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Dois homens são baleados em tentativa de homicídio em Travessão

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

Nesta segunda-feira (1º) dois homens foram baleados na Rua Maria Isabel da Conceição, esquina com Rua da Glória, em Travessão. As vítimas foram socorridas e encaminhadas para o Hospital Ferreira Machado (HFM).

Durante patrulhamento na comunidade do Arraial, os policiais receberam informações sobre disparos de arma de fogo na comunidade do Santuário. Imediatamente, dirigiram-se ao local, onde diversos indivíduos fugiram ao perceber a presença policial. Previamante, dois homens teriam sido alvejados em um ataque rival, sendo prontamente socorridos por populares.

Ao entrarem em contato com as vítimas identificadas pelas iniciais C.R.N. e J.P.A. no HFM, estas relataram que, ao passarem próximo a um bar, três indivíduos encapuzados ordenaram a C.R.N. que parasse. Diante da recusa, ambos correram, momento em que os agressores dispararam contra eles. C.R.N. foi atingido nas costas, enquanto J.P.A. recebeu tiros no lado direito do tórax e na nádega esquerda. Ambos estão fora de perigo de morte.

Após os eventos, a equipe dirigiu-se à 146ª Delegacia de Polícia de Guarus para relatar os fatos e proceder com o caso.

Avião com quase 400 pessoas a bordo em chamas no aeroporto de Tóquio

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Um avião da Japan Airlines está em chamas, na manhã desta terça-feira (noite, na hora local), na pista do aeroporto internacional de Haneda, em Tóquio, no Japão. O incidente ocorreu depois da aeronave ter colidido com outra da Guarda Costeira ao pousar.

Um total de 379 pessoas, 367 passageiros e 12 tripulantes, que estavam a bordo do avião A350,  proveniente de Hokkaido, revelou a NHK, foram retiradas em segurança do aparelho.

No caso da aeronave da Guarda Costeira onde seguiam seis pessoas – o comandante conseguiu escapar e as outras cinco foram encontradas momentos depois. Não se conhece o seu estado de saúde.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o fogo saindo das janelas e por baixo da aeronave ao longo da pista. O aeroporto de Haneda está, para já, encerrado.

Segundo o The Japan Times, desconhece-se a extensão dos danos. O avião encontra-se ainda totalmente envolvido pelas chamas.

Família morre em grave acidente na estrada de Campos x São Fidélis

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

Roseli, Hamilton e Geralda foram as vítimas fatais de um grave acidente ocorrido na tarde do último sábado (30) na RJ-158, via que conecta Campos a São Fidélis.

A família estava a caminho da praia de Guaxindiba, em São Francisco de Itabapoana, para celebrar a virada de ano quando se envolveu em uma colisão.

Segundo policiais do BPRV, o acidente ocorreu entre um Crossfox preto e um Fiat Toro vermelho, este último colidindo com uma árvore.

Três outras vítimas foram levadas ao Hospital Ferreira Machado (HFM) em estado moderado, sem atualizações sobre suas condições de saúde até o momento.

Ciclista é assassinado na Baixada Campista

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IML/Foto: ClickCampos

Na madrugada desta segunda-feira (01), Campos registrou o primeiro homicídio do ano. Um ciclista não identificado foi morto a tiros na Estrada da Tocaia, em Donana, na Baixada Campista.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima, encontrada ao lado de uma bicicleta com múltiplas marcas de tiros, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. O irmão da vítima, presente no local, não conseguiu esclarecer a possível razão do crime nem identificar o autor.

Ele mencionou que a vítima não tinha histórico criminal, apesar de ocasionalmente proferir insultos a pessoas na rua, devido a uma deficiência intelectual. Após a perícia, o corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), e o caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro.

Israel revive crise interna ao iniciar nova fase de guerra na Faixa de Gaza

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RIO DE JANEIRO, RJ, E BOA VISTA, SP (FOLHAPRESS) – Em uma decisão sem precedentes, a Suprema Corte de Israel derrubou parte da controversa reforma judicial proposta pelo governo de Binyamin Netanyahu nesta segunda-feira (1º) –mesma data em que o Exército do país confirmou o início da retirada de suas tropas da Faixa de Gaza, sinalizando o início de uma nova etapa em sua guerra contra o Hamas.

Alvo de protestos massivos até o início do conflito, a lei vetada pela corte é elemento-chave de uma revisão do sistema judiciário que provocou uma divisão profunda da sociedade israelense e motivou meses de protestos.

O retorno do projeto à pauta tem, assim, potencial para empurrar o país de volta a um cenário de crise política enquanto autoridades preveem a continuação do conflito com o grupo terrorista palestino neste ano que se inicia.

Para a pesquisadora Karina Calandrin, que analisa o governo Netanyahu em um pós-doutorado na USP (Universidade de São Paulo), o momento da decisão da Suprema Corte não é fortuito, ocorrendo em um contexto de desgaste da união nacional em torno da gestão Netanyahu propiciada inicialmente pela guerra.

Afinal, apesar do trauma representado pelo 7 de Outubro, a sensação dos israelenses de que seu país enfrenta uma ameaça existencial diminui à medida que a guerra se arrasta e o cotidiano das áreas distantes da Faixa de Gaza é retomado.

Soma-se a isso uma insatisfação crescente com o próprio Bibi, como o premiê é chamado, sobretudo no que se refere à maneira como ele gerenciou a situação dos reféns –das cerca de 240 pessoas sequestradas pelos terroristas, 115 permanecem em cativeiro, e acredita-se que 15 a 20 possam estar mortas.

Calandrin afirma que o premiê, que não se pronunciou acerca da decisão da corte até a publicação desta reportagem, é o maior derrotado pelo veto da Suprema Corte. Ela lembra que o confronto com o poder Judiciário tem uma dimensão pessoal para Netanyahu, alvo de uma série de acusações de corrupção na Justiça. Para muitos, a tentativa dele e de sua coalizão de diminuir o poder dos juízes seria em última instância uma forma de autoproteção, garantindo a manutenção de sua liberdade.

Além disso, “não há clima” para redigir uma nova lei com uma proposta semelhante àquela derrubada e submetê-la à votação no Parlamento. Daí, diz a professora de relações internacionais da Uniso (Universidade de Sorocaba), a busca do premiê por manter a guerra em curso a todo custo. “Ele sabe que, assim que ela acabar, seu governo cai e ele dificilmente conseguirá se reeleger.”

