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RJ Transplantes e HemoRio entram em quadra com a seleção brasileira de vôlei

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Foto: Reprodução

O programa RJ Transplantes, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), entrou em quadra com as jogadoras da seleção brasileira de vôlei no domingo (19), no jogo com vitória por 3 a 0 contra a Sérvia pela Liga das Nações, no Maracanãzinho.

As atletas entraram em quadra acompanhadas de crianças transplantadas, como forma de chamar a atenção do público para a importância da doação de órgãos. Arlindo Arthur Oliveira, de 7 anos, e Isabel da Rosa Santos, de 4 anos, se emocionaram ao entrar de mãos dadas com as jogadoras da seleção.

Ansioso para entrar em quadra pela segunda vez, Arlindo contava os minutos para reencontrar as jogadoras. O menino, que recebeu um transplante de coração aos 2 anos, ganhou a bola do jogo das mãos da capitã Gabi, após a partida. “As jogadoras são muito legais. Estou muito feliz de estar aqui hoje”, disse o menino.

Em outra ação de conscientização para salvar vidas, a equipe móvel do Hemorio esteve presente no Maracanãzinho. Os torcedores puderam fazer a doação das 8h30 às 14h, em uma área reservada.

A iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) em parceria com a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) também será realizada no próximo domingo, 26 de maio, quando as seleções masculinas de vôlei do Brasil e Itália irão se enfrentar no mesmo local.

Voluntários do GRV e Defesa Civil/Campos reunidos com a Defesa Civil Nacional no RS

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Campos

As águas das chuvas que caíram em todo o estado do Rio Grande do Sul baixaram cerca de 1m neste final de semana, especialmente no município de Canoas, uma das cidades mais atingidas pela enxurrada e local onde os 16 integrantes do Grupo de Resgate Voluntário (GRV) e a representante da Secretaria de Defesa Civil de Campos, Scheila Leal, estão sediados. Neste final de semana, equipes da Defesa Civil Nacional estiveram reunidos com os voluntários de Campos para traçar novas estratégias de ajuda às vítimas e balanço das ações executadas.

A equipe do GRV e a coordenadora de Núcleo, Proteção e Defesa Civil estão em Canoas, no bairro Mathias Velho, mesmo local onde estão as equipes dos Anjos do Asfalto. O grupo de voluntários de Campos foi dividido em duas equipes, uma ficando na base – principal ponto de chegada de pessoas, além de animais, muitos deles feridos e precisando dos primeiros socorros – e a outra, composta pela equipe de salvamento aquático, foi para Porto Alegre.

O presidente do GRV Emílio Martins, explica que a equipe de Campos realizou este final de semana uma série de atendimentos, como por exemplo, a pessoas com hipotermia, ferimentos diversos ocasionados por animais e outros, a mulheres grávidas, crianças e idosos, totalizando mais de 200. “Os atendimentos não ficaram restritos ao solo, também fomos à água com atendimento com barcos na questão de manutenção de medicações e levando alimentos e água para as pessoas que estavam nas residências isoladas, além de fazermos a transposição de lugares alagados até os locais que já estão secando para chegar nas comunidades”, conta Emílio Martins, acompanhado de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipe de rádio comunicação e operacional, entre outros voluntários de Campos.

A coordenadora de Núcleo, Proteção e Defesa Civil de Campos, Scheila Leal, esteve reunida com a equipe da Defesa Civil Nacional, em apoio logístico, repassando informações das atividades locais. “Tudo aqui foi e continua sendo muito planejado para que as ações aconteçam da melhor e tenham êxito como está tendo, graças a Deus. Os dias aqui continuam nublados e com chuva fina e os trabalhos não param. As necessidades ainda são muito grandes”, acrescenta Scheila Leal.

Os 16 voluntários de Campos saíram da cidade na quarta-feira (15) e depois de cerca de 30 horas de viagem, chegaram ao estado do Rio Grande do Sul, onde mais de 30 municípios foram afetados pela enxurrada de água de chuva. Eles foram direto para o município de Canoas, cidade de pouco menos de 350 mil habitantes, uma das mais afetadas pelas águas. Estão centrados no bairro Mathias Velho.

Motor de avião pega fogo e obriga pouso de emergência; vídeo

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Um Airbus A320 da Air India Express tinha acabado de decolar de Bangalore, na Índia, no sábado (18), num voo em direção ao aeroporto internacional de Cochim, em Kerala, quando um dos motores do avião incendiou.

No vídeo, publicado nas redes sociais, é possível ver que o pânico instalou-se entre os passageiros enquanto o fogo se intensificava. “Por favor, sentem-se!”, pode-se ouve no vídeo um assistente de bordo dizendo por cima dos gritos dos passageiros. “Está tudo sob controle”, acrescentou.

Após aquele momento, o vídeo corta e só mostra, mais tarde, os passageiros saindo do avião e se deslocando pela pista.

A companhia aérea confirmou, em comunicado enviado ao India Today, os pilotos “optaram” por regressar ao Aeroporto Internacional de Bengaluru Kempegowda e “efetuaram um pouso de precaução” depois do motor ter se incendiado.

Após o pouso, o avião foi evacuado com êxito, sem nenhum dos passageiros ter ficado ferido, acrescentou.

“Lamentamos o incômodo causado e estamos trabalhando no sentido de providenciar alternativas para que os nossos passageiros cheguem ao seu destino o mais rapidamente possível. Será efetuada uma investigação exaustiva com o regulador para determinar a causa”, salientou a Air India Express.

A Air India Express é uma subsidiária de baixo custo e de pequeno curso da transportadora Air India.

Veja o vídeo acima.

Leia Também: Ucrânia acusa Rússia de ataques em Kharkiv que mataram ao menos 11

Mulher acaba seminua ao saltar portão de casa para furtar no Chile

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Uma mulher tentou furtar uma casa em Maipú, no Chile, mas acabou por ficar seminua quando as calças que tinha vestidas ficaram presas na grade do portão da habitação. A cena aconteceu no início do mês de maio e foi registrada por câmaras de videovigilância.

