Home Blog Page 2794

Balcão de Emprego de SFI oferece mais 4 vagas

0

O Balcão de Emprego de São Francisco de Itabapoana (SFI), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), está anunciando mais quatro vagas: garçom/garçonete, auxiliar de cozinha, vendedor (a) e técnico em segurança do trabalho. As oportunidades são para trabalhar no município.

As vagas para garçom/garçonete e auxiliar de cozinha são para o Bar do Almir, e a de vendedor (a) para trabalhar de segunda a sábado, integral, das 8h às 17h, com exigência de pelo menos Ensino Fundamental Completo. Já a vaga de técnico em segurança do trabalho é ofertada pela Acácia Amarela, Produção de Mudas & Consultoria Ambiental, com alguns pré-requisitos exigidos, como por exemplo, Curso Técnico em Segurança do Trabalho e CNH categoria B. A empresa oferece salário compatível com a função, plano de assistência médica e odontológica, seguro de vida e vales alimentação e transporte.

Os interessados devem enviar currículo para o e-mail [email protected] ou ainda entregá-lo na sede da SMTDH, situada na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, nº 141, no Centro da cidade, de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos, das 8h às 17h.

“Quem tiver oportunidades de emprego e desejar participar desta parceria de sucesso com o Balcão é só procurar a equipe da SMTDH que a gente divulga as vagas disponíveis e ainda se encarrega de receber os currículos dos candidatos”, orientou o secretário da pasta, Fagner Azeredo.

Fonte: Ascom SFI

Rio quer ampliar proibição de celular na escola; pedagogos questionam

0

A prefeitura do Rio de Janeiro lançou nessa segunda-feira (11) consulta pública para colher opiniões sobre a proibição do uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos como tablets, notebooks e smartwatches durante todo o horário escolar. Desde agosto, vigora um decreto municipal impedindo que alunos utilizem esses equipamentos dentro das salas de aulas. Na consulta pública, a sociedade civil será ouvida sobre a ampliação dessa medida para incluir o recreio e os intervalos.

O município alega ser o primeiro do país a adotar medidas recomendadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em seu Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2023. O documento foi publicado em julho. Ao ser procurada pela Agência Brasil, a Unesco afirmou que, em nenhum momento, houve recomendação para a proibição do uso de celulares ou de qualquer outro equipamento tecnológico em sala de aula.

De acordo com a entidade, o relatório foi produzido por um grupo de pesquisadores independentes e traz um debate sobre a questão. “O uso do celular em sala de aula, quando for excessivo e não for aplicado para fins pedagógicos, pode trazer alguns prejuízos para a aprendizagem dos estudantes. É importante formar professores e também orientar os estudantes para utilizar os celulares em sala de aula apenas para fins pedagógicos”.

O relatório divulgado pela Unesco tem uma série de conclusões. Ele informa que existem poucas evidências do valor agregado da tecnologia digital na educação e que a tecnologia evolui mais rápido do que é possível avaliá-la. Também aponta que o direito à educação é, cada vez mais, sinônimo de direito à conectividade, embora ainda exista grande desigualdade no acesso à internet. Ainda assim, o relatório reconhece que, em diversos lugares do mundo, a tecnologia digital possibilitou ampliar o alcance dos recursos de ensino e aprendizagem.

Há outras conclusões de destaque: os professores muitas vezes se sentem despreparados e inseguros para dar aulas usando tecnologia, enquanto o conteúdo digital é produzido por grupos dominantes e beneficia principalmente estudantes instruídos, de países ricos. Uma preocupação diz respeito à segurança de dados: levantamento mostrou que 89% dos 163 produtos de tecnologia recomendados durante a pandemia de covid-19 tinham a capacidade de coletar informações de crianças. Por fim, o relatório contabiliza que quase um quarto dos países proibiu o uso de celulares nas escolas.

No Rio, o decreto assinado em agosto pelo prefeito Eduardo Paes definiu que os alunos devem manter guardados na mochila seus dispositivos tecnológicos durante as atividades didáticas. Eles poderão ser usados apenas sob autorização e orientação do professor, para fins pedagógicos. Sem fazer menção específica a qualquer tipo de sanção, o decreto dá ao docente a atribuição de adotar medidas para o cumprimento das regras, devendo ser apoiado pela equipe gestora da unidade de ensino.

No site da prefeitura, qualquer pessoa pode opinar sobre a extensão da proibição aos intervalos e recreio. Ao anunciar nessa segunda-feira (11) o lançamento da consulta pública, o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, defendeu a ampliação. “A gente acredita que escola é um lugar para convivência social, onde a criança tem que ir para interagir com os amigos, para brincar, para correr, para se divertir. Se mantém o celular, ela fica isolada na sua própria tela”, disse.

Renan Ferreirinha avaliou que há uma epidemia de distrações com o uso excessivo de celulares e redes sociais e observou que diversos estudos associam o vício em dispositivos digitais à redução da curiosidade, baixa autoestima, casos de depressão e de outros distúrbios mentais. “Não pode ser normal uma criança ter uma crise de ansiedade porque não consegue ficar sem usar o seu celular. Não podemos ficar inertes vendo isso acontecer”, acrescentou.

Publicado na última terça-feira (5) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022 mostrou que alunos que usam dispositivos digitais entre cinco a sete horas por dia tiveram pontuação média menor nos testes. Por outro lado, revelou que, usado de forma correta, o celular melhora o desempenho escolar. Além disso, indicou que a proibição nem sempre se mostra eficaz: alunos de países onde o uso do celular é vedado na escola não tem desenvolvido capacidade para o uso mais responsável do dispositivo.

A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), critica a proibição. Ela avalia que a escola precisa discutir e problematizar as questões que estão colocadas na sociedade. Em sua visão, proibir é jogar o problema para debaixo do tapete.

“Não adianta. Alunos vão usar os celulares escondidos. E a escola vai ter que atuar naquela lógica do vigiar e punir. As tecnologias hoje estruturam a sociedade. É impossível hoje viver sem acesso à internet. A internet é um direito humano. Se você não tem acesso, está excluído socialmente. Quase tudo o que você faz é por meio da tecnologia. Você faz pagamentos usando a internet, faz download de um arquivo PDF para estudar”, observa. De acordo com a pesquisadora, proibir é reconhecer que não consegue dialogar sobre uma questão que está presente na vida social.

“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir”, insiste.

Rosemary chama atenção para um documento publicado em 2014 também pela Unesco. Intitulado Diretrizes de Políticas para a Aprendizagem Móvel, ele elenca experiências positivas e destaca a importância da educação em tecnologia. Segundo a pesquisadora, existem diversas possibilidades de uso dos dispositivos digitais envolvendo projetos de leitura, de podcast, de produção de vídeo, entre outras. “A escola precisa promover isso com os alunos. Eu tenho um projeto para discutir na sala de aula questões que aparecem nas redes sociais: racismo, homofobia, fenômenos da cibercultura”, exemplifica.

Para Gilberto Santos, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), a realização de uma consulta pública sobre qualquer assunto é algo positivo por reforçar o funcionamento da democracia. Mas ele também faz ponderações sobre a proibição.

“O uso eficaz do celular na sala de aula é intrinsicamente dependente da qualificação dos professores para fazê-lo. A literatura técnica está cheia de exemplos de usos interessantes e criativos do celular, como parceiro do professor, como elemento que dinamiza a relação educativa e estabelece conexão entre o que se passa na escola e o que se passa for dela. No entanto, todos os exemplos demandam capacitação de professores”, observa.

