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Vídeo. Cidade italiana de Milão ‘acorda assustada’ com tornado

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Um tornado atingiu, na manhã desta sexta-feira (21), a cidade italiana de Milão, segundo dá conta a imprensa local.

O fenômeno registou-se por volta das 11 horas locais, na zona nordeste da cidade.

Imagens ilustrativas do tornado e da forte onda de mau tempo que afetou Milão – que estão já sendo amplamente compartilhadas nas redes sociais, e pode ver na galeria acima – foram captadas na zona de Cernusco sul Naviglio, segundo reportado pelo Il Messaggero.

O Corriere della Sera afirma, por outro lado, que os bombeiros tiveram de dar resposta a cerca de 110 ocorrências só nesta manhã, devido a inundações, deslizamentos e queda de árvores, em consequência do mau tempo.

Tudo isto enquanto as regiões do centro e sul do país, com um calor que continua sem dar tréguas, apresentam uma meteorologia bastante diferente daquela que se fez sentir na região da Lombardia – onde se têm registado fortes episódios de vento, chuva e até granizo.

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Fogos obrigam turistas a deixar hotéis na ilha grega de Rodes

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A Grécia enfrenta uma longa onda de calor e os incêndios florestais parecem não dar tréguas, nomeadamente na ilha de Rodes, onde centenas de turistas tiveram de deixar os hotéis onde estavam hospedados.

As imagens divulgadas nas redes sociais mostram a evacuação, ao mesmo tempo que o céu aparece alaranjado e coberto de fumaça. Segundo a imprensa internacional, este sábado quatro locais nas proximidade de Kiotari e Lardos foram evacuados.

Ao mesmo tempo, os utilizadores vão compartilhando os seus relatos, com algumas queixas quanto à falta de informações por parte das autoridades e das companhias aéreas. Os turistas dizem ter deixado todos os seus pertences nos hotéis, enquanto fogem a pé.

“Jet2, onde estão vocês? Sem ajuda, contato ou orientação. Tive de caminhar 4 milhas (pouco mais de 6 quilômetros) no calor em trilhos de terra com fumaça e cinzas com uma criança de 5 anos. Sem pertences“, escreveu  Jon Hughes, turista, no Twitter.

“São centenas de pessoas sem nenhuma instrução ou orientação sobre o que devem fazer, sem água”, escreveu outa utilizadora, identificada como Aimie Marshall.
 
“Nenhum contato da TUIUK ou de funcionários do hotel. Houve um alerta então saímos rápido! Pouco antes de todo o hotel ser evacuado e deixados sem pertences“, “Moradores, turistas e funcionários sazonais deixaram hotéis e casas em Kiotari e Lardos, devido ao incêndio florestal fora de controle na ilha grega de Rhodes. A polícia diz que cerca de 15.000 pessoas receberam ordem de evacuação”, lê-se noutras publicações.

A imprensa local diz que três hotéis foram atingidos pelas chamas.

No combate ao fogo estão centenas de bombeiros, apoiados por meios aéreos. Além disso, três navios da guarda costeira e um dos exército estavam também, além de barcos particulares, evacuando pessoas das praias.

Veja na galeria acima um vídeo que mostra os turistas deixando os hotéis.

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Cervejaria Backer e Promotoria firmam acordo de indenização às vítimas de intoxicação

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(FOLHAPRESS) – O Ministério Público de Minas Gerais e a cervejaria Três Lobos, fabricante da bebida Backer, firmaram um acordo nesta sexta-feira (21) para indenizar as vítimas de contaminação após o consumo de um dos produtos da marca.
Investigações apontaram que dez pessoas morreram desde o início do caso, em janeiro de 2020, e outras 19 ficaram com sequelas neurológicas, renais ou motoras, intoxicadas por uma substância chamada dietilenoglicol. O produto é usado na indústria como anticongelante e serve para evitar que os líquidos evaporem. O produto é tóxico e não deveria ter contato com a bebida.

O acordo determina o pagamento de R$ 500 mil para cada vítima e R$ 150 mil para familiares de primeiro grau. Os parentes das vítimas que morreram receberão os R$ 500 mil sem prejuízo ao outro montante de R$ 150 mil.

Em nota, a cervejaria Três Lobos afirmou estar de acordo com os valores. “Faz parte da indenização o pagamento da integralidade dos danos materiais, inclusive o pagamento de salário equivalente ao último provento recebido pela vítima antes de sua intoxicação.”

As investigações e perícias técnicas apontaram que tanques foram responsáveis pelas contaminações. O produto circulava por dutos no entorno dos tanques e, por furos, acessou os compartimentos em que a cerveja era fabricada. A empresa, porém, nega que usasse o dietilenoglicol em seu processo de fabricação. Ao todo, dez pessoas se tornaram rés, entre funcionários e sócios. O julgamento está na segunda fase.

Dois processos foram abertos contra a Backer e seus donos. Um cível, que cobra da empresa o pagamento de indenizações às vítimas e familiares, e um criminal, contra os três proprietários da empresa Três Lobos, que são Ana Paula Lebbos, Munir Lebbos e Salim Lebbos.

No acordo firmado nesta sexta, a cervejaria reconheceu o pedido de condenação em danos morais e sociais coletivos, e deverá pagar R$ 1,5 milhão ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor.

O acordo foi protocolado no último dia 14 de julho na 23ª Vara Cível de Belo Horizonte e extingue uma ação civil pública de indenização por dano material. A Justiça acatou integralmente o valor pedido pela Promotoria.

O acordo de indenização aos familiares inclui pagamento de coparticipações de planos de saúde, custos de medicamentos, acompanhantes e tratamentos psicológicos às vítimas, além de transporte e alimentação.

“Cada vítima terá direito ao ressarcimento de custos de tratamento, empregos e oportunidades perdidas. Buscamos no acordo conseguir toda a estrutura material tentar levar a vítima ao status que ela tinha antes do acontecimento”, afirmou Fernando Ferreira Abreu, promotor de Justiça de Defesa do Consumidor.

Abreu afirmou que outras possíveis vítimas que não estão entre as 29 e não entraram no acordo poderão receber a indenização, desde que sejam confirmadas pela perícia e se enquadrem no marco temporal

A cervejaria entrou em recuperação judicial e os lotes de uma empresa de empreendimentos imobiliários de Belo Horizonte servirá de garantia para o pagamento das indenizações. Parte dos sócios dessa empresa de empreendimentos é também sócia da marca de cerveja.

A Empreendimentos Khalil vai vender 244 lotes de sua propriedade, no município de Perdigão (MG), para cobrir a indenização. Os valores serão somados a um fundo gerido pela Associação das Vítimas de Intoxicação por Dietilenoglicol. Atualmente, 5% do faturamento líquido mensal da cervejaria Três Lobos é destinado ao fundo.

“A Backer está em recuperação judicial. Segundo informação preliminares, há uma dívida de R$ 50 milhões. Não tenho como prosseguir com um processo sem olhar para amanhã e um mínimo de segurança. Se amanhã a cervejaria tem a sua recuperação judicial transformada em falência, teremos uma situação extremamente complexa”, completa.

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Ataque a drone na Crimeia fecha ponte 5 dias após explosões na estrutura

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Menos de uma semana depois de ser alvo de uma explosão, a ponte da Crimeia voltou a ser fechada nesta sexta-feira (21) após um ataque a drone na península atribuído pela Rússia à Kiev. Enquanto isso, um bombardeio no sudeste da Ucrânia matou um jornalista russo e feriu outros três neste sábado (22), segundo o Ministério da Defesa de Moscou.

