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‘Parece que eu apanhei da Bia’: Flávia Saraiva se diverte com seu olho roxo

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JULIANNE CESAROLI
PARIS, FRANÇA (UOL/FOLHAPRESS) – A ginasta Flavia Saraiva abre a pequena bolsa que levou à coletiva de imprensa que deu neste domingo (4) na Casa Brasil. Procurava a medalha de bronze que conquistou junto com a equipe feminina e acabou achando primeiro os óculos escuros, muito úteis desde que sofreu uma queda e um corte no supercílio durante o aquecimento da final por equipes, na última terça-feira (30). Mas ela tem seu jeito todo positivo de lidar com qualquer situação, e isso não seria diferente.

 

Eu estou aqui maquiada, eu estou belíssima, mas se eu tirar essa maquiagem, gente, meu Deus do céu, parece que eu apanhei da Bia”, disse ela, referindo-se à medalhista de bronze do boxe, Beatriz Ferreira. “Eu até falei para ela, ‘vamos tirar uma foto no final, quando você acabar sua competição, com meu olho roxo, e ela correndo'”.

O óculos de sol acaba sendo útil quando ela está na Vila Olímpica, já que todo mundo quer saber como ela está se recuperando. “Todo mundo pergunta lá na Vila, ‘como está o olho?’ E eu só coloco os óculos e falo ‘ah, tá ótimo’.

O ‘disfarce’ serve para Flavinha tietar à vontade na Vila agora que ela terminou suas competições. A brasileira também disputou a final do individual geral e ficou em nono lugar.

Até porque, mesmo tendo três Olimpíadas no currículo, e duas medalhas em mundiais de ginástica, Flavinha revelou que também tem seu lado fã, principalmente quando vê os jogadores de vôlei, seu esporte favorito fora da ginástica.

“Eu sei o nome de todos os jogadores, todas as jogadoras. Quando eu vejo elas na vila, eu tento fingir naturalidade. Mas aí eu estou do lado da Gabi e ela fala ‘oi Flávia, tudo bem?’ e meu coração fica ai meu Deus. A Thaisa, eu não bato nem na canela dessa menina, e eu estou aqui fazendo o fisio com ela, com um aparelho que a gente usa, que é para fazer gelo na coxa, que pega na minha perna toda, e para ela chega só até o joelho dela, e eu fico assim, ‘ó, meu Deus do céu'”, contou Flávia, que tem 1.42m. Thaisa tem 1.96m.

Flávia Saraiva segue trabalhando ao lado da seleção de ginástica apoiando as finalistas Julia Soares e Rebeca Andrade no último dia de competições da ginástica, nesta segunda-feira (5). Além do bronze por equipes, Rebeca já conquistou outras duas pratas no individual geral e no salto.

Arqueólogos encontram armas e joias enterradas há mais de 3 mil anos

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Arqueólogos na República Tcheca encontraram um estoque de armas e joias enterradas que datam aproximadamente de 1600 a.C. – uma descoberta rara que pode lançar mais luz sobre a vida na Europa Central durante a Idade do Bronze. Os pesquisadores examinavam um sítio na cidade de Budyne nad Ohrí quando encontraram os artefatos de bronze, incluindo machados e peças de joalheria de milhares de anos. As informações são do The Independent.

De acordo com o jornal britânico, o local, a cerca de 40 km da capital Praga, foi descoberto pela primeira vez há um ano, por um arqueólogo que usava detector de metais. Uma série de escavações realizadas desde então revelaram oito braceletes, vários machados, dois pinos e uma ponta de lança, todos datados da Idade do Bronze. Pesquisadores suspeitam que os artefatos faziam parte de uma coleção que foi propositalmente enterrada.

Embora os pesquisadores ainda não tenham certeza do motivo pelo qual os objetos estavam escondidos naquele lugar, eles têm três teorias, aponta o The Independent. “Primeiro, esses tesouros poderiam ser usados como presentes votivos ou presentes para as divindades”, disse o arqueólogo Martin Trefný à Rádio Praga Internacional, emissora pública da República Tcheca. A segunda teoria é de que o tesouro provavelmente teria sido enterrado por causa de “algum incidente que aconteceu na aldeia”. “A terceira teoria é que poderia ser um poço de armazenamento de algum produtor ou comerciante”, disse Trefný.

Segundo o The Independent, os pesquisadores analisaram os artefatos descobertos no ano passado e têm certeza sobre sua idade, mas suspeitam que um dos machados seja muito mais antigo. “É da Idade do Bronze Inicial. Então a idade geral das descobertas é de cerca de 3.500 anos”, explicou Trefný. Durante a Idade do Bronze, que durou de 3.300 a.C. a 1.200 a.C., as pessoas na Europa deixaram de fabricar ferramentas de pedra e passaram a usar bronze, uma liga feita pela fusão e mistura do estanho e do cobre.

Por volta de 1.200 a.C., evidências arqueológicas sugerem que a maioria das sociedades da Idade do Bronze entrou em colapso e foi abandonada, provavelmente devido a conflitos, destaca o The Independent. Perto do fim da Idade do Bronze, reinos, impérios, cidades e sociedades inteiras entraram em colapso no período de apenas algumas décadas na Europa, Ásia e África.

As pulseiras descobertas no local eram usadas como ornamentos no antebraço, assim como são hoje, enquanto os alfinetes provavelmente eram usados para prender roupas ou pentear o cabelo das mulheres, disseram os cientistas. “Machados podem ter sido usados como ferramentas ou armas. A última função também se aplica à ponta de lança”, disse Trefný.