O momento inusitado aconteceu quando a mulher estava passando por uma casa e notou que estavam carros estacionados dentro da propriedade. Então, a mulher decidiu saltar o portão para ver se havia algo que pudesse furtar.

Segundo o Extra, a mulher nem chegou perto dos carros já que as suas calças acabaram por ficar presas nas pontas de ferro no gradeamento do portão. Assim, a mulher acabou por ficar presa de cabeça para baixo no portão. Aparentemente a mulher também não roupas íntimas, ou então perdeu-as juntamente com as calças.

Mujer quedó semidesnuda tras intento de robo a casa en Maipú, Comunidad de Santiago, Chile.

La mujer intento pasarse por encima de las rejas de una casa para cometer su delito de entrar a robar pero no conto que su pantalón se le iba a enredar lo que la termino dejando desnuda. pic.twitter.com/yvr8JIqpDM

— Abriendo Brecha (@Abriendo_Brecha) May 9, 2024

Depois de ficar pendurada, a mulher teve de despir as calças e descalçar os sapatos para conseguir se libertar. Depois, despiu a blusa e vestiu-a como se fosse uma calça. 

A pouca sorte da mulher não ficou por aí. Segundo a imprensa local, a mulher estava acompanhada por um cúmplice, que acabou por se colocar em fuga.

O site What’sTheJam afirmou que a mulher fugiu do local. Para trás ficaram as calças rasgadas. 

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Entre o luto, há quem celebre a morte do presidente iraniano. Porquê?

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Apesar das manifestações de pesar proferidas por vários líderes mundiais, a morte do presidente iraniano, Ebrahim Raisi, suscitou celebrações entre alguns cidadãos iranianos. Mas porquê?

Conhecido como ‘carniceiro de Teerã’, Raisi deixa um legado controverso. Em 1988, o chefe de Estado ajudou a supervisionar as execuções em massa de milhares de presos políticos, quando era procurador-geral adjunto do país.

De fato, durante uma palestra, em maio de 2018, Raisi considerou que este período foi “uma das maiores conquistas do sistema”, segundo um relatório da Anistia Internacional.

Além disso, um ano após assumir a presidência do Irã, Raisi ordenou que as autoridades reforçassem a aplicação das leis relativas ao uso do hijab, em 2022. Foi nesta conjuntura que Mahsa Amini foi morta sob custódia policial, supostamente pelo uso indevido do hijab, tendo levado a manifestações em massa por todo o país e pelo mundo.

Nessa linha, as filhas de Minoo Majidi, uma mulher de 62 anos morta durante os protestos de setembro de 2022, brindaram à morte de Raisi, tal como comprova um vídeo publicado na rede social X (Twitter).

هلیکوپتر
هلیکوپتر
pic.twitter.com/4ob9LPIZaI

— Mahsa Piraei مهسا پیرایی (@mahsa_piraei) May 19, 2024

A população lançou também fogos de artifício, ainda que as imagens não tenham sido verificadas de forma independente.

Iranians celebrating the Raisi helicopter crash with fireworks. They believe he’s dead.

“I hope the rest of them die in the same,” the voice on the video says. pic.twitter.com/ols40xlWVJ

— Iran News Wire (@IranNW) May 19, 2024

Vale salientar que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, nomeou o vice-presidente Mohammad Mokhber como chefe de Estado interino e decretou cinco dias de luto pela morte de Ebrahim Raisi.

O acidente vitimou também o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Hossein Amir-Abdollahian, além de outras sete pessoas, na área de Kalibar, quando a comitiva regressava da área de fronteira com o Azerbaijão, onde Raisi inaugurou uma barragem na presença do homólogo azeri, Ilham Aliyev.

Está programada uma grande cerimónia pública nesta segunda-feira, em Tabriz, de acordo com a CNN, que cita meios iranianos.

Já pelas 9h00 de terça-feira (02h30 em Brasília), uma procissão acompanhará os corpos das vítimas desde a Praça dos Mártires de Tabriz até ao aeroporto da cidade, antes de seguirem para Mashhad, onde Raisi nasceu.

Mais de dois mil socorristas e trabalhadores humanitários participaram na operação de busca e resgate do helicóptero acidentado, tendo recuperado os restos mortais das nove vítimas esta manhã de segunda-feira, de acordo com o Crescente Vermelho.

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‘Estudos alertaram, mas governo vive outras agendas’, diz Leite sobre falta de plano no RS

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PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) – O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reconhece que estudos apontavam a possibilidade de haver uma elevação no nível das chuvas que poderia causar grandes enchentes no estado.

No entanto, afirma que não investiu mais recursos na prevenção porque “o governo também vive outras agendas” e que a pauta “que se impunha era a questão fiscal”.

O chefe do Executivo local nega a ideia de que mudanças em cerca de 480 normas ambientais sancionadas por ele em 2020 tenham ligação com a crise climática vivida no Rio Grande do Sul.
“Simplesmente burocratizar e dificultar licenças não é proteger o meio ambiente”, afirma.

Leite concedeu uma entrevista de 45 minutos à Folha no Palácio Piratini, sede do governo estadual, em meio ao trabalho para conter maiores danos decorrentes das chuvas que alagaram e destruíram cidades gaúchas nos últimos 20 dias.

Sobre a decisão do presidente Lula (PT) de nomear Paulo Pimenta ao Ministério de Apoio à Reconstrução do RS, ele diz que todo apoio é importante, mas que o protagonismo é do governo estadual.

Como tem sido a rotina do senhor nas últimas duas semanas? Tem conseguido dormir?

Eduardo Leite – A gente dorme, né? Temos que dormir até para estar com a cabeça boa para cumprir toda a missão. Nos primeiros dias, foi mais difícil porque era o momento crítico de resgate, de apoio aos municípios. Estamos assim desde 29 de abril.

