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Homem com mandado de prisão por estupro de vulnerável é preso em Campos

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Neste sábado (22) um homem, identificado como M.C.S., foi preso em cumprimento de mandado de prisão por estupro de vulnerável. O caso ocorreu no distrito de Travessão, em Campos.

Os policiais foram solicitados para dar apoio na busca de um acusado de estupro de vulnerável, morador da cidade São João da Barra, que estava em um evento em Travessão. Ao chegar no local, os agentes realizaram um cerco e observaram o homem deixando o evento e entrando em um ônibus.

De acordo com a Polícia, o mandado foi expedido no dia 13 de fevereiro no município de São Francisco do Itabapoana.

Rapidamente os agentes realizaram a abordagem e conseguiram deter o suspeito. Diante dos fatos, o mesmo foi encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde ficou preso à disposição da justiça.

Motorista de 25 anos morre após carro cair no canal Campos-Macaé

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na noite deste domingo (23) um homem de 25 anos, identificado como B.C.F., morreu após o carro em que estava cair no canal Campos-Macaé. O caso ocorreu no Centro de Campos.

O carro que em a vítima dirigia caiu a 500 metros da avenida 28 de Março. Os Bombeiros foram acionados, mas ao chegar no local, o motorista já estava morto dentro do veículo.

As causas do acidente ainda não foram reveladas. Uma equipe auxiliou a retirar o carro do canal. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Outro acidente

Na madrugada de domingo (23) duas mulheres ficaram feridas depois que o carro onde elas estavam cair no Canal Campos-Macaé, no cruzamento com a Avenida Arthur Bernardes, em Campos. As vítimas foram socorridas para o Hospital Ferreira Machado (HFM).

Foto: Divulgação

Brasileiras presas na Alemanha relatam infecção por usar roupas coletivas em prisão

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – As brasileiras Kátyna Baía, 44, e Jeanne Paolini, 40, relataram contrair uma infecção bacteriana na pele durante o período em que ficaram presas na Alemanha. Elas tiveram a identificação da mala trocada e ficaram 38 dias detidas em Frankfurt sob a acusação de levar 40 kg de cocaína na bagagem.

Após a Justiça brasileira enviar a confirmação das trocas de etiquetas por uma quadrilha no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, a Alemanha libertou as brasileiras na última terça (11). Na sexta-feira (14), elas desembarcaram em Goiânia, onde se reencontraram com a família.

As companheiras Kátyna Baía e Jeanne Paolini ficaram presas por engano durante 38 dias na Alemanha.

Após o retorno, elas passaram por uma consulta com uma dermatologista que constatou a doença –que teria sido contraída pelo uso coletivo de roupas e calcinhas dentro do presídio alemão.

“Voltamos com uma infecção bacteriana na pele que […] se deu em função do uso coletivo de roupas e calcinhas (sim, era tudo de uso coletivo). Mais um problema daquela prisão arbitrária e injusta. Mas vamos superar”, escreveu Kátyna em uma postagem nas redes sociais neste sábado (22).

A advogada delas, Luana Provásio, disse que pretende abrir uma ação por danos morais contra o Estado alemão.

A investigação da Polícia Federal brasileira constatou que as etiquetas com os nomes delas foram parar em malas que continham 40 quilos de cocaína, e que elas não sabiam sobre as drogas.

O casal passaria 20 dias viajando de férias pela Europa. Além da Alemanha, o roteiro incluía Bélgica e Holanda, em comemoração da conclusão da residência veterinária que Jeanne fazia na UnB (Universidade de Brasília).

Segundo elas, ao serem detidas no aeroporto, foram separadas e ficaram em salas diferentes, algemadas pelas mãos e pelos pés por cinco horas, com fome e com frio. Só souberam do que eram acusadas quando chegou um intérprete.

Além da prisão, Kátyna também não conseguiu acesso aos seus remédios de uso contínuo para dores crônicas e ansiedade que estavam na sua bagagem de mão. As duas permaneceram em celas separadas o tempo todo.

Na sexta-feira (21), Kátyna postou no Instagram um desenho que fez para mostrar a visão que tinha da janela de sua cela na prisão em Frankfurt. A ilustração mostra 11 guardas armados e fumando num pátio, além de uma espécie de torre de vigia e uma igreja com uma cruz em destaque.

O caso deu início a uma investigação da Polícia Federal sobre troca de bagagem, que resultou em uma operação com que prendeu seis suspeitos de participarem do esquema.

Segundo os policiais, os narcotraficantes retiravam aleatoriamente etiquetas de bagagens despachadas e as colocavam em malas contendo drogas.

Turbina de avião pega fogo após decolagem nos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um avião da American Airlines teve de voltar ao aeroporto, nos EUA, logo depois de decolar neste domingo (23) após uma de suas turbinas pegar fogo.

O avião havia acabado de decolar e a turbina do Boeing 737 pegou fogo ao deixar o aeroporto de Columbus, em Ohio.

A primeira hipótese era de choque com pássaros no ar. Mas o aeroporto de Columbus disse no Twitter que o avião passou por “problemas mecânicos”, e não um incêndio no motor.

Um vídeo com uma das turbinas do avião em chamas viralizou no Twitter na manhã deste domingo.

Às 10h deste domingo (horário de Brasília), o aeroporto informou que já estava “aberto e operacional” e que a aeronave retornou e pousou com segurança. A FAA (Administração Federal de Aviação, na sigla em inglês) comunicou que investiga o caso.

Vira-lata salva jovem de sequestro no Chile; veja as imagens!

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Se ainda não acredita que o cão é o melhor amigo dos humanos, veja esta história e confira uma nova prova.

Um cão vira-lata tornou-se o herói de uma jovem que estava prestes a ser sequestrada, na terça-feira, dia 18 de abril, no Chile.

A garota caminhava sozinha, numa rua sem movimento, quando foi abordada por um carro, quando um passageiro abriu a porta e lhe dirigiu algumas palavras. A sua atitude mostra que ela percebeu que a situação era perigosa.

Ela afasta-se com medo, mas o maior sufoco só acaba depois do animal ter corrido em direção ao carro na tentativa de atacar os suspeitos.

