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EUA não apoiam a independência de Taiwan, diz Biden após eleições na ilha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos EUA, Joe Biden, reiterou neste sábado (13) que os Estados Unidos não apoiam a independência de Taiwan. Com a declaração, o democrata reforça a posição oficial de Washington depois que os eleitores taiwaneses elegeram como presidente um candidato ainda mais anti-China que o governo atual, no qual ele era o vice.

Lai Ching-te, do Partido Democrático Progressista (DPP), alcançou 40,1% dos votos, contra 33,5% de Hou Yu-ih (Kuomintang, KMT) e 26,5% de Ko Wen-je (Partido do Povo de Taiwan, PPT).

Horas antes da abertura das urnas, os EUA haviam alertado que “seria inaceitável” que “qualquer” país interferisse nas eleições taiwanesas. Com o resultado já público, Biden foi questionado por jornalistas e deu uma resposta tão protocolar quanto enfática. “Não apoiamos a independência”, disse.

Taiwan é uma ilha que a China considera uma província rebelde e parte inalienável de seu território. Com uma história de sucesso democrático desde a realização das suas primeiras eleições presidenciais diretas, em 1996, Taipé é hoje um dos assuntos mais sensíveis para o regime de Xi Jinping e fonte recorrente de tensões entre Pequim e o Ocidente.

Os EUA são o mais importante patrocinador internacional e fornecedor de armas de Taiwan, apesar da falta de laços diplomáticos formais com a ilha.

O secretário de Estado Antony Blinken, chefe da diplomacia americana, parabenizou Lai Ching-te por sua vitória e disse que os EUA “estão comprometidos em manter a paz e a estabilidade no Estreito e a resolução pacífica das diferenças, livres de coerção e pressão”.

Ele disse que os EUA esperam trabalhar com Lai e líderes de todos os partidos em Taiwan para promover seu “relacionamento não oficial de longa data, consistente com a política dos EUA de ‘uma só China'”.

A Casa Branca temia que a eleição, a transição e a nova administração aumentassem o conflito com Pequim. Biden tem trabalhado para suavizar as relações com a China, uma missão que incluiu um raro encontro presencial com Xi Jinping na Califórnia, em novembro passado.

No mesmo dia da cúpula de líderes, no entanto, o presidente americano cometeu uma gafe diplomática ao se referir a Xi como um ditador -novo exemplo da relação de morde e assopra entre as duas potências que protagonizam essa espécie de Guerra Fria 2.0.

Autoridades do governo de Taiwan dizem que já têm expectativas de que China tentará pressionar Lai nos próximos dias. Isso pode se dar por meio da realização de manobras militares perto da ilha, por exemplo, uma vez que Pequim nunca renunciou ao uso da força para garantir que Taipé siga sob o seu controle.

Numa demonstração de apoio ao governo, Biden planeia enviar uma delegação não oficial, formada por democratas e republicanos, para a ilha autônoma, de acordo com relatos de autoridades à imprensa, sob anonimato.

Seria uma reedição de eventos semelhantes ocorridos no passado. A China ficou irritada em 2016, quando o então presidente eleito, Donald Trump, falou por telefone com a presidente Tsai Ing-wen, de Taiwan. Fora a primeira conversa desse tipo entre os líderes dos EUA e de Taiwan desde que o presidente Jimmy Carter mudou o reconhecimento diplomático de Taiwan para a China em 1979.

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Homem morre em São Bernardo do Campo após deslizamento de terra

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Um homem de 48 anos morreu após ter sua casa atingida por um deslizamento de terra em São Bernardo do Campo, no Grande ABC. O deslizamento ocorreu após forte chuva que atingiu a região metropolitana de São Paulo na noite de desta sexta-feira (12).

Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, o deslizamento ocorreu por volta das 23h de ontem na rua Odair Vieira. A vítima foi resgatada já sem vida.

A prefeitura de São Bernardo do Campo informou que desde ontem o município registrou um volume médio de chuva de 130 milímetros. Esse índice, disse a administração municipal, é três vezes superior ao esperado para ontem.

Os Bombeiros informaram ainda que uma criança de seis anos está desaparecida na cidade de Juquitiba, também na região metropolitana, e a suspeita é de que ela possa ter sido levada pelas águas. A região fica próxima a um braço do Rio Juquiá e tem uma corrente de água muito intensa. Os Bombeiros prosseguem nas buscas.

Na região de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, dois carros foram levados pela enxurrada. De acordo com os Bombeiros, uma das vítimas foi retirada em segurança, porém o outro veículo, que teria sido levado pela enxurrada com um ocupante, ainda não foi localizado.

Entre a meia-noite e às 09h da manhã deste sábado (13), o Corpo de Bombeiros informou ter atendido 49 chamados para quedas de árvores na região metropolitana de São Paulo e recebido 30 chamados para enchentes.

De acordo com a Defesa Civil, as chuvas devem permanecer sobre todo o território paulista neste sábado. A recomendação do órgão é que as pessoas evitem áreas arborizadas durante a tempestade por causa do risco da queda de árvores. A Defesa Civil alerta ainda aconselha que as pessoas jamais enfrentem áreas alagadas ou com enxurradas e que, em caso de queda de fios da rede elétrica, não saiam do veículo e nem se aproximem do local. Para quem reside em áreas de encosta, o alerta é para que observem os sinais de movimentação do solo. Durante o processo de deslizamento é comum surgirem rachaduras nas paredes dos imóveis, portas e janelas emperrarem, postes e árvores se inclinarem e água lamacenta escorrer pelo morro.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) de São Paulo informou que o tempo segue instável e chuvoso neste sábado, com previsão de chuvas moderadas e fortes a partir do início da tarde para a capital paulista, litoral e região metropolitana de São Paulo. Para amanhã (14), instabilidades geradas por uma área de baixa pressão atmosférica vai reforçar as chuvas no litoral norte paulista. Na cidade de São Paulo, a chuva deve diminuir.

Os dados do CGE mostram que o mês de janeiro acumulou, até o momento, 136 milímetros de chuva o que equivale a aproximadamente 53% dos 256,5 mm que são esperados para o mês.

O deslizamento ocorreu após forte chuva que atingiu a região metropolitana de São Paulo na noite de … 

Rotina de sérvio apontado como matador era discreta e familiar, dizem vizinhos

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JOÃO PEDRO FEZA
SANTOS, SP (FOLHAPRESS) – Uma semana após o assassinato do sérvio Darko Geisler, 43, vizinhos ainda se recuperam do choque pelo crime e desdobramento do caso em Santos, no litoral paulista.

A Polícia Civil de São Paulo informou que Geisler, que se apresentava como esloveno Dejon Kovac, vivia clandestinamente no Brasil desde 2014 e era procurado internacionalmente por assassinatos mediante pagamentos no Leste Europeu.

Sob condição de anonimato, pessoas próximas descrevem o contraste das revelações recentes com a rotina discreta e familiar de Geisler ao lado da esposa e do filho de quatro anos no tradicional bairro santista do Embaré.

Foi ali, quando chegava de bicicleta na noite de sexta-feira (5), que o sérvio foi assassinado por um atirador na frente da mulher e da criança, que não se feriram. O assassino, que usava máscara e luvas, teria fugido em um carro preto sem deixar pistas.

