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SP: Parada LGBT+ pede que público resgate cores da bandeira do Brasil

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Em 1997, a drag queen Kaká di Polly [falecida no ano passado] se deitou no chão em plena Avenida Paulista, em São Paulo. Esta foi a forma que ela encontrou para protestar contra os policiais que estavam impedindo cerca de 2 mil pessoas de promoverem a primeira Parada Gay [como ela era chamada na época] de São Paulo. De lá para cá, o evento passou a ser chamado de Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e é considerado o maior do mundo, reunindo milhões de pessoas todos os anos. Este ano, a Avenida Paulista recebe a Parada no dia 2 de junho

Em 28 edições, o evento cresceu não só em tamanho de público, como também em programação, contando até mesmo com uma Feira Cultural da Diversidade, que este ano será no Memorial da América Latina, no dia 30 de maio. Além disso, a parada vai inaugurar um novo evento este ano, para competir com Nova York: a Corrida do Orgulho LGBT+, marcada para o Parque Villa-Lobos, a partir das 06h30. Outra novidade é o lançamento de um edital de apoio às pequenas paradas que ocorrem em outras cidades brasileiras, marcado para ocorrer no segundo semestre.

Mas uma coisa não se alterou desde a primeira edição do evento: a capacidade de mobilização. Embora seja sempre uma grande festa, a parada nunca deixou de ter um caráter político e de defesa de direitos. Neste ano de eleições municipais, por exemplo, ela adota como tema Basta de Negligência e Retrocesso no Legislativo. Vote Consciente por Direitos da População LGBT+, destacando que há muitos projetos em defesa dessa população parados no Congresso Nacional. A organização também pedirá para que o público resgate as cores da bandeira nacional que, nos últimos anos, foram muito utilizadas por movimentos da extrema-direita.

“A Parada consegue se manter, há 28 anos, com a mesma força. Poucos movimentos sociais no mundo conseguem essa proeza”, disse Nelson Matias Pereira, presidente da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, em entrevista nesta quinta-feira (23) à Agência Brasil.

“Neste ano não vamos falar só sobre eleição: vamos denunciar o retrocesso e a omissão do Congresso e das Casas Legislativas em relação às nossas pautas. Em todos esses últimos anos, não se aprovou nenhuma lei que nos favoreça. Vamos cobrar o Legislativo e também vamos dizer: vamos votar consciente. Precisamos ter um voto crítico, elegendo pessoas LGBT+”, enfatizou o presidente do evento.

Segundo Pereira, alguns exemplos dessas leis dizem respeito ao casamento igualitário e à criminalização da LGBTfobia. “O casamento igualitário, civil ou homoafetivo, por exemplo, que foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF): há agora um projeto de lei tramitando no Congresso para proibir pessoas homoafetivas de se casarem. Eles querem tirar aquilo que o STF nos garantiu”.

O presidente do evento ressalta que vários projetos estão tramitando em casas legislativas em cidades do interior com uma série de proibições como, por exemplo, a de presença de crianças em paradas. “Isso é um retrocesso gigantesco. Além de não avançar em nossas pautas, eles ainda tiram ou diminuem direitos que temos garantidos por nossa Constituição. É preciso lembrar que antes do rótulo e das caixinhas e do G [gay] que me cabe, eu sou cidadão brasileiro e como tal preciso ser tratado. Há uma constituição que rege as regras desse país e que diz que sou um cidadão brasileiro e que tenho que ser tratado como tal”.

Para pressionar o Congresso a aprovar e criar projetos que garantam os direitos da população LGBT+ foi criado um abaixo-assinado, que estará colhendo assinaturas online a partir de agora. “O pedido do abaixo-assinado é para que o Poder Legislativo passe a criar e aprovar leis que apoiem as pessoas LGBT+. Queremos juntar a maior Parada LGBT+ do mundo e colocar essas pessoas para também estarem participando desse movimento”, disse Marcos Melo, gerente de campanhas da All Out, movimento global em defesa dos direitos LGBT+.

O abaixo-assinado está disponível Instagram e também poderá ser acessado durante a Feira Cultural da Diversidade e na Parada SP por meio de QRCodes espalhados pelos eventos.

Como já é tradição, a organização Mães pela Diversidade estará na Avenida Paulista no dia da parada para abrir o evento, junto com a bateria da escola de samba Vai-Vai. E, pela segunda vez consecutiva, essas mães estarão vestindo as cores do Brasil, que vão substituir o arco-íris de seus abadás.

“O Mães pela Diversidade está em todas as paradas, desde o início. A importância é contar para as pessoas que nossos filhos têm família e que eles não estão sozinhos. Queremos dizer a outras mães que isso que elas estão vivendo na casa delas também aconteceu na nossa. É fundamental que a gente possa se espelhar, enxergar futuro, ter esperança e acolhimento”, disse Regiani Abreu, integrante da organização. 

Para este ano, a organização terá como lema Verás que Tua Mãe Não Foge à Luta. “No ano passado, já nos antecipamos a Madonna para usar o verde, amarelo, azul e branco. Queremos devolver para a nossa bandeira a alegria, a harmonia, a solidariedade, a legitimidade e a diversidade. Esse ano vamos repetir o abadá do ano passado, que é um tema tão importante e fundamental”, adiantou Regiani.

Parada SP

Pela primeira vez, a Parada fará um trajeto diferente na Avenida Paulista por causa de obras do metrô. Neste ano, os trios vão percorrer o lado ímpar da avenida. Por isso, o público será orientado a entrar no evento pelas ruas Haddock Lobo e Bela Cintra.

Também foi estabelecida parceria com a prefeitura para ações de sustentabilidade. Para isso serão instalados 100 ecopontos ao longo da Avenida Paulista e da Rua da Consolação para recolhimento de resíduos. Após o evento deverão ser plantadas árvores para compensar as emissões de CO2.

Entre as atrações musicais estão Pabllo Vittar, Sandra de Sá, Banda UÓ e Ludmillah Anjos. Já a cantora Glória Groove vai celebrar dois casamentos de casais homoafetivos durante o evento.

A tradicional Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, também chamada de Parada SP, será no domingo, dia 2 de junho, a partir das 10h, na Avenida Paulista. Antes, no dia 30 de maio, o Memorial da América Latina vai receber a Feira Cultural da Diversidade LGBT+, também a partir das 10h.

Entre os dias 31 de maio e 1 de junho será realizado o Encontro Brasileiro de Organizações de Paradas LGBT+. E, no dia 1 de junho, haverá a primeira Corrida do Orgulho LGBT+, no Parque Villa-Lobos, a partir das 6h30.

Ainda no sábado, a partir das 13h, em um evento que não é promovido pela organização da Parada do Orgulho LGBT+, acontecerá a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, com concentração na Praça da República, no centro da capital.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site do evento 

 

STF julga validade de regras internacionais para sequestro de crianças

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O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (23) o julgamento sobre a validade de regras relativas ao crime de sequestro internacional de crianças. As normas estão previstas na Convenção de Haia, ratificada pelo Brasil em 2000.

