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Criança de 6 anos morre após cair do 9º andar de prédio em Goiânia

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Um menino de 6 anos morreu na tarde de quarta-feira, 29, após cair do 9.º andar de um prédio em Goiânia, em Goiás. O caso ocorreu no bairro da Vila dos Alpes, na região sudoeste da cidade. A criança completaria 7 anos no próximo mês.

De acordo com a Polícia Civil do Estado de Goiás, o menor estava com a avó no momento do incidente. Não foram divulgados detalhes do ocorrido.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), da Polícia Civil do Estado de Goiás, dará andamento ao inquérito.

O Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás prestou atendimento no local, enquanto a Polícia Civil ficou responsável pela perícia e acionamento do Instituto Médico Legal (IML).

O caso ocorreu no bairro da Vila dos Alpes, na região sudoeste da cidade. A criança completaria 7 an… 

Possibilidade de catástrofe em Maceió cria embate entre Lira e governo Lula

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RENATO MACHADO E VICTORIA AZEVEDO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O risco de desabamento de uma das minas da Braskem, com a possibilidade de abrir uma cratera do tamanho do Maracanã em Maceió (AL), vem provocando um embate político entre o governo Lula (PT) e o grupo político do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Lira e seus aliados, incluindo o prefeito João Henrique Caldas (PL), lançaram uma ofensiva para tentar incluir o governo federal na conta das medidas de atendimento aos moradores que precisaram deixar as suas casas.

O governo Lula, por sua vez, vem defendendo nos bastidores que as questões relativas às indenizações e auxílio para moradia para a população atingida dizem respeito exclusivamente à empresa e ao município.

E aponta uma tentativa do grupo de Lira de jogar o governo federal em um problema que é resultado da má gestão dos aliados do presidente da Câmara.

O embate evidencia também uma disputa entre o grupo de Lira e o grupo do senador Renan Calheiros (MDB-AL) –os dois são adversários políticos no estado e acumulam declarações críticas um ao outro. Renan é pai do senador e atual ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL).

Renan Calheiros inclusive vem exercendo pressão para a divulgação do documento do acordo fechado entre Braskem e município e também para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a questão.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (1º), Lira abordou a questão política em torno da possibilidade de uma tragédia. Ele disse que “Maceió é o único inocente neste processo”.

“Importante a gente reativar na cabeça da população que esse é um problema que existe. Deve ser tratado de frente, sem maiores complicações políticas”, afirmou.

A capital alagoana corre o risco de vivenciar uma grande catástrofe ambiental, com a possibilidade de desabamento de uma área na região central da cidade, em decorrência das atividades de mineração.

Cinco bairros inteiros precisaram ser evacuados por causa do risco de abertura de uma cratera, com quase 60 mil pessoas precisando deixar as suas casas. Um hospital também acabou esvaziado.

A prefeitura decretou situação de emergência.
Em meio ao problema com os desabrigados, Lira, o prefeito de Maceió e aliados passaram a pressionar por ações federais para enfrentar o problema, em particular na área de moradia. A ação, no entanto, vem enfrentando resistência do governo Lula.
Nas redes sociais, também nesta sexta, o presidente da Câmara cobrou, que diante da possibilidade de colapso da mina, a capital precisa de “amparo urgente” do governo federal.

O parlamentar afirmou que solicitou aos órgãos responsáveis a viabilização de recursos e a edição de uma medida provisória “que garantam à Prefeitura de Maceió a condição de atendimento aos moradores atingidos e de empreender ações para combater o problema gerado pela exploração do sal-gema”.

Aliado de Lira, o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) teve uma reunião no Palácio do Planalto nesta sexta com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, para também solicitar auxílio do governo federal para a habitação de famílias afetadas pela possibilidade de abertura de uma cratera.

O prefeito João Henrique Caldas também manteve contato com o presidente em exercício, para tratar do mesmo pedido.

“Agradeço ao presidente em exercício @geraldoalckmin, com quem acabo de falar, pelo apoio à Maceió. Pedi a ele para que o @governofederal, em parceria com a prefeitura, ampare a população que teve que sair de suas casas. É preciso novas moradias e que a Braskem seja responsabilizada”, escreveu o prefeito em seu perfil no X (antigo Twitter).

Rodrigo Cunha e o próprio prefeito de Maceió indicaram em suas declarações que o governo Lula estaria disposto a atender essa demanda, aumentando a pressão. No entanto, a visão é outra na Esplanada dos Ministérios.

Alckmin enviou para Maceió uma comitiva de ministros para acompanhar a situação, entre eles Renan Filho. Nos bastidores, afirmam que vão prestar todo o auxílio que estiver ao alcance da administração federal, mas não resolver problemas que dizem respeito às autoridades locais.

O governo vem afirmando que vai dar todo o apoio necessário para a população, com as ações de Defesa Civil para prevenir um desastre de grandes proporções. Além disso, pretende tomar medidas normalmente empregadas em tragédias naturais –que possibilitem para a população, por exemplo, o resgate de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e postergação de pagamentos de débitos com a Receita Federal.

No entanto, o Executivo considera que a questão de indenizar e providenciar moradia para a população atingida deve ser arcada totalmente pela empresa, responsável pela situação atual. Membros do governo também alegam que o poder municipal também deve arcar com a responsabilidade e o ônus desses problemas, por supostamente terem agido com leniência com a Braskem.

Eles apontam que o grupo de Lira quer do governo federal as moradias, mas rechaça qualquer tipo de investigação para investigar responsabilidades e mesmo ligações de políticos locais com a empresa.

Citam, como exemplo, o acordo fechado entre a empresa e o município, que prevê o pagamento de R$ 1,7 bilhão para Maceió, para realocar famílias de áreas atingidas. Eles dizem que a prefeitura foi leniente com a Braskem.

Além disso, apontam que esses recursos poderiam ser usados para a realocação das famílias que precisaram ser retiradas da área que sofre risco de desabamento. Os recursos não teriam sido empregados para essa finalidade, e a prefeitura não teria sido transparente sobre o seu destino.

Por isso, o governo Lula resiste à proposta de uma medida provisória para liberar recursos, como proposta por Lira. O próprio

Lira chegou a afirmar em entrevista recente a iniciativa do governo federal de construir 2,3 mil moradias populares na capital. No entanto, essas obras estão previstas no âmbito do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em vários pontos da cidade e não especificamente na área atingida.
Portanto, não têm ligação direta com a possível tragédia.

Nas redes sociais, o governador do estado, Paulo Dantas (MDB), aliado dos Calheiros, afirmou que recebeu uma mensagem do presidente Lula dizendo que os dois se reunirão para tratar do assunto assim que o chefe do Executivo voltar da COP28, em Dubai.

Dantas também disse que irá se encontrar com Alckmin na próxima terça (5). Líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões Jr. também indicou que participará da reunião.

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Lira e seus aliados, incluindo o prefeito João Henrique Caldas (PL), lançaram uma ofensiva para tent… 

COP28: Macron diz que acordo Mercosul-UE é incoerente com a política ambiental brasileira

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O presidente francês Emmanuel Macron afirmou neste sábado, 2, que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é incoerente com a política ambiental brasileira. Macron criticou o tratado, que classificou como “antiquado”, e que ele não é “bom para ninguém”. O presidente francês fez as declarações em uma coletiva de imprensa, após participar de uma reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28).

Lula tem tentado destravar o acordo entre os blocos, sem sucesso. O presidente pretende viabilizar um consenso sobre o tema antes da reunião do Mercosul, no Rio de Janeiro, na semana que vem.

Macron elogiou Lula, a quem classificou como “visionário e corajoso”, e disse que há muito alinhamento entre as visões do Brasil e da França, sobretudo em relação ao combate ao desmatamento, políticas para Amazônia, na área de Defesa, Economia e Cultura.

“E é justamente por isso, por isso mesmo, que sou contra o acordo Mercosul-UE, porque acho que é um acordo completamente contraditório com o que ele está fazendo no Brasil e com o que nós estamos fazendo, porque é um acordo que foi negociado há 20 anos, e que tentamos remendar, e está mal remendado”, disse.

Em seguida, Macron citou outros acordos celebrados, como com o Canadá, a Nova Zelândia e o Chile.

“Não leva em conta a biodiversidade e o clima dentro dele. É um acordo comercial antiquado que desmantela tarifas. Nos últimos anos, esses acordos foram bastante aprimorados”, criticou.