Calandrin afirma acreditar que o veredicto anunciado pela Suprema Corte só deve aprofundar a polarização que já contaminava a sociedade israelense. “Netanyahu perdeu muito apoio, mas ele ainda tem uma base de eleitores fiéis.” Além disso, ela acrescenta, a guerra é em si um fator de divisão, com parte da população defendendo a ocupação de Gaza por Israel após os enfrentamentos e parte, não.

Porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari afirmou que a saída parcial de Gaza se dá em meio a um impacto cada vez maior na economia do país após quase três meses de mobilização. Tel Aviv já considerava reduzir suas operações, e Washington, seu principal aliado, tem pressionado para que a medida seja tomada o mais rápido possível.

A previsão do Exército é de que cinco brigadas deixem o território palestino; duas delas devem retornar nesta semana para a vida civil e outras três, para treinamentos. “Os combates continuam, e os serviços deles ainda serão necessários”, afirmou Hagari, porta-voz militar.

As brigadas variam de tamanho, chegando a cerca de 4.000 soldados. Como não há divulgação oficial de quanto foram mobilizados para as ações em Gaza, não está claro o número de combatentes que deixarão o território.

“Espera-se que essa medida alivie significativamente os encargos econômicos e permita que eles acumulem forças para as atividades futuras no próximo ano”, disse o Exército. Inicialmente, Israel convocou 300 mil reservistas para o conflito, o que corresponde a cerca de 10% a 15% de sua força de trabalho.

Desde a declaração de guerra ao grupo terrorista em retaliação ao ataque do dia 7 de outubro, autoridades israelenses afirmavam que o conflito teria três etapas principais. O primeiro equivaleu ao intenso bombardeio dos primeiros dias dos enfrentamentos, com objetivo de limpar rotas de acesso para o Exército e forçar a retirada de civis do norte de Gaza. A segunda fase foi iniciada com a invasão terrestre no final de outubro.

Com grande parte da Faixa de Gaza sob controle, o Exército avança para a terceira etapa, disse à Reuters autoridade militar que não pode ser nomeada devido à sensibilidade da questão.

“Isso levará pelo menos seis meses e envolverá missões intensas contra os terroristas. Ninguém está falando em pombas da paz sendo lançadas de Shejaiya”, afirmou o militar à Reuters, referindo-se a um distrito de Gaza devastado pelos combates.

O militar acrescentou que algumas das tropas retiradas de Gaza estariam preparadas para ser enviadas para a fronteira norte com o Líbano, onde o Hezbollah tem trocado disparos e foguetes com Israel.

Com a eclosão da guerra contra o Hamas, a mobilização nacional em torno do conflito arrefeceu os protestos contra a reforma proposta pelo governo Netanyahu. Manifestantes e críticos viam na revisão do sistema judiciário um ataque à democracia israelense.

Um dos pontos centrais e mais controversos da reforma foi justamente o dispositivo derrubado nesta segunda-feira pelo Supremo.

A regra invalidada pelo tribunal pretendia remover uma ferramenta da corte para anular decisões do governo e dos ministros que fossem consideradas “irrazoáveis”. Tribunais israelenses lançam mão desse conceito jurídico, chamado de “padrão de razoabilidade”, ao julgar que determinado ato do governo não levou em conta todos os aspectos relevantes para aquela discussão ou deu peso exagerado a alguns deles e minimizou outros.

Em um resumo de sua decisão desta segunda, o tribunal afirmou que a maioria dos juízes votou para derrubar a lei porque ela prejudicaria severamente a democracia do país –8 do total de 15 magistrados foram contra o texto, disse o Ministério da Justiça de Israel em um comunicado.

Israel não tem uma Constituição escrita, e como os governos quase sempre têm maioria no Parlamento, o Executivo e o Legislativo tendem a atuar em sincronia em vez de funcionarem como contrapesos.

Críticos da mudança defendem que a extinção dessa figura jurídica dá margem a excessos do Legislativo. Isso preocupa não só a oposição como parte da sociedade civil israelense, dada a natureza ultranacionalista e religiosa da coalizão hoje no poder.

Calendário eleitoral e criminal de Trump se embolam em 2024

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Candidatar-se à Presidência implica uma agenda agitada em qualquer lugar do mundo. Fazer isso em um sistema com primárias, em um país dividido em 50 estados, sendo alvo de quatro processos criminais e outros dois civis simultâneos na Justiça é o que Donald Trump vai tentar provar ser possível fazer no próximo ano.

Sua equipe parece não ter nenhuma ilusão sobre os próximos meses: “pesadelo” foi a palavra usada por uma assessora do empresário no último sábado (23) para descrever o calendário de 2024.

Já em janeiro, Trump vai ter que equilibrar quatro datas fundamentais na Justiça com o início das primárias republicanas, processo por meio do qual o partido define seu candidato em votações realizadas em cada estado.

A largada eleitoral acontece em Iowa, no dia 15. Logo no dia seguinte, começa o julgamento do empresário em Nova York no processo de difamação movido pela jornalista E. Jean Carroll -no qual Trump já foi considerado culpado, pendendo a definição do valor da indenização a ser paga.

O clímax da confusão, no entanto, é março. O mês concentra boa parte das primárias, com a chamada Super Terça marcada para o dia 5, e marca o início de dois julgamentos criminais: um em Washington, no dia 4, no qual é acusado de conspirar contra os EUA para reverter a derrota na eleição de 2020, e outro em Nova York, no dia 25, por supostos pagamentos irregulares à atriz pornô Stormy Daniels durante a campanha de 2016.

A equipe jurídica do ex-presidente -que tem consumido parte significativa da sua arrecadação de campanha- adotou a estratégia de tentar protelar ao máximo os processos, idealmente para depois da eleição geral, marcada para 5 de novembro. Por isso, é provável que as datas previstas para início dos julgamentos mudem.

O processo que trata da suposta tentativa de permanecer no poder, por exemplo, não pode começar enquanto não for decidido se a imunidade presidencial impede que Trump seja imputado de crimes que teria cometido quando estava no cargo, como alega sua defesa. O caso está no momento nas mãos de uma Corte de Recursos Federal, e tudo indica que deve chegar à Suprema Corte.

Um terceiro julgamento, referente aos documentos confidenciais que o ex-presidente teria ilegalmente levado consigo para seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, está marcado para começar em 20 de maio. Um quarto, por suposta interferência na eleição da Geórgia, não tem data definida -a promotoria pediu que ocorra em 5 de agosto, mas ainda não houve resposta do juiz encarregado. Para a campanha de Trump, esse é o mais preocupante: agosto é quando começa oficialmente a corrida pela Casa Branca contra Joe Biden.

