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Militares da FAB vão pedir câmeras corporais para GLO em aeroportos

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Militares da Aeronáutica vão pedir mais câmeras corporais para o efetivo que atua nos aeroportos durante a operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

A demanda será apresentada ao comando nacional da FAB (Força Aérea Brasileira) para que seja incluída no plano de modernização previsto na GLO. No decreto sobre a GLO assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está previsto que os Ministérios da Justiça e da Defesa apresentem um plano de modernização com foco em portos, aeroportos e fronteiras.

A operação começou na última segunda (6) e, de acordo com militares ouvidos pela reportagem, faltam câmeras corporais -não há equipamentos suficientes para todo o efetivo alocado na operação. Ao todo, 600 militares da FAB participam da ação.

A GLO é uma resposta à escalada da violência no Rio de Janeiro e fica em vigor até maio de 2024. Na operação, a FAB vai atuar nos aeroportos do Galeão, no Rio, e de Guarulhos, em São Paulo, enquanto a Marinha fará fiscalização dos portos do Rio, de Itaguaí (RJ) e de Santos (SP).

O plano de modernização deve ser apresentado pelos ministérios dentro de 90 dias, contados a partir da assinatura do decreto (1º de novembro). Segundo militares do comando da operação ouvidos pela reportagem, no entanto, a ideia é que o primeiro desenho do planejamento seja apresentado em 30 dias.

O objetivo é que o planejamento garanta mudanças para dar mais eficiência à atuação da Polícia Federal, da PRF, da Polícia Penal Federal e das Forças Armadas, respeitando as competências de cada corporação.

Ao todo, 600 militares da FAB foram convocados para atuar nos dois aeroportos -metade em cada. A operação também conta com cães farejadores, viaturas e armamentos de cano curto. Segundo o major-brigadeiro Luiz Guilherme da Silva Magarão, comandante da operação pela FAB, a ideia é que as armas sejam usadas em último caso.

APOIO DA RECEITA

A Receita Federal vai atuar em cooperação com militares durante a GLO nos aeroportos. O órgão federal ficou de fora do decreto da operação, mas, segundo o superintendente da Receita no Rio, Claudiney Cubeiro dos Santos, o fisco irá colaborar com a Aeronáutica.

No decreto está previsto o apoio da Polícia Federal e da PRF, mas não da Receita. Quando a GLO foi assinada, entidades como a Unafisco e o Sindifisco Nacional divulgaram notas questionando a ausência do órgão na força tarefa.
“A Receita Federal participa da força-tarefa, colabora com as ações da GLO no âmbito das suas competências”, afirmou Santos. “A integração com os demais órgãos nos fortalece. Uma integração para combater o crime organizado”.

Segundo o superintendente da Receita, um dos focos do fisco durante a operação será o monitoramento de eventuais evasões de carga e bagagens de Galeão e Guarulhos para outros aeroportos.

“A Receita Federal atua com base em informações e em gestão de risco. Isso é importante para que a gente atue sem prejudicar o comércio regular e o direito dos viajantes.”

Um dos objetivos de envolver a Receita é o órgão monitorar e localizar pontos de lavagem de dinheiro das facções criminosas e seus financiadores.

Segundo o major-brigadeiro Magarão, a ideia inicial é que a ação seja um reforço no que já é feito diariamente nos aeroportos. Os militares poderão, por exemplo, fazer revista e buscar condutas suspeitas, além de fiscalizar do saguão e demais pontos sensíveis do aeroporto.

Também participaram da entrevista coletiva nesta quarta (8) representantes das Polícias Civil e Federal no Galeão, da Anvisa e da concessionária que administra o aeroporto.

O comandante da FAB afirmou que a Polícia Militar também reforça a GLO com a fiscalização dos acessos ao Galeão. “Contamos com a participação da Polícia Militar neste processo”, completou Magarão.

Já no caso de Guarulhos, os acessos são monitorados pela PRF e, com a GLO, receberam reforço deda Aeronáutica.

A demanda será apresentada ao comando nacional da FAB (Força Aérea Brasileira) 

Câmara municipal de SP aprova CPI da Enel para investigar apagão na capital

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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 8, a instalação de uma comissão de inquérito parlamentar (CPI) para investigar a concessionária de energia Enel, em razão da demora para mitigar os efeitos do apagão que atinge parte da capital desde sexta-feira, 3.

O requerimento do vereador João Jorge, líder da bancada do PSDB, foi lido em plenário à tarde e aprovado em votação simbólica pela Casa. De acordo com o presidente da Câmara, Milton Leite (União Brasil), a CPI da Enel será instalada na tarde desta quinta-feira, 9.

O vereador, em seu pedido de abertura da CPI, reconheceu a severidade das condições climáticas que levaram ao apagão. Porém, enfatizou a importância da Enel responder rapidamente às chamadas dos cidadãos e manter uma equipe de atendimento adequada ao tamanho de São Paulo. “O serviço prestado pela Enel vem se deteriorando”, afirmou.

A criação da CPI da Enel envolveu uma disputa entre a base governista e a oposição sobre a presidência da comissão. O regimento da Casa determina que o autor do requerimento deve presidir a CPI, mas duas parlamentares apresentaram pedidos antes do vereador João Jorge, criando uma controvérsia.

O primeiro requerimento de criação da CPI foi protocolado pela vereadora Luna Zarattini (PT). A fim de blindar o prefeito Ricardo Nunes (MDB) de possíveis estragos, a base governista se mobilizou para que a presidência da CPI da Enel não fosse exercida por uma vereadora petista.

Nesse contexto, os partidos fecharam um acordo e escolheram o requerimento de João Jorge para instalar a CPI. Isso se deve, em parte, ao fato de que o pedido de Jorge foi considerado mais representativo que os outros. A discussão, agora, gira em torno de quem será o relator da comissão.

“A Enel deve explicações para a população paulistana e esse caso de negligência deve ser investigado! Que sirva de alerta para as outras tentativas de privatização na nossa cidade e no nosso estado”, disse Luna.

O vereador Arselino Tatto (PT) questionou a manobra da base governista durante a sessão que aprovou a instalação da CPI da Enel. Segundo ele, a comissão não deveria ser presidida por um vereador alinhado com a gestão municipal. “Quem tem que presidir [a CPI da Enel] é a vereador Luna. O Legislativo não pode ficar de joelhos perante o Executivo”, afirmou.

O presidente da Câmara, Milton Leite, respondeu às críticas de Tatto e declarou que a formação da CPI da Enel segue uma distribuição representativa dos partidos da Casa, inclusive reservando uma vaga para o PT. Confira a composição da comissão da CPI:

– João Jorge (PSDB) – Presidente

– Thammy Miranda (PL)

– Senival Moura (PT)

– PSOL – A definir

– Milton Ferreira (Podemos)

– Ricardo Teixeira (União)

– Jorge Wilson (Republicanos)

O requerimento do vereador João Jorge, líder da bancada do PSDB, foi lido em plenário à tarde e apro… 

EUA representam 36% dos estrangeiros autorizados a deixar Gaza

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Dos 3.463 estrangeiros autorizados a sair da Faixa de Gaza até esta quarta-feira (8), 1.253 têm passaporte dos Estados Unidos, o que representa 36,1% do total. O principal aliado de Israel na guerra que o país declarou contra o Hamas lidera entre as nacionalidades até agora autorizadas a deixar o enclave palestino. 

