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Inscrições para Enem 2024 começam na segunda-feira, dia 27

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O período de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 começa na próxima segunda-feira (27), e segue até 7 de junho. A inscrição é feita através da Página do Participante do Enem, com CPF do estudante e senha do portal do governo federal Gov.br.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – que é vinculado ao Ministério da Educação e responsável pela organização do Enem –, o pagamento da taxa de inscrição deve ser efetuado a partir do dia 27 de maio até 12 de junho.

O valor da taxa continua em R$ 85, pagável por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança (a depender do banco). Para pagar por Pix, basta acessar o QR code que consta no boleto.

O resultado das solicitações de isenção da taxa foi divulgado pelo Inep em 13 de maio. A aprovação da isenção não significa que a inscrição foi realizada automaticamente. É necessário que o interessado se inscreva para participar do exame.

No momento da inscrição, o participante deverá escolher o idioma da prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol).

Treineiro

Podem participar do Enem na condição de treineiros os estudantes que vão concluir o ensino médio após o ano letivo de 2024 ou os interessados em fazer o exame que não estejam cursando e não concluíram o ensino médio. O candidato, no entanto, deve estar ciente de que sua participação servirá somente para autoavaliação de conhecimentos.

Os resultados individuais do treineiro não poderão ser usados para acesso ao ensino superior. Os resultados das provas deste grupo serão divulgados 60 dias após a divulgação geral dos demais candidatos.

Enem 2024

A edição de 2024 do Exame Nacional do Ensino Médio será aplicada em todos os estados e no Distrito Federal nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia do exame, as provas são de linguagens, códigos e suas tecnologias, além da redação e ciências humanas e suas tecnologias. A aplicação terá 5 horas e 30 minutos de duração.

No segundo dia do exame, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. A aplicação terá 5 horas de duração.

Exército de Israel recupera corpo de brasileiro sequestrado pelo Hamas

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O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira (24) que recuperou os corpos de três reféns sequestrados em outubro de 2023 pelo grupo palestino Hamas. Entre eles está o brasileiro Michel Nisembaum, de 59 anos.

Os corpos foram recuperados durante a madrugada, numa operação conjunta do Exército e dos serviços secretos de Israel em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza. Os outros dois reféns foram identificados por autoridades israelenses como Orión Hernández Radoux, de 30 anos, Hanan Yablonka, de 42 anos.

Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do brasileiro e disse que o governo segue engajado nos esforços para que todos os reféns mantidos pelo Hamas sejam libertados.

“Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel”, postou.

“O Brasil continuará lutando e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina”, completou.

Nisembaum, que tinha cidadania brasileira e israelense, era residente em Israel e considerado desaparecido desde o dia 7 de outubro do ano passado. Na ocasião, ele participava de um festival de música alvo de ataque do Hamas.

Em nota, a Embaixada de Israel no Brasil também lamentou a morte do brasileiro. “Todos os nossos corações doeram com a terrível notícia de seu assassinato. O povo de Israel, o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Estado de Israel no Brasil partilham a tristeza da família”.

“O Estado de Israel comunica, com extremo pesar, o assassinato do israelense-brasileiro Michel Nissenbaum, morto pelos terroristas do Hamas”, afirma o comunicado. “Seu corpo foi encontrado pelas forças de segurança de Israel num túnel na Faixa de Gaza e levado de volta para Israel.”

Em outubro passado, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel, com incursão de combatentes armados por terra, no sul do país. De acordo com autoridades israelenses, cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e duas centenas de israelenses e estrangeiros foram feitos reféns.

Em resposta, Israel vem bombardeando as infraestruturas em Gaza e impôs cerco total ao território, que dificulta, inclusive, a entrada de ajuda humanitária aos palestinos. Além dos mais de 35 mil mortos, a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza já deixou cerca de 80 mil feridos em sete meses, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave.

A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.

Dois homens são presos por tráfico de Drogas em São Francisco de Itabapoana

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Dois homens que não tiveram suas identidades divulgadas, foram presos por tráfico de drogas, nessa quinta-feira (23), na Rua da Jaca Um, em São Francisco de Itabapoana, por tráfico de drogas.

Após agentes da Polícia Militar realizarem patrulhamento pelo local, foi visto uma prática de tráfico, e quando os dois criminosos perceberam a presença da polícia, tentaram fugir, mas foram capturados. Com eles foram apreendidos 15 pinos de cocaína, 09 pedras de crack, 24 buchas de maconha, 01 aparelho celular e R$60,00 reais proveniente do tráfico.

Os criminosos foram encaminhados para a 147ª DP/ São Francisco de Itabapoana onde permaneceram presos.

Adolescente é apreendido após matar os pais a marteladas e depois colocar fogo no quarto

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Um adolescente de 16 anos, que não teve seu nome divulgado, foi apreendido na noite dessa quinta-feira (23), em Jacarepaguá na Zona Oeste do Rio, após matar com marteladas os pais adotivos.

O adolescente confessou à polícia que um dos motivos que o levou a cometer o crime foi que os pais não queriam que ele faltasse à escola para poder descansar para uma aula de jiu-jitsu. O menino conta que após matar os pais, colocou fogo no quarto onde o casal estava.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Polícia Militar apreende grande quantidade de crack em Campos

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Agentes da Polícia Militar apreenderam nessa quinta-feira (23), 203 pedras de crack que estavam dentro de uma sacola enterrada na Rua Adão Pereira Nunes, na Portelinha 1, em Campos.