Macron visitará o Brasil no dia 27 de março de 2024. A confirmação foi feita por ele neste sábado, 2, durante almoço bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a COP-28, em Dubai.

Durante o encontro, os presidentes conversaram sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O Brasil atua para destravar a parceria entre os blocos.

Nessa sexta-feira, Lula abordou o mesmo tema durante reuniões bilaterais com representante da União Europeia, Ursula von der Leyen, e com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Na reunião com Macron o presidente Lula também abordou aprofundamento da relação entre os países, sobretudo na questão climática e nas áreas de Defesa e Cultura.

Lula e Macron já tinham se encontrado rapidamente durante a COP-28, quando se cumprimentaram. O país tenta retomar a boa relação com a França após as rusgas entre os dois países durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

*A jornalista viaja a convite do Instituto Clima e Sociedade

Policial condenado por morte de George Floyd foi esfaqueado 22 vezes

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A cumprir uma pena de 22 anos e meio, Chauvin, de 47 anos, foi atacado em 24 de novembro na biblioteca de uma prisão federal em Tucson, no estado do Arizona, sobrevivendo aos ferimentos.

O recluso John Turscak, de 52 anos, é acusado de esfaquear Chauvin com uma faca de fabricação artesanal, de acordo com um documento do tribunal.

“O sr. Turscak disse aos agentes prisionais que teria matado [Chauvin] se estes não tivessem reagido tão rapidamente”, continuou o documento.

O gabinete dos procuradores federais em Tucson declarou ter acusado Turscak de vários crimes, incluindo tentativa de homicídio, punível com 20 anos de prisão, e agressão, causando lesões corporais graves.

O homem é igualmente acusado de esfaquear outro recluso mais de 20 vezes. 

Apesar de nenhum comunicado de imprensa ou denúncia indicar o nome completo de Chauvin, fonte oficial confirmou à agência France-Presse (AFP) que a vítima era efetivamente o antigo agente da polícia de Minneapolis.

Não foi divulgada qualquer informação sobre o atual estado de saúde de Chauvin.

O antigo agente, de 47 anos, foi transferido em agosto de 2022 de uma prisão estadual de segurança máxima em Minnesota, no oeste dos Estados Unidos, para Tucson, para cumprir uma sentença de 22 anos e meio de prisão pelo homicídio de George Floyd.

O advogado de Chauvin, Eric Nelson, tinha pedido para que o antigo agente da polícia não tivesse contato com os restantes prisioneiros, alertando que poderia ser alvo de retaliação.

Na prisão em Minnesota, Chauvin foi mantido principalmente em confinamento solitário “em grande parte para sua própria proteção”, escreveu Nelson em documentos judiciais no ano passado.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou recentemente um recurso apresentado por Chavin contra a condenação por homicídio. O antigo agente está também tentando anular a confissão, alegando a existência de novas provas.

George Floyd morreu em 25 de maio de 2020, depois de Chauvin ter usado o joelho para o imobilizar, pressionando o pescoço do afro-americano contra o chão durante cerca de nove minutos e meio.

Um vídeo de um transeunte capturou os gritos de Floyd, em que afirmava que não conseguia respirar.

Depois da divulgação das imagens nas redes sociais, sucederam-se protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Os quatro policiais envolvidos no incidente foram despedidos e condenados a penas de prisão.

Uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA, pedida após o magnata Jeffrey Epstein se ter suicidado na prisão em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual, apontou em junho passado uma série de falhas no sistema prisional do país.

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Sucesso do ‘I Encontro Interclubes de Clubes Antigos’ encanta amantes de carros e famílias em Campos

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O Quadrilátero Histórico de Campos está vibrando ao som dos motores clássicos e repletos de nostalgia com o início do ‘I Encontro Interclubes de Clubes Antigos’, que teve sua abertura nesta sexta-feira, dia 01, e promete seguir encantando os aficionados por veículos antigos até domingo, dia 03, com atrações durante todo o dia.

O evento reúne mais de 300 veículos antigos de 22 clubes de todo o Estado, transformando a cidade em um verdadeiro museu a céu aberto. Na primeira noite do encontro, cerca de 60 dessas relíquias automotivas chegaram ao local, surpreendendo os centenas de presentes que aproveitaram para registrar cada detalhe das verdadeiras obras de arte sobre rodas. O evento tem o apoio da Prefeitura de Campos, Câmara Municipal, Alerj e Cidennf.

O Quadrilátero Histórico, que compreende a Villa Maria, Praça e Jardim do Liceu e a Câmara Municipal, é um cenário charmoso por si só, serve como pano de fundo ideal para o desfile de máquinas que marcaram época. Desde clássicos carros esportivos até elegantes modelos vintage, o evento é um verdadeiro deleite para os amantes de automóveis.

O destaque vai além dos veículos em si. O ‘I Encontro Interclubes de Clubes Antigos’ não se resume apenas a uma exposição de carros, pois também conta com os motoclubes e exposição de bicicleta, além de área kids, proporcionando diversão para as crianças, e uma praça de alimentação repleta de opções gastronômicas para os visitantes.

Durante todo o dia, diversas atrações estão programadas para entreter as famílias presentes. Seja apreciando os carros clássicos, desfrutando da gastronomia local ou participando das atividades na área kids, o encontro é uma opção de lazer completa para todos os públicos.

Neste sábado os shows e o som ficam por conta do DJ Luciano, à partir das 15 hor,as com o rock tomando conta do espaço com a Banda Código Válido à partir das 19 horas e Madame Bardo, às 22 horas.

O sucesso do evento é evidente não apenas pelo número expressivo de veículos e clubes participantes, mas também pela atmosfera contagiante que se estabeleceu entre os entusiastas. O ‘I Encontro Interclubes de Clubes Antigos’, em Campos, que tem a organização do RioMinas e Campos Volks promete se tornar uma tradição anual, consolidando-se como um dos principais eventos automobilísticos do estado, com data já anunciada para o próximo ano se repetindo também no início de dezembro.

Os organizadores comemoram o êxito desta primeira edição e agradecem a participação entusiasmada dos clubes, expositores e visitantes que contribuíram para fazer deste encontro um marco no calendário cultural da cidade.

O ‘I Encontro Interclubes de Clubes Antigos’ é uma celebração não apenas da história automotiva, mas também da paixão compartilhada por todos que têm o prazer de apreciar a elegância intemporal dos carros clássicos recebendo centenas de turistas na cidade.

Coreia do Norte ameaça abater satélites norte-americanos

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Pyongyang afirmou que uma operação do gênero seria considerada uma “declaração de guerra”, indicou a KCNA.

De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), a declaração surge depois de um responsável norte-americano ter explicado que Washington dispõe de vários “meios reversíveis e irreversíveis” para “privar um adversário das suas capacidades espaciais e contrariá-las”.

Depois de duas tentativas falhadas, em maio e agosto, Pyongyang conseguiu em 21 de novembro colocar um satélite espião em órbita. A Coreia do Sul confirmou na quinta-feira que o lançamento foi bem-sucedido.

“Se os Estados Unidos tentarem violar o território legítimo de um Estado soberano”, Pyongyang “considerará a possibilidade de adotar medidas de autodefesa para enfraquecer ou destruir a viabilidade dos satélites espiões americanos”, alertou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano.

A Coreia do Norte garantiu esta semana que o satélite espião captou imagens da Presidência dos EUA, a Casa Branca, do Pentágono e de outras importantes instalações da defesa norte-americana.

De acordo com a Coreia do Sul, a Rússia ajudou a Coreia do Norte a lançar este satélite.

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Maceió está em alerta máximo devido ao risco de afundamento de solo

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A Defesa Civil de Maceió (AL) informou que continua em alerta máximo devido ao risco iminente de colapso em uma mina de exploração de sal-gema da Braskem na região do antigo campo do CSA, no Mutange. Segundo nota divulgada no final da manhã desta sexta-feira (1), o deslocamento vertical acumulado da mina é de 1,42 metros e a velocidade vertical é de 2,6 centímetros por hora.

“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, disse a Defesa Civil. “A equipe de análise da Defesa Civil ressalta que essas informações são baseadas em dados contínuos, incluindo análises sísmicas”.

