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Fábio Almeida é empossado como vereador de Campos

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O ex-presidente da EMHAB, Fábio Almeida, tomou posse como vereador de Campos na tarde desta segunda-feira (18). Diferente de ocasiões anteriores, quando a posse de suplentes geralmente ocorria no Gabinete da Presidência, o Presidente Fred Machado (PPS) optou por realizar a posse no Plenário Álvaro Lopes Vidal, em função do grande público presente.x

Emocionado, Fábio agradeceu a Deus e aos amigos que o ajudaram neste desafio. Além disso, destacou a importância da nomeação de Marcão Gomes na secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, o que ele atribui como mais um acerto do prefeito Rafael Diniz.

Fábio foi o primeiro suplente na coligação PPS/PV/REDE, e assume a cadeira deixada por Marcão Gomes.

Bolsonaro deve levar pessoalmente texto da Previdência ao Congresso

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Opresidente Jair Bolsonaro deve ir na quarta-feira (20) ao Congresso levar pessoalmente o texto da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência.

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a ideia é que, no início da tarde, ele entregue o texto nas mãos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Bolsonaro ainda não definiu o formato do pronunciamento à nação que pretende fazer no mesmo dia. Inicialmente, ele havia sido convencido a fazer um discurso em cadeia nacional de rádio e televisão.

Agora, passou a considerar a possibilidade de fazer uma live nas redes sociais, formato que adotou durante toda a campanha eleitoral. Na semana passada, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou que a proposta vai prever idades mínimas para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

O requisito, no entanto, não será aplicado imediatamente. Há um período de transição para que a idade mínima alcance esse patamar.

No caso dos homens, ele será de 10 anos e para mulheres será de 12 anos, o que torna a proposta mais dura do que a apresentada ex-presidente Michel Temer (MDB) e que sofreu ajustes na Câmara.

A intenção do governo é ainda enviar um texto que aumenta o tempo de serviço mínimo exigido para militares de 30 para 35 anos

Adolescente é morto a tiros no bairro Virgem Santa, em Macaé

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Um adolescente de 15 anos foi encontrado morto na manhã deste domingo (17), na Estrada Virgem Santa, em Macaé. O corpo de Cauã Janderson Teodoro de Oliveira foi localizado por pessoas que passavam pela Estrada Córrego da Pedra e acionaram a Polícia Militar (PM).

O adolescente foi morto a tiros que atingiram a região do crânio e teve uma das mãos decepada, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML). A ocorrência foi registrada na 123ª Delegacia Policial de Macaé (123ª DP), que instaurou inquérito para apurar o caso. Ainda não há suspeitas sobre a motivação e autoria do crime. Ninguém foi preso.

Procurador do TJD denuncia o Flu e clube pode ser até excluído do Carioca

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André Valentim, procurador-geral do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), formalizou denúncia contra o Fluminense. Ele enquadrou o clube no artigo 231 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e, segundo o portal UOL, se condenado, o Tricolor poderá ser excluído do Campeonato Carioca. Se o pedido liminar for deferido, as penas já passam a valer automaticamente, antes mesmo do julgamento.

– Eles (Fluminense) foram para a Justiça Comum antes de irem até a Justiça Desportiva. É a primeira vez que aplico esse artigo. Quem fala o que quer, escuta o que não quer – disse Valentim.

Curiosamente, o procurador-geral isentou o presidente do Vasco, Alexandre Campello, mesmo este tendo convocado os torcedores para um jogo que seria disputado com portões fechados, mediante decisão judicial.

– O Campello teve uma postura perfeita, protegeu os torcedores dele.

Homem acusado de estuprar afilhada de 14 anos e grávida de 7 meses é preso em SJB

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A Polícia Militar prendeu na tarde desta segunda-feira (18), o acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 14 anos, que seria a sua afilhada. O caso teria acontecido na praia do Açu, em São João da Barra.

O abuso foi confirmado através do exame de corpo de delito, realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Campos. A adolescente ainda estaria grávida de 7 meses.

O caso segue sob investigação na 145ªDP/SJB

Espaço da Oportunidade inicia a semana com 106 vagas de emprego

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A semana começa com 106 vagas de emprego, sendo cinco para pessoas com deficiência, através do Espaço da Oportunidade, estrutura da superintendência de Trabalho e Renda. São oportunidades para pessoas com ou sem experiência, como vendedora, manicure, fisioterapeuta, churrasqueiro, entre outros. Quem já for cadastrado pode se encaminhar para a vaga desejada através do Whatsapp do Espaço. Veja a lista AQUI. E novos cadastros são recebidos nos altos da rodoviária Roberto da Silveira, no Centro.

São oferecidas 20 vagas para motorista de ônibus. Para a vaga é preciso ter CNH categoria D ou E, experiência de três a 5 anos e curso de passageiros. Há ainda uma vaga para motorista de carreta. A maioria das vagas está para corretor de imóveis (16) e consultor de vendas autônomo (10).

