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Desmatamento na Amazônia em junho volta a níveis pré-Bolsonaro enquanto queimadas preocupam

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SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O desmatamento na Amazônia registrado em junho foi o mais baixo dos últimos cinco anos, com 663 km². Este é o registro mais baixo desde 2018 (488,1 km²), antes de Jair Bolsonaro (PL) assumir a presidência. Na comparação com 2022, houve redução de 41% na área desmatada para o bioma.

No cerrado, a queda foi de 14,6% em relação ao junho do ano passado, com 867 km² desmatados. O número positivo vem depois de uma alta de 83% registrada em maio.

Os dados do Deter, sistema do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que reúne informações para o combate ao desmate quase em tempo real, foram divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas.

O acumulado no primeiro semestre do ano nos dois biomas chega a mais de 7.000 km², equivalente a cerca de 4,5 vezes a área da cidade de São Paulo (1.521 km²). Enquanto na Amazônia, foram destruídos 2.649 km² de floresta, taxa mais baixa desde 2020 (3.081 km²), o cerrado perdeu 4.408 km² de vegetação -o índice mais alto já registrado pelo Deter.

O número ficou cerca de 20% acima do recorde anterior, de 2018, quando o desmate no bioma passou de 3.774 km².

“Quando chegamos aqui sabíamos do desafio de fazer esse esforço considerando a complexidade e a diferença de 2003 para 2023, e que tínhamos que dar respostas”, afirmou a ministra Marina Silva sobre a diferença do cenário encontrado em sua primeira passagem pela pasta, dez anos atrás, em comparação com a gestão atual.

Marina ressaltou que a queda no desmatamento é, na sua visão, resultado da união entre a capacidade da equipe do ministério junto com uma decisão política.

“A decisão do presidente Lula de assumir como política de governo a continuidade da ideia de que a politica ambienta brasileira será uma politica transversal”, disse.

“O que nós temos aqui é o resultado dessa ação emergencial”, completou.

Mato Grosso ultrapassou o Pará como líder de desmatamento da Amazônia, no primeiro semestre, com 905 km² contra 746 km² de área derrubada -34% e 28% do total, respectivamente. O estado do Amazonas vem na sequência, com 553 km² e 21%.

O secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco, afirma que a queda no desmatamento só não foi maior em razão da “herança” do governo de Jair Bolsonaro (PL), uma vez que durante sua gestão houve uma explosão da destruição da floresta.

“Recebemos a Amazônia em tendência de alta acelerada de 54%”, afirmou Capobianco sobre o cenário encontrado quando o governo Lula (PT) assumiu o poder. “O esforço de reverter a curva de crescimento foi atingido”, completou, diante disso.

Os registros do Deter para o cerrado começaram em maio de 2018 e em agosto de 2015 para a Amazônia.

O Deter mapeia e emite alertas de desmate com o objetivo de orientar ações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e outros órgãos de fiscalização. Os resultados representam um alerta precoce, mas não são o dado fechado do desmatamento.

Os números oficiais são de outro sistema do Inpe, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), e são divulgados duas vezes ao ano.

Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede que reúne mais de 90 organizações socioambientais, avalia que a redução do desmatamento na Amazônia é um sinal de compromisso governamental com a área ambiental.

“Existem operações sistemáticas e planejadas sendo feitas em áreas sensíveis, em terras indígenas, unidades de conservação, no arco do desmatamento”, afirma ele, destacando o uso da inteligência para aumentar a eficiência na aplicação destas ações. “Isso é importantíssimo, porque para essa área de fiscalização ambiental o governo ainda tem um déficit muito grande de fiscais de campo e de capacidade operacional.”

Para Yuri Salmona, diretor-executivo do Instituto Cerrados, o recorde registrado no bioma no primeiro semestre pode estar associado a uma soma de fatores.

O primeiro seria a sinalização dada pelo governo Lula, especialmente pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de que a fiscalização seria intensificada. Ele diz acreditar que isso pode ter incentivado uma corrida para desmatar.

“É possível que as ações de endurecimento do controle do desmatamento na Amazônia estejam empurrando desmatadores para o cerrado”, avalia. Ele acrescenta que pode haver, ainda, um crescimento motivado pelo temor de um eventual endurecimento na concessão das autorizações de supressão da vegetação.

No cerrado, é possível desmatar até 80% de propriedades privadas (ou até 65% em áreas de transição para floresta amazônica), enquanto na Amazônia o limite é de 20%. Essa questão é vista por ele como central para o avanço do desmate na região.

“Nós precisamos que o mesmo rigor aplicado para a Amazônia seja aplicado para o cerrado. Caso contrário, a mensagem é que o cerrado é um bioma de sacrifício”, afirma.

Ao mesmo tempo em que o desmatamento caiu, as queimadas dispararam em junho no Brasil.

Na Amazônia, foram registrados 3.075 focos de incêndio -maior índice desde 2007, quando a marca chegou a 3.519. No cerrado, o mês teve 4.472 focos, o mais alto número desde 2010, em que o índice registrado foi de 6.443 focos.

O crescimento na Amazônia para o mês chegou a 20% em relação a 2022 e no cerrado a alta foi de 5,4%.

Os dados são de outro sistema do Inpe, o BDQueimadas, que usa imagens de satélite para detectar ocorrências de fogo com mais de 30 m².

“Ou seja, não é porque alguém acendeu uma fogueirinha de São João ou uma churrasqueira no fundo do quintal que o satélite vai detectar”, diz o pesquisador do Inpe Alberto Setzer, que atua no projeto, citando exemplos que normalmente são usados para tentar desacreditar esse tipo de dado. “Ninguém está detectando coisas que não são queimadas.”

Na prática, a ferramenta funciona com o Deter, emitindo alertas que podem ser usados por equipes de fiscalização e controle do fogo.

O clima é um fator que colabora para que grandes incêndios florestais aconteçam, já que o fogo depende de condições específicas para se espalhar com maior facilidade: tempo seco, altas temperaturas e vento. Em ambos os biomas, esse cenário é mais comum no segundo semestre -o pico costuma se concentrar nos meses de agosto, setembro e outubro.

