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Maduro está prendendo qualquer um na rua, denuncia ONG na Venezuela

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(FOLHAPRESS) – Um homem surdo-mudo de 29 anos que estava esperando o ônibus, uma cozinheira saindo do expediente em um restaurante, um adolescente de 15 anos que caminhava pela rua, filhos de policiais e funcionários públicos que não tinham nenhuma ligação com manifestações políticas -todos esses estão entre os presos pelo regime da Venezuela desde o anúncio da vitória do ditador Nicolás Maduro nas eleições presidenciais.

 

As denúncias são feitas por Alfredo Romero, presidente da ONG Foro Penal, que atua na defesa de presos políticos na Venezuela há 20 anos. “São detenções indiscriminadas, estão prendendo qualquer um que esteja andando na rua, não interessa se estão ligados a protestos”, disse ele, que segue no país, à Folha.

O Conselho Nacional Eleitoral venezuelano (CNE) anunciou a reeleição de Maduro na madrugada de segunda-feira (29). Segundo o órgão, que é alinhado ao chavismo, com 80% das urnas apuradas, o ditador teria obtido 51,2% votos, contra 44,2% de González -diferença que tornaria a vitória do líder irreversível.

O resultado foi contestado pela oposição e levou milhares de pessoas às ruas. Segundo a contagem mais recente da Foro Penal, que mantém uma rede nacional de advogados voluntários, ao menos 11 pessoas morreram em confrontos com a forças de segurança em atos dos últimos dias, e outras 672 foram presas. O Ministério Público de Caracas divulgou números ainda mais altos -1.064 detidos.

“O objetivo dessas prisões indiscriminadas é a intimidação, é reprimir futuros protestos”, diz Romero. “Até agora, nem as famílias, nem advogados tiveram acesso aos presos.”

O mais importante observador eleitoral independente no pleito da Venezuela -além de um dos únicos-, o Carter Center afirmou na quarta-feira (31) que o processo eleitoral no país não podia ser considerado democrático. A entidade americana havia sido convidada pelo CNE para observar o pleito, e há um mês enviou 17 especialistas ao país sul-americano.

O presidente da Foro Penal pede que haja pressão internacional, inclusive por parte do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para que cessem as detenções arbitrárias, os detidos tenham acesso a advogados e o direto de defesa seja respeitado.

Romero afirma que a atual onda de detenções é a terceira observada pela ONG desde janeiro. Ele diz que, a partir daquele mês, o regime começou a prender seletivamente pessoas ligadas à campanha da oposição -sua organização contabiliza 149 detenções.

Depois, entre os dias 26 e 28 de julho, foram presas pessoas com algum vínculo com o processo eleitoral, como venezuelanos que protestavam contra as dificuldades impostas à equipes de fiscalização nos locais de votação.

A partir de 29 de julho, com a divulgação dos resultados e a eclosão de protestos, o regime continuou a fazer detenções seletivas de opositores políticos, como no caso de Freddy Superlano. Mas passou a encarcerar de forma indiscriminada cidadãos venezuelanos não necessariamente envolvidos em manifestações, diz Romero.

Um outro fator é o sistema de denúncias pela internet criado pelo governo venezuelano, que, de acordo com o ativista, está levando a detenções.

Leia Também: Venezuela prendeu mais de mil pessoas desde anúncio de vitória de Maduro

 

Família real britânica ganha R$ 600 milhões para gastar após lucro recorde da Coroa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Rei Charles 3º e a família real britânica vão receber 45 milhões de libras (cerca de R$ 300 milhões de reais) a mais esse ano graças a um lucro recorde registrado pelas propriedades da Coroa. O resultado foi impulsionado por parques de turbinas eólicas offshore -a realeza é dona da maior parte da costa do Reino Unido.

 

Ao todo, as propriedades tiveram lucro de 1,1 bilhão de libras, ou R$ 8 bilhões, mais do que o dobro do ano passado, quando o resultado foi de 442 milhões de libras (R$ 3,2 bilhões), e a família real vai ficar com um total de 86 milhões de libras (R$ 630 milhões).

Além das áreas marítimas responsáveis pelo aumento, a Coroa britânica também cobra aluguel de propriedades lucrativas em áreas nobres de Londres, capital do país, e no interior, incluindo terrenos de agricultura e mineração -de acordo com estimativas, a família real é proprietária direta de mais de 1% de todo o território do país.

Todo esse lucro pertence ao governo do Reino Unido e vai direto para o tesouro nacional do Reino Unido. É o governo quem controla as decisões de negócios e financeiras da Coroa, mas uma porcentagem dos ganhos é direcionado diretamente para a família real todos os anos.

A realeza usa esse dinheiro para sustentar seu estilo de vida, incluindo a manutenção dos palácios e propriedades que utiliza, o pagamento de salários de empregados, e gastos com viagens e entretenimento. Esse ano, um porta-voz do Rei Charles informou que a verba será usada para comprar dois novos helicópteros e custear uma reforma do Palácio de Buckingham.

O aumento foi puxado pelo aluguel pago por empresas que operam parques eólicos na costa do Reino Unido, um negócio que vem aumentando de tamanho com os esforços do país em atingir suas metas de redução do uso de combustíveis fósseis. Entretanto, esse lucro não deve ser sustentável, uma vez que, segundo o contrato de construção das turbinas, o valor do aluguel dos parques eólicos cai drasticamente depois de um período de três a dez anos.

Uma lei aprovada em 2004 no governo do primeiro-ministro David Cameron deu à Coroa a possibilidade de lucrar diretamente com energia eólica offshore, diferenciando essa atividade econômica da exploração de gás e petróleo nos mares do Reino Unido, que desde 1934 é administrada diretamente pelo governo britânico.

Leia Também: As regras e tradições mais estranhas que a Família Real britânica é obrigada a seguir

Casal de São Francisco de Itabapoana morre em grave acidente na BR-101

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Foto: Reprodução Redes Sociais/Montagem: ClickCampos

Na tarde desta quinta-feira (01), um grave acidente na BR-101, KM 209, em Casimiro de Abreu, resultou na morte de Mateus Santos, apelidado de “Salsinha”, e Julia Henriques. O casal, oriundo de Batelão de Barra, São Francisco de Itabapoana, estava em um veículo Mercedes-Benz amarelo quando colidiu com a traseira de uma carreta na pista sentido Espírito Santo.

De acordo com a Arteris Fluminense, concessionária que administra a rodovia, o acidente envolveu um engavetamento com duas carretas e dois caminhões. O outro caminhão que se envolveu no acidente, colidindo com a traseira do Mercedes-Benz, transportava um casal de Praça João Pessoa, também de SFI, que saiu ileso.

Mateus e Julia não resistiram aos ferimentos e faleceram no local. O acidente foi registrado na Delegacia de Casimiro de Abreu e q pista norte foi liberada às 20h40, após uma fila de 7 km.

