Home Blog Page 1857

Entenda a crise dos shows no rastro dos cancelamentos de Ivete Sangalo e Ludmilla

0

(FOLHAPRESS) – Depois de tanta festa, é difícil evitar a ressaca. Ivete Sangalo e Ludmilla ainda se recuperam do desgaste causado pelo cancelamento das megaturnês que prometeram fazer por arenas Brasil afora, quando apresentações em grandíssima escala pareciam uma aposta certa de sucesso. Mas elas não são as únicas. Dois anos após a retomada de uma programação cultural intensa, no rastro do frenesi causado pelo fim da pandemia, o mercado de shows e festivais entrou em crise.

 

No entanto, mais do que indicar a alta ou a baixa de um artista ou uma produtora, com seus fãs e detratores que rivalizam nas redes sociais, a recessão reflete uma série de fatores sobre a indústria da música ao vivo, inclusive a crise de imagem gerada para os shows depois da morte de uma jovem numa apresentação de Taylor Swift, no ano passado, e a de um rapaz no festival I Wanna Be Tour, neste ano, ambas no Rio de Janeiro.

O declínio se traduz em números. Segundo o Mapa dos Festivais, estudo feito pela empresa de curadoria musical Bananas Music, a quantidade de eventos aumentou 138% no ano passado, com a criação de 71 festivais. Mas só neste ano nove foram adiados e outros nove foram cancelados, enquanto empresas importantes do ramo perderam o seu valor.

É o caso da Time for Fun, a T4F, que teve uma queda de cerca de 65% no valor de suas ações. Em março de 2022, quando a produtora voltou a realizar o Lollapalooza depois da paralisação pandêmica, elas eram vendidas a R$ 4,72. Hoje, custam R$ 1,62.

A produtora, responsável pela turnê de Taylor Swift, vai na contramão do índice Ibovespa, que reúne as principais empresas do mercado brasileiro e teve alta de 7,6% no mesmo período. Até a publicação deste texto, a T4F não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.

Os maiores festivais do país também são atingidos, ainda que o impacto sobre eles seja menor, devido a fatores como a presença de estrelas internacionais e o investimento milionário de patrocinadores e da mídia.

O público do Lollapalooza, por exemplo, diminuiu 20% neste ano, enquanto o Rock in Rio, a menos de dois meses de seu início, ainda tem ingressos à venda para três de seus sete dias. Em comparação, as entradas da edição anterior se esgotaram com quatro meses de antecedência.

A Festa do Peão de Barretos, considerada o templo do sertanejo, enfrenta uma situação parecida. Ainda tem ingressos disponíveis para todos os seus dias, a partir de R$ 40, a menos de um mês do início do evento, que acontece no interior paulista.

A disponibilidade de entradas demonstra uma queda de interesse do público, ainda que festivais como o Rock in Rio, por exemplo, tenha preparado um line-up com mais novidades para este ano, como a contratação de artistas do sertanejo, o gênero musical mais ouvido do país, em razão das festividades de seus 40 anos.

A produtora 30e, que realizaria as turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla, embora negue que o mercado passe por uma baixa, diz que vivemos um período de acomodação. “O público não vive mais a ânsia de estar em todos os eventos”, diz, em nota por email. “Muitos eventos não conseguiram se manter porque são necessários anos até se consolidar, gerar lucro e ter seu espaço garantido.”

Segundo o economista Fábio Rodrigues, do Insper, a crise do setor está mais ligada à mudança no comportamento do público do que à conjuntura econômica do Brasil -o índice de desemprego, por exemplo, está em queda em relação aos anos anteriores, quando os shows e festivais estavam em alta.

“As pessoas estavam desesperadas para sair de casa e viver, então se criou um mercado que não se sustenta. O público ainda quer entretenimento, mas não a qualquer custo e a todo momento”, ele afirma. “Ninguém tem dinheiro para tudo.”

O preço dos ingressos desses eventos é uma reclamação constante do público. Ainda segundo o levantamento da Bananas Music, o valor médio da entrada de um festival é R$ 329. Mas não é raro encontrar cifras mais altas. O Rock in Rio está cobrando R$ 795 para a entrada de um dia, e o Lollapalooza cobrou R$ 850, além da taxa de serviço de 20% para a compra pela internet.

Todos os valores estão acima dos R$ 300 que a maior parte do público diz considerar aceitável por um ingresso, de acordo com uma pesquisa feita pelo Serasa em parceria com o instituto Opinion Box.

E os preços só aumentam. Em dez anos, o valor do ingresso diário do Lollapalooza subiu 193%, e o do Rock in Rio, 148%. São altas maiores do que a inflação acumulada no período, de cerca de 80%, segundo o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

As maiores altas são recentes. Neste ano, a entrada do Lollapalooza ficou 43% mais cara, e a do Rock in Rio, 27,2%. São aumentos que também estão acima da inflação, de 4,66% para o período de realização do evento paulistano e de 8,65% para o carioca.

As turnês de Ivete Sangalo e Ludmilla tinham ingressos a partir de R$ 100, mas havia discrepâncias entre as cidades. Para assistir ao show de Ludmilla em Manaus, seria preciso desembolsar no mínimo R$ 190, quase o dobro do que em São Paulo.

Entre as cidades por onde a cantora passaria, porém, a capital amazonense é a que tem a menor renda média por habitante, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas a partir de dados do Imposto de Renda.

Dessa forma, a entrada da apresentação representaria quase 20% dos R$ 1.000 que, em média, um manauara ganha por mês. Isso sem contar os gastos com deslocamento e alimentação. Segundo o Serasa, o valor empenhado em comida e bebida, vendidas a preços inflacionados nos eventos, gira em torno de R$ 200, o que poderia comprometer mais 20% da renda de um fã de Manaus.

As cantoras atribuíram o cancelamento de suas turnês a uma suposta falta de condição logística da produtora 30e para realizar os eventos, sem detalhes ou explicações. Elas não quiseram dar entrevistas. Já a 30e afirmou que teve “boas vendas em algumas cidades e não tão boas em outras”, mas que estava disposta a contornar a situação adotando estratégias como o adiamento de alguns shows, o cancelamento de outros e o reforço na divulgação de todos, mas as artistas não aceitaram um acordo e “optaram por um cancelamento unilateral”.

Inevitavelmente, os cancelamentos geraram uma crise de imagem para os envolvidos, ante o espanto do público. Como artistas com números superlativos no streaming não conseguiram vender ingressos suficientes para uma turnê? O caso ilustra outra crise da indústria musical –a distância entre o sucesso na internet e no mundo de carne e osso.

Luísa Sonza, com seus 13 milhões de ouvintes mensais no Spotify, sabe disso. Sua última turnê teve shows cancelados e adiados, com ampla distribuição de ingressos para agentes do mercado, influenciadores e jornalistas. Ainda assim, houve apresentações, como a de João Pessoa, que virou notícia nos jornais locais pelo espaço vazio na casa de shows.

Isso porque, mesmo que estivesse em alta nas redes sociais, na crista de polêmicas geradas por seu último namoro, com o influenciador Chico Moedas, Sonza havia sido cautelosa –os shows aconteceram em casas menores. Em São Paulo, foi no Espaço Unimed, com capacidade para 8.000 pessoas, quase cinco vezes menor do que a do Allianz Parque, que Ivete Sangalo e Ludmilla desejavam.

Uma das principais justificativas para o aumento no preço dos ingressos, sobretudo os de shows e festivais que reúnem astros internacionais, é a alta do dólar, já que os cachês são negociados na moeda americana, com uma cotação que dobrou na última década.

