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Pai das crianças mortas pelo avô na Espanha é internado e sedado

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O pai das duas crianças que foram tragicamente mortas pelo avô em Huétor Tajar, em Granada, Espanha, está atualmente hospitalizado e sedado.

As crianças, de 10 e 12 anos, já haviam perdido a mãe apenas dois meses antes.

Conforme relatado pelo Telecinco, o pai das crianças precisou ser hospitalizado imediatamente após receber a notícia da morte dos filhos. Ele está sob sedação e recebendo apoio psicológico.

Este é o segundo golpe devastador que atinge essa família em apenas dois meses, pois a mãe e a avó das crianças faleceram em um acidente de carro. “Desde esta manhã, estamos em um estado terrível… Não posso acreditar”, disse um vizinho ao mesmo veículo de comunicação.

O avô, de 72 anos, cometeu suicídio após tirar a vida dos netos. “Ele se suicidou quando a Guarda Civil entrou”, informou uma fonte do governo espanhol.

O homem barricou-se em casa por 10 horas depois de uma discussão com o genro, que saiu quando o avô pegou uma arma.

A arma era uma espingarda de caça para a qual ele tinha licença, e ele disparou dois tiros para o ar pela janela quando a Guarda Civil chegou.

Após horas de negociação com um negociador, às cinco da manhã, o homem disse que precisava preparar os netos para a escola. No entanto, como eles não saíram até as 8 horas, os agentes entraram.

Nesse momento, as crianças já estavam mortas, cada uma em um quarto da casa.

O pai das crianças havia perdido recentemente sua mãe.

Dois meses atrás, o avô dirigia o carro em que toda a família viajava e sofreram um acidente. Ele desmaiou ao volante, e sua filha e esposa faleceram. Os netos ficaram na UTI por uma semana devido a ferimentos na cabeça e vários ossos quebrados.

De acordo com o jornal El Mundo, naquele dia, o avô estava levando o filho mais velho ao conservatório, uma tarefa que normalmente cabia ao pai das crianças. No entanto, ele estava no hospital acompanhando sua mãe doente, que também faleceu algumas semanas atrás.

O pai das crianças perdeu a esposa, a mãe e os filhos em poucas semanas.

Hoje marca o primeiro dia de luto dos três dias decretados pela prefeitura.
 
 

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Cão viraliza ao roubar dentadura e exibir novo sorriso; veja as imagens

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Um cão se tornou viral na internet ao mostrar um belo sorriso para sua tutora, depois de roubar a dentadura da avó dela.

Inicialmente, Lola ficou assustada quando Mailo apareceu com o novo sorriso, mas logo percebeu o que havia acontecido. O cão roubou a dentadura da avó de Lola e andou pela casa exibindo o novo visual.

Nas imagens compartilhadas no TikTok, que rapidamente se tornaram virais, Mailo aparece abanando o rabo e depois faz um movimento com a boca para esconder os novos dentes.

Em entrevista a um site chileno, citada pelo Correio Braziliense, Lola explicou que o cão é muito querido por toda a família e os diverte com suas travessuras. Ela também garantiu que a avó riu quando viu o vídeo de Mailo exibindo sua dentadura.

“Ele tem uma personalidade excepcional. É muito fofo e engraçado”, afirmou Lola.

Veja o vídeo acima.

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Garota de programa com HIV é presa após atender centenas de homens

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Linda Inez Leccese, 30 anos, foi detida no dia 14 de maio de 2024, acusada de solicitação, após ter sido diagnosticada com HIV, vírus causador da Aids. A prisão ocorreu no Condado de Washington, em Ohio, Estados Unidos.

De acordo com o The Independent, Linda teve relações sexuais com 211 clientes de vários estados desde 1º de janeiro de 2022, data em que ela fez o teste e descobriu sua condição. A maioria desses encontros ocorreu na Market Street, na pequena cidade de Marietta. A investigação revelou que não havia garantia de sexo protegido, e pessoas possivelmente infectadas podem estar espalhadas por toda a Costa Oeste dos Estados Unidos.

Mark Warden, vice-chefe do Gabinete do Xerife do Condado de Washington, afirmou que sua equipe está contatando indivíduos locais específicos, incentivando qualquer pessoa que tenha tido relações sexuais com Linda a procurar as autoridades e ser “brutalmente honesta”.

Barbara Bradley, administradora do Departamento de Saúde de Marietta e Belpre, declarou que o Departamento de Saúde oferece um ambiente livre de julgamentos, com total confidencialidade, encorajando as pessoas a buscarem ajuda e fazerem exames.

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Promotor do TPI acusa Netanyahu de usar fome como arma em Gaza

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O promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI),  Karim A. A. Khan KC (foto), acusou nesta segunda-feira (20) o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, de usarem a fome como arma de guerra contra a população civil na Faixa de Gaza.

Khan pediu a prisão das duas lideranças israelenses e solicitou também mandados de prisão para três líderes do grupo Hamas pelas ações no 7 de outubro. Os pedidos devem ser analisados pelos juízes do tribunal internacional, com sede em Haia, nos Países Baixos.

De acordo com o comunicado, a investigação liderada pelo promotor mostrou que “Israel privou intencional e sistematicamente a população civil em todas as partes de Gaza de objetos indispensáveis à sobrevivência humana”.

Kam afirma que isso ocorreu por meio de um cerco total ao enclave palestino, fechando completamente três pontos de passagem, em Rafah, em Kerem Shalm e em Erez, a partir de 8 de outubro por longos períodos e depois, quando reabertas, impondo uma restrição arbitrária à entrada de alimentos e medicamentos por essas passagens.

“O cerco também incluiu o corte do fornecimento de água de Israel para Gaza – a principal fonte de água potável dos habitantes de Gaza – por um período prolongado com início em 9 de outubro de 2023, e o corte e impedimento do fornecimento de eletricidade desde pelo menos 8 de outubro de 2023 até hoje”, completou o promotor.

Esses atos, segundo o parecer, foram cometidos como parte de “um plano comum para usar a fome como atos de guerra” visando, entre outros fins, “punir coletivamente a população civil de Gaza, a quem eles consideravam uma ameaça para Israel”. 

O TPI foi fundado a partir do Estatuto de Roma para julgar pessoas acusadas de crimes de guerra, genocídios e crimes contra a humanidade. Em março de 2023, o tribunal pediu a prisão do presidente russo Vladimir Putin por supostos crimes cometidos na Ucrânia.

Na denúncia de hoje, o promotor do TPI acusou Netanyahu e Gallant de outros crimes de guerra, como ataques contra civis, “incluindo aqueles que faziam fila para obter comida; obstrução da prestação de ajuda por parte de agências humanitárias; e ataques e assassinatos de trabalhadores humanitários, que forçaram muitas agências a cessar ou limitar as suas operações em Gaza”.

O gabinete do promotor diz que os supostos crimes de guerra são visíveis e amplamente conhecidos, sendo confirmados por várias testemunhas entrevistas pela equipe do TPI.

“Israel, como todos os Estados, tem o direito de tomar medidas para defender a sua população. Esse direito, no entanto, não isenta Israel ou qualquer Estado da sua obrigação de cumprir o direito humanitário internacional”, completou.

