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China encerra exercícios militares que simularam cerco a Taiwan

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Exército de Libertação Popular (as Forças Armadas da China) concluiu os exercícios militares iniciados na quinta-feira (23) no entorno de Taiwan para simular um eventual bloqueio da ilha de governo autônomo, mas reivindicada como província chinesa por Pequim. O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira (24) na emissora estatal CCTV.

O Ministério da Defesa de Taiwan disse ter detectado 62 aeronaves militares chinesas e 27 navios da marinha, incluindo 46 aviões que cruzaram a linha do Estreito de Taiwan, que servia como barreira não oficial entre os dois lados.

Caças Su-30 e J-16, além de bombardeiros H-6 com capacidade nuclear, estavam entre os aviões que sobrevoaram o estreito e o canal de Bashi, que separa Taiwan das Filipinas.

Ainda na sexta, o Exército chinês publicou um vídeo que mostra caminhões com lança-mísseis preparados para disparar, oficiais a bordo de navios de guerra com binóculos para observar as embarcações taiwanesas e soldados que proclamavam lealdade ao Partido Comunista.

No lançamento da missão, em postagens nas plataformas chinesas WeChat e Weibo, o porta-voz Li Xi descreveu as ações como “uma forte punição pelos atos separatistas das forças de ‘independência de Taiwan’ e um severo aviso contra interferências e provocações de forças externas”.

Ele se referia principalmente ao discurso de posse do novo presidente taiwanês, Lai Ching-te, na última segunda-feira (20). O líder afirmou que “a República da China [nome oficial de Taiwan] e a República Popular da China não são subordinadas uma à outra”, comentário que Pequim entendeu como uma declaração de que os dois territórios são países separados.

A China considera Taiwan uma de suas províncias, ainda não reunificada ao território desde o fim da guerra civil chinesa e a chegada dos comunistas ao poder na porção continental, em 1949.

O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian, afirmou que Lai “tem questionado seriamente o princípio de uma só China”, o que estaria direcionando Taiwan para “uma situação perigosa de guerra”. “Cada vez que ‘a independência de Taiwan’ nos provocar, nós vamos dar um passo a mais com nossas contramedidas, até conseguir a reunificação completa da pátria”, disse.
Neste sábado, Karen Kuo, porta-voz do gabinete presidencial de Taiwan, criticou os exercícios. “A recente provocação unilateral da China não apenas prejudica o status quo da paz e estabilidade no Estreito de Taiwan, mas também é uma provocação flagrante da ordem internacional, que suscitou uma preocupação séria e condenação por parte da comunidade internacional”, afirmou em comunicado.

O novo presidente taiwanês, como mostrou na última edição na newsletter “China, terra do meio”, da Folha, é conhecido pelos discursos anti-China, embora venha suavizando esta posição política desde que iniciou a campanha pela presidência no ano passado.

Os principais veículos de comunicação chineses, como a rede estatal CCTV, a agência de notícias Xinhua e o jornal Diário do Povo não noticiaram a cerimônia de posse.

Hamas afirma ter realizado ataque com foguetes contra Israel

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O braço armado do Hamas, as Brigadas al-Qassam, anunciaram, este domingo, o lançamento de uma “enorme onda de foguetes” contra Telaviv, em Israel, quando as forças armadas israelitas faziam soar as sirenes no centro da cidade, alertando para a possibilidade de lançamento de foguetes.

As Brigadas al-Qassam, através de um comunicado publicado no seu canal Telegram, citado pela Reuters, afirmaram que os ‘rockets’ foram lançados em resposta aos “massacres contra civis”.

“Bombardeámos Telaviv com uma grande onda de foguetes em resposta aos massacres sionistas contra civis”, escreveram as brigadas na mensagem publicada alguns minutos depois de terem soado as sirenes de alerta no centro de Israel.

Vale notar que as sirenes de perigo no centro de Israel soaram hoje pela primeira vez em mais de seis meses. Pelo menos três explosões foram registradas, segundo os jornalistas.

Segundo o exército israelita, pelo menos oito foguetes foram disparados em direção a Israel a partir de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde as suas tropas estão envolvidas em combates acesos com grupos armados palestinos.

O exército acrescentou que “alguns dos foguetes foram interceptados”.

Segundo a EFE, uma pessoa ficou ferida.

Os serviços de emergência informaram que caíram estilhaços em vários locais, na cidade de Ranana, a norte de Telaviv, e também nas cidades de Petah Tikva e Bnei Brak.

Lembrando que o conflito na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de outubro de 2023, e causou cerca de 1.200 mortos, na maioria civis, segundo dados oficiais israelitas.

Nesse dia, 252 pessoas também foram feitas reféns e enviadas para o território palestino. Atualmente, 121 pessoas permanecem retidas em Gaza, dos quais 37 já estariam mortas, segundo o Exército de Telaviv.

Em resposta, as forças militares israelitas desencadearam uma ofensiva devastadora na Faixa de Gaza, onde o Hamas, classificado como “organização terrorista” por Israel, União Europeia (UE) e Estados Unidos, assumiu o poder em 2007.

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Defesa Civil confirma mais quatro mortes e tragédia no RS totaliza 166 óbitos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou neste sábado (25) mais quatro mortes pelas fortes chuvas no estado, totalizando 166 óbitos. Três óbitos foram informados em boletim divulgado pela manhã e outro no início da noite.

O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 61 desaparecidos. São 806 feridos.

No total, 469 municípios foram afetados, 55.791 pessoas continuam desabrigadas e 581.638 foram desalojadas.
Conforme o governo gaúcho, 77.639 pessoas foram resgatadas.

A chuva retornou à região metropolitana de Porto Alegre na quinta-feira (23) e fez os moradores reviverem o caos da grande enchente do lago Guaíba, que atingiu o nível de 5,33 m no último dia 2, superando o recorde de 4,76 m de 1941. Desde então, as águas estavam baixando lenta, mas constantemente. Entretanto, voltaram a subir.

Às 18h15 deste sábado, a régua instalada no cais Mauá -onde a cota de inundação é de 3 m- marcava 4,16 m no nível do Guaíba.
Nesta quinta, um temporal de mais de 120 mm voltou a alagar bairros da capital gaúcha. Desde então foram registrados volumes significativos de chuva na maioria do estado, com acumulados entre 40 mm e 60 mm no centro, nos vales e na Costa Doce, e de mais de 80 mm na região metropolitana, segundo a Defesa Civil estadual.

SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS
– 166 mortes
– 61 desaparecidos
– 806 feridos
– 55.791 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público)
– 581.638 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público -pode ter ido para casa de parentes, por exemplo)
– 2.345.400 pessoas afetadas no estado

 

Casal reage a assalto e dá surra em ladrões; momento ficou gravado

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Um casal, que foi abordado por dois assaltantes, acabou por virar o feitiço contra o feiticeiro. Tudo aconteceu em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, num momento que foi captado por câmaras de videovigilância e que se tornou viral nas redes sociais: tudo porque o assalto terminou com os criminosos a sendo agredidos pelo casal, que reagiu. 

Segundo o G1, o caso aconteceu na madrugada do dia 20 de maio. No vídeo, que tem sido amplamente divulgado, é possível ver a mulher voltando ao carro, no qual o homem esperava. Nesse momento, uma moto passa e os suspeitos abordam o casal.

Nas imagens, é possível ver os suspeitos retirando o homem do assento do condutor, começando a empurrá-lo.

O homem acaba por reagir e começa a agredir um dos assaltantes. O outro suspeito tenta voltar à moto, mas é atingido por um pontapé do homem. Nessa hora, a mulher também começa a agredir um dos ladrões.

De acordo com o G1, as agressões duraram cerca de dois minutos, enquanto os suspeitos tentaram fugir, mas sem sucesso. Um vizinho ainda se juntou ao casal e, pouco depois, um dos assaltantes fugiu a pé e outro usou a moto para a fuga.

Vale lembrar que as autoridades aconselham a não reagir neste tipo de situação, lembrando que os suspeitos podem estar armados. 

Pode ver o vídeo acima. 

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Incêndio em creche mata pelo menos sete bebês na capital da Índia

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As equipes de resgate levaram 12 recém-nascidos da creche para um hospital próximo, mas sete acabaram por falecer, disse Atul Garg.

Os outros cinco sobreviveram e estão sendo tratados por inalação de fumaça, acrescentou.

Um outro dirigente dos bombeiros de Nova Deli, Suresh Kumar, disse que o incêndio deflagrou por volta da meia-noite, no primeiro andar da creche, e que foi extinto em cerca de uma hora.

De acordo com funcionários do corpo de bombeiros da capital, as chamas podem ter sido causadas pela explosão de cilindros de gás natural no interior do edifício, embora esta tese não tenha sido confirmada pela polícia.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram o edifício e veículos que estavam estacionados nas imediações totalmente consumidos pelas chamas.

O chefe do Governo de Nova Deli garantiu que “funcionários do governo e da administração estão ocupados prestando tratamento aos feridos no local”, no distrito de Vivek Vihar, na zona leste da capital.

Arvind Kejriwal disse ainda, na rede social X (antigo Twitter), que “as causas do incidente estão sendo investigadas e que os responsáveis por esta negligência não serão poupados”.

Os incêndios são comuns na Índia, onde construtores e residentes frequentemente violam as leis de construção e os códigos de segurança.

No sábado, pelo menos 27 pessoas morreram, várias delas crianças, num incêndio de grandes proporções num complexo de parques infantis no oeste da Índia, disseram as autoridades.

A tragédia ocorreu na TRP Game Zone, um complexo de entretenimento na cidade de Rajkot, no estado de Gujarat, com várias áreas de jogo principalmente para crianças e jovens.

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Rússia abate 14 ‘drones’ ucranianos em três regiões da fronteira

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“Uma tentativa do regime de Kiev de fazer um ataque terrorista com ‘drones’ de asa fixa contra alvos na Rússia foi abortada nas primeiras horas da noite de sábado. Os sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram dez ‘drones’ sobre a região de Kursk e três drones sobre a região de Oryol”, disse o exército.

As forças russas também abateram um ‘drone’ sobre Belgorod, por volta das 08:00, hora de Moscou.

Esta última região foi alvo de um ataque ucraniano na véspera, com um míssil anti-navio ucraniano ‘Neptune’ e 29 mísseis ‘RM-70 Vampire’ de produção checa, segundo a defesa.

Segundo o governador local, Vyacheslav Gladkov, quatro civis foram mortos após os ataques ucranianos a Belgorod no dia anterior.

“Infelizmente, o número de civis mortos aumentou para quatro pessoas”, escreveu no Telegram, referindo que 12 outras pessoas ficaram feridas.

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"Escalada chocante": escola judaica em Toronto é alvo de tiros

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Pouco antes das 05h00 da madrugada de sábado (25), foram disparados tiros contra a escola primária feminina Bais Chaya Mushka, no bairro de North York, no norte da cidade de Toronto, no Canadá, disse o inspetor da polícia Paul Krawczyk, numa conferência de imprensa.

Os suspeitos saíram de um veículo de cor escura e “abriram fogo contra a escola, danificando a parte da frente do edifício”, afirmou.

A polícia vai reforçar a sua presença na área, bem como em outras escolas e sinagogas, acrescentou.

“Não vamos ignorar o óbvio, o que aconteceu aqui e quem era o alvo do tiroteio”, disse Krawczyk. “Mas, ao mesmo tempo, seria errado especular simplesmente nesta fase”, acrescentou.

O Primeiro-Ministro do Ontário, Doug Ford, denunciou na rede social X uma “demonstração flagrante de antissemitismo” e a Friends of the Simon Wiesenthal Centre (FSWC), uma organização judaica, disse estar horrorizada com os tiroteios.

“Esta escalada chocante de violência contra crianças judias inocentes deve servir de alerta para os líderes políticos da nossa cidade e de todo o nosso país”, afirmou o diretor executivo da FSWC, Michael Levitt.

Em novembro, uma escola confessional judaica em Montreal, no Quebeque, foi alvo de dois tiros na mesma semana, sem que ninguém ficasse ferido.

A guerra na Faixa de Gaza começou a 07 de outubro, depois de combatentes do Hamas infiltrados a partir de Gaza terem atacado o território israelita, matando mais de 1.170 pessoas, na sua maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelitas.

Em resposta, o exército israelita lançou uma ofensiva devastadora no território palestino, matando pelo menos 35.903 pessoas, na sua maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do governo de Gaza, dirigido pelo Hamas.

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Jornalistas indiciados por ‘escândalo do pix’ movimentaram R$ 3,4 milhões em um ano

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JOÃO PEDRO PITOMBO
SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Dois jornalistas indiciados por suspeita de desviar doações que seriam destinadas a famílias vulneráveis na Bahia movimentaram em suas contas bancárias, entre saídas e entradas, cerca de R$ 3,4 milhões em menos de um ano.

