RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O jornalista Leo Dias recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (8), após passar alguns dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em São Paulo, para tratar um quadro de pneumonia. A recuperação foi bem-sucedida e ele segue para casa, em Pernambuco.
Nas redes sociais, Leo compartilhou uma mensagem de agradecimento especial à médica responsável pelo seu tratamento. “Dra. Ludhmila tem aquilo de mais precioso em um verdadeiro médico: o espírito humanitário. Seu propósito é, de fato, salvar vidas e levar a medicina a quem não a tem. Principalmente num país como o nosso”, escreveu o jornalista.
Em seu relato, Leo ainda revelou que, um dia antes de receber alta, a médica estava em uma aldeia indígena, em Tocantins. “Ela me mostrava as imagens do atendimento ao povo indígena como uma doutora recém-formada, pronta para desbravar o mundo com seu conhecimento”, completou.
CATARINA SCORTECCI CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou pedido da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) para derrubar o acordo que prevê a compra de 3.000 hectares de terras para indígenas do povo avá guarani, no oeste do Paraná, com dinheiro da Itaipu Binacional. A decisão do ministro foi publicada nesta terça-feira (8).
Segundo Toffoli, a federação não é parte do processo e não possui legitimidade para contestar o acordo. “O fato de [a Faep] representar produtores rurais no estado do Paraná, os quais podem, eventualmente, transigir em negócios jurídicos que envolvam a alienação de terras rurais para a União -posteriormente afetadas às comunidades indígenas-, não é suficiente”, justifica o ministro.
A Itaipu já reservou R$ 240 milhões para a compra de imóveis no ano de 2025. Se houver necessidade de um valor adicional, para se concluir a aquisição, a suplementação será feita pela hidrelétrica no ano de 2026.
A região oeste do Paraná tem um longo histórico de violência envolvendo ruralistas e indígenas. O conflito remonta à época da construção da usina, que avançou em terras onde viviam comunidades da etnia avá guarani.
O acordo, homologado por Toffoli em 25 de março, foi firmado no âmbito de uma ação cível movida pela PGR (Procuradoria Geral da República) e na qual figuram como réus, além da União e da Itaipu, também a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Para as partes envolvidas no processo, o acordo integra uma reparação histórica pela violação a direitos fundamentais do povo avá guarani.
Mas, para a Faep, a medida estimula invasões de terras pelos indígenas, criando uma atmosfera de pressão para a aquisição dos imóveis, e também não permite que o produtor rural venda seu imóvel à União “sem livre consentimento”.
“O vício de consentimento nesse caso é evidente, bastando uma pergunta simples para que essa conclusão seja alcançada: em situação normal, em que não houvesse invasão ou pretensão de demarcação, haveria intenção dos produtores na alienação das áreas? A resposta certamente seria negativa”, diz a Faep.
Na petição ao STF, a entidade rural ainda afirma que a comunidade indígena “está sendo privilegiada” por conta da compra das áreas e “ainda assim continua com atos de invasão de propriedade privada”.
“De outro lado, a situação dos produtores rurais é desesperadora, porquanto se trata de pequenas propriedades, de pessoas que dependem de suas áreas para sobrevivência e para arcarem com pesados compromissos financeiros”, continua a entidade.
A federação também sugere na petição ao ministro que os valores “não seriam justos”, na hipótese da venda de um terreno.
“De todos é sabido que o valor de áreas considerado pelo Incra é absolutamente dissonante (menor) da realidade de mercado, antevendo-se, assim, um enorme prejuízo para os produtores rurais que se submeterem – com vontade contaminada – a essa modalidade de negociação”, afirma a entidade.
Na decisão que rejeitou o pedido da Faep, Toffoli pontua que no próprio acordo está estabelecido que a aquisição de terras será feita a partir da “disponibilidade de venda dos atuais proprietários e mediante condições de mercado, de forma a atender interesses múltiplos e não apenas os interesses das comunidades indígenas que reclamam reparação”.
Pelo acordo, as terras serão adquiridas em nome da União e destinadas para mais de 30 comunidades indígenas -com cerca de 5.500 pessoas vivendo nelas- localizadas em cinco municípios.
Após a compra das terras, as autoridades também se comprometem no acordo a fornecer uma estrutura básica para as comunidades indígenas, como água potável, energia elétrica, saneamento básico, acesso à saúde e à educação.
Além disso, outra cláusula do acordo prevê um pedido de desculpas público aos indígenas. União, Funai, Incra e Itaipu devem elaborar e publicar o pedido no prazo de 15 dias contados da publicação da homologação do acordo.
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O humorista Victor Sarro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (8) para esclarecer uma declaração feita durante sua participação no programa “Sabadou com Virgínia”. Na ocasião, Sarro mencionou, em tom de brincadeira, que teria presenciado um beijo entre o cantor MC Cabelinho e o influenciador Lucas Guedez.
O beijo teria acontecido em uma festa promovida pela cantora Anitta. A afirmação logo ganhou repercussão nas redes sociais, logo após a exibição do programa no SBT.
Em vídeos publicados nos stories do Instagram, Victor Sarro se explicou. O humorista afirmou que o ambiente do programa era de descontração e improviso, com muitas piadas sendo feitas entre os participantes. Sarro enfatizou que sua declaração sobre MC Cabelinho e Lucas Guedez não passou de uma brincadeira. “Me perguntaram o que eu já vi na festa da Anitta, e eu falei: ‘Eu já vi o Lucas Guedez beijando o MC Cabelinho’. Numa zoeira”, comentou.
