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Olimpíada de matemática: 18,5 milhões de alunos participam da 1ª fase

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Mais de 18,5 milhões de alunos participam nesta terça-feira (4) da primeira fase da 19ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Promovida desde 2005 pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), a maior competição científica do país registrou neste ano recorde no número de escolas e municípios inscritos: 56.516 mil instituições de 5.564 cidades – o que representa uma cobertura de 99,9% dos municípios brasileiros.

“Este novo ciclo de realização da Obmep, com maior adesão de escolas e municípios, ocorre ao mesmo tempo que o Impa Tech, a graduação do Impa, dá seus primeiros passos, com uma turma majoritariamente egressa da olimpíada. Não é incrível pensar que quase 20 milhões de jovens estarão pensando em matemática e resolvendo as lindas questões da olimpíada”, disse o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, ressaltando o papel da competição na identificação de talentos e na continuidade dos estudos.

A Obmep ocorre em duas fases. A primeira etapa, realizada nesta terça-feira, consiste na aplicação de uma prova com 20 questões de múltipla escolha, preparada em três níveis, de acordo com o grau de escolaridade do aluno: Nível 1 (6º e 7º anos), Nível 2 (8º e 9º anos) e Nível 3 (ensino médio). O estudante terá duas horas e 30 minutos para finalizar o exame. Alunos com necessidades especiais dispõem de três horas 30 minutos para completar a prova.

Nesta primeira fase, tanto a aplicação quanto a correção das provas são feitas pelas escolas, que deverão seguir as instruções e os gabaritos elaborados pelo Impa. Os alunos concorrem, dentro da própria escola, com estudantes do mesmo nível, a vagas para a segunda fase da Obmep, em quantidade predefinida que varia de acordo o número de inscritos pela escola, por nível.

Unidades de ensino localizadas no Rio Grande do Sul e incapacitadas de aplicar a primeira fase, em decorrência das enchentes que atingiram o estado, estão recebendo atendimento da coordenação da Obmep com orientações. O resultado dos classificados para a segunda fase será divulgado na página da olimpíada em 2 de agosto, e a prova será em 19 de outubro em locais de aplicação definidos pelo Impa. Clique aqui para acessar o regulamento.

Em 20 de dezembro, a Obmep vai publicar no site a lista dos premiados da 19ª edição. A olimpíada premia separadamente alunos de escolas públicas e privadas. Aos primeiros serão concedidas 6,5 mil medalhas (500 ouros, 1,5 mil pratas e 4,5 mil bronzes) e até 45 mil certificados de menção honrosa. Estudantes de instituições particulares receberão 1,95 mil medalhas (150 ouros, 450 pratas e 1,35 mil bronzes) e até 6 mil certificados de menção honrosa.

Alunos premiados com medalha de ouro, prata ou bronze nacionais são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.) como incentivo e promoção do desenvolvimento acadêmico. A iniciativa oferece uma bolsa de R$ 300 aos alunos de escolas públicas que integram o programa.

Realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), a competição é promovida com recursos dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC). Destinada a estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, a Obmep contribui para estimular o estudo da matemática e identificar jovens talentos da disciplina.

 

Marinha: áreas afetadas por PEC são pilares essenciais para soberania

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A Marinha do Brasil se posicionou nesta segunda-feira (3) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que transfere a propriedade dos terrenos do litoral brasileiro do domínio da Marinha para estados, municípios e proprietários privados.

“Essas áreas são pilares essenciais para a defesa da soberania nacional, o desenvolvimento econômico e a proteção do meio ambiente, tendo em vista a diversidade de ecossistemas, a importância das atividades econômicas relacionadas aos ambientes marinho e fluviolacustre, além da necessária proteção de 8.500 km de litoral”, diz a nota.

A Marinha se posicionou sobre o assunto, depois que a PEC 2/2022 voltou a ser discutida no último dia 27 de maio, em audiência pública no Senado. A proposta foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2022.

Segundo a Marinha, o debate sobre o tema é importante: “a MB reitera que as dimensões continentais do Brasil e complexidade de sua sociedade requerem o amplo debate em torno do tema, a partir da participação de toda sociedade, a fim de garantir a análise pormenorizada de aspectos regionais que permitam o tratamento diferenciado e inclusivo, além do enfoque estratégico da soberania nacional”.

No texto, a instituição esclarece ainda que esses terrenos são áreas litorâneas que não pertencem à Marinha, mas à União, conforme previsão constitucional.

“A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, é responsável pela gestão do Patrimônio da União, incluindo os terrenos de marinha e as praias marítimas e fluviais, que constituem não
apenas uma questão administrativa, mas patrimônio essencial para a salvaguarda dos interesses nacionais e do desenvolvimento sustentável do Brasil.”

Nesta segunda-feira (3), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o governo é contra a proposta e vai trabalhar para suprimir esse trecho no projeto que tramita no Senado.

“O governo é contrário a esse programa de privatização das praias brasileiras que vai cercear o acesso da população brasileira às praias e criar verdadeiros espaços privados, fechados. Vamos trabalhar contrário na CCJ. Tem muito tempo ainda para discutir na CCJ, vamos explicitar”, reforçou.

A PEC exclui o inciso VII do artigo 20 da Constituição, que afirma que os terrenos de marinha são de propriedade da União, transferindo gratuitamente para os estados e municípios “as áreas afetadas ao serviço público estadual e municipal, inclusive as destinadas à utilização por concessionárias e permissionárias de serviços públicos”. Além das praias, a União detém a propriedade de margens de rios e lagoas onde há a influência das marés.

Para os proprietários privados, o texto prevê a transferência mediante pagamento para aqueles inscritos regularmente “no órgão de gestão do patrimônio da União até a data de publicação” da emenda à Constituição. Além disso, autoriza a transferência da propriedade para ocupantes “não inscritos”, “desde que a ocupação tenha ocorrido pelo menos cinco anos antes da data de publicação” da PEC.

Ainda segundo o relatório do senador, permanecem como propriedade da União as áreas hoje usadas pelo serviço público federal, as unidades ambientais federais e as áreas ainda não ocupadas.

 

Portugal anuncia regras que dificultam regularização de migrantes, mas poupa Brasil

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo de Portugal anunciou nesta segunda-feira (3) novas regras que dificultam a regularização de imigrantes. Aprovadas pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa, as novas leis determinam o fim do processo chamado de manifestações de interesse, no qual estrangeiros solicitam permissão de residência depois de entrarem no país como turistas.