Após informações que o local era feito de esconderijo para as drogas, os militares fizeram uma busca, e encontraram a sacola que estava enterrada no chão.

O material foi encaminhado para a 134ª DP/Centro.

INSS começa a pagar nesta sexta décimo terceiro antecipado

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Foto: Agência Brasil

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta sexta-feira (24) a segunda parcela do décimo terceiro. Até 7 de junho, mais de 33,6 milhões de segurados receberão o dinheiro, que será pago conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS).

O pagamento da segunda parcela começa pelos segurados que ganham o salário mínimo. Quem recebe mais que o mínimo começa a receber em 3 de junho.

O extrato com os valores e as datas de pagamento do décimo terceiro está disponível desde abril. A consulta pode ser feita tanto pelo aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, como pelo site gov.br/meuinss.

Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

O decreto com a antecipação do décimo terceiro foi assinado em março. Este é o quinto ano seguido em que os segurados do INSS recebem o décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho.

Segundo o Ministério da Previdência, o pagamento do décimo terceiro antecipa a injeção de R$ 67,6 bilhões na economia. Desse total, R$ 33,92 bilhões correspondem à segunda parcela, referente à competência de maio e que será paga entre o fim deste mês e o início de junho. O restante corresponde à primeira parcela, da competência de abril, paga no fim de abril e início de maio.

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na segunda parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Bolsa Família, não têm direito a décimo terceiro salário.

 

Evangelização e cultos em presídios não foram proibidos pelo governo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – É falso que o governo Lula (PT) tenha proibido a evangelização em presídios. Essa desinformação foi compartilhada em vídeo no Tiktok, visualizado mais de 1,1 milhão de vezes. Na gravação, uma pré-candidata à Câmara Municipal de Rio das Ostras (a 169 km do Rio de Janeiro) afirma que a pregação do evangelho e a realização de cultos e orações nos ambientes prisionais foram proibidas por meio de decreto presidencial.

O vídeo distorce a resolução nº 34 do CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Publicado no Diário Oficial da União no dia 29 de abril, o texto define diretrizes e recomendações sobre a liberdade religiosa em presídios.

Entre os pontos, o documento assegura aos ingressos no sistema prisional o direito de professar qualquer religião ou crença, assim como prevê a atuação de diferentes grupos religiosos nos presídios, sendo vedado o proselitismo religioso. Proselitismo é a tentativa persistente de convencer outra pessoa a aceitar suas crenças. A proibição, contudo, já constava desde a resolução Nº 8, de 2011.

A diferença é que o novo documento do CNPCP também proíbe o racismo religioso. Diferentemente do que afirma o conteúdo enganoso, não há qualquer menção à proibição a cultos ou evangelização. Um dos princípios fundamentais da resolução, inclusive, é a premissa de que “será assegurado aos representantes religiosos das instituições religiosas o acesso a todos os estabelecimentos de privação de liberdade dentro território nacional”.

Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que o texto não referenda qualquer tipo de perseguição religiosa e deixa claro que pessoas privadas de liberdade têm “direito à mudança de religião, consciência ou filosofia a qualquer tempo”.
O governo federal também informou que são falsas as acusações e lembrou que o documento não tem poder de lei. “Essa resolução fala em garantir a ‘liberdade de consciência, de crença e de expressão’ das pessoas presas. Diz que será assegurando a elas ‘o direito de professar qualquer religião ou crença’.Isso é exatamente o oposto à ideia de perseguição religiosa”, diz comunicado.

 

Foragido da polícia é preso com drogas e aparelhos celulares

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Foto: divulgação

Um homem que não teve sua identidade divulgada, foi preso com drogas e aparelhos celulares nessa quinta-feira (23), na Rua Xatel Carrapicho, em Atafona, em São João da Barra. O criminoso estava foragido.

Agentes da Polícia Militar realizavam patrulhamento quando localizaram um suspeito que havia fugido da prisão. Ao avistar a presença dos policiais, o criminoso tentou fugir pulando muro de algumas casas, onde em uma dessas residências, foi atacado por cães, facilitando a chegada dos policiais para detê-lo. Com o homem foram encontrados dois aparelhos celulares, 06 pedras de crack e R$23,00 em espécie proveniente do tráfico.

O criminoso foi encaminhado para a 145ª DP/ São João da Barra, onde permaneceu preso.

Foragidos da justiça são presos em Campos e em São Fidélis

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Viatura da Polícia Militar/Foto: ClickCampos

Na tarde dessa quinta-feira (23), a Polícia Militar realizou a prisão de três pessoas foragidas da justiça em Campos e em São Fidélis.

A primeira ocorrência ocorreu na Rua Santo Amaro, no bairro Terra Prometida, onde equipes policiais detiveram um adolescente. O jovem possuía um mandado de busca e apreensão expedido pelo Cartório da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de Campos/RJ. Após a detenção, o adolescente foi conduzido à 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde permaneceu apreendido.

