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SJB reforça porto em Barcelos e dique São João

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Foto: Divulgação Prefeitura de SJB

A Defesa Civil Municipal de São João da Barra está monitorando a situação do Rio Paraíba do Sul e atuando de forma preventiva em Barcelos e no dique São João, no Bairro de Fátima. O nível do rio está estabilizado em 6,3 metros desde o início da manhã desta segunda-feira, 9, mas a previsão é que volte a subir. A cota de transbordo na Sede, onde é feita a medição, é de 8 metros.

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços, junto com a Defesa Civil, protegeu com sacos de areia a região do porto em Barcelos. No dique São João a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Públicos também está adotando medidas de contenção.

Em 2022 foi feita uma intervenção provisória pelo governo estadual no local do rompimento do dique de Barcelos, que por enquanto não apresenta risco. Também no ano passado a Prefeitura fez um levantamento dos pontos críticos onde poderiam ocorrer novos rompimentos e encaminhou relatório com o mapeamento dos danos e procedimentos para recuperação ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ), Fundação Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), Ministério Público Estadual e Secretaria Estadual de Infraestrutura e Obras.

Em novembro do ano passado e no início deste ano a Prefeitura reiterou ao Inea a necessidade de avaliação da segurança da obra realizada e dos demais pontos vulneráveis.

Fonte: Ascom SJB

Rodovias federais registram 3 trechos completamente interditados no País, diz PRF

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As rodovias federais registram três pontos de bloqueio (com impedimento total de circulação nas vias) na manhã desta segunda-feira, 9, informa boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em sua conta oficial no Twitter. Segundo a PRF, os trechos com o fluxo de carros totalmente interrompidos estão no Pará, em dois pontos do município de Novo Progresso e em Mato Grosso, na cidade de Matupá. No domingo, 8, a corporação registrou protestos em diversos trechos da rodovia BR 163, em Mato Grosso, inicialmente no km 593, em Nova Mutum, e no km 816, em Sinop, por volta das 16h.

Pastores que apoiaram Bolsonaro condenam vandalismo em Brasília; Malafaia diverge

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(FOLHAPRESS) – “Máscara, vinagre, óculos de natação… E Deus será nosso escudo”, escreveu a pastora Mari Santos, uma pastora manauense que não só participou do vandalismo que tomou Brasília no domingo (8), como postou cada passo seu numa rede social.

Naquele momento, Santos saía do quartel-general da capital rumo à Esplanada dos Ministérios, de onde horas depois viria uma resposta policial, com bombas de efeito moral, que exigiria o uso do “kit-protesto”.

O cantor gospel Salomão Vieira já havia aparecido em vídeo convocando o que chamou de patriotas para estar no Distrito Federal neste fim de semana.

Ana Marita Terra Nova, casada com uma das maiores lideranças evangélicas do país, o apóstolo Renê Terra Nova, reproduziu em suas redes um chamado para ação. “Dois meses nos quartéis: valeu muito, sim! Agora… É parar e dizer mesmo: intervenção militar!”, dizia a mensagem que compartilhou na véspera da tentativa de golpe.

O portal Fuxico Gospel descreveu cenas de fiéis entoando louvores durante o protesto que depredou prédios dos Três Poderes. Houve quem evocasse a Batalha de Jericó, quando israelitas, na força do brado popular, derrubaram a muralha local.

A tarde golpista, contudo, mais serviu para erguer muros entre líderes evangélicos que em 2022 se alinharam em prol de Jair Bolsonaro (PL). A união vista durante a campanha eleitoral se espatifou quando uma parte desses pastores condenou os atos, e a outra evitou palavras mais duras e equiparou a barafunda bolsonarista a invasões prévias conduzidas por grupos à esquerda. Silas Malafaia é a voz mais perfurante dessa ala.

O apóstolo Estevam Hernandes, à frente da Renascer em Cristo e da Marcha para Jesus, não gostou do que viu. Disse à Folha repudiar “essa forma grotesca e antidemocrática” de protestar, “porque Deus nos deu a paz de Cristo”.

“A manifestação somente é legítima quando é pacífica. Fora isso, torna-se o vandalismo que estamos presenciando. Minha oração é que Deus tenha misericórdia do Brasil.”

Depois, durante um culto na noite de domingo, disse em púlpito que “esse não é o caminho da democracia, não é o caminho da vontade de Deus”.

“Infelizmente as pessoas radicalizam e esquecem que só existe um caminho, que é o da oração”, pregou. “Oramos para que Deus interfira segundo a sua vontade. Nós repudiamos completamente o que está acontecendo hoje em Brasília.”

Apóstolo da igreja Fonte da Vida e, como Hernandes, presente em atos de campanha de Bolsonaro, César Augusto também desaprovou a trama antidemocrática.

“Como pastor, sacerdote e ministro do Evangelho, não posso aceitar nenhum tipo de ação de violência, em hipótese alguma”, disse.

Agora é hora, segundo Augusto, de “pensar muito antes de falar, para não incendiar o que já está pegando fogo”. Uma boa oportunidade para “pessoas que sabem valorizar o diálogo, que pensam na nação, não pensam nas ideologias, entrarem em cena e apaziguarem o país”.

