A música “End of Beginning”, de Joe Keery (que assina artisticamente como Djo), conquistou as redes sociais em 2024. Antes de investir na carreira musical, o ator ficou conhecido por interpretar Steve Harrington na série “Stranger Things”, da Netflix.
Em 2022, ele lançou o álbum “Decide”, que rapidamente se tornou um sucesso. Agora, o cantor está se preparando para lançar um novo álbum. “The Crux” será lançado no dia 4 de abril.
Para antecipar o lançamento, Djo revelou, nesta sexta-feira, 24 de janeiro, o primeiro single do disco, intitulado “Basic Being Basic”. A música já está disponível em todas as plataformas de streaming.
DIOGO BERCITO WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Quando Björk tinha dez anos, sua mãe lhe explicou que uma energia passava pelo corpo da francesa Édith Piaf. Era a música. Era também a natureza. “Minha mãe conhecia o potencial visceral do corpo”, diz à reportagem. É um potencial que Björk explora há décadas, eviscerando música, natureza, artes visuais e tecnologia, parindo inesperadas quimeras.
A cantora islandesa lança na sexta-feira (24) o filme “Cornucopia”, em que registra sua turnê de mesmo nome. “Cornucopia” foi um de seus palcos mais complexos, a exemplo da estrutura dos fungos. Björk contava com um coral, flautistas, harpistas e uma câmara de eco construída sob medida para ampliar sua inconfundível voz. O show, gravado em Lisboa em 2023, estará na plataforma de streaming Apple TV+.
A preocupação com a natureza aparece desde o início da carreira de Björk, que estreou nos anos 1970, quando ainda era criança. Mas essa mensagem está particularmente clara na turnê “Cornucopia”, em que ela fala –pela música– sobre a necessidade impreterível de proteger o mundo.
Björk, de 59 anos, conversou com a reportagem por email logo após o presidente americano Donald Trump anunciar, no dia 20, a retirada dos Estados Unidos dos acordos climáticos de Paris. A medida, a cantora afirma, reforçou sua crença de que a discussão é “mais urgente do que nunca”.
Como tudo o que faz, a artista injeta sua personalidade no email. Quase se ouve seu sotaque islandês reforçando a letra L e arrastando o R. O texto biórquico está centralizado na página, colorido com um azul-arroxeado e todo grafado em minúsculas, com espaços antes e depois de cada pontuação. Parece até, de certo modo, o encarte de algum de seus discos.
Björk fala da luta climática como uma “utopia” –nome, aliás, do álbum que lançou em 2017. A islandesa sugere que o caminho que enxerga rumo a esse mundo ideal pode ser construído com harmonias e melodias. “Os músicos trabalham com a imaginação, e temos facilidade em criar coisas que não existiam antes”, afirma. “É um músculo que usamos bastante.”
É um músculo especialmente forte no corpo de Björk, com o qual ela esgarça o potencial da tecnologia na música. No álbum “Biophilia”, de 2011, a islandesa chegou a criar novos instrumentos e deixou que a natureza os tocasse. Havia uma harpa gravitacional, acionada por pêndulos, e um mecanismo que produzia som a partir de cargas elétricas.
Existe alguma tensão nessa relação. A mesma tecnologia que facilita sua música, afinal, pode ser usada também para devastar a natureza. “As ferramentas sempre existirão. Se elas vão destruir ou criar, isso depende de nós”, diz. “É importante que exista não apenas a voz que representa o progresso e o lucro, mas também a voz que mostra que podemos expressar a alma humana e suas emoções utilizando as mesmas ferramentas.”
Nos últimos anos, Björk militou no combate à pesca industrial do salmão na Islândia. Foi a esses rosados peixes que ela dedicou a canção “Oral”, lançada em 2023 em parceria com a cantora espanhola Rosalía. É uma causa “grande o bastante para fazer diferença e pequena o bastante para ser factível”, diz. “No ativismo, precisamos ter esperança.”
Os lucros da faixa foram doados à Aegis, a organização ambiental que Björk criou com outros ativistas para lutar contra a pesca predatória. Sua meta, conta, é manter a Islândia como uma das maiores regiões preservadas da Europa. Quer ser um de seus guardiões. O país é mais do que a sua casa -é também sua musa, sua inspiração, seu laboratório, seu instrumento.
Björk explora as paisagens islandesas desde sua estreia com “Debut”, em 1993. Isso se acentuou ainda mais com “Homogenic”, de 1997. Suas faixas soam como os túneis de lava, as cachoeiras frias, as praias de areia negra e o atrito das placas tectônicas. “O espaço é importante para mim”, diz. Costuma fazer longas caminhadas na natureza, durante as quais tem “a sensação de algo intocado, de ser uma coisa muito pequena em um mundo muito grande”.
Utopias são, por definição, inalcançáveis, mas isso não impede que Björk tente chegar até elas. “Sinto que temos um lugar dentro de nós que representa o ideal e um outro lugar que é o real”, a cantora explica, à sua maneira. “Existe uma conversa entre esses dois lugares. É algo sobre o qual você dialoga durante toda a sua vida, com você mesmo e com os outros.”
Sua conexão com a natureza foi recentemente celebrada por cientistas, que batizaram uma nova espécie em sua homenagem. Trata-se de uma enorme borboleta -Pterourus bjorkae- pintada com um delicado padrão amarelo, laranja, preto e azul. Sobre o novo bichinho, a islandesa diz apenas que se sente “muito honrada”. A cantora costuma evitar se deslumbrar com a fama, que por vezes parece até incomodá-la.
Björk inspirou seu álbum mais recente, “Fossora”, nas profundezas da terra e nos fungos. Como o disco saiu em 2022, a pergunta é inevitável: o próximo já está a caminho, e o quanto vai tomar emprestado do mundo natural desta vez? Mas Björk diz que é cedo demais para falar. “Não quero agourar.”
LUÍSA MONTE SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Aline e Vinícius, Camilla e Thamiris, Vitória e Mateus foram as três duplas escolhidas por Diogo e Vilma na dinâmica Na Mira do Líder, no BBB 25. Uma delas será indicada ao paredão pelo ator e pela mãe no próximo domingo (26).
Diogo e Vilma haviam sido colocados na mira dos líderes anteriores, Aline e Vinícius. Contudo, o ator e a policial tiveram clima romântico na festa da última quarta (22).
Diogo justificou o voto em Camilla e Thamiris dizendo que as duplas tiveram atrito na última semana. Assim também aconteceu com Vitória e Mateus.
Gilson de Oliveira, conhecido como Gilsão, ganhou destaque após ser apontado como o pivô da separação entre Gracyanne Barbosa e Belo. Em entrevista ao novo programa de Christina Rocha, o “Arrocha Cristina”, transmitido pela rede social Kwai, o personal trainer falou abertamente sobre o relacionamento com a musa fitness, atualmente confinada no “BBB 25”.
No bate-papo, Gilsão afirmou que o romance com Gracyanne ocorreu após o término dela com Belo. Ele também comentou que nunca teve proximidade com o cantor. “Sempre que o via na academia, sentia que ele era mais reservado”, declarou. Gilsão participou da última edição do reality “A Fazenda” e destacou que só decidiu falar sobre o assunto agora, diante da repercussão.