Os artefatos, segundo os pesquisadores, podem valer “milhões de coroas”. Um milhão de coroas tchecas equivale a cerca de R$ 249 mil. “Para nós, o valor histórico e científico é muito maior do que o valor financeiro”, disse o arqueólogo, que também afirmou que os artefatos podem ser expostos no Museu Podripské em um futuro próximo.

Hugo Calderano chora muito e diz: "Eu vou voltar e tentar de novo"

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O brasileiro Hugo Calderano perdeu a medalha de bronze para o francês Feliz Lebrun no tênis de mesa neste domingo (4). Emocionado, após a partida ele falou sobre sua dedicação ao esporte e frustração.

 

“Nesse momento vou ficar decepcionado por dias, semanas, meses, mas com certeza eu vou voltar e tentar de novo, não tem outra alternativa”, disse desolado em entrevista ao Sportv. “Ainda tenho muito tempo pela frente ainda e estou continuando a evoluir bastante e constantemente.”

Ele afirmou que conquistar medalha sempre foi o seu maior objetivo. “Essa decepção toda simplesmente mostra o quanto esforço eu faço”, disse “Eu coloco o centro de mesa no centro da minha vida, todas as escolhas que eu faço é pelo tênis de mesa.”

O atleta, que fez a melhor campanha de um brasileiro na modalidade nas Olimpíadas, agradeceu o reconhecimento da torcida. “Muito gratificante ver o nosso tênis de mesa crescendo, muita gente acompanhando nosso esporte e fico muito feliz com isso”, disse.

‘Balotelli’ comemora melhor resultado e planeja futuro: ‘Assinar com o Corinthians’

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Fernando Ferreira, o “Balotelli” do atletismo brasileiro, se despediu dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 no sábado, com o fim da disputa da sua modalidade. Estreante em Jogos, o brasileiro teve o seu melhor desempenho ao final das dez provas. Em clima de despedida da capital francesa, ele brincou que será o próximo “reforço” do Corinthians.

“Agora eu posso voltar para o Brasil, e assinar meu contrato com o Corinthians”, escreveu Fernando “Balotelli” nas redes sociais, marcando o clube paulista, que cogitou a contratação do atacante italiano, que gerou o apelido do brasileiro, nas últimas semanas.

Com bons desempenhos nos 110m com barreiras e no lançamento do dardo, Fernando “Balotelli” terminou na 14ª colocação, com 8.213 pontos. O norueguês Markus Rooth fez 8.796 pontos e ficou com o ouro.

Com o resultado, Balotelli se torna o quarto melhor decatleta da história do Brasil, atrás de Carlos Chinin (8.393 pontos), Felipe dos Santos (8.364) e Luiz Alberto de Araújo (8.315).

Em Paris, ele passou pelas cinco primeiras provas do decatlo com recorde pessoal nos 100m (10s66), no salto em distância (7,24m), arremesso do peso (13,97m), do salto em altura (1,93m) e dos 400 metros (48s78). No segundo dia de disputas, fez os 110m com barreiras (14s00), lançamento do disco (42,86m), salto com vara (4,80m), lançamento do dardo (70,58m) e os 1.500m (4min49s73).

POLÊMICA

O atleta esteve envolvido em uma polêmica antes mesmo do início dos Jogos ao reclamar do kit de uniformes distribuído pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). “Vocês não tem ideia do quanto foi brochante receber o material da seleção. Sempre achei que, nas Olimpíadas, receberíamos uma mala de materiais, com tênis, roupas e sapatilhas, mas parece que não é bem assim para nós”, criticou “Balotelli”.

José Fernando Ferreira tem 25 anos e nasceu em Pesqueira, no interior de Pernambuco. Ferreira estava na seleção brasileira de atletismo no Pan-Americano de Santiago-2023 e foi prata no decatlo. No ano passado, ele também foi campeão no Campeonato Sul-Americano, disputado em São Paulo.

Balotelli ocupa a 24ª posição no ranking mundial do decatlo da World Athletics, antiga Associação Internacional de Federações de Atletismo. É a melhor colocação de um sul-americano.

Jovem e adolescente grávida de nove meses são atingidos por raio nos EUA

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Dois adolescentes, entre os quais uma grávida de 9 meses, foram hospitalizados, na sexta-feira (2), depois de serem atingidos por um raio no estado norte-americano do Indiana.

 

A grávida e o jovem, de 18 anos, estavam dentro de uma tenda atrás da casa onde moram em Country Squire Lakes.

O Gabinete do Xerife do Condado de Jennings informou que a dupla foi levada em estado grave para o hospital. De acordo com o ABC News, apesar dos graves ferimentos, a grávida e o rapaz estão estáveis. 

“Recebemos informações de que o bebê também está bem”, informou ainda o gabinete do xerife.

O parentesco entre a grávida e o jovem não foi divulgado. 

Leia Também: Embaixada do Brasil no Líbano pede que brasileiros deixem o país

Criança de 9 anos é atropelada por ônibus em Londres

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Uma menina, de nove anos, encontra-se em “risco de morte”, depois de ter sido atropelada por um ônibus no sudoeste de Londres, Inglaterra, no sábado. 

 

A Polícia Metropolitana de Londres revelou que o irmão da menina, com cinco anos, também foi atingido pelo veículo e foi transportado para um hospital por precaução. 

As crianças encontravam-se com um membro da família quando o incidente aconteceu. 