Já Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, falou em “manifestação do povo” e criticou o que enxerga como “dois pesos e duas medidas” no tratamento dado a manifestações bolsonaristas e de movimentos da esquerda.

“Cansei de ver o MST invadir prédio público e ficar acampado dois, três dias. A militância do PT pode fazer isso, e ninguém diz que é ato antidemocrático. Que conversa é essa? Ou será que nós estamos em que planeta? Em que país nós estamos? Ou será que o povo, a imprensa, os políticos têm amnésia?”

Estamos falando, afirmou o pastor ao jornal, de uma “manifestação do povo”.

“E aí? Usa dois pesos, duas medidas? Quando é a cambada de esquerda, é ato de livre manifestação. Quando são os outros, é ato antidemocrático? Isso é uma vergonha.”

Mais tarde, em vídeo, Malafaia listou tentativas de invasão do Movimento dos Sem Terra, como uma empreendida contra o Supremo Tribunal Federal em 2014, que deixou policiais feridos.

Emendou dizendo que foi “contra quebra-quebra de petistas” e continua “contra quebra-quebra” em geral. E vaticinou: “Não brinque nem massacre com o povo, que tem revolta popular”.

Presidente da bancada evangélica e membro da mesma Vitória em Cristo, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) usou estratégia similar de comparar protestos distintos.

Postou na internet montagem com uma foto de manifestantes ocupando a cobertura do Congresso nos protestos de 2013, que começaram na esquerda e resvalaram para uma miscelânea ideológica, e o ato deste domingo, que devastou várias áreas internas do Executivo, do Judiciário e do Legislativo.

“Na democracia TODA manifestação tem um recado claro”, disse. “O que é inaceitável é a violência e depredação do patrimônio público, não compactuo com esses atos! Que a ordem seja retomada.”

A reprovação veio escoltada por uma crítica a Lula. “Ver um descondenado virar presidente causa revolta!!! Deus tenha misericórdia do Brasil!”

Outra ponta de lança do bolsonarismo nas igrejas, o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL-SP) afirmou ver como legítima “a revolta popular, que é quando um grupo de pessoas se organizam para protestar”. Mas as depredações provocadas por “ânimos acirrados” ultrapassaram o sinal, segundo ele.

“Por causa delas, os manifestantes serão chamados de baderneiros e criminosos. O que vem a seguir será uma repressão sem limites.”

Tiroteio em evento de Guaxindiba deixa uma mulher morte e 9 feridos

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147ª DP/Foto: Reprodução

Na madrugada desta segunda-feira (9) uma mulher morreu e outras nove pessoas ficaram feridas após um atirador disparar em um evento, na praia de Guaxindiba, no município de São Francisco de Itabapoana. Entre as vítimas está o Secretário Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Humano, Fagner Azeredo de 42 anos, irmão da prefeita Francimara.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito invadiu o evento e atirou contra uma vítima especifica, que seria de uma facção criminosa na cidade. Durante o tiroteio, houve correria e nove pessoas foram atingidas.

A equipe do Resgate Municipal fez o socorro das vítimas para o Hospital Municipal Manoel Carola e posteriormente todos foram transferidos pra o Hospital Ferreira Machado (HFM) em Campos.

De acordo com a apuração da Redação ClickCampos, 3 vítimas foram liberadas, outras 5 pessoas continuam em observação no HFM. O irmão da prefeita, foi atingido no braço esquerdo, fez exames de tomografia e raio-x e está estável, em observação no repouso do politrauma. Duas vítimas irão passar por cirurgia e as outras permanecem medicadas, estáveis, em observação.

O atirador já foi identificado pela polícia, mas ainda não foi localizado. O corpo da vítima fatal que ainda não foi identificada, foi encaminhado para a Instituto Médico Legal (IML) e o caso registrado na 147ª Delegacia de Polícia de SFI.

CGU pede que órgãos públicos punam servidores envolvidos em atos golpistas

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(FOLHAPRESS) – A CGU (Controladoria Geral da União) orientou todos os órgãos públicos a instaurar processos administrativos para apurar a participação de servidores públicos nos atos golpistas desse domingo (8), em Brasília.

O órgão de controle da administração pública federal pede para que sejam punidos exemplarmente ” servidores públicos federais que, tendo participado dos atos de invasão de repartições e depredação do patrimônio público, atentaram contra os deveres de lealdade às instituições e de moralidade administrativa que devem orientar a atuação do agentes públicos e, principalmente, contra o Estado democrático de Direito”.

A nota divulgada pela CGU diz ainda que em caso de confirmação da participação de um servidor nos atos, ele poderá ser demitido por lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

A determinação da CGU é apenas uma das várias reações aos atos golpistas praticados por bolsonaristas. Depois da invasão à sede dos três poderes, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou o afastamento do governador do DF, Ibaneis Rocha, do cargo por 90 dias

O Executivo por sua vez determinou uma intervenção na Segurança Pública do Distrito Federal até o fim de janeiro e nomeou o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli, para comandar o setor.

A primeira medida a partir da intervenção foi a desocupação do acampamento golpista em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. Bolsonaristas radicais estão acampados no local desde o resultado do segundo turno das eleições e pedem abertamente uma intervenção das Forças Armadas.

