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Onda de calor exige cuidados com o uso do ar-condicionado para evitar incêndios

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(FOLHAPRESS) – Com as recentes ondas de calor que atingem diversas partes do país, com temperaturas perto dos 40°C, muita gente tem abusado dos aparelhos de ar-condicionado, e outros sonham em ter um para chamar de seu.

Especialista, porém, alerta que é preciso tomar uma série de cuidados para evitar superaquecimento na rede elétrica e incêndios.

Quem ainda vai instalar o aparelho precisa avaliar as condições da rede elétrica.

“Tem que verificar a fiação elétrica da casa ou apartamento porque vai ter uma demanda maior de energia. Vai ter uma corrente maior passando pelos painéis e pelos fios. Tem que ter cuidado para que essa fiação esteja direcionada para essa demanda maior de corrente”, diz Alberto Hernandez Neto, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo).

Outro ponto importante, diz o professor, é instalar disjuntores adequados e que desliguem em caso de falha elétrica.

“Normalmente, as pessoas acabam colocando um disjuntor maior que o necessário. Se há um superaquecimento do fio ele não desliga o aparelho, deixa funcionando e pode acontecer um incêndio”, explica.

De acordo com o especialista, foi isso o que aconteceu no centro de treinamento das categorias de base do Flamengo, que deixou dez adolescentes mortos em fevereiro de 2019.

“O problema é esse, se começa a puxar muita corrente e o fio não está adequado, ele aquece mais, aquecendo mais a gente pode gerar uma temperatura de combustão, por exemplo, do painel elétrico. Foi o que aconteceu lá no Ninho do Urubu do Flamengo. Um painel elétrico não estava dimensionado para o ar condicionado, aqueceu demais e pegou fogo. Então tem esse risco”, afirma Neto.

O Corpo de Bombeiros foi procurado, mas não tem levantamento sobre incêndios causados por aparelhos de ar-condicionado. A corporação também não notou aumento nesse tipo de ocorrência.

Os aparelhos domésticos mais comuns são chamados de split. Eles têm duas unidades, uma chamada de interna ou evaporadora, é a que climatiza o ambiente. A outra, fica na parte externa, e é chamada de condensadora.

“Quando vai fazer a instalação, tem que ter um técnico qualificado para instalar no lugar correto. É uma pessoa qualificada para fazer isso, senão pode ter vários problemas, desde problemas elétricos, até de o equipamento não funcionar adequadamente porque ele está mal posicionado”, diz.

O professor diz que vários prédios, principalmente os mais antigos, não permitem instalar o ar condicionado por questões técnicas. E muita gente tem colocado a parte que deve ficar do lado de fora dentro dos ambientes.

“Ela pega o calor que está na sala, no quarto, e rejeita para o lado externo. Se você coloca [a condensadora] dentro de um banheiro de serviço, por exemplo, ele vai rejeitar para o banheiro de serviço. Vai ganhar uma fonte de calor dentro do apartamento. O equipamento precisa de uma ventilação boa para funcionar adequadamente. Se é colocado no interior do banheiro ou área de serviço a ventilação é precária. Então, ele acaba aumentando o consumo de energia e trazendo riscos”, aponta.

Já para quem já tem o aparelho instalado, mas que passa a maior parte do tempo desligada ou ficou muito tempo sem uso, é importante fazer uma revisão antes de retomar a utilização nessas épocas de muito calor.

“É preciso fazer uma revisão dos componentes, principalmente o compressor e os controles. Além de fazer uma limpeza do filtro para começar a utilizar. Pedir uma visita técnica para fazer essa avaliação”, ressalta.

O professor reforça a importância de não sair de casa e deixar o ar condicionado ligado.

“O aparelho não tem nenhuma segurança do ponto de vista elétrico. Ele não tem nenhum alerta sobre sobrecarga elétrica. Ele vai ficar ligado na energia. Se tiver superaquecendo o fio, o ar condicionado não avisa isso”, afirma ele. O problema pode inclusive causar um incêndio. “Se está fora do ambiente, desliga o ar condicionado porque ele não vai ser útil. Se não tem pessoas, não faz sentido ficar ligado.”

CONSUMO DE ENERGIA

O professor da Poli também alerta para o alto consumo dos aparelhos, que pode ser de 30% a 40% da conta de energia elétrica.

Além das questões de saúde, os filtros precisam estar limpos também para evitar mais aumentos na conta.

“Se o filtro não está limpo, ele bloqueia o ar. Ele vai fazer com que o fluxo de ar não seja tão adequado. A pessoa acaba usando mais que o necessário”, explica sobre o tempo de uso e a potência.

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Quem ainda vai instalar o aparelho precisa avaliar as condições da rede elétrica 

Zelenski admite temer Trump e espera não ver traição dos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em meio às dúvidas acerca do comprometimento do Ocidente com sua resistência à invasão promovida pela Rússia da Ucrânia, o presidente Volodimir Zelenski disse nesta terça (19) não acreditar que será traído pelos aliados, mas admitiu sem citar nomes temer a eleição de Donald Trump nos EUA.

“Eu estou certo de que os EUA não irão nos trair. O apoio financeiro americano e europeu irá continuar”, afirmou, durante uma entrevista coletiva de final de ano em Kiev.

O ucraniano tentou pintar um quadro positivo da situação na guerra, ainda que admita que “foi um ano difícil” -sua propalada contraofensiva para retomar o sul do país e isolar a Crimeia da Rússia fracassou, e Moscou teve mais ganhos, ainda que incrementais, do que Kiev no conflito.

O problema de Zelenski começa no Congresso americano, onde a oposição republicana vem vetando a ajuda de R$ 300 bilhões para 2024, proposta pelo governo Joe Biden, e na UE (União Europeia), onde a Hungria lidera a resistência a um pacote de R$ 250 milhões para os ucranianos.

Nenhuma das questões parece estar próxima de ter uma solução. Zelenski ressaltou que já começa o ano com apoio anunciado de peso da Alemanha, que prometeu algo como R$ 40 bilhões ao longo de 2024, embora os valores não estejam assegurados ainda.

“Estamos numa posição mais forte agora”, disse, comparando a realidade militar com a do início da guerra. É fato, mas ele omite que a Ucrânia teve um momento de quase virada de onda no final do ano passado, que os países da Otan [aliança militar ocidental] usaram como argumento para enviar mais armas e dinheiro.

O processo ao longo de 2023 foi confuso, com a contraofensiva sendo atrapalhada pelo que a cúpula militar admitiu ser soberba de planejamento. O ministro da Defesa caiu, além de tudo, em meio à crise e a escândalos de corrupção, e Zelenski disse nesta terça ter apenas “uma relação de trabalho” com o chefe militar do país, Valeri Zalujni.

Agora, isso tudo pesa nos debates sobre mais auxílio. A perspectiva de que Trump, antecessor e provável rival de Biden na disputa de 2024, seja vencedor da eleição turva ainda mais os planos: republicanos correm para denunciar a estratégia do presidente, e os democratas se veem compelidos a modular o discurso.

