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CNJ pune juiz de SP acusado de assédio sexual com aposentadoria compulsória

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) impôs nesta terça-feira (23) aposentadoria compulsória ao juiz Marcos Scalercio, acusado de assédio e importunação sexual contra ao menos três mulheres em São Paulo. Ele terá direito a vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

O juiz nega as acusações. A defesa afirma que avalia recorrer da decisão. Scalercio atua como juiz substituto no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), em São Paulo, e estava afastado de suas funções desde setembro de 2022, por decisão anterior também do CNJ.

Por unanimidade, os conselheiros concluíram haver indícios de infração disciplinar por parte do magistrado, que nega as acusações. O colegiado votou o relatório final de um PAD (processo administrativo disciplinar), no qual a juíza Salise Monteiro Sanchotene, relatora do caso, citou um “padrão de comportamento prolongado” por parte do investigado.

A presidente do CNJ, ministra Rosa Weber, afirmou que o processo é “paradigmático, enquanto reflete uma sociedade estruturalmente machista, que invisibiliza as mulheres; mais do que isso, as silencia pelos constrangimentos que a elas impõem”.

Weber disse lamentar que a legislação garanta ao condenado o recebimento de vencimentos proporcionais pelo tempo de serviço público prestado.

A defesa de Marcos Scalercio afirmou que não havia no caso em análise reiteração de condutas, que testemunhas arroladas pela acusação seriam “testemunhas de ouvir dizer” e que os aspectos “verificáveis dos relatos [de acusação] foram todos desmentidos”, tanto por testemunhas indicadas pelas denunciantes como por aquelas arroladas pelo juiz.

Reveladas em agosto, as denúncias foram recebidas pelo Me Too Brasil em parceria com o Projeto Justiceiras, organizações que acolhem mulheres vítimas de violência sexual.

Segundo o Me Too Brasil, as vítimas afirmam terem sido assediadas pelo juiz entre 2014 e 2020. De acordo com os relatos, Scalercio as agarrava e as forçava a beijá-lo recorrentemente.

‘Ela estava confusa e abatida’, diz ativista sobre brasileira que desapareceu por 15 dias em Paris

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TOULOUSE, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Foi o zelador do prédio onde a brasileira Fernanda Santos Oliveira mora há menos de um ano no bairro de Batignolles, noroeste de Paris, que avisou a polícia que ela havia voltado ao endereço nesta segunda-feira (22), depois de 15 dias desaparecida.

Seu retorno, no entanto, não encerrou o mistério desses 15 dias de ausência, ao longo dos quais autoridades e grupos de voluntários se mobilizaram nas ruas e em redes sociais na busca por Fernanda, sem sucesso.

Ao chegar ao edifício onde Fernanda morava, a polícia a encontrou em um apartamento que não era o dela e constatou que ela não estava bem. “Ela parecia fraca e se recusava a se comunicar. Por isso, ela foi levada à unidade médico-judicial para um exame comportamental”, disse uma fonte policial ao jornal Le Figaro. Nesta terça (23), Fernanda foi internada compulsoriamente em uma instituição psiquiátrica de Paris.

Nellma Barreto, presidente do coletivo Mulheres na Resistência/Femmes de la Résistance, que espalhou cartazes com fotografias de Fernanda pela cidade e a visitou no hospital na segunda, conta que a brasileira estava “confusa, um pouco desorientada e muito abatida”.

“Ela também tinha os pés muito machucados. Mesmo tendo desaparecido há tão pouco tempo, eu não a reconheceria se a visse na rua”, afirmou.

“Disse que estava cansada, trabalhava muitas horas por dia e estava com problemas pessoais. Mas seus relatos são vagos. E ela tem poucas lembranças desses dias em que esteve fora.”

Segundo Barreto, Fernanda disse que, depois de caminhar muito, se refugiou em uma casa abandonada nos arredores de Paris. “Ela não se lembra de ter comido ou bebido nada em todos esses dias, apesar de termos a informação de que seu cartão de crédito foi usado no dia 16”, diz.

Na semana passada, a polícia foi informada de que uma pessoa com características físicas de Fernanda havia sido vista em um trem, em Melun, cidade a 50 quilômetros ao sudeste de Paris. “Fizemos buscas por lá durante todo o final de semana, mas ela só reapareceu em casa e na segunda-feira”, conta Barreto.

Segundo informações do Consulado-Geral do Brasil em Paris, Fernanda passou pelo Hospital Hôtel-Dieu, no centro, e depois pela Enfermaria Psiquiátrica da Prefeitura de Polícia, que determinou sua internação no Centro Hospitalar Sainte-Anne, a maior instituição de cuidados psiquiátricos da capital francesa.

“O Consulado-Geral do Brasil em Paris permanece em contato com as autoridades francesas envolvidas, de forma a transmitir à família todas as informações disponíveis”, afirma a nota. “Ressalte-se que o sigilo médico na França em casos de internação hospitalar, em particular de ordem psiquiátrica, é extremamente rigoroso.”

Fernanda é originária de Botucatu, no interior de São Paulo, e tem um filho e dois netos. A brasileira de 44 anos trabalhava num restaurante na capital francesa e mantinha contatos diários com familiares.

Sua irmã, Maria Aparecida Santos de Oliveira, 53, diz não acreditar que ela tenha tido algum tipo de surto. “Estão fazendo exames nela e não deram resultado nenhum à família. Eu não acredito em surto. Só se houver prova disso”, afirma.

Segundo ela, a família está sem recursos para ir à França acompanhar o caso presencialmente.

Novo escândalo de abuso sexual na Igreja Católica dos EUA fez quase 2.000 vítimas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Relatório divulgado nesta terça-feira (23) aponta que quase 2.000 menores de idade foram abusados sexualmente por mais de 450 pessoas ligadas à Igreja Católica em quase sete décadas no estado de Illinois, nos Estados Unidos. Trata-se de um número quatro vezes maior que o divulgado em 2018, quando o governo iniciou a investigação, segundo o jornal americano The New York Times.

Os crimes foram cometidos desde 1950 nas seis dioceses do estado, segundo o amplo documento de quase 700 páginas divulgado pelo procurador-geral de Illinois, Kwame Raoul. O relatório acrescenta 149 nomes à lista de abusadores que as próprias escolas religiosas já haviam identificado na investigação.

O relatório acusa padres, funcionários de igrejas e os chamados irmãos religiosos, que prestam contas principalmente a ordens independentes. Os suspeitos foram identificados pelas vítimas em depoimento às autoridades. Os investigadores também revisaram mais de 100 mil páginas de arquivos que eram mantidos pelas dioceses e entrevistaram líderes das instituições e seus representantes.

Ao menos 1.997 pessoas teriam sido abusadas. Um dos casos mais notórios envolve o padre Thomas Francis Kelly, que teria cometido o crime com 15 vítimas de 11 a 17 anos em várias paróquias nas décadas de 1960 e 1970. Uma delas contou às autoridades que tinha só 11 anos quando o homem o convidou para passar a noite na casa paroquial. Na madrugada, o menino acordou com o religioso fazendo sexo oral.