Mas o cachê dos brasileiros também subiu. Segundo produtores e funcionários de empresas do ramo ouvidos em anonimato -uma condição comum imposta à reportagem, já que a maior parte de seus contratos têm cláusulas rígidas de confidencialidade-, a razão do aumento é a alta demanda de contratações.

Um dos maiores nomes contemporâneos do pop, Jão, que encerra sua turnê nas próximas semanas, ilustra isso. Antes da pandemia, seu cachê era de R$ 90 mil. Em 2022, com a retomada dos shows, o valor quase triplicou, para R$ 250 mil, segundo um de seus empresários. No fim do ano passado, Jão já cobrava R$ 600 mil –o valor pago pela prefeitura da capital de Sergipe para um show.

Em que pese o aumento de seguidores e de “plays” que o cantor teve no streaming, é um aumento superlativo, de 566%. E Jão não é o único. Outro exemplo é Gusttavo Lima, o mais famoso dos sertanejos. Hoje, ele cobra até R$ 1,2 milhão por show, um aumento de 70% em relação aos R$ 700 mil cobrados antes da pandemia, conforme demonstram seus contratos com prefeituras.

As prefeituras, a propósito, também estão inflando os cachês, dizem os produtores. A Virada Cultural da capital paulista deste ano, por exemplo, foi a mais cara da história. Se em 2022 o show mais caro contratado pela prefeitura custou R$ 300 mil aos cofres públicos, neste ano oito cachês ultrapassaram esse valor.

Nos rincões do país, prefeitos têm gastado milhões para levar cantores de sucesso a cidades com poucos milhares de habitantes, não raro se aproveitando dos shows para fazer propaganda e tentar se reeleger.

Os showmícios são proibidos desde 2006, mas não é difícil encontrar nas redes vídeos em que os artistas chamam os políticos para subir ao palco, elogiam a sua gestão e puxam até coros de “já ganhou”, ao se referir ao pleito marcado para outubro.

Diretor da Abrape, a Associação Brasileira de Produtores de Eventos, Nei Ávila afirma que precisou cancelar um de seus eventos, o Forró do Piu Piu, em Amargosa, no centrosul da Bahia. Em sua última edição, com um line-up que incluía Gusttavo Lima, o evento foi um sucesso de público, mas não deu lucro.

“Na Bahia, que tinha ao menos nove grandes eventos privados, com 20 anos de tradição, quase todos foram cancelados. Às vezes, o artista que eu contrato faz um show de graça noutra cidade a 30 quilômetros de distância”, diz Ávila, que neste ano produziu o festival beneficente Salve o Sul, no Allianz Parque, em São Paulo.

“Os shows privados têm compromisso com uma planilha de custo e a saúde financeira. A iniciativa pública não, porque as prefeituras nem pechincham nos cachês. Eles não têm necessidade de vender ingresso.”

As marcas também estariam inflacionando os cachês, segundo os produtores. O caso mais expressivo foi o de Madonna, em maio, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana, nas estimativas da prefeitura carioca.

A apresentação foi paga pelo banco Itaú, que fez parcerias com a cervejaria Heineken e outras empresas para viabilizar o cachê de R$ 17 milhões da americana. Madonna também participou de uma campanha publicitária do banco, gravada na Ópera de Paris. O cachê do comercial, exibido massivamente na televisão e nas redes sociais, não foi revelado pelo banco.

Agora, será a vez de a Budweiser bancar um show com Bruno Mars, outra estrela americana da música pop. A apresentação, em outubro, não é aberta ao público como a de Madonna, mas tampouco tem ingressos à venda. As entradas serão sorteadas a partir de doações ao Rio Grande do Sul, numa campanha para arrecadar fundos para os gaúchos enfrentarem a crise causada pelas enchentes.

Tanto por parte das marcas quanto das prefeituras, há interesses na contratação desses artistas. É que se associar ao nome deles pode não só aumentar a sua popularidade nas redes sociais como até lavar a imagem de uma instituição que enfrenta crises de imagem recorrentes, caso dos bancos, num movimento que os especialistas em marketing de influência chamam de “art washing”, ou lavagem com a arte.

Em paralelo, aumentou o custo de produção dos eventos, principalmente devido à escassez de fornecedores, que subiram os preços ante a alta demanda registrada depois da pandemia. Antes, a estrutura de palco para uma festa de 10 mil pessoas, por exemplo, custava em torno de R$ 150 mil, e hoje sai por no mínimo R$ 220 mil, segundo os produtores.

Dessa forma, é difícil para uma empresa realizar um evento com ingressos a preços atrativos e que ainda gere lucro. As turnês de estrelas internacionais, como as de Taylor Swift e The Weeknd ou dos grupos Coldplay e RBD, são exceções.

Esses shows, que causam até brigas entre fãs e cambistas na busca por um ingresso vendido a milhares de reais, fogem à regra porque os artistas raramente se apresentam no país. Embora tenha feito um “pocket show” para a imprensa nos anos 2010, ao lado da sertaneja Paula Fernandes, Taylor Swift nunca tinha se apresentado ao público brasileiro.

É difícil os shows nacionais terem uma procura alta assim. Para as massas, pode não haver sentido em pagar para assistir a um artista que fez ou fará um show gratuito bancado por uma prefeitura ou uma marca, ainda que as apresentações possam ser diferentes, com mais investimento em elementos como cenografia, figurino e tecnologia.

Exceções são as apresentações incomuns, como as de Caetano Veloso e Maria Bethânia, com uma turnê que começa em agosto. É difícil ver os irmãos cantando juntos, assim como os Titãs, que se reuniram na turnê “Encontro”, no ano passado, depois de 30 anos separados.

Por ser um evento raro, os Titãs reuniram 750 mil pessoas, em 47 shows, com 26 deles esgotados. O Natiruts segue o mesmo caminho, porque sua turnê em curso marca o fim do grupo. Até agora, são 500 mil ingressos vendidos, segundo a produtora 30e, a mesma que faria os shows de Ivete Sangalo e Ludmilla.

Mas Taylor Swift é uma só, os Titãs não existem mais e o Natiruts está no mesmo caminho, lembra Nei Ávila, o diretor da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos. “Muita gente achou que estávamos num foguete que nunca ia parar de subir, mas a realidade é outra. Curtida em rede social não cola para quem paga cachê, artistas que não colaboram também não vendem ingressos, e precisamos nos ajustar, senão o foguete vai é cair.”

Leia Também: Irmão de Rodrigo Faro é assaltado e feito refém dentro de casa

Time rival dará reembolso se Messi não participar de jogo pelo Inter Miami

0

MACEIÓ, AL (UOL/FOLHAPRESS) – O Chicago Fire reembolsará os torcedores que comprarem ingressos para o jogo contra o Inter Miami em 31 de agosto se Lionel Messi não jogar devido à sua lesão no tornozelo.

 

O argentino está afastado por tempo indeterminado. Ele sofreu uma lesão ligamentar do tornozelo direito na final da Copa América.

Se Messi não jogar, fãs que comprarem ingressos receberão US$ 250 (cerca de R$ 1.400) de desconto. A ”promoção” é válida para dois ou mais novos ingressos para a temporada.

Caso Messi não entre em campo, quem já comprou ingressos também poderá solicitar dois ingressos gratuitos. Eles serão válidos para o jogo em casa contra o Nashville em 19 de outubro.

