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Baterias antiaéreas no centro de Moscou assustam moradores

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IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Desde a quinta-feira (19), as redes sociais moscovitas só falam de uma coisa: a instalação de sistemas de defesa antiaérea em prédios governamentais no centro da cidade, um sinal evidente de que o governo de Vladimir Putin está preocupado com a possibilidade de ser atacado em sua própria capital pela Ucrânia que invadiu em 2022.

Tudo começou com a circulação de uma fotografia de uma bateria de curto alcance Pantsir-S1 em cima do enorme prédio do Ministério da Defesa, que fica a 3,5 km a sudoeste do Kremlin, na margem oposta do rio Moscou ao famoso parque Górki.

Depois, um vídeo captou outro Pantsir sendo içado para o topo de um prédio do Ministério da Educação a cerca de 5 km a leste, no distrito de Taganski. A partir daí, pululam imagens do sistema de armas em outros pontos em torno de Moscou, como a cerca de 10 km da residência oficial de Putin, em Novo-Ogariovo.

“Dá medo, isso me lembra as história da minha avó na Segunda Guerra Mundial, quando havia baterias nos telhados”, disse por WhatsApp o jornalista Mikhail, que pediu para não ter o sobrenome divulgado. Ele mora perto de Taganski, e sua formação militar o faz especular que a posição daquela bateria em especial visa cobrir a aproximação a leste do Kremlin.

“Ninguém fala nada, isso é mau sinal, ainda mais depois do que aconteceu em Engels”, continuou, em referência aos ataques com drones de longa distância de origem soviética que Kiev promoveu contra a base aérea homônima, a 800 km da fronteira ucraniana. Houve também um ataque a meros 180 km de Moscou, que por sua vez fica a 450 km do país vizinho, dentro do raio de alcance das antigas armas ucranianas (1.000 km).

Nesta sexta (20), o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, foi instado por repórteres a explicar o que estava acontecendo. Não o fez, dizendo que assuntos de defesa deveriam ser discutidos com o ministério, que por sua vez não fez comentários.

Os Pantsir-S1 são sistemas de curto alcance e baixo altitude, a última das três camadas do sistema de defesa antiaérea russo: na longa distância estão o S-300, o S-400 e o novo S-500, enquanto na intermediária são empregadas baterias como a Tor-M1 e a Buk, entre outros modelos.

Moscou já era protegida por sistemas de longa distância, segundo analistas militares, mas a introdução dessas baterias, que protegeram estádios na Copa-2018, sugere a preocupação justamente com drones, menores e de mais difícil interceptação. O Pantsir-S1 teve um desempenho sofrível contra drones suicidas na guerra civil da Síria, mas desde então foram atualizados com novos radares e parecem ter sucesso na Ucrânia, onde estão sendo operados.

Eles atacam seus alvos com mísseis que têm alcance de 18 km de distância e 15 km, de altitude. Caso um drone ou míssil de cruzeiro escape, ele ainda conta com dois canhões de curtíssimo alcance para tentar abatê-los.

Alguns observadores pró-Kremlin parecem conformados com o sinal de insucesso militar que as baterias implicam. “Isso significa que [o governo] entende perfeitamente os riscos e entende que ataques contra Moscou e outras regiões são uma questão de tempo”, escreveu o jornalista especializado em assuntos militares Alexander Kots, alinhado a Putin. “É bom começar a planejar antes do que depois de um primeiro ataque”.

Seu colega de profissão Mikhail vê de outra forma a questão. “Se a guerra chegar a Moscou, será um enorme fracasso para Putin, ficará difícil de esconder o problema”, afirma. Quando esteve na capital no fim de outubro, a Folha viu pouquíssimas referências ao conflito iniciado em fevereiro passado pelas ruas da cidade, uma política deliberada do Kremlin.

Vítimas de golpe tentarão parceria para formatura

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Os alunos da turma 106 da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), vítimas de um desvio de quase R$ 1 milhão arrecadado para a festa de formatura, tentarão parcerias nas redes sociais para viabilizar a festa de conclusão de curso, prevista para acontecer em janeiro de 2024.

Os estudantes, que acabaram de ingressar no sexto e último ano da graduação, vinham pagando as mensalidades da festa desde 2019, mas descobriram no último dia 6 que a colega Alicia Dudy Muller Veiga, de 25 anos, então presidente da comissão de formatura, havia sumido com os R$ 937 mil arrecadados pelos 110 alunos que haviam aderido à comemoração.

Em sua página no Instagram, a comissão declarou que está “reestruturando todo o projeto e pensando em saídas para viabilizar a realização da festa” e que fará “uso das redes sociais para buscar parcerias que possam auxiliar a tirar esse sonho do papel”.

Nos comentários dessa e de outra postagem sobre o assunto, pelo menos três fornecedores de serviços relacionados a festas comentaram que enviariam uma mensagem privada para a comissão, indicando possível parceria: uma empresa de doces, uma de fotografia e um celebrante de eventos.

Desvio bancou aluguéis de carro e casa

A estudante Alicia Dudy Muller Veiga admitiu, em depoimento à Polícia Civil anteontem, ter sacado o dinheiro da turma e relatou ter usado parte dele para pagar despesas pessoais como aluguéis de imóvel e de carro e um iPad.

A estudante reforçou aos policiais a versão dada a colegas de que teria investido parte do dinheiro em aplicações financeiras e tido prejuízo. Segundo a delegada Zuleika Gonzalez Araújo, do 16.º DP (Vila Clementino), a jovem foi indiciada por apropriação indébita, crime com pena máxima de quatro anos de reclusão e multa. Ela responderá em liberdade.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o dinheiro foi usado por Alicia para pagar, por exemplo, cinco parcelas de aluguel de um apartamento no valor de R$ 3,7 mil mensais e dez parcelas de locação de um carro, que saía a R$ 2 mil mensais. Somente essas duas despesas totalizam mais de R$ 38 mil.

O depoimento durou cerca de quatro horas, período em que Alicia contou aos policiais que, em um primeiro momento, teria sacado o dinheiro da empresa Às Formaturas – contratada pelos estudantes para organizar a arrecadação – por desconfiar da gestão que estava sendo feita pela companhia.

