Passando por reforma, Museu Histórico ficará fechado para visitação até 11 de junho
Prestes a ter 1ª presidente, México convive com altas taxas de violência de gênero
(FOLHAPRESS) – O México deve eleger a sua primeira presidente neste domingo (2). Não são todas as mexicanas, no entanto, que se sentem exatamente animadas unicamente pelo fato de que as duas líderes nas pesquisas de intenção de voto são mulheres.
Em um país hostil a elas, com altas taxas de violência de gênero e de violência política, as organizações sociais cobram Claudia Sheinbaum, candidata governista, e Xóchitl Gálvez, nome da oposição, sobre quais políticas elas colocarão em prática para reverter esse cenário desigual.
As respostas de ambas, surpreendentemente similares, vêm sendo descritas como comedidas e insuficientes. É uma ideia generalizada de que a representatividade de gênero, por si só, não é o suficiente.
A cada dia do primeiro trimestre deste ano duas mexicanas, em média, foram assassinadas por fatores ligados a seu gênero, o chamado crime de feminicídio; 177 mulheres denunciaram alguma agressão física; e ao menos quatro casos de abuso sexual contra meninas chegaram ao conhecimento da polícia, segundo dados oficiais do Estado.
Em alguns desses indicadores, houve ligeira queda no ano passado, fator celebrado pelo governo de Andrés Manuel López Obrador, prestes a se despedir do cargo após seis anos. Organizações feministas dizem que essa realidade ainda não apareceu no dia a dia.
A Rede Nacional de Refúgios, que há 20 anos atua no atendimento a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, diz ter registrado aumento de 27% em seus atendimentos no primeiro quadrimestre. Em abril, o número cresceu 39% em relação ao mesmo mês de 2023. Muitas mulheres chegam após não conseguir acessar a ajuda estatal.
“As propostas das duas candidatas carecem de uma compreensão do território nacional”, diz Wendy Figueroa, psicóloga que coordena a rede. “São propostas feitas em escritório.”
Entre outras coisas, Claudia Sheinbaum, a candidata de López Obrador, defende que o combate à violência doméstica seja feito com a retirada do agressor da casa da família e que haja um apoio financeiro mensal para mulheres de 60 a 64 anos, idade anterior à aposentadoria.
Xóchitl, uma mulher indígena e que relata ter sido vítima de violência doméstica no passado, por sua vez, pleiteia políticas públicas como a criação de um cartão com 5.000 pesos mensais (R$ 1.500) para que mulheres vítimas de violência possam arcar com seus gastos.
Sobre a primeira ideia de Sheinbaum, Figueroa avalia que o plano é insuficiente. Em contrapartida, a ativista defende que também sejam fortalecidas as redes de abrigo para mulheres e menores vítimas de agressão, um tema pouco falado na campanha.
Talvez uma das maiores frustrações de alguns setores feministas tenha sido as declarações comedidas das duas em relação ao direito ao aborto, em um país com presença ainda robusta da Igreja Católica.
No ano passado, a Suprema Corte exigiu que o Congresso alterasse o Código Penal para retirar artigos que tornam a interrupção da gravidez um crime. Mas Câmara e Senado ainda não legislaram sobre o tema. Sheinbaum e Xóchitl dizem apenas que a decisão deve ser respeitada.
As duas também pleiteiam políticas de apoio às mulheres grávidas e à primeira infância. O diagnóstico, afirma um membro da cúpula da campanha de oposição, é de que muitas mulheres se vêm forçadas ao aborto por falta de apoio e porque se sentem sozinhas. Não há pesquisas que indiquem esse fator, que fica à cargo da subjetividade.
Ninde Molina, da ONG Abortistas MX, diz que seria importante uma voz presidencial em defesa do direito de escolha. “Poderíamos conseguir mudanças culturais mais rapidamente com esse incentivo e exemplo”, afirma ela, que tampouco está animada com as eleições.
“Infelizmente, com López Obrador aprendemos a amarga lição de que defender direitos das mulheres na campanha presidencial não necessariamente significa operar por isso.”
O líder mexicano se gaba de ter ampliado de maneira expressiva a verba destinada ao chamado Anexo 13, parte do orçamento nacional voltada para o combate a desigualdades. De fato, o fez: de 2018, quando assumiu, a este 2024, a verba com esse destino cresceu mais de 500%.
Há seis anos, o anexo recebia um montante correspondente a 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) mexicano. No ano passado, eram 1,2%.
Mas estudiosos do tema dizem que o Anexo 13 tem poucas políticas comprovadamente voltadas para combate à violência de gênero, por exemplo. Estudo da ONG Fundar aponta que 89% do total é enviado para programas sem distinção entre homens e mulheres, como um programa de pensões para maiores de 65 anos que vem sendo descrito como o principal programa social de López Obrador.
“O governo, que prometeu transversalizar as políticas de combate à desigualdade, não está fazendo isso”, diz a pesquisadora Andrea Larios. “A verba do anexo vai majoritariamente para programas que não estão construídos com base em perspectiva de gênero e que não se justificam sob esse aspecto, ainda que sejam importantes. Tampouco se pode medir como esses programas avançam em igualdade de gênero.”