O ucraniano foi direto sobre o risco percebido. “Se as políticas do próximo presidente forem diferentes, seja quem for ele ou ela, mais frias, ou mais frugais, eu acho que esses sinais terão um grande impacto no curso da guerra. Porque é assim que o mundo funciona. Se uma parte forte quebra, o mecanismo todo vai junto”, disse, sem citar o nome de Trump.

Zelenski afirmou que as Forças Armadas pediram uma mobilização extra de 450 mil a 500 mil pessoas. Elas tinham quase 200 mil soldados antes da guerra, e o estado de sítio vigente colocou toda a população masculina de 18 a 60 anos à disposição do governo.

O Ministério da Defesa estimava em quase 1 milhão os envolvidos na guerra em meados do ano -a Rússia diz ter 617 mil homens no vizinho. O problema, disse o presidente, é que tal ação implica gastos na casa dos R$ 65 bilhões, o que só pode ser feito com ajuda externa.

Até outubro, o país recebeu ao menos R$ 1,2 trilhão de apoio militar e financeiro, quase o equivalente a seu PIB (Produto Interno Bruto) do ano anterior. “Eles estão quebrados”, alfinetou o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, que participou com o presidente Vladimir Putin de uma reunião sobre metas para o ano que vem.

Nela, ele confirmou que quer ver suas forças fechando 2024 com 1,5 milhão de pessoas em uniforme, ante os 1,1 milhão atuais, e confia para isso o recrutamento de soldados profissionais, sob contrato. No mais, fez estimativas impossíveis de aferir sobre as perdas ucranianas na guerra, 200 mil mortos e feridos na contraofensiva para começar.

Zelenski voltou a dizer que “a guerra no Oriente Médio teve impacto na ajuda à Ucrânia”, dada a prioridade do auxílio a Israel na classe política americana e ao impacto do atentado do Hamas de outubro que levou ao conflito com o Estado judeu.

Mas adicionou uma pitada de teoria conspiratória. “Há uma pegada russa lá, o Kremlin teve sucesso nisso”, afirmou, sugerindo relação entre o apoio que Putin dá ao Hamas, que sempre foi paralelo a uma relação estável com Israel, e a origem da crise. Em termos de resultado político concreto, contudo, ele está certo.

No mais, o ucraniano voltou a dizer que não há possibilidade de conduzir eleições presidenciais na Ucrânia, como previsto para 2024, devido ao estado de sítio e à guerra.

Vulcão na Islândia diminui atividade um dia após erupção

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REYKJAVÍK, ISLÂNDIA (FOLHAPRESS) – A intensidade de um vulcão que há semanas preocupava as autoridades da Islândia começou a diminuir nesta terça-feira (19), um dia depois de ter entrado em erupção. A informação é do órgão meteorológico do país, que acrescentou que os gases expelidos pela formação geológica seguirão contaminando o ar na região da capital, Reykjavík, pelo menos até a manhã de quarta-feira.

O motivo pelo qual o vulcão havia provocado alerta é sua proximidade com uma usina geotérmica que fornece energia para todo o país e com a cidade pesqueira de Grindavik, localizada a cerca de 40 km a sudoeste de Reykjavík.

Em novembro, o governo retirou os cerca de 4.000 habitantes do município e ordenou a construção de barragens ao redor da planta para protegê-la. Mas desde a erupção -que teve início por volta das 22h do horário local, ou 19h em Brasília-, a lava tem fluido para longe de ambas as áreas, oferecendo esperança de que casas e infraestruturas sejam poupadas.

“Esta erupção não representa uma ameaça à vida”, declarou o governo federal em comunicado. O texto ainda diz que as atividades de ida e vinda de aviões não sofreu alterações apesar da proximidade do vulcão em relação ao Aeroporto Internacional de Keflavik. Em abril de 2010, a explosão do Eyjafjallajökull levou ao cancelamento de mais de 100 mil voos e abalou o transporte aeroviário entre Europa e América do Norte.

A erupção do vulcão nesta segunda lançou na atmosfera colunas de fumaça com até 100 m de altura, e abriu uma fissura de 4 km de extensão. No ponto mais ao sul da fenda, no entanto, a rachadura ainda estava a 3 km de distância de Grindavik. “Vamos esperar e ver o que as forças da natureza nos reservam”, resumiu o presidente Gudni Thorlacius Jóhannesson no X.

Vidir Reynisson, diretor do Departamento de Proteção Civil, pediu à população que permanecesse afastada da área do vulcão. “Isso não é uma erupção turística”, disse.

Localizada entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, duas das maiores do planeta, a Islândia é uma das regiões vulcânicas mais ativas do mundo, com 33 vulcões ou sistemas vulcânicos considerados ativos.

Revisão do novo ensino médio pode ser votada nesta terça (19) na Câmara

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (19), em plenário, o projeto de lei que altera a reforma do ensino médio. O texto que será analisado é do deputado Mendonça Filho (União-PE), que era ministro da Educação quando as mudanças no currículo escolar foram aprovadas em 2017, no governo Michel Temer (MDB).

A reforma de Temer propunha a flexibilização do ensino, com a divisão da grade em uma parte comum, voltada para disciplinas básicas (como português e matemática), e uma parte diversificada, com áreas de aprofundamento que seriam escolhidas pelos estudantes.

A prática, contudo, foi tumultuada. Desde que a implementação do novo formato se tornou obrigatória, em 2022, ocorreu uma série de problemas, relatadas em reportagens da Folha: estudantes reclamam de terem perdido tempo de aula de disciplinas tradicionais; itinerários geram conteúdos desconectados do currículo; e escolas não oferecem um leque de opções de itinerários, com casos até de sorteio entre alunos.

Diante das críticas e da pressão de alunos, educadores e especialistas, o governo Lula (PT) enviou ao Congresso um projeto de lei prevendo, entre outros ajustes, aumentar a carga horária de disciplinas tradicionais e limitar a oferta dos itinerários para evitar a profusão de opções.

Os deputados, contudo, apresentaram um substitutivo ao texto do governo, com Mendonça como relator. A nova proposta estipula ampliação da carga horária da formação geral básica, mas abaixo do desejado pela equipe de Lula. O argumento do deputado é que os problemas decorrentes da reforma não foram causados pelo modelo aprovado em 2017, mas sim por falhas na coordenação do MEC durante o governo Jair Bolsonaro (PL) e dificuldades na pandemia.

Na última quarta (13), os deputados aprovaram, por 351 votos a 102, que o projeto deve tramitar em regime de urgência -ou seja, ele segue direto para o plenário, sem passar pela análise nas comissões temáticas da Casa. O texto pode ser discutido nesta terça.