O momento ficou registado pelas câmaras de videovigilância do local.

Perro salva a niña de ser secuestradahttps://t.co/rFtZoyih07 pic.twitter.com/85lS6blh9f

— Publimetro México ️? (@PublimetroMX) April 21, 2023

 

Namorado de brasileira morta no Chile é preso quase dois anos após o crime

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O empresário chileno Rodrigo Del Valle Mijac foi preso suspeito de ter matado a namorada, a modelo brasileira Nayara Vit, 33. O crime aconteceu há quase dois anos.

Nesta quarta (19), sua prisão foi convertida em preventiva. A modelo morreu em julho de 2021, ao cair do 12º andar de um prédio, em Santiago, no Chile.

Mijac estava com Nayara no momento da queda e disse que ela cometeu suicídio. No entanto, uma testemunha afirmou ter ouvido uma discussão entre o casal, a quebra de um vaso na varanda e, em seguida, um grito de mulher.

A responsável pela investigação, Carolina Fuentes Remy-Maillet, disse que o acusado apresentou uma série de contradições e que os peritos descartaram o suicídio, de acordo com o jornal chileno Meganoticias.

Em depoimento, Mijac afirmou que sua companheira estava sob efeito de álcool e, “sem mencionar nenhuma palavra, correu até a varanda e se atirou”.

A modelo, que vivia havia 16 anos no Chile, participava de um programa televisivo e tinha uma filha de quatro anos de seu primeiro casamento.

Já na época do crime, amigos e familiares contestavam a versão de suicídio. Uma amiga de Nayara, identificada como Marcela Bakit, afirmou ao programa chileno Contigo En La Mañana que estranhou a ausência do empresário no enterro.

“Sei que temos que ter bastante cuidado de atribuir algo a alguém durante uma investigação, mas achei bastante estranho não comparecer ao funeral de sua companheira. Ele não apareceu, não vi flores. É triste porque ela estava cega por essa pessoa”, disse, em 2021.

Ainda em 2021, ao mesmo programa, o irmão de Nayara, Guilherme Vit, disse que que a família foi avisada da morte pelo ex-marido da modelo. Ele também mora no Chile e foi até o local na madrugada da queda. “Ele contou que perguntou para a babá se ela tinha ouvido alguma coisa, e ela contou que ouviu um vaso [que ficava na sacada do prédio] quebrando, ouviu um grito da Nayara e a queda dela.”

Mijac é executivo de uma empresa de soluções de tecnologia que atendia gigantes de outros setores da economia chilena.

Corpo de recém-nascido é encontrado em caçamba de lixo em Brasília

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O corpo de um bebê recém-nascido foi encontrado, no domingo (23), dentro de uma caçamba de lixo, em Taguatinga, Brasília.

De acordo com o corpo de bombeiros, citado pelo portal R7, a criança, do sexo masculino, já se encontrava sem sinais vitais e ainda estava ligado à placenta.

O bebê foi ainda avaliado pelos socorristas e, após ser declarado o óbito, o local foi isolado para perícias policiais.

O alerta foi dado por um homem, que estava recolhendo o lixo da caçamba.

A Polícia Civil está investigando o caso, na tentativa de identificar responsáveis e as motivações para o crime. Até ao momento, não há suspeitos detidos.

O abandono de crianças é considerado crime e pode ser punido com uma pena de até seis anos de prisão.

Proposta prevê que aluno do Fies só pague dívida após conseguir emprego

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DANIELLE BRANT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Parlamentares do chamado Gabinete Compartilhado do Congresso apresentaram uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê que a dívida do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) comece a ser paga somente depois que o estudante conseguir um emprego.

Hoje, o aluno começa a quitar os valores devidos assim que conclui o curso. A ideia é que esse pagamento ocorra automaticamente quando ele tiver uma renda decorrente de vínculo empregatício.
A intenção é reduzir a inadimplência do programa, que hoje supera 50%, de acordo com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Haveria cerca de R$ 11 bilhões em parcelas atrasadas.

A PEC já foi apresentada aos ministros Camilo Santana (Educação) e Fernando Haddad (Fazenda). Valores e percentuais seriam definidos posteriormente em um projeto de lei complementar.

O Gabinete Compartilhado é composto pelas deputadas Camila Jara (PT-MS) e Tabata Amaral (PSB-SP), os deputados Amom Mandel (Cidadania-AM), Duarte (PSB-MA) e Pedro Campos (PSB-PE), e pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE).

Grupo rouba e agride funcionários de conselho de populações extrativistas no Pará

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BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil apura a ação de homens armados que invadiram o escritório regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, em Belém, no Pará, na madrugada deste sábado (22).

Na ação, eles agrediram funcionários e roubaram dinheiro, computadores, televisão, entre outros equipamentos, incluindo antenas digitais do projeto Conexão Povos da Floresta, cujas instalações ocorreriam em territórios indígenas, extrativistas e quilombolas.

O projeto pretende levar internet dentro de três anos a povos em territórios protegidos. Não há informações de quantos funcionários estavam no momento do escritório e o estado de saúde deles.

De acordo com nota do conselho, os criminosos ameaçaram “e ordenaram que o CNS pare de fazer denúncias em relação a questões de terras e grilagens, além de proferirem outras ameaças, incluindo um possível retorno para executar os próprios membros”.

Em publicação nas redes sociais, a diretoria do CNS afirmou que não vai se calar e que continuará atuando contra injustiças nos territórios e contra as populações extrativistas no Pará e em qualquer outro estado onde tem atuação.

A Polícia Civil do Pará afirmou que o roubo ocorrido na madrugada deste sábado (22) foi registrado e está sendo investigado, a fim de investigar os autores.

Lula assina 13 acordos em Portugal, volta a atacar antecessores e comete gafe

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GIULIANA MIRANDA
LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Ao lado do premiê de Portugal, o socialista António Costa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alguns de seus ministros assinaram 13 acordos com o país europeu na tarde deste sábado (22) que versam sobre assuntos que vão de educação a saúde.