Sheinbaum, que capitaneia todas as pesquisas à frente de Xóchitl, promete criar o que personifica como “uma República de mulheres”, uma realidade da qual o país obviamente está muito distante.
Ao menos simbolicamente, a chegada da primeira mulher à chefia do Executivo nacional vai coroar um índice do qual o México tem êxito: o de participação política. Em ranking da ONU, a nação aparece em quarto lugar, atrás de Ruanda, Cuba e Nicarágua, como aquela com mais paridade de gênero nas vagas do Congresso (50%).
Mas também aí um outro desafio vem recordar os dilemas da República hostil às mexicanas: o México tem altíssimos números de violência política de gênero. Em 2022, foi considerado o líder global nesses ataques, com 537, seguido pelo Brasil (327), de acordo com ranking da Universidade de Georgetown, baseada em Washington.
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Brasil tem mais de 590 mil de covid-19 desde janeiro de 2024
Desde o início do ano até 17 de maio, o Brasil registrou 3.452 mortes por Covid-19 e mais de 590 mil novos casos, segundo dados da Plataforma Coronavírus do Ministério da Saúde.
Embora o cenário da doença não seja tão grave quanto em 2020, ela ainda representa uma ameaça para a saúde pública e acarreta diversos riscos, desde a saúde até a economia. Este ano, por exemplo, a Covid-19 causou mais mortes do que a dengue, com 3.400 óbitos em comparação a 2.715.
Os estados com os maiores índices de casos são São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
“É importante ressaltar que, embora a pandemia tenha acabado, o vírus causador da doença, SARS-CoV-2, ainda está em circulação. Adaptado aos humanos, ele é mutante e está em constante evolução, o que favorece o surgimento de novas variantes. Portanto, não podemos deixar de nos vacinar com vacinas atualizadas, tanto contra a Covid-19 quanto contra outras doenças infecciosas. A vacina ainda é a melhor estratégia para combater o vírus”, diz Dr. Sérgio Cimerman, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Desde o início do ano, a vacina contra a Covid-19 foi incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. A medida foi tomada com base em evidências científicas e dados epidemiológicos de casos e óbitos pela doença no país. A nova vacina atualizada já está disponível nos postos de saúde para grupos prioritários, como pessoas com 60 anos ou mais, imunocomprometidos, gestantes e puérperas, que devem receber duas doses anuais, além de populações mais vulneráveis a complicações da doença.
De acordo com informações do Ministério da Saúde e estudos recentes da Fiocruz e da OPAS/OMS, entre 10% e 20% dos pacientes recuperados da Covid podem desenvolver a Covid longa, também conhecida como Síndrome Pós-Covid-19. Isso pode afetar entre 2,8 milhões e 5,6 milhões de brasileiros.
A Covid-19 longa se caracteriza por uma variedade de sintomas (mais de 200 registrados) que podem persistir ou aparecer até três meses após a infecção inicial, incluindo problemas respiratórios, neurológicos e psicológicos. Esses sintomas prejudicam significativamente a qualidade de vida dos pacientes, afetando suas atividades diárias, desempenho profissional e interações sociais por meses após a infecção primária. As sequelas apareceram em pacientes que tiveram Covid-19 leve ou assintomática, moderada ou grave, e em todas as faixas etárias de 18 a 94 anos. Dentre os que tiveram quadro assintomático ou leve, 59% desenvolveram manifestações da Covid longa.
O Ministério da Saúde reconhece a necessidade de criar protocolos específicos para o monitoramento e tratamento desses casos. Estudos recomendam uma abordagem multidisciplinar para a reabilitação, especialmente para populações vulneráveis, que muitas vezes têm menos acesso a cuidados de saúde. Além disso, iniciativas legislativas como o Projeto de Lei nº 5.026/2020 estão sendo discutidas para assegurar assistência contínua aos pacientes com sequelas da Covid-19.
Para garantir que as vacinas contra a Covid-19 proporcionem a resposta imunológica mais adequada contra as variantes dominantes do vírus em circulação, agências reguladoras como a OMS e a FDA recomendaram a atualização das vacinas para uma composição monovalente específica. No Brasil, a vacina atualizada protege contra as sublinhagens Ômicron XBB e cepas atualmente circulantes do vírus SARS-CoV-2, incluindo JN.1.
De acordo com o Ministério da Saúde, as 12,5 milhões de doses da vacina atualizada serão destinadas ao PNI e poderão ser aplicadas em bebês a partir de 6 meses de vida. Aqueles não vacinados de 6 meses a menores de 5 anos, sem infecção prévia conhecida por SARS-CoV-2, devem receber duas doses do imunizante. A dose de reforço anual será aplicada gratuitamente para grupos prioritários acima de 5 anos de idade, com intervalo mínimo de 3 meses desde a última dose de qualquer vacina contra a Covid-19. Imunocomprometidos a partir de 5 anos, gestantes/puérperas e idosos com 60 anos ou mais devem ser imunizados com duas doses anuais, com intervalo mínimo de 6 meses entre cada aplicação.