Entenda a seguir os modelos para o ensino médio:

REFORMA DO ENSINO MÉDIO 2017

– 60% da carga horária comum com as disciplinas regulares, como português e matemática
– 40% formados por optativas
Quais são os itinerários:
– Matemática e suas tecnologias
– Linguagens e suas tecnologia
– Ciências da natureza e suas tecnologias
– Ciências humanas e sociais aplicadas
– Formação técnica e profissional

PROJETO DO GOVERNO LULA (OUT.2023)

– 80% da carga horária comum com as disciplinas regulares
– 20% formados por optativas
Quais são os itinerários:
– Linguagens, Matemática e Ciências da Natureza
– Linguagens, Matemática e Ciências Humanas e Sociais
– Linguagens, Ciências Humanas e Sociais e Ciências da Natureza
– Matemática, Ciências Humanas e Sociais e Ciências da Natureza
As escolas só serão obrigadas a ofertar dois deles
Como fica o ensino técnico?
No caso de a oferta ser de educação profissional, há possibilidade de que a parte comum seja de 2.200 horas, ficando o restante destinada a essa formação

PROJETO DA CÂMARA (DEZ.2023)

– 70% da carga horária comum com as disciplinas regulares
– 30% formados por optativas
Quais são os itinerários:
– Matemática e suas tecnologias
– Linguagens e suas tecnologia
– Ciências da natureza e suas tecnologias
– Ciências humanas e sociais aplicadas
– Formação técnica e profissional

Como fica o ensino técnico?

O texto abre a possibilidade de destinar 300 horas da carga comum para aprofundamento de conteúdos do ensino técnico. Assim, com essa modalidade como itinerário, a carga de 1.200 horas prevista para formação técnica ficaria completada

O texto que será analisado é do deputado Mendonça Filho (União-PE) 

EUA criam força-tarefa para proteger navios no mar Vermelho

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos anunciaram nesta terça (19) a criação de uma força-tarefa multinacional para salvaguardar o trânsito de navios mercantes pelo mar Vermelho, de onde grandes transportadoras foram obrigadas a desviar suas rotas para evitar ataques de rebeldes houthis do Iêmen.

O grupo, em guerra civil desde 2014 contra o governo local, é bancado pelo Irã e, como Teerã, apoia o Hamas em sua guerra contra Israel. Nas dez semanas do conflito, os rebeldes dispararam mísseis e drones tanto contra território israelense quanto atacaram e até sequestraram um navio perto de sua costa.

O anúncio, que era amplamente esperado, foi feito pelo secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, que esteve na véspera em Israel e nesta terça visita o Barhein, um dos países que integrará a força-tarefa.

Austin falou a 40 ministros da Defesa por videoconferência, pedindo apoio à iniciativa. Até aqui, além do pequeno país árabe, Reino Unido, Itália, França, Canadá, Holanda, Noruega, Espanha e as ilhas Seychelles afirmaram que irão colaborar -mas os franceses disseram que o farão sem se submeter a comandos estrangeiros.

O anúncio não mudou, por ora, os ânimos de lado a lado. Um porta-voz houthi disse que haveria novos ataques, e que eles visam atingir embarcações com algum tipo de ligação com Israel, o que não é verdade na prática. Houve dois novos incidentes reportados nesta terça, mas sem aparente danos a navios.

As empresas transportadoras, por sua vez, continuaram a desviar seus navios da região. “Nós temos fé que uma solução que permita o retorno usando o canal de Suez e transitando o mar Vermelho e o golfo de Áden será introduzida no futuro próximo, mas neste momento segue difícil determinar exatamente quando isso vai ocorrer”, afirmou a dinamarquesa Maersk em nota nesta terça.

A Maersk e a MSC, que também desviou seus navios, respondem por cerca de 50% do mercado mundial de transporte marítimo. Outras nove grande empresas, como a alemã Hapag-Lloyd e a taiwanesa Evergreen, fizeram o mesmo até aqui.

Além disso, ao menos uma grande operadora de petróleo e gás, a BP britânica, suspendeu o trânsito de seus petroleiros na região, a rota mais curta entre os produtores do golfo Pérsico e a Europa. Todos agora vão circunavegar a África em vez passar pelo canal de Suez, no Egito, o que adiciona em média uma semana às viagens.

Por ora, isso se reflete em custos imediatos de operação, mas o temor no mercado é que o prolongamento da situação afete diretamente preços do petróleo e de outros produtos. Uma disrupção grave de cadeias produtivas, como se viu na pandemia, contudo não é esperada.

Segundo a consultoria Vortexa disse à agência Reuters, a crise faz uma viagem de transporte de petróleo cru desviada de Suez ficar até 25% mais cara num primeiro momento. Muitos navios terão de dar meia-volta. O preço do barril subiu 1,83% na segunda, quando a crise ficou evidente.

O canal, que gera R$ 50 bilhões anuais em pedágios de trânsito para o Egito, é via de 9% do comércio internacional de petróleo e gás liquefeito. Nesta terça, a Autoridade do Canal de Suez divulgou comunicado afirmando acompanhar a situação, e disse que de 19 de novembro para cá, 2.128 navios haviam passado pela via de 192 km construída no século 19.

Até a decisão das transportadoras, apenas 55 haviam mudado de curso devido às ameaças. Muitos navios agora têm guardas armados e a maioria tenta mascarar sua posição eletronicamente quando passam perto do Iêmen, em especial no temido estreito Bab al-Mandab, o Portão das Lamentações.

Já há forças-tarefas multinacionais agindo na região contra piratas, principalmente da Somália, então a logística da chamada Operação Guardião da Prosperidade não deverá ser complexa. “Parece que estão dando uma marca nova para a Força-Tarefa 153, focada na região”, afirmou o analista naval Nick Childs, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres).

Desde 2002, os 40 países para quem Austin se dirigiu operam as Forças Marítimas Combinadas a partir do mesmo Barhein de onde ele falou. “Este é um desafio internacional que demanda ação coletiva”, afirmou Austin.

Os EUA, além dos navios usualmente na região sob o controle do Comando Central do país, deslocaram em apoio a Israel para dissuadir o Irã e seus aliados de agir contra o Estado judeu na guerra dois grupos de porta-aviões para a área.

Um deles está no Mediterrâneo e outro, circulando entre o golfo Pérsico e o mar Arábico, com destróieres de sua formação em ação no mar Vermelho -por onde passa de 12% a 15% do comércio marítimo internacional.

Há um motivo extra para a motivação multinacional dos EUA, contudo. A maior base do país no Oriente Médio fica em Djibuti, pequeno país africano cuja costa tem em um ponto apenas 26 km de distância do Iêmen. Isso torna a instalação, Camp Lammonier, particularmente vulnerável a ataques houthis.

Os rebeldes já mostraram eficácia em lançar mísseis de cruzeiro e drones contra Eilat, o sul israelense, um alvo a 1.500 km de distância. Não causaram danos porque havia navios de guerra ocidentais a abater os projéteis no caminho e a formidável defesa antiaérea de Israel esperando os ataques.

Mas poderiam causar bastante estrago em Dijbuti, e de quebra fazer o governo local repensar sua política de abrigar bases estrangeiras, como a primeira instalação militar que a China estabeleceu no exterior, não muito distante da americana.

E Camp Lammonier é o maior centro de drones americanos na região, instrumento vital para os interesses de Washington. Este, ao lado da vontade de evitar uma escalada maior com o Irã, são os motivos centrais para que os EUA não bombardeiem diretamente bases houthis, como seria a praxe.