A mina 18 é formada por cavernas abertas pela Braskem para extração de sal-gema e que estavam sendo fechadas desde que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirmou que a atividade havia provocado o afundamento do solo na na região. O sal-gema é uma matéria-prima usada na indústria para obtenção de produtos como cloro, ácido clorídrico, soda cáustica e bicarbonato de sódio.

Ontem (30), a prefeitura de Maceió decretou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso da mina, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações da população está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, na capital.

Nove escolas foram estruturadas com carros-pipa, colchões, alimentação, equipes de saúde, equipes da Guarda Municipal e de assistência social para receber até 5 mil pessoas vindas das regiões afetadas.

Os ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e dos Transportes, Renan Filho, também visitaram Maceió com uma equipe de técnicos para monitorar a situação.

Em uma rede social, Renan Filho disse que a empresa precisa ser responsabilizada pela situação. “Não é hora de atribuir responsabilidade a quem não deve. A Braskem precisa ser responsabilizada civil e criminalmente pelo crime ambiental cometido em Maceió, garantindo a reparação aos danos materiais e ambientais causados aos maceioenses”, disse.

Dias também se manifestou sobre a gravidade da situação. “O cenário é grave, estamos falando de abalos sísmicos, bairros afundando, consequências de um possível crime socioambiental. O MDS está atento para acompanhar de perto a situação e prestarmos a assistência necessária para ajudar no que for preciso”, escreveu.

Em nota, a Braskem diz continua mobilizada e monitorando a situação  da mina 18, tomando todas as medidas cabíveis para minimização do impacto de possíveis ocorrências e que a área está isolada desde terça-feira (28). A empresa ressalta ainda que a região está desabitada desde 2020;

“Referido monitoramento, com equipamentos de ultima geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento”, disse a empresa..

O deslocamento vertical acumulado da mina da Braskem é de 1,42 metros e a velocidade vertical é de 2… 

Lula cobra acordos na COP28 e critica dinheiro para guerras

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DUBAI, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS (FOLHAPRESS) – Em dois discursos nesta sexta (1º) na COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou compromissos climáticos mais ambiciosos dos países participantes, criticou o dinheiro dispensado em guerras e a falta de compromisso em seguir os protocolos climáticos já acertados anteriormente.

Lula disse que é preciso “trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis”. Em visita a Riad, Lula disse que o Brasil vai ser “a Arábia Saudita da energia verde”.

Em discurso realizado na plenária do evento, Lula afirmou que “temos um problema coletivo de inação, outro de falta de ambição”. “As NDCs atuais não estão sendo implementadas no ritmo esperado”, disse.

NDC, sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada, é a meta de cada país proposta no Acordo de Paris. Lula destacou que “o Brasil ajustou sua NDC e se comprometeu a reduzir 48% das emissões até 2025 e 53% até 2030, além de atingir neutralidade climática até 2050”.

“Nossa NDC é mais ambiciosa do que a de vários países que poluem a atmosfera desde a revolução industrial no século 20”, afirmou.

O ajuste da NDC do Brasil, no entanto, apenas corrigiu uma “pedalada” feita pelo governo Bolsonaro (PL), e a meta climática brasileira voltou ao nível da proposta em 2015, sem que houvesse um aumento real da ambição de cortes nos gases de efeito estufa do Brasil.

Lula disse também ser “inaceitável que a promessa de US$ 100 bilhões por ano assumida pelos países desenvolvidos não saia do papel enquanto, só em 2021, os gastos militares chegaram a US$ 2 trilhões e US$ 200 bilhões.”

No discurso feito na cerimônia de abertura, Lula já havia citado o custo das guerras. “Quantas toneladas de carbono são emitidas pelos mísseis que cruzam o céu e desabam sobre civis inocentes, sobretudo crianças e mulheres famintas?”.

Ele também criticou a ONU e cobrou que os países cumpram acordos.

“É preciso resgatar a crença no multilateralismo. É inexplicável que a ONU, apesar de seus esforços, se mostre incapaz de manter a paz, simplesmente porque alguns dos seus membros lucram com a guerra. É lamentável que acordos como o Protocolo de Kyoto (1997) ou o Acordo de Paris (2015) não sejam implementados.”

O plano de ação do Acordo de Paris prevê segurar o aumento da temperatura média mundial abaixo dos 2°C em relação aos níveis pré-industriais e tentar limitar o aumento a 1,5°C.

Já o Protocolo de Kyoto foi o primeiro tratado internacional para controle da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Entre suas metas, estabelecia a redução de 5,2% na emissão de poluentes em relação a 1990, principalmente por parte dos países industrializados.

BILATERAIS E JANTAR

A agenda do presidente Lula inclui também uma série de reuniões bilaterais, entre outras atividades. Ao todo, foram previstos 26 compromissos num intervalo de 32 horas.

Pela manhã, porém, um encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, acabou cancelado. Pela noite, não aconteceu a conversa com o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali. A assessoria da Presidência não soube explicar as razões até o momento de publicação deste texto.

Outras bilaterais foram realizadas nesta sexta. Com o presidente do Estado de Israel, Isaac Herzog, Lula conversou sobre a questão dos reféns da guerra que o país atualmente trava com o grupo terrorista Hamas.

Na reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, foi discutido o papel do Brasil na presidência do G20 e como a ONU pode ajudar neste processo. Discutiu-se também o papel das instituições de governança global, e Lula ressaltou a importância de uma reforma na ONU, em especial do Conselho de Segurança.

Outro assunto foi o plano brasileiro que prevê um mecanismo de sustentação financeira a países que preservam suas florestas, lançado nesta sexta em Dubai. Também participaram dessa conversa a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco.

Com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Lula discutiu o acordo Mercosul-UE e foi comentado que houve avanços significativos nas reuniões entre as equipes técnicas dos dois lados, em particular após a última ligação telefônica entre ambos, na segunda-feira da semana passada (20).

Ambos se comprometeram a dar continuidade às negociações até a próxima cúpula do Mercosul e, ao final, discutiram o conflito no Oriente Médio.

O premiê da Espanha, Pedro Sánchez, foi o último do dia e também tratou com Lula de aspectos do acordo Mercosul-UE. Falaram ainda sobre a formação do governo da Espanha, cujo novo mandato Sánchez está iniciando agora.

Na noite desta sexta, Lula oferece um jantar a chefes de Estado, juntamente com o presidente da COP28, Sultan al-Jaber, para propor uma ponte Dubai-Belém -ou seja, entre a atual sede da conferência do clima e a cidade que a receberá em 2025 no Brasil. Já o local da COP29, em 2024, não foi definido ainda pela ONU.

A ideia do jantar é encorajar os países a fazerem uma revisão das metas nacionais (as NDCs) nos próximos dois anos -tarefa prevista no Acordo de Paris e pauta central da COP30.

A cooperação entre a presidência da COP28 e a futura presidência brasileira da COP30 deve envolver financiamento, segundo pessoas familiarizadas com a parceria.

Também de acordo com fontes ligadas ao Itamaraty, o Brasil convidou ainda os Emirados Árabes para o encontro do G20, em mais um movimento que articula grupos de economias emergentes do chamado Sul Global, a exemplo do bloco de países florestais, a Opep+ e o Brics.

DESIGUALDADES E INDÍGENAS

Outro ponto do primeiro discurso de Lula nesta sexta-feira foi o combate à desigualdade em meio às mudanças climáticas. “A conta da mudança climática não é a mesma para todos. E chegou primeiro para as populações mais pobres. O 1% mais rico do planeta emite o mesmo volume de carbono que 66% da população mundial”, afirmou.

Também afirmou que “a injustiça que penaliza as gerações mais jovens é apenas uma das faces das desigualdades que nos afligem”. Para ele, “o mundo naturalizou disparidades inaceitáveis de renda, gênero e raça” e “não é possível enfrentar a mudança do clima sem combater as desigualdades.”

Lula iniciou o primeiro discurso citando a queniana Wangari Maathai, vencedora do prêmio Nobel da Paz em 2004. “Uma mulher africana sintetizou bem o dilema da humanidade em sua relação com a natureza. Disse ela: ‘A geração que destrói o meio ambiente não é a geração que paga o preço’.”

No segundo, finalizou citando uma lenda amazônica: “A mitologia indígena diz que o rio Amazonas nasceu das lágrimas da Lua. A Lua teve de abrir mão do seu amor pelo Sol para que a Terra não fosse destruída pelo calor. Se não deixarmos nossas diferenças de lado em nome de um bem maior, a vida no planeta estará em perigo. E será tarde demais para chorar.”