O promotor do TPI, Karim A. A. Khan KC, também pediu a prisão dos líderes do Hamas Yahya Sinwar, chefe do grupo em Gaza; de Mohammed Diab Ibrahim Al-Masri, conhecido como A Deif, comandante das Brigadas Al-Qassam, a ala militar do Hamas; e Ismael Haniyeh, chefe da ala política do grupo palestino.

Eles são acusados por crimes supostamente cometidos no ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. De acordo com o comunicado do promotor, há motivos razoáveis para acreditar que os reféns retirados de Israel foram mantidos em condições desumanas.

“Alguns foram sujeitos à violência sexual, incluindo violação, enquanto eram mantidos em cativeiro. Chegamos a essa conclusão com base em registros médicos, vídeos contemporâneos e evidências documentais e entrevistas com vítimas e sobreviventes. O meu gabinete também continua a investigar denúncias de violência sexual cometidas em 7 de outubro”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com o promotor, as denúncias que apresentou foram revisadas por especialistas em direito humanitário internacional e direito penal internacional de diferentes organizações. “Esta análise de peritos independentes apoiou e reforçou os pedidos hoje apresentados pelo meu gabinete”, disse.

O promotor do TPI destacou ainda que as intimidações contra o trabalho do tribunal devem parar. “Insisto que todas as tentativas de impedir, intimidar ou influenciar indevidamente os funcionários deste tribunal devem cessar imediatamente. O meu gabinete não hesitará em agir nos termos do artigo 70º do Estatuto de Roma se tal conduta continuar”, garantiu.

Ainda de acordo com Karim A. A. Khan KC, a série de denúncias apresentadas hoje perante o TPI representa uma necessidade para provar que a corte internacional aplica a lei de forma igual para todos.

“Se não demonstrarmos a nossa vontade de aplicar a lei de forma equitativa, se esta for vista como sendo aplicada seletivamente, estaremos a criar as condições para o seu colapso”, disse o promotor.

Para ele, é agora, mais do que nunca, que a Corte deve mostrar que o direito humanitário internacional se aplica a todos. “É assim que provaremos, de forma tangível, que as vidas de todos os seres humanos têm igual valor”, concluiu.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Kartz, afirmou que a decisão do promotor do TPI é “ultrajante” e representa um ataque às vítimas do 7 de outubro e aos 128 reféns em Gaza.

“Enquanto os assassinos e violadores do Hamas cometem crimes contra a humanidade contra os nossos irmãos e irmãs, o procurador menciona ao mesmo tempo o primeiro-ministro e o ministro da Defesa de Israel ao lado dos vis monstros semelhantes aos nazis do Hamas – uma desgraça histórica que será lembrada para sempre”, disse o chanceler de Israel em uma rede social.

O representante do governo israelense prometeu criar um centro de comando para lutar contra a decisão, além de pedir para os ministros dos negócios estrangeiros dos principais países do mundo para se oporem à decisão do promotor do TPI.

Khan também prometeu pedir aos governos para que declarem que, “mesmo que sejam emitidos mandados, não pretendam aplicá-los contra os líderes israelenses”.

*Com informações da Agência Brasil

Colômbia tem inundações após rompimento de dique e fortes chuvas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Imagens divulgadas nesta segunda-feira (20) mostram o alagamento causado pelo rompimento de um dique no norte da Colômbia, no último dia 6. Cerca de 40 mil pessoas foram afetadas, incluindo agricultores, pescadores e produtores de arroz, de acordo com a mídia local. Soma-se a isto uma perda ainda não quantificada de gado e animais de criação.

Segundo o governo, quase 8.000 pessoas precisaram ser evacuadas.

A infraestrutura, que foi projetada para reduzir o fluxo do rio Cauca e prevenir inundações em terras agrícolas, rompeu após fortes chuvas no início da estação chuvosa em San Jacinto del Cauca, no departamento do norte de Bolívar.

“Apelamos ao Ministério da Agricultura para que ofereça oportunidades àqueles que perderam as suas colheitas e animais, criando alternativas de sustentabilidade para as comunidades camponesas”, solicitou Carlos Camargo Assis, defensor público geral da Colômbia.

O Ministério Público afirmou que há dois meses foram emitidos alertas para retirada de moradores na região da barragem, que não foram levados em conta pelas autoridades.

Há quase uma semana, as chuvas registradas deixaram diversos municípios em alerta. Em alguns locais, houve danos a residências e transbordamento de córregos, entre outros efeitos.

O dique tem sido criticado por ambientalistas por afetar o fluxo natural do rio Caucae pelo risco de rompimento dos muros da represa, como já havia acontecido em 2021, de acordo com a mídia local.

Quem é Mohammad Mokhber, presidente interino do Irã?

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Mohammad Mokhber, que até então era o primeiro-vice-presidente do Irã, assumirá o cargo de presidente após a morte de Ebrahim Raisi, de 63 anos, em um acidente de helicóptero no noroeste do país. Mokhber ocupará o cargo até a realização de novas eleições.

Segundo a Constituição iraniana, em caso de morte súbita do presidente, o primeiro-vice-presidente assume a função interinamente, com a aprovação do líder supremo, atualmente o aiatolá Ali Khamenei. Novas eleições presidenciais devem ser realizadas em até 50 dias.

Mokhber, nascido em 1955 em Dezful, oeste do Irã, tem 69 anos e é considerado muito próximo de Khamenei, assim como Raisi. No sistema político da República Islâmica, Khamenei é o chefe de Estado, enquanto o presidente é o chefe do governo.

Nomeado primeiro-vice-presidente após a vitória de Raisi nas eleições de 2021, Mokhber anteriormente chefiava a Execução da Ordem do Imam Khomeini (EIKO), uma organização paraestatal com participação em quase todos os setores da economia iraniana e diretamente controlada por Khamenei.

Em outubro do ano passado, Mokhber visitou Moscou com uma delegação de autoridades iranianas, incluindo altos funcionários da Guarda Revolucionária Iraniana e do Conselho Supremo de Segurança Nacional, onde concordaram em fornecer mísseis e drones ao Exército russo, conforme relatado pela agência Reuters.

Em 2010, a União Europeia (UE) sancionou Mokhber por suposto envolvimento em “atividades nucleares ou de mísseis balísticos”, mas retirou seu nome da lista dois anos depois.

Em 2013, o Departamento do Tesouro dos EUA adicionou Mokhber e 37 empresas supervisionadas por ele a uma lista de entidades sancionadas, além da Setad, um fundo de investimento ligado ao líder supremo e estabelecido por ordens do fundador da República Islâmica. Mokhber foi chefe desse fundo e ordenou a venda e administração das propriedades supostamente abandonadas após a Revolução Islâmica de 1979, destinando a maior parte dos lucros a instituições de caridade.
 

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76% das escolas estaduais já retomaram as aulas no Rio Grande do Sul

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FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após a suspensão das aulas em todas as escolas da rede estadual de ensino gaúcha desde o dia 1º de maio em razão das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, as aulas foram retomadas parcialmente. De acordo com o governo do estado, 76% (1.779) das 2.340 escolas do estado gaúcho já voltaram a receber os estudantes.

Dos 741.831 alunos da rede pública do estado, 519.462 (70%) já retornaram às salas de aula. As informações são do boletim do governo do estado disponibilizado na manhã desta segunda-feira (20).