Com o código da vaga em mãos, o cadastrado no Espaço pode fazer seu encaminhamento pelo WhatsApp (22) 98175-2553, informando o número do CPF e o código. O encaminhamento é feito pela Superintendência de Trabalho e Renda, sem a necessidade de o candidato ir novamente até a sede. E quem quiser cadastrar do currículo deve procurar o Espaço, localizado nos altos da Rodoviária Roberto da Silveira, no Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, portando os seguintes documentos: carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho, comprovante de residência, além de certificados de cursos, caso tenham.

Já as empresas que queiram se cadastrar no Espaço e divulgar suas vagas, também devem comparecer na sede do órgão, levando o CPNJ, caso for pessoa jurídica, ou CPF se for pessoa física. O cadastro também pode ser realizado pelo telefone (22) 98168-4395.

CCZ segue com mutirão de combate ao Aedes aegypti

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza em Campos mutirões de combate ao Aedes aegypti, transmissor de doenças como chikungunya e dengue. Nesta segunda-feira (18), o mutirão acontece no Parque João Maria, Pelinca, Sumaré, Km 15, São José e Tapera. Na sexta-feira (15), no mutirão do Bela Vista, 840 imóveis foram visitados, 320 estavam fechados e nove focos do mosquito foram encontrados.

As ações seguem até o próximo dia 20 de março por todo o município. Elas tiveram início devido ao início da temporada de chuvas e após a divulgação do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) do ano, que apontou índice de 1,2 na cidade, o menor índice dos últimos dois anos, mas que ainda demanda atenção da população.

Na terça (19), os agentes percorrerão os bairros Pelinca, Benta Pereira, Caju, Km 15, São José e Tapera.

— Mesmo tendo obtido resultado satisfatório no LIRAa, precisamos continuar com as ações de prevenção. Pedimos que a população continue recebendo os agentes em suas residências — destaca o diretor do CCZ, Marcelo Sales.

Os mutirões incluem serviços de visita domiciliar, recolhimento de inservíveis, colocação de telas em caixas de água e orientações técnicas dos agentes aos proprietários dos imóveis.

Dirigentes da categoria de base do Flamengo prestam depoimento

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Dois dirigentes das categorias de base do Flamengo prestaram depoimento hoje (18) na 42ª Delegacia de Polícia (DP), no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, responsável pela investigação sobre o incêndio que atingiu o Centro de Treinamento George Helal, conhecido como Ninho do Urubu, no dia 8. Dez atletas das categorias de base do Flamengo, entre 14 e 16 anos, morreram na tragédia. Outros três foram internados, um deles em estado grave.

O gerente das categorias de base, Eduardo Freeland, e o vice-presidente das categorias de base, Victor Zanelli, chegaram juntos ao local, às 9h50. Zanelli deixou a delegacia às 13h30, sem dar declarações à imprensa.

A Polícia Civil não divulga nenhuma informação, já que a investigação está em sigilo.

Homem é assassinado a tiros por pastor em Atafona

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Um jovem, identificado apenas como Lucas, de 21 anos, foi morto com pelo menos cinco tiros em Atafona, São João da Barra, na manhã desta segunda-feira (18). O principal suspeito do crime seria um pastor, que fugiu e ainda não foi encontrado.

Segundo testemunhas, o pastor e o jovem teriam discutido, e o pastor teria pego a arma da mão do jovem e efetuado os disparos, porém, a informação não é confirmada pela Polícia Militar.

O corpo do jovem foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos. O caso foi registrado na 145ªDP/SJB

MAIS INFORMAÇÕES A QUALQUER MOMENTO.

Homem assassinado a tiros na manhã de segunda em Campos

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Um homem identificado como Ronaldo da Silva Tavares, de 36 anos, foi assassinado na manhã desta segunda-feira (18), no conjunto de casas populares da Tapera, em Campos.

Segundo as primeiras informações, a vítima estava em um veículo modelo Voyage, quando homens chegaram atirando contra a vítima, que morreu no local. O caso foi registrado na 134ªDP/Centro.

O corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos.

BBB19: Maycon, Rodrigo e Tereza disputam o quinto paredão

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Maycon, Rodrigo e Tereza vão se enfrentar no quinto paredão do “BBB19”. O trio, escolhido na noite de domingo (17), disputará a preferência do público em mais uma berlinda tripla do programa.

Danrley e Elana, que foram os líderes da semana pela segunda vez consecutiva, indicaram Maycon ao paredão. Rodrigo e Tereza foram os mais votados pela casa, recebendo 3 e 2 votos, respectivamente.

Antes de indicar o brother, Danrley justificou a escolha da dupla. “Não queremos romantizar as pessoas aqui. Precisamos separar vida e jogo. Gostamos dessa pessoa, mas precisamos separar as coisas”, explicou ele.

Carolina, que venceu a última prova do anjo, teve o direito de imunizar um participante e escolheu Isabella, sua melhor amiga dentro do confinamento.