A cerimônia de abertura teve também discursos do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do rei Charles 3º do Reino Unido, que falou logo antes de Lula.

Após o presidente do Brasil, houve fala da também brasileira Isabel Prestes da Fonseca, liderança indígena do povo munduruku que é cofundadora e diretora ambiental do Instituto Zag, dedicado ao reflorestamento.

A necessidade de proteger as araucárias e preservar o conhecimento tradicional dos povos indígenas foi o ponto central do discurso de Fonseca, que vive na Terra Indígena Xokleng Laklãnõ, em Santa Catarina. O processo de demarcação dessa terra foi o alvo da discussão do marco temporal de terras indígenas no STF (Supremo Tribunal Federal).

LEIA A ÍNTEGRA DOS DISCURSOS DE LULA

Pela tarde (em Dubai), na sessão plenária

É uma grande responsabilidade estar aqui em Dubai hoje.
Estamos diante do que talvez seja o maior desafio já enfrentado pela humanidade.
Em vez de unir forças, o mundo trava guerras, alimenta divisões e aprofunda a pobreza e as desigualdades.
O caminho desta COP28 à COP30, no Brasil, ditará nosso futuro.
Aqui faremos o primeiro balanço global do Acordo de Paris.
Na COP 29, definiremos um novo objetivo quantificável de financiamento.
E em Belém formularemos nossas novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
O último relatório do IPCC é categórico sobre o perigo de um aumento na temperatura global superior a um grau e meio.
A meta do Acordo de Paris, de mantê-lo entre um grau e meio e dois, já é insuficiente para conter o aquecimento global em nível seguro.
Temos um problema coletivo de inação, outro de falta de ambição.
As NDCs atuais não estão sendo implementadas no ritmo esperado.
E, mesmo que estivessem, não conseguiriam manter a temperatura abaixo do limite de um grau e meio.
O Brasil ajustou sua NDC e se comprometeu a reduzir 48% das emissões até 2025 e 53% até 2030, além de atingir neutralidade climática até 2050.
Nossa NDC é mais ambiciosa do que a de vários países que poluem a atmosfera desde a revolução industrial no século XIX.
Mantemos o firme compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030.
Já conseguimos reduzi-lo em quase 50% nos 10 primeiros meses deste ano, o que evitou a emissão de 250 milhões de toneladas de carbono na atmosfera.
Mas muitos países do Sul Global não terão condições de implementar suas NDCs, nem de assumir metas mais ambiciosas.
Os mais vulneráveis não podem ter que escolher entre combater a mudança do clima e combater a pobreza. Terão que fazer ambos.
O princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas é inegociável.
Ameaçá-lo vai na contramão de qualquer noção básica de justiça climática.
Essa noção demanda que sejam cumpridas as obrigações de financiamento, de transferência de tecnologia.
É inaceitável que a promessa de 100 bilhões de dólares por ano assumida pelos países desenvolvidos não saia do papel enquanto, só em 2021, os gastos militares chegaram a 2 trilhões e 200 bilhões de dólares.
No Brasil, a emergência climática já é uma realidade.
A Amazônia está atravessando, neste momento, uma seca inédita.
O nível dos rios é o mais baixo em mais de 120 anos.
Nunca imaginei que veria isso no lugar onde estão os maiores reservatórios de água doce do mundo.
Mas o futuro da Amazônia não depende só dos amazônidas.
O desmatamento em todo mundo só responde por 10% das emissões globais.
Mesmo que não derrubemos mais nenhuma árvore, a Amazônia poderá atingir seu ponto de não-retorno se outros países não fizerem sua parte.
O aumento da temperatura global poderá desencadear um processo irreversível de savanização da Amazônia.
Os setores de energia, indústria e transporte emitem muitos gases do efeito estufa.
Temos que lidar com todas essas fontes.
É por isso que o Brasil está propondo a Missão 1.5 – uma missão coletiva que vai nos manter na trilha do um grau e meio.
Nos dois anos até a COP30, será necessário redobrar os esforços para implementar as NDCs que assumimos.
E, em Belém, precisamos anunciar NDCs mais ousadas e garantir os meios de implementação necessários para concretizá-las.
Os países em desenvolvimento requerem incentivos positivos para promover medidas de ação climática alinhadas às suas prioridades de desenvolvimento.
A mitologia indígena diz que o rio Amazonas nasceu das lágrimas da Lua.
A Lua teve de abrir mão do seu amor pelo Sol para que a Terra não fosse destruída pelo calor.
Se não deixarmos nossas diferenças de lado em nome de um bem maior, a vida no planeta estará em perigo. E será tarde demais para chorar.
Muito obrigado.

Pela manhã (em Dubai), na abertura da cúpula de líderes na COP28

Uma mulher africana, a queniana Wangari Maathai, vencedora do prêmio Nobel da Paz, sintetizou bem o dilema da humanidade em sua relação com a natureza.
Disse ela: “A geração que destrói o meio ambiente não é a geração que paga o preço”.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas alertou que temos somente até o final desta década para evitar que a temperatura global ultrapasse um grau e meio acima dos níveis pré-industriais.
2023 já é o ano mais quente dos últimos 125 mil anos.
A humanidade sofre com secas, enchentes e ondas de calor cada vez mais extremas e frequentes.
No Norte do Brasil, a Amazônia amarga uma das mais trágicas secas de sua história. No Sul, tempestades e ciclones deixam um rastro inédito de destruição e morte.
A ciência e a realidade nos mostram que desta vez a conta chegou antes.
O planeta já não espera para cobrar da próxima geração.
O planeta está farto de acordos climáticos não cumpridos.
De metas de redução de emissão de carbono negligenciadas.
Do auxílio financeiro aos países pobres que não chega.
De discursos eloquentes e vazios.
Precisamos de atitudes concretas.
Quantos líderes mundiais estão de fato comprometidos em salvar o planeta?
Somente no ano passado, o mundo gastou mais de US$ 2 trilhões e 224 milhões de dólares em armas. Quantia que poderia ser investida no combate à fome e no enfrentamento da mudança climática.
Quantas toneladas de carbono são emitidas pelos mísseis que cruzam o céu e desabam sobre civis inocentes, sobretudo crianças e mulheres famintas?
A conta da mudança climática não é a mesma para todos. E chegou primeiro para as populações mais pobres.
O 1% mais rico do planeta emite o mesmo volume de carbono que 66% da população mundial.
Trabalhadores do campo, que têm suas lavouras de subsistência devastadas pela seca, e já não podem alimentar suas famílias.
Moradores das periferias das grandes cidades, que perdem o pouco que têm quando a enchente arrasta tudo: casas, móveis, animais de estimação e seus próprios filhos.
A injustiça que penaliza as gerações mais jovens é apenas uma das faces das desigualdades que nos afligem.
O mundo naturalizou disparidades inaceitáveis de renda, gênero e raça.
Não é possível enfrentar a mudança do clima sem combater as desigualdades.
Quem passa fome tem sua existência aprisionada na dor do presente. R torna-se incapaz de pensar no amanhã.
Reduzir vulnerabilidades socioeconômicas significa construir resiliência frente a eventos extremos.
Significa também ter condições de redirecionar esforços para a luta contra o aquecimento global.
Em 2009, quando participei da COP15, em Copenhague, a arquitetura da Convenção do Clima estava à beira do colapso.
As negociações fracassaram e foi preciso um grande esforço para recuperar a confiança e chegar ao Acordo de Paris, em 2015.
Ao retornar à presidência do Brasil, constato que estamos, hoje, em situação semelhante.
O não cumprimento dos compromissos assumidos corrói a credibilidade do regime.
É preciso resgatar a crença no multilateralismo.
É inexplicável que a ONU, apesar de seus esforços, se mostre incapaz de manter a paz, simplesmente porque alguns dos seus membros lucram com a guerra.
É lamentável que acordos como o Protocolo de Kyoto (1997) ou os Acordos de Paris (2015) não sejam implementados.
Governantes não podem se eximir de suas responsabilidades.
Nenhum país resolverá seus problemas sozinho. Estamos todos obrigados a atuar juntos além de nossas fronteiras.
O Brasil está disposto a liderar pelo exemplo.
Ajustamos nossas metas climáticas, que são hoje mais ambiciosas do que as de muitos países desenvolvidos.
Reduzimos drasticamente o desmatamento na Amazônia e vamos zerá-lo até 2030.
Formulamos um plano de transformação ecológica, para promover a industrialização verde, a agricultura de baixo carbono e a bioeconomia.
Forjamos uma visão comum com os países amazônicos e criamos pontes com outros países detentores de florestas tropicais.
O mundo já está convencido do potencial das energias renováveis.
É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis.
Temos de fazê-lo de forma urgente e justa.
Vamos trabalhar de forma construtiva, com todos os países, para pavimentar o caminho entre esta COP28 e a COP30, que sediaremos no coração da Amazônia.
Não existem dois planetas Terra. Somos uma única espécie, chamada Humanidade.
Todos almejamos tornar o mundo capaz de acolher com dignidade a totalidade de seus habitantes – e não apenas uma minoria privilegiada.
Como nos convida o Papa Francisco na Encíclica “Todos Irmãos”, precisamos conviver na fraternidade.
Muito obrigado.

