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RS: eleitor tem até quinta-feira para regularizar ou transferir título

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Os eleitores do Rio Grande do Sul têm até a próxima quinta-feira (23) para regularizar ou tirar pela primeira vez o título de eleitor a tempo de votar nas eleições municipais deste ano, marcadas para 6 de outubro com eventual segundo turno em 27 de outubro.

O cadastro do eleitorado para as eleições municipais já foi encerrado em 8 de maio no resto do país, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu autorizar mais 15 dias de prazo para os eleitores do Rio Grande do Sul, em razão da tragédia climática que atinge o estado.

Desde os últimos dias de abril, fortes chuvas, enchentes e enxurradas já deixaram 157 mortos e 88 desaparecidos. Há no momento, segundo o balanço mais recente da Defesa Civil gaúcha, 76.955 em abrigos temporários espalhados pelo estado. Ao todo, 581.633 pessoas ficaram desalojadas, contabiliza o órgão estadual.

Os atendimentos presenciais da Justiça Eleitoral foram paralisados no estado, e o TSE liberou o cadastro de biometria para a emissão do primeiro título, por exemplo. Todos os procedimentos relativos ao documento podem ser realizados na internet pela população do RS. Os serviços podem ser encontrados no portal de Autoatendimento Eleitoral.

Estão aptos a votar nas eleições deste ano todos que tenham completado 16 anos até 6 de outubro, data do primeiro turno. Segundo a Justiça Eleitoral, isso equivale a mais de 152 milhões de brasileiros. Eventual segundo turno, em cidades com mais de 200 mil habitantes, está marcado para 27 de outubro.

Encerra-se também na quinta (23), no Rio Grande do Sul, o prazo para a transferência do domicílio eleitoral, caso o eleitor tenha mudado de endereço, indo morar em outro município, por exemplo. Vale lembrar que, neste ano, devido ao caráter local das eleições, não há possibilidade de voto em trânsito.

Para mais informações sobre a situação das zonas eleitorais, acesse o atendimento via WhatsApp da Justiça Eleitoral gaúcha, que está centralizado no número (51) 2312-2015.

Neste ano, os eleitores vão votar para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. De acordo com a Constituição, o alistamento e o voto são obrigatórios a partir dos 18 anos de idade, e facultativos aos jovens de 16 e 17 anos, aos maiores de 70 anos e às pessoas analfabetas.

Para a transferência de domicílio eleitoral, é necessário comprovar vínculo com a localidade em que o eleitor pretende votar. “Os vínculos podem ser residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha da localidade”, informa a Justiça Eleitoral.

Para requerer a transferência, é necessário que o eleitor resida há pelo menos três meses no novo município e já tenha transcorrido, no mínimo, um ano da data do alistamento eleitoral ou da última transferência do título – estão isentos dessa condição os servidores civis e militares, bem como seus familiares, que tenham se mudado em função de transferência ou remoção.

*Com informações da Agência Brasil

 

Centro de Porto Alegre vira cenário de lixo e entulho após baixa da cheia

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PAULA SOPRANA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A queda de nível do lago Guaíba no final de semana secou boa parte do Centro Histórico de Porto Alegre, e agora o cenário que se revela é de muito entulho nas ruas, além de um cheiro forte de lixo.
Diversas vias da capital gaúcha estão com esquinas e fachadas dos prédios repletos de colchões, móveis, sofás e objetos destruído pela enchente.

Na rua Washington Luiz, a água ficou a 1,5 m do chão. Na manhã desta segunda-feira (20), moradores e funcionários de um bar começaram a despejar o entulho enlameado para fora.

“Tem proprietário de apartamento que já disse que não pretende mais voltar”, diz Cláudio Korkiewicz, 64, residente do quarto andar de um prédio. Como estava no alto, seu apartamento não teve danos. “Quem mora no térreo perdeu tudo, é uma tragédia total e muita culpa do nosso governo”, afirma.
Em um restaurante da mesma rua, é possível ver pela janela que todo o ambiente está sujo de lama.

Pela primeira vez em duas semanas, comerciantes do centro puderam reabrir seus estabelecimentos para ter uma ideia do abalo e iniciar a limpeza dos locais.

Três comportas ficaram abertas no domingo (19) com o objetivo de escoar a água de volta ao Guaíba, o que ajudou a secar o centro da capital gaúcha.
Ruas da Cidade Baixa, bairro boêmio da capital, também foram tomadas por lixo. Alguns caminhões da prefeitura já atuaram para recolher parte do que sobrou.

Na rodoviária, fechada há algumas semanas, a água já dá espaço para lama, que atinge o nível da calçada em algumas áreas.
Apesar da melhora, o nível do Guaíba oscila e subiu um pouco em Porto Alegre, alcançando 4,32 metros às 7h15 desta segunda-feira (20), segundo a ANA (Agência Nacional da Águas).

 

Geoparque: portal da cidade recebe sinalização turística

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O portal de chegada de São Francisco de Itabapoana (SFI), em frente a sede da prefeitura, recebeu na manhã desta segunda-feira (20) sinalização turística que informa a existência de Geoparque – Costões e Lagunas, reconhecido nacionalmente. O investimento é fruto de uma parceria com o Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf).

O secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio, Junior Junqueira, acompanhou os trabalhos junto com o superintendente de Sinalização da Fundação Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), Luciano Lucas. O órgão estadual foi responsável pela instalação.

— Esta é mais uma etapa crucial para sermos reconhecidos como Geoparque Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Este reconhecimento trará inúmeros benefícios, como a visibilidade internacional da riqueza e diversidade do município, o desenvolvimento sustentável e a valorização da cultura local — destacou Junqueira.

Para o secretário, a iniciativa possibilitará a atração de investimentos e mais turistas para a cidade. Segundo ele, também está prevista a instalação de placas em Lagoa Doce e Barra do Itabapoana, na divisa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em julho, o município receberá a visita de uma comissão da Unesco. Na oportunidade, será avaliado o potencial do patrimônio geológico e natural são franciscano. 

Queda de helicóptero expõe décadas de sanções no Irã

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IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Apesar de as circunstâncias da queda de helicóptero que matou o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, seu chanceler e outras autoridades no domingo (19) ainda serem desconhecidas, um fator contribuinte eventual para o acidente é claro: a obsolescência do modelo em que todos voavam.

Ela reflete o impacto de décadas de sanções dos Estados Unidos e outros países à teocracia instalada em 1979, ano em que a tomada da embaixada americana pelos radicais islâmicos em Teerã e a decorrente crise com reféns levou à primeira rodada de punições comerciais ao Irã.

Por evidente, não é possível colocar na conta do estado de manutenção do Bell 212 usado por Raisi a tragédia a esta altura. Pelas informações disponíveis, se não houve alguma ação externa contra a aeronave, ela se encontrava em um local montanhoso e com baixa visibilidade -o pesadelo de qualquer piloto de helicóptero.