Ainda em vídeo na rede social, Vitor Sarro falou diretamente para Cabelinho. “Então, MC Cabelinho, pelo amor de Deus, mano. É óbvio que é uma piada! É só assistir ao programa. Sou teu fã! É uma brincadeira que a gente fez com o Lucas Guedez ali”, se explicou.
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O humorista Victor Sarro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (8) para esclarecer uma declaração feita durante sua participação no programa “Sabadou com Virgínia”. Na ocasião, Sarro mencionou, em tom de brincadeira, que teria presenciado um beijo entre o cantor MC Cabelinho e o influenciador Lucas Guedez.
O beijo teria acontecido em uma festa promovida pela cantora Anitta. A afirmação logo ganhou repercussão nas redes sociais, logo após a exibição do programa no SBT.
Em vídeos publicados nos stories do Instagram, Victor Sarro se explicou. O humorista afirmou que o ambiente do programa era de descontração e improviso, com muitas piadas sendo feitas entre os participantes. Sarro enfatizou que sua declaração sobre MC Cabelinho e Lucas Guedez não passou de uma brincadeira. “Me perguntaram o que eu já vi na festa da Anitta, e eu falei: ‘Eu já vi o Lucas Guedez beijando o MC Cabelinho’. Numa zoeira”, comentou.
Ainda em vídeo na rede social, Vitor Sarro falou diretamente para Cabelinho. “Então, MC Cabelinho, pelo amor de Deus, mano. É óbvio que é uma piada! É só assistir ao programa. Sou teu fã! É uma brincadeira que a gente fez com o Lucas Guedez ali”, se explicou.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, minimizou hoje a briga entre o dono do X, Elon Musk, e Peter Navarro, conselheiro econômico do governo Donald Trump.
A disputa pública é um sinal de transparência, disse Karoline. O CEO da Tesla também ocupa um cargo no governo, como chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês). “Esses são obviamente dois indivíduos que têm visões muito diferentes sobre comércio e tarifas. Meninos serão meninos, e deixaremos que suas disputas públicas continuem”, afirmou.
Mais cedo, Musk chamou Navarro de imbecil e completo idiota. “Navarro é realmente um idiota. O que disse é falso e fácil de provar”, atacou em publicação no X.
O post do bilionário é uma resposta a entrevista dada ontem pelo assessor de Trump à CNBC. Navarro criticou o discurso do dono do X de tarifas zero entre EUA e a Europa e o definiu como montador de carros.
Musk é apenas um montador de automóveis, disse Navarro. “Quando se trata de tarifas e comércio, todos nós entendemos na Casa Branca -e o povo norte-americano entende- que Elon é um fabricante de automóveis, mas ele não é um fabricante de automóveis. Ele é um montador de carros”, afirmou, acrescentando que muitas peças da Tesla vêm de Japão, China e Taiwan.
Os planos de Trump exigem que os países da União Europeia enfrentem uma tarifa geral de 20%. Musk defendeu, dias após Trump anunciar tarifas recíprocas contra dezenas de países, que a Europa e os EUA concordassem com uma zona de livre comércio.
As vendas trimestrais da Tesla caíram drasticamente em meio a uma reação contra o trabalho de Musk no governo. As ações da empresa estavam sendo negociadas a US$227,32 na manhã de segunda-feira (7), cerca de metade de sua maior alta em 52 semanas.
A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (8), uma sessão em homenagem à 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). Maior mobilização indígena do país, o evento, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), começou na segunda-feira (7) e segue até a sexta-feira (11), com a expectativa de atrair entre 6 mil e 8 mil participantes de ao menos 135 etnias de todo o país.
A sessão de homenagem foi proposta pela deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) e contou com as presenças de lideranças do movimento indígena; das ministras dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, além da presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, e do secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Ricardo Weibe Tapeba.
“Este é o Congresso Nacional que sonhamos para o futuro. O Congresso de um Brasil que começa conosco [indígenas], os primeiros brasileiros, e que, no entanto, somos o último [grupo] a chegar ao Congresso Nacional”, comentou a deputada Célia Xakriabá.
A parlamentar presidiu a sessão ─ marcada pela presença, no plenário, de dezenas de indígenas paramentados com adereços tradicionais, muitos deles usando as pinturas corporais típicas de seus povos.
Direitos
Durante a sessão da Câmara, um dos coordenadores executivos da Apib convidados a discursar, Dinamam Tuxá, criticou iniciativas parlamentares que afrontam os direitos indígenas. A seu ver, as proposições desfiguram o texto constitucional, com propostas como o chamado Marco Temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só teriam direito às terras que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.
“Temos uma Constituição [Federal], aprovada por esta Casa, que ainda não foi implementada na sua totalidade. [Consequentemente] a violência impera dentro dos territórios indígenas. Neste exato momento, por exemplo, há fatos ocorrendo no território Pataxó [no sul da Bahia], bem como em outras áreas sob ataque. Esta violência se estende por todo o território nacional e nós sabemos quem são os mandantes. Enquanto isso, esta mesma Casa está se articulando e mobilizando proposituras de PECs [Propostas de Emenda à Constituição] e PLs [Projetos de Lei] que afrontam os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmou Dinamam.
A defesa da Constituição em vigor desde 1988 é uma das pautas da atual edição do Acampamento Terra Livre. Em parte porque, embora não tenha sido integralmente implementada, pode ser considerada um marco na conquista e garantia de direitos pelos povos indígenas, estabelecendo que as diversas etnias têm direitos sobre os territórios tradicionalmente ocupados por seus antepassados, e que cabe à União proteger estas áreas.
Acampamento
Com o tema “Apib Somos Todos Nós: Em Defesa da Constituição e da Vida”, o 21º Acampamento Terra Livre está estruturado em cinco eixos: “Apib Somos Todos Nós”, “Resistência e Conquista”, “Desconstitucionalização de Direitos”, “Fortalecendo a Democracia” e “Em Defesa do Futuro – A Resposta Somos Nós”.