Duas outras pessoas que tiveram contato com o padre Kelly relataram experiências semelhantes. Segundo o relatório, o religioso foi transferido várias vezes de paróquia, o que indica que outras pessoas sabiam dos crimes. Ele morreu em 1990, aos 53 anos.

O relatório foi iniciado por Lisa Madigan, antecessora de Kwame Raoul na procuradoria-geral. Ela decidiu aprofundar as investigações após identificar diferenças significativas entre o número de pessoas ligadas à Igreja Católica que haviam sido denunciadas e o número que havia sido divulgado pela instituição.

A Conferência Católica de Illinois estima que os católicos representam cerca de 27% da população do estado, acima da média nacional nos EUA.

Antes de o relatório vir à tona, as seis dioceses católicas de Illinois divulgaram declaração na semana passada sobre sua abordagem às acusações de abuso sexual de menores. O cardeal Blase J. Cupich, arcebispo de Chicago, disse em comunicado que a igreja “tem ficado na vanguarda ao lidar com o abuso sexual de menores por muitos anos”.

O posicionamento, contudo, foi rechaçado por organizações que prestam solidariedade às vítimas. “O relatório nos diz claramente que ninguém sabia mais sobre os abusos, e que ninguém fez menos para coibir os crimes que essas próprias dioceses”, disse Mike McDonnell, porta-voz do SNAP, grupo que atua em defesa das pessoas que sofreram abuso sexual clerical.

O escândalo nos EUA é mais um capítulo de uma série de denúncias relacionadas a crimes sexuais contra pessoas ligadas à Igreja Católica em vários países. Nesta segunda (22), autoridades da Bolívia anunciaram a abertura de uma investigação para determinar se funcionários da instituição devem ser responsabilizados também por envolvimento em casos de abuso sexual infantil.

A força-tarefa no país andino foi organizada após vir à tona o caso do padre espanhol Alfonso Pedrajas, conhecido como padre Pica. Ele coordenou escolas jesuítas em comunidades bolivianas e admitiu em um diário ter abusado sexualmente dezenas de menores de idade na década de 1970. O líder religioso morreu de câncer aos 62 anos em 2009, e o escândalo foi revelado pelo jornal El País no mês passado.

Os casos incomodam o papa Francisco. Desde que foi eleito, em 2013, ele vem tomando medidas para tentar erradicar abusos sexuais cometidos por clérigos. Em 2019, o pontífice emitiu um decreto que tornou obrigatório que bispos e padres informem suspeitas de abusos sexuais e permitiu a qualquer pessoa submeter denúncias ao Vaticano. Caso os bispos não informem os casos de abuso, podem ser considerados corresponsáveis pelos crimes. Críticos, contudo, acusam o argentino de responder lentamente a escândalos.

Homem que sobreviveu a um câncer morre atingido por árvore na Inglaterra

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Lukasz Costazza, 30, que sobreviveu a um câncer quando era adolescente, morreu tragicamente em um acidente, após uma árvore cair sobre ele em um parque, conforme revelado esta semana, em um inquérito em andamento na Inglaterra.

O incidente ocorreu quando Lukasz estava com três amigos na Reserva Natural Low Hall, em Walthamstow, no norte de Londres. Ele estava descansando ao lado de uma árvore antiga e morta, que acabou desabando sobre ele.

Lukasz já estava morto quando paramédicos e policiais chegaram ao local, 15 minutos após o acidente.

Uma testemunha, Kacper Zbeig, relatou à polícia que o amigo estava dormindo quando a árvore caiu, causando ferimentos graves em sua cabeça e pescoço.

Segundo um comunicado da família, Lukasz era trabalhador, focado na família e havia vencido uma batalha contra o câncer quando tinha 16 anos e que, mesmo com poucas chances de sobrevivência, aprendeu a valorizar a segunda chance que ganhara na vida.

A polícia e o Executivo de Saúde e Segurança investigaram se as acusações de homicídio culposo corporativo deveriam ser feitas contra o Conselho Municipal de Waltham Forest e a empresa Gristwood & Toms, responsável pela manutenção das árvores na área. No entanto, concluiu-se que havia poucas chances de condenação realista e nenhuma acusação foi feita.

Fila para transplante de córnea no Brasil quase dobra em cinco anos

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A fila de espera por um transplante de córnea no Brasil praticamente dobrou ao longo dos últimos cinco anos, passando de 12.212 em 2019 para 23.946 atualmente. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) alerta que o volume de procedimentos não retomou os níveis pré-pandemia de covid-19 – o total de intervenções realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2022 é menor do que o que era executado no início da década passada. 

Os dados constam no Observatório CBO, plataforma criada pela entidade de acesso público e gratuito, que agrupa informações sobre consultas, exames, cirurgias e transplantes realizados. De acordo com o levantamento, o número de transplantes de córnea no SUS recuou ao patamar do que era executado em 2013. Em 2020, auge da pandemia, a série histórica registrou o seu pior desempenho na década: 4.374 cirurgias. 

Os números mostram que, entre 2012 e 2022, a rede pública realizou cerca de 86 mil transplantes de córnea no Brasil. As cirurgias estão concentradas no Sudeste, que responde por 46% do total de procedimentos. Na sequência, aparecem Nordeste, com 25%; Sul (13%); Centro-Oeste (9%); e Norte (5%).

O estado de São Paulo contabiliza nove unidades de transplante e responde por um terço das cirurgias desse tipo no período analisado: 29,9 mil intervenções entre 2012 e 2022. Nas posições subsequentes aparecem Pernambuco (5.770), Minas Gerais (5.696), Paraná (4.946) e Ceará (4.727).
Na outra extremidade do ranking estão Tocantins (145), Acre (237), Rondônia (569), Alagoas (625) e Paraíba (1.115). Em todo o país, 24 estados possuem pelo menos um banco de tecidos oculares na rede pública, exceto Acre, Amapá e Roraima. 

Ainda de acordo com o levantamento, o volume de transplantes no Brasil é dividido praticamente ao meio entre homens (50,7%) e mulheres (49,3%). Porém, nas regiões geográficas, essa proporcionalidade muda. Os homens são maioria entre os beneficiados no Norte (59%), Centro-Oeste (56%), Sul (53%) e Nordeste (51%). Apenas no Sudeste, a população feminina apresenta percentual ligeiramente maior, com 51% dos casos. 

Outro ponto destacado é o volume significativo de intervenções nas faixas etárias de 40 a 69 anos (39,2%) e de 20 a 39 anos (27%) o que, para o CBO, demonstra o valor social desse tipo de procedimentos. Outros grupos também são favorecidos, como idosos com mais de 70 anos (25% dos casos) e crianças e adolescentes (8,4%).

Números do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) revelam que, atualmente, há 24.319 pacientes à espera de algum procedimento nas córneas. Em 2020, esse total já era de 16.337 e, em 2021, de 20.134. Os dados se referem a atendimentos feitos no SUS e nas redes privada e suplementar. 
O tempo de espera por um transplante de córnea, segundo o CBO, é de 13,2 meses, em média. O índice, entretanto, varia de acordo com o estado: no Pará, 26,2 meses; no Maranhão, 22,6; no Rio de Janeiro, 21,4; no Rio Grande do Norte, 18,4; e em Alagoas, 17,7. 