“A possibilidade de apoiar o Ministério da Saúde por meio da parceria com a Adium-Moderna é motivo de orgulho para a empresa. Estamos disponibilizando para a população brasileira a vacina mais atualizada para Covid-19, que possui alta qualidade, segurança e eficácia”, afirma Glaucia Vespa, diretora médica regional da Adium para vacinas na América Latina.
Com apoio da SBI, a Adium está promovendo a campanha Vacina Brasil. A iniciativa visa conscientizar a população sobre os riscos atuais da Covid-19, a importância da vacina para a prevenção da doença e suas formas graves, ampliar a taxa de vacinação no Brasil e, assim, contribuir para a melhoria da saúde pública.
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Fundecam libera R$ 210 mil para microempreendedores de Santo Eduardo
Cheias no RS: número de óbitos sobe para 171
Chegou a 171 o número de mortes em razão dos temporais e cheias que atingem o Rio Grande do Sul desde 29 de abril. Em boletim divulgado às 9h deste sábado (1º), a Defesa Civil do estado ainda informou que 43 pessoas estão desaparecidas.
Além disso, o estado registra 806 pessoas feridas e cerca de 617,9 mil pessoas fora de casa, somando quem está em abrigos e quem está desalojado, ou seja, está na casa de parentes ou amigos.
A cheia afetou 2,3 milhões de pessoas em todo o estado, com impactos em 473 dos 497 municípios gaúchos.
- Mortos: 171
- Desaparecidos: 43
- Feridos: 806
- Pessoas em abrigos: 37.812
- Pessoas desalojadas: 580.111
- Pessoas afetadas: 2.390.556
- Pessoas resgatadas: 77.865
- Animais resgatados: 12.543
- Municípios afetados: 475 (de 497)
Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 80 milhões neste sábado
A Caixa Econômica Federal sorteia neste sábado (1/6), às 20h, um prêmio estimado em R$ 80 milhões no concurso 2731 da Mega-Sena. O evento será realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Como apostar
Para concorrer, os apostadores podem registrar seus jogos até uma hora antes do sorteio, às 19h, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, pelo site ou aplicativo do banco. O bilhete simples, com seis números marcados, custa R$ 5.
Premiação
O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:
- 35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (Sena);
- 19% entre os acertadores de 5 números (Quina);
- 19% entre os acertadores de 4 números (Quadra);
- 22% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.
- 5% ficam acumulados para a primeira faixa — sena — do último concurso do ano de final 0 ou 5 (Mega da Virada).
Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.
Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
Homem é preso por tráfico de drogas no Centro de Campos
Um homem foi preso por tráfico de drogas, nessa quinta-feira (30), na Rua Tenente Coronel Cardoso, na Comunidade Tamarindo, em Campos.
Após denúncias que havia prática de tráfico no local, os militares avistaram um suspeito que estava sentado perto de um trailer, em atividade de tráfico. Com o homem foram encontrados 26 pinos de cocaína, 46 buchas de maconha, 16 pedras de crack, 01 celular e R$390,00 em espécie proveniente do tráfico.
O homem e o material foram encaminhados para a 134ª DP/ Centro, onde o criminoso permanece preso.
Programa Saúde na Escola desenvolve ações para trabalhar as emoções dos alunos
Queda de ponte na Colômbia causa 4 mortes e 3 feridos; veja as imagens
Quatro pessoas morreram e três ficaram feridas após a queda de uma ponte para veículos em Barranquilla, na Colômbia, na sexta-feira (31), segundo as autoridades.
Dois carros e uma motocicleta caíram no vazio quando um trecho da estrutura que liga Barranquilla ao aeroporto local Ernesto Cortissoz desabou.
Três pessoas morreram no local do acidente e uma quarta vítima faleceu no hospital, de acordo com o coronel Julio Olaya, chefe da polícia de trânsito do município de Soledad.
As fortes chuvas na região são apontadas como a causa provável do desabamento, que resultou em um buraco de cinco metros de profundidade na pista.
O governador do departamento de Atlántico, Eduardo Verano, alertou para o risco de desmoronamento da parte restante da ponte.
A estrada é uma das mais movimentadas da região metropolitana, com cerca de dois milhões de habitantes. Em março, o governo local já havia solicitado ao Ministério do Transporte uma “intervenção urgente” devido ao mau estado da estrutura, segundo a prefeita de Soledad, Alcira Sandoval.
As autoridades fecharam a ponte ao tráfego e estabeleceram rotas alternativas para o aeroporto.
Barranquilla, que também abriga um dos principais portos do país, é frequentemente afetada por inundações repentinas. As autoridades alertam que o fenômeno La Niña pode intensificar as chuvas na região em 2024.
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Calor extremo já causou 62 mortes no norte da Índia
O calor extremo causou a morte de 62 pessoas no norte da Índia, incluindo dezenas de funcionários eleitorais, enquanto o país realiza a fase final das eleições gerais.