De acordo com uma vizinha, a situação lembra filmes de ação e espionagem. Ela relata ter ouvido quatro estampidos, que associou a fogos de artifício, mas logo ouviu os gritos de uma voz feminina que vinham da rua. Assim que presenciou a cena, chamou a Polícia Militar e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que fizeram o primeiro atendimento. Geisler teve morte constatada em hospital.

A vizinha diz que o casal costumava levar o filho até uma escola municipal do bairro e que trocava cumprimentos com o sérvio e a esposa sempre que se encontravam na calçada. Ela diz que ele falava pouco, aparentando dificuldade no domínio da língua portuguesa, mas que a mulher era receptiva e comunicativa.

Outro vizinho diz que fazia brincadeiras com o menino na rua e que era comum vê-lo com a mãe e o pai em direção à padaria no fim da quadra. No estabelecimento, funcionários afirmam que o sérvio comprava diariamente cigarros.

Quando questionado sobre o que fazia, apresentava-se como marceneiro.

A 15 minutos do prédio, na orla santista, um comerciante croata diz ter conhecido o sérvio há seis anos, quando se dizia esloveno, e que a primeira impressão não foi positiva.

O sérvio jamais apareceu no comércio do croata após aquele encontro. Croata e Sérvia adotam a mesma variante da língua (servo-croata) e ambos os países integraram a antiga Iugoslávia, assim como a Eslovênia.

Responsável pelas investigações em Santos, o delegado titular do 3º Distrito Policial, Luiz Ricardo Lara Dias Júnior, não concedeu entrevista nesta sexta-feira (12).

Na quinta (11), ele confirmou em entrevista à imprensa que o sérvio não tinha documentos regularizados no Brasil nem havia registrado o filho. “As investigações apontaram que ele viveu clandestinamente por aqui e com nome esloveno falso”, disse.

Ele também informou que o homem não mantinha atividade remunerada no Brasil e que, segundo apurações iniciais, seu dinheiro vinha de familiares no exterior. Foi a Polícia Civil de Santos que fez contato com o Consulado da Eslovênia e constatou que nacionalidade eslovena era falsa e o passaporte pertencia a outro cidadão.

Depois disso, a Polícia Civil começou a investigar suspeita de que o sérvio seria matador de aluguel. A tese foi reforçada com a descoberta de um assassinato cometido em Montenegro, país ao lado da Sérvia, com armas e bombas.

Segundo a Polícia Civil de Santos, o suspeito por aquele crime tinha as características físicas de Darko Geisler -o que foi confirmado com impressões digitais fornecidas pela polícia de Montenegro.

“Foi aí que se associou que Dejon era Darko, inclusive procurado há uma década pela Interpol [Organização Internacional de Polícia Criminal]”, detalhou Dias Júnior na entrevista.

“A possibilidade é, portanto, de que esse homicídio em Montenegro esteja ligado a outros cometidos pela mesma pessoa na região do Leste Europeu”, complementou. Em dezembro de 2014, Geisler foi para a Bósnia e, de lá, veio direto para o Brasil, já com identidade falsa.

Em meio às apurações policiais, um brasileiro que se passava por cidadão croata chegou a ser detido com drogas e balança de precisão em hotel do Jardim Castelo, em Santos, no dia 5 de janeiro. Até o momento, não foi constatada nenhuma ligação entre os casos.

A esposa do sérvio prestou depoimento à polícia e declarou desconhecer as supostas práticas criminosas do marido. A polícia ainda não identificou quem seriam o mandante e o executor do assassinato nem as motivações do crime.
Autoridades europeias e paulistas seguem com as investigações para detalhar as ligações do sérvio com outras ações violentas e homicídios na Europa.

A Polícia Civil de São Paulo informou que Geisler, que se apresentava como esloveno Dejon Kovac, viv… 

Arqueólogos encontram ‘vale perdido de cidades’ de 2 mil anos na Amazônia do Equador

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Arqueólogos descobriram um conjunto de cidades perdidas na Floresta Amazônica do Equador que abrigava pelo menos 10 mil agricultores há cerca de 2 mil anos.

Uma série de montículos de terra e estradas enterradas no Equador foi notada pela primeira vez há mais de duas décadas pelo arqueólogo Stéphen Rostain. Mas, na época, “não tinha certeza de como tudo se encaixava”, disse ele, um dos pesquisadores que relataram a descoberta na quinta-feira, 11, na revista científica Science.

Recentemente, mapeamentos feitos por tecnologia de sensor a laser revelaram que esses locais fazem parte de uma densa rede de assentamentos e estradas conectadas, escondidas nas colinas arborizadas dos Andes, que duraram cerca de 1 mil anos. “Era um vale perdido de cidades”, disse Rostain, que lidera as investigações no Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. “É incrível.”

Os assentamentos foram ocupados pelo povo Upano entre aproximadamente 500 a.C. e 300 a 600 d.C. – um período mais ou menos contemporâneo ao Império Romano na Europa, conforme descobriram os pesquisadores.

Edificações residenciais e cerimoniais erguidas em mais de 6 mil montículos de terra eram circundadas por campos agrícolas com canais de drenagem. As maiores estradas tinham 10 metros de largura e se estendiam por 10 a 20 quilômetros.

Embora seja difícil estimar a dimensão da população, o local abrigava pelo menos 10 mil habitantes – e talvez até 15 mil ou 30 mil em seu auge, afirmou o arqueólogo Antoine Dorison, coautor do estudo, do mesmo instituto francês. Isso é comparável à população estimada da Londres da Era Romana – na época, a maior cidade da Grã-Bretanha.

“Isso mostra uma ocupação muito densa e uma sociedade extremamente complicada”, disse o arqueólogo da Universidade da Flórida, Michael Heckenberger, que não esteve envolvido no estudo. “Para a região, está realmente em uma categoria própria em termos de quão precoce é.”

José Iriarte, arqueólogo da Universidade de Exeter, afirmou que seria necessário um sistema elaborado de trabalho organizado para construir as estradas e milhares de montículos de terra. “Os Incas e Maias construíam com pedra, mas as pessoas na Amazônia geralmente não tinham pedra disponível para construir – eles construíam com barro. Ainda assim, é uma quantidade imensa de trabalho”, disse Iriarte, que também não esteve envolvido na pesquisa.

A Amazônia é frequentemente considerada como uma “natureza intocada com apenas pequenos grupos de pessoas”. No entanto, descobertas recentes têm mostrado o quão mais complexo realmente era o passado” da floresta, disse ele.

Recentemente, cientistas também encontraram evidências de sociedades intricadas na floresta tropical que antecederam o contato europeu em outras partes da Amazônia, incluindo na Bolívia e no Brasil. “Sempre houve uma incrível diversidade de pessoas e assentamentos na Amazônia, não apenas uma maneira de viver”, disse Rostain. “Estamos apenas aprendendo mais sobre eles”. Fonte: Associated Press.