Além dos Estados Unidos, outros oito países tiveram mais de 100 nacionais autorizados a sair da região. Essas nove nações somam 86% do total de estrangeiros autorizados a deixar Gaza. A segunda nacionalidade mais beneficiada foi a Alemanha, com 335 pessoas, o que representa 9,6% do total.  

Em terceiro lugar está a Ucrânia com 329 pessoas (9,5%) e, em quarto, a Jordânia, com 289 pessoas autorizadas a sair de Gaza (8,3%). Em seguida, estão o Reino Unido com 241 pessoas nas listas (6,9%), Romênia com 154 (4,4%), Filipinas com 153 (4,4%), Canadá com 120 (3,4%) e França com 111 (3,2%).  

A Agência Brasil teve acesso às listas por meio de brasileiros na Faixa de Gaza. Esses documentos trazem os mesmos números divulgados pelo Escritório de Representação do Brasil em Ramala, na Cisjordânia ocupada.  

Outras 22 nacionalidades foram contempladas nas listas, além de funcionários de organizações humanitárias que atuam em Gaza. Dos países latino-americanos, apenas o México teve quatro nacionais autorizados a sair do enclave palestino.   

Segundo o Itamaraty, a lista é feita pelas autoridades locais, israelenses e egípcias. Porém, a Embaixada de Israel no Brasil informou, por meio da assessoria, que as listas são preparadas por “entidades e organismos internacionais”, mas não informou quais entidades seriam essas. Já a Embaixada do Egito no Brasil não respondeu aos questionamentos enviados pela Agência Brasil.   

Como os critérios para seleção dos estrangeiros não têm sido divulgados, três especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliaram que isso levanta suspeitas de que Israel possa estar privilegiado aliados geopolíticos em detrimento de países que criticaram ou se opõem a ação do país na Faixa de Gaza.   

O cientista político e professor de Relações Internacionais Maurício Santoro, que é colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, suspeita que haja manipulação política do que deveria ser uma decisão humanitária.    

“É uma lista que se explica em razão da proximidade política ou econômica de vários desses países com Israel. Tem o grupo dos países do G7 (grupo das sete maiores economias do mundo), os países do sudeste asiático que tem muitos imigrantes em Israel e países que têm uma certa proximidade política cultural, como no caso da Ucrânia ou da Jordânia”, explicou.  

Sobre Filipinas e Ucrânia, Santoro destacou que ambos têm laços culturais e forte presença imigratória em Israel. Em relação a Jordânia, apesar da nação árabe ter feito duras críticas à Israel desde o início da guerra, inclusive retirando o embaixador de Tel Aviv, o analista apontou que esse é um dos países árabes mais próximos de Israel.  

“A Jordânia teve que reagir porque o país registrou protestos muito grandes contra os bombardeios em Gaza. Por mais que tenha uma retórica e alguns gestos diplomáticos que sejam duros contra Israel, não é nem de longe a mesma animosidade que a gente vê, por exemplo, no Líbano e na Síria”, concluiu.  

Para o pesquisador Bruno Alcebino Fabrício da Silva, do Observatório de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil (Opeb), a concentração de estrangeiros em poucos países “suscita preocupações legítimas sobre a distribuição e o critério de seleção para a saída da região”.  

“A percepção de um privilégio para os aliados de Israel não pode ser ignorada. Os Estados Unidos, por exemplo, estão notavelmente bem representados na lista, o que pode ser atribuído à influência política significativa desse país em Israel. Fica claro que países aliados ao Ocidente ou próximos diplomática ou politicamente aos EUA são beneficiados nessas listas”, destacou.  

Em relação à Jordânia, o especialista destacou que outros critérios, para além do alinhamento político em relação à guerra, podem ter sido considerados. “Muitos palestinos na Faixa de Gaza têm laços de parentesco com jordanianos devido à história do conflito na região. Esses laços podem ter influenciado a decisão de priorizar a saída de cidadãos jordanianos em uma situação de crise, devido ao temor de Israel do envolvimento dos demais países árabes no conflito”, afirmou. 

A ausência dos 34 brasileiros nas seis listas até agora divulgadas também têm intrigado especialistas. O professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF), Bernardo Kocher, destacou que, como não há explicação dos critérios para saída de estrangeiros, a impressão é que existe a intenção de desgastar o governo brasileiro.  

“Se houver algum óbito (de brasileiro), o desgaste vai ser da política externa brasileira. Talvez seja isso que eles querem: desgastar a posição brasileira em relação à situação em Gaza uma vez que o Brasil não se alinhou 100% com as ações de Israel”, ressaltou.  

Para o cientista político Maurício Santoro, a recusa do Brasil em classificar o Hamas como grupo terrorista, e o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que as ações de Israel em Gaza se constituem em  “genocídio” podem ter relação com a demora para saída dos brasileiros. 

O Brasil não classifica o Hamas como grupo terrorista porque segue as decisões do Conselho de Segurança da ONU sobre o tema. A maioria dos países-membros da ONU, incluindo países europeus como Noruega e Suíça, além de China, Rússia, nações latino-americanas, como o próprio Brasil, México, Colômbia, seguem a definição atual da ONU que não classifica o Hamas como grupo terrorista.   

Outro fator citado por Santoro é mudança nas relações do Brasil com Israel depois da saída do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tinha fortes ligações políticas com Benjamim Netanyahu.  

“Me parece também que há um pouco esse cálculo político, quer dizer, uma insatisfação por parte do governo Netanyahu de como Israel tem sido tratado pelo atual governo brasileiro em contraste com os vários benefícios que recebeu durante o governo Bolsonaro”, concluiu.  

Em comunicado divulgado à imprensa nesta quarta-feira (8), o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, negou que haja qualquer interesse em atrasar a saída dos brasileiros ou de qualquer outra nacionalidade. Segundo ele, “a cota para sair da Faixa de Gaza é determinada pelo Egito e de acordo com ela, algumas centenas de estrangeiros recebem permissão para sair a cada dia”.  

Zonshine argumentou ainda que o Hamas tem atrasado a saída dos estrangeiros. “O Estado de Israel está empregando esforços para evacuar todos os estrangeiros de 20 países diferentes e para aumentar a cota de forma a compensar o atraso causado pelo Hamas”, informou. 

Antes dos estrangeiros começarem a sair pela fronteira de Rafah, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Egito egípcio, o embaixador Ahmed Abu Zeid, negou que a obstrução para saída de estrangeiros seja culpa do Egito. 

Guerra Israel-Hamas mata mais jornalistas que 20 meses da Guerra da Ucrânia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em pouco mais de um mês, ao menos 39 jornalistas foram mortos enquanto trabalhavam na guerra Israel-Hamas, segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ). O número é mais que o dobro do registrado nos 20 meses da Guerra da Ucrânia, conflito em que 17 profissionais de imprensa morreram.

