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Com duas mortes por causa das chuvas, governador de SC pede para moradores deixarem suas casas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em razão das fortes chuvas, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), pediu em comunicado à imprensa, neste sábado (7), que a população das áreas mais afetadas deixe suas casas e alagamentos de quase 14 metros em algumas cidades.

“Estamos passando por um momento muito difícil, e ainda vai se agravar até segunda-feira. A maior preocupação, agora, é com a enchente, que deve atingir 14 metros”, afirmou o governador.

O governador não especificou os municípios, mas informou que a região do vale do Itajaí é uma das mais afetadas. O estado está em situação de emergência e, pelo menos, 90 cidades foram afetadas pelo temporal. Além do vale, Planalto Norte, Oeste e áreas de divisa com o Rio Grande do Sul concentram os maiores estragos.

“As pessoas têm obrigação de obedecer [a Defesa Civil], é um chamamento para que as pessoas deixem suas casas, até o segundo andar. Quando chega a dez metros, não se consegue fazer a remoção das pessoas. É uma situação dramática”, prosseguiu Mello.

Durante o pronunciamento, a Defesa Civil confirmou duas mortes, uma em Palmeira, na serra de Santa Catarina, e outra na cidade de Rio do Oeste.

“Estamos dizendo com dor no coração, as pessoas têm que sair [de casa] para preservar a vida. Com o volume de chuva, não temos o que fazer. Terça-feira terá uma recuada, mas quarta vem de novo”, disse Mello.

O governador ainda destacou que o Corpo de Bombeiros e o Exército já estão mobilizados para atuar no resgate de pessoas ilhadas pela chuva neste domingo (8), quando há previsão de mais chuva.

Uma das comportas da barra de Ituporanga, no vale do Itajaí, foi fechada. Segundo a Defesa Civil, a decisão foi tomada “após a avaliação técnica de que a barragem poderia perder a operação por conta do alto volume armazenado no equipamento.”

Pelo menos, 16 rodovias tiveram interdições totais e parciais em razão dos deslizamentos de terra e alagamentos.

Jorginho Mello (PL) não especificou os municípios, mas informou que a região do vale do Itajaí é uma… 

Três pessoas são baleadas em Guarus

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HFM/Foto: ClickCampos
HFM/Foto: ClickCampos

No início da tarde deste domingo (8), três pessoas foram baleadas na Rua Edgar Monteiro, situada no Parque Eldorado, em Guarus. As identidades das vítimas não foram divulgadas, porém, todas elas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Ferreira Machado (HFM), onde receberam tratamento médico.

De acordo com informações da Polícia Militar, os responsáveis pelo ataque seriam dois suspeitos que se deslocavam em uma motocicleta preta, cuja placa não foi registrada. Há suspeitas de que esses indivíduos tenham vínculos com a comunidade do Sapo I, a qual é controlada por uma facção rival.

A motocicleta usada no crime parece ser uma Honda Twister, a qual foi reportada como roubada no sábado (7).

Milei e Bolsonaro concordam sobre armas, mas divergem sobre família e religião

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – “Olá, prezado Javier Milei. Temos muita coisa em comum”, saudou o ex-presidente Jair Bolsonaro em vídeo gravado no banco de um carro para apoiar o candidato à Presidência da Argentina, dias antes das eleições primárias no país. Os dois, porém, têm diferenças tão significativas quanto suas semelhanças.

Se de um lado o brasileiro se coloca como conservador nos costumes e liberal na economia, do outro o argentino se posiciona como ultraliberal e anarcocapitalista. Se por um lado ambos coincidem sobre armas, aborto e comunismo, por outro divergem sobre família, religião e militarismo. Abaixo, veja em que medida eles se aproximam ou se distanciam em oito temas.

1. Populismo

Muito parecidos

Milei e Bolsonaro compartilham a linguagem, com discursos disruptivos –às vezes agressivos– e mensagens simplificadas como a de “liberdade”. Também se vendem como figuras antissistema, apesar de terem ocupado cargos no Legislativo, o que se assemelha ainda às campanhas de Donald Trump nos Estados Unidos.

“Os três refletem essa dinâmica de propor soluções simplistas a problemas muito complexos, o que é global e não acontece só pela direita”, analisa Velasco, que diz que eles souberam aproveitar a atual crise de representatividade. Todos eles conseguiram mobilizar massas nas redes sociais e têm o costume de criticar ou atacar os meios de comunicação.

2. Anticomunismo

Muito parecidos

Tanto o argentino como o brasileiro elegeram como inimigo comum o comunismo ou socialismo. Internamente, isso toma a forma do antipetismo, no caso de Bolsonaro, e do antikirchnerismo, no caso de Milei, que fala sobretudo contra uma “casta política”. Já externamente, isso significa um alinhamento com apenas uma parte do mundo.

“Nosso alinhamento geopolítico é com os Estados Unidos e Israel. Essa é a nossa política internacional. Nós não vamos nos alinhar com comunistas”, disse o ultraliberal em agosto criticando a entrada da Argentina no bloco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Ele também já afirmou que, se for presidente, sairá do Mercosul, que chamou de uma “união aduaneira defeituosa”.

3. Meio ambiente

Parecidos

Ambos são conhecidos por serem negacionistas das mudanças climáticas. A frase mais famosa de Milei nessa área foi feita em 2021, quando ele ainda concorria a deputado: “O aquecimento global é outra mentira do socialismo. Há 10 ou 15 anos, discutia-se que o planeta estava se congelando, agora discutem que está esquentando”, afirmou ele, acrescentando que os cálculos são manipulados “para gerar medo”.

O seu programa de governo não prevê uma política ambiental, faz apenas menções pontuais, como promover uma agricultura sustentável e fontes de energia renováveis. Já o governo Bolsonaro ficou marcado por uma explosão no desmatamento na Amazônia, com o desmonte de órgãos de fiscalização ambiental. Ele chegou a dizer na ONU que os responsáveis por queimadas eram “o índio e o caboclo”.

4. Armas

Parecidos

Seguindo a lógica das liberdades individuais, os dois são a favor do porte de armas. No ano passado, Milei afirmou que “os Estados que têm livre porte de armas têm muito menos crimes do que outros onde se obriga os honestos a ficarem indefesos”, contrariando o que mostram estudos sobre o tema, assim como Bolsonaro –cuja política de flexibilização fez o número de armas registradas dobrar no Brasil.

Depois das primárias em que saiu vitorioso, porém, o argentino suavizou sua posição e negou que a medida esteja em sua plataforma de governo. Ele terceiriza a questão à sua candidata a vice, Victoria Villarruel, que ficaria a cargo de um novo ministério de Segurança, e afirma que sua política na área consiste em uma série de reformas nas leis, embora dependa do Legislativo para isso.

5. Economia

Parecidos em alguns aspectos, diferentes em outros

Milei e Bolsonaro defendem o liberalismo na economia, com redução de impostos, cortes em ministérios e privatização de estatais, mas o argentino é mais radical. Suas principais propostas para tirar o país da crise são a dolarização da economia e a extinção do Banco Central, ideias que não passariam pela cabeça do ex-presidente brasileiro nem de seu ex-ministro Paulo Guedes.

