonio Denarium (Roraima), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul) e Gladson Cameli (Acre).
Protesto de servidores ambientais

O evento aconteceu no Palácio do Planalto. Do lado de fora, servidores ambientais organizaram um protesto.

Eles anunciaram uma greve nesta quarta, após uma paralisação que acontece desde o início do ano e reivindica melhores condições para a carreira. A negociação acontece com o Ministério da Gestão, mas não houve acordo até o momento.

No segundo ano do atual mandato, o governo Lula (PT) viu o desmatamento na amazônia cair drasticamente, mas não conseguiu, até aqui, o mesmo sucesso no cerrado. O governo também trabalha na construção de um plano de prevenção aos desastres climáticos.

A pauta é defendida pela ministra Marina Silva desde 2023, mas se tornou uma das prioridades de Lula após a tragédia socioclimática do Rio Grande do Sul.

Fortes chuvas no Sul do país, que já deixaram pelo menos 172 mortos, foram previstas por uma série de projeções, inclusive feitas por órgãos do governo.

 

Planeta deve superar temporariamente limite de 1,5°C de aquecimento até 2028, diz ONU

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GIULIANA MIRANDA
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) – Estabelecida por cientistas como o limite para evitar os efeitos mais nocivos das mudanças climáticas, a marca de 1,5°C de aumento na temperatura média na Terra tem 80% de chances de ser ultrapassada, ainda que temporariamente, em pelo menos um dos próximos cinco anos.

A informação é de um novo relatório da OMM (Organização Meteorológica Mundial), vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado na manhã desta quarta-feira (5).

A entidade estima que haja 47% de possibilidade de que todos os anos no intervalo entre 2024 e 2028 excedam os 1,5°C de aquecimento. A marca é especialmente simbólica por ser a meta preferencial -e mais ambiciosa- do Acordo de Paris.

O documento calcula ainda que a temperatura média anual na superfície do planeta será, nos próximos cinco anos, entre 1,1°C e 1,9°C mais alta do que a registrada no período pré-industrial (1850-1900), o principal padrão de referência para os termômetros antes das mudanças climáticas.

A OMM diz que há 86% de chances de que pelo menos um dos próximos cinco anos estabeleça um novo recorde de calor, superando 2023, que atualmente é o ano mais quente da história da humanidade.

A entidade destaca, contudo, que esse cenário não significa que a Terra já ultrapassou definitivamente a barreira do aquecimento de 1,5ºC, mas serve de alerta. Para que o limite seja considerado definitivamente superado, é preciso que ele se repita de forma consistente, em intervalos temporais bem maiores.
“A OMM está soando o alarme de que excederemos o nível de 1,5°C de forma temporária com frequência crescente. Já superamos temporariamente esse nível em meses individuais -e, de fato, como média durante o período mais recente de 12 meses”, disse a secretária-geral adjunta da organização, Ko Barrett.

Também divulgados nesta quarta, dados do observatório Copernicus, da Agência Espacial Europeia, mostram que maio de 2024 teve a temperatura mais elevada já registrada para esse mês, ficando 1,52°C acima da média pré-industrial.

Esse foi o 11º mês consecutivo, desde julho de 2023, em que a média global de temperaturas foi igual ou superior a 1,5°C.

O resultado também representa o 12º segundo mês consecutivo em que a temperatura média global atinge um valor recorde para o mês correspondente. Com isso, a média na superfície do planeta entre junho de 2023 e maio de 2024 foi a mais elevada já registrada: 1,63°C acima do nível pré-industrial.

“É chocante, mas não surpreendente, que tenhamos alcançado esta sequência de 12 meses”, afirmou o diretor do serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus, Carlo Buontempo. “Embora esta sucessão de meses recordes eventualmente seja interrompida, a assinatura geral das alterações climáticas mantém-se e não há sinais à vista de uma mudança nesta tendência.”

A divulgação dos novos dados globais foi feita para coincidir com um discurso do secretário-geral da ONU, António Guterres, pedindo maior ambição para as questões climáticas na cúpula do G7, que acontece na Itália entre 13 e 15 de junho. “Estamos brincando de roleta russa com o nosso planeta”, afirmou Guterres.