A organização alerta que “os jornalistas em Gaza enfrentam riscos particularmente elevados conforme tentam cobrir o conflito face a um ataque terrestre israelense à Cidade de Gaza, a devastadores ataques aéreos israelenses, a interrupções nas comunicações e a extensos cortes de energia”.

Também sublinha que Israel avisou as agências de notícias de que não poderia garantir a segurança dos profissionais na guerra.

Dos 39 jornalistas mortos até esta quarta -mais de um por dia- 34 eram palestinos, 4, israelenses, e 1, libanês. “[Trata-se do] mês mais mortal para os jornalistas que cobrem conflitos desde que o CPJ começou a documentar as mortes, em 1992”, diz a organização com sede em Nova York.

Pelo menos oito jornalistas ficaram feridos, e vários tiveram familiares mortos no conflito. Um dos profissionais atingidos pela guerra é o cinegrafista palestino Mohammed Alalou, 37, que trabalha para a agência de notícias turca Anadolu. Ele perdeu quatro de seus cinco filhos em um bombardeio na segunda (6) que atingiu a sua casa no campo de refugiados Maghazi, na Faixa de Gaza.

Segundo o jornal americano The New York Times, Alalou estava trabalhando quando recebeu uma enxurrada de mensagens no celular. Ao checar as notificações, seu medo se tornou realidade: os corpos de quatro de seus filhos -Qais, Ahmad, Rahaf e Kenaan- haviam sido encontrados nos escombros da casa destruída.

Além dos filhos, Alalou diz que quatro irmãos e “vários sobrinhos” morreram na ofensiva. A esposa do fotógrafo foi hospitalizada com queimaduras graves no rosto, múltiplas fraturas e ferimentos por estilhaços. Após o caso ganhar repercussão, um porta-voz militar de Israel disse que autoridades do país estavam investigando se o Exército israelense “operava na área” durante o bombardeio.

“O CPJ enfatiza que os jornalistas são civis que realizam um trabalho importante em tempos de crise e não devem ser alvo de partes em conflito”, disse Sherif Mansour, coordenador do programa do CPJ para o Oriente Médio e África do Norte, ao site da organização. “Os que estão em Gaza, em particular, pagaram, e continuam a pagar, um preço sem precedentes e enfrentam ameaças exponenciais.”

O balanço da CPJ contabiliza ainda profissionais que foram mortos fora de Israel ou da Faixa de Gaza. O cinegrafista da agência Reuters Issam Abdallah, por exemplo, foi morto no dia 13 de outubro quando Israel atirou contra posições do Hezbollah no sul do Líbano.

Além dos profissionais mortos ou feridos, há ainda tentativa de censuras contra os jornalistas, alerta a CPJ. Ao menos nove foram presos desde o começo da guerra, e a organização aponta “múltiplos registros” de agressões, ameaças, ataques cibernéticos e assassinatos de familiares.

Já o Comitê de Apoio a Jornalistas (JSC, na sigla em inglês) diz que mais de 40 casas de profissionais da imprensa foram destruídas em ataques, e 55 organizações de mídia tiveram suas instalações derrubadas ou danificadas.

Israel tem sido criticado por punir de maneira coletiva e indiscriminada os civis de Gaza. Desde o início da guerra, mais de 10,5 mil palestinos morreram no território, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas; do lado israelense, foram ao menos 1.400 óbitos.

120 horas sem luz: moradora de Cotia vai a mercado para carregar notebook. ‘Fomos esquecidos’

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A interrupção de energia elétrica que atingiu partes da cidade de São Paulo e da região metropolitana na sexta-feira, 3, continua afetando moradores nesta quarta-feira, 8. São mais de 120 horas sem luz, cenário que tem forçado ajustes na rotina de quem segue sem ver o serviço completamente restabelecido. Na manhã desta quarta, a Enel estimava que 30 mil endereços seguiam sem energia, número que caiu para 11 mil no período da tarde.

Sem luz há quase cinco dias, a empreendedora do setor de vendas Tânia Mara Picolli, de 50 anos, que mora no bairro Recanto Verde, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, afirma que, além de alimentos estragados na geladeira e no freezer, também está enfrentando desafios para trabalhar.

“Sobre o meu trabalho, que é home office, todos os dias venho até um supermercado da região, que tem gerador, e disponibilizou para que eu recarregue meu celular e também laptop, nestes dias sem luz na minha casa, para conseguir manter o meu emprego. No setor de vendas, preciso me comunicar com pessoas do Brasil todo”, afirma Tânia.

Segundo ela, alguns comércios, que funcionam com gerador, só estão aceitando pagamento em dinheiro. “Estamos comendo o que encontramos em locais ainda abertos no bairro. Na região, há mais de trezentas famílias que moram em chácaras passando por todo este transtorno. Há muitos fios partidos árvores penduradas nos fios ao longo da Rodovia Raposo Tavares. Fomos esquecidos”, lamenta Tânia, que tem ligado todos os dias para a Enel e aberto ao menos cinco chamados diários.

Moradora do bairro Instituto de Previdência, no Butantã, na zona oeste da cidade de São Paulo, Carla Meireles Faria afirma que a energia elétrica foi restabelecida na segunda-feira, 6, desde então, a casa toda está com as tomadas dando choque.

“Os técnicos da Enel fizeram uma ligação mal feita no poste da minha residência e colocaram minha casa inteira em choque. Minhas filhas encostaram na tomada e tomaram choque. A minha máquina de lavar roupas queimou e as luzes ficam piscando. A própria atendente da Enel disse que isso é muito perigoso. Cancelei compromissos na terça-feira, 7, para que a equipe da concessionária retornasse, mas apesar de prometerem, ninguém apareceu”, criticou a moradora.

Operado recentemente das varizes nas pernas, José Marcos Ramos, que mora Rua Dom Paulo Pedrosa, no bairro Real Parque, na zona sul da cidade, enfrentou transtornos diante de cinco dias praticamente sem energia. No momento em que falava com a reportagem, por volta das 13h30 desta quarta-feira, observou que seu condomínio estava com luz novamente.

“Minha cirurgia foi no dia 16 de outubro, mesmo assim, não teve jeito, precisava sair para os compromissos. Eu moro no sexto andar e tive que subir e descer escadas. Sempre devagar e com cuidado. Sorte ainda que tivemos onde tomar banho e recarregar os celulares, pois tenho um imóvel à venda em outro bairro, onde a energia a luz voltou na segunda-feira. É inadmissível esta demora para restabelecer a energia elétrica”, afirma ele.

Ao longo do feriado prolongado de Finados, muitos moradores buscaram alternativas até mesmo para recarregar o aparelho de celular. A promotora de vendas Rafaele Benevides, 36 anos, mora no bairro Recanto Verde do Sul, em São Mateus, na zona leste de São Paulo. No domingo, 5, dia de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ela saiu de casa com a prima e a sobrinha para procurar um local seguro.