Questionado sobre a declaração de Gracyanne no “BBB 25”, onde ela lamentou a falta de sexo na casa e afirmou gostar de transar diariamente, Gilsão respondeu de forma bem-humorada. “Sim, ela tem o mel”, disse, fazendo referência à música “Tua boca”, sucesso de Belo.
Diego Hypolito, participante do “BBB 25” e bicampeão mundial de ginástica, teve uma vida amorosa discreta antes do reality show. Entre 2018 e 2020, ele namorou o advogado Marcus Duarte, com quem chegou a morar junto. Em 2019, o atleta confirmou o relacionamento ao EXTRA e relembrou: “Namoramos há dois anos e já moramos juntos. Do casal, ele é o tímido e sou eu quem esquece datas marcantes”. Durante esse período, Diego enfrentou comentários homofóbicos ao compartilhar uma foto com o então namorado, mas respondeu com serenidade: “Com ódio, combaterei com amor”.
O namoro terminou em 2020, e antes de entrar no “BBB 25”, Diego buscava um novo amor em um aplicativo de paquera gay. No perfil, o atleta exibia fotos sem camisa e dizia gostar de praia, família, animais e teatro, além de praticar musculação frequentemente. Porém, ele excluiu a conta pouco antes do confinamento, após a notícia de sua presença no app vazar.
Agora no reality, Diego leva sua trajetória pessoal e profissional para o público, com um histórico marcado por conquistas esportivas e desafios pessoais.
A cantora Laninha Show e sua família foram vítimas de um sequestro na madrugada deste sábado (25), após sair de uma apresentação no bairro Aldeota, em Fortaleza. A situação foi descoberta durante uma blitz no bairro Pici. Durante a abordagem, uma mulher e três crianças saíram correndo do carro, enquanto dois homens armados tentaram reagir. Agentes utilizaram armamento menos letal para conter um dos suspeitos, enquanto o outro foi capturado pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE).
Os suspeitos, de 31 e 32 anos, foram presos em flagrante. Segundo a Polícia Militar do Ceará, um deles já tinha antecedentes por roubo e ameaça e estava com um mandado de prisão preventiva em aberto. Ambos foram encaminhados ao 32º Distrito Policial, onde foram autuados por extorsão mediante sequestro. No carro utilizado pelos criminosos, foi encontrado um simulacro de revólver.
Em nota, Laninha afirmou que ela e sua família estão bem, mas precisarão reorganizar compromissos para focar na recuperação. “Foi um momento de muito medo, mas graças à rápida ação das equipes de segurança pública, tudo terminou bem. Sou muito grata aos agentes da ISU, AMC e PRE, que agiram com precisão e coragem, garantindo nossa integridade”, declarou a cantora. A dupla está agora à disposição da Justiça.
O atacante Neymar pode estar de saída do Al-Hilal, da Arábia Saudita, com destino ao Santos, clube onde iniciou sua carreira. De acordo com o perfil árabe “Hilalstuff”, com mais de 3 milhões de seguidores, o jogador teria acertado sua transferência, após um acordo entre dirigentes do Al-Hilal e do Santos. Neymar, que deixou o time paulista em 2013 para jogar na Europa, passou por Barcelona, Paris Saint-Germain e chegou ao clube saudita em 2023.
O possível retorno ao Santos é visto como um momento histórico para o clube e tem agitado a torcida, que especula como o camisa 10 será integrado ao atual elenco. A confirmação do acerto ainda não foi oficializada, mas já desperta expectativa entre os fãs e reforça a conexão do jogador com o time que o revelou para o futebol mundial.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No primeiro jogo oficial disputado no estádio do Pacaembu desde 2021, o São Paulo derrotou o Corinthians de virada, por 3 a 2 e sagrou-se campeão da Copinha. Após uma maratona de nove partidas em 21 dias, o time deixou outras 127 equipes para trás e levantou a taça do torneio júnior pela quinta vez.
O jogo teve gols de Denner e Gui Negão, pelo Corinthians, e de Andrade e Paulinho, que fez dois, pelo São Paulo.
O São Paulo, que tinha o apoio da torcida única, começou a partida com mais intensidade, controlando melhor a bola e pressionando a saída do adversário, mas desperdiçando oportunidades.
Na metade da primeira etapa, porém, o jogo desacelerou e o Corinthians começou a crescer em campo. Aos 33, saiu na frente com uma bola longa de Garcez que encontrou Denner dentro da área. O meio-campista de 16 anos desviou do zagueiro Lucas Loss e chutou forte de direita para marcar seu terceiro gol na competição.
Pouco depois, aos 43 minutos, a defesa do São Paulo falhou em uma bola aérea, que pingou em Nicollas e sobrou para Gui Negão. Com um toquinho por cima do ombro do goleiro João Pedro, o atacante ampliou a vantagem corintiana.
Na sequência, porém, o São Paulo diminuiu a diferença com um gol de Paulinho, numa cobrança certeira de escanteio de Ferreira, aos 45 minutos do primeiro tempo.
No segundo tempo, o São Paulo voltou novamente mais intenso e criativo, após trocar Samuel, que havia entrado no início do jogo no lugar de Hugo, machucado, por Pedro Ferreira. Aos 16 minutos, em mais um escanteio, Andrade recebeu sozinho na segunda trave e marcou de cabeça, para empatar a partida.
A virada veio logo em seguida, aos 20 minutos, quando um levantamento de Maik encontrou novamente Paulinho sozinho na área, para mais um gol aéreo do São Paulo.
O São Paulo saiu invicto do Grupo 11, com três vitórias. Na segunda fase, fez 4 a 0 no América-RN, e na terceira, passou pelo Juventude por 1 a 0. Nas oitavas, superou o Fluminense apenas nos pênaltis, após um empate sem gols. Fez 3 a 1 no Cruzeiro nas quartas, e venceu o Criciúma por 2 a 1 na semi.
O Corinthians terminou a fase de grupos em segundo lugar no Grupo 27, com duas vitórias e uma derrota, para o Santo André. Na segunda fase, eliminou o Falcon, por 1 a 0, e na terceira, o Vila Nova, com goleada por 4 a 1. Precisou ir aos pênaltis contra o Ituano nas oitavas, e aí superou o Vasco por 1 a 0 nas quartas e o Grêmio por 1 a 0 para ir à final.
SÃO PAULO João Pedro; Maik (Raphinha), Andrade, Lucas Loss (Osorio) e Guilherme Reis; Negrucci, Hugo (Samuel, depois Pedro Ferreira) e Alves; Lucca (Tetê), Ferreira e Paulinho (Bezerra). Técnico: Allan Barcellos
CORINTHIANS Kauê; Gabriel Caipira, Fernando Vera (Luiz Eduardo), Garcez e Denner; Bahia (Araújo), Pellegrin (Lucas Corrêa) e Thomas (Caraguá); Dieguinho, Nicollas (Vitinho, depois Richard) e Gui Negão. Técnico: Orlando Ribeiro
Competição: Final da Copinha 2025 Local: Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo (SP) Árbitra: Marianna Nanni Batalha (SP) Assistentes: Raphael de Albuquerque Lima (SP) e Denis Matheus Afonso Ferreira (SP) VAR: Márcio Henrique de Gois (SP) Gols: Denner (33’/1°T), Gui Negão (43’/1°T), Paulinho (45’/1°T), Andrade (16’/2°T), Paulinho (20’/2°T) Cartões amarelos: Alves, Maik, Tetê (SPO), Bahia, Nicollas, Thomas, Gui Negão (COR)
Os pacientes do Centro de Fibromialgia e comunidade em geral participaram, neste sábado (25), do “Café de Mulheres de Fibra”, promovido pela Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio das Secretarias de Saúde, Turismo e Esportes. O evento contou com palestras com fisioterapeutas e psicólogo, culto, atividades físicas e massagens. Tudo ao ar livre, na quadra de esportes da praia de Santa Clara, das 9h30 às 12h.