No Brasil, as regras da convenção são alvo de questionamentos por permitirem entrega de crianças e adolescentes a pais que viverem no exterior mesmo após denúncias de violência doméstica. A situação envolve principalmente mulheres que retornam ao Brasil com os filhos para fugir de episódios de violência e que são acusadas pelos ex-companheiros de sequestro internacional de crianças.

No ano passado, a brasileira Raquel Cantarelli foi alvo de uma operação da Policia Federal após a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinar a entrega das duas filhas para o ex-marido, que mora na Irlanda. Ela veio para o Brasil com a duas filhas, nascidas naquele país, após denunciá-lo por cárcere privado e crime sexual contra uma das filhas.

As regras de Haia foram contestadas no STF pelo antigo partido DEM em uma ação protocolada em 2009. Para a legenda, o retorno imediato de crianças ao país de origem, principal regra da convenção, deve respeitar as garantias constitucionais brasileiras do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

A legenda afirma que a Justiça brasileira determina o retorno imediato de crianças após ser acionada por pais ou países signatários da norma internacional sem investigação prévia sobre a condição dos menores e as razões pelas quais elas foram trazidas ao Brasil pelas mães. 

A sessão de hoje foi dedicada somente às sustentações das partes envolvidas no processo. A data de início da votação ainda será marcada pelo relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso.

Durante as manifestações, a Defensoria Pública da União (DPU) disse que a ratificação do tratado trouxe avanços para a proteção internacional de crianças, mas o retorno dos menores não pode ser a qualquer custo.

A defensora Daniela Correa Jacques Brauner propõe que sejam estabelecidos critérios para a realização da entrega de crianças, como avaliação de situação de violência doméstica, sexual e patrimonial contra a mãe e regras de convívio para evitar o afastamento definitivo dos filhos. 

“Em muitos casos, o retorno é feito de forma abrupta, ocorrido na decisão judicial e cumprido sem sequer assegurar a genitora o acompanhamento da criança ao local da residência habitual”, afirmou.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a legalidade do tratado, mas ponderou que a entrega de crianças deve ser analisada em cada situação, avaliando suspeitas de violência doméstica contra a mãe e a vontade da criança acima de 12 anos de querer permanecer no Brasil, por exemplo.

“Do ponto de vista normativo, esse tratado não contém em si nenhum dispositivo que agrida a Constituição. O modo como o tratado está sendo aplicado deverá ser avaliado caso a caso”, concluiu.

Pela Advocacia-Geral da União (AGU), o procurador de assuntos internacionais, Boni de Moraes Soares, defendeu a legalidade do tratado no Brasil e informou que o tempo médio de retorno de menores é de dois anos e quatro meses.

Para o procurador, os interesses dos menores são observados pelo órgãos brasileiros que atuam nos processos de devolução e o Brasil deve continuar cooperando com os demais os países.

“Eventuais problemas na aplicação da norma pelo Brasil devem ser resolvidos no âmbito do funcionamento das estruturas administravas e judiciárias competentes”, completou.

 

 

Campos reduziu em 30% a taxa de analfabetismo, segundo IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa, neste mês de maio, com base no Censo Demográfico 2022, cujos dados apontam o índice de pessoas com 15 anos ou mais que não foram alfabetizadas. Na Região Nordeste, por exemplo, a taxa de analfabetismo é o dobro da média nacional, o maior índice em todo país. No município de Campos dos Goytacazes, as notícias são bastante animadoras: 95,06% das pessoas com 15 anos ou mais são alfabetizadas, o que representa um total de 369.258 indivíduos. De acordo com o balanço divulgado, o município reduziu em 30% a taxa de analfabetismo.
O prefeito Wladimir Garotinho comentou sobre o resultado nessa quinta-feira (23). Citando o Censo, ele destacou que a taxa média de analfabetismo no Brasil é de 7% e, em Campos, está em 4,9%, ou seja, abaixo da média nacional.
“Isso nos enche de alegria e mostra que estamos no caminho correto. Sempre digo nos encontros com a equipe da Educação e repito: ‘mais importante do que a velocidade é a direção’. As políticas públicas de educação que estão sendo implementadas têm dado resultado prático para as crianças e adolescentes. Além de Campos reduzir o analfabetismo, estamos com uma média melhor do que a média nacional. Isso é fruto de muito trabalho da nossa equipe da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia. Vamos continuar trabalhando para que a cidade seja referência e seja digna para todos”, afirmou o prefeito.
De acordo com a secretária de Educação, Ciência e Tecnologia, Tânia Alberto, diversas ações desenvolvidas pela secretaria colaboraram para esse resultado, como o aumento da oferta de vagas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), para atender estudantes que não concluíram os estudos na idade certa. Cerca de 3 mil alunos estão sendo atendidos na EJA, que, este ano, passou a contar com três novas unidades inseridas na modalidade: em Santa Cruz, no Parque Tamandaré e em Serrinha, totalizando 24 escolas.
A Seduct vem trabalhando para diminuir as taxas de evasão escolar, cuja ação acontece através de acompanhamento do Programa Bolsa Família, por meio da Ficha de Comunicação de Aluno Infrequente (Ficai), que tem o objetivo de estabelecer o controle da infrequência e do abandono escolar de crianças e adolescentes. A Ficai é fruto de parceria firmada com o Ministério Público Estadual, os Conselhos Tutelares e a Seduct.
Há, ainda, rodas de conversas com assistentes sociais, busca ativa dos faltosos, ações pedagógicas inovadoras que visam potencializar as aprendizagens e, por consequência, diminuir o desinteresse dos alunos e a evasão. O Projeto de Recuperação da Aprendizagem também ajudou a motivar os alunos para permanecerem estudando apesar da distância imposta na época da pandemia do coronavírus.
“A própria forma de apresentar o conteúdo das séries no Portal do Programa de Aprendizagem Eficiente (PAE), com apostilas bem elaboradas de acordo com a idade, já ajudou o aluno a não se sentir abandonado e consequentemente desistir do estudo naquele período pandêmico, dentre outras medidas”, assegurou Tânia.

Resgates, ruas bloqueadas e prejuízos: água desce em Porto Alegre após bairros alagarem durante chuva

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A água que jorrou dos bueiros de diferentes ruas de Porto Alegre, alagando bairros inteiros na quinta-feira (23), recuou nas últimas horas. A inundação que pegou a população de surpresa exigiu resgates, bloqueou vias e causou prejuízos – de novo (veja, abaixo, a explicação da prefeitura para as causas da inundação).

A prefeitura da Capital confirma que houve problemas nas zonas Central, Norte e Sul, em bairros como Centro Histórico, Menino Deus, Cidade Baixa, Praia de Belas, Ipanema, Cavalhada, São Geraldo, Moradas da Hípica, Santa Fé e Restinga – as áreas afetadas ainda estão sendo contabilizadas.