A esse cronograma já caótico se soma a decisão da Suprema Corte do Colorado na semana passada, que determinou que Trump não pode participar das primárias do estado por ter violado a 14ª Emenda da Constituição Federal, que impede de ocupar cargos públicos os indivíduos que tenham cometido insurreição.

Na última quinta (28), a secretária de estado do Maine barrou o empresário das primárias locais sob justificativa semelhante.

A defesa de Trump já disse que vai recorrer das duas decisões. O caso do Maine deve ir primeiro à Suprema Corte estadual, enquanto o do Colorado, à Suprema Corte dos EUA -o prazo para o recurso ser protocolado é 4 de janeiro. Não há perspectiva de quando os juízes decidirão a questão, que deve impactar dezenas de ações semelhantes abertas em diversos estados.

Uma eventual confirmação da inelegibilidade do ex-presidente pela instância máxima da Justiça americana mudaria o rumo de toda a eleição. Trump lidera com folga as primárias republicanas e aparece ora empatado, ora à frente de Biden nas pesquisas de intenção de voto conduzidas até agora.Veja as principais datas previstas no calendário eleitoral e legal de Donald Trump em 2024.

JANEIRO

Data – Estado – Descrição

4 – Distrito de Colúmbia – Prazo para recorrer à Suprema Corte dos EUA contra decisão do Colorado que tirou Trump das primárias
9 – Distrito de Colúmbia – Argumentação oral da defesa de Trump alegando que imunidade presidencial impede que ele seja julgado por crimes cometidos no cargo; caso pode ir para a Suprema Corte dos EUA
11 – Nova York – Argumentos finais no processo civil sobre fraude empresarial na Suprema Corte de Nova York; sentença deve sair nas semanas seguintes e é esperado que Trump recorra
15 – Iowa – Caucus – Largada nas primárias republicanas
16 – Nova York – Julgamento de Trump em segundo processo de difamação protocolado pela escritora E. Jean Carroll; deve durar poucos dias
23 – New Hampshire – Primárias

FEVEREIRO

Data – Estado – Descrição

8 – Nevada e Ilhas Virgens – Caucus
12 e 13 – Flórida – Audiência sobre as evidências no caso dos documentos confidenciais na Corte Distrital Federal para o Distrito Sul da Flórida
15 – Nova York – Audiência pré-julgamento no caso dos pagamentos à atriz pornô Stormy Daniels
24 – Carolina do Sul – Primárias
27 – Michigan – Primárias

MARÇO

Data – Estado – Descrição

2 – Idaho e Michigan – Caucus e convenção estadual
3 – Distrito de Colúmbia – Primárias
4 – Distrito de Colúmbia – Início do julgamento de Trump no caso da tentativa de reverter a derrota na eleição; deve durar semanas
4 – Dakota do Norte – Caucus
5 – Alabama, Alaska, Arkansas, Califórnia, Colorado, Maine, Massachusetts, Minnesota, Carolina do Norte, Oklahoma, Tennessee, Texas, Vermont, Virgínia, Samoa Americana e Utah – Super Terça (primárias simultâneas em diversos estados)
12 – Washington, Geórgia, Mississippi e Havaí – Primárias
15 – Northern Mariana Islands – Caucus
16 – Arizona, Flórida, Illinois, Kansas e Ohio – Primárias
19 – Arizona, Flórida, Illinois, Kansas e Ohio – Primárias
23 – Louisiana – Primárias
25 – Nova York – Início do julgamento de Trump no caso dos pagamentos à atriz pornô Stormy Daniels

ABRIL

Data – Estado – Descrição

2 – Connecticut, Delaware, Nova York, Rhode Island e Wisconsin – Convenção estadual
20 – Wyoming – Primárias
21 – Porto Rico – Primárias
23 – Pensilvânia – Primárias

MAIO

Data – Estado – Descrição

4 – Missouri – Convenção estadual
7 – Indiana – Primárias
14 – Maryland, Nebraska e Virígina Ocidental – Primárias
20 – Flórida – Início do julgamento de Trump no caso dos documentos confidenciais; deve durar semanas
21 – Kentucky e Oregon – Primárias
25 – Oregon – Convenção estadual

JUNHO

Data – Estado – Descrição

4 – Montana, Nova Jersey, Novo México e Dakota do Sul – Primárias

JULHO

Data – Estado – Descrição

15 a 18 – Wisconsin – Convenção Nacional Republicana em Milwaukee define candidato do partido na eleição geral

AGOSTO

Data – Estado – Descrição

5 – Geórgia – Data proposta para início do julgamento de Trump no caso da interferência nas eleições na Geórgia; deve durar semanas

SETEMBRO

Data – Estado – Descrição

16 – Texas – Primeio debate presidencial
25 – Pensilvânia – Primeiro debate entre vice-presidentes

OUTUBRO

Data – Estado – Descrição

1 – Virgínia – Segundo debate presidencial
9 – Utah – Segundo debate entre vice-presidentes

NOVEMBRO

Data – Estado – Descrição

5 – Todos – Eleição

Sobe para 48 o número de vítimas mortais no terremoto do Japão

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O número de mortos devido ao terremoto do Japão, ocorrido no primeiro dia do ano, continua subindo, havendo até agora registro de 48 vítimas mortais.

Segundo a televisão pública japonesa NHK, o corpo de bombeiros revelou que 25 edifícios, incluindo casas, desabaram na cidade de Wajima.

Foram ainda registrados danos nas cidades de Ishikawa, Niigata, Fukui, Toyama e Gifu.

A Agência Meteorológica Japonesa (JMA) confirmou que o centro do Japão foi atingido por 155 sismos entre as 16:00 de segunda-feira (04h00 em Brasília) e as 09h00 de hoje (21h00 em Brasília).

A maior parte dos tremores foram registrados com magnitudes superiores a 3,0, incluindo seis novos tremores fortes sentidos esta manhã, revelou a JMA.

Horas antes, os especialistas da agência tinham avisado que os tremores secundários vão continuar esta semana, sendo particularmente perigosos nos próximos dois ou três dias, durante os quais é provável que se repitam fortes tremores de magnitude sete ou superior.

Vale recordar que o tremor, de magnitude de 7,6 na escala aberta de Richter, levou as autoridades a ativar o alerta de tsunami, que esteve em vigor durante 18 horas, ao longo da costa ocidental das ilhas de Honshu e Hokkaido e do norte da ilha de Kyushu.

Wajima tem cerca de 23 mil habitantes e foi uma das localidades mais afetadas devido à proximidade do epicentro do sismo.

Os vários tremores que abalaram o centro do Japão desde segunda-feira causaram “numerosas vítimas” e danos materiais significativos, incluindo edifícios desmoronados e incêndios, afirmou o primeiro-ministro japonês, esta manhã.