Sendo um militar de carreira, Bolsonaro tem uma origem mais nacionalista e estatizante. Falava em fazer o país crescer dentro da indústria local, como Donald Trump nos Estados Unidos, enquanto Milei quer fazer uma abertura unilateral da Argentina ao mundo, ou seja, facilitar a importação de produtos industriais, hoje limitada no país.

6. Militares e ditadura

Diferentes, mas se aproximaram recentemente

Enquanto Bolsonaro tem origem militar, preencheu diversos ministérios com generais, se apoia politicamente nesse setor e defende o Golpe de 1964, Milei não demonstra uma proximidade significativa com o grupo nem indica que ele fará parte de seu governo. “A ferida da ditadura ainda é muito aberta na Argentina”, lembra o professor Paulo Velasco.

Recentemente, porém, o argentino gerou fortes reações ao dizer que há “uma visão torta da história” e que “não foram 30 mil desaparecidos”, como estimam organizações de direitos humanos. Antes, esse discurso relativista ficava a cargo de sua candidata a vice, a deputada Victoria Villarruel, que é filha, neta e sobrinha de militares e tem como bandeira política a defesa das vítimas de ataques de guerrilhas na ditadura.

7. Família e religião

Muito diferentes

Apesar de Bolsonaro ter afirmado que os dois “defendem a família” ao apoiar Milei antes das primárias, ambos têm amplas divergências nesse ponto, a começar pelo fato de que o argentino nunca foi casado nem tem filhos. “Milei, na sua lógica libertária, defende coisas que Bolsonaro jamais defenderia”, diz Paulo Velasco, coordenador do curso de relações internacionais da Uerj (Universidade Estadual do RJ).

O argentino, por exemplo, vê relações homoafetivas como uma escolha pessoal, na qual o Estado não deveria interferir. Já chegou a falar o mesmo sobre a venda de drogas e até de órgãos e crianças –mas tem buscado evitar esses assuntos desde que suas chances de chegar à Presidência cresceram. O brasileiro, por sua vez, é conhecido por diversos comentários homo e transfóbicos.

Como Milei não depende dos eleitores evangélicos, que são apenas 15% no país contra mais de 30% no Brasil, tem mais liberdade nesse sentido. Ele também já fez diversos ataques ao Papa Francisco: “Está sempre ao lado do mal”, postou no início do ano passado. Um dos pontos em que se aproximam é a oposição ao aborto, mas o libertário não evoca o discurso religioso, e sim “os direitos individuais do bebê”.

8. Trajetória de vida

Muito diferentes

Milei, 52, tem origens acadêmicas, enquanto Bolsonaro, 68, cresceu no mundo militar. O argentino é formado em economia pela Universidade de Belgrano, em Buenos Aires, onde foi professor por 21 anos. Também atuou em consultorias, bancos e empresas, como a Máxima AFJP, de previdência privada. Só entrou na política em 2021, quando seus confrontos com comentaristas na TV o catapultaram a deputado federal.

Já o brasileiro tem uma larga carreira pública, apesar de também vender-se como “outsider”. Se formou como oficial do Exército em 1977, durante a ditadura, e serviu até 1988, ano em que entrou para a reserva e se elegeu vereador do Rio de Janeiro. Depois disso, foi deputado federal por 28 anos, até se tornar presidente. Os dois compartilham o fato de terem ascendido de maneira rápida nas campanhas.

Israel: Mais de 600 mortes segundo fontes israelenses e palestinas

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Pelo menos 300 pessoas morreram em Israel após o ataque do movimento islâmico Hamas, enquanto pelo menos 313 pessoas palestinas foram mortas durante o forte contraofensiva aéreo do Estado judeu sobre Gaza.

De acordo com a última contagem do Ministério da Saúde palestino, 313 habitantes de Gaza morreram na ofensiva, incluindo 20 crianças, enquanto outros 1.990 palestinos ficaram feridos no enclave.

Do lado israelense, foram confirmadas até à manhã de hoje cerca de 300 pessoas mortas e 1.864 feridas, das quais 19 estão em estado crítico, 326 em estado grave e as restantes em estado moderado ou leve, informou o Ministério da Saúde israelense.

Pelo seu lado, o Exército israelense revelou que, entre as vítimas mortais, estavam pelo menos 26 dos seus soldados, revelando as respectivas identidades e salientando que este número irá aumentar ao longo do dia, à medida que as famílias de outros militares forem sendo notificadas.

Alguns dos corpos de soldados e civis israelenses foram raptados em Gaza por militantes.

Depois do ataque surpresa do Hamas — grupo considerado terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia — na manhã de sábado, a troca de tiros continuou hoje, com numerosos foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza e bombardeamentos israelenses contra 426 alvos do Hamas no enclave.

Os ataques aéreos continuam hoje de manhã na Faixa, segundo o Exército.

As Forças de Defesa de Israel “atacaram o quartel-general dos serviços secretos da organização terrorista Hamas e um complexo militar utilizado pelas suas forças aéreas”, além de “dois bancos (…) que financiam as suas atividades terroristas”, indicou um porta-voz do Exército.

Além disso, as forças israelenses atacaram um local de produção de armas aéreas da Jihad Islâmica na cidade de Gaza, “e um edifício que incluía escritórios e unidades de armazenamento, onde a organização terrorista armazena armas e equipamento militar”, acrescentou.

Segundo fontes em Gaza, os bombardeamentos atingiram 17 casas de líderes do Hamas, e afetaram seis torres residenciais e oito casas, além de causarem a morte de vários civis.

Por outro lado, o Exército israelense afirmou que a sua força naval neutralizou cinco milicianos palestinos na praia de Zikim, no sul de Israel, e impediu a sua infiltração em zonas residenciais.

Entretanto, as tropas israelenses recuperaram o controle de 29 locais no interior de Israel que foram tomados no sábado pelo Hamas, mas os combates continuam com os milicianos do grupo em oito pontos.

Além disso, Israel resgatou israelenses que foram mantidos como reféns pelo Hamas nas zonas libertadas, embora não tenha fornecido números. Cinquenta pessoas – soldados, mas também civis – continuam sequestradas pelo grupo dentro de Gaza.

As autoridades israelenses declararam estado de emergência em todo o país, além de demarcarem uma zona militar fechada à volta da Faixa de Gaza, enquanto planeiam retirar todos os residentes da área.

Entenda a nova guerra entre Israel e o Hamas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Hamas, grupo extremista islâmico que governa a Faixa de Gaza, lançou neste sábado (7) a maior ofensiva em anos contra Israel. Em resposta, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou guerra. Segundo autoridades, ao menos 40 israelenses e 198 palestinos morreram, e outras centenas de pessoas ficaram feridas até agora.

O conflito mais recente entre Israel e o grupo havia sido uma guerra que durou 11 dias em 2021. Entenda o histórico de tensões na região que se arrastam por décadas.