Lula voltou a atacar seus antecessores, mesmo que sem nomeá-los. “Houve irresponsabilidade de quem governou o Brasil nos últimos seis anos”, disse o petista, referindo-se a Jair Bolsonaro e a Michel Temer.

As declarações ocorreram no encerramento da 13ª Cúpula Luso-Brasileira, realizada na capital Lisboa. Previstas para acontecerem a cada dois anos, as reuniões não eram realizadas desde 2016.

Em 2018, o então presidente Temer chegou a confirmar presença no evento, mas desmarcou a viagem a poucos dias do embarque, optando por priorizar a agenda doméstica. E, em seus quatro anos na Presidência, Bolsonaro não fez nenhuma viagem oficial a Portugal.

O primeiro-ministro luso manifestou querer que a cúpula, ou cimeira, como se diz em Portugal, seja a partir de agora anual.
Com um discurso sem roteiro, Lula também cometeu uma gafe. Embora muitos portugueses residentes no Brasil se queixem da existência de um estereótipo do “português da padaria”, o presidente destacou justamente a presença dos padeiros ao falar sobre a comunidade lusa no país. Disse que “nenhum brasileiro consegue comprar pão de manhã sem conversar com um português”.

A escolha de Portugal como primeiro destino na Europa no terceiro mandato de Lula sinaliza um esforço de reaproximação entre os dois países, após anos de distanciamento no governo de Bolsonaro.

Divulgada após a cúpula, a declaração conjunta tem 93 pontos, com várias menções ao reforço das relações bilaterais e a exaltação da importância da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que Brasil e Portugal integram ao lado de seis nações da África e do Timor Leste, o único lusófono do Sudeste Asiático.

Em meio à repercussão internacional negativa das recentes falas de Lula sobre a guerra no Leste Europeu, a versão final do texto incluiu um posicionamento sobre a situação da Ucrânia, com ambos os países condenando a invasão russa.

O documento afirma que os chefes de governo de Portugal e Brasil “deploraram a violação da integridade territorial da Ucrânia pela Rússia e a anexação de partes do seu território”. Os dois líderes lamentaram ainda as mortes de civis, expressando preocupação com os efeitos negativos do conflito na segurança alimentar e energética, principalmente de países mais vulneráveis.

A declaração conjunta anuncia ainda a assinatura de 13 novos instrumentos de cooperação para aprofundar as relações bilaterais. Inicialmente, o Itamaraty havia divulgado uma lista com 11 memorandos -e o próprio presidente mencionou o número em suas declarações. Horas depois, a lista foi atualizada com mais dois acordos.

Para a crescente comunidade brasileira residente no país europeu, um dos pontos com maior potencial de impacto é o acordo para concessão de equivalência de estudos, referente ao ensino fundamental e médio, no Brasil, e ao ensino básico e secundário, em Portugal.

Os pormenores do novo sistema ainda não foram divulgados. O ministro da Educação Camilo Santana cancelou a declaração que faria à imprensa explicando o acordo e as mudanças implementadas. O tradicional espaço de perguntas dos jornalistas, aliás, foi desmarcado, e Lula e sua comitiva saíram do local direto para um jantar com autoridades portuguesas.
Pelo modelo atual, o processo de reconhecimento de ensino entre os países já é possível, mas burocrático. Em Portugal, além dos dos documentos que comprovam a conclusão do curso e o desempenho escolar, é necessária ainda uma declaração emitida pela embaixada.

Como o sistema escolar português adota nota de 0 a 20 -e não de 0 a 10, como no Brasil-, esse documento funciona como uma espécie de “conversão e adaptação” das médias brasileiras.
Os dois países assinaram ainda um acordo sobre proteção de testemunhas e outro sobre a criação da Escola Portuguesa de São Paulo. A proposta de um colégio público luso na cidade foi anunciada em 2017, mas ainda não saiu do papel.

Além de um acordo de cooperação entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e entidades de saúde e tecnologia portuguesas, a cúpula teve ainda a assinatura de uma carta de intenções para reforçar a colaboração entre os dois países.

Brasileira presa na Indonésia depõe em maio sob risco de pena de morte

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MARIANA DURÃES
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A brasileira presa em Bali, na Indonésia, após tentar entrar no país com mais de três quilos de cocaína, vai prestar depoimento no dia 2 de maio, segundo advogado da família.

O depoimento de Manuela Vitória De Araujo Farias, de 19 anos, deve ser uma das últimas etapas do julgamento.
Até o momento, já foram ouvidas 7 testemunhas, sendo uma de defesa e seis de acusação, disse à reportagem o advogado da família Davi Lira, que acompanha o caso do Brasil. Na Indonésia, a jovem tem outro defensor especializado em casos como o dela.

A sentença pode condená-la à morte ou à prisão perpétua no país, que tem uma severa lei antidrogas. Esta decisão, porém, ainda não tem data para ser tomada.

Em janeiro, o Itamaraty disse ao UOL ter conhecimento do caso, acompanhado pela Embaixada do Brasil em Jacarta, e que “vem prestando a assistência consular cabível à nacional”.
“A expectativa da defesa é de que ela escape da pena de morte e da [prisão] perpétua. Lá e um país muito rígido. Acredito que será penalizada, mas cremos numa pena menor”, afirmou Lira.

RELEMBRE O CASO
Manuela foi detida no dia 1º de janeiro, quando desembarcou com a droga dividida em duas malas. À época, o advogado disse que a jovem não sabia o que levava ao embarcar para o país asiático.

Segundo Lira, a paraense até desconfiou da promessa de aulas de surfe em troca do transporte de uma encomenda até o país, e tentou desistir, mas teria sido coagida por pessoas que a abordaram.

Natural de Belém, a jovem conheceu os suspeitos pelo envio da droga em um “circuito de baladas” de Santa Catarina, estado no qual a mãe dela mora, para fazer tratamento contra uma doença.
“Ela não queria mais ir, desconfiou de alguma coisa, mas as pessoas começaram a constrangê-la. Falaram que ela não podia mais desistir da viagem, que eles já tinham gastado dinheiro e que o máximo que ela poderia fazer, se ela não quisesse ir, era indenizá-los em 20 mil reais”, declarou o advogado.