Leia Também: As imagens do forte tremor que abalou (e deixou em alerta) o Japão

Exército volta a autorizar novos CACs, suspensos por Lula desde janeiro de 2023

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O Exército vai voltar a emitir, a partir deste mês de janeiro, autorizações para novos CACs (Caçadores, Atiradores esportivos e Colecionadores de armas). Os novos registros estavam suspensos desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por decreto que reverteu a política armamentista da gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Graças a medidas baixadas pelo ex-presidente em favor do armamento de civis, os CACs se tornaram o maior segmento armado do País, superior inclusive que o efetivo das polícias.

A retomada da emissão dos chamados Certificados de Registro (CR) foi expressa em um comunicado e em uma portaria do Exército, publicados no fim de dezembro.

A nova regulamentação era aguardada pelo mercado de armas desde julho, quando um novo decreto de Lula sinalizou que a emissão de novos registros seria retomada a partir de uma deliberação do Exército.

A portaria dos militares traz uma série de especificações sobre o acesso de civis aos chamados produtos controlados. Uma das principais mudanças é referente ao prazo de validade dos CRs. Com Bolsonaro, ele era de dez anos. Agora, os documentos precisarão ser renovados a cada três.

Além disso, todos os CRs emitidos antes das novas regras perderão a validade em julho de 2026 e precisarão ser renovados para que permaneçam regulares.

O Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército publicou uma nota, em 22 de dezembro, destacando que as solicitações de interessados que já haviam sido enviadas ao Sistema de Gestão Corporativo do Exército (SisGCorp) serão devolvidas para que a nova documentação exigida seja anexada.

Em 2019, o Brasil tinha 197 mil pessoas registradas como CACs. Em julho de 2023 já eram 803 mil. Para efeito comparativo, estima-se em cerca de 406 mil o número de policiais militares ativos de todos os Estados e em 365 mil o total de homens das Forças Armadas.

A retomada da emissão dos chamados Certificados de Registro (CR) foi expressa em um comunicado e em … 

Terremoto no Japão deixa 4 mortos e força deslocamento de quase 100 mil habitantes

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um terremoto de magnitude de 7,6 atingiu o centro-norte do Japão às 16h10 (4h10 no horário de Brasília) desta segunda-feira (1º), causando a morte de ao menos quatro pessoas e incêndios e destruição na costa oeste do país.

Após o tremor, uma mensagem amarela com a frase “Tsunami! Evacuar!” piscou nas telas de televisão das províncias de Ishikawa -epicentro do terremoto-, Niigata e Toyama, alertando para a possibilidade de ondas de cinco metros de metros de altura e ordenando que os habitantes da região deixassem suas casas.

O aviso foi depois atenuado, com o anúncio de expectativa de ondas de no máximo três metros após algumas delas chegarem a um metro e meio no porto de Wajima, em Ishiwaka.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto foi o mais forte na região em mais de 40 anos, mas horas após o sismo, dados sobre o número de atingidos ainda eram escassos. O porta-voz do governo japonês, Hayashi Yoshimasa, disse em um encontro de emergência com jornalistas que as autoridades ainda estavam verificando a extensão dos danos.

Segundo a Agência Meteorológica do Japão, tremores secundários podem continuar acontecendo por até uma semana. Por isso, o primeiro-ministro Fumio Kishida rogou à população que seguisse o alerta. “Peço às pessoas em áreas onde são esperados tsunamis que desocupem suas casas o mais rápido possível”, disse o premiê.

Kishida também disse aos repórteres ter instruído as equipes de busca e resgate a fazerem o possível para salvar vidas, mesmo que o acesso às áreas atingidas fosse difícil devido às estradas bloqueadas.

O governo afirmou que, até a noite desta segunda, havia ordenado que mais de 97 mil pessoas em nove províncias da costa oeste da principal ilha do Japão, Honshu, saíssem de suas casas.

Enquanto isso, países próximos também se mobilizaram para possíveis tsunamis. A agência de notícias estatal russa Tass informou que o Ministério de Emergências do país retirou moradores de partes da costa oeste da ilha de Sacalina, no oceano Pacífico, que poderiam ser atingidas. Alertas também foram emitidos nas cidades de Vladivostok e de Nakhodka, no extremo leste do país.

Já a Coreia do Sul orientou moradores de sua costa leste a buscarem abrigo em regiões mais altas, enquanto a Coreia do Norte emitiu alertas de tsunami para algumas áreas.

Imagens divulgadas pela mídia local mostraram um prédio desabando em uma nuvem de poeira na cidade costeira de Suzu e uma grande rachadura em uma estrada em Wajima. Nesse município de 30 mil habitantes, houve relatos de pelo menos 30 prédios desabados, e incêndios consumiram vários prédios. O terremoto também abalou prédios na capital, Tóquio, na costa oposta à do epicentro.

Mais de 36 mil residências ficaram sem energia na região após o tremor, e quando chegou a noite, quase 32 mil residências ainda estavam sem energia em Ishikawa, de acordo com a empresa responsável. A previsão era que as temperaturas caíssem para quase zero em algumas áreas durante a madrugada.

À imprensa, autoridades afirmaram que seis pessoas ficaram presas sob os escombros de prédios colapsados em Ishikawa, acrescentando que as Forças de Autodefesa do Japão seriam enviadas à região para ajudar no resgate.

Por causa do terremoto, os serviços ferroviários de alta velocidade para Ishikawa foram suspensos e as operadoras de telecomunicações Softbank e KDDI relataram interrupções nos serviços de telefone e internet na região.

O sismo também afetou o setor aéreo. A companhia ANA ordenou o retorno de aviões que se dirigiam aos aeroportos de Toyama e Ishikawa, enquanto a Japan Airlines cancelou a maioria de seus serviços para as regiões de Niigata e Ishikawa. Um dos aeroportos de Ishikawa foi fechado.

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão disse que a princípio não houve maiores problemas nas usinas nucleares localizadas próximas ao mar do Japão, incluindo cinco reatores ativos nas plantas de Ohi e Takahama, na província de Fukui.

Ainda de acordo com o órgão, a usina de Shika, em Ishikawa, localizada perto do epicentro do terremoto, tinha interrompido seus dois reatores para inspeção regular. Um incêndio causado pelos tremores chegou a atingir um transformador no local, mas foi extinto sem causar danos.