Segundo os organizadores do ATL, o evento “destaca o empenho dos povos indígenas na garantia dos seus direitos, previstos na Constituição Federal, além de celebrar a união e a resistência da Apib”, organização criada em 2005, durante a segunda edição do ATL.
“Quero saudar os 20 anos da Apib e os 21 anos do Acampamento Terra Livre, esta grande mobilização que já se tornou não só a maior assembleia dos povos indígenas do Brasil, como também a maior mobilização indígena do mundo”, comentou a ministra Sônia Guajajara.
“O ATL é sinônimo de luta, resistência, teimosia, denúncia, mas não podemos nos esquecer de que ele também é sinônimo de beleza, diversidade, cultura e sabedoria ancestral”, acrescentou a ministra
Sônia Guajajara atribui à mobilização política dos povos originários a eleição de um grupo de parlamentares indígenas que, hoje, forma a chamada “bancada do cocar”. Outra conquista dessa luta, na visão dela, é a própria criação do Ministério dos Povos Indígenas, em 2023, primeiro ano do terceiro governo Lula.
Indígenas de várias etnias participantes do Acampamento Terra Livre (ATL) fazem marcha no Eixo Monumental de Brasília Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Resistência
A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, lembrou que, há mais de 500 anos, os indígenas brasileiros resistem ao processo de colonização de seus modos de vida. Joenia também fez coro aos que defendem a demarcação de terras da União destinadas ao usufruto exclusivo indígena como “uma estratégia de enfrentamento às crises climáticas.
“Para isso, as demarcações [de terras indígenas] têm que ser respeitadas. Tem que haver investimento para a proteção dos territórios indígenas, para, assim, termos dignidade, soberania alimentar e para manter esta riqueza cultural que o Brasil sempre mostra nos cartões postais”, comentou Joenia, que, em 2022, foi reeleita deputada federal por Roraima com o apoio da Campanha Indígena, criada pela Apib para apoiar candidatos indígenas comprometidos com o movimento.
Uma das mais importantes lideranças indígenas do país, o cacique Raoni Metuktire, da etnia caiapó, apelou a todos os presentes para que prossigam com a luta de seus antepassados pelo cumprimento dos direitos indígenas.
“Temos que continuar defendendo nosso direito à terra para, um dia, podermos ter nossos territórios […] Temos que estar firmes para continuar lutando contra os não-indígenas que querem destruir o que é nosso. Vocês estão vendo, eu estou cada vez mais cansado. Agora, esta luta é com vocês, [indígenas] mais jovens […]. Vocês não podem entrar em conflitos entre vocês. Têm que se respeitar, lutar e estar juntos, unidos, fortes contra qualquer ameaça”, discursou Raoni.
Aldeamento
O secretário nacional de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, frisou que a criação do Ministério dos Povos Indígenas, comandado por uma indígena, bem como o fato de outros representantes indígenas ocuparem postos-chave na administração pública federal com o aval do movimento, é resultado da mobilização e organização indígena, no qual se insere o Acampamento Terra Livre e a criação da Apib.
“Estamos aldeando a gestão pública, aldeando este parlamento, por toda uma conjuntura de defesa dos direitos dos povos indígenas; de combater as violações. Eu queria reconhecer a importância do ATL e da Apib”, reconheceu.
Weibe lembrou que foi durante a edição do acampamento de 2022 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então pré-candidato, “assumiu o compromisso de criar o Ministério dos Povos Indígenas e colocar a Funai e a Sesai sob o comando de gestores indígenas”.
“E aqui estamos nós. Isso demonstra a importância da articulação dos povos indígenas do Brasil, a importância do movimento indígena organizado e a importância de ocuparmos estes espaços”, finalizou o secretário nacional.
Indígenas de várias etnias participantes do Acampamento Terra Livre (ATL) fazem marcha no Eixo Monumental de Brasília Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (8), uma sessão em homenagem à 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). Maior mobilização indígena do país, o evento, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), começou na segunda-feira (7) e segue até a sexta-feira (11), com a expectativa de atrair entre 6 mil e 8 mil participantes de ao menos 135 etnias de todo o país.
A sessão de homenagem foi proposta pela deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) e contou com as presenças de lideranças do movimento indígena; das ministras dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, além da presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, e do secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Ricardo Weibe Tapeba.
“Este é o Congresso Nacional que sonhamos para o futuro. O Congresso de um Brasil que começa conosco [indígenas], os primeiros brasileiros, e que, no entanto, somos o último [grupo] a chegar ao Congresso Nacional”, comentou a deputada Célia Xakriabá.
A parlamentar presidiu a sessão ─ marcada pela presença, no plenário, de dezenas de indígenas paramentados com adereços tradicionais, muitos deles usando as pinturas corporais típicas de seus povos.
Durante a sessão da Câmara, um dos coordenadores executivos da Apib convidados a discursar, Dinamam Tuxá, criticou iniciativas parlamentares que afrontam os direitos indígenas. A seu ver, as proposições desfiguram o texto constitucional, com propostas como o chamado Marco Temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só teriam direito às terras que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.
“Temos uma Constituição [Federal], aprovada por esta Casa, que ainda não foi implementada na sua totalidade. [Consequentemente] a violência impera dentro dos territórios indígenas. Neste exato momento, por exemplo, há fatos ocorrendo no território Pataxó [no sul da Bahia], bem como em outras áreas sob ataque. Esta violência se estende por todo o território nacional e nós sabemos quem são os mandantes. Enquanto isso, esta mesma Casa está se articulando e mobilizando proposituras de PECs [Propostas de Emenda à Constituição] e PLs [Projetos de Lei] que afrontam os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmou Dinamam.