As mortes ocorreram nos estados de Bihar, Odisha, Uttar Pradesh e Jharkhand, de acordo com as autoridades indianas, além de um óbito registrado na capital, Nova Deli.
Grande parte do norte do país asiático continua em alerta devido às temperaturas elevadas, que ultrapassam os 45 graus Celsius em muitas cidades, segundo o Departamento Meteorológico da Índia (IMD).
Espera-se que as condições da onda de calor comecem a se dissipar nos próximos dias, coincidindo com a chegada da monção no sul e nordeste da Índia.
As altas temperaturas marcaram as eleições gerais na Índia, que começaram em 19 de abril e cujos resultados são esperados para terça-feira.
O primeiro-ministro Narendra Modi, um hindu, está tentando um terceiro mandato consecutivo contra uma aliança de partidos da oposição liderada pelo histórico Partido do Congresso.
As eleições gerais na Índia, o país mais populoso do mundo com 1,4 bilhão de habitantes, envolveram quase 970 milhões de eleitores para eleger os 543 membros da câmara baixa do parlamento.
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PEC 3/2022: Terrenos do litoral podem passar para mãos privadas? Entenda
Uma proposta de emenda constitucional (PEC) em tramitação no Senado pode autorizar a transferência de terrenos litorâneos, atualmente sob domínio da União, para Estados, municípios e proprietários privados. O tema ressurgiu após uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 27 de maio.
A reunião contou com membros do governo federal, representantes municipais e da sociedade civil, deixando os senadores divididos. Aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro de 2022, a PEC 3/2022, proposta pelo ex-deputado Arnaldo Jordy (Cidadania-PA), está parada na CCJ do Senado desde agosto de 2023. O relator, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, deu parecer favorável.
Se aprovada, a PEC revogaria parte da Constituição, permitindo a transferência de terrenos de marinha para ocupantes particulares, Estados e municípios. Esses terrenos são áreas de 33 metros a partir da linha média de 1831. Atualmente, são geridos pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). A PEC prevê que Estados e municípios recebam gratuitamente terrenos com construções públicas, enquanto particulares pagariam pela titularidade. A União manteria áreas de serviço público federal, não ocupadas e de unidades ambientais federais. Também proibiria a cobrança de laudêmio pela União nas transferências de domínio.
Para proprietários privados, a transferência seria mediante pagamento para aqueles registrados até a data de publicação da Emenda. Ocupantes não registrados há pelo menos cinco anos antes da publicação também poderiam obter a titularidade.
A Lei Federal nº 7.661/1988 garante livre acesso às praias, exceto em áreas de segurança nacional. Críticos temem que a privatização próxima à faixa de areia possa bloquear o acesso público. A PEC não altera essa lei, mas Ana Paula Prates, do Ministério do Meio Ambiente, acredita que a aprovação do texto poderia restringir o acesso.
Defensores, como o senador Flávio Bolsonaro, afirmam que a PEC facilitará o registro fundiário e gerará empregos, argumentando que não há previsão de privatização das praias no texto. Bolsonaro ressalta que a motivação é um “sentimento municipalista”, destacando que prefeitos conhecem melhor a situação local.
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), defende a proposta, afirmando que os municípios têm investido na gestão desses terrenos, mas sugere mais discussões devido às diferentes realidades municipais.
Carolina Gabas Stuchi, da Secretaria de Gestão do Patrimônio da União, alerta para um possível “caos administrativo”, estimando que existam cerca de 3 milhões de imóveis não registrados na faixa. Ela aponta que outros países estão recomprando áreas de praia privatizadas e sugere soluções menos prejudiciais para os terrenos de marinha.
De acordo com a BBC, críticos também ressaltam a questão da defesa e segurança nacional, com a posse dos terrenos pela União relacionada à proteção contra ataques estrangeiros, um conceito instituído no tempo do Império. Flávio Bolsonaro, no entanto, argumenta que as necessidades de defesa mudaram com os avanços tecnológicos.
A PEC precisa do apoio de pelo menos três quintos dos senadores (49) para ser aprovada em plenário. Até o momento, não há previsão de votação. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidiu frear o projeto. Modificações no Senado fariam o texto retornar à Câmara.
A proposta enfrenta resistência dentro do governo e mobilizou internautas nas redes sociais, com influenciadores e ativistas se posicionando contra.
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Biden apoia nova proposta israelense de cessar-fogo e insta Hamas a aceitar
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou em um discurso nesta sexta-feira (31) que vai apoiar uma nova proposta de cessar-fogo no conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza apresentada por Tel Aviv. A oferta envolve a interrupção dos ataques em troca da libertação dos reféns ainda em poder do Hamas. Biden instou o grupo terrorista a aceitar a proposta, dizendo que “é hora de a guerra acabar e o dia seguinte começar”.
Até aqui, negociações entre as partes em guerra mediadas pelo Egito, Qatar e EUA não prosperaram, com exceção de um cessar-fogo de uma semana entre novembro e dezembro de 2023. Tanto Israel quanto o Hamas acusam um ao outro de intransigência e de exigências implausíveis.