O caso, que ficou conhecido como “escândalo do pix”, é objeto de investigação pela Polícia Civil da Bahia há pouco mais de um ano e foi concluído em dezembro com o indiciamento de 12 pessoas. Entre eles estão os jornalistas Marcelo Castro, na época repórter do Balanço Geral, da Record TV Itapoan, e Jamerson Oliveira, que era editor-chefe do programa.

O inquérito foi remetido ao Ministério Público do estado, que solicitou novas diligências para coleta de provas. Em depoimento, os dois jornalistas negaram tanto participação em crimes e quanto as ações descritas no documento.

A reportagem apurou com autoridades que atuam no caso que, em pouco menos de um ano, Castro movimentou R$ 1,2 milhão em suas contas bancárias, enquanto Oliveira registrou R$ 2,2 milhões entre saídas e entradas no mesmo período. Os valores foram considerados incompatíveis com a renda de ambos.

No inquérito, foi pedido um bloqueio de cerca de R$ 500 mil dos investigados, valor semelhante à estimativa de recursos que teriam sido desviados no esquema. O número foi revelado em reportagem publicada nesta quinta-feira (23) na revista Piauí e confirmado pela reportagem.

Os dois jornalistas foram indiciados por suspeita dos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas variam entre 8 e 21 anos de prisão.

Dentre os demais indiciados estão um amigo de Jamerson Oliveira apontado como operador do esquema e pessoas que emprestaram suas chaves pix para que fossem usadas no programa de tevê.

Enquanto era repórter da TV Record Itapoan, Marcelo Castro costumava fazer reportagens com famílias em situação de vulnerabilidade ou pessoas com doenças graves, que demandavam tratamentos médicos ou medicamentos caros.

No programa, o jornalista pedia doações por meio de uma chave pix, com a promessa de que os recursos doados chegariam às famílias necessitadas.

O esquema foi descoberto em março de 2023, após o jogador de futebol baiano Anderson Talisca, atualmente no Al-Nassr, decidir fazer uma doação de R$ 70 mil após assistir uma reportagem.

O dinheiro seria doado para a família do menino Guilherme, de 1 ano, que fazia um tratamento de câncer e precisava de dinheiro para comprar um medicamento para tratamento dos tumores.

Em contato com o repórter, contudo, um assessor do jogador constou que o número do pix repassado para doação -que pertencia a uma pessoa da família da criança- não era o mesmo que apareceu na televisão durante a exibição da reportagem.

O caso acendeu o alerta da emissora, que instaurou um procedimento interno e protocolou uma notícia-crime para que o caso fosse investigado pela polícia. Dias depois, a Record TV Itapoan demitiu Marcelo Castro e Jamerson Oliveira.

A criança mostrada na reportagem morreu semanas depois da exibição do programa. A polícia apurou que apenas uma parte dos recursos arrecadados por meio de doações via pix chegou à família.

A partir dos primeiros indícios, a polícia instaurou uma investigação e identificou outros 11 casos de reportagens com pedidos de doações nos quais a chave pix que era divulgada não pertencia a familiares dos necessitados.

Parte dos recursos foi para contas de um amigo de infância de Jamerson, apontado como operador de campo do esquema. Entre as pessoas que cederam chaves pix para receber doações estão a mãe e a companheira do operador.

As famílias que fizeram os apelos no programa de tevê disseram em depoimento ter estranhado os valores que eram repassados, quase sempre pequenos e, em alguns casos, com números redondos.

Depoentes também afirmaram que o repórter tentava induzir as famílias a pedir mais recursos do que o que precisavam e a encenar limitações para comover os espectadores e aumentar o volume de doações.

A mãe de um paciente com hidrocefalia, que teve sua história contada em uma das reportagens, disse que o jornalista pediu que a criança se atirasse ao chão, mas a família se negou a fazer a encenação.

“Eles agiram para subtrair valores de uma causa nobre. São crianças, pessoas que inclusive faleceram. Talvez não pudesse ter impedido a morte, mas aliviava a dor. Em troca disso, buscavam uma vida de ostentação financeira”, afirma o delegado Charles Leão, responsável pelo caso.

“Eles achavam que nunca a verdade chegaria para eles, seja por poder ou status. Do outro lado, estavam pessoas simples, que não sabem dos seus direitos.”

Responsável pela defesa de Marcelo Castro e Jamerson Oliveira, o advogado Marcus Rodrigues afirmou que o processo se encontra em sigilo absoluto, e por tal motivo não pode passar mais informações.

Também destacou que a defesa não teve acesso a medidas ocultas, caso das quebras de sigilos bancários, mesmo com procuração aos autos, e classificou a medida como “um latente cerceamento dos direitos dos defendidos”.

Afirmou ainda que teve acesso apenas a “diversas provas testemunhais que foram colhidas ao arrepio da lei” e que, por isso, não se sente confortável em comentar a movimentação financeira dos clientes: “Esperamos esperançosos que a justiça seja feita.”.

Em depoimento, os jornalistas disseram que conheciam o homem apontado como operador do esquema e tinham um histórico de transações financeiras com ele por conta de empréstimos de agiotagem. Também afirmaram ser vítimas do operador.

Em nota, a defesa da Record TV Itapoan disse que adotou providências assim que tomou conhecimento da fraude que envolvia dois funcionários da emissora, incluindo um pedido de instauração de inquérito policial. Os funcionários foram desligados de suas funções.

Após ser demitido, Marcelo Castro passou a postar reportagens em seu perfil no Instagram e em um site próprio batizado de Alô Juca, referência a um bordão que usava para falar com policiais que pediam anonimato.
Com foco na cobertura policial, ganhou visibilidade em meio ao recrudescimento da crise na segurança pública na Bahia, com o avanço da guerra entre facções criminosas de Salvador.

Com o sucesso, foi contratado pela TV Aratu para apresentar um programa policial, mesmo já tendo sido indiciado pela polícia. O programa estreou em 15 de abril, na faixa de horário do meio-dia, o que o tornou um concorrente direto do Balanço Geral.

Em 2016, Marcelo Castro foi candidato a vereador em Salvador pelo PRB, atual Republicanos, mas teve apenas 2.828 votos e não foi eleito. Na época, ele declarou R$ 54,6 mil em bens à Justiça Eleitoral.

 

Adutora se rompe em Porto Alegre e 14 bairros ficam sem água

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O rompimento de uma adutora de grande porte na zona norte de Porto Alegre na manhã deste sábado (25) deixou 14 bairros da capital gaúcha sem abastecimento de água.

Em nota, o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) informou que, “para o serviço emergencial, é necessário interromper o abastecimento dos bairros”.

“Vamos atualizando o andamento. Ainda não há previsão”, destacou o comunicado. De acordo com o departamento, o rompimento da adutora ocorreu na rua Engenheiro Francisco Rodolfo Simch, número 653, no bairro Sarandi.