“Fui até uma estação do Metrô. Eu iria ficar em Corinthians-Itaquera, na zona leste mesmo, com elas, onde até meu pai foi recarregar o celular dele, mas com o transporte gratuito no dia por causa da prova do Enem, decidimos ir até a estação Paulista para passear um pouco também”, disse Rafaele.

Na manhã desta quarta-feira, a Enel Distribuição São Paulo disse que resta normalizar o fornecimento de energia para cerca de 30.200 clientes que foram impactados pelo vendaval na última sexta-feira, o que representa 1,43% do total de consumidores afetados. À tarde, o número informado era de 11 mil clientes ainda afetados pelo problema.

“A companhia reforça que está atuando com mais de 3 mil técnicos nas ruas e que têm trabalhado de forma incansável para reconstruir trechos inteiros da rede elétrica, garantindo a energia para todos”, disse em nota.

11 mil imóveis continuam sem energia elétrica 

STF tem maioria contra exigência de separação judicial para divórcio

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quarta-feira (8) contra a necessidade de separação prévia, judicial ou de fato, para o divórcio de casais.

Com o entendimento, a maior parte do tribunal já entende que é válida uma alteração na Constituição feita pelo Congresso em 2010, que retirou a exigência da separação para que um casal se divorciasse.

Votaram contra essa prévia necessidade o relator, ministro Luiz Fux, e os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Edson Fachin.

Há ainda uma divergência entre os ministros, no entanto. Mendonça, Kassio e Moraes entendem que, apesar de não ser uma exigência para o divórcio, a separação judicial não deixa de ser uma possibilidade válida.

Os outros ministros votaram por invalidar as normas sobre a separação judicial, seguindo o voto de Fux.

Ao ler o seu voto, o ministro Luiz Fux defendeu que a regra aprovada no Congresso em 2010 não precisava de regulamentação para ter efetividade e que a alteração na Constituição buscou simplificar o rompimento do vínculo com a eliminação de condicionantes.

Fux disse, ao votar, que “casar é direito e não dever, o que inclui manter-se ou não casado”.

Antes da mudança, a previsão da Constituição era de que um divórcio só podia ser efetuado após uma separação judicial de ao menos um ano ou a comprovação de uma separação de fato por mais de dois anos.

O caso que chegou ao Supremo e serviu de parâmetro para o julgamento do tribunal é um recurso a uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que manteve um divórcio sem a separação prévia do casal.

O TJ-RJ argumentava que após a alteração na Constituição de 2010, basta a manifestação da vontade de romper o vínculo conjugal.

Um dos cônjuges alegava no recurso ao Supremo que a alteração na constituição não afasta as regras do Código Civil, que prevê a separação judicial.

Fux disse, ao votar, que “casar é direito e não dever, o que inclui manter-se ou não casado” 

Fronteira entre Gaza e Egito é fechada por questão de segurança, dizem EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – A fronteira entre Gaza e o Egito, em Rafah, foi fechada nesta quarta-feira (8) por questão de segurança, informou o governo dos Estados Unidos.

O motivo do fechamento não foi detalhado, mas o porta-voz adjunto do Departamento de Estado dos EUA, Vedan Patel, disse que autoridades dos EUA estão trabalhando com Egito e Israel pela reabertura.

“Nosso entendimento é que, dadas as circunstâncias de segurança, a passagem da fronteira de Rafah permanece fechada hoje”, disse Patel durante uma coletiva de imprensa regular.

Rafah é o único ponto de entrega de ajuda humanitária desde o início da guerra entre Hamas e Israel. A cidade é controlada pelo Egito e não faz fronteira com Israel.

A fronteira também está sendo usada para a saída de estrangeiros. O local foi fechado no fim de semana após um ataque de Israel a uma ambulância, e foi reaberta na segunda-feira (6).

BRASILEIROS AGUARDAM LIBERAÇÃO

Desde o começo da evacuação de estrangeiros pelo ponto de Rafah, em 1º de novembro, nenhum brasileiro foi autorizado a deixar Gaza em direção ao Egito.

Um avião da Presidência está de prontidão no Egito para trazer 34 pessoas de volta ao Brasil. Grupo inclui 24 brasileiros, 7 palestinos com RNM (Registro Nacional Migratório) e 3 palestinos. Do total, 18 são crianças, 10 são mulheres e 6 são homens.

O cônsul geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, negou que Israel atrase deliberadamente a saída: “Apesar das declarações recentes, o Hamas é o único fator atrasando a saída dos brasileiros de Gaza por seus próprios interesses”, declarou o cônsul, sem citar a quais críticas se referia.

Erdreich afirmou que a cota de estrangeiros liberados é acordada diretamente com o Egito, e que o grupo extremista “impediu estrangeiros de sair no domingo, na segunda-feira e na quarta-feira desta semana”, o que ele definiu como “uso cínico da população civil estrangeira”.

Paciente fica preso entre duas paredes ao tentar fugir de hospital no Ceará

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um homem de 41 anos precisou ser resgatado após ficar preso entre duas paredes tentando fugir de um hospital em Fortaleza. A vítima, que era paciente, tentava fugir do Hospital Geral Dr. César Cals quando ficou presa na madrugada desta quarta-feira (8).

Para retirar o homem, uma das paredes do hospital precisou ser quebrada, explicou o Corpo de Bombeiros em nota.
Oito bombeiros trabalharam no resgate, que foi finalizado às 3h10, mais de duas horas após o chamado.

O homem ficou aos cuidados do hospital após ser retirado pelos bombeiros.

Em nota, o hospital informou que o incidente ocorreu em um “momento de desorientação” e disse que o paciente não teve ferimentos graves. A instituição não explicou por que o paciente estava internado.

O paciente tentava fugir do Hospital Geral Dr. César Cals em Fortaleza 

TCE-RJ determina suspensão de pagamentos da Prefeitura de Campos a escritório de advocacia

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Prefeitura de Campos dos Goytacazes/Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou que a Prefeitura de Campos dos Goytacazes se abstenha de efetuar qualquer pagamento ao escritório de advocacia Djaci Falcão Advogados Associados S/S, contratado, por inexigibilidade de licitação, para representar o Município em processos judiciais sobre direitos creditórios de petróleo e gás (participações governamentais). A decisão monocrática foi proferida pela conselheira- substituta Andrea Siqueira Martins, em 17 de outubro de 2023.

O provimento cautelar atendeu a pedido da Coordenadoria de Auditoria em Receita (CAD-Receita), veiculado em representação endossada pela Secretaria Geral de Controle Externo (SGE). Levou-se em consideração a possiblidade de que a postulação do Município sobre uma maior fatia de royalties e participações especiais não seja acolhida. Além disso, há a questionável capacidade do contratado restituir os valores percebidos indevidamente – em montante que se avoluma mês após mês.

De acordo com o Corpo Instrutivo, 20% de todo o proveito econômico obtido judicialmente por Campos dos Goytacazes vinha sendo repassado ao escritório de advocacia contratado. Somente entre março e julho de 2022, foram mais de R$ 26 milhões a título de honorários ad exitum.

A decisão judicial que respaldou o pagamento dos honorários advocatícios, porém, tem natureza precária – pode, portanto, ser revista até o julgamento definitivo da causa –, ao passo que a remuneração ad exitum, argumentam os auditores da Especializada, condiciona-se ao desfecho processual positivo, isto é, ao trânsito em julgado.