EUA fazem 2º ataque em 24h no Iêmen contra os houthis, que prometem resposta forte

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos voltaram a atacar alvos dos rebeldes houthis no Iêmen na madrugada deste sábado (13), noite de sexta (12) no Brasil, um dia após uma primeira onda de bombardeios em resposta à ofensiva do grupo iemenita a embarcações no mar Vermelho.

À rede qatari Al Jazeera um alto funcionário do gabinete político do grupo rebelde disse que ninguém ficou ferido, mas prometeu uma resposta “forte e eficaz” aos ataques conduzidos por Washington.

Em comunicado publicado na rede X, o Comando Central americano confirmou que o ataque terrestre noturno foi feito com mísseis Tomahawk contra uma base de radares houthi.

Nas palavras dos militares, “para diminuir a capacidade dos rebeldes de atacar embarcações marítimas, incluindo navios comerciais”.

Horas após a condução do ataque, o controle marítimo do Reino Unido comunicou que um míssil aparentemente lançado de Aden, cidade do Iêmen, teria caído a cerca de 500 metros de um navio no mar Vermelho e que o oficial da embarcação teria relatado ser seguido por ao menos três pequenas embarcações durante o seu percurso. O navio-tanque tinha bandeira do Panamá e transportava petróleo russo.

Depois da primeira ofensiva da coalizão liderada pelos EUA com o Reino Unido na sexta-feira, o grupo rebelde prometeu dobrar a aposta e continuar com os ataques na rota marítima -a costa do Iêmen banhada pelo mar Vermelho é território dominado pelos rebeldes.

De acordo com uma autoridade de Washington que falou à CNN sob anonimato, os bombardeios deste sábado são uma ação isolada dos EUA, e têm menor amplitude se comparados aos de sexta-feira.

Ao comentar sobre a primeira ofensiva, o presidente americano, Joe Biden -que chamou o grupo de terrorista-, havia reforçado que não hesitaria em lançar novos ataques.

John Kirby, porta-voz da Casa Branca, acrescentou que os ataques não tinham a intenção de desencadear uma guerra regional mais ampla. “Não estamos interessados em uma guerra com o Iêmen ou em um conflito de qualquer tipo”, disse ele. “Tudo o que o presidente tem feito é tentar evitar qualquer escalada de conflito”, acrescentou, afirmando que os EUA atingiram um “alvo militar válido e legítimo”.

Os primeiros ataques levaram milhares de habitantes às ruas de Sanaa para protestar. Portando bandeiras palestinas e iemenitas, eles gritavam slogans como “morte à América” e “morte a Israel”.
Em uma mensagem que causou poucas surpresas, o chanceler do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, saiu em defesa dos rebeldes. Acredita-se que Teerã, também dominada por um regime xiita (como os houthis) seja o principal patrocinador das atividades dos rebeldes -assim como o faz com o Hezbollah libanês e com grupos que operam na Síria.

No X, o ministro disse que a ação do Iêmen “Sanaa está totalmente comprometida com a segurança marítima” (a capital está sob controle dos rebeldes). “Em vez de atacar o Iêmen, a Casa Branca deveria parar imediatamente toda a cooperação militar com Israel contra o povo de Gaza e da Cisjordânia para que a segurança retorne à nossa região.”

A menção não é em vão. Os houthi, assim como o Irã, são aliados do grupo terrorista palestino Hamas, em guerra contra Tel Aviv desde o último 7 de outubro. “A ação do Iêmen no apoio às mulheres e crianças de Gaza e no confronto com o genocídio do regime israelense é louvável”, disse o chanceler iraniano.

Os houthis realizaram desde meados de novembro 27 ataques a navios em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. Eles afirmavam mirar embarcações ligadas a Israel em apoio aos palestinos na Faixa de Gaza e vinham desafiando alertas de Washington.

A ofensiva ocidental aprofunda os temores de que a guerra entre Tel Aviv e o Hamas em Gaza se transforme em um conflito regional mais amplo e arraste atores que iriam de Teerã a Washington.

A nova campanha é o principal teste direto dos EUA na guerra que destruiu boa parte da Faixa de Gaza e segue intensa. Antes, os americanos haviam matado o líder de uma facção iraquiana pró-Irã que promovera ataques contra bases suas no Oriente Médio como forma de apoiar o Hamas.

Quando o conflito estourou, Washington mandou dois grupos de porta-aviões à região, num sinal ao Irã e a seus prepostos de que reagiria caso alguém interferisse na ação de Tel Aviv.

O temor maior envolvia o Hezbollah, o mais poderoso adversário a fazer fronteira com Israel. A dissuasão, aliada a questões internas tanto no Líbano quanto no Irã, foi relativamente bem-sucedida, com o envolvimento do grupo fundamentalista restrito a um maior atrito na faixa fronteiriça entre os países.
Ao menos 2.000 navios tiveram de desviar suas rotas do mar Vermelho, faixa de trânsito de 15% do comércio por embarcações no mundo. Cerca de 40% do tráfego no canal de Suez, que liga o mar ao Mediterrâneo, parou. Fretes subiram, assim como o preço do petróleo, já que a região é usada como ligação entre o golfo Pérsico e a Europa.

Corpos das 4 vítimas de queda de helicóptero são retirados da mata

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Os quatro corpos das vítimas da queda do helicóptero que foi encontrado em Paraibuna (SP) foram retirados por terra na manhã deste sábado (13). As informações são do site O Globo.

Os corpos dos três passageiros e do piloto do helicóptero foram encontrados ontem. As vítimas são Luciana Rodzewics, 46, a filha dela, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, 20, Raphael Torres, 41, amigo da família, e Cassiano Tete Teodoro, que pilotava a aeronave.

(Notícia em atualização)

[Legenda]© Divulgação/Corpo de Bombeiros  

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Os corpos do helicóptero que foi encontrado em Paraibuna (SP) foram retirados na manhã deste sábado … 

Namorado revela ‘últimas palavras’ de vítima de acidente

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Henrique Thiófilo, militar da Força Aérea Brasileira (FAB)  publicou, neste sábado, um vídeo de homenagem para a namorada, Letícia Ayumi Rodzewics, uma das vítimas da queda de um helicóptero no litoral de São Paulo.

A aeronave foi encontrada nesta sexta, em Paraibuna, após 12 dias de buscas, e os corpos foram retirados da região de mata na manhã deste sábado(13).

Uma publicação partilhada por Henrique Thiofilo Stellato (@henriquethiofilo)

Henrique também revelou o que, de acordo com ele, foram as “últimas palavras” de Letícia, com um print da conversa dos dois no WhatsApp, em 31 de dezembro, quando o helicóptero sumiu dos radares.
 
  [Legenda]© Reprodução / Instagram  

 

A aeronave foi encontrada nesta sexta, em Paraibuna, após 12 dias de buscas, e os corpos foram retir… 

Médicos removem tumor de 50 quilos do abdômen de mulher em Itália

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Uma equipe do Instituto de Oncologia Giovanni Paolo II de Bari, na Itália, retirou um tumor de 50 quilos do abdómen de uma doente, de 66 anos. 

A intervenção foi realizada pela equipe de Cirurgia Geral, liderada pelo médico Aurelio Costa. Um lipossarcoma, com origem no retroperitónio, que já tinha invadido diversos órgãos. 