O primeiro saque, realizado ainda em 2021, foi no valor de R$ 604 mil. Com o dinheiro em mãos, Alicia pensou que poderia investi-lo, teve prejuízo e, no desespero de recuperar a quantia, passou a fazer apostas em casas lotéricas.

“Ela foi aplicando em ações e começou a obter prejuízo. Quando acumulou R$ 50 mil em prejuízo, no desespero, ela achou que apostando na loteria, ela poderia recuperar essa perda”, disse a delegada. Alicia ainda não apresentou à polícia os comprovantes das aplicações.

Alicia é investigada em outro inquérito desde julho de 2022 por estelionato e lavagem de dinheiro após ter dado um suposto golpe em uma lotérica da zona sul de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, a estudante teria gasto mais de R$ 400 mil em apostas no período, mas, na última data em que tentou fazer um jogo, não teria pago R$ 192 mil para a lotérica, o que fez o dono registrar a ocorrência.

A polícia investigará se a empresa Ás Formaturas teve alguma responsabilidade ou negligência no repasse do dinheiro, mas, como Alicia era presidente da comissão de formatura, ela, em tese, poderia responder pela turma na ação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Protestos continuam no Peru enquanto presidente tenta transmitir normalidade

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Protestos contra o governo não dão trégua no Peru um dia depois da mobilização massiva na capital, Lima, obrigar a presidente Dina Boluarte a fazer um pronunciamento em rede nacional para dizer que a situação estava sob controle.

Novos confrontos entre forças de segurança e apoiadores do ex-líder Pedro Castillo foram registrados nesta sexta-feira (20) em várias regiões do país, de La Libertad, ao norte, a Arequipa, ao sul. Ativistas voltaram a bloquear estradas e enfrentar policiais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo -ainda não há informações sobre o número de feridos.

Em Arequipa, a segunda maior cidade peruana, dezenas de ativistas tentaram pelo segundo dia consecutivo tomar o aeroporto, que está fechado e fortemente vigiado por forças de segurança desde quinta.

Na região de Cusco, as instalações de uma mina de cobre foram incendiadas. Vídeo publicado nas redes sociais pela multinacional Glencore mostra pessoas colocando material inflamável perto da área de habitação dos funcionários –as imagens não puderam ser verificadas de maneira independente.

Os ataques às infraestruturas são estratégia para enfraquecer o governo Dina. Em Cusco, o trem para a cidadela inca de Machu Picchu continuou paralisado nesta sexta devido aos protestos. Ao menos 300 turistas estrangeiros e locais continuam presos na cidade de Aguas Calientes, que fica no sopé da montanha.

“Não temos certeza se um trem virá nos buscar. Como podem ver, todos os turistas aqui estão fazendo fila, coletando assinaturas e fazendo registros para que nos retirem daqui”, disse à agência de notícias AFP o chileno Alem López.

Os turistas pedem às autoridades um “trem humanitário” para retirá-los do local. O trem é o único meio de transporte de massa para deixar a área. Em dezembro, um helicóptero resgatou cerca de 200 turistas retidos em Machu Picchu que também ficaram isolados por causa dos protestos iniciados no mês passado.

Ao menos 54 pessoas morreram desde o início dos atos. Segundo o governo, 44 pessoas perderam a vida em protestos e 9 em incidentes relacionados a bloqueios nas estradas. A outra morte foi de um policial.
O caos levou Dina Boluarte a fazer um pronunciamento ao lado de ministros nesta quinta, no qual disse que a situação no país está sob controle e que atos de vandalismo não ficarão impunes. Ela afirmou que governo está “firme e mais unido do que nunca”.

A afirmação esbarrou em comunicado divulgado nesta sexta pela procuradoria nacional peruana, que enfatizou que o Ministério Público é uma instituição autônoma. “A função de investigação criminal é competência constitucional do Ministério Público, que se cumpre com autonomia, independência e sem qualquer tipo de ingerência política, econômica ou midiática”.

Na semana passada, diante da escalada de violência, o Ministério Público anunciou a abertura de investigação preliminar sobre diversas autoridades, incluindo a presidente e o premiê Alberto Otárola, suspeitos de terem cometido os crimes de genocídio, homicídio qualificado e lesões graves na repressão aos protestos.

Na capital após a grande mobilização chamada de “tomada de Lima” desta quinta-feira, o Ministério do Interior divulgou que 38 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre policiais e civis.
O ato foi marcado por um incêndio de grandes proporções em um prédio na praça San Martín. Na tarde desta sexta, as chamas voltaram, mobilizando os bombeiros novamente.

A estrutura de quase um século no centro de Lima ficou completamente destruída e existe risco de desabamento. As autoridades investigam as causas do incêndio e lamentam a perda de um “bem monumental”.
O governo rejeitou os rumores de que o incêndio foi causado por uma bomba de gás lacrimogêneo lançada pela polícia durante os violentos confrontos.

“Não podemos entrar porque não há segurança. A estrura pode desabar e esmagar os bombeiros”, disse o chefe dos bombeiros, Luis Ponce, ao jornal peruano La República.

Ao mesmo tempo, apoiadores de Castillo afirmam que as mobilizações não vão parar até a renúncia da presidente Boluarte.
“A luta continuará em todas as regiões até que se concretize a renúncia e os demais pontos da agenda”, disse o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru, Gerónimo López.

Os atos, que proliferam no país desde a destituição e prisão do ex-presidente Pedro Castillo, depois de o populista ter tentado dar um golpe de Estado, pedem a renúncia de Dina, a dissolução do Parlamento unicameral e a convocação imediata de eleições.

Os manifestantes também demandam que uma nova Constituição seja elaborada para substituir a atual Carta Magna peruana, que data da época do ditador Alberto Fujimori, na década de 1990.

No último domingo, autoridades decidiram prolongar o estado de emergência em quatro províncias e três regiões do Peru, incluindo Lima. O decreto permite, entre outros pontos, que o Exército se junte à polícia no monitoramento dos protestos.