Ainda há 561 escolas fechadas, sendo que 483 delas não têm previsão de quando devem retomar as atividades. Outros 222.332 estudantes seguem sem aulas -para 189.328, não há previsão de volta às aulas.
O impacto das enchentes no estado ainda deixa sem energia 179.226 endereços. A CEEE Equatorial afirmou que 78.826 pontos estão sem energia na sua área de concessão (4,3% dos clientes). Já a RGE divulgou que 100.400 pontos seguem sem eletricidade na sua área de atendimento (3,3%).

Já a Corsan afirmou que 23.371 clientes seguem sem abastecimento de água. O montante corresponde a 1% dos atendidos pela companhia.

As chuvas que atingiram o estado também provocam danos e alterações no tráfego nas rodovias estaduais gaúchas. Atualmente, são 81 trechos com bloqueios totais e parciais em 47 rodovias, entre estradas, pontes e balsas. As informações são do Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), abrangendo também rodovias concedidas e as administradas pela EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias).

SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS
– 157 mortes;
– 88 desaparecidos;
– 806 feridos;
– 76.188 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público);
– 581.633 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público -pode ter ido para casa de parentes, por exemplo);
– 2.339.508 pessoas afetadas no estado.

O nível do lago Guaíba, em Porto Alegre, chegou a 4,31 metros no início da manhã desta segunda-feira (20) no cais Mauá. No domingo de manhã o nível estava em 4,43 metros.

Comerciantes começaram a abrir as portas na região central da cidade após o recuo das águas. Proprietários e voluntários fazem a limpeza pesada dos estabelecimentos e contabilizam o prejuízo.

Nesta segunda, as atividades serão retomadas em 22 escolas municipais da capital do Rio Grande do Sul. Outras 16 unidades voltam a funcionar na terça (21). São escolas que não foram atingidas diretamente pelas cheias e mantêm o abastecimento de água e energia elétrica.
No momento de retomada, as escolas são orientadas a realizar atividades lúdicas e recreativas.

A inundação histórica provocada pelas recentes chuvas no Rio Grande do Sul alagou ao menos 303 mil edificações residenciais e 801 estabelecimentos de saúde em 123 cidades, indicam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da UFRGS.

 

RS: eleitor tem até quinta-feira para regularizar ou transferir título

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Os eleitores do Rio Grande do Sul têm até a próxima quinta-feira (23) para regularizar ou tirar pela primeira vez o título de eleitor a tempo de votar nas eleições municipais deste ano, marcadas para 6 de outubro com eventual segundo turno em 27 de outubro.

O cadastro do eleitorado para as eleições municipais já foi encerrado em 8 de maio no resto do país, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu autorizar mais 15 dias de prazo para os eleitores do Rio Grande do Sul, em razão da tragédia climática que atinge o estado.

Desde os últimos dias de abril, fortes chuvas, enchentes e enxurradas já deixaram 157 mortos e 88 desaparecidos. Há no momento, segundo o balanço mais recente da Defesa Civil gaúcha, 76.955 em abrigos temporários espalhados pelo estado. Ao todo, 581.633 pessoas ficaram desalojadas, contabiliza o órgão estadual.

Os atendimentos presenciais da Justiça Eleitoral foram paralisados no estado, e o TSE liberou o cadastro de biometria para a emissão do primeiro título, por exemplo. Todos os procedimentos relativos ao documento podem ser realizados na internet pela população do RS. Os serviços podem ser encontrados no portal de Autoatendimento Eleitoral.

Estão aptos a votar nas eleições deste ano todos que tenham completado 16 anos até 6 de outubro, data do primeiro turno. Segundo a Justiça Eleitoral, isso equivale a mais de 152 milhões de brasileiros. Eventual segundo turno, em cidades com mais de 200 mil habitantes, está marcado para 27 de outubro.

Encerra-se também na quinta (23), no Rio Grande do Sul, o prazo para a transferência do domicílio eleitoral, caso o eleitor tenha mudado de endereço, indo morar em outro município, por exemplo. Vale lembrar que, neste ano, devido ao caráter local das eleições, não há possibilidade de voto em trânsito.

Para mais informações sobre a situação das zonas eleitorais, acesse o atendimento via WhatsApp da Justiça Eleitoral gaúcha, que está centralizado no número (51) 2312-2015.

Neste ano, os eleitores vão votar para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. De acordo com a Constituição, o alistamento e o voto são obrigatórios a partir dos 18 anos de idade, e facultativos aos jovens de 16 e 17 anos, aos maiores de 70 anos e às pessoas analfabetas.

Para a transferência de domicílio eleitoral, é necessário comprovar vínculo com a localidade em que o eleitor pretende votar. “Os vínculos podem ser residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha da localidade”, informa a Justiça Eleitoral.

Para requerer a transferência, é necessário que o eleitor resida há pelo menos três meses no novo município e já tenha transcorrido, no mínimo, um ano da data do alistamento eleitoral ou da última transferência do título – estão isentos dessa condição os servidores civis e militares, bem como seus familiares, que tenham se mudado em função de transferência ou remoção.

*Com informações da Agência Brasil

 

Centro de Porto Alegre vira cenário de lixo e entulho após baixa da cheia

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PAULA SOPRANA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A queda de nível do lago Guaíba no final de semana secou boa parte do Centro Histórico de Porto Alegre, e agora o cenário que se revela é de muito entulho nas ruas, além de um cheiro forte de lixo.
Diversas vias da capital gaúcha estão com esquinas e fachadas dos prédios repletos de colchões, móveis, sofás e objetos destruído pela enchente.

Na rua Washington Luiz, a água ficou a 1,5 m do chão. Na manhã desta segunda-feira (20), moradores e funcionários de um bar começaram a despejar o entulho enlameado para fora.

“Tem proprietário de apartamento que já disse que não pretende mais voltar”, diz Cláudio Korkiewicz, 64, residente do quarto andar de um prédio. Como estava no alto, seu apartamento não teve danos. “Quem mora no térreo perdeu tudo, é uma tragédia total e muita culpa do nosso governo”, afirma.
Em um restaurante da mesma rua, é possível ver pela janela que todo o ambiente está sujo de lama.

Pela primeira vez em duas semanas, comerciantes do centro puderam reabrir seus estabelecimentos para ter uma ideia do abalo e iniciar a limpeza dos locais.

Três comportas ficaram abertas no domingo (19) com o objetivo de escoar a água de volta ao Guaíba, o que ajudou a secar o centro da capital gaúcha.
Ruas da Cidade Baixa, bairro boêmio da capital, também foram tomadas por lixo. Alguns caminhões da prefeitura já atuaram para recolher parte do que sobrou.

Na rodoviária, fechada há algumas semanas, a água já dá espaço para lama, que atinge o nível da calçada em algumas áreas.
Apesar da melhora, o nível do Guaíba oscila e subiu um pouco em Porto Alegre, alcançando 4,32 metros às 7h15 desta segunda-feira (20), segundo a ANA (Agência Nacional da Águas).