O diretor-geral daquele hospital, Alessandro Delle Donne, disse tratar-se “de um caso raro de cirurgia oncológica”, “que exige um elevado nível de experiência na gestão clínico-cirúrgica, devido à extensão da massa tumoral que ocupava completamente o abdômen, infiltrando o rim esquerdo, o cólon esquerdo, o pâncreas esquerdo, os anexos uterinos e parcialmente o diafragma”, refere a imprensa italiana, citando um comunicado do hospital.

A remoção do tumor ocorreu numa operação que durou quatro horas e a excisão completa, nem sempre conseguida, é importante para “garantir a remoção radical do câncer”.

Aurélio Costa, que lidou a intervenção, explicou que a doente, uma mulher de 66 anos, “notava um aumento do volume do abdômen há cerca de um ano”, associado a uma “subsequente perda de peso”.

O hospital explica que os sarcomas retroperitoneais são tumores raros e representam cerca de 10 a 15% de todos os sarcomas dos tecidos moles. “Muitas vezes são lesões volumosas”,  com “uma dimensão média de 10 centímetros, mas podem atingir extensões consideráveis”, como na nossa experiência agora descrita, chegando a ocupar todo o abdômen.

A doente não teve quaisquer “complicações” para a alta hospitalar e regressou a cada duas semanas após a intervenção. A mulher também recuperou completamente a autonomia funcional motora e digestiva.

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Lembra-se dos ‘extraterrestres’ no México? Peru desvenda mistério

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Em setembro do ano passado o Congresso do México viveu um momento muito incomum. As imagens dessa sessão ‘de outro mundo’ percorreram o mundo, e tornaram-se virais.

Na época, o jornalista e ufólogo Jaime Maussan mostrou aquilo que diziam ser dois corpos de extraterrestres, que teriam sido encontrados no Peru.

Maussan não se deixou ficar por aqui, e regressou, em novembro, ao congresso com médicos peruanos e esteve mais de três horas defendendo o caso, afirmando que aqueles restos não pertenciam a seres humanos.

Esta sexta-feira, um grupo de especialistas forenses deu o ‘veredito’. Os resultados anulam assim a crença que alguns tinham de que os restos eram “de outro planeta, o que é totalmente falso”, explicou o especialista Flavio Estrada, citado pela Associated Press.

“A conclusão é simples: São bonecos montados com ossos de animais deste planeta, com colas sintéticas modernas, portanto não foram montados na época pré-hispânica”, disse Estrada aos jornalistas. “Não são extraterrestres”, afirmou, explicando que para além destes materiais, foram usados também nesta construção metais, ossos humanos e papel.

Os especialistas detalharam ainda que alguns destes bonecos tinham ossos de pássaros, cães e outros animais.

Já a mão com três dedos, foi construída de forma “muito pobre” com ossos humanos.

Recorde o vídeo na galeria acima.

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Bombeiros fazem rapel para remover corpos de dentro de helicóptero achado em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Agentes do 11º Grupamento de Bombeiros se deslocaram para Paraibuna (SP) para o trabalho de remoção dos corpos das quatro pessoas que estavam no helicóptero Robinson R44, localizado na manhã desta sexta-feira (12) após 12 dias desaparecido.

Morreram no acidente o empresário Raphael Torres, 41, a vendedora Luciana Marley Rodzewics Santos, 46, a filha dela, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, 20, e o piloto Cassiano Tete Teodoro.

Segundo a corporação, nove bombeiros foram enviados ao local, e três deles já tentavam descer de rapel até os destroços. O trabalho, contudo, teve de ser interrompido por volta das 15h50 por causa da chuva, e será retomado quando houver melhora das condições climáticas.

A operação também conta com equipes do Instituto de Criminalística e Seripa IV (Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

A aeronave foi localizada pelo helicóptero Águia 24 da Polícia Militar. Policiais desceram até o local dos destroços. Assim, encerrou-se nesta sexta uma busca que durou 11 dias e para a qual foram usadas seis aeronaves da PM, da FAB (Força Aérea Brasileira) e da Polícia Civil, com dezenas de agentes, além de equipes de buscas particulares contratadas por famílias das vítimas.

A aeronave desapareceu no dia 31 de dezembro, quando saiu de São Paulo com destino a Ilhabela, no litoral norte.

Estavam a bordo Raphael Torres, 41, Marley Rodzewics Santos, 46, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, 2… 

Jovens em BMW morreram intoxicados por monóxido de carbono, confirmam laudos

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Laudos da Polícia Científica de Santa Catarina confirmaram que a causa da morte dos quatro jovens encontrados dentro de uma BMW na rodoviária de Balneário Camboriú, em 1º de janeiro, foi asfixia por monóxido de carbono, gerado a partir de alterações irregulares no escapamento do veículo.

A informação foi dada nesta sexta-feira (12) pela Secretaria da Segurança Pública, polícias Científica e Civil e Superintendência de Urgência e Emergência da Secretaria da Saúde.

De acordo com a perita Bruna de Souza Boff, não foram identificadas nos corpos substâncias como drogas, medicamentos ou veneno. “Uma das vítimas estava com mais de 50% de saturação de monóxido carbono”, disse. “Normalmente acima de 40% já causa a morte”, acrescentou a perita.

Morreram os jovens Gustavo Pereira Silveira Elias, 24, Tiago de Lima Ribeiro, 21, Nicolas Oliveira Kovaleski, 16, e Karla Aparecida dos Santos, 19. Todos eram de Minas Gerais.

Eles faziam parte de um grupo de familiares e amigos. Parte do grupo havia se mudado há um mês para São José (SC), cidade da Grande Florianópolis, e convidou amigos para passar o Réveillon em Balneário Camboriú.

As vítimas saíram com o BMW no dia 23 de dezembro de Paracatu (MG) e chegaram na madrugada do dia 25 em Florianópolis, onde ficaram até dia 31. No trajeto entre os estados, não teria ocorrido nenhum problema mecânico.

No dia 31, contudo, quando eles seguiram de Florianópolis para Balneário Camboriú, para o Réveillon na praia, testemunhas dizem que o motorista comentou que sentiu um engasgo no carro. Mas isso não impediu a continuidade da viagem.

Depois da virada do ano na praia, parte do grupo volta para Florianópolis e outra segue para a rodoviária com o BMW, para buscar a namorada do Gustavo.

Por conta do congestionamento gerado no Réveillon, eles teriam levado cerca de 2 horas no percurso, que tem só cerca de 2,5 quilômetros. Saíram 1h20 da praia, e chegaram às 3h15 na rodoviária.

Na rodoviária, eles chegam já enjoados e relatam isso para a namorada do Gustavo. O grupo suspeita que o mal-estar tenha relação com um cachorro-quente que comeram horas antes e resolvem descansar dentro do carro ao longo da madrugada.

Por volta das 7h, a namorada de Gustavo vai até o veículo e percebe que eles não estão respirando. Ela pede auxílio às pessoas no local e o Samu é chamado. O serviço de urgência teria chegado dez minutos depois, mas as vítimas morreram no próprio local.

Os investigadores afirmam que várias modificações foram feitas no veículo em diferentes locais, mas suspeitam que a alteração no escapamento feita em junho, na cidade de Aparecida de Goiânia (GO), tenha gerado o problema.