Consulado-geral do Brasil em Santiago, no Chile, é atacado por brasileiro

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GABRIEL TAVARES E THIAGO MARTINS
SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – O Consulado-geral do Brasil em Santiago, no Chile, foi atacado por um brasileiro na quarta-feira (18).
Ele usou um cajado de madeira no ataque, segundo o Itamaraty.
O suspeito destruiu placas frontais de acrílico de 10 módulos de atendimento ao público e danificou dois monitores.
Ele ainda ameaçou fisicamente funcionários e consulentes, mas ninguém ficou ferido.

A polícia chilena foi chamada e deteve o brasileiro, que, mais tarde, foi solto em audiência de custódia. As motivações do ataque ainda não estão claras.

Por conta dos danos à área comum, o Consulado-Geral suspenderá atendimentos até essa segunda-feira (23).

O número do plantão consular segue em funcionamento para casos de emergência: +56 9 9334-5103.

O Itamaraty informou que enviará uma psicóloga ao consulado, para atender os funcionários.

Saúde recebe 50 mil doses de antiviral para tratamento contra covid

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O Ministério da Saúde recebeu, ontem (19), o segundo lote com 50 mil doses de medicamento para o tratamento contra a covid-19. O antiviral produzido pela Pfizer é formado pelos comprimidos nirmatrelvir e ritonavir.

Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição é feita após a solicitação dos estados e Distrito Federal. Os 50 mil antivirais do primeiro lote foram recebidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no ano passado e já foram distribuídos.

Esse é o primeiro tratamento incorporado ao SUS para pacientes com 18 anos de idade ou mais, com diagnóstico confirmado de covid-19, com sintomas leves a moderados, que têm alto risco de complicações pela doença (imunocomprometidos) e que não requerem oxigênio suplementar.

Para pacientes com 65 anos de idade ou mais, ele deve ser administrado em até 5 dias do início dos sintomas. A indicação do tratamento independe do status vacinal.

“O Ministério da Saúde reforça que o medicamento não previne a doença e a melhor forma de evitá-la é por meio da vacinação, inclusive com as doses de reforço. Procure a unidade de saúde mais próxima e complemente a imunização”, alertou a pasta.

OMS elogia China por vacinação contra Covid e indica mudança de tom

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RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – A diretora de imunização da Organização Mundial da Saúde (OMS), Kate O’Brien, elogiou a China nesta sexta-feira (20) pelo que chamou de “enorme progresso e esforço” na campanha de vacinação contra a Covid-19 em idosos, tradicionalmente a fatia da população mais vulnerável a casos graves da doença.

Segundo a diretora, Pequim caminha para chegar a todos os idosos com doses primárias e de reforço, ainda que esbarre em dificuldades na comunicação. Isso porque parte da população-alvo na China acha difícil entender as mudanças na política de enfrentamento e hesita em procurar o imunizante.

Ainda que com as ressalvas, a fala de O’Brien muda o tom das declarações da OMS sobre a Covid na China nos últimos meses. Na primeira semana de 2023, uma comissão de especialistas da entidade foi a Pequim e se reuniu a portas fechadas com cientistas chineses.

As conclusões apresentadas foram de que não havia sido identificada nenhuma nova variante do coronavírus -como temiam os países que vinham impondo sanções contra viajantes chineses-, mas que a China estaria deixando de mostrar o impacto real da nova crise sanitária que se configurou após o fim das restrições da Covid zero.

Depois de cobrar mais transparência de Pequim, a OMS disse ter recebido dados que, na prática, confirmavam a tese de subnotificação. Os números indicavam, por exemplo, uma variação de 7.100% entre o total de mortes confirmadas oficialmente pela China e o apontado pelo levantamento da OMS.

A discrepância passava, segundo a direção da entidade, pela “definição muito estrita” de morte por Covid usada pelas autoridades chinesas -que atribuíam ao coronavírus apenas os óbitos em que havia necessariamente um quadro de insuficiência respiratória.

Entre as críticas e o elogio, a China reabriu suas fronteiras, movimento que traz otimismo para a retomada da economia, mas, ao mesmo tempo, aumenta o temor acerca da alta circulação do vírus no país. Soma-se a essa preocupação os feriados do Ano-Novo Chinês, marcado pelo deslocamento de milhões de pessoas dos grandes centros urbanos para as áreas rurais, consideradas mais vulneráveis à crise.

Outra mudança importante nesse período foi a admissão por parte da China de quase 60 mil mortes por Covid em pouco mais de um mês a partir do fim das restrições mais severas. O número dez vezes maior do que a cifra oficial registrada até então indicou uma nova mudança no conceito chinês de morte por coronavírus, uma vez que o diagnóstico de Covid se estendeu a uma gama mais ampla de pacientes. Ainda assim, estima-se que o total de mortes permaneça subnotificado.

Termina hoje prazo para dispensa de prova do Enade 2022

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Termina hoje (20) o prazo para estudantes e instituições de educação superior apresentarem a solicitação de dispensa da prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2022. O pedido para quem não compareceu ao exame, no ano passado, deve ser feito por meio do Sistema Enade, e deve conter a justificativa para a ausência no certame.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é preciso comprovar o motivo da falta, mediante documentação, conforme as exigências previstas em edital.

“O estudante pode solicitar a dispensa da prova, mas ainda precisa ter cumprido o requisito de preencher o Questionário do Estudante”, informa o Inep.

Entre as situações previstas como justificativas de ausência estão: acidente, assalto, casamento, extravio, perda, furto ou roubo de documento de identificação, luto, questões relacionadas à saúde, à maternidade ou à paternidade, bem como compromissos profissionais e privação de liberdade.

Ausências decorrentes de motivos pessoais ou profissionais devem ser registradas pelos estudantes e analisadas pelos respectivos coordenadores de curso. “Já os casos de ausência por compromissos acadêmicos vinculados ao curso avaliado devem ser registrados pelos coordenadores de curso e serão analisados pelo Inep”, explicou a nota.

No caso das instituições de ensino superior, é também possível – a seus coordenadores de curso – registrar declarações referentes a estudantes que não foram inscritos no período previsto; deixaram de ser informados pela instituição sobre sua inscrição; não tiveram indicação correta do polo de apoio presencial; não tiveram seu município de prova alterado em decorrência de mobilidade acadêmica; ou foram inscritos indevidamente.