 

Geoparque: portal da cidade recebe sinalização turística

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O portal de chegada de São Francisco de Itabapoana (SFI), em frente a sede da prefeitura, recebeu na manhã desta segunda-feira (20) sinalização turística que informa a existência de Geoparque – Costões e Lagunas, reconhecido nacionalmente. O investimento é fruto de uma parceria com o Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf).

O secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio, Junior Junqueira, acompanhou os trabalhos junto com o superintendente de Sinalização da Fundação Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), Luciano Lucas. O órgão estadual foi responsável pela instalação.

— Esta é mais uma etapa crucial para sermos reconhecidos como Geoparque Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Este reconhecimento trará inúmeros benefícios, como a visibilidade internacional da riqueza e diversidade do município, o desenvolvimento sustentável e a valorização da cultura local — destacou Junqueira.

Para o secretário, a iniciativa possibilitará a atração de investimentos e mais turistas para a cidade. Segundo ele, também está prevista a instalação de placas em Lagoa Doce e Barra do Itabapoana, na divisa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em julho, o município receberá a visita de uma comissão da Unesco. Na oportunidade, será avaliado o potencial do patrimônio geológico e natural são franciscano. 

Queda de helicóptero expõe décadas de sanções no Irã

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IGOR GIELOW
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Apesar de as circunstâncias da queda de helicóptero que matou o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, seu chanceler e outras autoridades no domingo (19) ainda serem desconhecidas, um fator contribuinte eventual para o acidente é claro: a obsolescência do modelo em que todos voavam.

Ela reflete o impacto de décadas de sanções dos Estados Unidos e outros países à teocracia instalada em 1979, ano em que a tomada da embaixada americana pelos radicais islâmicos em Teerã e a decorrente crise com reféns levou à primeira rodada de punições comerciais ao Irã.

Por evidente, não é possível colocar na conta do estado de manutenção do Bell 212 usado por Raisi a tragédia a esta altura. Pelas informações disponíveis, se não houve alguma ação externa contra a aeronave, ela se encontrava em um local montanhoso e com baixa visibilidade -o pesadelo de qualquer piloto de helicóptero.

Mas um modelo mais moderno, com sensores mais avançados, talvez pudesse ter evitado ir de encontro ao nevoeiro e o mau tempo, além de dar ao piloto uma noção mais clara do terreno à frente.

Por que Raisi ainda voava como antigo Bell 212, contudo, segue sendo um mistério. O país tem um acordo de cooperação militar com Vladimir Putin que fornecerá, entre outras coisas, helicópteros de ataque russos -nada impediria a venda de algum modelo de transporte adaptado para serviço VIP.

Ninguém sabe ao certo qual a exata aeronave de Raisi, apenas que havia três delas no ar quando o acidente ocorreu. A única compra conhecida do modelo pelo Irã aconteceu nos anos 1970, no ocaso do regime do xá Reza Pahlevi, derrubado pela Revolução Islâmica.

Em 1973, Teerã fez um grande acordo militar com então aliados americanos, comprando helicópteros e aviões de caça F-5 e F-4. Em 1976, tornou-se o único operador fora dos EUA a voar o potente F-14, aeronave que ganhou fama com “Top Gun”, do qual comprou 80 unidades.

O corte de relações com os EUA deixou essa frota órfã de peças de reposição e manutenção, levando a décadas de canibalização. Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em 2023 havia ainda 41 F-14 em condições de uso.

O poderio foi complementado por modelos soviéticos, e a última encomenda até o negócio do ano passado com a Rússia havia ocorrido em 1990, quando o Irã comprou 35 caças MiG-29 obsoletos de Moscou.

Não é certo, contudo, que os Bell 212 sejam daquela safra do xá. Em pelo menos duas ocasiões, nos anos 1990, tentativas de vendas clandestinas de peças e mesmo aparelhos americanos por terceiros países, driblando sanções de fornecimento ao Irã, foram identificadas.

Seja como for, é provável que o Bell faça parte de um lote de dez aparelhos fornecido à Marinha iraniana. O modelo, uma versão com duas turbinas do antigo Bell 205 Huey, que fez fama na Guerra do Vietnã, é usado hoje ainda por forças policiais em outros 11 países.

Ele foi produzido de 1968 a 1998, primeiramente nos EUA e, depois, no Canadá. Tem alcance de 439 km e pode levar 14 passageiros, além do piloto. É uma aeronave robusta, honrando sua origem militar, mas básica para os padrões de aviônica atuais.

Ao longo dos anos, os iranianos buscaram formas de se adaptar às sanções, que proíbem entre outras coisas o fornecimento de tecnologia americana para o país. O acordo nuclear de 2015 deu uma pausa relativa ao arranjo, com os europeus signatários aproveitando a janela para anunciar a venda de aviões comerciais da Airbus para Teerã.

Quando Donald Trump deixou em 2018 o acordo, que visava impedir que os aiatolás desenvolvesse a bomba nuclear, o negócio engasgou, já que cerca de 10% das peças do popular modelo A320 são americanas.

De todo modo, Teerã adaptou-se como pôde, mas sempre no campo militar. Seus antigos F-5 foram transformados em um novo modelo, e a sua indústria de drones prosperou a ponto de o país ter se tornado fornecedor de aviões-robôs kamikaze para a Rússia.

Já na aviação civil, os riscos associados à manutenção feita de forma improvisada seguem no ar, como talvez o próprio Raisi tenha provado.

O caso é um conto cautelar para Putin. Apesar de ter uma indústria aeroespacial própria e capaz, há limitações de emprego civil e os parceiros chineses pularam fora de uma associação com Moscou no setor.

Centenas de aviões da Boeing e da Airbus seguem voando na Rússia, com a manutenção sendo feita quando muito em países vizinhos ou com improvisos, como a impressão 3D clandestina de peças, deixando para a sorte parte da confiança na segurança aeronáutica do país.

Sánchez diz que Milei não está à altura dos laços entre Espanha e Argentina

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta segunda-feira (20) que o presidente da Argentina, Javier Milei, não está “à altura dos laços fraternos” firmados entre os dois países.

Sánchez reiterou suas críticas a Milei e exigiu uma retratação pública após o líder argentino chamar sua esposa, Begoña Gómez, de “corrupta”. “Entre governos os afetos são livres, mas o respeito é inalienável. Tenho plena consciência de que quem falou ontem não o fez em nome do povo argentino”, declarou o premier espanhol durante discurso no Fórum Econômico CREO.

Espanha convocou embaixador argentino em Madri para que seja feita retratação. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, anunciou a convocação de Roberto S. Bosch para informá-lo sobre “a gravidade da situação” gerada pela fala de Milei e para “exigir mais uma vez um pedido público de desculpas” a Sánchez e à Gómez.

Chanceler espanhol ressaltou que o país pode romper laços diplomáticos com a Argentina se não houver retratação. No domingo (19), a Espanha convocou sua embaixadora em Buenos Aires, María Jesus Alonso Jiménez, para consultas após as declarações “extremamente graves e sem precedentes” feitas por Milei.

Presidente argentino descarta qualquer tipo de retratação a Sánchez e sua família. “Nenhum pedido de desculpas é necessário. Pelo contrário, acredito que deveria haver vários pedidos de desculpas do governo espanhol pelas coisas que disseram sobre o presidente Milei”, declarou o ministro do Interior argentino, Guillermo Francos, ao canal TN.

