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Homem é preso após furtar residência em SJB

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na noite desta terça-feira (24) um homem foi preso após furtar uma residência. O caso ocorreu na Rua João César Gomes da Silva, em Grussaí, em São João da Barra.

Durante uma ocorrência em apoio ao conselho tutelar, os agentes foram informados sobre um furto em residência, onde um homem identificado pelas iniciais L.A.S havia saído pela casa do vizinho com um saco de ração grande nas mãos. Buscas foram iniciadas e os policiais encontraram o suspeito na rua citada.

Durante a abordagem, os policiais revistaram a sacola plástica e encontraram 9 panelas, 3 canecões e aproximadamente 5 kg de pedaços de fios elétricos. Ao ser questionado, o suspeito confessou ter furtado o material dentro da casa da vítima.

Ainda de acordo com a polícia, o acusado deixou cair uma vela acesa e a residência pegou fogo. Os Bombeiros foram acionados e conseguiram apagar as chamas.

Diante dos fatos, o homem foi detido, sendo utilizado o uso da força e algemas, pois o suspeito resistiu à prisão. O mesmo foi encaminhado para a 145ª Delegacia de Polícia de SJB, onde todo o material furtado foi recuperado e o suspeito foi autuado no artigo 155, permanecendo preso.

A Polícia Militar ainda destaca que na sede policial, o suspeito se auto lesionou diversas vezes, batendo a cabeça na parede. Foi solicitado um médico de SJB, que o medicou.

Onda de descobertas de documentos sigilosos nos EUA atinge Mike Pence

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(FOLHAPRESS) – Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos na gestão de Donald Trump, é o mais recente envolvido na série de controvérsias envolvendo documentos sigilosos do país. Um advogado do republicano descobriu cerca de uma dúzia de arquivos secretos na casa do ex-vice em Carmel, no estado de Indiana, e os entregou ao FBI, a polícia federal americana. A informação foi antecipada pela rede CNN.

A busca se deu depois que arquivos do tipo foram encontrados em um escritório particular e na residência do presidente Joe Biden -todos do tempo em que ele foi vice de Barack Obama-, o que suscitou comparações com investigações semelhantes que miram Trump. A nova descoberta, porém, ganha peso porque Pence vinha dizendo repetidamente que não tinha nenhum documento confidencial em sua posse.

Ainda não há clareza sobre os assuntos e a sensibilidade dos materiais encontrados. De acordo com a agência de notícias Reuters, a equipe de Pence, liderada pelo advogado Greg Jacob, notificou os Arquivos Nacionais, a quem cabe administrar esse tipo de papéis, em duas cartas. A primeira, no dia 18, informou a existência dos documentos; a segunda, quatro dias depois, o recolhimento deles pelo FBI, feito já na manhã do dia 19.

A busca no imóvel atendeu a um pedido do próprio Pence, “por excesso de zêlo”, como definiu o advogado nas mensagens, a que a Reuters teve acesso. Jacob acrescentou que o político guardou os papéis em um cofre até a chegada dos agentes da polícia federal americana e que ninguém da equipe os leu. O material sigiloso era parte de documentos encontrados em quatro caixas na casa do ex-vice.

Segundo a CNN, a equipe do republicano planeja notificar o Congresso dos EUA sobre o caso ainda nesta terça-feira (24). Os Arquivos Nacionais informaram o Departamento de Justiça.

Segundo a carta de Jacob aos Arquivos Nacionais, Pence não sabia da existência de documentos confidenciais em sua casa e “entende a grande importância de proteger” o material e cooperar com a investigação.

A série de descobertas levou a uma troca de farpas entre democratas e republicanos, com a oposição acusando Biden de hipocrisia por ter criticado Trump também tendo documentos confidenciais em sua posse. Nesta terça, o senador republicano Lindsey Graham, aliado do ex-presidente, afirmou não acreditar que nenhum dos envolvidos nos casos tentou comprometer a segurança nacional de forma intencional.

“Mas claramente há um problema, talvez estejamos impondo sigilo a coisas demais. O que começou como um problema para os republicanos agora se tornou uma questão para a segurança nacional”, disse.

No caso de Trump, várias centenas de documentos sigilosos do governo, além de milhares de outros papéis e fotos não confidenciais, foram parar em seu clube e residência na Flórida, em Mar-a-Lago, depois de ele deixar a Presidência. Alguns estavam em caixas, no armário de um depósito trancado, e o FBI achou outros no escritório de Trump, incluindo em sua mesa de trabalho, segundo documentos judiciais.

No caso de Biden, algo que a administração descreveu como “um pequeno número de documentos marcados como sigilosos” foram encontrados num armário trancado na sala de um think tank de Washington, o Centro Penn Biden para Diplomacia e Engajamento Global. O político usou o espaço periodicamente depois de deixar a Vice-Presidência, em 2017, e antes de iniciar a campanha de 2020.

Uma revista subsequente na casa de Biden em Wilmington, no estado de Delaware, trouxe à tona outra leva de documentos, num espaço que segundo a Casa Branca é de armazenagem na garagem, além de um documento de uma página “entre materiais guardados numa sala adjacente”.

A descoberta de uma terceira leva também encontrada em Wilmington foi divulgada por advogados de Biden no último sábado (21). Foram encontrados seis papéis sigilosos, alguns dos quais do período em que o democrata foi senador e outros de seu período na Vice-Presidência.

‘Yanomamis falam que a floresta está morrendo’

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Indigenista e missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o padre Corrado Dalmonego está em missão com a população Yanomami, na Amazônia, há 15 anos. As cenas que chocaram o Brasil nos últimos dias, segundo ele, não são fruto de um processo recente, mas de abandono que se estende por anos. Ele avalia que o garimpo ilegal está no cerne das mazelas vividas pelos indígenas – e nele vê diversas das causas da alta da desnutrição.

O trabalho do Cimi, vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se divide em duas frentes, conforme explica o padre. Uma de assessoria jurídica junto aos movimentos indígenas e outra de trabalho de base nas comunidades. Até 2021, esteve em campo com os povos e, agora, acompanha e integra um grupo com pesquisadores Yanomami em Boa Vista, que estuda, sob uma visão étnica, os impactos do garimpo.

Na semana passada, o governo federal declarou emergência em saúde na terra indígena, diante de problemas de acesso a serviços de saúde e aumento dos casos de fome e malária. Especialistas dizem que o enfraquecimento dos órgãos federais de apoio aos indígenas na gestão Jair Bolsonaro (PL) agravaram a crise. “Estamos vivenciando nos últimos quatro, cinco anos, uma situação que dez anos atrás era inimaginável”, diz Dalmonego.

Como você descreveria esses povos que estão na maior terra indígena do País?