As informações vindas da Crimeia são do governador instalado na península pela Rússia -o país tomou o território da Ucrânia em 2014, oito anos antes de iniciar a guerra contra Kiev, em fevereiro do ano passado. Serguei Aksionov afirmou que houve uma explosão em um depósito de munição no centro da Crimeia, a cerca de 180 km da ponte, sem mencionar vítimas.

Autoridades isolaram um raio de cinco quilômetros na região e suspenderam brevemente o tráfego na ponte. Imagens compartilhadas pela mídia estatal mostraram uma espessa nuvem de fumaça cinza no local.

A interrupção do tráfego na ponte, que serve de elo logístico para as forças de Moscou, ocorre cinco dias depois de o segundo ataque à construção durante a guerra matar duas pessoas e danificar um trecho da estrada. Na ocasião, um casal que estava em um carro morreu e a filha de 14 anos deles ficou ferida.
A explosão, provocada por um drone submarino, ocorreu horas antes de os russos deixarem o acordo que permitia a exportação de grãos de Kiev pelo mar Negro. A ponte é o maior símbolo da absorção da Crimeia pelo Kremlin, ocorrida na esteira da derrubada do governo pró-Moscou em Kiev.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse nesta sexta que a ponte era um alvo legítimo. “Essa é a rota usada para alimentar a guerra com munições e isso está sendo feito diariamente”, disse o líder. Por isso, Moscou está em alerta máximo para incidentes na região.

Um canal oficial da Rússia no Telegram pediu aos moradores da península para não entrarem em pânico em caso de alarme, e um conselheiro do governador da Crimeia alertou as pessoas para não postarem imagens de infraestrutura crítica da ponte na internet.

“Lembre-se de que um vídeo postado na internet de instalações militares ou de outras instalações críticas é trabalho para o inimigo”, disse Oleg Kriutchkov. Ele pediu ainda que os autores dessas postagens sejam denunciados ao Ministério do Interior ou ao serviço de segurança da Rússia.
A 300 km dali, na cidade ucraniana de Zaporíjia, três jornalistas russos foram feridos e um foi morto, segundo o Ministério de Defesa de Moscou.

Eles haviam sido retirados do campo de batalha, mas um correspondente da agência russa de notícias RIA, Rostislav Zhuravlev, morreu durante a viagem, segundo a pasta. Os outros estão em estado grave, mas estável. “Não há risco de vida. Eles estão recebendo todos os cuidados médicos necessários”, disse o ministério. A RIA confirmou que seu correspondente foi morto enquanto fazia uma reportagem na vila de Piatikhatki.

O Ministério da Defesa disse que a Ucrânia usou bombas de fragmentação no incidente, embora não tenha fornecido evidências da alegação. Kiev recebeu a controversa munição dos EUA este mês -mais de 120 países proíbem a fabricação, venda e uso de bombas desse tipo. As bombas cluster, como também são chamadas, espalham explosivos menores no solo que, se não explodem, ficam no ambiente como minas terrestres. A Ucrânia disse repetidamente que seu uso será limitado ao campo de batalha.

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Homem morre enquanto fazia caminhada sob 50 ºC no Vale da Morte, nos EUA

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Um idoso norte-americano, apaixonado por caminhadas em ambientes hostis, morreu na última terça-feira enquanto andava pelo Vale da Morte, no estado norte-americano da Califórnia, conhecido por ser uma das zonas mais quentes do planeta

Segundo informou o Los Angeles Times, que poucas horas antes de morrer tinha entrevistado o homem, identificado como Steve Curry, as autoridades explicaram que a morte tinha sido causada pelo calor.

O homem, de 71 anos, teria colapsado à porta de um banheiro na região do parque do Vale da Morte. Um visitante ligou para os serviços de emergência e os guardas no local ainda fizeram manobras de reanimação, mas sem sucesso.

Curry foi entrevistado durante uma pausa da sua longa caminhada, que durava horas, aproveitando uma pequena sombra debaixo de uma placa de metal. Quando questionado sobre o porquê de se expor ao risco de calor extremo, Curry respondeu: “Porque não?”.

Quando morreu, o centro de visitas onde foi encontrado registava mais de 49 graus Celsius.

A sua mulher não se mostrou desiludida com a escolha do marido. Citada pela Associated Press, Rima Evans Curry afirmou que “ele morreu cumprindo algo que sempre que quis fazer”. “Ele queria ir ao Vale da Morte. Ele queria caminhar lá”, reiterou.

Curry foi entrevistado pelo LA Times numa pequena sombra, horas antes de morrer© Francine Orr/Los Angeles Times via Getty Images  

O Vale da Morte, e o parque natural onde se encontra ao longo da Califórnia e do Nevada, é considerado como um dos locais mais quentes do planeta, e a região com as maiores temperaturas alguma vez registadas – com a maior a ocorrer em julho de 1913, quando se apontaram 57 graus Celsius no mesmo lugar onde morreu Curry. A localização do vale, situado num deserto abaixo da linha do mar, cria condições propícias à ocorrência de calor extremo, registando-se regularmente mais de 50 graus Celsius.

Numa época em que o mundo regista temperaturas recorde, o Vale da Morte não é exceção e, no passado domingo, os termômetros atingiram os 53 graus Celsius.

Estas enormes temperaturas não têm impedido, no entanto, uma grande afluência turística, com vários visitantes posando para fotos junto ao termômetro afixado na entrada.

Steve Curry é o segundo caminhante a morrer no parque do Vale da Morte só este mês.

A Associated Press acrescenta que o homem, que se reformou há dez anos após uma carreira como eletricista, era um ávido montanhista, fazendo da atividade física uma forma de consciencialização sobre o impacto destes esportes em pessoas de idade mais avançada.

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Tubarões estão viciados em cocaína jogada por traficantes no mar, diz estudo de cientista

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um fenômeno intrigante tem chamado a atenção dos pesquisadores marinhos na costa da Flórida, Estados Unidos. Milhares de tubarões podem ter ingerido grandes quantidades de cocaína, que teriam sido descartadas na água por traficantes de drogas que tentavam levar seu produto para o país. O biólogo marinho Tom Hird, conhecido como “The Blowfish”, está investigando o caso, que é apresentado pelo documentário “Cocaine Sharks” (Tubarões-cocaína, em tradução livre), a ser lançado pelo Discovery Channel.

O documentário explora a forma como produtos químicos, fármacos e drogas ilícitas estão chegando aos oceanos e seus possíveis efeitos nos delicados ecossistemas marinhos. Grandes blocos de cocaína oriundos da América do Sul e América Central têm sido encontrados nas praias da Flórida por décadas, sendo que parte desses entorpecentes é lançada ao mar e, posteriormente, recolhida por traficantes de drogas em embarcações.

Relatos de pescadores chamaram a atenção de Tom Hird, que começou a investigar o comportamento dos tubarões após ingerirem o material. Em um experimento, junto à cientista ambiental da Universidade da Flórida, Tracy Fanara, eles criaram embalagens semelhantes a fardos de cocaína e observaram os tubarões se aproximando e mordendo-as. Em outro teste, uma “bola de isca” contendo pó de peixe altamente concentrado, que desencadeou uma reação semelhante à dopamina presente em uma dose de cocaína, levou os tubarões a se comportarem de maneira agitada.

O documentário “Cocaine Sharks” traz à tona a preocupação com o impacto dessas substâncias ilícitas nos ecossistemas marinhos e a necessidade de aprofundar os estudos para compreender melhor essa questão.

A equipe de pesquisadores pretende prosseguir com as investigações, buscando esclarecer as implicações e consequências do possível envolvimento dos tubarões com a cocaína.