Na Região Sul da Capital, nos bairros Cavalhada e Hípica, que não registraram alagamentos durante a última enchente, o Corpo de Bombeiros usou botes para tirar de casa pessoas que ficaram ilhadas.

No Centro, os bairros Menino Deus, Praia de Belas e Cidade Baixa voltaram a inundar. Imóveis que foram limpos voltaram a ficar cheios de água.

No Norte, no bairro Sarandi, um pedaço da Avenida Sarandi e do talude de contenção do Arroio das Pedras cederam – a região não havia alagado na última enchente.

Fonte: G1

De Lula 1 a Lula 3, Brasil busca cavar espaço global em tensão com os EUA

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FERNANDA PERRINWASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – A maior projeção global buscada pelo Brasil desde os anos 2000 tem provocado com frequência tensões com o governo dos Estados Unidos, numa fase em que a hegemonia alcançada nos anos 1990 começa a ser questionada por seguidas crises econômicas e geopolíticas.

Do lado brasileiro, a explicação predominante para esses atritos é que os EUA esperam um alinhamento total de Brasília -como aconteceu durante o governo Bolsonaro. Já Washington rejeita essa visão.

“Essa narrativa existe, mas não acredito nela. Mesmo com certas dificuldades, a Casa Branca manteve relações pragmáticas com Fernando Henrique e Lula apesar de diferenças sobre a Alca e o Iraque”, diz Nicholas Zimmerman, diretor para Brasil e Cone Sul do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante a presidência de Barack Obama e sócio-fundador da consultoria Dinamica Americas.

O período de Zimmerman no governo coincide com as duas maiores crises na relação entre Brasil e EUA na última década: a negociação de um acordo nuclear com o Irã e a espionagem de Dilma Rousseff.

Embora houvesse expectativas de uma sintonia entre Lula e Obama, a relação entre os dois foi muito mais conturbada do que com George W. Bush. Antes mesmo de tomar posse, o petista viajou aos EUA -seguindo uma estratégia pragmática de que uma boa relação com os americanos era importante para seu governo.

“Na época da primeira eleição do Lula, o principal parâmetro de comparação era o Chávez na Venezuela. Havia um temor claro de que o Brasil seguisse um caminho parecido”, diz o cientista político Guilherme Casarões, professor-visitante na Universidade Brown e vinculado à Fundação Getulio Vargas.

O foco de Bush na Guerra ao Terror após o 11 de Setembro, no qual o Brasil tinha pouca relevância, também abriu mais espaço para o país cultivar articulações regionais. A perda de apoio da opinião pública após a invasão do Iraque leva os americanos a entender que precisavam recuperar a legitimidade internacional, e que uma boa relação com o Brasil seria importante nessa empreitada.

“Em 2005, os EUA lançam um documento chamado Estratégia de Segurança Nacional em que reconhecem a necessidade de construir relações positivas e cooperativas com as principais potências do mundo, e o Brasil estava nessa lista”, aponta Casarões.

Tudo muda com a crise financeira de 2007-2008, mais uma rachadura na hegemonia americana já na mira pelas intervenções no Oriente Médio. Os dois problemas são vistos pelos emergentes, inclusive Brasília, como oportunidades para ampliar seu papel global. Obama assume tendo, justamente, que reagir a isso, destaca o cientista político.

Foi nesse contexto que o Brasil intermediou junto com a Turquia a negociação de um acordo nuclear com o Irã. Logo após o anúncio, porém, os EUA propuseram e conseguiram aprovar uma nova rodada de sanções contra o país no Conselho de Segurança da ONU, o que foi entendido como um golpe pela diplomacia brasileira.

“Eu acho que houve uma falta de comunicação entre os dois governos. Houve interpretações e agendas políticas diferentes e acho que, no final das contas, houve uma falta de confiança nos termos do acordo costurado, justamente por causa dessa falta de comunicação e coordenação constante entre os dois lados”, afirma Zimmerman.

Outra tensão entre os países foi o envolvimento brasileiro na crise política de Honduras em 2009, quando o presidente deposto, Manuel Zelaya, abrigou-se na embaixada brasileira. A participação do país em uma área em que os americanos entendem ser de sua influência direta desagradou o Departamento de Estado, afirma Casarões.

As relações melhoram quando Dilma Rousseff assume a Presidência. Diferentemente do antecessor, a petista adota uma visão de integração regional mais focada em infraestrutura do que em política, e deixou para trás as ambições globais de Lula, avalia Casarões. Isso criou menos pontos de atrito com os americanos.

Os governos também conseguiram avançar em agendas de cooperação climática, militar e comercial. No entanto, o principal episódio que ficou marcado desse período foi a revelação em 2013 de que os americanos espionaram a presidente brasileira, entre outras autoridades, o que levou Dilma a cancelar uma visita programada a Washington.

“Acho que a relação bilateral nessa época é uma história mal contada. Foi um dos momentos mais positivos na história recente, Dilma e Obama se davam bem. É verdade que teve o WikiLeaks [que revelou a espionagem] e colocou a Dilma numa situação de ter que reagir. Acho que Obama sempre entendeu a política dela”, defende Zimmerman.

Ao longo da crise política que desembocou no impeachment da petista, os EUA não se manifestaram. Segundo o americano, o entendimento foi de que a soberania brasileira deveria ser respeitada.

A chegada de Jair Bolsonaro ao Planalto muda drasticamente a política externa brasileira, que passa a adotar um alinhamento total aos EUA de Donald Trump. Embora o país não fosse importante para o republicano, o presidente brasileiro era na medida em que representava mais uma liderança de extrema direita no poder.

“Acho que há uma visão ideológica do Steve Bannon e do próprio Trump de entender o Brasil como um aliado de primeira hora para o avanço de uma pauta ideológica muito mais ampla, que ia muito além da política externa americana. Eram outros valores que estavam sendo defendidos, não de maneira interestatal, mas de maneira transnacional”, analisa Casarões.

Atualmente, apesar dos interesses comuns de Joe Biden e Lula em temas como transição energética, combate à extrema direita e desenvolvimento inclusivo, analistas veem poucos avanços concretos na relação entre os países.

A leitura é que, mais uma vez, pesa a busca do Brasil por uma postura independente: em um momento em que os EUA lidam com duas guerras -a invasão da Ucrânia pela Rússia e o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza-, o governo brasileiro diverge da posição de Washington.

“A assimetria é a marca fundamental dessa relação até hoje. É claro que para o Brasil é interessante diminuí-la, mas é muito difícil, de modo que, para o país, há uma expectativa de garantir uma independência da ação mantendo uma relação cooperativa com os EUA. Da perspectiva dos EUA, há uma expectativa de cooperação desde que o Brasil se alinhe a certas pautas, o que não acontece muitas vezes”, resume o cientista político.

