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Corinthians tem dois jogadores em lista de pré-convocados da seleção

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LIVIA CAMILLO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Corinthians teve dois jogadores pré-convocados para a seleção brasileira para os jogos contra Colômbia e Argentina pelas eliminatórias Sul-Americanas. A lista final será divulgada no dia 7 de março.

 

HUGO SOUZA E YURI NA PRÉ-LISTA DE DORIVAL
O goleiro Hugo Souza está entre os seis nomes preferidos do técnico Dorival Júnior para a meta brasileira. Hugo vai disputar posição com Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr), Ederson (Manchester City), Lucas Perri (Lyon) e Weverton (Palmeiras).

Yuri Alberto também aparece na pré-lista de atacantes. No entanto, o camisa 9 do Timão tem mais concorrência do que o companheiro de clube no setor ofensivo, 15 no total. Vinicius Jr. e Rodrygo, do Real Madrid, estão na briga por vaga, além de nomes como Raphinha (Barcelona) e Luiz Henrique (Zenit), que foram convocados recentemente por Dorival.

Mesmo na disputa com goleiros que atuam na Europa, Hugo tem boas chances de ser convocado para a Data Fifa. O goleiro se destacou no Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana de 2024 como pegador de pênaltis. Inclusive, na atual edição do Paulista, Hugo defendeu dois pênaltis na mesma semana -um deles de Estêvão, do Palmeiras e um dos pretendidos de Dorival, no último Dérbi.

Em caso de convocação, os jogadores desfalcariam o Corinthians numa possível final do Paulistão, que está marcada para o dia 27 de março. O time comandado por Ramón Díaz é um dos favoritos na briga pela taça, principalmente ter sido líder geral da tabela na fase de grupos. Neste domingo, a equipe enfrenta o Mirassol pelas quartas de final, na Neo Química Arena, às 18h30 (de Brasília).

A seleção brasileira encara a Colômbia no dia 20 de março, e a Argentina no dia 25. O Brasil é o quinto colocado das Eliminatórias, com 18 pontos. Os argentinos lideram com 25.

Vitor Roque recordista, meia do Flamengo procurado e saídas no Santos são destaques do mercado

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BRUNO MADRID
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A janela de transferências nacional está em seu último dia, e os times correm contra o tempo no mercado da bola para completar seus elencos. A sexta-feira (28) teve especulações e confirmações envolvendo alguns dos principais clubes do país.
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VEJA DESTAQUES
Novo recordista
O Palmeiras anunciou a contratação de Vitor Roque. O atacante, que estava emprestado ao Betis, mas pertencia ao Barcelona, chega após longa novela para suprir uma carência antiga da equipe de Abel Ferreira. O Palmeiras pagará 25,5 milhões de euros (R$ 155 milhões na cotação atual) pelo centroavante, além de 5 milhões de euros (R$ 30 milhões) em bônus por 80% dos direitos econômicos do jogador. A contratação é a mais cara da história do futebol brasileiro – o recorde anterior era de Almada, que havia acertado com o Botafogo.

Trio pesado
Com a chegada de Vitor Roque por 25,5 milhões de euros, o Palmeiras fechou as três maiores compras de sua história nesta janela de transferência – tudo isso em menos dois meses. No dia 20 de dezembro de 2024, o clube anunciou a contratação de Facundo Torres por 12 milhões de euros e se tornou a contratação mais cara da história do clube. Isso só durou 11 dias porque, no fim do ano, Paulinho chegou junto ao Atlético-MG por 18 milhões de euros.

Atacante na Raposa…
O Cruzeiro anunciou a contratação do ponta Wanderson. O atleta de 30 anos chega à Raposa após defender o Internacional por três anos. O vínculo do jogador com o time mineiro é válido até dezembro de 2027. Já integrado ao elenco, ele deve atuar na equipe pelo lado direito, já que Leonardo Jardim conta com Dudu e Bolasie na ponta esquerda.

… e zagueiro no Galo
O Atlético-MG confirmou a contratação do jovem zagueiro Ivan Roman, de apenas 18 anos, com passagens pela seleção do Chile. O jogador chega após as saídas de Maurício Lemos e Bruno Fuchs e assinou contrato até dezembro de 2029. Mesmo sem sofrer gols nos últimos sete jogos, o Galo procurava peças para o setor defensivo, e o técnico Cuca aprovou a chegada do garoto.

Meia do Fla é procurado, mas…
Flamengo e Lorran seguem procurando um denominador comum para a saída do jogador. Depois de a negociação ter fracassado com o CSKA, o jovem recebeu diversas procuras de clubes brasileiros, mas ainda não houve acordo e a transferência pode ficar para depois do estadual. A janela se encerra nesta sexta-feira (28), mas há uma abertura extra. A CBF criou um período para que atletas que disputam campeonatos estaduais possam sair após o fim das competições, entre 10 de março a 11 de abril

O Bidu vai ficar?
Autor de um dos gols do Corinthians na vitória contra a Universidad Central-VEN, o lateral Matheus Bidu admitiu que há negociações em andamento pela renovação de seu contrato com o clube – o vínculo é válido até dezembro. As conversas, contudo, não avançaram até o momento. Ele não esconde que deseja permanecer no clube paulista, mas ressaltou que o negócio não depende apenas de sua vontade para se concretizar.

Saída no Santos (parte 1)
O Santos concluiu o empréstimo do lateral-direito Hayner ao CRB. O time de Alagoas anunciou a contratação do jogador, que firmou vínculo até o final da atual temporada. Ele chegou ao Santos no final de 2023, inicialmente por empréstimo, e mostrou bom desempenho quando foi utilizado, chegando a ser comprado em definitivo meses depois. Hayner assumiu a posição com a grave lesão de Aderlan, mas terminou o ano em baixa e viu Leo Godoy e JP Chermont ganharem espaço.

Saída no Santos (parte 2)
O Santos acertou o empréstimo do zagueiro Diego Borges, de 20 anos, ao Amazonas. O defensor assinou vínculo com o clube amazonense até o fim de 2025. O jovem foi contratado em 2023 depois de se destacar pelo Falcon FC na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Ele chegou a atuar pelo sub-20 e também pelo sub-23 do Peixe, e tem contrato válido até 2026.

Flamengo recebe várias propostas, mas não ainda não fecha acordo por Lorran

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LUIZA SÁ
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Flamengo e Lorran seguem procurando um denominador comum para a saída do jogador. Depois de a negociação ter fracassado com o CSKA, o jovem recebeu diversas procuras de clubes brasileiros, mas ainda não houve acordo e a transferência pode ficar para depois do Estadual.

 

A janela se encerra nesta sexta-feira (28), mas há uma abertura extra. A CBF criou um período para que atletas que disputam campeonatos estaduais possam sair após o fim das competições, entre 10 de março a 11 de abril. Lorran jogou nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Carioca.

Atualmente, Fortaleza, Cruzeiro e Red Bull Bragantino têm interesse mais concreto em Lorran. O garoto recebeu diversos contatos desde que a transferência para o CSKA deu errado de última hora e avalia a melhor movimentação. Se antes o acordo seria por uma venda de 8 milhões de euros, agora o negócio será por empréstimo.