A defesa da Constituição em vigor desde 1988 é uma das pautas da atual edição do Acampamento Terra Livre. Em parte porque, embora não tenha sido integralmente implementada, pode ser considerada um marco na conquista e garantia de direitos pelos povos indígenas, estabelecendo que as diversas etnias têm direitos sobre os territórios tradicionalmente ocupados por seus antepassados, e que cabe à União proteger estas áreas.
Com o tema “Apib Somos Todos Nós: Em Defesa da Constituição e da Vida”, o 21º Acampamento Terra Livre está estruturado em cinco eixos: “Apib Somos Todos Nós”, “Resistência e Conquista”, “Desconstitucionalização de Direitos”, “Fortalecendo a Democracia” e “Em Defesa do Futuro – A Resposta Somos Nós”.
Segundo os organizadores do ATL, o evento “destaca o empenho dos povos indígenas na garantia dos seus direitos, previstos na Constituição Federal, além de celebrar a união e a resistência da Apib”, organização criada em 2005, durante a segunda edição do ATL.
“Quero saudar os 20 anos da Apib e os 21 anos do Acampamento Terra Livre, esta grande mobilização que já se tornou não só a maior assembleia dos povos indígenas do Brasil, como também a maior mobilização indígena do mundo”, comentou a ministra Sônia Guajajara.
“O ATL é sinônimo de luta, resistência, teimosia, denúncia, mas não podemos nos esquecer de que ele também é sinônimo de beleza, diversidade, cultura e sabedoria ancestral”, acrescentou a ministra
Sônia Guajajara atribui à mobilização política dos povos originários a eleição de um grupo de parlamentares indígenas que, hoje, forma a chamada “bancada do cocar”. Outra conquista dessa luta, na visão dela, é a própria criação do Ministério dos Povos Indígenas, em 2023, primeiro ano do terceiro governo Lula.
A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, lembrou que, há mais de 500 anos, os indígenas brasileiros resistem ao processo de colonização de seus modos de vida. Joenia também fez coro aos que defendem a demarcação de terras da União destinadas ao usufruto exclusivo indígena como “uma estratégia de enfrentamento às crises climáticas.
“Para isso, as demarcações [de terras indígenas] têm que ser respeitadas. Tem que haver investimento para a proteção dos territórios indígenas, para, assim, termos dignidade, soberania alimentar e para manter esta riqueza cultural que o Brasil sempre mostra nos cartões postais”, comentou Joenia, que, em 2022, foi reeleita deputada federal por Roraima com o apoio da Campanha Indígena, criada pela Apib para apoiar candidatos indígenas comprometidos com o movimento.
Uma das mais importantes lideranças indígenas do país, o cacique Raoni Metuktire, da etnia caiapó, apelou a todos os presentes para que prossigam com a luta de seus antepassados pelo cumprimento dos direitos indígenas.
“Temos que continuar defendendo nosso direito à terra para, um dia, podermos ter nossos territórios […] Temos que estar firmes para continuar lutando contra os não-indígenas que querem destruir o que é nosso. Vocês estão vendo, eu estou cada vez mais cansado. Agora, esta luta é com vocês, [indígenas] mais jovens […]. Vocês não podem entrar em conflitos entre vocês. Têm que se respeitar, lutar e estar juntos, unidos, fortes contra qualquer ameaça”, discursou Raoni.
O secretário nacional de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, frisou que a criação do Ministério dos Povos Indígenas, comandado por uma indígena, bem como o fato de outros representantes indígenas ocuparem postos-chave na administração pública federal com o aval do movimento, é resultado da mobilização e organização indígena, no qual se insere o Acampamento Terra Livre e a criação da Apib.
“Estamos aldeando a gestão pública, aldeando este parlamento, por toda uma conjuntura de defesa dos direitos dos povos indígenas; de combater as violações. Eu queria reconhecer a importância do ATL e da Apib”, reconheceu.
Weibe lembrou que foi durante a edição do acampamento de 2022 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então pré-candidato, “assumiu o compromisso de criar o Ministério dos Povos Indígenas e colocar a Funai e a Sesai sob o comando de gestores indígenas”.
“E aqui estamos nós. Isso demonstra a importância da articulação dos povos indígenas do Brasil, a importância do movimento indígena organizado e a importância de ocuparmos estes espaços”, finalizou o secretário nacional.
PEDRO VILAS BOAS E LORENA BARROS SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O motorista do ônibus envolvido no acidente em Araguari (MG), que deixou 11 mortos, foi liberado pela Polícia Civil após prestar depoimento na delegacia de plantão do município.
Não há elementos suficientes que justifiquem a prisão do motorista, explicou a Polícia Civil. Outras vítimas e testemunhas também prestaram depoimento.
Os corpos estão em análise no IML (Instituto Médico Legal) para identificação.
O motorista perdeu o controle do ônibus, atravessou o canteiro central da via e capotou em uma alça de acesso. Alguns dos passageiros foram ejetados do ônibus e outros ficaram presos às ferragens, segundo o Corpo de Bombeiros.
Dez mortes aconteceram no local do acidente e outra em um hospital. A informação é da Polícia Civil de Minas Gerais.
Ônibus que saiu de Goiás com destino a São Paulo levava 46 pessoas e capotou na MG-223 às 3h40. Após sair de Goiânia, o veículo fez paradas em Anápolis (GO) e em Caldas Novas (GO) para buscar passageiros. O acidente aconteceu no sentido Tupaciguara (MG) da via, próximo ao trevo de Queixinho.