“Pessoas com o pedido de dispensa deferido serão automaticamente regularizadas no que diz respeito ao Enade 2022, desde que não possuam pendências em relação ao Questionário do Estudante. A lista de regulares pode ser conferida, no Sistema Enade, pelos coordenadores de curso e procuradores educacionais institucionais”, informou o Inep.

Realizado anualmente pelo Inep, o Enade é um dos componentes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). A inscrição é obrigatória para ingressantes e concluintes de cursos de bacharelado, superiores de tecnologia e licenciaturas vinculados às áreas avaliadas.

O exame avalia o rendimento dos estudantes que concluíram cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, além do nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial.

Aliados não se acertam, e Ucrânia segue sem tanques alemães contra a Rússia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os países que apoiam o esforço de guerra da Ucrânia contra a invasão russa, liderados pela Otan (aliança militar do Ocidente), não chegaram a uma conclusão sobre o envio de tanques para Kiev em uma muito antecipada reunião ocorrida na Alemanha nesta sexta (20).

O balde de água fria veio do novo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, o dono da chave que pode abrir a porta para o fornecimento do modelo deste tipo de blindado mais usado na Europa, o Leopard-2. Tecnicamente, operadores do tanque germânico têm de pedir permissão a Berlim para exportá-los a outro país.

“Há bons motivos a favor e contra as entregas, e tendo em vista a situação global de uma guerra que já dura quase um ano, todos os prós e contras têm de ser pesados muito cuidadosamente”, afirmou Pistorius, para horror de outros ministros reunidos na principal base americana na Alemanha, em Ramstein.

Pistorius disse que defesa antiáerea, como as baterias Patriot que Berlim, Washington e Amsterdã se comprometeram a enviar, é a prioridade do momento. Tudo indica que os alemães seguem evitando provocar os russos, por temer uma escalada no conflito que possa levar à Terceira Guerra Mundial -a dependência energética, motivo da cautela anterior, já foi praticamente cortada.

Participaram autoridades dos 30 países da Otan, dos dois candidatos a entrar na aliança, Finlândia e Suécia,, e de outras nações aliadas. Antes, ministros haviam feito pedidos explícitos para que Berlim cedesse.

Eles ouviram, por vídeo, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, praticamente implorar. “A guerra não permite atrasos. Eu posso agradecer a vocês centenas de vezes, mas centenas de obrigados não são centenas de tanques. O tempo precisa ser nossa arma comum”, afirmou. Presente, o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, repetiu o apelo.

O secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg, dourou a pílula. “Temos também de lembrar não apenas em focar nas novas plataformas, mas também assegurar que todas as que já estão lá sigam funcionando”, disse à agência Reuters.

Ao longo da guerra, o temor de escalada e o as limitações de arsenais próprios têm ditado o tamanho do apoio a Kiev, que já cresceu muito. Aviões de caça, por exemplo, são tabu ainda maior do que os tanques -a Otan vetou a transferência de MiG-29 poloneses, por exemplo.

A montanha em Ramstein, contudo, não chegou a parir apenas o rato da frustração de Kiev. Onze países apresentaram sua colaboração para um novo megapacote de ajuda militar, com vários armamentos que poderão fazer a diferença no campo de batalha.

A mais vistosa ajuda virá dos Estados Unidos, que com mais US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões) em armas chega a US$ 26,7 bilhões (R$ 140 bilhões) de apoio militar desde o começo da guerra -o maior no planeta, quase sete vezes o orçamento de defesa ucraniano de 2021.

O pacote americano inclui 59 veículos blindados de infantaria Bradley, 90 blindados leves Stryker e 18 obuseiros autopropulsados Paladin -que farão companhia a um número incerto do mesmo tipo de armamento Archer, doado pela Suécia.
A França designou um número ainda incerto de tanques leves AMX. Nesta sexta, o presidente Emmanuel Macron afirmou em uma base em seu país que o orçamento de defesa francês subirá quase 30% a partir de 2024, para quase US$ 75 bilhões (R$ 390 bilhões).

A Finlândia anunciou US$ 434 milhões (R$ 2,2 bilhões) em ajuda militar, mas ficou só na intenção de enviar alguns de seus 200 Leopard-2, 100 deles em estoque. O tanque é usado por 12 nações europeias, com uma frota de cerca de 2.300 unidades no continente.

Por ora, o Reino Unido segue sozinho na promessa de enviar tanques: 14 modelos Challenger-2 deverão chegar à Ucrânia em algum momento, nada que fará diferença no balanço da guerra. Especialistas do IISS (sigla inglesa para Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres) dizem que ao menos 100 tanques são necessários para impactar o conflito.

Zelenski queria 300. Antes da guerra, segundo o anuário Balanço Militar, do IISS, Kiev tinha 987 tanques, a maioria modelos soviéticos T-64 com graus diversos de modernização. Após o início do conflito, recebeu 230 T-72 soviéticos da vizinha Polônia, o mais beligerante membro do Leste Europeu da Otan. Até quinta (19), havia perdido 449 tanques na guerra, segundo o site de monitoramento Oryx.

O foco dos ucranianos é segurar o avanço russo no leste do país, que tem sido lento, mas constante. Nesta sexta, Moscou anunciou ter capturado Klischiivka, cidadezinha vizinha de Bakhmut, centro da ofensiva na região de Donetsk -a menos controlada pelos russos das quatro que Vladimir Putin anexou ilegalmente em setembro.

A reação russa à reunião alemã foi previsível. Após uma reunião do Conselho de Segurança liderado por Putin, o Kremlin disse que o eventual envio de tanques “não irá mudar nada fundamentalmente”.

“Nós estamos vendo um crescimento indireto, e às vezes direto, do envolvimento de países da Otan no conflito. Vemos uma devoção à ilusão dramática de que a Ucrânia pode vencer. Isso será motivo para arrependimento, nós temos certeza”, disse o porta-voz Dmitri Peskov.