Cardi B pede divórcio ao marido e anuncia terceira gravidez

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Cardi B pediu o divórcio de Offset na quarta-feira, 31 de julho, segundo informações do Page Six. O representante da artista não divulgou mais detalhes.

 

Relatos indicam que a rapper está solicitando a custódia dos filhos – Wave, de dois anos, e Kulture, de seis – e que desta vez não pretende desistir da separação.

Uma fonte revelou que os recentes rumores de traição de Offset não foram o motivo principal para Cardi B tomar essa decisão.

“Eles se distanciaram. Foi isso que a levou a tomar essa decisão, mais do que qualquer outra coisa”, afirmou a fonte.

As novidades não param por aí. Um dia após pedir o divórcio, Cardi B anunciou em seu Instagram que está grávida pela terceira vez.

Nesta quinta-feira, 1º de agosto, a artista compartilhou duas fotos destacando sua barriguinha e escreveu: “Com cada fim vem um novo começo. Sou muito grata por compartilhar esta fase com vocês, me trouxe mais amor, mais vida e, acima de tudo, renovou meu poder! Me lembrou que posso ter tudo! Que não preciso escolher entre vida, amor e minha paixão! Amo muito vocês e mal posso esperar para ver o que me ajudaram a realizar”.

“É muito mais fácil enfrentar as reviravoltas da vida […], mas vocês, sua irmã e seu irmão me mostraram por que vale a pena seguir em frente”, completou.

 

O ‘show’ de Robert Lewandowski no treino do Barcelona ; veja

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O Barcelona continuou os trabalhos de pré-temporada nesta quinta-feira, e Robert Lewandowski chamou a atenção ao mostrar suas habilidades com a bola.

 

Após alguns toques, o jogador polonês equilibra a bola na cabeça, proporcionando um verdadeiro show que rapidamente se tornou viral nas redes sociais.

veja!

 

Leia Também: Aos 65 anos, Ancelotti surpreende com habilidade incrível na bola

Silvio Santos volta a ser internado em São Paulo

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O apresentador Silvio Santos, de 93 anos, foi novamente internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta quinta-feira, dia 1º. No mês passado, ele já havia passado alguns dias no hospital após ser diagnosticado com H1N1. Segundo sua assessoria de imprensa, a nova internação é para a realização de exames. O Hospital Albert Einstein ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

 

A assessoria de imprensa explicou que Silvio Santos “está bem e retornou ao hospital para realizar exames de imagem, pois, embora os raios-X possam ser feitos em casa, os exames de imagem exigem a infraestrutura hospitalar”. Cerca de duas semanas atrás, o SBT informou que o apresentador foi internado devido a um quadro de H1N1. A apresentadora Michelle Barros leu a nota ao vivo. Silvio Santos recebeu alta em 20 de julho após tratamento para a doença.

 

Atriz de Hollywood comenta ‘eu te amo’ em post de Rebeca Andrade; veja

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A ginasta brasileira Rebeca Andrade, que já havia conquistado o coração dos brasileiros, agora também ganhou o reconhecimento de uma das maiores estrelas de Hollywood.

 

Após a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Paris, Rebeca compartilhou uma foto celebrando o feito em suas redes sociais. Para a surpresa de todos, a atriz Viola Davis deixou um comentário carinhoso para a atleta, parabenizando-a pela conquista. Se arriscando no português, a atriz comentou: “Eu te amo, Rebeca!! Congratulations (parabéns)”

A interação entre as duas personalidades, uma das maiores atletas do mundo e uma das atrizes mais respeitadas de Hollywood, viralizou nas redes sociais, mostrando o alcance do esporte e a admiração que Rebeca desperta em pessoas do mundo todo.”

Leia Também: Rebeca leva prata no individual geral e alcança feito histórico em Paris

‘Mais difícil da minha vida’, diz Deborah Secco ao falar sobre divórcio

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Deborah Secco, 44, anunciou em abril deste ano a separação do seu então marido, Hugo Moura, 34, após um casamento de nove anos.

 

Em entrevista para a revista Marie Claire, Deborah quebrou o silêncio sobre o fim do relacionamento. “A separação foi a coisa mais difícil que já vivi na vida inteira. Eu sou filha de pais separados e ainda me dói a ruptura da minha família”, desabafou a modelo.

Continuamos nesse momento de entender, ressignificando as coisas. Não estamos mais casados, mas o Hugo é uma das pessoas que mais amo na vida.

Após anunciar o fim para o público, o ex-casal optou por não falar sobre o tema, postura escolhida para preservar a filha, Maria Flor de 8 anos. “Sempre trazendo para minha filha, que eu e o Hugo, aconteça o que acontecer, estaremos juntos por ela, nos amando.

Norris reprova acerto de Sainz com a Williams na F-1: ‘Deveria ter ido à Red Bull’

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Ex-companheiro de Carlos Sainz na Fórmula 1 (correram pela McLaren entre 2019 e 2020), o inglês Lando Norris, da Mercedes, não curtiu muito a assinatura do amigo com a equipe Williams a partir de 2025 após abrir lugar para Lewis Hamilton na Ferrari. Em sua opinião, o espanhol “é muito bom” e devia assinar contrato com a Red Bull, atual tricampeã com Max Verstappen e também dominante no Mundial de Construtores.

 

Depois de muito mistério e especulação sobre seu destino, Carlos Sainz foi anunciado oficialmente na Williams na segunda-feira, com contrato longo. Muitas escuderias estavam de olho no piloto ferrarista, que optou pela segurança na categoria e aceitou ser o parceiro de Alex Albon.

Mesmo com os longos acordos de Verstappen e Sergio Perez na Red Bull, a presença do mexicano voltou a ser questionada pelo rendimento ruim e Norris gostaria de ver Sainz como companheiro de cockpit do holandês.

Em entrevista à Fox Sports, Norris foi questionado sobre qual seria o melhor destino para Sainz e não teve dúvidas. “Não sei qual os planos deles. Mas, honestamente, o mais fácil é simplesmente dizer Red Bull. Ele deveria ter ido para lá a meu ver. Obviamente, sou tendencioso, pois conheço Carlos mais do que Checo (Perez), mas Carlos merecia muito”, afirmou o inglês.

Os elogios foram grandes para o espanhol. “Ele é um dos melhores pilotos da Fórmula 1, provou isso inúmeras vezes. Sou um grande amigo dele e estou feliz por ele ainda estar na categorias”, disse Norris. “Ainda estou feliz que ele conseguiu uma vaga e que pode trazer a Williams de volta. Formará parceria com Alex (Albon) que será boa para a Fórmula 1 ao mesmo tempo, então isso é uma coisa boa”, avaliou.