Já houve a oitiva do proprietário da oficina, mas ainda serão ouvidos os mecânicos. O inquérito ainda não foi concluído e há possibilidade de indiciamento por homicídio culposo.

O perito Luiz Gabriel Alves de Deus detalhou nesta sexta à imprensa algumas modificações feitas no carro. “Todas estas alterações resultam em maior torque, potência e ruídos mais elevados e mais graves do motor. Então elas têm intuito de conferir maior apelo esportivo ao veículo”, inicia ele.

Por conta das alterações, o catalisador foi substituído por uma tubulação conhecida como downpipe, e que foi rompida.

“Principal constatação visual do caso é a fratura do downpipe. Foi identificado no próprio local dos fatos uma abertura nesta peça. E, depois, no exame detalhado, a gente pode perceber que não era simplesmente uma fissura ou rachadura. Houve o rompimento completo”, aponta ele.

O perito afirma que o rompimento resultou em extravasamento de grande volume de gases de combustão, “na mesma condição que eles saem do motor, ou seja, com muitos poluentes, com muito teor de monóxido de carbono”.

“Esses gases preenchem o cofre do motor, extravasam por baixo, pelas laterais e adjacências, e ele foi absorvido pelo ar-condicionado, criando uma atmosfera tóxica dentro do veículo”, continua Alves de Deus.

Segundo ele, uma situação assim é potencializada pelo veículo em repouso ou em velocidade baixíssima. “Veículo em movimento, andando normalmente, forma uma certa ventilação, tende a afastar os gases”, afirma ele.

Durante as perícias, foram feitas medições de teor de monóxido de carbono em pontos do carro. Próximo ao ponto de ruptura do downpipe, foi observado o valor de 1.000 ppm (partes por milhão).

“Para efeito de referência, colocando o medidor na ponteira de um escapamento de um veículo original, os valores são da ordem de 30 a 50 ppm”, compara o perito.

Em uma medição externa, em um ponto acima do capô do carro, a concentração ficava entre 200 e 500 ppm.

A informação foi dada nesta sexta-feira (12) pela Secretaria da Segurança Pública, polícias Científi… 

Taiwan vai às urnas com voto dividido e futuro incerto em relação à China

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TAIPÉ, TAIWAN (FOLHAPRESS) – Em comício diante do palácio presidencial no centro de Taipé, para milhares de pessoas que encararam o frio de 11°C na noite de quinta-feira (11), o candidato governista Lai Ching-te voltou a se apresentar como aquele que garantiria “a sobrevivência de Taiwan”.

É uma referência à reunificação com a China, que voltou a ser defendida pelo líder Xi Jinping em sua mensagem na virada do ano, e uma crítica aos dois candidatos de oposição, que têm como bandeira, em referência a Pequim, ampliar as relações comerciais e o intercâmbio social.

Mas Lai, no mesmo comício, enfatizou até mais que faria um governo “aberto e inclusivo”, sem se apegar à filiação partidária na escolha dos nomes, visando unir os taiwaneses para além do seu Partido Democrático Progressista (PDP).

Dois dias antes, em entrevista a jornalistas estrangeiros, ele havia exposto o porquê. Lembrou que era parlamentar quando seu partido elegeu um primeiro presidente em 2000, Chen Shui-bian, e foi “um caos entre o governo e a oposição”, que tinha a maioria no Legislativo e barrou projetos como a compra de submarinos americanos.

Lai lidera a corrida desde o início, em abril do ano passado, mas viu a vantagem cair para a margem de erro em parte das pesquisas em dezembro, antes da proibição legal de divulgação dos levantamentos. Segue favorito, mas um resultado ainda mais esperado é o Legislativo dividido.

É o que alerta Yan Zhensheng, professor de política comparada da Universidade Nacional de Taiwan. “Lai provavelmente vai arrancar uma vitória, como aconteceu há 24 anos, quando o partido levou a eleições com apenas 39%, e devemos ter um cenário muito similar, de um governo sem maioria.”

A visão é compartilhada por outros cientistas políticos taiwaneses, como John Fuh-sheng Hsieh, para quem um eventual governo Lai, em minoria “muito provável” junto aos parlamentares, não teria como avançar na direção de maior independência formal, por exemplo.

Desta vez, afirma Yan, a ilha vislumbra até um governo de coabitação, no modelo francês, que foi aquele buscado pela reforma política feita nos anos 1990. Instituiu-se então a figura do primeiro-ministro, com o presidente mantendo controle direto de defesa e relações externas.

Passado o “caos” dos primeiros anos do governo Chen, há duas décadas, o PDP conseguiu equilibrar forças nas eleições legislativas, que posteriormente foram sincronizadas com a eleição presidencial. A partir daí, houve sintonia de controle dos dois poderes. Até agora.

Para Yan, em uma eventual composição com um dos partidos oposicionistas, possivelmente o Partido do Povo de Taiwan (PPT), terceiro na corrida pelo Executivo, levaria finalmente ao teste do sistema semipresidencial projetado originalmente, “solidificando a democracia taiwanesa”.

Lai e seu chefe de campanha, Cho Jung-tai, falam abertamente da perspectiva de um Legislativo “difícil”, com poder limitado para seu eventual governo. Curiosamente, é o candidato do Partido Nacionalista ou Kuomintang (KMT), Hou Yu-ih, que se manteve atrás ao longo da campanha, aquele com maior chance de unir as duas casas.

As pesquisas em dezembro indicavam vantagem para o KMT na composição parlamentar, mas também sem maioria. Seus integrantes e os do PPT estão atentos ao quadro, já que a posse será em fevereiro -enquanto o Executivo só será trocado em 20 de maio.

Nos últimos dias, o candidato a vice-presidente do KMT, Jaw Shau-kong, chegou a cobrar do candidato a presidente do PPT, Ko Wen-je, que declarasse antes da votação que não faria uma coalizão com o PDP, mas Ko se recusou e até questionou a “atitude ruim” de Jaw.

Na sexta (12), Ko acrescentou, a exemplo de Lai, que não se apegaria à filiação partidária e buscaria cooperação em questões específicas, sem garantia de composição para o comando legislativo ou para o gabinete.

Entre os cientistas políticos, Hsieh avalia que Lai e Ko podem até montar um governo de coalizão, mas este daria pouca amplitude de ação para o PDP; e Yan vai além, projetando Ko como eventual primeiro-ministro tanto de Lai quanto de Hou, embora mais próximo do segundo.

A votação, para o Executivo e o Legislativo, começa às 8h de sábado (13), horário de Taiwan (21h de sexta em Brasília). As urnas serão fechadas às 16h, com previsão de resultado à meia-noite (13h de sábado em Brasília) ou antes, em caso de grande vantagem para um dos candidatos.

Dos 23 milhões de taiwaneses, cerca de 19,5 milhões estão aptos a votar, mas o voto é facultativo, o que fez as campanhas dedicarem boa parte de seu trabalho nas últimas semanas à mobilização dos respectivos eleitores para sair de casa. Não é permitido o voto fora do distrito ou no exterior.

