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Entidades da Igreja Católica reagem à Santa Ceia da abertura das Olímpiadas de Paris

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A conferência dos bispos da Igreja Católica Francesa e líderes religiosos espalhados pelo mundo protestaram neste sábado, 27, contra uma encenação associada à Santa Ceia, que fez parte do roteiro de atrações da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris.

Para a entidade francesa, o retrato bíblico de Jesus Cristo com os seus apóstolos recriado pelos organizadores da festa foi um “escárnio” e uma “zombaria com o Cristianismo”. Ainda disse lamentar por “todos os cristãos” que foram “feridos pela ofensa e provocação de certas cenas”.

“Nossos pensamentos estão com todos os cristãos de todos os continentes que foram feridos pela ofensa e provocação de certas cenas”, disse o coletivo de bispos, em nota. “Esperamos que eles entendam que a celebração olímpica se estende muito além das preferências ideológicas de alguns artistas”, acrescentou.

A conta oficial das Olimpíadas no X (ex-Twitter) descreveu parte da cena como representando “o deus grego Dionísio” conscientizando as pessoas “do absurdo da violência entre seres humanos”.

Os religiosos, porém, interpretaram que a adaptação como uma zombaria da famosa pintura de Leonardo da Vinci.

O diretor artístico do espetáculo, Thomas Jolly, negou que a sua intenção, ao recriar a cena, foi de provocar e fala em celebração da diversidade. “Meu desejo não é ser subversivo, nem zombar ou chocar,” disse Jolly. “Acima de tudo, eu queria enviar uma mensagem de amor; de inclusão e não de divisão.”

Protestos pelo mundo

Outros líderes religiosos também endossaram as críticas e reclamações da Conferência dos Bispos da Igreja Católica Francesa, segundo a agência de notícia CNA (Catholic News Agency).

O bispo Andrew Cozzens, presidente do Comitê Episcopal dos Estados Unidos para Evangelização e Catequese, publicou declaração pedindo aos católicos “que respondam ao incidente de Paris com oração e jejum”.

“Jesus viveu sua Paixão novamente na sexta-feira à noite em Paris, quando sua Última Ceia foi publicamente difamada”, disse Cozzens. “Não ficaremos de lado e ficaremos quietos enquanto o mundo zomba de nosso maior presente do Senhor Jesus”, escreveu o bispo.

“Em vez disso, por meio de nossa oração e jejum, pediremos ao Espírito Santo que nos fortaleça com a virtude da fortaleza para que possamos pregar Cristo – nosso Senhor e Salvador, verdadeiramente presente na Eucaristia – para a Glória de Deus e a Salvação das Almas.”

O bispo alemão Stefan Oster chamou a cena da “Última Ceia queer” de “um ponto baixo e completamente supérfluo na encenação”, em publicação da Conferência Episcopal Alemã, segundo a CNA. O arcebispo Peter Comensoli de Melbourne, na Austrália, usou o X (antigo Twitter) para dizer que prefere “o original”, com a foto da obra de Da Vinci.

Já bispo Robert Barron, de Winona-Rochester (EUA), chamou a paródia da Santa Ceia de “grosseira”, enquanto o arcebispo de Santiago do Chile, Dom Fernando Chomali, disse estar decepcionado com a encenação “grotesca” do que ele chama de “a coisa mais sagrada que nós, católicos, temos, a Eucaristia”.

O padre dominicano Nelson Medina afirmou que, por conta a recriação da Santa Ceia, “não vai assistir a uma única cena dos Jogos Olímpicos”. “Que repugnante o que fizeram zombando do Senhor Jesus Cristo e seu supremo dom de amor. E eles são covardes: eles não mexeriam com Maomé”, disse o pároco.

E se Rei Charles morrer primeiro? O que acontece com a Rainha Camilla?

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Camilla se tornou Rainha Consorte depois que a Rainha Elizabeth II faleceu em 2022. No entanto, em 6 de maio de 2023, ela foi coroada Rainha Camilla, ao lado de seu marido, o Rei Charles III. Mas você já parou para pensar no que aconteceria com a Rainha Camilla se o Rei morresse antes dela? Camilla teria um novo título? Haveria alguma mudança em suas funções? Ou ela receberia poderes reais de regência?

Seu destino? Nesta galeria, respondemos a estas e muitas outras perguntas sobre o futuro da Rainha Camilla.

Mesmo nas minhas medalhas, não senti emoção tão forte, diz Pérec sobre acender a pira olímpica

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ANDRÉ FONTENELLE
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Só de falar sobre a honra de acender a pira olímpica na cerimônia de abertura, juntamente com o judoca Teddy Riner, a ex-velocista francesa Marie-José Pérec fica trêmula e quase chora. Pérec, 56, falou à Folha de S.Paulo sobre a emoção que sentiu, maior que a das três medalhas de ouro olímpicas que conquistou em sua carreira (400 metros rasos em Barcelona-1992 e Atlanta-1996 e 200 metros rasos em Atlanta).

 

Ela só não quis comentar o original sistema da pira olímpica, que substituiu a tradicional chama por um efeito visual obtido com vapor d’água e lâmpadas de LED.

O assunto é tratado com visível cautela pelo comitê organizador, supostamente pelo temor de críticas à ideia. A conversa aconteceu enquanto a estrela olímpica acompanhava as provas de esgrima no Grand Palais.

PERGUNTA – Qual foi a emoção ao acender a pira olímpica?
MARIE-JOSÉ PÉREC – Foi in-co-men-su-rá-vel de tão grande que foi. Com Teddy, a emoção foi tão forte que uma hora eu disse a ele, com a maior naturalidade: “Me dá sua mão, me dá sua mão”. E aí sentimos algo muito, muito forte. Ontem eu estava falando: mesmo nas minhas medalhas, mesmo nas minhas vitórias, não senti isso, porque não é uma equipe, é diferente. Ser recompensado sem ter feito um esforço para isso, significa realmente algo. Foi fabuloso, fabuloso.