Por outro lado, a demora registrada é menor no Ceará (1,2 mês), no Amazonas (2,2), em Santa Catarina (4,9), no Mato Grosso (6,1) e no Paraná (6,5). Para o CBO, o volume de transplantes e a celeridade no atendimento das demandas está diretamente vinculada à existência de uma rede ativa de captação de córneas em cada localidade.

A Agência Brasil pediu posicionamento do Ministério da Saúde sobre o tema e aguarda resposta.

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Fóssil de ninho com 5 ovos de 80 milhões de anos descoberto em Minas

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Um fóssil de um ninho com cinco ovos foi descoberto durante escavações no Trevão de Monte Alegre de Minas, no Brasil. Os investigadores equacionam que poderá tratar-se de uma ninhada de crocodiliformes, dinossauros carnívoros de pequeno porte ou até mesmo de aves.

O exemplar foi descoberto pelo investigador Paulo Macedo, da empresa Geopac Consultoria Ambiental, contratada pela concessionária Ecovias do Cerrado para desenvolvimento de escavações na área.

“É uma coisa inédita até para mim, que já tive várias escavações no país inteiro. Para mim, é uma descoberta de grande relevância”, disse Macedo, em declarações à TV Integração, e citado pelo G1.

De acordo com a mesma fonte, o ninho estava submerso em rochas sedimentares com baixo teor de argila e, segundo as primeiras análises, foi deixado na margem de um rio que drenava a região, um ambiente totalmente diferente do atual.

“A maior parte da nossa concessão, que engloba as BRs 364 e 365, passa pelo Triângulo Mineiro, um território muito rico em material paleontológico. É por essa razão que a Ecovias do Cerrado fez parcerias com empresas e universidades para o desenvolvimento de investigações em áreas próximas as nossas obras”, adiantou a coordenadora de Sustentabilidade da Ecovias do Cerrado, Daniela Almeida, ao g1.

O exemplar foi entregue ao Laboratório de Paleontologia da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) do campus de Ituiutaba-MG. Este ficará sob a responsabilidade da UEMG de Ituiutaba, que vai desenvolver estudos para análise, caracterização e detalhamento do fóssil.

Barras de chocolate são furtadas em supermercado de Guarus

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Na tarde desta terça-feira (23) barras de chocolate foram furtadas de um supermercado localizado na Rua Capitão Nazario, no Parque Fundão, em Guarus. Ninguém foi preso.

Após solicitação, os policiais foram até o local e fizeram contato com o solicitante, o mesmo informou a respeito de um homem que havia furtado barras de chocolates em um estabelecimento comercial.

Buscas foram realizadas, mas o suspeito não foi localizado. O caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Jornalista que ganhou causa contra Trump por abuso sexual volta a processá-lo

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LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – A jornalista americana Elizabeth Jean Carroll voltou a processar judicialmente o ex-presidente dos EUA Donald Trump, já condenado a pagar US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 mi) a ela por abuso sexual cometido na década de 1990 e difamação ao chamá-la de mentirosa.

Carroll abriu processo nesta segunda-feira (22) por supostas novas difamações feitas pelo republicano contra ela durante entrevista à rede americana CNN. Ela pede indenização de US$ 10 milhões (R$ 50 mi) por insultos feitos durante uma sabatina no último dia 10.

Na ocasião, durante entrevista realizada pela jornalista Kaitlan Collins, Trump fez pouco caso da condenação, repetiu que não conhecia a ex-colunista da revista Elle e chamou o assunto de invenção. “[Ela] está louca”, disse sobre Carroll. A declaração foi dada um dia após a sentença unânime, proferida por um júri em Nova York.

Carroll o acusava de tê-la empurrado contra a parede e a estuprado num vestiário da loja Bergdorf Goodman nos anos 1990. “Que tipo de mulher conhece alguém e, em minutos, está fazendo coisas impróprias num provador?”, questionou Trump na sabatina, provocando aplausos.

O ex-presidente, que busca se consolidar como candidato republicano na corrida pela Casa Branca em 2024, foi considerado culpado de abuso sexual. O júri também o considerou responsável por difamação, por declarações de 2022, e o condenou a pagar um total de US$ 5 milhões à vítima -decisão da qual o ex-presidente recorreu.

De acordo com a advogada Roberta Kaplan, representante da escritora, a nova denúncia se baseia em declarações feitas por Trump após o veredito, “que mostram a extensão de sua malícia”. A advogada ainda tem a intenção de “dissuadi-lo de outros atos de difamação”.

Não foi a primeira vez que Trump ironizou as denúncias feitas pela escritora. Em entrevista ao jornal The Hill, concedida em 2019, afirmou que “ela não é meu tipo”.

Colunista da revista de moda Elle por 26 anos, Carroll trouxe o caso à tona em 2019, quando a New York Magazine publicou um trecho de seu livro de memórias. Na sua versão, ela se encontrou casualmente com Trump na loja Bergdorf Goodman da Quinta Avenida, em Nova York. Naquela época, Trump era um proeminente promotor imobiliário, e ela, uma conhecida jornalista e apresentadora de televisão.

Os jurados tiveram a tarefa de decidir se houve estupro, abuso sexual ou toques à força na ocasião -uma agressão em qualquer uma das hipóteses. Depois, foram provocados a decidir se Trump difamou Carroll ao disparar sua artilharia e afirmar que Carroll inventou as acusações para tentar aumentar as vendas de seu livro e prejudicá-lo politicamente.

Estado e município descartam suspeita de gripe aviária em humanos em Campos

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Foto: Divulgação Ascom

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recebeu na última semana, a informação de que uma ave silvestre da espécie Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), proveniente do município de São João da Barra e com sintomas da gripe aviária, tinha sido encaminhada para uma clínica veterinária em Campos. As equipes da Vigilância Sanitária (VISA), juntamente com a Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav) e o Núcleo de Defesa Agropecuária do Estado, foram acionadas e se deslocaram até à clínica, tendo encontrada a ave morta. Os profissionais fizeram a coleta de material, que foi enviado ao laboratório de referência (LACEN), sendo identificado que a ave estava infectada pelo vírus H5N1.

A partir do resultado, todas as pessoas que tiveram contato com a ave passaram a ser monitoradas pela Vigilância Epidemiológica, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/Campos), permanecendo em isolamento domiciliar. Do total de 13 pessoas, quatro apresentaram sintomas respiratórios durante o período de vigilância. Seguindo protocolo recomendado, como medida preventiva, foi iniciado tratamento medicamentoso e feita coleta de material para análise laboratorial. Na noite de segunda-feira (22), a Subpav recebeu o resultado da análise, que descartou a contaminação da gripe aviária (H5N1).

“Assim que tomamos conhecimento do caso adotamos todos os protocolos, com uso de medicamentos e coleta de material para análise. Felizmente descartamos a infecção em humanos, que ainda não foi demonstrada em nenhum lugar do país. Seguimos vigilantes. Esse episódio mostra um caráter pedagógico para a população que deve estar alerta, principalmente, aqueles que têm contato direto com aves silvestres e migratórias. Fica o alerta para os veterinários, técnicos e biólogos que forem manipular esses animais para que usem equipamentos de proteção para diminuir o risco de transmissão do vírus para humanos”, disse o subsecretário da Subpav, infectologista Rodrigo Carneiro.