Foram noites muito intensas, então nas primeiras noites era celular ligado o tempo todo. Nesses últimos dias, consigo ter um pouco mais de organização. É importante para ter a cabeça com capacidade de raciocinar e atuar sobre as diversas questões mais críticas, que agora são permitir abrigo adequado para as pessoas.

Há uma previsão para as ‘cidades provisórias’ ficarem prontas? E para os conjuntos habitacionais?

Eduardo Leite – O que a nossa experiência nos diz, especialmente a do Vale do Taquari no ano passado, é de que talvez de 10% a 15% da população que está abrigada fique por um período maior até que tenhamos soluções definitivas. Estamos pensando, junto com os municípios, em muitas soluções.

O governo disponibiliza recursos para aluguel social, ou seja, dá recursos para que a pessoa possa alugar uma casa por um período de até seis meses. Também há uma outra solução que está buscando se desenhar, que é a da estadia solidária, pagar para que uma família, numa casa, receba outra família.

Além disso, estamos projetando estruturas provisórias. Essas cidades temporárias -talvez não seja um nome exatamente adequado- serão abrigos em estruturas feitas com espaços adequados às famílias para um período um pouco mais longo, de alguns meses, até eventualmente termos a solução das moradias definitivas. O governo federal apresentou disposição de entrar fortemente na questão habitacional, e isso é positivo.

Como o governo estadual pode dar uma esperança para quem está nos abrigos de que terão nova residência antes de um, dois ou três anos?

Eduardo Leite – Em função do Vale do Taquari, desse aprendizado [por enchentes em 2023], a gente já tinha determinado a contratação por ata de registro de preços, modalidades de contratação, de moradias definitivas em métodos construtivos rápidos, como módulos de concreto ou steel frame [paredes em estrutura metálica revestida em gesso].

A gente já estava com esse processo de contratação, justamente observando as dificuldades, via Minha Casa Minha Vida, de viabilizar as moradias. Quando você tem recurso federal, tem que apresentar o plano de trabalho, estudos, dados e projetos.

Sábado [dia 18] eu conversava com os prefeitos do Vale do Taquari e era a reclamação deles, a demora de conseguir atender toda a burocracia que existe nos recursos via ministério, com a Caixa Econômica Federal.

Temos os números oficiais de óbitos, mas há receio de que possa haver mais mortos do que os dados indicam. O dado, de fato, pode ser somado ao de desaparecidos?

Eduardo Leite – Ainda é prematuro para dizer. Potencialmente, cada desaparecido poderá ser uma vida perdida, mas é um dado que ainda precisa ser apurado.

Desde o início, quando a gente contabilizava, nos primeiros dias, 27, 30 mortes, eu já dizia, “infelizmente será muito maior”. Entendo a imprensa, a sociedade querer saber desses números, mas qualquer número que sair agora é absolutamente impreciso diante de uma situação que a gente está observando.

Folha – Aliados do senhor criticaram a indicação de Paulo Pimenta para o Ministério de Apoio à Reconstrução do RS. A escolha do presidente Lula pode politizar a crise por ser um potencial candidato ao governo em 2026?

Eduardo Leite – A questão política em todo esse processo é o que mais me preocupa desde o início dele. Porque a dimensão que tem essa tragédia exige uma coordenação de esforços, um alinhamento entre forças políticas, empresariais, sociedade civil, que é especialmente difícil nos tempos atuais, de polarização, de disputas, de divisões, de redes sociais com opiniões para todos os lados, com força e virulência tentando destruir reputações. Mas é o esforço pelo qual, entendo, a gente deve canalizar aqui as nossas energias.

Naturalmente, o governo do estado tem um protagonismo que não é por vaidade ou interesse pessoal do governador, é pelo que o voto popular conferiu.

Nós somos uma federação, e uma federação composta por estados onde existem governos constituídos pelo voto popular para liderar um processo, não para mandar simplesmente. Não é para ser do jeito que eu quero, porque eu ganhei uma eleição, é para liderar o processo reunindo as forças da sociedade.

Cabe ao governo estadual liderar o processo?

Eduardo Leite – Por uma decisão que a sociedade tomou, pelo voto popular. Então, o que o ministério que o presidente Lula criou tem no nome, e entendo deva ser o que orienta a sua ação: é uma secretaria extraordinária para apoio à reconstrução. Todo apoio é bem-vindo. O apoio do setor privado, o apoio dos voluntários, o apoio das doações, o apoio da sociedade civil de diversas formas, o apoio do governo federal é bastante importante nesse processo.

O meu papel como governador não é o de fazer análises políticas, é de resolver o problema. Para resolver o problema, precisamos juntar as forças de todos, inclusive a do governo federal. O presidente apresentou o seu preposto para esta missão de apoiar a reconstrução, vamos trabalhar com ele, vamos juntar as forças para poder atender a população.

Tem dialogado com Pimenta?

Eduardo Leite – Sim, fizemos, inclusive, na sexta-feira [17] uma reunião conjunta com os prefeitos da região metropolitana porque a gente vai ter que trabalhar sobre as várias etapas que essa crise tem. A primeira delas é a preocupação com a questão da drenagem, inclusive, faço um registro: todos os governos estaduais estão ajudando a gente aqui.

Sobre a reconstrução, o senhor divulgou uma estimativa de R$ 19 bilhões

Eduardo Leite – Foi uma primeira estimativa, na verdade, temos até que tomar cuidado ao falar em números até que tenhamos isso consolidado. Por que nesse primeiro esforço olharam apenas estruturas de estradas, escolas, unidades de saúde, hospitais, enfim, o que foi atingido, sem olhar ainda a dimensão econômica dos impactos que têm.

A reconstrução será de reparo ou vai contemplar decisões estratégicas, investimentos para conter efeitos de mudanças climáticas? A mudança climática é foco da reconstrução?

Eduardo Leite – Sem dúvida. Dentro do que nós chamamos de Plano Rio Grande, que nós estamos estabelecendo desde quando o presidente Lula veio aqui. Usei o exemplo do Plano Marshall. O importante é o conceito. O plano de reconstrução do estado envolve um conselho da sociedade civil que a gente vai estruturar com participação de entidades empresariais e movimentos sociais.