O jogo contra o Inter Miami contará com um show de Jason Derulo. A expectativa é de 62 mil torcedores.

Em maio passado, o capitão chegou a ser afastado devido ao descanso de uma viagem a Vancouver, o que gerou enorme incômodo entre os torcedores do Whitecaps, que esgotaram os 55 mil lugares do local.

Leia Também: Messi faz dedicatória a Di María e Otamendi após novo título da Argentina

 

Inglaterra pode apostar em interino para ter Guardiola em 2025, diz jornal

0

BRAGANÇA PAULISTA, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Federação Inglesa (Football Association) considera a ideia de indicar um treinador interino para comandar a seleção até 2025, quando se encerra o contrato de Pep Guardiola com o Manchester City. A informação é do jornal inglês The Independent.

 

O treinador espanhol é considerado o nome ideal para treinar a seleção inglesa. A FA quer um treinador que entenda a cultura local, como Guardiola -que comanda o Manchester City há oito anos.

Guardiola pode não renovar com o Manchester City ao fim de seu contrato. O maior problema, de acordo com o The Independent, seria a investigação que a Premier League tem conduzido para apurar as acusações de que os Cityzens teriam violado as regras de responsabilidade fiscal da liga.

O próprio Guardiola disse recentemente que gostaria de treinar uma seleção. O treinador afirmou que “gostaria de ter a experiência de viver uma Copa do Mundo, uma Eurocopa, uma Copa América”.

O técnico da seleção sub-21, Lee Carsley, tem sido apontado como provável substituto de Gareth Southgate – ao menos para os próximos jogos. O comandante da Inglaterra na Euro anunciou sua saída na última terça-feira (16), após o vice-campeonato continental.

Leia Também: Botafogo defende a liderança isolada do Brasileirão diante do Internacional

CBF admite reduzir Estaduais se houver acordo entre clubes e federações

0

(UOL/FOLHAPRESS) – O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, admitiu que pode reduzir datas de Estaduais caso exista um acordo entre clubes e federações nesse sentido. O acerto tem que ser feito com times de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que ainda mantêm 16 jogos por times em seus regionais, enquanto outros Estados têm 12 datas.

 

Por estatuto, a CBF tem a prerrogativa solitária de fazer o calendário de jogos do futebol brasileiro. Mas há uma discussão na Comissão de Nacional de Clubes, formada por cinco clubes da Série A, sobre o calendário, e a confederação promete ouvir o órgão.

A CNC é composta por nove clubes, sendo cinco da Série A, Inter, Atlético-GO, Fortaleza, São Paulo e Fluminense. Está marcada uma reunião no dia 22 da comissão com o departamento técnico da CBF para discutir o calendário.

Ednaldo prometeu ouvir a proposta dos clubes e leva-la em consideração.

“Se os clubes propuseram às federações, não há problema nenhum em reduzir para 12 datas. Hoje são três federações que fazem campeonatos com 16 datas, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As outras já fazem em 12. Isso não passa pela CBF. São filiados às federações e podem discutir os campeonatos”, disse Ednaldo.

O problema para 2025 é que alguns desses campeonatos, como o Paulista, têm contratos para o próximo ano, além da resistência da redução que diminuirá o valor pago. Além disso, no Nordeste, os Estaduais são com até 12 datas, mas há a Copa do Nordeste.

“Não interfiro no trabalho da comissão. Vamos ouvir os clubes. Eles disseram que têm uma proposta, marquei então para o Departamento de competições se reunir com eles para mostrar o que é possível fazer”, disse Ednaldo.

O dirigente da CBF ressaltou que o calendário é espremido porque há datas da Conmebol e da Fifa. Atualmente, o cronograma acomoda 38 datas do Brasileiro, 14 da Copa do Brasil, 16 dos Estaduais, até 17 datas da Libertadores, fora Datas Fifa.

Durante os próximos seis anos, haverá competições (Super Mundial, Copa do Mundo, Copa América, Copa feminina) no meio do ano, o que dificultará ainda mais o calendário.

Leia Também: Botafogo defende a liderança isolada do Brasileirão diante do Internacional

Mulheres negras são maioria nas igrejas evangélicas paulistanas, aponta pesquisa Datafolha

0

(FOLHAPRESS) – As igrejas evangélicas de São Paulo têm em sua base uma maioria de mulheres negras, em famílias com renda de até três salários mínimos. Essa é a cara do crente médio numa cidade onde 71% do segmento frequentam templos de pequeno porte, que comportam até 200 pessoas e se multiplicam pelas periferias.

 

Um panorama que pouco tem a ver com o imaginário alimentado por quem acompanha a distância a expansão evangélica na cidade. A tentação de associá-la a pastores ricos, quase sempre brancos e donos de impérios religiosos é forte, mas não espelha o retrato traçado por pesquisa Datafolha realizada entre 24 e 28 de junho com 613 moradores da capital paulista que se declaram parte desse ramo cristão.

O levantamento tem margem de erro de quatro pontos percentuais e foi formulado com colaboração dos antropólogos Juliano Spyer, colunista da Folha, e Rodrigo Toniol, a socióloga Christina Vital e o cientista político Vinicius do Valle, todos estudiosos da área.

Estamos falando de uma São Paulo onde uma em cada quatro pessoas é evangélica. Um bloco sobretudo feminino: elas são 58% entre os evangélicos e, segundo o Censo 2022, 53% da população local.

Os evangélicos negros do município, que somam pardos e pretos, são 67% -na média geral estimada pelo Censo, o bloco equivale a 43,5% dos paulistanos.

Quatro em cada dez entrevistados pelo Datafolha disseram frequentar uma igreja evangélica desde que nasceram ou antes dos 12 anos. Podemos chamá-los de evangélicos de berço, uma geração que já cresceu sob os auspícios dessa fé.

Em 55% dos casos, nem o pai nem a mãe tinham por hábito ir à igreja quando o fiel era criança.

Os números sugerem que a maior parte chega às igrejas após se converter, com 46% dizendo que incorporou cultos à rotina depois dos 18 anos. Esse expediente, em geral, passa por um batismo que inclui dizer que aceita Jesus Cristo como salvador.

O fenômeno de trocar uma religião por outra, imperioso no passado, abrandou –58% dizem nunca ter tido outra religião antes. Quando acontece de substituir uma crença, é a Igreja Católica que mais sai perdendo. Dela vêm 38% dos convertidos às fileiras evangélicas. O restante se fragmenta em religiosidades como umbanda, candomblé, espiritismo e budismo.

As megaigrejas que se impõem na cartografia religiosa são exceção. Só 12% costumam ouvir pregações em templos para mais de 500 pessoas. A malha evangélica paulistana é composta sobretudo por espaços que atendem até 200 pessoas, perfil popular nas periferias, onde as igrejinhas de bairro dominam, muitas delas sem um CNPJ próprio. É aquela história de pegar um galpão, colocar algumas cadeiras de plástico, improvisar um púlpito e pregar o Evangelho, sem apego maior a formalização.

Claro que nada impede que uma Universal do Reino de Deus, para tomar de exemplo uma gigante do meio, tenha templos menores nos rincões urbanos, com poucas dezenas de membros.

A assiduidade realça o alto engajamento dos fiéis: 54% vão a cultos mais de uma vez por semana, e 26%, pelo menos uma vez.

São 43% os que dizem pertencer a uma igreja pentecostal, categoria que abrange Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil e Deus É Amor. Em seguida, com 22%, estão os adeptos de casas neopentecostais, como Universal e Renascer.