Chamado Yuan Legislativo, o Parlamento taiwanês é unicameral e tem 113 membros, sendo 73 eleitos por distrito com maioria simples, 34 por listas de representação definidas pelos partidos e seis exclusivamente por povos originários.

Os parlamentares decidem sobre mudanças na legislação e gastos orçamentários, inclusive de defesa. As indicações presidenciais para o Judiciário, inclusive à Suprema Corte, precisam ser aprovadas pelo Legislativo.

Chefe do Yuan Executivo, o presidente indica diretamente os ministros das Relações Exteriores e da Defesa e o primeiro-ministro, que forma o restante do gabinete em negociação com o Legislativo. Os parlamentares, por sua vez, podem derrubar o primeiro-ministro a qualquer momento, desde que somem ao menos 57 votos.

Fora da ilha, a eleição mobilizou as duas grandes potências mundiais. Pequim chegou ao final da campanha com declarações quase diárias contra Lai, descrito como um “sério perigo”. Washington mandou sinais como o convite para o representante taiwanês visitar o presidente da Câmara e o envio de combustível para uma base militar no norte das Filipinas, perto de Taiwan.

Ao lado da Folha de S.Paulo na entrevista coletiva de Lai, colunista de política externa do The New York Times Nicholas Kristof, questionado, comentou estar de volta à ilha porque “há muito mais interesse agora, devido à percepção muito maior de que possa acontecer uma guerra no estreito”.

Para Kristof, “é eletrizante ver eleições em que não se sabe quem vai vencer”, porém “o risco de guerra dependerá em parte do comportamento de Taiwan durante os próximos quatro ou oito anos, o que dá uma ressonância que historicamente as eleições aqui nunca tiveram”.

SP registrou mais de mil casos suspeitos de intoxicação e 12 mortes por drogas K em 2023

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em 2023, a Prefeitura de São Paulo registrou 1.099 casos suspeitos de intoxicação por drogas K, incluindo 12 mortes. As substâncias, também chamadas de canabinoides sintéticos, são conhecidas por causar um efeito zumbi nos usuários e geram um grau elevado de dependência.

O número indica um aumento de quase 11 vezes em relação aos 99 casos de 2022. Os dados incluem notificações feita por equipamentos de saúde públicos e privados da cidade.

As informações são da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), órgão da Secretaria Municipal da Saúde. Em nota, a gestão Ricardo Nunes (MDB) afirmou os casos suspeitos e os óbitos são de notificação compulsória e foram registrados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

O órgão afirmou que todas as notificações ainda estão sob investigação -nenhum deles foi confirmado ainda.

O número de drogas K apreendidas no ano passado também registrou um aumento no estado de São Paulo. Em 2022, foram apreendidos 11, 6 kg pela Polícia Civil por meio do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico). Já em 2023, o número subiu para 133,6 kg.

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada em novembro de 2023 já apontava o crescimento do uso da droga. Umas das principais dificuldades em combater o consumo está exatamente no fato que não se sabe exatamente como essas drogas são feitas, já que elas em geral são criadas a partir de uma mistura de substâncias.

Análises realizadas pela Polícia Científica de São Paulo apontaram que as chamadas drogas K consumidas na capital paulista costumam conter ao menos um entre 19 tipos de substâncias entorpecentes, que são misturadas a chás, ervas e temperos -principalmente erva-doce e camomila.

ENTENDA AS DROGAS K

O que são?

É a forma popular como ficaram conhecidos os canabinoides sintéticos, criados para estudos farmacológicos que buscavam entender o sistema endocanabinoide e o próprio mecanismo de ação no cérebro do THC, princípio psicoativo da maconha. Pesquisadores e a indústria farmacêutica buscam análogos sintéticos ao THC desde 1960, principalmente, para desenvolver novos analgésicos.

Do que são feitas?

No formato mais consumido, é dissolvido em acetona ou etanol é borrifado em ervas para imitar o aspecto de folhas secas de maconha. Além disso, várias outras substâncias, como conservantes e drogas ansiolíticas e estimulantes, podem estar presentes.

Por que não se trata de ‘maconha sintética’?

A maconha é derivada da planta Cannabis sativa que produz os fitocanabinoides, entre eles, o THC e o canabidiol (CBD). As drogas K são produzidas a partir de canabinoides sintéticos e atuam nos mesmos receptores que a substância psicoativa THC.

Quais os efeitos?

Usuários relatam estado de torpor imediato e muitos dizem “apagar” após o consumo. Os efeitos já observados no organismo são: psicose, paranoia, alucinação, alteração de humor com irritabilidade, agressividade, desorientação, ansiedade, ataques de pânico, tremores, espasmos musculares e convulsão, transpiração intensa, queimação nos olhos, perda de percepção de tempo, sedação, dor no peito, taquicardia, bradicardia, hipertensão, hiperventilação, dormência e formigamento, náuseas, vômitos, ressecamento da boca, entre outros. Muitos dos sintomas da intoxicação aguda tendem a desaparecer duas horas após o consumo da droga e pouco se sabe ainda sobre os sintomas mais persistentes.

A droga causa dependência?

Sim, as drogas K podem causar tolerância, sendo necessárias doses cada vez mais elevadas para obter o efeito psicoativo, e, com isso, há aumento de chances de desenvolvimento de dependência.Fontes: biomédico Eric Barioni e Sociedade Brasileira de Toxicologia

O número indica um aumento de quase 11 vezes em relação aos 99 casos de 2022 

Enel é condenada a indenizar pedreiro atingido por descarga elétrica em SP

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça de São Paulo condenou a Enel e a seguradora Tokio Marine a indenizarem em R$ 50 mil um pedreiro atingido por uma corrente elétrica.

O homem trabalhava em uma obra irregular na zona leste quando foi atingido por uma corrente elétrica que passava pelos cabos de alta tensão próximos ao local. Ele sofreu queimaduras de segundo grau, passou por cirurgias para reconstrução da mão direita e está sem movimentos em parte dela, o que o impossibilita de trabalhar. O caso aconteceu em 2017.

A obra irregular também se aproximou dos cabos elétricos já instalados ali. Após o acidente, a Enel, até então Eletropaulo, instalou um novo poste, a fim de se “eximir de qualquer responsabilidade”, segundo a ação.

Porém, ainda assim, observou a distância mínima prevista pela ABNT e pelas normas técnicas da própria Eletropaulo. Infelizmente, tal distância não foi suficiente para evitar a descarga elétrica sofrida pelo autor.

Osvaldo de Oliveira, relator do recurso

O relator também considera que o ocorrido interferiu no “bem-estar” do pedreiro. “Considera-se dano moral a intensa dor que não se confunde com as agruras que fazem parte do dia a dia da vida em sociedade […] Circunstâncias que não atingem a vítima desta forma não podem configurar dano moral, permanecendo na seara do transtorno, exasperação ou desconforto que, embora inegavelmente desagradáveis, são comuns no cotidiano e não repercutem juridicamente na esfera da responsabilidade civil.

As empresas deverão arcar com o pagamento de pensão mensal vitalícia equivalente a meio salário mínimo e indenizá-lo, por danos morais e estéticos, em R$ 50 mil. A decisão da 1ª Vara Cível do Foro Regional de Vila Prudente foi mantida pelo 12ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Ao UOL, tanto a Enel quanto a Tokio Marine disseram que não comentam decisões judiciais.