Nove dos feridos foram socorridos em estado grave e ao menos outros nove têm ferimentos leves, informaram os bombeiros pela manhã. Outras 18 pessoas com lesões leves ou sem ferimentos aparentes recusaram atendimento. O UOL tenta contato com as unidades de saúde para atualização da situação dos sobreviventes.
ANA CORA LIMA RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Galã dos anos 1980, Mickey Rourke, 72 anos, aceitou participar do Celebrity Big Brother -uma versão britânica do Big Brother com celebridades- e sua apresentação foi uma das mais comentadas do reality da ITV, que estreou nesta segunda-feira (7), nas redes sociais.
Rourke entrou na casa com um figurino no melhor estilo cowboy: calça jeans, camisa preta, jaqueta vermelha, um par de botas azul e um chapéu preto, além de colares, anéis e cabelos compridos.
A dificuldade para andar, a aparência cansada, o rosto bem diferente de alguns anos atrás e a falta de disposição inicial para interagir com os outros participantes também chamaram a atenção dos fãs. Muitos comentários na web descreviam o ator como “assustador” e “estranho”, enquanto outros sequer reconheceram o astro de “Coração Satânico”(1987).
Ele também enfrentou muitas críticas por suas ações logo no primeiro episódio. Durante sua apresentação pela dupla de apresentadores Will Best e AJ Odudu, Rourke pegou a mão de Odudu, girou-a e, em seguida, puxou-a abruptamente contra seu corpo. Best logo comentou: “Cuidado, Mickey.”
Rourke continuou encarando Odudu, a ponto de ela dizer: “Para de me olhar!” E, ao ser instruído a entrar na casa, ele respondeu a ela: “Quero ficar com você.” Não demorou para que fãs do programa começassem a pedir a saída do ator: “Do jeito que ele foi com a AJ, me senti tão desconfortável. Espero que ela esteja bem”, escreveu uma internauta. “É melhor evitar um problema maior. Tirem Mickey Rourke do programa”, disse outra seguidora.
Ator de filmes como “9 1/2 Semanas de Amor” (1986), “Sin City: A Cidade do Pecado” (2005) e “Sin City: A Dama Fatal” (2014), Rourke sempre teve uma relação próxima com o boxe. Na adolescência e juventude, disputou lutas de boxe amador entre 1964 e 1973, com 27 combates e apenas três derrotas. Seis anos depois, iniciou sua carreira no cinema com “1941 – Uma Guerra Muito Louca”. Há cerca de dez anos, chegou a retornar aos ringues e venceu algumas lutas, mas logo desistiu do esporte.
Rourke sofreu diversas lesões no rosto durante sua trajetória como boxeador, o que o levou a precisar de reconstrução facial. Os médicos usaram cartilagem de outras partes do corpo para reconstruir seu rosto. Ele também se submeteu a vários procedimentos estéticos menos invasivos, como tratamento a laser, lifting facial e aplicação de botox.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Arsenal construiu uma grande vantagem sobre o Real Madrid nas quartas de final da Champions League. Com todos os gols marcados no segundo tempo -dois em belas cobranças de falta de Declan Rice-, o time inglês venceu por 3 a 0 no Emirates Stadium, em Londres, na noite europeia de terça-feira (8).
O resultado obriga a equipe espanhola a tentar uma difícil virada na partida de volta, marcada para a próxima semana, na quarta-feira (16), no Bernabéu, em Madri. E amplia a pressão sobre o técnico italiano Carlo Ancelotti, que, após uma sequência de grandes conquistas no clube branco, dá sinais de desgaste.
Reportagem publicada nesta semana pelo jornal madrileno As apontou que sua permanência no cargo depende dos resultados na reta final da temporada. O time está em segundo lugar no Campeonato Espanhol, a quatro pontos do líder Barcelona. E enfrentará também o arquirrival Barcelona na decisão da Copa do Rei, no próximo dia 26.
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a distância, observa. O presidente Ednaldo Rodrigues ainda não definiu um comandante para a seleção brasileira após a demissão de Fernando Diniz e não esconde sua admiração por Ancelotti. O contrato do treinador com o Real vai até o meio de 2026, porém a possibilidade de rescisão cresce.
ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (8) que não faz sentido discutir anistia aos responsáveis pelos atos de 8 de janeiro, mas disse que pode haver abertura para um debate sobre a aplicação de penas a depender do caso.
“Não faz sentido algum discutir anistia nesse ambiente, e os próprios presidentes das duas Casas [Senado e Câmara dos Deputados] têm consciência disso. Isso seria consagração da impunidade a um fato que foi e é extremamente grave”, declarou Gilmar em entrevista à Globonews.
Segundo o ministro, decano da corte, debater anistia não tem cabimento e é diferente de falar das punições. Sobre a matéria, ele afirmou defender a apreciação das situações caso a caso, não uma revisão geral das penas.
“A progressão pode se dar de maneira extremamente rápida a partir da própria avaliação do relator”, disse Mendes ao ser questionado sobre o assunto. “É possível que isso seja discutido e certamente pode haver abertura para isso.”
No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar de Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira que ficou conhecida por pichar a estátua localizada em frente à sede do STF. Ela está presa preventivamente desde março de 2023.
Ré por participação nos atos de 8 de janeiro, ela responde a processo pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
LONDRINA, PR (UOL/FOLHAPRESS) – Elton John, 78, abriu o coração sobre os impactos emocionais da perda de visão que vem enfrentando desde o ano passado, quando contraiu uma infecção no olho direito.
O cantor britânico admitiu que tem sofrido muito com as limitações que a cegueira parcial lhe provoca. “Não consigo assistir à televisão, não consigo ler. Também não posso mais ver meus filhos jogando rúgbi e futebol, e isso tem sido extremamente difícil. Sempre fui alguém que absorvia o mundo ao meu redor -é angustiante”, desabafou ele, em entrevista ao jornal The Times of London.