O acampamento se esvaziou significativamente após a posse do presidente Lula, mas não se encerrou. O Exército chegou a iniciar desocupações do local em algumas ocasiões, mas sempre desistiu no último momento temendo confronto com os acampados.

O estrago causado pelos golpistas foi grande, com a depredação do STF, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Na sede do Executivo, um quadro de Di Cavalcanti foi perfurado em diversos pontos. No Ministério da Justiça, armas foram roubadas.

Ministério da Justiça cria canal para receber denúncias de atos terroristas

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Denúncias de atos terroristas que tenham acontecido neste domingo, 8, em Brasília, poderão ser encaminhadas diretamente ao Ministério da Justiça por meio do e-mail [email protected]. O canal foi criado nesta segunda-feira, dia 9, pela pasta para concentrar pistas e informações.

Homem é baleado de raspão na cabeça no Parque Aeroporto, em Guarus

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Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes
Hospital Ferreira Machado, em Campos dos Goytacazes/Foto: ClickCampos

Na noite deste domingo (8) um homem de aproximadamente 30 anos foi baleado de raspão, no Conjunto Habitacional do Parque Aeroporto, em Guarus.

A vítima estava saindo da casa da sogra quando foi surpreendida pelos disparos. Um tiro o atingiu de raspão na cabeça. Os Bombeiros foram acionadas e socorrem a vítima para o Hospital Ferreira Machado (HFM).

Na unidade hospitalar, ele foi medicado, explicou toda a situação para a Polícia Militar e foi liberado. O caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Papa Francisco atribui ataques em Brasília a enfraquecimento da democracia no mundo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O papa Francisco lamentou nesta segunda-feira (9) as crises políticas que se espalham pelas Américas e citou nominalmente o Brasil, onde apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram a Esplanada dos Ministérios, vandalizando prédios públicos e afrontando instituições democráticas.

“Penso nas inúmeras crises políticas em vários países do continente americano, com sua carga de tensões e formas de violência que exacerbam os conflitos sociais”, disse Francisco em discurso perante o corpo diplomático do Vaticano.

“Penso especialmente no que aconteceu recentemente no Peru e nas últimas horas no Brasil”, acrescentou, em referência aos ataques em Brasília e aos protestos que se espalharam no país andino desde a tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Pedro Castillo.

Para o pontífice argentino, é preocupante o “enfraquecimento, em muitas partes do mundo, da democracia.

Ainda no domingo (8), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se disse perplexa e pediu em nota a responsabilização dos organizadores e participantes dos ataques criminosos em Brasília.

O líder da Igreja Católica se soma a diversas lideranças mundiais que condenaram os atos golpistas. Chefes de Estado e de governo de dezenas de países manifestaram repúdio ao que chamaram de ataque e atentado contra a democracia e as instituições democráticas. A reação à insurreição de bolsonaristas também inclui mensagens de apoio e solidariedade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Teto desaba em cima de piscina e provoca sete feridos nos Estados Unidos

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O teto de uma piscina em uma estância termal no estado norte-americano de Idaho desabou no sábado em cima dos banhistas, com sete pessoas a ficarem feridas e a serem encaminhadas para o hospital.

As vítimas têm idades entre os 9 os 70 anos de idade. Todas encontram-se estáveis e conscientes, de acordo com as autoridades do condado de Owyhee, num comunicado citado pela Associated Press.

Segundo contaram testemunhas no interior das termas Givens Hot Springs à televisão local KTVB-7, encontravam-se entre 15 a 20 pessoas no interior da água quando pedaços de madeira começaram a cair.

Here’s a look at the roof that collapsed on people at Givens Hot Springs, seven people were injured and had to go to the hospital. We spoke with the Givens family today. @IdahoNews6 pic.twitter.com/kAERpDb5mp

— Steve Dent (@idahodent) January 9, 2023

“Eu vi o primeiro pedaço de madeira a cair do teto. Ouvi  partindo e depois desabou tudo. Eu fui atingido e fiquei inconsciente, e caí dentro da água. Um bombeiro me salvou e o meu sobrinho me tirou da água. Mas foi assustador”, contou Lee Wilson, uma das vítimas no local.

Outra pessoa contou à televisão local que o incidente foi semelhante a um terremoto.

As autoridades desconhecem o que pode ter provocado a ruptura da estrutura. Apesar das temperaturas reduzidas a que a região está habituada, não havia neve acumulada no exterior do teto.

As termas permaneceram encerradas devido a “problemas estruturais”.

 

Protesto bloqueia a Marginal Tietê em São Paulo

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(FOLHAPRESS) – Um protesto bloqueou as pistas da Marginal Tietê, na capital paulista, na madrugada desta segunda-feira (9) e causou lentidão no trânsito. Por conta da ação, a rodovia Castello Branco (SP-280) chegou a registrar 3 quilômetros de congestionamento.

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), houve ocupação total da pista local da Marginal Tietê, no sentido Ayrton Senna, na altura da Ponte dos Remédios. A PM foi acionada e, por volta das 7h, a pista central foi desocupada.

Foi colocado fogo em objetos como pneus, entre outros. Ainda não há informações sobre a causa dos protestos.