Gilberto lamentou que o Brasil não faça investimentos para qualificar docentes em uso de tecnologia em sala de aula. “Sem capacitação adequada, a tecnologia, seja ela qual for, pode acabar atrapalhando. E, nesse caso, pode acabar sendo melhor proibir, o que é uma pena. A saída é investir na qualificação dos professores, fazendo-os capazes de usar a tecnologia em sala da aula para contribuir com a formação de cidadãos mais integrados com a própria sociedade tecnológica”.

Segundo o pesquisador, a escola pode ser uma aliada na prevenção de distúrbios mentais associados à tecnologia. “O que causa essas doenças é o uso indeterminado e viciante desses dispositivos, que transformam as pessoas em robozinhos, frequentando apenas redes sociais sem sentido e portais e sites que não contribuem para a sua formação. É isso que provoca ansiedade, que provoca a sensação de estar perdido no oceano. A escola pode mostrar que é possível usar a tecnologia de maneira interessante. Mas isso sempre dependerá da ação do professor”.

Leia Também: São Paulo terá ônibus gratuito aos domingos a partir do dia 17, ao custo de R$ 238 mi anuais

Na consulta pública, a sociedade civil será ouvida sobre a ampliação dessa medida para incluir o rec… 

Mulher é morta pela polícia após ameaçar menino de 3 anos com arma

0

Um menino de 3 anos foi salvo por policiais de San Bernardino, na Califórnia, EUA, que mataram a tiros uma mulher que o ameaçava com uma arma na cabeça.

O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (12). Uma mulher ligou para a polícia para denunciar que outra mulher, identificada como Darvet Brown, de 35 anos, estava armada dentro de casa com o seu neto.

Quando os policiais chegaram ao local, Darvet foi até à varanda e apontou a arma para eles. Em seguida, ela voltou para dentro de casa com a criança e trancou a porta. A mulher que ligou para a polícia disse que Darvet já havia disparado a arma dentro de casa pelo menos uma vez.

Os policiais arrombaram a porta do apartamento e o primeiro agente a entrar viu Darvet em cima de uma cama, apontando a arma para o menino. “A criança estava chorando e corria o risco imediato de ser baleada”, escreveu a polícia em um comunicado, citado pela Fox 11 News.

Foi nessa hora que o agente disparou contra Darvet. Os tiros a feriram, mas ela manteve o controle da arma. Quando os policiais ordenaram que ela largasse a arma, ela continuou a apontá-la para a criança. Foi então que o agente voltou a disparar contra ela.

A polícia tentou reanimar Darvet, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O menino não ficou ferido e foi entregue aos cuidados da família.

As autoridades confirmaram que Darvet não era parente da criança e que apenas havia passado a noite no local porque era próxima da família. A polícia suspeita que ela tenha sofrido um surto psicótico.

Leia Também: “Choque”: Ouve espirros vindos de árvore de Natal e descobre um gambá

Câmeras de monitoramento serão instalados em pontos estratégicos em Farol de São Thomé

0
Farol/Foto: Divulgação Ascom

Visando à segurança pública durante o verão 2024 em Farol de São Tomé, a Prefeitura de Campos, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública, vai iniciar, no próximo dia 15, a instalação das câmeras de monitoramento em pontos estratégicos de acesso à praia e locais de fluxos mais intensos.

De acordo com o secretário de Ordem Pública, Jackson Sousa, serão instaladas de 35 a 40 câmeras de Santo Amaro ao litoral campista. “Para o próximo verão, teremos uma estrutura ainda maior, mais avançada tecnologicamente e mais bem equipada para garantir a segurança e tranquilidade dos nossos munícipes. Teremos também um formato de comunicação envolvendo os órgãos públicos municipais e estaduais interligados, o que vai facilitar uma ação rápida e inteligente”, destacou o secretário.

As imagens serão monitoradas por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), cedidos à Secretaria de Ordem Pública durante o período do verão. Os agentes ficarão no Centro de Comando e Controle, que neste verão terá uma estrutura maior.

Além disso, a segurança contará com rádios digitais distribuídos a representantes das secretarias e órgãos públicos estaduais que atuarão diretamente com os eventos durante o verão. O objetivo é facilitar a comunicação em casos necessários e proporcionar maior segurança aos veranistas.

Em 2023, foram utilizadas 25 câmeras de monitoramento na orla da Avenida Atlântica. Para o próximo ano, além de maior número de câmeras e maior estrutura física no monitoramento, o espaço vai contar com aparelhos mais modernos e de maior abrangência. Ao todo, serão três tipos de câmeras espalhadas: as inteligentes, fixas e speed dome. Jackson explica, ainda, que “uma estrutura maior será preparada para a área da Marinha, onde acontecerão os shows”.

Fonte: Ascom

Milei suspende propaganda oficial e corta 34% dos cargos públicos

0

(FOLHAPRESS) – O novo presidente Javier Milei vai suspender a propaganda oficial em meios de comunicação da Argentina por um ano, seguindo o que prometeu durante sua campanha. O anúncio foi feito pelo porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni, em entrevista coletiva nesta terça (12), que agora serão diárias.

Ele anunciou ainda que a redução de cargos federais será de 34%, mas ainda não soube precisar quanto será economizado, já que os contratos e nomeações acabam de começar a ser revisados. A conta se refere ao corte de 18 para 9 ministérios, de 106 para 54 secretarias e de 182 para 140 subsecretarias.

“O objetivo é fazer o impossível no curtíssimo prazo para evitar a catástrofe”, justificou ele, dizendo que os funcionários que não queiram fornecer informações sofrerão as “sanções correspondentes”. A intenção é também verificar eventuais “contratações irregulares” feitas no último ano pela gestão de Alberto Fernández.

Nesta segunda (11), o porta-voz já havia informado que se começará a exigir 100% de presença desses empregados e que “o emprego militante acabará”, expressão pela qual foi questionado. “É o emprego que todos sabemos que nasce por questões políticas, caixa e campanha. […] É preciso acabar com essa lógica de ver como normal coisas que não são”, respondeu.

“Dentro da lei tudo, fora da lei nada”, repetiu ao ser perguntado sobre como serão tratadas manifestações massivas contra os cortes, já agendados para os dias 19 e 20 por sindicatos e “piqueteiros” -um conjunto de organizações de esquerda que usam o fechamento de ruas como forma de protesto desde a década de 1990 no país.

O novo pacote de reformas econômicas de Milei, chamado por Adorni de “pacote de urgência”, é o anúncio mais esperado na Argentina no momento. A divulgação ocorreria nesta segunda, mas foi adiada para esta terça e será feita por meio de um vídeo gravado pelo ministro da Economia, Luis Caputo, depois das 17h.

Enquanto candidato, o novo presidente se referiu a veículos de mídia públicos, que também quer privatizar, como “ministério da propaganda encoberto”.

Leia Também: Milei muda decreto de Macri sobre nepotismo e nomeia irmã

Conheça o aeroporto "mais perigoso do mundo" (e um dos mais bonitos)

0

O aeroporto Tenzin-Hillary, em Lukla, no Nepal, é considerado o mais perigoso do mundo pelos especialistas da aviação. A porta de entrada para quem vai escalar o Monte Evereste, é também o início dos perigos das alturas dos Himalaias.

Mais de 50 pessoas já morreram neste aeroporto, devido ao clima predominantemente mau e aos sistemas de navegação desatualizados.

Os voos da capital Katmandu para Lukla duram cerca de meia hora e são feitos em pequenos aviões que levam no máximo 16 passageiros. A pista tem apenas 520 metros de comprimento, o que a torna demasiado pequena para outro tipo de aeronaves.

O aeroporto está localizado a 2.859 metros de altitude e cercado por montanhas de 7 mil metros. A paisagem é deslumbrante, mas também perigosa.