Cidadãos dos países que integram a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), incluindo o Brasil, serão poupados das medidas. Na prática, os estrangeiros do grupo terão vantagem em relação às demais nacionalidades. Imigrantes da Ásia, por exemplo, só poderão entrar em Portugal com visto solicitado ainda no país de origem, de acordo com o jornal português Diário de Notícias.

A iniciativa entrará em vigor após a publicação de um decreto-lei. Mais cedo, Rebelo aprovou a medida sob a justificativa da necessidade de lidar com uma “situação urgentíssima de regularização de muitos milhares de processos pendentes de autorização de residência”. Segundo o presidente, o fim das manifestações de interesse vai amenizar a sobrecarga. Processos em andamento não serão impactados.

“O Plano de Ação para as Migrações regula a imigração para travar o descontrole e acolhe as pessoas das quais precisamos. Temos que regular a imigração para dar dignidade às pessoas e não estigmatizar quem nos procura só porque são estrangeiros”, escreveu no X o premiê português, Luís Montenegro.

Portugal é um dos poucos países europeus em que é possível um estrangeiro entrar sem documentos e se legalizar depois, no processo chamado de manifestação de interesse. O imigrante chega –ou como turista ou vindo de outro país da União Europeia– e procura um emprego. Caso consiga, mesmo que seja um trabalho temporário, faz um registro na internet manifestando o desejo de continuar no país. O registro é homologado numa entrevista posterior, mas o pedido protocolado já é um documento válido.

Esse processo é uma das alternativas mais utilizadas pelos brasileiros que solicitam residência em Portugal, embora não seja recomendada, uma vez que essas pessoas têm direitos limitados e podem ficar em situação precária à espera da regularização.

Para dar celeridade aos processos de regularização, o governo português anunciou também nesta segunda o reforço da rede consular. Serão destinados 45 novos funcionários para consulados e embaixadas portugueses. O Brasil e os demais países da CPLP serão prioritários para receber os profissionais, ainda segundo o Diário de Notícias.

Os brasileiros representam 35% do total de 1,04 milhão de cidadãos estrangeiros com residência em Portugal, mantendo-se como a principal comunidade imigrante, segundo dados provisórios de 2023 divulgados pela Agência para a Integração de Migrantes e Asilo (Aima) ao jornal Público no fim de abril.

Isso significa que o Brasil subiu cerca de cinco pontos percentuais em relação a 2022 no peso que representava nos estrangeiros residentes. Em seguida, com uma porcentagem muito inferior, está a comunidade angolana (5,3%), que ficou em segundo lugar (ocupado no ano anterior pelos britânicos), depois a cabo-verdiana (4,6%), a britânica (4,5%), a indiana (4,2%), a italiana (3,4%), a guineense (3,1%), a nepalesa (2,8%), a chinesa (2,6%) e a francesa (2,6%).

Segundo o governo, as manifestações de interesse têm sobrecarregado a Aima (Agência para Integração, Migrações e Asilo), que tem mais de 350 mil processos pendentes. Neste ano, a agência passou a cobrar de imigrantes no início do processo de regularização.

A cobrança já existia desde o ano passado. A novidade é que agora é feita no início do processo, não mais no final -e sem a garantia de que o imigrante tenha sua documentação aprovada. O objetivo da mudança seria agilizar os procedimentos.

Mais de 427 mil veículos trafegaram na BR-101 durante o feriado prolongado de Corpus Christi

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Foto: Divulgação Arteris Fluminense

Mais de 427 mil veículos trafegaram pelos 322 quilômetros da BR-101/RJ durante o feriado prolongado de Corpus Christi. Entre quarta-feira, 29 de maio, e domingo, 2 de junho, a concessionária prestou 1.157 atendimentos aos usuários no trecho entre Campos dos Goytacazes e Niterói, sendo que 603 relacionados a problemas mecânicos e 68 atendimentos pré-hospitalar.

Durante o feriadão, as equipes da concessionária atuaram em 40 ocorrências de acidentes – uma redução de 9% em relação ao ano anterior -, com cinco óbitos registrados. Toda a operação foi coordenada 24 horas por profissionais que trabalham no Centro de Controle e Segurança Operacional (CCSO) da concessionária.

Fonte: Arteris Fluminense

Fiscalização é iniciada para coibir excesso de carga em caminhões de carga

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Foto: Divulgação Ascom SFI

A Empresa Municipal de Trânsito de São Francisco de Itabapoana (Emtransfi), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil (Sesep), está fiscalizando os veículos para coibir o excesso de carga, principalmente em caminhões que transportam cana-de-açúcar. O objetivo é prevenir danos e evitar o rompimento de fios e cabos das redes de energia elétrica, telefonia e internet, além da queda de postes.

“As medidas máximas permitidas são as seguintes: 4,40m de altura, 2,80m de largura e 19,30m de comprimento. Caso os agentes constatem alguma irregularidade é realizado o transbordo de carga excessiva, prestada orientação e aplicada a multa correspondente à infração”, revelou o presidente da Emtransfi, Luiz dos Santos Venâncio, acrescentando:

“Denúncias sobre eventuais casos de veículos trafegando com excesso de carga no município podem ser feitas para o número da Emtransfi (22) 99612-2491. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É preciso que os motoristas que transportam cargas de grande porte tenham conscientização e respeitem a legislação”, finalizou Venâncio.

Fonte: Ascom SFI

Campos confirma morte de idoso por coinfecção de dengue e leptospirose

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Secretaria de Saúde/Foto: Divulgação Ascom

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) encerrou, na semana passada, a investigação de óbito de um idoso de 62 anos causado por coinfecção de dengue e leptospirose. Com a infecção simultânea dos microrganismos, sobe para três o número de mortes por dengue e para duas por leptospirose no município. O dado faz parte da atualização da última Semana Epidemiologia de 2024 para dengue e outras arboviroses, divulgada nesta segunda-feira (3).

O paciente, que morava em Travessão, deu entrada no Hospital Geral de Guarus (HGG) no dia oito de maio, chegando a ficar internado na Unidade de Pacientes Graves (UPG), mas com a evolução do quadro de saúde, foi a óbito no dia 13. Ele tinha comorbidade.

A investigação do óbito foi realizada pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SUBVS) juntamente com a Comissão do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), da Secretaria de Estado de Saúde (SES/RJ).

“Exames do paciente realizados em Campos e no Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen/RJ) tiveram resultados positivos para a coinfecção. O procedimento de investigação foi enviado à Comissão de Verificação de Óbito e concluído somente na terça-feira”, explica a assessora chefe da Vigilância Epidemiológica, Sílvia Martins.