Bolsonaro já está no Planalto e agenda prevê apenas despachos internos

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Opresidente Jair Bolsonaro já está no Palácio do Planalto, após passar metade da última semana despachando do Alvorada, residência oficial da Presidência. O presidente teve alta no início da tarde da última quarta-feira, 13, após 17 dias de internação no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A agenda do presidente nesta segunda-feira, 18, prevê despachos internos, a partir das 9h. Pela manhã, Bolsonaro recebeu o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, no Alvorada. A reunião, que não constava na agenda do presidente, durou pouco mais de 30 minutos. O ministro deixou a residência oficial sem falar com a imprensa.

Nesta segunda-feira é esperada a exoneração de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral Geral da Presidência. A edição regular do Diário Oficial da União (DOU) já está no ar e não traz a exoneração do ministro, como esperado.

‘Não reconheço a sentença’, diz Lula sobre condenação na ação do sítio

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“Não reconheço a legitimidade dessa sentença, sou inocente e, por isso, vou recorrer.” A declaração foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ser intimado sobre sua nova condenação, a 12 anos e 11 meses de prisão, na ação envolvendo o sítio em Atibaia. O petista assinou o documento às 15h50 de sexta, 15.

O ex-presidente foi sentenciado pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por supostamente receber R$ 1 milhão em propinas por meio de reformas no sítio, que está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula e ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar. Segundo a sentença, as obras foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.

A pena, proferida pela juíza Gabriela Hardt é maior do que a imposta pelo ex-juiz federal Sérgio Moro. Em julho de 2017, o então magistrado da Lava Jato condenou o ex-presidente no caso triplex a 9 anos e seis meses de prisão.

Ao fim da sentença, a magistrada mandou intimar os acusados sobre se queriam apresentar recurso. Lula afirmou que vai recorrer.

Propriedade

A juíza federal Gabriela Hardt afirmou que a família do petista “usufruiu do imóvel como se dona fosse”. “Inclusive, em 2014, Fernando Bittar alegou que sua família já não o frequentava com assiduidade, sendo este usado mais pela família de Lula”, anotou a juíza. A magistrada afirmou, no entanto, que a ação penal não “passa pela propriedade formal do sítio”.

Em sentença, Hardt considerou que o valor de R$ 1 milhão empregado por OAS, Schahine Odebrecht no Sítio Santa Bárbara foram propinas em benefício do ex-presidente. Ela ressalta que a denúncia oferecida pela Operação Lava Jato narra “reforma e decoração de instalações e benfeitorias” que teriam sido realizadas em benefício de Luiz Inácio Lula da Silva e família.

“O registro da propriedade do imóvel em que realizadas tais reformas está em nome de Fernado Bittar, também réu nos presentes autos, pois a ele imputado auxílio na ocultação e dissimulação do verdadeiro beneficiário”, anotou.

De acordo com a magistrada. “os proprietários dos dois imóveis são pessoas que possuem vínculo com a família do ex-presidente, vínculo esse afirmado por todos os envolvidos”. “Ainda, as operações contaram com a participação do advogado Roberto Teixeira, pessoa também vinculada de forma próxima a Luiz Inácio Lula da Silva, sendo lavradas as duas escrituras pelo mesmo escrevente, em seu escritório”.

“Fato também incontroverso é o uso frequente do sítio pela família de Luiz Inácio Lula da Silva, sendo que, ao menos em alguns períodos, também resta incontroverso que a família do ex-presidente chegou a usá-lo até mais do que a família Bittar”, escreveu.

Depoimentos e alegações

Em interrogatório, Bumlai declarou não ter pago “nem um real”. O sítio de Atibaia está em nome do empresário Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, amigo de longa data do ex-presidente.

Em depoimento, Fernando Bittar negou que tenha pago a obra. “Eu não sei dizer se eles (Lula e Marisa) pagaram. Mas na minha cabeça…”

Apontado por delatores como o homem de confiança do ex-presidente que tocou a obra do sítio, o ex-segurança de Lula Rogério Aurélio Pimentel afirmou ter sido o “capataz” das reformas no imóvel e confirmou os pagamentos da Odebrecht.

Em alegações finais, a defesa do ex-assessor da Presidência da República afirmou que se ele “não sabia sequer as quantias que continham nos envelopes, tampouco possa se esperar que soubesse de eventual origem ilícita dos valores”.

Exige-se do presidente um comportamento exemplar, diz Gabriela Hardt a Lula

Na sentença, Gabriela Hardt anotou que exige-se de um presidente da República “um comportamento exemplar”. “Luiz Inácio Lula da Silva responde a outras ações penais, inclusive perante este Juízo, mas sem trânsito em julgado, motivo pelo qual deve ser considerado como sem antecedentes negativos. A culpabilidade é elevada. O condenado recebeu vantagem indevida em decorrência do cargo de Presidente da República, de quem se exige um comportamento exemplar enquanto maior mandatário da República”, afirmou.