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Homem muda-se para a cidade e tenta criar vacas na varanda de apartamento

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Um incidente incomum chamou a atenção dos internautas esta semana e tornou-se viral nas redes sociais. Um homem que se mudou para uma cidade da província de Sichuan, na China, tentou criar vacas na varanda do seu apartamento, no quinto andar.

De acordo com o jornal de Hong Kong South China Morning Post, o complexo residencial abriga pessoas de aldeias próximas que foram realojadas, o que pode ajudar a explicar a situação única.

As imagens, difundidas na plataforma de vídeo Douyin (a versão chinesa do TikTok), mostram sete bezerros – com peso entre 10 e 20 quilos cada – na varanda do apartamento. 

Apesar de o proprietário dos animais ter planejado criá-los em sua casa, os seus planos foram interrompidos pelos vizinhos do edifício. Afinal, só conseguiu manter os seus “animais de estimação” na varanda durante um dia. Na semana passada, funcionários da administração urbana intervieram e retiraram os animais do local.

No entanto, a história não termina aqui, já que a administração da propriedade e os guardas travam uma ‘batalha’ com o dono das vacas, que está tentando trazê-las de volta para o apartamento após a sua remoção. 

Este curioso acontecimento atraiu a atenção dos internautas chineses, que reagiram com humor e até com compreensão pela dificuldade que as pessoas provenientes de zonas rurais têm em adaptar-se à vida na cidade e em mudar os seus hábitos.

“Tenho a certeza que o gado dele nunca pensou que um dia iria viver num edifício”, brincou um utilizador, enquanto outro disse que “pelo menos a situação mostra que a construção do edifício é de boa qualidade”.

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Condenada a 5 anos por pagar assassino com bitcoin para matar ex-marido

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Uma mulher foi condenada na quinta-feira a cinco anos de prisão, depois de um tribunal no estado norte-americano da Califórnia tê-la considerado culpada por contratar um assassino para matar o ex-marido, pagando ao indivíduo com criptomoedas.

O caso remonta a 2016, quando Kristy Lynn Felkins, agora com 38 anos, contratou um ‘hitman’ através de um serviço na ‘dark web’ de venda de serviços de assassinato. Segundo os registos disponibilizados pelo tribunal, e citados pela Associated Press, a mulher queria que o homicídio “parece-se um acidente”, pedindo que o marido fosse morto em viagem.

O pedido custou à mulher cerca de 5 mil dólares (quase 4.500 euros), pagos em bitcoin, uma das criptomoedas mais conhecidas.

Felkins, natural do estado de Nevada, admitiu a culpa no caso e revelou que pagou mais de 4 mil dólares para acelerar o processo. Além disso, admitiu também que “não queria saber” se a nova namorada do ex-marido “fosse ferida durante o homicídio”.

A acusada esperava ainda receber um grande reembolso com a morte do ex-marido, graças ao seguro de vida, caso a morte fosse considerada um acidente. 

Segundo as autoridades, o serviço não passava, no entanto, de um golpe.

Kristy Lynn Felkins admitiu a responsabilidade em tribunal para evitar um julgamento, chegando a um acordo com a acusação para cumprir uma pena de cinco anos, com mais três anos de liberdade condicional e supervisionada.

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Mais de 100 milhões de abelhas morrem em Mato Grosso após uso indevido de agrotóxico

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CUIABÁ, MT (FOLHAPRESS) – A cidade mais rica do agronegócio no país também já pode ser considerada uma das mais letais para abelhas. Sorriso (a 420 km de Cuiabá), em Mato Grosso, foi o epicentro de um extermínio de mais de cem milhões de abelhas por conta do uso indevido do agrotóxico Fipronil, lan por aviões agrícolas em uma fazenda de algodão na cidade no mês passado.

O uso desse inseticida por via aérea é proibido. Um dia depois do despejo do agrotóxico, apicultores dos municípios de Sorriso, Sinop (MT) e Ipiranga do Norte (MT) registraram mortes instantâneas das abelhas em suas colmeias. Ao todo, 600 caixas foram contaminadas e perdidas pelos produtores.

“Foi um verdadeiro extermínio por conta da grande quantidade. E sabíamos que era o resultado de veneno que passaram em uma fazenda próxima”, diz a vice-presidente da Associação de Apicultores e Meliponicultores do Vale do Teles Pires de Sorriso (Apis Vale) Clacir Signorini.

Cada caixa de colmeia chega a ter de 170 mil a 220 mil abelhas nesta época do ano, que é de alta na produção de mel, daí o cálculo da quantidade de abelhas mortas no episódio.

“Nós fizemos esse cálculo por baixo, pelo mínimo. Mas pode ser que o impacto seja muito maior, porque ainda tem as abelhas nativas e silvestres que ficam na natureza. Essas nós não contamos. Então o estrago pode ter sido até o dobro do que calculamos”, afirma.

Signorini conta que as mortes das abelhas ocorreram em 18 e 19 de junho, período em que houve variação de temperatura na região, e que, no dia da aplicação do Fipronil, o vento forte levou o produto para cima, criando o que se chama de bolsão de ar. Com isso, o agrotóxico “viajou” para outras regiões dos três municípios.

A associação denunciou o caso para o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária) de Mato Grosso, que iniciou as investigações no mesmo dia, com a coleta das abelhas mortas e vistorias em 22 fazendas da região.

O material foi levado para o Instituto Biológico do Estado de São Paulo para análise. O laudo confirmou que as mortes de mais de cem milhões de abelhas ocorreram em razão do agrotóxico Fipronil, que tem em sua bula a proibição de uso por via aérea.

Segundo Filipe Cavalcante Farias, engenheiro agrônomo e fiscal estadual de defesa agropecuária e florestal do instituto, a fiscalização foi rápida, o que facilitou a identificação do responsável pela morte das abelhas.

“Ao todo visitamos 22 propriedades na região e em uma identificamos os galões do produto vazios. Na pista de aviação, também encontramos resquícios do Fipronil. Nossas suspeitas foram confirmadas com o laudo oficial, que encontrou moléculas do produto nas abelhas e colmeias que foram levadas para análise”, conta.

O proprietário recebeu multa de R$ 225 mil, e o processo foi encaminhado para o Ministério Público de Mato Grosso, para investigação de crime ambiental, e para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso, para apurar a conduta do engenheiro responsável pela autorização da aplicação do produto de forma ilegal. A reportagem não conseguiu contato com o produtor rural multado.

“Houve crime ambiental porque esse agrotóxico invadiu a cidade. Pessoas respiraram esse produto que tem um grau altamente tóxico, conforme sua bula. Como o Indea não investiga crime ambiental, encaminhamos para as autoridades competentes”, explica o engenheiro.

A vice-presidente da associação de apicultores reforça que, além do impacto econômico, há também a preocupação constante com os impactos ambiental e de saúde pública na região, que é repleta de fazendas que utilizam agrotóxicos.

“É preciso urgentemente criar políticas de controle do uso de agrotóxico nessa região, porque nossas crianças estão adoecendo. O número de jovens com câncer tem aumentado na nossa cidade. E as autoridades têm que intensificar as fiscalizações para evitar que uma tragédia maior, a médio e longo prazo, ocorra”, afirma.

Câmara de Betim aprova veto a crianças e adolescentes em eventos LGBTQIA+

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BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – Com apenas quatro artigos, um projeto que proíbe a participação de crianças e adolescentes em eventos LGBTQIA+ foi aprovado na Câmara de Betim (MG), na Grande BH, na última reunião ordinária antes do recesso parlamentar, realizada no dia 11.