Cruzada contra LGBTQIA+ nos EUA vai de lei antidrag a currículos não inclusivos

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GABRIEL ARAÚJO
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – Imersos em uma agenda conservadora contra minorias, os EUA tiveram neste ano recorde de projetos de lei que cerceiam os direitos de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

Segundo um relatório do Movement Advancement Project (MAP), instituição que pesquisa e fiscaliza questões relacionadas ao tema, foram mais de 650 projetos anti-LGBTQIA+ propostos em todo o país.

Grande parte diz respeito aos currículos escolares, restringindo ou banindo discussões relacionadas à comunidade LGBTQIA+ nas escolas -leis conhecidas por “projetos não diga gay/trans”.

De acordo com o relatório, foram apresentados mais de 160 projetos do tipo nos dois primeiros meses do ano. A marca, que quadruplicou entre 2020 e 2022, reflete uma agenda que, segundo o MAP, tem o objetivo deliberado de “expurgar a comunidade”.

No final de fevereiro, o estado americano do Tennessee aprovou uma lei inédita que demarca mais um exemplo desse movimento.

O projeto restringe a participação de drag queens em eventos públicos ou em espaços onde crianças e adolescentes estejam presentes. A lei antidrag, como passou a ser chamada, entraria em vigor em março, mas foi temporariamente barrada por um juiz federal até maio.

“Essa lei certamente não compreende o que significa ser uma drag queen”, diz Billy Harden, que há 20 anos performa como Obsinity.

Harden nasceu no Alabama, mas vive há dez anos em Nashville, capital do Tennessee. “Eles estão tentando categorizar esse universo como um entretenimento sexual. Essa é apenas uma subcategoria numa forma de arte vasta, cheia de tantas outras expressões de individualidade e criatividade.”

Harden trabalha como Obsinity sendo anfitriã e performer do Big Drag Bus, ônibus que abriga uma festa itinerante com drag queens e circula pelo centro de Nashville. Drag, como ele explica, não é só a sua expressão como artista, mas também seu emprego e fonte de renda.

“É um dos trabalhos mais recompensadores que já tive. A alegria que recebemos dos frequentadores do Big Drag Bus é gratificante, especialmente daqueles que estão conhecendo a arte drag pela primeira vez.”

Embora o projeto ainda não tenha afetado sua vida e seu trabalho -o Big Drag Bus é voltado ao público adulto e, portanto, não se enquadra nos espaços descritos pela lei-, Harden teme que a nova legislação possa afetar outros empreendimentos na cidade.

Ele, que cresceu no sul dos EUA, região conhecida por sua agenda conservadora, diz não se surpreender com o cenário. Mas ressalta que esse crescimento das pautas e leis conservadoras vem desde 2016, ano da eleição de Donald Trump à Casa Branca. “As pessoas estão achando que elas podem se safar de tudo que propõem”, diz.

Outras leis também afetam os diretos da comunidade trans. Em 2019, por exemplo, não havia legislação que impossibilitasse a participação de estudantes trans em esportes juvenis. Já em 2023, essa participação é proibida em 19 estados, sendo que, nos últimos anos, outros 27 consideraram restrições semelhantes. O MAP afirma ainda que, em sete estados americanos, estudantes trans não podem usar banheiros que refletem a sua identidade.

Para Cristiano Rodrigues, professor do departamento de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a agenda americana contra o que conservadores chamam de “ideologia de gênero” é reflexo de um movimento que atinge todo o mundo.
Segundo Rodrigues, esse fenômeno global é “alimentado por uma mobilização internacional que envolve grande investimento financeiro, a igreja e atores políticos relevantes, e ainda é reproduzido no interior da opinião pública como se fosse natural da sociedade civil”.
Embora alguns estudiosos mencionem o início dos anos 2000 para explicar as origens desse contramovimento, o cenário contemporâneo de ascensão da ultradireita e de universalização das redes sociais fez com que o fenômeno também se radicalizasse com maior intensidade.
A questão ganha uma realidade particular nos EUA, analisa o professor, graças à forte aliança política entre eleitorado e partidos. “Essa aliança, muito emocional, faz com que líderes dessas legendas, especialmente a republicana, estiquem a corda do conservadorismo”.
“O eleitor, para não votar no Partido Democrata, continua elegendo representantes republicanos mesmo que eles adotem propostas que não sejam necessariamente as mais éticas e as mais morais.”
Isso explicaria a facilidade de aprovação das leis antigênero em alguns estados e também as recentes legislações aprovadas contra a discussão dos estudos raciais nas escolas, na contramão de protestos impulsionados pela morte de George Floyd e pelo ativismo do “Black Lives Matter” (vidas negras importam).
Debates em torno da teoria crítica da raça, movimento intelectual e social que parte do pressuposto de que a raça é um conceito socialmente construído, foram banidos em ao menos 16 estados americanos, enquanto outros 20 consideram o banimento.
Para Rodrigues, as consequências podem ser graves. “Existe um conjunto de instituições”, explica, citando agentes políticos, neopentecostais e judiciais, “que está trabalhando muito mais fortemente para a conservação do que existia antes da garantia desses direitos do que movimentos sociais são capazes de fazer”.
É uma avaliação semelhante à de Billy Harden, que, por sua vez, não alimenta a esperança de um fim rápido dessa onda conservadora. “Os conservadores estão sempre falando de uma agenda gay. Mas nós não temos uma agenda. A agenda está vindo deles. E essa agenda está impedindo que nós tenhamos os direitos que merecemos.”

Exposição com peças arqueológicas originais e réplicas de Pompeia chega a São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quem gosta de história vai ter a chance de se aprofundar no tema com a exposição “Império Romano e os Corpos de Pompeia”, que chegou nesta sexta-feira (21) ao shopping Pátio Paulista, em São Paulo.