A juíza afirmou também “o esquema de corrupção sistêmica criado tinha por objetivo também, de forma espúria, garantir a governabilidade e a manutenção” do PT no Poder.

“O crime foi praticado em um esquema criminoso mais amplo no qual o pagamento de propinas havia se tornado rotina. Consequências também devem ser valoradas negativamente, pois o custo da propina foi repassado à Petrobras, através da cobrança de preço superior à estimativa, aliás propiciado pela corrupção, com o que a estatal ainda arcou com o prejuízo no valor equivalente”, anotou.

“Reputo passível de agravamento neste tópico os motivos do crime, pois o esquema de corrupção sistêmica criado tinha por objetivo também, de forma espúria, garantir a governabilidade e a manutenção do Partido no Poder.”

Petrobras

Ao sentenciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão por supostas propinas de R$ 1 milhão referentes às reformas do sítio em Atibaia, a juíza federal Gabriela Hardt afirmou que o petista tinha o papel de “dar suporte à continuidade do esquema de corrupção havido na Petrobras”, ainda que não tenha sido “comprovada sua participação específica em cada negociação realizada nessas contratações”.

“Comprovado ainda que o réu Luiz Inácio Lula da Silva teve participação ativa neste esquema, tanto ao garantir o recebimento de valores para o caixa do partido ao qual vinculado, quanto recebendo parte deles em benefício próprio. Tais verbas foram solicitadas e recebidas indevidamente em razão da função pública por ele exercida, pouco importando pelo tipo penal se estas se deram parcialmente após o final do exercício de seu mandato”, anotou.

De acordo com a magistrada, o “fato de sua responsabilidade não ter sido apurada em auditorias internas ou externas da Petrobras, ou o fato das nomeações de Diretores passarem pelo crivo do Conselho da Administração não afastam sua responsabilidade”. “Como já dito em outros julgamentos, auditorias são limitadas, e nem sequer identificaram à época oportuna o grande esquema de corrupção já desvendado”.

Ação

O sítio Santa Bárbara é pivô da terceira ação penal da Lava Jato, no Paraná, contra o ex-presidente – além de sua segunda condenação. O petista ainda é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro por supostas propinas da Odebrecht – um terreno que abrigaria o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que morava o ex-presidente em São Bernardo do Campo.

Prisão

O ex-presidente já cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão no caso triplex, na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, desde 7 abril de 2018, por ordem do então juiz federal Sérgio Moro.

Lula foi sentenciado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo suposta propina de R$ 2,2 milhões da OAS referente às reformas do imóvel.

Defesa

Com a palavra, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula

“A defesa do ex-presidente Lula recorrerá de mais uma decisão condenatória proferida hoje (06/02/2019) pela 13ª Justiça Federal de Curitiba que atenta aos mais basilares parâmetros jurídicos e reforça o uso perverso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, prática que reputamos como ‘lawfare’.

A sentença segue a mesma linha da sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula sem ele ter praticado qualquer ato de ofício vinculado ao recebimento de vantagens indevidas, vale dizer, sem ter praticado o crime de corrupção que lhe foi imputado. Uma vez mais a Justiça Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusação que envolve um imóvel do qual ele não é o proprietário, um ‘caixa geral’ e outras narrativas acusatórias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados.

A decisão desconsiderou as provas de inocência apresentadas pela Defesa de Lula nas 1.643 páginas das alegações finais protocoladas há menos de um mês (07/01/2019) – com exaustivo exame dos 101 depoimentos prestados no curso da ação penal, laudos técnicos e documentos anexados aos autos. Chega-se ao ponto de a sentença rebater genericamente a argumentação da defesa de Lula fazendo referência a ‘depoimentos prestados por colaboradores e corréus Leo Pinheiro e José Adelmário’ (p. 114), como se fossem pessoas diferentes, o que evidencia o distanciamento dos fundamentos apresentados na sentença da realidade.

Ainda para evidenciar o absurdo da nova sentença condenatória, registra-se que:

– Lula foi condenado pelo ‘pelo recebimento de R$ 700 mil em vantagens indevidas da Odebrecht’ mesmo a defesa tendo comprovado, por meio de laudo pericial elaborado a partir da análise do próprio sistema de contabilidade paralelo da Odebrecht, que tal valor foi sacado em proveito de um dos principais executivos do grupo Odebrecht (presidente do Conselho de Administração); esse documento técnico (elaborado por auditor e perito com responsabilidade legal sobre o seu conteúdo) e comprovado por documentos do próprio sistema da Odebrecht foi descartado sob o censurável fundamento de que ‘esta é uma análise contratada por parte da ação penal, buscando corroborar a tese defensiva’ – como se toda demonstração técnica apresentada no processo pela defesa não tivesse valor probatório;

– Lula foi condenado pelo crime de corrupção passiva por afirmado ‘recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas da OAS’ no ano de 2014 quando ele não exercia qualquer função pública e, a despeito do reconhecimento, já exposto, de que não foi identificado pela sentença qualquer ato de ofício praticado pelo ex-presidente em benefício das empreiteiras envolvidas no processo;

– foi aplicada a Lula, uma vez mais, uma pena fora de qualquer parâmetro das penas já aplicadas no âmbito da própria Operação Lava Jato – que segundo julgamento do TRF4 realizado em 2016, não precisa seguir as ‘regras gerais’ – mediante fundamentação retórica e sem a observância dos padrões legalmente estabelecidos.