O pesquisador avalia que o cenário de junho é preocupante e aponta que a chegada do El Niño indica que 2023 será um ano complicado. “Quando ele ocorre de forma intensa, nós temos muito mais chuva no sul do país e na Amazônia acontece o contrário, com uma estiagem mais prolongada e com temperaturas mais altas. Então, o El Niño favorece uma temporada crítica de queimadas.”

O cientista aponta que uma explicação possível para esses números pode estar em legislações estaduais. “O Mato Grosso, por exemplo, baixou decreto proibindo as queimas a partir de 1o de julho. Então, o pessoal tentou queimar em junho o que podia”, diz.

“Outro ponto que também tem fundamento é que no ano passado houve muito desmatamento, tanto no Cerrado quanto na Amazônia, [com os desmatadores] já prevendo essas mudanças na fiscalização e no controle ambiental. Então, essas queimadas agora de junho seriam o reflexo do desmatamento mais intenso de 2022”, explica.

O Mato Grosso foi responsável por 28,4% de todos os focos de incêndio registrados no Brasil em junho, com 2.447 ocorrências.

No dia 8 de maio, foi publicado um decreto estadual limitando o período de autorização para queimadas até 1° de julho -naquele mês, o número de focos mais do que dobrou, chegando a 1.666, após 644 terem sido registrados em abril. A alta foi de 158%.

Israel e Líbano trocam ataques em meio a aumento das tensões árabe-israelenses

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Israel e Líbano voltaram a se enfrentar nesta quinta (6), trocando ataques na disputada região das colinas de Golã. Os confrontos acontecem em meio a uma escalada das tensões árabe-israelenses, causada por uma incursão do Exército de Israel a um campo palestino na Cisjordânia ocupada no início desta semana.

O conflito desta quinta começou quando um foguete lançado do sul do Líbano atingiu o vilarejo de Ghajar, aos pés das colinas de Golã -território originalmente sírio cuja anexação por Israel não é reconhecida pela comunidade internacional. As Forças Armadas israelenses então contra-atacaram -segundo a agência de notícias oficial libanesa, cerca de 15 projéteis de 155 mm atingiram o local de origem da ação.

Israel e Líbano estão tecnicamente em guerra há anos. Embora ela não seja contínua -as duas nações inclusive assinaram um acordo demarcando fronteiras marítimas no ano passado–, as ofensivas desta quinta-feira acontecem três meses depois do pior confronto entre as partes em anos.

Ninguém reivindicou o lançamento do foguete. Antes da investida, porém, o grupo islâmico xiita Hizbollah divulgou uma nota acusando Israel de cercar Ghajar com “arame farpado” e de erguer um “muro de concreto” no local -Israel ocupa o sul do vilarejo, e o Líbado, o norte. Agora, com as construções, afirmou a facção, descrita pelos EUA como terrorista, o sul foi separado “de seu entorno natural e histórico”.

A chancelaria libanesa também exprimiu preocupação com as ações israelenses em Ghajar, e a Força Provisória da ONU no Líbano, apontada para garantir a manutenção da paz com Israel, urgiu os países a “exercerem moderação e evitarem ações que possam provocar uma nova escalada”. Israel não respondeu.

Enquanto isso, israelenses e palestinos continuam a se enfrentar na Cisjordânia ocupada. Nesta quinta, um militante palestino disparou contra tropas israelenses ao ser parado perto do campo de Kdumim. Um dos soldados morreu, e o militante chegou a fugir antes de ser localizado pelos israelenses e morto.

A responsabilidade pelo ataque foi reivindicada pelo Hamas -a facção radical islâmica também havia assumido a responsabilidade por um ataque terrorista em Tel Aviv na terça (4). “Esta operação heroica é uma reação ágil à ofensiva da ocupação contra o nosso povo”, declarou o braço armado do grupo.

A incursão israelense ao campo de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada, no início da semana, provocou a morte de 12 palestinos e um israelense. A maior operação de Israel na região em quase 20 anos, com a mobilização de 1.000 a 2.000 soldados e uso de drones, reflete a crescente violência no local nos últimos meses, em parte um reflexo da base ultranacionalista do governo do premiê Binyamin Netanyahu.

Também nesta quinta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a dizer que a “escalada não é a resposta”. Ele acrescentou que, embora considere legítimas as preocupações israelenses com a própria segurança, o uso de ataques aéreos como os vistos nos últimos dias não condiz com a lei.

Líder mercenário russo tinha ouro, dinheiro, armas, perucas, passaportes e marreta em casa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Líder do motim de mercenários contra as Forças Armadas da Rússia em meio à Guerra da Ucrânia, Ievguêni Prigojin tinha em seu palacete em São Petersburgo ao menos R$ 32 milhões em notas de dólar e rublo, barras de ouro, armas, uma coleção de perucas, fotos dele disfarçado e de cabeças decepadas, passaportes diversos e uma marreta para intimidar inimigos.

A revelação de uma batida policial em sua residência principal foi feita na noite de quarta (5) pela TV estatal russa, ou seja, foi algo combinado com o Kremlin, o que sugere uma campanha para desacreditar o mercenário.

Adicionando mistério à história, na manhã desta quinta (6) o ditador belarrusso, Aleksandr Lukachenko, afirmou que Prigojin está na Rússia, não mais em seu país. Das duas, uma: ou o mercenário foi devolvido a Vladimir Putin para algum tipo de punição ou há uma encenação insondável em curso.

As imagens são devastadoras para Prigojin, que segundo pesquisa do independente Centro Levada havia levado um tombo em sua popularidade após o motim, encerrado em 24 de junho com mediação de Lukachenko.

A opulência de gosto duvidoso do lugar contrasta itens folclóricos, como as fotos dele disfarçado de comandante militar líbio, com uma enorme barba, e macabros -a foto em um quadro de cabeças cortadas e a marreta com a inscrição “em caso de negociações importantes”.