Em epidemia por dengue desde 1º de março, Campos já tinha confirmado a morte de uma gestante de 25 anos, registrada em 2 de abril, e de um idoso de 64 anos, em 16 de março, em decorrência da dengue. Eles moravam respectivamente no Parque Guarus e Donana. A doença é transmitida pela picada do mosquito fêmea da espécie Aedes aegypti, assim como a chikungunya, que também causou o óbito de um idoso de 72 anos, em 19 de março, morador de Tocos, na Baixada Campista.

Já a leptospirose, que assim como a dengue é uma doença infecciosa febril aguda, é transmitida pela exposição direta ou indireta à urina, principalmente ratos infectados com a bactéria Leptospira. Além do paciente de 62 anos da coinfecção, teve o óbito de um jovem de 22 anos, que morava em Campelo. Ele também chegou a ser internado por um dia no HGG, mas morreu no dia 21 de abril.

SEMANA EPIDEMIOLÓGICA —Entre a 1ª e 22ª Semana Epidemiológica foram registradas 14.178 notificações para dengue e 798 para chikungunya. A estratificação mensal ficou assim: maio soma 2.204; abril, 3.437; março 4.506; fevereiro 3.166; e janeiro com 865. Já de chikungunya, em maio foram 232; abril 287; março 155; fevereiro 67, e janeiro 48.

A próxima reunião do Gabinete de Crise da Dengue e outras Arboviroses será nesta quarta-feira (5).

INVESTIGAÇÃO – Também está em investigação por suspeita de leptospirose, o óbito de um homem de 34 anos, morador de Tocos, com registro de internação no Hospital São José (HSJ). Não há óbito com suspeita de dengue no momento.

Desde o início da gestão, o município vem implementando ações preventivas, educativas e de combate aos vetores de doenças como dengue, chikungunya, leptospirose, febre maculosa e outros agravos à saúde da população. Entre eles está a capacitação dos profissionais de saúde e descentralização do atendimento para melhor acolher e tratar esses pacientes.

Já na área de educação em saúde, prevenção e combate ao vetor, além do trabalho diário realizado juntos aos domicílios, também tem sido realizada ações integradas, como mutirões de limpeza e conscientização da população. Também está em andamento o Processo Seletivo Simplificado para contratação imediata de 141 novos Agentes de Combate à Endemias (ACEs) que irão fortalecer o trabalho do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Fonte: Ascom

Pedófilos poderão ser castrados cirurgicamente nos EUA

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Os pedófilos condenados por crimes sexuais contra crianças em Louisiana, EUA, podem em breve começar a ser castrados cirurgicamente, além de cumprirem pena de prisão.

Os deputados deste estado norte-americano deram aprovação final, na segunda-feira, de acordo com a Sky News, a um projeto de lei que permite aos tribunais condenar um criminoso que cometeu crimes sexuais agravados contra crianças menores de 13 anos, a castração cirúrgica.

Se este projeto se transformar mesmo em lei, só poderá ser aplicado a homens e mulheres cujo o crime – estupro, incesto e abuso sexual – tenha ocorrido a partir do dia 1 de agosto de 2024.

O projeto de lei segue agora para a mesa do governador conservador Jeff Landry, que decidirá se este é promulgado ou vetado.

Vale lembrar que o juízes de Louisiana já podem condenar pedófilos a castração química, desde 2008. Este método envolve o uso de medicamentos que diminuem a libido. Já a castração cirúrgica é muito mais invasiva.

Além de Louisiana, também a Califórnia, Florida e Texas permitem a castração química. Em alguns destes estados, os infratores já podem optar pelo procedimento cirúrgico, se preferirem.

Atualmente, há 2.224 pessoas presas no Louisiana por crimes sexuais contra crianças menores de 13 anos.

O que muitos especialistas discutem é a aplicação de uma pena tão rígida sendo que o sistema judiciário norte-americano não é muito eficiente, tendo em vista que há muitas pessoas na espera de julgamento e outras que foram condenadas sendo inocentes, anos depois sendo inocentadas.

Ratinho quer entregar gestão de escolas a empresas e enfrenta protestos no Paraná

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Mesmo sob protestos de educadores, o governo do Paraná deve manter na pauta da Assembleia Legislativa (Alep) seu projeto de lei que transfere a gestão administrativa das escolas estaduais para empresas. O texto foi aprovado em primeiro turno de votação pelos deputados estaduais no início da noite desta segunda-feira (3), em sessão remota, para driblar os manifestantes que ocuparam a Alep no início da tarde pedindo a retirada do projeto de lei. Foram 39 votos a favor do texto, ante 12 contrários.

A sessão começou de forma presencial, mas foi suspensa pelo presidente da Casa, deputado estadual Ademar Traiano (PSD), e transferida para o modelo remoto por causa dos protestos. Apenas parlamentares de oposição permaneceram no plenário, acompanhada pelos manifestantes nas galerias e em outros pontos do prédio.

O segundo turno de votação deve ocorrer nesta terça (4), e o governo estadual prevê concluir todo o trâmite até quarta (5), quase uma semana após o projeto ser protocolado.

O APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) calcula que cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto desta segunda em Curitib. Eles caminharam da praça Santos Andrade, no Centro, até a Alep, no Centro Cívico, onde também está localizado o Palácio Iguaçu, sede do Executivo.

Ao chegarem na Assembleia, a multidão forçou a entrada pelo portão exclusivo para carros e houve confusão com equipes que faziam a segurança do prédio. Manifestantes foram alvos de bombas de gás lacrimogêneo.

De acordo com o Gabinete Militar da Assembleia Legislativa, três pessoas tiveram ferimentos leves e outras duas foram detidas por depredação do patrimônio público. Dois policiais militares também ficaram feridos, com cortes nas mãos.

Em nota, a Alep diz que está apurando os danos causados à estrutura física do prédio. “Em levantamento prévio, constatou-se a quebra de vidros e portas de acesso para o plenário, o arrombamento do portão principal de entrada e depredação de cadeiras nas galerias.”

O presidente da Assembleia é aliado do governador Ratinho Junior (PSD), que mantém ampla base de apoio na Casa desde o seu primeiro mandato. O projeto de lei tramita em regime de urgência a pedido do Executivo.

Um mandado de segurança foi protocolado por oito parlamentares que integram a oposição questionando aspectos formais do trâmite do projeto de lei, mas, neste domingo (2), o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Luiz Fernando Keppen, não acolheu os argumentos, mantendo o texto na pauta.