Há um comitê científico de adaptação e resiliência climática com academia, especialistas, para orientar as decisões que deverão ser feitas em relação a à reconstrução -e dentro desse processo de reconstrução, sistemas de proteção e resiliência. Sofremos as consequências dos desmatamentos na amazônia e do que isso gera de mais umidade ou menos umidade trazida ao Rio Grande do Sul. A gente tem essa consciência.

Ambientalistas criticam mudanças sancionadas pelo senhor em 2020 em cerca de 480 normas ambientais. Isso pode ter relação com a tragédia vivida no estado?

Eduardo Leite – Sobre as 480 mudanças na legislação, na forma como se apresenta essa afirmação, ela naturalmente tenta induzir de que o que nós estamos vivendo no Rio Grande do Sul se relaciona a uma mudança legislativa de 2019, o que é absurdamente equivocado, para dizer o mínimo.

Além disso, sequer analisa o que está dentro dessas alterações. Nós temos ali, por exemplo, a mudança de protocolo que era exigido ser em meio físico para poder ser feito por meio virtual.

Tem outros vários pontos que são relacionados à correção de multas para infratores, que não havia previsão legal. Nós botamos correção de valores porque senão ele ganha dinheiro em cima da postergação, para ser mais dura a pena para o infrator.

Mas também simplesmente burocratizar e dificultar licenças não é proteger o meio ambiente. Acabaram com a legislação ambiental? Não, aprimoramos, modernizamos, ajustamos e até endurecemos em muitos pontos.

Estudos já apontavam a possibilidade de aumento significativo nas chuvas no RS. O governo do estado se preparou mal para lidar com as enchentes?

Eduardo Leite – Bom, você tem esses estudos, eles de alguma forma alertam, mas o governo também vive outras pautas e agendas. A gente entra aqui no governo e o estado estava sem conseguir pagar salário, sem conseguir pagar hospitais, sem conseguir pagar os municípios.

A agenda que se impunha ao estado era aquela especialmente aquela vinculada ao restabelecimento da capacidade fiscal do estado para poder trabalhar nas pautas básicas de prestação de serviços à sociedade gaúcha.

Cumprimos essa tarefa, porque agora estamos diante dessa crise enorme com capacidade fiscal para enfrentá-la. Então, alertas que estejam sendo feitos são ouvidos, mas eles se deparam com uma situação agora absurdamente crítica que naturalmente vai dar para eles um outro grau de importância, não apenas aos olhos do governo, mas da sociedade como um todo.

Esses alertas deveriam ter sido mais ouvidos?

Eduardo Leite – Muitos alertas se revelam agora especialmente relevantes. Muitos alertas foram feitos e não se consumaram também. Então, naturalmente, vamos estruturar o poder público para que a gente possa receber esses alertas, tentar depurar o que é crítico, o que não é tão assim. Não é o governante de plantão sozinho que vai conseguir fazer isso.

Até por isso o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência, para nos ajudar a entender. Já recebi alertas que não se revelaram. Agora mesmo na crise, fizemos alerta numa determinada quarta-feira que teriam vendavais e temporais e não se confirmou. Então, eventualmente, os alertas também não se confirmam.

A gente está buscando fazer a adaptação e essa situação crítica que a gente está enfrentando agora impõe ao governo e à sociedade uma nova postura, sem dúvida nenhuma, diante dos alertas.

RAIO-X

Eduardo Leite, 39Está no segundo mandato como governador do Rio Grande do Sul. É bacharel em direito pela UFPEL (Universidade Federal de Pelotas). Foi prefeito de Pelotas (RS) de 2013 a 2017, onde também foi vereador.

 

Ressaca do mar deixa 165 pessoas desalojadas em Macaé

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Macaé

No domingo (19), famílias foram atingidas pela ressaca do mar, no bairro Fronteira, faixa entre as travessas 8 e 12, em Macaé. Na busca de imóveis em área de risco, foram identificados até o momento, 55 processos, com 165 desalojados em média. Desse total, quatro pessoas estão desabrigadas e foram encaminhadas para o abrigo do Hotel de Deus.

A ressaca do último final de semana – avisada previamente pela Marinha do Brasil – causou o desmoronamento de dois imóveis sem vítimas, pois não havia moradores no local. As equipes continuam na região e seguem em monitoramento 24 horas por dia. Os imóveis que foram alcançados pela água na faixa de areia do bairro Fronteira já se encontravam interditados anteriormente com registros em processos junto ao Ministério Público e são de moradores resistentes à transferência de moradias.

Para buscar uma solução definitiva para o caso, a administração municipal contratará estudo técnico de oceanografia entre as travessas 1 e 14 que apontará as medidas necessárias para o local.

As famílias desalojadas recebem atendimento no ponto de apoio montado no Centro de Convivência da Praça da Fronteira. As equipes atuam no processo de abertura do aluguel emergencial – valor máximo de R$ 990,00 – para que todos sejam direcionados à moradia segura.

Família paga resgate milionário e mulher segue desaparecida há 3 meses em Petrópolis

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Anic de Almeida Peixoto Herdy - Foto: Reprodução

A advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy, de 55 anos, desapareceu em Petrópolis no dia 29 de fevereiro de 2024. A última imagem registrada de Anic foi em um estacionamento de um shopping. As investigações sobre o caso estão sendo realizadas pela equipe da 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro.

Em últimas imagens registradas, a mulher aparece desembarcando do seu veículo e entrando em um Jeep Compass preto. Em seguida, o carro deixa o local levando a mulher.

Na manhã desta segunda-feira (20), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro divulgou uma nota onde afirma que quatro pessoas da mesma família foram presas e denunciadas por extorsão mediante sequestro, por ligação com o caso. Ainda segundo o MPRJ, a denúncia foi feita no dia dia 14 de maio. O Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Petrópolis decretou as prisões preventivas dos acusados.