Um povo que conserva sua língua, suas tradições, cultos, espiritualidade, de forma particular entre os povos indígenas no Brasil. Sobre essa situação que está sendo fortemente visibilizada, sabemos que é consequência não de algo recente, mas de uma situação de abandono, não apenas omissão, mas de ações culposas, dolosas que foram frequentemente denunciadas e apresentadas a todas as instâncias: os três poderes do Estado brasileiro, e também internacionais, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a Corte Interamericana de Genebra…

É uma situação que há anos está sendo denunciada, mas que hoje, provavelmente com a mudança do governo e a atenção que está sendo dada, encheu manchetes. É um genocídio que está ocorrendo há anos, com culpas além de omissões. Trabalho com eles há quinze anos e posso dizer, partilhando com outros amigos e parceiros do povo Yanomami: estamos vivenciando nos últimos quatro, cinco anos, uma situação que dez anos atrás era inimaginável.

Por que inimaginável?

A gente assiste à invasão do território Yanomami por cerca de 20 mil garimpeiros espalhados no território, que é habitado por 28 mil habitantes. Esta invasão ilegal do garimpo traz consequências devastadoras, não apenas no ambiente – como desflorestamento, assoreamento dos rios, contaminação dos rios por mercúrio -, mas acarreta consequências desastrosas para as comunidades que são obrigadas, em seu território, a viver com invasores que agem desenvolvendo atividades ilegais associadas a grupos criminosos, como investigações da polícia já evidenciaram. Agora, por exemplo, estavam circulando as informações sobre a desnutrição da população, a fome que se difundiu no território. Por quê? O primeiro fator certamente é a invasão do território por essa atividade ilegal de exploração minerária. No que isso acarreta? A floresta Yanomami é urihi, não é apenas um bosque, a floresta é viva, a floresta tem sua dimensão biológica mas também social e espiritual.

Agora a floresta está morrendo, dizem os Yanomami. E os recursos, portanto, com um olhar mais ocidental, que garantem a sobrevivência dos Yanomami que vivem de roça, caça, colheita e pesca, são ameaçados. O barulho dos maquinários, dragas nos rios, motobombas para a destruição das margens dos rios e da floresta para a extração mineral, afugenta a caça. A contaminação mata os peixes. A destruição da floresta afeta os recursos naturais. A destruição das roças. Isso afeta a sustentabilidade alimentar, a autossuficiência alimentar das comunidades. Isso claramente tem impactos naquilo que agora está sendo noticiada como a desnutrição da população. O garimpo também é um veículo de fornecimento de bebidas alcoólicas, drogas, armas, munições e aliciamento dos jovens da força de trabalho para o garimpo. Isso tira a força de trabalho de pessoas que seriam indispensáveis para autossustentação das famílias.

O garimpo ilegal é a principal causa das mazelas vividas pelos Yanomamis?

O garimpo ilegal é vetor também de patologias, de doenças que podem ser a malária, tuberculose, infecções respiratórias, mesmo a covid-19. O garimpo também impede a atuação das equipes multidisciplinares de saúde para o atendimento às comunidades. Já foi notificado no ano passado que por diversos meses alguns postos de saúde chamados UBSI (unidades básicas de saúde indígena) tiveram de ser abandonados pelas equipes de saúde por causa de conflitos. Conflitos entre Yanomami e garimpeiros e conflitos que a presença garimpeira provoca entre as comunidades com bebida alcoólica, com aliciamento, com fornecimento de armas. O garimpo é um fator de aumento exponencial dos conflitos. Isso se reflete claramente em sofrimento por parte dos setores mais frágeis da população, que são crianças e anciãos.

O senhor falou que os Yanomami são um povo que conserva sua cultura de forma particular. Qual a importância dele para o Brasil e o mundo? Há risco de extinção dessa cultura?

O povo de Yanomami é um dos mais numerosos povos indígenas do Brasil, apesar de se falar de seis línguas diferentes, as línguas são intercompreensíveis. Com certeza, podemos reconhecer que é a riqueza, a diversidade de povos, de culturas, de línguas é uma riqueza para a sociedade brasileira e para o mundo inteiro. O que está acontecendo, o genocídio físico, é a dimensão mais evidente da destruição. Mas esse genocídio físico é também acompanhado de um etnocídio, pois a sociedade envolvente, com uma ausência de políticas públicas. Isso traz para os Yanomami, os piores aspectos de nossa sociedade…

O QUE DIZ O MINISTÉRIO DA SAÚDE

Segundo o Ministério da Saúde, uma equipe de 13 profissionais da Força Nacional do SUS foi enviada a Boa Vista para fortalecer a assistência médica e outra equipe multidisciplinar, com oito profissionais de saúde da Aeronáutica, será deslocada de Manaus para a região.

A pasta também pretende acelerar um edital do programa Mais Médicos para “recrutar profissionais, tanto formados no Brasil como no exterior, para atuação nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) de maneira permanente, inclusive no DSEI Yanomami”.

No último domingo, 22, o ministério também tornou disponível o link de cadastro para inscrições de novos voluntários que queiram apoiar a Força Nacional do SUS para serviços em território Yanomami. Só entre domingo e segunda-feira, 23, foram quase 20 mil inscrições, diz o governo.

Carro roubado em Cabo Frio é encontrado em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta terça-feira (24) um carro que havia sido roubado/furtado em Cabo Frio, foi localizado e recuperado na Rua Amaro Barroso, no Bairro Varanda do Visconde, em Campos. Ninguém foi preso.

Após receber informação que um veículo Fiat/Palio de cor verde estava abandonado no local e que talvez seria fruto de roubo, os agentes foram até o endereço citado e encontraram o veículo. Após consulta no sistema, foi constatado que o carro havia sido roubado/furtado no dia 7, em Cabo Frio.

Diante dos fatos, o veículo foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde os policiais foram informados que o proprietário havia tinha recebido a informação que o carro tinha sido encontrado. O mesmo compareceu à delegacia com o comprovante do veículo.

Concurso para Receita Federal encerra inscrições hoje

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Termina hoje (25) o prazo para inscrição em concurso da Receita Federal. No total, são oferecidas 699 vagas, sendo 230 para o cargo de auditor fiscal e 469 para analista tributário. Os salários iniciais serão de R$ 21 mil e R$ 11 mil, respectivamente. As inscrições devem ser feitas até as 16h na página da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A taxa de inscrição custa R$ 115,00 para Analista ou R$ 210 para Auditor e deve ser paga até 26 de janeiro de 2023.

O concurso será realizado em duas etapas. A primeira será dividida em três fases: uma prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório; uma prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório; e uma terceira fase na qual será feita uma pesquisa de vida pregressa, de caráter eliminatório. As provas da primeira e segunda fase estão marcadas para 19 de março e serão  em dois turnos.

Na segunda etapa, será feito um curso de formação profissional, que tem caráter eliminatório.

O prazo de validade do concurso é de 24 meses, contados da data da publicação da homologação do resultado final do concurso no Diário Oficial da União (DOU), podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.

Do total de vagas ofertadas durante o prazo de validade do concurso, 5% serão reservadas a Pessoas com Deficiência (PcD) e 20% serão para os que concorrerem a cotas para negros. O edital do concurso está disponível na página da FGV.