De acordo com a concessionária CCR ViaOeste, como reflexo do protesto houve mais de 3 quilômetros de congestionamento na rodovia Castello Branco (SP-280), na chegada às Marginais Tietê e Pinheiros.

Bolsonaristas bloqueiam agora a pista local da Marginal Tietê, no sentido Dutra, na altura da Ponte dos Remédios. Equipes da Polícia Militar estão no local. A via é uma das mais importantes da cidade de São Paulo. pic.twitter.com/YKTEEJBu7T

— Rádio BandNews FM (@radiobandnewsfm) January 9, 2023

Rio Muriaé transborda e chega a 48 cm acima da cota de transbordo

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Foto: Prefeitura de Itaperuna

O transbordamento do Rio Muriaé continua causando transtornos em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Por causa da cheia, a Defesa Civil do município interditou o trânsito na Av. Senador Francisco Sá Tinoco, conhecida como Beira Rio, na manhã deste domingo (8).

O nível do rio subiu 20 centímetros durante a madrugada, chegando a 4,48m, 48cm acima da cota de transbordo.

A previsão é que o nível do rio se estabilize e comece a baixar durante este domingo. A chuva acumulada nas últimas 24 horas é de 5 mm, de acordo com a Defesa Civil. Não há registros de desabrigados, desalojados ou qualquer outra ocorrência devido às chuvas.

A equipe da Defesa Civil continua monitorando as bacias dos rios Muriaé e Carangola, e também a previsão do tempo para as próximas horas, o que não afeta significativamente o município.

A cota de atenção do Rio Muriaé é de 2,90 metros, enquanto a de alerta é de 3,40 metros e a cota de transbordo é de 4 metros.

O número do WhatsApp da Defesa Civil é (22) 3824-6334. Também é possível cadastrar o serviço de alerta via SMS, pelo número 40199.

Fonte: g1

Abastecimento de água será interrompido em Venda Nova e Campo Novo

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Águas do Paraíba/Foto: Divulgação

Águas do Paraíba informou nesta segunda-feira (9) que o abastecimento nas localidades de Campo Novo e Venda Nova será interrompido, na terça-feira (10/01), das 8h às 17h, para realização de uma manutenção na Estação de Tratamento de Água (ETA) Campo Novo.

A intervenção visa manter a eficiência dos serviços. A concessionária solicita que a população faça uso consciente da água durante esse período.

Em caso de dúvida ou solicitação de caminhão-pipa, entre em contato pelos canais de relacionamento: WhatsApp (21) 97211-8064, aplicativo Cliente Águas, ou pelo 0800 772 0422.

Múcio diz que acampamentos golpistas serão desmobilizados

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MACEIÓ, AL (UOL/FOLHAPRESS) – O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que, após os atos de terrorismos de bolsonaristas em Brasília neste domingo (8), não é mais possível “aturar” os acampamentos golpistas em frente aos quartéis-generais do Exército.

“Não tem como continuar assim, vamos tomar providência, não tem mais como aturar isso”, declarou José Múcio Monteiro em entrevista à TV Globo.
Múcio, que mantinha uma posição mais tolerante em relação aos atos antidemocráticos, destacou que agora esses grupos atuam como terroristas e, por esse motivo, serão todos desmobilizados.

Em pronunciamento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que o governo do Distrito Federal mudou o esquema de segurança na véspera de atos golpistas para liberar pedestres na Esplanada dos Ministérios.

“Nos dias que antecederam esses episódios, inéditos no Brasil, houve uma preparação que se baseou nas responsabilidades constitucionais do governo do Distrito Federal. Não obstante, a esse entendimento, nós tivemos uma mudança de orientação administrativa ontem, em que o planejamento que não comportava a entrada de pessoas na Esplanada foi alterado na última hora”, declarou.

“Não houve comunicação da mudança de planejamento. Soube por um órgão de imprensa. Eu li, e [foi algo] para minha surpresa. Imediatamente questionei, e de manhã novamente por escrito. Disse que isso não parecia correto e tive a resposta que tudo estava tranquilo. Antes, eu não tinha autoridade sobre o aparato de segurança. Agora [com a intervenção] eu tenho” acrescentou, na sequência. Durante a coletiva, Dino afirmou que houve “anomalia” nas forças de segurança que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), terá de explicar se foi enganado e por quem.

INTERVENÇÃO FEDERAL

Quase três horas após os atos de terrorismo, o presidente Lula anunciou intervenção federal no DF até 31 de dezembro. Ele estava em Araraquara, no interior de São Paulo, quando comunicou a decisão à imprensa.

No pronunciamento, Lula criticou a gestão de Bolsonaro, chamou os manifestantes de “fascistas” e ressaltou que os responsáveis pelos protestos golpistas e seus financiadores sejam punidos.

Rússia, China, Alemanha e Reino Unido fazem coro a outros líderes e condenam ato golpista

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os premiês da Alemanha e do Reino Unido e porta-vozes da Rússia e da China fizeram coro nesta segunda (9) às críticas de outros líderes mundiais aos ataques golpistas realizados em Brasília neste domingo (8).