P. – O presidente do comitê organizador, Tony Estanguet, disse que ligou para a senhora no final da manhã da cerimônia de abertura, para dar a notícia.
MJP – Assim que eu vi o nome dele no meu telefone, eu comecei a chorar. Comecei a chorar. E ele me falou. [Quase chorando] Só de ver o nome dele no telefone, isso já me fez sentir toda essa emoção. Eu não conseguia nem falar.P. – O sistema da pira é bastante original. Ele explicou à senhora que não havia perigo em acendê-la, porque não é uma chama, e sim luz?
MJP – Mas eu não posso falar sobre isso [risos]!

Uso de antibióticos nos primeiros anos de vida pode aumentar risco de alergias na vida adulta, diz estudo

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LIVIA INÁCIO
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O uso excessivo de antibióticos na infância pode provocar um maior risco de desenvolver alergias na fase adulta, revela um estudo experimental conduzido na Austrália.

 

Em um artigo publicado no último dia 15 na revista científica Immunity, pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, indicam que a o uso frequente dessas medicações provoca uma desregulação das bactérias intestinais, interrompendo a produção de IPA (ácido indol-3-propiônico). Esta substância ajuda a prevenir quadros alérgicos.

O modelo foi testado em camundongos em laboratório. Ao receberem doses contínuas de antibióticos na infância, os roedores se tornaram adultos mais suscetíveis à alergia a ácaros na poeira doméstica. Essa suscetibilidade foi mantida mesmo depois da normalização da microbiota intestinal, desregulada pelo uso exacerbado dos medicamentos.

Os cientistas também constataram que a disbiose diminuiu os níveis de IPA, mas a boa notícia é que, ao isolar a substância e suplementá-la em animais jovens, foi possível protegê-los de inflamações alérgicas na idade adulta.

Por ser feita em camundongos, a pesquisa ainda não oferece conclusões categóricas sobre o modo como antibióticos levam a alergias respiratórias, nem apresenta uma nova forma de tratamento comprovada em humanos, mas traz hipóteses relevantes, explica o médico Fábio Motta, vice-diretor de qualidade e pesquisa clínica do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

No dia a dia do consultório, muitos médicos já notavam a relação entre o abuso de antibióticos e o surgimento de alergias, mas faltava um estudo que conseguisse desvendar um pouco melhor esse mecanismo em laboratório, diz a pediatra, alergista e imunologista Mariana de Gouveia Pereira Pimentel, do Instituto Pensi (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil).

Não é por acaso que a associação entre alergia e disbiose é investigada por cientistas. A microbiota intestinal reúne trilhões de microrganismos fundamentais ao metabolismo humano e ao sistema imunológico, e calcula-se que 70% das células imunes estão presentes no intestino, diz o alergista Alex Lacerda, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Ao interferir nesse complexo, matando bactérias desnecessariamente, o uso frequente e inadequado de antibióticos coloca em risco uma dinâmica indispensável ao funcionamento do corpo.

Mas as disbioses intestinais e o aumento da suscetibilidade a alergias não são os únicos riscos do uso excessivo medicamentos, lembra a alergista imunologista Raisa Borges de Castro, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília. O consumo inadequado da medicação também pode levar à resistência bacteriana, tornando as infecções mais difíceis de serem tratadas.

O próprio criador da penicilina, Alexander Fleming, alertou sobre esse perigo em seu discurso quando recebeu o prêmio Nobel de Medicina, em 1945. Segundo o biólogo britânico, a banalização do uso poderia fortalecer bactérias a nível global, levando a um problema de saúde pública.

Mais recentemente, em 2022, um relatório divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostrou que os óbitos associados à resistência antibacteriana chegaram a 4,95 milhões em 2019 e poderão atingir 10 milhões em 2050, alcançando a mesma quantidade de mortes por câncer registradas em 2020.

Foi pensando nesses riscos que a OMS criou em 2015 o Plano de Ação Global em Resistência a Antimicrobianos, com o objetivo de assegurar a capacidade de tratar e prevenir doenças infecciosas por meio do uso responsável de medicamentos e outras tecnologias em saúde.

No Brasil, desde 2010 a venda de antibióticos só pode ser feita mediante receita médica, seguindo uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no intuito de minimizar a elevação da resistência bacteriana no país.

Além disso, cada vez mais instituições de saúde têm criado protocolos internos para gerenciar o uso de antibióticos de modo inteligente. É o caso do Pequeno Príncipe, que lançou o Programa de Stewardship de Antimicrobianos e oferece formações sobre o tema a hospitais de várias regiões do Brasil.

Mas, além de aprimorar o olhar de profissionais da saúde para a questão, especialistas defendem que é preciso ainda conscientizar a população sobre o problema.

“A criança, por exemplo, deve receber acompanhamento médico contínuo, para que o profissional de saúde que vai atendê-las conheça seu histórico e saiba identificar com mais facilidade se uma condição é mesmo bacteriana e realmente demanda antibiótico”, diz a pediatra do Instituto Pensi. “Essa medicação é importante e foi um divisor de águas na medicina, mas precisa ser usada com a máxima cautela”, reforça.

 

Larissa Pimenta cai para a repescagem; Willian Lima vai às quartas

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BEATRIZ CESARINI E CAROLINA ALBERTI
PARIS, FRANÇA (UOL/FOLHAPRESS) – A brasileira Larissa Pimenta perdeu a atual campeã olímpica Amandine Buchard (FRA) e está na repescagem das Olimpíadas de Paris na categoria até 52kg. Já Willian Lima se classificou para as quartas de final na categoria até 66kg.

 

Larissa estreou com vitória sobre Djamila Silva e na sequência bateu a britânica Chelsie Giles. A brasileira fez uma luta dura contra a britânica medalhista de broze em Tóquio 2020, que só foi definida no golden score.