Em seguida, na Estrada Nogueira, no Parque Boa Vista, outra equipe policial conseguiu prender uma mulher foragida da justiça. A mulher possuía um mandado de busca e apreensão por tráfico expedido pelo Cartório da 1ª Vara Criminal da Comarca de Campos/RJ. Após a prisão, ela foi conduzida à 146ª DP, onde permaneceu sob custódia.

A terceira ocorrência ocorreu na Rua Doutor Jose Francisco, no Loteamento Santa Lucia, em São Fidélis. Contra o homem, havia a existência de um mandado de prisão expedido pelo Cartório da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Comarca de Campos/RJ. O homem foi abordado e preso, sendo conduzido à 141ª DP, onde foi confirmado o mandado de prisão em seu desfavor.

Todos os detidos permaneceram à disposição da justiça para as devidas providências legais.

Mendonça sugere que multas de leniências da Lava Jato sejam destinadas ao RS

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sugeriu que empresas com acordos de leniência celebrados diante da Operação Lava Jato destinem recursos e serviços para a reconstrução do Rio Grande do Sul.

A proposta foi feita em audiência fechada com empresários nesta quinta-feira (23). Mendonça tem promovido estas reuniões de conciliação desde fevereiro, no âmbito da ação em que são questionados os termos destes acordos.
Estes encontros visam discutir as principais divergências entre as partes, empresas e órgãos públicos.

Outro ponto proposto pelo ministro seria o pagamento do débito das companhias por meio da prestação de serviços, desde que participem e vençam licitações relativas a obras federais.

A ação de questionamento das leniências foi apresentada pelo PSOL, PC do B e Solidariedade. As legendas afirmam que os pactos foram celebrados antes do ACT (Acordo de Cooperação Técnica) que sistematiza regras para o procedimento e que, portanto, haveria ilicitudes na sua realização.

De acordo com informações do Supremo, estes encontros buscam discutir as principais divergências entre as partes, empresas e entes públicos.

Entre os pontos está a capacidade de pagamento das empresas a partir de análise técnica da sua situação contábil, segundo parâmetros utilizados pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pela AGU (Advocacia-Geral da União) em acordos recentes.

Além da possibilidade de pagamento com base na compensação de créditos e débitos fiscais e seus limites e a aplicação de multas em duplicidade.

Ainda segundo o STF, as partes presentes se comprometeram a dar seguimento às tratativas, para tentar chegar a um consenso sobre os pontos abordados.

 

Lucy Letby não pode recorrer da condenação por assassinato de sete bebês

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A enfermeira Lucy Letby, que assassinou sete bebês e tentou matar outros seis enquanto trabalhava na unidade neonatal do Hospital Countess of Chester, entre junho de 2015 e junho de 2016, no Reino Unido, viu a autorização para recorrer da sua condenação ser negada.

A mulher – que foi condenada a 14 penas de prisão perpétua em agosto – tinha apresentado quatro fundamentos de recurso, sendo que em cada um dos quais alegava que o juiz tinha recusado erradamente um pedido feito em seu nome durante o julgamento, revelou a estação de televisão Sky News.

Vale lembrar que a enfermeira, que se recusou a estar presente na leitura da sentença, cometeu os crimes no Hospital Condessa de Chester, entre junho de 2015 e junho de 2016. Contudo, e apesar das suspeitas, Lucy Letby não foi demitida da unidade de saúde, nem denunciada às autoridades. Ao invés, foi suspensa do cargo de enfermeira e passou a desempenhar funções administrativas.

[Lucy Letby durante julgamento]© Getty Images  

Após anos de investigação, a enfermeira, atualmente com 33 anos, foi detida pela primeira vez, em 2018, tendo sido formalmente acusada em 2020 por sete crimes de homicídio e sete acusações de tentativa de homicídio.

Leia Também: Quem é a enfermeira culpada por matar sete bebês em hospital britânico

Assalto a motorista de aplicativo em Guarus termina em perseguição e apreensão de arma de brinquedo

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Assalto a motorista de aplicativo terminou com perseguição, fuga dos suspeitos e apreensão de arma de brinquedo pela Polícia Militar na noite desta quinta-feira (23), em Guarus.

Durante patrulhamento, a equipe policial observou dois suspeitos em uma motocicleta cinza, sem farol dianteiro. Ao tentar abordá-los, o carona jogou um objeto na BR-101, próximo à 2ª Companhia de Infantaria do Exército Brasileiro, e os suspeitos fugiram em alta velocidade por diversas ruas de Guarus.

Durante a perseguição, os suspeitos descartaram outro objeto na Avenida Zuza Mota, no Parque Alvorada, antes de conseguirem escapar. A equipe policial retornou aos locais e recuperou um celular e um carregador portátil na Avenida Zuza Mota, e um simulacro de pistola na BR-101, próximo ao Exército.

Após contato com o proprietário do celular, identificado como um motorista de aplicativo, foi informado que ele havia sido assaltado na Rua João Alberto, ao lado do SESI, no Parque Jardim Carioca. A equipe policial encaminhou os pertences à 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde foram devolvidos ao proprietário.