O que está acontecendo?

O Hamas lançou uma incusão sem precedentes por terra, água e ar contra Israel neste sábado. Combatentes palestinos invadiram pelo menos 14 localidades no sul de Israel, onde mataram dezenas de civis e soldados e fizeram reféns. Além disso, milhares de foguetes foram disparados contra o território israelense. Outras facções palestinas, como o Jihad Islâmico e a esquerdista Frente Popular pela Libertação da Palestina se juntaram à ofensiva.

O ataque foi lançado durante o feriado judaico de Simchat Torah e um dia depois do 50º aniversário da Guerra do Yom Kippur entre Israel e países árabes. A ação parece ter pegado as Forças Armadas de Israel de surpresa, indicando uma falha dos serviços de inteligência do país.

Em resposta, Netanyahu declarou estado de guerra, convocou reservistas e ordenou bombardeios contra a Faixa de Gaza. “Estamos em guerra. Esta não é uma operação simples”, declarou o premiê, afirmando que o Hamas “pagará um preço sem precedentes”.O que é o Hamas?

É um dos maiores partidos políticos palestinos e conta também com um braço armado, conhecido como Brigadas Qassam. Tem orientação islamita, e sua carta fundadora prega a destruição de Israel e o estabelecimento de um Estado islâmico na Palestina histórica.

A criação do grupo foi estimulada nos anos 1980 por Israel, que via nele uma forma de minar a liderança da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), dominada pelo partido secular palestino Fatah, do falecido líder nacionalista Yasser Arafat. Desde os anos 1990, o Hamas tem promovido dezenas de atentados terroristas em Israel.

Por que o Hamas controla Gaza?

O grupo islâmico, contrário aos acordos entre Israel e as lideranças do Fatah, venceu as eleições legislativas de 2006 em Gaza e na Cisjordânia.

A Cisjordânia está sob ocupação israelense desde 1967, com autonomia limitada exercida pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), criada após os Acordos de Oslo com Israel, em 1993.

A eleição de 2006 dividiu a liderança palestina. O Hamas assumiu a chefia do gabinete, mas a liderança da ANP continuou nas mãos de Mahmoud Abbas, do Fatah.

O gabinete dirigido pelo Hamas foi boicotado por Israel e as potências ocidentais. Abbas se recusou a ceder ao Hamas o comando das forças de segurança. A crise política resultou em conflito armado que levou à expulsão do Fatah de Gaza em 2007.

Qual é a situação da Faixa de Gaza?

A maioria dos 2 milhões de habitantes do território vem de famílias de refugiados que fugiram de de seus vilarejos, localizados no que hoje é Israel, em meio à guerra que se seguiu à declaração de independência do Estado judeu, em 1948. O território passou a ser ocupado militarmente por Israel em 1967.

Em 2005, Israel retirou seus colonos e tropas de Gaza, mas manteve o controle das fronteiras terrestres e marítimas. Em 2007, depois que o Hamas passou a governar o território, Israel e Egito impuseram um bloqueio à região. A população local sofre com a falta de luz, água e alimentos e é impedida de deixar o território.

Desde então, o território registrou uma sequência de conflitos envolvendo bombardeios israelenses e disparos de foguetes pelo Hamas, que deixaram milhares de mortos, principalmente do lado palestino. Tréguas foram mediadas por Egito, Qatar e Nações Unidas.

CRONOLOGIA DA FAIXA DE GAZA

1948 MIlhares de refugiados palestinos se estabelecem na Faixa de Gaza em meio à guerra que se seguiu à declaração de independência de Israel. Território passa a ser controlado pelo Egito.

1967 Israel ocupa a Faixa de Gaza e outros territórios árabes na Guerra dos Seis Dias

1973 Países árabes lançam ataque contra Israel na Guerra do Yom Kippur. Faixa de Gaza segue sob ocupação isralense

1993 Acordos de Oslo estabelecem compromisso em criar um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, mas o plano nunca chega a ser cumprido

2005 Israel anuncia a retirada de colonos judeus e de soldados da Faixa de Gaza

2007 Grupo extremista islâmico Hamas expulsa rivais do Fatah e passa a governar a Faixa de Gaza. Israel impõe bloqueio por terra, ar e água contra o território

2008, 2012 e 2014 Conflitos recorrentes na Faixa de Gaza envolvendo bombardeios israelenses e disparos de foguetes pelo Hamas deixam milhares de mortos, principalmente do lado palestino

2018 Residentes da Faixa de Gaza fazem série de protestos perto da fronteira com Israel, na chamada Marcha do Retorno. Atiradores israelenses matam centenas de manifestantes

2021 Novo conflito entre Israel e o Hamas deixa centenas de mortos na Faixa de Gaza

2023 Hamas rompe bloqueio e lança ataque surpresa por terra, água e ar contra Israel, que reage com bombardeios e declaração de guerra

Após infestação em Paris, percevejos ‘invadem’ cidades da Espanha

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As imagens de percevejos circulando livremente por Paris têm chocado o mundo. Inevitavelmente, e dado que são uma praga, outros países sentiram o desconforto de ter de lidar com estes insetos.

Óscar Soriano, cientista do Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol, que trabalha com o impacto dos artrópodes na saúde humana, revelou ao jornal El Español que há muito tempo que o país de ‘nuestros hermanos’ é afetado. 

“Há muito tempo que temos uma praga. Eles estavam confinados nas prisões, mas saíram e estã se espalhando. De vez em quando entro em contato com pessoas que afirmam ter percevejos em casa. A qualquer momento podemos ter um problema como em Paris”, afirma o especialista.

“Deve-se notar que a Espanha já esteve infestada de percevejos durante o século passado, até meados do século”, destaca.

Embora ainda não haja uma resposta consensual entre os cientistas, Soriano aponta que esta praga pode estar de volta  porque o DDT está desaparecendo dos ecossistemas. 

O uso do pesticida diclorodifeniltricloroetano, ou DDT, foi proibido entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 2000. 

“Os resíduos de DDT podem durar cerca de 40 anos na natureza e agora que esse tempo passou, as pragas que eram controladas estão de volta: piolhos, alguns mosquitos ou sarna, por exemplo”, afirma por fim o especialista.

Saiba orientações para a prova e exemplos redações do Enem

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As principais orientações para a elaboração da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano já estão disponíveis para os candidatos. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou o documento A Redação do Enem 2023 – Cartilha do Participante, com informações sobre a Matriz de Referência da prova, além de apresentar amostras comentadas de redações que receberam pontuação máxima (1.000 pontos) no Enem do ano passado.

A prova de redação, que neste ano será aplicada no dia 5 de novembro, exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. O candidato deverá defender um ponto de vista apoiado em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. Também deve elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto. Essa proposta deve respeitar os direitos humanos.

Os aspectos avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de escolaridade. Ao elaborar a redação, os participantes devem ficar atentos às cinco competências que serão exigidas do texto:

* Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;

* Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;

* Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;

* Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;

* Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Entre os critérios que podem conferir nota zero à redação estão a fuga ao tema, texto com até sete linhas, trecho deliberadamente desconectado do tema, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame.