A nova proposta de trégua consiste de três fases. Na primeira, haveria um cessar-fogo completo por seis semanas, Israel retiraria todas as tropas das áreas habitadas da Faixa de Gaza, e reféns sequestrados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro seriam libertados em troca da soltura de centenas de prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, passaria a haver um fluxo de 600 caminhões de ajuda humanitária entrando em Gaza por dia, de acordo com Biden.
Na segunda fase, o Hamas e Israel negociariam um fim permanente para a guerra, e o cessar-fogo continuaria em vigor durante essas negociações. Esse ponto contraria aquele que tem sido o principal mantra de Netanyahu e da cúpula do gabinete de guerra israelense desde o início do conflito -de que a guerra só terminaria com a destruição completa do Hamas e com a erradicação de seu controle político e militar sobre a Faixa de Gaza.
Com efeito, horas depois do discurso de Biden, o gabinete de Netanyahu disse em uma publicação no X que a proposta “permite que Israel prossiga com a guerra até que todos seus objetivos sejam atingidos, incluindo a destruição das capacidades governamentais e militares do Hamas”, em uma aparente contradição dos termos divulgados pelo presidente americano.
A terceira fase consistiria de um plano de reconstrução do território palestino. A proposta já foi entregue ao Hamas pelo Qatar, disse a Casa Branca. Em comunicado, a facção afirmou que vê o plano de forma positiva.
Biden também se dirigiu à liderança israelense. “Eu sei que alguns em Israel não concordam com esse plano e querem que a guerra continue sem data para acabar. Algumas dessas pessoas estão no governo. Elas deixaram claro que querem ocupar Gaza, que querem continuar guerreando por anos e que os reféns não são prioridade”, afirmou Biden no discurso. “Eu insto líderes em Israel a apoiar esse acordo, não importa a pressão.”
A fala do presidente americano foi interpretada pela imprensa israelense como um comunicado direto à população do país. Foi a primeira vez que detalhes da oferta de cessar-fogo foram publicadas pela mídia de Israel, uma vez que o governo tinha censurado a discussão do plano por jornais e emissoras de rádio e TV.
Depois dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro, que deixaram 1.200 israelenses mortos, bombardeios de Tel Aviv em Gaza já mataram mais de 36 mil palestinos. Na sexta, as forças israelenses afirmam que concluíram suas operações na área de Jabalia, no norte de Gaza. Agora, as tropas estão avançando para Rafah, no sul, com o objetivo de atacar o que consideram ser o último reduto significativo dos batalhões do Hamas.
Israel alegou ter encontrado esconderijos com lançadores de foguetes, outras armas e túneis do grupo terrorista no centro de Rafah, pressionando uma ofensiva para desmantelar unidades de combate militantes que, segundo eles, estão entrincheiradas na cidade na fronteira com o Egito.
Em um comunicado sobre mais de duas semanas de intensos combates em Jabalia, o Exército israelense disse que as tropas concluíram sua operação e se retiraram para se preparar para outras operações em Gaza. Grande parte do território densamente povoado está em ruínas.
O Hamas havia dito um dia antes que estaria pronto para um acordo, incluindo a troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos em Israel, desde que os israelenses parassem a guerra.
Em Jabalia, um distrito urbano lotado de refugiados e seus descendentes desde a guerra de fundação de Israel em 1948, o Hamas transformou a “área civil em um reduto de combate fortificado”, disse o comunicado militar israelense, que segue afirmando que suas tropas mataram centenas de militantes em combates de curta distância.
Jabalia foi devastada, mas destacou a dificuldade de Israel em destruir as unidades do Hamas. Houve semanas de intensos combates na região nas fases iniciais da campanha israelense e, em janeiro, o Exército disse ter matado todos os comandantes do grupo terrorista e eliminado as formações de combate do grupo governante de Gaza na área.
À medida que a guerra se arrasta e a infraestrutura de Gaza é amplamente destruída, a desnutrição se espalhou entre os 2,3 milhões de habitantes, à medida que as entregas de ajuda diminuíram drasticamente, e a ONU (Organização das Nações Unidas) alertou sobre uma fome iminente.
A Jordânia sediará uma conferência internacional de emergência em 11 de junho para trabalhar na resposta humanitária à guerra, em coordenação com o Egito e a ONU.
O Hamas publicou nesta sexta (31) imagens de ataques contra o Exército israelense em Rafah, na Faixa de Gaza, perto da fronteira contra o Egito.
Os combatentes do Hamas demonstraram a sua força contínua em Rafah na semana passada, lançando mísseis no centro comercial de Israel, Tel Aviv, pela primeira vez em meses, no domingo.
No mesmo dia, um ataque aéreo israelense que visava dois comandantes do Hamas provocou um incêndio que matou 45 pessoas que se abrigavam em tendas ao lado do complexo atingido pelos jatos.
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Veja as vacinas indicadas para quem teve contato com água de enchente
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Aqueles que tiveram contato com as águas das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul devem receber de forma prioritária algumas vacinas contra infecções e doenças respiratórias, conforme nota técnica da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) publicada no último dia 13, em conjunto com outras entidades médicas.