CadÚnico: agendamento on-line para atualização abre nesta sexta-feira

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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social abre nesta sexta-feira (24) novo agendamento on-line para a Atualização do Cadastro Único, para famílias referenciadas nos CRAS Farol, Goitacazes, Jockey, Chatuba, Ururaí e Codin. Para agendar, os interessados devem acessar o link que é disponibilizado nos stories e no perfil da SMDHS no Instagram (@social.camposrj). Os atendimentos vão acontecer na próxima semana.
Para realizar o agendamento, o interessado deve acessar o link no horário divulgado pela SMDHS, sendo eles: 8h – CRAS Goitacazes; 10h – CRAS Farol; 14h – CRAS Jóquei, Chatuba, Ururaí e Codin. Para estas unidades o atendimento está sendo realizado na Gestão do CadÚnico, na Rua Tenente Coronel Cardoso (antiga Formosa), nº 565, no Centro.
O titular deverá preencher todos os campos obrigatórios no formulário de forma precisa e completa. Caso o número de NIS esteja incorreto, o cadastro poderá ser invalidado. No dia marcado, deverão ser apresentados o comprovante de agendamento (foto ou print) e documentos de todos os moradores da residência: RG, CPF, Carteira de Trabalho, comprovante de residência, certidão de nascimento e declaração escolar, no caso de componentes familiares que sejam menores de idade.

Idoso é preso por posse ilegal de arma de fogo

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Foto: Divulgação

Um idoso que não teve sua identidade divulgada, foi preso por posse ilegal de arma após agentes da Polícia Ambiental apreenderem uma espingarda em uma área de mata na localidade Vista Alegre, em Santa Maria Madalena.

Após denúncias de caças no local, os policiais fizeram contato com o idoso, que admitiu possuir uma arma escondida na mata. A equipe conseguiu localizar a arma, uma espingarda calibre 28, além de 24 munições.

Durante o procedimento, o cunhado do idoso compareceu ao local e o acusou de ter atirado contra sua própria irmã.

Diante dos fatos apresentados, o idoso recebeu voz de prisão, e foi conduzido à 156ª DP/ Santa Maria Madalena, onde a ocorrência foi registrada.

Corte da ONU rejeita medidas que México pediu contra Equador após invasão de embaixada

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os juízes da Corte Internacional de Justiça (CIJ) rejeitaram, nesta quinta-feira (23), as medidas de emergência que o México havia pedido contra o Equador após policiais invadirem a embaixada do país norte-americano em Quito.

O México havia solicitado a proteção dos arquivos no local, a permissão para que funcionários mexicanos desocupem a sede diplomática e a abstenção do Equador em relação a qualquer ato que pudesse afetar a implementação das ordens da CIJ.

A corte sediada em Haia, no entanto, decidiu de forma unânime que o Equador ofereceu garantias para essas questões. Tais compromissos, segundo o tribunal, “são vinculativos e criam obrigações jurídicas” para o Equador. “Atualmente, não existe urgência, no sentido de que não existe um risco real e iminente de prejuízo irreparável aos direitos reclamados pelo solicitante [México]”, afirmou a corte.

No entanto, a sentença lida pelo presidente do tribunal, o juiz Nawaf Salam, enfatizou “a importância fundamental do princípio consagrado na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”. “Não existe um requisito prévio mais fundamental para o desenvolvimento das relações entre Estados do que a inviolabilidade das instalações diplomáticas e das embaixadas”, afirmou Salam.

Embora as sentenças do principal órgão judicial da ONU sejam vinculantes, a corte tem poucos meios de fazê-las valer na prática. Os representantes de ambos os países, porém, saudaram a decisão.

“O governo do México está muito satisfeito com a ordem emitida pela CIJ, (…) porque reconhece (…) que a inviolabilidade de uma missão diplomática é absoluta”, disse o advogado Alejandro Celorio, do México. Para ele, o fato de a corte ter considerado vinculativas as garantias equatorianas força Quito a proteger as instalações diplomáticas mexicanas.

O representante do Equador, Andrés Terán Parral, por sua vez, afirmou que seu país mantém as garantias oferecidas ao tribunal e acolhe a decisão. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Equador afirmou que a decisão da CIJ “confirma o caráter desnecessário” do pedido apresentado pelo México.

No próximo passo, os juízes analisarão o mérito da questão, na qual o México acusa o Equador de violar a legislação internacional. Quito, porém, também processou o México na CIJ, alegando que o país norte-americano concedeu asilo ilegalmente ao ex-vice-presidente Jorge Glas, que foi condenado duas vezes por corrupção e enfrenta novas acusações.

A invasão, em abril, aconteceu para executar um mandado de prisão contra o político, que estava abrigado na embaixada mexicana desde dezembro.

Como resultado, o governo mexicano rompeu relações com o Equador e anunciou o processo em Haia. A ação de Quito foi criticada por vários países, inclusive o Brasil. A Convenção de Viena, assinada pelo Equador em 1961, determina que Estados signatários devem tomar todas as medidas para proteger a missão diplomática de outras nações em seu território e que seus prédios e propriedades são imunes a buscas e apreensões.

Na época, a invasão sem precedentes a uma embaixada na região foi o estopim da crise entre os dois países, que já se intensificava nos dias anteriores.

A tensão começou quando o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, afirmou que o assassinato do candidato Fernando Villavicencio nas eleições presidenciais do Equador, em 2023, havia aberto o caminho para a vitória de Daniel Noboa, atual presidente da nação sul-americana. O equatoriano, então, expulsou a embaixadora do México, que respondeu concedendo asilo a Glas.