Durante visita à Espanha, Javier Milei criticou o premier espanhol Pedro Sánchez e chamou a esposa dele de “corrupta”. A fala gerou uma crise diplomática entre os dois países e também reações da União Europeia e políticos argentinos.

O antecessor de Milei, Alberto Fernández, disse que o atual líder argentino teve um “desequilíbrio emocional”. Fernandez ressaltou que a relação entre Argentina e Espanha sempre foi privilegiada, mas agora, após as falas do presidente argentino, vive seu “pior momento”. O peronista também pediu desculpas e prestou solidariedade a Sánchez, Gómez e sua família.

Partido defende política externa ‘madura’ e ‘responsável’. A UCR (União Cívica Radical) lembrou que, em menos de seis meses de governo, Milei já criou crises diplomáticas com Brasil, Colômbia, México, Chile, Equador e, agora, Espanha -países que sempre tiveram uma “relação fraterna” com a Argentina.

Levantamento aponta alto índice de motociclistas que avançam sinal vermelho em Campos

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Foto: Divulgação Ascom

Com a finalidade de analisar o comportamento de risco no trânsito praticado por motociclistas em Campos, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) realizou um levantamento em 19 cruzamentos da cidade. Nesses locais, um total de 3.131 motociclistas foram observados sobre suas condutas com relação ao semáforo vermelho. A pesquisa foi realizada nos meses de julho e agosto de 2023 e entre janeiro e março de 2024, principalmente na faixa horária das 8h às 9h. Os resultados mostram altos índices de motociclistas que não respeitaram a sinalização semafórica, indicando que a prática de condutas perigosas foi de elevada incidência. Na média, 14,8% dos motociclistas mostraram comportamento de risco, mas há cruzamento em que a prática chega a quase 40%.‌

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), avançar o sinal vermelho é infração gravíssima e a multa é no valor de R$ 293,47, computados 7 pontos na CNH do condutor. Dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS) informam que no Hospital Ferreira Machado (HFM), entre os meses de janeiro e março de 2024, foram realizados 840 atendimentos a vítimas de acidentes motociclísticos, 59 a mais do que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 781 atendimentos. Durante o ano de 2023, de acordo com dados do 5º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM), em Campos, foram 1.800 ocorrências atendidas, sendo que dessas, 1.210 envolveram algum tipo de acidente com moto.‌

Alguns cruzamentos chamaram atenção pelo altíssimo índice de motociclistas que assumiram alto risco de causar um acidente, como na Rua Doutor João Maria com a Rua Antônio Manoel, onde dos 67 motociclistas que deveriam respeitar o semáforo vermelho, 37,3% assumiram risco de acidente e cometeram infração gravíssima. Também na Avenida Arthur Bernardes com a Rua Doutor João Maria, durante o intervalo de 60 minutos, 30,8% dos motociclistas avançaram o sinal. O maior volume de tráfego foi na Avenida 28 de Março com a Avenida Dr. Gilberto Cardoso, onde, dos 337 motociclistas que passaram pelo cruzamento, 11,6% não respeitaram a sinalização.‌

Para a assessora de Programas Especiais do IMTT, Ana Maciel, os números impressionam e mostram o quanto o comportamento de risco que foi observado precisa mudar. “O comportamento das pessoas no trânsito é fundamental para reduzirmos os altos índices de acidentes e fatalidades. Esse tipo de levantamento nos ajuda muito na tomada de decisões quanto às intervenções relacionadas à segurança viária. Estamos em plena Campanha Maio Amarelo, cujo tema é “Paz no trânsito começa por você”. Nesse caso, o levantamento já indicou um grande alerta para os motociclistas se conscientizarem com relação ao comportamento de risco de acidentes no trânsito”, comentou Ana.

CRUZAMENTOS OBSERVADOS – QUANTIDADE DE MOTOS OBSERVADAS – % DOS MOTOCICLISTAS QUE ULTRAPASSARAM O SEMÁFORO VERMELHO

– R. DR. JOÃO MARIA & R. ANTÔNIO MANOEL – 67 – 37,3%

– AV. ARTHUR BERNARDES & R. DR. JOÃO MARIA – 117 – 30,8%

– AV. ARTHUR BERNARDES & R. SÃO LINO – 109 – 28,4%

– AV. ARTHUR BERNARDES & AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO – 101 – 25,7%

– AV. ARTHUR BERNARDES & R. VISCONDE DO ITABORAÍ – 102 – 22,5%

– AV. ARTHUR BERNARDES & AV. DR. BEDA – 85 – 20,0%

– AV. 28 DE MARÇO & AV. PRESIDENTE KENNEDY – 201 – 14,9%

– R. BARÃO DA LAGOA DOURADA & R. TENENTE CEL. CARDOSO – 107 – 12,1%

– AV. 28 DE MARÇO & AV. GILBERTO CARDOSO – 337 – 11,6%

– R. TENENTE CEL. CARDOSO & R. BARÃO DE MIRACEMA – 125 – 10,4%

– AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO & R. TENENTE CEL. CARDOSO – 181 – 9,4%

– AV. 28 DE MARÇO & R. DOS GOYTACAZES – 158 – 8,9%

– AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO & AV. 28 DE MARÇO – 207 – 8,7%

– AV. 28 DE MARÇO & R. VISCONDE DO ITABORAÍ – 211 – 8,5%

– AV. 28 DE MARÇO & AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO – 189 – 6,9%

– AV. 28 DE MARÇO & R. MARECHAL FLORIANO – 286 – 6,6%

– AV. ALBERTO TORRES & R. ÁLVARO TAMEGA – 173 – 6,4%

– R. BARÃO DE MIRACEMA & TENENTE CEL. CARDOSO – 111 – 6,3%

– AV. JOSÉ ALVES DE AZEVEDO & R. CONSELHEIRO OTAVIANO – 194 – 6,2%

Fonte: Ascom

Reconstrução do RS precisa priorizar rodovias e moradias, dizem especialistas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A reconstrução do Rio Grande do Sul exigirá planejamento e definição de prioridades por parte da gestão Eduardo Leite (PSDB). Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo destacam que, a curto e médio prazo, o governo deve centrar seus esforços na construção de moradias e na recuperação de rodovias e pontes, afetadas pela tragédia climática. A partir de então, o foco deverá ser direcionado aos equipamentos públicos de saúde e educação.

Leite anunciou, na última sexta (17), um plano de trabalho que será dividido em três etapas: emergencial/curto prazo (focado em assistência social, segurança); reconstrução/médio prazo (habitação e infraestrutura); e futuro/longo prazo (fortalecer a resiliência a eventos climáticos).

“Recuperar as redes de rodovias [regionais, estaduais e federais], assim como pontes e cabeceiras, significa a ligação entre os territórios. É um primeiro passo para recompor o sistema de circulação das pessoas e de mercadorias”, afirma Luiz Afonso dos Santos Senna, engenheiro e professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

O fechamento do Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, previsto para ser reaberto somente em setembro, piora ainda mais a logística.

De acordo com painel interativo do estado atualizado até sexta, pelo menos 139 trechos de 57 rodovias federais e estaduais estão com fluxos bloqueados. Isso ocorre quando há inundação na pista, avaria em ponte, deslizamento de encostas.