Outros focos de fogo foram identificados em Kanazawa, capital da província de Ishikawa, e em um complexo industrial na cidade de Joetsu, ao norte, mas também foram controlados.A última vez que um tsunami grave alcançou a costa do Japão foi em 11 de março de 2011. Na ocasião, o nordeste da nação insular foi atingido por uma enorme onda que matou quase 20 mil pessoas, devastou cidades e desencadeou fissões nucleares em Fukushima.Antes disso, o maior tremor registrado no país tinha sido o chamado Grande Terremoto de Hanshin, que atingiu o oeste do Japão em 1995 e matou mais de 6.000 pessoas, principalmente na cidade de Kobe.

O terremoto desta segunda ocorreu durante o feriado de 1º de janeiro, quando milhões de japoneses tradicionalmente visitam templos para marcar o ano novo. Em Kanazawa, um destino turístico popular em Ishikawa, imagens mostraram os restos de um torii, tradicional portão japonês, espalhados na entrada de um santuário enquanto fiéis observavam.

Ayako Daikai, moradora de Kanazawa, disse que fugiu para uma escola primária próxima com seu marido e dois filhos logo após o terremoto. Salas de aula, escadas, corredores e o ginásio estavam todos lotados de pessoas, disse ela.

“Também vivi o Grande Terremoto de Hanshin, então achei que seria mais seguro fugir”, disse ela à agência de notícias Reuters quando contatada por telefone. “Ainda não decidimos quando voltar para casa.”

Projeto Celular Seguro ultrapassa 1 milhão de usuários cadastrados

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O projeto Celular Seguro, criado pelo governo federal para combater furtos e roubos de dispositivos móveis, ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários cadastrados, anunciou há pouco o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os dados foram computados até o sábado, 30, e indicam que mais de 750 mil celulares foram cadastrados pelo site ou aplicativo. Ao todo, foram 7.005 alertas de usuários referentes a perdas,

furtos ou roubos de aparelhos celulares.

O Celular Seguro foi lançado em 19 de dezembro pelo Ministério da Justiça como forma de amenizar os

efeitos dos roubos e furtos de celulares no País.

Com o aplicativo, os usuários podem bloquear o aparelho e aplicativos digitais em apenas um clique.

Cada usuário cadastrado pode indicar pessoas de confiança que poderão bloquear os aparelhos em caso

de roubo, furto ou perda. Os usuários também podem fazer o próprio bloqueio acessando o site por um

computador.

“O Celular Seguro vem se mostrando uma ferramenta de combate efetivo a um dos principais crimes

presentes no dia a dia das cidades”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública em exercício,

Ricardo Cappelli, no comunicado divulgado nesta segunda-feira, 1º.

Os dados foram computados até o sábado, 30, e indicam que mais de 750 mil celulares foram cadastrado… 

Supremo de Israel invalida lei de reforma judicial que limitava o seu poder

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Supremo Tribunal de Israel anunciou nesta segunda-feira (1º) a decisão de invalidar uma disposição chave da controversa reforma judicial impulsionada pelo governo do primeiro-ministro do país, Binyamin Netanyahu.

A lei fazia parte de uma revisão judicial mais ampla proposta por Bibi, como o premiê também é chamado, e a sua coligação –a mais à direita da história de Israel. A proposta, vista como antidemocrática por críticos, causou uma profunda divisão no país e preocupou aliados ocidentais de Tel Aviv.

A regra invalidada pelo Supremo pretendia eliminar o conceito jurídico do “padrão de razoabilidade”, usado por tribunais israelenses ao julgar que determinado ato do governo não levou em conta todos os aspectos relevantes para aquela discussão ou deu peso exagerado a alguns deles e minimizou outros. Sua ambiguidade motivava debates políticos e jurídicos que datam de muito antes da proposta da reforma judicial.

Número de mortos em Gaza chega a 21.978

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O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, anunciou hoje que as operações militares israelitas no território causaram 21.978 mortos desde o início da guerra, em 07 de outubro.

Este número inclui 156 pessoas mortas nas últimas 24 horas, segundo a mesma fonte, citada pela AFP, que também apontou 57.697 pessoas feridas desde 07 de outubro.

No sábado, o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas disse que pelo menos 165 palestinos tinham sido mortos nas 24 horas anteriores, mais 250 feridos, pelos ataques israelitas em Gaza.

Em 07 de outubro, comandos do Hamas lançaram um ataque terrorista em solo israelense, durante o qual mataram 1.139 pessoas, na maioria civis, de acordo com o mais recente balanço das autoridades israelitas.

Cerca de 250 pessoas foram também sequestradas nesse dia e levadas para Gaza, 129 das quais se encontram ainda em cativeiro pelo movimento, no poder no enclave palestiniano desde 2007.

Israel declarou guerra ao Hamas e tem bombardeado a Faixa de Gaza, onde se vive uma crise humanitária.

As imagens do forte tremor que abalou (e deixou em alerta) o Japão

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Agência Meteorológica do Japão emitiu, nesta segunda-feira (1º), alerta para a possibilidade de um grande tsunami após a costa oeste do país ser atingida por terremotos.

O tremor mais forte que atingiu a região foi de magnitude 7,6, segundo o serviço de meteorologia do Japão. Um tsunami com cerca de um metro de altura foi registrado em parte da costa oeste japonesa, mas as autoridades não descartam a possibilidade de ondas bem maiores, com até cinco metros. Regiões mais afastadas ao epicentro dos tremores podem atingir até três metros de altura.

Moradores das cidades costeiras de Ishikawa, Nigata e Toyama foram orientados a deixarem suas casas. O governo japonês ainda contabiliza os danos provocados pelos tremores e não descartou a possibilidade de novos abalos sísmicos, segundo a TV pública NHK.

Pelo menos 36 mil casas ficaram sem eletricidade em Ishikawa e Toyama. iOs números são da concessionária responsável pelo serviço.

O epicentro do terremoto de magnitude 7,6 foi na península de Noto, às 16h10 no horário local (4h10 em Brasília). É o o maior registrado para essa península desde 1885.

Até o momento, há relatos de estragos nas ruas e de danos a edifícios nas cidades atingidas. Ainda segundo o governo japonês, não foram detectadas irregularidades nas usinas nucleares do país.

O Japão não emitia alerta para risco de tsunami no país desde março de 2011. Naquele ano, cerca de 20 mil vítimas foram afetadas e a usina nuclear de Fukushima foi atingida.