O caso aconteceu em 2017 

Grupos terroristas mais perigosos (e mortíferos) do mundo

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O Índice Global de Terrorismo fornece um relatório abrangente das principais tendências e padrões globais do terrorismo na última década. Produzido pelo Institute for Economics & Peace, o documento considera não apenas o número de mortes, que são resultados desses ataques, mas também os incidentes, os reféns e os feridos pela violência desmedida.

Também nomeia os quatro grupos terroristas mais mortíferos que operaram em todo o mundo em 2022. Num contexto mais amplo, conhecemos muitas organizações do gênero e as suas ações bárbaras são frequentemente divulgadas pela imprensa. Outras milícias, porém, são mais obscuras, mas não menos mortais e destrutivas nos seus objetivos.

Mas quais são os grupos terroristas mais perigosos do mundo? Descubra na galeria.

Balcão de Emprego anuncia vaga para garçom

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O Balcão de Emprego de São Francisco de Itabapoana (SFI), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), está com uma vaga disponível para garçom. A oportunidade é para trabalhar no Safra Coffee.

O único requisito para a vaga, que visa contratação permanente, é ser do sexo masculino. Os interessados devem enviar currículo para o e-mail [email protected] ou ainda entregá-lo na sede da SMTDH, situada na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, nº 141, no Centro da cidade, de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos, das 8h às 17h.

“Quem tiver oportunidades de emprego e desejar também participar desta parceria com a SMTDH, basta procurar a nossa equipe do Balcão que nós, além de divulgarmos as vagas disponíveis, ainda recebemos os currículos dos candidatos para a seleção do contratante”, ressaltou o secretário da pasta, Fagner Azeredo.

Israel rebate acusações de genocídio e diz que fim da guerra o deixaria indefeso

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No segundo dia de audiências na Corte Internacional de Justiça (CIJ), Israel rebateu nesta sexta-feira (12) as acusações de que comete genocídio em sua campanha militar na Faixa de Gaza, descrevendo-as como “grosseiramente distorcidas”, e afirmou que o fim das ofensivas deixaria o território israelense indefeso.

A África do Sul, que apresentou o processo ao tribunal internacional em dezembro, solicitou aos juízes na quinta (11) que impusessem medidas cautelares para interromper “imediatamente” os ataques em Gaza.

Pretória argumentou que as ofensivas aéreas e terrestres de Israel -que destruíram grande parte do território palestino e mataram mais de 23 mil pessoas, segundo autoridades de saúde de Gaza- têm “motivação genocida”, em acusação que já havia sido rechaçada por Tel Aviv.

As interpretações do conflito pela África do Sul são “grosseiramente distorcidas”, rebateu nesta sexta o consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Tal Becker, ao tribunal. “O conjunto de argumentos se baseia em uma descrição da realidade deliberadamente montada, descontextualizada e manipuladora”, afirmou. “Se houve atos de genocídio, eles foram perpetrados contra Israel.”

Tel Aviv iniciou sua guerra em Gaza depois que um mega-ataque feito pelo Hamas em 7 de outubro matou cerca de 1.200 pessoas, principalmente civis, em território israelense. Os terroristas ainda sequestraram mais de 200 pessoas, algumas das quais continuam em cativeiros na Faixa de Gaza. Na audiência, a delegação israelense exibiu vídeos e fotografias dos atos de barbárie perpetrados pelos terroristas.

“O terrível sofrimento dos civis, tanto israelenses quanto palestinos, é, antes de tudo, o resultado da estratégia do Hamas”, disse Becker, acrescentando que Israel tem o direito de se defender. Tel Aviv acusa o grupo terrorista de usar a população em Gaza como escudo, o que a facção nega.

Apoiadores da causa palestina protestaram em frente ao tribunal, mais conhecido como Corte de Haia, na Holanda, enquanto assistiam à audiência em uma telão. Os manifestantes vaiaram Becker e gritaram “mentiroso” várias vezes ao longo de sua fala.

As sentenças da CIJ são definitivas e, portanto, sem apelação. Uma decisão sobre medidas cautelares a serem implementadas em Gaza deve ser proferida ainda neste mês. Mas o tribunal, por ora, não deve se pronunciar sobre as acusações de genocídio -um julgamento sobre o tema pode se arrastar por anos.

A denúncia do país africano foi apresentada ao tribunal no último dia 29. O documento acusa o Estado judeu de descumprir a Convenção Internacional contra o Genocídio, que define o termo como a “motivação para destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Nesses casos, a “motivação” costuma ser o elemento mais difícil para os tribunais internacionais provarem.

“O principal componente do genocídio, a motivação de destruir um povo no todo ou em parte, está totalmente ausente”, afirmou Becker. “Israel está em uma guerra de defesa contra o Hamas, não contra o povo palestino, para garantir que eles [terroristas] não tenham sucesso.”

Os advogados israelenses sublinharam que o país faz “todo o possível” para aliviar o sofrimento humanitário em Gaza, incluindo esforços para retirar palestinos das áreas de risco. A população, entretanto, afirma que não há lugar seguro em Gaza.

Os mais de três meses de bombardeios israelenses devastaram grande parte da Faixa de Gaza, matando quase 24 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde local, e expulsando quase toda a população de 2,3 milhões de palestinos de suas casas. Um “bloqueio total” imposto por Tel Aviv restringiu o fornecimento de alimentos, combustível e medicamentos à Faixa, criando o que as Nações Unidas descrevem como uma catástrofe humanitária.

Israel disse na véspera que a África do Sul estava agindo como um “braço jurídico” do Hamas. O premiê Binyamin Netanyahu chamou o processo de “hipócrita” e disse que Pretória “representa monstros”.

O processo em Haia vem repercutindo no exterior. Steffen Hebestreit, porta-voz do governo da Alemanha, manifestou apoio a Tel Aviv nesta sexta e disse que Berlim rejeita “firmemente” a acusação de genocídio contra Israel. “[A denúncia] não tem base”, escreveu ele na plataforma X.

Enquanto Israel apresentava sua defesa em Haia, o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês) voltou a dizer nesta sexta que as autoridades israelenses estavam “sistematicamente” negando o acesso à região norte de Gaza para a entrega de ajuda, o que havia prejudicado “significativamente” a operação humanitária no local.

“As operações no norte [de Gaza] têm se tornado cada vez mais complicadas”, disse Andrea De Domenico, chefe da Ocha. “Temos uma recusa sistemática do lado israelense para que possamos acessar o norte.”

As autoridades israelenses e o Cogat, o órgão do Ministério da Defesa de Israel que supervisiona as atividades civis nos territórios palestinos, mão responderam imediatamente aos pedidos de comentários feitos pela agência de notícias Reuters.

Não há sobreviventes de queda de helicóptero, afirma PM

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Militar informou em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (12) que não há sobreviventes no helicóptero modelo Robinson R44 que desapareceu no dia 31 de dezembro quando partiu de São Paulo em direção a Ilhabela, no litoral norte.