Senna estima que, a médio e longo prazo, o governo também deverá se preocupar com as estradas que ficaram alagadas por vários dias, mas voltaram a operar. “Com o tempo, começa aparecer aquelas panelas [buracos], é necessário reavaliar a sub-base, onde há compostos de areia e brita”, diz o engenheiro.

A situação dos bloqueios levou o Comando Rodoviária da Brigada Militar a disponibilizar um site indicando trajetos alternativos.

“É crucial manter as rotas desobstruídas para garantir o acesso aos serviços essenciais e facilitar o transporte de ajuda humanitária. Pedimos que evitem circular nas rodovias sem necessidade”, afirma a Brigada.

A arquiteta Clarice Misoczky de Oliveira, co-presidente da IAB-RS (Instituto de Arquitetos do Brasil) e professora da UFRGS, também afirma que a reconstrução do estado só será possível a partir da reabilitação das rodovias.

A proposta para recuperar e construir casas também deve compor o rol de prioridades. Mais de 540 mil pessoas tiveram que deixar suas casas, sendo que ao menos 77 mil estão em abrigos.

“Muitas escolas hoje servem como abrigos e devem voltar ao uso original”, diz Oliveira.

“A questão habitacional é mais dramática. Há municípios no Vale do Taquari, como Muçum e Roca Sales, que se desenvolveram em áreas de encostas. Cidades como Santa Tereza em que parte das casas estão em áreas de inundações. Precisamos construir com segurança”, prosseguiu.

O governo federal irá comprar junto ao setor privado os imóveis em áreas urbanas já concluídos ou que ficarão prontos até o final de 2025 –cerca de 5.000 unidades.

Outra medida na área de habitação, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é o Vale Reconstrução, um pagamento único de R$ 5.100 a famílias que perderam seus bens na catástrofe.

“A política habitacional no país não é tão azeitada como a de educação e saúde. Será necessário fortes investimentos para moradias em locais seguros, porque poderemos ter novas inundações”, afirma Gustavo Fernandes, professor de administração pública da FGV/EASP.

O cineasta Tadeu Jungle, que dirigiu “Rio de Lama”, documentário sobre o rompimento da barreira da Samarco que soterrou Bento Rodrigues, em Mariana (MG), afirma que, nesse processo de reconstrução, o auxílio psicológico será vital.

“Perder tudo é uma situação dificílima. Pessoas que voltaram à cidade pela primeira vez recordavam que ali tocavam músicas todos os finais de semana, as pessoas iam até a praça assistir. Outra senhora que chora vendo a escola, que era muito bonita. A casa é o teto do afeto, você perde o vizinho, o caminho do dia a dia. Nada disso mais tem”, recorda Jungle.

Além de habitação e pavimentação, a gestão Leite deverá priorizar os reparos dos equipamentos nas áreas de saúde e educação. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que 269 hospitais tiveram seus prédios danificados. Em Porto Alegre, das 134 unidades básicas de saúde, 37 foram fechadas.

Com a desativação desses locais, profissionais de saúde vêm atendendo a população em abrigos, de forma improvisada.

O arquiteto e urbanista Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), classifica o processo de reconstrução como uma oportunidade para reconstruir todo o sistema de drenagem.

“Precisamos combinar esse sistema de drenagem com outras obras como os jardins de chuva, recuperar mata-auxiliar. É a oportunidade para que as cidades se adaptem aos impactos climáticos, como o aumento na intensidade de chuvas e as ondas de calor”, diz Nakano.

Para o professor de administração pública Alvaro Martim Guedes, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), as obras nos sistema de drenagem e de contenção devem ser conduzidas concomitantemente às de restauração das casas, pavimentação, hospitais e escolas.

“Tudo indica que as inundações podem se repetir, é preciso dar ênfase na prevenção para termos garantia de toda essa recuperação. Caso contrário, é como construir castelo na areia”, diz Guedes.

 

RS: cidades do Vale do Taquari contabilizam estragos e repensam futuro

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Em apenas oito meses, três enchentes históricas arruinaram cidades inteiras da região do Vale do Taquari, que abrange dezenas de municípios na região central do Rio Grande do Sul, com forte presença da agricultura familiar e uma agroindústria até então pujante.

O cenário que se vê após a catástrofe mais recente é de o de uma zona de guerra, com pontes destruídas, casas em ruínas, entulho e lama acumulados por todos os lados, e a população abalada. A tragédia no estado começou no final de abril e as cheias dos rios afetaram praticamente todos os municípios gaúchos.

A reportagem da Agência Brasil percorreu, no domingo (19), parte do Vale onde ainda há bloqueios e restrições de acesso a cidades como Roca Sales e Arroio do Meio, que estão entre as mais devastadas. Até pouco mais de uma semana atrás, nem mesmo as rodovias importantes, que conectam a capital ao interior, como a BR-386, estavam totalmente liberadas, devido a inundações na pista.

Uma das cenas que viralizou na internet, durante os dias trágicos de cheia, mostrava justamente a ponte da rodovia federal sobre o Rio Taquari, na entrada de Lajeado, praticamente coberta pela água e o caudaloso rio transbordando pelas margens encobrindo fábricas e lojas, incluindo uma unidade da rede Havan e sua icônica réplica da estátua da Liberdade.

Duas semanas depois, as marcas da força da natureza seguem visíveis, com o parapeito de concreto da ponte repleto de galhos e os barrancos às margens do rio com árvores grandes mortas, arrancadas desde a raiz. Uma fábrica de vidros que ficava próxima à ponte, também às margens da rodovia, anunciou pelas redes sociais que mudará de endereço, após ser destruída pela correnteza do rio.

Um pouco mais ao norte de Lajeado, na rodovia que margeia o Taquari, grande parte das casas da área rural está destruída. “Essa enchente de maio foi muito acima do que já tínhamos visto no passado. Em setembro, ela esteve 2,20 metros acima da maior cheia da história, mas agora, no início do mês, ela superou em mais 2 metros a cheia de setembro. O rio subiu 24 metros acima do seu leito normal”, relata Sandro Herrmann, prefeito de Colinas, uma pequena cidade às margens do rio que dá nome ao vale. Somente nesse município, foram mais de 300 casas e 1,4 mil pessoas atingidas diretamente, quase 60% dos pouco mais de 2,5 mil habitantes.

“Essas cheias mostraram que o plano diretor existente não é suficiente e agora, com as novas cotas [de inundação], a cidade vai precisar se reformular e se reorganizar em lugares diferentes. Não é só a população ribeirinha que mora nas cotas de enchentes, mas em áreas de encostas de morros também, onde tivemos 30 famílias que sofreram com deslizamentos”, aponta.

Não muito longe dali, um outro ponto de destruição segue causando transtornos a moradores e trabalhadores da região. Levada pela correnteza do Rio Forqueta, afluente do Taquari, a ponte da rodovia estadual RS-130, entre Lajeado e Arroio do Meio, se tornou um pedaço de concreto caído na ribanceira do rio.

Desde o último dia 15 de maio, o isolamento deu lugar a uma travessia exclusiva para pedestres, montada pelo Batalhão de Engenharia do Exército.