“No último ano, a cada virada do calendário, a temperatura aumentou. Nosso planeta está tentando nos dizer algo, mas não parece que estamos ouvindo. Estamos quebrando recordes de temperatura global e colhendo a tempestade. É hora de agir. Agora é o momento de mobilizar, agir e entregar resultados”, disse o líder das Nações Unidas.

“A batalha para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C será vencida ou perdida na década de 2020, sob a vigilância dos líderes de hoje”, completou.
Ainda que a comunidade científica não considere esse limite de aquecimento definitivamente ultrapassado, os níveis atuais de temperaturas já representam riscos -em média, o planeta já aqueceu cerca de 1,2°C em relação aos níveis pré-industriais.

A intensificação de eventos climáticos extremos está entre os pontos mais destacados pelos cientistas. Eventos como ondas de calor mais fortes e frequentes, tempestades, secas extremas e reduções no gelo marinho têm sido registrados com maior frequência em vários pontos do mundo.
No Acordo de Paris, assinado em 2015, os países concordaram em manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C, esforçando-se para limitá-lo a 1,5°C até o fim deste século.

“Por trás dessas estatísticas está a realidade sombria de que estamos muito fora do caminho para atingir os objetivos estabelecidos no Acordo de Paris”, ressaltou Ko Barrett, da Organização Meteorológica Mundial.

“Devemos urgentemente fazer mais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, ou pagaremos um preço cada vez mais alto em termos de trilhões de dólares em custos econômicos, milhões de vidas afetadas por eventos climáticos extremos e danos extensivos ao meio ambiente e à biodiversidade.”

 

Pipoqueiro é imobilizado com mata-leão por PM em São Paulo

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FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um pipoqueiro de 42 anos foi abordado e imobilizado com um mata-leão por um policial militar durante uma fiscalização da prefeitura, na zona leste de São Paulo, na tarde deste terça-feira (4).

O caso ocorreu na rua Vilela, no Tatuapé, na região de uma escola.

Imagens que circulam na internet mostram policiais militares abordando o ambulante que trabalha com um carrinho de pipoca na região.

O homem teria reagido à abordagem de agentes da prefeitura que recolheriam o carrinho, por não ter licença.
Um dos policiais imobiliza o homem no chão e aplica um mata-leão (pressão no pescoço). O homem aparenta desmaiar e tem alguns espasmos. Ainda assim, o policial continua a imobiliza-lo, desta vez com um dos joelhos na região entre o peito e abdômen da vítima.

As pessoas ao redor gritam para os policiais dizendo que o homem estava morrendo, afirmam que ele é trabalhador e pedem que a ação seja interrompida, mas outro militar, que está em pé, usa um spray de pimenta na direção dessas pessoas.

“As circunstâncias do ocorrido são apuradas pelas polícias Civil e Militar. Na tarde desta terça-feira (4), policiais militares realizaram a abordagem a um homem, de 42 anos, que relatou não ter autorização da prefeitura para trabalhar como ambulante”, respondeu a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

Ainda segundo a pasta, foi registrado um boletim de ocorrência no 30° Distrito Policial (Tatuapé), como resistência, desobediência, ameaça e lesão corporal.
A Polícia Militar instaurou uma investigação preliminar, que analisará além das imagens da ação, as presentes nas câmeras corporais dos policiais.

Em entrevista ao programa Balanço Geral da TV Record, o pipoqueiro, identificado como Manuel Ferreira de Albuquerque, reclamou da abordagem.

“O jeito que eles vêm abordar a gente, um trabalhador de rua, não pode ser desse jeito. A única coisa é que eu fiquei segurando a minha força de trabalho. Só foi isso. Por que passar por isso? Sendo que você está trabalhando?”, questionou.
Ele disse que se sentiu humilhado.

“Eu apaguei, urinei, não me lembro de nada. [É] Humilhante, todo mundo vê. Não é desse jeito que abordam, por mais irregular que esteja o trabalho, não pode ser desse jeito. A polícia precisa ser bem preparada”, afirmou.
A prefeitura foi questionada sobre a fiscalização e o motivo de a polícia ter sido acionada, mas não respondeu até esta publicação.