Em uma publicação nas redes sociais, o alemão Olaf Scholz se referiu aos atos como “imagens terríveis”. “Os ataques violentos contra as instituições democráticas são um atentado à democracia que não pode ser tolerado”, escreveu o premiê, expressando “profunda solidariedade” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o povo brasileiro.

O britânico Rishi Sunak também ofereceu ao petista e seu governo “total apoio do Reino Unido”. “Condeno qualquer tentativa de minar a transferência pacífica de poder e a vontade democrática do povo brasileiro”, publicou o premiê no Twitter, acrescentando que está “ansioso para fortalecer os laços estreitos” com o Brasil nos próximos anos.

A Rússia também condenou os ataques e afirmou que “apoia plenamente” o governo brasileiro. “Condenamos veementemente as ações dos instigadores do motim e apoiamos totalmente o presidente brasileiro Lula da Silva”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a jornalistas.

A China, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, disse que “acompanha de perto e se opõe firmemente ao ataque violento contra as autoridades federais”. Wang Wenbin, porta-voz da diplomacia, afirmou ainda que Pequim “apoia as medidas tomadas pelo governo brasileiro para acalmar a situação, restaurar a ordem social e preservar a estabilidade nacional”.

No domingo, milhares de bolsonaristas romperam barreiras policiais e invadiram o Congresso, o palácio presidencial e o Supremo Tribunal Federal em Brasília, quebrando janelas, vandalizando gabinetes e destruindo obras de arte.

As autoridades brasileiras rapidamente iniciaram suas investigações, com Lula prometendo que golpistas serão punidos. “Acreditamos que, sob a liderança do presidente Lula, o Brasil manterá a estabilidade nacional e a harmonia social”, afirmou Wang, referindo-se ao país como “parceiro estratégico” de Pequim.

Polícia Civil prende executores de traficante que causou prejuízo financeiro à organização criminosa em Guarus

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Policiais civis da 146ªDP (Guarús), com apoio de policiais militares, prenderam dois homens em flagrante pelo crime de homicídio. Eles foram capturados após ação integrada de inteligência.

De acordo com os agentes, a vítima era integrante de uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas. Os autores teriam executado a vítima por ter causado prejuízo à organização criminosa.

Os policiais apreenderam a arma utilizado no crime, bem como o vídeo que registrou o momento da execução da vítima. Após as formalidades de praxe, eles foram encaminhados ao sistema prisional.

Campos: Rio Paraíba do Sul atinge cota de 9,02

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Foto: Reprodução Ascom

Em razão do grande volume de água que vem sendo recebido à montante da sua calha principal e de seus principais afluentes, como os rios Pomba, Muriaé e Piabanha, o Rio Paraíba do Sul vem tendo uma taxa de elevação de 3 a 5 centímetros por hora, atingindo a cota de 9,02 às 8h deste domingo (8). A Defesa Civil informa que esta cota não atinge a área do dique que desabou na Avenida XV de Novembro, no Centro. A Secretaria de Obras e Infraestrutura solicitou à Secretaria de Estado das Cidades que as obras sejam realizadas em 24 horas.

O Setor de Monitoramento alertou na última quarta-feira (4) sobre a possibilidade de chuvas significativas não somente em Campos, como nas regiões de influência hídrica para o município. Em Campos houve, até o momento, registro de chuvas fracas a moderadas, porém em regiões de grande significância para a bacia do Rio Paraíba do Sul, houve precipitações volumosas.

Há possibilidade de novas chuvas nas regiões de influência hídrica para o Paraíba nos próximos momentos e devido a continuação do recebimento de considerável volume de água é esperada uma continuação de taxa de elevação entre 2 e 5 centímetros, por hora, para as próximas horas.

A Defesa Civil está monitorando de forma ininterrupta todo o cenário hídrico e elaborando estratégias de ação de acordo com a mudança do quadro.

Fonte: Ascom

Grande quantidade de maconha é apreendida pela PM em Guarus

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na manhã deste domingo (8) uma grande quantidade de maconha foi apreendida pela Polícia Militar, em uma área de mata, na Rua Rio Grande do Sul, no Parque Aldeia II, em Guarus.

De acordo com a PM, os agentes receberam denúncias de que os traficantes estariam usando a mata na região para guardar as drogas. A guarnição foi até o local e durante a varredura foram apreendidas 866 buchas de maconha, cerca de cinco quilos da droga.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde o caso foi registrado.

Homem é assassinado com vários tiros de fuzil em Guarus

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na tarde deste domingo (8) um homem, identificado como Rafael Fernandes, foi assassinado em um local conhecido como “Casinhas do Nolita”, no Parque Santa Rosa, em Guarus.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima estava dentro do veículo modelo Classic, de cor preta, quando foi atingida por disparos de fuzil. Ainda de acordo com a PM, foram cerca de 42 disparos.

O homem não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos e o caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Ainda não há informações sobre os autores e a motivação do crime.

Foto: Reprodução Redes Sociais

‘Desejo descansar, mas não posso parar’, diz cacique Raoni

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(FOLHAPRESS) – O cacique Raoni Metkerie, uma das mais importantes lideranças indígenas do mundo, deseja descansar. Diz, no entanto, que sente o dever de seguir sua luta enquanto não encontrar outro nome capaz de ocupar o seu espaço.