O condutor do ônibus foi detido no local e permanece sob custódia policial. 

A polícia está apelando a quaisquer testemunhas para que se apresentem. 

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Globo, Band e SBT finalizam negociações para lançarem suas próprias casas de apostas

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GABRIEL VAQUER
ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) – Três das quatro maiores emissoras de televisão do Brasil vão entrar na onda das bets, as famosas casas de apostas esportivas. Globo, SBT e Band se movimentam e devem lançar até o ano que vem suas próprias empresas no setor. Hoje, as casas de apostas no futebol movimentam R$ 150 bilhões por ano no Brasil.

 

As regras que vão regulamentar de vez as plataformas de apostas no Brasil entram em vigor em janeiro de 2025, e dezembro é o prazo final para que interessados apresentem todas as documentações.

Aquelas que forem aprovadas pelo governo poderão utilizar o domínio “bet.br”.

No primeiro trimestre deste ano, o Ministério da Fazenda recebeu o credenciamento de empresas interessadas em operar no Brasil. Foram recebidas cerca de 132 inscrições, entre elas, dos principais conglomerados televisivos do país.

A Band negocia parcerias com outras bets, ainda definindo questões de porcentagem quanto à participação nesta entrada. Uma delas seria com a plataforma OpenBet, com bastante penetração no Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, além de 65% das do Reino Unido, e com capital aberto na Bolsa de Nova York.

Já a Globo, que controla o game Cartola FC, criado em 2005 com modalidades pagas e grátis via aplicativo, fazendo com que o usuário seja o técnico do time e monte suas escalações nos jogos do Campeonato Brasileiro, também tem interesse no credenciamento até receber aval para lançar sua bet no mercado. A inscrição junto ao Ministério da Fazenda veio pela DFS Entretenimento, proprietária do Cartola FC.

No caso do SBT, a situação está mais avançada. O Grupo Silvio Santos apenas aguarda a finalização da regulamentação para tirar o projeto do papel. Dois nomes foram identificados com interesse em obter licença nacional, caso da Baú Bet, ligada diretamente à famosa empresa de Silvio Santos, e a Tele Sena Bet, de domínio de Henrique Abravanel, irmão do dono do SBT.
Especialistas explicam caso

Para Ricardo Bianco Rosada, fundador da consultoria brmkt.co, que atua nas áreas de estratégia, branding, marketing e desenvolvimento de negócios, os grandes grupos de mídia possuem dois ativos importantes para uma marca de apostas esportivas no Brasil.

“O primeiro é a sua credibilidade, e o segundo é a audiência, já que, apesar de as televisões estarem há algum tempo competindo com as ‘outras telas’ do mundo digital, sua capilaridade e penetração continuam significativas. Do ponto de vista dos grupos de mídia, vejo as operações como uma forma de diversificar seus modelos de negócio e monetizar suas audiências”, analisa.

“É natural que agora, em meio à reta final para a regulamentação do setor, empresas tradicionalmente de outros segmentos venham para somar, como foi o caso da Globo e da Band, e agora com o Grupo Silvio Santos, dono do SBT”, destaca João Fraga, CEO da Paag, empresa que tem lançado produtos para auxiliar as operadoras a se adequarem às novas diretrizes.

“Com o crescimento acelerado das apostas esportivas no Brasil e a entrada de grandes players, estamos testemunhando uma transformação significativa no mercado. A regulamentação em andamento promete trazer mais segurança e confiabilidade para os apostadores”, comenta Edson Lenzi, CEO da PayBrokers, empresa especializada em transações financeiras no segmento.

 

Adele interrompe show pra assistir à final dos 100m feminino nas Olimpíadas

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Adele, 36, interrompeu o seu show em Munique, na Alemanha, para assistir à final dos 100 metros rasos feminino nos Jogos Olímpicos de Paris.

 

Fãs compartilharam nas redes sociais vídeos em que mostram a cantora transmitindo a corrida. Segundo a imprensa internacional, Adele reuniu cerca de 80 mil pessoas em seu show.

Apesar de nenhuma corredora alemã ter participado da final, a cantora fez questão de acompanhar a sua compatriota Daryll Neita, que terminou em quarto lugar. Julien Alfred venceu a prova e deu à Santa Lúcia a primeira medalha em Olimpíadas da história do país.

Adele está realizando sua turnê pela Europa e reuniu 80 mil pessoas em uma arena feita exclusivamente para ela. Segundo o jornal “BILD”, a estrutura custou 40 milhões de euros, o equivalente a R$ 250 milhões na cotação atual.

Ainda conforme o jornal, foi colocado uma tela de 220 metros de comprimento de LED no palco de quatro mil metros quadrados. O objetivo é o de entrar no Livro dos Recordes do Guinness como “A maior tela ao ar livre de todos os tempos”.

Gloria Perez faz piada com medida protetiva contra Davi Brito

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CLEO GUIMARÃES
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A novelista Gloria Perez usou sua conta no Twitter para fazer um comentário irônico sobre a medida protetiva concedida pela Justiça do Amazonas em favor da influenciadora Tamires Assis contra Davi Brito, campeão do BBB 24.

 

“Ela está se mudando para a Bahia?”, perguntou a escritora, ao publicar trechos de uma reportagem sobre a medida, que proíbe Davi de citar o nome de Tamires, assim como entrar em contato com ela nas redes sociais, além de impor uma distância mínima de 100 metros entre os dois. A modelo, conhecida por ser membro do Boi Garantido, mora em Manaus. Davi, em Salvador, na Bahia.