O projeto de lei também se tornou um dos pontos levantados pela APP-Sindicato para justificar a greve iniciada nesta segunda. De acordo com a entidade, em todas as escolas houve adesão total ou parcial à paralisação. Já a Seed (Secretaria de Estado da Educação) faz outro cálculo e afirma que, pela manhã, 87% das mais de 2.000 escolas da rede estadual estavam “funcionando normalmente”.

PROJETO VAI ‘OTIMIZAR A GESTÃO’, DIZ GOVERNO

O projeto de lei prevê a implantação de um programa chamado Parceiro da Escola, cujo objetivo é, segundo a Seed, “otimizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas mediante uma parceria com empresas com expertise em gestão educacional”. As empresas serão responsáveis pelo gerenciamento administrativo das escolas selecionadas e pela gestão de terceirizados de limpeza e segurança, por exemplo.

“Os diretores, os professores e os funcionários efetivos já lotados nas escolas serão mantidos, e as demais vagas serão supridas pela empresa parceira, sendo obrigatória a equivalência dos salários com aqueles praticados pelo estado do Paraná”, diz o governo estadual.

Inicialmente, a ideia é implantar o modelo em 200 escolas localizadas em mais de 100 cidades, mas a Seed afirma que fará isso após uma consulta pública junto à comunidade escolar.

De acordo com o governo estadual, a gestão pedagógica da escola seguirá a cargo do diretor concursado.

Para a APP-Sindicato, o projeto de lei representa “a privatização do ensino público”. A entidade também critica a tramitação acelerada e sem debate com a sociedade.

 

Inundações no sul da Alemanha deixa quatro mortos

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Um porta-voz da polícia indicou que foram encontrados os corpos de um homem e de uma mulher no sótão de uma casa em Schorndorf, distrito de Rems-Murr.

O sótão estava inundado e os corpos surgiram quando se drenava a água, indicou a televisão pública alemã ARD.

Outro corpo, de uma mulher de 43 anos que estava desaparecida desde domingo, foi localizado no sótão de uma casa em Schrobenhausen, na Alta Baviera.

O último falecido é um bombeiro que foi encontrado sem vida em Pfaffenhofen an der Ilm, também na Alta Baviera. O agente morreu numa operação de resgate ao cair de uma embarcação insuflável na qual se deslocava com três companheiros.

Em paralelo, prosseguem as evacuações devido à ruptura de barragens na região de Suábia. As últimas zonas abrangidas por alertas de evacuação são as de Danubio-Ries e Hamlar, enquanto em Pfaffenhofen, um dos distritos mais afetados, o nível da água começou a “descer levemente”, segundo o governo local.

O chefe de governo do estado de Baden-Wurtemberg, o ecologista Winfried Kretschmann, advertiu que “situações como esta serão mais habituais”. Kretschmann deslocou-se a Meckenbeuren, uma das localidades mais afetadas.

“É evidentemente uma consequência das alterações climáticas. Em comparação com a Baviera, em Baden-Wurtemberg foi menos grave, mas no norte do estado a situação é extremamente precária”, advertiu.

O chanceler alemão Olaf Scholz prometeu ajudas para as zonas afetadas e novas medidas para proteger o clima. “Não podemos deixar de enfrentar as mudanças climáticas que provocamos”, declarou em Reichertshofen, outras das zonas atingidas na Baviera.

O chefe do Governo alemão destaou que não são casos isolados e estão a se tornar cada vez mais frequentes, ao recordar ser esta a quarta vez no ano que visita a zona devido a inundações.

Scholz foi acompanhado pelo primeiro-ministro bávaro, Marcus Soeder, que assegurou medidas concretas na reunião do executivo regional agendada para terça-feira. “Vamos abordar a forma de ajudar rapidamente e com a menor burocracia”, assinalou.

Leia Também: Sobe para 171 o número de mortos nas enchentes do Rio Grande do Sul

Motoristas e cobradores aprovam greve de ônibus em São Paulo nesta sexta-feira

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Trabalhadores das empresas de ônibus da cidade de São Paulo decidiram entrar em greve a partir desta sexta-feira (7).

A paralisação dos cerca de 60 mil motoristas, cobradores, mecânicos e outros profissionais do setor foi aprovada em assembleia ocorrida na tarde desta segunda-feira (3) em frente à prefeitura, na região central da capital paulista.

A promessa de interrupção do serviço por 24 horas é resultado do impasse nas negociações das chamadas pautas econômicas, como reajustes dos salários e benefícios, segundo o SindMotoristas, o sindicato dos trabalhadores do transporte rodoviário urbano paulistano.

Representantes dos profissionais e das dez empresas que operam o serviço na capital discutem essas questões desde o ano passado.

Se não houver acordo até a noite desta quinta (6), os ônibus deverão permanecer nas 38 garagens espalhadas pelo município a partir da 0h de sexta.

Em caso de decisão judicial que determine circulação parcial da frota, porém, a ordem será atendida, afirma Edvaldo Santiago da Silva, presidente do sindicato.

“Se houver decisão judicial [pela circulação parcial da frota], nós vamos atender no horário de pico, mas às 9h vamos mandar recolher”, diz Silva. “Não estamos contra o Judiciário, mas queremos que entendam a situação da nossa categoria.”

A decisão dos trabalhadores tomada nesta segunda porque precisa respeitar o prazo legal de 72 horas de antecedência para o início da greve.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse defender o direito à livre manifestação democrática desde que a legislação seja rigorosamente cumprida, com aviso prévio de 72 horas antes da paralisação e manutenção de uma frota mínima em horários de pico para reduzir o impacto junto à população.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) diz que o efetivo da GCM (Guarda Civil Metropolitana) estará de prontidão para eventuais ocorrências e que os ônibus atendem a 7 milhões de passageiros na cidade.

“A administração municipal espera que os representantes da categoria e dos empresários encontrem um ponto em comum na campanha salarial sem prejuízo aos passageiros”, afirma a prefeitura.

O SPUrbanuss, sindicato das empresas que operam os ônibus na capital, afirmou que as negociações ainda não foram encerradas.

“Assim, é totalmente inoportuna qualquer decisão sobre paralisação da operação do transporte de passageiros, um serviço essencial e estratégico, que pode causar sérios prejuízos à mobilidade dos paulistanos”, diz a SPUrbanuss, em nota.

Os empregados pedem reajuste de 3,69% pelo IPCA (inflação oficial), mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46%, índice calculado com base em dados do Dieese.