Na decisão, a conselheira-substituta concedeu prazo de 15 dias para que o Município se manifeste sobre os indícios de impropriedades apontados na Representação, quais sejam:

• Terceirização indevida da gestão e da representação jurídica sobre as receitas de royalties, a despeito da existência de Procuradoria estruturada e de Pasta tecnicamente especializada no tema em exame;
• Contratação direta fundamentada de que o objeto envolve serviços técnicos especializados e de notória especialização do contratado, porém sem que tenha havido a comprovação de tais requisitos
• Outorga de poderes, pelo Município, a diversas pessoas físicas, a despeito de a contratação ter sido embasada exatamente em supostas qualificações próprias e exclusivas do escritório de advocacia Djaci Falcão Advogados Associados S/S;
• Fixação do pagamento de honorários ad exitum antes do trânsito em julgado da demanda judicial e/ou preclusão de demanda administrativa;
• Inexistência de previsão contratual sobre a devolução dos valores pagos adiantadamente e de pactuação de garantias para situação de insucesso na demanda judicial;
• Defesa de interesses contrários em causas simultâneas ou consecutivas pelo escritório de advocacia, em dissonância com os arts. 20 a 22 do Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil; e
• Potencial violação à Lei Federal nº. 12.858/2013, a qual dispõe sobre a destinação para as áreas de educação e saúde de parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural.

Atualmente, três Denúncias e outras duas Representações sobre a matéria tramitam no Tribunal, envolvendo contratações com idêntico objeto, entabuladas, respectivamente, pelos Municípios de Magé, Guapimirim, São Gonçalo, Casimiro de Abreu e Angra dos Reis.

86% das questões do Enem criticado pela direita foram feitas sob Bolsonaro

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – De todas as questões que caíram no primeiro dia do Enem 2023, no último domingo (5), 86% foram elaboradas durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Os dados foram apresentados pelo presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Manuel Palácios, nesta quarta (8) na Câmara dos Deputados.

Palácios foi chamado à comissão de educação da casa para falar sobre o exame, alvo de ataques de políticos de direita e da bancada ruralista. Essa é a primeira edição do Enem sob este mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A prova continua no próximo domingo (12).

Na segunda-feira (6), a Frente Parlamentar da Agropecuária publicou nota em que pede anulação de duas questões, que tratam da Amazônia e do cerrado. A nota diz que as perguntas têm viés ideológico, sem “critério científico”, e criam imagem negativa e distorcida do agronegócio.

Como já havia feito em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente do Inep defendeu os critérios técnicos da elaboração das provas do exame. O processo envolve a escolha de professores elaboradores por meio de edital público. O último ocorreu em 2020.

De acordo com as informações apresentadas na Câmara, 82 questões das 95 que compuseram o primeiro dia de prova foram elaboradas entre 2019 e 2021, que compreende o governo Bolsonaro.

Na prova de linguagens, 43 das 45 foram feitas nesse período. Já na de ciências humanas, que causou maior polêmica, 39 dos 50 itens são relativos a produções entre 2019 e 2021 -os estudantes só fazem 45 questões também nessa prova, mas aparecem 50 porque ele escolhe entre as cinco perguntas de inglês ou espanhol no momento da inscrição.

“Fazemos o possível para assegurar liberdade e independência na construção desses instrumentos [de avaliação]. A intervenção da presidência do Inep não pode acontecer. Porque, repito, professores são os responsáveis por fazer provas. E o processo de seleção desses professores é público e obedece a um conjunto de regras”, disse.

Na reunião, realizada durante a manhã desta quarta, parlamentares de direita insistiram que este Enem teve uma abordagem ideológica, o que Palácios rebateu. À Folha, ele havia dito, na terça-feira (7), que as perguntas do exame não pedem que o estudante concorde com temas abordados, mas que compreenda o que os textos dizem.

Ele ressaltou, na Câmara, que “a resposta correta não depende de opinião”, mas tem relação com a avaliação de habilidades cognitivas, que os textos escolhidos pelos elaboradores são extraídos de fontes legítimas e reconhecidas pela comunidade cientifica, além de a composição das equipes de elaboração ser feita com critérios públicos.

Palácios defendeu, mais uma vez, a pluralidade da prova e a normalidade de que temas do exame causem controvérsias.

“Ciências humanas lidam com problemas da sociedade, então tendem a ser mais provocadores do que outros temas”, diz. “[Há] trechos que são claramente liberais e estão presentes na prova, mas também não é questão que importante”.

Sobre as acusações de que a prova teria sido usada para atacar o agronegócio, Palácios disse que não houve esse objetivo e insistiu que o foco é avaliar as habilidades cognitivas de compreensão daquilo que as questões pedem.

“É claro que o Enem não demoniza o agronegócio, é claro o Inep não demoniza o agronegócio, é claro que todos reconhecemos a imensa importância do agronegócio para país. Mas isso não precisa ser dito, é um tanto óbvio e não parece ser um tema relevante nessa discussão”, disse.

Não é a primeira vez que o Enem é alvo de ataques de grupos políticos por causa de questões da prova. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados de direita já acusaram a prova de fazer doutrinação de esquerda.

Reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 2021, com uma análise estatística inédita mostrou que perguntas que causaram polêmica e foram alvo de Bolsonaro e aliados tiveram qualidade técnica para avaliar competências. Ou seja, foram eficientes em apontar os melhores candidatos.

As questões do Enem são produzidas por professores universitários a partir de editais elaborados pelo governo. Ainda passam por um longo processos de revisão e validação de uma comissão.

Os itens são pré-testados (várias pessoas respondem à questão) para que haja a calibração de vários atributos, como grau de dificuldade e chance de acertar no chute. Isso faz parte do modelo matemático adotado no Enem, a TRI (Teoria de Resposta ao Item).

No caso do Enem 2023, as duas questões criticadas trazem trechos adaptados de artigos científicos. Ambas pedem que o participante interprete o que os autores quiseram transmitir.

Na questão sobre o cerrado, a 89 da prova branca, o texto do enunciado aborda a territorialização do agronegócio e diz que sua lógica tem se sobreposto aos conhecimentos dos camponeses.

O trecho diz que “o modelo capitalista subordina homens e mulheres à lógica do mercado” e que há outros fatores negativos, como a “mecanização pesada” a “violência simbólica, a superexploração, as chuvas de veneno e a violência contra a pessoa”.

A prova pede que os participantes interpretem o que está escrito e apontem o que o “os elementos descritos no texto, a respeito da territorialização da produção”, demonstram.

O gabarito oficial não foi divulgado, mas de acordo com correção extraoficial publicada pela Folha de S.Paulo, a alternativa correta seria: “Cerco aos camponeses, inviabilizando a manutenção das condições de vida”.

Já no item que trata da amazônia, o 70 da mesma prova, o excerto indica que “é evidente que o crescimento do desmatamento tem a ver” com a “expansão da soja”, mas também afirma que a “lógica que gera o desmatamento está articulada pelo tripé grileiros, madeireiros e pecuaristas”.