Fuvest divulga convocados para a 2ª fase do vestibular 2024

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Fuvest divulgou nesta sexta-feira (1º) a lista de convocados para as provas da segunda fase do vestibular 2024 da maior universidade da América Latina, a USP (Universidade de São Paulo). Veja a lista aqui.

Os locais de realização do exame também estão disponíveis no site da fundação. O local em que o candidato fará as provas da segunda fase pode não ser o mesmo da primeira.

As provas serão realizadas nos dias 17 e 18 de dezembro, domingo e segunda-feira. A do dia 17 terá 10 questões de português, sobre interpretação de texto, gramática e literatura; e a redação. No dia seguinte, 12 questões sobre duas, três ou quatro disciplinas, dependendo da carreira escolhida.

Algumas carreiras têm um exame adicional na segunda fase, a prova de competências específicas, cujo formato varia de acordo com a carreira e será realizada entre 11 de dezembro de 2023 e 11 de janeiro de 2024.

Essa prova é classificatória e eliminatória: o candidato precisa pontuar pelo menos 50% da avaliação para ser elegível de convocação. A avaliação de competências específicas existe apenas para as carreiras de artes cênicas, artes visuais e música em São Paulo, e de música em Ribeirão Preto. Cada curso tem um calendário próprio, que deve ser conferido no manual do candidato.

Na última quarta-feira (29), a Fuvest divulgou as notas de corte da primeira fase e, como já é tradição, as carreiras de medicina em São Paulo e em Ribeirão Preto tiveram maior nota em ampla concorrência.

Ao todo, 100.822 candidatos fizeram a prova da primeira fase e outros 9.582 faltaram. A média de convocados em cada curso para a segunda fase foi de 3,52.

Do total de participantes, 72.938 foram candidatos de ampla concorrência, 20.249 de alunos de escola pública e 7.635 de candidatos de escola pública pretos, pardos e indígenas (PPI).

QUAIS SÃO OS TIPOS DE VAGA OFERECIDOS PELA FUVEST 2024?

Todos os candidatos inscritos concorrerão às vagas de ampla concorrência (AC). No ato da inscrição, o candidato deveria informar se também concorreria às vagas destinadas às Políticas de Ações Afirmativas: Escola Pública (EP) ou Pretos, Pardos e Indígenas (PPI).

AC: vagas para todos os candidatos, sem exigência de nenhum pré-requisito, mesmo tendo acesso às vagas reservadas

EP: 2.053 vagas destinadas aos candidatos que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas brasileiras.

PPI: 1.206 vagas destinadas aos candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

Além do vestibular, a USP oferecerá 1.500 vagas pelo Enem e outras 1.500 pelo Provão Paulista, novo vestibular seriado, que será aplicado para todos os estudantes do ensino médio de escolas estaduais em São Paulo.

QUANDO SAIRÁ O RESULTADO DA FUVEST 2024?

A primeira chamada para a matrícula, com a lista de aprovados na Fuvest 2024, será divulgada no dia 22 de janeiro de 2024 na página da Fuvest. O período de matrículas vai de 29 de janeiro a 1º de fevereiro.

COMO FAZER A MATRÍCULA?

Todo candidato que foi convocado em uma das duas chamadas ou na lista de espera deve confirmar a sua matrícula em duas etapas virtuais: pré-matrícula e efetivação -as datas estão indicadas no Guia do Vestibular 2024.

Se você foi chamado para uma das vagas da ação afirmativa escola pública (EP) ou para uma das vagas da ação afirmativa pretos, pardos e indígenas (PPI), você deve confirmar, no formulário da matrícula virtual, que pertence à ação afirmativa que você escolheu na inscrição. Oportunamente, uma banca de heteroidentificação analisará a condição desses candidatos.

Observação: Se você prestou o Provão Paulista, acompanhe as informações no site oficial. Vagas remanescentes do Provão Paulista retornam como vagas EP ou PPI da Fuvest, dependendo do edital.

Os locais de realização do exame também estão disponíveis no site da fundação 

Corte de Haia ordena que Venezuela ‘se abstenha’ de disputa com a Guiana

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SÃO PAULO, (FOLHAPRESS) – Juízes da Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda, ordenaram nesta sexta-feira (1º) que a Venezuela se abstenha de tomar qualquer ação que possa alterar a situação atual da região de Essequibo, alvo de disputa com a Guiana.

O território potencialmente rico em petróleo tornou-se motivo de tensão nos últimos dias após Caracas passar a reivindicar parte da região, atualmente sob poder da Guiana. O regime de Maduro convocou para o próximo domingo (3) um plebiscito sobre a anexação de Essequibo.

O tribunal não proibiu expressamente a votação, conforme solicitado pela Guiana, mas os juízes deixaram claro que qualquer ação concreta para alterar o status quo deve ser interrompida. A iniciativa de Maduro acontece antes das eleições presidenciais venezuelanas, marcadas para 2024, mas ainda sem uma data definida.

“O tribunal observa que a situação que prevalece atualmente no território em disputa é que a Guiana administra e exerce controle sobre essa área”, disse a juíza presidente, Joan Donoghue. “A Venezuela deve se abster de tomar qualquer ação que modifique essa situação.”

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, saudou a decisão do tribunal em um comunicado. “Como o tribunal deixou claro, a Venezuela está proibida de anexar ou invadir o território guianense ou tomar qualquer outra ação – independentemente do resultado de seu plebiscito em 3 de dezembro- que alteraria o status quo”, afirmou. A Venezuela não reagiu imediatamente à decisão.

Na votação, que será realizada no domingo, os eleitores responderão cinco perguntas -uma delas diz respeito a um plano para incorporar a região e criar um estado chamado Guayana Esequiba. A Venezuela alega que a área de 160 mil km² (pouco maior que o Acre) é parte do seu território.

A pauta histórica une os venezuelanos há mais de cem anos, razão pela qual a expectativa é de que o “sim” ganhe por ampla maioria. A Guiana classificou o movimento venezuelano de “ameaça existencial”. A disputa pela soberania de Essequibo faz parte da confusão decorrente da divisão colonial da costa caribenha da América do Sul.

Em 1899, um laudo internacional decretou que a região integrava a então Guiana Britânica, ou Guiana Inglesa. Em 1948, os venezuelanos iniciaram uma campanha denunciando o laudo como fraudulento e, em 1966, assinaram um acordo com Londres para tentar resolver a situação.

Diferentemente do que diz a propaganda da ditadura de Nicolás Maduro, o dito Acordo de Genebra não decretou que o laudo era uma fraude, mas aceitou a queixa venezuelana, assim como a promessa britânica de negociar os limites territoriais.

Meses depois da assinatura, porém, a Guiana tornou-se independente, o que arrastou as negociações. Um congelamento do conflito durou de 1970 a 1982, quando a Venezuela resolveu renegar o acordo em curso e voltar para os termos de 1966. O caso acabou remetido para a ONU.

O assunto havia esfriado até a descoberta, nos últimos anos, de petróleo e gás no território marítimo da região. A partir de 2019, quando a norte-americana ExxonMobil começou a extração de petróleo na região, a nação deu um salto na economia. Segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), ninguém em 2022 cresceu tanto quanto a Guiana: 62%. A previsão é de um avanço de 37% neste ano.