O projeto foi votado em regime de urgência e, tanto o autor da proposta, Layon Dias Silva (Republicanos), quanto a Câmara informaram que a rapidez foi para que a votação ocorresse antes da Parada LGBTQIA+ da cidade, prevista para o dia 30. A Defensoria Pública pediu que o prefeito Vittório Medioli (sem partido) vete a proposta, enviada para ele para ser ou não sancionada.

O texto prevê multa de R$ 10 mil por hora em caso de descumprimento e cita expressamente a Parada LGBTQIA+ como um dos ambientes em que estaria proibida a presença de crianças e adolescentes.

O projeto diz que a proibição vale para “qualquer evento público que tenha cunho de exibição de cenas eróticas ou pornográficas, incentivo às drogas e intolerância religiosa”, salvo expressa autorização judicial.

Layon alega que “crianças e adolescentes expostos a eventos Parada LGBTQIA+ podem enfrentar dificuldades em discernir aspectos da sexualidade humana” e que “a sexualização precoce pode levar a problemas psicológicos, emocionais e sociais”.

O vereador afirmou que o objetivo é proteger as crianças e jovens da cidade. “As pessoas querem me rotular como homofóbico, não sou. Não tenho preconceito, muito pelo contrário, tenho duas pessoas que trabalham comigo que são homossexuais e são excelentes profissionais”, disse.

Ele afirmou ainda que não esperava a repercussão do projeto e criticou a imprensa.

O psicólogo Gabriel Portella, mestre em psicologia comportamental, disse que a relação apontada no projeto entre os eventos e incentivos a drogas e promiscuidade é preconceituosa e que é ingenuidade acreditar que a presença trará algo negativo para crianças e adolescentes.

“Não existe uma correlação entre a exposição de pessoas a eventos do tipo e uma confusão mental de orientação sexual. Ninguém se torna gay por contato. Até porque a maioria das pessoas homoafetivas têm pais heteros. Então estamos falando de uma relação que não é de causa e efeito”, afirmou.

Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI+, afirmou que a organização respeita as leis de proteção à criança e o adolescente.

“As paradas LGBTQIA+ são eventos em que as pessoas vão para reivindicar direitos e se divertirem, então são públicas, abertas e não devem ter proibição de nenhum tipo de pessoa, inclusive de criança e adolescente. É nessa fase que se aprende a respeitar a diferença, é na interação com as pessoas”, disse Reis.

O projeto recebeu 13 votos a favor, enquanto 7 vereadores não votaram e outros 3 estavam ausentes na votação.

O vereador autor do projeto tem também em seu histórico um projeto de lei, ainda em tramitação, que institui o Dia de Combate à Cristofobia, alegando que pessoas ao redor do mundo enfrentam “oposição como resultado de sua identificação com Jesus Cristo” e que isso aumenta o número de pessoas com medo de ir à igreja.

PEDIDO DE VETO

Logo após a aprovação na Câmara, o projeto recebeu recomendação de veto da Defensoria Pública de Minas Gerais. Em documento enviado ao prefeito e à procuradora-geral do município, Ana Paula Flaviana Silva Assis, a Defensoria alega que o projeto proíbe o debate sobre diversidade e “colabora para a formação de pessoas despreparadas para a vida em democracia”.

O conteúdo recomenda ainda que o município elabore política pública de conscientização e promoção da cidadania que preze pelo respeito à pluralidade, às diferenças e voltada à erradicação de todas as formas de discriminação.

Outro ponto apresentado é sobre a importância de se atuar preventivamente na garantia da liberdade de locomoção de crianças e adolescentes, no uso do direito à convivência comunitária.

“A própria redação da lei, no artigo primeiro em que proíbe a participação de criança e adolescente na Parada LGBTQIA+ já deixa claro que existe um preconceito e uma violência simbólica contra a população LGBTQIA+ porque ao equiparar a parada do orgulho com manifestações de erotismo e pornografia faz entender que a comunidade LGBTQIA+ é uma que tem comportamento desviantes, que não merece conviver em sociedade”, disse o defensor público Paulo Cesar Azevedo de Almeida.

Segundo ele, a prefeitura ainda não respondeu ao pedido de veto. A Folha procurou a prefeitura, que não quis se pronunciar sobre o caso.

Sobre a recomendação da Defensoria, Layon disse lamentar o posicionamento. “O objetivo maior que quero é que as crianças não tenham acesso a esse tipo [de evento], onde as pessoas andam desnudas.”

Irmãos de 6 anos e 9 anos saltam de prédio durante visita do Conselho Tutelar

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RIBEIRÃO PERTO, SP (FOLHAPRESS) – Uma abordagem do Conselho Tutelar em Ribeirão Preto (a 313 km da capital paulista) nesta quinta-feira (20) acabou com dois irmãos, um de seis anos e outro de nove, saltando de um edifício de dois andares e caindo de uma altura de três metros. O mais novo fraturou o pé e precisou passar por cirurgia nesta sexta (21).

Em depoimento na quinta-feira (20) à Polícia Civil, a mãe contou que não tinha com quem deixar os filhos nas férias e que buscou ajuda, em maio deste ano, no conselho para matriculá-los em uma escola de período integral, mas, até agora, nada havia sido feito.

À polícia, ela disse que saiu às 8h30 para trabalhar e deixou o café da manhã para os dois. Ela voltaria para dar o almoço e ver como estavam. Também passou o contato de uma vizinha que a ajuda no período de aulas, encaminhando as crianças para a escola e as recebendo quando chegam.

Ela disse que, depois que os filhos caíram do prédio, foi acionada pelo próprio condomínio, por telefone, e não pelo conselho. Ao chegar em casa, encontrou os filhos na ambulância e não teria recebido informações da conselheira sobre como os fatos aconteceram, apenas de que havia denúncia de maus-tratos.

A mãe disse à polícia acreditar que os meninos pularam por medo da situação e de serem levados para a casa do pai, com quem não desejariam morar.

Segundo o advogado dela, Vanderley Caixe Filho, que ainda não conversou com as crianças, o menino mais velho está na casa de uma tia, o mais novo, no hospital e a mãe, em um lugar seguro por causa da repercussão do caso.

Caixe afirmou que desconhece as acusações contra a mãe, já que o relatório da Polícia Civil sobre o caso não foi finalizado. O material será enviado ao Ministério Público, que decidirá se a denúncia será levada adiante com uma acusação formal contra a mãe.

“Eram duas crianças dentro do apartamento, imagino que [a denúncia] tenha sido por algum barulho. Mas outra questão difícil é saber por que elas pularam da janela. Estavam conversando com a conselheira pela porta e, de repente, elas pulam. O que foi dito que as assustou?”, questionou Caixe.

SEM RECURSOS

O advogado disse que a cabeleireira não tinha condições de pagar alguém ou um lugar para deixar os filhos e que inúmeras mães do país sem rede de apoio, como a cliente dele, passam pela mesma situação, especialmente em época de férias escolares. Ele reforçou que a cliente havia buscado ajuda do mesmo conselho.

Os conselheiros foram acionados de forma anônima por vizinhos, que informaram que as crianças estavam sozinhas no apartamento durante as férias. A ação investigava denúncia de maus-tratos, violência doméstica e cárcere privado.

A reportagem tentou contato, por meio de mensagens e telefonemas, com a conselheira responsável pela abordagem, mas não conseguiu resposta. Também procurou o Conselho Tutelar, porém foi encaminhada para um número de telefone que não atende. O pai das crianças não foi localizado.