É notório que um dos meios de punição de adversários do Grupo Wagner, liderado pelo homem conhecido como “chef de Putin” por ter R$ 5 bilhões anuais em contratos de alimentação com o governo, era a execução a marretadas. Há um vídeo com essas imagens, gravado na Ucrânia no ano passado, e segundo relatos Prigojin enviava as ferramentas para inimigos como um recado intimidatório.

No programa de política do Canal 1 russo, do jornalista Eduard Petrov, Prigojin foi apresentado como um degenerado e chamado de traidor. O apresentador foi além, dizendo que “ninguém planejou encerrar o caso” criminal contra o amotinado, apesar de o FSB (Serviço Federal de Segurança) ter dito em 27 de junho que isso tinha ocorrido.

A mesma contradição aparece na fala de Lukachenko. “Em relação a Prigojin, ele está em São Petersburgo, não está em Belarus”, disse ele, que havia confirmado a presença do mercenário em seu país, parte do acordo para acabar com o motim.

Ao mesmo tempo, afirmou que ainda não sabe se irá assinar contratos para receber membros do Wagner, considerados dos mais ferozes soldados a serviço da Rússia na Guerra da Ucrânia e com atuação em diversos países. Novamente, isso contrasta com a fala pública de Putin ofertando a ida à ditadura aliada para quem não quiser baixar armas ou se submeter ao Ministério da Defesa.

A presença do Wagner na Belarus era dada como certa, tanto que há uma base sendo preparada para receber seus soldados. A Ucrânia chegou a determinar o reforço de seu flanco norte, temendo que os mercenários acabem sendo usados contra si em uma nova frente.

Na TV, Petrov negou relatos que circularam na Rússia de que a polícia havia devolvido R$ 537 milhões e todas as armas apreendidas no palacete. Essas são um capítulo à parte: havia fuzis de assalto e também uma pistola austríaca Glock 17 que Prigojin ganhou de seu maior rival, o ministro Serguei Choigu (Defesa). As imagens também mostraram que a casa tinha um quarto médico, além de um helicóptero no jardim.

No Kremlin, o porta-voz Dmitri Peskov foi instado por repórteres a comentar o caso, mas apenas disse que “nós não monitoramos o paradeiro” do mercenário. Considerando que Prigojin liderou um motim em meio a uma guerra, no maior desafio à autoridade de Putin em mais de duas décadas de poder, é uma declaração pouco crível.

Todo esse vaivém apenas engrossa o caldo de especulações acerca das motivações do motim iniciado com queixas de Prigojin contra a guerra no país vizinho, no dia 23 de junho. Ele evoluiu para a tomada da importante cidade de Rostov-do-Don (sul) e o envio de uma coluna armada para Moscou.

Ela parou a cerca de 300 km da capital russa, com o acordo que Lukachenko disse ter sido costurado a pedido de Putin, que na versão do ditador queria matar Prigojin. Depois, o mercenário disse que apenas buscava proteger o Wagner da dissolução, já que se recusara a assinar contratos com Choigu, e que não queria derrubar o presidente.

A facilidade com que os mercenários se aproximaram da capital foi notável, o que levou à detenção para interrogatório do general Serguei Surovikin, chefe das Forças Aeroespaciais e próximo do mercenário.

Este é outro mistério, dado que Surovikin não foi visto desde o dia do motim, quando gravou um vídeo pedindo que os soldados do Wagner suspendessem o movimento. Sua filha chegou a dizer que ele estava bem, mas sua prisão foi confirmada por diversas pessoas com conhecimento do caso. O Kremlin não a negou nem comentou.

Isso e a presença de Prigojin na Rússia enquanto a TV estatal o expõe podem sugerir outra coisa: a punição ao mercenário e a pessoas próximas dele, mas feita de forma opaca, sem publicidade clara. Até o próximo capítulo da novela, claro.

NÃO SOU O ÚLTIMO DITADOR DA EUROPA, DIZ DITADOR

Lukachenko protagonizou mais uma cena inusitada nesta quinta, após o longo discurso da semana passada em que descreveu como teria evitado a morte de Prigojin. A repórteres ele negou ser “o último ditador da Europa”, como costuma ser qualificado.

“Eu não sou um ditador, e, se eu for, então sou o último”, afirmou o ditador, de 68 anos, que comanda o país desde 1994. “O poder não é dado para chafurdar na sujeira. Eu não decido se estou no poder ou não… O povo me confiou este alto cargo”, afirmou ele, em referência à sequência de eleições em que ele é ungido majoritariamente, vistas como fraudulentas.

Na mais recente, em 2020, a manipulação levou a um grande levante nas ruas, reprimido com dureza. A partir daí, o ditador passou a ficar mais na esfera de Putin, unificando forças militares, permitindo o uso de seu território para ataques contra a Ucrânia e a instalação de armas nucleares russas.

Terra tem o mês de junho mais quente já registrado na história, diz observatório europeu

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(FOLHAPRESS) – O planeta teve o mês de junho mais quente registrado na história. De acordo com o observatório europeu Copernicus, tanto o ar quanto os oceanos tiveram calor recorde.

Os pesquisadores apontam que, ainda que as discussões neste ano tenham focado no potencial do El Niño (que esquenta as águas do Pacífico, na região da linha do Equador) causar um aquecimento sem precedentes, em junho foram as temperaturas ao norte do oceano Atlântico que elevaram os termômetros.

Anomalias de temperatura excepcionalmente quentes foram registradas na superfície do Atlântico Norte, causadas por condições de curto prazo na atmosfera e mudanças de longo prazo no oceano. Irlanda, Reino Unido e o mar Báltico tiveram ondas de calor extremas.

No Pacífico, o El Niño continuou a ganhar força, aquecendo as águas tropicais. Além disso, outras regiões, como o Mar do Japão e o oeste do oceano Índico também tiveram mais calor do que o normal.

O centro de pesquisa já tinha apontado que maio tinha registrado as temperaturas oceânicas mais altas da história para o mês. A tendência continuou em junho, com índices ainda mais acima da média histórica.

“Estas condições excepcionais no Atlântico Norte destacam a complexidade do sistema terrestre”, afirmou Carlo Buontempo, diretor do C3S, o Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus. “A interação entre a variabilidade local e global ao lado das tendências climáticas é essencial para melhor gerenciar riscos e projetar políticas de adaptação eficientes.”