George Santos é 1º deputado expulso da Câmara dos EUA em 20 anos

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O deputado filho de brasileiros George Santos se tornou, nesta sexta (1º), o primeiro republicano a ser expulso da Câmara em toda a história e o primeiro político a perder o mandato sem ter sido condenado antes na Justiça.

Outros cinco congressistas já foram expulsos: três no século 19 por terem apoiado os confederados durante a Guerra da Secessão, e dois desde os anos 1980 por corrupção.

O placar foi de 311 a 114. Entre os republicanos, 105 votaram a favor da cassação. Para expulsar um membro, dois terços dos presentes (290, considerando um quórum completo) devem apoiar a medida.

Pouco antes do resultado ser declarado, mas com o placar já apontando sua expulsão, Santos saiu do Congresso sem falar com jornalistas.

Aprovada a cassação, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, tem agora dez dias para convocar uma eleição especial para substituí-lo. A partir de então, o pleito deve ocorrer em 70 a 80 dias.

Para democratas, a nova eleição é a chance de ganhar de volta a vaga e diminuir a vantagem apertada que republicanos têm na Casa. O antigo representante do distrito, Tom Suozzi, já anunciou que deve concorrer. Do lado republicano, os nomes que sinalizaram interesse são Kellan Curry, Greg Hach e Mike Sapraicone.

Temendo o enfraquecimento de sua maioria, o presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, chegou a sinalizar que votaria contra a expulsão, em uma tentativa de influenciar sua bancada a salvar Santos. O movimento, no entanto, não deu certo.

“Pessoalmente, eu tenho muitas reservas sobre fazer isso. Estou preocupado com o precedente que pode ser criado”, afirmou Johnson nesta semana. Em reunião de bancada na terça, ele havia liberado os republicanos a votarem como preferirem -não houve uma orientação seja para condenar ou salvar o colega de partido.

O presidente da Câmara disse ainda que conversou com Santos sobre a possibilidade de renunciar ao mandato, em vez de enfrentar a votação, mas a ideia foi rejeitada.

Desde que reportagens apontaram uma série de inconsistências na biografia de Santos, desde afirmações de que seus avós eram sobreviventes do Holocausto a uma suposta carreira em Wall Street iniciada após a conclusão de uma faculdade que afirma não ter registro dele como aluno, o político se tornou motivo de piada nos EUA.

Uma investigação pelo Departamento de Justiça encontrou evidências mais graves contra o político, que resultaram em 23 acusações criminais, de lavagem de dinheiro a roubo de identidade. O julgamento está marcado para setembro de 2024.

Há duas semanas, o Comitê de Ética da Câmara divulgou um levantamento próprio, que encontrou evidências de que Santos desviou recursos de campanha para comprar itens de luxo, pagar viagens e até bancar gastos na plataforma de conteúdo erótico OnlyFans.

O deputado nega irregularidades e afirma ser vítima de perseguição. Falando a jornalistas na manhã desta quinta em frente ao Capitólio, ele disse ser alvo de “bullying”.

“Agora, se a Câmara deseja estabelecer um precedente diferente e me expulsar, isso será a ruína de muitos membros deste órgão, porque isso os perseguirá no futuro, onde meras alegações serão suficientes para remover membros do cargo quando devidamente eleitos pelo seu povo em seus estados e distritos respectivos”, afirmou.

A votação desta sexta foi a terceira tentativa de cassar o mandato do político. A primeira, em maio, foi protocolada por democratas e não teve apoio dos republicanos. A segunda, em 1º de novembro, foi uma iniciativa de colegas de partido de Nova York e fracassou por falta de votos do restante da bancada, cujos membros afirmaram preferir esperar a conclusão da investigação do Comitê de Ética.

A divulgação do relatório, um dia após Santos se reunir com uma comitiva de congressistas bolsonaristas do Brasil, gerou enorme repercussão e levou membros dos dois partidos a protocolarem dois novos pedidos de cassação, um de cada lado.

Como republicanos, que são maioria na Câmara, rejeitam expulsar um membro do seu próprio partido por meio de uma iniciativa dos democratas, a única resolução com chance de ser aprovada era a apresentada por Michael Guest, presidente do Comitê de Ética, aprovada nesta sexta.

No Brasil, Santos fez um acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro em um processo de estelionato. Ele confessou o uso de cheques sem fundos que haviam sido furtados de um idoso e fez um acordo para extinguir o processo, concordando com o pagamento de R$ 10 mil a uma instituição de caridade e R$ 14 mil à vítima, o dono de uma loja de sapatos.

Os Mulekes e Marvvila anunciam parceria

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Uma explosão de novidades agita os fãs com a recente parceria entre o Grupo Os Mulekes e a cantora Marvvila. O anúncio oficial foi feito nesta terça-feira (28), deixando os fãs de ambos os artistas na expectativa.

O grupo, que retornou com força total ao cenário nacional, escolheu Marvvila para somar ainda mais talento e versatilidade ao seu repertório. O aguardado feat já foi gravado e conta com a produção de Prateado, produtor e compositor, conhecido por trabalhos marcantes na indústria da música.

A notícia foi divulgada através do Instagram oficial do grupo, onde foi compartilhada com imagens descontraídas dos bastidores da gravação, acompanhada da seguinte pergunta: “Vocês estão preparados? Em breve, Marvvila e Os Mulekes! Aguardem…”

O blog apurou com exclusividade que a canção gravada é de autoria de Leandro Zoo, compositor e um dos vocalistas do grupo, e tem previsão de lançamento para janeiro de 2024.

A decisão de manter os detalhes em segredo aumenta a expectativa dos fãs, que agora aguardam ansiosamente pelo lançamento. A certeza é de que essa parceria promete ser um sucesso, unindo a energia contagiante do Grupo Os Mulekes com a voz marcante e estilo único de Marvvila.

Polícia Militar apreende arma de fogo e realiza prisão por posse ilegal em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na madrugada desta sexta-feira (1º) a Polícia Militar estava em patrulhamento na Avenida Rui Barbosa, no bairro Matadouro, com o objetivo de coibir atividades relacionadas ao tráfico de drogas.

Durante a ação, os policiais observaram que as COPS (armas não letais) estavam descarregadas e se dirigiam para realizar a troca, momento em que avistaram um veículo Corsa tentando fugir ao notar a presença da patrulha. O veículo parou e, nesse instante, um indivíduo, jogou um objeto no chão, aparentemente uma arma.

Após inspeção, foi constatado que se tratava de uma pistola calibre 9mm, de fabricação croata, com um carregador municiado contendo 10 munições intactas. Os policiais procederam com a busca pessoal no indivíduo, que se recusou a cooperar, utilizando linguagem agressiva, incitando populares e familiares contra a equipe policial e entrando em confronto corporal com os agentes. Foi necessário empregar técnicas de contenção para controlar a situação.

O homem foi levado ao Hospital Ferreira Machado (HFM) e posteriormente à 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o ocorrido foi registrado. O homem foi autuado conforme o Artigo 16, Parágrafo 1°, Inciso LV, da Lei 10.826/03, conhecida como Estatuto do Desarmamento, permanecendo sob custódia policial.

Israel retoma bombardeios contra Gaza e acusa Hamas de violar trégua

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após uma semana de trégua na guerra que provoca crise humanitária no Oriente Médio, Israel retomou nesta sexta-feira (1º) os bombardeios contra a Faixa de Gaza para eliminar o grupo terrorista Hamas. As ofensivas recomeçaram, segundo Tel Aviv, após a facção rival violar o cessar-fogo temporário ao disparar em direção ao território israelense.

A pausa de sete dias, que começou em 24 de novembro e foi prorrogada duas vezes, permitiu a troca de reféns mantidos em Gaza por prisioneiros palestinos e facilitou a entrada de ajuda humanitária na faixa costeira devastada. Foi o primeiro alívio desde o começo da guerra nos ataques ao território palestino, em grande parte reduzido a um terreno baldio em resposta aos atentados do dia 7 de outubro.

Durante a semana de cessar-fogo, 105 reféns foram libertados pelo Hamas, sendo 81 israelenses, 23 tailandeses e um filipino. Em troca, Israel libertou 210 mulheres e crianças prisioneiros palestinos.

Na última hora antes do fim da trégua, às 7h no horário local (2h em Brasília), Israel disse ter interceptado ao menos um foguete disparado de Gaza e os alarmes soaram em várias áreas próximas ao território palestino. O ataque foi a gota d’água para o recomeço do conflito, segundo Tel Aviv, embora o Hamas não tenha assumido responsabilidade e nenhum dano tenha sido registrado.