Cerca de 50% dos voos programados são cancelados devido à pouca visibilidade. Outro problema é o ar rarefeito. A altitude é tanta que os aviões têm dificuldades a ganhar impulso para levantar em segurança e não desaceleram tão rapidamente como noutras pistas durante a aterragem.

Desde a sua inauguração, em 1964, o Tenzin-Hillary já presenciou dezenas de acidentes, sete dos quais com mortes.

Em 2008, um avião sem visibilidade e sinalização de radar colidiu numas rochas enquanto aterrava, incendiando-se. 19 passageiros, incluindo 12 alemães e dois australianos, assim como os tripulantes morreram. Apenas o piloto sobreviveu.

Em 2012, o piloto perdeu o controlo da aeronave enquanto levantava voo. Todos os 19 ocupantes do aparelho morreram.

Dois anos antes, um piloto defrontou-se com uma mudança abrupta do tempo, com nuvens a bloquearem a visão para a pista. Ainda tentou voltar para a capital do Nepal, mas durante a manobra, um dos motores falhou e o avião acabou por colidir com uma encosta. Todos os 14 ocupantes morreram.

Em abril de 2019, mais um acidente mortal, desta vez com um helicóptero que tentava descolar da pista. Três pessoas morreram.

Infelizmente, não há perspetivas para melhorar o Tenzin-Hillary, uma vez que as suas condições geográficas são de difícil acesso.

A Autoridade de Aviação Civil do Nepal estabelece agora padrões elevados para os pilotos que voam para Lukla. Estes já devem ter realizado pelo menos 100 voos com aterragem em pistas curtas, pelo menos um ano de experiência no Nepal e ter completado (com sucesso) 10 voos para Lukla com um instrutor certificado.

Leia Também: “Choque”: Ouve espirros vindos de árvore de Natal e descobre um gambá

Jovem com 21 passagens pela polícia é preso após tentativa de roubo em Campos

0
Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Um jovem de 19 anos, identificado pelas iniciais J.C. de A.L., foi capturado pelos agentes do Segurança Presente após uma tentativa de roubo ocorrida na Rua José Peixoto Siqueira, no centro de Campos. Durante a ação policial, um simulacro de pistola foi apreendido.

De acordo com informações da polícia, a vítima acionou os agentes e relatou os detalhes da tentativa de roubo, descrevendo as características dos suspeitos. Durante a busca, os policiais avistaram um homem que correspondia à descrição fornecida pela vítima, transitando de bicicleta. Na tentativa de abordagem, o suspeito tentou se livrar do simulacro de pistola antes de ser interceptado.

Após contato com a vítima, que o identificou positivamente, o caso foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro. Na delegacia, constatou-se que o detido acumula 21 passagens pela polícia, envolvendo crimes como furto, roubo e tráfico de drogas.

Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Incêndio em hospital obriga à retirada de 50 pacientes em Porto Alegre

0

Um incêndio no Hospital Independência, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, obrigou a retirada de 58 pessoas, entre as quais 50 doentes, nesta segunda-feira (11).

De acordo com o G1, alguns dos pacientes, que estavam acamados, foram colocados na via pública até poderem voltar ao hospital em segurança. Outros pacientes foram transportados para  hospitais da cidade.

Dentro da unidade hospitalar ficaram cinco pacientes, entubados nos Cuidados Intensivos, onde os riscos de incêndio eram menores.

O fogo atingiu as unidades 4 e 5 do hospital, que abrigam pacientes que aguardam por cirurgia ou que estão em pós-operatório.

Uma hora depois do alerta, o fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros, sem provocar feridos.

As autoridades investigam agora as causas do acidente.

Leia Também: Calor retorna a partir desta quinta, com temperaturas acima de 40°C

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas 

Polícia Militar interrompe chegada de carga de maconha em Campos

0
Foto: Divulgação

Na tarde desta segunda-feira (11), a Polícia Militar interceptou um carregamento de drogas que estava sendo transportado para Campos pela BR-101. Um homem foi preso durante a ação.

Após informações repassadas por policiais de folga, sobre um carregamento de drogas que estaria chegando à cidade de Campos pela BR-101 em um veículo Fiat Doblo, de cor verde, os agentes montaram um cerco estratégico nas entradas da cidade, resultando na abordagem do veículo mencionado no mercado municipal, na área central.

Durante a revista, foram encontrados dois tabletes de maconha no encosto do banco traseiro. O suspeito, identificado pelas iniciais P.R.R.P.P, foi detido sendo conduzido à 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde foi autuado conforme o artigo 33, permanecendo preso sob custódia à disposição da justiça. O veículo foi apreendido e também encaminhado à 134ª DP.

Foto: Divulgação Polícia Militar

Conta de Janja é hackeada no X com ofensas a ela e Lula; PF é acionada

0

O perfil da primeira-dama Rosângela da Silva no X (ex-Twitter) foi hackeado na noite desta segunda-feira (11).

Por volta das 21h30, o perfil dela passou a publicar ofensas e também frase afirmando que foi invadido.

Entre as postagens do invasor, há menção ao escândalo do mensalão e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Parte das ofensas é dirigida à própria Janja. Mais cedo nesta segunda, a primeira-dama havia feito publicações sobre participação em evento, ao lado do presidente Lula, de lançamento de programa relacionado a pessoas em situação de rua.

O Palácio do Planalto informou que acionou a plataforma e a Polícia Federal. No X, a esposa do presidente possui 1,2 milhão de seguidores.

O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Paulo Pimenta (PT), afirmou que “os criminosos que participaram deste crime não ficarão impunes”.

Líder do governo no Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu punição ao invasor da conta da primeira-dama.

“O modus operandi fascista é surpreendentemente previsível na hora de cometer crimes: invadem o perfil de uma mulher admirável como a Janja e postam ataques machistas e misóginos, deixando a digital completa do tipo de gente por trás dos ataques”, escreveu o senador nas redes sociais.

No sábado (9), durante a conferência eleitoral do PT, Janja deu uma declaração que repercutiu entre os bolsonaristas. “O inominável está inelegível, e se tudo der certo, logo ele vai estar…”, disse ela, sem completar a frase, mas fazendo o símbolo de cadeia com os dedos em formato de xadrez.

No domingo, durante manifestação em Brasília, diferentes parlamentares da oposição discursaram em caminhão de som tendo como mote principal o voto contrário à indicação de Flávio Dino (PSB) ao Supremo -mas também foram alvos Lula, Janja e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. A primeira-dama chegou a ser vaiada.

Renato Cariani é alvo de operação da PF que mira tráfico de drogas e desvio de produto químico para fazer crack

0

A Polícia Federal realiza, na manhã desta terça-feira (12), uma operação contra o tráfico de drogas e o desvio de um produto químico usado na produção de crack.

Segundo os investigadores, o principal alvo é a empresa Anidrol, uma indústria química que fica em Diadema, na Grande São Paulo, e tem como sócio o influenciador fitness Renato Cariani.

Ele, que tem mais de 7 milhões de seguidores, também é alvo de busca.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo 16 em São Paulo, um em Minas Gerais e um no Paraná.

O grupo é suspeito de desviar toneladas de um produto químico para produzir entre 12 e 16 toneladas de crack.

A operação é realizada em conjunto com Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO do MPSP) de São Paulo e a Receita Federal.

Histórico

A investigação começou em 2022, depois que uma empresa farmacêutica multinacional avisou a PF de que havia sido notificada pela Receita Federal sobre notas fiscais faturadas em nome dela com pagamento em dinheiro não declaradas.

A farmacêutica alegou que nunca fez a aquisição do produto, que não tinha esses fornecedores e que desconhecia os depositantes.