O relatório do observatório chega na mesma semana em que o recorde diário de temperatura global foi quebrado duas vezes.

Ar mais quente e mais derretimento polar

O C3S publica boletins climáticos mensais relatando as mudanças observadas na temperatura do ar da superfície global, cobertura de gelo marinho e variáveis hidrológicas.

As descobertas são baseadas em análises geradas por computador usando bilhões de medições de satélites, navios, aeronaves e estações meteorológicas em todo o mundo.

Junho também teve a temperatura global do ar mais alta para o mês, ficando 0,53°C acima da média de 1991 a 2020 e superando o recorde anterior, de 2019, por uma margem substancial.

Neste quesito, os recordes de temperaturas foram registradas no noroeste da Europa. Partes do Canadá (que sofre com as piores queimadas da história), Estados Unidos, México, Ásia e leste da Austrália ficaram significativamente mais quentes do que o normal.

Ao mesmo tempo, o oeste da Austrália, dos Estados Unidos e da Rússia tiveram mais frio do que o normal.

Segundo a agência de notícias AFP, a temperatura média planetária em junho foi de 16,51ºC. Há 15 anos, o mês supera com frequência as médias do período de 1991 a 2020, mas o cientista do observatório europeu Julien Nicolas afirma que junho de 2023 está muito acima dos demais. “É um tipo de anomalia com a qual não estamos acostumados”, explicou à agência.

Na Antártida, mesmo em meio ao inverno do hemisfério sul, o gelo marinho atingiu sua menor extensão para junho desde o início das observações de satélite, ficando 17% abaixo da média.

A extensão do gelo marinho no Ártico ficou ligeiramente abaixo da média, mas bem acima dos valores de junho dos últimos oito anos, em que o derretimento foi acentuado.

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Após implosão de submersível, OceanGate suspende atividades

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A OceanGate, empresa dona do submersível que implodiu no mês passado em uma expedição ao naufrágio do Titanic, anunciou hoje que suspendeu todas as atividades.

“A OceanGate suspendeu todas as operações comerciais e de exploração”, diz um comunicado publicado no site da empresa.

Ainda não há mais informações disponíveis. O UOL entrou em contato com a empresa. Caso haja resposta, o texto será atualizado.

O site ainda exibe um anúncio para explorar “o naufrágio mais famoso do mundo”, com vagas limitadas. Havia duas expedições previstas para junho do próximo ano.

Anúncio acontece após submersível Titan implodir no final de junho, matando todos os ocupantes. As vítimas eram um piloto e quatro passageiros, que pagaram cerca de R$ 1,2 milhão para ver os destroços do Titanic, a cerca de 4km de profundidade.

Busca pela embarcação mobilizou governos dos EUA e do Canadá. O submersível perdeu contato com o barco de apoio na superfície pouco menos de duas horas após submergir, cerca de 700 km ao sul de Terra Nova e Labrador, a província mais ao leste do Canadá.

Quatro dias de buscas depois, a Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou que a embarcação implodiu. Os destroços do Titan chegaram ao porto de Terra Nova e Labrador na semana passada.

O QUE É UMA IMPLOSÃO

Implosão é quando algo colapsa em direção ao seu centro. É o oposto da explosão, quando a energia vai do centro para fora.

O fundo do mar é um ambiente de extrema pressão. A máxima profundidade que um mergulhador já conseguiu atingir foi de 333 metros -os destroços do Titan foram encontrados a 3,2 km de profundidade.

A chance de sobrevivência é nula. “Uma pessoa aguentaria nadar até, no máximo, uma profundidade de 50m. Uma falha estrutural em um submarino abaixo desta profundidade já seria catastrófica, mortífera para a tripulação”, disse Gustavo Roque da Silva Assi, professor da USP, em entrevista ao UOL.

Concurso Público de SFI com previsão de mais de 500 vagas

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Prefeitura de São Francisco de Itabapaona

Haverá a oferta de mais de 500 vagas para níveis de escolaridade que variam de fundamental incompleto, médio, técnico e superior. A previsão é de que a abertura do edital aconteça no mês de outubro deste ano e as provas sejam aplicadas em janeiro e fevereiro de 2024.

“O concurso está em fase final do projeto básico. Após a conclusão desta etapa, será encaminhado para estudo de impacto e posterior licitação. A prefeita Francimara Barbosa Lemos está abrindo mais 20 cargos novos para preenchimento de funções que exigem capacidade técnica para execução. Em breve estaremos divulgando esses cargos específicos”, revelou o secretário de Administração, Erbson Gomes Pires (Bibinho), ao lado do assessor da pasta, José Manoel Alves Mol, que participaram da reunião com a prefeita.

A prefeita Francimara lembrou que há mais de 15 anos não é realizado um concurso público no município. “Mais do que um sonho antigo, o concurso público é uma necessidade, já que neste período tivemos muitas vacâncias de cargos, provocando um déficit no funcionalismo municipal e que a partir do certame será sanado”, ressaltou Francimara.

Fonte: Ascom

Homem congela corpo da namorada para continuar recebendo pensão

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O Ministério Público da Suécia acusou um homem, de 55 anos, de fraude e falsificação de documentos por supostamente ter colocado o corpo da namorada num congelador para continuar recebendo a sua pensão. 

Segundo a Sky News, que cita a justiça sueca, o casal vivia em Arjang, a cerca de 211 quilômetros de Estocolmo, e o homem colocou a mulher, de origem norueguesa, no congelador após a ter encontrado morta em casa. Aos amigos e família continuava dizendo que a namorada estava viva.

“Deve ter sido muito stressante para a família e amigos saberem desta forma que a mulher estava morta há muito tempo”, disse a procuradora Linda Karlsson, acrescentando que “o homem também utilizou o congelador para outros fins”.

O corpo da mulher foi encontrado em 16 de março e o homem foi detido três dias depois, estando em prisão preventiva desde então. No entanto, não se sabe ao certo quando é que a mulher morreu.