O meia-atacante foi oferecido pelo Flamengo a Cruzeiro e Fortaleza. No caso do clube mineiro, o nome dele estava envolvido na troca com Matheus Pereira, mas o negócio não foi para frente. Lorran chegou a aceitar a ideia, mas não evoluiu. Ainda há, porém, um interesse da Raposa.

As conversas com o Fortaleza esquentaram e ainda seguem. O Flamengo levou a proposta direto a Lorran, que ouviu e gostou. No entanto, o estafe do atleta não foi consultado. Agora, eles avaliam a negociação para entender os termos junto ao jogador e, talvez, avançar de vez.

Com relação ao Red Bull Bragantino, o interesse foi levado ao Fla pelos empresários. Clube, estafe e jogador vão tentar buscar um denominador comum para avançar em alguma das equipes.

O Flamengo quer emprestar Lorran com o salário pago integralmente pelo outro clube. A ideia é dar rodagem ao garoto para que retorne ao rubro-negro mais experiente. O acordo não terá opção de compra fixada, no máximo uma porcentagem em caso de venda.

A chance de uma saída até o fim desta sexta-feira é pequena. Jogador e estafe não querem fazer nada com pressa. Pelo lado do Flamengo, caso isso não se resolva, Lorran seguirá no time sub-20.

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Neymar está na lista de pré-convocados para Eliminatórias pelo Brasil

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GABRIELA BRINO
SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O meia-atacante Neymar, do Santos, foi convocado pelo técnico Dorival Júnior para a disputa da seleção brasileira nas Eliminatórias.

 

Neymar é um dos 52 pré-jogadores convocados por Dorival para os jogos contra Colômbia e Argentina, nos dias 20 e 25 de março.

O astro deve estar também na convocação final com 23 nomes. Dorival Júnior foi ver o santista na Vila Belmiro contra o Noroeste.

A CBF decidiu divulgar os pré-convocados para evitar vazamentos. Neymar é o único representante do Santos.
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VEJA A LISTA COMPLETA
GOLEIROS
Alisson – Liverpool (ING)
Bento – Al-Nassr (SAU)
Ederson – Manchester City (ING)
Hugo Souza – Corinthians
Lucas Perri – Lyon (FRA)
Weverton – Palmeiras

ZAGUEIROS
Alexsandro – Lille (FRA)
Beraldo – Paris Saint-Germain (FRA)
Danilo – Flamengo
Fabrício Bruno – Cruzeiro
Gabriel Magalhães – Arsenal (ING)
Léo Ortiz – Flamengo
Marquinhos – Paris Saint-Germain (FRA)
Murillo – Nottingham Forest (ING)

LATERAIS
Dodô – Fiorentina (ITA)
Abner – Lyon (FRA)
Alex Sandro – Flamengo
Alex Telles – Botafogo
Douglas Santos – Zenit (RUS)
Guilherme Arana – Atlético-MG
Vanderson – Monaco (FRA)
Wesley – Flamengo

MEIO-CAMPISTAS
Alisson – São Paulo
André – Wolverhampton (ING)
Andreas Pereira – Fulham (ING)
Andrey Santos – Strasbourg (FRA)
Bruno Guimarães – Newcastle (ING)
Éderson – Atalanta (ITA)
Gerson – Flamengo
João Gomes – Wolverhampton (ING)
Joelinton – Newcastle (ING)
Lucas Moura – São Paulo
Lucas Paquetá – West Ham (ING)
Matheus Cunha – Wolverhampton (ING)
Neymar Jr. – Santos
Oscar – São Paulo

ATACANTES
Antony – Real Betis (ESP)
Bruno Henrique – Flamengo
Endrick – Real Madrid (ESP)
Estevão – Palmeiras
Gabriel Martinelli – Arsenal (ING)
Galeno – Al-Ahli (SAU)
Igor Jesus – Botafogo
Igor Paixão – Feyenoord (HOL)
João Pedro – Brighton (ING)
Luiz Henrique – Zenit (RUS)
Raphinha – Barcelona (ESP)
Rodrygo – Real Madrid (ESP)
Samuel Lino – Atlético de Madrid (ESP)
Savinho – Manchester City (ING)
Vinicius Jr. – Real Madrid (ESP)
Yuri Alberto – Corinthians

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Barroso nega pedido de Bolsonaro para barrar Zanin e Dino em julgamento

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ANA POMPEU
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, negou nesta sexta-feira (28) os pedidos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que a corte declarasse os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino impedidos de participar da análise do caso da tentativa de golpe.

 

Também nesta sexta, o ministro rejeitou os pedido do general Walter Braga Netto pela suspeição de Alexandre de Moraes para relatar o caso em decorrência da citação de plano para matar o magistrado e, assim, definir novo relator, e o do general Mario Fernandes contra a atuação de Dino no caso por ter sido ministro da Justiça do governo Lula (PT).
Braga Netto foi preso em dezembro.

Até o momento, as expectativas são de que Moraes leve o processo para ser julgado pela Primeira Turma, colegiado composto por ele e por Cármen Lúcia, Luiz Fux, além de Dino e Zanin. A chance de o caso ser levado ao plenário completo são consideradas baixas internamente.

Barroso também ressaltou o número de pedidos do tipo recebidos pelo tribunal. “Antes de analisar o pedido, registro que esta é a quarta oportunidade em que a defesa técnica do requerente apresenta arguições de impedimento a esta Corte.”

O presidente do tribunal afirmou ter negado prosseguimento aos pedidos em fevereiro de 2024 e que, na sequência, houve recursos contra a decisão, negados por dez dos 11 ministros.

“Também aqui, os fatos descritos na petição inicial não são passíveis de enquadramento em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no art. 252 do Código de Processo Penal”, diz Barroso.

Ele afirma que segundo a jurisprudência do Supremo, não se admite criar situação de impedimento que não tenha sido expressamente mencionada no texto legal; ou interpretar de forma extensiva as disposições previstas, além das situações não definidas pelo legislador.

“Não se cogita de que o Min. Flávio Dino, seu cônjuge ou parente próximo tenha funcionado no procedimento criminal que constitui objeto deste pedido. Tampouco se demonstra que o arguido tenha atuado como juiz de outra instância, pronunciando-se sobre o fato subjacente. Não há, ainda, qualquer indício de que S. Exa. tenha constado como parte ou diretamente interessado no feito”, diz.

Da mesma forma, ele decidiu a respeito de Cristiano Zanin.

Em ofício enviado a Barroso em resposta aos pedidos, Dino negou haver impedimento para atuar na análise dos processos.

“São descabidas alegações genéricas de quebra de imparcialidade, sob pena, inclusive, de o interessado fazer uso deste relevante instituto para escolher por quem quer ser julgado”, disse.

Dino afirma que o Supremo é composto por integrantes indicados por cinco ex-presidentes, incluindo as nomeações de Bolsonaro –”todos com vasto currículo– inclusive com exercício de cargos de natureza política em diferentes equipes federais, estaduais ou municipais”.

Na negativa, Barroso disse que os esclarecimentos prestados por Dino “deixam claro que a sua atuação perante o Ministério da Justiça se conteve nos limites funcionais próprios da supervisão administrativa dos órgãos de segurança pública”.