Voltou a frisar, contudo, que queria ver Sainz disputado o título. “Tenho certeza que muitas outras pessoas adorariam dizer que ele deveria ter ido para a Red Bull, mas essa não é uma decisão minha”, lamentou Norris. Alpine, Kick Sauber e RB são as equipes que ainda não fecharam o grid para 2025.

Silvio Santos vai reaparecer em entrevista para documentário sobre sua vida no SBT

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ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) – O SBT reuniu a imprensa nesta quinta (1) para lançar o +SBT, sua plataforma de streaming. A principal novidade será um documentário sobre artistas que fizeram história na empresa, inclusive seu dono, Silvio Santos.

 

O apresentador deu um depoimento para o documentário, que não teve data de lançamento divulgada. O +SBT estreará no próximo dia 19, data em que o SBT completa 43 anos de fundação, e será gratuito, mas com publicidades. Entre documentários que serão lançados, estão os de nomes como Christina Rocha, Gugu Liberato (1959-2019) e Carlos Alberto de Nóbrega.

Será a primeira vez que Silvio Santos aparecerá em um projeto inédito para televisão ou streaming. Ele não aparece desde 2022, quando deixou de apresentar o seu programa semanal nas noites de domingo. Patrícia Abravanel, sua filha, o substitui desde então.

O +SBT aposta especialmente em três modelos: on demand (em que o público escolhe o quê e quando quer assistir), canais Fast (uma espécie de programação linear, com conteúdo temático pré-definido) e simulcast (exibição ao vivo do mesmo sinal da TV linear).

“Vemos três diferentes maneiras de construir um produto digital: a partir da ideia de monetizar aquilo que já temos; adotando o mesmo modelo que os concorrentes já fizeram ou pensando especificamente na forma de consumo do usuário final. É nesse terceiro modelo que acreditamos”, explica Roberto Grosman, diretor executivo de transformação digital do SBT.

Além de todo o conteúdo atual do SBT, o +SBT terá conteúdos originais. Junto com o documentário sobre artistas da emissora, Aparecida Liberato, irmã de Gugu Liberato, terá um talk-show sobre numerologia e bem-estar.

Já a jornalista Magdalena Bonfigliolli, que trabalhou no Programa do Ratinho e no Aqui Agora nos anos 1990, contará casos e histórias de mulheres que foram vítimas de golpes de seus companheiros.

O +SBT poderá ser acessado por smartphones com sistemas iOS e Android e também em TVs conectadas Samsung e LG, computadores, tablets, Chromecast e Google TV.

Medalhista olímpica, Mayra Aguiar é eliminada na estreia de Paris 2024

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No penúltimo dia de disputais individuais do judô, os brasileiros foram eliminados precocemente e ficaram sem medalhas. A expectativa do público era grande pela presença de Mayra Aguiar. Um dos maiores nomes do judô brasileiro, ela coleciona três medalhas de bronze olímpicas nas últimas três edições dos jogos. Mas, depois de uma ciclo olímpico marcado por lesões, Mayra se afastou das competições nos últimos meses, o que fez com que caísse no ranking mundial. E justamente por causa disso, o sorteio das chaves do torneio em Paris reservou um duelo de gigantes na abertura da categoria até 78 kg para mulheres.

Mayra Aguiar teve pela frente na estreia a italiana Alice Bellandi, atual número um do mundo. No tatame, as duas fizeram uma luta equilibrada, que só foi decidida no golden score, o temp extra do judô. Bellandi aplicou um waza-ari e venceu o duelo, tirando as chances de pódio da brasileira.

“A derrota é dura. É muito ruim. Dói para caramba, é amarga, é doída, é um saco. Eu não gosto de perder nem brincadeira, imagina um negócio que a gente se doa tanto. Doa saúde, tempo de família, parte mental. É dieta rígida e restrita, treinar todos os dias com dor. Então não é só hoje, é o ciclo olímpico inteiro que é uma luta. E quando acaba assim, dessa forma, é muito ruim. Mas eu sei também que em todas as vezes que doeu muito, seja dentro do tatame ou fora, eu sempre levantei muito forte. Quanto mais dói, mais a gente se fortalece, e talvez eu esteja me apegando nisso agora. A gente aprende muito rápido a renovar as coisas. Seja em uma vitória ou em uma derrota, eu nunca parei muito tempo para comemorar, ou ficar aflita, baixar a cabeça e chorar. Óbvio que a gente tem que fazer isso, deixar sair esse sentimento, mas é uma coisa que sempre levei pra mim. É pegar as coisas boas que passaram e pensar na frente. Pensar no que posso melhorar como atleta e como pessoa”, disse Mayra após a doída eliminação, em depoimento à Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

A judoca gaúcha também refletiu sobre os limites do próprio corpo e revelou o motivo de ter se ausentado das competições do circuito mundial nos últimos meses.

“Já passei do meu limite. Já tem um tempo que eu venho mentindo para o meu corpo. Mentindo que está tudo bem. Tenho várias cirurgias e a primeira foi com, sei lá, 16 ou 17 anos. Eu ainda sinto ela, e as próximas. Aprendi a treinar e a lutar assim, mas nos últimos anos vem sendo mais difícil. Não adianta, é um preço que a gente paga. Não dá pra brigar tanto com nosso corpo, temos nossos limites. Mas eu fui até onde consegui, até onde o corpo deixou e não deixou também. Eu tentei, até por isso que fiquei um pouco mais fechadinha. Talvez tenha sido mais difícil por isso. Por brigar com meu corpo mais do que eu estou acostumada a fazer. E não tinha como eu fazer muita competição. Acho que essa foi a maior luta”, completou.

Mayra Aguiar tem 32 anos e um currículo recheado de conquistas. Além das três medalhas de bronze em Jogos Olímpicos, a gaúcha também é tricampeã do mundo na categoria 78 kg e tem um total de oito medalhas em campeonatos mundiais de judô.

Natural de Iguape, cidade do litoral paulista, Leonardo Gonçalves fez sua estreia em Jogos Olímpicos nesta quinta (1º) na categoria até 100 kg para homens. Na luta de abertura ele enfrentou Dzhatar Kostoev (Emirados Árabes Unidos). O judoca brasileiro perdeu o combate após sofrer dois waza-ari do adversário.

“Eu tive condições de jogar ele de ippon, mas foi uma luta difícil. Busquei a todo tempo, não me acovardei e deixei tudo o que eu tinha. Mas não foi o suficiente. Agora eu fico à disposição da comissão técnica se precisarem de mim na competição por equipes”, afirmou após deixar a competição.

Ao contrário de Mayra Aguiar, Leonardo está inscrito para a competição por equipes no judô, que será realizada no sábado (3), último dia de competições do judô, a partir das 3h (horário de Brasília). O adversário do Brasil na estreia será o Cazaquistão.