Não obstante, John tenta se manter otimista e forte para encarar esse momento de crise. “Você se emociona, claro, mas aprende a lidar. Tenho consciência da sorte que tenho por viver a vida que levo. Ainda tenho minha família maravilhosa, e consigo ver um pouco com o olho esquerdo. Então você diz a si mesmo: continue.”
Recentemente, ele confessou ter pensado na própria morte ao compor a melodia do tema “When This Old World Is Done With Me” (“Quando Este Velho Mundo Terminar Comigo”, em tradução livre). “Eu estava compondo a melodia para a letra do Bernie [Taupin, compositor da letra] e, no início, achei tudo muito bonito. Mas, ao chegar no refrão, percebi que a canção tratava da minha própria despedida. Quando você chega à minha idade, inevitavelmente começa a se questionar sobre o tempo que ainda lhe resta. Pensei em meus filhos, no meu marido? e simplesmente desmoronei. Chorei por 45 minutos sem conseguir parar”, contou ele, ao podcast Smartless.
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Botafogo vai fazer uma homenagem a Manga na camisa do jogo desta terça-feira (8), contra o Carabobo, no Nilton Santos, pela fase de grupos da Libertadores.
O ex-goleiro morreu nesta terça (8), aos 87 anos, no Rio de Janeiro. Ele é um dos grandes ídolos da história botafoguense e também teve passagens marcantes por Internacional, Nacional-URU e seleção brasileira.
O Botafogo terá um “selo” na manga da camisa. Ele terá uma imagem da mão do ex-goleiro com uma estrela, e o nome dele abaixo.
A homenagem ficará em cima do patch em referência ao título da Libertadores. A imagem foi, inicialmente, divulgada pelo programa “Seleção SporTV”.
A morte de Manga foi anunciada pelo Botafogo, mas a causa não foi divulgada. Ele estava no Hospital Rio Barra, na Barra da Tijuca. O velório vai acontecer neta quarta-feira (9) de manhã, na sede do clube.
Manga defendeu o Botafogo de 1959 a 1968 e entrou para a história do clube. Pelo clube carioca, conquistou os bicampeonatos carioca de 1961/62 e de 1967/68. Ele era o paredão do time que tinha, no ataque, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo.
O ex-goleiro também foi titular da seleção brasileira na Copa de 1966 e multicampeão por Internacional e Nacional. Pelo time do de Porto Alegre, ele se sagrou bicampeão brasileiro em 1975 e 1976, enquanto venceu quatro vezes o Campeonato Uruguaio, a Libertadores de 1971 e o Intercontinental do mesmo ano pelo Nacional.
O Dia do Goleiro no Brasil foi definido em sua homenagem. A data escolhida foi o aniversário de Manga, 26 de abril.
Natural do Recife, Manga começou a carreira no Sport antes de chegar ao Botafogo, onde virou ídolo. Atuou no Uruguai de 1969 a 1974, quando foi repatriado para marcar geração no Internacional. Passou por Operário-MS, Coritiba e Grêmio antes de encerrar a carreira no Barcelona-EQU, em 1982.
PAULO RICARDO MARTINS SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (8) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deveria achar que pode ditar as regras para o resto do mundo e que as medidas anunciadas são um ‘cavalo de pau’.
“Eu tô vendo o comportamento de Trump nos EUA. Eu não sei o que vocês pensam, mas eu acho que não vai dar certo. Ninguém pega um transatlântico daquele, carregado, e faz as coisas que estão acontecendo. Ninguém brinca que o mundo não existe, com quase 200 países. Ninguém esquece que todos os países têm soberania e querem estabelecer um processo de harmonia”, afirmou.
“De repente, o mundo tem um cavalo de pau em que o cidadão, sozinho, acha que é capaz de ditar regras para tudo que vai acontecer no mundo”, disse, em evento do setor de construção civil.
O presidente também afirmou que o país está “enxugando gelo” há mais de 50 anos e sofre para reduzir o déficit habitacional.
“São 51 anos de coice. Mesmo sendo o meu governo o que mais construiu casas. Desde que nós começamos o Minha Casa, Minha Vida, nós já fizemos 8 milhões de casas, e ainda temos um déficit de 7 milhões. Isso significa que nós estamos enxugando gelo”, disse Lula.
Segundo estudo da FJP (Fundação João Pinheiro), instituição que mede o indicador em parceria com o Ministério das Cidades, o país tinha em 2022 um déficit habitacional de 6,21 milhões de domicílios, o que representava 8,3% do total de habitações ocupadas no país na época.
O presidente discursou no 100º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção), que acontece em São Paulo durante a Feicon, feira da indústria da construção. Lula compareceu ao evento ao lado dos ministros Jader Filho (Cidades), Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Márcio França (Empreendedorismo). Também esteve presente o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso.
Na ocasião, Lula também afirmou que, apesar da alta na taxa básica de juros e das tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump, “nesse país está acontecendo um milagre”.
“Não é um milagre da macroeconomia, é o milagre da microeconomia. Eu não tenho curso de economia de Unicamp, USP, FGV ou UFRJ, mas eu tenho a consciência de que o dinheiro tem que circular na mão de todos. O dinheiro não pode ficar concentrado na mão de meia dúzia, gerando especulação”, disse.
A uma plateia com representantes da indústria da construção, Lula também disse que o país precisa de previsibilidade e estabilidade econômica.
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro das Relações Exteriores do Irã demandou, nesta terça-feira (8), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartasse a ameaça militar antes das negociações sobre o programa nuclear iraniano, afirmando que Teerã não cederia sob coerção.