O enunciado pede que o participante indique qual alternativa, “na visão do autor”, explica o que desencadeia “o problema central da situação descrita”. Segundo o gabarito extraoficial, a alternativa correta seria: “a apropriação de áreas devolutas”.

Os dados foram apresentados pelo presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educa… 

Verão da Família 2024: prefeita reúne secretários para iniciar preparativos

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A prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI), Francimara Barbosa Lemos, comandou nesta quarta-feira (8) reunião com diversos secretários, na sede da municipalidade. O encontrou marcou o início dos preparativos para o Verão da Família 2024.

— Posso adiantar que o Verão 2024 será inesquecível, sempre pensando no melhor para nossos munícipes e aqueles que nos visitam. Aliás, é gratificante ver que nossa cidade já recebe movimento significativo antes mesmo do início da alta temporada. Estamos nos organizando para receber nossos turistas cada vez melhor — destacou a prefeita.

Francimara destacou que a programação contará com diversos parceiros como o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Corpo de Bombeiros e o Consórcio Publico Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf).

Nas próximas semanas, ocorrerá uma nova reunião com o secretariado. Na oportunidade, todas as secretárias e órgãos envolvidos apresentarão o planejamento e os projetos das ações a serem realizadas entre o mês de janeiro e semana do Carnaval em fevereiro, o que também inclui a queima de fogos no Réveillon, as comemorações de 29 anos de emancipação político-administrativa de SFI e os festejos de São Sebastião, em Barra do Itabapoana, e de Nossa Senhora dos Navegantes, em Guaxindiba.

Participaram da reunião representantes do Gabinete da Prefeita, da Assessoria de Comunicação e das secretarias municipais de Administração; Esporte e Lazer; Trabalho e Desenvolvimento Humano; Turismo, Indústria e Comércio (SecTur); Educação e Cultura (Smec); e, Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil.

Polícia Civil apreende documentos suspeitos de irregularidades no Fundo de Previdência dos servidores de São Fidélis

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Foto: 141ª DP/São Fidélis

Policiais civis da 141ª DP (São Fidélis) cumpriram, nesta terça-feira (07/11), mandados de busca e apreensão na sede do Fundo de Previdência dos servidores da Prefeitura de São Fidélis. A ação teve por base uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada por vereadores do município, para investigar irregularidades nos contratos do Fundo Municipal de Previdência Social.

Durante a ação, os agentes arrecadaram grande quantidade de documentos. O material foi encaminhado para análise pela CPI e, caso sejam constatados indícios de crime, a delegacia de São Fidélis será a responsável pela apuração do fato delituoso.

Homem fica ferido após colisão entre motos na Baixada Campista

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Foto: Divulgação

Na tarde de quarta-feira (08), um homem sofreu ferimentos em decorrência de um acidente que ocorreu na RJ-216, localizada em Goitacazes, na região da Baixada Campista.

Segundo o relato do Corpo de Bombeiros, a equipe de resgate foi acionada para atender a ocorrência, e uma vítima ferida foi prontamente encaminhada ao Hospital Ferreira Machado (HFM).

De acordo com apuração da Redação ClickCampos, a vítima identificada pelas iniciais J.M.da.S de 36 anos, teve fratura no terceiro e quarto dedo do pé direito, além de queimadura na coxa direita. Ele fez exame de raio-x da bacia, tornozelo direito, pé direito e tórax. Colocou tala no pé, passou pelo procedimento de curativo na queimadura, foi medicado e recebeu alta hospitalar. Ele sofreu queimaduras na coxa direita após o celular explodir na bermuda durante a batida.

Até o momento, as circunstâncias que levaram ao acidente não foram divulgadas.

El Niño: eventos climáticos extremos devem ser intensificados. Entenda previsão da ONU

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Um relatório divulgado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) nesta terça-feira, 7, aponta que o fenômeno El Niño, relacionado ao aumento nas temperaturas notado neste ano, deve perdurar até abril de 2024. Com isso, é muito provável que os termômetros disparem ainda mais neste final de ano e no ano que vem.

A OMM afirma que o El Niño desenvolveu-se rapidamente durante julho e agosto deste ano e atingiu força “moderada” em setembro – mês em que os termômetros chegaram a marcar 38ºC em São Paulo.

O fenômeno só chegou a uma consistência, de acordo com os registros de temperatura da superfície do mar e outros indicadores, em outubro. Por isso, a expectativa da organização é que ele ainda não tenha atingido o seu maior pico.

“Provavelmente, (o El Niño) atingirá o pico, como um evento forte, em novembro-janeiro de 2024. Há uma probabilidade de 90% de que persista durante o próximo inverno/sul do hemisfério norte (verão no Brasil e demais países do hemisfério sul)”, afirma a OMM.

“Com base nos padrões históricos e nas previsões atuais de longo prazo, prevê-se que diminua gradualmente durante a próxima primavera boreal (que acontece de 20 ou 21 de março até 20 ou 21 de junho).”

Com a persistência das altas temperaturas e a subida ainda maior nos termômetros, os impactos no planeta e na saúde humana devem continuar, alertam os especialistas que assinam, junto à OMM, o relatório.

Eventos climáticos e meteorológicos extremos, como ondas de calor, inundações e secas, devem ser intensificados. “Alertas antecipados para todos salvam vidas”, diz a organização.

No último fim de semana, uma tempestade atípica em São Paulo derrubou árvores e afetou a rede elétrica. Mais de dois milhões de endereços ficaram sem luz e, até terça-feira, 7, 30 mil continuavam desabastecidos. Em Manaus, no Amazonas, queimadas já têm forçado moradores voltarem a utilizar máscaras. E, no sul do País, a passagem de ciclones já matou dezenas de pessoas este ano.

O El Niño e o aquecimento global

O El Niño ocorre em média a cada dois e sete anos e normalmente dura de nove a 12 meses. É um padrão climático natural associado ao aquecimento da superfície do oceano Pacífico tropical central e oriental. No entanto, este ano, “ocorre no contexto de um clima que está sendo alterado pelas atividades humanas”, diz a OMM.

Uma prova dessa alteração no ciclo comum do El Niño é que os impactos do fenômeno na temperatura global ocorrem normalmente no ano seguinte ao seu desenvolvimento – neste caso, deveriam acontecer somente em 2024 -, mas, desde junho, o ano de 2023 tem caminhado para ser o mais quente já registrado.

As anomalias médias mensais da temperatura da superfície do mar no centro-leste do Pacífico equatorial têm aquecido significativamente. Ficaram cerca de 0,5 °C acima da média em maio de 2023 e subiram para cerca de 1,5 °C acima da média em setembro, segundo estimativas da OMM relativas ao período de referência 1991-2020.

Isto se deve, clara e inequivocamente, à contribuição das crescentes concentrações de gases com efeito de estufa, que retêm o calor, provenientes das atividades humanas”, afirmou o Secretário-Geral da OMM, Petteri Taalas. O ano anterior mais quente já registrado foi 2016, devido a um “golpe duplo” de um El Niño excepcionalmente forte e das alterações climáticas, afirma a OMM.