Confira a lista de bairros onde o abastecimento de água foi interrompido:

– Cristo Redentor;
– Passo D’Areia;
– Boa Vista;
– Vila Ipiranga;
– Jardim São Pedro;
– Vila Floresta;
– Jardim Lindóia;
– São Sebastião;
– Jardim Itu Sabará;
– Rubem Berta;
– Protásio Alvez;
– Jardim Leopoldina;
– Mario Quintana;
– Parque Santa Fé.

*Com informações da Agência Brasil

 

Einstein visitou Brasil a contragosto e chamou cientista de ‘macaco’, mostram diários

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DIOGO BERCITO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No início de 1925, a América do Sul esperava, ansiosa, a chegada de Albert Einstein. Ele tinha uma viagem marcada para Argentina, Uruguai e Brasil. O alemão, por outro lado, não compartilhava o entusiasmo dos seus anfitriões. A um amigo, reclamou por carta: “Não tenho vontade de encontrar índios semi-aculturados usando smoking”.

Mais tarde, já no Rio de Janeiro, Einstein se encontrou com Aloysio de Castro, chefe da Faculdade de Medicina. Podemos imaginar o que significou para o brasileiro conhecer o pai da teoria da relatividade naquele momento. Sobre Castro, porém, o cientista escreveu: “legítimo macaco”.

São pouco lisonjeiros os relatos reunidos no livro “Os Diários de Viagem de Albert Einstein: América do Sul”. Os textos revelam alguns pensamentos racistas dessa figura tão celebrada. Expõem outra coisa também, diz Ze’ev Rosenkranz, que editou o volume: a sua humanidade.

“Esses escritos apresentam uma imagem mais completa de Einstein, evidenciando seus limites”, afirma. O alemão foi capaz de revolucionar a física. Mas ele adotou, também, algumas ideias do racismo científico. “Isso acaba nos incentivando a repensar nossos próprios preconceitos.”
Nascido na Austrália, Rosenkranz trabalha com os diários e cartas de Einstein desde 1988. Foi curador desse material na Universidade Hebraica de Jerusalém e é hoje editor sênior no Einstein Papers Project do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Casou-se com uma brasileira e acabou de se mudar para São Paulo, onde conversou com a reportagem.

Os diários da viagem de 1925 estão entre os documentos mais “autênticos” de Einstein, afirma. Isso porque tinham um público limitado: o cientista não pensava em publicar os textos. No máximo, compartilharia as suas ideias com alguns amigos e familiares quando voltasse a Berlim.

Uma das coisas que transparecem no relato é que Einstein foi para a América do Sul quase contra a sua vontade. Decidiu ceder após uma longa insistência das comunidades científicas e judaicas da região. Teve também uma motivação pessoal, ao que parece: queria se distanciar da secretária com quem tinha um caso e de quem agora tentava se separar.
De março a maio, Einstein visitou Argentina, Uruguai e Brasil, reunindo-se com outros cientistas, judeus e alemães. Escreveu -de modo sucinto e desconjuntado- 43 páginas de um caderno pautado. O estilo é o provável resultado do pouco tempo que teve entre encontros.

Suas impressões do Rio de Janeiro são complexas. Há, de um lado, o impacto deixado pelo cenário tropical. Uma noite, pelado no quarto do hotel, olhando pela janela, anotou que estava aproveitando “a vista da baía, com incontáveis ilhas rochosas, verdes e parcialmente desnudas”.
A natureza o encantava. Já as pessoas, nem tanto.

Ao escrever sobre seus anfitriões, Einstein reciclou algumas ideias racistas do determinismo geográfico e biológico. Isto é, sugeria que o clima tinha afetado de maneira negativa as habilidades cognitivas dos brasileiros. Tinham sido “amolecidos pelos trópicos”, nas suas palavras.
“O racismo é parte de sua visão biológica do mundo”, diz Rosenkranz, que descreve Einstein como “um homem do século 19”. Também em uma viagem ao Sri Lanka, em 1922, o cientista relacionou coisas como calor e umidade à capacidade das pessoas de pensarem claramente.

É um pouco desconfortável ler os escritos particulares de Einstein, dado que ele não cogitava ter a nós como leitores. Historiadores debatem o valor de expor esse tipo de material. Rosenkranz, porém, diz que do ponto de vista intelectual seria impossível fazer vista grossa aos diários.

Concentrar-se apenas no racismo de Einstein, porém, é uma maneira simplista de tratar sua biografia. Na Alemanha, ele foi também vítima de preconceito por ser judeu, razão pela qual se mudou para os Estados Unidos em 1933. Foi ali que, mais tarde, aderiu ao movimento antirracista.
O cientista participou, por exemplo, de movimentos em prol dos direitos civis nos Estados Unidos, incluindo a NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor, na sigla em inglês). Posicionou-se de maneira contundente contra a segregação racial existente no país.

Seu apoio ao sionismo, em um momento anterior à criação do Estado de Israel em 1948, também aparece nos diários. Sua identidade norteou a recepção que teve na América Latina. A comunidade judaica o celebrou -enquanto os alemães, em especial na Argentina, o trataram com frieza.
Já circulava, afinal, o antissemitismo que culminaria no Holocausto de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista. Einstein se via mais como judeu do que como alemão, diz Rosenkranz.

De modo surpreendente, a questão científica está em segundo plano nos diários. Pesquisadores disseram, no passado, que Einstein tinha feito a viagem para divulgar a teoria da relatividade e travar contatos com outros físicos. Seus escritos de 1925, no entanto, quase não tratam disso.
Apenas a Argentina tinha naquele momento uma comunidade bem estabelecida de físicos. No Brasil, Einstein sentia que não tinha interlocutores. Havia defensores da relatividade no Brasil, diz Rosenkranz, como o matemático Manuel Amoroso Costa. Mas muitos se opunham à teoria, em especial os seguidores do positivismo.

O último dia de compromissos no Rio foi 11 de maio de 1925, quando o alemão assistiu a um filme sobre o marechal Cândido Rondon, que mais tarde indicou ao Nobel da Paz. Jantou com o embaixador de seu país. Ao final da refeição, escreveu o que serve talvez de resumo da sua viagem: “finalmente livre”.

OS DIÁRIOS DE VIAGEM DE ALBERT EINSTEIN: AMÉRICA DO SUL, 1925
– Preço R$ 79,90 (288 págs.)
– Autoria Albert Einstein (org. Ze’ev Rosenkranz)
– Editora Record
– Tradução Alessandra Bonrruquer

 

Rio Grande do Sul investiga mais de 800 casos suspeitos de leptospirose

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul está analisando mais de 800 casos suspeitos de leptospirose. O número de ocorrências da doença cresce após as enchentes que atingiram 365 municípios do estado.