Estavam a bordo o empresário Raphael Torres, 41, a vendedora de roupas Luciana Marley Rodzewics Santos, 46, a filha dela, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, 20, e o piloto Cassiano Tete Teodoro.

“Todos os corpos foram encontrados dentro da aeronave. Todos estão mortos”, disse o coronel Ronaldo B. de Oliveira, comandante da Aviação da PM.

Ele explicou que com informações mais precisa sobre a possível localização da aeronave passaram a fazer sobrevoos mais lentos e mais baixos.

“Os destroços foram avistados às 9h15, mas não tinha como descer. Precisava de materiais mais especializados. O helicóptero Águia 12 decolou de São Paulo com pessoal especializado e conseguiu acessar a aeronave”, explicou o comandante.

O helicóptero foi localizado nesta manhã em área de mata em Paraibuna, na Serra do Mar, pelo Águia 24 da Polícia Militar. A corporação abriu uma clareira na mata e desceu de rapel para conseguir acessar os destroços da aeronave.

Desde o primeiro dia do ano as buscas eram feitas com helicópteros e aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), Polícia Militar e Polícia Civil. O trabalho ganhou reforço de equipes do Exército. A família do piloto e a empresa CBA Investimento, operadora da aeronave, também mantinha buscas em solo com cerca de 20 mateiros usando drones, binóculos e outros equipamentos.

Durante a viagem, o empresário chegou a avisar o filho por uma mensagem de áudio sobre as condições climáticas adversas na cidade litorânea e indicou que a aeronave faria uma mudança de rota para Ubatuba.

Em mensagem para o namorado, Letícia também falou do mau tempo. “Pousamos” e “No meio do mato”, escreveu a jovem. O namorado então teria perguntado o local do pouso, e Letícia respondeu não saber.

Por volta das 14h do domingo, a jovem enviou um vídeo que mostrava forte neblina ao redor da aeronave. “Tá perigoso. Muita neblina. Eu estou voltando”.
Os tripulantes pararam de fazer contato após o pouso às margens de uma represa em Paraibuna, no Vale do Paraíba, que investigadores acreditam ter sido feito para esperar passar o mau tempo.

O celular de Luciana parou de emitir sinais às 22h14 do dia 1º de janeiro, dia seguinte ao desaparecimento.

As autoridades investigam se os passageiros eram conduzidos por um serviço irregular de táxi aéreo. O piloto Cassiano Teodoro teve sua licença e todas as habilitações cassadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em setembro de 2021 por transporte aéreo clandestino, fraudes em planos de voo e após ter escapado de uma fiscalização.

Ele obteve uma nova licença em outubro do ano passado, após ficar afastado pelo prazo máximo de dois anos, mas, segundo a agência de aviação, ainda não estava habilitado a realizar voos com passageiros.

Além disso, a empresa que operava o helicóptero tampouco tinha autorização para transporte aéreo de passageiros e, em 2022, o MPF (Ministério Público Federal) recomendou que várias empresas de aviação se abstivessem de alugar aeronaves às companhias de Teodoro, após identificar que ele atuava de forma clandestina.

A defesa de Teodoro afirma que houve uma punição indevida contra o piloto e que fiscais da Anac cometeram irregularidade durante uma fiscalização.

Estavam a bordo Raphael Torres, 41, Marley Rodzewics Santos, 46, Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, 2… 

Unidades de urgência e emergência funcionando neste feriado em Campos

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HGG/Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), manterá todas as unidades de urgência e emergência funcionando normalmente, durante o feriado pelo dia de Santo Amaro (Padroeiro da Baixada Campista), nesta segunda-feira (15).

Além disso, três unidades funcionarão para atender crianças e adultos que precisem atualizar a caderneta de imunização. São elas: Unidade Pré-Hospitalar (UPH) de Travessão; Clínica da Criança e na sede da SMS. Os demais serviços da secretaria retornarão com os atendimentos na terça-feira-feira (16).

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) não irão funcionar durante o feriado. Estarão abertas as Unidades Pré-Hospitalares (UPH) 24h, assim como o Hemocentro Regional de Campos, que funciona todos os dias, por livre demanda, no Hospital Ferreira Machado (HFM), inclusive nos finais de semana e feriados, das 7h às 18h. Também estarão funcionando normalmente o Hospital Geral de Guarus (HGG), o Ferreira Machado (HFM) e Hospital São José (HSJ), além da Clínica da Criança, antigo PU de Guarus.

Fonte: Ascom

Carmén Lúcia suspende concursos da PM de Santa Catarina por limitarem vagas para mulheres

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O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou na quarta-feira, 10, uma decisão liminar da ministra Carmen Lúcia que suspende dois concursos públicos da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). Os editais tinham o objetivo de contratar oficiais e praças, mas limitavam o ingresso de mulheres a apenas 20% das vagas disponíveis.

A decisão proíbe a divulgação dos resultados e a homologação dos concursos, que já estavam nas fases finais de publicação. Como é uma liminar, a determinação é temporária e a ministra já solicitou que a pauta seja incluída na primeira sessão plenária da Corte, para ser apreciada em fevereiro, após o recesso do Judiciário.

Os editais previam que, para a vaga de soldado, com remuneração de R$ 6 mil mensais, as mulheres poderiam disputar apenas 100 vagas, enquanto os homens concorreram a 400. Já para oficiais, com salário de R$ 16,3 mil, elas concorreram a 10 vagas, enquanto eles a 40.

A decisão da ministra atendeu a um pedido formulado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questionava trechos da Lei Complementar estadual 587/2013, de Santa Catarina, que estabelecem um porcentual mínimo de vagas que deveriam ser reservadas para mulheres em concursos da PM e também dos Bombeiros Militares no Estado. Em sua decisão, Carmén Lúcia observou que, num primeiro momento, a medida pode ser interpretada como uma política de ação afirmativa, “direcionada a favorecer, a promover e a ampliar o acesso da população do sexo feminino em cargos públicos”.

Entretanto, ela avalia que a norma também pode servir de respaldo para limitar as vagas aos 20% reservados para mulheres – como ocorreu nos dois concursos julgados – e garantir que elas sejam excluídas “da esmagadora maioria dos cargos ofertados”.

Nos últimos meses, o Supremo suspendeu outros concursos de polícias militares pelo Brasil pelo mesmo motivo. Em novembro, o ministro Dias Toffoli suspendeu a aplicação de provas dos concursos públicos da Polícia Militar do Estado do Pará (PM-PA) por limitar a 20% as vagas destinadas a mulheres, totalizando 880 vagas para elas, enquanto 3.520 ficariam para os homens.

Apenas uma semana antes, o ministro Cristiano Zanin autorizou que o concurso da PM do Rio de Janeiro, que havia sido suspenso, pudesse prosseguir, mas que as cotas por gênero fossem retiradas. Edital previa apenas 10% das vagas para mulheres.

Em dezembro, Zanin também suspendeu novas convocações de candidatos aprovados nos concursos públicos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso pelo mesmo motivo. O ministro também havia suspendido um concurso da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) por discriminação, e só liberou a retomada com a retirada da regra de gênero.

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Os editais tinham o objetivo de contratar oficiais e praças, mas limitavam o ingresso de mulheres a…