Outro ponto destacado por Rodrigo Carneiro é que esse episódio vem para reforçar a importância do CIEVS/Campos, que passou recentemente a contar com uma equipe de plantão 24h. “O que torna a resposta mais rápida do município frente a essas possíveis doenças infecciosas, aumentando assim a segurança da população”, afirmou o subsecretário.

A assessora chefe VISA, Vera Cardoso de Melo, explicou que o Estado e o Município já estavam trabalhando em conjunto, visitando as granjas e aviários para orientar sobre a doença e pedir que, caso ocorra a morte de alguma ave, os proprietários entrem em contato com a Vigilância Sanitária ou com o Núcleo de Defesa Agropecuária. O telefone de contato da VISA é (22) 98175-0648 e o da Defesa Agropecuária, (22) 99983-2556.

“Se o caso for comunicado à Defesa Agropecuária, ela vai acionar a VISA, e vice-versa. Os dois vão trabalhar sempre em conjunto. Estamos tratando esse assunto com toda atenção que requer”, disse Vera Cardoso.

A gripe aviária é uma doença que afeta principalmente aves domésticas e silvestres, mas pode acometer seres humanos através do contato com animais doentes, vivos ou mortos, e locais contaminados.

Fonte: Ascom

Homem acusado de tentar matar advogada em Campos tem pedido de liberdade negado no STF

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Foto: Reprodução

Acusado de tentar matar a advogada Nayara Gilda Gomes, em seu escritório, no Shopping Avenida 28, em Campos, Diego Dorado Borgeth Teixeira teve o pedido de liberdade formulado pela defesa do agressor, negado. A decisão foi proferida no Habeas Corpus (HC) 226654 pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Imagens de câmeras de segurança mostram que, em janeiro do ano passado, Diego entrou no escritório da vítima e efetuou contra ela disparos de arma de fogo. De acordo com os autos, a motivação do crime seria o fato de o acusado não querer pagar os honorários advocatícios relacionados a processo de inventário.

O juízo da 1ª Vara Criminal de Campos dos Goytacazes converteu a prisão em flagrante em preventiva, e o Ministério Público estadual (MP-RJ) já apresentou denúncia contra Diego por tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Habeas corpus impetrados, sucessivamente, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram negados.

No STF, a defesa sustentava que seu cliente não ofereceria risco à instrução criminal e que eventual sentença de pronúncia (decisão que submete o acusado a júri popular) não justificaria a manutenção da medida.

Gravidade da conduta

Em sua decisão, o ministro André Mendonça observou que o juízo de primeira instância, ao converter a prisão em flagrante em preventiva, destacou a gravidade da conduta atribuída ao acusado, que além de desferir disparos à queima-roupa contra a vítima, tentou estrangulá-la após ela conseguir desarmá-lo. O juízo ressaltou também a periculosidade social de Diego que, 24 horas antes da tentativa de homicídio, havia agredido gravemente sua ex-namorada.

Para o ministro, os fundamentos da decisão estão em harmonia com a jurisprudência do Supremo de que a gravidade concreta da conduta respalda a prisão para a garantia da ordem pública. Ele ressaltou, ainda, que o fato de o acusado ser primário, com bons antecedentes, ter ocupação lícita e residência fixa não afasta, por si só, a necessidade da medida.

Fonte: Supremo Tribunal Federal

Com meia pista liberada, GCM e IMTT orientam trânsito da XV de Novembro

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Foto: Divulgação Ascom

Com meia pista da Avenida XV de Novembro liberada sentido Pecuária x Centro desde o início da manhã desta terça-feira (23), o trânsito passou a ter maior fluidez evitando congestionamentos nas vias laterais de acesso à área central da cidade. A Guarda Civil Municipal e a equipe do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) estão orientando os motoristas. Técnicos da Secretaria de Estado de Cidades, responsáveis pela obra, estiveram no local para averiguar a liberação. A previsão é que a obra de contenção do dique esteja concluída até setembro.

Para melhor organização, o trecho da Avenida XV de Novembro, sentido Centro x Pecuária, entre a rua Hélio Póvoa e Barão de Miracema, foi interditado com balizamento de concreto. O subsecretário de Mobilidade, Sérgio Mansur, explica que, a partir de agora, os motoristas que seguiam para a Pecuária e que antes acessavam a Barão de Miracema para seguir para a Avenida Alberto Torres, vão passar a acessar pela Hélio Póvoa.

“Com a pista liberada sentido Centro, estamos fazendo ajustes no trânsito com apoio do IMTT e da Guarda Municipal a fim de evitar acidentes. Vindo do Centro em direção à Pecuária, o motorista vai entrar na Hélio Póvoa e acessar a Alberto Torres e depois a Voluntários da Pátria para entrar na XV de Novembro. A abertura da meia pista vai dar uma certa normalização, nos locais que estavam tendo congestionamento, como na Conselheiro José Fernandes e Gil de Góis”, explica Mansur.

O presidente do IMTT, Nelson Godá, também esteve no local para verificar as primeiras horas da liberação. “A condução e cronograma da obra é do Estado, nós da Prefeitura, devido ao grande fluxo que se distribuiu pelas ruas ao redor, causando grandes congestionamentos, víamos pleiteando essa abertura, mesmo que parcial para ajudar na fluidez e por conta do comércio, que teve queda de movimento durante a interdição total da pista. Com a liberação, estamos fazendo as intervenções, já religamos os semáforos e a Guarda está fazendo o trabalho de orientação. A liberação vai dar maior fluidez, distribuindo a circulação dos veículos em outras áreas que estavam sendo sobrecarregadas”.

A Avenida ficou cinco meses totalmente interditada, desde que o dique rompeu, em dezembro de 2022. Desde então, a Prefeitura traçou medidas para minimizar os transtornos aos comerciantes do local, a exemplo do estacionamento nas proximidades do trecho interditado.

Com a liberação, Marcelo Oliveira, proprietário do Palace Hotel, vê um avanço. “Esta abertura é muito significativa, não só para os comerciantes deste trecho, mas para os comerciantes do Centro em geral, pois teremos maior fluidez com esta passagem. A abertura da meia pista hoje, é o que é possível, não adianta eu querer buscar o ideal, se o mesmo ainda não pode ser feito, temos que usar o que está ao nosso alcance. Acredito que nenhum comerciante deste trecho da XV de Novembro, tenha a reclamar da Prefeitura. Não podemos falar nada negativo em relação a Guarda Municipal, que foi solícita e nos atendeu em tudo que foi possível, não temos o que reclamar da assistência da Prefeitura com a gente. Com essa abertura, já podemos montar uma estratégia para retomar o nosso negócio, tanto eu como os demais comerciantes daqui”, revela.

Fonte: Ascom

Homem sobe ao altar para revelar traição da noiva com um dos padrinhos

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Um noivo decidiu expor a namorada e um dos seus melhores amigos com um discurso inflamado no dia do casamento.

Em vez de terminar o relacionamento depois de descobrir que a companheira o estava traindo com um dos seus melhores amigos e padrinho de casamento, o noivo optou por seguir em frente com o casamento.

No entanto, ele preparou uma surpresa amarga para a cerimônia.