O homem está sendo acusado de cometer uma fraude “sistemática”, que envolveu cerca de 1,3 milhões de coroas suecas (cerca de 600 mil reais), e será julgado no final do mês. 

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Hemocentro Regional está com estoque baixo e necessita de doações urgente

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Foto: Reprodução Ascom

O Hemocentro Regional de Campos (HRC) que funciona no Hospital Ferreira Machado (HFM), necessita com urgência da doação de todos os tipos de sangue. Durante o inverno o registro de doações fica abaixo do esperado e para equilibrar o estoque de sangue que está muito abaixo do ideal, o HRC convida todos os doadores e potenciais doadores para fortalecer essa corrente do bem, comparecendo à sede da unidade.

Assistente Social do setor, Maria Gonçalves comenta que nessa quinta-feira (06) só 12 doadores compareceram a unidade, sendo que o ideal por dia são 70 doações. “O tempo frio afasta as pessoas dos Hemocentros de maneira geral e isso não acontece só em Campos, mas em outros municípios também. Tem a questão do frio, pois muitas pessoas associam a doação de sangue com os primeiros horários do dia, acham que tem que vir doar sangue de manhã, também tem as férias escolares que complica um pouco. Mas de fato, o frio afasta”, comentou.

Maria ainda lembra que o Hemocentro funciona na parte da tarde, até às 18h. “O HRC também funciona a tarde, então se estiver muito frio, vem doar depois do almoço, come e espera passar 3 horas e vem doar. Nós precisamos de doações voluntárias de sangue para manter o estoque estável. O comparecimento pequenos de doadores afeta na hora da liberação, pois liberamos pouco para uma demanda muito grande. Precisamos que a população se sensibilize e venha doar”, disse.

Doação – O Hemocentro atende à demanda de 25 unidades hospitalares da região e fica localizado na Rua Rocha Leão, n° 2, no bairro do Caju. As doações podem ser feitas das 7h às 18h de segunda a sexta-feira, inclusive sábado, domingos e feriados. Para mulheres, a doação de sangue pode ser feita com intervalo mínimo de 90 dias e para homens é de 60 dias. Os intervalos são diferentes devido à reposição dos estoques de ferro que, nas mulheres, é mais demorada por conta das perdas durante os ciclos menstruais.

Pessoas com idade entre 16 e 60 anos, ou até 69 anos (caso tenham doado antes dos 60 anos de idade), podem doar. Também é preciso ter peso acima de 50 quilos e estar bem nutrido, com refeições leves e sem gordura nas três horas anteriores, além de não ter praticado atividades físicas intensas pelo menos cinco horas antes da doação de sangue. Os menores de 18 anos devem comparecer com o responsável e para isso é preciso apresentar documento original com foto.

Fonte: Ascom

Adolescente é detido com arma e munições em Guarus

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta quarta-feira (5) um adolescente foi detido pela Polícia Militar com revólver e munições. O caso aconteceu na Rua São Francisco de Assis, próximo as Casinhas de Nolita, no Parque Santa Rosa, em Guarus.

Durante patrulhamento, os agentes avistaram um adolescente já conhecido pela equipe policial por envolvimento com tráfico das casinhas do Lolita. Uma abordagem foi realizada e durante a revista pessoal, foi encontrado 1 revólver com 6 munições calibre 38 e mais 14 munições do mesmo calibre em seu bolso.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e o jovem foi encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde foi autuado e permaneceu detido.

 

Thiago Rangel se fortalece no tabuleiro para 2024

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As movimentações visando o pleito de 2024 estão se intensificando nos bastidores da política de Campos. E, entre os principais players está o deputado estadual Thiago Rangel, que em dois anos venceu duas eleições. Vereador em 2020 e deputado estadual em 2022.

Cotado como pré-candidato à Prefeitura de Campos, Rangel recebeu várias lideranças políticas em sua festa de aniversário no último domingo, em Campos. Entre eles o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

PF deflagra operações de combate ao abuso e exploração de menores no Rio e em Niterói

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Foto: Divulgação Polícia Federal

Dois homens foram presos em flagrante durante duas operações, no Rio de Janeiro e em Niterói, para combater o abuso e a exploração de menores. As ações aconteceram na manhã desta quinta-feira (6).

Durante a ação no Rio de Janeiro, o alvo da operação, um homem de 46 anos, foi preso em flagrante por armazenar imagens com conteúdo pedopornográfico, crime previsto no ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – com pena prevista de quatro anos de prisão.

Além do crime de armazenamento, o investigado responderá criminalmente por disponibilizar pela internet vídeo e fotografia contendo cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente, cuja pena pode chegar a seis anos de prisão.

Preso em Niterói  

No bairro Santa Rosa, em Niterói, a PF prendeu outro homem. Os policiais encontraram imagens pornográficas nos computadores envolvendo menores.

Segundo a PF, o homem pode pegar até 18 anos de prisão pelo armazenamento e compartilhamento de imagens pornográficas com crianças e adolescentes.

Recusa ao teste do bafômetro salta 64% neste ano em São Paulo

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(FOLHAPRESS) – As autuações a motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro aumentaram 64% nos primeiros cinco meses de 2023 no estado de São Paulo, na comparação com o mesmo período de 2022. Foram 3.193 casos neste ano contra 1.945 no ano passado. O número de 2023 ainda supera em 87% as 1.703 recusas registradas nos primeiros cinco meses de 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19.

Os dados são do Detran-SP, o departamento de trânsito do governo paulista, com base na aplicação da lei federal 11.705. A chamada Lei Seca completou 15 anos em junho deste ano.

O crescimento das autuações responde ao aumento das ações de fiscalização e, principalmente, à maior quantidade de veículos abordados nas blitze após o afrouxamento das restrições de circulação impostas pela pandemia.

Chamadas de ODSI (Operação Direção Segura Integradas), as fiscalizações conduzidas pelo governo estadual são realizadas em conjunto por Detran-SP e polícias Militar, Civil e Técnico-Científica.

A quantidade de automóveis abordados nas ODSIs apresentou alta em proporção semelhante à de condutores autuados. Foram 44.917 abordagens, em 2022, e 75.109, em 2023. Isso representa alta de 67%. Em relação a 2019, quando 30.239 motoristas foram parados, o crescimento foi de 148%.