“A vítima desapareceu em 29 de fevereiro deste ano, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. De acordo com as investigações, o mentor do crime, funcionário da família das vítimas há aproximadamente três anos, aproveitando-se da confiança nele depositada pela família e do conhecimento sobre a sua rotina, arquitetou o plano criminoso e contou com o auxílio dos filhos e de uma mulher, com quem mantinha relacionamento amoroso, para sua execução. De acordo com apurado, o idealizador do sequestro apresentou-se à família como policial federal, sem ser, no entanto, conquistando, de imediato, a sua confiança e, assim, passou a realizar a segurança pessoal dos seus integrantes, além de ter acesso irrestrito a cartões de crédito e às respectivas senhas. A denúncia do MPRJ também destaca que o marido da vítima, sem conhecimento da verdadeira identidade dos sequestradores, pagou o resgate de aproximadamente R$ 4,6 milhões para libertá-la, o que, no entanto, não ocorreu até o oferecimento da denúncia”, confirma o MPRJ.

Ainda segundo a denúncia, a vítima despareceu em 29 de fevereiro, mas somente em 14 de março o caso foi levado ao conhecimento da Polícia Civil. A ideia de não levar os fatos ao conhecimento das autoridades locais partiu do próprio funcionário das vítimas, retardando o início das investigações.

Em caso de informações, a população pode entrar em contato através dos canais: (24) 2291-0604 / @105deppetropolis / Disque Denpuncia – 2253-1177 / (24) 98833-8175 / @105dp.pcerj

Imagens atualizadas: As tristes e devastadoras inundações no Sul do Brasil

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O Rio Grande do Sul foi atingido por fortes chuvas nas últimas semanas. A inundação devastadora matou pelo menos 155 pessoas e deixou 806 feridos. Até o dia 13 de maio, 132 pessoas haviam sido dadas como desaparecidas. As enchentes provocaram cortes de energia elétrica e comunicação, rompimento de pontes e barragens, estradas submersas e deslizamentos de terra em todo o Estado. Em torno de 616,9 mil pessoas precisaram sair de suas casas na região. Estima-se que cerca de 800 mil pessoas não tenham acesso a um abastecimento de água potável.

Está previsto que a chuva perca força a partir do dia 14 de maio (terça-feira), mas o acumulado dos últimos dias mantém o Rio Grande do Sul em alerta para aumento dos níveis de rios e lagos. As temperaturas também devem cair. Imagens de esperança, no entanto, começaram a surgir: o Brasil inteiro se mobilizou para ajudar o Sul das mais variadas maneiras.

Clique para ver imagens das tristes e devastadoras enchentes no Sul do Brasil.

 

Homem é preso com arma e munições em Guarus

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Foto: Digulgação/Redes Sociais

Um homem que não teve sua identidade divulgada, foi preso com arma e munições na tarde desse domingo (19), na Rua Paraíba do Sul, no Beco da Comunidade Minha Deusa, no Parque Guarus, em Campos.

Durante incursão, os militares avistaram o suspeito sentado com um revólver na mão. Ao perceber a presença dos policiais, o suspeito tentou fugir para uma residência próxima.

Os agentes seguiram o suspeito até a casa, onde o encontrou sentado no sofá. Após uma busca pelo local, os policiais encontraram um revólver calibre 38 com seis munições do mesmo calibre.

O suspeito e os materiais foram encaminhados para a 146ª DP/Guarus, onde o homem permanecerá preso.

Inscrições para a Guarda Mirim Municipal seguem abertas

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A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI), por intermédio da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH), segue com inscrições abertas para a quarta turma da Guarda Mirim Municipal (GMM). O prazo para se inscrever vai até o próximo dia 7 de junho. O programa, criado em 2018 pela prefeita Francimara Barbosa Lemos, é executado pela SMTDH, em conjunto com diversas secretarias municipais.

Os interessados em participar devem comparecer à sede da SMTDH, situada na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, 141, no Centro da Cidade, de segunda a sexta-feira, exceto feriados e pontos facultativos, das 8h às 17h. É necessário levar cópias de RG, CPF, NIS, comprovantes de residência atualizado e de escolaridade do candidato, além de cópias do RG, CPF e NIS do responsável. Cada guarda mirim receberá uma bolsa-auxílio no valor de R$ 100.

“O programa tem como principais objetivos a promoção da formação humana, capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho, além do fortalecimento do vínculo pessoal, familiar, comunitário e social”, ressaltou o secretário da pasta, Fagner Azeredo.

A diretora do Departamento da Juventude, órgão vinculado à SMTDH, Ana Paula Ribeiro, informou que no total serão 50 vagas para adolescentes com idade entre 14 e 18 anos incompletos, obrigatoriamente matriculados no ensino regular e moradores de SFI. Já na segunda etapa serão avaliados, por intermédio de questionário socioeconômico, os jovens que tenham o perfil para atuarem na GMM, através de análise da equipe técnica da SMTDH.

Hospital Ferreira Machado celebra Semana da Enfermagem

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O Hospital Ferreira Machado (HFM) celebra a Semana da Enfermagem, reconhecendo a dedicação e o trabalho essencial dos seus 800 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares, que são fundamentais para o funcionamento do hospital e o atendimento aos pacientes.
O superintendente do Hospital Ferreira Machado, Arthur Borges, expressou reconhecimento e admiração pela dedicação dos profissionais de enfermagem. “É através do cuidado e compaixão desses profissionais que o HFM continua a ser um centro de excelência em atendimento de saúde. Neste período especial, gostaria de expressar minha sincera admiração por cada membro da equipe de enfermagem e reiterar meu compromisso contínuo em apoiar e valorizar o trabalho vital que realizam todos os dias”, enfatizou.
 