Zanin também afirmou não ter impedimentos para julgar Bolsonaro. O magistrado afirmou não enxergar atuação pessoal anterior relacionada à participação do ex-presidente nas acusações contidas na denúncia.

“Também não vislumbro a presença de quaisquer das hipóteses legais que configuram a suspeição. Tampouco tenho qualquer sentimento negativo que possa afetar minha atuação como magistrado no caso em questão”, acrescentou.

A defesa de Bolsonaro formalizou na segunda (24) ao Supremo os pedidos para que Zanin e Dino, ambos indicados à corte por Lula, não participem de julgamentos relativos à denúncia da trama golpista.

No caso do pedido de Braga Netto, a defesa usou os trechos da denúncia sobre os planos para matar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Moraes para pedir o afastamento de Moraes da relatoria.

“Nenhum juiz, em qualquer parte do mundo, seria capaz de julgar um réu acusado de conspirar para sua morte sem sofrer uma significativa contaminação psicológica”, diz a defesa.

Barroso, no entanto, afirmou que não há relação automática. “A notícia de que haveria um plano para o homicídio do relator, e até mesmo de outras autoridades públicas, não acarreta automaticamente a suspeição de S. Exa. no âmbito técnico-jurídico exigido pela cláusula de suspeição do art. 254, I, do CPP”, diz o ministro.

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Escola atingida por incêndio faz protesto

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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Uma das três escolas de samba atingidas por incêndio em fábrica de fantasias, a Unidos da Ponte usou a Sapucaí para fazer um protesto.

 

Com o enredo “Antropoceno – Ecos de Abya Yala em Meriti’yba”, trouxe uma ala com mensagem contra a exploração de petróleo e o agronegócio. “Brasil em chamas. Petróleo e latinfundio matam”, dizia um dos cartazes da ala em parceria com a Coalizão Pelo Clima que veio sem fantasia.

Enredo reflete sobre a crise ambiental através dos saberes indígenas. A Unidos da Ponte resgata a ancestralidade de Meriti, denunciando os impactos da destruição ambiental e buscando, na voz dos povos originários, caminhos para a regeneração da Terra.

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Alexandre Pires defende enredos sobre religiões afro

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Alexandre Pires, 49, defendeu que as escolas de samba adotem temas que falem sobre religiões africanas em seus enredos.

 

Em entrevista ao g1 no Camarote Anhembi, em São Paulo, Alexandre disse que as religiões de matriz africana “estão presentes na veia do povo brasileiro”: “Elas sempre fizeram parte da cultura popular brasileira. A cultura afro, de maneira geral, está presente nas veias do povo brasileiro. A nossa história já diz tudo.”

Soube que esse tema faz parte da grande maioria das escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo também. E isso é importantíssimo para nossa história. Alexandre Pires

O cantor também comentou sobre o novo álbum que pretende lançar em breve, misturando pagode com sertanejo: “No Brasil todos os estilos se conectam. Vamos lançar um álbum feito em Goiânia agora depois do Carnaval, tudo feito com muito respeito e muito carinho.”

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Textor manda recado à torcida do Flamengo

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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Dono da SAF do Botafogo, John Textor colocou em exposição as taças da Libertadores e Brasileiro e mandou um recado para a torcida do Flamengo. O episódio aconteceu logo depois da apresentação de Renato Paiva como novo técnico do Alvinegro.

 

“Essa é uma mensagem aos nossos torcedores. Aproveitem a jornada, vocês são campeões, vocês não têm motivo algum para ficar com vergonha. Digam aos seus amigos [torcedores] do Flamengo que vocês estão no topo da montanha. Vocês não podem ser derrubados do topo da montanha na pré-temporada. Você precisa ganhar muitos jogos para conquistar o Brasileirão. Você precisa ganhar um enorme torneio continental para conquistar a Libertadores. Você não pode aparecer quando estamos em transição, nos vencer em um jogo e falar m… sobre nós, está bem? Nós somos os campeões. Venham nos pegar”, disse Textor.

O QUE ACONTECEU
Textor chamou as taças de “amigas” e as colocou em cima da mesa de coletiva. “Pedi para duas amigas entrarem e nos ajudarem na última parte da conversa”, disse ele, pouco antes de funcionários do Botafogo entrarem com os troféus na sala.

O dono da SAF fez um discurso motivacional e brincou com Renato Paiva. Ele ressaltou que o novo treinador assume após o ano vitorioso de 2024.

“Treinador, você tem uma grande tradição à sua frente. Esse não é apenas o escolhido, ele é o treinador que quis vir depois de 2024 e dizer que, de alguma forma, vai fazer melhor. Então, Renato, agora o navio é seu, você é o capitão. Você está chegando depois do ano mais importante da história desse clube. Nós somos o Glorioso, nós somos o Mais Tradicional, nós somos os campeões da América do Sul, nós somos os campeões do Brasil. Nossos torcedores devem estar orgulhosos e devem apoiar esse homem, porque agora é o seu clube.”

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Cavaliers reagem no fim e batem os Celtics no TD Garden; Lakers vencem a 5ª consecutiva na NBA

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O jogo mais aguardado da rodada contou com uma vitória, de virada, do Cleveland Cavaliers sobre o Boston Celtics por 123 a 116 em um TD Garden lotado na madrugada deste sábado. Após um início hesitante, os visitantes buscaram uma reação heroica no último quarto e consolidaram a liderança na temporada regular da NBA.

Com 49 vitórias em 59 partidas, a franquia de Cleveland não poderia estar melhor. Com o resultado positivo, o time chegou aos nove triunfos seguidos e igualou o confronto direto contra o atual campeão. Em quatro duelos, cada um ganhou dois.

Em um jogo que apresentou alta intensidade, principalmente no final, Donovan Mitchel foi um dos protagonistas. Com 12 pontos anotados só no último quarto, ele ainda converteu uma cesta de três e uma bandeja no apagar das luzes para definir o encontro. O armador foi ainda o maior pontuador de sua equipe (41). Evan Mobley também se destacou no confronto. Com 17 pontos e 12 rebotes, ele ajudou os Cavs a dominar o garrafão para buscar a reação.

Alegria de um lado, frustração do outro. O Boston Celtics, que chegou a abrir uma vantagem de 25 a 3 no início, não conseguiu frear o ímpeto dos visitantes e amarga a segunda derrota consecutiva na temporada regular.

O vice-líder do lado Leste contou com uma atuação soberba de Jason Tatum, cestinha do confronto com 46 pontos, mas apresentou falhas na marcação e se precipitou em vários lances de contra-ataque que custaram a derrota.

Valente, Tatum obteve ainda 16 rebotes e contribuiu com nove assistências. O seu desempenho, no entanto, não foi o suficiente para garantir a vitória diante de sua torcida no TD Garden.

Já na partida que reuniu as duas franquias de Los Angeles, também pela rodada desta sexta-feira da competição, os Lakers levaram a melhor sobre os Clippers ao bater o rival por 106 a 102 em uma Crypto Arena lotada.

Aniversariante do dia, Luka Doncic vem se sentindo cada vez mais à vontade em sua nova equipe. Ele foi o cestinha do duelo com 31 pontos e ainda deu cinco assistências. Os Lakers contaram também com mais uma boa atuação de LeBron James. Além dos arremessos certeiros (28), ele foi quem mais pegou rebotes em sua equipe (13).