Questão do Enem não é para estudante concordar, mas compreender texto, diz presidente do Inep

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(FOLHAPRESS) – Diante de críticas de ruralistas a questões do Enem 2023 que abordaram o agronegócio, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Manuel Palácios, disse que as perguntas do exame não pedem que o estudante concorde com temas abordados, mas que compreenda o que os textos dizem.

Palácios defendeu os critérios técnicos e o espírito público da elaboração do exame. Disse não haver motivos para anular itens.

A Frente Parlamentar da Agropecuária publicou nota na segunda-feira (6) em que pede anulação de duas questões, que tratam da Amazônia e do Cerrado. A nota diz que as perguntas têm viés ideológico, sem “critério científico”, e criam imagem negativa e distorcida do agronegócio.

As perguntas criticadas caíram no primeiro dia do Enem, que começou no domingo (5) e continua no próximo (12). O Inep é o órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo exame.

“Ninguém precisa concordar com o suporte do item, nem o item está perguntando se o estudante concorda. A questão quer saber se o estudante é capaz de compreender um determinado texto”, disse Palácios à reportagem.

O presidente do Inep deve comparecer nesta quarta-feira (8) na comissão de Educação da Câmara e falar sobre esses questionamentos. Ele ressaltou que todos os procedimentos do exame são ancorados em normas.

Não é a primeira vez que o Enem é alvo de ataques de grupos políticos por causa de questões da prova. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados de direita já acusaram a prova de fazer doutrinação de esquerda.

Segundo Palácios, os professores responsáveis pela elaboração das questões foram selecionados em edital público realizado em 2020, ainda no governo Bolsonaro.

“Quem faz prova é professor, e os professores constituem equipes selecionadas por editais públicos”, disse ele. “São esses mesmo profissionais que atuaram ao longo desses anos e que elaboraram as últimas edições do Enem”.

A crítica da bancada ruralista focou nos textos vinculados às perguntas. Palácios afirmou que os conteúdos que compõem o exame fazem parte da discussão nacional.

“Os professores selecionados por critérios públicos abordam textos que têm circulação na vida brasileira, na universidade, nas escolas, na vida científica. Ninguém precisa concordar”, completou Palácios.

“A anulação de itens só se justifica quando essa questão prejudica o estudante”, diz. “O que justifica a anulação é o caso de um item não ter uma resposta correta bem construída, ou se ele não produz informação relacionada efetivamente com a habilidade avaliada, que é parte do currículo.

As questões do Enem são produzidas por professores universitários a partir de editais elaborados pelo governo. Ainda passam por um longo processos de revisão e validação de uma comissão.

Os itens são pré-testados (várias pessoas respondem à questão) para que haja a calibração de vários atributos, como grau de dificuldade e chance de acertar no chute. Isso faz parte do modelo matemático adotado no Enem, a TRI (Teoria de Resposta ao Item).

Reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 2021, com uma análise estatística inédita mostrou que perguntas que causaram polêmica e foram alvo de Bolsonaro e aliados tiveram qualidade técnica para avaliar competências. Ou seja, foram eficientes em apontar os melhores candidatos.

No caso do Enem 2023, as duas questões criticadas trazem trechos adaptados de artigos científicos. Ambas pedem que o participante interprete o que os autores quiseram transmitir.

Na questão sobre o cerrado, a 89 da prova branca, o texto do enunciado aborda a territorialização do agronegócio e diz que sua lógica tem se sobreposto aos conhecimentos dos camponeses.

O trecho diz que “o modelo capitalista subordina homens e mulheres à lógica do mercado” e que há outros fatores negativos, como a “mecanização pesada” a “violência simbólica, a superexploração, as chuvas de veneno e a violência contra a pessoa”.

A prova pede que os participantes interpretem o que está escrito e apontem o que o “os elementos descritos no texto, a respeito da territorialização da produção”, demonstram.

O gabarito oficial não foi divulgado, mas de acordo com correção extraoficial publicada pela Folha de S.Paulo, a alternativa correta seria: “Cerco aos camponeses, inviabilizando a manutenção das condições de vida”.

Já no item que trata da amazônia, o 70 da mesma prova, o excerto indica que “é evidente que o crescimento do desmatamento tem a ver” com a “expansão da soja”, mas também afirma que a “lógica que gera o desmatamento está articulada pelo tripé grileiros, madeireiros e pecuaristas”.

O enunciado pede que o participante indique qual alternativa, “na visão do autor”, explica o que desencadeia “o problema central da situação descrita”. Segundo o gabarito extraoficial, a alternativa correta seria: “a apropriação de áreas devolutas”.

Além de pedir a anulação dos itens, a Frente Parlamentar da Agropecuária informou que pediria a convocação do ministro da Educação, Camilo Santana (PT).

“A vinculação de crimes à atividade legais no Brasil é um critério de retórica política para encobrir a ausência do Estado no desenvolvimento de políticas públicas eficientes e de combate a ilegalidades”, diz a nota.

Leia Também: Gabarito oficial do Enem 2023 será divulgado até o dia 24 de novembro

As perguntas criticadas caíram no primeiro dia do Enem, que começou no domingo (5) e continua no pró… 

Litorais de SP e Rio têm alertas de ventos fortes para esta quarta (8) e quinta (9)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Defesa Civil paulista e o Centro de Hidrografia da Marinha emitiram, nesta terça-feira (7), alertas de vento forte e rajadas para todo o litoral de São Paulo e para parte da faixa litorânea do Rio de Janeiro.

A previsão é de ventos de aproximadamente 75 km/h, nesta quarta (8) e quinta-feira (9). Essa velocidade é suficiente para derrubada de galhos de árvores e dificulta que uma pessoa caminhe normalmente, por exemplo.

O órgão estadual paulista recomenda que se evite a prática de esportes aquáticos, como surfe, ou influenciados pelo vento, como modalidades à vela.

Apesar dos alertas de vento, há previsão de chuva apenas para sexta-feira (10) na Baixada Santista e no litoral norte paulista.

No Rio de Janeiro, a Marinha afirma que o vento forte será provocado por um sistema de alta pressão que deverá atingir a faixa litorânea entre Arraial do Cabo e São João da Barra.

No fim de semana, por causa de uma ressaca no mar, ondas gigantes invadiram ruas em Ipanema, na zona sul do Rio.

A Marinha havia emitido aviso de ressaca com previsão de ondas de até 3,5 metros entre domingo (5) e segunda-feira (6).

Para esta quarta e quinta, porém, o Centro de Hidrografia diz que não há previsão para formação de ressaca.

“A direção do vento [vindo de nordeste] não é favorável à formação de ressaca, pois não gera ondas perpendiculares à costa”, afirma a Marinha, em nota.

A altura prevista das ondas junto à costa fluminense não deve passar de 2 metros.

PROBLEMAS CONTINUAM

O estado de São Paulo ainda se recupera do forte vendaval da última sexta-feira (3) -em Santos, na Baixada Santista, foram reportadas rajadas de até 151 km/h.