As crianças foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhados à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leste.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou, por meio de nota, que a Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso, registrado como maus-tratos e abandono de incapaz na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

Nobel da Paz chama a atenção com banhos de cerveja e vinho na Polônia

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LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Ex-presidente da Polônia e ganhador do Nobel da Paz de 1983, Lech Walesa voltou ao noticiário de uma maneira inusitada. Nesta semana, ele publicou fotos nas redes sociais em banheiras repletas de vinho e cerveja, chamando a atenção da mídia e dos seguidores.

A primeira fotografia, com a legenda “banho de cerveja”, foi postada na página oficial de Walesa, 79, na quarta (19), no Facebook. “Saúde, tudo de bom! Incluindo uma boa forma de relaxar”, escreveu Małgorzata Barbara Niemczyk, política e ex-jogadora e treinadora de vôlei.

Depois, na quinta-feira (20), Walesa fez uma nova publicação e repetiu a cena. Desta vez, mergulhado em uma banheira de vinho: “Não foi minha ideia a conservação de corpos em vinho”.

Muitos dos comentários na publicação foram em tom de bom humor e aprovação. “Deus, como eu gosto de você, senhor presidente!”, publicou um seguidor. “Presidente, é maravilhoso banhar-se em vinho, o senhor vai ficar saboroso como as uvas”, escreveu outro.

Por outro lado, alguns não gostaram das publicações. “Presidente, no que eles colocaram você…”, disse um. “Acho uma vergonha para você ser mostrado em uma banheira. Há limites”, criticou outro.

Nos anos de 1980, Walesa foi fundador do sindicato Solidariedade, que ajudou a derrubar o comunismo na Polônia. Ele foi laureado com o Nobel da Paz de 1983, pela luta não violenta, pelos sindicatos livres e pelos direitos humanos em seu país.

O político foi presidente da Polônia entre 1990 e 1995. Ele tentou a reeleição, mas foi derrotado no segundo turno pelo social-democrata Aleksander Kwaśniewski.

Itália faz maior apreensão de cocaína da história, com valor estimado em R$ 4,5 bi

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Autoridades da Itália disseram nesta sexta-feira (21) ter apreendido uma carga recorde de 5,3 toneladas de cocaína que estava sendo transportada em um navio próximo à Sicília, no sul do país. O carregamento tinha valor estimado de EUR 850 milhões (R$ 4,5 bilhões) e cinco pessoas foram presas, segundo a polícia.

De acordo com o jornal italiano Corriere della Sera, trata-se da maior apreensão de cocaína já realizada na Itália. A Guardia di Finanza, uma das forças policiais que se ocupa de questões financeiras e econômicas, disse que o navio com a droga partiu da América do Sul, sem especificar o país.

Uma aeronave de vigilância flagrou na madrugada de quarta (19) tripulantes jogando grandes pacotes na água, que posteriormente foram recolhidos por um barco de pesca. O navio, então, passou a ser monitorado. Os guardas interceptaram a embarcação horas depois e encontraram a cocaína em um compartimento escondido. Dois tunisianos, um italiano, um albanês e um francês foram presos.

O governador da Sicília, Renato Schifani, disse que a operação representa um golpe duro contra o tráfico de drogas na Itália. “As drogas são um flagelo da nossa sociedade alimentada por homens sem escrúpulos que semeiam a morte esmagando esperanças e destruindo muitas famílias”, afirmou.

Os cinco tripulantes detidos são acusados de tráfico internacional de drogas e levados ao presídio de Pagliarelli, na capital siciliana. Eles aguardam uma audiência, que ainda não tem data para acontecer.

Em maio, a polícia do sul da Itália anunciou a apreensão de 2.734 kg de cocaína em um porto na Calábria. O carregamento vinha de Guayaquil, no Equador, e viajaria até a Armênia após navegar pelo Mar Negro e atracar no porto de Batumi, na Geórgia. A carga, porém, foi interceptada no porto de Gioia Tauro, no sul italiano.

A Calábria é o berço da ‘Ndrangheta, considerada a máfia mais rica e poderosa da Itália e que desempenha um papel central no tráfico de drogas da Europa. A organização tem representantes em mais de 40 países, incluindo o Brasil, onde um dos chefes da organização, Rocco Morabito, foi detido em 2021, na Paraíba, após fugir de uma prisão no Uruguai, em 2019.

Uma operação policial contra a ‘Ndrangheta também em maio resultou em 132 prisões e apreensões em dez países, incluindo Itália, Alemanha, França e Brasil. A ação teve como objetivo enfraquecer o grupo, envolvido em casos de lavagem de dinheiro, corrupção e violência, além do tráfico de drogas.

Greves e retirada de sem-teto antecedem megaevento católico com papa em Lisboa

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LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Com previsão de atrair mais de 1 milhão de pessoas para Lisboa –o dobro da população da cidade– na primeira semana de agosto, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que conta com a presença do papa Francisco, já movimenta a capital portuguesa.

Além do anúncio oficial de muitas restrições de circulação, com ruas bloqueadas e grandes áreas do centro e da zona oriental fechadas para o trânsito, o megaevento católico desencadeou greves e protestos. Várias categorias profissionais convocaram paralisações, totais ou parciais, em um ou mais dias do encontro.

Já a Câmara Municipal de Lisboa (CML), equivalente à Prefeitura, foi acusada por sem-teto e ativistas de realizar uma operação de remoção da população em situação de rua da avenida Almirante Reis, ponto conhecido de concentração de tendas e abrigos improvisados na capital lusa. A via é o principal eixo de passagem até uma das grandes atrações do evento, o Festival da Juventude.

À agência Reuters a Comunidade Vida e Paz, organização que presta auxílio a pessoas sem-teto, afirmou que a Câmara Municipal pediu que a entidade informasse aos residentes da avenida que suas barracas e pertences deveriam ser removidos, e a opção de abrigo disponibilizada em contrapartida pelas autoridades foi criticada pela ONG.

O governo lisboeta, por sua vez, negou que a intenção tenha sido a de esconder a população em situação de rua, afirmando que realiza intervenções de limpeza de forma periódica.

O tema chegou até a Assembleia Municipal de Lisboa, e a responsável pela área de Direitos Humanos e Sociais na capital, a vereadora Sofia Athayde, afirmou que “é falso” dizer que a remoção das barracas ocorreu por conta da visita do papa. Segundo ela, as ações “nada têm a ver com a JMJ”. “Houve pessoas que aceitaram o acolhimento, houve pessoas que decidiram manter-se nas tendas.”

Ao longo dos 2,8 quilômetros da via, no entanto, a concentração de barracas é agora visivelmente menor do que há um mês.

A Jornada Mundial da Juventude também intensificou o movimento de greves e protestos em Portugal, que já vinha em alta desde o começo do ano, impulsionado pelo aumento do custo de vida.

Em mobilização por reajustes salariais, trabalhadores da empresa que opera a rede de trens do país, a Comboios de Portugal, começaram uma greve parcial em julho que se estenderá até o fim da jornada. O movimento tem a adesão de revisores e funcionários das bilheterias e já afeta a circulação ferroviária também em outros pontos do país.

Nos aeroportos, sindicatos que representam trabalhadores que prestam serviço em terra confirmaram um pré-aviso de greve para os dias 30 e 31 de julho e para 5 e 6 de agosto. Na área da saúde, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) convocou paralisação de 1º a 4 de agosto, com abrangência para os 18 municípios que compõem a Região Metropolitana de Lisboa.

A Federação Nacional dos Médicos também ameaça uma greve nos primeiros dias da JMJ caso o governo não aceite algumas das exigências feitas pela entidade em um processo de negociação em curso.