Corpo de homem com marca de tiro na cabeça é encontrado em canavial às margens da BR-356

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Foto: Divulgação

Na tarde desta quarta-feira (25) o corpo de um homem ainda identificado, foi encontrado com a marca de um tiro na cabeça, em um canavial próximo a Furnas, às margens da BR-356, estrada que liga Campos a Itaperuna.

De acordo com informações da polícia, após uma denúncia sobre um corpo, os agentes foram até o local e encontraram o homem caído com um tiro na testa. Ainda de acordo com a polícia, uma cápsula de 9mm foi encontrada no local.

O corpo do homem será removido para o Instituto Médico Legal (IML) e a ocorrência será investigada na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Dina diz que Peru sangra por culpa de Castillo e pede trégua em protestos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A presidente do Peru, Dina Boluarte, culpou seu antecessor pela crise que chegou ao paroxismo no país e pediu uma trégua nacional nos protestos que pedem por sua renúncia e pela dissolução do Parlamento. Mais de 50 pessoas já morreram nos atos, convocados por apoiadores de Pedro Castillo, preso após ser destituído em uma tentativa de golpe no começo de dezembro.

“Convoco a minha querida pátria para uma trégua nacional para poder estabelecer mesas de diálogo, poder fixar a agenda de cada região e desenvolver nossos povos. Não me cansarei de chamar por diálogo, paz e unidade”, disse Dina, em entrevista para a imprensa estrangeira no Palácio de Governo, em Lima.

Ela também fez um chamado ao Legislativo, para que se acelere a tramitação do projeto, apresentado pelo Executivo, que antecipa as eleições gerais no país de 2026 para o ano que vem.

A presidente chamou parte dos manifestantes de radicais e violentos, afirmando, sem provas, que eles têm “uma agenda política bem desenhada” e ligações com o narcotráfico, a mineração ilegal e o contrabando. Sem entrar em detalhes, ela disse que vídeos mostram manifestantes atirando entre si.

“Um senhor aparentemente pega uma huaraca [arma que usa uma corda para fazer arremesso de objetos], mas não é uma huaraca e nem um estilingue, é uma arma que dispara e mata o companheiro que está ao lado. Ou um tiro que sai de uma propriedade privada e mata alguém que está no protesto. Não é a polícia que está disparando”, disse, sem especificar quando ou onde as imagens foram captadas.

Segundo ela, os atos já custaram ao Peru mais de R$ 6,7 bilhões, sendo R$ 2,7 bilhões na forma de impactos na produção econômica -o turismo tem sido uma das atividades mais comprometidas- e R$ 4 bilhões em danos diretos à infraestrutura do país.

Dina ainda dirigiu parte da entrevista para fazer críticas diretas ao antecessor, citando estar no poder apenas pelo fato de ele ter tentado empreender um golpe de Estado. “Aqui não há vítima, senhor Castillo. Aqui há um país que está sangrando como resultado de sua irresponsabilidade.”

No dia 7 de dezembro, Dina foi um dos primeiros atores políticos de peso no Peru a dizer que o movimento de Castillo configurava uma tentativa de golpe. Antes vice-presidente, ela é chamada de “traidora” pelos manifestantes contrários ao seu governo.

A presidente afirmou que não tem interesse em ficar no poder, mas realçou que não vai renunciar ao cargo. “Minha renúncia resolveria a crise e a violência? Quem assumiria a Presidência?”, questionou. “Eu saio quando convocarmos eleições gerais. Não tenho intenção de ficar no poder.”

Dina também se manifestou sobre a detenção aproximadamente 200 pessoas em atos na Universidade San Marcos, na capital peruana. No sábado (21), a polícia entrou no campus derrubando o portão com um veículo blindado e usou bombas de gás lacrimogêneo e um helicóptero para desocupar a instituição, onde se abrigavam centenas de pessoas de regiões do sul do país que foram a Lima para se juntar aos protestos.

O caso elevou a pressão sobre o governo. “Talvez a forma [como a polícia agiu] não tenha sido adequada, e por isso peço desculpas”, disse Dina, acrescentando que nenhuma pessoa ficou ferida na operação. “[Os manifestantes] foram identificados, levados para a delegacia e liberados. A polícia interveio para proteger a vida dos alunos que estavam dentro da universidade porque não sabíamos quem tinha entrado”.

Ao menos 193 pessoas foram presas, das quais 192 foram indiciadas por crimes como danos contra o patrimônio e roubo qualificado. Quase todos os detidos foram libertados até a noite de domingo (22) para responder pelas acusações em liberdade; a exceção foi uma pessoa que teria um mandado de prisão prévio emitido contra si.

No último dia 10, a Procuradoria-Geral peruana anunciou a abertura de investigação preliminar tendo como alvo diversas autoridades, incluindo a presidente e o premiê, Alberto Otárola, suspeitos de terem cometido os crimes de genocídio, homicídio qualificado e lesões graves na repressão aos protestos.

Ao menos 56 pessoas já morreram nos protestos, entre elas um policial. Vídeos que se tornaram virais nas redes sociais mostram agentes de segurança disparando com armas de fogo contra manifestantes.

Apoiadores de Castillo têm atacado à infraestrutura do país como estratégia para desgastar o governo Dina. Na semana passada, as instalações de uma mina de cobre e de uma delegacia foram incendiadas. No último sábado, o Peru anunciou o fechamento por tempo indefinido da entrada para a cidade inca de Machu Picchu, joia turística do país, alegando motivos de segurança.

Segundo Dina, o governo peruano recebeu nos últimos dias uma delegação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que monitora a situação no país. “Todos nós queremos saber a verdade”, disse a presidente.
Depois da entrevista, o governo Dina divulgou comunicado no qual reforça o direito à manifestação. “Mas este não pode ser acompanhado de violência.”

Governo de SP anuncia novos leitos e salas cirúrgicas para câncer

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(FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta terça (24) a abertura de novos leitos e salas cirúrgicas para o tratamento de câncer no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). “Temos que apostar na abertura de leitos”, afirmou o governador.

No total, são 45 novas vagas, sendo 15 de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Além desses, são mais três novas salas cirúrgicas para o centro.

Atualmente, a fila de espera para atendimento oncológico é de 1.536 pacientes, segundo o Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde). No entanto, pode ocorrer diferenças no número de pessoas em espera, porque não há uma contabilização que centraliza o total de pacientes que aguardam atendimentos oncológicos em todos os centros de saúde públicos do estado.

O governador declarou que é preciso melhorar a gestão das filas de cirurgias, não só para oncologia, mas também para outras doenças.

“Uma coisa importante é a forma de encarar a fila. Primeira coisa, quando falamos de número de pessoas na fila, temos que entender de que fila estamos falando. Por incrível que pareça, nós não temos [os números completos]. A forma de gestão da fila tem que ser regionalizada para saber exatamente qual a situação de quem está na fila, se não há contagem dupla, para que possamos fazer a gestão correta”, afirmou.