Em seu terceiro confronto contra Buchard, Larissa também levou para o “ponto de ouro”, mas sofreu uma imobilização e caiu para a repescagem. A arena foi abaixo com a vitória da atual campeã olímpica, que terá pela frente Diuora Keldiyorova, do Uzbequistão.

Larissa enfrenta Mascha Ballhaus, da Alemanha, na repescagem e pode brigar pelo bronze. A disputa por medalhas acontece ainda neste domingo (28).
O judô brasileiro busca a sua primeira medalha nas Olimpíadas de Paris. A modalidade estreou no último sábado, mas os representantes do Brasil não avançaram.

WILLIAN VAI ÀS QUARTAS
Willian Lima estreou com vitória sobre Sardor Nurillaev, do Uzabequistão. O brasileiro precisou de 3min53s para encerrar o combate.

Na sequência, ele fez uma luta intensa contra Serdar Rahimow, do Turcomenistão, e foi às quartas. O brasileiro venceu após seu adversário receber três shidôs (punições) e acabar eliminado.

Agora o brasileiro encara o mongol Baskhuu Yondonperenlei. A luta acontece ainda neste domingo (28).

Brasileiro denunciado por estuprar adolescente em MG é preso nos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um brasileiro de 23 anos foi preso nos Estados Unidos na última terça-feira (23). Ele fugiu para o país norte-americano após ser denunciado pelo MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais) pelo estupro de uma adolescente de 13 anos.

 

Brasileiro foi preso perto de sua casa em Framingham, no estado de Massachusetts. Procurado pelas autoridades brasileiras, ele fugiu após ser denunciado por estuprar uma menor em Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce (MG). O crime aconteceu em 27 de maio de 2023.

Estupro do ano passado não foi isolado. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o homem também responde por outro crime de estupro, praticado por duas vezes contra uma mesma mulher, em 2019 e 2020. O nome do denunciado foi mantido em sigilo pelas autoridades.

O MP-MG avalia que o homem deve retornar ao Brasil para responder aos processos penais na Justiça brasileira. No momento, permanece sob custódia em Boston.

Após entrar ilegalmente nos Estados Unidos, o brasileiro foi detido em julho do ano passado no Arizona. Ele foi liberado dois dias depois com o compromisso de se apresentar a um juiz de imigração do Departamento de Justiça.

O promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, responsável pelo pedido de inclusão do denunciado na lista, avalia que a prisão “representa uma enorme vitória para a Justiça e no combate à impunidade e aos crimes sexuais”. A Difusão Vermelha representa a possibilidade de prisão da pessoa que se encontra em país estrangeiro e contra a qual existe mandado de prisão expedido por autoridade brasileira.

Ciclista francesa cai e perde os sentidos em Paris; imagens fortes

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O segundo dia dos Jogos Olímpicos em Paris, este domingo (28), ficou marcado não só pela grave lesão do judoca Nurali Emomali mas também pela queda da ciclista Loana Lecomte enquanto disputava a prova de cross-country olímpico feminino.

 

De acordo com o GloboEsporte, Lecomte foi retirada de maca pelos médicos do evento. Os torcedores presentes gritaram em apoio à ciclista. Ainda não há informações sobre o estado da atleta.

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Veja o vídeo abaixo:

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LA CHUTE TERRIBLE DE LOANA LECOMTE QUI FAIT UN SOLEIL SANS SE RELEVER

En espérant qu’elle aille bien #MountainBike #Paris2024 pic.twitter.com/AhlwMl3sz8

— Le Stade (@le_stade) July 28, 2024

 

Um homem foi preso por posse ilegal de armas em Guarus

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Um homem, que não teve sua identidade divulgada, foi preso por porte ilegal de armas nessa sexta-feira (26), na Rua Cidade Lima, no Parque Santa Rosa, em Guarus, em Campos.

Durante um patrulhamento, os militares se dirigiram ao local citado e conseguiram prender um homem que estava em sua posse 01 revólver calibre 38 e 07 munições calibre 38.

O homem foi encaminhado à 146ª DP/ Guarus, onde permaneceu preso.

Polícia Militar apreende grande quantidade de drogas na Comunidade Tira Gosto

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Agentes da Polícia Militar realizaram nessa sexta-feira (26), uma apreensão de drogas, na Rua Adão Pereira Nunes, na Comunidade Tira Gosto, em Campos.

Os militares realizaram uma entrada estratégica na Comunidade, e conseguiram apreender 143 pinos de cocaína, 41 frascos de loló, 34 buchas de maconha, 14 skank’s e 11 haxixes. Ninguém foi preso.

Os materiais foram encaminhados para a 134ª DP/ Centro, onde o caso foi registrado.

Protocolo internacional usado por peritos ajudou a identificar 99% das vítimas no RS

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LUANY GALDEANO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS0 – Enchentes no Rio Grande do Sul, rompimento da barragem de Brumadinho (MG) e queda do voo da Air France. Eventos com número elevado de mortes exigem trabalho intenso dos servidores que identificam corpos para dar um desfecho aos familiares de quem perdeu a vida. Para isso, eles adotam um protocolo que ajuda peritos a identificar 99% das vítimas.

 

Em desastres, dezenas de cadáveres chegam ao mesmo tempo ao necrotério, desafiando a capacidade dos servidores de atenderem a todos. Somado a isso, não há espaço suficiente para armazenar os corpos, sobretudo em cidades menores.

Nesses casos, a perícia adota o protocolo DVI, sigla em inglês para Identificação de Vítimas de Desastres. O procedimento é diferente de uma investigação de homicídio, em que o objetivo do legista é identificar a causa da morte. No desastre, a prioridade é descobrir quem é a vítima.
Esta é a segunda reportagem da série Não Identificado, de Vida Pública, uma parceria entre a Folha e o Instituto República.org, que mostra o trabalho de peritos.