“Eu trabalho em Arroio do Meio, mas eu atravesso aqui porque como a gente não tem mais acesso, não vem mais mercadoria [para Arroio] e daí a gente atravessa para vir pegar suplemento e voltar para lá, né?”, relata a vendedora Simone Feil.

Centenas de trabalhadores que vivem em uma cidade, mas trabalham na outra, agora precisam chegar por transporte até um dos lados do rio e atravessar a “passadeira” de pedestres – como é chamada a travessia improvisada com uma passarela de madeira sobre botes.

O fluxo de pessoas atravessando de um lado para outro é intenso. Não há números oficiais, mas em pouco menos de uma hora de presença da reportagem no local, foram centenas de pessoas. O procedimento é organizado por militares do Exército. É obrigatório atravessar com coletes salva-vidas.

Como a passarela é estreita, de “mão única”, os grupos de cada margem são liberados de forma alternada. Pessoas idosas, com mobilidade reduzida e crianças têm ainda mais dificuldade, já que a travessia exige que se desça pelo barranco íngreme escorregadio, encharcado pela chuva.

A jovem estudante Letícia Elegeda era uma das pessoas que cruzava a passarela vinda de Arroio do Meio, carregando duas malas grandes, mochila e caixa. “Eu decidi sair da cidade, tenho 20 anos, sou muito nova. E a cidade foi bem perdida, os comércios pequenos [afetados]. Os bairros baixos, que ficavam perto do rio, não existem mais”, conta sobre a cidade onde cresceu e viveu.

Letícia diz que, na enchente de setembro do ano passado, que até então tinha sido a pior da história, ela e os pais foram atingidos e se mudaram para um bairro mais alto na expectativa de ficarem protegidos, mas o rio os alcançou novamente. Foi tudo muito rápido. Letícia e os pais tiveram poucas horas para pegar roupas e alguns equipamentos de trabalho e acamparam na casa de vizinhos.

“A gente achou que não ia pegar em toda a nossa casa, mas no fim tampou e a gente foi para o para o vizinho de cima. E aí, eram umas 5h da manhã, todo mundo acordou já com água no pátio do vizinho. Daí a gente foi para outros vizinhos mais de cima, a gente estava se ilhando no próprio bairro. No dia seguinte, graças a Deus, o rio parou de subir, mas a gente estava com medo e nos abrigamos por alguns dias em uma creche em construção. Foi um pesadelo”, conta Letícia que agora vai morar na cidade vizinha de Venâncio Aires, também na região do Vale do Taquari, mas longe das inundações.

No último sábado (18), em visita ao Vale do Taquari, o governador Eduardo Leite anunciou a construção de um nova ponte entre Lejeado e Arroio do Meio, que deve custar cerca de R$ 14 milhões e levar mais de 180 dias para ser erguida. Enquanto isso, uma segunda passarela de pedestres deverá ser instalada no local para assegurar travessias simultâneas entre um lado e outro.  

 

(MATÉRIA EM AMPLIAÇÃO)

*Colaborou Gabriel Brum, repórter da Rádio Nacional.

*Com informações da Agência Brasil

 

Passageira é presa após cometer injúria racial em ônibus

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher de 78 anos foi presa por ter xingado um motorista de ônibus de macaco dentro do coletivo na noite de domingo (19), em Cariacica, na Grande Vitória.

Uma pessoa gravou um vídeo minutos depois de Alda dos Santos xingar o motorista. Ele ainda pergunta para a mulher por que foi chamado de macaco e Alda responde: “porque você é preto”.

O caso aconteceu no ônibus da linha 525, que faz o trajeto entre Vila Velha (Terminal de Vila Velha) e Cariacica (Terminal de Itacibá). No vídeo, o motorista, Deiverson Fernandes, de 34 anos, ainda insiste em fazer com que a mulher dê alguma justificativa.

“Mas por que que a senhora me chamou de macaco?”, perguntou o motorista
“Porque você é preto”, respondeu a mulher.
“E isso te dá o direito da senhora me chamar de macaco?”, questionou o motorista.
“Ué”, terminou a mulher.

De acordo com o motorista, os xingamentos começaram quando o coletivo parou no Terminal do Ibes, ainda em Vila Velha, por volta de 20h30.

“Quando eu fui fazer um desembarque no Terminal do Ibes, naquele tumulto de gente subindo e descendo, ela estava na frente do ônibus e acordou assustada e começou a me xingar. Ela falava que minha mãe estava na zona, que eu era bandido foragido da polícia, que ela conhece gente da minha laia. Até que em determinado ponto ela falou que não gostava de preto e me chamou de macaco. Não é o fato dela ser idosa que dá o direito dela ir contra a minha honra. Eu respeito ela assim como ela deve me respeitar no meu ambiente de trabalho”, contou o motorista.

Ainda segundo o relato do motorista, a mulher continuou com os xingamentos racistas durante todo percurso até o destino final do ônibus, em Itacibá, Cariacica. O motorista deixou os passageiros no local e a mulher tentou descer, mas foi impedida outros passageiros.

Fonte: G1

Novo boletim da dengue e chikungunya mantém estabilidade nos casos em Campos

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Secretaria de Saúde/Foto: Divulgação Ascom

Dados acumulados entre a 1ª e 20ª Semana Epidemiológica de 2024, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta segunda-feira (20), somam 12.722 notificações para dengue e 606 para chikungunya. Deste total, dois óbitos em decorrência das arboviroses foram registrados de fevereiro.

O cenário é de estabilidade, assim como na semana anterior, tendo a pasta iniciado hoje inscrição para Processo Seletivo Simplificado que prevê a contratação temporária de 141 Agentes de Combate à Endemias (ACE), que irão integrar e fortalecer as ações preventivas e de combate ao vetor.

“O objetivo é aumentar o contingente dos agentes para que possamos dar continuidade ao trabalho de prevenção em relação às arboviroses, principalmente dengue e chikungunya, que são transmitidas pelo mesmo mosquito Aedes aegypti. Então, isso é para potencializar as ações da saúde no que diz respeito à prevenção dessas doenças”, reforça o secretário de Saúde, Paulo Hirano.

Por meio do monitoramento das arboviroses feito pela a Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SUBVS), é possível observar que março e abril são os meses de maior pico de dengue, com 4.303 e 3.370 notificações respectivamente. Em seguida, fevereiro com 3.143 e maio com 1.043 até o momento. Já janeiro registrou 863.

Já a chikungunya, o pico foi abril com 266 notificações, seguida de março com 154 e maio com 72. Em fevereiro foram 67 e em janeiro 47. Não há registro de zika.

Também foram contabilizados dois óbitos, sendo um paciente de 64 anos vítima de complicações em decorrência da dengue e outro de 72 anos por chikungunya. Ambos ocorreram em fevereiro.

Na última terça-feira (14), o Ministério da Saúde divulgou que os dados epidemiológicos sinalizam para um cenário positivo no enfrentamento da dengue no país, com 24 estados e o Distrito Federal registrando queda na incidência da doença e dois seguem em cenário de estabilidade.

O estado do Rio de Janeiro está entre os que estão em tendência de queda, assim como Acre; Alagoas; Amazonas; Amapá; Bahia; Ceará; Distrito Federal; Espírito Santo; Goiás; Minas Gerais; Mato Grosso do Sul; Pará; Paraíba; Pernambuco; Piauí; Paraná; Rio Grande do Norte; Rondônia; Roraima; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; Sergipe; São Paulo e Tocantins. Apenas Maranhão e Mato Grosso apresentam estabilidade.