O documento indica a vacinação de desalojados, abrigados, voluntários de abrigos, socorristas, médicos, veterinários e grupos prioritários, como crianças, idosos e gestantes.
A recomendação para prevenção de surtos é a aplicação de doses contra Covid, influenza, sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), hepatite A e B, tétano e a febre tifoide.
Mas, em caso de dificuldade de operacionalização dessas vacinações, a pedido do PNI (Plano Nacional de Imunizações), a SBIm, junto com a SGI (Sociedade Gaúcha de Infectologia) e a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), listou as vacinas prioritárias e em quais grupos cada uma delas deve ser administrada.
QUEM DEVE TOMAR?
Vacinas contra influenza e Covid*
– socorristas (profissionais e voluntários);
– pessoas que trabalham no atendimento em abrigos (profissionais e voluntários);
– abrigados (pessoas resgatadas e mantidas em abrigos);
– desalojados (pessoas resgatadas e hoje em casa de parentes ou outros conhecidos);
– grupos prioritários para vacinação definidos pelo PNI.
Indicadas a partir dos seis meses de idade*
Vacina contra hepatite A
– imunodeprimidos, seja por doença ou tratamento, e para portadores de doenças crônicas especificadas que estejam abrigados ou desalojados;
– socorristas (profissionais e voluntários);
– abrigados;
– gestantes de 18 a 40 anos (abrigadas ou desalojadas);
– pessoas de 18 a 40 anos (abrigadas ou desalojadas);
Em situações excepcionais de emergência em saúde pública, na falta da formulação da vacina hepatite A adulto, poderá ser utilizada a vacina pediátrica com o dobro da dose (aspirar 2 fracos para completar 1,0 mL), com aplicação intramuscular.
Vacina contra o tétano (para não vacinados nos últimos cinco anos ou sem carteira de vacinação)
– socorristas (profissionais e voluntários);
– população resgatada com ferimentos;
– gestantes abrigadas (dTpa a partir de 20 semanas).
Vacina contra raiva
– Profilaxia pré-exposição para médicos veterinários e técnicos em veterinária, pessoas que estão atuando diretamente com os animais resgatados, trabalhando em abrigos de animais ou no resgate dos animais atingidos pela enchente.
– Profilaxia pós-exposição no caso de acidentes e/ou agressão envolvendo animais, em pessoas sem relato e/ou documentação de vacina pré-exposição. A depender do acidente, pode ser necessária utilização de soro antirrábico.
Aqueles que não estiverem com a carteira de vacinação disponível devem ser considerados não vacinados para os imunizantes recomendados.
Já para a vacinação de rotina durante períodos de enchentes, crianças e adolescentes sem registro de vacinação devem ser tratados como se estivessem em dia com as vacinas e receber somente as doses indicadas de rotina para a sua idade atual.
REQUISITOS PARA CADA VACINA
O documento contraindica vacinas virais vivas atenuadas para gestantes e indivíduos imunocomprometidos, como as voltadas para varicela, tríplice (sarampo-rubéola-caxumba) ou tetra viral (sarampo-rubéola-caxumba-varicela), febre amarela e dengue. Esses tipos de vacinas possuem agentes infecciosos vivos, mas extremamente enfraquecidos.
Crianças imunossuprimidas também não devem receber vacinas contra rotavírus e poliomielite oral. A triagem deve ser realizada por autorrelato.
Além disso, quem possivelmente foi mordido por animais ou ferido por instrumentos cortantes deve considerar a vacinação contra raiva e contra o tétano, respectivamente.
O risco de raiva é maior entre as pessoas que resgatam animais ou que estão tratando os animais resgatados e podem ser feridos acidentalmente por eles. Não é qualquer animal que é vetor da raiva, mas apenas os cães, gatos, morcegos, macacos, bovinos e raposas.
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Maneiras inesperadas que os humanos estão alterando o planeta
A era do Antropoceno refere-se a uma nova era geológica que tem sido o resultado das ações humanas. Nossas intervenções nos processos geológicos da Terra tiveram uma influência amplamente negativa no clima e no meio ambiente do planeta. Na galeria a seguir, descubra algumas das maneiras mais inesperadas através das quais estamos alterando o planeta.
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Como conversar com seu filho sobre os perigos dos cigarros eletrônicos
(FOLHAPRESS) – “Ele é bonitinho, gostoso, difícil de resistir. Não parece tóxico, mas é mais abusivo que qualquer homem: eu tô falando do vape”, diz a ex-BBB e influenciadora Hana Khalil, 28, em um vídeo nas redes sociais, sinalizado com as hashtags #publicidade e #CancelaOVape.
A publicação faz parte da campanha da ACT (Aliança de Controle do Tabagismo) para o Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de maio, e se junta a um movimento que busca dissuadir jovens do apelo do cigarro eletrônico, popularmente conhecido como vape e pod.
A OMS (Organização Mundial da Saúde), que criou a efeméride em 1987, escolheu como tema para este ano “A proteção das crianças contra a interferência da indústria do tabaco” devido ao aumento do uso dos dispositivos entre jovens –segundo relatório da agência, a utilização é maior entre crianças de 13 a 15 anos do que entre adultos.