Em relação ao Icesp, William Nahas, presidente do conselho diretor do instituto, afirmou que o incremento dos leitos pode causar o aumento de cerca de 20% na capacidade de atendimento do instituto. Ele estima que, em cem dias, isso poderia reduzir em 40% a fila de espera Cross.

Nahas ainda disse que espera-se que 200 novos casos de câncer possam ser atendidos no Icesp por mês a partir dos novos leitos.

A ideia é que, com as inaugurações mais recentes, o prazo para atendimento diminua já que, atualmente, não é cumprido o que a lei preconiza. Isso porque, conforme a Lei 12.732 de 2012, o atendimento dos pacientes com câncer a partir do diagnóstico deve ser feito em até 60 dias após a descoberta doença.

Não foi informado qual o tempo médio de espera dos pacientes com câncer que se encontram na fila para atendimento em São Paulo, mas o secretário da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que tem casos de pessoas que aguardaram até nove meses para acessar o tratamento. Segundo ele, cerca de 50% dos pacientes aguardam de sete a oito meses na fila de espera.

O anúncio reitera a ideia de melhorar a saúde no estado por meio de abertura de novos leitos. Segundo Paiva, existem 7.000 a 9.000 leitos fechados para diferenças doenças que poderiam ser reabertos em todo o estado de São Paulo.

Censo vive tragédia absoluta e dados não são confiáveis, diz ex-presidente do IBGE

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(FOLHAPRESS) – A publicação dos dados preliminares do Censo Demográfico 2022 expõe a “tragédia absoluta” que se abateu sobre a pesquisa, avalia o ex-presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) Roberto Olinto.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele defende a realização de uma ampla auditoria dos dados para verificar se eles são válidos, se é preciso realizar um trabalho adicional ou, em caso extremo, se é o caso de elaborar um novo Censo.

“Por que tem que auditar? Porque esses dados não são confiáveis. Teve todos esses problemas, e uma coleta de seis meses é tudo que a demografia reclama. Não pode ser assim”, diz.

Hoje pesquisador associado do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Olinto presidiu o IBGE entre junho de 2017 e dezembro de 2018. Antes, foi diretor de pesquisas do órgão e coordenador da área de contas nacionais, responsável pelo cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

Especialista com experiência internacional na área de estatística, ele critica decisões tomadas pela direção que o sucedeu no IBGE e defende uma investigação para responsabilizar eventuais culpados pelas falhas na realização do Censo. “Quando você faz um Censo e decide que não vai fazer propaganda [para a população colaborar], isso vai contra uma regra. Isso foi doloso, não foi doloso?”, questiona.

O IBGE diz em nota que as contestações não procedem. Segundo o órgão, a metodologia da estimativa apresentada foi aprovada pelo conselho consultivo do Censo, formado por economistas, demógrafos e estatísticos como representantes da sociedade civil.

Segundo o IBGE, o resultado divulgado até agora representa um esforço “para entregar os dados populacionais devidamente atualizados dentro da melhor técnica estatística disponível com maior precisão e confiabilidade”.

PERGUNTA – Quais são os problemas do Censo?

ROBERTO OLINTO – Vou tentar fazer uma linha do tempo. Quando eu saí da presidência, Susana Cordeiro Guerra assumiu, vindo dos Estados Unidos, depois de 20 anos fora do Brasil e sem jamais ter trabalhado na área de estatística ou gestão de qualquer coisa. Começou, de forma extremamente prepotente, a mexer em todo o projeto. Reduziu o questionário, interferindo num projeto discutido com a sociedade civil. Diminuiu o orçamento, de R$ 3,4 bilhões para R$ 2,3 bilhões, sem nem tentar manter o que estava previsto. Exonerou o diretor de pesquisas e o diretor de informática. Um projeto que já vinha sendo trabalhado há cinco anos tem uma intervenção não só técnica, mas exonerando pessoas muito envolvidas e experientes.

Veio a Covid, depois cortam [de novo] o orçamento, Susana pede demissão. Teve todo um período aí meio complicado. Pelo menos o IBGE teria dois anos para se organizar.

O IBGE sabia desde o início que ia ter uma folha de pagamento de 250 mil pessoas. Tinha que preparar o sistema. Sai o Censo em 2022, começam a vir os comentários dos recenseadores. Cinco dias de treinamento, apenas. Atraso no pagamento, erros no valor. Você começa a observar os recenseadores pedindo demissão, irritados, abandonando o trabalho.

Eu sinto vergonha disso. O Censo é para ser levantado em dois meses [a coleta começou em 1º de agosto de 2022], e nós estamos no meio de janeiro e não terminou. Tem só metade dos recenseadores. O IBGE pedindo para a prefeitura do Rio de Janeiro botar agente municipal de saúde para coletar Censo. O cara não foi treinado, ele não sabe o que está fazendo. Tragédia absoluta.

Saem os resultados preliminares. Coisas absolutamente inexplicáveis. No Rio de Janeiro, os municípios da região metropolitana, todos caíram de população em relação a 2010. No Rio Grande do Sul, um número enorme de municípios judicializou, porque não sabe se o Censo está certo ou errado. Eu acho que está errado.

P.- Por quê?

RO- Eles imputaram dados para quase 20% da população. Imputar dado é você dizer: eu não tenho dados para 20% da população e vou usar um processo que normalmente se usa para 2%. Nenhum Censo cobre 100% da população, mas você tem uma alta cobertura. E tem problemas em algumas variáveis. Renda, população, idade. Não é uma coisa do tipo ‘eu não tenho informação de metade do município’. E o que estão fazendo? Estão imputando questionários inteiros.

P.- Usualmente cerca de 2% das informações do Censo são imputadas?

RO- Mais ou menos isso. É o que foi feito em 2010. Por que tem que auditar? Porque esses dados [do Censo 2022] não são confiáveis. Houve todos esses problemas, e uma coleta de seis meses é tudo que a demografia reclama. Não pode ser assim [com tanta demora].

Para ter o Censo confiável, tem que auditar. É tanto problema pregresso que tem que parar, respirar e dizer o seguinte: vamos avaliar. Uma comissão independente, obviamente com pessoas do IBGE e de fora, para dizer o seguinte: esses dados da população brasileira e suas variáveis são válidos e respeitáveis. Ou dizer: não são válidos, existem problemas e temos que discutir uma solução para isso. Pergunta: jogamos R$ 2,3 bilhões no lixo ou não?

P.- Como seria esse trabalho de análise dos dados?

RO- É um longo trabalho. Primeiro, de coerência estatística, comparando com o passado e cruzando com outras informações, inclusive voltando a coleta em alguns municípios para entender o que aconteceu. Se o Censo tivesse sido feito com todos os padrões de qualidade, o IBGE poderia dizer ‘acabou, é esse o dado, ponto final’. Mas foi feito cheio de erros e gerando desconfiança.

P.- Eu não acho que ele está certo. Todos os indícios são de que ele tem que ser revisto.