O pedido foi feito pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) do Amazonas e acolhido pela Justiça do estado. Em nota envidada ao F5, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirma que “uma mulher de 34 anos solicitou medida protetiva em face de um homem de 21 anos, alegando ter sofrido violência psicológica e ameaças”.

Carol e Bárbara perdem das australianas no vôlei de praia e se despedem de Paris-2024

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Após passar invicta na fase de grupos do vôlei de praia, a dupla brasileira se despediu dos Jogos Olímpicos de Paris, neste domingo, pela fase de oitavas de final. Após um bom primeiro set, Carol Solberg e Bárbara Seixas acabaram derrotadas pelas australianas Mariafe e Clancy por 2 sets a 0, parciais de 24/22 e 21/14.

As brasileiras não suportaram o melhor jogo das rivais na soma das duas parciais. Após um bom primeiro set, o Brasil levou a virada no final. Depois, Mariafe e Clancy dominaram a disputa e definiram o duelo com facilidade em 2 a 0.

A partida começou com um ponto de abertura da dupla brasileira, mas o equilíbrio foi a marca deste primeiro set. Ora variando na força do ataque, ora utilizando a “largada” de segunda bola para surpreender as rivais, o Brasil apresentou um bom nível de jogo.

Do outro lado, no entanto, as australianas também mostraram suas armas. Um bom saque e um bloqueio eficiente foram suficientes para sustentar uma disputa acirrada, que apresentou uma igualdade no marcador de 6 a 6.

A partir daí, no entanto, o foco foi o diferencial da dupla formada por Bárbara e Carol. Três pontos em sequência, com direito a dois aces, colocaram a dupla nacional à frente: 10 a 6.

As funções divididas ajudaram o Brasil a deslanchar. Bárbara estava bem no ataque enquanto Carol fez a diferença tanto no saque como na preparação das tramas ofensivas contra Mariafe e Clancy.

Um pedido de tempo por parte das australianas, no entanto, voltou a equilibrar o confronto. Clancy passou a virar as bolas e exigiu muito esforço das brasileiras para evitar o empate em 12 pontos e voltar a sustentar uma pequena diferença na liderança do marcador: 17 a 14.

Longe de estar definido, o primeiro set teve uma reviravolta e, pela primeira vez, as australianas assumiram a liderança do marcador ao descontar quatro pontos e fazer 18 a 17. O jogo foi a 22 a 22 e, após quatro set points, a dupla australiana ganhou o primeiro set por 24 a 22.

A segunda parcial mostrou Mariafe e Clancy mais focadas. O reflexo deste cenário se mostrou no marcador: 4 a 1 para as australianas. Com Clancy fazendo a diferença no saque, o Brasil viveu o momento mais tenso da partida, quando chegou a estar perdendo por 10 a 5.

Organizada em sua estratégia, as australianas abriram a vantagem, chegaram a 18 a 11 e só administraram a boa distância no placar para definir o set em 21/14 e confirmar a classificação às quartas de final do torneio olímpico.

COI diz que recebeu testes de gênero de pugilistas, mas que exames ‘não são legítimos’

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ANDRÉ FONTENELLE
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – O Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu ter recebido em junho uma carta da Associação Internacional de Boxe (IBA) contendo supostos resultados de testes de gênero das pugilistas Imane Khelif, da Argélia, e Lin Yu-ting, de Taiwan.

 

Acusadas de terem falhado nos testes, as duas estão participando do torneio olímpico de boxe, organizado pelo COI, apesar de terem sido excluídas das competições da IBA. A presença de ambas nos Jogos de Paris gerou uma controvérsia mundial nas redes sociais -onde foram falsamente apontadas como não sendo mulheres.

“Mesmo a forma como esse material foi compartilhado é contra a ética. São ataques graves aos direitos das mulheres envolvidas”, acrescentou Adams. “O método, a ideia do teste, feito da noite para o dia, nada disso é legítimo nem merece resposta, muito menos em detalhe.”

O COI se mantém em firme defesa das duas pugilistas, reiterando que não são homens nem trans. O critério usado para autorizá-las a competir é o gênero no passaporte.

Khelif e Lin vão subir ao pódio. Estão classificadas para as semifinais das categorias até 66 kg e até 57 kg, respectivamente. No boxe, os semifinalistas derrotados garantem a medalha de bronze, já que não há disputa do terceiro lugar.

A relação entre o COI e a IBA é a pior possível. Em 2019, o comitê retirou da entidade pugilística a organização do boxe olímpico, alegando falta de credibilidade e de governança.

Na sexta-feira (2), o presidente da IBA, o russo Umar Kremlev, ligado ao líder Vladimir Putin, publicou vídeo no YouTube dizendo que o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, “se borra nas calças” e que a cerimônia de abertura dos Jogos apresentou “sodomia”.

O que diz a IBA
Em nota publicada em seu site na última semana, a IBA reafirmou sua convicção de que as duas atletas deveriam estar proibidas de disputar lutas na categoria feminina. A entidade afirmou que elas foram testadas duas vezes, por dois laboratórios independentes, em 2022 e em 2023. Diz que Yu-ting nem sequer recorreu da decisão e que Khelif apresentou um apelo, mas depois desistiu do recurso. “A IBA nunca vai apoiar uma luta de boxe entre gêneros”, afirma anota.