Não se sabe a data exata em que o pajé caiapó nasceu, apenas que foi no início da década de 1930, em Kapot, Mato Grosso, na região do Xingu -ele tem, portanto, cerca de 90 anos.

Desde o contato com o homem não indígena, na década de 1950, ele passou a ser uma figura reconhecida mundialmente como defensor do meio ambiente e dos direitos dos povos originários.

Ganhou notoriedade nas décadas de 1980 e 1990, na luta pela construção do Parque do Xingu e contra a construção da usina de Belo Monte, no Pará, que acabou se concretizando no governo de Dilma Rousseff (PT).

Em sua trajetória, ele conheceu autoridades como reis, presidentes e papas, foi tema de documentários e livros e esteve entre os nomes cotados para receber o Nobel da Paz.

No primeiro dia de 2023, foi uma das oito pessoas que subiram a rampa do Palácio do Planalto e entregaram a faixa presidencial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu estava lá representando a coletividade, o bem viver. Pedi para Lula priorizar a demarcação de terras e a retirada dos invasores, e peço que nossos parentes continuem firmes [na resistência]”, disse Raoni à Folha, em conversa traduzida do caiapó por seu neto Patxon.

A presença na cerimônia e a reunião com Lula dias antes aconteceram por intermédio da deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), que será a próxima presidente da Funai, marcam o contraste da relação que o pajé tinha com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em sua primeira vez na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Bolsonaro atacou o cacique e afirmou que ele era “peça de manobra” de líderes de outros países.

Raoni, por sua vez, denunciou o ex-presidente ao tribunal de Haia por crimes ambientais, em 2021.

Durante a pandemia, o cacique viu sua esposa, Bekywiká Metukitire, morrer após sofrer um infarto e, dias depois, contraiu Covid.

Os caiapós não gostam de falar sobre a morte –quando um parente os deixa, fazem um ritual de luto que tem duração indeterminada, acaba quando os anciões da aldeia decidirem que é a hora certa. Retiram as as pinturas do corpo e os adornos, cortam os cabelos e ficam totalmente reclusos, sem falar com ninguém.

Após o período isolado, o encontro com Lula marca a retomada, aos poucos, da agenda ativista do cacique, que, mesmo com seus cerca de 90 anos, ainda pretende voltar a viajar para outros países –antes, diz, precisa cuidar de sua saúde, que ainda não está totalmente recuperada da Covid.
Apesar dos planos, Raoni admite estar cansado.

“Desejo descansar, mas sempre acontecem ataques e ameaças contra os indígenas e por isso não posso parar de trabalhar e me encontrar com autoridades. Queria que alguém fizesse esse trabalho, mas não há, tenho que continuar”, diz.

Seu filho e sucessor natural morreu em 2004, vítima de um acidente de carro. Por isso, Raoni pensa em como passar o bastão do seu legado. Ele tenta preparar para a função sua filha, Kokona. No entanto, a escolha esbarra na tradição de seu povo segundo a qual a sucessão de liderança deveria ir para um filho homem.
*
Folha – Qual o saldo do governo Bolsonaro para os povos indígenas?

Raoni Metkerie – O mandato do presidente Bolsonaro não foi bom para nós, indígenas, porque ele atacava nosso trabalho de cuidar e proteger nossa terra dos homens brancos. Ele ameaçava entregar nossa terra a madeireiras, mineradoras e ao agronegócio. Não foi bom para a população indígena [ele] incentivar invasões e desmatamento.

Folha – E o que significou para o senhor passar a faixa para o presidente Lula?

Raoni Metkerie – Eu estava lá representando a coletividade, o bem viver. Pedi ao Lula para priorizar a demarcação de terras e a retirada dos invasores, e peço que nossos parentes continuem firmes [na resistência].

Folha – Sobre o que o senhor e o Lula conversaram no encontro que aconteceu dias antes da posse?

Raoni Metkerie – Conversamos sobre vários assuntos, um deles foi a preservação da floresta nos territórios indígenas, o desmatamento em terras indígenas. Conversamos também sobre o Ministério dos Povos Indígenas e os órgãos indígenas, que acertamos que vão ter indígenas no comando.

Folha – Qual a importância do Ministério dos Povos Indígenas?

Raoni Metkerie – Esse novo ministério é muito importante, vai ser bom para nós e para vocês brancos também, porque vamos trabalhar dentro do governo para atender à demanda indígena de forma correta. Espero que daqui para frente haja mais respeito tanto do homem branco com os indígenas como dos indígenas com o homem branco.

Folha – O senhor está recuperado da Covid?

Raoni Metkerie – Não estou 100%, eu sinto um pouco de cansaço ainda. Quando eu caminho, volto e sinto cansaço, então acredito que não estou totalmente recuperado

Folha – Como foi o seu processo de luto pela morte de sua esposa?

Raoni Metkerie – Fiquei em reclusão. Não podia falar com ninguém, em público, mas mesmo assim eu escutava as falas do Bolsonaro. Ele falou coisas ruins sobre nós. Agora, meu luto se encerrou, me pintei novamente, posso ter contato social, e por isso fui à posse do presidente Lula. Nós conversamos e acredito que será um bom trabalho para os povos indígenas. De proteção, apoio às comunidades e respeito. Ele me disse que vai trabalhar para isso.