Defesa Civil confirma mais uma morte e tragédia do RS já totaliza 163 óbitos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou no boletim das 9h desta quinta-feira (23) mais uma morte pelas fortes chuvas no estado, totalizando 163 óbitos. O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 64 desaparecidos. São 806 feridos.

No total, 468 municípios foram afetados, sendo que 65.762 pessoas continuam desabrigadas e 581.643 foram desalojadas.

Conforme o governo gaúcho, 82.666 pessoas foram resgatadas.

O nível do lago Guaíba, em Porto Alegre, continua abaixo dos 4 metros, mas teve novo repique devido às chuvas desta quinta-feira na região. A cota de inundação é de 3 metros.

De acordo com o IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a principal preocupação do momento é sobre a manutenção do nível elevado devido à possibilidade de chuvas e ao efeito do vento.

O nível mais alto foi atingido no dia 5 de maio, com 5,33 metros e a capital do Rio Grande do Sul lida com os impactos da inundação que afetou comércio, indústria, serviços e moradias.

Após a enchente histórica, a prefeitura realiza mutirão para limpar as ruas que não estão mais inundadas. Também é realizada a raspagem de lodo acumulado e varrição. A operação envolve 800 garis, 168 caminhões e 30 retroescavadeiras.

Na rede estadual de ensino, 1.063 escolas foram afetadas em 250 municípios. Foram 379.614 estudantes impactados. No total, 572 escoladas foram danificadas e 60 estão servindo de abrigo para os moradores que perderam suas casas em meio a uma catástrofe climática sem precedentes no estado.

Segundo a Defesa Civil, 1.880 escolas já retornaram às aulas. Outras 458 ainda não voltaram e 268 delas ainda não têm data prevista. Devido ao repique no lago Guaíba, as aulas foram novamente suspensas em Porto Alegre.

SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS

163 mortes
74 desaparecidos
806 feridos
65.762 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público)
581.643 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público -pode ter ido para casa de parentes, por exemplo)
2.342.460 pessoas afetadas no estado
 

Com chuva forte, água sobe pelos bueiros e volta a inundar ruas em Porto Alegre

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PORTO ALEGRE, RS, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A chuva forte que atinge Porto Alegre nesta quinta-feira (23) fez subir o nível de água e alagar novamente bairros da capital. Em alguns locais, o trabalho de limpeza teve que ser interrompido.

A volta dos alagamentos em pontos da região central colocou bairros em alerta. Em trechos de Menino Deus e Praia de Belas, a água subiu pelos bueiros e pelas bocas de lobo com rapidez.

Pela manhã, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), convocou a sua equipe para uma reunião de emergência e, à tarde, concedeu entrevista coletiva.

Ele disse que todas as aulas foram suspensas nas redes pública e privada e fez um apelo para que os moradores de Porto Alegre não saiam às ruas.

“A prefeitura não foi pega de surpresa, sabia que ia chover. A meteorologia dizia 60, 80 milímetros, mas a chuva caiu de forma intensa. Passou de 130 milímetros em alguns lugares”, afirmou o prefeito. “Do ponto de vista do rio, a chuva chegará amanhã [sexta], e isso pode levar o nível do Guaíba em 40 a 54 centímetros.”

Melo acrescentou, por outro lado, que não há previsão de chuva forte nesta sexta.

Também presente na coletiva, Mauricio Loss, diretor-geral do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos), disse que o cenário atual favorece a formação rápida de novas inundações.

“Numa situação normal, esse volume de chuva em um curto período já nos traria problema. Mas temos um somatório, o Guaíba extremamente alto, todos os arroios que desembocam no Guaíba, e o solo encharcado já que não consegue absorver água”, disse Loss. Segundo ele, 10 das 23 estações de bombeamento de água estão funcionando.

Por fim, tanto Melo como Loss afastaram a possibilidade de falhas no sistema de drenagem da cidade.

“A causa da elevação [de água]? É a chuva. Chuva em Porto Alegre, chuva nas cabeceiras e no curso desses rios”, afirmou o Melo.

NOVOS ALAGAMENTOS

A enchente fechou o caminho na rua José de Alencar em poucas horas, formando uma correnteza no asfalto e impedindo a passagem de carros e ônibus no trecho em frente ao hospital Mãe de Deus. A instituição teve o subsolo alagado nos últimos dias com a enchente do lago Guaíba, e a elevação interrompeu o processo de limpeza.

Alguns moradores e comerciantes começaram a deixar os prédios na região. Em trechos próximos, a água está na altura do joelho das pessoas.

Repiques da inundação também foram registrados em vias adjacentes à avenida Praia de Belas, como as ruas Botafogo, 17 de Junho, Coronel André Belo, Doutora Rita Lobato e Aureliano de Figueiredo Pinto.

A situação nos últimos dias caminhava para um cenário mais positivo, mas a virada no tempo assustou os porto-alegrenses. A chuva torrencial que atingiu a capital e cidades cuja água deságua no Guaíba coloca o estado em novo alerta.

Nas ruas de Porto Alegre, o arroio Ipiranga, calmo na última semana, está com uma corrente de água violenta. O tradicional Parque da Redenção, que estava seco, agora tem parte alagada na avenida Oswaldo Aranha.

Em alguns bares da Cidade Baixa que foram limpos por voluntários e proprietários no final de semana, a água voltou a subir, chegando perto dos estabelecimentos e gerando receio de novos alagamentos.

De acordo com a prefeitura, a Ebap (Estação de Bombeamento de Água Pluvial) 12 está operando com capacidade reduzida, o que causa acúmulo de água na região. Equipes do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgoto) estão no local para retomar o funcionamento de outros motores. O acúmulo da água da chuva agrava a situação.

O diretor-geral do Dmae, Maurício Loss, disse em vídeo divulgado nesta quinta nas redes sociais que a chuva tem se intensificado em Porto Alegre nas últimas horas “além do que os modelos previam”.

Segundo Loss, as equipes do departamento trabalham para ampliar o bombeamento das casas de bombas 12, 13 e 16, que atendem os bairros Menino Deus, Praia de Belas e Cidade Baixa, e na limpeza das vias com caminhões hidrojato para remoção do lodo, areia e outros detritos nas ruas.

Coordenador da Defesa Civil municipal, coronel Evaldo Rodrigues, pediu que moradores das regiões afetadas, principalmente residentes de locais mais baixos e áreas térreas de edifícios, “monitorem a situação e, em caso de necessidade, busquem um abrigo em local seguro”.

“Com esses acumulados [de chuva], as áreas que já tinham sido atingidas por inundações permanecem em atenção”, explicou Rodrigues.

Um problema semelhante havia ocorrido na quarta-feira (22), quando bueiros transbordaram no bairro Praia de Belas, fechando novamente o acesso que se abria em ruas próximas ao Tribunal de Justiça Militar.

Segundo o Dmae, isso ocorreu pela interrupção temporária da Ebap 16, que atende o bairro e teve a energia desligada para a instalação de mais um motor.
Outro desafio é que o escoamento pelos bueiros ocorre por gravidade em direção ao arroio Dilúvio, que está sobrecarregado pela água do Guaíba, fazendo com que a água retorne às ruas.