Uma das greves mais temidas, a paralisação do serviço de coleta de lixo, porém, foi desconvocada após o sindicato dos trabalhadores de resíduos sólidos e urbanos chegar a acordo com as autoridades.

Mesmo sem parar, funcionários das forças de segurança prometem realizar protestos durante o período da jornada. Uma das ações já programadas é uma manifestação próxima à Presidência da República, programada para o momento em que o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, estiver recebendo o papa Francisco.

Professores e outros trabalhadores das escolas públicas também farão ações de protesto.

Os lisboetas também enfrentarão pesadas restrições de circulação. A interrupção do trânsito e a suspensão dos serviços de aluguel de bicicletas e patinetes contribuíram para que muitas empresas anunciassem o fechamento temporário de lojas e escritórios e a adoção do trabalho remoto durante o encontro da juventude católica.

Como a JMJ coincide com o período de férias escolares e coletivas de muitos trabalhadores, alguns lisboetas têm optado por deixar a cidade.

Moradora da região de Arroios, próxima a um dos palcos do evento, a estudante de mestrado brasileira Aline Sá, 29, embarca para Paris dois dias antes do começo da jornada. “Já queria viajar e marquei férias para essa data para evitar a confusão. Minha família mora em Copacabana, e eu vi de perto os inconvenientes que a Jornada Mundial da Juventude pode trazer”, afirmou, relembrando a sujeira e as dificuldades de locomoção quando o Rio de Janeiro sediou o evento, em 2013.

Nas igrejas e em outros estabelecimentos religiosos, o clima já é de festa. Membros do clero e voluntários têm trabalhado para apoiar a organização do evento, incluindo esforços para acomodar peregrinos oriundos de várias partes do mundo.

Além dos eventos oficiais, divididos em três palcos, há uma série de atrações paralelas ocorrendo por toda cidade. A Jornada Mundial da Juventude acontece de 1º a 6 de agosto em Lisboa. Principal personalidade do evento, o papa Francisco chega à cidade no dia 2 e permanece até o fim do encontro.

Situação da saúde yanomami está melhor, mas ainda não contornada, diz secretário

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A operação de saúde na Terra Indígena Yanomami, que completa seis meses, começa a fazer a transição da etapa emergencial para a próxima, estrutural, na qual o objetivo é reconstruir e ampliar a assistência aos povos da região.

É o que afirma o secretário de Saúde Indígena do governo Lula (PT), Weibe Tapeba. Segundo ele, a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) prepara nos próximos dias a reabertura formal do sétimo polo de saúde indígena dentro do território, em Roraima.

A medida, no entanto, ainda não significa que o atendimento à população indígena esteja funcionando plenamente. “Temos um cenário melhor do começo do ano para agora, uma diminuição [da malária e da desnutrição], mas é algo gradual e infelizmente ainda não conseguimos contornar a situação, vamos precisar de mais alguns meses”, diz à Folha de S.Paulo.

Segundo o Ministério da Saúde, quase 30 mil atendimentos a indígenas foram realizados desde o início do ano, uma média de mais de 160 por dia.

“Desde a decretação da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), em janeiro, [o ministério] investiu, até maio, R$ 19,1 milhões no socorro aos povos indígenas daquela região”, disse a pasta, em nota.

A emergência sanitária foi decretada em 20 de janeiro. No dia seguinte, Lula e ministros foram a Roraima para anunciar medidas para a região.

A situação da saúde yanomami era grave no início do ano, com alta incidência de malária, outras doenças e desnutrição, resultado da atuação ilegal do garimpo dentro do território.

Relatórios revelados pela Folha mostram que a estrutura de assistência à população foi precarizada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Nas vistorias realizadas nos polos de saúde do território entre os dias 15 e 25 de janeiro, a equipe da Sesai encontrou remédios vencidos, seringas orais reutilizadas indevidamente e fezes espalhadas em unidades de atendimento, além de desvio de comida e de medicamentos para tratamento de malária.

O relatório ainda mostra a explosão dos casos de malária durante o governo Bolsonaro: foram registrados 9.928 casos da doença na região da terra yanomami em 2018, número que passou para 20.393 em 2021.

O documento ainda aponta que quase um terço dos casos ocorreu na faixa etária de 0 a 9 anos (30%) e que o local de provável infecção que mais cresceu no período foi justamente em áreas de garimpo.

Durante a visita da equipe de saúde ao polo de Surucucu, no início do ano, foram registrados relatos de alimentos roubados. No local, faltavam frutas e verduras desde julho de 2022, sem reabastecimento e foi identificada escassez de panelas, copos, pratos e a ausência de botijão de gás.

O relatório também cita falta de medicamentos e relatos de extravio de remédios de malária.

Quando o grupo visitou a Casai (Casa de Saúde Indígena) de Boa Vista, o banheiro estava com as portas quebradas e as malocas estavam sujas e com fezes. Esgoto a céu aberto, falta de alimentos e e um extintor de incêndio vencido desde 2014 foram outros problemas observados.

Em razão da insegurança trazida pelo garimpo ilegal, que atua fortemente armado e ligado ao crime organizado, sete unidades de saúde dentro do território indígena acabaram fechadas durante o governo Bolsonaro.

Agora, o Ministério da Saúde diz que já conseguiu reativar seis -Hakoma, Homoxi, Haxiú, Kataroa, Lahaka e Ajarani- e que a última delas, Parafuri, deve voltar a funcionar “nos próximos dias”, segundo nota da pasta.

Após a reabertura, diz Tapeba, o desafio será fazer com que os polos voltem a funcionar plenamente, o que demandará um esforço de infraestrutura e de pessoal.

“As ações que nós realizamos até aqui foram emergenciais, sanitárias e humanitárias, para salvar vidas. Agora entraremos nas ações estruturantes”, afirma.

As unidades de saúde dentro do território indígena são feitas de madeira, em razão da dificuldade logística de se levar materiais de construção para dentro da área -já que o transporte precisa ser feito pela via aérea.

O secretário diz ainda que há conversas com outros ministérios para instalar painéis de energia solar e pontos de internet e telefonia via satélite, uma vez que atualmente a maior parte da região tem como único meio de comunicação o rádio, o que dificulta a realização da assistência.

Além disso, continua Tapeba, será feito um esforço para reverter o índice de evasão dos profissionais de saúde que atuam no território, que nos últimos anos vinham deixando seus postos em razão da precariedade das estruturas e da insegurança trazida pelo garimpo.
“Avaliamos que a grande maioria dessas unidades precisam de uma ação mais estruturante -de reforma, ampliação ou reconstrução- para que os médicos tenham condições de ficar no território. Muitas unidades infelizmente não proporcionam isso, nós reconhecemos”, diz.

ESFORÇO CONTRA MALÁRIA AINDA É INSUFICIENTE, DIZ SECRETÁRIO

Em julho deste ano, a Sesai decidiu trocar o coordenador do Distrito de Saúde Indígena (Dsei) Yanomami, segundo ele, porque as coisas “não estavam caminhando na velocidade que precisavam”.

A secretaria também pretende ampliar a atuação de indígenas dentro do distrito, para realizar um diagnóstico mais preciso da situação sanitária na região.

Os principais problemas, afirma Tapeba, seguem sendo a malária -contra a qual “todo o esforço feito ainda é insuficiente”- e a desnutrição.

Para reverter a situação da primeira, ele diz que será realizado um novo plano de combate à doença.