Coordenador geral de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, o psicólogo Renato Chagas alertou sobre a importância de cuidar do corpo e da mente.
-O evento é para despertar a consciência acerca dos cuidados contínuos com a saúde mental, que integra corpo, mente e espírito -disse Renato.
Para a professora Vanilce Carvallho, portadora de fibromialgia, o Café Mulheres de Fibra é primordial para os pacientes. “Eu descobri a doença em 2013 e venho me tratando no Centro de Fibromialgia, com reumatologista, psicólogo, e estou sempre participando dos encontros mensais, que acontecem lá no Centro. Mas, desta vez, a escolha de fazer na praia está sendo maravilhosa, e eu não poderia deixar de participar”, comemorou a paciente.
Aulas de aeroboxe, funcional e vôlei de praia movimentaram a manhã deste sábado (25), nas praias de Manguinhos e Clara. A ação faz parte da programação de verão da Prefeitura de São Francisco de Itabapoana, por meio da Secretaria Municipal de Esportes. Mais de 50 pessoas aderiram aos eventos, que têm como objetivo levar mais qualidade de vida e entretenimento aos moradores e veranistas.
O professor responsável pelo evento itinerante, Deilson Júnior, disse que a população está aderindo ao projeto. “A procura está sendo muito boa, mas tem sempre mais espaço para novos interessados”, destacou. Segundo ele, a Secretaria de Esportes vem demonstrando que esporte é qualidade de vida e saúde. “Quem quiser participar não precisa agendar, é só chegar no domingo às 8h na praia de Manguinhos, que poderá fazer as aulas”, avisou o professor.
Betina Mothé é moradora de Campos dos Goytacazes e veranista em Manguinhos desde que nasceu. Para ela, esta ação é importantíssima para movimentar a cidade. “É a primeira vez que participo, e é uma experiência muito top! Trazendo saúde, animando e movimentando Manguinhos”, considerou.
O secretário municipal de Esportes, Luiz Eduardo (Luizinho), ressaltou a importância do projeto de verão nas praias.
-Esta é uma ação que a Prefeitura vem fazendo, por meio das Secretarias de Esporte, Turismo e Ação Social, para resgatar a família, fazer as pessoas voltarem a se exercitar ou começarem a praticar um esporte – disse Luizinho.
Em Santa Clara, foi a vez do vôlei de praia, que movimentou os veranistas e moradores da localidade.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um incêndio atinge um shopping popular de roupas na noite desta sexta-feira (24) na rua João Teodoro, no Brás, centro popular de compras na região central de São Paulo.
Bombeiros informaram que oito viaturas foram deslocadas para atendimento da ocorrência. Inicialmente, quatro viaturas foram encaminhadas, mas o número precisou ser aumentado em razão das condições das chamas.
Há “muito fogo” no local, segundo a última atualização da corporação. As equipes trabalham no combate as chamas.
No local, funciona uma galeria de lojas, que vende roupas no atacado e no varejo. A reportagem tenta contato com o estabelecimento.
ANA CORA LIMA RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Existem personagens que marcam a carreira de um ator, e Juliana Silveira, 44, sabe muito bem disso. Vinte anos depois de interpretar a protagonista da novela “Floribella”, exibida na Band, a atriz ainda tem seu nome atrelado à mocinha. “Não tem um lugar que eu vá em que as pessoas não me chamem de Maria Flor. É incrível”, diz.
E foi justamente por causa dessa memória afetiva do público que Juliana decidiu criar um espetáculo para reviver a personagem. A atriz escreveu o roteiro, reuniu alguns amigos e montou o espetáculo. Patrocínio? Não há. Ela está bancando a produção do próprio bolso. Sabe investir num sonho? Pois é.
“Tenho alguns apoios, mas a grana é toda minha. Investi nesses primeiros quatro shows (o último, no Studio Stage, em São Paulo, neste sábado (25), já está com os ingressos esgotados) para ver que era possível”, diz. A equipe conta com 15 pessoas, “é um projeto grandinho”, segundo ela. “A intenção é ir para outras cidades, palcos maiores. O que não me falta é amor, coragem e vontade de empreender”.
Juliana começou como assistente de palco de Angélica no Clube da Criança, na extinta TV Manchete, e depois fez a Oficina de Atores da Globo. Na emissora carioca, atuou em produções como “Malhação”(1999 e 2002), “Laços de Família” (2000), “Brava Gente” (2001), entre outras, até que foi chamada pela Band para protagonizar “Floribella”, em 2005.
A atriz teve a chance de retornar à Globo dois anos depois, mas recusou o convite. “Quando fui conversar com os diretores, me ofereceram uma prostituta no horário nobre. Não pude aceitar por uma questão contratual ainda vigente de 12 meses, por causa da imagem da Maria Flor. Não me chamaram mais”, lembra.
Ela foi para a Record e acabou ficando 11 anos. “Amadureci na emissora. Peguei a minha primeira protagonista de uma novela madura, “Chamas da Vida”, de 2008, um sucesso de audiência até hoje. Todo mundo também adora a Carolina. Depois fui fazendo outros e mais outros trabalhos na casa”, diz ela, que atualmente está na série Estranho Amor, do AXN, baseada em casos reais de feminicídio no Brasil.
“Também estou com alguns testes para fazer. Mas minha cabeça está muito voltada para esse projeto da ‘Floribella’. Estou torcendo para que dê certo, mas não posso parar. Tenho que continuar correndo atrás dos trabalhos, e é isso que me move”.
LEONARDO VOLPATO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atriz Lívian Aragão tem sido criticada nas redes sociais após publicar um “comunicado de luto” com a imagem de Renato Aragão para poder fazer marketing.
Tanto no feed de seu perfil no Instagram quanto nas stories, ela publicou a imagem. Porém, ao clicar nela, a atriz diz que todos em sua família estão bem, mas que se trata de uma estratégia para ter a atenção das pessoas.
Na sequência, mostra um recurso para poder ganhar uma renda extra por meio de investimentos e aplicações bancárias.
Procurada, a atriz não respondeu se foi hackeada ou se fez a publicação por livre e espontânea vontade. Já Renato Aragão usou sua conta para dizer que a filha foi hackeada. “Por favr, não respondam mensagens nem cliquem em links ou interajam”, escreveu.
Na internet muita gente achou uma publicação de extremo mau gosto. “Eu estou chocada que a Lívian Aragão postou um comunicado de luto como se tivesse morrido, e no intuito de fazer marketing, inacreditável. Ela até bloqueou os comentários do post, pois sabia que iria dar ruim. Muito decepcionante”, escreveu uma seguidora.
Em 2023, ela já havia sido criticada nas redes sociais por um vídeo em que falava sobre produtividade.
Lívian, que atua como coach motivacional, disse que “todo mundo tem 24 horas no dia” e questionou o motivo de algumas pessoas conseguirem “fazer tantas coisas” enquanto outras “parecem não sair do lugar”.