Autoridades palestinas relataram ataques aéreos e de artilharia israelenses em todo o território após o término da trégua. Jornalistas da agência de notícias Reuters em Khan Younis, no sul de Gaza, testemunharam bombardeios intensos. Milhares de moradores correram em busca de abrigo.

Apenas duas horas após o término do cessar-fogo, o ministério da Saúde de Gaza disse que 35 pessoas já haviam sido mortas e dezenas ficaram feridas em ataques aéreos que atingiram pelo menos oito casas.

“Com a retomada dos combates, enfatizamos: o governo israelense está empenhado em atingir os objetivos da guerra -libertar nossos reféns, eliminar o Hamas e garantir que Gaza nunca mais represente uma ameaça para a população de Israel”, disse nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

Diversas lideranças globais e organizações lamentaram a retomada da ofensiva. Ao criticar a guerra, a ONU afirmou que as pessoas no poder “decidiram que os assassinatos de crianças poderiam recomeçar”. “É imprudente pensar que mais ataques contra Gaza levarão a qualquer coisa além de uma carnificina”, disse James Elder, porta-voz do Unicef, órgão das Nações Unidas para a infância.

O Hamas acusou Israel de ser responsável por “retomar a guerra e a agressão” contra Gaza depois rejeitar durante a noite várias propostas para mais trocas de reféns por prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, prometeu oferecer resistência.

“O que Israel não conseguiu durante os cinquenta dias anteriores à trégua, não conseguirá ao continuar sua agressão”, disse Ezzat El Rashq, membro do gabinete político do Hamas, no site do grupo.

O Qatar e o Egito, países que atuam como mediadores na guerra, informaram que as negociações por um novo cessar-fogo temporário continuam. Tel Aviv havia estabelecido a libertação de dez reféns por dia como o mínimo que aceitaria para interromper sua operação terrestre e os bombardeios contra Gaza.

Um dos principais negociadores do Qatar, o diplomata Abdullah Al Sulaiti, que ajudou a intermediar a trégua, reconheceu em entrevista à Reuters que a manutenção do cessar-fogo era incerta. “No início, pensei que alcançar um acordo seria o passo mais difícil”, disse ele em artigo que detalha os esforços nos bastidores pela primeira vez. “Descobri que sustentar o próprio acordo é igualmente desafiador.”

Além da troca de reféns por prisioneiros, a trégua permitiu a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Somente nesta quinta (30), 56 caminhões com suprimentos e combustível entraram no território palestino, segundo o Ministério da Defesa de Israel e o Crescente Vermelho Palestino, a Cruz Vermelha local.

Mas as entregas de alimentos, água, suprimentos médicos e combustível ainda estão muito abaixo do necessário, dizem os trabalhadores humanitários. Em reunião de emergência em Amã, o rei Abdullah, da Jordânia, instou autoridades da ONU e grupos internacionais a pressionar Israel a permitir mais ajuda.

Quando o cessar-fogo entrou em vigor pela primeira vez há uma semana, Israel se preparava para direcionar sua operação para o sul de Gaza após sua ofensiva de sete semanas no norte.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em Israel durante sua terceira visita ao Oriente Médio desde o início da guerra, disse que disse a Netanyahu que Israel não pode repetir no sul de Gaza as enormes baixas civis e o deslocamento de residentes que ocorreram no norte.

“Discutimos os detalhes do planejamento contínuo de Israel e enfatizei a necessidade imperativa para os Estados Unidos de que a perda maciça de vidas civis e o deslocamento em escala que vimos no norte de Gaza não se repitam no sul”, disse Blinken a repórteres em Tel Aviv.

“E o governo israelense concordou com essa abordagem”, disse ele. Isso incluiria medidas concretas para evitar danos à infraestrutura crítica, como hospitais e instalações de água, e designar claramente zonas seguras, disse ele.

Israel prometeu aniquilar o Hamas, que controla Gaza, em resposta ao ataque do grupo em 7 de outubro, quando terroristas mataram 1.200 pessoas e fizeram aproximadamente 240 reféns, segundo balanço de Tel Aviv. As forças israelenses retaliaram com bombardeios e uma invasão terrestre. Autoridades de Gaza afirmam que mais de 15 mil palestinos morreram no território antes da trégua.

STF autoriza abertura de encomenda postada nos Correios se houver indícios de prática de crime

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quinta-feira, 30, que caso haja indícios fundamentados de prática de atividade ilícita em encomendas postadas nos Correios, a abertura das embalagens é permitida para os funcionários da estatal. Nesta situação, será necessário que o servidor formalize a atitude a fim de permitir controle administrativo e judicial posterior. Além disso, no caso de envios a estabelecimentos prisionais, também é lícita prova obtida por meio da abertura de correspondências.

Para o relator da ação, ministro Edson Fachin, os esclarecimentos propostos aos funcionários servem para aprimorar o resultado do julgamento. Em sua fala, ele observou que há grande circulação de drogas por meio de correspondências no País, e citou o exemplo do Centro de Triagem dos Correios em São José dos Pinhais, no Paraná, que apreendeu 2.164 encomendas com entorpecentes nos anos de 2019 e 2020.

Já o ministro Alexandre de Moraes destacou, durante seu parecer, que foram apreendidas mais de 3 mil encomendas internacionais com drogas ilícitas somente no ano de 2019. Ele salientou também que neste mesmo período houve um aumento de mais de 60% em apreensões de armas, peças de armamentos e munições nas correspondências.

A decisão do STF foi proferida após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar embargos de declaração para esclarecer decisão que definiu como ilícita a prova obtida, sem autorização judicial ou fora das hipóteses legais, mediante abertura de carta, telegrama, pacote ou meio análogo. Nos embargos, a PGR pediu que o STF explicitasse a diferença entre a remessa de encomendas (cuja abertura passa a ser lícita no caso de indícios de crime) e de correspondências (essas que não podem ser abertas, a não ser na hipótese citada do envio a estabelecimento prisional). A Corte deu razão ao pedido para fazer essa distinção.

A regra não vale para correspondências, cuja abertura só pode se dar em caso de envio a estabelecime… 

Delegada fala sobre o assassinato em SJB: autor do crime era fã de histórias de ‘serial killer’

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Foto: Reprodução DEAM

Segundo a delegada Madeleine Dykeman, responsável pela investigação, uma jovem identificada como Maria Eduarda Silva Barreto, de 17 anos, foi vítima de asfixia, enquanto o namorado foi esfaqueado. O suspeito, preso logo após o homicídio, confessou o crime. Madeleine compartilhou detalhes do caso durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (1º) sobre o crime que ocorreu durante em Atafona, São João da Barra.

A delegada considerou o acontecimento como “mais uma tragédia” na região. Ela confirmou que ambos eram colegas de escola, conhecidos há bastante tempo, mas iniciaram a amizade este ano. A delegada explicou que o suspeito ligou para vítima ir até a casa dele pois queria presenteá-la com um livro, o que caracteriza que o crime foi premeditado. “Ele conta que os dois gostavam de histórias de serial killer e ele queria matar alguém, por isso, escolheu a vítima”, declarou Madeleine.

A delegada prosseguiu explicando que ele a levou para um cômodo no quintal da casa, onde começou a asfixiá-la.

“Nesse momento, ele tentou estrangulá-la, mas ela conseguiu pegar uma faca, que ele quebrou. Posteriormente, ele a estrangulou até a morte. Ele alega tê-lo feito com as mãos, mas pelas fotos do local, suspeitamos que possa ter usado um fio de uma escova elétrica para asfixiá-la”, relatou.

A delegada também informou que o agressor admitiu ter tentado praticar “canibalismo”, ao morder uma parte dos seios da vítima.

“Após o assassinato, ele tentou realizar o que poderíamos descrever como canibalismo… não temos um termo jurídico específico para isso no Brasil. Ele tentou remover uma parte dos seios dela. Em seguida, praticou atos sexuais com a vítima morta e escondeu o corpo embaixo de um sofá. É importante esclarecer que, se a narrativa dele estiver correta, de ter praticado atos sexuais após a asfixia, tecnicamente não seria estupro, já que ela estava morta. No entanto, a perícia será responsável por confirmar isso”, afirmou Madeleine.