Na véspera, o número 2 do conselho, o ex-presidente Dmitri Medvedev, havia retomado as ameaças atômicas que de tempos em tempos marcam a retórica de Moscou. Disse que o Ocidente só vê uma saída para a crise, a derrota da Rússia, mas se esquece que tal cenário pode levar a uma guerra nuclear -os russos têm o maior arsenal do tipo no mundo, ao lado dos EUA.

Campos entre as cidades com mais registros de estelionato em 2022

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Foto: Divulgação

Os índices de criminalidade divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) nesta quinta-feira mostram que, pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2003, o Estado do Rio teve em 2022 mais de 100 mil registros de estelionato. Foram 123.841 ocorrências durante o ano, o equivalente a aproximadamente uma a cada quatro minutos. O número é 74% maior do que o do ano anterior, e supera a soma dos casos de 2020 e 2021.

O crime já é o segundo com maior número de registros, ficando atrás apenas dos furtos. Desde 2003, a quantidade de ocorrências de estelionato aumentou 11 vezes: naquele ano, foram 10.715 casos. No ano passado, um em cada seis registros de ocorrência feitos em todas as delegacias do estado era de estelionato.

Das 137 áreas de delegacia do estado — as chamadas Cisps, ou Circunscrições Integradas de Segurança Pública — em apenas três houve queda nos estelionatos: 1ª DP (Praça Mauá), 64ª DP (São João de Meriti) e 137ª DP (Miracema). Nas demais Cisps, o número de golpes em 2022 superou o índice de 2021.

A área da 54ª DP (Belford Roxo) registrou o maior aumento: 245%, passando de 825 ocorrências de estelionato em 2021 para 2.848 no ano passado. Na Cisp 89, em Resende, no Sul Fluminense, o crescimento nos registros de golpe foi semelhante e bateu 243%, indo de 386 para 1.324 casos. Em 46 áreas de delegacia, o número de registros de golpe cresceu 100% ou mais.

Na capital, a área com maior aumento nas ocorrências foi a da 18ª DP (Praça da Bandeira): 110%, registrando 1.131 casos de estelionato em 2022.

Veja as áreas de delegacia com maior aumento percentual no número de registros de estelionato em 2022:

54ª DP (Belford Roxo) – 245%

89ª DP (Resende) – 243%

62ª DP (Imbariê) – 224%

167ª DP (Paraty) – 205%

70ª DP (Tanguá) – 202%

Veja as áreas de delegacia com mais registros de estelionato em 2022:

16ª DP (Barra da Tijuca) – 4.900 casos

32ª DP (Taquara) – 4.495 casos

35ª DP (Campo Grande) – 4.111 casos

54ª DP (Belford Roxo) – 2.848 casos

134ª DP (Campos) – 2.774 casos

Fonte: O Globo

Corpo em avançado estado de decomposição é encontrado em cova rasa em SFI

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Foto: Divulgação

Na tarde desta sexta-feira (20) um corpo em estado avançado de decomposição, foi encontrado em uma cova rasa, em uma fazenda próximo a entrada de Manguinhos, em São Francisco de Itabapoana.

O corpo foi encontrado por populares que acionaram os policiais. Por conta do avançado estado de decomposição, não foi possível identificar o sexo do cadáver. Ainda de acordo com a polícia, o corpo foi desenterrado por algum animal da fazenda.

O corpo foi removido para a o Instituto Médico Legal de Campos onde passará por exames. O caso foi registrado na 147ª Delegacia de Polícia de SFI.

Anvisa anuncia novas restrições de produtos para cabelo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta (19) a restrição e o recolhimento de quatro pomadas capilares para modelar tranças. Ao todo, a venda de 11 pomadas modeladoras está suspensa .

De acordo com a Anvisa, os produtos são alvo de investigação por parte da própria agência reguladora e dos órgãos de Vigilância Sanitária locais devido a relatos de pacientes sobre a ocorrência de eventos adversos graves após o uso. Todos esses produtos podem oferecer risco à saúde. Confira a lista:

A Anvisa explica que a interdição do produto é uma medida cautelar que visa proteger a saúde da população em caso de risco à saúde e que permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências são requeridas para investigação mais aprofundada do caso.

No caso de o consumidor ter um dos produtos em casa, a recomendação é que não o utilize e entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução.

Se o produto já tiver sido usado, em caso de qualquer efeito adverso, o conselho da agência é procurar imediatamente o serviço de saúde e informar a Anvisa pelas páginas de cidadão e profissional que maneja o produto ou de ermpresas e profissionais da saúde.

Suicídio assistido: lei no Canadá cria polêmica e testa limites da eutanásia

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Militar da reserva e atleta paralímpica, a canadense Christine Gauthier, de 52 anos, pede a instalação de rampas de acesso para cadeiras de rodas em sua casa há cinco anos. Como não conseguiu o benefício, mas insistia no pedido, o Departamento de Assuntos de Veteranos sugeriu que ela recorresse à lei do suicídio assistido, “já que estava tão desesperada”. Desde a edição da norma, em 2016, mais de 30 mil pessoas fizeram o mesmo no Canadá: mataram-se com assistência médica, sob amparo da lei. Em 2021, mais de 3% dos óbitos no país foram desse tipo.

A lei que regulamenta o suicídio assistido no Canadá é considerada uma das mais abrangentes do mundo. Na maioria dos países que legalizaram a prática, ela só é autorizada para pacientes com doenças terminais. Já em território canadense, desde março do ano passado, ela se estende a pessoas com deficiência ou que sofrem com fortes dores.

Este ano, também em março, a lei deve ser ainda mais ampliada, para abarcar pessoas com problemas como depressão. Além disso, já está em discussão a possibilidade de a lei chegar ainda a menores não emancipados que sejam considerados maduros o suficiente para escolher o tratamento de saúde ao qual querem ser submetidos.

“Estamos acompanhando as investigações e alterando protocolos para garantir o que parece óbvio para todos nós: não cabe ao Departamento de Assuntos de Veteranos, que deveria apoiar as pessoas que se alistaram para servir a seu país, oferecer assistência médica para a morte”, disse o primeiro-ministro do país, Justin Trudeau. “Isso é inaceitável.”