Com 30 pontos de Paul George e 29 de Tyrese Maxey, o Philadelphia 76ers derrotou o Cleveland Cavaliers por 132 a 129, na noite de sexta-feira, para encerrar uma sequência de sete derrotas consecutivas na NBA. A equipe da casa triunfou mesmo sem sua estrela, Joel Embiid, que ficou fora da décima partida seguida por causa de uma lesão no joelho esquerdo.
O conjunto de Cleveland sofreu seu segundo revés consecutivo e deixou o Oklahoma City Thunder igualar a melhor campanha da competição. Ambos somam 36 vitórias e oito derrotas até aqui. Donovan Mitchell marcou 37 pontos para o Cleveland e Ty Jerome fez outros 33, seu recorde da carreira, acertando todas as oito tentativas de três pontos.
Os Cavaliers venciam por 116 a 110 restando 6min17 para o encerramento da partida, mas os 76ers marcaram 13 pontos consecutivos e abriram sete de vantagem. Jerome até teve a chance de igualar o placar, mas desperdiçou e viu sua equipe ser derrotada.
Em Memphis, Jaren Jackson Jr., com 29 pontos, e Luke Kennard, com 27, lideraram o triunfo do Memphis Grizzlies sobre o New Orleans Pelicans por 139 a 126. Desmond Bane contribuiu para a quinta vitória consecutiva da equipe com um “double-double” ao anotar 20 pontos e distribuir 14 assistências.
O sistema defensivo dos Pelicans funcionou no início e os visitantes foram para o intervalo com uma vantagem de 71 a 62, mas o rendimento da franquia caiu nos quartos finais. Dejounte Murray anotou 26 pontos, enquanto Trey Murphy III e CJ McCollum fizeram 22 cada um. Ja Morant desfalcou a equipe.
Com uma defesa sólida, o Portland Trail Blazers bateu o Charlotte Hornets por 102 a 97, fora de casa, e embalou com sua quarta vitória consecutiva. Anfernee Simons, com 27 pontos, e Jerami Grant, com 22, foram os destaques da equipe.
Os anfitriões, por sua vez, começaram o último quarto à frente no placar, por 75 a 73, mas sentiram falta de LaMelo Ball, Miles Bridges e Brandon Miller e demonstraram pouco poder de fogo no ataque, com um aproveitamento de apenas 41% nos arremessos. Deni Avdija fez 18 pontos e Nick Smith Jr., 17.
BEATRIZ GATTI SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Aberto da Austrália tem uma campeã inédita. A americana Madison Keys desbancou a número um do mundo, a belarussa Aryna Sabalenka, para conquistar seu primeiro Grand Slam (série que reúne os quatro principais torneios do tênis) em Melbourne.
Com a vitória, ela sobe sete posições no ranking da WTA (Associação de Tênis Feminino) para se tornar a número sete do mundo, igualando sua melhor colocação na carreira.
Keys venceu a final por 2 a 1 (6/3, 2/6 e 7/5) e chegou ao décimo título da carreira. Já em 2025, ela havia conquistado o WTA 500 de Adelaide, também na Austrália.
Aos 29 anos, Keys disputava sua segunda final de Grand Slam -a primeira foi no Aberto dos Estados Unidos de 2017. Até então, as melhores campanhas no Australian Open haviam sido em 2015 e 2022, anos em que chegou até a semifinal.
Para alcançar a decisão, a tenista deixou pelo caminho quatro cabeças de chave, incluindo a número 7 do ranking, a cazaque Elena Rybakina, de quem venceu por 2 sets a 1 (6/3, 1/6 e 6/3), e a polonesa Iga Swiatek, número 2, na semifinal. Iga chegou a ter o match point, mas Keys controlou e virou o jogo, que terminou 2 a 1 (5/7, 6/1 e 7/6), com um tiebreak fechado em 10 a 8.
Com a vitória sobre Sabalenka, a americana é a primeira tenista a superar a 1ª e a 2ª colocadas do ranking para conquistar um Grand Slam desde a russa Maria Sharapova, em 2006, no Aberto dos Estados Unidos.
O caminho da belarussa até a final foi mais tranquilo. Ela derrotou as russas Mirra Andreeva (6/1 e 6/2) e Anastasia Pavlyuchenkova (6/2, 2/6 e 6/3) e a espanhola Paula Badosa (6/4 e 6/2).
A belarussa tentava o tricampeonato em Melbourne, o que também seria seu segundo título do ano. Ela foi campeã do WTA 500 em Brisbane no dia 5 de janeiro.
Madison Keys entrou em quadra para a decisão deste sábado bem agressiva e focada, quebrando o saque de Sabalenka logo no primeiro game. Com golpes fortes de direita e de esquerda e baixa margem de erro, a americana chegou a ter o set point aos 23 minutos de partida após confirmar seus serviços e quebrar o saque da adversária pela segunda vez.
Com um início abaixo do esperado, Sabalenka esboçou uma reação depois de salvar o set point de Keys e devolver uma das quebras, mas a número 14 do ranking fechou o primeiro set em 6/4 com uma paralela à direita da belarussa. No segundo set, os games foram bem mais disputados. Keys teve dificuldade para confirmar seus serviços diante de uma número um do mundo que aos poucos foi voltando para a partida. Tampouco conseguiu a americana superar o saque da rival, que não cedeu nenhuma quebra e fez 6 a 2 para empatar o jogo.
O terceiro e último set foi mais sóbrio mas não menos emocionante. Ambas confirmaram seus saques sem qualquer chance de quebra para a adversária até o último game, em que Keys teve dois match points. No primeiro, a bola saiu. O segundo ela aproveitou com uma batida de direita indefensável para sagrar-se campeã.
Pelo título, Keys leva o prêmio de 3,5 milhões de dólares australianos (o equivalente a R$ 13,1 milhões). Sabalenka, como vice-campeã, recebe 1,9 milhão de dólares australianos (R$ 7,1 milhões).
“Desejei isso por muito tempo, já estive em uma final de Grand Slam antes que não saiu como eu queria e não sabia se eu seria capaz de chegar aqui novamente. E meu time acreditou em mim em cada passo que eu dei, então muito obrigada”, disse a americana após a cerimônia de premiação.
“Eles acreditaram em mim até quando eu mesma não acreditava. O ano passado foi muito difícil, com muitas lesões. Mas mal posso esperar para vê-los novamente ano que vem.”
A brasileira Bia Haddad Maia, número 17 do ranking, parou na terceira rodada do torneio -sua melhor marca no Aberto da Austrália-, em que perdeu para a russa Veronika Kudermetova, por 2 sets a 0 (6/4 e 6/2).
Na categoria júnior, o Brasil levantou três taças nos torneios disputados em cadeira de rodas. Luiz Calixto, 17, foi campeão de duplas ao lado americano Charlie Cooper. Eles superaram o belga Alexander Lantermann e o australiano Benjamin Wenzel por 2 sets a 0 (6/3 e 6/0).
Vitória Miranda, 17, conquistou dois títulos em Melbourne. Nas duplas, ao lado da belga Luna Gryp, ela derrotou a letã Ailina Mosko e a americana Sabina Czauz por sets diretos (duplo 6/1). Na disputa de simples, ela saiu de um 6/0 contra para virar o jogo no tiebreak e fazer 2 a 1 (0/6, 6/3 e 7/6). A adversária também foi Czauz, que ficou com dois vice-campeonatos.