Corpo é encontrado com sinais de violência em estrada de Campos

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Foto: Reprodução

Na tarde desta terça-feira (19), o corpo de um homem, aparentando ter cerca de 25 anos, foi encontrado em uma estrada na localidade de Martins Lage, situada em Campos.

De acordo com informações da Polícia Militar, os agentes foram chamados para o local, onde encontraram o corpo nu da vítima, com uma corda ao redor do pescoço e uma lesão na cabeça, possivelmente causada por disparo de arma de fogo.

A identificação da vítima permanece desconhecida até o momento, pois se trata de uma área com pouco movimento e sem moradias nas proximidades, conforme informado pela polícia.

O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro e está sob investigação.

Procon dá dicas aos consumidores para as compras de Natal

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Devido à proximidade do Natal, que será comemorado na segunda-feira (25), o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de São Francisco de Itabapoana (Procon-SFI) está com algumas dicas para os consumidores do município evitarem problemas futuros. Neste período de festas de fim de ano com a correria para as compras natalinas, é preciso ficar atento em tudo, inclusive nas ofertas, promoções e descontos.

“Inicialmente é muito importante sempre exigir a nota fiscal de produtos e serviços, pois o documento é indispensável para caso o consumidor necessite fazer qualquer tipo de reclamação posterior, tanto no Procon como na via judicial”, ressaltou a coordenadora do Procon-SFI, Gilda Quintanilha.

O Procon/SFI elaborou uma série de recomendações para orientar os consumidores antes, durante e depois das compras:

• Realizar pesquisa de preços antes de comprar;

• Na aquisição de produtos eletrônicos fazer o teste do equipamento no próprio local de compra para prevenir futuros transtornos;

• Evitar compras impulsivas e quase sempre desnecessárias;

• Em caso de divergência de preços para o mesmo produto no estabelecimento, o consumidor sempre terá o direito de pagar o menor valor;

• Não deixar as compras para a última hora;

• Antes de realizar o fechamento da compra, analisar com clareza as condições de pagamentos, como PIX, cartões de crédito e de débito, cheques e outros;

• Compras a prazo, analisar as taxas entre as financeiras, assegurando o direito à informação completa sobre juros, número e valor das parcelas;

• Verificar os preços exigindo transparência nas vitrines, com exposição clara do preço à vista e total a prazo, incluindo taxas de juros mensal e anual;

• Perguntar sobre a política de troca estabelecida pelos estabelecimentos antes da compra, tendo em vista que o vendedor não é obrigado a trocar, caso o produto não apresente defeito;

• Exercer o direito de arrependimento, sem necessidade de justificativa, em até sete dias, quando a aquisição do produto se der fora de estabelecimentos físicos, como, por exemplo: em lojas virtuais, televendas, em domicilio, por catálogo e outros, de acordo com o Artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC);

• Ao receber mercadorias em domicílio, se possível, procure abrir na frente do entregador e registrar o prazo de entrega na nota fiscal, que sempre deve ser exigida, independentemente da escolha, sendo um documento de suma importância em caso de garantia;

• Preferir lojas conhecidas no comércio (renomadas) para garantir segurança;

• No caso de problemas com produtos, e ou serviços, recorrer aos prazos previstos no CDC, que estabelece prazos específicos;

• Em caso de defeito de fabricação, o prazo para troca é de 30 dias para bens não duráveis (produtos de consumo imediato ou consumidos pouco tempo após a compra) e 90 dias para bens duráveis (que só deterioram-se ou perdem a utilidade com o uso persistente ou o largo período de tempo); O órgão de defesa do consumidor também preparou dicas específicas para quem vai comprar através da Internet:

• Desconfiar de preços muito abaixo do praticado no mercado;

• Verificar detalhadamente o endereço eletrônico do estabelecimento;

• Obter informações sobre o fornecedor, incluindo endereço, atividades e meios de comunicação;

• Verificar o CNPJ da empresa e se há reclamações anteriores (no Google, por exemplo);

• Evitar compras de perfis sem CNPJ ou endereço virtual;

• Não compartilhar dados como CPF, RG e de cartões quando tiver qualquer desconfiança;

• Não acreditar em ofertas duvidosas enviadas por mensagens de aplicativos, redes sociais ou e-mails;

• Não clicar em links suspeitos;

• Em sites não oficiais, não preencher dados pessoais;

• Baixar aplicativos apenas de lojas conhecidas;

• Ficar atento aos indícios de fraudes, principalmente nesse período de festas;

• Utilizar antivírus em dispositivos eletrônicos;

• Analisar, no ato da compra, o prazo de entrega, condições e se há pagamento de frete. “É sempre importante, na hora do pagamento, imprimir ou salvar os comprovantes da transação realizada, porque posteriormente podem ser necessárias para utilizar em reclamações junto ao Procon ou até mesmo em eventuais ações judiciais. Para evitar surpresas desagradáveis é prudente seguir os cuidados e as orientações do Procon”, reforçou Gilda.

“Em caso de dúvidas ou para realizar uma denúncia ou reclamação no Procon-SFI, o consumidor pode comparecer à sede do órgão, no Terminal Rodoviário Manoel Carlos da Silva, na área central, em frente à sede da Prefeitura de SFI, ou ligar para o telefone (22) 99797-8909, com atendimento de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos, das 8h às 17h, e ainda pelo e-mail [email protected]”, finalizou a diretora do órgão. AsCom SF

Assaltante é baleado em confronto com policiais após tentativa de furto em São João da Barra

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145ª DP/ Foto: Reprodução Polícia Civil

Na madrugada desta terça-feira (19), um assaltante acabou baleado após um confronto armado com policiais militares durante uma tentativa de furto a um estabelecimento comercial na Rua Manoel Francisco Almeida, na praia do Açu, em São João da Barra.

Os agentes flagraram a ação criminosa e foram recebidos a tiros pelos assaltantes. Os criminosos estavam em uma motocicleta e um deles conseguiu escapar após o tiroteio, permanecendo foragido até o momento.

O indivíduo ferido foi identificado pelas iniciais como Y.J.C, de 19 anos. Ele foi atingido na perna e posteriormente levado ao Hospital Ferreira Machado.

Durante o interrogatório policial, o suspeito afirmou residir no distrito de Travessão, em Campos, e ter saído de lá com um cúmplice com a intenção de cometer roubo no Açu. O caso foi registrado e está sob investigação na 145ª Delegacia de Polícia de SJB.

Aluna é agredida após perder R$ 19 mil da festa de formatura em escola no Rio

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma estudante foi agredida pelos demais colegas e precisou ser escoltada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro após perder o valor de R$ 19 mil arrecadados pela turma para a formatura do Ensino Médio.

A estudante avisou aos demais colegas que havia perdido o dinheiro na noite desta segunda-feira (18). Quando tentava se explicar, um grupo de alunos e seus responsáveis partiu para cima da jovem e passaram a agredi-la.

A direção do Colégio Estadual Tim Lopes, na zona norte do Rio, acionou a PM. A estudante deixou o local escoltada pelos militares.