Em um artigo de opinião publicado no jornal The Washington Post, o principal diplomata do Irã, Abbas Araghchi, grifou a palavra “indireta” ao se referir às negociações entre os dois países prevista para ocorrer em Omã, a partir do próximo sábado (12). Algumas horas depois, a Casa Branca reafirmou sua posição de que as conversas ocorrerão de forma direta, ou seja, sem mediação do Omã ou outro país.
Os dois lados disputam a forma como os diálogos irão ocorrer desde que o governo abriu uma porta ao diálogo com Teerã ao mesmo tempo em que ameaçou bombardear o país por sua aliança com os houthis no Iêmen. O regime persa também critica a tentativa de diálogo em meio a sanções.
No artigo no Washington Post, Araghchi também reforçou a informação publicada na imprensa estatal iraniana de que a porta sempre estaria aberta para um possível acordo, desde que Washington demonstre boa vontade.
Antes das negociações que os dois países iniciarão no fim de semana em Omã, Araghchi alertou contra um possível ataque militar contra o Irã, uma medida que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, considerou inevitável nesta terça-feira, caso os diálogos entre Washington e Teerã fracassem.
“Para avançarmos hoje, devemos primeiro concordar que não pode haver nenhuma ‘opção militar’, muito menos uma ‘solução militar'”, escreveu Araghchi, afirmando que “a orgulhosa nação iraniana, em cuja força meu governo se baseia para uma verdadeira dissuasão, nunca aceitará a coerção e a imposição”.
“Não podemos imaginar que o presidente Trump queira se tornar outro presidente americano mergulhado em uma guerra catastrófica no Oriente Médio, um conflito que se espalharia rapidamente por toda a região e custaria mais do que os trilhões de dólares dos contribuintes que seus antecessores queimaram no Afeganistão e no Iraque”, afirmou.
O republicano também repetiu a opção de fazer uso da força militar caso o Irã não aceite um acordo sobre seu programa nuclear, mas tem focado buscar uma solução diplomática. No entanto, na segunda-feira, Trump advertiu Teerã de que o país estaria em “grande perigo” se as negociações fracassassem.
JOSUÉ SEIXAS MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) – A lagoa artificial da Praia da Figueira, um dos balneários mais movimentados de Bonito (MS), foi interditada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) por causa de uma série de mordidas de peixes em visitantes, segundo o município, no fim de março. A cidade é considerada o melhor destino de ecoturismo do país.
Questionada, a Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, informou que encaminhou ofício ao Imasul após ser comunicada pelo Hospital João Darci Bigaton sobre a recorrência das mordidas de peixes em visitantes.
A pasta não informou a quantidade de ocorrências nem a gravidade das lesões causadas.
Técnicos da área de fauna do instituto foram enviados ao local para verificar a presença e identificação da espécie registrada dentro da lagoa.
Por causa disso, o Imasul decidiu interromper as atividades aquáticas do espaço. Trilhas e áreas de lazer em terra seguem abertas.
A reportagem entrou em contato com o Grupo Praia Parque, responsável pelo complexo, e com a gerência da Praia da Figueira, mas não obteve retorno.
Uma dentista de Campos dos Goytacazes denunciou à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) na última sexta-feira (4), vindo a tona nessa segunda (7), um caso de perseguição obsessiva e assédio com conotação sexual. O suspeito, segundo a defesa da vítima, é um homem que foi atendido por ela uma única vez e, desde então, passou a enviar mensagens de cunho sexual para o telefone do consultório, acreditando ser o número pessoal da profissional.
De acordo com a delegada titular da Deam, Juliana Oliveira, as mensagens possuem conteúdo sexual, mas não incluem ameaças diretas. “O fato está sendo apurado como perseguição e importunação sexual”, informou a delegada.
A situação, no entanto, é considerada grave pelos advogados da dentista. Segundo a equipe que representa a vítima, a perseguição já dura mais de um ano e inclui mensagens com ameaças de estupro e palavras ofensivas. O comportamento insistente do homem tem causado abalo psicológico e prejudicado a rotina e a sensação de segurança da profissional.
Em nota, a defesa declarou:
“A vítima vem sofrendo reiteradas investidas de cunho violento e sexual, sendo alvo de palavras e ameaças inaceitáveis, que ferem sua dignidade e geram grande abalo psicológico. Apesar das tentativas de ignorar e se afastar da situação, a persistência do agressor tem tornado sua rotina insustentável.”
O caso segue sob investigação da Deam, que apura as condutas com base nos crimes de perseguição e importunação sexual. Até o momento, o suspeito não possui qualquer relação pessoal com a dentista além da consulta que realizou no passado.
A defesa da profissional reforça que medidas legais já foram adotadas e espera uma resposta rápida das autoridades para garantir a proteção da vítima.
LORENA BARROS E RAFAEL LEITE SÃO PAULO, SP E BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) – Uma mulher entrou em trabalho de parto logo após sofrer um grave acidente em Araguari (MG) na madrugada de hoje. Ela era uma das 46 pessoas que estavam a bordo do ônibus que capotou na MG-223.
Gestante é uma das sobreviventes da tragédia, e entrou em trabalho de parto pouco depois do acidente. Ela foi encaminhada ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. O hospital confirmou ao UOL que realizou o parto da paciente. Entretanto, a instituição não deu mais detalhes sobre o estado de saúde da mãe ou do bebê.
A gestante estava no ônibus que capotou na madrugada de hoje em Araguari (MG). O veículo, com cerca de 46 ocupantes, ia de Anápolis (GO) à Ribeirão Preto (SP) quando o motorista perdeu a direção e capotou no entroncamento entre as rodovias MG-223 e LMG-413.