TATIANA CAVALCANTI SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Na festa após a posse de Donald Trump, na segunda (20), o cardápio era repleto de pratos sofisticados: lagosta de Maine e camarões do golfo como entrada, seguido de carne de angus grelhada com chocolate amargo e batatas gratinadas no prato principal, além de sobremesas finas. No entanto, se pudesse, o anfitrião ilustre teria trocado todo esse banquete por hambúrgueres, batata frita e milk-shake.
Trump também adora refrigerante e, como era de se esperar, levou sua obsessão alimentar pobre em nutrientes para a Casa Branca. O Salão Oval instalou de volta seu “botão da Coca-Cola Diet”, segundo o Wall Street Journal. Durante seu primeiro governo, o republicano foi questionado por um jornalista se o botão vermelho em sua mesa lançaria ogivas nucleares. Ele respondeu que não, mas que todos pensavam isso, antes de apertá-lo e receber sua bebida favorita das mãos de um funcionário que surgiu de repente.
O presidente não esconde seu amor pelos lanches do McDonald´s. Com frequência é visto em compromissos ou até mesmo em redes sociais consumindo comida de alto teor de gordura, açúcar e sódio, e baixa quantidade de nutrientes e fibras, fatores prejudiciais à saúde.
O genro de Trump, Jared Kushner, escreveu em seu livro de memórias de 2022 que uma das refeições favoritas do pai de sua mulher, Ivanka, era “um Big Mac do McDonald’s, filé de peixe, batatas fritas e um milk-shake de baunilha”. Um pedido semelhante feito por Trump foi mencionado no livro “Let Trump Be Trump” (deixe Trump ser Trump), de 2017, escrito pelos ex-funcionários da campanha do republicano Corey Lewandowski e David Bossie.
Newsletter Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo * Trump frequentemente pula o café da manhã, mas quando decide fazer a refeição, costuma optar por bacon e ovos fritos. No almoço, consome petiscos, como batatas chips. Ele também é conhecido por beber grandes quantidades de coca diet, chegando a 12 latas por dia. No jantar, sua dieta é composta por alimentos processados, como lanches, pizza, frango empanado ou carne grelhada bem passada.
Em 2017, Gareth Davies seguiu a dieta do presidente americano por uma semana, relatando ao jornal britânico The Telegraph como sua saúde piorou. Assim como Trump, ele pulou refeições e consumiu coca diet, Doritos, McDonald’s, KFC e pizza.
Ele perdeu 2,6 kg por desidratação, sentiu falta de energia e dificuldades para se exercitar. O jornalista concluiu que a dieta é insustentável, insípida e prejudicial, repleta de alimentos processados e bebidas açucaradas, questionando sua viabilidade a longo prazo.
Até aliados já criticaram publicamente os péssimos hábitos alimentares de Trump, como o advogado Robert Kennedy Jr., indicado pelo republicano para o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos em seu segundo governo. “O que ele come é realmente, tipo, ruim”, disse o filho do ex-senador Robert F. Kennedy (1925-1968) em entrevista a um podcast no fim do ano passado, relembrando as opções disponíveis no avião de Trump. “A comida de campanha é sempre ruim, mas a que vai para aquele avião é veneno. Você não tem a escolha, ou te dão KFC ou Big Mac. Isso é quando você tem sorte, e o resto das coisas eu considero meio intragável.”
Nem para assistir a longas horas de lutas ele bebe água, nem um copo, segundo Dana White, o diretor executivo do UFC, afirmou a Kennedy durante um voo.
Durante a campanha de 2016, Trump aparece em uma postagem do então Twitter comendo KFC dentro de seu avião particular. A foto foi muito comentada principalmente pelo contraste do frango frito -popularmente comido com as mãos- sendo cortado com garfo e faca em um jatinho com as fivelas dos cintos folheadas a ouro.
Em fevereiro de 2019, Trump foi examinado pelo médico da Casa Branca. Ele atestou que o presidente de 1,90 m de altura, então com 74 anos, estava com “muito boa saúde no geral”, embora estivesse ligeiramente acima do peso, com 110 kg, e índice de massa corporal (IMC) de 30,5, o que o fez ser considerado obeso. Não foram divulgados exames posteriores do presidente. A falta de prática regular de atividades físicas -ainda que ele seja um ávido jogador de golfe, exercício de intensidade moderada- também são apontados como um hábito saudável que Trump dispensa.
Os hábitos alimentares irregulares de Trump destacam a urgência de combater a má alimentação nos EUA, onde 40,3% da população estava obesa entre agosto de 2021 e agosto de 2023, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.
Esse cenário alarmante reforça a importância de políticas públicas focadas no incentivo de hábitos saudáveis, na educação nutricional e no incentivo ao consumo de alimentos frescos, para combater doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardíacos.
Exatos seis anos após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), a execução do Programa de Transferência de Renda (PTR) estabelecido pelo acordo de reparação e gerido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) se tornou alvo de críticas do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). A entidade aponta falta de transparência e vê como um equívoco o corte previsto para março deste ano, quando todos os beneficiários passarão a receber metade os valores que eram pagos até então. Além disso, cobra explicações envolvendo uma cláusula que destina à FGV uma fatia do rendimento dos recursos destinados ao programa.
O rompimento da barragem em 25 de janeiro de 2019 liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos nos municípios da bacia do Rio Paraopeba. Ao todo, foram perdidas 272 vidas, incluindo dois bebês de mulheres que estavam grávidas. Impactos ambientais e socioeconômicos afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba. Assim como ocorre todos os anos, diferentes entidades que representam os atingidos organizaram uma série de atividades para marcar a data.
“É um absurdo o corte no PTR porque a reparação está longe de estar concluída. A Vale não limpou o rio, não tirou os rejeitos. Ninguém pode pescar, não dá pra usar a água para irrigar, para consumo, enfim, pra fazer qualquer uso. Os atingidos não podem retomar a sua atividade econômica”, diz o integrante da coordenação do MAB Guilherme Camponez. Segundo ele, sem suas fontes de sustento, as famílias dependem desses recursos para comprar o básico, como como água potável e medicamentos. O alongamento do programa foi uma das principais reivindicações levantadas pelo MAB em uma marcha realizada em Belo Horizonte nesta sexta-feira (24).
Casa destruída após o rompimento de barragem da mineradora Vale em Brumadinho – Reuters/Adriano Machado/Direitos Reservados
O acordo global estabeleceu o programa como substituto do auxílio emergencial que começou a ser pago pela mineradora logo após a tragédia. Na época, o benefício foi estabelecido com um valor variável a depender da faixa etária de cada atingido: um salário mínimo por adulto, a metade dessa quantia por adolescente e um quarto para cada criança.
Inicialmente, faziam jus ao benefício todos os moradores de Brumadinho, sem distinção. Nos demais municípios atingidos, o auxílio foi concedido a pessoas que residiam a até 1 quilômetro (km) de distância da calha do Rio Paraopeba. Ainda no fim de 2019, ocorreu uma alteração: o critério para acesso ao benefício foi mantido, mas o valor foi reduzido pela metade para quem não residisse em comunidades diretamente afetadas pelos rejeitos.
Com a implantação do PTR, foram feitos alguns ajustes nos critérios. Os valores, no entanto, foram mantidos. O MPF e a DPMG estabeleceram as poligonais, pelas quais se delimitou as comunidades que têm parte do seu território dentro do critério de 1 km da margem do Rio Paraopeba. Isso significa que, se um povoado tivesse algum ponto situado a essa distância, todos os seus moradores deveriam ser enquadrados como beneficiários.