RO- Essa auditoria teria que dizer o que vai fazer no futuro. Vai fazer uma coleta em 2025 [ano previsto para a nova contagem populacional]? Vai ter que ampliar isso? Até no extremo tem que pensar: vai ter que fazer um novo Censo?

P.- É o caso de fazer um novo Censo?

RO- Essa auditoria responderia a isso. Tem três caminhos. A auditoria vai dizer que está bom -duvido. A auditoria vai dizer ‘existem partes que são aproveitáveis, mas nós temos que corrigir assim, assim, assado’. E existe a terceira alternativa: o Censo está uma porcaria completa, vamos refazê-lo. Não dá para tratar o Censo como se fosse uma brincadeira. É fundamental para a história do Brasil.

P.- Já estamos três anos atrasados. Pelo que o sr. está falando, há uma série de inconsistências que levam ao risco real de se precisar de um novo Censo. Já não seria o caso de tomar uma decisão rapidamente em relação a isso?

RO- Aí entra numa questão de governo, Orçamento, e você ainda não tem a dimensão do que precisaria para fazer o novo Censo. Poderia raciocinar da seguinte forma: estamos numa catástrofe estatística e vamos colocar no Orçamento verba para fazer um novo Censo. Se não for preciso, economiza dinheiro. Se for preciso, a gente faz um novo Censo. Mas, para isso, observe um dado: a ministra Simone [Tebet] ainda não escolheu um presidente do IBGE.

P.- Como deve ser a preparação de um Censo?

RO- Um censo demográfico tem como base um excelente treinamento dos recenseadores. Eles têm que ser desde especialistas no que está no questionário até no que as pessoas não estão falando. Como eles vão lidar com a negativa ou com o assédio de um informante? Eles têm que saber lidar com isso, e não foi feito. E, chave, isso é fundamental: muita propaganda, muito esclarecimento da população para colaborar. Não foi feito nada. Nada! Usaram Instagram e Facebook.

No Censo de 2010, você tinha recenseador na novela das 9. Você colocava faixa em campo de futebol. Isso é o bê-á-bá de um Censo. Se não esclarecer a população, não consegue resposta. Por que isso não foi feito? Por que não teve publicidade? Por que atrasou operacionalmente seis meses a coleta? Foi tudo desorganizado. Tem indícios de que houve decisões da direção erradas e que talvez mereçam uma investigação.

P.- Para eventual responsabilização?

RO- Exato. Uma responsabilização. Acho que o Tribunal de Contas vai ter que avaliar esse negócio todo. Não pagaram recenseador, onde é que está esse dinheiro?

Há uma necessidade de avaliação das decisões que foram tomadas pela direção do IBGE. [É preciso verificar] se esse processo de quatro anos teve decisões corretas ou decisões que merecem uma advertência, uma punição. Não estou nem falando em crime, mas de processo administrativo. Quando você faz um Censo e decide que não vai fazer propaganda, isso vai contra uma regra. Isso foi doloso, não foi doloso?

P.- O IBGE adiou a divulgação da Pnad Contínua, que traz dados sobre emprego e renda no país, sob a justificativa de concentrar esforços no Censo. Qual é a consequência disso?

RO- Nunca se tinha atrasado uma pesquisa conjuntural. Isso foi contra tudo. Arrebenta o Censo Demográfico e, não satisfeito, arrebenta a Pnad também. Por que tinha que afetar a Pnad?

O grande dano é que começa a afetar a credibilidade da pesquisa. Os padrões de estatísticas são muito claros. As pesquisas conjunturais devem respeitar exatamente o seu cronograma. O problema vazar para uma pesquisa fundamental, que é a pesquisa de emprego, eu acho inaceitável. Assuma o seu problema no Censo e proteja as outras pesquisas.

Não que vá ter problema nos resultados da Pnad, não é isso, mas é a questão da contaminação e da credibilidade. Já existe um mal-estar em relação ao Censo, vai criar um mal-estar em relação à Pnad? Daqui a pouco vai criar um mal-estar em relação aos [índices de] preços? As fronteiras têm que ser muito bem definidas.

RAIO-X
Roberto Olinto, 70
Engenheiro com mestrado e doutorado na área, ingressou no IBGE em 1980. Atuou como gerente de Contas Nacionais de 1998 a 2005, período em que ajudou a desenvolver o novo sistema de cálculo do PIB trimestral no Brasil. Em 2005, virou coordenador da área. Em 2014, tornou-se diretor de pesquisas. Em junho de 2017, assumiu a presidência do IBGE, permanecendo até o fim de 2018. Já foi membro do grupo de conselheiros em contas nacionais da ONU (Organização das Nações Unidas) e consultor do Departamento de Estatísticas do FMI (Fundo Monetário Internacional). Hoje, é pesquisador associado do FGV Ibre.

Após alagamento, moradores do Fundão protestam na Avenida Souza Mota

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Foto: Reprodução

Na manhã desta quarta-feira (25) moradores na Avenida Souza Mota, do Fundão, na região de Guarus, realizaram um protesto e interditaram a via no acesso a Ponte Alair Ferreira, pela BR-101.

Os manifestantes colocaram fogo em galhos e pneus e bloquearam totalmente a avenida, já no cruzamento com a rua Lindolfo Fraga. O motivo da manifestação, é o descontentamento por conta dos alagamentos constantes que atingem o bairro, nos períodos de chuva.

Segundo a concessionária que administra a rodovia, a Arteris Fluminense, a pista está interditada no km 62 e com fila de 3 quilômetros, sem previsão para liberação.

De acordo com os moradores, a intenção é chamar a atenção das autoridades. Uma equipe do Corpo de Bombeiros acompanha o ato.

Homossexualidade não é crime, mas é pecado, diz papa Francisco

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RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – papa Francisco defendeu a descriminalização da homossexualidade e disse que a Igreja Católica deve agir para acabar com “leis injustas” que afirmam o contrário. Em entrevista à Associated Press publicada nesta quarta-feira (25), porém, o pontífice reforçou a posição doutrinária que trata a homossexualidade como pecado.

“Ser homossexual não é crime”, disse o papa argentino. “Não é crime. Sim, mas é um pecado. Tudo bem, mas primeiro vamos distinguir entre um pecado e um crime. Também é pecado não ter caridade com o próximo.”

Em 2013, seu primeiro ano à frente da Igreja Católica, Francisco se declarou inapto a rejeitar homossexuais que buscassem o conforto de Deus. “Quem sou eu para julgar?”, disse à época. A fala encheu católicos LGBTQIA+ com a esperança de serem acolhidos sem ressalvas no seio da instituição.

Oito anos depois, o mesmo Francisco deu sinal verde para o Vaticano divulgar a diretriz para que clérigos não deem sua bênção a uniões entre pessoas do mesmo sexo. “Deus não pode abençoar o pecado”, diz o documento da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável por formular normas para os fiéis da maior vertente cristã do mundo.