Em 2016 a defesa demonstrou perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU a ocorrência de grosseiras violações às garantais fundamentais, inclusive no tocante à ausência de um julgamento justo, imparcial e independente. O conteúdo da sentença condenatória proferida hoje somente confirma essa situação e por isso será levada ao conhecimento do Comitê, que poderá julgar o comunicado ainda neste ano – e eventualmente auxiliar o país a restabelecer os direitos de Lula.

Exoneração de Bebianno ainda não foi publicada no ‘Diário Oficial’

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Aedição regular do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 18, já está no ar e não traz a exoneração de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, como era esperado. No DOU desta segunda-feira, 18, Bebianno ainda é formalmente ministro. O documento oficializa atos assinados por ele na última sexta-feira, 15, dentre os quais uma portaria sobre atribuições de assessores especiais da pasta.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo antecipou no sábado, 16, o presidente Jair Bolsonaro já estava com o ato de demissão do ministro assinado. O próprio ministro também já havia dito que tinha recebido sinalizações de que sua dispensa sairia no Diário Oficial de hoje. No entanto, o ato não veio publicado ainda, mas pode sair em edição extra ao longo do dia.

A não formalização da demissão, pelo menos por ora, indica que o governo ainda está tratando do assunto. No fim de semana, o presidente Bolsonaro e auxiliares, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tiveram reuniões para encontrar uma forma “honrosa” de demitir Bebianno, o que também poderia ter sido feito ainda no fim de semana em edição extra do Diário Oficial, se o governo quisesse.

Nos últimos dias, políticos e militares tentaram interceder a favor de Bebianno, mas o presidente estava irredutível e, segundo apurou o Estado, deverá nomear um militar para o lugar do ministro. O general Floriano Peixoto deve ficar à frente da Secretaria, ao menos interinamente – ele é o secretário executivo da pasta. Com isso, Peixoto seria o oitavo militar a ocupar o primeiro escalão do governo, o que tornaria a Casa Civil a única pasta palaciana sob a liderança de um civil.

Bebianno vem sendo acusado de supostas irregularidades nas campanhas eleitorais do PSL ocorridas na época em que ele presidia o partido, que também tem o presidente Bolsonaro como filiado. A crise cresceu quando o vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, chamou Bebianno de mentiroso, declaração que foi reforçada pelo próprio presidente.

“Acordei com ele esmurrando a minha cara”, contou a empresária agredida a amigos

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Ainda com muita dificuldade em falar, a empresária Elaine Perez Caparroz, de 55 anos, gravou um vídeo para amigos contando os momentos de terror que passou nas mãos de seu agressor vídeo Vinícius Batista Serra, de 27 anos. “Ele falou então: deita no meu ombro para a gente dormir abraçadinho, pra dormir juntinho. Aí eu falei: ‘tá bom’. Eu acordei com ele me esmurrando a cara”, disse ela na manhã deste domingo.

Elaine foi espancada na madrugada de sábado, na Barra da Tijuca, durante o primeiro encontro dela com Vinicius. Eles se conheceram pelas redes sociais há cerca de oito meses. Investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) estiveram na casa da vítima e encontraram paredes cheias de sangue e a residência revirada.

A vítima está com várias fraturas no rosto, dentes quebrados, diversos hematomas e precisará por uma cirurgia reparadora da face. A empresária está internada na hospital Casa de Portugal, no Rio Comprido.

Ainda não se sabe o que teria motivado a agressão. No hospital, Elaine contou que o agressor tomou taças de vinho antes de dormir. Após isso as agressões começaram.

No dia do crime, a empresária e ex-cunhada da lutadora Kyra Gracie, foi encontrada desacordada por um zelador, em seu apartamento. Em estado grave, ela foi levada, num primeiro momento, para Hospital Lourenço Jorge, mas foi transferida para o hospital no Rio Comprido.

Agrediu após surto psicótico

Na delegacia, Vinícius teriajustificadoque o espancamento aconteceu após um surto psicótico sofrido por ele durante a madrugada.

No pedido de prisão preventiva, o delegado afirma que Vinícius é perigoso e que é preciso que ele fique preso, já que solto “poderá atentar novamente contra a vida da vítima” ou tentar atrapalhar as investigações.

O acusado foi transferido para a Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica.