Regiões fora da área da Ebap 12 também registram novos alagamentos. No bairro Centro Histórico, a água subiu perto da praça Montevidéu, próxima à antiga sede da prefeitura de Porto Alegre e o Mercado Público, onde ainda ocorrem ações de limpeza.

À tarde, a prefeitura fará reunião emergencial do Copae (Comissão Permanente de Acompanhamento de Emergências) para tratar dos novos alagamentos.

Na Vila Flores, espaço cultural na zona norte de Porto Alegre, um mutirão de faxina foi suspenso pela manhã quando a água tomou conta da rua São Carlos, paralela à avenida Farrapos.

“A gente estava empenhado, com equipamento, bastante gente no espaço, e teve que suspender essa atividade”, disse o arquiteto João Felipe Wallig, 37, colaborador do local.

Na quarta-feira, móveis que tinham condição de recuperação foram colocados no pátio para facilitar a limpeza. Como a água subiu com velocidade, a prioridade foi levantar o máximo de equipamentos possíveis, mas a maior parte da mobília ficou na área externa.

A advogada Scheila Nery, 51, moradora da rua Gonçalves Dias, no bairro Menino Deus, conta que voltou na noite de quarta para casa após ficar quase 20 dias fora da cidade.

“Eu fui para Canoas no dia 3 e não consegui voltar, pois os acessos a Porto Alegre foram bloqueados. Em seguida, o bairro alagou e eu não tinha mais como acessar meu prédio”, disse Scheila.

Ela diz que esteve em segurança em Canoas, cidade também muito afetada pelas cheias, e retornou à capital com a liberação parcial do acesso. Entretanto, poucas horas após chegar em casa, a água subiu na rua, assim como outras no entorno. Somente à tarde a inundação retrocedeu um pouco.

“Por enquanto vou aguardar. Se a água subir novamente, vou tomar providências para tentar sair do prédio e não ficar ilhada aqui.”

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Campos alerta para casos graves de chikungunya

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta a população para os cuidados com a chikungunya e sua prevenção. O pico do número de casos da doença no município foi em abril, com 266 notificações. Mas, enquanto o número de casos de dengue apresentou estabilidade, os de chikungunya tiveram um aumento significativo no último mês.

O diretor do Centro de Referência da Dengue (CRD), o médico Luiz José de Souza, falou sobre o aumento. “A diminuição dos casos de dengue se deve principalmente pelo fato de a população estar imune ao sorotipo 1, que está em circulação. Já a chikungunya tende a ser mais localizada, começando em bairros ou distritos antes de se espalhar”, destacou o médico

De acordo com o diretor, a chikungunya também se destaca pela prolongada duração do período de viremia. Esse período prolongado significa que o vírus permanece no sangue por mais tempo, aumentando substancialmente as chances de transmissão pelo mosquito Aedes aegypti. “Enquanto a dengue apresenta um período de viremia mais curto, de quatro a cinco dias, o vírus da chikungunya pode permanecer de 10 a 12 dias no paciente”, alerta.

Para se proteger da chikungunya, o uso de repelente é fundamental, especialmente durante a parte da manhã, quando os mosquitos costumam picar. A eliminação de criadouros de mosquitos também é fundamental. Cuidados com o lixo e objetos que possam acumular água parada são imprescindíveis para reduzir o risco de transmissão.

O médico destaca que é importante estar ciente dos sintomas da chikungunya, que podem diferir dos da dengue. “Enquanto ambas as doenças apresentam febre e dores no corpo, a chikungunya é caracterizada por inflamação e dores nas articulações”, explicou o diretor do CRD.

Luiz José também afirma que o tratamento da chikungunya pode ser desafiador, especialmente em casos crônicos, onde a doença pode agravar condições pré-existentes. “Principalmente em pacientes que já têm doenças reumáticas, artroses, pode agravar mais e abrir um quadro dessas doenças. Como exemplo, a insuficiência cardíaca e o hipotireoidismo. Por isso, recomenda-se enfaticamente uma hidratação adequada para ajudar no manejo dos sintomas e prevenir complicações”, afirma o médico.

O aposentado de 66 anos, Vanildo Gomes de Jesus, está com sintomas de chikungunya há quase um mês e disse que achou que não iria suportar a dor quando a doença se manifestou pela primeira vez. “Eu comecei a sentir os sintomas no dia 27 ou 28 de abril. Febre alta, dores intensas por todo o corpo, náuseas constantes, boca amarga. Cheguei ao Hospital Plantadores de Cana em estado crítico. As injeções e o soro me deram um pouco de alívio, mas tive recaídas. Mal conseguia me alimentar. A dor persiste, especialmente no tornozelo esquerdo. É uma batalha diária, me sinto exausto e limitado”, disse Vanildo.

A moradora do Parque Guarus, Dalva Moreira, de 60 anos, foi atendida no CRD e, por conta dos sintomas apresentados, teve de ser encaminhada ao HPC. “Eu tive febre e mal conseguia me levantar, parecia que tinha toneladas de peso sobre o corpo. Meu filho precisava me ajudar a me erguer e, mesmo assim, a dor era insuportável. E isso aconteceu nos primeiros dias da doença. Já se passaram mais de 20 dias, quase um mês, mas infelizmente, alguns sintomas persistem, como as dores nas costas e por todo o corpo. Minha pele ficou com manchas vermelhas, ressecada, parecendo quase irreconhecível. No começo, a ideia de andar parecia impossível. Mas, agora, mesmo que um pouco, sinto um alívio”, relatou Dalva.

ARBOVIROSES – Dados acumulados entre a 1ª e 20ª Semana Epidemiológica de 2024, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na última segunda-feira (20), somam 12.722 notificações para dengue e 606 para chikungunya. Deste total, dois óbitos em decorrência das arboviroses foram registrados desde fevereiro. Não há registro de zika.

O pico da chikungunya foi em abril com 266 notificações, seguida de março com 154 e maio com 72. Em fevereiro foram 67 e em janeiro 47. O Centro de Referência da Dengue, que é referência no diagnóstico e tratamento da doença, está localizado no Centro, na Avenida José Alves de Azevedo. O atendimento funciona das 7h às 19h, incluindo aos sábados.

Fonte: Ascom

Ação conjunta prende mulher que transportava drogas para abastecer organização criminosa

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Foto: Divulgação Polícia Civil

Agentes da 143ª DP (Itaperuna) prenderam uma mulher em flagrante suspeita do crime de tráfico de drogas no âmbito da “Operação Itaperuna Segura”. A ação ocorreu em conjunto com policiais militares. A acusada foi flagrada pelos policiais transportando 14 quilos de drogas dentro de uma mala.

As investigações descobriram que a mulher iria à cidade do Rio de Janeiro buscar material entorpecente para abastecer uma facção criminosa.