A SUBVS segue monitorando os dados constantemente no município e a expectativa é de que comece a registrar essa tendência de queda. O município continua em epidemia por dengue, conforme Decreto Municipal nº 36, de 1º de março de 2024.

Fonte: Ascom

Zagueiro de 19 anos morre vítima de infarto antes de jogo

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Foto: Reprodução

Afonso Rossa, de 19 anos, morreu na tarde de sábado (18), após sofrer um infarto antes da partida entre Água de Marabá, clube que defendia, e Carajás, pela Copa Pará sub-20.

Afonso passou mal logo após o almoço e sofreu uma parada cardíaca já no estádio Rosenão, em Paraupebas, onde seria a partida. O jogo foi adiado. Imediatamente, Alemão -como era chamado- foi socorrido por uma ambulância, encaminhado a um hospital, mas não resistiu.

Natural de Porto Alegre, o jogador teve passagens por Jaú, Aimoré e São José, todos no Rio Grande do Sul.

A Federação Paraense de Futebol, o Águia de Marabá, e os demais clubes que ele defendeu emitiram notas de pesar.

O Águia de Marabá perde não só um jogador talentoso, mas também um jovem cheio de sonhos e potencial, cuja paixão pelo futebol inspirava a todos ao seu redor. A ausência de Afonso será sentida por todos os seus colegas de equipe, treinadores, amigos e familiares, que agora enfrentam um momento de imensa dor e luto.

Municípios onde Bolsonaro teve mais votos tiveram mais mortes na pandemia de Covid

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Bolsonaro / Foto: Divulgação
Bolsonaro / Foto: Divulgação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Municípios onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve mais votos nas eleições presidenciais de 2018 e 2022 tiveram mais mortes durante os picos da pandemia de Covid-19 no Brasil, mostrou estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública nesta segunda-feira (20).

A pesquisa analisou a relação entre o excesso de mortalidade registrado em 2020 e 2021 e o percentual de votos obtido por Bolsonaro no primeiro turno daqueles pleitos.

Na crise sanitária, o então presidente contrariou as recomendações de autoridades de saúde e se opôs a medidas de isolamento social e uso de máscaras.

O trabalho identificou que cada aumento de 1% nos votos municipais para o presidenciável em 2018 e 2022 esteve associado a uma alta de 0,48% a 0,64%, respectivamente, no excesso de mortes dos municípios durante os picos da pandemia.

“Houve uma fidelidade enorme no eleitorado. Um núcleo de eleitores continuou a votar nele. A expectativa era que ele seria penalizado eleitoralmente, que a rejeição aumentasse. Isso não ocorreu”, explica Everton Lima, docente e pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Lima, um dos autores do estudo, disse que a pesquisa mostra uma associação entre um maior excesso de mortes e mais votos em Bolsonaro, não uma relação de causa e efeito.

Segundo o pesquisador, não é possível dizer que as pessoas que se opunham ao uso de máscaras e ao isolamento social votaram no ex-presidente porque ele empunhava essas bandeiras.

Tampouco concluir que elas se identificavam com Bolsonaro e, por isso, adotaram esses comportamentos.

A descrença nos impactos da pandemia, a resistência ao uso de máscaras e a demora na implementação de uma campanha de imunização podem explicar essa associação, apontou o trabalho.

Mesmo assim, os dados podem refletir, por exemplo, medidas de saúde inadequadas implementadas por governos municipais onde Bolsonaro obteve mais votos.

O estudo teve colaboração ainda de Lilia da Costa, da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Rafael Souza, Cleiton Rocha e Maria Ichihara, todos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Os autores utilizaram os resultados do primeiro turno das eleições para capturar melhor o voto ideológico. O excesso de mortalidade compara a média mensal de mortes entre 2015 e 2019 com o número de mortes durante os picos da pandemia. O que superar é o excesso.

Assim, nem todas as mortes consideradas se deveram a complicações da Covid. Parte delas, sim, mas outras doenças também entram no cálculo.

Lima afirmou que “muita gente não tinha acesso a serviços de saúde, porque ele estava sobrecarregado. Essas pessoas morreram de outras causas”.

A medida de excesso de mortes capta uma anomalia. “É um termômetro para dizer que está acontecendo algo diferente”.

De acordo com a pesquisa, a oposição a Bolsonaro, representada pelos votos no PT, mostrou uma correlação negativa com o excesso de mortalidade nos municípios, ou seja, quanto maior o percentual de votos verificado nos candidatos petistas, menor foi o número de mortes.

Os pesquisadores ofereceram uma explicação para o fenômeno sob a ótica a partir da polarização afetiva e da política tribal.

O primeiro conceito está relacionado um ambiente político no qual eleitores apoiam quem defende as pautas étnicas, religiosas e específicas dos grupos deles.

O segundo está associado a uma tendência de eles adotarem posições que os diferenciem politicamente, contrárias às da classe política adversária.

“Há uma fidelidade até certo ponto cega”, diz Lima. “Estamos polarizados em um nível político que é o nós contra eles. Você acaba sendo alimentado por informações de dentro do seu grupo. Não conversa com o outro lado.”

Em 2018, Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno e foi eleito presidente da República. Quando disputou a reeleição, quatro anos depois, Bolsonaro perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

LIRAa: índice de infestação do Aedes Aegypti diminui, mas ainda requer atenção

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Foto: Vadinho Ferreira / Divulgação Prefeitura de Campos

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) concluiu, na última sexta-feira (17), o segundo Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) de 2024, cuja pesquisa de campo aconteceu entre os dias 6 a 10 deste mês. O resultado de 3.4% é comemorado pela instituição, no entanto o município segue em estado de alerta.

O resultado segue acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%, mas já diminuiu bastante em relação ao último Índice de Infestação Predial (IIP) para Aedes aegypti, que ficou em 4.9%. Entretanto, os dados demonstram que a situação ainda requer atenção e manutenção das medidas preventivas.

“Trabalhamos para baixar esse índice e conseguimos, mas ainda não é o preconizado. Por isso, peço mais uma vez à população que nos ajude com os depósitos inservíveis e os demais depósitos domésticos. Os dados continuam apontando que cerca de 80% dos focos encontrados estavam dentro da casa dos moradores. Contamos com a ajuda da população para baixar ainda mais esse índice em um próximo levantamento”, destacou o coordenador do Programa Municipal de Controle de Vetores (PMCV), Claudemir Barcelos.

O LIRAa é o mapeamento rápido dos índices de infestação para Aedes aegypti que identifica os criadouros predominantes e a situação de infestação do município.

No total de 19 extratos, apenas três tiveram índice satisfatório de 1%, todos na região de Guarus. Nove extratos mostraram que alguns bairros precisam manter o alerta, e sete estão em situação de risco, com mais de 4%, sendo uma parte de Guarus e as regiões do Centro até Ponta da Lama.

Como frisou Claudemir Barcelos, a maioria dos focos foram encontrados em criadouros móveis, como potes de água para animais, pratos de plantas e também em depósitos inservíveis.