Sobre o segundo problema, o secretário relata relata que a permanência de garimpos por anos dentro do território causou não só a cooptação de indígenas para a atividade ilegal, mas também fez com que aldeias perdessem a tradição de construir roças, por exemplo.

Ao mesmo tempo, a exploração dos recursos naturais espanta animais de caça e contamina os rios e peixes, que servem de alimento para as comunidades da região.

Assim, diz, apesar do efeito positivo das cestas básicas no combate à fome, a insegurança alimentar ainda preocupa.

O principal polo de assistência indígena da TI Yanomami, o de Surucucu, foi transformado em um centro de referência para atendimento a indígenas, e foi feita uma parceria com a Cufa (Central Única das Favelas) para reformar e ampliar o local.

A Saúde ainda pretende construir um hospital indígena em Boa Vista, que, segundo Tapeba seria o primeiro do país a ficar em uma capital.

O objetivo, diz, é desafogar não só a Casai (estrutura cujo objetivo é realizar acompanhamento da saúde indígena, mas não funciona como hospital), mas também o sistema de Roraima como um todo, que também é pressionado pela crise migratória vinda dos países vizinhos.

“Nos próximos meses, vamos implantar um plano de combate à malaria, um programa de estruturação das unidades de Saúde e alocar investimento para saneamento”, completa o secretário.

Ataque a escolas: governo Lula quer que casos sejam punidos como crime hediondo

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O governo federal anunciou nesta sexta-feira, 21, que irá propor um projeto de lei para que ataques a escolas sejam punidos como crime hediondo. A ideia, segundo a gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), surgiu a partir de sugestão das famílias das quatro vítimas do atentado a uma creche em Blumenau (SC), em abril deste ano. Também foram assinados repasses destinados a cidades como Suzano (SP), onde um massacre matou dez pessoas em 2019.

Em alta no País, os atentados em escolas já vitimaram ao menos sete pessoas neste ano. No último mês, um ataque cometido em um colégio em Cambé, no Paraná, deixou dois estudantes mortos. Em março, uma professora foi morta em ataque a escola na Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo. Foram mais de 40 homicídios no âmbito escolar desde o começo dos anos 2000.

Em pacote de medidas anunciado nesta sexta, o governo propõe alteração na Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, com o objetivo de que tanto o homicídio cometido no interior de instituições de ensino quanto a violência em escolas (de natureza gravíssima e lesão corporal seguida de morte) sejam considerados crimes hediondos.

No crime hediondo, o condenado não tem direito a fiança, é insuscetível a graça, indulto ou anistia e liberdade provisória, além de ter progressão de regime mais lenta. “Quero dedicar esse projeto de lei aos pais, mães e famílias de todas as crianças e adolescentes que perderam a vida no Brasil em face da violência”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.

O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, também discursou em evento do governo federal. “Foram 20 segundos necessários para que Blumenau fosse ferida, famílias fossem feridas e crianças retiradas de seu seio familiar. Eram quatro filhos únicos de famílias que hoje têm o seu ninho vazio”, disse.

“Estamos dando um passo importante com o encaminhamento desse projeto de lei, transformando em crime hediondo o crime cometido nas escolas. Quero fazer um apelo ao Congresso Nacional que, com celeridade, nos ajude a proteger a vida de nossas crianças”, acrescentou Hildebrandt.

Além do projeto de lei, o governo federal também propõe acrescentar novo inciso ao artigo 121 do Código de Processo Penal para prever nova espécie de homicídio qualificado: o homicídio cometido no interior de instituições de ensino, com pena de reclusão de 12 a 30 anos.

O objetivo, com isso, é que a pena do homicídio cometido no âmbito de instituições de ensino seja aumentada em um terço, na maior parte dos casos, até a metade, em casos em que a vítima é uma pessoa com deficiência ou com doença que implique o aumento de sua vulnerabilidade.

A ideia é também aumentar a pena em dois terços se o autor for ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima. Ou tiver “qualquer outro título tiver autoridade” sobre o alvo, a exemplo de professores.

Em paralelo, o governo propõe criar um novo crime, denominado “Violência em Instituições de Ensino”, para as situações de lesão corporal praticada no interior das escolas, com pena de detenção de três meses a três anos. Em casos de lesão corporal grave, gravíssima, lesão corporal seguida de morte ou quando o crime é cometido contra pessoa com deficiência, a ideia é aumentar a pena em um terço.

Repasses a Estados e municípios

Também nesta sexta, o governo assinou repasses a 24 Estados, mais o Distrito Federal, e aos 132 municípios habilitados no edital Escola Segura, lançado em abril. Entre as cidades contempladas, está Suzano, onde um ataque a escola que deixou dez pessoas mortas em 2019 – o município receberá R$ 961,5 mil. Os repasses variam de cerca de R$ 240 mil, para cidades menores, até R$ 3 milhões, para determinados Estados.

Segundo o governo, os projetos habilitados e que serão financiados pelo edital envolvem medidas preventivas da patrulhas/rondas escolares das polícias militares ou das guardas civis municipais, cursos de capacitação para profissionais da área de segurança e cursos que contemplem o acolhimento, escuta ativa e encaminhamento para a rede de proteção às crianças e adolescentes. Além de pesquisas e diagnósticos, bem como fortalecimento da investigação e monitoramento cibernéticos.

Mulheres incendeiam casa de suspeito após crime sexual gerar revolta na Índia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Dezenas de mulheres incendiaram a casa do principal suspeito em um caso de agressão sexual em Manipur, na Índia. O crime de estupro, ocorrido em maio, enfureceu a população do país.

O suspeito é acusado de arrastar duas mulheres tribais pelas ruas e de incitar uma multidão a estuprá-las, segundo investigações da polícia e relatos de testemunhas. O crime provocou revolta nacional após um vídeo viralizar nas redes sociais nesta semana, o que desencadeou uma onda de protestos.

Leia Também: Vídeo de violência sexual na Índia obriga Modi a abordar conflito étnico

O homem foi preso nesta quinta (20), após o premiê indiano, Narendra Modi, descrever o ataque como “uma vergonha para qualquer sociedade civilizada” e prometer ações duras. Três outros suspeitos também foram detidos, e a polícia está rastreando pelo menos 30 pessoas envolvidas no crime.

“Entendemos a raiva, mas pedimos às mulheres que protestem de forma pacífica, pois há um intenso mal-estar”, disse Hemant Pandey, oficial da polícia na capital do estado, Imphal, após o ataque contra a casa.

A agressão sexual foi relatada pelas vítimas em maio, depois que confrontos étnicos se intensificaram em Manipur. Os conflitos explodiram após uma ordem judicial determinar a extensão de benefícios sociais concedidos ao povo tribal Kuki também à população majoritária meitei.

Pelo menos 125 pessoas foram mortas e mais de 40 mil fugiram de suas casas desde o início da violência. Em maio, uma multidão armada vandalizou casas pertencentes à tribo kuki e agrediu sexualmente duas mulheres, de 21 e 19 anos, que foram estupradas e ainda obrigadas a desfilarem nuas.

A filmagem data daquele mesmo mês, embora tenha viralizado nesta quarta, deixando o país em choque. Nela, duas mulheres da tribo kuki são obrigadas a caminhar nuas enquanto uma horda masculina da etnia meitei, cerca a dupla, ameaçando-as e exibindo os próprios pênis. Elas choram e tentam cobrir seus corpos -moradores afirmam que elas sofreram um estupro coletivo.

Uma das vítimas afirmou ao veículo indiano The Wire que policiais estavam presentes no momento e nada fizeram. A multidão ainda teria matado o irmão de uma das mulheres quando ele tentou protegê-la.