Antes, estão previstas as últimas competições individuais nas categorias pesadas. O Brasil terá dois representantes estreando a partir das 5h (horário de Brasília). Duas vezes medalhista olímpico, Rafael Silva, o Baby, vai enfrentar o judoca Kokauri Ushangi (Azerbaijão), na primeira rodada da categoria acima de 100 kg. Esta é a quarta e, provavelmente, a última Olimpíada na carreira do judoca matogrosssensse, que já conquistou três medalhas nas edições anteriores. Já a paulista Beatriz Sousa, bronze no Mundial de 2023, já estreará nas oitavas de final da categoria acima de 78 kg para mulheres. A adversária ainda não está definida.  

UTIs: 84% dos brasileiros internados conseguem alta médica

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Quase nove em cada dez brasileiros que passam por uma unidade de terapia intensiva (UTI) conseguem alta, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

Os números fazem parte do Projeto UTIs Brasileiras, que monitora mais de 50% das admissões de adultos em UTIs no país, e mostram que a taxa de sobrevivência nesses ambientes chega a 84%.

“Se, por um lado, a taxa de mortalidade global nas UTIs brasileiras foi registrada em 16%, o levantamento evidencia algumas desigualdades que preocupam os médicos”, destacou a entidade, por meio de nota.

A Região Nordeste, por exemplo, tem a maior taxa de mortalidade hospitalar (24,5%), seguida pelo Sudeste (23,2%), enquanto o Sul apresenta a menor taxa (14,7%).

Além disso, hospitais públicos, por exemplo, apresentam taxas de mortalidade mais elevadas (27%) quando comparados a hospitais privados (11%). “Em todos os cenários, é possível observar um aumento significativo em 2020, chegando a aproximadamente 35% devido à pandemia, seguido por uma diminuição nos anos seguintes”, destacou a associação.

Popularmente conhecida como infecção generalizada, a sepse continua respondendo como principal causa de internação não cirúrgica em UTIs brasileiras. Quase um terço dos pacientes que chegam a essas unidades o fazem devido a complicações infecciosas graves.

O quadro é uma resposta inflamatória sistêmica a uma infecção que pode levar rapidamente à falência de múltiplos órgãos e à morte quando não tratada prontamente.

Entre as cirurgias eletivas, as cirurgias ortopédicas são a principal causa de internação em UTIs no país, representando 14,7% dos casos, seguidas por procedimentos invasivos cardíacos e endovasculares (10%). Entre as cirurgias de urgência, as cirurgias ortopédicas também lideram, com 15,2% das internações, seguidas por cirurgias abdominais (12,6%).

Os dados divulgados pela Amib revelam um perfil equilibrado entre pacientes adultos de UTIs, com homens e mulheres representando aproximadamente metade de todas as internações ao longo dos anos. A distribuição etária indica uma concentração significativa de internações entre idosos, sendo que a idade média dos pacientes internados é 63 anos.

As comorbidades mais frequentes entre pacientes internados em UTIs incluem a hipertensão arterial, presente em 66,6% dos casos, e o diabetes, diagnosticado em 33,9% dos pacientes. Outras comorbidades classificadas como significativas são tumores sólidos, insuficiência renal crônica e insuficiência cardíaca.

Por meio da campanha Orgulho de Ser Intensivista, a Amib pretende reconhecer e valorizar o papel de médicos intensivistas na recuperação de pacientes críticos, além de sensibilizar a sociedade e os gestores de saúde sobre o trabalho em um dos ambientes mais desafiadores da medicina.

A entidade considera a presença de intensivistas capacitados fator decisivo para a redução das taxas de mortalidade em UTIs, “o que demonstra a importância de investimentos contínuos na formação e valorização dos especialistas para melhorar ainda mais os resultados nas UTIs em todo o Brasil”.

 

Pepê Gonçalves erra na semifinal e é eliminado no K1 da canoagem slalom

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O canoísta Pepê Gonçalves perdeu um portão na semifinal do K1 (caiaque) da canoagem slalom nesta quinta-feira no Estádio Náutico de Vaires-sur-Marne e está fora da disputa de medalhas. A final, que reúne 12 competidores, acontece às 12h30 (de Brasília).

 

O brasileiro de 31 anos não passou pelo 21º dos 23 portões do percurso, o que resultou em uma penalidade de 50 segundos, tirando qualquer chance de classificação. Ele completou a descida com um bom tempo (91s09), mas mesmo sem os 50 segundos de penalização não avançaria à final, já que teve três toques anteriores (resultando em seis segundos de acréscimos) e terminaria com 97s09. O 12º e último classificado foi o espanhol Pau Echaniz, com 96s11.

“A gente fez uma preparação incrível”, afirmou Pepê ao Sportv. “Mais uma vez perdi para mim, para minhas faltas. Saio com a cabeça erguida”, completou o brasileiro, acrescentando que, com três toques, assumiu a estratégia de arriscar no final da descida para tentar se garantir entre os 12 melhores.

O esloveno Peter Kauzer, vice-campeão olímpico nos Jogos do Rio-2016, e o neozelandês Finn Butcher também perderam portões e foram penalizados com 50 segundos. Com um total de 147s09, o brasileiro terminou na 20ª e última posição da semifinal. Em sua terceira participação olímpica, ele foi o 19º colocado nos Jogos de Tóquio, em 2021, e sexto na Olimpíada do Rio-2016.

Pepê, que não passou das eliminatórias no C1 (canoa) em Paris, ainda disputa o caiaque cross, cujas disputas começam nesta sexta-feira com o contrarrelógio. “A gente tem pouco tempo para virar a chave e entrar no cross com tudo”, afirmou Pepê. “O cross permite você cerrar os dentes e colocar toda essa raiva na remada.”

Ana Sátila, quarta colocada no K1 e quinta no C1 nos Jogos de Paris-2024, também representa o Brasil na disputa do caiaque cross.

Calor extremo no começo de agosto poderá atingir até 40ºC no Brasil

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No meio do inverno, o começo de agosto será marcado por dias de forte a extremo calor em Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, segundo previsão da MetSul. “A temperatura passará dos 30ºC mais ao Sul do País e ficará ao redor dos 40ºC no Centro-Oeste”, prevê a empresa de meteorologia.

 

Segundo a MetSul, uma massa de ar quente predomina sobre grande parte do País neste início de mês, mantendo os dias quentes, principalmente à tarde. Na região amazônica, a expectativa é de temperaturas acima dos 35ºC.

Extremo calor no Centro-Oeste

A primeira semana do mês será extremamente quente na região brasileira. Conforme a MetSul, para Cuiabá, em Mato Grosso, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, a expectativa é de vários dias com máximas perto ou até acima dos 40ºC nas duas cidades.

Calor na região Sudeste

Embora grande parte do Sul e do Sudeste ainda estejam sob influência de uma massa de ar frio que se deslocou no começo da semana, a previsão indica que a condição climática já se afasta para o mar, dando lugar ao ar quente.