Gelombang tsunami menerjang pesisir utara dan pusat Jepang, menyusul gempa berkekuatan 7,8 magnitudo yang mengguncang wilayah tengah negara itu. Berikut ini adalah foto-foto dampak dari gempa di prefektur Ishikawa. https://t.co/GdXj5jfANu pic.twitter.com/8L31bMQYTw

— BBC News Indonesia (@BBCIndonesia) January 1, 2024

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El Niño vem mais forte em 2024? Veja as previsões de calor e chuva

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O ano de 2024 deve ser ainda mais quente do que o de 2023, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), em consequência das mudanças climáticas em curso somadas à ocorrência do fenômeno El Niño, de aquecimento das águas do Pacífico, que se estenderá até meados do ano.

Novos recordes de temperatura foram batidos em muitos lugares do mundo – inclusive no Brasil – em meio às ondas de calor registradas em 2023. Segundo o novo relatório da OMM, agência da Organização das Nações Unidas (ONU), esses eventos representaram o início do colapso climático. Como o El Niño só deve se dissipar entre abril e junho de 2024, é possível esperar novas ondas de calor.

De acordo com relatório da OMM assinado pelo diretor-geral da organização Petteri Taalas, o principal fator por trás do aumento das temperaturas é o aquecimento global, mas o El Niño “tem impacto na temperatura global, especialmente no ano seguinte ao de sua formação, neste caso, 2024”.

“Como resultado das temperaturas recordes da superfície e dos oceanos desde junho, 2023 deverá ser o ano mais quente já registrado até hoje, mas a previsão é de que o próximo ano seja ainda mais quente.”

No Brasil, além das ondas de calor e elevação das temperaturas, o El Niño pode provocar alteração no regime de chuvas, causando novos eventos de secas e estiagens intensas, sobretudo no Nordeste e no Norte, e chuvas acima do normal no Sul, a exemplo do que já ocorreu em 2023. Além disso, incêndios florestais no Cerrado e na Amazônia podem ocorrer com mais frequência.

Municípios atingidos

Por causa do fenômeno, em 2023, mais da metade dos 5.568 municípios brasileiros foi afetada por algum evento climático extremo, como tempestades, enchentes e secas. Segundo a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, 2.797 municípios foram reconhecidos em situação de emergência ou estado de calamidade pública. Ao todo, 14.541.438 pessoas foram afetadas e R$ 1,4 bilhão foram gastos na contenção de danos.

O início do ano foi marcado por chuvas intensas em inundações no litoral de São Paulo, que deixaram 64 mortos e resultaram na interdição da Rodovia Rio-Santos. Ciclones extratropicais atingiram a região Sul do País em junho, deixando 49 mortos e mais de cem municípios afetados, sobretudo no Rio Grande do Sul. Também no Rio Grande do Sul, uma forte estiagem levou à situação de emergência em 252 municípios. Na região Norte, 100 municípios registraram escassez hídrica devido à seca histórica.

O aumento da temperatura do planeta deve ultrapassar a simbólica marca de 1,5ºC acima da média registrada antes da Revolução Industrial já a partir de 2024. Em 2023, marcado por ondas de calor e vários recordes de temperatura, a média global ficou 1,4ºC acima da marca pré-industrial. Pelo Acordo de Paris, de 2015, os países signatários se comprometeram a tentar manter o aumento das temperaturas pelas mudanças climáticas abaixo de 1,5ºC. Cientistas vêm alertando que um aumento superior a 1,5ºC deflagraria uma cascata de impactos catastróficos para o planeta, potencialmente irreversíveis.

Segundo o alerta da OMM, a marca será alcançada pelo menos uma vez nos próximos cinco anos. Embora não seja ainda um aumento permanente, representa uma aceleração dos impactos humanos no sistema climático global e lança a humanidade em um “território desconhecido”, segundo a agência da ONU.

Temperatura média

Segundo dados da OMM, o ano de 2023 será o mais quente já registrado, com um aumento médio de 1,4ºC, batendo os recordes anteriores, de 2016, com uma elevação de 1,29ºC, e 2020, com aumento de 1,27ºC.

“Não temos como fazer uma previsão exata, mas, se em 2024, teremos condições de El Niño durante parte do ano, temos que nos preparar”, afirmou a climatologista Karina Lima, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Independentemente do El Niño, que é um fator que contribui, o aquecimento global é o fator principal e continua escalando. Sabemos que, em um mundo mais quente, a tendência geral é de aumento de frequência e intensidade de eventos extremos.”

Novos recordes de temperatura foram batidos em muitos lugares do mundo – inclusive no Brasil – em me… 

Do luto ao sorriso, doação de órgãos passa por aceite da família e ajuda até 8 pessoas

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(FOLHAPRESS) – Miguel Caleb tinha só 4 meses quando sua mãe percebeu que seu coração era muito grande para sua idade. Alan Martins do Santos tinha 36 anos quando uma veia em sua cabeça se rompeu.

Os dois estão em pontas opostas no programa nacional de doação de órgãos. Em 2018, o menino precisou ganhar um novo coração às vésperas de completar 2 anos, após meses de um tratamento sem sucesso. Já o homem, vítima de um aneurisma, foi o doador do primeiro transplante multivisceral no estado do Rio de Janeiro, em 2018.

Neste ano, o tema da doação de órgãos ficou em alta após o apresentador Faustão, 73, passar por um transplante de coração por conta de uma insuficiência cardíaca. O episódio jogou luz e gerou dúvidas sobre a doação e a lista de espera por um órgão.

Para explicar o processo de doação, a Folha de S.Paulo acompanhou a rotina do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A unidade é uma das referências do país na captação de órgãos.

Hoje, há 41.428 pessoas esperando por um transplante de órgão e 26.880 à espera de um transplante de córnea. Segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento da lista de 8,9% e 12,2%, respectivamente, em comparação ao ano passado.

A lista de espera faz parte do SNT (Sistema Nacional de Transplante) e é administrada pelas Centrais Estaduais de Transplante. Os estados monitoram a lista e gerenciam as doações e para onde vai cada órgão. Para isso, seguem três critérios básicos: gravidade do paciente que vai receber a doação, compatibilidade do órgão com o receptor e antiguidade, isto é, há quanto tempo ele está à espera do órgão.

A doação só é feita com autorização da família de quem morreu por morte encefálica -em geral, pacientes de trauma ou que sofreram algum acidente vascular. Este último foi o caso de Alan. Na manhã de 8 de março de 2021, ele sentiu uma forte dor de cabeça e ficou parcialmente paralisado.

Alan foi levado ao Hospital Adão Pereira Nunes, mas acabou não resistindo e teve a morte encefálica constatada.

“A morte encefálica é a morte do cérebro, e é ele que comanda todo o organismo. Com a morte do cérebro, os mecanismos neurofisiológicos fazem com que os outros órgãos continuem funcionando, mas é uma questão de tempo para eles também pararem”, explica Roberto Andrade Simões, médico coordenador no no Adão Pereira Nunes, da CIHDOTT (Coordenação Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes).