Ao todo estão expostas 200 peças arqueológicas, sendo 132 originais e 87 réplicas, além de ambientes cenográficos que mostram a vida e o cotidiano dos habitantes da cidade romana.
A exposição traz artefatos de Pompeia e Herculano. A primeira, atingida por um vulcão em 79 d.C, é um dos sítios arqueológicos mais completos da história, que mostra casas, pessoas e animais sob cinzas.

São as réplicas dos corpos petrificados que ganham destaque no acervo da mostra, incluindo um cavalo e um cachorro. Pompeia foi declarada pela Unesco Patrimônio da Humanidade em 1997.
A entrada da exposição, que acontece até o dia 30 de maio no shopping da avenida Paulista, é gratuita.

IMPÉRIO ROMANO E OS CORPOS DE POMPEIA
Quando Seg. a sáb. das 11h às 22h; dom. e feriado, das 11h às 20h
Onde Shopping Pátio Paulista – R. Treze de Maio, 1.947, Bela Vista, região central. Espaço Piso Jardins – 3º andar
Preço Entrada gratuita
Link: https://www.shoppingpatiopaulista.com.br/novidade/exposicao-imperio-romano-e-os-corpos-de-pompeia

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BMW bate em árvore e deixa três mortos na zona leste de São Paulo

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FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um acidente deixou três pessoas mortas no Cangaíba, na zona leste de São Paulo, na noite desta sexta-feira (21).

No acidente, um veículo da marca BMW chocou-se violentamente contra uma árvore na avenida Doutor Assis Ribeiro, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).
Com o impacto, uma das rodas dianteiras se desprendeu do veículo e caiu no telhado de uma casa –ninguém ficou ferido no imóvel.

Foram acionados policiais militares e o resgate. O motorista, de 23 anos, teve o corpo arremessado para fora do veículo e morreu no local.

Já duas passageiras, de 37 e 36, foram levadas a hospitais próximos, mas não resistiram aos ferimentos. Uma terceira mulher, também passageira, de 21 anos, foi socorrida e atendida em um hospital, porém não informações sobre seu estado de saúde.

O local e o veículo passaram por perícia e solicitou-se que as vítimas sejam submetidas a exames toxicológicos.

O caso foi registrado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, no 10º distrito policial (Penha de Franca). A polícia deve apurar as causas do acidente.

Cirurgia feita em recém-nascidos na língua tem aval de médicos

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Quando os ex-participantes do Big Brother Brasil Viih Tube e Eliézer contaram que a filha recém-nascida, Lua, precisou fazer uma cirurgia de frenectomia na primeira semana de vida, muita gente se assustou com o termo. Em termos mais gerais, esse procedimento é extremamente comum e evita que a criança tenha a língua presa.

Exatamente por ser simples e fácil de fazer, porém, o tema é alvo de discussão entre os médicos: alguns defendem que o diagnóstico pode ser muito precoce e sem o devido cuidado ao avaliar a necessidade da intervenção. A cirurgiã odonto-pediátrica Fabiana Pimentel explica que o procedimento consiste em um pequeno corte na membrana excedente que estiver abaixo da língua (causando a língua presa) ou no lábio superior, entre os incisivos (causando diastema, um espaço maior que o comum entre os dentes superiores da frente).

Desde 2014, o Ministério da Saúde tornou lei o Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês, mais conhecido como “Teste da Linguinha”, realizado em maternidades logo após o nascimento. Todavia, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) entrou com um pedido de revogação da lei em 2019, argumentando que esse teste ocasiona intervenções cirúrgicas desnecessárias e dificulta a identificação de casos mais graves. Até o momento, não houve revogação.

Para a odontopediatra, a necessidade de fazer esse tipo de diagnóstico cedo ajuda a amamentação da criança. “O que mais se conhece popularmente é a língua presa, na fala, mas essa anatomia pode fazer com que o bebê não consiga mamar direito, além de poder prejudicar a entrada do ar nos freios nasais, atrapalhando a respiração, e ocasionar um uso posterior de aparelhos dentários”, afirma.

POR QUE FAZER? A amamentação foi um dos problemas elencados por Viih Tube. “A Lua nasceu com um ‘freio’ na língua, e antes de fazer a frenectomia ela mamou. Fez bolha de sucção, fez várias coisas.”

A especialista ressalta que a amamentação incorreta pode levar ao baixo peso, podendo evoluir para desnutrição. As bolhas costumam representar que o bebê está ingerindo mais ar do que o leite, o que, por sua vez, tende a ocasionar desconfortos, como cólicas ou gases.

Além disso, é comum que as mamas da mãe apresentem feridas e o leite comece a “empedrar”, causando dor e desconforto. “Eu acho que, em relação aos benefícios (da frenectomia), o risco é praticamente zero”, afirma.

As complicações que podem ser causadas pelo procedimento envolvem, além de dores locais, pequenas hemorragias ou inflamação dos pontos. A anestesia dada pela equipe médica é local ou anestesia tópica.

EM ADULTOS. Conforme a especialista, a obrigatoriedade do teste da linguinha foi um dos fatores que contribuíram com a indicação aos pais para optarem pela intervenção cirúrgica o mais cedo possível. “Não tem problema fazer quando criança ou quando adulto, continua sendo simples, só não é comum hoje que não seja feito quando bebê”, diz.

Assim como no bebê, o corte na membrana é feito de forma rápida e com anestesia local, dando ao paciente dois dias de recuperação em casa. Nesta situação, normalmente é necessário o apoio de um fonoaudiólogo – tanto na infância, para melhorar a dicção, quanto depois, para se readaptar. Também é comum que o freio cause impacto na dentição, podendo ser corrigido futuramente com aparelhos ortodônticos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MST deixa área da Embrapa, foco de crise com Lula, e liga alerta para lista de promessas

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ADRIANO ALVES
PETROLINA, PE (FOLHAPRESS) – A bandeira do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) já não está mais hasteada no terreno da Embrapa Semiárido, na zona rural de Petrolina (712 km do Recife), desde o final da manhã deste sábado (22).

As famílias que invadiram a área federal há uma semana, em meio a ações do chamado abril vermelho, migraram para um acampamento provisório em uma área vizinha, onde aguardam pelo cumprimento da promessa de novos assentamentos pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A invasão da fazenda da Embrapa estremeceu a relação do MST com o governo Lula, que endureceu declarações contra o movimento após o episódio.