Aqui vale um breve adendo: esse rótulo, forjado pelo sociólogo Ricardo Mariano nos anos 1990 para descrever uma nova onda do pentecostalismo brasileiro, não tem aderência no dia a dia evangélico. É difícil achar um crente que se defina como neopentecostal. Ele provavelmente vai preferir pentecostal.

As igrejas históricas, que incluem batistas e presbiterianas, são 10%.

Já os desigrejados -quem hoje se reconhece evangélico, mas não frequenta uma igreja- respondem por 5% da amostra.

O sonho da família tradicional brasileira própria não alcança todos: 51% dos entrevistados são casados ou amigados, 35%, solteiros, 9%, divorciados, e 6%, viúvos. Quatro em cada dez fiéis têm filhos. Por trás das estatísticas, há fiéis como a produtora de eventos Marcella Santos, 37, e a babá Jaciele Souza, 33.

Marcella louva a Deus desde que se entende por gente. Foi a mãe quem se converteu primeiro, e a família, até então embrenhada num catolicismo com notas espíritas, seguiu junto.

O trânsito religioso engatou após Marcella, ainda um bebê de seis meses, ser desenganada por médicos. “Nasci com uma deformidade que diziam não ter cura, uma perfuração no esôfago. Eu mamava e botava tudo pra fora.”

Deram-lhe pouco tempo de vida. “E eu tô aqui, 37 anos depois, falando com você.” Tudo graças a Deus, acredita ela. Ao receber o diagnóstico, a mãe tratou de buscar socorro em tudo o que é guarida espiritual, da umbanda ao kardecismo, conta Marcella.

Um dia, parou na porta da Comunidade da Graça. O pastor ouviu a súplica materna e pegou a neném no colo. “Foi igual àquela cena do ‘Rei Leão’, em que erguem o Simba. Ele me levantou nos braços dele e pediu para a igreja orar por um milagre de Deus.”

Desde então, as duas encorpam a massa de brasileiros absorvida pelo evangelicalismo. Hoje na igreja Renascer em Cristo e moradora de Itaquera, na zona leste, Marcella exibe no braço uma tatuagem do Leão da Tribo de Judá, que na teologia cristã simboliza Jesus.

A fé evangélica só recentemente imprimiu marcas na vida de Jaciele. A ex-católica já tinha um filho adolescente com nome de anjo bíblico, Gabriel, na Universal de Edir Macedo.

Foi numa igreja bem menor de Paraisópolis (zona sul), a Jesus Cristo da Nossa Bandeira, onde ela se sentiu acolhida. A guinada religiosa começou após o pastor perguntar se Jaciele, que cuida de uma mãe com câncer, sabia o caminho da salvação. Respondeu: com Cristo. Mas ela servia a Cristo? Aceitava-o como único salvador? Agora sim.
Professor de antropologia na UFRJ, Rodrigo Toniol aponta uma sólida transferência da identidade religiosa de pais para filhos evangélicos, algo que já foi mais forte no catolicismo.

Hoje o país tem “católico de IBGE” de sobra -o famoso não praticante. Já as pesquisas têm mostrado que o crente permanece na mesma órbita religiosa, ainda que não necessariamente continue na igreja que ia quando pequeno. “Ele pode ir para outras, tem uma circulação.”

Essa busca por uma fé que se adeque mais a cada pessoa seria uma das chaves para a popularidade evangélica num país que abre espaço até para igreja que promove culto para pets -essa aí, a goiana Fonte da Vida, chegou a receber provocações nas redes como “quem vai pregar é um pastor-alemão?”.

Toniol também julga importante bater na tecla de que o rosto típico nos templos é negro, pobre e feminino. “Acho que vale insistir para a gente chamar atenção de que essa também é a cara do brasileiro médio.”

Leia Também: Mortalidade materna de mulheres pretas é o dobro de brancas e pardas, diz estudo

 

Ricardo Teixeira reaparece em festa do tetra e encontra o desafeto Romário

0

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira compareceu à celebração dos 30 anos da conquista do tetra da Copa do Mundo e fez um breve discurso. O evento foi realizado na noite desta sexta-feira na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

 

As aparições públicas de Ricardo Teixeira estão mais raras atualmente. Ele era o mandatário da CBF em 1994. Esteve à frente da entidade por 23 anos e deixou o cargo em 2012, após pedido de renúncia em meio a acusações de corrupção – José Maria Marin assumiu.

Ele foi chamado a fazer um discurso. O ex-cartola foi à frente dos presentes, agradeceu ao grupo formado e à conquista da Copa do Mundo, lembrando o momento pelo qual o país passava.

Teixeira ficou sentado em uma das mesas durante quase todo o evento. Ele foi cumprimentado por ex-jogadores e membros da delegação que estiveram na celebração. Chegou a ser chamado de “meu presida”.

O ex-presidente da CBF posou com os outros presentes em uma espécie de foto oficial. Para a imagem, foi estendida a faixa original em homenagem a Ayrton Senna, que morreu em maio de 1994.

Teixeira foi abordado pela reportagem, mas não quis conceder entrevista. Em um momento em que alguns ex-jogadores discursavam, ele acompanhou ao fundo. Chegou a ser chamado para ficar mais próximo por um dos presentes, mas negou. Ficou uma boa parte de pé e depois retornou à cadeira que já utilizava.

Em entrevista em 2020, ele disse que “problemas de saúde anteciparam” a saída da CBF. O papo foi concedido à CNN, e o cartola citou que realizou um transplante em outubro de 2013, cerca de um ano e meio após a renúncia à presidência da CBF.

DESAFETOS

Romário, um dos protagonistas daquela seleção, esteve no evento. Por diversas vezes nos últimos anos, ele fez ataques a Ricardo Teixeira. A reportagem do UOL não viu se os dois se cumprimentaram no evento desta sexta. Romário e Teixeira ficaram próximos na foto oficial.

O Baixinho falou no ano passado que Teixeira e Del Nero queriam dar um golpe na CBF. O ex-camisa 11 fez a publicação nas redes sociais em novembro.

Em 2015, Romário disse acreditar que “Marco Polo Del Nero, Marin e Ricardo Teixeira fazem parte da mesma quadrilha”. Na ocasião, Del Nero era o atual presidente da CBF, e o Baixinho senador pelo PSB-RJ.

BANIDO NO FUTEBOL

O nome de Ricardo Teixeira esteve envolvido em casos de corrupção. Documentos apontaram que ele e João Havelange receberam subornos milionários da ISL, antiga agência de marketing da Fifa, por acordos para a Copa do Mundo na década de 90.

A ISL vendia os direitos comerciais para transmitir as partidas do Mundial de futebol da Fifa. A entidade quebrou com dívidas em torno de 300 milhões de dólares em 2001.

A Fifa baniu Teixeira do futebol após constatar que ele recebeu R$ 32,3 milhões em propinas pelos contratos da Libertadores, da Copa América e da Copa do Brasil. Esse valor consta da decisão da segunda instância do Comitê de Ética da Fifa de expulsar o ex-cartola do futebol. À época, os documentos citaram também os ex-presidentes da CBF Marco Polo del Nero e José Maria Marin.

Teixeira negou “veemente as acusações que não são mais do que ilações dos advogados dos EUA sem evidências para suportar as acusações”. Alegou que nunca recebeu propina nesses casos. E defendeu que as acusações são políticas partindo de quem tinha interesse em seu lugar na Fifa. Ainda alegou que o Comitê de Ética não tinha mais jurisdição para julgá-lo porque ele já tinha renunciado aos seus cargos no futebol. A Fifa não considerou as argumentações.