A prova de redação, que neste ano será aplicada no dia 5 de novembro, exige a produção de um texto e… 

Mais de 15 milhões de brasileiros sofrem com doenças reumáticas

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Depois de sofrer com muitas dores e até receber diagnóstico incorreto, a jornalista Mariana Felipe de Oliveira, de 29 anos, finalmente descobriu, no início deste ano, a doença que a afligia: espondilite anquilosante. De nome estranho, a doença é um tipo de reumatismo que causa inflamação principalmente na coluna vertebral e nas articulações sacroilíacas (localizadas na região das nádegas).

“Eu não tive limitações graves porque eu descobri muito no início. Quando eu comecei a sentir as dores eu fui ao ortopedista, que não me deu o diagnóstico correto. Depois, por outro médico, eu descobri que poderia ser uma doença autoimune por conta de uma inflamação na sacroilíaca, que é uma articulação perto do cóccix. Ele me explicou que essa inflamação era muito característica de um tipo de doença autoimune que é a espondilite anquilosante. E aí sim, eu procurei uma reumatologista, fiz os exames e fui diagnosticada”, disse à Agência Brasil, durante a realização do Encontro Nacional de Pacientes Reumáticos, que ocorreu dentro do Congresso Brasileiro de Reumatologia. Neste ano, o Congresso acontece em Goiânia (GO).

Como sintoma de sua doença, Mariana sente uma dor muito forte na lombar, que costuma piorar quando ela está em repouso. “Se eu estiver em movimento, praticamente não sinto nada, mas quando eu estou em repouso a dor fica mais forte”, contou ela.

A doença de Mariana é apenas uma dos mais de 100 tipos existentes de doenças reumáticas, que atingem mais de 15 milhões de brasileiros, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia. As doenças reumáticas acometem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. Algumas dessas doenças também podem comprometer outras partes do corpo humano como rins, coração e pulmão.

“Doenças reumáticas são doenças autoimunes, aquelas patologias em que o próprio organismo se incompatibiliza ou não reconhece suas próprias células”, explicou Marco Antônio Araújo da Rocha Loures, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia. “Normalmente o anticorpo é para você combater vírus, bactérias e fungos. Mas se você tem essa briga [com o próprio organismo], você tem um processo inflamatório. Qualquer que seja o órgão, independente dessa reação, ele tem uma lesão maior ou menor de intensidade, conforme essa resposta”.

Entre as doenças reumáticas mais comuns estão a osteoartrite [mais conhecida como artrose], fibromialgia, osteoporose, gota, tendinite, bursite e artrite reumatoide. Segundo o médico Rafael Navarrete, presidente do Congresso Brasileiro de Reumatologia, a doença reumática mais frequente é a artrose. “Também está chegando numa incidência muito elevada a fibromialgia e algumas doenças inflamatórias, como a lombalgia, que é a segunda causa para se procurar médicos no mundo, só perdendo para a cefaleia”.

Segundo a médica reumatologista Camila Guimarães, presidente da Sociedade Goiana de Reumatologia, o diagnóstico da maioria das doenças reumatológicas é feito de maneira clínica. “A gente precisa de um bom exame físico para que a doença seja diagnosticada. É claro que a gente conta com exames laboratoriais, exames radiográficos mas são exames complementares. Não existe um exame que isoladamente faça o diagnóstico das doenças reumatológicas”.

No geral, as pessoas costumam pensar que as doenças reumáticas só ocorrem em idosos, mas Mariana é um exemplo de que elas podem atingir também pessoas mais jovens.

“É importante salientar que as doenças reumáticas não acometem somente pessoas idosas, mas de qualquer faixa etária”, destacou Navarrete.

Segundo o reumatologista Nilzio Antonio da Silva, as pessoas costumam procurar o médico reumatologista só quando sentem dores. “Na maioria das vezes, a pessoa recorre ao reumatologista com dor no aparelho locomotor, ou seja, dor na articulação, dor muscular ou dor na coluna”, disse. Mas há outros sintomas característicos de doenças reumáticas, como alterações na pele ou inflamação ocular.

Há também doenças reumáticas que podem progredir de forma silenciosa, como a osteoporose. E, se há demora no diagnóstico, o tratamento para a doença pode ficar prejudicado. Por isso, é importante que se busque um médico o quanto antes. “Quanto antes a gente diagnostica, antes a gente intervém e muda a evolução da doença. Por isso, tendo algum sintoma do músculo esquelético, é importante procurar um reumatologista”, disse o reumatologista José Eduardo Martinez, que integra a Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Mariana, por exemplo, conseguiu obter um diagnóstico rápido sobre a sua doença, o que permitiu tratamento num estágio inicial. “Eu não tive limitações físicas, embora muitas pessoas tenham. Como o diagnóstico demora muito, entre 8 e 10 anos – e essa é uma doença progressiva – muitas pessoas quando descobrem já estão com estágio avançado. Mas como eu descobri no início ainda, eu não tive nenhuma limitação física, mas eu tenho limitações de estresse de lidar com a dor crônica, já que tudo que eu faço durante o dia, estou sentindo dor. O cérebro está trabalhando ali e, além de te ajudar no que você está fazendo, ele está também o tempo inteiro te lembrando que você tem essa dor. Então é um estresse muito grande”.

“Tenho horário para comer, para ir na terapia, para ir na fisioterapia e isso acaba prejudicando a gente um pouco nos relacionamentos. Eu também não posso mais usar os sapatos que usava antes. Eu preciso usar um sapato mais confortável. Não posso mais ficar muito tempo sentada, mas eu trabalho sentada o dia inteiro. Então são essas algumas limitações que foram colocadas no meu dia a dia que acabam me prejudicando um pouco, mas eu tenho consciência de que, por ter sido diagnosticada cedo, não desenvolvi outras limitações que poderiam me prejudicar [ainda mais]”, acrescentou Mariana.

De acordo com Ivanio Alves Pereira, diretor científico da Sociedade Brasileira de Reumatologia, os tratamentos para as doenças reumáticas disponíveis hoje podem aumentar muito a qualidade de vida do paciente.

“A gente vive hoje um momento em que alguns tratamentos inteligentes bloqueiam o que está ocorrendo de forma anormal. E aí apareceram uma série de oportunidades como medicamentos biológicos que tem vários alvos da doença. Então, doenças que até há pouco tempo geravam deformidades irreversíveis ou incapacidade definitiva como artrite reumatoide ou artrite de outras causas como psoríase e lúpus, hoje você tem uma série de novos tratamentos, disse acrescentando que “os pacientes com doenças reumáticas tem a oportunidade de não só ter diagnóstico precoce, mas de ter acesso a tratamentos hoje que são muito efetivos e que mudaram a qualidade de vida, aumentaram a longevidade e a sobrevida desse paciente.”

E, no geral, esses tratamentos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). “O tratamento da minha doença, assim como de muitas outras doenças reumáticas, tem pelo SUS. Esse é um avanço dos últimos 20 anos”, disse a paciente Mariana.