Governo determina medidas de precaução para barragens em todo o país

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Por recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM), o Ministério de Minas e Energia (MME) definiu uma série de medidas de precaução de acidentes nas cerca de mil barragens existentes no país, começando neste ano e prosseguindo até 2021. A medida inclui a extinção ou descaracterização das barragens chamadas “a montante” até 15 de agosto de 2021. A resolução está publicada, na seção 1, página 58, no Diário Oficial da União.

“Essa resolução estabelece medidas regulatórias cautelares, objetivando assegurar a estabilidade de barragens de mineração, notadamente aquelas construídas ou alteadas pelo método denominado “a montante” ou por método declarado como desconhecido”, diz o texto.

Em três meses, a diretoria colegiada da agência vai avaliar a execução das medidas.“A Diretoria Colegiada da ANM, até 1º de maio de 2019, reavaliará as medidas regulatórias cautelares objeto desta resolução e, se for o caso, fará as adequações cabíveis considerando, dentre outras informações e dados, as contribuições e sugestões apresentadas na consulta pública.”

Riscos

Há 84 barragens no modelo denominado a montante em funcionamento no país, das quais 43 são classificadas de “alto dano potencial”: quando há risco de rompimento com ameaça a vidas e prejuízos econômicos e ambientais. Porém, no total são 218 barragens classificadas como de “alto dano potencial associado”.

Pela resolução, as empresas responsáveis por barragens de mineração estão proibidas de construir ou manter obras nas chamadas Zonas de Autossalvamento (ZAS).

A resolução é publicada menos de um mês depois da tragédia de Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG), na qual 169 pessoas morreram e ainda há 141 desaparecidos com o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão.

Datas

Pela resolução, as responsáveis pelas barragens têm até 15 de agosto de 2019 para concluir a elaboração de projeto técnico de descomissionamento ou descaracterização da estrutura.

Nesse período, as empresas também serão obrigadas a reforçar a barragem a jusante ou a construção de nova estrutura de contenção para reduzir ou eliminar o risco de liquefação e o dano potencial associado, obedecendo a todos os critérios de segurança.

Outro prazo fixado é até 15 de fevereiro de 2020 para concluir as obras de reforço da barragem a jusante ou a construção de nova estrutura de contenção a jusante, conforme estiver previsto no projeto técnico.

Por determinação do governo, todas as barragens a montante, como a da Mina Córrego de Feijão, em Brumadinho (MG), que sofreu o rompimento no último dia 25, serão submetidas a descomissionamento ou a descaracterização até 15 de agosto de 2021.

Diferenças

A resolução detalha as diferenças entre as barragens “a montante” e “a jusante”. As denominadas “a montante” consistem na existência de diques de contenção que se apoiam sobre o próprio rejeito ou sedimento previamente lançado e depositado.

O modelo “a jusante” consiste no alteamento para jusante a partir do dique inicial, onde os diques são construídos com material de empréstimo ou com o próprio rejeito.

Há ainda o método “linha de centro”, variante do método a jusante, em que os alteamentos sucessivos se dão de tal forma que o eixo da barragem se mantém na posição inicial, ou seja, coincidente com o eixo do dique de partida.

Tragédias

Na resolução, o MME e a ANM citam um histórico de recentes rompimentos de barragens de mineração, como a barragem B1 da Mina Retiro do Sapecado, em 10 de setembro de 2014, em Itabirito (MG).

Também mencionam a barragem de Fundão da Mina Germano, em 5 de novembrode 2015, localizada em Mariana (MG), e a última da barragem B1, da mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro, em Brumadinho (MG).

“Considerando que todos os episódios recentes de rompimento envolveram barragens de rejeitos construídas e alteadas pelo método construtivo “a montante” cuja eficiência e segurança são controversas”, diz o texto da resolução.

Governo só tem 4 votos a favor de congelar piso; 28 parlamentares são contra a proposta do governador Wilson Witzel

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O governador Wilson Witzel conta com o apoio declarado de apenas quatro deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para a defesa da proposta de congelar o piso regional dos trabalhadores do Estado do Rio até 31 de dezembro de 2019. Em um levantamento feito pelo Jornal Extra, 28 parlamentares se declaram contrários ao congelamento, enquanto dez se mostraram indecisos. Outros 22 preferiram não participar ou não foram encontrados, totalizando 64.

De acordo com o regimento interno da Casa, Witzel precisa de maioria simples — metade dos presentes mais um voto — para aprovar a manutenção das bases salariais praticadas desde janeiro de 2018. Como a Alerj conta com seis deputados presos dos 70 que integram o Parlamento, o governo precisaria de 34 votos para aprovar a proposta salarial.

A posição de Witzel, por sinal, mudou em relação ao projeto inicial enviado no dia 8 de fevereiro. O governo queria o congelamento do piso por dois anos, até o fim de 2020. Após receber críticas e sugestões de deputados da base aliada, decidiu reduzir o prazo de congelamento para apenas um ano (em 2019).

— O governo entende que há uma relação categórica entre a série de reajustes aprovados nos anos anteriores, a falência de milhares de empresas e o desemprego que assola o povo fluminense. O Rio de Janeiro só poderá superar a maior crise fiscal e social de sua história se gerar empregos e renda — disse o deputado Márcio Pacheco (PSC-RJ), líder de Governo na Alerj.