Essa história é compartilhada no podcast britânico The Unfiltered Bride, estrelado por Georgie e Beth. Em um dos episódios recentes, Geordie conta o que aconteceu naquele dia. Segundo ela, os noivos subiram ao altar e realizaram uma bela cerimônia, até chegar o momento dos discursos e o noivo deixar todos boquiabertos. Ao mesmo tempo, envelopes começaram a ser entregues aos convidados.

“Antes de começar [a falar], há alguns envelopes circulando, gostaria que os abrissem. Sim, são fotos da noiva envolvida com o padrinho, então acho que é hora de eu ir embora”, ele teria dito.

De acordo com o relato de Geordie, o noivo e sua família deixaram a cerimônia, deixando a noiva responsável por arcar com todas as despesas do evento.

“O karma é implacável”, concluíram as duas mulheres em um vídeo com muitas reações e aplausos ao noivo por ter escolhido o momento perfeito para se vingar.

 

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Unicef lança estratégia para prevenir racismo na primeira infância

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Em parceria com o Instituto Promundo, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), lança nesta terça-feira (23) a estratégia Primeira Infância Antirracista (PIA). A solenidade será às 9h, na Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro.

Cerca de 250 profissionais das áreas de educação, saúde e assistência social, além de lideranças sociais e adolescentes, participarão do ato. Após palestra e roda de conversa com especialistas, autoridades e jovens, será realizada oficina com profissionais para troca de experiência e proposta de novas práticas.

A PIA é uma estratégia de sensibilização sobre os impactos do racismo no desenvolvimento infantil na primeira infância e, também, uma estratégia de mobilização social voltada para profissionais de saúde, famílias, pais e cuidadores sobre como ter práticas antirracistas no cotidiano de serviços de educação infantil, assistência social e saúde. “Também a gente fala como as famílias e cuidadores podem promover uma parentalidade antirracista, uma educação antirracista, independentemente se seus filhos são crianças negras, indígenas ou brancas”, disse a especialista em Desenvolvimento Infantil do Unicef, Maíra Souza, em entrevista aos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“A PIA nasce com essa provocação, ou seja, com a ideia de não só sensibilizar sobre os impactos do racismo, mas também ter algo propositivo, oferecer caminhos, soluções e ferramentas que as pessoas possam incorporar e serem, de fato, antirracistas”, afirmou Maíra.

O fato de a PIA ser direcionada à primeira infância é explicado porque esse é o período da vida – de zero a seis anos de idade – em que o cérebro da criança se desenvolve com maior facilidade e as bases do desenvolvimento se estruturam.

“A gente já tem inúmeras evidências que mostram que é na primeira infância que as crianças vivenciam o racismo pela primeira vez. Entre os oito meses e os dois anos de idade a criança começa a perceber as diferenças físicas, de traços, de cor de pele, de altura e tamanho. É também nessa etapa da vida que elas começam a internalizar que há hierarquias nessas diferenças”, explicou.

Segundo Maíra, é muito nocivo e prejudicial para o desenvolvimento infantil quando uma criança pequena, ainda nesses primeiros anos de vida, percebe que os seus traços são considerados inferiores, que sua pele é considerada inferior. Ela começa a perceber que existem essas diferenças de tratamento e isso acontece tanto no âmbito das brincadeiras, como também no atendimento profissional que essas crianças recebem. Por isso, o Unicef traz esse olhar para a primeira infância, para mostrar que o racismo é uma forma de violência que acontece durante toda a vida, mas não é muito falado na primeira infância. “É como se não existisse”, salientou Maíra.

Com o lançamento da estratégia PIA, o Unicef procura dar visibilidade para o racismo e pensar em formas de prevenir e reduzir os efeitos tão prejudiciais que o racismo impacta nas crianças.

Será lançada uma série de materiais englobando quatro cadernos, além de uma websérie com sete vídeos sobre parentalidade antirracista com influenciadores e especialistas. Todos esses materiais estarão disponíveis gratuitamente para todo o Brasil no site do Unicef.

Os cadernos se dividem, em um primeiro momento, sobre conceitos focados no racismo estrutural, institucional e sistêmico, branquitude, inconsciente e identidade. Em um segundo momento, os técnicos do Unicef orientam sobre os caminhos e possibilidades.

“A ideia é sempre começar a discussão, mas não tem uma forma muito prescritiva”. No caderno de assistência social, por exemplo, um dos caminhos propostos para os gestores é a incorporação da temática de relações étnico-raciais em programas de visitas domiciliares, o que ainda não existe no Brasil. Em termos de educação infantil, são oferecidos caminhos para o professor fazer um exercício sobre quais são as crianças que sentem mais afinidade, as que chamam mais atenção ou que oferecem mais afeto.

“É um tipo de provocação, mas também traz algumas sugestões menos subjetivas e mais objetivas como, por exemplo, disponibilizar em sala de aula materiais que tenham referências afro-brasileiras ou indígenas, visando estimular o ambiente com representatividade em sala de aula”, acentuou.

Em relação à saúde, a atenção é voltada ao acesso a direitos, como o pré-natal adequado, que é menor entre mães indígenas e negras do que entre mães brancas, conforme indicam alguns estudos.

A atenção é despertada também para práticas mais recorrentes, como mães negras e indígenas receberem menos anestesia e não terem acesso ao parto humanizado. Há destaque ainda para comorbidades que são mais comuns em crianças negras, caso da anemia falciforme.

“A ideia é aprofundar um pouco mais nessas áreas setoriais e também na parte dos vídeos e da web serie, e trazer esse olhar da parentalidade. Como falar sobre racismo e sobre relações étnico-raciais com seus filhos; como ensinar que as diferenças não devem ser hierarquizadas; como valorizar os traços das crianças; e como conversar e falar mesmo que não existe brincadeira com racismo”, frisou Maíra.

A partir do lançamento no Rio de Janeiro, o projeto será focalizado também em mais sete capitais em que a Unicef já tem uma estratégia de atuação voltada para a prevenção da violência, que é a #AgendaCidadeUNICEF.

A programação prevê o lançamento em São Paulo (dia 24), Manaus (25), Salvador (31), Recife (2/6), Belém (5) e Fortaleza (26), além de São Luis, que já teve uma oficina piloto no dia 12 de maio. Atores locais serão convidados a participar das dinâmicas. Nas capitais, o alvo da PIA são oito territórios vulneráveis onde moram, ao todo, 8,2 milhões de crianças e adolescentes, de acordo com dados de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os territórios onde as agendas serão aprofundadas são, nas capitais mencionadas, Pavuna, Cidade Tiradentes, Colônia Antonio Aleixo, Valéria, Ibura, Distrito d’Água, Jangurussu e Cidade Operária. Em cada capital, o Unicef pretende expor um contexto local. Em Manaus, por exemplo, será dada mais visibilidade para a pauta de influências indígenas.