É uma pedida superior aos 2,77% e recomposição da diferença pelo Salariômetro, que é um indicador medido pela Fipe, oferecidos pelo setor patronal. Essa proposta foi rejeitada em setembro pelos empregados.

Existem outros pontos na pauta dos trabalhadores, com destaque para reclamações quanto ao aumento da jornada, que passou de seis horas meia para oito horas efetivamente trabalhadas por dia, segundo o presidente do SindMotoristas.

 

Jovem é condenado por estuprar sem-abrigo quando celebrava aniversário

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Um homem foi condenado, esta segunda-feira (3), a 15 anos de prisão por ter estuprado uma mulher sem situação de rua, no centro de Cardiff, no País de Gales, numa noite em que celebrava o seu aniversário.

De acordo com a Sky News, o homem, identificado como Liam Stimpson, isolou a mulher, “vulnerável e solitária”, sob o pretexto de lhe comprar comida. Depois atacou-a debaixo de uma ponte ferroviária isolada, na madrugada de 27 de dezembro do ano passado.

Katherine Barry, inspetora da polícia de Gales do Sul, disse que Stimpson era um “predador sádico”, que realizou um “ataque hediondo”. O homem infligiu-lhe “ferimentos faciais muito graves, a estuprou, ameaçou-a, a intimidou e a humilhou”.

“O estado da vítima era tal que, no início da investigação, teve dificuldade em dar-nos informações. Confiámos muito nos membros do Ministério Público que intervieram e que, na minha opinião, provavelmente lhe salvaram a vida, e que foram capazes de fornecer mais informações sobre os seus movimentos”, disse.

Mas a inspetora foi mais longe e contou que as imagens do ataque que chegaram às autoridades foram “das mais angustiantes” que testemunhou nos seus 21 anos de carreira.

Esta segunda-feira, o homem foi condenado pelo Tribunal da Coroa de Cardiff.

Leia Também: Amigos se abraçam antes de serem arrastados por enchente

Em uma semana, Justiça do Trabalho fecha R$ 1,7 bi em conciliações

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A Justiça do Trabalho fechou mais de R$ 1,7 bilhão em acordos trabalhistas durante a semana de conciliação que ocorreu entre os dias 20 e 24 de maio. O número foi divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A semana de conciliação ocorre todos os anos, com um esforço concentrado em toda Justiça trabalhista para envolver empregadores e empregados e promover um acordo vantajoso para ambas as partes, evitando que os litígios sigam tramitando no Judiciário.

Foi o que ocorreu, por exemplo, no briga entre a prefeitura de Salvador e o Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Pública (Sindilimp), que assinaram um acordo no valor de R$ 15,5 milhões para beneficiar 1.135 trabalhadores terceirizados do município. Em Goiás, uma disputa de oito anos entre um empregado e a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) foi encerrada com um acordo de R$ 2,2 milhões.

O maior destaque foi do Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT2), em São Paulo, que fechou um total de R$ 123 milhões em acordos. O próprio TST encerrou 153 brigas na Justiça, num total de R$ 43,3 milhões em conciliações.

No total, segundo o TST, os acordos fechados na semana de conciliação deste ano renderam R$ 218,1 milhões em impostos recolhidos para a União.

A conciliação é uma maneira mais rápida de encerrar disputas trabalhistas, que podem se arrastar por anos a fio na Justiça do Trabalho, que recebe todos os anos cerca de 3 milhões de novos processos.

O Conselho Superior da Justiça do Trabalho preparou um portal com informações para quem queira buscar uma conciliação.

 

Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, deve ser reaberto apenas em dezembro

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PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, não deve retomar as operações antes da segunda metade de dezembro deste ano.

A previsão foi dada pela concessionária Fraport durante encontro com representantes do governo federal e deputados gaúchos nesta segunda (3), de acordo com o deputado estadual Frederico Antunes (PP), que acompanhou a visita e preside a Frente Parlamentar de Aviação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A Fraport foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

O aeroporto completa nesta segunda-feira um mês fechado em decorrência da enchente do lago Guaíba. Pela manhã, uma vistoria foi realizada pelo ministro Paulo Pimenta, da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, junto a técnicos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e à presidente da Fraport Brasil, Andreea Pal.

O Salgado Filho está fechado desde 3 de maio, quando a inundação do Guaíba chegou ao bairro Anchieta e, aos poucos, tomou conta da pista e do primeiro pavimento do prédio. A água já baixou na área interna, mas alguns pontos externos e ruas de acesso ainda estão alagados.

A Fraport diz que a avaliação dos impactos da enchente na estrutura do aeroporto e da pista de decolagem deve ser concluída em julho.

A empresa não tinha um prazo determinado para a reabertura do aeroporto, mas a expectativa anterior era de que os voos não fossem retomados antes de agosto.

De acordo com a Anac, a Fraport solicitou um estudo de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato do Salgado Filho. O alagamento é considerado pela empresa algo fora da previsão contratual.

“A partir desta semana inicia com mais força todo o trabalho de limpeza e das sondagens”, disse Pimenta. O ministro afirmou ainda que a renegociação do contrato “não pode ser um impeditivo” para o trabalho de retomada do Salgado Filho.

O secretário nacional de aviação civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que acompanhou a visita, disse na rede social X que um cronograma de ações para o retorno das atividades do Salgado Filho será apresentado “nos próximos dias”.

Em entrevista coletiva sobre a situação das rodovias no estado, o governador Eduardo Leite (PSDB) falou sobre o tema. “Entendemos que é muito importante que o governo federal construa a solução junto à concessionária para dar segurança sobre o reequilíbrio”, disse o governador.

Segundo Leite, há uma projeção de que os investimentos necessários para reabrir o aeroporto de Porto Alegre possam chegar a R$ 1 bilhão. Nos 30 dias de fechamento, o aeroporto de Porto Alegre deixou de receber cerca de 4.200 viagens.

“A gente tem a preocupação de que a União, junto à concessionária, tenha a resolução deste problema o quanto antes”, disse Leite. “É ponto crítico para o estado, do ponto de vista de desenvolvimento econômico e manutenção de empregos.”

Enquanto as atividades do Salgado Filho continuam paralisadas, a base aérea militar de Canoas passou a receber voos comerciais temporariamente. O aeroporto de Florianópolis também tem recebido mais voos, com uma conexão de ônibus até a cidade de Osório, no litoral norte gaúcho.