Em abril, um tribunal equatoriano decidiu que, embora a prisão de Glas tenha sido ilegal, ele deve permanecer na prisão devido a condenações anteriores, e sua equipe jurídica prometeu recorrer. O ex-presidente enfrenta acusações de desvio de fundos arrecadados para ajudar na reconstrução da província costeira de Manabí após um terremoto em 2016.

SP: Parada LGBT+ pede que público resgate cores da bandeira do Brasil

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Em 1997, a drag queen Kaká di Polly [falecida no ano passado] se deitou no chão em plena Avenida Paulista, em São Paulo. Esta foi a forma que ela encontrou para protestar contra os policiais que estavam impedindo cerca de 2 mil pessoas de promoverem a primeira Parada Gay [como ela era chamada na época] de São Paulo. De lá para cá, o evento passou a ser chamado de Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e é considerado o maior do mundo, reunindo milhões de pessoas todos os anos. Este ano, a Avenida Paulista recebe a Parada no dia 2 de junho

Em 28 edições, o evento cresceu não só em tamanho de público, como também em programação, contando até mesmo com uma Feira Cultural da Diversidade, que este ano será no Memorial da América Latina, no dia 30 de maio. Além disso, a parada vai inaugurar um novo evento este ano, para competir com Nova York: a Corrida do Orgulho LGBT+, marcada para o Parque Villa-Lobos, a partir das 06h30. Outra novidade é o lançamento de um edital de apoio às pequenas paradas que ocorrem em outras cidades brasileiras, marcado para ocorrer no segundo semestre.

Mas uma coisa não se alterou desde a primeira edição do evento: a capacidade de mobilização. Embora seja sempre uma grande festa, a parada nunca deixou de ter um caráter político e de defesa de direitos. Neste ano de eleições municipais, por exemplo, ela adota como tema Basta de Negligência e Retrocesso no Legislativo. Vote Consciente por Direitos da População LGBT+, destacando que há muitos projetos em defesa dessa população parados no Congresso Nacional. A organização também pedirá para que o público resgate as cores da bandeira nacional que, nos últimos anos, foram muito utilizadas por movimentos da extrema-direita.

“A Parada consegue se manter, há 28 anos, com a mesma força. Poucos movimentos sociais no mundo conseguem essa proeza”, disse Nelson Matias Pereira, presidente da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, em entrevista nesta quinta-feira (23) à Agência Brasil.

“Neste ano não vamos falar só sobre eleição: vamos denunciar o retrocesso e a omissão do Congresso e das Casas Legislativas em relação às nossas pautas. Em todos esses últimos anos, não se aprovou nenhuma lei que nos favoreça. Vamos cobrar o Legislativo e também vamos dizer: vamos votar consciente. Precisamos ter um voto crítico, elegendo pessoas LGBT+”, enfatizou o presidente do evento.

Segundo Pereira, alguns exemplos dessas leis dizem respeito ao casamento igualitário e à criminalização da LGBTfobia. “O casamento igualitário, civil ou homoafetivo, por exemplo, que foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF): há agora um projeto de lei tramitando no Congresso para proibir pessoas homoafetivas de se casarem. Eles querem tirar aquilo que o STF nos garantiu”.

O presidente do evento ressalta que vários projetos estão tramitando em casas legislativas em cidades do interior com uma série de proibições como, por exemplo, a de presença de crianças em paradas. “Isso é um retrocesso gigantesco. Além de não avançar em nossas pautas, eles ainda tiram ou diminuem direitos que temos garantidos por nossa Constituição. É preciso lembrar que antes do rótulo e das caixinhas e do G [gay] que me cabe, eu sou cidadão brasileiro e como tal preciso ser tratado. Há uma constituição que rege as regras desse país e que diz que sou um cidadão brasileiro e que tenho que ser tratado como tal”.

Para pressionar o Congresso a aprovar e criar projetos que garantam os direitos da população LGBT+ foi criado um abaixo-assinado, que estará colhendo assinaturas online a partir de agora. “O pedido do abaixo-assinado é para que o Poder Legislativo passe a criar e aprovar leis que apoiem as pessoas LGBT+. Queremos juntar a maior Parada LGBT+ do mundo e colocar essas pessoas para também estarem participando desse movimento”, disse Marcos Melo, gerente de campanhas da All Out, movimento global em defesa dos direitos LGBT+.

O abaixo-assinado está disponível Instagram e também poderá ser acessado durante a Feira Cultural da Diversidade e na Parada SP por meio de QRCodes espalhados pelos eventos.

Como já é tradição, a organização Mães pela Diversidade estará na Avenida Paulista no dia da parada para abrir o evento, junto com a bateria da escola de samba Vai-Vai. E, pela segunda vez consecutiva, essas mães estarão vestindo as cores do Brasil, que vão substituir o arco-íris de seus abadás.

“O Mães pela Diversidade está em todas as paradas, desde o início. A importância é contar para as pessoas que nossos filhos têm família e que eles não estão sozinhos. Queremos dizer a outras mães que isso que elas estão vivendo na casa delas também aconteceu na nossa. É fundamental que a gente possa se espelhar, enxergar futuro, ter esperança e acolhimento”, disse Regiani Abreu, integrante da organização. 