“Nosso objetivo é levar esses materiais para as mãos dos profissionais, dos gestores públicos, dos tomadores de decisão e, um dia, fazer oficinais para discutir não só essa temática, mas sobre o que o material propõe, convidar os profissionais a definirem práticas antirracistas nos seus serviços, no seu cotidiano profissional, para conseguir ir além, que sejam materiais trabalhados de fato. Por isso, estamos indo para essas oito cidades”, detalhou Maíra. |

A intenção é fazer com que os materiais da PIA tenham essa penetração e aderência na rede pública das oito capitais e de todo o país. Aproveitando a estratégia social #AgendaCidadeUNICEF, a ideia é ter uma atuação próxima das prefeituras e, após as oficinas, monitorar quais foram os acordos que surgiram – principalmente na parte de práticas antirracistas – para romper o racismo estrutural na primeira infância.

A especialista em Desenvolvimento Infantil do Unicef afirmou que, após o lançamento nas oito capitais, será feito um planejamento para avaliação dos resultados alcançados. Formulários vão colher as diferentes percepções dos participantes e em que medida a PIA, seus materiais e esses momentos formativos, conseguem mudar a percepção do participante sobre as diferentes temáticas. “Acho que a gente vai ter um material bem rico”, disse ela.

Vários indicadores confirmam a desigualdade racial na garantia de direitos nos primeiros anos de vida. De acordo com dados divulgados pelo Unicef, a proporção de bebês pretos e pardos que nascem de mães que não tiveram pelo menos sete consultas de pré-natal atinge 30%, contra 18% para bebês brancos.

Entre as crianças indígenas, a taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade) é o dobro da taxa de mortalidade infantil média brasileira: 23,4 por 100 mil contra 11,9 por 100 mil, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referente a 2021.

As desigualdades se repetem no acesso à educação, observa o Unicef. Em 2019, mais de 330 mil crianças entre quatro e cinco anos estavam fora da escola, revela o estudo Desigualdades na Garantia do Direito à Pré-escola, lançado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, com apoio do Unicef e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), em 2022. O Unicef reforça que a probabilidade de crianças pretas, pardas e indígenas estarem nesse grupo era 25% maior do que crianças brancas.

Na assistência social o desafio é grande. Quase 70% das crianças de zero a quatro anos que estão cadastradas no CadÚnico são negras, de acordo com dados da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é referente a março de 2023.

O desejo do Unicef é que o projeto permaneça, se enraíze e se desdobre. Além dos encontros presenciais, a equipe do fundo pretende promover uma ativação da PIA em redes sociais, para que a discussão esteja mais presente junto aos profissionais e aos adultos das famílias, fazendo parte da estratégia mais longa que é #AgendaCidadeUNICEF, lançada no ano passado e que tem previsão de se estender por três anos. A intenção é mostrar que é possível construir uma prática antirracista e que isso permaneça na discussão das equipes por meio dessa agenda.

Ministério da Saúde compra R$ 392 milhões em remédios sem registro da Anvisa

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(FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde assinou contratos de R$ 392,2 milhões para comprar lotes sem registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de insulina e imunoglobulina, dois medicamentos considerados estratégicos para o SUS.

A pasta diz ter sido forçada a buscar os produtos fora do país devido ao estoque escasso e à dificuldade de comprar no mercado nacional.

Afirma também que segue a legislação sanitária e exige, entre outros pontos, que o produto seja certificado por agências reguladoras de outros países.

O governo Jair Bolsonaro (PL) igualmente recorreu a compras de imunoglobulina sem o registro da agência brasileira. Embora esse procedimento não seja novo, associações de pacientes e médicos temem receber medicamentos desconhecidos e de baixa qualidade.

A Anvisa concede os registros após avaliar estudos sobre segurança, qualidade e eficácia dos produtos, além de inspecionar as instalações das farmacêuticas espalhadas em diversos países.

Coordenadora da Coalizão Vozes do Advocacy em Diabetes e Obesidade, Vanessa Pirolo afirma que pacientes estão “muito preocupadas” por causa da compra de insulina. Existe o receio, segundo ela, de quais resultados ou reações adversas o produto pode demonstrar.

“A Anvisa é uma agência séria. Temos segurança quando ela deu o aval para um medicamento”, declara Pirolo.

Pacientes ainda temem que o ministério repita erros em compras feitas com distribuidoras, ou seja, que não são firmadas diretamente com as farmacêuticas ou representantes oficiais.

Em um dos casos mais traumáticos, a Saúde tentou importar, sem o aval da Anvisa e da fabricante, produtos para doenças raras. Comprados em 2017 e 2018, esses medicamentos nunca foram entregues pela contratada.

“Não é esse o caso [na compra atual]. A gente tem contato com a empresa e o fabricante”, disse à Folha Leandro Pinheiro Safatle, diretor do Departamento do Complexo Econômico Industrial no Ministério da Saúde.

Para Safatle, as dificuldades na compra reforçam que é preciso investir na produção nacional de medicamentos, inclusive por meio de laboratórios públicos.

Integrantes da Saúde reconhecem, reservadamente, que já faltam medicamentos em alguns locais, mas dizem que atuam para reduzir danos aos pacientes.

Safatle afirma que o governo federal autorizou estados a comprar insulina e pedir reembolso do ministério; também orientou que gestores façam remanejamento de estoques a locais mais desabastecidos.

Os contratos emergenciais receberam aval do TCU (Tribunal de Contas da União). O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda manteve a compra de imunoglobulina. As importações aguardam aval da Anvisa.

A discussão sobre a aquisição de remédios sem registro no Brasil opõe o governo e a indústria nacional, que afirma ser prejudicada ao disputar os contratos com importadoras que não tiveram de submeter o produto ao crivo da agência sanitária.

Segundo integrantes da indústria, o processo de registro e o compromisso de monitorar o produto no mercado podem elevar o preço das vendas.

“Tanto no caso da imunoglobulina como no da insulina temos produtores no Brasil”, afirmou o presidente-executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), Nelson Mussolini.

“Entendemos que, para o fortalecimento do complexo industrial da Saúde, as regras regulatórias da Anvisa devem ser seguidas. Importar produtos sem registro põe em risco a população brasileira”, declarou ainda Mussolini.

A compra mais cara sem registro, de imunoglobulina, foi dividida entre duas empresas.

Uma delas, a Auramedi, tem poucos negócios com a União. Segundo dados do portal da transparência, a empresa recebeu cerca de R$ 21 mil em todos os contratos já firmados com a gestão federal.

Agora, a empresa com sede em Aparecida de Goiânia, Goiás, vai entregar lotes de imunoglobulina comprados pelo governo por R$ 285,8 milhões.

De acordo com a empresa, o produto é fabricado pela farmacêutica chinesa Nanjing Pharmacare, a mesma que forneceu a maior parte da imunoglobulina comprada pelo SUS nos últimos anos, também em contratos emergenciais.

Além disso, a empresa diz que conta com serviço de atendimento por telefone a pacientes com dúvidas sobre o produto ou reações adversas.

Outra parcela da imunoglobulina, de R$ 87,63 milhões, será entregue pela Prime Pharma LLC, representada no Brasil pela empresa Farma Medical, de Manaus, Amazonas.

Em nota, a empresa brasileira afirma que vendeu cerca de R$ 70 milhões em imunoglobulina a hospitais federais, estados e municípios em 2022. O produto comprado pelo Ministério da Saúde, ainda segundo a empresa, é fabricado pelo laboratório chinês Harbin Pacific, certificado pela agência sanitária local.