Outros aeroportos do interior do Rio Grande do Sul, como Caxias do Sul, Santo Ângelo e Uruguaiana são estudados como alternativas regionais.

 

Médico que família acreditava ser refém do Hamas é achado morto em Israel

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O corpo de um médico de 35 anos, que a família acreditava ter sido levado como refém pelo Hamas, foi encontrado. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3) pelas Forças de Defesa de Israel.

Os restos mortais de Dolev Yehud foram localizados na fronteira do Kibutz Nir Oz. O local fica a cerca de 1 quilômetro da Faixa de Gaza e foi atacado pelo grupo extremista Hamas no primeiro dia da guerra, em 7 de outubro do ano passado.

O médico deixou sua casa no dia do atentado para tentar salvar vidas. A informação foi publicada pelo exército israelense.

“Seu corpo foi localizado no Kibutz Nir Oz. Após um processo de identificação realizado por funcionários médicos do Instituto Nacional de Medicina Forense e da base militar de Shura, a IDF conseguiu identificar seu corpo. Que sua memória seja uma bênção”, diz texto publicado pelas Forças de Defesa de Israel.

A esposa de Yehud, Sigal, estava grávida de nove meses em 7 de outubro. O quarto filho do casal nasceu nove dias após o ataque. Em entrevista ao Canal 12, ela lembra que ele saiu de casa para tentar afastar os combatentes do Hamas. “Ele me pediu para manter a calma e tentar trabalhar minha respiração o máximo que eu pudesse”.

A família tinha esperança de que Dolev ainda estivesse vivo. Inicialmente, o exército de Israel acreditava que ele havia sido sequestrado. Mas, à medida que a guerra continuava, não havia nenhuma indicação de Gaza de que ele estivesse lá. Algumas vítimas do atentado do Hamas tiveram os seus corpos queimados ou mutilados, o que dificultou a identificação.

As Forças de Defesa de Israel disseram que a família do médico foi notificada após o corpo ser identificado. Conforme o jornal local The Times of Israel, a irmã do médico, Arbel Yehud, 28, continua detida em Gaza após ter sido tirada de sua casa no Kibutz Nir Oz junto ao namorado Ariel Cunio.

Mais de 120 reféns continuam nas mãos do Hamas desde 7 de outubro. O exército calcula que o grupo levou 252 reféns. Dados indicam que 37 teriam morrido.

Ataque do grupo extremista contra Israel em causou a morte de 1.189 pessoas. A maioria dos mortos eram civis, segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais israelenses.

Israel realiza uma ofensiva na Faixa de Gaza que já provocou a morte de pelo menos 36.439 pessoas. A maioria dos mortos são civis, segundo o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas.

Abertura de cursos de Medicina deve seguir edital do Mais Médicos, decidem ministros do STF

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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram unânimes em determinar que a abertura de novos cursos de Medicina siga as regras previstas no edital do programa Mais Médicos, cuja constitucionalidade vinha sendo questionada.

Todos os magistrados já votaram e o julgamento deve ser encerrado nesta terça-feira, 4. Os editais do Mais Médicos preveem prioridade para regiões onde há déficit de médicos, além de outros parâmetros, como disponibilidade de infraestrutura para que os alunos tenham experiências práticas.

Houve divergência entre os ministros apenas em relação ao que deve ser feito com instituições que já deram entrada no pedido de abertura de cursos. Dos 11 ministros, sete acompanharam o relator da proposta, Gilmar Mendes. Eles entenderam que as instituições que já haviam passado da fase inicial da documentação deveriam continuar com o processo tramitação.

Outros três (Edson Fachin, André Mendonça e Rosa Weber, que votou antes de se aposentar) concordaram com a tese principal de que os cursos devem obedecer os parâmetros dos Mais Médicos, mas divergiram a respeito dessa autorização. Para eles, era necessário suspender todas essas solicitações fora da fila regular.

Nos bastidores, o Ministério da Educação (MEC) considerou positiva a decisão do STF de ratificar o critério de abertura pelo Mais Médicos, o que vinha sendo alvo de uma série de ações judiciais por parte das universidades. Apesar disso, o MEC receia que haja novos questionamentos judiciais por parte de instituições que eventualmente tenham seus pedidos negados pela pasta a partir de agora.

O MEC tem 195 pedidos de abertura de novos cursos em análise. Desses, 159 já estão em fase de parecer final.

Ao se posicionar no âmbito da ação do STF, a Advocacia-Geral da União (AGU) manifestou a preocupação quanto a decisões de 1ª e de 2ª instância da Justiça mesmo após liminar de Gilmar Mendes, em agosto de 2023, determinar a validade da regra do Mais Médicos para novos cursos.

A abertura de graduações de Medicina tem motivado controvérsia há mais de uma década. Desde 2013, a regra federal era de que novas vagas priorizassem o critério do programa Mais Médicos. A medida é uma tentativa de distribuir melhor a formação dos profissionais pelo País.

Depois, em 2018, o governo Michel Temer (MDB) decretou moratória, proibindo por cinco anos a abertura de vagas. Com isso, diversos grupos educacionais entraram na Justiça para obter autorização para abrirem seus cursos.

Para especialistas e entidades do setor de saúde, abrir graduações pela via dos tribunais desorganiza a fila regular e reduz a qualidade da formação. Parte das faculdades privadas, por outro lado, falava em regra engessada do governo.

Como o tema chegou ao STF

O tema chegou ao Supremo por meio de uma ação movida pela Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), que pedia o reconhecimento da constitucionalidade do uso do critério do programa Mais Médicos.

A posição, no entanto, não é unânime entre as entidades educacionais. Há grupos que se posicionam contrariamente ao critério do Mais Médicos. É o caso do Conselho de das Universidades Brasileiras (Crub), que pediu ao Supremo que declarasse o critério inconstitucional.

A pesquisa Demografia Médica no Brasil, conduzida pela Faculdade de Medicina da USP e Associação Médica Brasileira (AMB), mostra que é preciso direcionar melhor a concentração de médicos no País. De acordo com o estudo, as 41 cidades do Brasil com mais de 500 mil habitantes, onde vivem 29% da população do País, concentram 61,5% dos médicos.

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) estimam que só 17% das escolas médicas estão em municípios que atendem a todos os parâmetros necessários para abrir um curso de Medicina, como número mínimo de leitos por aluno, estrutura hospitalar e número de estudantes por equipe de saúde.