Em São Paulo, a projeção da MetSul indica que os primeiros dias do mês devem ser mais quentes no oeste e norte do Estado, com máximas variando entre 31ºC e 34ºC. No sul e leste paulista, o calor será mais intenso a partir de domingo, 4, com possibilidade de atingir marcas acima de 30ºC em regiões do litoral.

Depois da passagem de uma frente fria neste início de semana que trouxe chuva e também derrubou drasticamente os termômetros na terça-feira, 30, a cidade de São Paulo voltou a registrar temperaturas em leve elevação.

Nesta quinta-feira, 1º, o sol voltou a predominar na capital paulista, favorecendo a elevação dos termômetros ao longo do dia.

Conforme a empresa de meteorologia Meteoblue, além do aumento das temperaturas, com a máxima chegando aos 28ºC entre domingo, 4, e segunda-feira, 5, não há expectativa de chuva nos próximos dias.

Veja a previsão para os próximos dias:

Quinta-feira: entre 14ºC e 23ºC;

Sexta-feira: entre 13ºC e 25ºC;

Sábado: entre 14ºC e 27ºC;

Domingo: entre 14ºC e 28ºC;

Segunda-feira: entre 16ºC e 28ºC.

No Rio de Janeiro, a temperatura também deve subir no começo de agosto. “As máximas passam de 30ºC no fim de semana e aquece ainda mais entre segunda e quinta-feira, 8, da semana que vem, inclusive com registros próximos ou acima dos 35ºC”, estima a MetSul.

Dias quentes no estado gaúcho

No Rio Grande do Sul, onde as temperaturas máximas ficam em torno de 10ºC nesta época do ano, a expectativa é de que os termômetros passem dos 30ºC, principalmente no oeste gaúcho. A partir desta quinta-feira, já começa a esquentar e as tardes serão marcadas por muito calor.

Risco para queimadas no Pantanal

A MetSul também alerta que o tempo muito seco e quente deve agravar o problema das queimadas no Pantanal. “Depois de um recuo no fogo em meados de julho, as queimadas voltaram a aumentar neste fim de julho e tendem a seguir com muitos focos de calor durante os primeiros dias de agosto”, acrescenta a empresa de meteorologia.

 

Por que brasileiros fazem shows no exterior, mesmo sem lucro ou gringos

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LISBOA, PORTUGAL E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os cantores brasileiros estão colecionando carimbos em seus passaportes. Nos últimos meses, Anitta atravessou os Estados Unidos, a Europa e a América Latina com uma turnê de funk, na mesma época em que as metrópoles europeias receberam as mesas de mixagem do DJ Pedro Sampaio, as laces -ou perucas- da drag queen Gloria Groove, os pandeiros de Zeca Pagodinho e o bate-cabelo de Joelma e a sofrência de Simone Mendes.

 

A mesma demanda reprimida que levou a um crescimento dos shows e festivais no Brasil nos anos passado e retrasado, fruto da pandemia de Covid, agora atinge o exterior. Os artistas, sobretudo os mais jovens, têm aproveitado as apresentações, que têm como público principal os brasileiros expatriados que não os veem há anos, para tentar lançar ou ampliar suas carreiras internacionais.

Sob custos de produção altos, com a viagem dos artistas e de suas equipes, o lucro desses shows é menor do que no Brasil e, às vezes, chega até a ser nulo. Mas eles não se importam.

Anitta é quem melhor exemplifica a tendência. Ela encerrou em julho uma turnê com shows apenas fora do Brasil, a “The Baile Funk Experience”, para divulgar o seu último disco, “Funk Generation”, no qual canta em inglês, espanhol e português.

Os shows estavam lotados, mas a artista cantou em casas menores do que no Brasil, com capacidade média para 2.500 pessoas, ante as 15 mil que foram até o Memorial da América Latina, em São Paulo, para vê-la no Carnaval, por exemplo.

Isso não significa que a cantora tenha atraído uma quantidade expressiva de estrangeiros. As plateias dos em Nova York e Paris, por exemplo, eram formadas majoritariamente por brasileiros, segundo relatos de fãs que estiveram no shows.

“A gente tem que ser franco. Os brasileiros na Europa se apresentam só para quem fala português. Às vezes alcançam os nativos de Portugal e os angolanos. Sendo otimista, alguns espanhóis”, diz Sandra Gomes, produtora que vive na Suíça e organiza shows de brasileiros na Europa há 15 anos.

Anitta e sua equipe não quiseram dar entrevista nem divulgar o balanço da turnê, mas parece estar sendo recompensada. Ela fechou o mês de julho tendo no México, e não mais no Brasil, a sua maior base de ouvintes no Spotify, segundo a Chartmetric, startup americana que reúne dados das plataformas de streaming para profissionais da indústria musical.

A cantora, que vem tentando ajudar seus colegas no exterior, convidou Pedro Sampaio para abrir cinco shows de sua turnê. O DJ acaba de voltar da Europa, após tocar no Rock in Rio Lisboa e aproveitar a viagem para fazer a sua primeira turnê no continente.

Ele diz que a empreitada não rendeu dinheiro, mas fez seu nome ser mais conhecido no exterior. “Foi uma construção de marca. Tenho que ser realista. Sou forte só no Brasil e em Portugal, mas em Zurique, Amsterdã e em Paris ainda quero conquistar público.”

A afirmação do DJ é corroborada, em partes, pelas paradas musicais. O Chartmetric aponta que, em Portugal e na França, de fato as reproduções de suas músicas cresceram no mês da turnê. Por outro lado, seus picos de audiência foram registrados em 2022. Não há dados sobre os demais países por onde ele passou, porque a plataforma considera os números baixos para registro.

Os cachês que Sampaio recebeu na Europa -exceto em Portugal- giraram em torno de € 40 mil, o equivalente a R$ 245 mil, segundo seu empresário, Felipe Almeida. No Brasil, o DJ cobra até 60% a mais. E no exterior ele ainda precisou pagar do próprio bolso alimentação, hospedagem, cenografia dos shows e transporte para sua equipe, formada por cerca de 15 pessoas.

“Não vejo como prejuízo”, diz o DJ. “Foi um investimento. A gente fez essa turnê para voltar ainda maior no ano que vem. Para dar um passo fora do Brasil, é preciso dar outros cinco para trás lá fora.”

Gloria Groove também quer levar sua música para o mundo. Fez dez shows na Europa em junho e julho, pela primeira vez contratada por uma empresa estrangeira de agenciamento artístico, a WME, o que ela diz ter otimizado seu avanço no exterior.

“É muito difícil uma turnê internacional ter lucro, ainda mais no meu caso, porque meu preço de produção é muito alto. Eu sou uma drag queen. Preciso levar figurino, cabelo e equipe de beleza”, conta.