Após diligências, os agentes encontraram a suspeita na BR-356 dentro de uma van. Ela foi conduzida para a delegacia e presa em flagrante pelo delito.

Catador de recicláveis é baleado em Atafona

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145ª DP/Foto: Reprodução
145ª DP/Foto: Reprodução

Na madrugada desta quinta-feira (23), por volta das 5h, um homem que seria catador de recicláveis, foi baleado em uma via pública de Atafona, no distrito de São João da Barra.

Segundo informações, o homem, natural de Santo Antônio de Pádua, caminhava pela rua quando ocupantes de um carro atiraram contra ele. A vítima foi socorrida consciente e levada ao Hospital Santa Casa de Misericórdia.

Ainda não há informações sobre a motivação do crime, que está sob investigação da 145ª Delegacia de Polícia de SJB.

Carro pega fogo na Avenida Arthur Bernardes em Campos

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na noite dessa quinta-feira (23), um carro modelo VW Gol pegou fogo na Avenida Arthur Bernardes, em Campos. Segundo informações, não houve feridos, apenas danos materiais.

Testemunhas que passaram pelo local acionaram o Corpo de Bombeiros, que rapidamente controlou o incêndio. As causas do incidente ainda serão investigadas.

Uma equipe da Guarda Civil Municipal também foi chamada para auxiliar no controle do trânsito na área. O caso chamou bastante atenção por quem passava pelo local.

Astrólogo indiano faz previsão para III Guerra Mundial (com dia exato)

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Um astrólogo indiano publicou, esta quinta-feira (23), um artigo na plataforma Medium, onde jogou ‘as cartas’ sobre a mesa e falou sobre o início da III Guerra Mundial.

Kushal Kumar, que diz já ter previsto anteriormente a escalada de tensão entre alguns países, fala dos acontecimentos mais recentes, como a morte do presidente do Irã, que levaram a que muitas pessoas “especulassem” sobre o futuro.

De acordo com o artigo publicado na plataforma, a III Guerra Mundial está ‘marcada’ para junho. Kumar não é o único a fazer este tipo de previsões e a compartilhá-las. Também Baba Vanga, uma búlgara, se tornou ‘famosa’ nas redes sociais com as suas previsões – que apontam, por exemplo, que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, será assassinado por um “compatriota” este ano.

O indiano, por seu lado, prevê que a III Guerra Mundial esteja bem próxima, já para o próximo mês. “Por agora, 18 de junho, terça-feira, tem o estímulo planetário mais forte para iniciar a III Guerra Mundial, escreve o homem.

Mas o astrólogo diz que há também outras possibilidades – igualmente próximas -, já que os dias 10 e 29 do mesmo mês podem “ter algo a dizer”.

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Mãe é condenada por obrigar filha a se casar com idoso (que a matou)

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Uma mulher foi condenada por ser considerada culpada de ter forçado a filha, de 20 anos, a casar com um homem mais velho, no estado de Victoria, na Austrália. A jovem foi depois assassinada pelo marido.

Segundo o The Guardian, Sakina Muhammad Jan foi julgada ao longo de duas semanas depois de ter negado ter obrigado a filha a se casar com o homem, em 2019.

Os procuradores australianos indicaram que a jovem, identificada como Ruqia Haidari, disse à mãe que não se queria casar com Mohammad Ali Halimi. Mesmo assim foi obrigada e a mãe ainda recebeu um dote de 10 mil dólares (cerca de 50 mil reais).

O procurador Darren Renton disse ainda ao júri do caso que a mãe considerou que a filha tinha “perdido o seu valor” por ter se separado de um rapaz e por isso organizou o casamento com o homem mais velho.

O casal se conheceu em 1 de junho de 2019, quando Halimi voou de Perth para Shepparton para se encontrar com Haidari pela primeira vez. Menos de duas semanas depois assinalaram a união numa cerimônia islâmica temporária e casaram-se, de forma definitiva, em agosto.  

Seis meses depois, em janeiro de 2020, Halimi matou a jovem na sua casa em Perth. Atualmente ele cumpre uma pena de prisão perpétua, com um mínimo de 19 anos.

Segundo o The Guardian, Haidari tinha dito a várias pessoas que não queria casar com Halimi, incluindo a sua mãe, dois instrutores de condução, um professor, um conselheiro e a polícia.

O júri deliberou durante mais de um dia até emitir o seu veredito esta quinta-feira. No entanto, os jurados não foram informados sobre o homicídio de Haidari durante o julgamento. 

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Mulher fica em estado grave após ser atingida por ácido no Paraná

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A jovem Isabelly Aparecida Ferreira Moro, 23, está em estado grave após ser atingida por uma substância ácida em uma rua de Jacarezinho, no Paraná.

Segundo a Polícia Militar, há a suspeita de que uma pessoa, que ainda não foi identificada tenha jogado o líquido no rosto da vítima. O agressor ou agressora estaria usando uma peruca.

A ação ocorreu na tarde de quarta (22), quando ela voltava da academia. A polícia analisa imagens, entre elas um vídeo gravado por uma câmera de monitoramento da rua no qual a vítima aparece correndo em busca de ajuda após ser atingida.

Ainda no vídeo, ela aparece com roupa de academia preta e caída no chão. O momento do ataque não foi filmado por essa câmera. De acordo com relatório da Polícia Militar, a jovem teve queimaduras no rosto, no peito e na boca. A polícia também informou que ela ingeriu parte da substância, o que agravou seu quadro de saúde.

Ao pedir socorro, a jovem correu até uma barbearia. De lá, ela foi levada para o hospital universitário de Londrina. Segundo a unidade, ela está internada em estado grave na unidade de tratamento intensivo e conta com a ajuda de aparelhos para respirar.

Em nota, a Polícia Civil do Paraná afirmou que “está investigando o caso e testemunhas serão ouvidas, assim como diligências estão sendo realizadas”.

 

Ministério da Saúde investirá R$ 887 milhões ao ano em cuidados paliativos

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (23) a Política Nacional de Cuidados Paliativos. São previstos atendimento físico, psicoemocional, espiritual e social para os pacientes.

A proposta da nova política é garantir a assistência a pacientes adultos e pediátricos do SUS desde o diagnóstico até a fase final de uma doença grave e incurável.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apresentados pela pasta, 625 mil pessoas no Brasil precisam de cuidados paliativos, sendo 591.890 adultos e 33.894 crianças.

A proposta prevê 1.321 equipes compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais para todas as regiões do país. O investimento será de até R$ 887 milhões ao ano.

Além da criação de novas equipes, estão previstas a capacitação para esse atendimento, a inclusão da disciplina nos currículos de cursos da área da saúde e a ampliação do acesso a medicamentos.

“As equipes vão ser contratadas por estados e municípios e a velocidade da implementação vai depender da capacidade dos municípios e estados de implementarem. Essas equipes nos serviços vão modificar práticas, induzir mudança de cultura na lógica de organização de serviços”, disse Adriano Massuda, secretário de Atenção Especializada à Saúde.