A Secretaria de Estado de Educação do Rio informou que os alunos tiveram uma formatura gratuita na última sexta-feira (15), e que a festa em que houve a confusão era de caráter particular, sem qualquer relação com a escola. “A Secretaria reforça que o evento não tem relação com a unidade, nem com seus funcionários, e foi realizado de forma totalmente voluntária por iniciativa dos estudantes”.

A investigação sobre o caso está em andamento na 22º DP na Penha.

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A direção do Colégio Estadual Tim Lopes, na zona norte do Rio, acionou a PM. A estudante deixou o lo… 

Ativista faz acordo com Talibã para auxiliar mulheres vítimas de violência no Afeganistão

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HELSINQUE, FINLÂNDIA (FOLHAPRESS) – Antes que o Centro de Desenvolvimento de Habilidades para Mulheres Afegãs recebesse o Prêmio Internacional de Equidade de Gênero, uma iniciativa do governo da Finlândia, representantes da premiação precisavam se reunir com um membro da organização. Quem participou da reunião por videoconferência foi Mahbouba Seraj, 75, diretora executiva da entidade. Ao seu lado, bem exposto no quadro, um membro do Talibã.

A história foi relatada por Katri Viinikka, embaixadora para equidade de gênero do governo finlandês. “Na hora percebemos que ela não poderia falar livremente”, diz.

Garantir a manutenção dos trabalhos em meio à retomada do poder pelo Talibã, em 2021, após 20 anos da invasão dos Estados Unidos na região, exigiu da organização a realização de acordos com o grupo fundamentalista, diz Seraj à reportagem. Assim, continuam a oferecer apoio às vítimas de violência, além de alimentação, consultoria legal e abrigos em oito províncias do Afeganistão.

“Antes, tudo estava avançando. As meninas estavam indo para as escolas, as jovens para as universidades, fazendo mestrados”, afirma. “[Agora] elas não estão trabalhando, não podem andar pelas ruas livremente, não podem viver livremente. Tudo está se tornando absolutamente a coisa mais horrorosa do mundo.”

A atuação de Seraj fez com que seu nome fosse ventilado como uma possibilidade para o prêmio Nobel da Paz de 2023 pelo diretor do Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo, Henrik Urdal, conhecido por acertar nomes dos vencedores.

A honraria do governo finlandês foi entregue pelo primeiro-ministro conservador Petteri Orpo, filiado ao Partido da Coalizão Nacional, e deu à organização um prêmio de € 300 mil (R$ 1,6 milhão). A embaixadora para equidade de gênero afirmou que o júri estava ciente do acordo com o grupo fundamentalista antes de decidirem sobre a distinção.

A ativista não deu detalhes sobre os arranjos, mas declarou que estes envolvem a contratação de homens -o Talibã na maioria das vezes se recusa a negociar com as mulheres da organização- e uma licença excepcional para que mulheres possam trabalhar.

Seraj afirma que conseguiu a autorização pois a tradição islâmica impede que mulheres estejam rodeadas de homens que não sejam familiares em espaços de intimidade, como nos abrigos, o que deu à entidade um argumento crível.

“Qualquer área que eles [o Talibã] bloqueiam, qualquer coisa, os homens da organização que falam”, diz ela. “Não estamos em um tempo e em um espaço no qual podemos fazer o nosso trabalho e não estar com medo de ninguém.”

Desde que reassumiu o poder, o grupo tem restringido cada vez mais direitos conquistados pelas mulheres nos últimos 20 anos e reprimido violentamente qualquer manifestação contrária as suas decisões. Na primeira vez em que estiveram à frente do governo, de 1996 a 2001, proibiram mulheres e meninas mais velhas de estudar e trabalhar. Em dezembro de 2022, o governo ordenou que ONGs locais impedissem funcionárias de trabalhar por decorrência do descumprimento do código de vestimenta.

O grupo também proibiu que meninas e mulheres frequentem escolas e universidades, fechou salões de beleza e determinou o uso de roupas e véu que cubram rosto e corpo em espaços públicos. Além disso, indicou que, exceto se houver alguma razão convincente para sair, “é melhor as mulheres ficarem em casa”.

Um dos recentes problemas da organização com o Talibã envolveu a doação de 3.500 tablets para meninas e mulheres poderem estudar em casa e levá-los para instituições de ensino quando fossem reabertas. Segundo Seraj, o grupo fundamentalista determinou o recolhimento de todos os aparelhos sob o argumento de que a entidade estava dando os dispositivos para jovens mulheres “conversarem com homens e meninos”.

“Eles fecharam meu escritório e queriam fechar a organização inteira”, relata Seraj. “A única porta que eles mantiveram aberta foi a do abrigo, pois é separada. Mas a parte financeira eles fecharam, porque sem dinheiro não é possível operar.” A reabertura ocorreu após negociações.

Seraj faz parte de uma das poucas organizações femininas que se mantiveram no país. As restrições do Talibã causaram uma “fuga de cérebros”, fazendo com que mulheres intelectuais tivessem de buscar refúgio em outras nações.

A diretora-executiva, que também é cidadã americana, afirmou que não quis repetir o caminho que levou sua família para os EUA há quase 45 anos, quando a União Soviética invadiu o Afeganistão, o que a levou a ficar 26 anos em exílio. Em 2003, Seraj retornou ao país e começou a trabalhar com mulheres e crianças ameaçadas pelos conflitos.

Concluída a obra de ampliação e melhoria no trecho urbano da BR-101 que atravessa Campos

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Foto: Divulgação Arteris Fluminense

A Arteris Fluminense, concessionária responsável pela administração dos 322 quilômetros da BR-101 RJ/Norte entre Niterói e a divisa RJ/ES, concluiu nesta segunda-feira (18) a obra de ampliação e melhorias no trecho urbano de Campos dos Goytacazes, entre o Trevo do Índio (km 67) e o Boulevard Shopping (km 65,5). A via, agora com duas faixas de rolamento em cada sentido e separadas com divisórias duplas metálicas, permitirá maior fluidez ao tráfego e redução de acidentes. A cerimônia de entrega da obra acontece nesta terça-feira (19), com presença de autoridades.

Iniciada em março deste ano, a obra teve um investimento de R$ 19 milhões e foi concluída dentro do prazo estabelecido com o Governo Federal e antes das festividades de final de ano – período em que a rodovia recebe grande fluxo de veículos. Mais de 100 profissionais foram alocados no andamento dos serviços e a mão de obra local foi priorizada.

Foto: Divulgação Arteris Fluminense

“A conclusão dessa obra nos enche de orgulho e reforça o compromisso da Arteris em oferecer melhores condições de trafegabilidade e fluidez para nossos usuários. É um trabalho contínuo para que essas jornadas aconteçam em segurança e com serviços de qualidade, dentro das regras de ouro da companhia”, comenta o Superintendente de Eficiência Operacional da Arteris, Cyro Lessa.

A integração da concessionária com a ANTT, a Polícia Rodoviária Federal e a Prefeitura de Campos dos Goytacazes permitiu desenvolver um planejamento de forma a minimizar impactos para a operação da rodovia durante as obras e transpor as interferências contidas no projeto. “Essa é uma demonstração de como é possível conciliar a demanda de ampliar a capacidade de tráfego de longa distância, com a necessidade de desenvolver uma obra que atenda da melhor forma possível a população local. Trabalhamos em turnos extras – inclusive durante a madrugada – visando o menor impacto no tráfego”, comentou Landro Cruz, gerente de implantação e conserva da concessionária.