A onda de invasões irritou o presidente Lula, que teme que as ações causem desgaste para o governo, principalmente com o agronegócio. Há receio também de que esse movimento atrapalhe o andamento de pautas de interesse da gestão Lula no Congresso.

A retirada do grupo começou na última quinta-feira (20), logo após uma reunião de líderes do MST com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

O acordo firmado prevê o levantamento das famílias acampadas, a compra de cinco propriedades da região para o assentamento de todos e envio de lonas e cestas básicas para atender o grupo enquanto esperam as novas terras.
Os líderes do movimento dizem ter esperança no cumprimento da resolução. Mas estão prontos para voltar a ocupar a área da Embrapa Semiárido caso o governo federal não cumpra sua parte.

O novo acampamento está a cerca de 40 metros da fazenda, em uma localização estratégica caso precisem retornar.
A Justiça chegou a determinar a reintegração de posse do local, dando 48 horas para desocupação pacífica. A intimação foi entregue na quinta-feira (20). Na manhã deste sábado (22), havia uma viatura da Polícia Federal na rodovia próxima à fazenda, mas os agentes não chegaram a intervir.
Líder da ocupação, Florisvaldo Araújo Neves diz que a saída dos sem-terra da fazenda não foi motivada pela determinação judicial.

“Se não houvesse a negociação [com o governo], a gente não ia sair assim fácil. É natural que toda empresa, sendo pública ou privada, entre com a reintegração de posse. Mas cabe à gente o processo de resistência.”

Ele ressalta ainda o alerta em relação ao cadastramento de famílias, primeiro passo do acordo com o governo. “Se não iniciar, já acende o nosso sinal vermelho”, diz o agricultor.
Homens, mulheres e até crianças ajudam a levantar o novo acampamento erguido em área cedida pelo Assentamento

Josias e Samuel, também do MST.
Os barracos foram montados com estacas retiradas da área, lonas e palhas de coco. O acabamento é feito com pregos e até amarrações com restos de mangueiras de irrigação, recolhidos em áreas vizinhas.

São mais de 600 famílias no grupo, que passa de 2.000 pessoas. A maioria saiu da área urbana de Lagoa Grande (PE), cidade vizinha, e do próprio município de Petrolina.

Segundo os líderes do movimento, a maioria é de trabalhadores rurais que não têm terra própria e estavam como funcionários das fazendas da região.

O lavrador Célio Costa, 45, foi um dos que saiu de Lagoa Grande. “Eu sou agricultor desde pequeno e a gente tem essa necessidade de um pedaço de terra para que a gente possa plantar e criar pequenos animais”, diz.

Ele deixou a esposa em casa e foi para o acampamento com mais quatro pessoas da família, entre cunhados e sobrinhos.
O grupo que forma o chamado “Assentamento Embrapa” se reúne há quatro anos. Contam que já monitoravam a área, segundo eles, sem uso pelo órgão federal.

A Embrapa, contudo, diz que a terra é de preservação da caatinga e a que sua invasão comprometeu a vida de animais ameaçados de extinção, além de pesquisas para conservação ambiental e de uso sustentável do bioma, realizadas no local.
A área pertence à antiga Unidade de Serviços, Produtos e Mercados, integrada agora na Embrapa Semiárido. Segundo o órgão, é utilizada para instalação de experimentos diversos e multiplicação genética de mudas e sementes.

O MST em Pernambuco afirmou, em nota, que nada foi danificado pelas famílias e que nenhum animal foi ameaçado.
Enquanto a reportagem esteve no acampamento na manhã deste sábado, foi realizada uma assembleia dos sem-terra da ocupação.

Eles receberam orientações dos líderes reforçando o acordo com o governo federal, pediram que as famílias se mantivessem unidas e destacaram as regras de organização interna, como a limpeza do acampamento, a construção de banheiros públicos e o cuidado com fogo na área.

O consumo de bebidas alcoólicas é proibido entre os acampados.
O espaço onde o MST estava instalado deve ser usado, em agosto deste ano, para a 10ª edição do Semiárido Show. A feira apresenta novas tecnologias para os agricultores familiares da região, costuma receber mais de 20 mil pessoas oriundas de vários estados do Nordeste.

Essa era a maior área invadida pelo MST em Pernambuco no abril vermelho deste ano. No estado, foram oito áreas ocupadas por 2.280 famílias sem-terra. Por todo país, foram invadidas fazendas e sedes do Incra. O movimento afirma que são terras improdutivas.

O MST pressiona o governo Lula a apresentar um plano de ações de reforma agrária para os próximos quatro anos e atender a demanda das famílias acampadas e assentadas. Os sem-terra estão insatisfeitos com a lentidão da gestão federal com o tema.
A entidade estima que cerca de 100 mil famílias vivem em acampamentos no Brasil. Destas, 30 mil estão em áreas em processo de regularização que não foram concluídos pelo Incra.
Nas conversas com o governo, o MST argumenta que é papel do movimento pressionar para que a reforma seja uma prioridade de fato do Executivo.

Itália tenta criminalizar atos de ativistas climáticos que chama de ‘ecovândalos’

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MICHELE OLIVEIRA
MILÃO, ITÁLIA (FOLHAPRESS) – Nos últimos meses, os alvos foram a fachada do Senado e a fonte da praça de Espanha, em Roma, a estátua do rei Vittorio Emanuele 2º, em frente ao Duomo de Milão, e uma parede externa do Palazzo Vecchio, em Florença. Antes, já tinham sido museus do Vaticano, além de bloqueios contra o fluxo de carros e de jatinhos particulares.

Os protestos do grupo Ultima Generazione (última geração), que reivindica o fim do financiamento público a combustíveis fósseis, ganharam intensidade na Itália e entraram na mira do governo.

O método dos ativistas inclui sujar monumentos com tinta lavável, colar as mãos em obras de arte ou no chão de ruas e jogar água com carvão em fontes, supostamente sem causar danos permanentes.