O local onde o ambulante foi abordado é muito próximo de onde um homem de 70 anos foi morto por um policial militar na tarde de 7 de maio de 2024. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, policiais militares do 8° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano realizavam patrulhamento quando suspeitaram de dois homens que estavam em uma motocicleta trafegando pela rua Platina. No momento da abordagem, houve um disparo.

O tiro acertou o idoso, que estava na calçada e nada tinha a ver com a abordagem. O socorro chegou a ser acionado, mas o homem morreu.

O autor do disparo, que não teve a identidade e nem a patente reveladas, afirmou aos seus superiores que o disparo foi acidental. Ele foi preso em flagrante e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

 

Deputado indiano acusado de estuprar e filmar mulheres perde eleição

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PATRÍCIA CAMPOS MELLO
NOVA DÉLI, ÍNDIA (FOLHAPRESS) – Em mais uma das projeções erradas das pesquisas de boca de urna da eleição da Índia, o deputado acusado de estuprar e filmar dezenas de mulheres não foi reeleito.

Prajwal Revanna, 33, do partido Janata Dal, da coalizão do primeiro-ministro Narendra Modi, perdeu sua vaga no estado de Bangalore para o candidato oposicionista Shreyas Patel, do Partido do Congresso. Foi a primeira vez que a sigla perdeu no distrito de Hassan em 20 anos.

Revanna concorreu à reeleição de dentro da prisão, onde está desde 1º de junho. O ex-motorista dele vazou um pen drive contendo 1.280 vídeos de relações sexuais com ao menos 70 mulheres, alegadamente filmados no celular pelo próprio deputado. Nas vésperas da votação em seu estado (Karnataka), pen drives com os vídeos foram deixados em assentos de ônibus e bancos de parques e acabaram viralizando.

Várias das mulheres retratadas nos vídeos deram depoimentos em redes sociais acusando Revanna, que é neto do ex-primeiro-ministro da Índia H. D. Deve Gowda (1996-1997), de ter forçado as relações sexuais.

A polícia já o indiciou em três casos de estupro e abuso sexual –em um deles, o político é acusado de violentar sistematicamente uma ex-empregada de sua casa de mais de 60 anos. Seu pai, que é deputado estadual, é acusado de manter a vítima em cárcere privado. Em outro caso, ele e o pai, que também está preso, são acusados de abusar sexualmente de uma empregada.

Revanna ficou 33 dias foragido na Alemanha e foi preso assim que voltou a Bangalore, na Índia, na sexta-feira (31). Em vídeo, ele afirma que as acusações são falsas e os vídeos são editados e fazem parte de uma conspiração. O deputado, que está suspenso de seu partido, também diz que entrou em depressão.

Depois que os vídeos sexuais começaram a circular pelo WhatsApp, algumas das vítimas relataram ao jornal indiano Indian Express que não saem mais de casa.

Segundo levantamento da Associação para Reformas Democráticas e do National Election Watch, 18 candidatos nas eleições indianas de 2024 foram indiciados por crimes contra mulheres (abuso sexual e estupro, entre outros).
Um dos candidatos, o deputado do BJP (Partido do Povo Indiano, legenda de Modi) Brij Bhushan Sharan Singh, abriu mão da candidatura em favor do filho, Karan, após ser acusado de assédio sexual por atletas da Federação Indiana de Luta Livre.

Sete atletas, uma delas menor, denunciaram Brij à polícia por supostamente tocar em seus seios e umbigos e exigir favores sexuais enquanto ele era presidente da federação. Há uma investigação em curso contra o deputado, que nega as acusações. O filho Karan, que é vice-presidente da federação de Luta Livre, se elegeu.

A Índia tem registrado inúmeros casos de estupro coletivo contra mulheres, inclusive um neste ano, contra uma brasileira.

Em 2022, o Escritório Nacional de Registros Criminais da Índia contabilizou 31.516 estupros. As cifras, relativamente baixas em comparação com outros países (no Brasil, foram 74.930 no mesmo ano), são considerados subnotificadas. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde da Índia, apenas 1% dos casos de estupro são reportados às autoridades por causa do estigma social e da abordagem policial.