Visando antecipar os benefícios de mobilidade e segurança aos usuários, a Arteris Fluminense liberou o tráfego de veículos para as novas pistas de forma gradativa e ordenada, conforme o andamento dos trabalhos. Com a obra, a rotatória do Trevo do Índio recebeu melhorias e ampliação em sua geometria, os acessos à rodovia foram ordenados, o trecho ganhou passeios em ambos os sentidos e uma nova iluminação em LED. Outro ponto a destacar é a nova estrutura rodoviária onde existia um cruzamento em nível da BR-101 com a linha férrea, retirado durante as obras e que impactava na fluidez do tráfego na região.

Sistema de câmeras da rodovia é ampliado

A Arteris Fluminense também concluiu a instalação de 54 novas câmeras digitais de monitoramento na BR-101/RJ, no trecho sob concessão, ampliando a cobertura para 70% da via. O investimento de R$ 3,1 milhões também contemplou a colocação de postes e elementos de proteção para estes equipamentos.

Do Centro de Controle Operacional, localizado na região de São Gonçalo, as equipes da Arteris monitoram, atualmente, 161 câmeras ao longo dos 322 quilômetros de rodovia sob sua concessão. Essa estrutura coordena os trabalhos 24 horas por dia e é responsável pelo acionamento dos recursos necessários para os atendimentos às ocorrências na via.

“Nossa equipe acompanha tudo o que acontece, de veículo parado na rodovia, acidentes e utilização indevida do acostamento, por exemplo. E com as novas câmeras, teremos ainda mais agilidade para acionar os recursos para os atendimentos às ocorrências e, com certeza, serão nossas aliadas para ajudar a salvar vidas”, acrescenta Simone Cardozo, gerente de operações da concessionária.

Desde 2008, a concessionária contabilizou cerca de 1,5 milhão de atendimentos aos usuários – uma média mensal de mais de oito mil atendimentos. A rodovia recebe um tráfego médio de 80 mil veículos diariamente e atravessa 13 municípios. As imagens do sistema de monitoramento da Arteris Fluminense são transmitidas em tempo real para as duas delegacias da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no trecho, autoridade competente pela fiscalização da rodovia, e para o Centro Nacional de Supervisão Operacional (CNSO) da ANTT.

Esses investimentos integram o segundo termo aditivo ao contrato de concessão da via, assinado com a ANTT em 15 de junho de 2022.

Investimentos colaboram com redução de Acidentes

Desde 2008, quando teve início a concessão, a Arteris Fluminense investiu cerca de R$ 4,7 bilhões em obras, pavimentação, manutenção e operação, proporcionando mais segurança aos motoristas e desenvolvimento regional ao Estado do Rio de Janeiro. A concessionária executou R$ 1,5 bilhão de obras de duplicação, o que resultou em cerca de 130 quilômetros de novas pistas entre as cidades de Rio Bonito e Campos dos Goytacazes, ações que colaboraram para reduzir em 56% o número de fatalidades na rodovia entre 2010 e 2020, superando a meta global da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2022, a Arteris Fluminense registrou 54 fatalidades – o menor desde o início da concessão.

Fonte: Arteris Fluminense

Justiça nega pedido de Leon Gomes para obrigar Marquinho a votar a LOA: “Compete ao presidente da Câmara decidir quando vota”

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O juiz Marcio Roberto da Costa indeferiu o pedido de tutela de urgência no processo movido pelo presidente da FMIJ, Leon Gomes, contra o presidente da Câmara de Campos, Marquinho Bacellar. O autor buscava a inclusão imediata da Lei Orçamentária Anual (LOA) em votação, alegando falta de ação do presidente da câmara.

Ao analisar a solicitação, indeferiu o pedido de tutela de urgência. O juiz argumentou que não havia perigo iminente, pois havia tempo suficiente para a votação no presente exercício. Além disso, considerou que a matéria era de competência interna da casa legislativa, sendo uma atribuição do presidente da Câmara. Ele destacou a importância de respeitar o Princípio da Independência dos Poderes.

Marquinho até o momento não colocou em votação da LOA de 2024 pelo fato do projeto conter vetos do prefeito a projetos de vereadores, como a Bolsa Universitária e ajuste no salário dos servidores.

Culto e Missa abrem programação do Verão da Família 2024

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O Verão da Família 2024 de São Francisco de Itabapoana (SFI) será aberto com a celebração de Culto Evangélico no dia 30, às 20h, em Guaxindiba, e de Missa no dia 31, às 20h, em Santa Clara. Esta é uma das novidades da programação deste ano, que é organizada pela prefeitura.

— Vamos encerrar 2023 rendendo graças a Deus por tantas bênçãos e desafios superados no decorrer do ano e, aproveitando a oportunidade para pedir por 2024. Que o novo ano nos traga muita paz, saúde, amor e realizações. Convido a todos para este momento mais do que especial — afirmou a prefeita Francimara Barbosa Lemos.

Segundo o secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio, Júnior Junqueira, a iniciativa também atende à um pedido das igrejas em promover “no litoral um ato de fé e gratidão no final do ano”.

— Me reuni com a presidente da Associação dos Evangélicos de SFI (AESFI), pastora Janice Serafim, e o vigário da Paróquia São Francisco de Paula, padre Adriano Pessanha, que de pronto abraçaram nossa ideia. Gostaria de reforçar o convite da prefeita Francimara para que estejamos juntos nestas celebrações religiosas — contou Junior.

Para cada ato religioso, a Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio (SecTur) disponibilizará 200 cadeiras para prioridades e público em geral.

Homem foragido da justiça por não pagar pensão alimentícia é preso pela PM em Guarus

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Nesta segunda-feira (18), um homem foragido da justiça foi preso pela Polícia Militar na Rua Capitão Nazario Pereira Gomes, no Parque Vera Cruz, em Guarus.

Durante patrulhamento, os agentes abordaram um homem em atitude suspeita. Uma abordagem foi realizada e nada de ilícito foi encontrado, porém, ao verificarem o sistema, foi constatado um mandado de prisão em desfavor do mesmo por pensão alimentícia.

Diante dos fatos, o homem foi encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde permaneceu preso à disposição da justiça.

Homem é preso em flagrante após furtar dinheiro e celulares em igreja de Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta segunda-feira (18) um homem foi preso após furtar dinheiro e celulares em uma igreja situada na RJ-208, em Morro Grande, em Campos.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram os solicitantes e o acusado detido. De acordo com os relatos dos solicitantes, eles observaram a janela da igreja aberta e logo viram o acusado saindo do local com uma bolsa. Os mesmo realizaram uma abordaram e constataram que ele carregava consigo R$ 190,00 e pertences que foram furtados do interior da igreja. Com o acusado, foram encontrados dois aparelhos celulares, duas chaves Phillips, um formão, um alicate e documentos pessoais.