Até este sábado (25), foram 1.072 notificações -pacientes que relataram sintomas- e 54 casos confirmados. Houve quatro mortes e há outros quatro óbitos em investigação.

A primeira vítima foi um homem de 67 anos, residente do município de Travesseiro, no vale do Taquari. As outras mortes ocorreram em Porto Alegre, Cachoeirinha e Venâncio Aires.

Testes para detectar a infecção estão disponíveis em unidades de saúde de todo o estado. O governo Eduardo Leite (PSDB) instrui todos os moradores a realizarem a checagem em caso de sintoma da doença.

SINTOMAS E TRATAMENTO
A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira interrogans. Ela pode estar presente no rato, no cachorro, no porco, na vaca e na cabra. A bactéria se aloja nos rins desses animais, que a eliminam pela urina.

O contágio acontece por meio do contato com a urina dos animais infectados, o que pode ocorrer na água das enchentes. Machucados pelo corpo favorecem a contaminação, mas a bactéria penetra na pele mesmo quando não há lesões.

A doença pode ser assintomática. Quando há sintomas, o paciente tem dor no corpo e na cabeça, febre alta, de 38,5º C, 39º C, diarreia, náuseas, vômitos, dor na panturrilha e conjuntivite (ou olhos avermelhados). Por ser confundida com outras doenças infecciosas, muitas vezes o atendimento é postergado.

Nas formas graves, a manifestação da leptospirose é a síndrome de Weil. O paciente tem icterícia, hemorragia pulmonar e insuficiência renal, parando de urinar. Ele fica sonolento, confuso e precisa ser cuidado numa UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A leptospirose pode ser tratada com antibióticos de amplo espectro, como doxicilina ou amoxicilina. Para a fase tardia, a penicilina e outros antibióticos derivados dela.

 

Defesa Civil confirma mais três mortes e tragédia no RS totaliza 165 óbitos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou no boletim das 9h deste sábado (25) mais três mortes pelas fortes chuvas no estado, totalizando 165 óbitos. O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 64 desaparecidos. São 806 feridos.
No total, 469 municípios foram afetados, 55.791 pessoas continuam desabrigadas e 581.638 foram desalojadas.

Conforme o governo gaúcho, 83.593 foram resgatadas.

A chuva retornou à região metropolitana de Porto Alegre na quinta-feira (23) e fez os moradores reviverem o caos da grande enchente do lago Guaíba, que atingiu o nível de 5,33 m no último dia 2, superando o recorde de 4,76 m de 1941. Desde então, as águas estavam baixando lenta, mas constantemente.

Nesta quinta, porém, um temporal de mais de 120 mm voltou a alagar bairros da capital gaúcha. Desde então foram registrados volumes significativos de chuva na maioria do estado, com acumulados entre 40 mm e 60 mm no centro, nos vales e na Costa Doce, e de mais de 80 mm na região metropolitana, segundo a Defesa Civil estadual.
*
SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS
– 165 mortes
– 64 desaparecidos
– 806 feridos
– 55.791 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público)
– 581.638 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público -pode ter ido para casa de parentes, por exemplo)
– 2.342.460 pessoas afetadas no estado

 

Nível do Guaíba segue acima dos 4 metros neste sábado

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de um dia em que os moradores da região metropolitana de Porto Alegre reviveram o caos provocado pela enchente do Guaíba, por causa da chuva que retornou à cidade, o nível segue acima dos 4 metros na manhã deste sábado (25). Chegou a 4,16 metros às 6h15 no cais Mauá.

A previsão indica cheia duradoura, com manutenção dos níveis elevados nos próximos dias, segundo o IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

O cenário mostra que os níveis devem oscilar em torno da marca dos 4 metros e devem ocorrer elevações em consequência dos ventos previstos e chuvas, previstos para a próxima semana.

O lago Guaíba atingiu o nível de 5,33 metros no último dia 2, superando o recorde histórico de 4,76 metros da enchente de 1941. Desde então, as águas estavam baixando lenta e constantemente, mas nesta sexta-feira (24) houve o repique.

A Prefeitura de Porto Alegre determinou que as equipes de atendimento sigam mobilizadas para enfrentar os danos causados pela enchente e no atendimento aos abrigados.

A Defesa Civil Municipal também está de prontidão devido aos alertas para possibilidade de deslizamentos de terra e de rajada de vento.

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Cadastro para Transporte Universitário continua aberto para novos candidatos

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O cadastro para o Programa Municipal de Transporte Universitário da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) continua aberto. As novas solicitações deverão ser feitas até dia 16 de junho no Portal do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE). É necessário enviar fotos do RG, CPF, comprovante de renda e comprovante de residência atualizados. Os estudantes já inseridos no programa este ano não necessitam fazer a inscrição novamente.
‌De acordo com o subsecretário de Gestão Operacional, Nilo Manhães, o serviço é voltado aos estudantes de universidades, faculdades, pós-graduação, cursos profissionalizantes e cursos técnicos que moram no interior do município e não têm condições de arcar com sua condução até suas respectivas instituições de ensino.
‌Neste mês de maio, o Programa ganhou uma nova rota para atender os estudantes moradores de Três Vendas e Sapucaia, no turno noturno. Antes, eles eram atendidos na rota de Conselheiro Josino/Vila Nova, que foi revisada e desmembrada.
‌Com a mudança, a rota de Santo Eduardo passou a cumprir o seguinte fluxo: Santo Eduardo, Santa Maria, Espírito Santinho, Morro do Coco e Centro da cidade. A de Conselheiro Josino atende: Santa Barbara, Palmares, Murundu, Chave do Paraíso, Vila Nova, Conselheiro Josino e Centro da cidade. E a rota de Três Vendas cobre: Três Vendas, Sapucaia e Centro.
‌“Ao todo, cerca de mil estudantes estão sendo contemplados. O programa também atende alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) com 10 rotas no interior da cidade. A medida é uma das ações previstas no Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE), e que estamos cumprindo”, informou Nilo.
‌Os horários são: 5h na ida e 13h na volta para o turno da manhã; e 16h na ida e 22h30 na volta, para o turno noturno. Esses horários podem sofrer pequenas alterações, de acordo com a necessidade da rota.
‌Para tirar dúvidas sobre o programa, basta escrever para o e-mail [email protected] ou pelo whatsapp (22) 98131-0808.