Para este ano, a organização terá como lema Verás que Tua Mãe Não Foge à Luta. “No ano passado, já nos antecipamos a Madonna para usar o verde, amarelo, azul e branco. Queremos devolver para a nossa bandeira a alegria, a harmonia, a solidariedade, a legitimidade e a diversidade. Esse ano vamos repetir o abadá do ano passado, que é um tema tão importante e fundamental”, adiantou Regiani.

Parada SP

Pela primeira vez, a Parada fará um trajeto diferente na Avenida Paulista por causa de obras do metrô. Neste ano, os trios vão percorrer o lado ímpar da avenida. Por isso, o público será orientado a entrar no evento pelas ruas Haddock Lobo e Bela Cintra.

Também foi estabelecida parceria com a prefeitura para ações de sustentabilidade. Para isso serão instalados 100 ecopontos ao longo da Avenida Paulista e da Rua da Consolação para recolhimento de resíduos. Após o evento deverão ser plantadas árvores para compensar as emissões de CO2.

Entre as atrações musicais estão Pabllo Vittar, Sandra de Sá, Banda UÓ e Ludmillah Anjos. Já a cantora Glória Groove vai celebrar dois casamentos de casais homoafetivos durante o evento.

A tradicional Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, também chamada de Parada SP, será no domingo, dia 2 de junho, a partir das 10h, na Avenida Paulista. Antes, no dia 30 de maio, o Memorial da América Latina vai receber a Feira Cultural da Diversidade LGBT+, também a partir das 10h.

Entre os dias 31 de maio e 1 de junho será realizado o Encontro Brasileiro de Organizações de Paradas LGBT+. E, no dia 1 de junho, haverá a primeira Corrida do Orgulho LGBT+, no Parque Villa-Lobos, a partir das 6h30.

Ainda no sábado, a partir das 13h, em um evento que não é promovido pela organização da Parada do Orgulho LGBT+, acontecerá a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, com concentração na Praça da República, no centro da capital.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site do evento 

 

STF julga validade de regras internacionais para sequestro de crianças

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (23) o julgamento sobre a validade de regras relativas ao crime de sequestro internacional de crianças. As normas estão previstas na Convenção de Haia, ratificada pelo Brasil em 2000.

No Brasil, as regras da convenção são alvo de questionamentos por permitirem entrega de crianças e adolescentes a pais que viverem no exterior mesmo após denúncias de violência doméstica. A situação envolve principalmente mulheres que retornam ao Brasil com os filhos para fugir de episódios de violência e que são acusadas pelos ex-companheiros de sequestro internacional de crianças.

No ano passado, a brasileira Raquel Cantarelli foi alvo de uma operação da Policia Federal após a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinar a entrega das duas filhas para o ex-marido, que mora na Irlanda. Ela veio para o Brasil com a duas filhas, nascidas naquele país, após denunciá-lo por cárcere privado e crime sexual contra uma das filhas.

As regras de Haia foram contestadas no STF pelo antigo partido DEM em uma ação protocolada em 2009. Para a legenda, o retorno imediato de crianças ao país de origem, principal regra da convenção, deve respeitar as garantias constitucionais brasileiras do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

A legenda afirma que a Justiça brasileira determina o retorno imediato de crianças após ser acionada por pais ou países signatários da norma internacional sem investigação prévia sobre a condição dos menores e as razões pelas quais elas foram trazidas ao Brasil pelas mães. 

A sessão de hoje foi dedicada somente às sustentações das partes envolvidas no processo. A data de início da votação ainda será marcada pelo relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso.

Durante as manifestações, a Defensoria Pública da União (DPU) disse que a ratificação do tratado trouxe avanços para a proteção internacional de crianças, mas o retorno dos menores não pode ser a qualquer custo.

A defensora Daniela Correa Jacques Brauner propõe que sejam estabelecidos critérios para a realização da entrega de crianças, como avaliação de situação de violência doméstica, sexual e patrimonial contra a mãe e regras de convívio para evitar o afastamento definitivo dos filhos. 

“Em muitos casos, o retorno é feito de forma abrupta, ocorrido na decisão judicial e cumprido sem sequer assegurar a genitora o acompanhamento da criança ao local da residência habitual”, afirmou.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a legalidade do tratado, mas ponderou que a entrega de crianças deve ser analisada em cada situação, avaliando suspeitas de violência doméstica contra a mãe e a vontade da criança acima de 12 anos de querer permanecer no Brasil, por exemplo.

“Do ponto de vista normativo, esse tratado não contém em si nenhum dispositivo que agrida a Constituição. O modo como o tratado está sendo aplicado deverá ser avaliado caso a caso”, concluiu.

Pela Advocacia-Geral da União (AGU), o procurador de assuntos internacionais, Boni de Moraes Soares, defendeu a legalidade do tratado no Brasil e informou que o tempo médio de retorno de menores é de dois anos e quatro meses.

Para o procurador, os interesses dos menores são observados pelo órgãos brasileiros que atuam nos processos de devolução e o Brasil deve continuar cooperando com os demais os países.

“Eventuais problemas na aplicação da norma pelo Brasil devem ser resolvidos no âmbito do funcionamento das estruturas administravas e judiciárias competentes”, completou.