Pela programação anunciada pelo presidente da Casa, André Ceciliano (PT), o projeto entrará em pauta amanhã, para receber emendas de todos os deputados. A previsão é que o texto volte a ser debatido na próxima semana, quando uma reunião de líderes vai definir se haverá um acordo sobre o tema para a manutenção ou não da proposta de congelamento.

Dar a inflação é a opção

Entre os que são contrários ao congelamento, a proposta de Witzel é vista, na melhor das avaliações, como equivocada. O quase 30 deputados que se declararam contra o projeto devem apresentar emendas a partir de amanhã. O objetivo é conceder, no mínimo, a inflação acumulada de 2018: de 3,75%.

— A proposta do governo é equivocada. Não resolve as questões entre os patrões e os funcionários, apenas privilegia os empregadores. É complicado congelar o piso salarial por dois anos porque, além de ter havido inflação em 2018, não se sabe como ficará a economia em 2019 — avaliou o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, líder do PSDB.

Flávio Serafini, líder do PSOL na Alerj, segue a mesma linha de pensamento.

— É inaceitável que se naturalize que os trabalhadores percam, anualmente, o poder de compra de seus rendimentos — lamentou o deputado, que promete brigar por um reajuste.

O líder do MDB, segundo partido com mais deputados na Alerj, também se mostrou contra a sugestão de Witzel.

— Quem faz movimentar a economia na ponta é o trabalhador assalariado, e quanto mais dinheiro no bolso do trabalhador, mais dinheiro vai circular no estado e no comércio — previu Rosenverg Reis.

Líderes dos demais partidos propõem um reajuste entre 2% e 4%, índices superiores à inflação de 2018. Mas o percentual será negociação antes da votação, em reunião entre os deputados, o que deverá acontecer na próxima semana.

Governo aposta em indecisos e lideranças

Apesar do número elevado de parlamentares contrários à intenção de Witzel, o governo trabalha para convencer os indecisos. Deputados como Valdecy da Saúde (PHS) e Val Ceasa (Patriota) pediram tempo para avaliar o que foi apresentado pelo Palácio Guanabara. Há esperança, também, de conseguir alterar votos em partidos considerados da base do governo, como o PSL, que tem a maior bancada da Alerj. Apesar de uma parte dos deputados do partido não ter se posicionado a respeito, outros se mostraram contrários ao congelamento, casos de Alana Passos e Anderson Moraes.

Entre os que são favoráveis ao congelamento, a justificativa parte da necessidade de avaliar o impacto que uma nova aplicação de percentuais sobre os salários terá sobre os empregadores.

— A discussão do estabelecimento do piso salarial deve ocorrer, sempre, entre os setores envolvidos, os empregados e seus representantes. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, qualquer interferência pode trazer mais danos do que benefícios aos empregados — avaliou Chicão Bulhões, líder do Novo.

PM recupera veículo roubado em Campos

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A Polícia Militar recuperou na madrugada desta segunda-feira (18), um veículo modelo Honda Fit, que havia sido roubado. O carro estava estacionado próximo ao Sest Senat, no Parque Rodoviário. Policiais buscaram a placa do veículo no sistema, sendo constatado que o veículo havia sido roubado.

O caso foi registrado na 134ªDP/Centro.

Família Bolsonaro pode trocar PSL por nova UDN

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Com o PSL em crise e sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas “laranjas” nas eleições de 2018, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

Segundo três fontes ouvidas pela reportagem em caráter reservado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da sigla para tratar do assunto. Ele tem urgência em levar adiante o projeto. Eleito com 1,8 milhão de votos, Eduardo teria o apoio de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido.

Enquanto ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que determinasse investigações sobre o caso.

As suspeitas atingiram o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e foram pano de fundo da crise envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro depois de afirmar que tratara com o pai sobre o tema. Após cinco dias de crise, Bebianno deve ser exonerado do cargo nesta segunda-feira, 18, por Bolsonaro.

Além de afastar a família dos problemas do PSL, a nova sigla realizaria o projeto político de aglutinar lideranças da direita nacional identificadas com o liberalismo econômico e com a pauta nacionalista e conservadora, defendida pelo clã Bolsonaro.

No começo do mês, Eduardo foi ungido por Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano Donald Trump, como o representante na América do Sul do The Movement, grupo que reúne lideranças nacionalistas antiglobalização.

O projeto do novo partido é tratado com discrição no entorno do presidente. Em 2018, a UDN foi um dos partidos – embora ainda em formação e sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – sondados por interlocutores do presidente para que ele disputasse a eleição, mas a articulação não avançou. Depois de anunciar a adesão ao Patriota, Jair Bolsonaro acabou escolhendo o PSL.