Rompimento da barragem da mineradora Vale completa seis anos neste sábado (25) – Reuters/Washington Alves/Direitos Reservados
No entanto, Guilherme Camponez afirma que o contrato com a FGV costurado com as instituições de Justiça não foi precedido de nenhuma divulgação. Os atingidos não teriam sido nem consultados nem informados dos seus termos. Na cláusula sexta, ficou definido que a FGV receberia R$ 109,5 milhões para o custeio da execução do PTR. Além disso, os recursos destinados ao programa seriam depositados em um fundo. A FGV obteve o direito a 12% de todo o rendimento que superar a caderneta de poupança. A estimativa de economistas consultados pelo MAB é de que esse valor já chega a R$ 40 milhões.
Procurada pela Agência Brasil, a FGV afirmou em nota que já repassou mais de R$ 3,6 bilhões aos atingidos no âmbito do PTR, classificado como “o maior programa de transferência de renda privado da América Latina”. Segundo o texto, a aplicação dos recursos gerou rendimentos que permitiram dilatar o prazo do programa, que inicialmente se encerraria em outubro de 2025.
A FGV afirma ainda que realizou uma pesquisa no último ano em que foram avaliados os efeitos do PTR para a região. “Entre os indicadores que mostram o impacto socioambiental positivo estão a melhoria de 20% em saúde, 15% em infraestrutura (urbanização e saneamento) e 25% em assistência social na região após a tragédia, impulsionando o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das comunidades afetadas”, registra a nota.
Camponez entende não ser razoável que a FGV receba um percentual sobre o rendimento dos recursos. Ele também cobra mais transparência. “É uma instituição sem fins lucrativos. Então o que ela faz com esse dinheiro? Ela destina para alguma atividade interna? Pode ser. Mas nem isso é informado. Eu penso que esse é um recurso da reparação. É um recurso que devia estar sendo aplicado na reparação”, defende Camponez. Ele lembra também que o acordo global previu a contratação de uma auditoria externa independente para acompanhar a gestão do PTR, o que até hoje não se concretizou.
Procurado pela Agência Brasil, o MPF afirmou em nota que todos os custos da contratação da FGV estão cobertos dentro dos R$ 4,4 bilhões destinados ao PTR. O texto acrescenta ainda que o programa é atualmente submetido a uma auditoria interna. “A auditoria externa está em fase de contratação”, finaliza a nota.
Tragédia em Brumadinho deixou 272 mortos – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Fim em 2026
Ao mesmo tempo em que se preocupa com o corte anunciado para março deste ano, o MAB teme os efeitos do encerramento definitivo do PTR, que está previsto para abril de 2026. Camponez não crê que, no próximo ano, a situação será muito diferente da atual. Em sua visão, o processo reparatório tem se dado em um ritmo bastante lento.
“Sem o PTR, as famílias vão ficar numa situação de insegurança alimentar. Vão ter a sua renda muito deprimida e isso vai afetar inclusive toda a região, porque terão os efeitos indiretos. Vai ter menos recurso circulando nas comunidades, então isso tende a gerar desemprego. É um grande equívoco acabar com o PTR, além de ser uma violação do direito das populações atingidas. A Vale tem que colocar mais recurso para mantê-lo enquanto for necessário”.
Em nota, a Vale destaca que o PTR foi estabelecido no acordo global como uma solução definitiva para os pagamentos emergenciais. A mineradora considera que cumpriu sua parte, já que transferiu o valor fixado. “A Vale faz o pagamento e não participa da gestão dos recursos nem da execução do programa. Em outubro de 2021, a empresa realizou o depósito de R$ 4,4 bilhões previstos para esta obrigação e, desde novembro de 2021, o programa foi implementado e é gerido pelas instituições de Justiça, e gerenciado pela Fundação Getulio Vargas. Com o depósito em juízo do valor correspondente ao PTR, foi encerrada a obrigação da Vale referente ao tema”, registra o texto.
Exatos seis anos após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), a execução do Programa de Transferência de Renda (PTR) estabelecido pelo acordo de reparação e gerido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) se tornou alvo de críticas do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). A entidade aponta falta de transparência e vê como um equívoco o corte previsto para março deste ano, quando todos os beneficiários passarão a receber metade os valores que eram pagos até então. Além disso, cobra explicações envolvendo uma cláusula que destina à FGV uma fatia do rendimento dos recursos destinados ao programa.
O rompimento da barragem em 25 de janeiro de 2019 liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos nos municípios da bacia do Rio Paraopeba. Ao todo, foram perdidas 272 vidas, incluindo dois bebês de mulheres que estavam grávidas. Impactos ambientais e socioeconômicos afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba. Assim como ocorre todos os anos, diferentes entidades que representam os atingidos organizaram uma série de atividades para marcar a data.
“É um absurdo o corte no PTR porque a reparação está longe de estar concluída. A Vale não limpou o rio, não tirou os rejeitos. Ninguém pode pescar, não dá pra usar a água para irrigar, para consumo, enfim, pra fazer qualquer uso. Os atingidos não podem retomar a sua atividade econômica”, diz o integrante da coordenação do MAB Guilherme Camponez. Segundo ele, sem suas fontes de sustento, as famílias dependem desses recursos para comprar o básico, como como água potável e medicamentos. O alongamento do programa foi uma das principais reivindicações levantadas pelo MAB em uma marcha realizada em Belo Horizonte nesta sexta-feira (24).
O PTR foi uma das medidas previstas no acordo global para reparação dos danos firmado entre a mineradora, o governo de Minas Gerais, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG). Ao todo, foram destinados R$ 37,68 bilhões para uma série de medidas pactuadas. O montante que cabe ao PTR foi fixado em R$ 4,4 bilhões.
O acordo global estabeleceu o programa como substituto do auxílio emergencial que começou a ser pago pela mineradora logo após a tragédia. Na época, o benefício foi estabelecido com um valor variável a depender da faixa etária de cada atingido: um salário mínimo por adulto, a metade dessa quantia por adolescente e um quarto para cada criança.
Inicialmente, faziam jus ao benefício todos os moradores de Brumadinho, sem distinção. Nos demais municípios atingidos, o auxílio foi concedido a pessoas que residiam a até 1 quilômetro (km) de distância da calha do Rio Paraopeba. Ainda no fim de 2019, ocorreu uma alteração: o critério para acesso ao benefício foi mantido, mas o valor foi reduzido pela metade para quem não residisse em comunidades diretamente afetadas pelos rejeitos.
Com a implantação do PTR, foram feitos alguns ajustes nos critérios. Os valores, no entanto, foram mantidos. O MPF e a DPMG estabeleceram as poligonais, pelas quais se delimitou as comunidades que têm parte do seu território dentro do critério de 1 km da margem do Rio Paraopeba. Isso significa que, se um povoado tivesse algum ponto situado a essa distância, todos os seus moradores deveriam ser enquadrados como beneficiários.
A aprovação gradativa de novas poligonais e também a identificação de comunidades tradicionais afetadas geraram uma inclusão de mais de 50 mil atingidos. Somando aqueles que já recebiam os repasses desde a implantação do auxílio emergencial pago inicialmente pela Vale, há atualmente 154.964 receptores de recursos do programa.