Leia Também: Romário põe fim em atritos e se declara para Bebeto: ‘Eu te amo’

Christina Sandera, namorada de Clint Eastwood, morre aos 61 anos

0

Christina Sandera, namorada de Clint Eastwood, faleceu aos 61 anos. O ator e diretor, de 94 anos, confirmou a notícia e prestou uma homenagem à companheira de 10 anos.

 

“Christina era uma mulher adorável e atenciosa. Sentirei muito a sua falta”, disse Clint Eastwood, em declaração ao The Hollywood Reporter nesta quarta-feira, 17 de julho.

O casal se conheceu quando Christina trabalhava como recepcionista no Mission Ranch Hotel and Restaurant, propriedade de Clint Eastwood, na Califórnia, conforme lembra o E! News. Eles começaram a namorar em 2014, um ano após Clint ter se divorciado de Dina Eastwood, com quem foi casado por 17 anos e tem uma filha, Morgan Eastwood, de 27 anos.

Clint Eastwood também é pai de Laurie Murray, de 70 anos, Kimber Lynn Eastwood, de 60, Kyle Eastwood, de 56, Alison Eastwood, de 52, Scott Eastwood, de 38, Kathryn Eastwood, de 36, e Francesca Eastwood, de 30.

Leia Também: Morre Cheng Pei-pei, atriz de filmes como ‘Mulan’ e ‘O Tigre e o Dragão’

Personagens famosos que morreram e, do nada, ressuscitaram!

0

Tudo pode acontecer no mundo da ficção… Inclusive, morrer e ressuscitar! Há alguns exemplos de personagens de filmes e séries que voltaram misteriosamente às sagas cheios de vida e histórias para contar.

 

Seja por milagres, alguma espécie de feitiço ou parte de um plano secreto mirabolante, relembre alguns casos famosos de mocinhos e vilões que tiveram retornos inesperados do mundo dos mortos. Veja na galeria a seguir.

Leia Também: ‘Fico arrasada’: Famosos que foram detonados pela sua aparência!

Koeman arrasa atitude do Barcelona e estabelece condição para regressar

0

Ronald Koeman é um nome incontornável na história do Barcelona. Após sua trajetória como jogador, o agora técnico da seleção da Holanda retornou à Catalunha para comandar a equipe principal do clube.

 

Quase três anos após ser demitido pelos blaugranas, Koeman estabeleceu uma condição para retornar ao Barcelona, mas deixou claro que não será como técnico. Ele mencionou sentir-se desrespeitado pelo clube, especialmente por Joan Laporta.

“Nos últimos anos, o problema do Barcelona tem sido que Messi saiu, eu saí, Xavi saiu… Acho que o mais importante é respeitar as lendas do clube. Isso é muito mais importante do que lutar por um jogador. O Barcelona deve estar no topo da tabela e, ultimamente, não está competindo. Acredito que isso se deve à direção, que trabalha de uma forma que não é adequada”, declarou Koeman durante um evento organizado pela sua fundação.

“Em muitos aspectos, o Real Madrid é superior ao Barcelona. Sei que o Barcelona tem muitos jovens talentos como Lamine, Pedri e Gavi, mas precisa de jogadores como Mbappé, que fazem a diferença em todos os aspectos. Se não tivermos esse tipo de jogador ou alguém como Messi… Lamine, considerando sua idade, é impressionante, mas é preciso dar-lhe tempo e calma. Só existe um Messi no mundo, não veremos outro no futuro”, continuou o técnico, que também comentou sobre a possível chegada de Nico Williams ao Barcelona.

“Não posso avaliar se a contratação de Nico Williams é possível ou não. Compreendo o interesse no Nico porque ele é um grande jogador. Não sei se são apenas rumores ou se realmente há intenção de lutar por esse tipo de jogador”, finalizou Koeman.

Leia Também: Mbappé herda camisa 9 do Real Madrid. Lembra-se dos antecessores?

McLaren domina último treino livre antes da classificação na Hungria

0

Lando Norris e Oscar Piastri, da McLaren, foram os pilotos mais rápidos, na manhã deste sábado, no terceiro treino livre do GP da Hungria de Fórmula 1. O inglês voltou a mostrar sua força depois de registrar o melhor tempo, 1min17s788, na sexta-feira, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. Desta vez, ele cravou 1min16s098, 0s044 à frente do companheiro de equipe.

 

Líder do Mundial e principal adversário de Norris na disputa do campeonato, o holandês Max Verstappen fez o terceiro melhor tempo, 1min16s379, com um novo pacote de atualizações do carro, enquanto seu companheiro de equipe, Sérgio Pérez, com as versões antigas, decepcionou e foi apenas o 13º colocado.

Em uma atividade cautelosa, a fim de se conservarem os pneus no asfalto quente de Hungaroring, em Budapeste, os pilotos demoraram a ir para a pista, com exceção de Verstappen e Pérez, da Red Bull. As emoções se concentraram nos 20 minutos finais do treino, quando as equipes trocaram os pneus duros e médios por macios para simular a classificação.

Vencedor da última prova, na Inglaterra, Lewis Hamilton, da Mercedes, ficou apenas na décima posição, com 1min16s786, logo à frente de Charles Leclerc, que havia batido na atividade de sexta-feira. Seu colega de Ferrari, Carlos Sainz Jr., registrou o quinto melhor tempo.

Quem também não encontrou o acerto ideal de seu carro foi o experiente Fernando Alonso, da Aston Martin, 14º colocado, o primeiro a correr acima de 1min17.

Os pilotos voltam para a pista às 11h (horário de Brasília) deste sábado para o treino classificatório que definirá o grid de largada. O GP da Hungria será disputado às 10h no domingo.

Confira o resultado do 3º treino livre do GP da Hungria:

1º – Lando Norris (ING/McLaren), 1min16s098

2º – Oscar Piastri (AUS/McLaren), 1min16s142

3º – Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min16s379

4º – George Russell (ING/Mercedes), 1min16s564

5º – Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), 1min16s639

6º – Daniel Ricciardo (AUS/RB), 1min16s652

7º – Alexander Albon (TAI/Williams), 1min16s661

8º – Nico Hulkenberg (ALE/Haas), 1min16s696

9º – Yuki Tsunoda (JAP/RB), 1min16s744

10º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min16s786

11º – Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min16s803

12º – Valtteri Bottas (FIN/Kick Sauber), 1min16s804

13º – Sergio Pérez (MEX/Red Bull), 1min16s954

14º – Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), 1min17s001

15º – Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min17s085

16º – Logan Sargeant (EUA/Williams), 1min17s168

17º – Guanyu Zhou (CHN/Kick Sauber), 1min17s291

18º – Pierre Gasly (FRA/Alpine), 1min17s499

19º – Kevin Magnussen (DIN/Haas), 1min17s507

20º – Esteban Ocon (FRA/Alpine), 1min17s575

Leia Também: Palmeiras encontra Cruzeiro pela 1ª vez após constrangimento com Dudu

Ryan Reynolds diz que primeiro ‘Deadpool’ não tinha recursos para ser produzido

0

(FOLHAPRESS) – Ryan Reynolds, que poderá ser visto em breve nos cinemas em “Deadpool & Wolverine”, contou que não tinha altas expectativas para o lançamento do primeiro filme da franquia (2016), que acabou se tornando um sucesso e vai para sua terceira sequência. Em entrevista ao The New Times, o ator disse que conseguiu produzir o longa depois de uma década de tentativas e ainda teve que desembolsar recursos para finalizá-lo.