A imunoglobulina é usada, por exemplo, no tratamento de pessoas com o vírus do HIV e imunodeficiências. Desde 2018 o governo acumula compras frustradas e disputas na Justiça e no TCU pelo produto.

Já a compra das canetas de insulina análoga de ação rápida custou R$ 18,8 milhões.

Como a Folha revelou, o governo enfrenta o risco de falta desse produto no SUS, que chegou a ter lotes descartados pelo governo Bolsonaro por causa do fim da validade.

Escolhida para o contrato, a Globalx afirma que a fabricante do medicamento usado para controlar o diabetes é a empresa chinesa Gan&Lee. A mesma farmacêutica tem outro tipo de insulina registrada no Brasil, a glargina, além de fábrica certificada pela Anvisa.

O contrato da insulina é assinado por Freddy Rabbat, empresário que também atua no mercado de artigos de luxo.
Durante a pandemia o governo distribuiu máscaras consideradas ineficientes pela Anvisa, compradas por outra empresa representada por Rabbat.

Em nota, a Saúde diz que chegou a abrir um processo administrativo por causa do contrato das máscaras, mas considerou que a empresa não deveria ser penalizada, “pois a documentação dos autos demonstra de forma inequívoca que houve a reposição de todos os itens avariados”.

A Globalx afirma que deve pedir o registro da insulina na Anvisa, para passar a fornecer regularmente o produto ao SUS. Na mesma nota, nega irregularidades no fornecimento de máscaras e diz que não há conexão entre essas compras.

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Planos são obrigados a oferecer dois novos tratamentos contra câncer

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Os planos de saúde terão que garantir a cobertura de dois novos tratamentos contra o câncer no país. A decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em reunião no dia 2 de maio deste ano. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União uma semana depois.  

A atualização da lista de coberturas obrigatórias, a segunda realizada neste ano, determina a cobertura, pelos planos, de um tratamento contra o câncer de ovário (olaparibe em combinação com bevacizumabe) e contra o câncer de próstata metastático (darolutamida em combinação com docetaxel). 

A resolução da ANS também prevê cobertura para o teste genérico de deficiência de recombinação homóloga, usado para diagnosticar as pacientes elegíveis ao tratamento com a associação olaparibe e bevacizumabe. 

Em fevereiro deste ano, a ANS já havia determinado a incorporação de quatro tratamentos ao rol de procedimentos obrigatórios: onasemnogeno abeparvoveque (para bebês com atrofia muscular espinhal), dupilumabe (para adultos com dermatite atópica grave), zanubrutinibe (para adultos com linfoma de células do manto) e romosozumabe (para mulheres idosas com osteoporose na pós-menopausa). 

Suspeito de matar companheira investigado por matar também ex-namorada

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Um homem de 45 anos, de nacionalidade italiana, foi preso na semana passada pelo assassinato de sua companheira de 28 anos em Torremolinos, Andaluzia, na Espanha. Agora, ele também está sendo investigado pelo assassinato de sua ex-namorada, uma cidadã albanesa que desapareceu em 2014.

O Tribunal de Instrução de Torremolinos decidiu reabrir o caso do desaparecimento de Sibora Gagani na segunda-feira, após suspeitar do envolvimento de Marco R.

Sibora Gagani, que vivia com sua família na Itália, mudou-se para a Espanha junto com Marco em 2011. Três anos depois, aos 22 anos, ela desapareceu misteriosamente.

Quando a família soube da prisão de Marco R., imediatamente entrou em contato com as autoridades, suspeitando que ele estivesse envolvido no desaparecimento de Sibora.

Marco R., como é conhecido pela imprensa espanhola, está detido desde quarta-feira por suspeitas de ter matado a companheira, Paula MC., à facada. A vítima deixou três filhos, sendo que um deles é menor e também filho do suposto assassino.

As investigações continuam em andamento para esclarecer os detalhes dos crimes e determinar a possível ligação entre o desaparecimento de Sibora Gagani em 2014 e o homicídio de Paula MC. Esses eventos trágicos abalaram a comunidade local e deixaram as famílias das vítimas em luto e em busca de respostas.

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Vulcão Merapi (da Indonésia) entra em erupção e lança "avalanche" de lava

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O vulcão Monte Merapi, na Indonésia, um dos vulcões mais ativos do mundo, entrou em erupção nesta terça-feira, expelindo lava que alcançou uma distância de mais de dois quilômetros da cratera, conforme relatado pela AFP.

Durante o dia, foram registrados dezenas de pequenos tremores relacionados à erupção do Merapi, de acordo com o Centro de Investigação e Desenvolvimento de Tecnologia de Desastres Geológicos (BPPTKG), uma agência governamental responsável pelo monitoramento do vulcão.

“Nos últimos dias, a atividade do Merapi aumentou ligeiramente, mas esse tipo de oscilação ocorre com frequência”, explicou Agus Budi Santoso, chefe do BPPTKG.

Devido à ausência de nuvens, os moradores locais puderam observar a erupção sem problemas, conforme relatado pela mesma fonte.

Em 2022, as autoridades estabeleceram uma zona de acesso restrito de sete quilômetros, após uma avaliação de risco nas áreas próximas ao Monte Merapi. A lava resultante da erupção desta terça-feira atingiu essa zona sem causar grandes dificuldades.

Apesar do fenômeno, o nível de alerta associado a esse vulcão permaneceu inalterado.

A última grande erupção do Merapi, em 2010, resultou na morte de mais de 300 pessoas e obrigou cerca de 280 mil residentes a deixarem suas casas.

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Vacinas bivalente e monovalente contra a Covid-19 disponíveis em Campos

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Foto: Divulgação Ascom

Com objetivo de aumentar a proteção da população contra o coronavírus, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém, diariamente, aplicação das vacinas monovalentes e o reforço com a bivalente. A vacinação foi dividida por faixa etária e ocorre em horários flexíveis conforme especificados ao final do texto.

Para crianças de 6 meses a 2 anos, vacinas com a Pfizer Baby, o esquema vacinal primário é composto pela 1ª e 2ª dose com intervalo de quatro semanas, seguidas por uma 3ª dose após, no mínimo, oito semanas depois da segunda dose.

As crianças de 3 e 4 anos, vacinadas com a Coronavac, devem respeitar o intervalo de 28 dias entre a 1ª e a 2ª dose. Já as crianças de 5 e 11 anos são imunizadas com a Pfizer Pediátrica, com intervalo de oito semanas entre a 1ª e a 2ª dose. A 3ª dose, que é o reforço de ambos os imunizantes, deve ser administrada quatro meses após a 2ª. É importante lembrar que todas as crianças devem estar acompanhadas de pais ou responsáveis legais.

Pessoas acima de 12 anos ainda podem receber a 1ª dose. Quem vai tomar a 2ª dose deve respeitar o intervalo acordado com o imunizante que, no caso da AstraZeneca, é de 2 meses ou mais e da Coronavac é de 28 dias. Para quem recebeu Pfizer e tem 18 anos ou mais, o prazo é 30 dias e de 2 meses para os adolescentes de 12 a 17 anos. Àqueles que receberam a dose única da Janssen, o intervalo é de 2 meses.