Ainda na comparação entre os primeiros cinco meses de 2022 e de 2023, o número de ODSIs subiu 22%, passando de 145 para 177. Já em relação às 90 operações realizadas até maio de 2019, o aumento em 2023 foi de 97%.

Segundo a médica psiquiatra Ana Cecilia Petta Roselli Marques, do conselho consultivo da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas), além de corresponder ao avanço da fiscalização, a maior quantidade de autuações por dirigir sob influência de bebida alcoólica reflete a busca de parte da população por substâncias que tragam alívio a transtornos como depressão e ansiedade.

“A pandemia ampliou um problema que é multifatorial, levando pessoas a buscarem nas drogas alívio para questões de saúde mental e também para problemas econômicos, como o desemprego”, afirma a psiquiatra. “Além disso, as pessoas voltaram a sair e, culturalmente, existe a ideia de que é preciso beber para se divertir.”

MOTORISTA PODE NEGAR TESTE, MAS LEVA MULTA E TEM CNH SUSPENSA

Quando parado na blitz, o motorista tem o direito de não fazer o exame do etilômetro. Deixar de soprar o bafômetro, porém, não garante esquiva da multa de R$ 2.934,70 nem do processo de suspensão da carteira de habilitação por 12 meses.

As mesmas punições são aplicadas ao condutor que passa pelo teste e tem atestado até 0,33% miligramas de álcool por litro de ar expelido.

No caso de reincidência no período de 12 meses, a pena é aplicada em dobro, ou seja, R$ 5.869,40 de multa, além da cassação da CNH.

Tanto dirigir sob a influência de álcool quanto recusar o teste são consideradas infrações gravíssimas, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.

Mas a recusa ao bafômetro permite evitar a acusação de crime de trânsito, que pode ser caracterizado quando há mais de 0,34% miligramas de álcool por litro de ar expelido. Se condenado, o condutor poderá cumprir de seis meses a três anos de prisão.

Neste ano, as operações da Lei Seca em São Paulo registraram duas ocorrências que geraram crime de trânsito. Nos dois casos, houve flagrante porque os motoristas estavam visivelmente embriagados.

RECURSO LIVRA MOTORISTA EM MENOS DE 2% DOS CASOS

Como em outros casos de infrações de trânsitos, quem é pego pela blitz da Lei Seca pode apresentar recurso para tentar escapar das penalidades. A chance de sucesso é pequena.

Em 2022, a Jaris (Juntas Administrativas de Recursos de Infrações) julgou 8.913 recursos relativos a infrações desse tipo. Do total, 154 foram deferidos, o que representa 1,72% dos casos.

Neste ano, de janeiro a maio, foram analisados 3.049 recursos, sendo 39 deferidos, ou 1,28%.

Os números reportados pelo Detran-SP dizem respeito somente às operações conjuntas da Lei Seca, e não consideram as fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal e das prefeituras, entre outras.

JUSTIFICATIVAS PARA NÃO SOPRAR BAFÔMETRO

Com base em informações reportadas pelos agentes que realizam as operações, o governo paulista divulga algumas justificativas de motoristas que se negam a soprar o bafômetro:

Bebeu para afogar as mágoas após o término de um relacionamento;

Resfriado, tomou um remédio caseiro com mel, vinho do Porto e gema de ovo;

Os olhos vermelhos são sintomas da poluição da cidade; Tomou um café com conhaque para melhorar a tosse e a gripe;

A mangueira de combustível do carro estava entupindo o carburador, razão pela qual teve que fazer uma sucção e, acidentalmente, engoliu álcool;

Dormiu no carro estacionado em frente de casa e foi surpreendido com a abordagem da PM; Saiu de um jantar onde comeu um prato com molho que continha vinho na preparação;

Não soprou o bafômetro porque usa prótese dentária e não queria passar constrangimento, já que tinha muita gente no local;

Se recusou a soprar o bafômetro porque não sabia quem tinha usado o bocal anteriormente (apesar de os agentes informarem que ele é descartável).

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Pipas em fios causam queda de energia e prejuízo em Campos

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Foto Ilustrativa

Um levantamento da Enel Distribuição Rio aponta que, nos primeiros seis meses de 2023, mais de 150 mil clientes ficaram sem energia por causa de pipas que atingiram a rede elétrica da área de concessão da companhia. As regiões que lideram o ranking com o maior número de clientes impactados são Região dos Lagos, Campos e São Gonçalo, seguidos por Magé, Região Serrana, Macaé, Região Sul e Niterói.

Na Região dos Lagos, foram identificados 55.327 clientes impactados entre janeiro e junho de 2023. No entorno de Campos, foram 21.890 e em São Gonçalo 18.087 clientes. Em Magé, nesse mesmo período, 17.378 clientes sofreram impacto. Na Região Serrana, foram computados 16.936 e em Macaé, 15.194. Por fim, a Região Sul registrou 7.277 clientes atingidos e Niterói, 6.442.

A interrupção do fornecimento de energia causada por pipas pode ocorrer por diversas razões. Além do risco de rompimento dos cabos, as linhas que ficam enroscadas na rede elétrica provocam desgaste na fiação, podendo ocasionar curtos-circuitos e risco de choque. Nesses casos, equipes da distribuidora são mobilizadas imediatamente para realizar os reparos necessários e substituir a fiação, a fim de restabelecer o serviço o mais breve possível.

“As interrupções de energia, mesmo que de curta duração, geram grandes transtornos aos clientes, tanto na atividade comercial quanto no dia a dia das pessoas. Neste sentido, é importante reforçar os riscos de se empinar pipa próximo da rede elétrica e a necessidade de os pais orientarem as crianças e os adolescentes sobre os cuidados necessários, principalmente agora nesse período de férias escolares”, afirma o responsável por Operação e Manutenção da Enel Distribuição Rio, Thiago Martins de Morais.