Na entrevista, Francisco reconheceu que lideranças católicas em algumas partes do mundo ainda apoiam leis que criminalizam a homossexualidade ou discriminam a comunidade LGBTQIA+. “Esses bispos precisam ter um processo de conversão”, afirmou, acrescentando que tais lideranças devem agir com ternura –”por favor, como Deus tem por cada um de nós”.

De acordo com o Human Dignity Trust, organização sediada em Londres que mapeia direitos e desafios dos LGBT pelo mundo, ao menos 67 países e territórios criminalizam a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo. Em 11 desses países, homossexuais podem ser punidos com a morte.

O papa descreveu essas legislações como “injustas” e disse que a Igreja Católica pode e deve trabalhar para acabar com elas. “Somos todos filhos de Deus, e Deus nos ama como somos e pela força com que cada um de nós luta pela nossa dignidade.

O Catecismo da Igreja Católica se refere à homossexualidade como “atos de grave depravação” e os descreve como “intrinsecamente desordenados”. Diz o texto doutrinário: “Eles são contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma genuína complementaridade afetiva e sexual. Em hipótese alguma podem ser aprovados.”

A igreja defende, porém, que homossexuais “devem ser aceitos com respeito, compaixão e sensibilidade” e afirma que “todo sinal de discriminação injusta em relação a eles deve ser evitado”. Ponderando que a “gênese psicológica” da homossexualidade é inexplicada, a norma católica preconiza a castidade para pessoas LGBTQIA+.

“Essas pessoas são chamadas a cumprir a vontade de Deus em suas vidas e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar em sua condição”, diz o Catecismo.

Como líder da Igreja Católica há dez anos, Francisco não mudou as diretrizes doutrinárias nesse sentido. Alguns de seus discursos, porém, são vistos como, se não mais progressistas, ao menos mais acolhedores à comunidade LGBT.

“Pessoas homossexuais têm o direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deveria ser descartado [dela] ou ser transformado em miserável por conta disso”, diz o papa no documentário “Francesco”, lançado em 2020.

No filme, a fala do pontífice vem logo após ele ler uma carta de um homem gay que adotou três crianças com seu parceiro. Nela, o homem explica que gostaria de ir com o companheiro e os filhos às missas em sua paróquia, mas temia que as crianças fossem hostilizadas. Segundo o Vaticano, a fala do papa foi tirada de contexto e construída a partir de suas respostas a duas perguntas diferentes.

Em janeiro de 2022, Francisco fez um apelo para que pais não condenem seus filhos devido à orientação sexual. Ele falava sobre a dificuldade que os pais podem enfrentar na criação de filhos quando elencou a importância de “não se esconder atrás de uma atitude de condenação” diante de filhos LGBTQIA+. Na ocasião, também defendeu que a igreja pode e deve apoiar leis de união civil destinadas a dar a casais homoafetivos direitos igualitários em áreas como acesso a saúde e compartilhamento de bens.

Um dos principais opositores à união homoafetiva na Igreja Católica era Bento 16, antecessor de Francisco morto em dezembro. Em biografia autorizada publicada em maio de 2020, ele comparou a prática ao “anticristo”. “Há um século seria considerado absurdo falar sobre casamento homossexual. Hoje, quem se opõe a ele é excomungado da sociedade”, afirmou. “A sociedade moderna está formulando um credo ao anticristo que supõe a excomunhão da sociedade quando alguém se opõe”.

Homem foragido da justiça é preso pela PM em Campos

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134ª DP/Foto: ClickCampos

Na manhã desta quarta-feira (25) um homem foragido da justiça foi preso pela Polícia Militar na Rua Doutor Sampaio, no bairro Caju, em Campos.

Durante patrulhamento pelo local, os agentes avistaram um homem embarcado em uma motocicleta Honda CG. Uma abordagem foi realizada e nada de ilícito foi encontrado, mas, após consulta no sistema, foi constatado um mandado de prisão por pensão alimentícia.

Diante dos fatos, o homem foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado e o mesmo permaneceu preso.

Nível do Rio Paraíba do Sul volta a subir

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Rio Paraíba do Sul/Foto: Divulgação Defesa Civil

O Rio Paraíba do Sul, em Campos, voltou a sofrer elevações com as fortes chuvas ocorridas nas regiões de influência. A cota registrada pela Secretaria de Defesa Civil às 9 horas desta quarta-feira (25) é de 8,09 metros, com o corpo hídrico tendo uma taxa de elevação de 3 centímetros por hora desde a noite de ontem.

De acordo com o coordenador do Setor de Monitoramento da Defesa Civil, Leandro Rezende, além da chuva forte que atingiu o município ontem, tendo volume registrado de até 110 milímetros na região central, quase a média esperada para o mês de janeiro (150 mm), também houve ocorrência de chuvas em quase boa parte da Bacia do Rio Paraíba do Sul, como nas regiões Norte e Noroeste fluminense, na Zona da Mata mineira e na porção do Médio Paraíba do Sul. “Desta forma, a calha principal do Rio Paraíba do Sul, assim como seus principais afluentes, colaboram diretamente para a elevação do corpo hídrico”, informou.

Leandro informou que para os próximos momentos é esperada a continuação de aumento de nível, mantendo uma taxa de elevação entre 4 e 6 centímetros por hora, devido ao considerável volume de chuva precipitado nas regiões de influência hídrica.

Fonte: Ascom

Mais de 1.000 yanomamis foram resgatados para não morrer, diz chefe de Saúde Indígena

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(FOLHAPRESS) – O secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Ricardo Weibe Tapeba, classificou como alarmante o cenário da saúde pública nas comunidades yanomamis, disse que mais de 1.000 indígenas foram resgatados, e afirmou que há subnotificação de casos de doenças.

“Nós acreditamos que mais de 1.000 indígenas foram nesses últimos dias resgatados do território para não morrer, né? […] Nós acreditamos que há inclusive uma subnotificação muito grande [de doenças]”, afirmou Tabepa nesta terça-feira (24) em Boa Vista (RR).

Região com 30 mil habitantes em Roraima, a terra indígena yanomami vive uma explosão de casos de malária, incidência de verminoses facilmente evitáveis, infecções respiratórias e agravamento da desnutrição, especialmente entre crianças e idosos. O quadro de desassistência em saúde no território é agravado pela permanência de mais de 20 mil garimpeiros invasores na área demarcada.

O secretário de Saúde Indígena participou de uma incursão em três comunidades Yanomami com o apoio da Força Aérea Brasileira e afirmou que as comunidades vivem um cenário de guerra.

“Eu estive no território, quando eu falo em operação de guerra, não é figura de linguagem. [Temos] a todo momento aeronaves pousando e decolando, trazendo e levando pacientes graves”, disse Tapeba, destacando que foram resgatadas crianças com quadro de desnutrição grave e jovens com malária em estado crítico.

Ele afirmou que ainda há regiões da território yanomami que as equipes do governo ainda não conseguiram acessar devido à complexidade logística e questões de segurança, já que parte das comunidades foi invadida pelo garimpo ilegal.