Também está disponível a dose de reforço da vacina bivalente para pessoas acima de 12 anos e grupos prioritários. Para receber o imunizante é necessário ter tomado duas doses das vacinas monovalentes Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer, há, no mínimo, quatro meses. Aquelas que só tomaram uma dose até agora, precisam tomar a segunda dose da primeira versão da vacina para, posteriormente, receberem a bivalente.

No ato da vacinação é preciso apresentar documento com foto, CPF e comprovante de residência e caderneta de vacinação, no caso das crianças. Já as gestantes devem levar o cartão pré-natal e declaração médica. Para receber a 2ª e a 3ª e o reforço com a bivalente se faz necessário apresentar também o cartão de vacina contra a Covid-19, que contém as doses recebidas anteriormente, além de documentos pessoais citados acima.

POSTOS DE VACINAÇÃO MONOVALENTE BIVALENTE POR FAIXA ETÁRIA:

CRIANÇAS DE 6 MESES A 4 ANOS, 11 MESES E 29 DIAS — APLICAÇÃO DA 1ª, 2ª E 3ª DOSES — Atendimento por livre demanda

Cidade da Criança — 8h30 às 13h

Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie) — 8h30 às 13h

Fundação Municipal de Saúde (FMS) — 9h às 16h (Após às 12h, não havendo frasco aberto, a aplicação ocorrerá a cada grupo de 10 crianças para não haver perda do imunizante).

CRIANÇAS DE 5 ANOS A 11 ANOS, 11 MESES E 29 DIAS — APLICAÇÃO DA 1ª, 2ª E 3ª DOSES — Atendimento por livre demanda

Secretaria Municipal de Saúde — 8h30 às 17h

UPH Saldanha Marinho — 11h às 20h

Fundação Municipal de Saúde — 9h às 16h

CRIANÇAS DE 6 MESES A 11 ANOS, 11 MESES E 29 DIAS — APLICAÇÃO DA 1ª, 2ª E 3ª DOSES — Agendamento presencial

Clínica da Criança — 9h às 18h

POSTOS EXCLUSIVOS PARA IDOSOS ACIMA DE 60 ANOS —APLICAÇÃO DA BIVALENTE — Atendimento por livre demanda

Clube da Terceira Idade – 9h às 16h

Campos Shopping – 9h às 16h

Drive-thru Guarus Plaza Shopping – 9h às 16h

POSTOS PARA PÚBLICO ACIMA DE 12 ANOS — APLICAÇÃO DA 1ª E 2ª DOSE E BIVALENTE — Atendimento por livre demanda

Automóvel Clube – 9h às 16h

Secretaria Municipal de Saúde – 8h30 às 17h

Fundação Municipal de Esportes (antiga AABB) – 9h às 16h

Quiosque Rodoviária Roberto Silveira – 9h às 16h

POSTOS PARA APLICAÇÃO DA BIVALENTE — Atendimento por livre demanda

UBS Tocos – 9h às 15h

UBSF Conselheiro Josino – 9h às 15h

UPH Saldanha Marinho – 11h às 20h

Pai ligou para "126 escolas" em busca do filho desaparecido na Austrália

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Dois pais que residem em Queensland, na Austrália, testemunharam em tribunal sobre o momento em que perceberam que seus filhos haviam sido levados para fora do estado sem o seu consentimento.

Duas mulheres, de 50 e 61 anos, cujas identidades não podem ser reveladas por razões legais, estão sendo julgadas no Tribunal Distrital de Brisbane, após se declararem inocentes da acusação de conspiração para obstruir a justiça, conforme relatado pelo news.com.au.

Alegadamente, essas duas mulheres estavam envolvidas com um grupo de conspiradores, alguns dos quais ainda não foram julgados, que trabalhavam juntos para ajudar mulheres que enfrentavam batalhas legais relacionadas à custódia de seus filhos.

Na terça-feira, o júri ouviu o depoimento de dois pais que viram seus filhos serem sequestrados. Supostamente, ambas as mulheres acusadas levaram as crianças por medo de sua segurança se as deixassem sob os cuidados dos pais, que haviam sido alvo de alegações infundadas de abuso sexual.

As autoridades relataram que a mulher de 50 anos teria sequestrado suas filhas gêmeas, de cinco anos, de uma escola primária em Townsville, em abril de 2014, levando-as para fora do estado.

Não há informações de que a outra mulher, de 61 anos, estivesse envolvida nesse sequestro, mas ela teria sido ajudada pelo grupo mencionado a encontrar acomodação para ela e para o neto de seis anos.

As informações apresentadas em tribunal indicavam que essa avó, que tinha a guarda da criança, estava envolvida em uma disputa legal com o pai do menino, que buscava uma autorização judicial para ficar com o filho durante as férias escolares, o que teria motivado o suposto sequestro.

Em tribunal, o júri foi informado de que o pai da criança havia enviado mensagens de texto para a avó, informando-a de que iria buscar o menino na escola naquele dia. No entanto, a avó pediu que ele esperasse até às 17h e que poderia buscá-lo em um McDonald’s local.

Houve então uma troca de mensagens acalorada entre os dois, e a mulher escreveu antes de informar o pai que desligaria o celular: “você pode estar desperdiçando uma viagem, (o menino) está dizendo que não quer ir com você”.

“Liguei para meu advogado… falei com a polícia e eles me disseram que não podiam fazer nada”, disse o pai, acrescentando: “Liguei para 126 escolas, mas não consegui encontrá-lo. Não importava o que eu fizesse, não conseguia encontrá-lo”.

Ficou claro em tribunal que o homem havia sido alvo de alegações infundadas de abuso sexual contra o filho. Na verdade, nenhum desses pais foi acusado de cometer crimes de abuso sexual.

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Homem com problemas de saúde mental mata enfermeira em hospital da França

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Uma enfermeira do Hospital Universitário de Reims, na França, faleceu após ser esfaqueada por um homem com problemas de saúde mental. Uma secretária do Centro de Saúde também ficou gravemente ferida no ataque.

O ministro da Saúde francês, François Braun, confirmou a morte da profissional de saúde de 38 anos por meio do Twitter, descrevendo o incidente como um dos maiores dramas que podem afetar a nação.

O porta-voz do governo e ex-ministro da Saúde, Olivier Véran, afirmou que o ataque ocorreu em um vestiário e que o agressor aparenta ter distúrbios mentais. O suspeito, um homem de 59 anos, foi detido no local, portando uma faca que estava em um dos bolsos de suas calças. Segundo informações do 20minutos, ele não tinha agendamento médico nem era paciente do hospital.

Braun prometeu convocar todas as partes envolvidas na segurança dos profissionais de saúde ainda esta semana. Essa é uma questão sensível que voltou a ganhar destaque com esse incidente.

É importante ressaltar que, no ano passado, 37% dos profissionais de saúde na França afirmaram ter sido vítimas de algum tipo de violência, sendo que 90% dessas ocorrências foram causadas por pacientes ou acompanhantes.

Je viens d’apprendre avec une immense tristesse le décès de Carène, infirmière de 38 ans violemment agressée hier au @CHUdeReims. Mes pensées vont à ses proches, à ses collègues, ainsi qu’à toutes les équipes de l’hôpital endeuillées ce matin.

— François Braun (@FrcsBraun) May 23, 2023

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