“Nós não entendemos por que qualquer organização colocaria uma boxeadora em risco com o que poderia trazer uma potencial lesão grave dentro do ‘campo de jogo’. O principal papel do árbitro no ringue é garantir a segurança do boxeador em todos os momentos. Como isso é razoavelmente praticável quando um boxeador não atende aos critérios de elegibilidade para competir?”, questiona a IBA.

A agências internacionais, o presidente da IBA defendeu a decisão da entidade. “Baseado em testes de DNA, nós identificamos atletas que tentaram enganar seus colegas se passando por mulheres”, afirmou.

DESISTÊNCIA DA ITALIANA
A polêmica sobre gênero ressurgiu nestas Olimpíadas após a luta primeira luta de Khelif. Com poucos segundos de combate, a italiana Carini abandonou a disputa. “Não podia continuar. Meu nariz doía muito e eu disse: ‘Parem’. Era melhor não continuar”, afirmou. “Poderia ter sido a luta da minha vida, mas naquele momento eu também tinha que proteger minha vida”.

“Sempre lutei contra homens, treino com meu irmão, mas hoje senti muita dor”, afirmou Carini sobre a potência dos golpes recebidos.

Em entrevista à imprensa italiana, dias depois, ela minimizou o caso. “Essa polêmica toda me entristece. Também sinto muito por minha adversária. Se o COI disse que ela podia lutar, respeito essa decisão.”
Ao La Stampa, ela disse: “Se essa moça está aqui, há um motivo. Quem somos nós para julgar? Somos atletas, e não juízes.” Ela avaliou que errou ao deixar o ringue sem cumprimentar a adversária. “Saí com raiva, me equivoquei.”

“SÃO MENTIRAS”
No dia da luta, Khelif foi recebida no Paris Arena Norte com aplausos de muitos fãs da Argélia, que agitavam suas bandeiras nacionais.

Horas antes, o Comitê Olímpico Argelino (COA) saiu em defesa de sua boxeadora, garantindo que ela é vítima de “mentiras” e “ataques antiéticos”.
Em seu primeiro combate após a desistência da italiana, a lutadora se manifestou. “A polêmica me abalou psicologicamente, mas, ao mesmo tempo, me deu força para lutar”, disse Khelif aos jornalistas de idioma árabe após a luta.

Embaixada do Brasil no Líbano pede que brasileiros deixem o país

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Em meio à escalada de tensão no Oriente Médio, a Embaixada do Brasil em Beirute orienta brasileiros que vivem no Líbano ou estão de passagem que considerem deixar o país “por meios próprios, até o retorno da normalidade”. 

Em nota, a embaixada pede ainda que brasileiros que não estejam no Líbano não viagem ao país neste momento. “Aos nacionais que julguem essencial a estadia no Líbano, evitar permanecer no sul do país, em zonas de fronteira ou em outras áreas de reconhecido risco”. 

No comunicado, a embaixada também recomenda que brasileiros adotem todas as indicações de segurança sugeridas por autoridades libanesas, com atenção às áreas consideradas de risco, e que reforcem medidas de precaução. 

Outras orientações listadas pela embaixada incluem não fazer parte de aglomerações e protestos; procurar estar informado sobre a situação atual do país e acompanhar os canais de comunicação; verificar se o passaporte possui ao menos seis meses de validade; e certificar-se de que possui documento de nacionalidade brasileiro (como certidão de nascimento) e/ou carteira de identidade válida brasileira ou libanesa.

Para manter os dados de cadastramento atualizados junto ao setor consular da embaixada, é preciso preencher o formulário de cadastro consular. 

Veja, abaixo, os canais de contato com a embaixada:

Página web

https://beirute.itamaraty.gov.br/ 

Facebook

Embassy of Brazil in Beirut

Twitter

twitter.com/ebeirute

Comunidade Whatsapp

https://chat.whatsapp.com/J0GirtTkZ4ELaM7gAfb3Lb

E-mails:

[email protected] 

[email protected]

Em caso de emergência consular, o telefone de plantão é +961 70 108 374 (plantão consular no Líbano, 24h) ou +55 61 98260-0610 (plantão consular do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, 24h).

O Irã prometeu responder ao assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, na semana passada, em Teerã – um de uma série de assassinatos de figuras importantes do grupo militante palestino, enquanto a guerra entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza, se intensifica. 

Tanto o Irã quanto o Hamas acusam Israel de ter cometido o assassinato e prometeram retaliar o inimigo. Israel, por sua vez, não reivindicou a responsabilidade pela morte nem a negou. 

O ataque foi um dos vários que mataram figuras importantes do Hamas e do movimento libanês Hezbollah, alimentando a preocupação de que a guerra em Gaza se transforme um um conflito regional. 

Após as ameaças do Irã e de seus aliados, Hamas e Hezbollah, o Pentágono informou que as Forças Armadas norte-americanas vão enviar novos caças e navios de guerra ao Oriente Médio. 

Mega-Sena não tem ganhadores e prêmio acumula em R$ 12 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.757 da Mega-Sena, sorteadas neste sábado (3). O prêmio da faixa principal acumulou e está estimado em R$ 12 milhões para o próximo sorteio, na terça-feira (6).

Os números sorteados foram: 01 – 21 – 37 – 40 – 51 – 54

A quina teve 32 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 71.775,30. Já a quadra registrou 2.000 ganhadores, com prêmio de R$ 1.640,57 para  cada. 

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país, ou pela internet. No caso das lotéricas, os estabelecimentos podem fechar antes das 19h.

 

Famosos que foram dados como mortos e chocaram os fãs!