 

 

Campos reduziu em 30% a taxa de analfabetismo, segundo IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa, neste mês de maio, com base no Censo Demográfico 2022, cujos dados apontam o índice de pessoas com 15 anos ou mais que não foram alfabetizadas. Na Região Nordeste, por exemplo, a taxa de analfabetismo é o dobro da média nacional, o maior índice em todo país. No município de Campos dos Goytacazes, as notícias são bastante animadoras: 95,06% das pessoas com 15 anos ou mais são alfabetizadas, o que representa um total de 369.258 indivíduos. De acordo com o balanço divulgado, o município reduziu em 30% a taxa de analfabetismo.
O prefeito Wladimir Garotinho comentou sobre o resultado nessa quinta-feira (23). Citando o Censo, ele destacou que a taxa média de analfabetismo no Brasil é de 7% e, em Campos, está em 4,9%, ou seja, abaixo da média nacional.
“Isso nos enche de alegria e mostra que estamos no caminho correto. Sempre digo nos encontros com a equipe da Educação e repito: ‘mais importante do que a velocidade é a direção’. As políticas públicas de educação que estão sendo implementadas têm dado resultado prático para as crianças e adolescentes. Além de Campos reduzir o analfabetismo, estamos com uma média melhor do que a média nacional. Isso é fruto de muito trabalho da nossa equipe da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia. Vamos continuar trabalhando para que a cidade seja referência e seja digna para todos”, afirmou o prefeito.
De acordo com a secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, diversas ações desenvolvidas pela secretaria colaboraram para esse resultado, como o aumento da oferta de vagas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), para atender estudantes que não concluíram os estudos na idade certa. Cerca de 3 mil alunos estão sendo atendidos na EJA, que, este ano, passou a contar com três novas unidades inseridas na modalidade: em Santa Cruz, no Parque Tamandaré e em Serrinha, totalizando 24 escolas.
A Seduct vem trabalhando para diminuir as taxas de evasão escolar, cuja ação acontece através de acompanhamento do Programa Bolsa Família, por meio da Ficha de Comunicação de Aluno Infrequente (Ficai), que tem o objetivo de estabelecer o controle da infrequência e do abandono escolar de crianças e adolescentes. A Ficai é fruto de parceria firmada com o Ministério Público Estadual, os Conselhos Tutelares e a Seduct.
Há, ainda, rodas de conversas com assistentes sociais, busca ativa dos faltosos, ações pedagógicas inovadoras que visam potencializar as aprendizagens e, por consequência, diminuir o desinteresse dos alunos e a evasão. O Projeto de Recuperação da Aprendizagem também ajudou a motivar os alunos para permanecerem estudando apesar da distância imposta na época da pandemia do coronavírus.
“A própria forma de apresentar o conteúdo das séries no Portal do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE), com apostilas bem elaboradas de acordo com a idade, já ajudou o aluno a não se sentir abandonado e consequentemente desistir do estudo naquele período pandêmico, dentre outras medidas”, assegurou Tânia.

Resgates, ruas bloqueadas e prejuízos: água desce em Porto Alegre após bairros alagarem durante chuva

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A água que jorrou dos bueiros de diferentes ruas de Porto Alegre, alagando bairros inteiros na quinta-feira (23), recuou nas últimas horas. A inundação que pegou a população de surpresa exigiu resgates, bloqueou vias e causou prejuízos – de novo (veja, abaixo, a explicação da prefeitura para as causas da inundação).

A prefeitura da Capital confirma que houve problemas nas zonas Central, Norte e Sul, em bairros como Centro Histórico, Menino Deus, Cidade Baixa, Praia de Belas, Ipanema, Cavalhada, São Geraldo, Moradas da Hípica, Santa Fé e Restinga – as áreas afetadas ainda estão sendo contabilizadas.

Na Região Sul da Capital, nos bairros Cavalhada e Hípica, que não registraram alagamentos durante a última enchente, o Corpo de Bombeiros usou botes para tirar de casa pessoas que ficaram ilhadas.

No Centro, os bairros Menino Deus, Praia de Belas e Cidade Baixa voltaram a inundar. Imóveis que foram limpos voltaram a ficar cheios de água.

No Norte, no bairro Sarandi, um pedaço da Avenida Sarandi e do talude de contenção do Arroio das Pedras cederam – a região não havia alagado na última enchente.

Fonte: G1

De Lula 1 a Lula 3, Brasil busca cavar espaço global em tensão com os EUA

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FERNANDA PERRINWASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – A maior projeção global buscada pelo Brasil desde os anos 2000 tem provocado com frequência tensões com o governo dos Estados Unidos, numa fase em que a hegemonia alcançada nos anos 1990 começa a ser questionada por seguidas crises econômicas e geopolíticas.

Do lado brasileiro, a explicação predominante para esses atritos é que os EUA esperam um alinhamento total de Brasília -como aconteceu durante o governo Bolsonaro. Já Washington rejeita essa visão.

“Essa narrativa existe, mas não acredito nela. Mesmo com certas dificuldades, a Casa Branca manteve relações pragmáticas com Fernando Henrique e Lula apesar de diferenças sobre a Alca e o Iraque”, diz Nicholas Zimmerman, diretor para Brasil e Cone Sul do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante a presidência de Barack Obama e sócio-fundador da consultoria Dinamica Americas.