Suicídio por pobreza

O caso de Christine não é comum, mas tampouco é único. O aposentado canadense Les Landry, de 65 anos, conseguiu a autorização de pelo menos um médico (são necessários dois) para recorrer ao suicídio assistido porque tem medo de se tornar um sem-teto.

Landry é paraplégico e sofre de diabete, o que o qualifica para fazer o pedido, mas admite que a pobreza foi o fator primordial na decisão de pôr fim à própria vida. Ele chegou a dizer que “não queria morrer”, mas não tinha condições financeiras para viver dignamente com o dinheiro da aposentadoria.

Os casos de Landry e Christine ganharam espaço na mídia canadense e internacional e abriram nova discussão sobre os limites da eutanásia. Será que o governo canadense não deveria ajudar os dois a viverem com dignidade em vez de prestar assistência para que morram? Será que a abrangência cada vez maior da lei não acabaria por estimular o suicídio? E outra: pessoas que sofrem com transtornos mentais têm discernimento para tomar tal decisão?

Os defensores da legislação alegam que a lei está poupando de intenso sofrimento e dores excruciantes pessoas gravemente doentes. No ano passado, o premiado cineasta francês Jean Luc Godard, de 91 anos, recorreu ao procedimento na Suíça, um dos locais mais buscados para esse tipo de prática.

Os críticos, por outro lado, dizem que a liberalização excessiva da legislação desvaloriza experiências de vida significativas de pessoas com deficiência e oferece ao estado uma maneira fácil de se abster de suas obrigações com seus cidadãos mais vulneráveis.

“Não quero fazer generalização, nem minimizar o problema, mas essas situações correspondem exatamente àquilo que o magistério da Igreja sempre teve medo em relação à legislação pró-eutanásia: criar precedentes nos quais situações que poderiam ser trabalhadas de outras formas deixam de ser, porque a eutanásia aparece como a solução mais fácil”, diz o coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o biólogo e sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto.

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, especialista em bioética médica e membro da Comissão de Terminalidade de Vida do Conselho Federal de Medicina (CFM), pensa de forma diferente.

“Esses casos extremos são pontuais e ocorrem em outros lugares também”, afirma. “O problema é a hipocrisia. Precisamos lembrar da mistanásia, que é a morte de miseráveis, todos os dias, por falta de tudo, inclusive de assistência médica. Sabemos que pessoas morrem de fome e nada é feito.”

Já a advogada Luciana Dadalto, uma das maiores especialistas do País no tema, apresenta uma terceira forma de ver a questão. “O Canadá tem uma compreensão mais elástica do direito à morte digna, que não se restringe a uma doença terminal”, afirma ela, autora do livro Testamento Vital.

“O problema são as notícias recentes de pessoas recebendo ofertas de morte assistida, o que tira completamente a lógica da defesa da eutanásia e do suicídio assistido. A lógica é que seja uma escolha, não algo a ser ofertado por médicos para pessoas com deficiência física ou em situação de rua. Há uma linha muito tênue entre a morte assistida e uma situação em que é mais barato para o Estado facilitar a morte de pessoas do que cuidar delas. Esse é o grande gargalo do Canadá hoje”, diz.

Aumento dos suicídios assistidos

Desde que a legislação passou a valer no Canadá, em 2016, o número anual de mortes por suicídio assistido saltou de 1.018 no primeiro ano para 10.064 em 2021 – o que representou 3,3% de todas as mortes no país no ano retrasado. Os números são de um relatório divulgado pelo próprio governo. Nesses seis anos de vigência da legislação, 31.664 pessoas morreram com assistência médica. O número excede o de 30.281 mortes por covid-19 no Canadá, em 2020 e 2021.

A despeito dos casos que ganharam as manchetes e reabriram a discussão sobre os limites do suicídio assistido, o relatório mostra que a maioria das pessoas (65,6%) que recorreram à prática em 2021 tinham câncer. Outros 18,7% sofriam de doenças cardiovasculares, além de moléstias respiratórias crônicas (12,0%) e doenças neurológicas (12,7%).

Apenas 2,2% das pessoas mortas com assistência médica naquele ano não tinham doenças terminais. Mesmo assim, 45,7% sofriam de doenças neurológicas graves.

No Brasil, as práticas de suicídio assistido, assim como de eutanásia são consideradas crimes, o que se soma à condenação moral promovida por religiosos quanto à prática. A eutanásia (quando um médico administra o remédio letal ao paciente) é considerada homicídio simples. O suicídio assistido (quando o próprio paciente toma a droga indicada para morrer) é um crime contra a vida, descrito no artigo 122 como o ato “de induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar auxílio para que o faça”.

O suicídio assistido é legal em mais países, como Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Espanha e Colômbia, além de alguns Estados dos Estados Unidos. Em geral ele só pode ser requerido em casos de doenças terminais ou incuráveis, que gerem sofrimento insuportável ao paciente.

“A questão é mais cultural do que jurídica, portanto o problema não será resolvido mudando a legislação”, afirma Francisco Borba Ribeiro Neto. “O problema de fundo é que não sabemos conviver com a própria morte ou a morte de entes queridos, em decorrência de vivermos em uma sociedade que adquiriu uma série de poderes em relação ao bem-estar, mas não a sabedoria para se relacionar com esses poderes. Não temos a resiliência necessária para trabalhar de forma sábia com a situação. Diante disso, algumas legislações vão criar um tipo de problema e, outras, diferentes problemas.”

Eutanásia

A palavra vem do grego e significa “boa morte”. A eutanásia consiste na aplicação de uma dose letal de algum remédio por um médico que esteja acompanhando o tratamento de um paciente em estado terminal, sem perspectiva de melhora.

Suicídio assistido

Na morte assistida, é o próprio paciente que toma o remédio letal. É usado na maioria das vezes também por pacientes em estado terminal, que sofrem de doenças incuráveis.

Ortotanásia

Neste caso, não se trata de adiantar a morte. Mas tampouco adiá-la. A prática indica que, em casos terminais, sem prognóstico de cura, não se apliquem esforços terapêuticos inúteis.

Distanásia

A prática é também chamada de obstinação terapêutica. Quando não há prognóstico de cura para o paciente, mas, mesmo assim, sua vida é prolongada artificialmente com aparelhos e medicamentos.