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As fake news estão por toda a parte e é preciso ter cuidado com esse tipo de conteúdo, que costuma viralizar, quanto mais gente acreditar e compartilhar. E figuras públicas costumam ser os principais alvos de notícias bizarras sem fundamento, especialmente, quando essas celebridades são associadas a mortes. Quem nunca ouviu falar de um famoso que faleceu e, na verdade, era uma grande mentira?

No caso de Mariana Rios, a atriz não foi ‘morta’, mas foi alvo de previsão mórbida de vidente que preocupou os fãs. No dia 27 de julho de 2024, a também cantora falou sobre o susto que tomou de que poderia morrer no futuro de um acidente automotivo. “Nesse momento, estou na fazenda longe dos meus amigos e da minha família e comecei a receber muitas mensagens de todos super preocupados”, contou a artista nas redes sociais.

Em uma publicação feita por Chaline Grazik, conhecida como Vidente das Estrelas, disse que teve uma visão em que Mariana falecia e pedia orações para evitar o incidente. “Isso me trouxe o seguinte pensamento: se você não tem algo de bom a dizer, algo que vai acrescentar, tornar o dia mais feliz ou mexer positivamente com a emoção do outro, então se cale. Suas palavras podem gerar uma preocupação desnecessária sobre a qual a pessoa não tem controle”, desabafou Mariana.

Mais vivos do que nunca, relembre as personalidades que já foram equivocadamente declaradas como mortas. Clique na galeria!

Snoop Dogg posa ao lado da Mona Lisa no Museu do Louvre: ‘Irmão Gêmeo’

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Snoop Dogg brincou ao posar ao lado da obra de Mona Lisa, no Museu do Louvre, durante os Jogos Olímpicos de Paris.
O cantor publicou um vídeo para mostrar a sua visita privada ao local e falou a reação que teve ao se deparar com o “olhar” da Mona Lisa, famosa obra de Leonardo da Vinci. “Acabei de descobrir que sou irmão gêmeo de Mona Lisa – Tony Lisa”.

 

Snoop Dogg ainda testou se o olhar da Mona Lisa “segue” quando é vista de qualquer ângulo: “Deixe-me andar até aqui e ver se você está olhando para mim. Ok, eu gosto disso. Foi difícil. Ela sorri muito quando estou deste lado.”

Snoop Dogg tem sido um dos personagens principais das Olimpíadas de Paris. Levado pelo canal norte-americano “NBC” ao evento, o rapper participou do revezamento da tocha olímpica, teve aulas de natação com Michael Phelps, dançou com Simone Biles e até andou no ônibus da equipe de basquete dos Estados Unidos.

"Queremos protegê-los": Harry e Meghan falam dos filhos em entrevista

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O príncipe Harry e a mulher, Meghan Markle, voltaram a sentar-se juntos para uma entrevista para falar sobre a sua experiência como pais, nela eles afirmaram que tudo o que sempre quiseram foi “proteger” os filhos, Archie e Lilibet. 

 

Durante foi a primeira entrevista formal do casal desde a controversa conversa com Oprah Winfrey, há três anos, os duques de Sussex abordaram as ameaças que as crianças enfrentam na Internet.  

Tudo aconteceu no programa CBS News Sunday Morning, tendo Harry afirmado que “uma das coisas mais assustadoras” era saber que qualquer pai poderia perder um filho para o suicídio em consequência da exposição a conteúdos nocivos. De realçar que o casal lançou, recentemente, um programa denominado ‘The Parents Network’ e que se centra em apoiar pais afetados por esta situação.

“Os nossos filhos são jovens, têm três e cinco anos, são fantásticos, mas tudo o que queremos fazer como pais é protegê-los”, disse Meghan.

“E, como podemos ver o que está acontecendo no espaço online, sabemos que há muito trabalho a fazer e estamos felizes por fazer parte da mudança para o bem”, acrescentou.

Já Harry destacou que nos “velhos tempos” os pais sabiam sempre o que os filhos andavam a fazer, desde que estivessem em casa. “Pelo menos estavam seguros, certo? E, agora, podem estar no quarto ao lado, num tablet ou num telefone, e podem andar por essas tocas de coelho. E quando nos damos por conta, em 24 horas, podem estar se suicidando”, alertou.

O príncipe destacou que, em determinado momento, os pais têm de ser “socorristas”. “E mesmo os melhores socorristas do mundo não seriam capazes de identificar os sinais de um possível suicídio. Essa é a parte mais assustadora disto tudo”, confessou.

Falando desta nova iniciativa, Meghan disse que era importante “começar por algum lado” e pediu àqueles que assistiam à entrevista que olhassem para o assunto como se um filho seu tivesse sido afetado. 

Harry e  Meghan se mudaram para a California em junho de 2020, com o filho Archie. Lilibet nasceu em 2021.

Leia Também: Ônibus da dupla César Menotti e Fabiano colide com carretas em rodovia

Kaylia Nemour ganha ouro nas assimétricas e se torna 1ª ginasta africana medalhista olímpica

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BEATRIZ GATTI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Aos 17 anos, a ginasta argelina faz história neste domingo (4). Ao conquistar o ouro nas barras assimétricas, ela se tornou a primeira ginasta representante de países africanos a ganhar uma medalha em Olimpíadas.

 

Namour recebeu nota 15.700 em sua apresentação na final, superando a marca que havia conseguido nas classificatórias (15.600).