Onze pessoas morreram, sendo dez no local e uma no hospital. A informação é da Polícia Civil de Minas Gerais.
Acidente aconteceu por volta das 3h40. Após sair de Goiânia, o veículo fez paradas em Anápolis (GO) e em Caldas Novas (GO) para buscar passageiros. O acidente aconteceu no sentido Tupaciguara (MG) da via, próximo ao trevo de Queixinho.
O motorista perdeu o controle do ônibus, atravessou o canteiro central da via e capotou em uma alça de acesso. Alguns dos passageiros foram ejetados do ônibus e outros ficaram presos às ferragens, segundo os bombeiros.
Dois dos quatro mortos confirmados são crianças com idade estimada entre dois e quatro anos. As identidades deles não foram divulgadas pelo Corpo de Bombeiros até o momento.
Nove dos feridos foram socorridos em estado grave e ao menos outros nove têm ferimentos leves, segundo os bombeiros. Outras 18 pessoas com lesões leves ou sem ferimentos aparentes recusaram atendimento. As vítimas foram encaminhadas para o hospital da Universidade Federal de Uberlândia e para a UPA de Araguari.
Motorista do ônibus sobreviveu e será ouvido pela polícia. O caso é investigado pela delegacia de Araguari.
Prefeitura de Araguari pede que população evite ir até UPA, que está superlotada com os pacientes feridos. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que “está acompanhando e dando total apoio possível, utilizando todos os meios necessários para auxiliar os hospitais da rede no atendimento às vítimas”.
Viação Real Expresso lamentou o acidente. Em nota, a empresa afirmou que trabalha com as autoridades responsáveis “para investigar as causas do acidente e esclarecer todos os detalhes”.
Veículo seguia tombado na pista às 9h30. Seis ambulâncias, um caminhão e um guincho trabalhavam na ocorrência nesta manhã.
ALEXANDRE BARRETO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O caso do juiz brasileiro que é acusado de utilizar identidade falsa por 45 anos ganhou repercussão internacional. O jornal The Guardian publicou uma reportagem com a história de José Eduardo Franco dos Reis, suspeito de ter atuado por mais de duas décadas sob o nome de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield.
A reportagem do jornal inglês questiona como uma identidade forjada passou por tantos filtros institucionais sem ser contestada. “Os brasileiros ficaram atordoados, tentando entender como um juiz poderia sustentar um engano tão elaborado por tanto tempo, especialmente com um nome tão incomum”, escreveu o The Guardian.
O jornal inglês classifica a história como uma “farsa bem elaborada” e aponta ainda que José Eduardo, em depoimento, indicou ter um irmão gêmeo que foi adotado por um casal da nobreza britânica. “Ele não deu mais explicações”, ressalta.
A reportagem cita textos da Folha sobre o caso, como a entrevista dada pelo ex-magistrado em 1995, quando se declarou descendente da nobreza europeia, a suspensão de seus pagamentos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após a descoberta do caso e um levantamento que aponta que os nomes usados pelo juiz fazem referência a personagens da literatura inglesa -além da coluna de Antonio Prata, que trata sobre o assunto.
A fraude foi revelada quando o ex-juiz foi tirar a segunda via do RG, no Poupatempo da Sé, em outubro de 2024. As digitais cruzadas com o banco de dados revelaram o nome verdadeiro, diz o Ministério Público.
O MP de São Paulo denunciou o ex-juiz por falsidade ideológica e uso de documento falso. A denúncia foi apresentada em fevereiro, e o Tribunal de Justiça abriu um procedimento administrativo no início de abril. O processo corre sob sigilo.
LEONARDO VOLPATO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O apresentador Nelson Rubens, 87, perdeu um apartamento em Guarujá, no litoral paulista, devido a uma dívida que ultrapassa os R$ 450 mil.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a ação já durava sete anos. O imóvel, que havia sido avaliado em mais de R$ 770 mil, acabou indo para leilão por ordem judicial e arrematado por R$ 462 mil.
A propriedade de cerca de 200 m² tinha uma dívida condominial que após o leilão foi atualizada para R$ 240 mil. Além disso, Nelson teria deixado de quitar R$ 211 mil em IPTU.
No final de fevereiro, a juíza do caso determinou a transferência de posse do apartamento ao vencedor do leilão.
Agora, o montante será utilizado para a quitação total dos valores. O apartamento conta com cinco quartos, três banheiros, sala de estar, cozinha, área de serviço e piscina. Procurado, Nelson Rubens não retornou o contato.
OUTRO CASO POLÊMICO Além desse problema com a Justiça, Nelson Rubens se vê envolvido em outra questão delicada: acusação de assédio na Rede TV!.
Segundo apuração da coluna Outro Canal, a emissora investigava sete denúncias desse tipo que envolviam o apresentador do TV Fama. Profissionais ouvidos, sob condição de anonimato, disseram que só não foram feitas mais denúncias por medo.
Os funcionários afirmam que Nelson Rubens já cometeria assédio moral faz algum tempo, mas que a situação teria se agravado a ponto de se tornar insustentável em fevereiro deste ano. Para alguns, teria sido a gota d’água.
Foram prorrogadas até o dia (11), as inscrições para a oficina do “Treinamento Garçom Vendedor”, promovida pelo Sebrae em parceria com a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana. A oficina será realizada na sede Secretaria Municipal de Turismo e acontecerá no dia 14 de abril, das 13h às 17h.
Os objetivos do treinamento são estimular a equipe a conhecer melhor os produtos que o estabelecimento oferece e aprimorar o profissional para que seja capaz de identificar o perfil do cliente de forma a proporcionar uma melhor experiência.