Mas um modelo mais moderno, com sensores mais avançados, talvez pudesse ter evitado ir de encontro ao nevoeiro e o mau tempo, além de dar ao piloto uma noção mais clara do terreno à frente.

Por que Raisi ainda voava como antigo Bell 212, contudo, segue sendo um mistério. O país tem um acordo de cooperação militar com Vladimir Putin que fornecerá, entre outras coisas, helicópteros de ataque russos -nada impediria a venda de algum modelo de transporte adaptado para serviço VIP.

Ninguém sabe ao certo qual a exata aeronave de Raisi, apenas que havia três delas no ar quando o acidente ocorreu. A única compra conhecida do modelo pelo Irã aconteceu nos anos 1970, no ocaso do regime do xá Reza Pahlevi, derrubado pela Revolução Islâmica.

Em 1973, Teerã fez um grande acordo militar com então aliados americanos, comprando helicópteros e aviões de caça F-5 e F-4. Em 1976, tornou-se o único operador fora dos EUA a voar o potente F-14, aeronave que ganhou fama com “Top Gun”, do qual comprou 80 unidades.

O corte de relações com os EUA deixou essa frota órfã de peças de reposição e manutenção, levando a décadas de canibalização. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em 2023 havia ainda 41 F-14 em condições de uso.

O poderio foi complementado por modelos soviéticos, e a última encomenda até o negócio do ano passado com a Rússia havia ocorrido em 1990, quando o Irã comprou 35 caças MiG-29 obsoletos de Moscou.

Não é certo, contudo, que os Bell 212 sejam daquela safra do xá. Em pelo menos duas ocasiões, nos anos 1990, tentativas de vendas clandestinas de peças e mesmo aparelhos americanos por terceiros países, driblando sanções de fornecimento ao Irã, foram identificadas.

Seja como for, é provável que o Bell faça parte de um lote de dez aparelhos fornecido à Marinha iraniana. O modelo, uma versão com duas turbinas do antigo Bell 205 Huey, que fez fama na Guerra do Vietnã, é usado hoje ainda por forças policiais em outros 11 países.

Ele foi produzido de 1968 a 1998, primeiramente nos EUA e, depois, no Canadá. Tem alcance de 439 km e pode levar 14 passageiros, além do piloto. É uma aeronave robusta, honrando sua origem militar, mas básica para os padrões de aviônica atuais.

Ao longo dos anos, os iranianos buscaram formas de se adaptar às sanções, que proíbem entre outras coisas o fornecimento de tecnologia americana para o país. O acordo nuclear de 2015 deu uma pausa relativa ao arranjo, com os europeus signatários aproveitando a janela para anunciar a venda de aviões comerciais da Airbus para Teerã.

Quando Donald Trump deixou em 2018 o acordo, que visava impedir que os aiatolás desenvolvesse a bomba nuclear, o negócio engasgou, já que cerca de 10% das peças do popular modelo A320 são americanas.

De todo modo, Teerã adaptou-se como pôde, mas sempre no campo militar. Seus antigos F-5 foram transformados em um novo modelo, e a sua indústria de drones prosperou a ponto de o país ter se tornado fornecedor de aviões-robôs kamikaze para a Rússia.

Já na aviação civil, os riscos associados à manutenção feita de forma improvisada seguem no ar, como talvez o próprio Raisi tenha provado.

O caso é um conto cautelar para Putin. Apesar de ter uma indústria aeroespacial própria e capaz, há limitações de emprego civil e os parceiros chineses pularam fora de uma associação com Moscou no setor.

Centenas de aviões da Boeing e da Airbus seguem voando na Rússia, com a manutenção sendo feita quando muito em países vizinhos ou com improvisos, como a impressão 3D clandestina de peças, deixando para a sorte parte da confiança na segurança aeronáutica do país.

Sánchez diz que Milei não está à altura dos laços entre Espanha e Argentina

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta segunda-feira (20) que o presidente da Argentina, Javier Milei, não está “à altura dos laços fraternos” firmados entre os dois países.

Sánchez reiterou suas críticas a Milei e exigiu uma retratação pública após o líder argentino chamar sua esposa, Begoña Gómez, de “corrupta”. “Entre governos os afetos são livres, mas o respeito é inalienável. Tenho plena consciência de que quem falou ontem não o fez em nome do povo argentino”, declarou o premier espanhol durante discurso no Fórum Econômico CREO.

Espanha convocou embaixador argentino em Madri para que seja feita retratação. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, anunciou a convocação de Roberto S. Bosch para informá-lo sobre “a gravidade da situação” gerada pela fala de Milei e para “exigir mais uma vez um pedido público de desculpas” a Sánchez e à Gómez.

Chanceler espanhol ressaltou que o país pode romper laços diplomáticos com a Argentina se não houver retratação. No domingo (19), a Espanha convocou sua embaixadora em Buenos Aires, María Jesus Alonso Jiménez, para consultas após as declarações “extremamente graves e sem precedentes” feitas por Milei.

Presidente argentino descarta qualquer tipo de retratação a Sánchez e sua família. “Nenhum pedido de desculpas é necessário. Pelo contrário, acredito que deveria haver vários pedidos de desculpas do governo espanhol pelas coisas que disseram sobre o presidente Milei”, declarou o ministro do Interior argentino, Guillermo Francos, ao canal TN.

Durante visita à Espanha, Javier Milei criticou o premier espanhol Pedro Sánchez e chamou a esposa dele de “corrupta”. A fala gerou uma crise diplomática entre os dois países e também reações da União Europeia e políticos argentinos.

O antecessor de Milei, Alberto Fernández, disse que o atual líder argentino teve um “desequilíbrio emocional”. Fernandez ressaltou que a relação entre Argentina e Espanha sempre foi privilegiada, mas agora, após as falas do presidente argentino, vive seu “pior momento”. O peronista também pediu desculpas e prestou solidariedade a Sánchez, Gómez e sua família.

Partido defende política externa ‘madura’ e ‘responsável’. A UCR (União Cívica Radical) lembrou que, em menos de seis meses de governo, Milei já criou crises diplomáticas com Brasil, Colômbia, México, Chile, Equador e, agora, Espanha -países que sempre tiveram uma “relação fraterna” com a Argentina.