Protestos foram organizados em várias partes da Índia por grupos que atuam em defesa dos direitos humanos. Os manifestantes exigem justiça e investigações rápidas. “Queremos saber por que a polícia falhou em agir rapidamente quando soube que mulheres foram estupradas”, disse Radhika Burman, estudante na cidade de Calcutá, no leste do país, que liderou uma manifestação nesta quinta.

Centenas de manifestantes foram às ruas também na cidade de Bengaluru, no sul, e em Bhubaneswar, no leste. Atos também foram registrados em campi universitários de todo o país.

A repercussão do caso levou o premiê Modi a se pronunciar sobre o conflito pela primeira vez nesta quinta. “O que houve com as filhas de Manipur jamais será perdoado”, afirmou ele em seu habitual discurso de abertura de sessão no Parlamento. “A Justiça tomará as medidas mais rigorosas e avançará com toda a sua força.”

À época do ocorrido, o silêncio do líder quanto ao conflito entre kukis e meiteis foi considerado uma tentativa de abafar o caso, ocorrido em um estado governado por seu partido, o Bharatiya Janata (BJP, ou nacionalista hindu). Mesmo agora, opositores apontaram para o fato de que o premiê não abordou diretamente a violência na região ou apresentou planos para reduzi-la em sua declaração.

Chinês é condenado por vender vídeos racistas de crianças da África

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um homem chinês que filmava crianças do Maláui fazendo declarações racistas sobre si mesmas em mandarim para vender os vídeos online foi condenado a um ano de prisão por uma corte do país africano.

A informação é da emissora britânica BBC, cuja sucursal no continente identificou o criminoso em um documentário no ano passado. Lu Ke, conhecido como Susu, foi acusado de 14 crimes, incluindo tráfico e exposição de menores. Como ele já passou o equivalente ao tempo da sentença sob custódia à espera do julgamento, o tribunal ordenou que ele deixe o país em no máximo sete dias e jamais retorne.

Lu lucrava com o racismo existente em parte da sociedade chinesa. Ele e outros compatriotas viajavam a vilas pobres na África e pagavam cerca de US$ 0,50 (R$ 2,40, na cotação atual) por dia para que crianças, adolescentes e mulheres gravassem mensagens personalizadas em vídeos que seriam vendidos online.

Um dos registros mostra cerca de 15 crianças de uniforme vermelho falando “sou um demônio negro; meu Q.I. é baixo” -“demônio negro” (黑鬼, ou hēi guǐ) é o equivalente racista em chinês para “crioulo”. Em outro, um grupo diz estar faminto ao mesmo tempo em que o cinegrafista põe uma porção de batata frita em frente à câmera. Um terceiro exibe um conjunto de crianças e jovens prometendo jamais sair da África.

Os vídeos eram vendidos por até US$ 70 (R$ 375) em redes sociais e sites como Taobao, da Alibaba, também dona do AliExpress. Quando a identidade de Lu foi divulgada, ele fugiu para a Zâmbia. Tendo entrado lá de modo ilegal, foi extraditado de volta ao Maláui, onde havia um mandado de prisão contra ele.

Lu negava que seus vídeos tivessem conteúdo racista e dizia que seu objetivo era, na verdade, difundir a cultura chinesa entre as comunidades locais. Ele também afirmou ter pago US$ 16 mil (R$ 75 mil) ao governo como forma de compensar suas vítimas e financiar atividades ligadas à responsabilidade social.

Ao estrear, em junho de 2022, o documentário da BBC sacudiu as relações sino-africanas. A China logo reagiu, com o diretor-geral do Departamento de Assuntos Africanos da chancelaria chinesa, Wu Peng, afirmando no Twitter que seu país vinha “reprimindo esses atos ilegais online nos últimos anos”. Ele ainda prometeu medidas mais efetivas para “punir vídeos de discriminação racial no futuro”.

O continente africano é o destino da maior parte dos investimentos chineses e representa uma peça central nas ambições globais do gigante asiático. Casos de discriminação e racismo contra negros na China têm, no entanto, aparecido com frequência cada vez maior na agenda da região com Pequim.

Em 2020, viralizaram vídeos de nigerianos sendo expulsos de restaurantes e hotéis em Guangzhou, no sul, estigmatizados por supostamente “espalharem Covid” pelo local. A Nigéria afirmou que a situação era “angustiante, perturbadora e inaceitável”.

Jovem é presa após tentar contratar assassino para o filho em site de humor

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma jovem de 18 anos foi presa na Flórida, nos EUA, após tentar contratar um assassino para seu filho de 3 anos em um site. Ela não sabia, mas a página era de humor.

Jazmin Paez, 18 anos, tentou contratar um assassino por intermédio do site Rent a Hitman (Contrate um Atirador, em inglês) para matar o próprio filho. A jovem usou o pseudônimo “Daphne” e afirmou que queria se livrar da criança e contratou alguém para levá-la “para longe” o mais rápido possível. Ela enviou fotos do filho e a localização onde ele estava hospedado.

Ela foi acusada de encomendar um assassinato em primeiro grau, segundo o jornal britânico Metro.

Segundo a polícia, Paez entrou em contato com o site, pedindo que alguém “cuidasse” de seu filho de três anos.

O que ela não sabia é que o Rent a Hitman é uma paródia aos sites encontrados na Deep Web para contratação de assassinatos, administrado por um homem chamado Bob Innes, da Califórnia. Ele recebe constantemente e-mails de pessoas interessadas em seus serviços, alguns dos quais ele encaminha para a polícia.

Um detetive disfarçado fingiu ser o assassino contratado e Paez confessou suas intenções. Ela ofereceu ao policial disfarçado R$ 14 mil (US$ 3.000) pelo trabalho.

A jovem foi presa na terça-feira (18) e acusada de encomendar um assassinato em primeiro grau. Depois pagou fiança de R$ 71 mil (US$ 15.000) e foi libertada, mas está proibida de entrar em contato com seu filho. O Departamento de Crianças e Serviços Familiares da Flórida também está investigando o incidente.

Governo federal vai apertar regras de compra de armas por civis e para clubes de tiro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, vão assinar nesta sexta-feira, 21, novas regras que apertam o controle sobre o uso de armas por civis e de funcionamento de clubes de tiro. Pelas novas normas, o número de armas por pessoa deve cair de 60 para 16.

Em relação aos caçadores, colecionadores e atiradores (CACs), o limite de armas de uso restrito era de 30. Agora, deve passar para quatro, segundo o texto do decreto até a noite de quinta-feira, 20. O governo federal não deve obrigar a entrega das armas pelos CACs, mas induzir a devolução, com recebimento de indenização pelo dono dos equipamentos.

A cerimônia de assinatura das novas regras está prevista para 11h desta sexta-feira. As novas regras revogam flexibilizações que haviam avançado na gestão Jair Bolsonaro (PL).

O governo vai retomar também os diferentes níveis de CACs – 1, 2 e 3. Haverá uma quantidade específica de cartucho e arma para cada uma dessas categorias.

Ainda será proibido o funcionamento de clubes de tiro 24 horas por dia. O horário limite será as 22 horas. E esse tipo de unidade não poderá funcionar próximo de escolas.

Os pontos mais sensíveis do decreto, além da liberação de uso de pistolas 9mm, são com quem ficará a responsabilidade de registrar e fiscalizar as armas de CACs, com o Exército ou com a Polícia Federal. O governo também discutia se os processos pendentes de registro atenderiam à nova regra, ou à anterior. Ambos temas foram levados ao presidente Lula em reunião à tarde e serão apresentados nesta sexta-feira.

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