Folha – Agora que o senhor deixou o seu luto, pretende voltar a fazer viagens internacionais?

Raoni Metkerie – Eu estou esperando que eu melhore logo, fique 100%, para ter uma vida saudável. Se eu estiver em condições de viajar, quero ir, inclusive encontrar com o presidente [da França, Emmanuel] Macron para continuarmos com nossa articulação. Desde que fiquei doente e depois no luto, eu não pude viajar e pensei muita coisa, lembrava-me dele. Estou me esforçando para me recuperar e poder viajar.

Folha – Como o senhor vê o momento que o país vive atualmente?

Raoni Metkerie – O Bolsonaro falava muita coisa atacando indígenas. Muitos dos meus parentes me falavam que se sentiam tristes, ameaçados, não contentes com essas atitudes do governo. Falava para eles que iria conversar com o novo governo para termos atenção e garantia de apoio às comunidades indígenas. Por isso, fui a Brasília na posse.

Estou pensando nos povos. Vou voltar [a Brasília] novamente e conversar novamente para demarcar terras, porque as comunidades, sem terra, não têm onde ter vida, com alegria e saúde, para viver em paz.

Folha – O senhor já tem mais de 90 anos. Quando vai parar e descansar?

Raoni Metkerie – Desejo descansar, mas sempre acontecem ataques e ameaças contra os indígenas e, por isso, não posso parar de trabalhar e me encontrar com autoridades. Eu queria que alguém fizesse esse trabalho, para eu descansar, mas como não existe, preciso, enquanto eu puder, fazer o trabalho de me reunir com autoridades e cobrar, pelo bem viver das comunidades indígenas.

Folha – Pensa em algum sucessor?

Raoni Metkerie – Estou organizando uma assembleia de lideranças na minha terra. Nesse encontro, quero apresentar mais nomes para a comunidade indígena conhecer essas pessoas, unir-se em volta delas, apoiar, para ver se alguém consegue levar adiante esse meu trabalho.

Folha – O que traz tristeza ao senhor atualmente?

Raoni Metkerie – Em muita coisa eu consegui ter sucesso na vida. A usina de Belo Monte, eu e meu amigo Sting [cantor de rock] trabalhamos e nos posicionamos contra, e conseguimos mobilizar a opinião pública para parar a construção na época. Depois, as pessoas foram enganadas com promessas de uma boa vida e aceitaram a construção. Isso me deixa triste. A gente não queria que a usina barrasse o rio Xingu.

Outra situação que me deixa mais triste ainda é a falta de terra para as comunidades indígenas que não têm território demarcado, que vivem abandonadas, sem proteção. Aquelas que são invadidas por garimpeiros e madeireiros, que ameaçam famílias, matam lideranças. Isso me deixa triste, isso tem que parar, é inaceitável.

Folha – Por que, mesmo após tantos anos de ativismo da sua parte, isso que o senhor diz ser inaceitável continua acontecendo?

Raoni Metkerie – O homem branco tem que pensar bem e parar de destruir a floresta, extrair madeira, garimpar, destruir os territórios.

Eu sou pajé, tive sonhos, visões, em que espíritos me falaram que, se não protegermos o nosso planeta, nós vamos ter consequências graves.

Falo ao governo, a autoridades, aos não indígenas, mas as pessoas não escutam, não acreditam no que eu falo. Queria que o homem branco tivesse consciência para cuidar da nossa terra. Porque podem vir catástrofes, ventos fortes e coisas ruins se a gente não proteger nosso território.

Folha – O que o senhor vê nos seus sonhos?

Raoni Metkerie – Tenho várias visões. Sonhei com seres e um deles me falou que eu ia passar por uma doença que me faria ficar muito velho. Um deles me mostrou o seu poder de vento e eu vi o vento derrubando árvores. Eu segurei a árvore e pedi para ele parar com aquilo. Ele parou, mas me disse que, se o ser humano continuar o que está fazendo, ele soltará aquele vento no mundo. Debaixo da terra eu sonhei com um ser que soltava água pela boca e ele me avisou que uma grande inundação pode acontecer. Já tive muitas visões e experiências como pajé. Eu as compartilho porque acho que as pessoas têm que cuidar do mundo em que vivemos.

Raio-X Raoni Metuktire

O pajé caiapó (tribo que habita entre o norte de Mato Grosso e o sul do Pará) nasceu na década de 1930 –não se sabe ao certo o ano– e vive na Terra Indígena Capoto Jarina, às margens do rio Xingu. Atualmente, é uma das lideranças mais importantes do mundo na defesa do meio ambiente e dos povos indígenas e chegou a ter o nome cotado para o Nobel da Paz.

Rússia retoma grandes ataques na Ucrânia após cessar-fogo marcado por suspeitas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após suspeitas e trocas de acusações ligadas à declaração unilateral de cessar-fogo para o Natal ortodoxo, a Rússia encerrou oficialmente a trégua neste domingo (8) e voltou a empreender ataques à Ucrânia. A maior parte das ações foi registrada na província de Donetsk -que compõe, junto com Lugansk, o Donbass, leste russófono ucraniano.