Levantamento aponta alto índice de motociclistas que avançam sinal vermelho em Campos

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Foto: Divulgação Ascom

Com a finalidade de analisar o comportamento de risco no trânsito praticado por motociclistas em Campos, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) realizou um levantamento em 19 cruzamentos da cidade. Nesses locais, um total de 3.131 motociclistas foram observados sobre suas condutas com relação ao semáforo vermelho. A pesquisa foi realizada nos meses de julho e agosto de 2023 e entre janeiro e março de 2024, principalmente na faixa horária das 8h às 9h. Os resultados mostram altos índices de motociclistas que não respeitaram a sinalização semafórica, indicando que a prática de condutas perigosas foi de elevada incidência. Na média, 14,8% dos motociclistas mostraram comportamento de risco, mas há cruzamento em que a prática chega a quase 40%.‌

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), avançar o sinal vermelho é infração gravíssima e a multa é no valor de R$ 293,47, computados 7 pontos na CNH do condutor. Dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) informam que no Hospital Ferreira Machado (HFM), entre os meses de janeiro e março de 2024, foram realizados 840 atendimentos a vítimas de acidentes motociclísticos, 59 a mais do que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 781 atendimentos. Durante o ano de 2023, de acordo com dados do 5º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM), em Campos, foram 1.800 ocorrências atendidas, sendo que dessas, 1.210 envolveram algum tipo de acidente com moto.‌

Alguns cruzamentos chamaram atenção pelo altíssimo índice de motociclistas que assumiram alto risco de causar um acidente, como na Rua Doutor João Maria com a Rua Antônio Manoel, onde dos 67 motociclistas que deveriam respeitar o semáforo vermelho, 37,3% assumiram risco de acidente e cometeram infração gravíssima. Também na Avenida Arthur Bernardes com a Rua Doutor João Maria, durante o intervalo de 60 minutos, 30,8% dos motociclistas avançaram o sinal. O maior volume de tráfego foi na Avenida 28 de Março com a Avenida Dr. Gilberto Cardoso, onde, dos 337 motociclistas que passaram pelo cruzamento, 11,6% não respeitaram a sinalização.‌

Para a assessora de Programas Especiais do IMTT, Ana Maciel, os números impressionam e mostram o quanto o comportamento de risco que foi observado precisa mudar. “O comportamento das pessoas no trânsito é fundamental para reduzirmos os altos índices de acidentes e fatalidades. Esse tipo de levantamento nos ajuda muito na tomada de decisões quanto às intervenções relacionadas à segurança viária. Estamos em plena Campanha Maio Amarelo, cujo tema é “Paz no trânsito começa por você”. Nesse caso, o levantamento já indicou um grande alerta para os motociclistas se conscientizarem com relação ao comportamento de risco de acidentes no trânsito”, comentou Ana.

CRUZAMENTOS OBSERVADOS – QUANTIDADE DE MOTOS OBSERVADAS – % DOS MOTOCICLISTAS QUE ULTRAPASSARAM O SEMÁFORO VERMELHO

– R. DR. JOÃO MARIA & R. ANTÔNIO MANOEL – 67 – 37,3%

– AV. ARTHUR BERNARDES & R. DR. JOÃO MARIA – 117 – 30,8%

– AV. ARTHUR BERNARDES & R. SÃO LINO – 109 – 28,4%

– AV. ARTHUR BERNARDES & AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO – 101 – 25,7%

– AV. ARTHUR BERNARDES & R. VISCONDE DO ITABORAÍ – 102 – 22,5%

– AV. ARTHUR BERNARDES & AV. DR. BEDA – 85 – 20,0%

– AV. 28 DE MARÇO & AV. PRESIDENTE KENNEDY – 201 – 14,9%

– R. BARÃO DA LAGOA DOURADA & R. TENENTE CEL. CARDOSO – 107 – 12,1%

– AV. 28 DE MARÇO & AV. GILBERTO CARDOSO – 337 – 11,6%

– R. TENENTE CEL. CARDOSO & R. BARÃO DE MIRACEMA – 125 – 10,4%

– AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO & R. TENENTE CEL. CARDOSO – 181 – 9,4%

– AV. 28 DE MARÇO & R. DOS GOYTACAZES – 158 – 8,9%

– AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO & AV. 28 DE MARÇO – 207 – 8,7%

– AV. 28 DE MARÇO & R. VISCONDE DO ITABORAÍ – 211 – 8,5%

– AV. 28 DE MARÇO & AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO – 189 – 6,9%

– AV. 28 DE MARÇO & R. MARECHAL FLORIANO – 286 – 6,6%

– AV. ALBERTO TORRES & R. ÁLVARO TAMEGA – 173 – 6,4%

– R. BARÃO DE MIRACEMA & TENENTE CEL. CARDOSO – 111 – 6,3%

– AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO & R. CONSELHEIRO OTAVIANO – 194 – 6,2%

Fonte: Ascom

Reconstrução do RS precisa priorizar rodovias e moradias, dizem especialistas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A reconstrução do Rio Grande do Sul exigirá planejamento e definição de prioridades por parte da gestão Eduardo Leite (PSDB). Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo destacam que, a curto e médio prazo, o governo deve centrar seus esforços na construção de moradias e na recuperação de rodovias e pontes, afetadas pela tragédia climática. A partir de então, o foco deverá ser direcionado aos equipamentos públicos de saúde e educação.

Leite anunciou, na última sexta (17), um plano de trabalho que será dividido em três etapas: emergencial/curto prazo (focado em assistência social, segurança); reconstrução/médio prazo (habitação e infraestrutura); e futuro/longo prazo (fortalecer a resiliência a eventos climáticos).

“Recuperar as redes de rodovias [regionais, estaduais e federais], assim como pontes e cabeceiras, significa a ligação entre os territórios. É um primeiro passo para recompor o sistema de circulação das pessoas e de mercadorias”, afirma Luiz Afonso dos Santos Senna, engenheiro e professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

O fechamento do Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, previsto para ser reaberto somente em setembro, piora ainda mais a logística.

De acordo com painel interativo do estado atualizado até sexta, pelo menos 139 trechos de 57 rodovias federais e estaduais estão com fluxos bloqueados. Isso ocorre quando há inundação na pista, avaria em ponte, deslizamento de encostas.

Senna estima que, a médio e longo prazo, o governo também deverá se preocupar com as estradas que ficaram alagadas por vários dias, mas voltaram a operar. “Com o tempo, começa aparecer aquelas panelas [buracos], é necessário reavaliar a sub-base, onde há compostos de areia e brita”, diz o engenheiro.

A situação dos bloqueios levou o Comando Rodoviária da Brigada Militar a disponibilizar um site indicando trajetos alternativos.

“É crucial manter as rotas desobstruídas para garantir o acesso aos serviços essenciais e facilitar o transporte de ajuda humanitária. Pedimos que evitem circular nas rodovias sem necessidade”, afirma a Brigada.

A arquiteta Clarice Misoczky de Oliveira, co-presidente da IAB-RS (Instituto de Arquitetos do Brasil) e professora da UFRGS, também afirma que a reconstrução do estado só será possível a partir da reabilitação das rodovias.

A proposta para recuperar e construir casas também deve compor o rol de prioridades. Mais de 540 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, sendo que ao menos 77 mil estão em abrigos.

“Muitas escolas hoje servem como abrigos e devem voltar ao uso original”, diz Oliveira.

“A questão habitacional é mais dramática. Há municípios no Vale do Taquari, como Muçum e Roca Sales, que se desenvolveram em áreas de encostas. Cidades como Santa Tereza em que parte das casas estão em áreas de inundações. Precisamos construir com segurança”, prosseguiu.