Homem é preso pela PM com arma e munições em Nova Brasília, em Campos

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta sexta-feira (20) um homem foi preso pela Polícia Militar com uma pistola e munições, na Rua Eudoxio de Brito Falcão, em Nova Brasília, em Campos.

Os policiais foram até a praça do bairro para verificar um possível tumulto. Após dispensar a população, os agentes tiveram a atenção voltada para um homem que ao perceber que iria ser abordado, tentou fugir, mas foi alcançado.

Uma revista pessoal foi realizada, mas nada de ilícito foi encontrado, mas ao realizarem buscas no local onde o suspeito estava, os agentes conseguiram apreender embaixo de um veículo, uma pistola calibre 9 mm com numeração suprimida com 17 munições intactas e um carregador.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e o acusado foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde foi autuado e permaneceu preso.

Justiça prorroga por 30 dias uso da Força Nacional em apoio à PF no Pará

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a prorrogação do emprego da Força Nacional em apoio à Polícia Federal (PF), no Estado do Pará, nas atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, por mais 30 dias, de 19 de janeiro a 17 de fevereiro de 2023.

A Portaria que dispõe sobre a prorrogação está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, dia 20.

Mulher é presa por agentes da Operação Segurança Presente após furtar lojas no Centro de Campos

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Foto: Divulgação

Na tarde desta sexta-feira (20) uma mulher de 50 anos foi presa por agentes da Operação Segurança, após ela ter praticado diversos furtos em lojas no Centro de Campos. A prisão aconteceu no Mercado Municipal.

Os policiais foram acionados após a acusada ter furtado uma drogaria na área central. Buscas foram realizadas e a mulher foi encontrada e detida. Ao ser questionado, a mesma confessou que furtou a farmácia e mais dois estabelecimentos.

Ainda de acordo com os agentes, a mulher possui sete anotações criminais por furto e uma por roubo. Ela confessou ter furtado dois aparelhos de pressão na drogaria e também três sapatos em outras duas lojas.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e a acusada foi presa e encaminhada para 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado.

Homem perdido no mar sobrevive 24 dias comendo ketchup e alho em pó

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Um homem da ilha caribenha de Dominica teria sobrevivido 24 dias perdido no mar comendo ketchup, alho em pó e cubos de caldo, antes de ser resgatado pela marinha colombiana.

Elvis François, de 47 anos, teria sido arrastado pela corrente enquanto reparava o seu veleiro no porto da ilha caribenha de St. Marteen, nas Antilhas Holandesas, em dezembro do ano passado.

Tentou regressar à costa, mas perdeu o controle da embarcação, segundo contou às autoridades da Colômbia.

“Liguei para os meus amigos, tentaram entrar em contato comigo, mas fiquei sem rede. Não havia mais nada a fazer a não ser esperar, mas eu não tinha comida”, lembrou o homem, num vídeo divulgado pela marinha, ao qual poderá aceder na galeria acima.

Foi então que encontrou uma embalagem de ketchup, alho em pó, e cubos de caldo Maggi, bebendo água da chuva ensopada num pano.

Contudo, enquanto esteve à deriva, François viu-se obrigado a retirar água do veleiro por diversas vezes, de modo a não afundar. Tentou, inclusivamente, fazer uma fogueira para enviar um pedido de socorro, mas sem sucesso.

A sua sorte viria a mudar quando, depois de vários dias perdido, avistou um avião, por volta do dia 15 de janeiro. Pediu socorro com um espelho e foi, finalmente, resgatado por um navio mercante da marinha colombiana, a 120 milhas náuticas a noroeste de Puerto Bolívar, no departamento norte de La Guajira. Quando foi encontrado, tinha a palavra ‘socorro’ escrita no casco do veleiro.

“Em certo momento, perdi a esperança e pensei na minha família”, disse, tecendo agradecimentos à marinha colombiana, sem a qual “não estaria vivo para contar esta história”.

De acordo com o comandante, Carlos Urbano Montes, o homem estava bem de saúde, ainda que tenha perdido algum peso. Passou, então, para a alçada dos serviços de imigração, para regressar a casa.

Drogas são apreendidas em imóvel abandonado na comunidade Santa Helena

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde desta sexta-feira (20) uma grande quantidade de drogas foi apreendida pela Polícia Militar na comunidade Santa Helena, em um imóvel inabitado, no Parque Santa Helena, em Guarus.

Após uma denúncia informando que o local estava servindo de esconderijo para criminosos de uma facção, para armazenar e preparar entorpecentes, os agentes foram até o imóvel abandonado e conseguiram localizar um saco preto descartável de lixo.

Dentro da sacola, foi encontrado grande quantidade de maconha e cocaína e uma mini balança de precisão. Até o momento, ninguém foi detido.

Todo o material foi apreendido e encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde as drogas estão sendo contabilizadas.

Dois homens são presos com drogas e arma

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143ª DP

Dois homens foram presos suspeitos de tráfico de drogas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, durante ação de policiais militares na noite desta quinta-feira (19) no bairro Niterói.

A operação começou após denúncia anônima. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos tentaram fugir quando viram os agentes.

Com os homens, a policia encontrou uma pistola, um carregador, munições, pinos e papelotes de cocaína, buchas e dois tabletes de maconha, balança de precisão, anotações e material de endolação.

O material e os homens foram levados para a 143ª DP, em Itaperuna.

Fonte: g1

Rússia ameaça guerra nuclear contra escalada militar do Ocidente na Ucrânia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Guerra da Ucrânia entra em sua 48ª semana com um novo ponto de inflexão no conflito entre a Rússia, que invadiu o país vizinho em fevereiro passado, e o Ocidente, que tem sustentado militarmente os esforços de Kiev em resistir à agressão.

Nesta quinta (19), véspera da reunião em que aliados ucranianos prometem um pacote robusto de novas armas que pode incluir tanques de guerra até agora não enviados para o conflito, Moscou reagiu à movimentação ameaçando o emprego de sua bomba atômica retórica: armas nucleares de verdade.