A partir de tais informações, a Polícia Federal iniciou a investigação e identificou que entre 2014 e 2021 o grupo emitiu e faturou notas em nome de três empresas grandes de forma fraudulenta: AstraZeneca, LBS e Cloroquímica.

A PF pediu prisão dos envolvidos, o Ministério Público foi favorável, mas a Justiça negou.

Com alta demanda, tratamento de autismo vira gargalo para planos de saúde

0

(FOLHAPRESS) – A crescente demanda por diversos tratamentos de TEA (transtorno do espectro autista) no Brasil se tornou um dos principais gargalos para planos de saúde do país, que reconhecem a insuficiência das redes conveniadas e falta de profissionais qualificados. Como reflexo, explodiram as reclamações de usuários e ações na Justiça contra empresas do setor, motivadas por frequentes negativas de cobertura, descredenciamento de clínicas e cancelamento de contratos, entre outros fatores.

De janeiro a outubro, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) recebeu mais de 12 mil queixas relacionadas à assistência de pacientes autistas -praticamente o dobro das reclamações registradas em todo o ano passado e alta de 1.000% na comparação com 2019.

Hoje, uma em cada cinco NIPs (Notificações de Intermediação Preliminar) recebidas pela agência está relacionada a TEA. Neste ano, as queixas mais frequentes foram sobre prazos para atendimento (3.426), reembolso (2.670) e rede conveniada (1.951).

O aumento da pressão sobre o setor de saúde suplementar está associado não só à maior demanda -os diagnósticos crescem em todo o mundo-, mas também a recentes mudanças regulatórias. Desde o ano passado, convênios são obrigados a cobrir qualquer método indicado pelo médico assistente para o tratamento de pacientes autistas e com outros transtornos globais do desenvolvimento. A ANS já havia derrubado, em 2021, o limite de sessões com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos para o tratamento, terapias com procura cada vez maior.

A neuropsicóloga Joana Portolese explica que o TEA abarca um grupo muito heterogêneo de pacientes, divididos entre casos leves, moderados e severos. Em geral, o transtorno é acompanhado de prejuízo sensório-motor e outras comorbidades, o que torna o tratamento multidisciplinar fundamental para o desenvolvimento das crianças.

“Aproximadamente 30% das crianças são não verbais, quase 40% têm deficiência intelectual, e você tem também crianças com síndromes genéticas e quadros neurológicos. Então a gente fala que cada paciente precisa de um apoio específico, mas de maneira geral as intervenções baseadas em evidências são as terapias comportamentais de desenvolvimento naturalista”, afirma Portolese, citando seletividade alimentar, dificuldade motora e sensibilidade visual entre as manifestações clínicas mais frequentes do autismo.

Há quatro anos, Portolese coordena o Ambulatório de Autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O serviço, que oferece diagnóstico e encaminhamento médico gratuitamente, tem sido cada vez mais procurado, com destaque para o aumento das crianças com menos de três anos. “É difícil apenas um profissional dar conta de toda essa complexidade. Então o tratamento envolve algumas horas de terapias específicas por semana, até diárias, dependendo muito do perfil da criança e os objetivos em relação ao desenvolvimento.”

A ampliação da cobertura e busca cada vez maior pelo tratamento tiveram como consequência o aumento dos processos judiciais contra convênios médicos. No TJ-SP, o número de ações contra planos de saúde cresceu 17% no último ano, e as alterações regulatórias pela ANS são apontados por especialistas como importantes fatores de pressão.

Segundo a advogada especialista em direito à saúde Estela Tolezani, sócia do escritório Vilhena Silva Advogados, as redes conveniadas têm se mostrado insuficientes para o volume de atendimento.

“Hoje os planos indicam clínicas credenciadas, mas aí quando a criança começa o tratamento, a sessão que deveria ter uma hora, dura 30 minutos, porque a demanda é muito grande. Também tem respostas de clínicas no sentido de que não tem vaga, só daqui a três meses. Ou então fica muito distante da residência da criança”, afirma Tolezani.

Tais problemas estariam motivando muitos pais a buscarem, através do Judiciário, o reembolso integral pelo tratamento em serviços não credenciados. “Uma coisa que tenho visto nos relatórios e que antes não tinha são os médicos atestando que a criança estava há meses numa determinada clínica mas não tinha evolução nenhuma, ou pior, com regressão”, acrescentou a advogada.

Foi exatamente o que aconteceu com o filho da farmacêutica Karina Cadette, 41, conforme atestado pela psiquiatra do menino, que tem 9 anos, após três meses de tratamento em uma clínica indicada pelo convênio médico. “Quando troquei de plano, recebi a indicação de uma clínica própria da operadora. Ficava perto de casa, mas era muito lotada, com profissionais que não se encaixavam dentro do que o Rafael precisava e sem horários”, disse.

Diagnosticado com autismo severo desde os dois anos, Rafael tem rotina de tratamento que envolve diferentes especialidades com indicação médica: métodos ABA (Análise do Comportamento Aplicada, do inglês Applied Behavior Analysis), psicologia, terapia ocupacional, psicomotricidade e técnica Prompt de fonoaudiologia.

Diante da falta de profissionais habilitados no serviço indicado pelo plano, a mãe decidiu recorrer à Justiça para que a empresa a reembolsasse pelo tratamento em outras clínicas, que custa em torno de R$ 10 mil por mês. “Em poucos meses já consigo perceber melhora na evolução dele”, disse Cadette.

Entre agosto e novembro, o gabinete da deputada estadual Andrea Werner (PSB) -fundadora do Instituto Lagarta Vira Pupa, que defende os direitos de pessoas com deficiência- recebeu cerca de 300 denúncias de descredenciamento de clínicas e profissionais por 15 planos de saúde. São casos de pacientes que foram encaminhados para serviços próprios das operadoras, mas se depararam com problemas no atendimento. Outras denúncias recebidas pela deputada, sobre cancelamento unilateral de contratos de pacientes autistas por operadoras, são investigadas pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) desde maio.

“A maioria de nós autistas não consegue atendimento de qualidade na rede credenciada e por isso judicializa. A regulamentação aprovada pela ANS foi um avanço, mas não se mostrou suficiente para refletir no aperfeiçoamento do serviço prestado”, afirma a advogada do instituto Carolina Nadaline, defendendo maior fiscalização da agência governamental sobre as empresas da saúde suplementar.

O setor, atualmente com 50,9 milhões de usuários, reconhece a formação de um gargalo e dificuldade de atendimento. Em pesquisa feita com oito empresas associadas, a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa os maiores planos do país, confirma a existência de vazios assistenciais e falta de profissionais capacitados em diversas terapias.

“Existe uma dificuldade, até em função do aumento muito expressivo dessa demanda, de você encontrar profissionais para atender todos. Da forma como foi feito, sem definir um protocolo e criar delimitações, isso trouxe a explosão da procura por essas terapias e um movimento de pedidos de reembolsos em grandes volumes”, afirma Vera Valente, diretora-executiva da entidade, cujas associadas respondem por cerca de 32% dos vínculos da saúde suplementar do país.

A executiva afirma que a ampliação do acesso sem a definição de diretrizes e linhas de cuidado favoreceu abusos e fraudes. O setor de planos de saúde brasileiro atravessa uma de suas piores crises, com prejuízo recorde de R$ 11,5 bilhões no ano passado.

A pesquisa da FenaSaúde também identificou aumento das solicitações de terapias desconhecidas ou sem eficácia comprovada.

A Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), que reúne 142 operadoras de pequeno, médio e grande porte -e que juntas correspondem a 36% do mercado- identificou os mesmos problemas no último ano. Ambas as entidades dizem que suas associadas estão ampliando os serviços próprios e capacitando profissionais.