 

“Nenhuma parte de mim pensava que ‘Deadpool’ seria um sucesso”, disse Reynolds. “Até abdiquei de ser pago para fazer o filme apenas para colocá-lo de volta na tela: Não permitiram meus co-roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick no set, então peguei o pouco salário que me restava e paguei a eles para estarem no set comigo para formarmos uma sala de roteiristas de facto”, contou o ator sobre o filme da Marvel.

Reynolds disse que resolveu investir no anti-herói, mesmo não tendo tantos incentivos. “Acho que um dos grandes inimigos da criatividade é ter tempo e dinheiro demais, e esse filme não tinha nem tempo, nem dinheiro”, contou ele. “Eu estava tão envolvido em cada microdetalhe disso e não me sentia assim há muito, muito tempo”, explicou.

Reynolds e Hugh Jackman estiveram no Brasil recentemente para a divulgação de “Deadpool & Wolverine”. O filme, primeiro produzido pela Disney, desde que adquiriu os estúdios da Fox, chega aos cinemas no Brasil em 25 de julho.

Leia Também: Neymar compartilha fotos da nova filha, Helena, nas redes sociais

Irmão de Rodrigo Faro é assaltado e feito refém dentro de casa

0

(FOLHAPRESS) – O empresário Danilo Faro, irmão de Rodrigo Faro, relatou em entrevista ao Tá na Hora (SBT) que sofreu um assalto em sua casa nesta sexta-feira (19).

 

Danilo, que estava se preparando para viajar, afirmou que foi surpreendido por dois homens armados, que renderam ele e sua empregada dentro do apartamento, nos Jardins. Os suspeitos teriam entrado no prédio se passando por pedreiros de um apartamento vizinho que está em reforma.
“Estava me preparando para sair e quando olhei tinha um indivíduo com a arma apontada para minha cabeça dentro do meu quarto”, disse Danilo ao SBT.

Segundo o empresário, os dois suspeitos amarram ele e a empregada pelos pulsos e pernas, trancaram os dois em um quarto e levaram joias, relógios e dinheiro. Eles ainda insistiam em saber onde era o cofre, que Danilo afirmou não ter.

“Querendo me desvencilhar da situação, eu colaborei. Indiquei onde estavam os relógios e as joias. Eles levaram tudo”, relatou Danilo à emissora. “Surpreendentemente, eu fiquei muito calmo. A Maria, minha colaboradora, estava muito nervosa, então eu tentei manter a calma”.

Segundo a vítima, o roubo durou cerca de 20 minutos. Após a fuga dos suspeitos, ele e a funcionária conseguiram se desamarrar e chamar ajuda. Ninguém ficou ferido.

A SSP informou, via assessoria de imprensa, que “um homem de 47 anos teve a residência roubada na manhã de sexta-feira (19), por volta das 10h, na Alameda Itu, no Jardim Paulista, região central de São Paulo. Policiais militares atenderam a ocorrência e, no endereço indicado, foram informados pela vítima que uma mulher, de 49 anos, que trabalha no local, foi abordada por dois homens armados. Eles fugiram levando dois celulares e dez relógios de pulso. O caso foi registrado como roubo pelo 78º Distrito Policial (Jardins)”, afirma a nota.

Leia Também: Neymar compartilha fotos da nova filha, Helena, nas redes sociais

Eram inimigos na ficção e viraram melhores amigos na vida real!

0

Quem já teve um amigo como colega sabe que há vantagens e desvantagens em trabalhar com ele. É ótimo ter alguém que você ama e confia ao seu lado, mas desentendimentos inevitavelmente surgirão e algum estranhamento pode surgir em um momento. Mas imagine trabalhar com esse amigo e fingir que ele é o seu pior rival? Isso é mais comum do que se imagina no mundo artístico. É frequente escalarem atores, que são BFFs na vida real, para viverem mocinhos e vilões na mesma trama.

 

Na galeria, confira as estrelas que se odeiam na ficção, mas que fora das câmeras se amam!

Leia Também: ‘Fico arrasada’: Famosos que foram detonados pela sua aparência!

Botafogo defende a liderança isolada do Brasileirão diante do Internacional

0

O Botafogo parece ter embalado de vez na busca pelo tão sonhado título do Campeonato Brasileiro. Vindo de quatro vitórias seguidas, tem mais um importante desafio neste sábado para se manter isolado na ponta. Em casa, no Engenhão, deve ter o apoio total de sua torcida diante do Internacional, às 18h30, pela 18ª rodada.

 

Após vencer o ‘jogo da revanche’ com o Palmeiras por 1 a 0, quarta-feira, o Botafogo lidera com 36 pontos. Está três na frente do time paulista, segundo colocado com 33. O clima é, cada vez mais, de confiança e união.

O time gaúcho está numa situação completamente diferente. Não sabe o que é vencer há quatro jogos e aparece na 13ª posição com 19 pontos. No meio de semana, saiu atrás nos playoffs das oitavas de final da Sul-Americana, ao ser derrotado pelo Rosário Central-ARG, por 1 a 0. Além disso, está impactado pela eliminação na terceira fase da Copa do Brasil para o Juventude, na semana passada.

O técnico Arthur Jorge, como é de praxe, irá fazer mistério sobre o time que irá entrar em campo e só confirmar a escalação momentos antes do jogo. Mas a tendência é que não tenha mudanças em comparação à formação que começou jogando diante do Palmeiras.

A ideia é manter a força na marcação com dois volantes fixos – Gregore e Marlon Freitas – e uma linha ofensiva com quatro atacantes – Savarino e Luiz Henrique pelas beiradas e a dupla de artilheiros, formada por Júnior Santos e Tiquinho Soares.

Esta formação atenua a principal baixa de momento: o meia Eduardo. Ele sentiu uma lesão muscular e deixou o campo no último jogo, devendo passar por novos exames para que os médicos tenham um diagnóstico melhor da gravidade da contusão. Quem está liberado é o lateral-esquerdo Cuiabano, que vira opção no banco.

“O Botafogo é um candidato a ganhar títulos. Formaram um plantel para isso. É passo a passo. Agora, temos um grande rival pela frente (Internacional). Temos a vantagem e isso é importante”, avaliou o zagueiro Alexander Barboza.

Do outro lado, a maior novidade no Internacional será a estreia do técnico Roger Machado que foi regularizado e vai estrear no lugar de Eduardo Coudet. Ex-técnico do Juventude, Roger ressaltou os motivos que o levaram a trocar de clube em plena competição: “É uma oportunidade única. E qualquer técnico que sonha um dia em chegar à seleção brasileira, tem que assumir desafio. Esta é a primeira vez que deixo um clube até o término do trabalho.”

O novo comandante contará com o retorno do atacante Borré, que defendeu a Colômbia, na campanha do vice-campeonato da Copa América. Mas não terá o meia Alan Patrick, que está suspenso.

Neste primeiro momento, o técnico vai ter que se virar com uma lista enorme de baixas, porque o departamento médico está lotado, com o zagueiro Vitão (problema na coxa esquerda), o volante Fernando (lesão na coxa direita), o meia Thiago Maia (lesão na coxa esquerda) e o atacante Enner Valencia (lesão no quadril direito).

Leia Também: Mbappé herda camisa 9 do Real Madrid. Lembra-se dos antecessores?