As partes envolvidas foram encaminhadas à 134ª Delegacia de Polícia do Centro para relatar o incidente, onde o acusado foi preso em flagrante, conforme o Artigo 155, Parágrafo IV, Inciso 1.

Colisão entre carros deixa quatro feridos em Campos

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HFM/Foto: ClickCampos

Quatro homens sofreram ferimentos leves após uma colisão entre dois carros na noite dessa segunda-feira (18), no cruzamento da Avenida Arthur Bernardes com a Rua dos Goitacazes, no bairro IPS, em Campos.

Um dos veículos envolvidos parou na ciclovia devido ao impacto da batida. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou atendimento no local, encaminhando as quatro vítimas para o Hospital Ferreira Machado (HFM).

Até o momento, as circunstâncias que levaram ao acidente não foram esclarecidas.

Gestão Tarcísio recua da demolição urgente de 893 casas em São Sebastião

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(FOLHAPRESS) – A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) pediu nesta sexta-feira (18) à Justiça o adiamento da decisão sobre a urgência da demolição de 893 casas na Vila Sahy, que havia sido solicitada pelo próprio governo no final do mês passado. O bairro fica numa área de encosta da cidade de São Sebastião onde 64 pessoas morreram em deslizamentos em fevereiro deste ano.

Moradores que não querem deixar seus imóveis têm realizado uma série de manifestações contra a decisão.

O governo paulista manteve, porém, um pedido de autorização judicial para derrubar escalonadamente 405 imóveis no local, entre os quais 197 estão desabitados, 172 ficam em locais com maior risco e 39 são novas construções que surgiram após a tragédia. A expectativa é por uma decisão da Justiça ainda nesta semana.

Inicialmente, o estado considerava demolir 393 casas, mas decidiu mais do que dobrar esse número no final de novembro, após receber um laudo técnico sobre a área.

O documento, encomendado pela ONG Gerando Falcões com dinheiro arrecadado em nome das vítimas, indicou a necessidade de ampliar remoções para obras de drenagem, contenção e reurbanização do bairro.

Isso não significa que o estado desistiu do projeto e das remoções, disseram integrantes do governo à Folha. Em vez disso, a proposta é escalonar as demolições, embora ainda não exista um cronograma. A avaliação é de que a instalação de sirenes no local irá amenizar o risco de mortes, permitindo a desocupação gradual.

A Procuradoria-Geral do Estado, órgão responsável por representar o governo na Justiça, solicitou nesta segunda 30 dias para entregar ao Judiciário um planejamento faseado para retirar as residências necessárias para o início das obras. Nesta etapa inicial, o documento considera 157 demolições.

Em reunião realizada com representantes do governo na sexta-feira (16), moradores se manifestaram contra os planos do estado.

“É uma nova tragédia, ainda imposta”, disse Evanildes Andrade, presidente da Amovila (Associação dos Moradores da Vila Sahy).

“Tem mulheres com depressão, pessoas falando que vão se suicidar, que não vão sair das suas casas, que só vão sair mortas” prosseguiu Ildes, como é conhecida pelos vizinhos. Ela foi apoiada com aplausos e gritos do público.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado estima que mais de 70% das casas da Vila Sahy devem ser desocupadas. Segundo a pasta, estudos geológicos apontaram que a área está sujeita a novos deslizamentos.

Entre os argumentos do governo para solicitar as demolições está a constatação de alta possibilidade de repetição da tragédia, caso chuvas torrenciais voltem a cair sobre a localidade. O bairro é circundado por uma encosta com declividade superior a 25 graus, o que traz potencial de perigo de movimentação de massas, diz o laudo que embasa a decisão.

Integrantes da gestão Tarcísio que conversaram com a reportagem disseram que o governo não aceitará manter moradores em locais em que há risco, mas está disposto a dialogar com a comunidade.

Por meio da CDHU, o governo tem planos para a construção de 1.510 unidades habitacionais subsidiadas em São Sebastião para moradores de áreas de risco, sendo que 704 serão entregues neste ano.

A ideia de iniciar um financiamento imobiliário, mesmo com parte da parcela paga pelo governo, desagrada parte dos moradores que construíram imóveis irregularmente na Vila Sahy, em especial aqueles que possuem pequenos negócios no local ou obtinham renda extra com aluguéis de curta duração na temporada.

Apesar de irregular, o bairro tem cerca de 30 anos e está consolidado, com ruas e vielas pavimentadas e ligação de energia elétrica, por exemplo.

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Moradores que não querem deixar seus imóveis têm realizado uma série de manifestações contra a decis… 

EUA criam força-tarefa para proteger navios no mar Vermelho

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IGOR GIELOW (FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos anunciaram nesta terça (19) a criação de uma força-tarefa multinacional para salvaguardar o trânsito de navios mercantes pelo mar Vermelho, de onde grandes transportadoras foram obrigadas a desviar suas rotas para evitar ataques de rebeldes houthis do Iêmen.

O grupo, em guerra civil desde 2014 contra o governo local, é bancado pelo Irã e, como Teerã, apoia o Hamas em sua guerra contra Israel. Nas dez semanas do conflito, os rebeldes dispararam mísseis e drones tanto contra território israelense quanto atacaram e até sequestraram um navio perto de sua costa.

O anúncio, que era amplamente esperado, foi feito pelo secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, que esteve na véspera em Israel e nesta terça visita o Barhein, um dos países que integrará a força-tarefa.

Austin falou a 40 ministros da Defesa por videoconferência, pedindo apoio à iniciativa. Até aqui, além do pequeno país árabe, Reino Unido, Itália, França, Canadá, Holanda, Noruega, Espanha e as ilhas Seychelles afirmaram que irão colaborar.

O anúncio não mudou, por ora, os ânimos de lado a lado. Um porta-voz houthi disse que haveria novos ataques, e que eles visam atingir embarcações com algum tipo de ligação com Israel, o que não é verdade na prática. Houve dois novos incidentes reportados nesta terça, mas sem aparente danos a navios.

As empresas transportadoras, por sua vez, continuaram a desviar seus navios da região. “Nós temos fé que uma solução que permita o retorno usando o canal de Suez e transitando o mar Vermelho e o golfo de Áden será introduzida no futuro próximo, mas neste momento segue difícil determinar exatamente quando isso vai ocorrer”, afirmou a dinamarquesa Maersk em nota nesta terça.

A Maersk e a MSC, que também desviou seus navios, respondem por cerca de 50% do mercado mundial de transporte marítimo. Outras nove grande empresas, como a alemã Hapag-Lloyd e a taiwanesa Evergreen, fizeram o mesmo até aqui.

Além disso, ao menos uma grande operadora de petróleo e gás, a BP britânica, suspendeu o trânsito de seus petroleiros na região, a rota mais curta entre os produtores do golfo Pérsico e a Europa. Todos agora vão circunavegar a África em vez passar pelo canal de Suez, no Egito, o que adiciona em média uma semana às viagens.

Por ora, isso se reflete em custos imediatos de operação, mas o temor no mercado é que o prolongamento da situação afete diretamente preços do petróleo e de outros produtos. Uma disrupção grave de cadeias produtivas, como se viu na pandemia, contudo não é esperada.