“A gente se preocupa muito com a segurança e eficácia das terapias que estão sendo propostas. Todos tiveram que se adequar para dar melhor assistência para o beneficiário, apesar de não haver uma orientação de linha de cuidado pelo órgão regulador”, disse Cássio Ide Alves, superintendente médico da Abramge. Ele defende um protocolo com a hierarquização do atendimento, já que o país não tem profissionais sênior em quantidade suficiente para a atual demanda.

Sufocadas financeiramente, as empresas articulam pressão à agência reguladora. “A gente já se junta e conversa muito com associações de pacientes e com outras entidades profissionais, e estamos tentando viabilizar uma proposta de alteração do rol para a ANS. Queremos fazer isso com uma frente ampla, não só as empresas do setor”, disse Alves, que nega se tratar de uma tentativa de limitar o acesso.

“Enquanto não tiver regulação adequada sempre terá gargalo, porque tem muita gente utilizando de forma inadequada”, acrescentou o superintendente médico.

Em outubro, a ANS promoveu uma audiência pública para debater a assistência aos beneficiários de TEA pela saúde suplementar e a atuação da agência reguladora. Entre os convidados, havia sete representantes do setor, quatro representantes de conselhos profissionais e uma associação de apoio a pacientes.

Procurada, a agência disse por meio de nota que fiscaliza a atuação das operadoras de forma planejada e preventiva. Entre as ações citadas está a suspensão temporária da comercialização de planos em função de reclamações.

“É preciso destacar, ainda, que a Agenda Regulatória 2023-2025 da ANS prevê a realização de estudos para formular uma proposta de criação de incentivos às operadoras para melhorar seu desempenho no relacionamento com seu consumidor, a fim de buscar a solução de conflitos de modo autônomo”, conclui a nota.

Leia Também: Apesar de meta de acabar lixões até 2024, Brasil está estagnado

O aumento da pressão sobre o setor de saúde suplementar está associado não só à maior demanda -os di… 

São Paulo terá ônibus gratuito aos domingos a partir do dia 17, ao custo de R$ 238 mi anuais

0

(FOLHAPRESS) – A cidade de São Paulo terá ônibus gratuito aos domingos, a partir do dia 17 deste mês. O tema foi definido em uma reunião do prefeito Ricardo Nunes (MDB) com integrantes da SPTrans na tarde desta segunda-feira (11).

A prefeitura afirmou que a medida terá um custo anual de R$ 238 milhões -esse é o valor que as tarifas pagas aos domingos atualmente rendem aos cofres públicos. Segundo a gestão, esse será o único custo novo do projeto, já que não será necessário aumentar os subsídios pagos às empresas de ônibus, atualmente de R$ 6 bilhões por ano.

A tarifa zero deverá contemplar 1.175 linhas e uma frota de 4.830 ônibus. O modelo deve funcionar das 0h às 23h59 dos domingos. A expectativa é de beneficiar 2,2 milhões passageiros, segundo o prefeito.

“Temos uma frota 60% ociosa aos domingos, não será necessário fazer implementação do subsídio. Vamos deixar de receber o valor das tarifas, mas vai ter um ganho para toda a cidade, inclusive para saúde mental da população”, afirmou o prefeito.

Ele disse que não há previsão que a medida aumente a demanda pelos ônibus. Também não se comprometeu com um prazo de duração do novo programa. “Vamos manter aos domingos, mas toda política pública pode precisar de um ajuste, a intenção é manter.”

Por enquanto, a medida não será aplicada durante a madrugada dos outros dias, como chegou a ser cogitado. Mas Nunes disse que isso ainda poderá acontecer no futuro.

A princípio, também não haverá tarifa zero durante os feriados. Mas a medida vai valer no Natal (25), no Ano Novo (1º) e no aniversário da cidade, em 25 de janeiro. “As famílias vão poder curtir as cidades, irem às missas, ao futebol, visitar os parentes. Será um grande avanço para a cidade”, falou Nunes.

Levi Oliveira, presidente da SPTrans, disse que nos dias de passagem gratuita, a catraca será liberada. “O Bilhete Único não será debitado este ano. Para os casos onde não há cobrador e não tem o Bilhete Único, o motorista tem dispositivo para liberar a passagem do usuário”, afirmou Oliveira.

Nunes disse também que vai realizar ações integradas com reformas dos centros culturais e esportivos, além de reforçar a segurança com efetivo da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

A possibilidade de tarifa zero em parte do sistema de transporte público municipal vem sendo debatida há algum tempo pela gestão Nunes, mas enfrentava oposição do governo estadual -Tarcísio de Freitas (Republicanos) já disse ser contrário ao modelo.

“Estive hoje com o governador Tarcísio, levei o estudo. As 1.175 linhas atendem toda a cidade, não serão necessários metrô e CPTM para as pessoas poderem curtir, viver a cidade. Ter as suas ações de esporte e lazer”, disse Nunes.

O governador articula um reajuste no preço da passagem, congelada em R$ 4,40 desde janeiro de 2020. O prefeito disse que tem agendada uma rodada de conversas com Tarcísio para debater o aumento.

A capital funciona sob o regime de integração: enquanto a prefeitura paga subsídio às empresas de ônibus, cabe ao governo estadual custear os gastos com o metrô e trens. Há uma espécie de acordo para que os três modais sempre tenham o mesmo valor da tarifa.

Agora, há o temor que a tarifa zero faça os usuários migrarem para os ônibus, deixando de lado os outros modais, que vão manter a cobrança aos domingos.

“Eu não consigo ver viabilidade em colocar um sistema de 8,3 milhões de passageiros com tarifa zero, que tem estrutura de custos completamente diferentes”, disse Tarcísio, no último dia 24.

A tarifa zero é uma das principais apostas de Nunes para buscar a reeleição no próximo ano. Por isso, ele decidiu apoiar a medida, mesmo sem o consentimento de Tarcísio, seu aliado.

O prefeito tem defendido o projeto como forma de reaquecer o transporte público. A demanda de usuários despencou na pandemia de Covid e até hoje o movimento não retornou ao patamar de 2019.

Por outro lado, o valor pago pela prefeitura como subsídio para as empresas de ônibus aumentou de R$ 3,3 bilhões em 2019 para quase R$ 6 bilhões este ano.

Nunes também cogitou o passe livre durante a madrugada, mas por enquanto essa medida não deve ser implementada. Desde novembro do ano passado, ele vinha discutindo as opções com a SPTrans.

O vereador Milton Leite (União Brasil), presidente da Câmara Municipal de São Paulo e aliado de Nunes, chegou a condicionar a reeleição do prefeito ao êxito da tarifa zero. “Se implementada, dará uma excepcional marca para o governo Ricardo Nunes. Uma marca exclusiva e de enorme alcance popular”, afirmou Leite ao Painel, no ano passado.

Para especialistas em transporte urbano, o programa lançado por Nunes é válido, mas tem lacunas sobretudo no modelo de remuneração, ao pagar as empresas de acordo com a quantidade de passageiros. A tendência, apostam eles, é que a demanda aos domingos vai dobrar.

Nas últimas vezes que a cidade concedeu a entrada franca no transporte público, -no Enem e nas eleições de 2022- os passageiros não passaram pelas catracas, o que impediu um cálculo de quantas pessoas foram beneficiadas pela medida.

“Pode ser que este aumento da demanda seja grande, e a prefeitura não esteja preparada ou não queira pagar um valor alto neste momento. É bom que São Paulo esteja buscando um caminho, mas me preocupo com esses passos”, disse Rafael Drummond, planejador de mobilidade urbana.