O protocolo estabelece um planejamento prévio que ajuda os peritos a não perderem tempo para se organizarem quando o desastre ocorre. Cada servidor já sabe sua função, desde o médico legista -que examina o cadáver- até o assistente social –que avisa os familiares das vítimas identificadas.
Em todo o país, os protocolos seguem uma mesma linha de trabalho, baseada em guia da Interpol.

Quando os corpos ainda têm mãos, os peritos tentam identificar a impressão digital, cujas informações estão cadastradas em bancos da polícia. Mesmo nos carbonizados é possível coletar as digitais: quando uma pessoa morre queimada, ela costuma fechar a mão, preservando as impressões.
Também é possível descobrir quem é a vítima pela arcada dentária, quando há exames odontológicos prévios.

Se nada disso for possível, os peritos comparam o DNA do cadáver com o de familiares que indicaram seu desaparecimento. É a última alternativa, pois tem um custo elevado.

No Rio Grande do Sul, a adesão ao protocolo ajudou a perícia a reconhecer 99% dos mortos nas enchentes deste ano. Lá, cinco servidores atuaram ao mesmo tempo para identificar cada corpo, coletando material genético, impressão digital e analisando a arcada dentária.

“Precisamos seguir o protocolo principalmente devido ao grande volume de vítimas. Os profissionais trabalharam simultaneamente no corpo para não perdermos tempo”, diz Rosane Baldasso, perita criminal e coordenadora da comissão permanente de atendimento a desastres em massa no Instituto-Geral de Perícias do estado.

Mesmo nos piores dias de chuva, os gaúchos não deixaram de ir ao IML em busca de respostas sobre seus entes desaparecidos.
Ao chegar ao instituto, eles respondiam a perguntas sobre características da possível vítima que ajudassem a identificá-la, como uso de próteses, aparelhos ou tatuagens. Nessa ocasião, também era coletado material genético dos familiares para exames de DNA.

Em princípio, os peritos esperavam receber 500 corpos, já que o número de desaparecidos era alto. Foi montado um IML de campanha em um ginásio para atender a todos, com contêineres para armazenar os cadáveres, algo também previsto em protocolos de DVI.

O número de mortos foi menor que o esperado. Até agora, 182 foram encontrados e 29 continuam desaparecidos, segundo o governo gaúcho.
Outra tragédia climática com elevado número de vítimas foi a da região serrana do Rio de Janeiro, em 2011. Na época, o protocolo do DVI ainda estava sendo criado no estado, o que atrasou a identificação dos corpos. Foram mais de 900 mortos pelo temporal.

Depois disso, a polícia do Rio adotou o protocolo de forma mais ampla, hoje ensinado na formação de novos oficiais. Nas chuvas que afetaram a mesma região em 2022, 98% das vítimas foram identificadas.

“Os poucos não identificados foram por ausência de condições do material humano”, conta Maura Cristina é papiloscopista da polícia do estado e estava no IML de Petrópolis nas chuvas de 2011. “Hoje, os profissionais já entendem as fases e sabem como trabalhar dentro de cada uma, o que facilita a resposta.”

Em Brumadinho, a força da lama que invadiu o entorno da barragem fragmentou os corpos, o que desafiou o trabalho dos peritos. Por isso, houve vítimas que precisaram ser identificadas mais de uma vez.
Na ocasião, os corpos ficaram armazenados em caminhões frigoríficos. Também foram criadas estações de trabalho para que passassem por todas as etapas de identificação.

Se o cadáver não tivesse mãos, era higienizado e passava por outros exames, como o de DNA e odontológico, segundo a papiloscopista Natalia Silva, do IML de Belo Horizonte.

Para Natalia, que passou meses trabalhando em Brumadinho, uma das partes mais difíceis foi lidar com a comoção social. Na época, parentes das vítimas aguardavam na porta do IML, procurando informações sobre os desaparecidos.

“No início, não tínhamos noção do tamanho do acidente. No fim, foi um trabalho que durou meses, porque os corpos levaram muito tempo para serem encontrados”, diz. “Eu tentava trabalhar e não pensar em nada, mas só consegui descansar depois que acabou.”

No desastre da Air France, em 2009, os peritos da Polícia Federal se deslocaram a Fernando de Noronha (PE), onde foi feito um IML de campanha para receber e armazenar o volume elevado de corpos. Ao todo, foram 228 mortos.

Marco Antonio de Souza é papiloscopista da Polícia Federal. Além do desastre da Air France, trabalhou em casos como Brumadinho e na identificação de Dom Phillips e Bruno Pereira, Teori Zavascki e Eduardo Campos.
O papiloscopista diz que, na época do acidente no voo Rio-Paris, o protocolo também ainda não estava bem estabelecido na PF. “Não sabíamos exatamente quantas vítimas seriam encontradas e estávamos com medo de não conseguir capacidade de processamento”, diz.

A lista de passageiros reduziu o campo de busca, mas não foi o suficiente. Apenas 58 eram brasileiros e tinham dados cadastrados em bancos nacionais. Para os estrangeiros, a Interpol teve que buscar material genético e impressão digital nas casas das vítimas, que ajudaram a identificar os demais.
O acidente, além de grandes eventos que ocorreram no Brasil a partir de 2009, fez a PF melhorar e ampliar a adoção do protocolo.

 

Kevin Spacey tem casa leiloada por R$ 18 milhões em execução judicial

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ANAHI MARTINHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Envolvido em escândalos sexuais e endividado, Kevin Spacey perdeu sua luxuosa mansão em Baltimore, no estado americano de Maryland.

 

O imóvel foi leiloado no tribunal de Baltimore na última quinta-feira (25), por execução hipotecária. Um empresário do ramo imobiliário arrematou a propriedade por US$ 3,24 milhões (cerca de R$ 18 milhões).