Segundo a consultoria Vortexa disse à agência Reuters, a crise faz uma viagem de transporte de petróleo cru desviada de Suez ficar até 25% mais cara num primeiro momento. Muitos navios terão de dar meia-volta. O preço do barril subiu 1,83% na segunda, quando a crise ficou evidente.

O canal, que gera R$ 50 bilhões anuais em pedágios de trânsito para o Egito, é via de 9% do comércio internacional de petróleo e gás liquefeito. Nesta terça, a Autoridade do Canal de Suez divulgou comunicado afirmando acompanhar a situação, e disse que de 19 de novembro para cá, 2.128 navios haviam passado pela via de 192 km construída no século 19.

Até a decisão das transportadoras, apenas 55 haviam mudado de curso devido às ameaças. Muitos navios agora têm guardas armados e a maioria tenta mascarar sua posição eletronicamente quando passam perto do Iêmen, em especial no temido estreito Bab al-Mandab, o Portão das Lamentações.

Já há forças-tarefas multinacionais agindo na região contra piratas, principalmente da Somália, então a logística da chamada Operação Guardião da Prosperidade não deverá ser complexa em princípio.

“Este é um desafio internacional que demanda ação coletiva”, afirmou Austin. Os EUA, além dos navios usualmente na região sob o controle do Comando Central do país, deslocaram em apoio a Israel para dissuadir o Irã e seus aliados de agir contra o Estado judeu na guerra dois grupos de porta-aviões para a área.

Um deles está no Mediterrâneo e outro, circulando entre o golfo Pérsico e o mar Arábico, com destróieres de sua formação em ação no mar Vermelho -por onde passa de 12% a 15% do comércio marítimo internacional.

Há um motivo extra para a motivação multinacional dos EUA, contudo. A maior base do país no Oriente Médio fica em Djibuti, pequeno país africano cuja costa tem em um ponto apenas 26 km de distância do Iêmen. Isso torna a instalação, Camp Lammonier, particularmente vulnerável a ataques houthis.

Os rebeldes já mostraram eficácia em lançar mísseis de cruzeiro e drones contra Eilat, o sul israelense, um alvo a 1.500 km de distância. Não causaram danos porque havia navios de guerra ocidentais a abater os projéteis no caminho e a formidável defesa antiaérea de Israel esperando os ataques.

Mas poderiam causar bastante estrago em Dijbuti, e de quebra fazer o governo local repensar sua política de abrigar bases estrangeiras, como a primeira instalação militar que a China estabeleceu no exterior, não muito distante da americana.

E Camp Lammonier é o maior centro de drones americanos na região, instrumento vital para os interesses de Washington. Este, ao lado da vontade de evitar uma escalada maior com o Irã, são os motivos centrais para que os EUA não bombardeiem diretamente bases houthis, como seria a praxe.

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Imagens impressionantes mostram erupção de vulcão na Islândia

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Na segunda-feira à noite, a Islândia registrou uma nova erupção vulcânica, ao sul da capital Reykjavík, em uma área onde a atividade sísmica foi muito intensa em novembro.

Nas últimas horas, surgiram várias imagens da erupção, que começou a poucos quilômetros a nordeste de Grindavík, incluindo um vídeo captado pela Guarda Costeira do país.

 
Nas imagens, é possível ver um helicóptero da força aérea sobrevoando uma série de crateras no início da noite. A bordo estavam especialistas da Defesa Civil, do Instituto Meteorológico e da Unidade da Islândia, para avaliar a extensão da erupção, a quarta em três anos, o comprimento da fissura e o fluxo de lava.

Nesta terça-feira, a Guarda Costeira da Islândia compartilhou novas imagens dessa missão.

As imagens mostram o helicóptero sobrevoando as crateras e a lava fluindo da fissura. Os especialistas também podem ser vistos trabalhando no local.

A erupção está sendo monitorada de perto pelas autoridades islandesas. Até o momento, não há relatos de danos ou feridos.

Aqui estão algumas informações adicionais sobre a erupção:

A erupção começou às 22h40 de segunda-feira (horário local).

A fissura tem cerca de 500 metros de comprimento.

O fluxo de lava está fluindo a uma velocidade de cerca de 1 metro por minuto.

A erupção está sendo alimentada por um sistema vulcânico chamado Fagradalsfjall.

A Guarda Costeira da Islândia está pedindo às pessoas que evitem a área da erupção.

Também na manhã de hoje, o serviço de meteorologia islandês informou que a erupção vulcânica pode estar a estabilizar.

A península de Reykjanes, a sul da capital Reiquiavique, foi poupada a erupções durante oito séculos, até março de 2021.

Desde então, ocorreram outros dois, em agosto de 2022 e julho de 2023, um sinal, para os vulcanologistas, de retomada da atividade vulcânica na região.

Em 11 de novembro, os habitantes de Grindavík, uma pitoresca vila de 4.000 habitantes, foram retirados por precaução após centenas de terramotos causados pelo movimento de magma sob a crosta terrestre, precursor de uma erupção vulcânica.

Desde então, estes islandeses só podem visitar as suas casas em determinados horários do dia.

A erupção vulcânica começou pouco depois das 22h30 de segunda-feira. Até ao momento, não houve perturbações nas chegadas ou partidas no aeroporto de Keflavik.

Trinta e dois sistemas vulcânicos são considerados ativos neste país de fogo e gelo, a região mais vulcânica da Europa.

A erupção mais significativa aconteceu em 2010, quando o vulcão Eyjafjallajokull causou enormes nuvens de cinza que durante dias afetaram o ar e os voos em toda a Europa.

 

Desligamento na rede de distribuição afetará fornecimento de energia em Cardoso e regiões de Campos e São Francisco de Itabapoana

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A empresa Enel anunciou que um desligamento na rede de distribuição resultará na interrupção do fornecimento de energia em Cardoso, além de áreas específicas de Campos e São Francisco de Itabapoana, previsto para esta terça-feira (19).

A seguir, confira o comunicado da concessionária:

Para evitar novas ocorrências emergenciais, em função da queda de uma torre de transmissão de outra empresa sobre uma linha de alta tensão da Enel Rio no último domingo, será necessário realizar um desligamento programado na rede de distribuição na madrugada desta terça-feira (19.12) que vai afetar o fornecimento nos municípios de Cardoso Moreira e parte de Campos e São Francisco de Itabapoana.

A queda da estrutura da empresa de transmissão ocorreu na noite do último domingo. Com manobras remotas realizadas na rede, a Enel restabeleceu o fornecimento de energia para grande parte dos clientes afetados até o início da manhã desta segunda-feira. Ao longo da manhã, foi realizado um trabalho conjunto com a empresa responsável pela linha de transmissão para a retirada da estrutura, com a normalização do serviço para os clientes remanescestes.

Durante o dia, após inspeções minuciosas, foi identificada pela companhia transmissora dano em outra estrutura em sua linha, por isso foi solicitado a Enel o desligamento programado da linha da distribuidora para que a companhia de transmissão realize os reparos necessários.