 

Homem de 37 anos morre após atropelamento em Guarus

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

Na madrugada desta segunda-feira (03), um homem identificado como Vinicius da Silva Oliveira, de 37 anos, morreu após ser atropelado por um carro na Avenida Carmem Carneiro, próximo ao campo de futebol do Bom Sucesso, no subdistrito de Guarus, em Campos.

O Corpo de Bombeiros de Guarus foi acionado por volta da meia-noite. Ao chegar ao local, a equipe encontrou a vítima caída no chão com ferimentos graves. Vinicius foi socorrido e levado ao Hospital Ferreira Machado (HFM), mas não resistiu. De acordo com apuração da Redação ClickCampos, a vítima chegou por volta de 00h33, chegou a ser entubado, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu 1h.

Até o momento, não há informações sobre o responsável pelo atropelamento. O corpo de Vinicius foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Com 6,3 milhões de casos prováveis, Brasil lidera ranking de dengue

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Foto: Reprodução

Com quase 6,3 milhões de casos prováveis de dengue, sendo mais de 3 milhões confirmados em laboratório, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países com maior número de notificações da doença em 2024. Em seguida estão Argentina, com 420 mil casos prováveis; Paraguai, com 257 mil casos prováveis; e Peru, com quase 200 mil casos prováveis.

Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que já contabiliza este ano um total de 7,6 milhões de casos prováveis de dengue em todo o mundo, sendo 3,4 milhões confirmados em laboratório. O painel de monitoramento da entidade aponta ainda mais de 3 mil mortes provocadas pela doença. Atualmente, 90 países registram transmissão ativa de dengue.

“Embora um aumento substancial de casos de dengue tenha sido relatado globalmente nos últimos cinco anos, esse aumento foi particularmente pronunciado na região das Américas, onde o número de casos ultrapassou 7 milhões no final de abril, ultrapassando os 4,6 milhões de casos registrados em todo o ano de 2023”, destacou a OMS.

A entidade alerta ainda que todos os quatro sorotipos de dengue foram detectados nas Américas este ano. Segundo a OMS, pelo menos seis países da região – Brasil, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e Panamá – já reportaram casos de circulação simultânea de todos os quatro sorotipos.

Vacinação

Para a organização, a vacina contra a dengue deve ser vista como parte de uma estratégia integrada para o combate à doença e que inclui também o controle de vetores, a gestão adequada dos casos e o envolvimento comunitário. “A OMS recomenda o uso da TAK-003, única vacina disponível, em crianças de 6 a 16 anos em locais com alta intensidade de transmissão de dengue”.

A vacina a que a entidade se refere é a Qdenga, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda e atualmente utilizada no Brasil. O imunizante começou a ser aplicado na rede pública de saúde em fevereiro deste ano. Em razão da quantidade limitada de doses a serem fornecidas pelo próprio fabricante, a vacinação é feita apenas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Outras arboviroses

Dados da OMS mostram uma sobreposição de casos de dengue, chikungunya e zika – todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e com sintomas semelhantes o que, segundo a entidade, pode resultar em diagnósticos equivocados. “Dados de vigilância durante grandes surtos de suspeita de dengue podem incluir erroneamente casos de uma ou de ambas as outras doenças.”

A OMS lembrou que o vírus Zika é particularmente perigoso entre mulheres grávidas por conta da associação com casos de microcefalia. “A expansão da vigilância para monitorar simultaneamente os três vírus pode ajudar autoridades de saúde pública a determinar com precisão o verdadeiro fardo de cada doença, refinar as avaliações de risco e otimizar a gestão clínica e a atribuição de recursos para intervenções de saúde pública mais eficazes.”

Até o momento, o painel da OMS contabiliza, em 2024, mais de 250 mil casos de chikungunya em todo o mundo e quase 7 mil casos de infecção pelo vírus Zika.

Polícia Civil prende miliciano acusado de atropelar e matar companheira

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Foto: Reprodução

Policiais civis da 36ª DP (Santa Cruz) prenderam um homem acusado de atropelar e matar a namorada, enquanto ela era socorrida ao hospital, no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo apurado, ele integra a milícia que atua na região e cometeu o delito após tomar conhecimento de que a vítima estava em um evento, no interior da comunidade do Rola.

O crime ocorreu em janeiro deste ano. De acordo com as investigações, Rafaela Lima Luiz, que tinha 24 anos, foi agredida violentamente pelo autor e ficou desacordada no chão. Os populares, então, socorreram a mulher e a levaram para o hospital em uma motocicleta. O acusado, porém, durante o trajeto, iniciou uma perseguição com seu carro e atropelou os ocupantes da moto. Na ocasião, Rafaela foi atropelada por um ônibus do BRT, que passava pelo local, e morreu na hora. O autor do delito fugiu.

Durante as diligências, os agentes da unidade apuraram que o miliciano teve a intenção de matar a vítima. Por isso, ele foi indiciado por feminicídio e a autoridade policial representou por sua prisão.

Na madrugada desta segunda-feira (03), os agentes da delegacia de Santa Cruz conseguiram localizar o homem dentro de um hospital, quando ele estava buscando atendimento após ser agredido em uma tentativa de roubo. Ele foi detido e encaminhado à unidade, onde foi cumprido um mandado de prisão preventiva.

Deputado influencer e esposa morrem em ataque a tiros em circo no Equador

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O deputado e influenciador Cristhian Nieto e sua esposa, Nicole Burgos, foram mortos a tiros em um circo na cidade de Manta, no Equador, neste domingo (2).

Cristhian e Nicole marcaram presença no espetáculo circense quando homens armados entraram no espaço e abriram fogo. O deputado suplente do partido oposicionista Revolução Cidadã foi alvejado com vários tiros e morreu no local, segundo informações do jornal El Universo.

Nieto e a esposa faziam parte da organização do circo. O tiroteio teve início no momento em que o público começava a ocupar o espaço para o início das apresentações.

Ataque foi “dirigido” contra o parlamentar, afirmou o coronel da polícia equatoriana Fabray Montalvo. Além dos dois mortos, outras duas pessoas também foram atingidas pelos disparos, mas sobreviveram. Não há informações sobre o estado de saúde delas.

Motivação para o crime é desconhecida. Testemunhas relataram às autoridades que os autores dos disparos seriam dois homens que entraram no espaço encapuzados e, até o momento, não foram identificados, nem localizados.

Nicole Burgos fazia transmissão ao vivo pelo TikTok no momento do ataque. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram o desespero do público ao ouvir os barulhos dos disparos e uma correria.