Com cinco vitórias seguidas, a equipe aparece na cola do Memphis Grizzlies, terceiro colocado na Conferência Oeste. Ainda na zona de classificação (6ª colocação), os Clippers tiveram como destaque Ivica Zubac, que deixou a quadra com 27 pontos.

Confira os resultados da noite desta sexta-feira:

Detroit Pistons 119 x 134 Denver Nuggets

Atlanta Hawks 119 x 135 Oklahoma City Thunder

Boston Celtics 116 x 123 Cleveland Cavaliers

Brooklyn Nets 102 x 121 Portland Trail Blazers

Miami Heat 125 x 120 Indiana Pacers

Chicago Bulls 125 x 115 Toronto Raptors

Memphis Grizzlies 113 x 114 New York Knicks

Phoenix Suns 125 x 108 New Orleans Pelicans

Utah Jazz 117 x 116 Minnesota Timberwolves

Los Angeles Lakers 106 x 102 Los Angeles Clippers

Acompanhe os resultados deste sábado:

Charlotte Hornets x Washington Wizards

Detroit Pistons x Brooklyn Nets

Houston Rockets x Sacramento Kings

Memphis Grizzlies x San Antonio Spurs

Philadelphia 76ers x Golden State Warriors

Dallas Mavericks x Milwaukee Bucks

Lula escolhe Gleisi, presidente do PT, para comandar a articulação política

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Em uma reviravolta de última hora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou nesta sexta-feira, 28, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para comandar a Secretaria de Relações Institucionais. É o ministério mais estratégico do núcleo de governo, que faz a articulação entre o Palácio do Planalto e o Congresso, negociando até mesmo emendas parlamentares, pivô da atual crise política. Gleisi vai substituir Alexandre Padilha, que foi transferido para o Ministério da Saúde no lugar de Nísia Trindade.

 

 

No mês passado, Lula conversou com Gleisi em duas ocasiões sobre sua ida para o Ministério. Como mostrou o Estadão, o convite inicial havia sido para ela assumir a Secretaria-Geral da Presidência, que cuida dos movimentos sociais, hoje ocupada por Márcio Macêdo. Nos últimos dias, porém, Gleisi deixou claro que gostaria de auxiliar o presidente na articulação política do governo.

 

Após semanas de idas e vindas, Lula bateu o martelo e ontem chamou a deputada para comandar a Secretaria de Relações Institucionais. Uma das principais missões de Gleisi será construir alianças com partidos para o presidente disputar a reeleição, em 2026.

 

A entrada de Gleisi no Planalto cria mais um polo de poder neste terceiro mandato de Lula, uma vez que ela sempre se destacou por fazer um contraponto à política econômica adotada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentando puxar o governo para a esquerda. Em resolução política de dezembro de 2023, o PT chegou a definir o pacote de corte de gastos proposto por Haddad como “austericídio fiscal”.

 

Após ser confirmada como ministra, porém, Gleisi telefonou para Haddad e disse que quer conversar com ele depois do carnaval. Considerada na Esplanada dos Ministérios como uma pedra no sapato do chefe da equipe econômica, a deputada também ligou ontem para líderes de siglas no Congresso.

 

Na prática, a escolha da presidente do PT para a cadeira antes ocupada por Padilha surpreendeu até mesmo a cúpula do partido. Por ter um estilo combativo, de enfrentamento, Gleisi comprou muitas brigas no Congresso, não apenas com o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também com o Centrão. Criticou, por exemplo, o que chamou de “forças conservadoras e fisiológicas” desse grupo de partidos que, na sua avaliação, foi beneficiado nas últimas eleições pela “absurda norma do orçamento impositivo num regime presidencialista”.

 

Dívida

 

Apesar de desaconselhado a nomear Gleisi por alguns interlocutores com quem conversou recentemente, Lula disse que tinha uma dívida de gratidão com a deputada. Observou ainda que Gleisi, sempre vista como muito radical, era uma “grande articuladora política” e já tinha dado provas disso quando foi ministra da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, de 2011 a 2014.

 

À frente do PT na época em que Lula estava preso, Gleisi também organizou a vigília “Lula Livre”, que permaneceu 580 dias diante do prédio da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Na coordenação da campanha de 2022, foi ela quem também negociou com os partidos, da esquerda ao centro, o apoio ao então candidato petista.

 

Nos bastidores, porém, aliados do governo, principalmente do Centrão, temem que a ida de Gleisi para a chamada “cozinha do Planalto”, onde são tomadas as principais decisões sobre os rumos do governo, piore ainda mais as relações com o Congresso num momento em que a popularidade de Lula tem despencado.

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trabalhava para que o deputado Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB, assumisse a pasta. Nas fileiras do Centrão, outro nome citado era o do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos).

 

O Estadão apurou que, antes de Gleisi, Lula sondou o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para o lugar de Padilha. Wagner, porém, não aceitou a tarefa. O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, chegou a ser considerado favorito para o posto. Sob reserva, interlocutores do presidente disseram que o nome dele foi descartado porque apareceu em áudios de deputados, obtidos pela PF, envolvendo negociações de emendas. Não há, porém, qualquer investigação sobre Guimarães.

 

A posse de Gleisi está marcada para 10 de março. Logo após o carnaval haverá reunião da Executiva Nacional do PT para definir quem ficará no lugar da deputada na presidência do partido. O mandato dela termina em 6 de julho, quando haverá eleições internas, com voto dos filiados, para a escolha da nova cúpula petista. Até lá o comando do PT ficará com um interino. O senador Humberto Costa (PE), um dos vice-presidentes do PT, é o mais cotado para assumir o mandato-tampão. Mesmo depois da decisão da Executiva, porém, o nome do indicado terá de passar pelo crivo do Diretório Nacional do partido em, no máximo, 60 dias.

 

Nas redes sociais, Lula elogiou Gleisi e disse que ela “vem para somar na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, na interlocução do Executivo com o Legislativo e demais entes federados”.

 

Pouco depois, a nova ministra fez uma postagem nas redes dizendo esperar corresponder à confiança de Lula em uma “construção conjunta” com partidos aliados, Congresso e demais instituições. “O exercício da política é o caminho para avançarmos no desenvolvimento do País e melhorar a vida do nosso povo”, escreveu ela. “É com este sentido que seguirei dialogando democraticamente com partidos, governantes e lideranças políticas.”

 

Apesar de integrar a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), vista como centro político do PT, Gleisi sempre teve um perfil mais à esquerda. A CNB é a mesma tendência de Lula, Haddad e Padilha.

 

Preterida

 

No comando do PT há quase oito anos, a deputada esperava integrar o governo Lula em janeiro de 2023. Já naquela ocasião o desenho do primeiro escalão previa Gleisi na Secretaria-Geral da Presidência. Mas, na última hora, Lula pediu a ela que permanecesse mais tempo na presidência do PT por avaliar que a sigla estava muito dividida e não havia encontrado, naquele momento, outro nome habilitado para conduzir o partido. Agora, o presidente quer emplacar o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva no comando do PT.