Assinaturas

A nova UDN é um dos 75 partidos em fase de criação, conforme o TSE. Segundo seu dirigente, o capixaba Marcus Alves de Souza, apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas – são necessárias 497 mil para a homologação da legenda. O partido já tem CNPJ e diretórios em nove Estados, como exige a legislação eleitoral para a homologação. Ela tem em Brasília um de seus principais articuladores, o advogado Marco Vicenzo, que lidera o Movimento Direita Unida e coordena contatos com parlamentares interessados em aderir ao novo partido. A articulação envolveria ainda o senador Major Olímpio (PSL-SP), que nega.

Souza prefere não comentar as tratativas do partido que estão em curso. Ele, porém, admitiu que a intenção é criar o maior partido de direita do País. Como se trata de uma sigla nova, a legislação permite a migração de políticos sem que eles corram o risco de perder seus mandatos. “O único partido que tem o DNA da direita é a UDN. A gente não pode ter medo de crescer, mas com responsabilidade”, afirmou.

Souza deixou o Espírito Santo, onde atuou na Secretaria da Casa Civil do ex-governador Paulo Hartung, e mudou-se para São Paulo para concluir a criação da nova UDN, que adotou o mesmo mote de sua versão antiga: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. “Nosso sonho é que a UDN renasça grande e se torne o maior partido do Congresso”, afirmou seu presidente. Ele disse ainda que a legenda pretende apoiar o governo Bolsonaro e está aberta “para receber pessoas sérias do PSL e de qualquer partido”.

Palácio

Procurada pelo jornal O Estado de São Paulo, a assessoria do Palácio do Planalto informou que não ia se manifestar sobre o assunto. A reportagem procurou ainda as assessorias do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do deputado Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, mas nenhuma delas se manifestou.

Bivar, presidente da legenda, também foi procurado, mas não respondeu ao jornal O Estado de São Paulo.

‘Sigla tem forte apelo popular’, diz historiador

Em processo de homologação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a UDN, sigla que pode abrigar o clã Bolsonaro, foi inspirada no partido que nasceu em 1945 para aglutinar as forças que se opunham à ditadura de Getúlio Vargas.

Com o discurso de moralização da política e contra corrupção, a frente unia originalmente desde a Esquerda Democrática – que romperia um ano depois com a sigla e fundaria o Partido Socialista Brasileiro – a antigos aliados de Vargas, como o general Juarez Távora e o ex-governador gaúcho Flores da Cunha, rompidos com o ditador.

Em 1960, o partido apoiou a eleição de Jânio Quadros, eleito presidente, e, em 1964 , a deposição do governo de João Goulart. “O PSL é um partido de aluguel, já a UDN tem um apelo histórico e popular. Os Bolsonaros podem usar isso”, disse o historiado Daniel Aarão Reis, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Líderes

Ele lembra que a antiga UDN, embora “muito ideologizada”, tinha um perfil heterogêneo. O mesmo pode acontecer com a nova versão do partido. Enquanto a versão original da UDN tinha líderes como o brigadeiro Eduardo Gomes, o jurista Afonso Arinos e os ex-governadores Carlos Lacerda (Guanabara), Juracy Magalhães (Bahia) e Magalhães Pinto (Minas), a nova legenda tem potencial para atrair lideranças do DEM ao PSDB, passando pelo MBL.

Entre os políticos que são vistos como “sonho de consumo” da UDN em 2019 está o governador de São Paulo, João Doria, que descarta a ideia de deixar o PSDB.

Jogadores do Vasco temeram por familiares durante confusão no Maracanã

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Com a Taça Guanabara em mãos, o capitão do Vasco, Leandro Castán, aproveitou para criticar a postura do presidente do Fluminense, Pedro Abad, que deu início a confusão sobre o lado do estádio às vésperas do clássico.

— Tem gente que quer aparecer mais do que tem que aparecer. Poderia ter sido um jogo mais tranquilo, com estádio mais lotado. Mas infelizmente tem gente que quer aparecer mais do que deve — atacou Castán.

— Todo mundo conheceu quem é o presidente do Fluminense. Ninguém sabia o nome dele. Hoje, todo mundo sabe. Ficamos revoltados com quem quis aparecer mais do que deveria.

O zagueiro lembrou que os jogadores também se assustaram com a indefinição, pois tinham familiares a caminho do Maracanã.

— Você fica preocupado porque começamos a escutar bomba do lado de fora. Queria saber se a família estava lá fora ou não. Mas deu tudo certo — aliviou-se Castán.

Heroi do título, Danilo Barcelos admitiu que cobrou a falta para a área, e não tinha a intenção de fazer o gol.

— Foi um gol importante. Assim como o trabalho de equipe. Jogamos bem. O Fluminense veio com uma posse de bola que não machuca tanto, apesar de ser chata. Mas nos portamos bem, levamos bem e fomos premiados com o gol. Os 100% de aproveitamento têm que ser valorizados — avaliou o jogador.

— Não precisava ter acontecido isso. No final, deu tudo certo e a torcida ficou feliz.