O Ministério da Saúde também lançou nesta semana uma campanha contra os cigarros eletrônicos. Mas o que os pais podem fazer para ajudar? A Folha de S.Paulo perguntou a especialistas qual é a melhor forma para as famílias abordarem o assunto com crianças e adolescentes.
Conversa aberta
Não será fácil, adverte a diretora da ACT, a psicóloga Mônica Andreis. “É sempre difícil abordar o tema de experimentação ou uso de qualquer droga com jovens e crianças. A adolescência é um período de maior risco porque há uma maior curiosidade e uma menor percepção de risco”, diz.
O primeiro passo para falar sobre os cigarros eletrônicos é propor uma conversa aberta e sem julgamentos, dizem os especialistas.
Para a psiquiatra Daniela Tassinari, especialista em tabagismo pelo Instituto Perdizes do Hospital das Clínicas, é importante falar com os filhos para entender o que eles já sabem sobre o assunto e quais características os atrai para o consumo.
“Você pode perceber que não sabem muito sobre o produto, que estão sendo seduzidos porque todos estão usando ou porque o gostosinho é doce. E aí você pode atuar esclarecendo [os perigos]”, afirma.
“Não precisa mexer nas coisas da criança para ver se acha um vape. Pergunta, conversa, expõe o que está acontecendo. Não está claro [os efeitos do cigarro eletrônico] nem para os profissionais de saúde, nem para os adultos, imagina para crianças e adolescentes.”
Informação
Estabelecido um terreno de confiança para a conversa, é o momento de trazer os dados de forma clara e factual.
Tassinari afirma que os cigarros eletrônicos foram inseridos no mercado mundial –inclusive no Brasil, onde existe proibição da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)– como uma proposta de redução de danos, uma vez que seria um produto “menos pior” que o cigarro de combustão comum. Estudos, porém, apontam riscos à saúde. Isso, aliado ao sabor mais palatável e aos formatos coloridos, dissocia ainda mais os vapes do que já se sabe sobre o cigarro.
“As pessoas têm ainda poucas informações dos prejuízos que os cigarros eletrônicos geram na saúde. É importante trazê-las de forma concreta, enfática e incisiva, porque é uma mensagem que não está clara”, diz a médica.
Segundo Andreis, os pais podem mostrar que mesmo que o produto não tenha cheiro e aparência do cigarro convencional, ainda provoca dependência, uma vez que usam sais de nicotina.
Outra abordagem, diz, é apontar que os jovens estão sendo alvo de uma indústria que perdeu consumidores e agora está buscando um novo mercado, usando sabores como algodão doce. “O jovem tem a sensibilidade a perceber que está sendo manipulado. Então é possível falar que, assim como as pessoas no passado caíram na armadilha do Cowboy do Marlboro, isso pode estar acontecendo agora.”
Apele para um médico
Se você não conseguir explicar exatamente quais são os riscos que o jovem encara ao usar um cigarro eletrônico, pode relegar essa função a um médico.
Sidnei Epelman, líder de oncopediatria da Oncoclínicas, afirma que os pais devem abordar o assunto com o pediatra ou clínico geral nas consultas. “Para que o jovem faça escolhas corretas não porque o pai proibiu, mas porque pode haver consequências”, diz.
Ele alerta que a nicotina presente nos cigarros eletrônicos é prejudicial para o desenvolvimento cerebral, pulmonar e cardíaco das crianças e adolescentes, além de aumentar o risco de diversas doenças, incluindo 16 tipos de câncer e doenças cardíacas e pulmonares graves.
Segundo Epelman, isso deve ser feito em consultas de rotina e não em uma visita exclusiva para falar sobre o assunto. “Na oncopediatria [tratamento de câncer em crianças], tem pouco a ser prevenido”, diz. “Mas o câncer de pulmão dá para prevenir”.
Apele para outros jovens
“Também é interessante ver jovens falando para jovens”, diz Andreis. Uma alternativa, segundo ela, é mostrar para seus filhos o conteúdo de influenciadores jovens que pararam de usar vape.
Há o movimento #SemNicotina de influenciadores que mostram os problemas que sofreram após o uso. Foi criado pelo influenciador do TikTok Gustavo Foganoli, 23.
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Policial Militar desaparece depois de sair para comprar refrigerante
O cabo da Polícia Militar, Alexandre Silva de Lima, de 33 anos, está desaparecido desde o início da madrugada de quinta-feira (30), em Maricá, na Região Metropolitana do Rio. O agente disse à mulher que iria comprar um refrigerante e não voltou mais.
Estranhando a demora, ela chegou a procurar pelo marido em um bar do bairro Inoã, e recebeu a informação de que tinham acabado de executar um policial na comunidade do Risca Faca.
A mulher, que está grávida, procurou então os policiais militares da cidade para comunicar o caso. A polícia ainda não confirma a morte do agente e faz buscas pela cidade.
Desde às 5h os policiais realizam buscas dentro da comunidade do Risca Faca. Na ação, segundo a PM, houve troca de tiros e dois homens foram presos.