De acordo com Rafael Calabria, coordenador de mobilidade urbana do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), o fato de a prefeitura remunerar de acordo com passageiros poderá aumentar os intervalos de ônibus e levar à lotação.

“Quanto mais lotado o ônibus, mais rentável para o empresário. O assunto é necessário, mas a pressa pode levar à lotação e má qualidade”, disse Calabria.

Ele e Drummond também fazem alertas de possíveis reflexos negativos para metrô e trens. “Essa desarticulação deverá deixar um sistema [linhas férreas], que é caro, subutilizado”, completa Calabria.

No dia 29 de novembro, a Câmara dos Vereadores aprovou uma reserva de R$ 500 milhões para o Executivo custear o transporte coletivo gratuito no próximo ano. O valor consta em um substitutivo no projeto de lei orçamentária que prevê receita de R$ 111 bilhões para o município em 2024.

Os vereadores também entregaram um relatório que sugeria a gratuitidade em linhas que atendem a periferia da cidade. O texto não detalhava quais locais deveriam ser beneficiados.

Outra possibilidade, de acordo com os vereadores, é a de entregar 44 passagens por mês aos usuários de baixa renda. Seriam beneficiados pessoas inscritas no CadÚnico e no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Essas sugestões, no entanto, não foram definidas até o momento.

Leia Também: Com alta demanda, tratamento de autismo vira gargalo para planos de saúde

A tarifa zero deverá contemplar 1.175 linhas e uma frota de 4.830 ônibus. O modelo deve funcionar da… 

Foragido da justiça por tráfico de drogas é preso na Avenida 28 de março

0
Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Na tarde desta segunda-feira (11), um homem com mandado de prisão em aberto foi preso por agentes da Operação Segurança Presente. A prisão ocorreu na Avenida 28 de março, na frente da praça do Senai, em Campos.

Durante patrulhamento, os agentes observaram um homem em atitude suspeita. Uma abordagem foi realizada e durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado, porém, ao consultar o sistema, foi constatado um mandado de prisão em aberto em desfavor do mesmo por tráfico de drogas.

Diante dos fatos, o homem de 32 anos foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado e o mesmo permaneceu preso.

"Choque": Ouve espirros vindos de árvore de Natal e descobre um gambá

0

Uma moradora do Texas, nos Estados Unidos, encontrou um gambá escondido dentro da sua árvore de Natal após ter ouvido espirros vindos do interior.

Em dois vídeos partilhados no TikTok, no final do mês de novembro, a internauta @brettbratt359 mostrou o momento e contou o que aconteceu.

“Não faço ideia de como este gambá entrou em minha casa e subiu para a minha árvore. E estou tentando tirá-lo de lá, mas ele não me deixa e eu não sei o que fazer”, revelou a internauta em um dos vídeos.

Nas imagens é possível ver o gambá na árvore de Natal e a utilizadora falando com ele. “Amiguinho, como entrou na minha casa e na minha árvore sem que eu percebesse? É muito fofo, mas não sei o que fazer”.

Depois de o seu primeiro vídeo sobre o gambá ter obtido 4,3 milhões de visualizações, a jovem publicou um vídeo subsequente explicando melhor como o encontrou e o prendeu.

“Ouvi um espirro. Olhei para o lado e tenho três cães e um gato, por isso pensei que um deles estivesse lá, mas não estavam. Então, pensei que talvez fosse louca e continuei a trabalhar”, revelou.

Em seguida, @brettbratt359 voltou a ouvir o barulho, “mas um pouco mais alto e outros ruídos”. “Levantei e comecei a ver se o meu gato estava preso atrás do sofá ou dormindo na janela”, continuou.

“Mas quando estava olhando em volta, vi uma cauda de rato muito grande e comprida e parei porque estava em choque. Não sabia o que era”, acrescentou.

A mulher explicou que pegou em algumas luvas de borracha e tentou afastá-lo da árvore, mas que ele estava agarrado a ela com força e não a largava. “Foi uma luta”, frisou.

O gambá acabou por cair no chão e depois correu para frente e para trás em cima dos seus sofás, até que a internauta finalmente conseguiu apanhá-lo.

Veja o vídeo do animal na árvore de Natal na galeria acima.

Leia Também: Jovem descobre câncer após ficar de ressaca com apenas duas bebidas

Jovem descobre câncer após ficar de ressaca com apenas duas bebidas

0

Uma jovem australiana de 20 anos descobriu que tinha linfoma de Hodgkin de fase 3 após sentir-se embriagada com apenas duas doses de bebida alcoólica.

Tudo começou em abril de 2022, quando Poppy Beguely começou a sentir ressacas muito fortes após sair com os amigos. Ela também desenvolveu outros sintomas, como vômitos, feridas no nariz e erupções cutâneas no rosto.

No início, Poppy pensou que era apenas uma ressaca mais forte do que o normal, mas os sintomas continuaram e ela começou a tossir sangue.

“Praticamente todas as noites em que saía, acabava vomitando naquela mesma noite ou na manhã seguinte”, disse Poppy. “Comecei a achar estranho ficar embriagada a uma velocidade muito superior que os meus amigos da minha idade.”

Entre junho e outubro de 2022, Poppy foi hospitalizada três vezes. Os médicos achavam que ela tinha uma trombose venosa profunda (TVP), um coágulo de sangue numa veia localizada no fundo do corpo, normalmente na perna.

Em dezembro de 2022, Poppy decidiu ir a um novo médico e contou-lhe todos os seus sintomas. O médico achou a situação estranha e decidiu realizar uma biópsia a um nódulo no pescoço da jovem.

A biópsia revelou que Poppy tinha um linfoma de Hodgkin de fase 3 e um tumor de seis centímetros no peito.

O diagnóstico foi um choque para Poppy, mas também um alívio. “Uma parte de mim estava contente porque já não tinha que me preocupar a pensar o que tinha, mas outra estava triste por saber que teria de passar por quimioterapia e perder o meu cabelo”, disse.

Poppy começou a quimioterapia em fevereiro de 2023. O tratamento durou quatro meses e, durante um desses meses, ela ficou internada no hospital devido a uma reação grave e rara a uma transfusão de sangue.

“Foi a pior dor que alguma vez senti na minha vida”, disse Poppy. “A dor era tão intensa que não conseguia dormir.”

Felizmente, a quimioterapia foi bem-sucedida e o linfoma de Poppy está em remissão. Ela está, aos poucos, a retomar a sua vida normal.

Poppy está compartilhando a sua história para alertar outras pessoas sobre os sintomas do linfoma de Hodgkin. “Se você estiver sentindo algo estranho, não ignore”, disse ela. “Procure um médico o mais rápido possível.”

Leia Também: Combinação de radioterapia e drogas melhora ataque a tumor de pâncreas, aponta estudo

Apesar de meta de acabar lixões até 2024, Brasil está estagnado

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma destinação ambientalmente adequada -ou seja, sem o uso de lixões e dos chamados aterros controlados- estava prevista no Brasil para 2014. A meta não foi atingida e o mesmo ocorrerá com o objetivo mais recente, que seria a eliminação dessas estruturas até 2024.

O país se encontra estagnado na questão da destinação dos resíduos, mostram dois novos levantamentos da Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente), que serão lançados nesta segunda-feira (11).

A nova edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, realizado pela Abrema, estima que 61,1% dos resíduos sólidos urbanos gerados -aqui se trata de lixo doméstico e de pequenos estabelecimentos, considerando que grandes geradores são responsáveis pelos próprios resíduos – foram para aterros sanitários em 2022, basicamente uma oscilação em relação ao número de 2021 (60,5%). Trata-se aqui, aponta o relatório, da destinação ambientalmente adequada citada no começo do texto.