 

Com Gleisi na equipe, o Ministério de Lula terá dez mulheres e 28 homens. A entrada da presidente do PT na segunda metade do governo era esperada. O que surpreendeu o mundo político foi a mudança da pasta escolhida para ela.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Nordeste do Japão é devastado pelo pior incêndio florestal desde 1992

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O incêndio, que começou na quarta-feira, atualmente tem várias frentes ativas, já danificou mais de 80 edifícios e forçou a evacuação de áreas ao redor da cidade de Ofunato, na região florestal de Iwate.

 

De acordo com a Agência Japonesa de Resposta a Desastres e Incêndios (FDMA, na sigla em inglês), as chamas já devastaram 1.200 hectares.

“Ainda estamos tentando determinar a área afetada, mas é a maior desde 1992”, afirmou hoje um porta-voz da FDMA à agência de notícias France-Presse.

Em 1992, um incêndio destruiu 1.030 hectares em Kushiro, na ilha de Hokkaido, no norte do Japão.

Cerca de 1.700 bombeiros foram mobilizados em todo o país para tentar conter as chamas, que continuam a se espalhar, conforme mostram imagens aéreas da emissora pública japonesa NHK.

A causa do incêndio ainda não foi determinada, mas acredita-se que tenha começado em um barracão de trabalho e se espalhado para uma área arborizada, onde as condições meteorológicas secas favoreceram sua propagação.

Este é o terceiro incêndio em uma semana a atingir as áreas costeiras do sul de Iwate, que estão sob alerta para tempo seco desde 18 de fevereiro.

O último incêndio na região foi intensificado por “ventos fortes”, afirmou na quarta-feira o prefeito de Ofunato, Kiyoshi Fuchigami.

Em 2023, o Japão registrou cerca de 1.300 incêndios florestais, concentrados no período de fevereiro a abril, quando o ar se torna mais seco e os ventos aumentam.

O ano de 2024 também foi o mais quente já registrado no Japão, segundo a agência meteorológica nacional, refletindo o aumento de eventos climáticos extremos ao redor do mundo devido às mudanças climáticas.

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Tudo dava a entender que a ida do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, à Casa Branca, na sexta-feira, poderia significar um bom avanço nas negociações pela paz na Ucrânia. O plano era o líder ucraniano aceitar assinar o acordo de exploração de minerais com os Estados Unidos, e a seguir realizar uma coletiva de imprensa conjunta com Donald Trump. Mas nada saiu como esperado.

 

O clima na Sala Oval foi de grande tensão e terminou com a coletiva de imprensa cancelada e com Zelensky deixando a Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos acusou Zelensky de “ingratidão” diante de toda a ajuda que os EUA já teriam dado a Kyiv e afirmou que o ucraniano “está brincando com a Terceira Guerra Mundial”. Também presente, o vice-presidente JD Vance apontou o dedo para Zelensky, afirmando que ele “desrespeita” os norte-americanos.

Diante das acusações dos dois norte-americanos, Zelensky se recusou a fazer concessões com “o assassino” Vladimir Putin, e o encontro terminou com Trump rejeitando novas conversas com o presidente ucraniano até que Zelensky estivesse “pronto para a paz”.

Logo após sair da Casa Branca, o ucraniano recorreu às redes sociais para agradecer aos Estados Unidos por todo o “apoio”, mas reforçou que a Ucrânia “precisa de uma paz justa e duradoura”.

A reação da embaixadora ucraniana nos Estados Unidos, Oksana Markarova, ainda durante o encontro, refletiu a decepção e se tornou viral nas redes sociais.

Europa ao lado do “forte e corajoso” Zelensky

Ainda em solo português, onde esteve por dois dias em visita de Estado, o presidente francês, Emmanuel Macron, foi um dos primeiros líderes europeus a reagir, lembrando que “a Rússia é o agressor e o povo agredido é a Ucrânia”. Pouco depois, em uma entrevista transmitida pela RTP, o chefe de Estado francês voltou ao tema, destacando que o único líder que “brinca com a Terceira Guerra Mundial se chama Vladimir Putin”.

Mensagem semelhante foi dada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que prometeu trabalhar com o presidente da Ucrânia por uma “paz justa e duradoura” após a discussão pública em Washington, recomendando que Zelensky “seja forte, corajoso e destemido”.

Em nome do Conselho Europeu, o presidente António Costa afirmou que Zelensky “nunca estará sozinho”, enquanto a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, deixou a mesma garantia, assim como o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou apenas: “Ucrânia, a Espanha está com você”, mensagem que repetiu em espanhol, inglês e ucraniano.

Seguindo a mesma linha, a Alemanha, através da ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, declarou-se “unida ao lado da Ucrânia e contra a agressão russa”. Já o atual chanceler alemão, Olaf Scholz, ressaltou que “ninguém deseja mais a paz do que o povo da Ucrânia”, e o líder conservador vencedor das últimas eleições, Friedrich Merz, reafirmou seu “apoio” a Zelensky.

Os líderes dos países bálticos – Lituânia, Letônia e Estônia – também reafirmaram que a “Ucrânia nunca caminhará sozinha”.

Fora da Europa, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, prometeu continuar apoiando a Ucrânia por uma “paz justa e duradoura”, reforçando a luta pela “democracia, liberdade e soberania” diante do invasor russo.

Na Itália, Giorgia Meloni, uma das poucas líderes europeias elogiadas publicamente por Donald Trump, sugeriu uma cúpula urgente entre os Estados Unidos, países europeus e aliados para discutir desafios comuns como a guerra na Ucrânia, a fim de evitar “divisões que enfraquecem o Ocidente”.

Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, conversou tanto com Trump quanto com Zelensky após a reunião na Sala Oval e garantiu a Kyiv um “apoio inabalável”.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, declarou que o país “apoiará a Ucrânia” pelo tempo que for necessário, pois “essa é a luta de uma nação democrática contra um regime autoritário”.

“O povo ucraniano não está apenas lutando por sua soberania nacional, mas também para afirmar o respeito pelo direito internacional”, disse o chefe de governo australiano aos jornalistas em Sydney, no sudeste do país.

Hungria defende Trump, enquanto Rússia insulta Zelensky: “Palhaço”

Na Europa, contrariando a maioria dos líderes europeus, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, defendeu que Donald Trump lutou “bravamente pela paz”.

Já do lado russo, o enviado especial nas negociações russo-americanas, Kirill Dmitriev, e o ex-presidente Dmitri Medvedev saudaram o confronto “histórico” e insultaram Zelensky, chamando-o de “porco insolente” e “palhaço da cocaína”.

Representando o Kremlin, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que o presidente norte-americano e o vice-presidente demonstraram contenção ao lidar com “o canalha” Volodymyr Zelensky, enquanto a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, acusou o ucraniano de ser “desagradável com todos”.

Trump cogita suspender apoio militar

Após o embate registrado na Casa Branca com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, está considerando suspender o envio de equipamentos militares para a Ucrânia, segundo noticiou o jornal Washington Post na sexta-feira.

De acordo com o Post, que cita uma alta autoridade norte-americana, o governo está cogitando “suspender todos os envios em andamento” para a Ucrânia devido à inflexibilidade de Zelensky em relação ao processo de paz com a Rússia.

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Papa Francisco passou “uma noite tranquila” e está “descansando”

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O Papa Francisco dormiu bem e passou a primeira parte da manhã descansando, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé neste sábado, 1º de março.