Sua dificuldade de tratamento, no entanto, se refere aos tratamentos complementares como fisioterapia, RPG e acompanhamento nutricional. “São terapias que não estão disponíveis para todo mundo, não são acessíveis para todo mundo, infelizmente. E são muito necessárias para o controle da dor e para o controle do stress e para a saúde mental. Não consegui nem pelo plano de saúde”.

Nesta semana, o Congresso aprovou uma projeto de lei que regulamenta o tratamento de fibromialgia e fadiga crônica pelo SUS. Se for sancionado, será legalmente constituído o direito de as pessoas com essas doenças receberem atendimento integral pelo SUS, o que incluiria tratamento multidisciplinar nas áreas de medicina, psicologia e fisioterapia e acesso a exames complementares e a terapias reconhecidas, entre elas fisioterapia e atividade física. Esses atendimentos, informou a Agência Senado, já estão previstos em portaria do Ministério da Saúde de 2012.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre os tratamentos disponíveis no SUS para as doenças reumáticas e nem sobre a dificuldade em se obter tratamentos complementares para essas doenças.

Tema é discutido no Congresso Brasileiro de Reumatologia em Goiânia 

Brasil Sorridente deverá cobrir 62,5% da população em 2024

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Dor de dente, cárie, tártaro, canal, implante dentário, extração de siso, aftas e abscessos, câncer de boca, inflamação da gengiva, gengivite e periodontite. Esses e muitos outros problemas odontológicos são tratados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), pelo programa Brasil Sorridente, ação federal criada em 2004, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e retomada em maio deste ano.

A porta de entrada para aquele que busca cuidar da saúde bucal pelo SUS, sem custo, são as 44 mil unidades básicas de Saúde (UBS), em todo o território nacional. Nessas localidades, os profissionais das equipes de saúde bucal fazem os primeiros atendimentos e acompanhamento odontológico do paciente. Geralmente, são realizados, ali, trabalhos de prevenção, como a higiene bucal e outros procedimentos dentários mais simples.

A oferta de serviços odontológicos também ocorre nas 140 unidades odontológicas móveis (UOM), para, por exemplo, a população em situação de rua.

Porém, se na triagem da Atenção Básica à Saúde for verificado que o caso do paciente é mais complexo, ele é encaminhado a um Centro de Especialidade Odontológica (CEO), onde os profissionais da atenção secundária da saúde pública, quando necessário, fazem cirurgias, confeccionam próteses dentárias personalizadas, colocam aparelhos ortodônticos, investigam lesões de boca, entre outros procedimentos.

A coordenadora-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Doralice Severo da Cruz, lembra que o SUS é pioneiro no mundo na oferta de atendimento odontológico gratuito e de cuidado integral nesse segmento.

Ao menor sinal de uma emergência odontológica, muitas pessoas admitem ter medo de encarar o aparelho com motorzinho que emite um barulho inconfundível, a broca, usada rotineiramente nos consultórios. O receio de deitar na cadeira do dentista faz com que muitas pessoas negligenciem os cuidados com a saúde bucal e só busquem ajuda profissional quando o problema já está crônico.

A aposentada de 70 anos de idade Eleusa Enilda Silva não tinha costume de visitar o dentista. Mas percebeu um caroço na boca, que há mais de 2 meses a incomoda. Na semana passada, a aposentada foi encaminhada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima à sua residência, no Distrito Federal, ao Centro de Especialidade Odontológica, do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no centro de Brasília. Ela passará por uma biópsia do tecido da íngua. Ao lado do neto adolescente, e depois de conversar com a equipe de dentistas, ela disse estar mais tranquila. “Me encaminharam para cá. Estou segura”.

Já a funcionária pública Flávia Avancini conhece e confia no atendimento odontológico prestado pelo SUS. Nesta semana, ela acompanhou o filho de 17 anos de idade, Felipe Gabriel Avancini dos Reis, na extração de quatro terceiros molares, em uma mesma consulta, no CEO do HRAN, um dos 13 centros do Distrito Federal. “Já é o segundo filho meu que vem aqui e faz cirurgia. Minha outra menina também veio aqui e tirou dois sisos. Se precisar, venho de novo. Acho essa oportunidade perfeita”.

Felipe tinha os quatro sisos inclusos, ou seja, deitados e comprimindo nervos, disse à reportagem da Agência Brasil que estava tudo bem. “Estava doendo antes, agora não”.

No consultório ao lado, o locutor de supermercados Moisés Pinheiro, portador de uma doença sistêmica, que pode afetar vários órgãos, foi a mais uma consulta de tratamento preventivo de lesões na boca, para evitar infecções oportunistas. “O atendimento é excelente, o procedimento também, os profissionais são bem experientes na área. A gente percebe”.

Moisés disse que não foi difícil conseguir atendimento na unidade, pois houve o pronto encaminhamento pela médica que o acompanha no CEO, devido à situação de risco de sua saúde.

O aposentado de 68 anos de idade Sigmar André, paciente oncológico, estava na sala de espera do CEO do HRAN. Ao deitar na cadeira odontológica, o paciente abriu a boca para dentista aplicar laser que trata mucosite, que são feridas na mucosa da boca, efeito colateral do tratamento contra o câncer, e que podem levar a infecções. “A doutora me alertou e eu vim fazer o tratamento. Agora, está tudo resolvido”.

O programa Brasil Sorridente conta, atualmente, com aproximadamente 35 mil equipes de Saúde Bucal, no atendimento odontológico pelo SUS.

Uma desses profissionais é a cirurgiã dentista Rafaela Gallerani. É no consultório dela que muitos pacientes vão parar, após o encaminhamento feito pela Atenção Primária à Saúde. A doutora Rafaela aprova o Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), do Ministério da Saúde, que mostra onde há vagas nas unidades do SUS para receber os pacientes. “É como se fosse um sistema de fila única, então, não tem uma agenda pessoal, não tem uma fila particular minha. O sistema funciona muito bem e foi uma revolução também nos atendimentos regulados”, explica.

O odontologista do CEO do HRAN Heber Torres há 35 anos é funcionário da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ele disse que já poderia ter se aposentado, mas que a missão dentro do consultório, operando quem precisa, fala mais alto. “Estou ajudando alguém. É muito gratificante. Realmente, as pessoas necessitam desse atendimento. Tem gente que não tem condições. Eu já cansei de ouvir ‘doutor, me atende, por favor, porque eu não tenho dinheiro nem para pegar o ônibus”, lembra o dentista Heber Torres.

Já a técnica em saúde bucal Amanda Brasil se diz frustrada pelas dificuldades enfrentadas no serviço público de saúde. “A gente queria poder fazer mais pela população. Não conseguimos por limitações. Nossos aparelhos são muito antigos, vivem quebrados. Ficamos mais tempo parados do que atendendo, às vezes. Então, é o dinheiro parado. Porque a gente está aqui, custa caro e poderia funcionar melhor”, lamenta a técnica em saúde bucal.