Soma-se a isso a baixíssima oferta de coleta seletiva -basicamente, separar o que é reciclável- porta a porta no país, que chega a somente 14,7% da população urbana.

Com isso, a estimativa é que cerca de 27,9 milhões de toneladas acabaram em lixões Brasil afora. Outros 5,3 milhões de toneladas nem coletados foram, acabando assim, logicamente, em locais inadequados para descarte, aponta o relatório.

A Abrema vê problemas na implementação de políticas públicas e na vontade política em fazer a questão avançar.

“É preciso ter disposição política”, diz Pedro Maranhão, presidente da Abrema.
Segundo Letícia Nocko, gerente do departamento técnico da Abrema, o Brasil tem uma parte legal interessante relacionada ao tema dos resíduos sólidos, mas só isso não basta. “A Política [Nacional de Resíduos Sólidos] já está aí há 13 anos, mas a gente não vê a coisa entrar em prática”, afirma.

O outro levantamento da Abrema é o Islu (Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana), que busca medir, a partir de dados fornecidos pelos municípios ao Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), o quanto cidades e estados brasileiros estão aderindo à política nacional de resíduos. E aqui a situação também se mostra problemática.

O Islu aponta que 70% dos municípios têm aderência muito baixa -segundo a metodologia do índice- à política de resíduos e outros 17% estão na faixa baixa do índice. Vale destacar que a lista diz respeito aos dados de 2021 (os mais recentes disponíveis, de acordo com a associação) e inclui 3.947 cidades, ou seja, parte do Brasil ficou de fora por não ter preenchido ou por ter ocorrido preenchimento incorreto de informações no Snis, segundo a Abrema.

Olhando por regiões, nos últimos anos, o índice também se apresenta, de forma geral, estagnado.

“Está estagnado o avanço dentro da aderência política. Pouco se caminhou, pouco se fez para erradicar lixões, pouco se fez para dar sustentabilidade econômica [para os serviços de manejo de resíduos; isso é parque da equação que forma o Islu], então a variação da pontuação é muito mínima”, diz Leonardo Matheus Silva, supervisor de economia da Abrema.

Há destaques positivos para alguns desempenhos, como o de coleta no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, com respectivamente 98,6%, 97% e 94,9% dos resíduos sólidos coletados. Citando os estados do Sul, Maranhão, o presidente da Abrema, diz que há destaque para cidades dessa área que estabeleceram taxas ou tarifas para permitiram melhorias na coleta e tratamento de resíduos.

Com a melhor nota, já dentro de uma faixa alta de aderência à política nacional de resíduos, Florianópolis, em Santa Catarina, lidera o Islu, entre os municípios com mais de 250 mil habitantes. Em seguida, parte de uma faixa de alta aderência, aparecem Blumenau, também de Santa Catarina, e Campinas, em São Paulo.

Mas, mesmo assim, os problemas são visíveis pelos números apresentados pela Abrema. Por exemplo, pensando em coleta seletiva porta a porta, o melhor desempenho é exatamente do Sul, mas com somente 31,9% da população atendida por tal serviço. Em seguida aparece o Sudeste, com pouco mais de 20%.

Quanto à destinação, 25,7% dos resíduos do Sudeste têm destinação inadequada; no Sul, o valor é de 28,4%. E esses são os menores valores do país, com as outras regiões com mais de 56% dos seus resíduos com destinos inadequados -lixões e aterros controlados.

Felipe Seffrin, coordenador de comunicação do Instituto Akatu, organização não envolvida nas pesquisas em questão, ainda que se veja alguma evolução na destinação ambientalmente adequada do lixo, tal progresso ainda é muito lento.

E a possibilidade de acabar com todos os lixões do Brasil até 2024?

“De forma prática, a não ser que apareça um unicórnio, você não fecha 3.000 lixões em um ano”, diz Nocko. “Mas dá para fazer muito em um ano.”

Vale mencionar que a questão dos lixões era tida como uma das prioridades do governo Jair Bolsonaro (PL) e de seu primeiro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Salles lançou o programa Lixão Zero e costumava contrapor esse problema socioambiental à questão da Amazônia -bioma que viu uma explosão de destruição durante o governo passado.

Em julho deste ano, sob o novo governo Lula, a Caixa Econômica e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) selecionaram consórcios municipais para estruturar projetos para resíduos sólidos que podem chegar, somados, a valores de R$ 5,6 bilhões em investimentos. A ideia é auxiliar municípios médios e pequenos, devido aos custos envolvidos com a gestão de resíduos.

Vale mencionar que lixo também é uma fonte de gases-estufa. Portanto, além de uma óbvia questão ambiental e de saúde pública, trata-se de uma questão relacionada à crise climática, discutida, neste momento, na COP28, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

“Quando falamos de resíduos, sem dúvidas ainda há muito a ser feito. Um primeiro passo é diminuir a quantidade de resíduos que geramos todos os anos. A partir disso, é fundamental que a coleta seletiva alcance todos os municípios”, afirma Seffrin, da Akatu. “Mas é importante lembrar que o melhor resíduo é aquele que não é gerado e que a melhor destinação é sempre a reciclagem, o que poupa recursos naturais, gera riquezas e evita a sobrecarrega de aterros.”

O coordenador de comunicação do Instituto Akatu afirma que o país recicla menos de 5% dos resíduos sólidos coletados, “algo muito aquém para um país que busca um desenvolvimento mais sustentável”.

QUANTO VOCÊ GERA?

E quanto você, leitor, acha que gera por ano em resíduos?

Bom, esse valor varia, como você pode imaginar. O documento aponta que cada habitante do Sudeste gerou cerca de 449 kg de resíduos sólidos em 2022, liderando, assim, a lista entre as regiões do país. O último colocado em geração por habitante é o Sul, com cerca de 284 kg gerados por habitante no ano passado.

Olhando o Brasil como um todo e considerando o censo demográfico mais recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o brasileiro gerou, em média, em 2022, cerca de 380 kg de lixo.

Em números totais, o Sudeste é responsável por quase 50% da produção nacional de resíduos sólidos, ultrapassando 38 milhões de toneladas de resíduos sólidos. A região Norte é a última da lista, com somente 5,6 milhões de toneladas de resíduos, equivalente a 7,3% do lixo do país.

Do relatório referente a 2021 para 2022 (o qual está sendo aqui tratado), houve uma leve redução dos resíduos sólidos gerados per capita. Segundo a Abrema, em parte, tal redução pode ser associada a mudanças de comportamento relacionadas a menores restrições referentes à pandemia.

“Diminuiu a quantidade de delivery. Estamos voltando para os restaurantes. Então esses resíduos que, ano retrasado, eram gerados nas residências, estão voltando um pouco aos restaurantes [que não entram na conta do Panorama feito pela Abrema]”, diz Nocko.

O país se encontra estagnado na questão da destinação dos resíduos 

Guerra em Gaza mata mais jornalistas do que nos últimos 30 anos na região

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os dois meses da guerra que se desenrola em Gaza deixaram mais profissionais da imprensa mortos na região do que a cifra dessas vítimas registrada nos últimos 30 anos, mostram dados do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, que investiga esses casos.

De acordo com a mais recente atualização da base de dados, publicada nesta segunda-feira (11), 63 jornalistas e outros funcionários da mídia morreram em Israel e nos territórios palestinos ocupados -designação adotada pela ONU para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza- desde o último 7 de outubro, quando a facção terrorista Hamas invadiu o sul israelense.

Como comparação, de 1992, ano em que o CPJ dá início ao seu levantamento em todo o mundo, até antes de eclodir o atual conflito, 25 jornalistas haviam sido mortos na região.