Dedicação e amor à profissão
O enfermeiro e chefe da Divisão de Enfermagem do HFM, Washington Oliveira, compartilhou sua experiência de mais de 30 anos na instituição, destacando a importância do cuidado e do reconhecimento profissional. “Estar no Ferreira é a soma de um sonho. Aqui, aprendi a ser enfermeiro de fato, a cuidar do outro. Emergência é vida, é luta. Uma cena marcante foi quando cuidei de um paciente gravemente queimado e, mesmo sem poder me ver, ele me reconheceu pela voz. Isso mostra como o nosso trabalho impacta vidas”, relatou Oliveira.
A técnica de enfermagem Marta Tavares, com 22 anos de casa, reforçou a vocação necessária para a profissão. “Fomos escolhidos. Precisamos ter paciência e carinho. É gratificante ouvir de um paciente: ‘Que bom que você está aqui hoje’. Entramos por necessidade, mas passamos a amar a profissão, cuidando do outro como se fosse da nossa própria família”, disse.
A paciente Sofia Barreto expressou sua gratidão pelo atendimento recebido no HFM. “Os enfermeiros e toda a equipe de enfermagem são excelentes. Estou com um problema de coluna e fui muito bem atendida desde o momento em que cheguei. A dedicação e o carinho que recebi fazem toda a diferença”, afirmou.
Celebração da Semana da Enfermagem
A Semana da Enfermagem, celebrada de 12 a 20 de maio, honra duas datas significativas: o Dia Internacional do Enfermeiro, em 12 de maio, marcando o nascimento de Florence Nightingale, considerada a pioneira da enfermagem; e o Dia Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem, em 20 de maio, que lembra a morte de Ana Néri, a pioneira da enfermagem no Brasil.

Polícia Militar encontra maconha e cocaína em Horta na Baixada Campista

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Foto: Divulgação/Redes Sociais

A Polícia Militar encontrou drogas escondidas em uma horta na Rua Quatro, atrás do Hospital São José, em Donana, na Baixada Campista neste domingo (19).

Segundo informações, traficantes locais teriam acabado de esconder as drogas, e quando avistaram os policiais, começaram a fugir. Nenhum suspeito foi preso.

Após buscas pelo local, os militares encontraram 25 pinos de cocaína, e 09 buchas de maconha.

Os materiais foram encaminhados para   134ª DP/Centro, onde o caso foi registrado.

Água a R$ 80: MP do RS autua 65 estabelecimentos por preço abusivo; dois foram presos

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) autuou 65 estabelecimentos por preços abusivos. O Estado vive sua maior tragédia climática desde que as chuvas começaram no fim de abril, com ao menos 155 mortos e 94 desaparecidos.

De acordo com o MPRS, a maioria das autuações ocorreu em mercados e postos de gasolina. Em um dos postos, dois funcionários foram presos – o MP não deu mais detalhes sobre as prisões. Também foram fiscalizas farmácias, empresas de caminhão pipa e revendas de gás e água. Em algumas, o galão de 20 litros chegava a ser vendido por R$ 80.

A força-tarefa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS) começou as fiscalizações no dia 4 de maio. Eles apuraram 315 denúncias de estabelecimentos em Porto Alegre, Gravataí, Viamão, Cachoeirinha, Canoas e Alvorada.

As denúncias chegaram pelo email [email protected], criado para atender a população durante as enchentes. No total, o MPRS disse já ter recebido 680 denúncias de todo o Estado.

 

Espaço da Oportunidade com 120 vagas disponíveis

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O Espaço da Oportunidade, vinculado à Secretaria Municipal de Qualificação e Emprego, tem 120 vagas de emprego abertas em diferentes áreas. O destaque é para a função de operador de caixa, que tem 17 oportunidades no total. Todas as vagas divulgadas pelo Espaço da Oportunidade são destinadas a pessoas com 18 anos ou mais, com vários graus de escolaridade. Para Pessoas com Deficiência (PCD) há duas oportunidades.
A função de motorista de ônibus é outro destaque, com 11 vagas. Há também disponibilidade para marceneiro (6), auxiliar de cozinha (6), porteiro (5), padeiro (3), projetista (2), assistente de RH (1), pizzaiolo (1), sushiman (1), entre outros.
Há ainda oportunidade para PCD na função de auxiliar administrativo e outra para vendedor.
Saiba como se cadastrar
Para realizar o cadastro, o interessado deve entrar em contato pelo WhatsApp (22) 98175-2553, informando o número do CPF e o código da vaga.
Quem preferir o cadastro presencial, é necessário procurar o Espaço da Oportunidade, que fica localizado nos altos da Rodoviária Roberto Silveira, no Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Já para o cadastro pelo site da Prefeitura de Campos, o interessado precisará clicar na barra “Menu” e ir em “Serviços”. Na sequência, clicar em “Espaço da Oportunidade”.
Empregadores interessados em divulgar suas vagas no Espaço devem entrar em contato com o órgão e preencher um formulário para o cadastro no sistema. Após o preenchimento do formulário, a vaga será devidamente divulgada no site do Espaço da Oportunidade.

Obras de drenagem em Santa Clara avançam e Rodovia Donato Barros de Menezes será interditada parcialmente nesta segunda (20)

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As obras de pavimentação e drenagem na localidade de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana (SFI), entram em uma nova fase. Nesta segunda-feira (20), um trecho da Rodovia Donato Barros de Menezes será interditado para a instalação de mais manilhas. Durante o período da interdição, agentes da Empresa Municipal de Trânsito (Emtransfi) vão orientar os motoristas que passarem pelo local.

“Haverá intervenção na Rodovia Donato Barros de Menezes, da Rua Cajabami até a Rua Projetada ‘A’, um trecho de aproximadamente 200 metros, durante 15 dias na primeira fase, e na segunda, da Rua Cajabami até a Rua Olinda, um trecho de pouco mais de 200 metros por igual período, totalizando um mês”, informou Gabriel Pralon, engenheiro da Conplan Empreendimentos e Serviços LTDA ME., empresa responsável pela execução das obras.