Segundo o jornal local Baltimore Banner, uma multidão de curiosos foi ao tribunal assistir ao leilão, que durou apenas 15 minutos. A imprensa local afirma que a casa vale quase o dobro do valor que alcançou no leilão.

A mansão que pertencia ao ator fica em um píer flutuante acima do rio Patapsco e foi anunciada como “a casa mais extraordinária de Baltimore”. O imóvel tem seis quartos, sete banheiros, elevador, sauna, home theater e garagem para quatro carros.

Acusações e absolvição
Kevin Spacey, hoje com 65 anos, foi acusado de assédio sexual pela primeira vez em 2017, pelo ator Anthony Rapp. Na ocasião, ele assumiu sua homossexualidade, mas negou as acusações. Nos anos seguintes, o astro de “House of Cards” (Netflix) foi denunciado por agressões sexuais por vários outros homens.

Em 2022, ele foi inocentado de parte das acusações em um tribunal civil de Nova York e, em julho de 2023, foi absolvido de nove acusações em uma corte de Londres.

Mesmo inocentado, o astro nunca mais fez nenhum trabalho na TV nem no cinema. Seu último filme foi “Billionaire Boys Club”, lançado em 2018. Com a interrupção abrupta de sua carreira, ficou inadimplente e acabou tendo seu imóvel executado para quitar dívidas com o governo.

Kevin Spacey tem dois Oscars, um de melhor ator por “Beleza Americana” (1996) e um de ator coadjuvante por “Os Suspeitos” (1995), além de um Globo de Ouro de melhor ator por “House of Cards” (2014).

Snoop Dogg faz sucesso como comentarista na cobertura das Olimpíadas de canal americano

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MARIA PAULA GIACOMELLI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cobertura das Olimpíadas de Paris em uma emissora americana conta com a participação de Snoop Dogg. O rapper comenta, ao lado de jornalistas esportivos da NBC, as competições esportivas. Ao longo das duas semanas dos Jogos, ele também vai entrevistar atletas e familiares.

 

Ele já está na cidade desde a última semana e carregou a tocha olímpica pelos subúrbios da capital francesa. Calvin Broadus, Jr., nome verdadeiro do cantor, é um investimento do canal para atrair um público jovem para a audiência em seu serviço de streaming e com esquetes divertidas nas redes sociais.

A mudança de ares pode ser estranha aos olhos do espectador, mas a lenda do hip hop já tem uma estratégia. “Minha preparação para o horário nobre é ser eu. Pesquise sobre mim no Google. Já participei de eventos esportivos. Conheço o esporte e as conversas”, disse à revista americana Variety.

A escalação de Snoop para o evento aconteceu há meses, e ele foi para Paris cerca de dez dias antes do início para entrar no clima da competição.
“Tenho entrado nas instalações de treinamento de diferentes equipes, judô, levantamento de peso, basquete, esgrima. Sou um daqueles indivíduos que gosta de se envolver. Converso com os esportistas para conhecer a história de cada um.”

A mudança de ambiente do artista, conhecido pela imagem leve e engraçada (e como defensor do uso de maconha no país), pode parecer recente aos olhos de quem o acompanha há anos. Mas não é nova.

O envolvimento de Dogg com esportes já ocorre há alguns anos. Um de seus filhos jogou futebol americano na universidade e, em 2021, o rapper comentou os Jogos de Tóquio em um programa ao lado do comediante Kevin Hart. Este ano, ele passou a patrocinar um time de futebol do estado americano do Arizona.

A NBC afirma que a decisão de chamá-lo foi estrategicamente pensada. O presidente da NBC Esportes, Rick Cordella, disse que o canal quer inovar e corresponder ao universo da mídia atual.

“Celebridades não teriam feito parte da cobertura das Olimpíadas do canal no passado. Agora são um dos elementos fundamentais”, falou em entrevista à Variety.

Em um vídeo publicado no TikTok oficial da emissora, o autor de “Drop It Like It’s Hot comenta uma prova de obstáculos de maneira divertida. Na publicação, não faltou aprovação.

“Olimpíadas com o Snoop são minha nova experiência favorita”, escreveu o perfil de Lauren Edelstein. “Ele é o melhor comentarista”, opinou Ashley.

Revelada a causa de morte de Sinéad O’Connor; um ano após óbito

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A cantora irlandesa Sinéad O’Connor foi encontrada “sem reação” na sua casa, em Londres, Inglaterra, a 26 de julho de 2023. Um ano depois, foi revelada a causa da morte da artista, que tinha 56 anos.

 

Segundo o Irish Independent, que teve acesso à certidão de óbito, Sinéad O’Connor morreu de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e asma. 

A morte foi formalmente registrada pelo seu ex-marido, John Reynolds, na última quarta-feira (24), em Lambeth, Londres. Na certidão de óbito, a causa da morte foi registrada como “exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica e asma brônquica, juntamente com infeção de baixo grau do trato respiratório inferior”.

Na época da morte, a Polícia Metropolitana de Londres confirmou que foi acionada para uma ocorrência relacionada “com uma mulher sem reação” encontrada numa habitação. “Uma mulher de 56 anos foi declarada morta no local”, afirmou a autoridade em comunicado, acrescentando que a morte “não estava sendo tratada como suspeita”.

Já em janeiro, um porta-voz tinha apontado que “O’Connor morreu de causas naturais”.

Sinéad O’Connor morreu 18 meses após o filho, de 17 anos, ter colocado fim à própria vida. As últimas publicações da cantora nas redes sociais falavam sobre a morte de Shane Lunny, onde afirmava que “estava perdida” sem ele.

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Entenda por que Ivete Sangalo deixou o The Masked Singer Brasil

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cantora Ivete Sangalo não deve apresentar a próxima temporada do reality show The Masked Singer Brasil, na Globo, porque afirmou ter dificuldades em conciliar o trabalho na TV com outras responsabilidades.