Com exceção de Anitta, todo brasileiro que toca fora do Brasil enfrenta a mesma dificuldade, segundo a produtora Sandra Gomes, que fez shows recentes de Leo Santana e Wesley Safadão na Europa. Agora, ela planeja uma turnê do grupo Pixote. “O lucro não chega aos pés do que eles conseguem no Brasil. Mas o que não ganham em cachê, ganham em estrutura e em conteúdo para a carreira”, diz ela.

Gomes, que trabalhava com eventos no Brasil, conta que decidiu se mudar para trabalhar como produtora na Europa no fim dos anos 2010, após ter notado uma demanda dos brasileiros expatriados. À época, ela diz, a Europa só recebia shows de artistas de MPB, como Caetano Veloso e Gilberto Gil.

A exceção eram os metaleiros do Sepultura, a banda brasileira com maior expressividade no exterior até hoje -o grupo já tocou em quase 80 países e fez cerca de 2.000 shows internacionais, segundo levantamento do Deltafolha.

“Quando comecei a frequentar eventos daqui, na Europa, percebi que o ‘povão’ não tinha música comercial. Aí trouxe o grupo Revelação, e eles esgotaram os ingressos”, diz Gomes. Ela acrescenta que, hoje, o ritmo brasileiro que domina a Europa é o funk, porque as batidas envolventes conquistam os estrangeiros de tal forma que eles não se importam com o que é dito nas letras.

Mas, entre os artistas consagrados, há espaço para outros gêneros. Zeca Pagodinho se apresentou na Europa no ano passado, cinco anos depois da sua última turnê pelo continente. Sua empresária, Leninha Brandão, diz que ele gosta de se apresentar na Europa para rever os fãs que migraram e dar aos músicos de sua equipe a oportunidade de viajar para o exterior.

A diferença é que Zeca, diz Brandão, não tem objetivo de lucrar com esses shows. Ele quer relaxar, tanto que pede dias livres para descansar entre um show e outro e turistar. “Zeca ama igrejas. A gente chega e, se der tempo ainda no mesmo dia, vamos visitar igrejas. Ele reza, faz orações. Anda até de metrô, porque tem mais liberdade. Ele se deslumbrou com o metrô na Califórnia.”

Uma das apresentações internacionais mais marcantes da carreira de Zeca foi no festival Luminato, em Toronto, no Canadá, para 20 mil pessoas. É nesses eventos, aliás, onde os artistas têm mais chance de se apresentarem para quem não os conhece. O público vai ao evento para ver um astro internacional e, entre um show e outro, pode conhecer um brasileiro.

Os festivais brasileiros em Portugal, por exemplo, invertem a ordem dos shows e atraem mais portugueses do que brasileiros -cerca de 70% do público do último Rock in Rio Lisboa, em junho, era formado por portugueses, segundo a empresária Roberta Medina, que comanda a versão europeia do festival que seu pai, Roberto Medina, criou há quase 40 anos no Rio de Janeiro.
Em Portugal, a estrutura é menor. Enquanto a próxima edição do festival no Brasil, em setembro, custou cerca de R$ 1 bilhão para ser erguido, a versão portuguesa saiu por um quarto do valor. O controle de custos, dizem os organizadores, é essencial para evitar fracassos. Em Las Vegas, o Rock in Rio reuniu astros como Taylor Swift e Metallica, mas não deu lucro e foi cancelado.

O mercado e o público americano, diz Roberto Medina, não receberam bem um festival cheio de estandes de marcas, cujo patrocínio é essencial para viabilizar a empreitada. “A conversa com patrocinadores americanos é muito difícil. Os caras são soberbos. ‘Um latino não pode fazer o maior evento do mundo’, eles pensam. Então eu tirei o pé de lá.”

Essa foi uma dificuldade enfrentada também pelo Coala Festival, que fez seu primeiro evento no exterior, em Cascais, a 30 quilômetros de Lisboa, após nove edições em São Paulo. “O Coala era uma marca desconhecida em Portugal. Para captar patrocínio, a realidade é outra. Os investimentos são diferentes”, diz Fernanda Pereira, sócia e líder de operações do evento, que aconteceu em maio.

Organizar um festival ou um show fora do Brasil é caro principalmente por causa da estrutura dos eventos, que precisa ser alugada em euro, ante a desvalorização do real, diz Pereira, que não revela se o Coala deu lucro em Portugal nem o quanto gastou para erguer o festival no país.

E artistas que usam um figurino mais complexo enfrentam uma dificuldade à parte. É o caso de Gloria Groove, que levou maquiagem, figurino e suas laces na própria mala. “Tem que viajar de jeito muito esperto, porque a mala pode ser extraviada e não dá para ficar sem a roupa do show do dia seguinte.”

A saída, ela diz, é ter paciência. “Eu sei que é preciso plantar com calma uma carreira internacional. São pelo menos cinco anos para começar a colher alguma coisa de volta.”

Alcaraz vence americano e vai à semifinal em Paris-2024; Swiatek cai na semi

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Carlos Alcaraz enfrentou mais dificuldades do que o esperado, mas despachou o americano Tommy Paul por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (9/7), nesta quinta-feira. O tenista espanhol, de 21 anos, se tornou o mais jovem a avançar à semifinal da chave de simples da Olimpíada desde os Jogos de Pequim-2008.

 

Na luta por uma vaga na disputa pela medalha de ouro, o número três do mundo vai enfrentar o vencedor do confronto entre o canadense Felix Auger-Aliassime e o norueguês Casper Ruud, duas vezes vice-campeão de Roland Garros – o tênis em Paris-2024 é disputado no complexo que sedia o Grand Slam francês.

Alcaraz disputa apenas a chave de simples após ser eliminado nas duplas, ao lado de Rafael Nadal, na quarta-feira. Eles eram fortes candidatos ao pódio nas duplas. Agora o espanhol tenta confirmar o favoritismo em simples, no embalo das conquistas de Wimbledon e Roland Garros nas últimas semanas.

Nesta quinta, o tenista da Espanha abriu 5/2 com tranquilidade no primeiro set e abriu vantagem no duelo. No segundo, contudo, ele caiu de produção e viu Tommy Paul, 13º do ranking, fazer 3/0. A reação do favorito veio com força na reta final do set. Ele devolveu a quebra com uma linda passada, forçando a disputa do tie-break na sequência. No desempate, Alcaraz levou a melhor.

Mais cedo, a chave feminina de simples sofreu uma baixa importante. A polonesa Iga Swiatek, atual número 1 do mundo, foi eliminada na semifinal no mesmo saibro onde se sagrou tricampeã de Roland Garros no início de junho. A favorita foi superada pela chinesa Qinwen Zheng, sétima do mundo, por 6/2 e 7/5.