A delegada também mencionou durante a coletiva sobre o namorado de Maria Eduarda. “Após a morte da menina, o suspeito pegou o telefone dela e viu que ela tinha mandado uma mensagem para o namorado informando que ela iria ao encontro do suspeito buscar o livro. O suspeito então se passa pela vítima e manda uma mensagem para o rapaz ir até a casa dele e, quando chega, o esfaqueia. O suspeito contou que a intenção dele era atingir a carótida do rapaz, mas a vítima se desvencilhou e acabou sendo atingida em outra região do pescoço, tórax e costas”, comunicou a delegada.

De acordo com apuração da Redação ClickCampos, o jovem de 16 anos, identificado pelas iniciais L.L.C.S., passou por cirurgia de reconstrução do lado esquerdo da face e mandíbula, além de suturas no restante das perfurações. Está lúcido, estável, em observação na Unidade Intermediária (UI) do HFM.

Vacinas de rotina, gripe e contra Covid-19 disponíveis nesse sábado e domingo

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Campos segue ofertando, aos sábados e domingos, as vacinas de rotina previstas no Plano Nacional de Imunização, contra Covid-19 e, também, contra a gripe. Os atendimentos ocorrem das 8h às 17h, na sede da Secretaria Municipal de Saúde, Clínica da Criança e Unidade Pré-Hospitalar de Travessão. Nos três locais, o funcionamento é das 8h às 17h.

A atualização da caderneta de rotina, feita para as pessoas com idade a partir dos 2 meses de vida, terá os seguintes imunizantes: Vacina Inativada contra Poliomielite (VIP), Vacina Oral contra Poliomielite (VOP), Tríplice Viral, Hepatite B, Pentavalente, Rotavírus, Pneumo 10, Meningo C, Febre Amarela e DTP.

Para os adolescentes, os imunizantes são Hepatite B, Febre Amarela, Tríplice Viral, Difteria e Tétano Adulto e Meningocócica ACWY. Já para os adultos, DT, Hepatite B, Febre Amarela e Tríplice Viral.

Todas as pessoas acima dos 6 meses de vida também podem receber a vacina Influenza, que previne contra a gripe.

“O atendimento aos sábados e domingos é um facilitador, principalmente para os pais que trabalham e não conseguem levar os filhos na UBS durante os dias da semana. Essa estratégia começou com a vacinação contra a Covid-19 e estendemos para as de rotina e gripe já algum tempo. Não há motivo para não se proteger e também proteger as crianças e adolescentes”, disse o assessor técnico de Imunizações da SMS, Leonardo Cordeiro.

Contra a Covid-19 serão aplicadas as três doses Pfizer Pediátrica às crianças de 5 e 11 anos, 11 meses e 29 dias. O intervalo entre a 1ª e a 2ª dose é de oito semanas. A 3ª dose, que é o reforço de ambos os imunizantes, deve ser administrada quatro meses após a 2ª.

Já as pessoas maiores de 12 anos serão vacinadas com a dose de reforço da vacina bivalente. Para receber o imunizante é necessário respeitar o prazo de quatro meses a partir da aplicação da 2ª dose do esquema vacinal primário ou da última dose de reforço (3ª ou 4ª dose).

Devem ser apresentados, no ato da vacinação, documento com foto, CPF ou cartão do SUS, além da caderneta de vacinação. Já o cartão de vacina contra a Covid-19 será exigido juntamente com os documentos pessoais para quem for receber os imunizantes contra a doença.

Fonte: Ascom

Rodrigo Bacellar recebe Medalha do Mérito Eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homenageou nesta sexta-feira (01) personalidades que prestaram serviços relevantes à Justiça Eleitoral. Entre os homenageados estava Rodrigo Bacellar, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que recebeu a Medalha do Mérito Eleitoral. A entrega da comenda ocorreu no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Nascido em Campos, Bacellar atuou como assessor da Secretaria Geral de Planejamento do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e presidente da Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte). O parlamentar também atuou como Secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, onde gerenciou programas importantes como “Lei Seca”, “Segurança Presente” e “RJ Para Todos”, este último focado no desenvolvimento econômico e social do estado.

“Hoje, ao receber a Medalha do Mérito Eleitoral, fica a reflexão sobre a importância do diálogo e do respeito entre as instituições, que estão acima das pessoas e dos cargos. Meu agradecimento especial aos membros da Corte e seguimos de portas abertas para o diálogo permanente entre as instituições”, disse Bacellar.

Segundo o presidente do TRE-RJ, desembargador João Ziraldo Maia, a comenda é um reconhecimento importante. “Queremos reconhecer aquelas pessoas que efetivamente nos ajudam a fazer a eleição acontecer”, declarou o magistrado.

Brasil quer captar US$ 250 bi de fundos soberanos para financiar florestas em 80 países

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DUBAI, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS (FOLHAPRESS) – O governo brasileiro apresentou nesta sexta-feira (1º), na COP28, conferência do clima da ONU, em Dubai, o desenho de um fundo global para financiar a conservação de florestas tropicais em 80 países.

Com a intenção de captar US$ 250 bilhões de fundos soberanos, o Brasil sugere o mecanismo de um fundo fiduciário, que investiria o capital inicial em ativos verdes e aplicaria os seus retornos financeiros nas florestas tropicais.

“O fundo é capitalizado inicialmente e usa esse capital para fazer investimentos mais verdes. A diferença entre o valor captado e o gerado pelo investimento é o que será anualmente dividido por hectare entre os países elegíveis para o sistema”, afirmou Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, em um evento com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Marina Silva (Meio Ambiente), além do embaixador, secretário de clima do Itamaraty e negociador-chefe da delegação brasileira na COP28, André Corrêa do Lago.

A proposta brasileira é ainda um rascunho que começou a ser desenhado em agosto, durante a Cúpula da Amazônia, em Belém, junto aos países amazônicos, a República do Congo, a República Democrática do Congo (RDC) e a Indonésia.

Agora, ao longo da COP28, o Brasil apresenta informalmente a proposta a outros países detentores de florestas tropicais, com o objetivo de construir uma proposta formal para a COP30, que será recebida pelo Brasil em 2025, na capital do Pará.

Os critérios de elegibilidade para os países florestais receberem recursos do fundo aludem ao Fundo Amazônia: a taxa de desmatamento precisa ser decrescente e, preferencialmente, deve ter valores baixos, em torno de 0,5%.

Para atender à diversidade de países, o Brasil propõe que o mecanismo meça simplesmente a cobertura florestal conservada ou restaurada, sem exigir medições mais complexas como a absorção de carbono, a conservação da biodiversidade ou outros serviços ambientais.

A proposta também sugere o pagamento de um valor fixo por hectare de floresta em pé, que poderia começar em US$ 25 por hectare.

Para cada hectare desmatado, a proposta prevê uma penalidade: um desconto no pagamento equivalente a cem hectares.

“Estamos propondo que inicialmente sejam os fundos sobreanos [os financiadores], mas claro que outras formas de aporte podem ser capitalizados para esse fundo, como a indústria do petróleo”, afirmou Batmanian.

Fundos soberanos detêm hoje US$ 12 trilhões de dólares. “Os 13 maiores fundos soberanos são de oito países e aplicam US$ 1,3 trilhão em ativos de baixo risco. A maior parte deles foi capitalizada com a venda de petróleo e combustíveis fósseis”, disse.

“Em vez de aplicar nos ativos de baixo risco, investe no nosso fundo fiduciário, recebe a mesma remuneração, com o mesmo nível de risco. A diferença é que a receita passa a ser uma receita social, que dividimos entre os detentores de florestas”, concluiu Batmanian.A repórter Ana Carolina Amaral viajou a convite de Avaaz, Instituto Arapyaú e Internews.

Acusado de homicídio e ocultação de cadáver é preso em São Fidélis

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Foto: 141ª DP/São Fidélis

Policiais civis da 141ª DP (São Fidélis) prenderam, nesta quarta-feira (29/11), um homem pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ele foi capturado no Centro de São Fidélis, Região Norte do estado.

Segundo os agentes, o crime ocorreu no dia 3 de novembro deste ano, na localidade de Morro do Gambá, em São Fidélis. O corpo foi encontrado carbonizado, no dia 5 de novembro, em Itereré, Campos dos Goytacazes.

Após trabalho de inteligência e monitoramento, o autor foi identificado e preso. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão preventiva.