Para tentar corrigir essas e outras questões da área odontológica e garantir acesso à saúde bucal em regiões de vazios assistenciais, o Ministério da Saúde anunciou que o programa Brasil Sorridente terá um total de R$ 3,8 bilhões para gastar, em 2024. O valor é 126% maior do que o orçamento do programa neste ano.

Com esse dinheiro, a pasta planeja beneficiar mais 22,8 milhões de pessoas com o atendimento odontológico do SUS. Se confirmado esse acréscimo, o programa federal alcançará 62,5% da população brasileira, correspondente a 127 milhões de pessoas.

Para alcançar o feito, o governo federal pretende, no próximo ano, contratar 6.536 novas equipes de saúde bucal.

A coordenadora-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Doralice Severo, celebrou os investimentos. “No Brasil, temos 35 mil equipes de saúde bucal, mas ainda não há em todos os lugares. E esses recursos, que nunca antes foram vistos para saúde bucal, também vão servir para isso, a contratação de novos profissionais e de novos centros”.

Na nova estratégia, a meta do Ministério da Saúde é estruturar 100 novos CEO, para disponibilizar o total de 1.310 centros às comunidades. Além deles, o ministério quer qualificar outros 100 centros para o atendimento de pessoas com deficiência, chegando a 766 unidades especializadas.

O governo federal vai dar prioridade à criação dos serviços odontológicos no interior do país, com foco nos municípios com até 20 mil habitantes.

O número de unidades odontológicas móveis em funcionamento deve dobrar em 2024, com o novo orçamento da União, prevê a pasta. Serão comprados e equipados 300 novos veículos que vão compor a frota total de 404 unidades desse tipo no país. Além de investir R$ 270 milhões na compra de novos equipamentos odontológicos, como as cadeiras odontológicas e ultrassom.

Em maio deste ano, o presidente Lula sancionou a lei que incorporou a Política Nacional de Saúde Bucal, o Brasil Sorridente, na Lei Orgânica da Saúde. Assim, a saúde bucal passou a ser um direito de todos os brasileiros, garantido por lei. No primeiro semestre, o Ministério da Saúde informa que credenciou 3.685 novas equipes de saúde bucal e 630 novos serviços e unidades de atendimento.

O programa Brasil Sorridente, ação federal criada em 2004, no primeiro mandato do presidente Luiz In… 

Itamaraty mantém contato com brasileiros na zona de conflito

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil informou que está monitorando a situação das comunidades brasileiras em Israel e na Palestina. Até o início da tarde deste sábado (7), não há registro de que brasileiros tenham sido vítimas ou diretamente atingidos pelas ofensivas.

O ataque do movimento palestino Hamas a Israel, na manhã de hoje deixaram pelo menos 100 pessoas mortas e cerca de 500 feridos. O contra-ataque israelense à Palestina causou cerca de 200 mortes. 

O monitoramento está sendo realizado pela Embaixada do Brasil em Tel Aviv, em Israel, e do Escritório de Representação em Ramalá, na Palestina. São estimados 14 mil brasileiros residentes em Israel e 6 mil brasileiros na Palestina, a grande maioria fora da área afetada pelos ataques.

“O Escritório de Representação em Ramalá mantém contato com representantes dos cerca de trinta nacionais que vivem na Faixa de Gaza. A Embaixada em Tel Aviv, por sua vez, monitora a situação dos cerca de sessenta brasileiros estimados em Ascalão e outras localidades na zona de conflito. Não há, até o presente momento, registro de nacionais vítimas ou diretamente atingidos pelos ataques”, informou o Itamaraty em nota divulgada as 13h35.

Ainda de acordo com o ministério, os plantões consulares da Embaixada em Tel Aviv (+972 (54) 803 5858) e do Escritório de Representação em Ramala (+972 (59) 205 5510), com Whatsapp, permanecem em funcionamento para atender nacionais em situação de emergência.

Quando começou a rivalidade entre Israel e Palestina?

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A rivalidade de longa data entre dois países muitas vezes resulta em ameaças, sanções, conflitos e/ou guerra. De fato, a suspeita, a desconfiança arraigada e a antipatia apaixonada de uma nação por outra estão entre as causas básicas de alguns dos confrontos mais duradouros de cultura e ideologia testemunhados ao longo da história. E quando essas disputas fervem, muito sangue acaba sendo derramado. Um bom exemplo disso é o eterno clima de tensão entre Israel e Palestina.

Por sinal, você sabia que vizinhos na América do Sul também têm um ranço histórico?

Então, quais países têm as maiores rivalidades? Clique na galeria e leia sobre as questões que dividem essas nações há muitos anos!

Mais de 900 mil alunos fazem 2ª etapa da Olimpíada de Matemática

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Mais de 900 mil alunos de escolas públicas e privadas de todo o país fazem, neste sábado (7), as provas da segunda fase da 18ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

O coordenador-geral da Obmep e diretor-adjunto do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Cláudio Landim, enfatiza que as provas não medem o conhecimento em matemática, mas sim a capacidade de imaginação, criatividade e raciocínio para resolver os problemas.

A novidade desta edição é o aumento no número de medalhas nacionais a serem distribuídas para os participantes. São 8.450, sendo 6,5 mil para alunos das escolas públicas e o restante para estudantes das escolas particulares. A Obmep vai distribuir também outras 20,5 mil medalhas regionais.

Segundo Landim, os alunos de escolas públicas que conquistarem medalhas nacionais são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Os medalhistas recebem, no ano que vem, uma bolsa de iniciação científica no valor de R$ 300 mensais para participarem do programa de formação oferecido em todo o Brasil e que prepara esses alunos e os estimula para entrarem em universidades em áreas das ciências exatas”, diz a organização.

A divulgação dos premiados será no dia 20 de dezembro.

A competição, destinada a estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Educação. 

A novidade desta edição é o aumento no número de medalhas nacionais a serem distribuídas para os par… 

Governo brasileiro convocará reunião do Conselho de Segurança da ONU

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O governo brasileiro anunciou neste sábado (7) que convocará reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para tomar decisões sobre os ataques realizados a Israel a partir da Faixa de Gaza. O Brasil está na presidência do conselho.

Em nota, o governo brasileiro condenou a série de bombardeios e ataques terrestres a Israel a partir da Faixa de Gaza. “Não há justificativa para o recurso à violência, sobretudo contra civis. O governo brasileiro exorta todas as partes a exercerem máxima contenção a fim de evitar a escalada da situação”. 

Segundo a nota do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil reforçou ainda seu compromisso com a solução de dois Estados, com Palestina e Israel convivendo em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas. 

Os ataques mataram pelo menos 20 cidadãos israelenses, além de deixar mais de 500 feridos. “O Brasil expressa condolências aos familiares das vítimas e manifesta sua solidariedade ao povo de Israel”. Não há, até o momento, notícia de vítimas entre a comunidade brasileira em Israel e na Palestina. 