O revés surpreendeu também pelo desempenho que Swiatek vinha apresentando no segundo set. A líder do ranking chegou a liderar o placar por 4 a 0 para encaminhar o empate. No entanto, sofreu dura e inesperada virada, se despedindo da chance de levar o ouro. Agora ela tentará o bronze na disputa do terceiro lugar, contra adversária ainda não definida.

Carlos Alberto de Nóbrega se emociona ao ouvir voz do pai recriada por IA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Documentário sobre Carlos Alberto de Nóbrega, produção original do +SBT, recriou a voz de Manuel da Nóbrega, pai do humorista, por meio de inteligência artificial.

 

O primeiro episódio da série documental, intitulada “Cazalbé, O Herdeiro da Graça”, foi exibido nesta quinta-feira (1) no evento de lançamento do streaming do SBT, no qual o UOL esteve presente.

Produção reproduziu uma carta escrita por Manuel ao filho quando ele assinou o primeiro contrato com Rádio Nacional. Manuel era locutor, empresário e também comediante.

Carlos Alberto chorou na hora que exibiram a leitura da carta com a voz do pai, recriada com o uso de inteligência artificial. Em um dos trechos dela, Manuel escreveu: “Eu me orgulho de ti. Do papai, Manuel de Nóbrega”.

O humorista relembrou então a difícil época da morte do pai, ocorrida em 1976. “Eu tinha que ficar escrevendo humor com minha mãe com câncer generalizado em um quarto e o meu pai morrendo de outro. Eu não quis vê-lo morto.”

Carlos Alberto também comentou sobre as comparações feitas entre ele e o pai. “É uma covardia querer comparar um com o outro. Quando ele começou tinham duas câmeras. Ele fez de algo tão simples um sucesso. Dizem que eu sou muito centralizador: e eu sou mesmo. Aquela carta é a minha Bíblia. E eu sigo aquilo, por isso que eu fico tão emocionado. Em 1987, eu assinava o meu primeiro contrato. Eu devo muito ao Silvio Santos. Por uma coisa que eu não vou contar, é uma coisa minha e dele. Meu pai tinha adoração por ele [Silvio Santos].”

BRIGA COM SILVIO SANTOS

Ainda em Cazalbé – O Herdeiro da Graça, o comediante também comentou desavença que teve com Silvio Santos.

Começou na minha casa a ideia do Silvio ter uma TV. Eu nunca toquei nesse assunto. Eu fui trabalhar com o Silvio e não deu certo. Eu tenho uma personalidade forte, o Silvio é o Silvio, e começamos a não nos entender.

O humorista detalhou então a briga que teve com o dono do SBT. “Quando meu pai morreu, de câncer, minha mãe estava com câncer. Olha como eu estava. A minha insegurança… O Silvio no auge da carreira. Eu liguei e falei para ele: ‘tem que fazer o lance da herança do meu pai’. E o Silvio me explicou: ‘Quando fizemos o negócio da televisão ele ficou com 10%. Começaram a fazer a minha cabeça, falavam que o Silvio tirou a TV do meu pai. Eu briguei com o Silvio. Fiquei sem falar com ele”.

Eu fiquei 11 anos sem falar com o Silvio. Na minha casa era proibido assistir o Silvio.

O comunicador acusou Silvio Santos de roubo. A fala aconteceu após a morte do pai, Manuel Nóbrega (1913 — 1976), em entrevista à rádio Bandeirantes, na década de 1970.

“Ele me roubou 10% [do Baú da Felicidade]. Isso é uma safadeza, uma crueldade. Ele é um canalha, um ladrão, um safado. Nunca mais falei com ele. Só no enterro do meu pai e na morte da mulher dele? Essa é a história do Silvio Santos”, disse Carlos Alberto.

Os dois acabaram se reconciliando e Carlos Alberto foi contratado pelo SBT. O apresentador da Praça explicou, tempos depois, que foi levado a acreditar, por terceiros, que tinha direito a parte do Baú, mas se enganou. “Depois eu fui ver que estava errado. Me envenenaram”, contou ao Tricotando.

Italiana desiste de luta após rumores sobre a oponente ser trans

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A boxeadora italiana Angela Carini desistiu com apenas 46 segundos de sua luta as oitavas de final do boxe feminino até 66kg nas Olimpíadas de Paris. Sua adversária, a argelina Imane Khelif, foi reprovada em teste de gênero em campeonato mundial no ano passado, mas cumpriu os requisitos para os Jogos Olímpicos.

 

A italiana desistiu logo depois de ter levado um soco da adversária no nariz. O relógio ainda marcava 2min14s restantes no primeiro assalto. Assim que levou o golpe, a boxeadora de azul ergueu aos mãos e informou o abandono.

O COI afirmou que todas as atletas que disputam os Jogos de Paris cumprem os regulamentos de elegibilidade. A entidade ressaltou que todas apresentam as condições médicas aplicáveis de acordo com as regras da Unidade de Boxe de Paris, que regulamenta a competição. Em seu site, ela consta como atleta mulher.

Carini se recusou a cumprimentar a adversária após o anúncio do resultado e foi às lágrimas. Ela fugiu da tentativa de aproximação da rival e caiu de joelhos no ringue.

Após sofrer um primeiro golpe no rosto, segundos antes, a italiana já havia dito: “Não é justo, dói muito”. Segundo o jornal italiano Corriere Della Sera, o técnico Emanuele Renzini teria pedido para ela pelo menos terminar o primeiro round. O combate foi retomado, mas somente por mais dez segundos, até a desistência.

COMO COMEÇOU A POLÊMICA

Khelif foi reprovada em teste de gênero no Mundial feminino de boxe no ano passado. A atleta de 25 anos foi desclassificada pela IBA (Associação Internacional de Boxe) por não atender aos critérios de saúde de elegibilidade -a IBA não é regulamentada pelo COI.

A luta de Carini contra a argelina virou polêmica na Itália antes mesmo de começar. Na véspera do duelo, a ministra Eugenia Roccella deu declarações preconceituosas e acusou Khelif de ser “um homem que se identifica como mulher”. No entanto, não há confirmação que ela seja uma atleta trans.

Após a luta, o treinador de Carini disse que a italiana estava com dor de dente, tomando antibióticos, e que desistiu após sentir dor no nariz. O técnico acrescentou na sequência, de acordo com o Della Sera, que a “máquina das redes sociais” tinha entrado em ação, citando que a questão dos hormônios da adversária é controversa.

Carini eximiu Khelif de culpa e pediu desculpa à adversária. A italiana confirmou que disse “não é justo” durante o combate, mas ressaltou que não cabe a ela julgar a argelina e se desculpou por não tê-la cumprimentado após a desistência.