Enchentes fazem pescadores artesanais dormirem em barcos na lagoa dos Patos

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LEONARDO FUHRMANN
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Desde junho do ano passado, os barcos dos pescadores da lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, não servem para a sua principal função: o trabalho matinal da pesca de linguado, tainha e camarão, principais peixes e crustáceo do estuário. Neste mês, as embarcações ganharam novas funções. Além de servirem para distribuir água potável, alimentos e produtos de higiene para as comunidades tradicionais, acabaram se tornando moradia para as famílias de pescadores.

Com as casas alagadas, alguns pescadores optaram por ficar nos barcos como forma de continuar junto de suas comunidades e também de cuidar de seu instrumento de trabalho. Outros saíram de suas casas e estão acampados em barracas nas áreas mais altas dos povoados, enquanto outra parte concordou em ir para abrigos ou seguir em casas de dois andares mesmo com o térreo tomado pela água.

Os pescadores têm dificuldade de mudar para casas de parentes, porque eles também foram afetados pelas enchentes. E resistem a deixar as colônias não só pelo temor de terem seus poucos bens roubados, mas também para manter os vínculos comunitários.

Moradora da Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande, a presidente do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Estado do Rio Grande do Sul, Viviane Machado Alves, está acampada na parte alta do território e tem usado o barco para o atendimento às outras comunidades. “Temos levado água potável, alimentos e produtos de higiene”, diz.

A maioria dos moradores depende de água de poço artesiano e, com a enchente, muitos estão debaixo da cheia e não é possível ligar o motor das bombas. Há também regiões que estão sem energia elétrica por motivos de segurança. Além da pesca, as comunidades vivem da agricultura familiar, principalmente da produção de hortaliças, outra atividade atingida pelas enchentes.

A FURG (Universidade Federal do Rio Grande) tem ajudado os povos tradicionais a se mobilizarem para atender as demandas de quem vive nas margens da lagoa.

Segundo Viviane, os moradores estão com dificuldade de acessar serviços públicos e de assistência social, e na última segunda-feira foi enviada uma carta aberta ao ministro da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, com cópia aos ministros da Casa Civil, Rui Costa, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

O documento é assinado por 28 entidades representativas de pescadores artesanais do estado, que reúnem os cerca de 20 mil profissionais gaúchos do setor. Eles apontam a dificuldade de retornar à atividade profissional, além da destruição de várias comunidades.

“Muitos estão ilhados ou não têm roupas secas para ir buscar seus direitos junto aos assistentes sociais”, diz a presidente do Movimento dos Pescadores. Além dos prejuízos nas moradias, muitos perderam seus equipamentos de pesca.

Viviane fala também em falhas no atendimento à saúde e afirma que problemas respiratórios aumentaram nas comunidades por causa das enchentes. “Na ilha onde moro, por exemplo, chegou uma única equipe médica, que fica em um ponto a mais de dez quilômetros de onde fica uma parte da comunidade”, exemplifica.

PESCA PARADA HÁ QUASE UM ANO
Os pescadores estão em situação delicada desde o ano passado.
A pesca artesanal é suspensa na região de junho a setembro por causa do defeso, época de reprodução das espécies do estuário. A atividade, no entanto, não pôde ser retomada em razão da cheia da lagoa. “O estuário é levemente salgado, a entrada de água do mar ou o excesso de água doce vinda dos rios prejudica a formação das espécies”, afirma Viviane.

Uma decisão do governo federal também impede que os pescadores artesanais do estuário pesquem em área marítima. Apesar de vários relatórios técnicos apontarem para as dificuldades de produção de pescado na região, eles não conseguiram que o Ministério da Pesca e da Aquicultura criasse um plano de proteção a eles, com a extensão de benefícios sociais, por exemplo. Os pedidos são feitos desde o ano passado.

Por meio de nota, o ministério comandado por André de Paula (PSD-PE) não mencionou a ausência de atendimento posterior ao defeso. Disse apenas que os valores foram pagos no ano passado a 7.124 pescadores no Rio Grande do Sul, 2.493 deles na lagoa dos Patos e no litoral norte do estado.
O governo estadual afirma que o “suporte direto às comunidades é feito pelos municípios”.

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), reconhece que a Colônia Z3 está entre as áreas mais atingidas no município e que atualmente não há vagas no abrigo ali localizado. “A gente começou a retirar as famílias antes das enchentes, mas nem todas concordaram em sair das casas naquele momento”, diz.

De acordo com a prefeita, a igreja e o salão paroquial da comunidade estão sendo usados como abrigo e muitos dos acampados estão em torno dela, usando a estrutura de comida e banheiros. Ela afirma que o atendimento foi dificultado pela destruição de uma ponte que fica na estrada de terra na orla, mas que o acesso à colônia está sendo feito pela BR-116.

Já a Prefeitura de Rio Grande afirmou, em nota, que foram entregues mais de mil cestas básicas às famílias que permaneceram nas localidades da Ilha dos Marinheiros, Leonídio e Torotama desde o início de maio. “Servidores da Secretaria de Município da Saúde (médicos e enfermeiros) também realizaram visitas às localidades citadas. Marinha e Exército também já realizaram atendimentos de saúde e resgates com aeronaves (helicóptero) na localidade da Ilha dos Marinheiros.”

 

Moradores de São Sebastião do Caí perdem tudo com 3 cheias recorde em 6 meses

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PAULA SOPRANA E BRUNO SANTOS
SÃO SEBASTIÃO DO CAÍ, RS (FOLHAPRESS) – A família de Carla dos Santos, 46, ficou sem móveis, roupas e eletrodomésticos com a cheia de São Sebastião do Caí (RS) em novembro do ano passado. “Perdemos tudo, tudo, tudo. Consegui me reerguer, e agora veio essa de novo”, conta a funcionária de supermercado, que mora com o marido e o neto.

Nesta última tragédia que assolou o Rio Grande do Sul, quando a água do rio já batia na cintura, eles retiraram o que foi possível da habitação. Salvaram geladeira, fogão, mesa e roupas de cama. “Já não tínhamos muita coisa dentro de casa, né?”.

Só que dessa vez, a casa não resistiu, e o que sobra dela são escombros e lama. Carla está em um abrigo e ainda não sabe como reconstruirá a vida pela segunda vez. A única certeza é que não pretende deixar o lugar onde cresceu. “Minha vida toda é aqui, eu me criei aqui, eu quero ver se construo minha casinha aqui de novo. Não adianta, é meu chão.”