O governo federal irá comprar junto ao setor privado os imóveis em áreas urbanas já concluídos ou que ficarão prontos até o final de 2025 –cerca de 5.000 unidades.

Outra medida na área de habitação, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é o Vale Reconstrução, um pagamento único de R$ 5.100 a famílias que perderam seus bens na catástrofe.

“A política habitacional no país não é tão azeitada como a de educação e saúde. Será necessário fortes investimentos para moradias em locais seguros, porque poderemos ter novas inundações”, afirma Gustavo Fernandes, professor de administração pública da FGV/EASP.

O cineasta Tadeu Jungle, que dirigiu “Rio de Lama”, documentário sobre o rompimento da barreira da Samarco que soterrou Bento Rodrigues, em Mariana (MG), afirma que, nesse processo de reconstrução, o auxílio psicológico será vital.

“Perder tudo é uma situação dificílima. Pessoas que voltaram à cidade pela primeira vez recordavam que ali tocavam músicas todos os finais de semana, as pessoas iam até a praça assistir. Outra senhora que chora vendo a escola, que era muito bonita. A casa é o teto do afeto, você perde o vizinho, o caminho do dia a dia. Nada disso mais tem”, recorda Jungle.

Além de habitação e pavimentação, a gestão Leite deverá priorizar os reparos dos equipamentos nas áreas de saúde e educação. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que 269 hospitais tiveram seus prédios danificados. Em Porto Alegre, das 134 unidades básicas de saúde, 37 foram fechadas.

Com a desativação desses locais, profissionais de saúde vêm atendendo a população em abrigos, de forma improvisada.

O arquiteto e urbanista Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), classifica o processo de reconstrução como uma oportunidade para reconstruir todo o sistema de drenagem.

“Precisamos combinar esse sistema de drenagem com outras obras como os jardins de chuva, recuperar mata-auxiliar. É a oportunidade para que as cidades se adaptem aos impactos climáticos, como o aumento na intensidade de chuvas e as ondas de calor”, diz Nakano.

Para o professor de administração pública Alvaro Martim Guedes, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), as obras nos sistema de drenagem e de contenção devem ser conduzidas concomitantemente às de restauração das casas, pavimentação, hospitais e escolas.

“Tudo indica que as inundações podem se repetir, é preciso dar ênfase na prevenção para termos garantia de toda essa recuperação. Caso contrário, é como construir castelo na areia”, diz Guedes.

 

RS: cidades do Vale do Taquari contabilizam estragos e repensam futuro

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Em apenas oito meses, três enchentes históricas arruinaram cidades inteiras da região do Vale do Taquari, que abrange dezenas de municípios na região central do Rio Grande do Sul, com forte presença da agricultura familiar e uma agroindústria até então pujante.

O cenário que se vê após a catástrofe mais recente é de o de uma zona de guerra, com pontes destruídas, casas em ruínas, entulho e lama acumulados por todos os lados, e a população abalada. A tragédia no estado começou no final de abril e as cheias dos rios afetaram praticamente todos os municípios gaúchos.

A reportagem da Agência Brasil percorreu, no domingo (19), parte do Vale onde ainda há bloqueios e restrições de acesso a cidades como Roca Sales e Arroio do Meio, que estão entre as mais devastadas. Até pouco mais de uma semana atrás, nem mesmo as rodovias importantes, que conectam a capital ao interior, como a BR-386, estavam totalmente liberadas, devido a inundações na pista.

Uma das cenas que viralizou na internet, durante os dias trágicos de cheia, mostrava justamente a ponte da rodovia federal sobre o Rio Taquari, na entrada de Lajeado, praticamente coberta pela água e o caudaloso rio transbordando pelas margens encobrindo fábricas e lojas, incluindo uma unidade da rede Havan e sua icônica réplica da estátua da Liberdade.

Duas semanas depois, as marcas da força da natureza seguem visíveis, com o parapeito de concreto da ponte repleto de galhos e os barrancos às margens do rio com árvores grandes mortas, arrancadas desde a raiz. Uma fábrica de vidros que ficava próxima à ponte, também às margens da rodovia, anunciou pelas redes sociais que mudará de endereço, após ser destruída pela correnteza do rio.

Um pouco mais ao norte de Lajeado, na rodovia que margeia o Taquari, grande parte das casas da área rural está destruída. “Essa enchente de maio foi muito acima do que já tínhamos visto no passado. Em setembro, ela esteve 2,20 metros acima da maior cheia da história, mas agora, no início do mês, ela superou em mais 2 metros a cheia de setembro. O rio subiu 24 metros acima do seu leito normal”, relata Sandro Herrmann, prefeito de Colinas, uma pequena cidade às margens do rio que dá nome ao vale. Somente nesse município, foram mais de 300 casas e 1,4 mil pessoas atingidas diretamente, quase 60% dos pouco mais de 2,5 mil habitantes.

“Essas cheias mostraram que o plano diretor existente não é suficiente e agora, com as novas cotas [de inundação], a cidade vai precisar se reformular e se reorganizar em lugares diferentes. Não é só a população ribeirinha que mora nas cotas de enchentes, mas em áreas de encostas de morros também, onde tivemos 30 famílias que sofreram com deslizamentos”, aponta.

Não muito longe dali, um outro ponto de destruição segue causando transtornos a moradores e trabalhadores da região. Levada pela correnteza do Rio Forqueta, afluente do Taquari, a ponte da rodovia estadual RS-130, entre Lajeado e Arroio do Meio, se tornou um pedaço de concreto caído na ribanceira do rio.

Desde o último dia 15 de maio, o isolamento deu lugar a uma travessia exclusiva para pedestres, montada pelo Batalhão de Engenharia do Exército.

“Eu trabalho em Arroio do Meio, mas eu atravesso aqui porque como a gente não tem mais acesso, não vem mais mercadoria [para Arroio] e daí a gente atravessa para vir pegar suplemento e voltar para lá, né?”, relata a vendedora Simone Feil.

Centenas de trabalhadores que vivem em uma cidade, mas trabalham na outra, agora precisam chegar por transporte até um dos lados do rio e atravessar a “passadeira” de pedestres – como é chamada a travessia improvisada com uma passarela de madeira sobre botes.

O fluxo de pessoas atravessando de um lado para outro é intenso. Não há números oficiais, mas em pouco menos de uma hora de presença da reportagem no local, foram centenas de pessoas. O procedimento é organizado por militares do Exército. É obrigatório atravessar com coletes salva-vidas.

Como a passarela é estreita, de “mão única”, os grupos de cada margem são liberados de forma alternada. Pessoas idosas, com mobilidade reduzida e crianças têm ainda mais dificuldade, já que a travessia exige que se desça pelo barranco íngreme escorregadio, encharcado pela chuva.

A jovem estudante Letícia Elegeda era uma das pessoas que cruzava a passarela vinda de Arroio do Meio, carregando duas malas grandes, mochila e caixa. “Eu decidi sair da cidade, tenho 20 anos, sou muito nova. E a cidade foi bem perdida, os comércios pequenos [afetados]. Os bairros baixos, que ficavam perto do rio, não existem mais”, conta sobre a cidade onde cresceu e viveu.