“O garimpo invadiu as aldeias e essas comunidades estão à mercê do crime organizado. Eu não falo garimpeiros, eu falo crime organizado, porque são muitas pessoas armadas coagindo e não se intimidam com a presença da Força Aérea Brasileira”, disse Tapeba.

Ele ainda cobrou a implementação de um plano de retirada do garimpo ilegal da terra indígena, seguindo inclusive uma decisão do Supremo Tribunal Federal que determina a remoção de 20 mil garimpeiros. “O que nós estamos fazendo aqui é um caminho sem volta, que vai finalizar com a remoção dos garimpeiros”, completou.

Na sexta (20), o Ministério da Saúde decretou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Três dias depois, enviou uma equipe da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) para Boa Vista com 12 profissionais, que farão a operação de um hospital de campanha que deve ser montado na próxima sexta-feira (27).

Eles vão prestar serviço na Casa de Saúde Indígena Yanomami e no hospital de campanha que está sendo preparado pelo Exército Brasileiro em Boa Vista. São 11 voluntários assistenciais e um da equipe de gestão central.

Em visita a Boa Vista no sábado (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou auxílio aos habitantes da região e combate ao garimpo ilegal. Na data, o petista disse ter visto durante a semana fotos que o abalaram e que a situação encontrada foi de abandono.

“Se alguém me contasse que aqui em Roraima tinha pessoas sendo tratadas de forma desumana, como vi o povo yanomami ser tratado aqui, eu não acreditaria”, disse o presidente.

Nesta segunda-feira (23), o governo Lula exonerou 33 coordenadores da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e dispensou outros quatro servidores que ocupavam cargos de coordenação.

Sobre as demissões, Tabeba afirmou que a saúde indígena estava aparelhada pelo militarismo, adiantou que a Sesai está avaliando em Brasília novos coordenadores dos distritos e que os cargos não terão indicações políticas.

Carro furtado é recuperado pela Polícia Militar em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na noite desta terça-feira (24) um carro que havia sido furtado foi recuperado pela Polícia Militar na Estrada do Carvão, em via pública, no Carvão, em Campos. Ninguém foi preso.

Após tomar conhecimento sobre um veículo furtado, os agentes iniciaram as buscas e conseguiram localizar o veículo Corsa Sedan, prata, abandonado e sem as rodas. Ao consultar a placa, foi constatado que o veículo havia sido furtado.

Diante dos fatos, o veículo foi recuperado e encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado.

Mulher morre e nove ficam feridos após parede desabar do 20° andar em SC

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – Uma mulher morreu e outras nove pessoas ficaram feridas após a parede de um prédio desabar do 20° andar sobre um centro religioso. A edificação tem 32 andares e está em construção em Chapecó (SC), a 550 km de Florianópolis.

O acidente aconteceu no fim da tarde desta segunda-feira (23) e, segundo o Corpo de Bombeiros Militar, havia 30 pessoas no local, o Centro Espírita Amor é Luz.
Das dez vítimas atingidas pela parede que desabou, uma mulher foi encontrada já morta, segundo o capitão André Nunes, do 6º Batalhão de Bombeiros Militar de Chapecó.

Das outras nove pessoas encaminhadas para o hospital, quatro estavam em estado grave, informou o bombeiro. As vítimas têm de 29 a 63 anos.

Segundo o hospital Regional do Oeste, para o qual todos foram encaminhados, seis receberam alta nesta terça-feira (24) e três continuam internados, entre elas uma gestante.

A prefeitura de Chapecó disse que a empresa tem alvará de licença para a construção e que a documentação necessária para a obra está em dia.

Na hora do desabamento, chovia muito em Chapecó. De acordo com a prefeitura, os ventos chegaram a 70 km/h.

Houve alagamentos, destelhamentos em dezenas de casas e 25 quedas de árvores na cidade, apontou a Defesa Civil, sendo duas casas atingidas, além do centro religioso.

CHUVAS

Santa Catarina registra fortes chuvas desde última semana, quando um temporal deixou quatro mortos, incluindo uma criança de quatro anos, no Vale do Itajaí.

As mortes aconteceram na quarta-feira (18) com o desmoronamento de um morro, na cidade de Rodeio, e também quando um homem tentou atravessar uma ponte e ser arrastado pela água.

No mesmo dia, em Indaial, a 170 km de Florianópolis, uma cratera de dois metros se abriu na BR-470 e interditou totalmente o trânsito no km 75. Novos deslizamentos também foram registrados em outros trechos da rodovia.

Lula vai a Montevidéu para tentar salvar Mercosul de acordo entre Uruguai e China

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Para encerrar a primeira viagem internacional do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca nesta quarta-feira (25) em Montevidéu após dois dias de agendas em Buenos Aires (Argentina). Na capital do Uruguai, Lula vai se encontrar com o presidente Lacalle Pou de olho nas negociações por um acordo entre a nação vizinha e a China, algo visto com maus olhos por defensores do Mercosul, como o presidente.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores diz que o fortalecimento do Mercosul é uma das prioridades do governo brasileiro. “A visita evidenciará a centralidade atribuída pelo Brasil ao relacionamento com o Uruguai e a importância que confere ao sócio dentro do projeto de fortalecimento do Mercosul”, afirma o Itamaraty. Na terça-feira, ainda em Buenos Aires, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que não conhece os termos do acordo em negociação entre Uruguai e China.

O dia de Lula em Montevidéu começa com o encontro com o presidente Lacalle Pou, às 12h, na sede do Executivo local, seguido de pronunciamento à imprensa. Às 15h, recebe a medalha oficial “Más Verde”. “Um reconhecimento aos esforços feitos pelo presidente Lula em defesa do Meio Ambiente, tanto em seus mandatos anteriores, quanto em suas declarações e ações recentes”, justifica o Palácio do Planalto.

No final da tarde, o petista se encontra com o ex-presidente uruguaio José Mujica, seu amigo pessoal, e volta para Brasília em seguida.

Acompanham Lula na viagem presidencial a primeira-dama Janja da Silva e os ministros Haddad, Mauro Vieira (Relações Exteriores), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência). O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, também integra a comitiva.