Dicas de segurança

Para garantir que a brincadeira ocorra de forma saudável e com segurança, a Enel Distribuição Rio compartilha importantes dicas sobre a prática de empinar pipa:

• Caso a pipa se enrosque na rede, postes ou antenas, os praticantes não devem arremessar objetos nos fios nem tentar resgatá-los. Somente técnicos da distribuidora treinados para este trabalho, que exige o uso de equipamentos de segurança, estão aptos a manusear a rede;

• Soltar pipas perto da rede elétrica é extremamente perigoso, sob risco da linha ou da pipa enroscar nos fios, ocasionando descarga elétrica. O mais indicado é empinar pipas em espaços abertos e afastados de fiações, como parques e campos de futebol;

• Materiais metálicos, como o alumínio, não devem ser usados na fabricação da pipa, pois conduzem eletricidade, aumentando a chance de choque elétrico, com risco de morte;

• Evite a utilização de “rabiolas”, pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques, muitas vezes fatais;

• Não é indicado soltar pipas na chuva. Ela funciona como para-raios, conduzindo energia e podendo provocar acidentes fatais;

• O uso de cerol (pó de vidro com cola) oferece mais um risco: ele corta os fios de alumínio ou de cobre, o que pode levar a choques por rompimentos de cabos;

• O uso da chamada linha chilena, que possui poder de corte quatro vezes maior que o cerol tradicionalmente usado nas pipas, tem agravado a situação. O risco de acidentes fatais é alto para pedestres e motociclistas e os danos à rede elétrica também são maiores;

• É aconselhável ter sempre um adulto responsável acompanhando as crianças no momento da brincadeira.;

• Em casos de cabos partidos, os clientes devem permanecer afastados e avisar imediatamente a distribuidora pela Central de Atendimento (0800 28 00 120), ou pelos perfis nas redes sociais Facebook (www.facebook.com/EnelClientesBR) e Twitter (@EnelClientesBR).

Fonte: Ascom

Homens armados na França batem de propósito em carro para ‘atacar negros e árabes’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em meio à comoção pela morte de um jovem de origem argelina pela polícia na França, um incidente ocorrido no sábado (1º) em Bron, nos arredores de Lyon, sudoeste do país, preocupou as autoridades.

Nele, um carro colidiu de propósito em outro, buscando “fazer algo contra negros e árabes”, o que seria uma reação aos tumultos recentes. Dois homens foram presos após o Peugeot 308 em que estavam bater no veículo com uma garota de sete anos e seu pai no estacionamento do hospital Femme Mère Enfant.

Segundo o jornal Le Figaro, as vítimas, que se dirigiam a uma consulta, foram imediatamente socorridos por funcionários do local, segundo os quais a dupla estava “em choque, mas não ferida”.

O Peugeot foi apreendido pela polícia, e o homem que ocupava o assento do passageiro, ferido pelo airbag, detido. Já o motorista -e proprietário do veículo- conseguiu fugir, mas foi preso pouco depois.

Os itens encontrados no banco de trás do carro surpreenderam as autoridades. Ali estavam um fuzil carregado com três cartuchos de bala de calibre 12 e uma caixa com 111 cartuchos do mesmo modelo.

Mais tarde, uma operação de busca e apreensão na casa do homem que estava no banco do passageiro, no departamento de Ain, encontrou ainda mais caixas de munição e duas espingardas. O homem, suspeito de ter ligações com a extrema direita de Lyon, de acordo com o jornal Le Monde, tinha um histórico de condenações judiciais por incitação de ódio e danos ao patrimônio e era proibido de portar armas.

Foi ele, aliás, que disse em depoimento que quis bater na traseira do carro para agir “contra negros e árabes”. Já o motorista afirmou que não tinha intenções violentas e que estava bêbado no momento da colisão. Ambos foram indiciados pela promotoria local devido ao episódio. Enquanto um deles foi posto sob supervisão judicial, o outro segue sob custódia. Eles têm 33 e 39 anos de idade.

A França enfrentou uma onda de manifestações que durou dias. O estopim foi a morte de Nahel, 17, após ser atingido por um tiro disparado por um policial em Nanterre, município a noroeste de Paris. Sua origem argelina fez muitos acusarem os agentes que o abordaram de racismo e incitou uma ampla discussão sobre a legislação que regulamenta a atuação das forças de segurança no país.

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Caso Henry: Monique Medeiros volta para a prisão por determinação do STF

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Monique Medeiros/Foto: Lucas Madureira / TV Globo

Monique Medeiros voltou a ser presa, na manhã desta quinta-feira (6), na casa da mãe, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A defesa dela já havia informado que ela se entregaria no começo da manhã.

Ré por tortura e homicídio contra o filho Henry, ela será levada ao Instituto Penal Santo Expedito, em Gericinó, unidade onde ficou anteriormente custodiada.

O menino de 4 anos morreu no dia 8 de março de 2021. Exames de necropsia mostraram que ele tinha 23 lesões no corpo e morreu por ação contundente e laceração hepática. Ele estava no apartamento onde a mãe morava com o padrasto, na Barra da Tijuca, e foi levado por eles ao hospital, onde chegou já sem vida.

A prisão foi determinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (5), após analisar um recurso do pai do garoto, Leniel Borel.

De acordo com a decisão, ela teria coagido uma testemunha e estaria utilizando redes sociais, descumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça. A defesa da ré nega (veja mais abaixo o que disse o advogado).

“Hoje ela está voltando para o lugar que ela nunca deveria ter saído”, disse Leniel após a prisão.

O pai do menino disse que o STF agiu corretamente ao determinar o retorno de Monique para a cadeia.

“É uma vitória para o povo brasileiro. É uma vitória para o processo. É uma vitória para a Justiça. Quero agradecer intensamente ao STF, ao ministro Gilmar Mendes, que vem fazendo justiça no caso do meu filho assertivamente em todas as fases do processo. Monique nunca era para ter sido solta e estar em liberdade.”

Na quarta-feira (5), Leonel já tinha se pronunciado e dito que era imprescindível a prisão, uma vez que ela foi pronunciada pelos crimes de homicídio, tortura e coação no curso do processo, e que, em liberdade, ela é um risco para a instrução que será realizada no dia do júri popular.