 

“A televisão é uma parte essencial da minha vida. Não consigo imaginar minha vida sem a comunicação e a interação com as pessoas e o público. No entanto, realmente estava ficando difícil conciliar tudo,” disse ela, em entrevista à revista Quem.

Mas Ivete diz que pretende voltar à televisão, em um momento em que “essa dinâmica esteja mais bem estruturada”. “A televisão é uma parte essencial da minha vida. Não consigo imaginar minha vida sem a comunicação e a interação com as pessoas e o público”, disse.

Quem assume o lugar da cantora no reality é a apresentadora Eliana, recém-contratada pela Globo. Em uma postagem nas redes sociais, Ivete disse que “esse momento é merecido”.

Rayssa Leal chora, ri e vai à final do skate street de maneira dramática

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MARCOS GUEDES
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Tida como uma das grandes esperanças de medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, Rayssa Leal teve uma classificação dramática à final do skate street. A maranhense de 16 anos passou por dificuldades no início de suas apresentações, na tarde francesa de domingo (28), mas se recuperou em grande estilo e, por pouco, obteve a pontuação necessária para avançar, com a sétima das oito vagas.

 

Os problemas ocorreram na parte da disputa em que as atletas têm duas voltas de 45 segundos, com liberdade para executar sua performance pela pista. Vale a maior das duas notas, mas a adolescente caiu em ambas as tentativas e, embora tenha executado boas manobras, teve apenas uma pontuação mediana de 59,88.

“Acho que poderia ter sido melhor. Eu errei bastante. Todos os dias dei o meu melhor nos treinamentos, mas era muita gente, muito barulho, e eu me deixei levar”, afirmou. “Eu estava um pouco emocionada porque isso normalmente não acontece, eu errar as duas voltas, ainda mais em uma manobra simples, que é o flip. Deixei o nervosismo me levar.”

Após as quedas, ela pegou seu skate chorando e buscou conforto nos braços dos pais e irmãos, ao lado da área de competição. Em seguida, recuperou a concentração e foi muito bem na fase seguinte da disputa, com cinco tentativas de manobra única, com pontuação válida nas duas maiores.

Nesse momento, o desempenho foi excepcional. Rayssa chegou a descartar um 85,87, pois conseguiu um 88,87 e um 92,68, a maior nota da história do skate street nos Jogos Olímpicos. Essa pontuação a deixou na quinta colocação, mas ainda faltava uma bateria, com cinco atletas, que definiria o ranking final e as oito classificadas.

Restava à brasileira torcer, e a torcida foi bem-sucedida. As japonesas Liz Akama e Funa Nakayama a ultrapassaram, mas as norte-americanas Poe Pinson e Mariah Duran e a tailandesa Vareeraya Sukasem ficaram atrás. A maranhense, aliviada, avançou à decisão com a sétima colocação geral.

As brasileiras Pamela Rosa e Gabi Mazetto também participaram na etapa classificatória, mas não conseguiram pontuar para ficar entre as classificadas e encerram a participação no skate street. A decisão acontece também neste domingo no Parque Urbano Concorde, como foi rebatizada a histórica place de la Concorde no período olímpico.

Nas Olimpíadas, o skate é divido em dois tipos de modalidade: park e street. O park tem a pista em formato de uma grande piscina, com rampas e lombadas. O objetivo dos atletas é fazer o maior número de acrobacias. As provas acontecem nos dias 6 e 7 de agosto.

Já no street, a pista traz elementos das ruas, como corrimões, trilhos e degraus, e a forma de competição é diferente. Cada skatista tem direito a duas voltas de 45 segundos na pista, sendo permitido fazer quantas manobras quiser, e cinco tentativas para manobras únicas com maior grau de dificuldade.

Russell suporta pressão de Hamilton e vence o GP da Bélgica de Fórmula 1; Verstappen é o 5º

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Com uma estratégia diferente das demais equipes e com apenas uma parada nos boxes, o inglês George Russell conquistou o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1, neste domingo, no tradicional Circuito de Spa-Francorchamps, ao suportar a pressão do compatriota Lewis Hamilton, em dia de dobradinha da Mercedes.

O australiano Oscar Piastri completou o pódio em terceiro, seguido pelo monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull, e pelo inglês Lando Norris, da McLaren. O mexicano Sergio Pérez viu a pressão aumentar ainda mais na equipe austríaca ao terminar apenas em oitavo, atrás também do espanhol Carlos Sainz Jr, da Ferrari.

Neste domingo, a Mercedes conquistou a sua dobradinha de número 60 na história. A última havia sido no GP de São Paulo de 2022. Na ocasião, a corrida também foi vencida por Russell.

A corrida deste domingo começou com uma largada emocionante. Leclerc se aproveitou de uma disputa entre Hamilton e Pérez para se manter na primeira posição. Saindo da 11ª posição por causa de uma punição por ter trocado a unidade de potência, Verstappen ultrapassou Esteban Ocon e Alexander Albon logo na primeira volta.

A sensação, no entanto, era Hamilton, que não deu a menor chance para Leclerc e passou pelo piloto da Ferrari na terceira volta. Já Norris não foi tão ousado e se complicou na primeira parada. Ele tentou esticar, em mais uma estratégia inesperada da McLaren e acabou voltando atrás de Verstappen.

Após a segunda parada, Hamilton perdeu posição para seu companheiro de equipe, Russell, que foi aos boxes apenas uma vez. Um pouco mais atrás, Piastri e Leclerc travaram uma bela batalha, com o piloto da McLaren sendo mais veloz e assumindo o terceiro lugar.

Enquanto isso, Verstappen continuou segurando Norris e impedindo que o seu principal rival na briga pelo título pudesse disputar posições mais à frente. Já Pérez seguiu decepcionando e sofrendo pressão de Sainz pela sétima posição. O espanhol fez a ultrapassagem na 39ª volta.