A CIHDOTT é a comissão responsável por identificar potenciais doadores e acionar as centrais de transplantes. Ela é formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos especializados para comunicar à família sobre a morte de seu parente e perguntar sobre a possibilidade de doação.

“Ao final do protocolo de morte encefálica, fazemos o que chamamos de entrevista familiar: você dá a notícia do óbito e logo em seguida faz a entrevista para saber se a família é favorável à doação”, conta Gilberto Malvar, coordenador de enfermagem da CIHDOTT no Adão Pereira Nunes.

“Nosso trabalho é explicar a gravidade do paciente com suspeita de morte encefálica, o que é a morte encefálica e quais são as etapas para confirmá-la. Se a família não entender, não podemos nem falar de doação.”

De janeiro a setembro, o Ministério da Saúde registrou uma queda nas negativas familiares. As pessoas tiveram uma maior aceitação para doar os órgãos de seus parentes. Foram 6.065 entrevistas durante esse período, com uma taxa de recusa de 42,8%. Em comparação ao ano passado, foram 5.575 entrevistas, com a negativa em 45,4% dos casos.

“Você não pode fazer uma entrevista apelativa e sem ter cuidado. Tem que ser com muita técnica, com muita empatia e humanização. Temos que dar o máximo de informações para que a família tome a decisão mais consciente possível”, diz Malvar.

Nos nove primeiros meses deste ano também houve um aumento de 15% de doadores efetivos em comparação ao ano passado. Até setembro, foram feitas 2.776 doações.

Um único doador pode ajudar até oito pessoas. No caso de Alan, ele doou para o mesmo receptor o fígado, o pâncreas e o intestino. Além disso, também doou o coração, os rins e as córneas para outros pacientes.

A irmã de Alan, Angélica Martins dos Santos, conta que ficou receosa ao ser perguntada sobre a possibilidade da doação. Mas, ao refletir melhor, decidiu seguir com o processo.

“Eu falei para o Gilberto [Malvar], ‘por que não doar?’ O meu irmão era uma boa pessoa, o que era dele também era dos outros. E hoje me conforta muito [ter feito a doação]. É claro que não gostei de meu irmão ter morrido, preferia ter ele aqui. Mas sinto orgulho dele por ter ajudado muita gente.”O

CUIDADO COM O DOADOR

Após a morte encefálica e o aceite da família, se inicia uma corrida contra o tempo para finalizar todo o processo de doação e entregar o doador para o sepultamento. É previsto em lei que ele seja devolvido à família de forma digna.

“A gente dá um tratamento especial ao doador, é o nosso paciente mais grave. Não é aquele negócio de que ‘o paciente está morto, deixa ali no canto’. Nada disso. [Depois do aceite da família] começa a nossa guerra de manter o doador nas melhores condições para que ele consiga doar e ser devolvido à sua família”, diz Simões.

A Folha de S.Paulo acompanhou uma cirurgia de captação de órgãos no início de dezembro e presenciou todos os cuidados comuns a qualquer outro tipo de cirurgia -a diferença é que, no caso da doação, o paciente está morto.

Todos os instrumentos utilizados são esterilizados, assim como a sala de cirurgia. Além dos médicos cirurgiões e dos enfermeiros, o doador também é acompanhado por um anestesista, responsável por manter a circulação do sangue nos órgãos.

O doador era Raul (nome fictício), 64, que morreu em decorrência de um traumatismo. Ele doou o fígado e os dois rins. A morte encefálica do doador foi constatada na noite de sábado, e a cirurgia de captação foi feita no domingo de manhã.

Cada órgão tem uma equipe especializada para fazer sua captação e um tempo de isquemia (sem fluxo de sangue) diferente. O fígado pode durar de 8 a 12 horas fora do corpo, enquanto o rim já consegue ficar até 24 horas.

Essa diferença também muda o processo de doação. Os órgãos com menor tempo de isquemia já tem os receptores definidos no momento em que a captação é feita. Por exemplo, em casos de transplante de coração, que dura só quatro horas fora do corpo, a pessoa que vai recebê-lo já entra no centro cirúrgico no mesmo momento do doador. E isso acontece em hospitais diferentes. Então há uma logística de transporte do órgão para evitar qualquer atraso.

O fígado de Raul já tinha o receptor definido. Ele foi levado de helicóptero para Itaperuna, cidade no noroeste do Rio que fica a 285 km de Caxias. De carro, o trajeto levaria cerca de 5 horas, mas, por via aérea, a viagem dura cerca de 1 hora e meia.

Já os rins, por ter um tempo de isquemia maior, foram levados ao PET (Programa Estadual de Transplante) do Rio. De lá, a central analisa quem serão as pessoas que receberão os órgãos -seguindo os critérios de gravidade, compatibilidade e antiguidade da lista- e os encaminha para os hospitais onde será feita a doação.

A OUTRA PONTA

Malvar conta que o trabalho na CIHDOTT, que possibilita todo o processo de doação, é árduo e muitas vezes consome os profissionais que estão à frente das conversas com as famílias. Mas é também um trabalho gratificante.

“A gente tem que lidar com o ápice da dor do ser humano. Só lidamos com quem está perdendo seu ente querido, é preciso ter uma força mental muito grande. Mas fazemos o trabalho, porque sabemos que do outro lado está alguém que precisa muito do transplante.”

O menino Miguel, que recebeu o coração às vésperas de completar 2 anos, está hoje com 7. Aos 4 meses, foi diagnosticado com miocardiopatia dilatada, doença que aumenta o tamanho dos ventrículos do coração e atrapalha o bombeamento de sangue para o resto do corpo.

A mãe do menino, Paloma Maria Barreto, conta que o filho passou 1 ano e 9 meses praticamente morando no hospital de Laranjeiras, na zona sul do Rio, onde fazia tratamento.

Sem sucesso e com o quadro de saúde agravado, Miguel entrou para a lista à espera de um novo coração. O órgão, captado no Hospital Adão Pereira Nunes, veio 17 dias depois. O menino foi operado em 18 de maio de 2018.

“Eu nunca pedi que uma criança morresse para que o Miguel pudesse viver. Pedia a Deus para que ele se curasse, que não precisasse de transplante. Mas nossa vontade não é igual a de Deus, né?”, diz Paloma.

“Se não fosse pelo transplante, meu filho não estaria aqui hoje. E eu agradeço muito a essa família que doou o coração do filho deles. Sem ele, Miguel não estaria aqui hoje”, ressalta a mãe.