No local, será aberto o asfalto para instalação das manilhas de drenagem e depois realizada a recomposição da pavimentação asfáltica. Segundo Pralon, o lençol freático elevado de Santa Clara tem dificultado muito a execução dos serviços. “Com apenas um metro de profundidade, a nossa equipe já está encontrando água. Isso nos obriga a usar um conjunto de motobombas para escoamento da água e escoramento blindado, a fim de garantir a segurança e a eficiência na escavação. Todas essas adversidades impedem que tenhamos uma produção normal de trabalho”, explicou o engenheiro.

Todo o projeto de drenagem de Santa Clara, que objetiva acabar com os alagamentos em períodos de chuva, problema que há décadas causa transtornos na localidade, foi elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento e está sendo executado em parceria com o Governo do Estado, após a assinatura da ordem de serviço pela prefeita Francimara Barbosa Lemos. Os investimentos são superiores a R$ 9,3 milhões. Serão mais de 20 mil metros quadrados de pavimentação e 3.014 m de drenagem.

Polícia prende babá acusada de agredir criança de 8 meses

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu neste sábado (18) uma babá acusada de agredir uma criança de 8 meses, em um prédio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.

Ela era alvo de um mandado de prisão e foi presa pela equipe comandada pelo delegado Bruno Ciniello, titular da 5ª DP (Mem de Sá). Segundo as investigações, há cerca de dez dias a babá começou a apresentar um comportamento agressivo com a criança.

Um vídeo gravado no último dia 14 mostra, na área de lazer do prédio onde a bebê mora com os pais, a mulher aparece puxando, chacoalhando e derrubando a menina.

As agressões foram observadas pela equipe de segurança do prédio, que passou a monitorar a babá. Dois dias depois, os vigilantes perceberam novamente um comportamento estranho. Nas imagens gravadas, a babá aparece pintando as unhas enquanto a criança brincava desassistida.

Os seguranças do condomínio comunicaram o fato à Polícia Civil, que classificou o ato como “tortura-castigo”.

Manchas roxas no bebê

Durante as investigações, os policias da 5ª DP ouviram os pais da criança sobre o comportamento da babá. Eles contaram que já tinham percebido atitudes agressivas da mulher, mas não com a criança e que, há cerca de algumas semanas, chegaram a ver manchas roxas no bebê.

Ao conferirem as imagens das câmeras de segurança, inclusive da própria residência, depois da denúncia, se depararam com cenas de descaso da babá com o bebê.

Fonte: G1

Guerra Fria 2.0 testa equilíbrio do Brasil entre Estados Unidos e China

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Não importa quem estiver na Casa Branca no ano que vem, uma coisa é certa: a guerra fria entre Estados Unidos e China vai continuar, e será cada vez mais difícil a diplomacia brasileira manter sua posição equidistante.

A necessidade de conter Pequim é um dos poucos temas que unem republicanos e democratas em Washington. Em um ano bastante simbólico, que marca o bicentenário das relações diplomáticas com EUA, no próximo dia 26, e o cinquentenário dos laços com a China (em agosto), não está claro se, daqui para frente, o Brasil conseguirá resistir a pressões para assumir algum dos lados sem enfrentar retaliações.

Tanto Donald Trump quanto Joe Biden devem aumentar o tom de cobrança para que outros países se afastem de Pequim ou boicotem determinados produtos chineses.

“Trump usa uma retórica mais agressiva e iniciou a guerra comercial, mas Biden a manteve e incorporou mais medidas contra a China”, diz Maurício Santoro, professor de relações internacionais e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha.

Em seu mandato, o republicano impôs sanções e restrições a vistos para inúmeras autoridades e empresas chinesas sob o argumento de perseguição da minoria étnica uigur e de violações de direitos humanos em Hong Kong e no Tibete. Além disso, baniu equipamentos da Huawei e da ZTE no governo federal, sob pretexto de questões de segurança, e pôs as empresas na Lista de Entidades do Departamento de Comércio por terem feito transações com o Irã -o que, na prática, impede empresas americanas de fazerem negócios com elas, a não ser que obtenham licenças.

Foi também sob Trump que os EUA pressionaram o então presidente Jair Bolsonaro a vetar equipamentos da chinesa Huawei nas operadoras de telefonia participando do leilão de 5G no país. O argumento americano era que a Huawei seria uma ameaça à segurança nacional e à privacidade de dados, porque a empresa compartilharia informações com Pequim. Diversas nações cederam e passaram a boicotar a companhia chinesa, entre eles Austrália, Nova Zelândia, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália.

Apesar da proximidade com Trump, Bolsonaro resistiu e não baniu a Huawei -em grande parte porque as operadoras brasileiras já tinham muitos equipamentos da empresa chinesa e teriam de substituir tudo, a um custo alto.

“No primeiro mandato de Trump, conseguimos nos virar. De agora em diante, será difícil, principalmente em tecnologias-chave como carros elétricos”, diz Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais na Fundação Getulio Vargas (FGV). “Para os EUA, os carros elétricos chineses são como uma máquina de absorver dados -e eles podem ser vistos como um obstáculo para Brasil e EUA compartilharem informações da inteligência”.

Apesar do discurso menos inflamado, Biden tem sido tão ou mais contundente em suas ações contra a China. Ele impôs uma série de restrições à exportação de chips, tecnologia e equipamentos para Pequim, com o objetivo de atrasar o desenvolvimento da inteligência artificial na potência asiática. Sob pressão de Washington, aliados como Holanda e Japão proibiram a exportação de maquinários de chips para os chineses.

O governo americano anunciou que vai quadruplicar as tarifas de importação sobre carros elétricos chineses, que passariam para mais de 100%, e elevar taxas sobre outros produtos ligados a energia renovável, como painéis solares e baterias. Trata-se de uma medida protecionista para tentar preservar a indústria local, que está atrás da chinesa, mas também amparada pela justificativa de segurança nacional.

A iniciativa começou no governo Trump, que havia imposto tarifas sobre US$ 300 bilhões em importações da China. A política passou por uma revisão no governo Biden, que resolveu mantê-las e até aumentá-las em certos casos.

Outra política que pode causar fricções é a desdolarização. Em sua visita à China, em março de 2023, o presidente Lula defendeu a ampliação do comércio nas moedas dos integrantes do Brics e até mesmo a criação de uma moeda do bloco.