As bases para a criação do PTR foram estabelecidas com a assinatura do acordo global em 2021, sendo a FGV escolhida como gestora por meio de um edital público lançado pelo MPMG, pelo MPF e pelo DPMG. A contratação de uma entidade independente foi uma solução apresentada pelas três instituições – que formam o colegiado responsável por fiscalizar o programa – no curso das negociações do acordo global. Elas levaram em conta as críticas dos atingidos, que se queixavam do poder que tinha a Vale para decidir quem teria direito ao benefício.
No entanto, Guilherme Camponez afirma que o contrato com a FGV costurado com as instituições de Justiça não foi precedido de nenhuma divulgação. Os atingidos não teriam sido nem consultados nem informados dos seus termos. Na cláusula sexta, ficou definido que a FGV receberia R$ 109,5 milhões para o custeio da execução do PTR. Além disso, os recursos destinados ao programa seriam depositados em um fundo. A FGV obteve o direito a 12% de todo o rendimento que superar a caderneta de poupança. A estimativa de economistas consultados pelo MAB é de que esse valor já chega a R$ 40 milhões.
“Faltou transparência. Os atingidos não participaram de nada, nem ficaram sabendo na época da assinatura do contrato. Isso nunca havia sido dito pra gente e também não há nada no acordo global sobre isso. Hoje ninguém sabe qual é o valor exato e em que ele será usado”, reclama. A FGV mantém no ar um site com informações do PTR. Lá está registrado que, até dezembro de 2024, o fundo rendeu R$ 1,158 bilhão. Mas não há discriminação do montante específico que ficaria para a FGV.
Procurada pela Agência Brasil, a FGV afirmou em nota que já repassou mais de R$ 3,6 bilhões aos atingidos no âmbito do PTR, classificado como “o maior programa de transferência de renda privado da América Latina”. Segundo o texto, a aplicação dos recursos gerou rendimentos que permitiram dilatar o prazo do programa, que inicialmente se encerraria em outubro de 2025.
A FGV afirma ainda que realizou uma pesquisa no último ano em que foram avaliados os efeitos do PTR para a região. “Entre os indicadores que mostram o impacto socioambiental positivo estão a melhoria de 20% em saúde, 15% em infraestrutura (urbanização e saneamento) e 25% em assistência social na região após a tragédia, impulsionando o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das comunidades afetadas”, registra a nota.
Camponez entende não ser razoável que a FGV receba um percentual sobre o rendimento dos recursos. Ele também cobra mais transparência. “É uma instituição sem fins lucrativos. Então o que ela faz com esse dinheiro? Ela destina para alguma atividade interna? Pode ser. Mas nem isso é informado. Eu penso que esse é um recurso da reparação. É um recurso que devia estar sendo aplicado na reparação”, defende Camponez. Ele lembra também que o acordo global previu a contratação de uma auditoria externa independente para acompanhar a gestão do PTR, o que até hoje não se concretizou.
Procurado pela Agência Brasil, o MPF afirmou em nota que todos os custos da contratação da FGV estão cobertos dentro dos R$ 4,4 bilhões destinados ao PTR. O texto acrescenta ainda que o programa é atualmente submetido a uma auditoria interna. “A auditoria externa está em fase de contratação”, finaliza a nota.
Ao mesmo tempo em que se preocupa com o corte anunciado para março deste ano, o MAB teme os efeitos do encerramento definitivo do PTR, que está previsto para abril de 2026. Camponez não crê que, no próximo ano, a situação será muito diferente da atual. Em sua visão, o processo reparatório tem se dado em um ritmo bastante lento.
“Sem o PTR, as famílias vão ficar numa situação de insegurança alimentar. Vão ter a sua renda muito deprimida e isso vai afetar inclusive toda a região, porque terão os efeitos indiretos. Vai ter menos recurso circulando nas comunidades, então isso tende a gerar desemprego. É um grande equívoco acabar com o PTR, além de ser uma violação do direito das populações atingidas. A Vale tem que colocar mais recurso para mantê-lo enquanto for necessário”.
Camponez afirma que o encerramento do PTR contraria os princípios da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB), como ficou conhecida a Lei Federal 14.755/2023. Sancionada em 2023 pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, sua aprovação no Congresso se deu após mobilizações do MAB. Em seu Artigo 3º, fica garantido um “auxílio emergencial nos casos de acidentes ou desastres, que assegure a manutenção dos níveis de vida até que as famílias e indivíduos alcancem condições pelo menos equivalentes às precedentes”.
Em nota, a Vale destaca que o PTR foi estabelecido no acordo global como uma solução definitiva para os pagamentos emergenciais. A mineradora considera que cumpriu sua parte, já que transferiu o valor fixado. “A Vale faz o pagamento e não participa da gestão dos recursos nem da execução do programa. Em outubro de 2021, a empresa realizou o depósito de R$ 4,4 bilhões previstos para esta obrigação e, desde novembro de 2021, o programa foi implementado e é gerido pelas instituições de Justiça, e gerenciado pela Fundação Getulio Vargas. Com o depósito em juízo do valor correspondente ao PTR, foi encerrada a obrigação da Vale referente ao tema”, registra o texto.
MARCOS CANDIDO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Assinaturas de artigos científicos têm sido vendidas na internet para candidatos a programas de residência médica de grandes universidades, como a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Os vendedores prometem a avaliação em até 2 horas e publicação em até dez dias a partir de R$ 500.
A suspeita, enviada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), é que os médicos estejam pagando pela inclusão em pesquisas das quais não participaram para aumentar as chances de aprovação nos programas de residência. Em alguns casos, em coautoria com médicos de outras instituições e estados. A AMB (Associação Médica Brasileira) tachou o esquema como “fraudulento”.
Os PRMs (Programas de Residência Médica) são destinados a médicos em busca de especialização. Para serem selecionados, eles são submetidos a provas, entrevistas e análise de currículo. Um autor de um artigo científico não garante uma vaga, mas pontua mais do que os demais.
Na lista que chegou ao MPSP, médicos de áreas como psiquiatria e cardiologia em busca de vagas na USP e na Unicamp assinam estudos na “Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences”, uma revista de odontologia.
Apesar do nome em inglês, a empresa mantém sede em Macapá (AP). A publicação de um artigo custa R$ 395, por pix, ou R$ 435, no cartão de crédito, e pode ser assinada por 12 pessoas com acesso a um modelo pronto, com descrições de como cada capítulo deve ser escrito.
Na mesma revista de odontologia, um artigo sobre anestesia e doenças musculares foi assinado por 12 médicos de universidades distintas, que vão de Aracaju, Florianópolis a Franca e Taubaté, no interior de São Paulo.
Em dezembro, ao menos dois dos autores deste estudo foram convocados para a segunda etapa do processo seletivo da Faculdade de Medicina da USP. Os 376 aprovados serão anunciados no dia 10 de fevereiro pela universidade.
O editor-chefe da publicação, o cirurgião-dentista Eber Coelho Paraguassu, do Amapá, enviou uma nota à reportagem em que chama de “infundados os questionamentos ou supostas acusações” de que a revista estaria “facilitando a publicação de médicos candidatos à residência médica”.
O texto da empresa também defende que a revista é voltada à área de ciências da saúde, mantendo uma revisão “célere e um processo editorial de publicação também muito ágil”, o que a torna atraente para médicos interessados em atuar em residências médicas pelo país.