 

“Após uma noite tranquila, o Papa está descansando”, diz o comunicado que atualiza seu estado de saúde.

Na sexta-feira, o Vaticano anunciou que o Santo Padre sofreu, durante a tarde, “um episódio isolado de broncoespasmo que resultou em vômitos por inalação e em uma piora repentina do quadro respiratório”.

O Papa Francisco recebeu ventilação “não invasiva” e permaneceu “vigilante e orientado”.

Francisco foi inicialmente hospitalizado em 14 de fevereiro devido a uma bronquite, que evoluiu para uma pneumonia dupla.

A internação – a quarta e mais longa desde o início de seu pontificado, em 2013 – levanta sérias preocupações, já que o Papa já enfrentava um histórico de problemas de saúde nos últimos anos, incluindo cirurgias no cólon e abdômen, além de dificuldades para caminhar.

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Dragões, Mancha e Camisa se destacam com o público no primeiro dia de desfiles em SP

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FÁBIO PESCARINI E EVERTON LOPES BATISTA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Paradinha no samba, efeito especial criando ventania de Iansã, carro alegórico quebrado, homenagem a neto de carnavalesco e um Mário Bros gigante, estes foram alguns dos momentos mais marcantes do primeiro dia do desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba de São Paulo.

 

Quando se trata do público, Dragões da Real, Mancha Verde e Camisa Verde e Branco foram as escolas que mais agitaram as pessoas presentes no Sambódromo do Anhembi.

A Dragões emocionou o público com tema inspirado na música “Aquarela”, sucesso da MPB, mais conhecida na voz de Toquinho. Mancha levou à avenida a cultura baiana e o Camisa animou cantando a história de Cazuza.

Colorado do Brás, Barroca Zona Sul, Acadêmicos do Tatuapé e Rosas de Ouro foram as outras escolas que estiveram na avenida no final da noite de sexta (28) e madrugada deste sábado (1).

O destaque negativo ficou pela Barroca Zona Sul que teve problemas com carro alegórico e terminou apresentação no limite de tempo. Um buraco entre as alas, por conta do carro travado, prejudicou a evolução da escola.

As rainhas de bateria das escolas de samba do Grupo Especial de SP foram um destaque a parte desta primeira noite de desfiles.

Viviane Araújo, rainha da Mancha Verde, entrou no Sambódromo do Anhembi usando uma luva vermelha e outra azul, em referência aos acessórios usados por Daniela Mercury na capa do álbum “O Canto da Cidade”, de 1992. Em 2025, Viviane completou 20 anos como rainha da escola.

Rainha de bateria da Barroca Zona Sul, Juju Salimeni usou uma fantasia que representava Iansã, tema do enredo da escola de samba. Segundo assessoria da modelo, a vestimenta tinha led, 30 mil cristais e peças banhadas a ouro.
Já a bateria da Colorado do Brás teve à frente Camila Prins, a primeira rainha de bateria trans do Carnaval de São Paulo.

Ana Beatriz Godói, rainha de bateria da Rosas de Ouro, a sexta escola a entrar na avenida, usou uma fantasia que muda de cor e exala perfume.

O prefeito de SP, Ricardo Nunes (MDB), esteve no Anhembi e disse que esse é o “Carnaval mais seguro do Brasil”. Nunes afirmou ainda que “São Paulo está se colocando como maior e melhor Carnaval do Brasil”.

Recentemente ele foi ironizado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pela comparação sobre o tamanho da festa paulistana.

“Temos aqui 853 policiais municipais”, disse Nunes. Além dos GCMs, a região do sambódromo estava com 54 câmeras de reconhecimento facial.
No camarote, onde circulou por 1h30, Nunes foi bastante assediado para fotos, principalmente por servidores municipais.

A Colorado do Brás, escola que abriu os desfiles, celebrou os 75 anos do Filhos de Gandhy com o enredo “Afoxé Filhos de Gandhy, no ritmo da fé”. O bloco homenageado é apontado como maior afoxé do Carnaval baiano, em que homens saem vestidos de branco e azul em homenagem a Oxalá e a Ogum.
Durante o desfile, ritmos e figuras baianas, como o Axé e Gilberto Gil, receberam homenagens. A escola também colocou na avenida um carro alegórico simbolizando o Pelourinho.

A Barroca Zona Sul foi a segunda escola a passar pelo Anhembi. A escola trouxe uma representação de Iansã na Comissão de Frente, orixá homenageada no enredo. Com ajuda de efeitos especiais, a personificação da orixá fez uma ventania artificial sobre um carro alegórico.

Mas o segundo carro travou e a escola ficou com um buraco na avenida, o que gerou problemas na evolução. Com o atraso, a bateria passou direto pelo recuo e o final do desfile teve apreensão.

A escola saiu da avenida faltando 1 segundo para atingir o limite de 65 minutos.

Com 15 anos de Carnaval, a maioria deles como baiana, Vera Lúcia Coimbra ensaiava na concentração da Barroca Zona Sul e não via a hora de o desfile de sua escola começar.

“Ali é uma adrenalina que não dá para explicar”, disse ela, quase duas horas antes de a Barroca iniciar sua apresentação.

Fantasiada de iansã, com dois potes de barro nos ombros, ela está há 4 anos na Barroca, mas desfilou por dez anos no Vai-Vai – maior campeã do Carnaval, com 15 títulos e que encerra o Grupo Especial na madrugada do domingo (3).
A Dragões da Real coloriu o Anhembi na madrugada deste sábado (1º). A escola, a terceira a entrar na avenida em 2025, cantou um enredo baseado em “Aquarela”, sucesso da MPB mais conhecida na voz de Toquinho.

Balões vermelhos foram distribuídos para apresentação, por causa das cores tricolor -preto, vermelho e branco- da agremiação.

A balconista e torcedora do São Paulo Gisele Flores, 19, cantava o samba da escola na ponta da língua. “É lindo”, afirmou.

Numa paradinha da bateria, a arquibancada cantou o refrão do samba à capela, num dos momentos mais emocionantes do desfile.

A inspiração também veio do drama pessoal do carnavalesco Jorge Freitas, que perdeu o neto de 8 anos há cerca de dez meses.

A escola fez um desfile focado tecnicamente, sem engasgos significativos na evolução e sem grandes surpresas.

A bailarina Yasmine Zaitune, 35, não parava de cantar o enredo da Dragões da Real, mesmo depois que o portão da avenida foi fechado, com o encerramento do desfile.

Fantasiada de pintora, ela não escondia a emoção. “Essa escola é pura alegria”, disse.

Quarta escola a se apresentar na primeira noite de desfiles no Anhembi, a Mancha Verde se destacou pelo tamanho de seus carros alegóricos.
O primeiro, com tartarugas que se moviam em um enorme aquário, onde os peixes se mexiam, deixou o professor Enzo Antônio de Luca, 23, impressionado.

“Como pode funcionar tudo direitinho”, disse ele, que estava em um camarote, grudado na grade que separa a pista, filmando tudo com um celular.

A artista plástica Luiza Guerino elogiou o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Marcelo Silva e Adriana Gomes.
O desfile da Mancha Verde celebrou a mistura de religiões que está refletida em festas populares da Bahia.