Ela foi a sexta a se apresentar e, com essa nota, já havia garantido uma medalha, pois só restavam duas outras adversárias para competir. A americana Sunisa Lee, medalhistas no aparelho em Tóquio-2020, fechou a disputa, recebeu nota 14.800 e ficou com o bronze. A prata foi da chinesa Qiyuan Qiu, com 15.500.

Principais nomes da ginástica mundial, Simone Biles e Rebeca Andrade ficaram de fora ao terminarem na 9ª e 10º colocação na classificatória, respectivamente.

Nemour esteve na quinta-feira (1º) na final do individual geral –cujo pódio teve Biles e Rebeca– e terminou em 5º lugar, com 55.899 pontos, sendo 15.533 nas barras assimétricas. Nenhuma outra ginasta alcançou os 15 mil pontos.
Nascida e criada na França, onde treina até hoje, a atleta começou na ginástica aos quatro anos de idade. Aos 12, venceu com folga um campeonato de base.

Em 2021, aos 14, passou por duas cirurgias nos joelhos. Apesar de ter recebido liberação de seu médico para retornar, a atleta teve sua volta às competições adiada pela federação francesa.

Depois do episódio, Nemour manifestou seu interesse em defender a Argélia, país de seu pai e avós paternos. Para concluir a troca, porém, ela precisaria ficar um ano sem competir ou então receber autorização de sua federação antiga, que só saiu em 2023.

Ela disputou e venceu o Campeonato Africano do ano passado e garantiu sua classificação para o Mundial. Na competição realizada em Antuérpia, na Bélgica, a argelina faturou a prata nas barras assimétricas, a primeira medalha do país na história do torneio.

Também em 2023 ela passou a ter um elemento com seu nome no código de pontuação feminino da Federação Internacional de Ginástica.

“Eu diria que minha maior força é fazer ginástica facilmente”, disse Nemour em entrevista à Federação Internacional de Ginástica (FIG). “Ou seja, sinto muito a ginástica nos meus movimentos e no meu corpo”, acrescentou. Ela disse que tem como inspiração a francesa Youna Dufornet.

Boxe brasileiro encerra campanha ruim em Paris, afirma técnico

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JOSÉ HENRIQUE MARIANTE
VILLEPINTE, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Com apenas um bronze, a seleção permanente de boxe encerrou uma campanha “ruim” neste domingo (4), após Jucielen Romeu perder o combate de quartas de final na categoria até 57 kg. A descrição foi feita pelo técnico da equipe, Mateus Alves, na primeira autocrítica vinda da delegação brasileira em Paris, após um fim de semana de mais reveses que conquistas nestes Jogos.

 

Pelo menos no boxe, a barra estava alta, posicionada pela melhor performance da história, há três anos, em Tóquio-2020, quando o time alcançou três pódios (ouro, prata e bronze).

“A campanha não foi boa. Não é que eu estou reclamando de ganhar uma medalha de bronze, não é isso. O boxe veio com uma expectativa maior do que um bronze, essa é a questão. Então a gente classificou como uma campanha ruim”, afirmou Alves, desta vez mais calmo.

No sábado, após a derrota da favorita Bia Ferreira na semifinal da categoria até 60 kg, a classificação do técnico para seu time era “uma bosta”. “Não estou falando que todos são ruins. O desempenho não foi o que a gente apresenta em todos os eventos. É isso. Eu não posso sair satisfeito como head coach, com apenas um bronze, com uma equipe que tem quatro medalhistas mundiais, oito medalhistas pan-americanos.”

“Temos que sentar e considerar o prosseguimento ou não do trabalho para 2028, ver o que aconteceu, comparado com a nossa perspectiva de duas ou três medalhas”, afirmou o técnico, que há quatro Olimpíadas comanda o time de boxe brasileiro, com oito pódios conquistados nesse período.

Alves ficou especialmente decepcionado com o desempenho do time masculino, que venceu apenas 2 de 7 combates na Arena Paris Norte, em Villepinte, na região metropolitana da capital francesa. “A Bia fez a parte dela. É uma atleta que dispensa comentários. A gente tem que entender que nós somos uma equipe, masculina e feminina.”

Para o técnico, o time olímpico demonstrou uma “tensão” em Paris que não existia em outras competições. “Temos que estudar, mas é preciso lembrar que o boxe não é como o futebol, o vôlei, esportes que já têm o hábito de estar na mídia, de ser cobrado e de carregar isso. O boxe não tem esse padrão. A gente teve uma mudança muito drástica. Muitos torcedores, muitos atletas, muitos assessores, o ambiente mudou. Mas eu já estou justificando uma defesa.”

Alves afirmou que vai discutir sua permanência no comando da seleção, que dirige há 15 anos, com a Confederação Brasileira de Boxe. O modelo de seleção permanente, norma em diversas modalidades olímpicas, foi defendido por Jucielen.

“A equipe faz toda a diferença. Quando acabou a minha luta, estava todo mundo ali para me abraçar, para me apoiar, para não me deixar levar pelo resultado. Quando um perde, todo mundo fica triste.”

A peso-pena teve muita dificuldade no duelo contra a turca Esr Yildiz, que valia uma vaga nas semifinais. No primeiro round, se expôs muito ao esperar a adversária para tentar encaixar golpes. “Corrigi a distância no segundo, por orientação dos treinadores. No terceiro, reconheço que cansei.”