Com eles, a polícia apreendeu dois rádios transmissores, 880 papelotes de maconha, 175 pinos de cocaína e um tablete de cocaína.
Os homens foram encaminhados para a delegacia de Maricá, onde foram interrogados pelos policiais.
Fonte: G1
Cadeirante é atropelado por ônibus de turismo
Um acidente ocorreu na manhã de quarta-feira (29), em Manguinhos, Búzios, envolvendo um ônibus de turismo e um homem cadeirante, de 72 anos. O caso aconteceu na faixa de pedestres da Avenida Atlântica, próximo ao Hotel Atlântico Sul.
O homem cadeirante foi atropelado pelo ônibus e depois, foi levado para o Hospital Municipal Rodolpho Perissé. De acordo com a Prefeitura, passou por exames, estava lúcido e com hematomas no tornozelo, joelho e cotovelo.
Testemunhas relataram que o ônibus, aguardando hóspedes do hotel, iniciou seu movimento enquanto um idoso, conhecido como “Seu Bidalgo”, atravessava a rua. O motorista aparentemente não notou a presença do homem e acabou o atropelando.
A Guarda Municipal foi acionada para controlar o tráfego e realizar os procedimentos necessários.
A empresa de turismo emitiu uma nota lamentando o acidente e afirma que está dando total suporte para a vítima e família.
“Nos fazemos presentes para qualquer esclarecimento e colaboração junto às autoridades competentes. Prezando sempre pela qualidade de seus serviços, levanteremos informações sobre o ocorrido, para que ações sejam tomadas e que situações como estas não voltem a envolver o nome da empresa”, declarou a empresa.
Trump é o primeiro ex- presidente dos EUA condenado por crime
Donald Trump tornou-se na quinta-feira (30), o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos a ser condenado por um crime quando um júri de Nova York o considerou culpado de falsificar documentos para encobrir um suborno para silenciar uma atriz pornô antes da eleição de 2016.
Após dois dias de deliberações, o júri – composto por 12 membros – anunciou que considerou Trump culpado em todas as 34 acusações contra ele. A unanimidade era necessária para qualquer veredicto.
Trump observou os jurados sem manifestar expressão, enquanto eles eram consultados para confirmar o veredicto de culpado.
Trump, de 77 anos, negou ter cometido irregularidades e espera-se que recorra da decisão. Ele pode ser condenado a uma sentença máxima de quatro anos de prisão, embora outros condenados por esse crime geralmente recebem sentenças mais curtas, multas ou liberdade condicional. O encarceramento não o impediria de fazer campanha ou de assumir o cargo, caso vença.
PF deflagra Operação Oasis 14 para combater fraudes bancárias
Na manhã de quarta-feira (29), a Polícia Federal deflagrou a Operação Oasis 14 no município de Niterói para desarticular um grupo criminoso responsável pela abertura de empresas falsas e contas bancárias empresariais para a realização de diversas fraudes.
Na ação, os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Niterói. Foram apreendidas centenas de máquinas de cartão de crédito, mais de 40 documentos de identidade falsos, cartões bancários e quatro veículos. Além disso, um dos investigados foi preso em flagrante por corrupção ativa, após oferecer dinheiro aos policiais federais no momento da abordagem.
A investigação revelou que o líder da quadrilha recrutava pessoas físicas e empresários interessados em participar do esquema, tornando-os sócios das empresas, além de realizar empréstimos bancários e emitir cartões de crédito sem lastro patrimonial.
Embora as empresas fossem formalmente registradas em nome desses indivíduos, o fraudador era quem controlava as operações bancárias, contas, cartões de crédito e débito, recebendo a maior parte do dinheiro obtido ilegalmente. Para evitar a detecção de fraude, os empréstimos eram realizados ao longo de um ano e meio através de pagamentos mensais descontinuados, causando inadimplência e prejuízo aos bancos.
Os fraudadores ainda registravam várias empresas no mesmo endereço de firmas legítimas, conseguindo, assim, que os bancos atestassem seu funcionamento durante as vistorias.
Após os procedimentos de praxe, o preso foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele responderá pelos crimes de corrupção ativa, estelionato, falsidade ideológica e falsificação/uso de documentos falsos.
Confronto com a PM termina com seis homens baleados; quatro morreram
Seis homens foram baleados em confronto com a PM em Costa Barros, Zona Norte do Rio, na tarde desta sexta-feira (31). Segundo a polícia, todos eram traficantes: quatro acabaram mortos e dois ficaram feridos.
Segundo a corporação, uma equipe da PM se deparou com o grupo, que estava em um carro, durante patrulhamento com um blindado na Rua Silvio Terra e houve confronto. Cinco homens foram levados pela polícia para o Hospital Carlos Chagas, onde dois permanecem internados. Mais um suspeito foi levado para a unidade por moradores e também não resistiu.
Após o confronto, cinco fuzis foram apreendidos, além de duas granadas e um rádiotransmissor.
Fonte: G1





