Letícia diz que, na enchente de setembro do ano passado, que até então tinha sido a pior da história, ela e os pais foram atingidos e se mudaram para um bairro mais alto na expectativa de ficarem protegidos, mas o rio os alcançou novamente. Foi tudo muito rápido. Letícia e os pais tiveram poucas horas para pegar roupas e alguns equipamentos de trabalho e acamparam na casa de vizinhos.

“A gente achou que não ia pegar em toda a nossa casa, mas no fim tampou e a gente foi para o para o vizinho de cima. E aí, eram umas 5h da manhã, todo mundo acordou já com água no pátio do vizinho. Daí a gente foi para outros vizinhos mais de cima, a gente estava se ilhando no próprio bairro. No dia seguinte, graças a Deus, o rio parou de subir, mas a gente estava com medo e nos abrigamos por alguns dias em uma creche em construção. Foi um pesadelo”, conta Letícia que agora vai morar na cidade vizinha de Venâncio Aires, também na região do Vale do Taquari, mas longe das inundações.

No último sábado (18), em visita ao Vale do Taquari, o governador Eduardo Leite anunciou a construção de um nova ponte entre Lejeado e Arroio do Meio, que deve custar cerca de R$ 14 milhões e levar mais de 180 dias para ser erguida. Enquanto isso, uma segunda passarela de pedestres deverá ser instalada no local para assegurar travessias simultâneas entre um lado e outro.  

 

(MATÉRIA EM AMPLIAÇÃO)

*Colaborou Gabriel Brum, repórter da Rádio Nacional.

*Com informações da Agência Brasil

 

Passageira é presa após cometer injúria racial em ônibus

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher de 78 anos foi presa por ter xingado um motorista de ônibus de macaco dentro do coletivo na noite de domingo (19), em Cariacica, na Grande Vitória.

Uma pessoa gravou um vídeo minutos depois de Alda dos Santos xingar o motorista. Ele ainda pergunta para a mulher por que foi chamado de macaco e Alda responde: “porque você é preto”.

O caso aconteceu no ônibus da linha 525, que faz o trajeto entre Vila Velha (Terminal de Vila Velha) e Cariacica (Terminal de Itacibá). No vídeo, o motorista, Deiverson Fernandes, de 34 anos, ainda insiste em fazer com que a mulher dê alguma justificativa.

“Mas por que que a senhora me chamou de macaco?”, perguntou o motorista
“Porque você é preto”, respondeu a mulher.
“E isso te dá o direito da senhora me chamar de macaco?”, questionou o motorista.
“Ué”, terminou a mulher.

De acordo com o motorista, os xingamentos começaram quando o coletivo parou no Terminal do Ibes, ainda em Vila Velha, por volta de 20h30.

“Quando eu fui fazer um desembarque no Terminal do Ibes, naquele tumulto de gente subindo e descendo, ela estava na frente do ônibus e acordou assustada e começou a me xingar. Ela falava que minha mãe estava na zona, que eu era bandido foragido da polícia, que ela conhece gente da minha laia. Até que em determinado ponto ela falou que não gostava de preto e me chamou de macaco. Não é o fato dela ser idosa que dá o direito dela ir contra a minha honra. Eu respeito ela assim como ela deve me respeitar no meu ambiente de trabalho”, contou o motorista.

Ainda segundo o relato do motorista, a mulher continuou com os xingamentos racistas durante todo percurso até o destino final do ônibus, em Itacibá, Cariacica. O motorista deixou os passageiros no local e a mulher tentou descer, mas foi impedida outros passageiros.

Fonte: G1

Novo boletim da dengue e chikungunya mantém estabilidade nos casos em Campos

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Secretaria de Saúde/Foto: Divulgação Ascom

Dados acumulados entre a 1ª e 20ª Semana Epidemiológica de 2024, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta segunda-feira (20), somam 12.722 notificações para dengue e 606 para chikungunya. Deste total, dois óbitos em decorrência das arboviroses foram registrados de fevereiro.

O cenário é de estabilidade, assim como na semana anterior, tendo a pasta iniciado hoje inscrição para Processo Seletivo Simplificado que prevê a contratação temporária de 141 Agentes de Combate à Endemias (ACE), que irão integrar e fortalecer as ações preventivas e de combate ao vetor.

“O objetivo é aumentar o contingente dos agentes para que possamos dar continuidade ao trabalho de prevenção em relação às arboviroses, principalmente dengue e chikungunya, que são transmitidas pelo mesmo mosquito Aedes aegypti. Então, isso é para potencializar as ações da saúde no que diz respeito à prevenção dessas doenças”, reforça o secretário de Saúde, Paulo Hirano.

Por meio do monitoramento das arboviroses feito pela a Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SUBVS), é possível observar que março e abril são os meses de maior pico de dengue, com 4.303 e 3.370 notificações respectivamente. Em seguida, fevereiro com 3.143 e maio com 1.043 até o momento. Já janeiro registrou 863.

Já a chikungunya, o pico foi abril com 266 notificações, seguida de março com 154 e maio com 72. Em fevereiro foram 67 e em janeiro 47. Não há registro de zika.

Também foram contabilizados dois óbitos, sendo um paciente de 64 anos vítima de complicações em decorrência da dengue e outro de 72 anos por chikungunya. Ambos ocorreram em fevereiro.

Na última terça-feira (14), o Ministério da Saúde divulgou que os dados epidemiológicos sinalizam para um cenário positivo no enfrentamento da dengue no país, com 24 estados e o Distrito Federal registrando queda na incidência da doença e dois seguem em cenário de estabilidade.

O estado do Rio de Janeiro está entre os que estão em tendência de queda, assim como Acre; Alagoas; Amazonas; Amapá; Bahia; Ceará; Distrito Federal; Espírito Santo; Goiás; Minas Gerais; Mato Grosso do Sul; Pará; Paraíba; Pernambuco; Piauí; Paraná; Rio Grande do Norte; Rondônia; Roraima; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; Sergipe; São Paulo e Tocantins. Apenas Maranhão e Mato Grosso apresentam estabilidade.

A SUBVS segue monitorando os dados constantemente no município e a expectativa é de que comece a registrar essa tendência de queda. O município continua em epidemia por dengue, conforme Decreto Municipal nº 36, de 1º de março de 2024.

Fonte: Ascom

Zagueiro de 19 anos morre vítima de infarto antes de jogo

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Foto: Reprodução

Afonso Rossa, de 19 anos, morreu na tarde de sábado (18), após sofrer um infarto antes da partida entre Água de Marabá, clube que defendia, e Carajás, pela Copa Pará sub-20.

Afonso passou mal logo após o almoço e sofreu uma parada cardíaca já no estádio Rosenão, em Paraupebas, onde seria a partida. O jogo foi adiado. Imediatamente, Alemão -como era chamado- foi socorrido por uma ambulância, encaminhado a um hospital, mas não resistiu.