“Não há motivos para rejeitarmos artigos que estejam dentro das normas do jornal, que tenham sido revisados e aprovados por nossos pareceristas e que estejam dentro do escopo e do interesse do jornal em publicá-los”, diz a nota. “Reiteramos nosso total e irrestrito compromisso com a ciência e com a seriedade nas publicações acadêmicas.”
Já na Revista FT, um artigo sobre a qualidade de vida de mães de crianças com TEA (transtorno do espectro autista) é assinado por 13 autores de áreas como medicina, enfermagem e psicologia de Goiânia, Rio de Janeiro, Natal, Recife, Manaus e Florianópolis.
A FT tem sede no Leblon, no Rio de Janeiro, e promete uma avaliação em 2 horas, publicação em até 10 dias ou até mesmo em um dia mediante negociação feita por WhatsApp. Tudo por R$ 500.
Em nota, a FT afirma que utiliza “revisão por pares, que é um processo no qual os artigos científicos são avaliados por especialistas antes de serem publicados. Existem alguns tipos de revisão por pares e aqui em nossa revista autores e revisores não se conhecem”.
“A forma de obtenção de pontos para quais concursos, sejam eles para ingresso em um programa de residência médica ou concursos, é uma forma fraudulenta, portanto, ilegal”, diz o médico César Eduardo Fernandes, presidente da AMB (Associação Médica Brasileira). Prática já era realizada
Em outubro, reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que um acadêmico de Goiânia cobrava R$ 100, parcelado em até três vezes, para inclusão de autores que não participaram de estudos científicos.
À época, o pesquisador afirmou se motivar pela demora de até um ano para a publicação em revistas científicas de maior renome na comunidade científica. Nos casos de revistas de prestígio, os estudos são submetidos a uma banca avaliadora independente, com correções e recusa de projetos que não têm, por exemplo, um orientador reconhecido ou que tenha dados insuficientes. Além do MPSP, a lista de autorias suspeitas foi compartilhada entre professores da USP, com a sugestão de um comitê para avaliar individualmente os currículos e até anular pontos de artigos vindos de determinadas revistas.
O MPSP afirma ter aberto uma investigação preliminar sobre o tema. Procurada, a Unicamp não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação desta reportagem.
A Faculdade de Medicina da USP afirma que “repudia veemente qualquer prática que envolva o uso de métodos fraudulentos para obtenção de vantagens acadêmicas, incluindo a compra de coautorias em artigos científicos ou utilização da plataformas que promovam publicações sem mérito legítimo” e que reforça a “importância de uma produção científica autêntica, autoral e fundamentada no esforço e dedicação de seus pesquisadores”.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira (23) que a gestão de Donald Trump já prendeu 538 imigrantes em situação irregular desde a sua posse, no início desta semana.
O anúncio foi feito por meio do perfil da Casa Branca na rede social X. Na publicação, o órgão diz que os presos eram criminosos e que centenas deles foram deportados em aviões militares. As primeiras imagens das deportações foram compartilhadas nesta sexta-feira (24) na mesma plataforma.
Não está claro se todos os detidos tinham sido condenados por crimes ou se havia acusados entre os presos. Os nomes citados pelo governo no texto são de homens julgados culpados por variados tipos de crimes sexuais -há menções a um dominicano condenado por abuso sexual de menor e a um equatoriano condenado por estupro, por exemplo.
O republicano fez da anti-imigração uma das principais bandeiras de sua campanha. Já nos primeiros dias após assumir, ele pôs em ação vários dos planos que havia proposto nesse sentido, suspendendo a concessão automática de cidadania a filhos de imigrantes em situação irregular ou temporária nascidos nos EUA e declarando “emergência nacional” na fronteira com o México.
Ambas as medidas a princípio contrariam a legislação americana. A primeira seria incompatível com a 14ª emenda, que diz que “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos EUA” são cidadãs do país. A segunda impede a entrada de refugiados, o que fere a determinação do Código Federal de que qualquer estrangeiro que chegue ao território americano tem o direito de pedir asilo independentemente de seu status de imigração.
A ONU criticou a suspensão da entrada de refugiados nos EUA nesta sexta e lembrou que o direito ao asilo é “universalmente reconhecido”. “Todos os Estados têm o direito de exercer sua jurisdição em suas fronteiras internacionais, [mas] devem fazê-lo em conformidade com suas obrigações”, afirmou a porta-voz da agência do organismo para os direitos humanos, Ravina Shamdasani, em Genebra.
Antes, na quinta, o jornal The New York Times revelou um memorando interno que indica que o governo do republicano concedeu a oficiais do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega o poder de deportar rapidamente imigrantes que tinham obtidos vistos temporários sob dois programas instituídos pelo governo Joe Biden que buscavam diminuir o número de entradas ilegais no território oferecendo mais vias legais para pedir asilo.
Um desses programas permitia que migrantes de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela residissem nos EUA por até dois anos. O outro, um aplicativo chamado CBP One, obrigava eventuais solicitantes de asilo a formalizarem seus pedidos antes de atravessarem a fronteira, agendando hora e local para se apresentarem em um posto de alfândega.
No total, cerca de 1,4 milhão de migrantes entraram nos EUA por meio das duas iniciativas desde 2023. Um funcionário do governo afirmou ao jornal de forma anônima que Trump acredita que elas nunca foram legais.
As determinações do presidente já foram desafiadas na Justiça, em um processo apresentado pela ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis). A ação argumenta que as medidas violam a legislação federal.
Em paralelo a isso, ainda na quinta, Ras Baraka, prefeito de Newark, Nova Jersey, denunciou que agentes do ICE (Serviço de Imigração e de Alfândega) “invadiram um estabelecimento local […] detendo moradores e cidadãos sem documentos sem apresentar uma ordem judicial” e acusou o órgão de violar a lei.
Segundo Baraka, um dos detidos era um veterano militar que teve a legitimidade de seus documentos pessoais questionada. Em comunicado, um porta-voz do ICE disse que o incidente estava sendo investigado, mas acrescentou que os agentes do serviço têm direito de solicitar a identificação de indivíduos quando trabalham em campo.
No início desta semana, o Congresso, que tem maioria republicana, aprovou uma lei que prorroga a prisão preventiva de estrangeiros suspeitos de crimes.
O Luau da SMECT, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Tecnologia, iniciou sua edição de 2025 na praia de Gargaú, nesta sexta-feira (24), como parte da programação do Verão do Seu Jeito. O evento reuniu moradores e turistas em uma noite de música e integração à beira-mar.
A prefeita Yara Cinthia destacou a importância do evento para o turismo e valorização dos talentos locais. “O Luau reforça nosso compromisso com a cultura, a economia local e o lazer. Estamos felizes com o sucesso dessa edição em Gargaú”, afirmou.
A noite contou com apresentações do DJ Dudu Porto, que animou o público, e do cantor Luciano Botinelly, que encantou com sucessos da MPB.
Denise Beraldi, moradora de Travessão de Campos, elogiou a organização do evento: “É maravilhoso ter um evento bem estruturado na nossa praia, que noite agradável, a prefeitura está de parabéns” – disse.
O secretário Gustavo Terra ressaltou que Gargaú foi apenas o começo e que o Luau passará por outras praias, como Manguinhos, Santa Clara e Guaxindiba, garantindo um verão especial para todos.
A programação completa do Verão do Seu Jeito pode ser conferida nos canais oficiais da Prefeitura.