Romário analisa situação da seleção: ‘Se não jogar para Neymar, Brasil não será campeão’

0

Poucas pessoas entendem tão bem de seleção brasileira como Romário. Campeão do Mundo em 1994, o jogador diz que o Brasil só será campeão do próximo Mundial, caso o time nacional jogue para Neymar Jr.

 

Aos 58 anos, o atacante e presidente do América e Senador da República (PL-RJ) participou de um jantar comemorativo dos 30 anos da conquista do tetra, realizado em um restaurante na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira.

Além do Baixinho, grande parte do elenco que conquistou o torneio esteve presente. Na entrada do evento, Romário foi questionado sobre a situação da seleção e não poupou críticas ao time brasileiro.

Ao ser perguntado por jornalistas sobre o futuro da amarelinha, Romário foi conciso: o Brasil precisa de Neymar se quiser vencer. “A história das seleções campeãs está aí. 70 foi Pelé, 94 foi o Romário, 2002 foi o Ronaldo… e se não jogarem para o Neymar, o Brasil não vai ser campeão. Simples assim”, disse o Baixinho.

“Ele já disputou duas ou três Copas, mas não jogaram para ele. Enquanto não jogarem para ele, enquanto não entenderem que ele é o ‘cara da diferença’, vão continuar se f…”, finalizou o atacante com um palavrão. Questionado sobre o que falta para o elenco atual repetir o sucesso do passado, o eterno camisa 11 voltou a exibir sua sinceridade ímpar. “Fazer gol. Os caras não fazem gol.”

Romário também reservou um tempo para elogiar Bebeto, seu companheiro de ataque no Mundial de 94. Os dois haviam brigado durante a eleição de 2022, mas fizeram as pazes. “Para muitos, até tiveram duplas melhores. Mas eu posso afirmar que foi a maior dupla do futebol mundo”, disse.

“A gente sempre esteve junto. Passamos por umas turbulências aí na época da campanha (política) há um ano e meio, mas essas coisas já passaram. Com certeza é o maior parceiro que tive na minha carreira e o carinho sempre vai permanecer.”

Quem também criticou a seleção foi Jorginho Em determinado momento do jantar, ele falou sobre a derrota na Copa América 2024 para o Uruguai e a diferença na forma com que os jogadores atuais encaram o time nacional.

“Quando nós fomos derrotados, nós não saímos de casa. Ficamos mais de um mês em casa com vergonha de ter perdido uma Copa do Mundo. Agora, acaba uma Copa América e os caras já postam foto em Ibiza, foto aqui, foto ali, como se nada tivesse acontecido. Se você não sente a dor da derrota, você não tem condições de se alegrar com a sua vitória”, afirmou o ex-jogador.

Leia Também: Mbappé herda camisa 9 do Real Madrid. Lembra-se dos antecessores?

Mãe de Lexa publica vídeo dançando despida e admite depois: ‘Estava louca, bebi demais’

0

(FOLHAPRESS) – Perder a linha depois de uma bebedeira, quem nunca? Difícil é lidar com a ressaca moral no dia seguinte, algo que Darlin Ferrattry, mãe da cantora Lexa, mostrou ser PhD no assunto –ainda mais sendo uma pessoa pública, com quase 700 mil seguidores no Instagram.

 

Ela postou uma série de vídeos e fotos nos stories, na madrugada da última quinta-feira (18), em que aparece dançando, mostrando os seios e fala que quer fazer um “suruba”. Nesta sexta-feira (19), ela admitiu que estava alcoolizada, mas não perdeu o bom humor com os seguidores.

No primeiro vídeo, Darlin passava a mão por dentro da blusa, a abaixando e mostrando parte dos seios, mencionando um “suruba”. Depois, ela aparece rebolando com uma amiga, e escreve: “E essa bunda toda na minha cara, o que eu faço?”. Em um último vídeo, que republicou em seu perfil, ela abaixa os shorts e mostra a calcinha. Não deu outra: foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e buscados no Google na própria sexta.

Após a publicação, internautas acreditaram que o perfil da ex-rainha de bateria do Império Serrano poderia ter sido hackeado. Mas ela logo veio às redes sociais para tranquilizar os seguidores e explicar o que aconteceu, sem deixar de fazer graça com a situação.

Darlin contou que tinha bebido além da conta: “Eu fiz uma festa, bebi pera caramba, mostrei os peitos, mostrei a bunda”. A empresária ainda disse que “não houve suruba” em sua casa, mas não descartou a ideia de participar de uma. “Se houve, eu aviso vocês… ou mostro, quem sabe?”, brincou ela.

“Estou visivelmente louca, sim, no vídeo”, escreveu ela ainda na legenda. “Por aqui tudo ainda na mesma, mas se alguém tiver um surubão, eu quero ir”, completou

Leia Também: Kate Hudson confirma que Matthew McConaughey não usa desodorante

Zezé Di Camargo desabafa sobre falhas na voz

0

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Zezé di Camargo, 61, falou sobre as críticas que eventualmente recebe por desafinar em alguns shows mais recentes e não conseguir mais atingir certas notas musicais.

 

O cantor sertanejo acha injusto que as pessoas esperem dele o mesmo desempenho artístico que tinha na juventude. “Você não pode exigir do ser humano a mesma performance de quando tinha 20 e poucos anos, 30 anos. Eu tenho 61 anos, a diferença é muito grande. Não dá para comparar e querer exigir de mim a mesma performance cantando nos mesmos tons”, desabafou, em entrevista ao canal de André Piunti no YouTube.

Zezé afirmou que, hoje em dia, precisa de um aquecimento maior antes de subir ao palco. “Grande parte do meu repertório, eu canto no meu tom normal. Mas hoje eu preciso, antes, fazer um aquecimento de voz de 40 minutos para entrar e cantar. Antigamente, não. O meu aquecimento era dentro do campo.”

O pai de Wanessa Camargo, 41, deixou claro que não voltará a cantar tão bem como antigamente. “Isso é normal do ser humano, as pessoas não entendem isso. Elas querem que você seja o mesmo Zezé de 35 anos atrás. Não vou ser, por mais que eu me esforce.”

Leia Também: Zezé Di Camargo diz que foi surpreendido com projeto solo do irmão Luciano

Leia Também: Graciele Lacerda espera primeiro filho com Zezé Di Camargo

Flamengo pega Criciúma em Brasília de olho na reabilitação para seguir na briga pela liderança

0

Sem vencer há dois jogos, o Flamengo precisa da reabilitação para não ficar muito atrás da briga pela liderança e até não perder uma vaga no G-4 do Brasileirão. Com estes objetivos entra em campo neste sábado, às 16h, diante do Criciúma, no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), porque o gramado do Maracanã, no Rio, passa por reforma.

 

O Flamengo aparece na terceira colocação na tabela com 31 pontos, porém, com um jogo a menos do que os líderes. Está cinco atrás do líder Botafogo, que tem 36, e dois atrás do Palmeiras, segundo colocado com 33. Mas nos últimos jogos se deu mal no Maracanã, ao empatar com o Cuiabá (1 a 1) e perder para o Fortaleza (2 a 1).

O técnico Tite, enfim, poderá ter praticamente todo o elenco à disposição para armar o time considerado ideal. Os uruguaios Arrascaeta, De la Cruz, Viña e Varela retornaram após defenderem seu país na Copa América e estão aptos para jogar.

Os dois meio-campistas, inclusive, serão titulares ao lado de Erick Pulgar e Gerson, no ‘quadrado mágico’ rubro-negro. Os dois laterais seguirão como opções no banco de reservas, já que Tite deve manter Ayrton Lucas, na esquerda, e Wesley, na direita, como titulares.