No fim, Hamilton foi com tudo para cima de Russell, mas o seu companheiro de equipe da Mercedes suportou a pressão para vencer o GP da Bélgica. Verstappen também conseguiu segurar Norris e fechou em 5º.

A Fórmula 1 entra em recesso de verão europeu a partir de agora e retorna apenas no dia 25 de agosto para o GP da Holanda, no circuito de Zandvoort.

Confira o resultado final do GP da Bélgica de Fórmula 1:

1º – George Russell (ING/Mercedes), em 1h19min57s040

2º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 0s526

3º – Oscar Piastri (AUS/McLaren), a 1s173

4º – Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 8s549

5º – Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 9s226

6º – Lando Norris (ING/McLaren), a 9s850

7º – Carlos Sainz Jr. (ESP/Ferrari), a 19s795

8º – Sergio Pérez (MEX/Red Bull), a 43s195

9º – Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), a 49s963

10º – Esteban Ocon (FRA/Alpine), a 52s552

11º – Daniel Ricciardo (AUS/RB), a 54s926

12º – Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a 1min03s011

13º – Alexander Albon (TAI/Williams), a 1min 03s651

14º – Pierre Gasly (FRA/Alpine), a 1min04s365

15º – Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 1min06s631

16º – Valtteri Bottas (FIN/Kick Sauber), a 1min10min638

17º – Yuki Tsunoda (JAP/RB), a 1min16s737

18º – Logan Sargeant (EUA/Williams), a 1min26s057

19º – Nico Hülkenberg (ALE/Haas), a 1min28s833

Não completou a prova:

Guanyu Zhou (CHN/Kick Sauber)

Putin ameaça retomar produção de mísseis nucleares de alcance intermédio

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“Se os Estados Unidos implementarem esses planos, nos consideraremos livres da moratória unilateral anteriormente adotada sobre a implementação de capacidades de ataque de médio e curto alcance”, disse Putin durante um discurso em um desfile naval em São Petersburgo.

 

Este tipo de armamento, com um alcance de 500 e 5.500 quilômetros (Km), já foi objeto de um tratado de limitação entre Washington e Moscou, o tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (na sigla em inglês, INF), assinado na época da antiga União Soviética.

A Rússia e os Estados Unidos retiraram-se deste tratado em 2019, com ambos acusando-se mutuamente de não respeitar as suas disposições.

Moscou tinha, no entanto, anunciado que não iria reiniciar a produção deste tipo de mísseis enquanto os Estados Unidos não os implantassem no estrangeiro.

No entanto, Washington e Berlim anunciaram em julho a intenção de “iniciar implantações de armas de fogo de longo alcance” na Alemanha em 2026.

“Importantes locais russos da administração estatal e do exército estarão ao alcance destes mísseis (…). O tempo de voo destes mísseis, que poderão no futuro ser equipados com ogivas nucleares, até aos nossos territórios será de cerca de 10 minutos”, explicou Putin.

“Esta situação faz lembrar os acontecimentos da Guerra Fria ligados à implantação de mísseis Pershing americanos de médio alcance na Europa”, continuou Putin.

O Kremlin já tinha avisado em meados de julho que as capitais europeias se tornariam alvos legítimos para a Rússia no caso da implantação de mísseis americanos no continente.

Putin discursava no desfile anual da frota russa em São Petersburgo, que este ano incluiu também navios chineses, indianos e argelinos.

Leia Também: ‘Vou respeitar o resultado oficial’, diz Maduro sobre eleições na Venezuela

Filha compartilha clique raro de Bruce Willis; ator sofre de demência

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Bruce Willis apareceu em uma foto rara ao lado do genro, Justin Acee.

 

A imagem foi compartilhada por Tallulah Willis, filha do ator com Demi Moore. “Essa foto é como um raio de sol em um dia chuvoso para mim”, escreveu ela.

Seguidores elogiaram a aparência de Bruce. “Ele está muito bem. Obrigada por compartilhar”, escreveu uma fã.

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Rebeca Andrade estreia em Paris-2024 com salto de 1080º inédito, que pode ser histórico

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A ginasta brasileira Rebeca Andrade se prepara para fazer história na Olimpíada de Paris-2024. Principal rival da americana Simone Biles, a atleta do Flamengo planeja realizar um salto que jamais foi efetuado em competições oficiais da ginástica artística. O Yurchenko com tripla pirueta, conhecido pela sigla YTT, é uma manobra complexa e de dificuldade elevada.

Saltos da família Yurchenko são prática comum na categoria, mas a variação com três piruetas jamais foi realizada. “A manobra está sendo tão comentada porque não existe no feminino. Sempre que alguém inventa um novo elemento na ginástica, há um burburinho muito grande”, afirma Ângelo Sabino, treinador de ginástica artística no Flamengo. Competidores, técnicos e fãs da modalidade sonhavam com o dia em que alguém toparia o desafio. Rebeca Andrade está disposta a tentar.

“Quanto mais rotações um mortal tem, mais difícil ele é. No caso desse Yurchenko, são três rotações que totalizam 1080º no sentindo longitudinal”, explica Sabino. O movimento consiste em um ‘rodante’ no trampolim, um mortal para trás com impulso na mesa de salto e outro mortal para trás com três ‘twists’ antes da aterrissagem. “A grande dificuldade do salto é você conseguir altura suficiente para girar tantas vezes. Se você não completa a rotação no ar, a chance de lesão é séria”, diz o técnico.

Caso a brasileira acerte o movimento em Paris, sem falhas graves, a manobra será batizada com seu nome e passará a ser conhecida como “Andrade”. “Esse é o sonho de todo atleta. É a chance de imortalizar o seu nome na história do esporte”, diz Sabino. “Daqui a cem anos, as pessoas vão falar o seu nome sempre que alguém realizar aquele salto.”