Natural de Porto Alegre, o jogador teve passagens por Jaú, Aimoré e São José, todos no Rio Grande do Sul.

A Federação Paraense de Futebol, o Águia de Marabá, e os demais clubes que ele defendeu emitiram notas de pesar.

O Águia de Marabá perde não só um jogador talentoso, mas também um jovem cheio de sonhos e potencial, cuja paixão pelo futebol inspirava a todos ao seu redor. A ausência de Afonso será sentida por todos os seus colegas de equipe, treinadores, amigos e familiares, que agora enfrentam um momento de imensa dor e luto.

Municípios onde Bolsonaro teve mais votos tiveram mais mortes na pandemia de Covid

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Bolsonaro / Foto: Divulgação
Bolsonaro / Foto: Divulgação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Municípios onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve mais votos nas eleições presidenciais de 2018 e 2022 tiveram mais mortes durante os picos da pandemia de Covid-19 no Brasil, mostrou estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública nesta segunda-feira (20).

A pesquisa analisou a relação entre o excesso de mortalidade registrado em 2020 e 2021 e o percentual de votos obtido por Bolsonaro no primeiro turno daqueles pleitos.

Na crise sanitária, o então presidente contrariou as recomendações de autoridades de saúde e se opôs a medidas de isolamento social e uso de máscaras.

O trabalho identificou que cada aumento de 1% nos votos municipais para o presidenciável em 2018 e 2022 esteve associado a uma alta de 0,48% a 0,64%, respectivamente, no excesso de mortes dos municípios durante os picos da pandemia.

“Houve uma fidelidade enorme no eleitorado. Um núcleo de eleitores continuou a votar nele. A expectativa era que ele seria penalizado eleitoralmente, que a rejeição aumentasse. Isso não ocorreu”, explica Everton Lima, docente e pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Lima, um dos autores do estudo, disse que a pesquisa mostra uma associação entre um maior excesso de mortes e mais votos em Bolsonaro, não uma relação de causa e efeito.

Segundo o pesquisador, não é possível dizer que as pessoas que se opunham ao uso de máscaras e ao isolamento social votaram no ex-presidente porque ele empunhava essas bandeiras.

Tampouco concluir que elas se identificavam com Bolsonaro e, por isso, adotaram esses comportamentos.

A descrença nos impactos da pandemia, a resistência ao uso de máscaras e a demora na implementação de uma campanha de imunização podem explicar essa associação, apontou o trabalho.

Mesmo assim, os dados podem refletir, por exemplo, medidas de saúde inadequadas implementadas por governos municipais onde Bolsonaro obteve mais votos.

O estudo teve colaboração ainda de Lilia da Costa, da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Rafael Souza, Cleiton Rocha e Maria Ichihara, todos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Os autores utilizaram os resultados do primeiro turno das eleições para capturar melhor o voto ideológico. O excesso de mortalidade compara a média mensal de mortes entre 2015 e 2019 com o número de mortes durante os picos da pandemia. O que superar é o excesso.

Assim, nem todas as mortes consideradas se deveram a complicações da Covid. Parte delas, sim, mas outras doenças também entram no cálculo.

Lima afirmou que “muita gente não tinha acesso a serviços de saúde, porque ele estava sobrecarregado. Essas pessoas morreram de outras causas”.

A medida de excesso de mortes capta uma anomalia. “É um termômetro para dizer que está acontecendo algo diferente”.

De acordo com a pesquisa, a oposição a Bolsonaro, representada pelos votos no PT, mostrou uma correlação negativa com o excesso de mortalidade nos municípios, ou seja, quanto maior o percentual de votos verificado nos candidatos petistas, menor foi o número de mortes.

Os pesquisadores ofereceram uma explicação para o fenômeno sob a ótica a partir da polarização afetiva e da política tribal.

O primeiro conceito está relacionado um ambiente político no qual eleitores apoiam quem defende as pautas étnicas, religiosas e específicas dos grupos deles.

O segundo está associado a uma tendência de eles adotarem posições que os diferenciem politicamente, contrárias às da classe política adversária.

“Há uma fidelidade até certo ponto cega”, diz Lima. “Estamos polarizados em um nível político que é o nós contra eles. Você acaba sendo alimentado por informações de dentro do seu grupo. Não conversa com o outro lado.”

Em 2018, Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno e foi eleito presidente da República. Quando disputou a reeleição, quatro anos depois, Bolsonaro perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

LIRAa: índice de infestação do Aedes Aegypti diminui, mas ainda requer atenção

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Foto: Vadinho Ferreira / Divulgação Prefeitura de Campos

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) concluiu, na última sexta-feira (17), o segundo Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) de 2024, cuja pesquisa de campo aconteceu entre os dias 6 a 10 deste mês. O resultado de 3.4% é comemorado pela instituição, no entanto o município segue em estado de alerta.

O resultado segue acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%, mas já diminuiu bastante em relação ao último Índice de Infestação Predial (IIP) para Aedes aegypti, que ficou em 4.9%. Entretanto, os dados demonstram que a situação ainda requer atenção e manutenção das medidas preventivas.

“Trabalhamos para baixar esse índice e conseguimos, mas ainda não é o preconizado. Por isso, peço mais uma vez à população que nos ajude com os depósitos inservíveis e os demais depósitos domésticos. Os dados continuam apontando que cerca de 80% dos focos encontrados estavam dentro da casa dos moradores. Contamos com a ajuda da população para baixar ainda mais esse índice em um próximo levantamento”, destacou o coordenador do Programa Municipal de Controle de Vetores (PMCV), Claudemir Barcelos.

O LIRAa é o mapeamento rápido dos índices de infestação para Aedes aegypti que identifica os criadouros predominantes e a situação de infestação do município.

No total de 19 extratos, apenas três tiveram índice satisfatório de 1%, todos na região de Guarus. Nove extratos mostraram que alguns bairros precisam manter o alerta, e sete estão em situação de risco, com mais de 4%, sendo uma parte de Guarus e as regiões do Centro até Ponta da Lama.

Como frisou Claudemir Barcelos, a maioria dos focos foram encontrados em criadouros móveis, como potes de água para animais, pratos de plantas e também em depósitos inservíveis.

PM procurado por morte de policial no RJ se entrega à polícia

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Foto: Reprodução

O PM Edson Costa Ribeiro, que estava sendo procurado por suspeita de participar da execução de um colega de farda, se entregou no 16º BPM (Olaria) nesta terça-feira (20). A Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria da PM estavam desde as primeiras horas da manhã procurando por ele.

Edson é apontado como um dos seguranças do bicheiro Adilsinho e suspeito de participar da morte do policial Daniel Mendonça Silva, em 2023.

Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram expedidos pela 3ª Vara Criminal da Capital, e há quatro dias os investigadores tentam localizar Edson. Do batalhão, ele foi levado para uma delegacia, onde ficou preso.