“Foi assim com saúde da família, uma mudança importante na cultura organizacional dos serviços de saúde do Brasil. Expandiu a oferta de serviço, melhorou os indicadores de saúde, reduziu a mortalidade infantil”, acrescentou.

O Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Cuidados Paliativos em dezembro do ano passado, mas ainda era necessária a publicação de uma portaria para regulamentar a nova política.

Segundo a norma publicada nesta quarta-feira (22), os cuidados abrangem tanto a pessoa que está doente quanto aos seus familiares e cuidadores.

São previstos atendimentos físico, psicoemocional, espiritual e social. No âmbito físico, compreende ações de tratamento e gerenciamento de sintomas como dor, dispneia, desconforto e náuseas.

Já no psicossocial compreende o suporte psicológico e emocional. Também está prevista assistência espiritual conforme a crença e a vontade da pessoa.

O âmbito social compreende ações para preservar a inserção e o convívio social da pessoa, viabilizando o acesso a todos os recursos necessários para seguir com o seu tratamento e ter uma boa qualidade de vida.

Há normas no SUS, desde 2002, determinando a oferta de cuidados paliativos, mas elas nunca se efetivaram de forma ampla, principalmente, pela falta de orçamento previsto para esse fim e de equipes capacitadas.

Desde 2020, há um projeto coordenado pelo Hospital Sírio-Libanês, por meio do Proadi (programa de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS), que vem capacitando equipes do SUS a adotar protocolos de cuidados paliativos.

Busca também desconstruir a ideia de que eles estão restritos a uma fase final de vida do paciente, a um único setor e a uma única equipe médica.

 

China e Brasil querem reunir Rússia e Ucrânia em conferência de paz

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PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) – O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, se reuniu nesta quinta-feira (23) em Pequim com Wang Yi, membro da cúpula do Partido Comunista e chanceler da China, em busca de “uma solução política para a crise na Ucrânia e desescalada da situação”, segundo nota do governo brasileiro.

Entre os entendimentos comuns citados por China e Brasil está o de que ambos “apoiam uma conferência internacional de paz, que seja reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com participação igualitária de todas as partes relevantes, além de uma discussão justa de todos os planos de paz”.

Segundo a assessoria de Amorim, Brasil e China agora “devem engajar países amigos para construir” o encontro.

Outros “entendimentos comuns” reproduzem, em grande parte, o que a diplomacia chinesa vem defendendo em reuniões de seu enviado especial para negociações voltadas à Guerra da Ucrânia. Por exemplo, a rejeição ao uso de armas de destruição em massa e aos ataques a usinas nucleares.

Saindo do tema da guerra, China e Brasil defendem evitar, de maneira geral, segundo o documento divulgado, “a divisão do mundo em grupos políticos ou econômicos isolados”. É parte dos esforços chineses e também brasileiros para que não se firme uma nova Guerra Fria, com um bloco ocidental em torno dos Estados Unidos.

Os dois países, de acordo com o comunicado, pedem mobilização para “reforçar a cooperação internacional” em setores como energia, comércio e segurança alimentar. Também a “segurança de infraestrutura crítica, incluindo oleodutos e cabos óticos submarinos, a fim de proteger a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais”.

Convidado por Pequim, Amorim chegou na terça (21) e deve ficar uma semana na China, com agenda ainda não divulgada.

Influenza A e vírus sincicial permanecem em alta apesar de queda nos casos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Internações por quadros de Srag (síndrome respiratória aguda grave) provocados por influenza A e VSR (vírus sincicial), seguem em alta na maior parte do país, segundo boletim InfoGrip, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (23).

De acordo com o instituto, no entanto, há perspectiva de queda nos casos de Srag tanto em curto quanto a longo prazo, considerando as últimas três a seis semanas.

A incidência e mortalidade por VSR ainda mantém valores elevados em crianças mais novas, mas rinovírus, influenza A e Covid-19 também seguem em alerta para esse grupo.

Para os mais velhos, os casos de Covid-19 e influenza A aparecem com maior frequência, mas nas últimas oito semanas a mortalidade por Srag foi semelhante entre as duas faixas etárias.

O levantamento é referente a semana epidemiológica 20, de 12 a 18 de maio com base nos dados inseridos no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe).

Durante este período, a Fiocruz constatou uma maior prevalência, respectivamente, de vírus sincicial respiratório (56,2%), influenza A (27,3%), Covid-19 (4,6%) e influenza B (0,3%), entre as principais causas de Srag.

Já para os óbitos pela síndrome, as principais causas foram influenza A (48%), Covid-19 (30,2%), vírus sincicial respiratório (16,6%) e influenza B (0,3%).

Devido às inundações do Rio Grande do Sul, a Fiocruz alerta que os dados mais recentes devem ser analisados com cautela por conta dos eventuais impactos na capacidade de atendimento e registro dos casos de Srag no estado gaúcho.

Algumas regiões, contudo, começam a apresentar desaceleração nos casos de síndrome respiratória aguda grave, como é o caso de estados no centro-oeste, nordeste e sudeste.

Ao todo, Acre, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe apresentam crescimento de Srag em longo prazo.

Até o momento, foram 28.026 casos de Srag positivados durante todo o ano no país e 2.265 óbitos confirmados por algum dos vírus que provocam síndrome respiratória aguda grave, sendo Covid-19 responsável por 69,1% das mortes.

 

Noiva cobra R$ 50 por convidado e é rechaçada na internet

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma noiva de Utah, nos EUA, está sendo criticada após cobrar uma taxa de US$ 10 por convidado (cerca de R$ 50). A noiva, de 23 anos, relatou sua história na rede social Reddit e pediu a opinião dos usuários.

No texto, ela relatava que o casamento ocorrerá em junho, em um parque natural de cânions que cobra US$ 10 por visitante.

Segundo ela, os convites contendo a informação sobre a taxa já foram enviados e sua irmã a ligou furiosa. A noiva afirmou ter sido duramente criticada por sua irmã, que a chamou de “muquirana”. Além da taxa de entrada, os convites têm um aviso para que os convidados levem suas próprias cadeiras.

“Ela começou a criticar todo o meu plano de casamento”, desabafou a noiva. Outro detalhe reprovado pela irmã foi o fato de a noiva ter postado o link da lista de presentes nas redes sociais, embora só tenha convidado 20 pessoas para o casamento. Os usuários do Reddit acabaram ficando ao lado da irmã e condenaram as atitudes da noiva.

“Achei isso um absurdo, é como se você pedisse presentes para pessoas que não foram convidadas”, escreveu um usuário do Reddit.

Outro internauta afirmou que também se casou em um parque que cobra ingresso mas que encontrou uma solução diferente. “Eu e minha noiva enviamos os convites junto o ingresso do parque, que pagamos antecipadamente. Não é tão difícil. Não cobre seus convidados”, disse.