Equipes da Defesa Civil de Campos atuam em pontos de alagamentos após forte chuva

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Foto: Reprodução Defesa Civil/Ascom
A Secretaria de Defesa Civil está com equipes espalhadas em vários pontos de alagamento após uma forte chuva que atingiu o município no final da tarde desta terça-feira (24). Em uma hora choveu 69,4 milímetros, conforme registro feito no pluviômetro localizado na Ponte Barcelos Martins.
Até às 18h30, o órgão recebeu 11 chamados para os bairros Parque Lebret, Calabouço, Horto, Parque Prazeres, Fundão, Jardim Carioca, Parque Vicente Dias, Centro, Parque Santa Rosa e Parque Santa Clara. Ainda, de acordo com a Defesa Civil, o maior volume de chuva ficou concentrado na área central, onde também há alagamentos na descida da Ponte Leonel Brizola, Rua Barão do Amazonas e Rua Voluntários da Pátria. Houve um registro de queda de árvore no Parque Vicente Dias. Parte de uma casa na Matinha, no Jóquei Clube, desabou e a família será retirada do local para ser encaminhada pela Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social para uma casa de passagem.
Segundo o coordenador do Setor de Monitoramento da Defesa Civil, Leandro Rezende, esta pancada de chuva, bastante comum durante o verão, já era esperada no final da tarde de hoje, conforme a tendência do tempo divulgada nesta segunda-feira (23). Para esta quarta-feira (25), a previsão é de chuvas, podendo ocorrer pancadas fortes, principalmente pela madrugada e manhã.
“É natural que quando há um volume intenso de chuva em um curto intervalo de tempo e por Campos ser uma cidade plana, ocorrer registro de ruas alagadas, mas que após a passagem da chuva, a água logo escoa pelo sistema de drenagem da cidade”, disse Leandro.
Qualquer urgência, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelos telefones do órgão: 199 e (22) 9 8175-2512.

Homens são presos em flagrante furtando peças metálicas em Guarus

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta terça-feira (24) dois homens foram presos furtando um estabelecimento comercial. O caso ocorreu na Avenida Carlos Alberto Chebabe, no Parque Guarus.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes foram até o local e observaram dois homens que tentavam furtar peças metálicas de uma carroceira de caminhão de uma empresa. Ao notarem a aproximação da viatura, os suspeitos empreenderam fuga, saltando sobre os muros de uma outra empresa do ramo, onde ficaram presos às carrocerias e peças lá existentes.

Todo o material foi apreendido e os suspeitos foram encaminhados para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde foram autuados e permaneceram presos.

Alemanha cede e libera envio de seus tanques para a Ucrânia, diz revista

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IGOR GIELOW (FOLHAPRESS) – Após semanas de pressão de seus aliados no apoio à resistência da Ucrânia contra a invasão russa, a Alemanha cedeu e vai permitir não só o envio de tanques de sua fabricação operados por outros países para Kiev, mas também mandar um número incerto de blindados de seu Exército.

A informação foi publicada pela revista Der Spiegel e não foi comentada ainda pelo governo do premiê Olaf Scholz. Mais cedo, a Polônia havia pedido autorização aos alemães para o envio de apenas 14 tanques Leopard-2. Berlim, que detém a licença de reexportação do modelo germânico, disse que irá analisar o caso rapidamente.

Varsóvia opera 244 tanques do tipo, 97 dos quais do modelo mais antigo A4, que quer mandar a Kiev. O pedido exíguo testou a disposição alemã, já que o governo de Scholz adia há semanas a decisão. Agora, tudo indica que aquiesceu.

A ser verdade, há uma frota de 2.300 tanques do modelo à disposição na Europa, operados por 12 países. Não se sabe quantos dos 376 Leopard-2 usados pela Alemanha, além de dezenas em estoque, seriam enviados.

Além disso, o jornal americano The Washington Post publicou reportagem dizendo que o governo de Joe Biden mudou de ideia e considera a hipótese de fornecer os poderosos, caros e difíceis de operar tanques M1A2 Abrams para Kiev. Resta saber se o vazamento visava pressionar os alemães ou é para valer, o que fará subir a já dura retórica russa de retaliação na guerra.

Na sexta-feira passada (20), o chamado Grupo de Contato, que reúne os 30 países da Otan mais outros 20 aliados, discutiu o caso. A Ucrânia pede os tanques, arma ofensiva até aqui não fornecida pelo Ocidente, para montar ataques contra os russos nos próximos meses.

O presidente Volodimir Zelenski pediu pressa, já que Moscou tem colhido vitórias no leste e no sul do país, algo que não acontecia desde meados do ano passado, e sua campanha de degradação da infraestrutura energética do país tem cobrado um preço da população civil. Nesta terça-feira (24), ele promoveu um grande expurgo de autoridades no país, o que sugere tensões internas.

A Alemanha diz estar pronta para colaborar e tinha sinalizado que irá liberar o envio. O motivo central é a inapetência germânica de se envolver mais no conflito, arriscando um embate direto entre Otan e Moscou, escalada cujo fim seria uma Terceira Guerra Mundial. Há fatores domésticos também, já que o pacifismo que guiou o país após os desastres do militarismo nos dois conflitos mundiais no século 20 é muito forte, e a ideia de tanques alemães em uso contra russos evoca memórias sombrias.

O Reino Unido já havia dito que vai mandar 14 modelos Challenger-2. Especialistas dizem que no mínimo cem tanques fariam alguma diferença, e Kiev quer três vezes mais. Mas qualquer envio dependerá de muito mais do que autorização: os tanques têm de ser preparados e, mais importante, ucranianos têm de ser treinados para usá-los -algo que pode demorar semanas.

Kiev tinha quase mil tanques antes da guerra e já perdeu quase metade disso, segundo dados do site holandês Oryx. No primeiro semestre de 2020, recebeu 230 T-72 soviéticos antigos da Polônia, modelo que já operava.

Tudo isso explica a pressa ucraniana. De todo modo, o Ocidente aprovou um suculento pacote militar na reunião de sexta, com blindados de infantaria, artilharia e tanques leves. Só os EUA darão mais US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões) a Kiev, elevando a US$ 26,7 bilhões (R$ 139 bilhões) suas doações militares.

Mas o debate vinha explicitando as divisões na Otan, ainda que seu secretário-geral, o norueguês Jens Stoltenberg, tenha dito nesta terça que espera uma “solução rápida” para a questão dos tanques.

Em outra frente de atrito, a Finlândia afirmou que a postura de Ancara sobre o ingresso do país e de sua vizinha Suécia na Otan só deve ocorrer após as eleições parlamentares na Turquia -marcadas para maio.

Aqui, o problema é a volta da resistência turca à postulação sueca, depois que Estocolmo permitiu um protesto contra o governo de Recep Tayyip Erdogan coalhado de gestos anti-islâmicos no sábado (21): um extremista de direita queimou um Alcorão na frente da embaixada do país muçulmano na capital da Suécia.

O presidente turco disse na segunda (23) que a Suécia não deveria esperar o apoio de seu país após o ato. Ele também quer a extradição de até 130 ativistas contrários a seu governo nos dois países nórdicos, sejam da minoria curda ou apoiadores do clérigo muçulmano que inspirou um golpe contra si em 2016.

Até aqui, a Suprema Corte sueca barrou a extradição de quatro acusados de terrorismo pela Turquia. A chancela dos Parlamentos turco e húngaro são as que faltam para que os escandinavos entrem na Otan.

A chantagem de Erdogan havia funcionado no ano passado, alimentada pela esperança de ver os adversários extraditados e de ter sua frota de caças americanos F-16 renovada -o país foi chutado do programa do avançado F-35 depois que decidiu comprar sistemas antiaéreos S-400 da Rússia.

A segunda parte do acerto parece estar avançando, mas não a primeira.