A posição causou irritação nas autoridades americanas, mas não teve maiores consequências. O Brasil já tem comércio em yuan com a China, embora muito restrito. No entanto, com a Guerra Fria 2.0 em fase mais aguda, esse tipo de iniciativa pode gerar represálias.

Segundo a agência Bloomberg, membros da equipe econômica de Trump discutem penalidades a aliados ou adversários que procurem formas ativas de comércio bilateral em outras moedas que não o dólar.

Para Stuenkel, existe um consenso na América Latina de que manter neutralidade, um não alinhamento, é a melhor atitude para os países da região. A ideia seria replicar a estratégia da Índia, que participa do grupo de defesa conhecido como Quad com os EUA, Japão e Austrália, mas também é parte do Brics.

Em entrevista à Reuters no ano passado, o assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, principal conselheiro de Lula em política externa, afirmou que o Brasil não vê o mundo dividido entre China e EUA e não tem veto prévio a negócios com os chineses, nem no sensível setor de semicondutores.

“Não temos nenhuma preferência por uma fábrica de semicondutores chinesa. Mas, se eles [chineses] oferecerem boas condições, não vejo por que a gente recusar. Não temos medo do lobo mau”, disse Amorim. “Se eles [EUA] quiserem, podem propor maiores e melhores condições e pronto, escolheremos o deles.”

Para Fernanda Magnotta, pesquisadora do Brazil Institute no Woodrow Wilson Center, essa posição de maior independência leva o Brasil a ser questionado por um viés supostamente anti-Ocidente.

“A China está muito envolvida no continente, com interesses políticos e comerciais, e os EUA carecem de uma estratégia, têm uma postura mais negligente. O Brasil precisa estar preparado para aguentar as consequências de querer se manter equidistante”, diz Magnotta.

Entre os setores mais sensíveis estão telecomunicações, inteligência artificial, dados, satélites e minerais críticos -estes últimos, aliás, são objeto de interesse dos EUA para uma parceria estratégica, como disse em entrevista à Folha a embaixadora americana no Brasil, Elizabeth Bagley.

Do outro lado, Xi Jinping virá ao Brasil para a cúpula do G20, em novembro, e deve insistir na entrada do país na Iniciativa Cinturão e Rota, que promove investimentos da China em infraestrutura.

Para Mauricio Santoro, será muito difícil o Brasil vetar determinados investimentos chineses, uma vez que o país precisa desse tipo de recursos. “Vai se exigir muito da diplomacia para atravessar esse campo minado.”

Nível do Guaíba sobe para 4,32 metros em Porto Alegre; bombas entram em operação para escoar água

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O nível do Guaíba voltou a subir em Porto Alegre, alcançando 4,32 metros às 7h15 desta segunda-feira (20). Na noite de domingo (19), a medição era de 4,24 metros, às 22h45, de acordo com cálculo da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no Cais Mauá. O nível permanece 1,32 metro acima da cota de inundação (que é de 3 metros).

Contudo, houve um recuo das águas na última semana. Entre a 0h de domingo a 0h de segunda (20), o rio havia baixado cerca de 26 centímetros.

O Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sinaliza que o Guaíba atingiu o nível máximo de 5,25 metros na terça-feira (14). Desde então, o nível está baixando.

Escoamento de água

 

Bombas de água enviadas pela Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) começaram a operar neste domingo (19), no bairro Sarandi, Zona Norte de Porto Alegre. O equipamento será utilizado pela prefeitura para acelerar o escoamento de água nas áreas mais atingidas pelas enchentes.

Com o escoamento da água da Capital, os moradores começaram a retornar a suas casas e apartamentos para avaliar os danos e verificar o que pode ser recuperado. Na sexta-feira (17), a redução do nível do lago permitiu a remoção de uma comporta do Centro Histórico, facilitando o escoamento da água acumulada nas ruas. Essa operação possibilitará o acesso a duas casas de bomba, essenciais para drenar a água das áreas urbanas.

 Fonte: G1

Ebrahim Raisi, presidente do Irã, morre em queda de helicóptero

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O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos na queda de um helicóptero, confirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã nesta segunda-feira (20).

Raisi, que foi eleito em 2021 e tinha mandato até 2025, era a segunda pessoa mais importante do Irã, atrás apenas do aiatolá Ali Khamanei, líder supremo do país e de quem o atual presidente era um protegido e possível sucessor.

Segundo a imprensa oficial iraniana, o helicóptero caiu numa região montanhosa do Irã em razão das más condições climáticas durante um voo que transportava Raisi e outras autoridades que voltavam do Azerbaijão.

A queda da aeronave ocorreu entre as aldeias de Pir Davood e Uzi, na província iraniana de Azerbaijão Oriental, cerca de 600 km a noroeste de Teerã, a capital irania.

Além de Raisi, a queda matou o chanceler do Irã, Hossein Amirabdollahian.

A aeronave transportava, ainda, Malek Rahmati, governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental, e Hojjatoleslam Al Hashem, líder religioso. As mortes dos dois não foram confirmadas, no entanto, mais cedo, a imprensa oficial informou não haver sinal de sobreviventes no local da queda.

Buscas levaram cerca de 12 horas

A queda do helicóptero ocorreu por volta das 13h (no horário local, 6h no de Brasília), mas a aeronave só foi encontrada cerca de 12 horas depois.

Além das dificuldades de acesso ao local, o tempo ruim dificultava os trabalhos de resgate. O helicóptero foi avistado por integrantes do Crescente Vermelho iraniano, organização irmã da Cruz Vermelha que atua em países islâmicos, depois que um drone foi enviado pela Turquia com sensores de calor para identificar o local da queda.

Inicialmente, o ministro do Interior iraniano informou que o helicóptero que levava o presidente teria feito um pouso forçado. Mais tarde, a imprensa oficial informou que a aeronave havia sofrido um acidente em razão das más condições climáticas.

Fonte: G1