Cinco anos depois da cirurgia, Miguel é um menino de cabelos cacheados e sorriso largo que sonha em jogar futebol.

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Os países com os imóveis mais caros do mundo!

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Sonha em mudar de vida e morar no exterior? Então, é bom estar atento ao custo do preço da habitação ao redor do mundo. Alguns dos destinos mais procurados para se viver (ou investir) estão com valores exorbitantes. Inclusive, há muitas maneiras de avaliar isso, e decidimos analisá-lo do ponto de vista do preço por metro quadrado.

A conclusão é que comprar imóveis em alguns países (especialmente aqueles muito procurados por brasileiros) é só para quem tem muito dinheiro! Alguns dos resultados são de cair o queixo! Curioso? Clique na galeria. Valores em dólares americanos.

Tarifa de metrô e trem sobe para R$ 5 nesta segunda (1º) em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O reajuste da tarifa do metrô, dos trens e dos ônibus da EMTU começa a valer à 0h desta segunda-feira (1º). O valor da passagem vai subir de R$ 4,40 para R$ 5 e valerá para todas as linhas, inclusive as privatizadas. Nos ônibus da rede municipal da capital paulista, a passagem foi mantida em R$ 4,40 (com tarifa zero nos domingos e feriados).

O valor da integração no Bilhete Único comum, para quem usa ônibus e transporte sobre trilhos (trem e metrô), passará de R$ 7,65 para R$ 8,20.
Nos bilhetes de 24h, que permitem até dez viagens, a integração passa a custar R$ 19, e a integração com ônibus municipais da cidade de São Paulo, R$ 24. A tarifa comum mensal sobe para R$ 243. A integração mensal custará R$ 362.

O aumento médio das tarifas é de 13,64%, segundo o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Quem recarregar o Bilhete Único ou o cartão TOP -que atende a Grande São Paulo– ainda neste domingo (31) poderá utilizar os novos créditos com o valor da passagem antiga.

Isso porque o novo valor da tarifa só será debitado do cartão de transporte a partir de recargas feitas após 1º de janeiro. Ou seja, até acabar o saldo pago em 2023, será debitado R$ 4,40 ao passar pelas catracas. O saldo com a tarifa antiga expira em até 180 dias.

O anúncio do reajuste na tarifa dos transportes administrados pelo governo estadual ou em linhas concedidas foi feito pelo governador em 14 de dezembro.

Como justificativa, Tarcísio disse que os subsídios para o transporte estavam chegando “na casa do insuportável”. “Temos que tomar cuidado com a solvência dessas empresas. Se fôssemos ajustar pelo que realmente é devido, a tarifa estaria na casa dos R$ 8 para o EMTU e R$ 6 para CPTM e metrô.”

Apesar de tradicionalmente serem reajustados simultaneamente, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que em 2024 deve disputar a reeleição, decidiu manter a tarifa dos ônibus municipais em R$ 4,40.

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Nos ônibus da rede municipal da capital paulista, a passagem foi mantida em R$ 4,40 (com tarifa zero… 

Casal queria fugir para o Marrocos para matar filho por estar "possuído"

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Um casal de franceses foi preso no porto de Algeciras, na Espanha, quando se preparava para viajar com o filho, de cinco anos, para o Saara, em Marrocos. O objetivo do casal era matar o filho, acreditando que ele estava “possuído”.

Os dois tinham um mandado de prisão europeu e foram localizados quando estavam prestes a embarcar para Tânger. A prisão foi realizada pela Guarda Civil espanhola, que recebeu um pedido de colaboração urgente da Gendarmaria francesa.

A Gendarmaria francesa informou que o casal tinha antecedentes psiquiátricos e havia comunicado a outra pessoa a intenção de viajar para o Saara para sacrificar o filho.

Devido à gravidade dos fatos, a Guarda Civil instalou um dispositivo de segurança nos pontos de saída da península para Marrocos. Isso levou à localização dos pais e do menor.

O homem e a mulher foram presos e colocados à disposição da justiça. O filho, por sua vez, está bem de saúde e foi encaminhado para um abrigo juvenil para receber cuidados, antes de ser devolvido ao seu país de origem.

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Cinco apostadores vão dividir prêmio da Mega da Virada

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Cinco apostadores acertaram as seis dezenas do concurso 2670 da Mega-Sena da Virada, com prêmio principal no valor de R$ 588.891.021,22 milhões. Cada um receberá R$ 117.778.204,25.
Um deles fez a aposta por canal eletrônico. Os demais são de Salvador (BA), Bom Despacho (MG), Redenção (PA) e Ipira (SC).

Quem acertou as cinco dezenas também vai passar 2024 com mais dinheiro na conta. É o caso de 1.996 sortudos. Cada um receberá R$ 70.083,58; outras 164.379 pessoas acertaram quatro números e vão levar R$ 1,215,71.

Os números sorteados no Espaço da Sorte, na avenida Paulista, foram: 21 – 24 – 33 – 41 – 48 – 56.

O resultado fica disponível na página da Mega-Sena no site da Caixa Econômica Federal.

O apostador que ganhar algum prêmio tem até 90 dias para retirar a bolada. Caso não o faça, a pessoa perde o direito de retirar o dinheiro, que será repassado ao Tesouro Nacional, para aplicação no Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

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Um deles fez a aposta por canal eletrônico. Os demais são de Salvador (BA), Bom Despacho (MG), Reden… 

As imagens do túnel inundado que cancelou 14 trens na Inglaterra

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As imagens da inundação em um túnel no sul da Inglaterra, que resultou no cancelamento de 14 trens neste sábado, foram compartilhadas nas redes sociais.

Os vídeos mostram a água invadindo o local, causando a interrupção de viagens em um dos dias mais movimentados do ano, de acordo com a agência France-Presse.

O cancelamento foi anunciado pela manhã, e a Eurostar já confirmou que o serviço de transporte ficará suspenso pelo resto do dia.

Os responsáveis da operadora de trens de alta velocidade, que conecta Dover, na Inglaterra, a Paris, Lille, Bruxelas, França e Bélgica, respectivamente, explicaram que as inundações nos túneis entre St. Pancras International e Ebbsfleet não melhoraram, impedindo a operação dos serviços ferroviários.

Portanto, a Eurostar tomou a infeliz decisão de cancelar todos os serviços pelo resto do dia. Em 21 de dezembro, durante o período de partida para as férias de Natal, os passageiros do Eurostar enfrentaram numerosos cancelamentos de trens devido a uma greve que paralisou o túnel sob o canal da Mancha.

Veja as imagens na galeria acima