O enredo “Bahia, da fé ao profano” foi inspirado em documentário homônimo, que retrata festas populares do estado. A mescla entre cristianismo e religiões de matriz africana esteve presente durante todo o desfile.

Um dos carros alegóricos levou fitas do Senhor do Bonfim, um dos maiores símbolos baianos de fé, em tamanho gigante. O desfile também contou com um grupo de capoeiristas e um carro alegórico representando um trio elétrico.
Com enredo inspirado no ativista norte-americano Martin Luther King Jr. (1929 – 1968), a Acadêmicos do Tatuapé fez um pedido por justiça e fim do ódio.
Um dos carros alegóricos da agremiação trazia uma representação gigante de uma mulher sendo queimada sobre uma bíblia -uma crítica à intolerância religiosa que se repetiu em outros elementos do cortejo.

O mesmo carro trouxe ainda a figura de dois homens enforcados e pendurados que impressionou o público.

A agremiação trouxe também um carro que fez referência à Brasília, dividido em lados pintados de verde e amarelo; um deles (verde) repleto de lixo e o outro com elementos em dourado em alusão ao dinheiro.
A Rosas de Ouro, sexta escola a desfilar, encerrou sua apresentação com o céu já avermelhado pela alvorada.

Com o enredo “Rosas de Ouro em uma Grande Jogada”, a escola mostrou a história dos jogos na avenida -desde os tradicionais jogos de tabuleiro, como o xadrez, até os caça-níqueis e os videogames, com os irmãos Mario e Luigi em destaque no último carro alegórico.

O enredo da agremiação fez referência a jogos de azar e apostas e a gana de vencer.

A Comissão de Frente da escola entrou com um caça-níquel gigante encimado por uma grande roleta.

Cazuza foi o tema da Camisa Verde e Branco, escola que encerrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

O enredo “O tempo não para! Cazuza – o poeta vive!” teve trechos de letras de músicas que ficaram famosas na voz do ex-vocalista do Barão Vermelho.
Maria Lúcia da Silva Araújo, a Lucinha, 88, não conseguia esconder a emoção pela homenagem ao filho.

“Acho que não preciso nem falar o quanto estou emocionada”, disse à Folha de S.Paulo, na concentração da escola.

Sem saber cantar o samba enredo direito, “porque é muito difícil”, ela também não acompanhou os ensaios, porque estava no Rio de Janeiro, onde mora. Mas estava muito feliz por sair em um dos carros.

“Ele ser lembrado 35 anos depois [de sua morte] é mais do que merecido.”
Pouco antes do desfile, Lucinha foi abraçada pela rainha de bateria, Sophia Ferro, e pela mãe dela, Érica Ferro, presidente da escola.

Patrícia Guimarães, diretora do documentário de Cazuza, puxou Lucinha pelo braço quando amanhecia o dia. “Pro dia nascer feliz”, afirmou, sobre a música de Cazuza e nome do enredo da escola.

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Mãe de Cazuza se diz emocionada com homenagem ao filho

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FÁBIO PESCARINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com voz baixa, Maria Lúcia da Silva Araújo, a Lucinha, 88, não conseguia esconder a emoção pela homenagem ao filho.
Cazuza, morto por causa do vírus da Aids em 1990, é o homenageado do Carnaval da escola Camisa Verde e Branco, a última a se apresentar no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

 

“Acho que não preciso nem falar o quanto estou emocionada”, disse à Folha, na concentração da escola.

Sem saber cantar o samba enredo direito, “porque é muito difícil”, ela também não acompanhou os ensaios, porque estava no Rio de Janeiro, onde mora. Mas estava muito feliz por sair em um dos carros.

“Ele ser lembrado 25 anos depois [de sua morte] é mais do que merecido.”

Pouco antes do desfile, Lucinha foi abraçada pela rainha de bateria, Sophia Ferro, e pela mãe dela, Érica Ferro, presidente da escola.

Patrícia Guimarães, diretora do documentário de Cazuza, puxou Lucinha pelo braço quando amanhecia o dia. “Pro dia nascer feliz”, afirmou, sobre a música de Cazuza e nome do enredo da escola.

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Repórter da Globo tem celular furtado por foliões ao vivo no Rio; vídeo

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O repórter Josué Amador, 37, da Inter TV RJ, afiliada da Globo, teve o celular furtado enquanto fazia uma transmissão ao vivo na cobertura do Carnaval carioca, na noite de sexta-feira (1º). Durante a entrada ao vivo, ele foi atacado com spray de espuma e teve dificuldades para segurar o aparelho, que foi levado por um grupo de foliões. A transmissão foi interrompida e a âncora do jornal classificou o ocorrido como “inadmissível”.

 

Momentos depois, seguranças da escola de samba União de Maricá conseguiram recuperar o telefone do jornalista. “Uma colega jornalista chamou os seguranças e recebi apoio de pessoas presentes. Eles me deram água e me acalmaram. No fim, deu tudo certo”, disse Amador.

 

 

A Inter TV RJ divulgou uma nota de repúdio ao ocorrido, afirmando que “qualquer ataque a um jornalista é um ataque à liberdade de imprensa”. A emissora destacou que a violência contra profissionais da comunicação representa uma ameaça à liberdade de expressão.

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Millie Bobby Brown usa vestido inspirado em famosa atriz

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Millie Bobby Brown marcou presença no tapete vermelho da estreia de seu novo filme, The Electric State, em Madri, na última quinta-feira.

 

A atriz estava acompanhada do marido, Jake Bongiovi, e chamou atenção com o look escolhido.

O vestido transparente, com bordados prateados, é semelhante ao que Gwyneth Paltrow usou na estreia do filme Shakespeare Apaixonado, em 1998.

Nas redes sociais, Millie fez questão de compartilhar uma foto de sua “musa inspiradora” e recebeu inúmeros elogios dos fãs.

Notícias ao Minuto 

                                                                                          © Getty Images  

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STF forma maioria para confirmar decisão de Dino que liberou emendas parlamentares

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na manhã desta sexta-feira, 28, para confirmar a decisão do ministro Flávio Dino que destravou as emendas parlamentares. O placar estava em 6 a 0 por volta das 10h45. O julgamento começou à 0h desta sexta-feira. Os ministros Luís Roberto Barroso, Kássio Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Edson Fachin já se alinharam a Dino. A análise é feita no plenário virtual que vai até 5 de março.

 

Moraes publicou voto escrito e afirmou que o plano de trabalho apresentado pelo Executivo e Legislativo indica uma “aprendizagem institucional” de conciliar a realidade política e administrativa do orçamento público com o cumprimento da Constituição.

Ele também avaliou que, na relatoria de Dino, o processo sobre emendas “assumiu, de modo adequado, feições dialógicas e colaborativas, chamando-se todos os órgãos envolvidos a apresentarem explicações sobre a realidade das execuções de emendas parlamentares”.

Para Moraes, os esforços de conciliação resultaram no “amadurecimento” de critérios e procedimentos para a execução das emendas que, em geral, “atentam para os vetores principiológicos afirmados pela Corte”.