Em 2016, na Olimpíada do Rio, a norte-coreana e campeã olímpica Hong Un-Jong tentou a mesma manobra, mas acabou caindo na aterrissagem. Com o erro, o salto não foi homologado.

Rebeca pode se juntar a outras quatro brasileiras que também batizam movimentos da ginástica: Daiane dos Santos, Lorrane Oliveira, Júlia Soares e Heine Araújo. Como o movimento nunca foi realizado, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) não tinha uma nota pré-definida. Rebeca, então, teve de inscrever a manobra e esperar por um parecer da federação.

“O comitê técnico da FIG é responsável por dar valor aos elementos. A cada 180º de rotação, o salto sobe 4 décimos de valor. Como o Yurchenko com duas piruetas e meia vale 5,6, o esperado era subir 0,4”, revelou Sabino. Após a inscrição, a FIG definiu o valor em 6,0, o que tornaria o Andrade o segundo salto mais difícil da história da ginástica artística.

QUESTÃO DE ESTRATÉGIA NA OLIMPÍADA

No começo do mês, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) publicou um vídeo em suas redes sociais sobre o treinador da seleção brasileira de ginástica artística, Francisco Porath Neto. Os espectadores mais atentos, no entanto, notaram um detalhe importante. Em uma das imagens, Rebeca aparece treinando o Yurchenko com tripla pirueta. À época, a ginasta ainda não havia registrado o salto.

Para o treinador do Flamengo, o “vazamento” da manobra antes da hora deve ter sido proposital. “É uma estratégia pré-competição. É importante lembrar que, no último Mundial, a Rebeca ganhou da Biles com uma versão mais simples desse salto”. Dessa forma, a exibição de um novo movimento antes da competição seria uma forma de mandar um recado.

O confronto entre as duas ginastas é considerado uma das principais histórias de Paris-2024. E não são os brasileiros que dizem isso. Nos Estados Unidos, Rebeca vem recebendo atenção da mídia como a garota que pode parar Biles. O canal de TV NBC, uma das maiores emissoras do país, elegeu a brasileira como a principal competidora da ginasta americana. Outras publicações também colocaram a paulista no mesmo nível de sua rival. Há, no entanto, algo que dá um ligeiro favoritismo a Biles: o salto mais difícil da história.

A americana é conhecida por realizar saltos de alta dificuldade e, para os Jogos Olímpicos de Paris, aposta no Biles II. A manobra, batizada em homenagem à própria esportista, também é da família Yurchenko e foi realizada pela primeira vez no começo de 2021. No entanto, a homologação oficial só ocorreu no Mundial de Ginástica Artística de 2023. O salto consiste em uma entrada de costas na mesa de trampolim e um duplo mortal carpado. O valor do movimento é de 6,4, o maior já registrado.

Na ginástica, as notas são definidas a partir de dois critérios: dificuldade e execução. Os saltos são classificados por nível de dificuldade e, quanto maior o valor, mais difícil o salto, mas também maior a quantidade de pontos conquistados. Na execução, julga-se a desempenho do atleta na realização dos movimentos.

Com a nota alta do Biles II, Rebeca se viu em uma situação delicada. Ambas as competidoras costumam fechar suas séries com o mesmo salto, um Cheng, com nota de partida 5,6. Dessa forma, a complexidade da manobra da americana a coloca em vantagem. Para resolver a situação, a brasileira foi para o tudo ou nada e inscreveu o novo movimento.

“É uma questão estratégica. A proposta é se aproximar do salto da Simone, o Biles II”, reflete Sabino. “Com o valor de 6,4, o máximo que a Biles pode alcançar é 16,4. Com o YTT, o máximo da Rebeca é 16. Ela chega mais próximo, mas a vantagem ainda é da Simone.”

Com a aproximação da nota, no entanto, Rebeca obriga Biles a dar o seu melhor. “Se a Simone não for perfeita, a Rebeca tem chance de ganhar”, avalia Sabino. “E mesmo se a Biles não cair, ainda há chance. Se ela fizer uma chegada ruim, se der três passos largos para trás, o ouro se torna possível”.

Durante os treinamentos na tarde da última quinta-feira, a ginasta americana cravou o Biles II duas vezes seguidas, impressionando os presentes no ginásio e mandando um claro recado para Rebeca: a disputa não será fácil.

No skate, Rayssa se recupera com ‘notão’ e torce por vaga na final em Paris

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THIAGO ARANTES E VINÍCIUS BUENO
PARIS, FRANÇA, E SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A brasileira Rayssa Leal começou mal e se recuperou, com direito a um “notão” em uma de suas manobras, nas classificatórias do skate street feminino dos Jogos Olímpicos de Paris, neste domingo (28).

 

Ela conseguiu a quinta posição geral até o fim da terceira bateria e agora aguarda a quarta e última bateria por uma vaga na decisão -Rayssa vai à final se for ultrapassada por no máximo três das cinco skatistas da última bateria. Já Gabi Mazetto e Pâmela Rosa, as outras brasileiras no skate street, ficaram de fora da disputa pelas medalhas.

Apenas as oito primeiras da classificação geral vão à final, que será realizada ainda neste domingo, às 12h (de Brasília). Cada skatista dá duas voltas de 45 segundos e mais cinco manobras. O somatório leva em conta a melhor volta e as duas melhores manobras.

Gabi Mazetto e Pâmela Rosa participaram da segunda bateria, mas não avançaram às finais. As atletas fizeram ao todo 144.35 e 205.23 pontos, respectivamente, não atingindo a pontuação mínima para conseguir a oitava posição.

Já Rayssa Leal começou mal e se recuperou. Ela não conseguiu um bom desempenho nas duas voltas, mas foi muito bem nas manobras, conseguindo a maior nota de uma manobra das classificatórias até aqui, com 92,88.
No final de sua bateria, a vice-campeã olímpica em Tóquio 2020 somou 241.43 pontos, na quinta posição geral.