“Reafirmamos que a mera gestão do conflito não constitui alternativa viável para o encaminhamento da questão Israel-Palestina, sendo urgente a retomada das negociações de paz. Lamentamos que em 2023, ano do 30º aniversário dos Acordos de Paz de Oslo, se observe deterioração grave e crescente da situação securitária entre Israel e Palestina”, diz a nota. 

Após ter sido alvo do bombardeio de cinco mil foguetes, conforme a declaração do líder do braço armado do Hamas, Israel decretou Estado de Alerta de Guerra, ordenando a mobilização dos reservistas. Depois do ataque, Israel respondeu com a operação Espadas de ferro e dezenas de aviões de combate bombardearam pontos da Faixa de Gaza. 

ONU condena ataque do Hamas ao território israelense

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou o ataque do Hamas a Israel. Em comunicado, Guterres disse estar consternado com os relatos de que civis foram atacados e raptados em suas casas e manifestou condolências às famílias dos mortos.

A violência não vai proporcionar uma solução para o conflito e só com negociações que conduzam a uma solução de dois Estados a paz poderá ser alcançada, diz Guterres.

Guterres disse condenar, nos “termos mais veementes” o ataque do Hamas contra cidades israelitas perto da Faixa de Gaza e do centro de Israel, “incluindo o lançamento de milhares de foguetes contra centros populacionais israelitas”.

“Até agora, os ataques ceifaram inúmeras vidas de civis israelenses e feriram muitas centenas. O secretário-geral está consternado com os relatos de que civis foram atacados e raptados das suas próprias casas”, diz o comunicado.

“O secretário-geral está profundamente preocupado com a população civil e apela à máxima contenção. Os civis devem ser sempre respeitados e protegidos de acordo com o direito humanitário internacional”, acrescentou Guterres.

O secretário-geral fez um apelo para a libertação de todas as pessoas raptadas e manifestou todos os esforços diplomáticos para evitar uma conflagração mais ampla.

“A violência não pode proporcionar uma solução para o conflito e que só através de negociações que conduzam a uma solução de dois Estados a paz poderá ser alcançada”, disse Guterres.

Lula se diz chocado com ataque contra Israel, mas defende Estado Palestino

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (7) ter ficado chocado com os ataques contra civis em Israel, que descreveu como “terrorismo”.

O mandatário também afirmou que o Brasil não poupará esforços para evitar uma escalada no conflito e pediu que a comunidade internacional trabalhe imediatamente para que as negociações de paz sejam retomadas. O presidente, por outro lado, também defendeu ações que garantam a existência de um Estado Palestino.

“Fiquei chocado com os ataques terroristas realizados hoje contra civis em Israel, que causaram numerosas vítimas. Ao expressar minhas condolências aos familiares das vítimas, reafirmo meu repúdio ao terrorismo em qualquer de suas formas. O Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito, inclusive no exercício da Presidência do Conselho de Segurança da ONU”, escreveu o presidente, em sua rede social.

“Conclamo a comunidade internacional a trabalhar para que se retomem imediatamente negociações que conduzam a uma solução ao conflito que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável, convivendo pacificamente com Israel dentro de fronteiras seguras para ambos os lados”, completou.

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro havia afirmado que vai convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os ataques em território israelense a partir da Faixa de Gaza na madrugada deste sábado (7).

O Brasil assumiu a presidência rotativa do órgão em 1º de outubro. Outros países membros também solicitaram uma reunião sobre o tema, e agora estão em consulta para determinar uma data. Em nota, o Itamaraty disse ser urgente a retomada das negociações para a paz.

“O governo brasileiro reitera seu compromisso com a solução de dois Estados, com Palestina e Israel convivendo em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas. Reafirma, ainda, que a mera gestão do conflito não constitui alternativa viável para o encaminhamento da questão israelo-palestina”, afirmou a pasta.

SIPROSEP – Edital de convocação para Assembleia Extraordinária

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Siprosep/Foto: Divulgação

Pelo presente edital, em conformidade com as funções estatutárias do Sindicato dos Profissionais dos Servidores Públicos Municipais -SIPROSEP.

A Presidente ELAINE FONTES LEÃO PORTO, convoca os servidores públicos associados em gozo dos direitos sociais para participar no dia 07/10/2023 do Congresso para sugestões, discussão e alteração estatutária do artigo 16, com grupos de estudos de 9h à 12h e posterior assembleia geral extraordinária a ser realizada às 13h em primeira convocação e às 14h em segunda convocação em qualquer número, presencialmente, tendo como pauta única: 1 – Reforma estatutária: alteração dos artigos 15 e 16. Cópia deste edital está disponível na sede do sindicato.

Ataque do Hamas causa caos em Israel; veja as imagens!

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Israel vive um dia de grande tensão e caos por conta da denominada operação Tempestade Al-Aqsa, realizada pelo movimento islâmico Hamas – considerado uma organização terrorista pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por Israel – que já causou dezenas de mortes e centenas de feridos.

O ataque começou na madrugada deste sábado, com milhares de ‘rockets’ sendo disparados desde a faixa de Gaza. Os palestinos tomaram também várias cidades e vilas a sul do país, sequestrando militares e civis israelitas.

O ministério da Saúde de Israel deu conta de que pelo menos 545 pessoas foram internadas nos diferentes hospitais do país desde o início dos ataques.

Pode ver na galeria de imagens do caos causado pelo ataque, que teve ainda o apoio do Hezbollah, partido-milícia do Líbano.

Já o primeiro-ministro israelita declarou: “Estamos em guerra. E vamos vencê-la.”

 

Desmatamento na Amazônia cai em setembro, aponta o Inpe

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Em um ano, com a virada de governo e ações articuladas, a área de desmatamento da Amazônia Legal caiu de 1.454,76 quilômetros quadrados (km²) para 590,3 km², na comparação de setembro de 2022 para o mesmo mês deste ano. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Em agosto, a queda foi ainda mais expressiva. Houve variação de 1.661,02 km² para 563,09 km².

Já no Cerrado, bioma que tem sido submetido a interferências profundas, por conta do avanço da monocultura da soja, que também muda radicalmente a paisagem e afeta a fauna e a flora locais, o perímetro tomado pelo desmatamento aumentou de 273,41 km² para 516,73 km², em setembro deste ano, na comparação com setembro do ano passado. Ao se confrontar os quadros de agosto de ambos os anos, o que se nota é que o tamanho da área se manteve praticamente igual, passando de 451,81 km² para 463,36 km².

Ambientalistas já têm reiterado pedidos para que as autoridades olhem para o Cerrado com o mesmo cuidado que têm com a Região Amazônica. Conforme apurou a Agência Brasil, no início deste ano, o bioma, que pode ser classificado como uma savana e é chamado, não à toa, de “berço das águas”, pelas reservas de água que abriga, pode perder 33,9% dos fluxos dos rios até 2050, caso o ritmo da exploração agropecuária permaneça com os níveis atuais.

Os estados que apresentam situação mais crítica de desmatamento no Cerrado, são Bahia, Maranhão e Tocantins.

Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência… 

Círio de Nazaré em Belém chega ao seu ponto alto neste fim de semana

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O ponto alto da programação do Círio de Nazaré, em Belém-PA, acontece neste fim de semana. Neste sábado, estão previstas pelo menos 4 procissões. Ás 5 e meia da manhã, a romaria rodoviária parte da Igreja Matriz da cidade de Ananindeua em direção a capital paraense, num percurso de 24 km. 

Com a chegada da imagem peregrina em Belém, começa a Romaria Fluvial, por volta das 9 da manhã. As embarcações saem do Trapiche do distrito de Icoaraci, em Belém, até a Escadinha do Cais do Porto, na Estação da Docas. O navio Garnier Sampaio, da Marinha do Brasil vai levar a imagem da Santa e será acompanhado durante o percurso por cerca de 400 embarcações e cerca de 80 motos aquáticas, todas já devidamente inscritas.  A organização espera que 50 mil pessoas estejam envolvidas na Romaria Fluvial. 

Em seguida, às 11:30 da manhã é a vez dos condutores de motos fazerem sua reverência a Nossa Senhora de Nazaré na Motorromaria, com saída da Praça Pedro Teixeira em direção ao Colégio Gentil Bittencourt, com uma bênção para os motociclistas na chegada. 

Ainda na tarde deste sábado estão previstas uma missa e também a procissão de transladação, que leva a Imagem Peregrina do Colégio Gentil Bittencourt, no bairro de Nazaré, até a Catedral de Belém, no bairro da Cidade Velha.  

Em paralelo às procissões da manhã de sábado, acontece a partir das 09h a edição de número 21 do “Arrastão do Círio”. A edição do cortejo em homenagem a Nazinha, como Nossa Senhora de Nazaré é carinhosamente chamada, guarda diferença dos tradicionais Arrastões Juninos comandados pelo Instituto Arraial da Pavulagem. A Barca de Miriti, que faz referência ao Círio Fluvial e à Rainha das Águas, substitui o Boi Pavulagem. Outras figuras cênicas e personagens específicos ligados ao Círio, além do Batalhão da Estrela, irão homenagear a Santa assim que ela chegar do Círio Fluvial.  

No domingo, cerca de 2 milhões de pessoas são esperadas na procissão do Círio de Nazaré. Às 06h, acontece a missa na Catedral de Belém e em seguida a procissão principal do Círio de Nazaré percorre os 3,6 km até a Praça do Santuário.  

Entre o domingo, 8 de outubro até o dia 21 de outubro, a Concha Acústica da Praça Santuário receberá pelo menos 14 shows durante o calendário do Círio Musical. As apresentações começam a partir das 20h00. Frei Gilson abre o Círio Musical na primeira noite, que terá as bandas Rosa de Saron e Anjos de Resgate entre as atrações.  

O calendário com todos os eventos ligados ao festejo religioso podem ser acessado no site ciriodenazare.com.br 

Neste sábado, estão previstas pelo menos 4 procissões; confira! 

8 em cada 10 prêmios Nobel da Paz da história foram vencidos por homens

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Nobel da Paz deste ano foi uma das exceções na história do prêmio: a vencedora foi uma mulher, a ativista iraniana dos direitos humanos Narges Mohammadi, 51, atualmente presa em Teerã sob acusação de “espalhar propaganda contra o Estado”.

Assim como nas demais categorias do prêmio Nobel, em que a proporção de vencedores homens em relação a mulheres é de 9,4 para 10, também o da Paz é dominado por eles.

Desde o primeiro ano em que a láurea foi entregue, em 1901, 92 homens venceram o prêmio, enquanto apenas 19 mulheres receberam o troféu, contando com a edição de 2023. Isso significa que 83% das premiações foram masculinas.

A primeira mulher a ganhar a categoria também inaugurou a linhagem feminina no prêmio como um todo. Foi a escritora tcheca Bertha von Suttner (1843-1914), autora de “Abaixo as armas” e laureada pela organização sueca em 1905 por sua militância pela paz.

Desde então, mulheres como a defensora dos direitos das crianças à educação Malala Yousafzai, do Paquistão; Shirin Ebadi, primeira juíza do Irã; e a ativista pelo banimento de minas terrestres Jody Williams, dos Estados Unidos, foram premiadas por seu esforço para promover a paz, os direitos humanos e a democracia.

O anúncio do Nobel da Paz deste ano foi feito na manhã desta sexta-feira (6) pelo comitê norueguês. “Ela apoia a luta das mulheres pelo direito de ter vidas plenas e dignas”, afirmou o órgão sobre a premiada, Mohammadi. “Esta luta, em todo o Irã, tem sido alvo de perseguição, prisão, tortura e até morte.”

Mohammadi é assediada pelo regime iraniano há 30 anos por seu ativismo, iniciado quando ela ingressou na universidade, e por artigos escritos em favor dos direitos das mulheres no país. Seu marido, Taghi Rahmani, que já ficou detido por 14 anos também por sua atuação política, vive exilado na França com os dois filhos gêmeos, Ali e Kiana.

Para Rahmani, o prêmio irá fortalecer a luta pelo direito das mulheres. “O mais importante é que este é, de fato, um prêmio para a mulher, a vida e a liberdade”, disse ele à agência de notícias Reuters. Após a premiação, a ONU pediu ao regime iraniano a liberdade de Mohammadi. Pouco depois, a Fars, agência de notícias semioficial iraniana, afirmou que Mohammadi foi premiada por suas “ações contra a segurança nacional”. “Narges Mohammadi recebeu o prêmio dos ocidentais”, disse o veículo. Até o momento, nenhuma autoridade do regime em Teerã comentou a láurea.

A ativista já havia sido presa em 2009, quando ficou oito anos na cadeia. Libertada em 2020, voltou a ser detida em 2021, enquanto participava de cerimônia pela memória de uma pessoa morta durante protestos contra o regime islâmico em 2019. Ela cumpre pena de mais de 10 anos.

Mesmo na prisão, Mohammadi continua com suas ações políticas. Após a morte de Mahsa Amini sob custódia da polícia moral do país, em setembro de 2022, ela tem encorajado manifestações e condenado a resposta repressiva de Teerã.

O anúncio do Nobel ocorre no momento em que grupos de direitos humanos afirmam que uma adolescente iraniana foi hospitalizada em coma após um confronto no metrô de Teerã por não usar o hijab, o véu islâmico. As autoridades iranianas negam os relatos.

“Como muitos ativistas dentro da prisão, estou tentando encontrar formas de apoiar o movimento”, afirmou ela em entrevista por escrito ao jornal The New York Times, neste ano. “O povo do Irã está fazendo a transição para fora da teocracia da República Islâmica. A transição não será pular de um ponto para o próximo. Será um processo longo e difícil, mas as evidências sugerem que definitivamente acontecerá.”

Segundo o comitê, a láurea deste ano ainda reconhece as milhares de pessoas que se manifestaram contra as “políticas de discriminação e opressão” do regime iraniano. “O lema adotado pelos manifestantes -‘Mulher, Vida, Liberdade’- expressa adequadamente a dedicação e o trabalho de Narges Mohammadi”, afirmou.