Exceção é o monumento em Milão, onde, mais de um mês depois, a tinta amarela ainda não pode ser removida com água, e a prefeitura terá que fazer uma operação especial de restauro.
Embora as ações contra museus e monumentos tenham grande repercussão, aquelas que mais irritam a população são as que interrompem o fluxo de carros, causando trânsito.

No último dia 11, após reunião da primeira-ministra Giorgia Meloni com seu gabinete, foi anunciado um projeto de lei que prevê multas mais rigorosas, entre EUR 10 mil e 60 mil (R$ 56 mil e R$ 336 mil), para quem destrói, mancha ou desfigura, total ou parcialmente, bens culturais e paisagísticos.

As medidas se juntam a sanções já presentes no código penal para esse tipo de crime, que hoje chegam a cinco anos de prisão e multa de EUR 15 mil (R$ 84 mil). “Quem danifica nosso patrimônio artístico não pode e não deve se safar”, disse Meloni nas redes sociais.

As novas multas poderão ser aplicadas logo após cada ato, com base em denúncias de funcionários públicos, independentemente do desfecho de futuros processos judiciais. “Os ataques produzem danos econômicos. A limpeza exige a intervenção de pessoal especializado e maquinário custoso”, disse, em nota, o ministro da Cultura, Gennaro Sangiuliano. Segundo ele, que se refere aos ativistas como “ecovândalos”, para limpar a fachada do Senado, foram gastos EUR 40 mil.

Além do projeto de lei, que precisa ser aprovado pelo Parlamento, onde o governo tem maioria, partidos da base de apoio preparam legislação contra os ativistas, com textos adaptados aos atos recentes.

No Senado italiano, a Liga propõe a inclusão de “estruturas de proteção”, como caixas transparentes que envolvem obras de arte, na descrição de crimes contra bens culturais. Outra iniciativa, do Irmãos da Itália, pede prisão de até três anos para quem desfigura ou mancha edifícios públicos e proíbe pessoas acusadas de vandalismo de se aproximarem de monumentos por até um ano.

A oposição acusa o governo de estar exagerando. “Em vez de enfrentar os grandes temas do país, do trabalho ao clima, o governo decide introduzir novos crimes ou endurecer penas, apenas para levar adiante sua propaganda”, disse a deputada Eleonora Evi, da Aliança Verde e Esquerda. “Esses danos [a bens culturais] já são puníveis. Devemos fazer o oposto de exacerbar penalidades: ouvir e abrir diálogo.”

Críticos consideram que a resposta do governo segue a abordagem linha dura adotada também contra as ONGs que prestam socorro a migrantes no mar Mediterrâneo e com o decreto anti-rave, que abria brechas para a punição de protestos políticos -este acabou reescrito e abrandado na tramitação no Parlamento.

Em operação há pouco mais de um ano na Itália, o grupo Ultima Generazione, que tem como mote a “desobediência civil não violenta”, faz parte da rede internacional A22, que reúne uma dezena de movimentos ativistas pelo clima, como o homônimo alemão Letzte Generation e o britânico Just Stop Oil (apenas pare com o petróleo). O grupo é mantido por um fundo internacional que concentra doações.

Além da Itália, o governo do Reino Unido também apresentou, no ano passado, projeto de lei para novos crimes relacionados à ordem pública, com foco nas táticas dos ativistas climáticos. O texto está em tramitação no Parlamento. Em outubro, ativistas jogaram sopa de tomate no vidro que protege a tela Girassóis, de Van Vogh.

Para Sandro Mora, porta-voz do Ultima Generazione, o endurecimento já era esperado. Diversos ativistas foram denunciados pelos atos na Itália, e quatro processos estão em andamento. “Passamos a fase de sermos ignorados, ridicularizados e estamos na fase de repressão. Em seguida, vem a fase de escuta
das nossas demandas, que são as mesmas da comunidade científica”, disse à Folha de S.Paulo.

Segundo o ativista, os protestos na Itália vão continuar, apesar do endurecimento das leis, até que o governo sinalize a interrupção de investimentos em combustíveis fósseis. Entre os países do G20, a Itália é o sexto -o primeiro na Europa- em que mais ocorre financiamento público a combustíveis fósseis, em vez de energia de fontes renováveis.

Na cidade alemã de Hannover, o prefeito fechou um acordo com o Letzte Generation, em fevereiro, e obteve a suspensão dos protestos em que os ativistas se colavam no chão de ruas, enfurecendo motoristas. Ele anunciou apoio a demandas do movimento, como a diminuição das tarifas do sistema público de transporte.

“Naturalmente as novas medidas nos preocupam, mas não a ponto de desistir. Sempre mais pessoas se dão conta da gravidade da crise climática, que hoje se traduz em seca e falta de água na torneira, como já ocorre em partes da Itália. Isso nos assusta mais do que as multas”, afirma Mora.

Mulher é raptada em plena via pública e levada em furgão em Nova Iorque

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Uma mulher teria sido raptada numa rua da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA) e levada num furgão, informou a Polícia de Nova Iorque.

Na rede social Twitter, a autoridade informou que o incidente ocorreu no bairro de Brooklyn, pela 1h45 de sexta-feira (2h45 em Brasília).

“Uma vítima feminina não identificada foi raptada por um indivíduo masculino não identificado no cruzamento da Avenue W e Stillwell Avenue”, informou a polícia, acrescentando que “o homem colocou a vítima num furgão antes de fugir”. 

A vítima teria cerca de 20 anos, pele clara e cabelo comprido. Foi vista pela última vez com uma camisa às riscas, saia azul e sapatos brancas. Já o agressor teria cerca de 30 anos e usava roupa escura.

O rapto foi captado pelas câmaras de videovigilância e as imagens foram divulgadas pela autoridade, para que os cidadãos possam ajudar na investigação.