Em seis meses, o município de São Sebastião do Caí, a 60 km de Porto Alegre, presenciou as três maiores cheias de sua história, duas delas em maio deste ano. Os habitantes das margens do rio Caí, que contorna a cidade, vivem um ciclo de perda e reconstrução que parece não terminar. O retorno da chuva forte ainda região adiciona um novo temor.

A cota de inundação do Caí é de 10,5 metros. Em 2 de maio, o rio marcou 17,6 m, de acordo com monitoramento do Serviço Geológico do Brasil. Em novembro do ano passado, registrou 16,08 m. O terceiro recorde ocorreu em 13 de maio deste ano, com 15,8 m.

O rio tem origem em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. Com uma extensão de 285 km, cruza 41 municípios, costeando cidades arrasadas pela tragédia deste mês, como São Sebastião do Caí e Montenegro.
No município, a água não afetou apenas as áreas ribeirinhas, mas bairros nunca antes inundados, tirando cerca de 300 pessoas de casa. Segundo a prefeitura, foram impactadas todas as farmácias, os principais mercados, escolas, biblioteca pública e grande parte do comércio. Nas áreas mais coladas ao rio, poucas construções se mantiveram em pé.

Três semanas depois, o cenário é de guerra, com muitas casas no chão. A limpeza ainda levará meses e dependerá da trégua na chuva, que voltou a atingir o estado na quinta-feira (24).

Antônio da Rocha, 52, soube por parentes que sua residência havia sido levada pela água. Estava em viagem na Argentina e não conseguiu retornar. Só lhe restou a mala.

“A gente que tem um poder aquisitivo um pouquinho melhor ainda tem para onde ir”, diz o empresário, que está na casa de um sobrinho. “Mas a tristeza é que muita gente aqui não tinha quase nada, tinha só a casinha deles, né? Muita gente está em abrigo, o pessoal da minha infância É complicado”, acrescenta.

A família de Eferson Luis, 43, não perdeu a residência, comprada há apenas seis meses, mas ainda não sabe se será possível permanecer nela, diante do estado precário e da insegurança de uma nova cheia. Todo o interior está coberto de barro e não há mobília a recuperar nem no alto do segundo andar.
“Era uma segunda-feira e passou o carro anunciando que não era para o pessoal se apavorar. A gente achou que não ia dar uma cheia grande e que pela manhã iriam tirar o pessoal [das casas]. Mas fui checar o rio às 3 da manhã e a água estava passando o portão, que tem 1,70 m de altura”, lembra. Ele reuniu sua família e saiu pelos fundos da casa na mesma hora, deixando o resto para trás.

Eferson reclama da falta de informações oficiais e afirma que ainda não sabe como fazer para acessar os programas de moradia que devem ser disponibilizados pelos governos municipal e estadual.

A prefeitura local distribui alimentos, roupas e kits de higiene a partir de diversas doações. Famílias também têm acolhido os mais necessitados, e voluntários passam diariamente nas residências para distribuir marmitas. Procurada sobre um plano efetivo de moradia, a gestão municipal não respondeu até a publicação desse texto.

Por ora, cada membro da família de Luis está na casa de algum parente. “A gente está tentando arrumar um lugar para alugar, mas não arruma. Logo logo vai começar o colégio das crianças…”

Ele também tinha alguns cavalos, mas a maioria não sobreviveu. Dois, no entanto, permanecem ao lado da casa com uma charrete, que armazena documentos, doações e remédios que a família recebeu. Os animais são o meio de transporte para deixar os filhos na escola.

O vizinho deles Francisco Antônio Specht, 67, morador do Caí desde 1971 e da mesma casa há 24 anos, pretende morar no mesmo local. Sua casa de madeira permanece de pé, mas inundada até o teto pela água. Tudo que ele tem agora lhe foi doado. “A outra enchente já tinha sido ruim para a gente, mas essa de agora tirou tudo mesmo.”

As ruas onde habitam os ribeirinhos são contornadas pelo rio dos dois lados, o que explica parte da violência que derrubou tantas casas na cidade. Segundo relatos, o encontro das águas gerava grandes ondas, sendo muito difícil conseguir se movimentar, mesmo com água ainda na altura das pernas. Apesar disso, São Sebastião do Caí não registrou óbitos.

Quando o tempo está seco, as famílias retiram entulhos das residências e as limpam com a ajuda da comunidade. A região mais próxima ao rio está coberta de lixo contaminado no chão e com o barulho de retroescavadeiras que derrubam as últimas paredes.

No dia da visita da reportagem, Antônio da Rocha, o morador que perdeu a casa enquanto viajava para a Argentina, assava um churrasco em um dos bairros mais destruídos, com a ajuda de voluntários vindos de Caxias do Sul.
Os moradores se reuniram em volta do assado, conversavam e tomavam chimarrão, dando uma pausa na exaustiva faxina da cidade.

“O pessoal está ajudando muito com marmita, com lanches, com sanduíches, né? E a gente agradece de coração. Mas tivemos a ideia de assar um salsichãozinho, um galetinho com pão aí, uma comida diferenciada para dar um ânimo aqui para o pessoal.”

 

Favoritos dos ladrões: ranking dos carros mais roubados ou furtados de SP

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Os casos de furtos e roubos de carros e comerciais leves na capital e na Região Metropolitana de São Paulo diminuíram 11,2% no primeiro trimestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O levantamento, realizado pela empresa de rastreamento veicular Ituran e divulgado pelo UOL Carros, baseia-se nos dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Segundo o estudo, foram registradas 18.961 ocorrências nos primeiros três meses de 2024, em comparação com 21.354 no mesmo período de 2023.

No primeiro trimestre de 2024, os furtos representaram 79,89% das ocorrências, enquanto os roubos, que envolvem violência ou ameaça, corresponderam a 20,11%. Na cidade de São Paulo, a redução foi de 3,27%, com 8.858 casos registrados de janeiro a março de 2024, contra 9.158 no mesmo período do ano anterior. A capital paulista continua sendo a cidade com o maior número de ocorrências no estado.

Outras cidades da região também apresentaram números significativos, embora menores que os da capital. Santo André teve 956 casos, seguida por Campinas com 829, Guarulhos com 825 e São Bernardo do Campo com 572 ocorrências. Esses dados reforçam a tendência de queda nos índices de furtos e roubos de veículos na região metropolitana de São Paulo.