Everton Cebolinha se recuperou de uma lesão no quadril e tem tudo para começar jogando na vaga de Bruno Henrique, fora por uma entorse no tornozelo direito. O volante Allan, suspenso após receber o terceiro cartão amarelo, é baixa.

Gabigol deve ser opção no banco porque a Corte Arbitral do Esporte – CAS – oficializou nesta sexta-feira a anulação parcial do processo, com isso manteve o efeito suspensivo do atleta. A defesa alega que o atleta não poderia ser penalizado pela falta de um julgamento final.

O Criciúma também vive um jejum de vitórias, mas está na parte debaixo da tabela. Sem vencer há três jogos, é o 14º colocado com 17 pontos e está dois na frente do Corinthians, primeiro dentro da zona de rebaixamento. Na rodada passada, inclusive, perdeu para o próprio time paulista por 2 a 1.

O técnico Claudio Tencati será obrigado a fazer mudanças. O meia Matheusinho, artilheiro do time com cinco gols, sofreu uma lesão na musculatura da posterior da coxa direita e é desfalque. Tanto que já voltou para Criciúma para tratar a lesão.

Por outro lado, o lateral-direito Jonathan foi liberado pelos médicos após se recuperar de uma lesão na coxa e encontrou os demais companheiros em Brasília. De qualquer forma, ele deve ser opção para o segundo tempo.

A tendência é que Marcelo Hermes seja deslocado para o meio-campo, fazendo dupla no lado esquerdo com Trauco. No ataque sempre fica a dúvida pela presença de Bolasie ou Arthur Caíke.

 

Leia Também: Mbappé herda camisa 9 do Real Madrid. Lembra-se dos antecessores?

Jorginho critica seleção: ‘Postam foto em Ibiza como se nada tivesse acontecido’

0

O ex-jogador e atual técnico Jorginho, campeão do mundo pelo Brasil em 1994, fez duras críticas contra o atual elenco da seleção brasileira em um jantar comemorativo dos 30 anos da conquista do tetra. Na última quarta-feira, o quarto título mundial brasileiro completou três décadas.

 

O evento, realizado em um restaurante na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira, contou com a presença de nomes como Romário, Cafu, Parreira, Bebeto, entre outros vencedores do Mundial.

Ao falar sobre a derrota na Copa América 2024 para o Uruguai, o lateral-direito exaltou a diferença entre a forma que os atuais jogadores lidam com a vitória e com a derrota em comparação ao elenco de 94.

“Quando nós fomos derrotados, nós não saímos de casa. Ficamos mais de um mês em casa com vergonha de ter perdido uma Copa do Mundo”, relembrou o ex-atleta sobre a eliminação na Copa de 1990.

“Agora, acaba uma Copa América e os caras já postam foto em Ibiza, foto aqui, foto ali, como se nada tivesse acontecido”, disse. O Brasil fez péssima campanha no torneio continental e acabou derrotado nos pênaltis e eliminado nas quartas de final da competição.

“Se você não sente a dor da derrota, você não tem condições de se alegrar com a sua vitória”, afirmou o ex-jogador.

Leia Também: Mbappé herda camisa 9 do Real Madrid. Lembra-se dos antecessores?

USP descumpre promessa e fará só banca virtual para candidatos a cotas no vestibular 2025

0

(FOLHAPRESS) – A USP (Universidade de São Paulo) decidiu acabar com a entrevista presencial para a banca de heteroidentificação dos candidatos convocados para matrícula em vagas reservadas para pretos e pardos.

 

Nesta quinta-feira (18), a Prip (Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento) definiu os procedimentos que serão adotados para o vestibular 2025. Após análise das fotografias feitas na primeira etapa de averiguação, todos os candidatos não aprovados serão convocados para uma uma entrevista virtual.

Até este ano, havia dois modelos de entrevista: presencial para inscritos na Fuvest, o vestibular da USP; e online para os que concorrem a vagas via Enem e ou Provão Paulista, seleção do governo estadual.

“É nossa meta implementar políticas que busquem garantir a diversidade na USP, dialogando sempre com a sociedade e fazendo os ajustes necessários. A partir da experiência adquirida, considerando as experiências de comissões de heteroidentificação de outras universidades e instituições, a Universidade concluiu que o modelo não presencial de entrevista é o ideal”, afirma o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, em nota.

Em entrevista à Folha de S.Paulo em março, porém, Carlotti havia prometido que todas as entrevistas ocorreriam de forma presencial a partir de 2025. Segundo declarou à época USP, inclusive, estaria disposta a pagar as passagens dos estudantes que moram longe da universidade.

“É mais barato arcar com o custo das viagens do que deixar qualquer dúvida no ar e expor a instituição”, disse o reitor após casos consecutivos de contestação na Justiça do processo conduzido na instituição.

A ideia de Carlotti foi barrada na Prip, em votação no conselho da repartição. Lá, também foi decidido como seria novo modelo.

A discussão em torno da forma de confirmação pela universidade das informações sobre raça que os candidatos a cotas declaram ocorreu após reportagem da Folha de S.Paulo mostrar que candidatos recorreram à Justiça após perderem as vagas em cursos disputados por não serem considerados pardos, depois da avaliação virtual.

Decisões em favor dos estudantes, que concorriam por Enem ou Provão Paulista, apontaram que houve quebra de isonomia, já que os candidatos não tiveram o direito de serem avaliados presencialmente, como acontecia com os aprovados pela Fuvest.

Uma das últimas universidades públicas do país a adotar cotas raciais, a USP reserva 50% das vagas dos cursos de graduação para alunos que estudaram na rede pública. Dessas vagas, 37,5% são destinadas para candidatos autodeclarados PPI (pretos, pardos e indígenas).

Ela também foi uma das últimas instituições a criar uma comissão de heteroidentificação, formada por um grupo de pessoas que afere a autenticidade da autodeclaração racial dada pelos alunos que ingressam na universidade por meio do sistema de cotas.

A análise é estritamente fenotípica, ou seja, considera apenas as características físicas do candidato, como a cor da pele, os cabelos e a forma da boca e do nariz.

COMO SERÁ A AVALIAÇÃO

Foi estabelecido que a primeira avaliação da autodeclaração é feita apenas por uma fotografia do rosto. Se essa primeira análise for rejeitada, os candidatos são convocados para uma oitiva presencial ou virtual.

Como a avaliação leva em consideração apenas os aspectos físicos, alguns candidatos alegam que foram prejudicados por não terem sido analisados de forma presencial.

Glauco Dalalio do Livramento, 17, foi aprovado na primeira chamada para a Faculdade de Direito, uma das mais tradicionais e concorridas do país. Ex-aluno de escola pública, ele se autodeclarou pardo e disputou pelas vagas reservadas às cotas raciais.
A comissão, no entanto, decidiu que ele não é considerado pardo.

Após a análise da fotografia e de uma avaliação virtual, a banca emitiu um parecer afirmando que “o candidato tem pele clara, boca e lábios afilados, cabelos lisos, não apresentando o conjunto de características fenotípicas de pessoa negra.”

O mesmo ocorreu com Alison dos Santos Rodrigues, 18, aprovado em medicina, curso mais concorrido na USP.

Ambos entraram com ações judiciais e tiveram suas vagas asseguradas.

Leia Também: Governo vai publicar portaria de concurso para Agência Nacional de Mineração com 220 vagas