Daniel foi executado com diversos tiros de fuzil em frente de casa, na Rua Piraí, em Marechal Hermes. Naquele dia, homens encapuzados dispararam tiros de fuzil contra o PM, que tinha sido preso acusado de participar da quadrilha do contraventor Bernardo Bello.

De acordo com as investigações, os autores do crime chegaram ao local em um veículo VW Voyage, branco, e permaneceram dentro do carro de 12h30 até as 17h40. Quando a vítima finalmente saiu de casa, foi abordada por três criminosos armados com fuzis. Ele ainda tentou correr, mas foi atingido pelos disparos. Toda a ação foi flagrada por câmeras de segurança.

Daniel chegou a ser socorrido no Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu. No local do crime as equipes da DH arrecadaram quatorze estojos de fuzil, calibres 762 e 556.

Fonte: G1

Tony Ramos é submetido a nova cirurgia após novos hematomas no crânio

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Tony Ramos - Foto: Reprodução

Na noite do domingo (19), o ator Tony Ramos, de 75 anos, voltou a ser submetido a uma cirurgia na cabeça após voltar apresentar hematomas intracranianos. O contratado da TV Globo foi operado pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho no Hospital Samaritano Botafogo, no Rio de Janeiro.

O hospital revelou que Tony Ramos “encontra-se bem, acordado e respirando sem o auxílio de aparelhos”.

Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa da unidade de saúde, o procedimento foi necessário após o ator apresentar distúrbios de coagulação, o que ocasionou a formação de novos acúmulos de sangue na região da cabeça.

Tony Ramos foi levado ao hospital no início da tarde de quinta-feira (16), após se sentir mal. A primeira cirurgia para a retirada de um coágulo no cérebro teria sido considerada um sucesso. No sábado (18), o ator havia recebido alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e tinha sido encaminhado para um leito de semi-intensiva.

O hematoma subdural, como o que atingiu o artista, é um acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio. Ele costuma aparecer após traumas na região ou em idosos que usam anticoagulante.

 

Taxa de emissão do CRLV referente a 2023 começa a ser cobrada nesta segunda-feira

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Foto: Divulgação Detran

O Detran.RJ informa que, a partir desta segunda-feira (20/5), estão disponíveis no site do Bradesco os boletos para pagamento da taxa referente a 2023 de emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo digital (CRLV-e), no valor de R$ 76,77. Como o Detran divulgou no mês passado, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio determinou a volta da cobrança da taxa, que tinha sido suspensa em 2022 por lei estadual declarada inconstitucional pelos desembargadores.

No mês passado, o Detran.RJ começou a cobrar a taxa referente a 2024. Nesta segunda-feira, chegou ao banco o boleto de cobrança retroativa ao ano passado. Mesmo quem já obteve o documento de licenciamento anual de 2024 precisará quitar o valor da taxa de emissão do CRLV, tanto de 2024 quanto de 2023. O não pagamento impedirá a realização de qualquer serviço relacionado ao veículo, como transferência de propriedade e outros.

Com isso, o valor da Guia de Regularização de Taxas (GRT) passou a ser de R$ 268,65, dos quais R$ 191,88 são referentes à taxa de licenciamento anual do veículo e R$ 76,77 à emissão do CRLV. Como também já foi informado pelo Detran.RJ, para a emissão do documento de licenciamento de 2024 é necessária também a quitação integral do IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores) e das multas de trânsito vencidas.

Decisão judicial

A Lei Estadual 9.580/2022, que suspendeu o pagamento da taxa de emissão do CRLV, tinha alterado dispositivos da Lei Estadual 8.269/2018, que foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio do ano passado. A Constituição da República estabelece que é competência privativa da União legislar sobre trânsito. A lei contrariou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que condiciona o licenciamento anual à quitação de débitos relativos a tributos, encargos e multas de trânsito e ambientais. Em março, o Órgão Especial do TJ estendeu a declaração de inconstitucionalidade à Lei 9.580/2022.

O licenciamento anual é 100% digital. Para obter o documento de 2024, é necessário pagar a GRT, obtida no site do Bradesco, o IPVA e as multas vencidas. Após a compensação dos pagamentos, o documento digital CRLV-e fica disponível para o usuário no Posto Digital do Detran.RJ ou no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Ou ainda no portal da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O documento de 2023 ainda é válido, pois o Detran.RJ prorrogou os prazos do licenciamento de 2024. Para veículos com final de placa 0, 1 e 2, o prazo vai até 31 de julho de 2024. Para os finais de placa 3, 4 e 5, o licenciamento pode ser feito até 31 de agosto. E para os finais de placa 6, 7, 8 e 9, o prazo final é 30 de setembro de 2024.

Fonte: Detran

Equipe olímpica de boxe do Brasil garante vaga em oito finais da Eindhoven Cup

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Bia Ferreira - Foto: Olimpiada Todo Dia

Os boxeadores Caroline Almeida (50kg), Michael Trindade (51kg), Tatiana Chagas (54kg), Luiz Oliveira (57kg), Beatriz Ferreira (60kg), Wanderley Pereira (80kg), Keno Marley (92kg) e Abner Teixeira (+92kg) vão disputar, nesta segunda-feira, a final da Eindhoven Cup, competição realizada na Holanda. As finais do torneio serão nesta segunda-feira. Todos eles fazem parte da equipe olímpica de boxe, que estará em Paris daqui a pouco mais de dois meses.

Caroline Almeida derrotou a alemã Georgiana-Diana Podaru em decisão unânime dos jurados. Já Tatiana Chagas teve mais dificuldades diante da australiana Tiana Echegaray e o triunfo veio em decisão dividida por 3 a 2.

A campeã mundial profissional Beatriz Ferreira encarou a australiana Tina Rahimi, medalhista de bronze nos últimos Jogos da Comunidade Britânica e venceu por unanimidade. Já Jucielen Romeu foi derrotada pela holandesa Gabriella Wehrheim.

No masculino, Michael Trindade passou pelo dinamarquês Mishack Tusemerewe por 3 a 2. Luiz Oliveira, o Bolinha, eliminou o sueco Hadi Hadrous forma unânime.

Para fechar o dia, mais três vitórias, todas sobre rivais da Alemanha. O vice-campeão mundial Wanderley Pereira superou Silvio Schierle por 4 a 1, enquanto Keno Marley bateu Kevin Lebowski por decisão unânime, mesmo resultado obtido por Abner Teixeira diante de Amin Younes Ouchaou.

 

Quase 3.000 médicos se inscrevem para atuar como voluntários no RS em ação do CFM

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quase 3.000 médicos de todo o país se inscreveram para atuar como voluntários no atendimento das vítimas das chuvas do Rio Grande do Sul, em uma campanha promovida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e conselhos regionais.

A iniciativa ocorre no momento em que há um temor que as consequências das enchentes causem uma onda de doenças como leptospirose, hepatite A e doenças respiratórias, além de superlotação de hospitais e postos de saúde no RS.