WANTED for KIDNAPPING: On 4/21 at 1:45 AM, in the intersection of Ave W & Stillwell Ave, an unknown female victim was kidnapped by an unknown male suspect. The suspect placed the victim into a minivan before fleeing the scene. Have any info? Call or DM @NYPDTips, 800-577-TIPS. pic.twitter.com/mXlvosxg26

— NYPD NEWS (@NYPDnews) April 22, 2023

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EUA e Reino Unido resgatam diplomatas do Sudão, onde conflito já matou 420 pessoas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com a ajuda de um helicóptero, os Estados Unidos resgataram diplomatas americanos no Sudão neste sábado (22), enquanto no solo se desenrolavam mais combates entre as duas facções militares do país -conflito que entra na sua segunda semana com mais de 420 pessoas mortas e 3.700 feridas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Todos os funcionários dos EUA e seus dependentes no Sudão foram resgatados, além de alguns diplomatas de outros países. Após a operação, que removeu quase cem pessoas, Washington suspendeu o funcionamento de sua embaixada. “Essa trágica violência no Sudão já custou a vida de centenas de civis inocentes”, afrimou o presidente americano, Joe Biden, pelas redes sociais. “É inescrupuloso e deve parar.”

Por enquanto, os EUA não têm planos para resgatar outros cidadãos americanos que permaneceram no Sudão, mas buscam alternativas para ajudá-los a sair do país.

O atual conflito é fruto das divergências dos antigos aliados Fatah al-Burhan, líder sudanês, e Hemedti, como é conhecido o chefe das RSF (Forças de Apoio Rápido, em português). Em 2019, eles derrubaram a ditadura de 30 anos de Omar al Bashir e, após um golpe em 2021, ocuparam os dois principais cargos em um conselho que supervisionava a transição política para um governo civil e planejava a fusão das RSF com o Exército. Após não chegaram a um acordo, mergulharam o Sudão no caos.

À iniciativa dos EUA se seguiu uma operação do Reino Unido, que, neste domingo (23), retirou funcionários diplomáticos e seus familiares do Sudão. “Continuamos a buscar todos os caminhos para acabar com o derramamento de sangue no Sudão e garantir a segurança dos cidadãos britânicos que permanecem no país”, afirmou o premiê britânico Rishi Sunak pelo Twitter.

A França tenta resgatar diplomatas e cidadãos, segundo anúncio do Ministério das Relações Exteriores do país europeu. Ainda não se sabe, porém, se a ação teve êxito. Segundo o Exército sudanês, um cidadão francês ficou ferido após o comboio de resgate ser atingido pelo grupo paramilitar rival RSF -que, por sua vez, atribui o ferimento às forças oficiais. O comboio, então, teria retornado a seu ponto de partida, segundo relatos não confirmados pela França.

No sábado, a Arábia Saudita também resgatou 91 sauditas e 66 pessoas de outros países por meio de um navio que atravessou o Mar Vermelho. Países como Rússia, Egito, Coreia do Sul, Jordânia e Turquia também tentam viabilizar a retirada de seus cidadãos do Sudão, enquanto o Candá anuncia a suspensão temporária de suas operações no país.

O embaixador de Moscou no Sudão afirmou à mídia estatal russa que 140 dos cerca de 300 russos no Sudão manifestaram o desejo de partir. Planos de resgate foram feitos, afirmou ele, mas ainda são impossíveis de implementar porque cruzariam linhas de combate.

Já o Egito pediu aos cidadãos que estejam fora de Cartum para se dirigirem aos consulados ao norte, e aos que estiverem na capital para se abrigarem em casa até que a situação melhore. O país afirmou que é necessário um processo de resgate “meticuloso, seguro e organizado” para que seus 10 mil cidadãos na nação vizinha cheguem em casa. Um de seus diplomatas, acrescentou, foi ferido por tiros.

Para o pesquisador Hamid Jalafallah, ouvido pela agência de notícias AFP, “pedir corredores seguros para evacuar os estrangeiros sem ao mesmo tempo pedir o fim da guerra” seria terrível. “Os atores internacionais terão menos peso quando saírem do país. Façam o que puderem para sair com segurança, mas não deixem os sudaneses para trás sem proteção”, afirmou.
Na capital, palco de combates violentos, civis aterrorizados saem de casa apenas em busca de comida ou para fugir. Os sudaneses temem que a o conflito se intensifique após a partida dos estrangeiros, em um contexto de desabastecimento de água e alimentos e apagões.

Tentativas de cessar-fogo fracassam sucessivamente desde o início dos combates, no sábado passado (15). As duas partes envolvidas no conflito haviam afirmado que interromperiam os combates por três dias a partir desta sexta-feira (21), durante o Eid al fitr -feriado islâmico que marca o fim do período de jejum do Ramadã. Ambos os lados, porém, se acusaram de romper a trégua.

A guerra de informações entre os dois lados torna impossível saber quem controla os aeroportos do país e em que condições eles se encontram depois de serem danificados.

O Programa Mundial de Alimentos alertou que milhões podem passar fome devido à violência no terceiro maior país da África, onde um terço da população precisa de ajuda. Fora de Cartum, os relatos de mais violência vêm de Darfur, região vizinha do Chade já desestruturada por uma guerra de 2003 que matou 300 mil pessoas e deslocou outras 2,7 milhões. Saqueadores levaram pelo menos dez veículos do Programa Mundial de Alimentos depois de invadir os escritórios da agência em Nyala, no sul dessa região.

Dragão de 14 metros pega fogo durante espetáculo na Disney

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Um dragão de quase 14 metros de altura foi tomado por chamas, no sábado, durante um espetáculo na Disneyland da Califórnia, Estados Unidos, reporta a ABC News.

O incidente provocou a fuga dos espetadores, segundo a informação divulgada pelas autoridades e pelos meios de comunicação locais.

Não se registaram vítimas mortais ou feridos no incidente.

Veja, na galeria acima, um dos vários vídeos que circulam nas redes sociais e que mostram o dragão totalmente envolto em chamas, levando à evacuação da ‘Ilha de Tom Sawyer’, onde ocorria o espetáculo.

“A cabeça do dragão começou a brilhar, e comecei a ver fogo e fumaça”, explicou Elaine Gilmer, que assistiu ao momento, citado pela ABC News.

A causa do incêndio ainda está sendo investigada.

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