O QUE CARINI DISSE

Sim, eu disse que não é justo. Não é certo desistir de uma Olimpíadas, mas não cabe a mim julgar. Não sou ninguém para julgar Imane. A verdade é que não sabemos nada sobre minha oponente, exceto por uma coisa: ela não tem culpa. Ela é uma mulher que está aqui para fazer as Olimpíadas, como eu. Quem sou eu para julgá-la? Não depende de mim, cabe aos outros fazê-lo. Angela Carini, ao Corriere Della Sera

Não cumprimentar a adversária: “Eu estava errada. Saí do ringue cheia de raiva. Nunca terminei uma partida sem cumprimentar minha adversária. Peço desculpas a Imane por não me despedir dela”.

Desistência: “Estou com o coração partido, mas minha cabeça está erguida. Eu lutei. Eu tentei lutar. O ringue é minha vida, e nunca tive medo e não tive medo nesta quinta-feira (1). Mas sou uma boxeadora muito instintiva e disse a mim mesma imediatamente: ‘Algo está errado’. Eu senti aquele golpe, me machucou. Foi muito ruim, eu não conseguia mais respirar. Disse a mim mesma: ‘basta’. Eu nunca fui derrotada por nocaute e até nesta quinta-feira (1) eu nunca tinha saído de um ringue antes do final da luta. Eu sou uma guerreira, mas às vezes até as guerreiras, quando veem que a batalha está perdida, enfiam suas espadas na terra e se rendem”.

IBA SE MANIFESTA

A entidade internacional de boxe se pronunciou na última quarta (31) sobre a desclassificação de Khelif. A IBA afirmou que a argelina não foi submetida a um teste de testosterona, mas sim a um exame separado e reconhecido, cujas especificidades permanecem confidenciais. Tal teste indicou que não Khelif não atingiu os critérios necessários e que teria vantagens contra outras mulheres.

Segundo a entidade, Khelif inicialmente apelou da decisão ao CAS, mas depois retirou. A IBA também manifestou sua “preocupação com a aplicação inconsistente de elegibilidade” de outras organizações, mencionando o COI e as Olimpíadas. Por fim, a associação levantou questionamento sobre a “justiça competitiva e a segurança das atletas”.

Veja quais líderes do Hamas foram mortos e que posição ocupavam na facção

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Israel anunciou, nesta quinta-feira (1º), a morte de mais um importante membro do Hamas, facção palestina que o Estado judeu enfrenta há quase dez meses na Faixa de Gaza. De acordo com Tel Aviv, o chefe da ala militar do grupo terrorista, Mohammed Deif, foi morto em um ataque aéreo em Khan Yunis no dia 13 de julho de 2024.

 

A essa morte se somam outras nos últimos meses. A mais recente ocorreu nesta quarta-feira (31), no Irã. O chefe da cúpula política do Hamas, Ismail Haniyeh, estava no país persa para acompanhar a posse do novo presidente, Masoud Pezeshkian, quando foi alvo de um ataque aéreo atribuído a Tel Aviv, que não confirmou a autoria da ofensiva.

No começo do ano, os vices dos dois líderes também morreram. Em janeiro, Saleh al-Arouri, número dois de Haniyeh, foi morto em Beirute em um ataque de drone de Israel, segundo a agência de notícias Reuters. Dois meses depois, em março, Marwan Issa, vice do braço militar do Hamas, também conhecido como Brigadas al-Qassam, foi assassinado em um ataque aéreo israelense, de acordo com os Estados Unidos.

A aposta é que as baixas no núcleo do Hamas permitam que Tel Aviv cumpra o que diz ser seu objetivo desde o início do conflito -eliminar o grupo terrorista. Muitas dessas mortes, porém, podem abrir novas frentes de guerra e espalhar o combate para outras partes do Oriente Médio.

Nesta quinta, por exemplo, milhares de pessoas reunidas para o funeral de Haniyeh em Teerã pediram vingança. O Irã, que atualmente é o maior inimigo de Tel Aviv entre os países da região, já atacou diretamente Israel desde o início da guerra. Em abril, o país persa lançou dezenas de drones e mísseis em direção a Israel, em um ataque que não deixou mortos.

Mais recentemente, em julho, um ataque reivindicado pelos rebeldes houthis atingiu Tel Aviv, matando uma pessoa e ferindo levemente outras quatro. Embora fique baseado no Iêmen, o grupo é apoiado por Teerã. Na ocasião, o Exército de Israel disse que o drone provavelmente era um modelo Samad-3, fabricado no Irã.

As tentativas de assassinato de membros do Hamas por Israel remontam à fundação do grupo, em 1987, durante a primeira revolta palestina contra a ocupação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Dois anos depois de ser criado, a facção realizou seus primeiros ataques a alvos militares israelenses, incluindo o sequestro e o assassinato de dois soldados.

Yahya Ayyash, apelidado de “O Engenheiro” e apontado como mentor de uma onda de atentados suicidas palestinos, foi morto em 5 de janeiro de 1996, quando seu telefone celular explodiu em suas mãos. Os palestinos culparam Israel, que nunca assumiu a autoria. Após o assassinato, o Hamas realizou quatro ataques suicidas que mataram 59 pessoas em três cidades israelenses ao longo de nove dias.

No ano seguinte, agentes israelenses injetaram veneno no ex-líder do Hamas Khaled Meshaal em uma rua fora de seu escritório em Amã, capital da Jordânia. A tentativa de assassinato, ordenada por Binyamin Netanyahu, que cumpria seu primeiro período como primeiro-ministro israelense, fracassou.

O ataque enfureceu tanto o então rei da Jordânia, Hussein, que ele falou em enforcar os assassinos e cancelar o tratado de paz de seu país com Israel, a menos que o antídoto fosse entregue, o que Tel Aviv acabou fazendo.

Brasil nas Olimpíadas de Paris 1924: Fotos incríveis e raras de 100 anos atrás

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Os Jogos Olímpicos de 2024 são a terceira vez que Paris sedia os Jogos. A primeira foi em 1900 e a última vez foi há cem anos, em 1924. Naquele ano, mais de 3.000 atletas de 44 nações se reuniram em Paris. A competição consistiu em 126 eventos de 23 disciplinas, com 17 locais olímpicos dentro e ao redor da Cidade Luz. E o Brasil também estava representado.

Em 1924, a equipe brasileira era formada por apenas 11 atletas, todos homens. Eles competiram em três esportes: atletismo, remo e tiro esportivo. Era a segunda edição dos Jogos Olímpicos que o Brasil participava. Nossa delegação não conquistou nenhuma medalha nessas Olimpíadas de Paris, mas os irmãos Edmundo e Carlos Castelo Branco chegaram perto. Eles terminaram na quarta colocação na classe skiff duplo do remo. Os dois remadores tinham se inscrito por conta própria, o que era permitido na época.

Clique para ver imagens incríveis dos muitos eventos, atletas e espectadores dos Jogos Olímpicos de 1924 em Paris.