Veja a lista:

1 – Volkswagen Gol
1.342 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 17% em relação a igual período de 2023

2 – Chevrolet Onix
885 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 15,9% em relação a igual período de 2023

3 – Fiat Uno
868 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 27,4% em relação a igual período de 2023

4 – Hyundai HB20
864 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 3,2% em relação a igual período de 2023

5 – Chevrolet Corsa
847 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 9,1% em relação a igual período de 2023

6 – Fiat Palio
720 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 2,2% em relação a igual período de 2023

7 – Ford Ka
573 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 26,8% em relação a igual período de 2023

8 – Fiat Argo
522 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Alta de 13,7% em relação a igual período de 2023

9 – Fiat Strada
462 roubos ou furtos de janeiro a fevereiro de 2024
Sem dados de 2023 para comparação

10 – Volkswagen Fox
451 roubos ou furtos de janeiro a março de 2024
Queda de 26,2% em relação a igual período de 2023

 

Cheias no RS: com mais 2 mortes, número de óbitos sobe para 165

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Chegou a 165 o número de mortes em razão dos temporais e cheias que atingem o Rio Grande do Sul desde 29 de abril. Em boletim divulgado às 9h deste sábado (25), a Defesa Civil do estado ainda informou que

Chegou a 165 o número de mortes em razão dos temporais e cheias que atingem o Rio Grande do Sul desde 29 de abril. Em boletim divulgado às 9h deste sábado (25), a Defesa Civil do estado ainda informou que 63 pessoas estão desaparecidas.

Além disso, o estado registra 806 pessoas feridas e cerca de 637,4 mil pessoas fora de casa, somando quem está em abrigos e quem está desalojado, ou seja, está na casa de parentes ou amigos.

  • Mortos: 165
  • Desaparecidos: 64
  • Feridos: 806
  • Pessoas em abrigos: 55.791
  • Pessoas desalojadas: 581.638
  • Pessoas afetadas: 2.345.400
  • Pessoas resgatadas: 83.593
  • Animais resgatados: 12.497
  • Municípios afetados: 469 (de 497)

Além disso, o estado registra 806 pessoas feridas e cerca de 637,4 mil pessoas fora de casa, somando quem está em abrigos e quem está desalojado, ou seja, está na casa de parentes ou amigos.

  • Mortos: 165
  • Desaparecidos: 64
  • Feridos: 806
  • Pessoas em abrigos: 55.791
  • Pessoas desalojadas: 581.638
  • Pessoas afetadas: 2.345.400
  • Pessoas resgatadas: 83.593
  • Animais resgatados: 12.497
  • Municípios afetados: 469 (de 497)

Campos inicia campanha para aplicação de dose extra contra a Polio

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite terá início na próxima segunda-feira (27), em Campos. O público-alvo são crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, inclusive as que estão com esquema primário em dia. E, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a ação vai acontecer em 21 salas de imunização distribuídas pelo município, sendo duas com horário ampliado.
Até o dia 14 de junho, quando encerra a campanha, a expectativa é de ter vacinado 95% das 25 mil crianças que fazem parte do público-alvo. Desta forma todas as crianças de 1 a 4 anos devem receber uma dose extra da vacina oral poliomielite (VOP), também chamada de gotinha. Já as crianças menores de 1 ano receberão a vacina inativada poliomielite (VIP), caso esteja com esquema atrasado.
“Essa é uma campanha indiscriminada, isso significa que precisamos vacinar essa população em massa. As crianças que estivem com a vacina em dia irão receber a dose de reforço. Já aquelas que estiverem com o esquema vacinal incompleto ou com dose atrasada, nós iremos atualizar. É muito importante que os pais ou responsáveis procure um dos postos para imunizar seus filhos”, explica o assessor técnico de Imunização da SMS, Leonardo Cordeiro.
A poliomielite é uma doença grave caracterizada por um quadro de paralisia flácida causada pelo poliovírus selvagem (PVS) tipo 1, 2 ou 3, que em geral acomete os membros inferiores, de forma assimétrica e irreversível. Para tanto, a realização da campanha neste momento é fundamental para a redução do risco de reintrodução do poliovírus no Brasil.
“A campanha contra a poliomielite anterior foi realizada em 2022 e, provavelmente a deste ano será a última porque a vacina oral poliomielite (VOP) estará saindo do calendário de imunização no segundo semestre, conforme anunciado pelo Ministério da Saúde. Com essa alteração, o esquema vacinal e a dose de reforço serão feitos exclusivamente com VIP”, explicou o assessor técnico.
Dentro da campanha também será realizado, o dia 8 de junho, o “Dia D” de mobilização, cuja estratégia será divulgada oportunamente. Para a criança ser vacinada é preciso levar RG ou certidão de nascimento, CPF, Cartão do SUS e a caderneta de vacinação.
CENÁRIO DA VACINAÇÃO PÓLIO NO MUNICÍPIO
Para considerar protegido pelo contra a pólio, a criança precisa fazer o esquema vacinal de três doses da VIP e duas doses de reforço com VOP, por isso os pais e responsáveis legais devem estar atentos e não perder o prazo. Até o momento, em 2024, a cobertura vacina de VIP está em 51,01% e de VOP em 38,26%. Esses dados poderão sofrer alteração a qualquer momento, devido à dinâmica de aplicação diária das vacinas.
SALAS COM HORÁRIO AMPLIADO (SEGUNDA A SEXTA-FEIRA)
Sala de Vacinação—Rua Gil de Góis, nº 132, ao lado do Centro de Referência e Tratamento da Mulher (das 8h30 às 20h)
Clínica da Criança (das 9h até às 18h)
SALAS DE VACINAÇÃO (SEGUNDA A SEXTA-FEIRA, DAS 8H30 ÀS 16H)
Centro de Saúde de Guarus
UBS Penha
UBS Santa Maria
UBS Sentinela do Imbé
UBSF Aldeia
UBSF Conselheiro Josino
UBSF Custodópolis
UBSF Eldorado
UBSF Felix Miranda
UBSF IPS
UBSF Jamil Ábido
UBSF Lagoa de Cima
UBSF Morro do Coco
UBSF Parque Aurora
UBSF Parque Imperial
UBSF Patronato São José
UBSF Santo Amaro
UBSF São Sebastião
UBSF Tocos
UPH Travessão
UPH Ururaí

Polícia Militar apreende grande quantidade de drogas em Guarus

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Agentes da Polícia Militar realizaram uma apreensão de grande quantidade de drogas na noite dessa sexta-feira (24), na Rua Cidade de Lima, no Parque Santa Rosa, em Guarus, em Campos.

Segundo a polícia, após patrulhamento pelo local, foi visto que alguns suspeitos começaram a fugir quando perceberam a presença dos militares. Foi realizada uma revista na área, e foi encontrado um pote com 40 pinos de cocaína, 27 pedras de crack e 10 buchas de maconha. Ninguém foi preso.

O material foi apreendido e encaminhado para a 146ª DP/Guarus.