O período de Zimmerman no governo coincide com as duas maiores crises na relação entre Brasil e EUA na última década: a negociação de um acordo nuclear com o Irã e a espionagem de Dilma Rousseff.

Embora houvesse expectativas de uma sintonia entre Lula e Obama, a relação entre os dois foi muito mais conturbada do que com George W. Bush. Antes mesmo de tomar posse, o petista viajou aos EUA -seguindo uma estratégia pragmática de que uma boa relação com os americanos era importante para seu governo.

“Na época da primeira eleição do Lula, o principal parâmetro de comparação era o Chávez na Venezuela. Havia um temor claro de que o Brasil seguisse um caminho parecido”, diz o cientista político Guilherme Casarões, professor-visitante na Universidade Brown e vinculado à Fundação Getulio Vargas.

O foco de Bush na Guerra ao Terror após o 11 de Setembro, no qual o Brasil tinha pouca relevância, também abriu mais espaço para o país cultivar articulações regionais. A perda de apoio da opinião pública após a invasão do Iraque leva os americanos a entender que precisavam recuperar a legitimidade internacional, e que uma boa relação com o Brasil seria importante nessa empreitada.

“Em 2005, os EUA lançam um documento chamado Estratégia de Segurança Nacional em que reconhecem a necessidade de construir relações positivas e cooperativas com as principais potências do mundo, e o Brasil estava nessa lista”, aponta Casarões.

Tudo muda com a crise financeira de 2007-2008, mais uma rachadura na hegemonia americana já na mira pelas intervenções no Oriente Médio. Os dois problemas são vistos pelos emergentes, inclusive Brasília, como oportunidades para ampliar seu papel global. Obama assume tendo, justamente, que reagir a isso, destaca o cientista político.

Foi nesse contexto que o Brasil intermediou junto com a Turquia a negociação de um acordo nuclear com o Irã. Logo após o anúncio, porém, os EUA propuseram e conseguiram aprovar uma nova rodada de sanções contra o país no Conselho de Segurança da ONU, o que foi entendido como um golpe pela diplomacia brasileira.

“Eu acho que houve uma falta de comunicação entre os dois governos. Houve interpretações e agendas políticas diferentes e acho que, no final das contas, houve uma falta de confiança nos termos do acordo costurado, justamente por causa dessa falta de comunicação e coordenação constante entre os dois lados”, afirma Zimmerman.

Outra tensão entre os países foi o envolvimento brasileiro na crise política de Honduras em 2009, quando o presidente deposto, Manuel Zelaya, abrigou-se na embaixada brasileira. A participação do país em uma área em que os americanos entendem ser de sua influência direta desagradou o Departamento de Estado, afirma Casarões.

As relações melhoram quando Dilma Rousseff assume a Presidência. Diferentemente do antecessor, a petista adota uma visão de integração regional mais focada em infraestrutura do que em política, e deixou para trás as ambições globais de Lula, avalia Casarões. Isso criou menos pontos de atrito com os americanos.

Os governos também conseguiram avançar em agendas de cooperação climática, militar e comercial. No entanto, o principal episódio que ficou marcado desse período foi a revelação em 2013 de que os americanos espionaram a presidente brasileira, entre outras autoridades, o que levou Dilma a cancelar uma visita programada a Washington.

“Acho que a relação bilateral nessa época é uma história mal contada. Foi um dos momentos mais positivos na história recente, Dilma e Obama se davam bem. É verdade que teve o WikiLeaks [que revelou a espionagem] e colocou a Dilma numa situação de ter que reagir. Acho que Obama sempre entendeu a política dela”, defende Zimmerman.

Ao longo da crise política que desembocou no impeachment da petista, os EUA não se manifestaram. Segundo o americano, o entendimento foi de que a soberania brasileira deveria ser respeitada.

A chegada de Jair Bolsonaro ao Planalto muda drasticamente a política externa brasileira, que passa a adotar um alinhamento total aos EUA de Donald Trump. Embora o país não fosse importante para o republicano, o presidente brasileiro era na medida em que representava mais uma liderança de extrema direita no poder.

“Acho que há uma visão ideológica do Steve Bannon e do próprio Trump de entender o Brasil como um aliado de primeira hora para o avanço de uma pauta ideológica muito mais ampla, que ia muito além da política externa americana. Eram outros valores que estavam sendo defendidos, não de maneira interestatal, mas de maneira transnacional”, analisa Casarões.

Atualmente, apesar dos interesses comuns de Joe Biden e Lula em temas como transição energética, combate à extrema direita e desenvolvimento inclusivo, analistas veem poucos avanços concretos na relação entre os países.

A leitura é que, mais uma vez, pesa a busca do Brasil por uma postura independente: em um momento em que os EUA lidam com duas guerras -a invasão da Ucrânia pela Rússia e o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza-, o governo brasileiro diverge da posição de Washington.

“A assimetria é a marca fundamental dessa relação até hoje. É claro que para o Brasil é interessante diminuí-la, mas é muito difícil, de modo que, para o país, há uma expectativa de garantir uma independência da ação mantendo uma relação cooperativa com os EUA. Da perspectiva dos EUA, há uma expectativa de cooperação desde que o Brasil se alinhe a certas pautas, o que não acontece muitas vezes”, resume o cientista político.