Dado que a guerra de versões que caracteriza a guerra de quase 11 meses envolveu até o período de cessar-fogo, era de se esperar que o final dele repetisse a lógica. O Ministério da Defesa russo afirmou ter matado mais de 600 soldados ucranianos ao bombardear dois dormitórios universitários que serviriam de residência temporária para as tropas em Kramatorsk -como revide a um ataque na véspera do Ano-Novo que matou 89 reservistas russos em Makiivka.

Testemunhas afirmam, porém, que os mísseis não parecem ter atingido os edifícios, mas sim locais próximos, onde surgiram grandes crateras. Embora um dos prédios tivesse janelas quebradas, o outro estava intacto. Além disso, não havia indícios claros de mortes nos locais, como corpos ou rastros de sangue -ou mesmo sinais de soldados estavam abrigados neles.

Kiev não se pronunciou, e um porta-voz militar no leste desmentiu a alegação russa de mortes em massa. Em entrevista à Suspilne News, Serguii Tcherevati afirmou que o comunicado da Defesa do Kremlin era uma tentativa de mostrar uma resposta à altura às baixas recentes. Antes, o prefeito de Kramatorsk havia afirmado que os bombardeios na cidade de madrugada não tinham levado a óbitos.

As únicas duas mortes oficialmente registradas pelas Forças Armadas ucranianas no período ocorreram em outras localidades: Soledar, também em Donetsk, e Kharkiv. O porta-voz do gabinete presidencial Cirilo Timoshenko afirmou que outras oito pessoas ficaram feridas em ataques no Donbass.

Ainda houve explosões na cidade de Zaporíjia, no sul, e nas ruas praticamente desertas de Bakhmut. A cidade, que segundo o fundador do grupo Wagner -empresa militar privada russa que muitos descrevem como mercenarismo- é cobiçada por possuir vias subterrâneas que poderiam armazenar tropas e tanques, foi alvo de bombardeios ao longo de todo o sábado (7), quando a trégua anunciada pelo Kremlin deveria estar em vigor.

“Apesar do chamado ‘cessar-fogo’ declarado pelos ocupantes russos, o inimigo lançou nove mísseis, realizou três ataques aéreos e disparou 40 projéteis”, afirmou o Ministério da Defesa ucraniano em um comunicado, acrescentando que a infraestrutura civil foi afetada.

A pausa visava celebrar o Natal da Igreja Ortodoxa, comemorado na data de acordo com o antigo calendário juliano -a sugestão teria vindo de um dos mais influentes aliados de Vladimir Putin, o patriarca Cirilo. Ela foi recebida com ceticismo, porém, tanto pela Ucrânia quanto por aliados. Volodimir Zelenski classificou-a de diversionismo militar e se recusou a aderir à trégua, e autoridades ocidentais chamaram a proposta de hipócrita.

Kiev segue uma denominação ortodoxa própria, nascida de um cisma temperado pela disputa com Moscou em 2019. Neste ano, ela permitiu que o Natal fosse comemorado em 25 de dezembro, mas parte da população respeitou a tradição original, comparecendo a igrejas e catedrais em massa no sábado.

Também neste fim de semana, a Ucrânia teria bombardeado duas termelétricas em cidades ocupadas pela Rússia em seu território: Zuhres, também em Donetsk, e Novii Svit, na Crimeia. Segundo informações da agência de notícias russa Tass, a investida em Novii Svit resultou na morte de uma mulher.

A guerra também se intensificou em Lugansk. Segundo o governador da província, Serhii Gaidai, os russos estão deslocando soldados de Bakhmut para a cidade ocupada de Kreminna. “Esperamos uma intensificação das hostilidades”, disse, destacando que a solidificação do gelo causado pela queda das temperaturas para até -17°C torna mais fácil mover os equipamentos pesados ucranianos.

Após perder terreno no nordeste e no sul do país, recuando ante avanços ucranianos, Moscou tem reforçado uma linha que, ao que tudo indica, é a fronteira que gostaria de ver absorvida em seu território. Do ponto de vista legal russo, ilegal internacionalmente, isso já está colocado pela anexação formal após referendos farsescos em setembro de quatro regiões ucranianas.

Zelenski afirma que só se sentará à mesa com Putin quando todas as áreas de seu país forem liberadas. O nó dessa assertiva é que ele inclui aí a Crimeia, anexada em 2014, e as áreas do Donbass sob controle russo desde aquele ano, na esteira da guerra civil que se seguiu à derrubada de um governo pró-Moscou em Kiev.

Enquanto as negociações de paz não avançam, a Rússia estreita laços militares com Belarus. As duas nações aumentaram seus treinamentos militares conjuntos em meio à especulação de que Moscou deve usar a ditadura vizinha como ponto de partida para um novo ataque à Ucrânia pelo norte.

Na semana passada, o ditador belarusso, Aleksandr Lukachenko, acompanhou pessoalmente a chegada de mais um trem com blindados e soldados russos que chegava a uma base próxima da fronteira do país com a Ucrânia. Minsk nega que entrará na guerra.

Em meio às batalhas, Rússia e Ucrânia realizaram uma troca de prisioneiros no fim de semana, quando 50 soldados de cada país envolvido no conflito retornaram às suas respectivas tropas.