Dos 2.804 médicos inscritos até a última sexta (17), a maior parte deles é de São Paulo (738), Minas Gerais (329) e do próprio Rio Grande do Sul (264), segundo dados divulgados pelo CFM.

A maioria (1.498) tem até 35 anos de idade e 1.600 (57%) são mulheres. Há médicos habilitados para os atendimentos básico, especializado, em UTI e medicina legal, entre outros. Além disso, 59% têm experiência em calamidade pública.

Na sexta, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, entregou a lista dos médicos inscritos ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O governador Eduardo Leite (PSDB) também recebeu uma cópia da lista. A ideia é que eles cuidem da logística (deslocamento, hospedagem, alimentação, suporte operacional, entre outras) desses profissionais.

Em relação às especialidades dos inscritos, mais de 150, por exemplo, são especialistas em cirurgia-geral e 200 em clínica geral. Pouco mais de um quarto (26%) disse ter disponibilidade imediata para iniciar os trabalhos voluntários e 28% dentro de uma semana.

Os médicos também informaram o tempo que podem ficar atuando no Rio Grande do Sul: 28% por até 15 dias; 10% por até 30 dias; e 18% por tempo indeterminado.

“Estamos falando de um grande número de profissionais que poderá socorrer as vítimas dessa tragédia nos próximos dias. É um grupo qualificado, jovem, disponível e com muita vontade de ajudar”, disse Gallo, em comunicado.

Para facilitar a atuação dos médicos voluntários, o CFM emitiu uma circular, dispensando a solicitação de visto temporário para os médicos de fora do Rio Grande do Sul. É uma situação de excepcionalidade.

O visto temporário é um instrumento exigido, normalmente, de médicos que vão atuar por até 90 dias em um estado onde não mantem inscrição em CRM.

No caso dos médicos voluntários para atuar no Rio Grande do Sul, será necessário apenas o envio de um e-mail, pelo profissional, ao conselho regional de origem (onde mantenha sua inscrição principal) para comunicação da sua atuação.

O número de médicos inscritos no CFM não contempla outros voluntários que já foram para o RS por conta própria ou por meio de outras entidades médicas.
Além dessa iniciativa do CFM, o Ministério da Saúde também começou a convocação de voluntários para atuação no Rio Grande do Sul por meio da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para isso, é obrigatório que o profissional tenha vínculo público municipal, estadual ou federal. Além disso, é necessário comprovar cinco anos de experiência em atendimento de emergência pré-hospitalar móvel e fixo e hospitalar. Veja aqui os critérios.

No caso de aeromédicos, é exigido diploma de medicina ou enfermagem com regularidade no conselho de classe. O interessado deve possuir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para tripular aeronave (macacão com tecido anti chama, cadeirinha com mosquetão, freio 8, capacete, luvas de raspa e botas).

“É uma emergência de desastre, com uma complexidade imensa. É necessário ter perfil, não apenas vontade de ajudar”, disse o coordenador da Força Nacional do SUS, Fausto Soriano Estrela Neto. Desde o início da calamidade, o número de inscritos no cadastro da FN-SUS subiu de 47 mil, em abril, para 68,4 mil, na semana passada.

A partir desta segunda-feira (20), novos voluntários da Força Nacional do SUS chegarão ao estado. No início do trabalho da Força na região, em 5 de maio, a equipe contava com cem profissionais. Com o reforço, esse número chegará a 202. A medida permitirá que equipes volantes, com médicos e enfermeiros, atuem simultaneamente em dez municípios prioritários.

Além do voluntariado para atuar na linha de frente, há uma série de mobilizações de médicos na arrecadação de medicamentos e outros insumos de saúde.

Segundo o oncologista pediátrico Claudio Galvão de Castro Júnior, foram arrecadados e enviados ao estado gaúcho, por exemplo, 20 mil comprimidos de doxiciclina, medicamento usado da profilaxia da leptospirose e destinado a pessoas que ficaram muito tempo em contato com a água contaminada.

“Centenas de médicos de todo o Brasil foram às farmácias e compramos esses comprimidos. Centralizamos no Hospital do Rim [em São Paulo] e conseguimos um voo voluntário para isso chegar ao destino final”, afirma.

 

Adolescente é suspeito de matar pais e irmã em casa

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Foto: Reprodução

Um adolescente de 16 anos foi apreendido sob suspeita de ter matado os pais e a irmã dentro da casa onde a família vivia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o caso foi registrado na Vila Jaguara, zona oeste da capital paulista.

Conforme a investigação, policiais militares foram acionados no domingo (19), pelo próprio adolescente, que teria confessado ter cometido o crime contra a própria família na sexta-feira (17). O adolescente foi conduzido à delegacia e, posteriormente, à Fundação Casa. Até esta segunda (20), o suspeito não tinha defesa constituída para o caso.

“O menor relatou que usou a arma do pai, um GCM (guarda civil metropolitano) de 57 anos, para cometer os crimes contra ele, a irmã, de 16, e a mãe, de 50”, disse a pasta. Segundo a polícia, a arma e o celular do menor foram apreendidos e a perícia acionada.

O caso foi registrado como “ato infracional de homicídio – feminicídio, ato infracional de posse ou porte ilegal de arma de fogo e ato infracional – vilipêndio a cadáver (ofensa grave que viola o respeito aos mortos)” no 33° DP (Pirituba).

 

Dorival chama mais 3 jogadores para seleção brasileira na Copa América

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Dorival Júnior - Foto: Reprodução

A seleção brasileira contará com mais três jogadores além dos do 23 já anunciados em maio para disputarem a Copa América. O técnico Dorival Júnior convocou na noite de domingo (20), o zagueiro Bremer (Juventus/Itália), o volante Éderson (Atalanta/EUA) – estreante com a amarelinha – e o atacante Pepê (Porto/Portugal). A competição continental começa em 20 de janeiro, nos Estados Unidos. O Brasil estreia quatro dias depois, contra a Costa Rica. A seleção está no Grupo D, que tem ainda Colômbia e Paraguai.

A inscrição dos três atletas foi possível após a Conmebol anunciar na última quinta (16), o número máximo de 26 jogadores por seleção. A entidade também estendeu para o dia 15 o prazo para definição da lista definitiva de inscritos no torneio.

“Todos os atletas, independente do momento das convocações, chegam em igualdade de condições para disputar e brigar por uma posição dentro da equipe titular”, afirmou Dorival, em depoimento à CBF.

Além da inclusão dos três jogadores, Dorival também chamou o goleiro Rafael (São Paulo), em substituição de Ederson (Manchester City/Inglaterra), em recuperação de uma lesão no rosto, sofrida durante o Campeonato Inglês, no último dia 16.

A apresentação da equipe começará no próximo dia 30, em Orlando, no estado da Flórida (EUA). Durante a preparação, a equipe disputa dois amistosos: no dia 8 de junho encara o México, no Texas, e quatro dias depois enfrenta os Estados Unidos, em Orlando.