O vento forte provocou quedas de árvores e e de de estruturas em Santos, entre elas a cobertura de um posto de combustíveis na esquina do canal 6 com a avenida da Praia.

Na região metropolitana de São Paulo, cerca de 30,2 mil imóveis ainda continuam sem energia elétrica por causa do apagão iniciado na sexta-feira, quando a tempestade atingiu o estado.

Isso significa que aproximadamente que pouco mais de mil imóveis -entre residências e comércios- enfrentam o segundo dia útil da semana às escuras. Fato que tem gerado indignação, prejuízo e protestos. A queda de árvores por causa do vento forte destruiu redes elétricas.

Segundo a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na capital paulista, cerca de 3.000 profissionais de empresa estão trabalhando nas ruas.

“Devido à complexidade do trabalho para reconstrução da rede atingida por queda de árvores de grande porte e galhos, a recuperação ocorre de forma gradual”, afirma.

Apenas na sexta-feira, o Corpo de Bombeiros afirmou ter recebido 1.281 chamados para quedas de árvores na capital e na região metropolitana.

Nesta terça, os bombeiros e a Defesa Civil confirmaram a oitava morte em decorrência das chuvas no estado: uma pessoa que foi atingida por uma árvore na sexta-feira em Ibiúna (a 69 km de São Paulo), estava internada e não resistiu.

Das oito mortes, cinco foram provocadas por quedas de árvores.

Leia Também: Governo espera ao menos 55 votos para aprovar Reforma Tributária no plenário do Senado

A previsão é de ventos de aproximadamente 75 km/h, nesta quarta (8) e quinta-feira (9) 

Prefeita anuncia abertura do Natal Encantado para 8 de dezembro

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Em reunião com secretários e assessores nesta quarta-feira (8), a prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI), Francimara Barbosa Lemos, definiu detalhes da programação do Natal Encantado deste ano. A abertura será realizada no pátio da prefeitura em 8 de dezembro, feriado municipal da Imaculada Conceição.

— Esta é uma das épocas mais bonitas do ano. Por isso, mais uma vez, prepararemos nossa cidade para celebrarmos o nascimento de Jesus Cristo, reunindo as famílias são franciscanas e daqueles que nos visitam — afirmou a prefeita Francimara, destacando que a programação completa será divulgada em breve.

A programação do Natal Encantado incluirá ainda a chegada do Papai Noel na Praça São Francisco de Paula e ascendimento da iluminação no dia 9, além de atividades nos dias 15 e 16.

Como nos anos anteriores, a fachada da prefeitura, o portal de chegada à cidade, o canteiro central da RJ 224 e a praça central, incluindo a fachada da Igreja Matriz, receberão decorações e iluminação. Nos dias de eventos realizados na praça, a Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio (SecTur) disponibilizará espaços para comerciantes que atuam no ramo gastronômico.

Segundo o secretário municipal de Educação e Cultura, Robson Santana, o departamento de criação do órgão intensificou os trabalhos de preparação dos elementos decorativos, inclusive com surpresas.

— Além disso, teremos mais uma edição da Caravana de Natal, que leva o espírito natalino para as localidades mais distantes como Lagoa Feia e Boa Vista Italiana — informou.

Também participaram da reunião, realizada na sede da prefeitura, representantes do Gabinete da Prefeita, da Assessoria de Comunicação e das secretarias municipais de Administração; Esporte e Lazer; Trabalho e Desenvolvimento Humano; e, Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil.

EUA: Menino de 5 anos encontrado dentro de armário fechado com pregos

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Um homem escondeu o filho, de 5 anos, dentro de um armário fechado com pregos para evitar que a criança fosse levada pelo serviços sociais em Tontitown, Arkansas, nos EUA. Jon Thompson, de 40 anos, acabou por ser preso quando a polícia descobriu o menor no compartimento, que estava coberto com roupas e caixas.

As imagens da bodycam de um polícia de Tontitown foram divulgadas e mostram o momento em que um agente retira as roupas e caixas para conseguir acessar ao fundo do armário, onde descobre a criança. De acordo com a Sky News, o pai do menino dificultou inicialmente a entrada dos polícias na casa, mostrando um papel onde estava indicado que tinha recebido a guarda da criança em outubro. 

Disturbing video shows the moment Arkansas police search a closet inside a home to find a five-year-old girl hiding inside – and now the homeowner faces a slew of criminal charges.

Jon Thompson, 40, of Tontitown, Arkansas was arrested Friday after police came to his home the… pic.twitter.com/740PWR0lLP

— austin frisch (@realaustinzone) November 7, 2023

A polícia conseguiu depois entrar na habitação, já que tinha documentos que comprovavam que a guarda do menino tinha sido entregue ao estado. 

Jon Thompson foi então acusado de colocar em risco o bem estar do filho e de violar a ordem sobre a guarda da criança. O homem tinha ainda na sua posse um colete antibalas e drogas. 

Defesa Civil de SJB se mantém em alerta pela possibilidade de ventos fortes

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Ventos fortes em SJB/Foto: Divulgação

A Defesa Civil em São João da Barra se mantém em alerta pela possibilidade de ventos fortes, podendo chegar a 61 km/h e com rajadas, na quinta-feira, 9, e na sexta-feira, 10. Comunicado emitido pela Marinha do Brasil na terça-feira, 7, compreende a área costeira entre Arraial do Cabo-RJ e São João da Barra-RJ.

Ainda de acordo com a Marinha, a área oceânica da região poderá ter ventos muito fortes, de até 74 km/h, na quinta-feira, 9. A Secretaria Municipal de Segurança Pública coloca à disposição para emergência os seguintes números da Defesa Civil: (22) 2741-1190 e (22) 99915-3153 (ligações e whatsapp).

Fonte: Ascom SJB

Paciente é autuado por fumar maconha dentro do Hospital Ferreira Machado

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta terça-feira (7), um homem foi autuado após usar maconha nas dependências do Hospital Ferreira Machado, situado na Rua Rocha Leão, na área central de Campos.

Funcionários do hospital solicitaram a intervenção das autoridades quando, ao passar em frente à enfermaria onde estava internado o nacional identificado pelas iniciais A.A.C.de.S.F, detectaram um odor peculiar, semelhante ao de mato queimado, vindo de um dos quartos do hospital onde diversos pacientes estavam sob cuidados médicos.

No mesmo andar, uma equipe de brigadistas também recebeu o chamado e, ao adentrar o quarto, entrou em contato com o paciente. O mesmo, segundo informações, teria feito uso de substância entorpecente. Durante a revista, foram encontrados em sua posse 1 tesoura e 1 bucha de maconha.

Segundo relatos, o paciente vinha tendo comportamento inadequado há algum tempo, incluindo discussões com funcionários e outros pacientes. Como resultado, o homem foi encaminhado para a delegacia.

No momento da abordagem, o paciente não apresentava alterações evidentes. Os policiais conduziram o acusado e o material apreendido até a 134ª Delegacia de Polícia do Centro. Na delegacia, o suspeito foi autuado com base no artigo 28 da Lei 11.343/06, ouvido em depoimento e posteriormente liberado.