A preocupação com as condições de trabalho da mídia em meio à guerra tem crescido ao redor do mundo. Entre organizações que trabalham em defesa do setor prevalece a interpretação de que ataques indiscriminados em Gaza e os constantes cortes de energia e acesso à internet no território palestino impossibilitam o exercício da imprensa livre e, mais, expõem jornalistas ao risco de morte.

No início de novembro, a ONG Repórteres Sem Fronteiras formalizou queixa ao Tribunal Penal Internacional (TPI), baseado em Haia, pedindo que seu corpo técnico avalie como crimes de guerra a morte de ao menos oito jornalistas palestinos e um israelense desde o início do atual conflito.

A organização justifica que os ataques contra jornalistas palestinos correspondem ao que o direito internacional humanitário considera crimes de guerra porque, mesmo dirigidos a alvos militares legítimos, como afirma Tel Aviv, causaram danos excessivos e desproporcionais aos civis.

Ainda no pedido ao TPI, a RSF afirma que as instalações de ao menos 50 veículos de comunicação que atuavam em Gaza foram destruídas, total ou parcialmente, desde 7 de outubro.

De acordo com a base de dados do CPJ, o dia mais mortal desta guerra para os profissionais de comunicação foi o próprio 7 de outubro, quando seis jornalistas foram mortos. Já o segundo teria sido 18 de novembro, com ao menos cinco vítimas.

Além dos 63 mortos, outros 11 jornalistas ficaram feridos, e três estão desaparecidos. A maioria dos que morreram é palestina (56), seguida por 4 israelenses e 3 libaneses.

O comitê afirma ainda que ao menos 19 jornalistas foram presos nesse período e descreve o que chama de uma série de agressões, ameaças, ataques cibernéticos e tentativa de censura contra esses profissionais.

Ainda nesta segunda-feira (11), a rede qatari Al Jazeera acusou Israel de ter alvejado a casa de um de seus jornalistas em Gaza, Anas al-Sharif, e matado seu pai. Tel Aviv não se manifestou.

Mesmo antes de o atual conflito eclodir, Israel e os territórios palestinos ocupados já apresentavam desafios no que diz respeito à manutenção da liberdade de imprensa.

Na última edição do índice anual da Repórteres Sem Fronteiras que mede o quesito em 180 países e regiões, Israel aparece na 97ª posição, e a Palestina, na 156ª. Para comparação, o Brasil é 92o.

Sobre Israel, a ONG afirma que o cenário midiático foi “desestabilizado após a ascensão ao poder de um governo que ameaça a liberdade de imprensa”, referindo-se à coalizão do premiê Binyamin Netanyahu, que retornou à chefia do país no fim de 2022 com guinada à ultradireita.

Já sobre os territórios palestinos ocupados, a organização afirma que jornalistas são vítimas de violações de liberdade de imprensa tanto por parte do que chama de “forças de ocupação israelenses” quanto por parte da Autoridade Nacional Palestina (que controla a Cisjordânia) e do Hamas (no poder na Faixa de Gaza).

Antes desta guerra, o caso mais notório de morte de uma trabalhadora da imprensa na região foi o da repórter palestino-americana Shireen Abu Akleh. Mesmo usando um colete azul que a identificava como membro da imprensa, ela foi morta durante uma operação do Exército de Israel na cidade de Jenin, na Cisjordânia. Ela trabalhava para a Al Jazeera. Investigação independente da ONU apontou que Shireen foi atingida por um disparo das forças de Tel Aviv.

O Estatuto de Roma e as Convenções de Genebra, documentos que balizam as leis sobre conflitos -e, portanto, também servem como base para caracterizar o que é um abuso ou um crime de guerra-, fornecem proteção jurídica aos profissionais de imprensa, ainda que não detalhem sua atuação.

Especialistas em direito humanitário internacional afirmam que o ponto-chave está no Protocolo Adicional 1 das convenções, segundo o qual jornalistas estão sujeitos a todos os direitos e proteções concedidos a civis nos conflitos armados. Desta forma, não devem nem podem ser alvos indiscriminados dos ataques.

Reunião virtual detalha a promotora de Justiça funcionamento da Ronda Maria da Penha

0

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI), através de integrantes das secretarias de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil (Sesep) e Administração, se reuniu remotamente com a titular da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Campos dos Goytacazes, promotora Maristela Naurath. A ação aconteceu na sexta-feira (8) e objetivou o município explicar à autoridade do Ministério Público Estadual as providências em relação à estruturação e funcionamento da Ronda Maria da Penha (RMP) – Guardiã da Mulher São Franciscana, uma parceria entre a Sesep e a SMTDH.

A comandante do RMP, a guarda civil municipal Roberta Panisset, acrescentou que a reunião virtual também detalhou à promotora o funcionamento em parceria com o Centro Especializado da Assistência Social (Creas). Ela destacou que o projeto tem a finalidade de promover o atendimento e o monitoramento de mulheres resguardadas pelas medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, deferidas pelo Poder Judiciário.

“A Ronda atua nos atendimentos, monitoramentos e na fiscalização do cumprimento das medidas protetivas pelos agressores, nas áreas de competência dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. Implantada pela prefeita Francimara Barbosa Lemos, no dia 16 de março deste ano, a RMP é um grande avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas no nosso município com garantia de atendimento humanizado e inclusivo à mulher em situação de violência, respeitando os princípios da dignidade, da não discriminação e da não revitimização”, ressaltou Panisset.

A comandante do projeto afirma que a parceria com o Creas apresenta resultados satisfatórios no decorrer deste ano desde a sua implementação. O órgão é composto de equipe técnica, responsável pela oferta de trabalho social especializado no Sistema Único de Assistência Social (Suas) a famílias e indivíduos em situação de risco pessoal ou social, por violação de direitos.

“Diante dos fatos e números apresentados, justificamos à promotora a parceria de sucesso entre o Creas e a RMP em SFI, trazendo um grande avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres do município”, argumentou a comandante da Ronda.

Além de Panisset e da promotora, participaram ainda da reunião virtual os secretários municipais subtenente Edson Brito (Sesep) e Erbson Gomes Pires, o Bibinho (Administração); a coordenadora do Creas, advogada Priscila Pedrosa; os assessores Diego Santos (Comunicação) e Renata Barreto (Sesep) e o guarda civil municipal R. Gomes, um dos integrantes da RMP.

Balcão de Emprego oferece mais 4 vagas

0

O Balcão de Emprego de São Francisco de Itabapoana (SFI), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), está anunciando mais quatro vagas: garçom/garçonete, auxiliar de cozinha, vendedor (a) e técnico em segurança do trabalho. As oportunidades são para trabalhar no município.

As vagas para garçom/garçonete e auxiliar de cozinha são para o Bar do Almir, e a de vendedor (a) para trabalhar de segunda a sábado, integral, das 8h às 17h, com exigência de pelo menos Ensino Fundamental Completo. Já a vaga de técnico em segurança do trabalho é ofertada pela Acácia Amarela, Produção de Mudas & Consultoria Ambiental, com alguns pré-requisitos exigidos, como por exemplo, Curso Técnico em Segurança do Trabalho e CNH categoria B. A empresa oferece salário compatível com a função, plano de assistência médica e odontológica, seguro de vida e vales alimentação e transporte.

Os interessados devem enviar currículo para o e-mail [email protected] ou ainda entregá-lo na sede da SMTDH, situada na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, nº 141, no Centro da cidade, de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos, das 8h às 17h.

“Quem tiver oportunidades de emprego e desejar participar desta parceria de sucesso com o Balcão é só procurar a equipe da SMTDH que a gente divulga as vagas disponíveis e ainda se encarrega de receber os currículos dos candidatos”, orientou o secretário da pasta, Fagner Azeredo.