Cliente envia nota de falecimento para pizzaria após golpe com Pix em PE

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma mulher está sendo investigada após dar golpes de Pix falso em estabelecimentos e informar sua morte em seguida, em Pernambuco.

O empresário Alex Renato Silva, de 21 anos, conta ter sofrido uma sequência de golpes da cliente. Em 13 de maio, ele foi à Delegacia de Camaragibe para fazer a denúncia, que foi registrada como estelionato/fraude. A Polícia Civil informou ao UOL que abriu uma investigação.

Segundo ele, a mulher fez seis pedidos à pizzaria que ele é dono e deu um prejuízo de R$ 814. No momento do pagamento, ela teria enviado comprovantes do Pix com o valor alterado após edições de imagem. ”Se você reparar direitinho, essa fonte da letra está diferente, não pode acontecer”, mostra Alex em vídeo divulgado nas redes sociais.

[Cliente envia nota de falecimento para pizzaria após golpe com Pix em PE]© Reprodução / Twitter  

A cliente enviou uma nota de falecimento após ser cobrada pelos restaurantes. ”É com muita tristeza que comunicamos a todos os contatos de Francielly que infelizmente hoje pela manhã ela veio a falecer”, dizia o texto. ”Respeite o luto da família, desde já agradecemos.”

Um dos restaurantes teria sido enganado por cerca de 15 vezes pela suspeita. Segundo o proprietário da pizzaria Delicious, após procurar a Polícia, descobriu que a mulher também está sendo investigada por clonar cartões de clientes do comércio em que ela trabalhava.

 

Ortega avança até contra o próprio irmão na Nicarágua após críticas a sua ditadura

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Uma entrevista crítica aos possíveis rumos dinásticos de seu regime levou o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, 78, a direcionar a sua máquina de repressão contra seu próprio irmão, Humberto, 77, também ele um ex-guerrilheiro sandinista e uma figura controversa.

Desde o início desta semana, o caçula do ditador nicaraguense está sob prisão domiciliar em sua casa na capital Manágua, ainda que contra ele não pesem acusações judiciais, informaram jornais como o La Prensa e o Confidencial, alguns dos únicos nos quais ainda é possível conseguir informações sobre o que se passa sob a ditadura.

O crime de Humberto foi falar. Ao veículo argentino Infobae, ele disse no último dia 19 frases como a de que o atual grupo no poder -leia-se seu irmão Daniel e a esposa dele e braço direito, Rosario Murillo, 72- deveria “ter consciência do desvio que fez de um processo democrático”. Chamou-os de autoritários, personalistas e verticalistas.

Mais: afirmou que o Exército da Nicarágua, há muitos anos sob as asas de Ortega e Murillo, tem responsabilidade pelo conflito civil que assolou o país em 2018. Foi um ano de ápice de repressão, e uma das vítimas foi a estudante brasileira de medicina Raynéia Gabrielle Lima.

“Prendê-lo em sua casa é uma maneira de fazer um chamado”, diz Mónica Baltodano, também ela uma ex-guerrilheira que conformou os primeiros governos sandinistas mas hoje vive exilada na Costa Rica com a família após ter a nacionalidade e os bens confiscados por se opor ao regime junto a centenas de outros opositores.

“É uma mensagem para a população de que, se em algum momento falam contra o regime, a ditadura irá atrás deles, já que faz isso até com o próprio irmão”, segue ela, que conheceu de perto os irmãos Ortega.

Baltodano já está calejada, mas novamente sentiu os efeitos do regime. Após publicar no começo da semana um artigo sobre o caso Humberto, teve sua única propriedade restante confiscada por Manágua.

O peso da declaração está não apenas na relação familiar, mas na história de Humberto. Como o irmão ditador, ele foi um dos líderes sandinistas que derrubaram a ditadura de Anastasio Somoza em 1979. Os dois ingressaram na guerrilha ainda no ensino médio, e Humberto tinha até mais destaque do que o irmão, descrito por alguns que o conheceram como uma figura até então marginal e opaca.

Após o triunfo do que foi cunhado como a Revolução Sandinista, ele assumiu a fundação de um novo Exército e o comandou, inclusive quando as eleições de 1990 tiraram seu irmão do poder e levaram ao cargo de presidente a oposicionista Violeta Chamorro.

Sob vários acordos, Humberto liderou uma transformação nas Forças Armadas para que se tornassem um aparato nacional e não partidário, além de sob um comando civil. É bem diferente do que ocorre ao longo da última década, durante a qual Daniel Ortega e sua esposa cooptaram o aparato militar para funcionar em prol de sua repressão.

Ainda que sem muita esperança de que haja uma abertura democrática, começam a crescer no país os debates sobre a sucessão de Ortega. Além de o líder ter uma idade já avançada, as poucas informações que se têm sobre seu círculo pessoal apontam que sua saúde não vai bem. Cogita-se que Murillo ou Laureano, filho do casal ditatorial, poderiam ocupar esse lugar sem eleições livres e limpas.

Além de avançar contra Humberto, Manágua acaba de expulsar do país a americana Judy Butler, 84. Ela chegou à Nicarágua nos anos 1980. Era uma simpatizante dos sandinistas e realizava trabalhos de tradução para Humberto, que publicava artigos na imprensa local.

Ao Infobae pessoas próximas a ela relataram que Judy Butler está praticamente cega e fazia uso de tecnologia para seguir traduzindo. Sua casa está agora ocupada pela Polícia Nacional.

Ainda que uma figura cujas críticas ao regime têm um peso evidente, Humberto é uma personalidade polêmica. Aos que ainda justificam a ditadura, é visto como alguém que se alinhou à oposição na época Chamorro. Por outros, é visto como alguém que se afastou da política nas últimas décadas sem pleitear transformações. E há ainda a zona cinzenta em torno de como teria se dado seu enriquecimento pessoal.

O recrudescimento da repressão de Ortega-Murillo e o perfil fechado ao diálogo do regime fizeram figuras que antes falavam com eles fecharem as portas, como foi o caso do presidente Lula (PT). Desde que o petista tentou negociar no ano passado com Ortega a liberação de uma liderança católica em Manágua e recebeu silêncio, ele deixou de insistir, nas palavras de um dos envolvidos na conversa.

Desde o ano passado, não há nenhuma atividade bilateral entre os dois países. Todas as áreas de cooperação, como de alimentação escolar, saúde e agricultura, estão congeladas. Recentemente, a nova embaixadora de Manágua no Brasil recebeu aval do governo brasileiro para atuar, mas a ação não mudou em nada o congelamento das ações.

“É preciso debilitar a base repressiva dessa ditadura”, diz Mónica Baltodano. “E esse enfoque dinástico, absolutamente superado na história. Todas as ditaduras terminaram por desgastes gerados por seus próprios atos. Quanto um povo acumula tanto esgotamento e medo, há uma resposta. Esse terror tem prazo de validade.”