O ministro ainda ressaltou que a homologação do plano de trabalho não interfere em “providências relacionadas a fatos concretos, em apuração nessa Corte”. O Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, mostrou nesta quinta-feira que o Supremo tem cerca de 80 inquéritos que apuram suspeitas de irregularidades na destinação das emendas parlamentares.

A decisão de Dino foi proferida na última quarta-feira, 26, após o Executivo e Legislativo apresentarem um plano de trabalho conjunto para dar mais transparência e rastreabilidade aos repasses. As emendas seguem bloqueadas em algumas situações, como recursos destinados à saúde que não estejam em contas específicas, “emendas Pix” sem plano de trabalho aprovado e emendas de comissão e de bancada aprovadas sem identificação da autoria.

O plano de trabalho encerra um impasse entre os Poderes que se arrastava desde agosto do ano passado, quando o Supremo bloqueou a execução de todas as emendas impositivas. Em dezembro, Dino chegou a autorizar o pagamento de parte dos recursos, mas com exigências que desagradaram os parlamentares. Agora, o Congresso cedeu em um dos pontos mais sensíveis: a identificação dos autores das emendas de comissão e de relator.

“Ao observar o caminho percorrido, constato avanços relevantes no que se refere à promoção da transparência e da rastreabilidade na execução de emendas parlamentares”, disse Dino na decisão. Entre os principais resultados já alcançados, ele elencou a reformulação do Portal da Transparência, a abertura de contas específicas para transferências fundo a fundo de recursos para a saúde e a realização de auditorias pela CGU e pelo TCU.

Trump assinará decreto para tornar inglês o idioma oficial dos EUA, diz imprensa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinará um decreto para estabelecer o inglês como o idioma oficial do país, com objetivo de “promover a unidade” nacional, segundo um documento fornecido por um funcionário da Casa Branca nesta sexta-feira (28).

 

Segundo o membro do alto escalão americano, o governo considera que já era hora de o idioma ser reconhecido como o oficial dos EUA. As informações publicadas pelo Wall Street Journal ainda não indicam detalhes sobre um possível cronograma para a assinatura do decreto.

Os EUA nunca tiveram uma língua oficial em nível federal, mas a questão tem sido problemática para certos estados. O uso do espanhol na vida pública gerou controvérsia ao longo dos últimos anos, inclusive no Texas, onde um senador estadual exigiu em 2011 que um ativista dos direitos dos imigrantes falasse inglês, e não seu espanhol nativo, em uma audiência legislativa.

Isso reacendeu um debate de décadas sobre se é apropriado falar espanhol no Texas, que já foi parte do México e, antes disso, parte do Império Espanhol.

A medida é defendida pelos republicanos como uma forma de fortalecer a identidade nacional, críticos apontam, no entanto, que a decisão poderá marginalizar comunidades de imigrantes e agravar tensões em estados onde o espanhol desempenha um papel cultural e histórico significativo.

A implementação da política ainda é incerta e pode enfrentar desafios práticos e legais, especialmente em áreas com grande população hispânica, como os estados mais ao sul do país.

85% dos russos apoiam negociações entre Trump e Putin

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A população russa apoia de forma maciça as negociações iniciadas por Donald Trump com Vladimir Putin para tentar acabar com a Guerra da Ucrânia e normalizar as relações entre Estados Unidos e Rússia.

 

Segundo o Centro Levada, que ouviu 1.615 adultos de 20 a 26 de fevereiro em todo o país, 85% dos entrevistados são favoráveis à iniciativa do novo presidente americano. A margem de erro média é de dois pontos para mais ou menos.

Em 12 de fevereiro, Trump ligou para Putin, iniciando o processo. Ele virou do avesso a política americana para a guerra, com Trump declarando-se alinhado às demandas russas de neutralidade militar de Kiev e sugerindo cessões territoriais ucranianas como inevitáveis.

De lá para cá, houve uma dança diplomática, com o americano primeiro chamando Volodimir Zelenski de ditador e, depois, convencendo-o a assinar um acordo de exploração mineral nesta sexta (28) em Washington.

As negociações russo-americanas, contudo, seguem firmes. Uma segunda rodada presencial, após o encontro histórico em Riad no dia 18 passado, ocorreu nesta quinta (27) na Turquia. Estão avançando conversas sobre o fim do isolamento econômico e diplomático da Rússia, parcerias comerciais e, claro, os termos para o fim do conflito iniciado em 2022.

Apenas 3% dos entrevistados dizem ser contra os contatos, enquanto 12% se mostram indiferentes. A invasão da Ucrânia, por sua vez, segue com altíssimo grau de apoio: 80% aprovam as ações das Forças Armadas no vizinho, a mesma média dos últimos meses -e idêntica à taxa aferida no primeiro mês do conflito.

A noção de que Putin está tendo sucesso em sua empreitada vem crescendo. Em setembro, 60% achavam que a guerra era bem-sucedida, e agora já são 72%.

Apesar disso, como já vinha sendo apontado em rodadas anteriores, 59% preferem que haja negociações de paz. O motivo principal, citado por 54%, são as perdas humanas na guerra.

Assim como Trump e Putin ignoraram de saída Zelenski e seus parceiros europeus, os russos vão na mesma linha: 70% acham que os EUA são prioritários à mesa negociadora, enquanto 49% citam a Ucrânia e 39%, países da Europa.

O rumo das negociações também é impactado pelas visões do Kremlin sobre a guerra. Apenas um terço dos entrevistados considera que a Rússia deva fazer concessões à Ucrânia quando for negociar seus termos de paz, ante 60% que rejeitam a ideia.

Os itens de negociação que os russos consideram inaceitáveis também batem com a retórica oficial de Putin, que os declarou no meio do ano passado pela primeira vez. Para 81% entrevistados, a Ucrânia nunca poderá ingressar na aliança militar ocidental, a Otan.

Já 77% rejeitam a noção de devolver a Kiev as duas áreas russófonas que compõem o Donbass, no leste da Ucrânia: Donetsk e Lugansk. A convicção cai para 71% quando o assunto são os outros dois territórios anexados por Putin em setembro de 2022, Zaporíjia e Kherson, ambos no sul.

Os dois últimos são essenciais ao objetivo russo de manter a Crimeia, anexada em 2014, ligada por terra ao Donbass e à Rússia, mas são áreas em que a presença étnica russa é menos evidente. Quando visitou as quatro províncias no ano passado, a Folha relatou as dificuldades maiores das autoridades de ocupação nessas regiões ao sul.

Por fim, o Levada mostrou que a ideia de uma força de paz para salvaguardar o que for negociado, que Trump e líderes aliados defendem ser composta por europeus, o que o Kremlin rejeita, divide opiniões. Para 39%, não deve haver tal expediente, enquanto 29% o aprovam e 16%, dizem ser contrários, mas tolerantes à proposta.

O Levada é o principal instituto de pesquisa de opinião pública independente da Rússia. É insuspeito de ser usado pelo Kremlin, tanto que foi classificado como um agente estrangeiro por receber fundos do exterior, sofrendo grande pressão econômica.

Confrontado com a sugestão de que os russos aprovam as políticas de Putin por medo, o diretor de pesquisas do Levada, Denis Volkov, sustenta que isso não é real porque a opinião acompanha uma tendência aferível ao longo dos 25 anos de poder do líder -e usualmente as expectativas econômicas dos cidadãos.