O que diz a defesa de Monique Medeiros

A defesa de Monique Medeiros informou “que recebe a decisão do ministro com respeito”, mas destaca que apresentará esclarecimentos, pois “foi pautada em um descumprimento de medida cautelar inexistente.”

Segundo o advogado Hugo Novais, Monique não utilizou as redes sociais quando proibida, além de não ter ameaçado qualquer testemunha no momento da prisão domiciliar. “Estes fatos já foram esclarecidos há tempos, tratando-se de fake news.”

Fonte: g1

Governo Federal pagará piso da enfermagem retroativo a maio

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Durante a 17ª Conferência Nacional de Saúde em Brasília, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que o governo irá pagar o piso nacional da enfermagem retroativamente desde maio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou o pagamento durante o evento e argumentou que o trabalho da enfermagem é extremamente valioso e deve ser valorizado. O pagamento foi estabelecido pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso em maio e será implementado no setor público, seguindo as nove parcelas previstas para 2023.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou em entrevista que alguns erros no texto da lei atrasaram o repasse do valor para estados e municípios, mas que isso será corrigido.

Mãe de quadrigêmeos escreve carta para bebê que não sobrebreviveu

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No ano passado, a vida de Ashley Ness mudou para sempre ao dar à luz a quadrigêmeos.

Chance, Cheston, Chesley May e Chatham nasceram em 28 de julho de 2022, no Massachusetts General Hospital, em Boston, nos Estados Unidos. Com 28 semanas e dois dias de gestação, foram transferidos para a unidade de neonatologia.

Chatham e seus irmãos Chance e Cheston puderam voltar para casa em outubro, mas Chesley permaneceu na UTI neonatal. A menina sofria de uma doença pulmonar crônica grave, que a obrigou a passar por uma série de tratamentos médicos. Infelizmente, em fevereiro, aos seis meses de idade, não resistiu mais.

Apesar de aceitar o fato de que sua filha “não está mais aqui”, Ashley deseja manter a memória da filha viva. À medida que a família se prepara para comemorar o primeiro aniversário dos bebês, ela decidiu escrever uma emocionante carta para a filha.

“É difícil sentir entusiasmo ao preparar o primeiro aniversário quando sinto que falta uma parte de mim”, começa ela, revelando que neste último ano ela vivenciou coisas que nunca imaginou ser possível.

“Esta foi o início da nossa jornada louca e corajosa, minha querida Chesley May. Você passou por inúmeros procedimentos… Você lutou e resistiu a cada um deles. Eu estive ao seu lado em cada um”, continua ela, mencionando que, com toda a sua força, a bebê mostrou uma maneira “diferente de enxergar a vida”.

A emocionante mensagem foi compartilhada com o Good Morning America, onde Ashley Ness prometeu que sempre lembrará da filha.

“Chesley May, vamos honrar você, sempre teremos um bolo para você e celebraremos você no seu primeiro aniversário e todos os dias!”, garantiu a mãe.

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SFI: Sugestões para o orçamento participativo podem ser enviadas até 10 de agosto

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Até o dia 10 de agosto, os cidadãos de São Francisco de Itabapoana (SFI) têm a oportunidade de enviar suas sugestões sobre despesas, investimentos e arrecadação para o orçamento municipal.

A prefeita Francimara Barbosa Lemos ressalta que o orçamento participativo amplia a participação da sociedade são franciscana na administração pública. As sugestões podem ser enviadas por e-mail para [email protected]. Segundo a prefeita, essa ferramenta irá garantir que as necessidades da população sejam atendidas pela Lei Orçamentária Anual de 2024.

O secretário municipal de Controle Interno, Fabiano Rangel, explicou que a opção pelo meio eletrônico foi escolhida por sua praticidade e rapidez no envio das demandas. Após o prazo, as sugestões serão analisadas e juntamente com a prefeita Francimara, serão elaborados os projetos de lei, que serão encaminhados para a Câmara Municipal ainda em agosto.

Knickers, o gigantesco boi australiano, impressiona com seu tamanho

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Knickers ficou famoso em 2018. No entanto, seu tamanho – que se assemelha ao de um rinoceronte – continua impressionante.

O animal atraiu atenção há cinco anos, quando media 1,94 metros e pesava 1,4 toneladas. Seu tamanho é comparável ao de um rinoceronte branco, conforme mencionado pelo G1, o que provavelmente o salvou do abate.

Seu proprietário, Geoff Pearson, tentou leiloá-lo em 2018, mas os matadouros alegaram não ter a infraestrutura necessária para lidar com ele. O animal voltou a ser destaque esta semana após um vídeo comparando seu tamanho ao de Michael Jordan ser compartilhado nas redes sociais.

Quando as imagens foram divulgadas, muitos duvidaram que o enorme boi fosse real e sugeriram que se tratava de manipulação gráfica.

Min Du, pesquisador de biologia do crescimento na Universidade Estadual de Washington, explicou que Knickers provavelmente sofreu uma mutação em seu hormônio de crescimento.

Vale ressaltar que Knickers já foi oficialmente reconhecido como o maior boi da Austrália.

Meet Knickers, the giant steer (1.5 tons)

who has avoided the abattoirs by being too big to fit into the processing facility.

Holy cow! #CowAppreciationDay pic.twitter.com/lNeb4Gy0gk

— Norbert Elekes (@NorbertElekes) July 9, 2019

 

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Caminhoneiro de Campos morre ao ficar preso às ferragens em grave acidente no Sul da Bahia

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Foto: Divulgação

Na tarde desta quarta-feira (5) um caminhoneiro de Campos morreu em um grave acidente entre um caminhão e uma carreta, na BR-101, no Sul do Estado da Bahia.

A vítima identificada como Sérgio da Silveira de Souza, de 41 anos, estava em um caminhão que transportava telhas de amianto quando perdeu o controle da direção e colidiu com a carreta. Com o impacto, o caminhão tombou e o motorista foi esmagado.

Os Bombeiros foram acionados, mas ao chegar no local Sérgio já estava sem vida preso às ferragens. O condutor da carreta não teve ferimentos. O trânsito no local ficou congestionado.