Representante da linha dura do Kremlin, Dmitri Medvedev, que presidiu o país em nome de Vladimir Putin de 2008 a 2012, foi ao Telegram comentar o encontro desta sexta (20) do grupo de 50 países liderados pelas forças da Otan, a aliança militar ocidental, na base americana de Ramstein, na Alemanha.

“Baladeiros políticos subdesenvolvidos repetem como mantra: ‘Para obter a paz, a Rússia precisa perder’. Nunca lhes ocorre trazer a seguinte conclusão elementar disso: a derrota de uma potência nuclear numa guerra convencional pode levar a uma guerra nuclear. Potências nucleares não perdem conflitos em que seu destino está em jogo”, escreveu.

O comunicado é interessante. Se por um lado Medvedev repete o que já disse outras vezes, apelando a uma linha que já não comove tanto os políticos ocidentais, por outro transparece uma franqueza inusitada: a admissão de que os russos podem ser derrotados.

Já no ambiente oficial do Kremlin, o porta-voz Dmitri Peskov foi numa linha semelhante ao comentar reportagem do jornal americano The New York Times, segundo a qual o governo de Joe Biden tem discutido apoiar uma eventual ofensiva ucraniana contra a Crimeia -península anexada em 2014 pela Rússia e joia da coroa expansionista de Putin, sede de sua Frota do Mar Negro.

A reportagem é, no jargão político, um balão de ensaio: para tal ataque, Kiev precisaria retomar a província de Kherson, algo que não parece tão simples. Mas Peskov mordeu a isca e indicou a reação russa.

“Significaria elevar o conflito a um novo nível que não acabará bem para a segurança europeia.” Ele também endossou o comentário de Medvedev, dizendo que “está de acordo com a doutrina nuclear russa”, em referência a um dos preceitos para o emprego das armas inomináveis: risco existencial para o Estado.

Por outro lado, um anúncio significativo por parte da Suécia sugere que o Ocidente está disposto a testar novamente as linhas vermelhas constantemente redesenhadas pelo Kremlin. Também nesta quinta, o governo sueco, que negocia sua entrada na Otan, anunciou que vai colocar no megapacote militar de sexta um número indeterminado de sistemas de artilharia Archer, do qual tem 48 unidades.

É um dos melhores obuseiros autopropulsados do mundo e, a depender da munição utilizada, pode atingir alvos a 50 quilômetros de distância. Até aqui, a Ucrânia dependia nessa categoria acima de 150 mm de calibre dos mais antiquados Msta-S soviéticos, dos quais dispunha de 40 antes do início da guerra.

Estocolmo também promete enviar 50 carros de combate leves. Assim, soma-se à ajuda que será liderada por até US$ 2 bilhões dos EUA -que já anunciaram incluir 50 blindados Bradley, a coisa mais próxima de um tanque de guerra por eles prometida a Kiev, e sistemas antiaéreos Patriot.

Aqui começam os problemas dos ocidentais e de seus aliados, todos sob o guarda-chuva americano da Otan. O governo de Volodimir Zelenski quer 300 tanques para segurar a ofensiva russa no leste do país, que nesta quinta parece ter chegado ainda mais perto da vital cidade de Bakhmut, em Donetsk (Donbass).

Especialistas falam que cem tanques novos já ajudariam a equilibrar o jogo. Até aqui, a Otan evitava falar no envio desses veículos por temer a reação russa. Isso mudou, e o Reino Unido fez o primeiro anúncio sobre armas do tipo nesta semana, prometendo 14 Challenger-2 para o pacote europeu, que inclui aliados como Austrália, de sexta.

Tudo isso elevou a pressão sobre a Alemanha, que produz o tanque moderno mais utilizado na Europa, o Leopard-2. Não só para enviar alguns dos seus 376 blindados, mas principalmente para autorizar os outros operadores a enviar seu produto para uma terceira parte.

Berlim resiste, apesar de a questão ter ajudado a derrubar sua ministra da Defesa, Christine Lambrecht, na segunda (16). O premiê Olaf Scholz foi cobrado no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, por colegas europeus sobre o tema e voltou a dizer que é preciso cautela. Na quarta-feira (18), autoridades alemãs falaram anonimamente que Berlim só liberaria os Leopard se Washington enviasse seus poderosos tanques M-1A2 Abrams para o conflito. A reação americana foi imediata.

“Acho que não estamos lá ainda. O Abrams é um equipamento complexo, caro, cujo uso é difícil de treinar”, afirmou Colin Kahl, assessor do Pentágono. O tanque usa um motor com turbina, como o T-80 russo, o que eleva o desempenho, mas o torna um beberrão de combustível -algo que a Ucrânia não tem sobrando.
Seja como for, há otimismo. O governo da Lituânia disse estar certo de que vários países irão anunciar o envio de Leopard-2 -12 nações europeias o operam. O Reino Unido também disse que irá fornecer, além de tanques, 600 mísseis antiblindados Brimstone, uma arma poderosa.

Enquanto o debate ocorre, os ucranianos elevam a cobrança com os russos atacando a leste. “Não temos tempo. A questão dos tanques precisa ser resolvida o mais rapidamente possível, estamos pagando pela demora com a vida do nosso povo”, afirmou no Telegram o assessor presidencial Andrii Iermak.

Ciclista fica gravemente ferido após ser atropelado por carreta na BR-101, em Campos

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na manhã desta sexta-feira (20) um ciclista ficou gravemente ferido após ser atropelado por uma carreta, no km 64 da BR-101, no Parque Rodoviário, em Campos.

De acordo com a concessionária que administra a rodovia, a Arteris Fluminense, a vítima foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros para o Hospital Ferreira Machado, em estado grave.

Segundo apuração da Redação ClickCampos, a vítima identificada pelas iniciais M.M.da.S de 59 anos fraturou a bacia, teve anemia aguda e também teve fratura exposta nas duas pernas. A vítima passou por uma cirurgia de 9 horas, onde foram realizados 5 procedimentos. O mesmo foi encaminhado para o CTI, onde permanece em estado gravíssimo.

Por conta do acidente, o trânsito no local registrou lentidão e a rodovia foi interditada no momento do atendimento à vítima.