Djokovic bate Alcaraz, conquista sonhado ouro olímpico em Paris-2024

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Aos 37 anos e em sua quinta Olimpíada da carreira, Novak Djokovic enfim conquistou a sonhada medalha de ouro olímpica. O tenista sérvio completou sua coleção de grandes conquistas ao derrotar o espanhol Carlos Alcaraz por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/3) e 7/6 (7/2), neste domingo, na quadra central do complexo de Roland Garros, nos Jogos de Paris-2024. O triunfo na batalha de 2h50min de duração também teve sabor de revanche para o número dois do mundo, derrotado pelo rival da Espanha nas últimas duas finais de Wimbledon.

Djokovic faturou o ouro em sua primeira final olímpica. Ele tinha apenas um bronze, obtido há 16 anos nos Jogos de Pequim-2008. Desde então, vinha batendo na trave até mesmo para repetir o terceiro lugar. Em Londres-2012, perdeu o bronze para Juan Martín del Potro. No Rio-2016, caiu logo na estreia, justamente diante do argentino. E, em Tóquio, em 2021, perdeu a disputa da medalha para o espanhol Pablo Carreño Busta.

As seguidas decepções em Jogos Olímpicos contrastavam com o incrível rendimento nos torneios do Grand Slam, os mais importantes do circuito profissional de tênis. Tanto que o sérvio se tornou o recordista de troféus, com 24, desbancando lendas como Rafael Nadal e Roger Federer nos últimos anos. Ao mesmo tempo, se tornou o tenista que mais tempo ocupou o posto de número 1 do mundo.

As inúmeras conquistas acompanharam recordes e marcas históricas de todos os tipos, que devem durar por muito tempo no mundo do tênis. Nem mesmo as novas gerações conseguiram impedir Djokovic de fazer história no circuito. Mas a medalha de ouro olímpica continuava fazendo falta na galeria de feitos do sérvio. Até que isso mudou neste domingo.

O tenista de Belgrado entrou para o seleto grupo de tenistas que completaram o Grand Slam (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open) e se sagraram campeões olímpicos. Somente três atletas alcançaram este feito antes de Djokovic: Nadal e o casal Andre Agassi e Steffi Graf.

Mais do que isso, o sérvio se igualou a Agassi ao completar o chamado “Career Super Slam”, marca alcançada quando um tenista vence os quatro torneios de Grand Slam, a Copa Davis, o ATP Finals (torneio que encerra a temporada e reúne os oito melhores do ano) e a medalha de ouro olímpica. Somente o americano, aposentado em 2006, atingiu esse feito antes do sérvio.

Djokovic e Alcaraz fizeram uma final olímpica equilibrada, de alto nível técnico e tensa na quadra central do complexo de Roland Garros, com cara de decisão de Grand Slam, algo que vem se tornando rotina na rivalidade dos dois. Como vem se tornando comum com Djokovic em grandes competições, ele enfrentou vaias em alguns momentos do confronto.

O primeiro set foi sintomático. Foram 13 break points desperdiçados em meio a gestos de insatisfação, gritos e olhares para suas equipes na arquibancada. Nenhum tenista conseguiu se impor no saque do adversário e a parcial foi resolvida no tie-break, quando o sérvio aproveitou rara oscilação do rival para fechar e abrir vantagem na partida.

Após a inesperada queda de rendimento de Alcaraz no tie-break, o segundo set retomou a estabilidade entre os dois tenistas. Eles alternavam bons e maus momentos, entre bolas vencedoras do fundo de quadra e deixadinhas na rede, principalmente com o espanhol. Mesmo usando uma proteção no joelho direito, o sérvio não demonstrava sinais de dores.

Sem uma quebra de saque sequer, o confronto foi novamente decidido no tie-break. E mais uma vez Alcaraz abusou das oscilações no momento decisivo. Cometendo mais erros do que de costume, o espanhol viu o sérvio manter o forte ritmo, sacramentar a vitória e cair em lágrimas diante da tão aguardada conquista.

A medalha de bronze ficou com o italiano Lorenzo Musetti, eliminado por Djokovic na semifinal. No sábado, Musetti superou o canadense Félix Auger-Aliassime por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 1/6 e 6/4, e garantiu o último lugar no pódio olímpico.

DUPLAS FEMININAS

Se Alcaraz faturou a prata, as espanholas Sara Sorribes e Cristina Bucsa faturaram o bronze na chave de duplas femininas, ao vencerem as checas Karolina Muchova e Linda Noskova por duplo 6/2, neste domingo. O ouro e a prata desta chave serão definidos ainda neste domingo, no último jogo da programação, entre as italianas Sara Errani e Jasmine Paolini e as russas Mirra Andreeva e Diana Shnaider, que competem sob a bandeira de “Atletas Individuais Neutros” porque Rússia e Belarus foram impedidos de competir na capital francesa.

Homem é preso e tem drogas apreendidas em Campos

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Agentes da Polícia Militar prenderam nessa sexta-feira (02), um homem por tráfico de drogas, que resolutos também na apreensão de drogas, na Rua Irmã Djanira de Moraes, em Custodopolis, em Campos.

Os militares realizaram uma entrada estratégica no local conhecido pela prática do tráfico de drogas, onde foi possível avistar um suspeito, que ao perceber a presença dos policiais, começou a fugir, dispensando uma sacola. O homem foi alcançado e na sacola haviam 109 pinos de cocaína, R$96,00 em espécie proveniente do dinheiro do tráfico, um celular modelo Motorola, 71 buchas de maconha, e 14 pedras de crack.

O homem e os materiais foram encaminhados para a 146ª DP/Guarus, onde o suspeito foi autuado e preso.