Cristhian Nieto era deputado suplente da deputada Mónica Salazar, da província de Los Ríos. Ele também era um influenciador famoso no Equador e realizava trabalhos sociais com ciranças órfãs, animais abandonados e usuários de drogas.

Assembleia Nacional equatoriana lamentou o ocorrido, classificado como um “terrível assassinato”. “Nosso profundo sentimento de pesar e solidariedade para os familiares e amigos das vítimas”, disse a Assembleia.

Brasil não está preparado para crimes cometidos em seitas, dizem especialistas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Denúncias como aquela feita à Folha de S.Paulo por um grupo de 16 ex-integrantes da comunidade Osho Rachana, na Grande Porto Alegre, têm ocorrido pelo país. Os ex-membros da Comuna, como é chamada, se reuniram para denunciar uma rotina de abusos psicológicos, manipulações, exploração financeira e do trabalho e episódios de agressão física que dizem ter sofrido durante os anos em viveram no local.

Prem Milan, 68, cofundador da comunidade e do centro Namastê, que aplica seu método, nega as acusações. Leia aqui.

Procurada, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que o caso está sob investigação na 1ª Delegacia de Polícia de Viamão.

São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Bahia também têm casos de líderes carismáticos de grupos terapêuticos ou religiosos sectários que são alvos de investigações e de processos na Justiça. O caso mais célebre dos últimos anos, no entanto, ocorreu em Goiás, onde o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, foi condenado a 118 anos de prisão por crimes sexuais. Sua defesa anunciou recorrer da sentença.

“A minha percepção, como promotora de Justiça que já enfrentou um caso dessa natureza, é de que os profissionais do direito do Brasil não estão preparados para lidar com esse tipo de crime”, afirma Grecianny Cordeiro, do Ministério Público do Ceará (MPCE).

Ela atuou no caso de um falso guru que ministrava cursos em Fortaleza, nos quais coletava informações de medos e traumas dos discípulos para depois manipulá-los. Ele abusava sexualmente dos homens jovens do grupo em nome de uma suposta evolução espiritual.

Segundo Cordeiro, hoje as autoridades policiais, promotores, defensores e juízes brasileiros não compreendem “a situação de extrema fragilidade que levou aquela pessoa a cair num estelionato emocional” e acham que “é coisa de filme americano e não faz parte do mundo real”.

Para a advogada Thayná Silveira, especialista em crimes de influência indevida, geralmente cometidos por lideranças dogmáticas e religiosas, “o despreparo para a escuta desses casos gera um processo de revitimização de quem faz a denúncia, o que muitas vezes leva as vítimas a desistirem de dar prosseguimento às denúncias”.

“As vítimas são descredibilizadas ou mesmo ridicularizadas, o que leva a mais sofrimento e a impunidade”, afirma ela, que assessorou diversos casos envolvendo lideranças dogmáticas.

Depois que a Folha de S.Paulo revelou as denúncias de um grupo de 16 ex-integrantes do Namastê e da comunidade Osho Rachana, no início de maio, recebeu áudios com depoimentos de outras 30 pessoas. Elas endossam os relatos feitos pelos denunciantes na reportagem, mas pedem anonimato.

Para a promotora paulista Celeste Leite dos Santos, presidente do Instituto Brasileiro de Atenção e Proteção Integral a Vítimas (Pró-Vítima), a primeira dificuldade desses casos é que a própria vítima demora para se entender como tal e para “juntar forças para buscar ajudar”.

“Objetivamente, essas pessoas até poderiam ter procurado a polícia, mas desde que elas não estivessem numa condição de vulnerabilidade”, explica ela, que já atuou em casos do gênero em São Paulo. “A pessoa está tão envolvida na rede que não consegue se desvencilhar.”

De acordo com a promotora, “a força do grupo, que parece proteger as pessoas, na verdade, as fragiliza porque uma pessoa confia que a outra sabe o que está fazendo, e quem está operando mesmo é uma liderança”.

Para a ativista e consultora jurídica Tatiana Badaró, a Comuna tem características de seita, que define como “um grupo com dogmas, que se afasta da sociedade, se considera superior a ela e cria um discurso maniqueísta de ‘nós versus eles’.”

Ex-vítima de um líder da maçonaria baiana chamado Jair Tércio, condenado a 12 anos de prisão e foragido, ela se tornou pesquisadora sobre abuso em meios religiosos. A Folha de S.Paulo procurou seu advogado e a Fundação Ocidemnte, da qual ele foi fundador, mas não obteve resposta.

Badaró afirma que “a falta de conhecimento sobre esse assunto é o que faz com que casos fiquem travados em delegacias, promotorias e tribunais”. Mesmo assim, ela avalia que núcleos especializados de algumas promotorias são um pouco mais versados no tema.

No Canadá, diz, uma lei específica foi criada depois que 77 integrantes do culto Ordem do Templo Solar cometeram suicídios, nos anos 1990. “Para garantir a liberdade religiosa e proteger a população de quem se utiliza de um discurso religioso para cometer crimes, colocaram um parágrafo sobre o tema na Lei de Segurança Nacional e passaram a fiscalizar grupos religiosos”, explica.

Ela cita também o caso de uma lei de 2001 da França que buscou conciliar a liberdade religiosa e de consciência e a luta contra a sujeição física e psicológica de discípulos. O texto fala em “abuso fraudulento do estado de ignorância ou vulnerabilidade”.

Maria do Carmo dos Santos, presidente do grupo Vítimas Unidas, afirma que a maior parte dos seus atendimentos são de vítimas de “gurus da nova era” -estilo Osho, definiu- e que os relatos indicam mecanismos de sequestro emocional, em que há quebra de vínculos dos seguidores com familiares e amigos. “São justamente aqueles que podem trazer as pessoas de volta para a realidade”, avalia.

Para ela, o Brasil perdeu uma chance de auxiliar essas vítimas ao deixar igrejas e cultos religiosos fora da lei do protocolo “Não É Não”, sancionada pelo presidente Lula em 2024. “O número de escândalos sexuais em espaços chamados religiosos tem sido maior do que em bares e em shows”, argumenta.

Para Silveira, “o mais importante é que a vítima respeite seu próprio tempo, tenha uma rede de apoio, se possível, um acompanhamento psicológico”. Segundo ela, quem estiver motivado a denunciar deve procurar um profissional especializado que possa acolher e orientar a vítima, além de acompanhar o caso na delegacia ou no Ministério Público.

Para facilitar esse caminho, o Instituto Pró-Vítima criou um site que reúne informações para vítimas sobre conceitos e caminhos: www.infovitimas.com.br .