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Casal com tumor cerebral morre com apenas 7 semanas de diferença

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Steve Morrissey, de 50 anos, e a mulher, Ali Slaymaker, de 49, morreram com sete semanas de diferença, vítimas de um tumor cerebral. 

Após a morte de Ali, em 24 de agosto de 2023, o marido e a filha mudaram-se de Bury St Edmunds, Suffolk, para Cullompton, Devon, Inglaterra, para ficarem perto da sua família. 

No entanto, em 2022, numa trágica reviravolta, após sofrer uma convulsão inesperada, Steve foi diagnosticado com glioblastoma, o tipo de tumor cerebral de crescimento mais rápido.

Segundo o Daily Mail, os exames confirmaram que o homem tinha um tumor no lado direito do cérebro, acabando por morrer, já nos cuidados paliativos, sete semanas após a morte da mulher. O casal deixou uma filha de 13 anos. 

“Perdemos a ele e à Ali num espaço de tempo tão curto. É realmente de partir o coração toda esta situação”, afirmou Ben, o sobrinho de Steve.

Perante a tragédia familiar, Ben criou uma campanha de angariação de fundos para que se investigue mais esta doença, que pode ser bastante silenciosa.

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Homem fica mais de 4h ‘enterrado’ no gelo para quebrar recorde

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Um homem, de 53 anos, tornou-se recordista ao ficar 4h02 ‘enterrado’ no gelo, ficando apenas com o pescoço e a cabeça ‘livres’.

O anúncio foi feito na sexta-feira pela organização, que afirma que esta não foi a primeira vez que Łukasz Szpunar se desafiou com baixas temperaturas.

O novo recordista já tinha passado algumas horas numa banheira de água fria, mas agora decidiu testar-se com o gelo. “Por causa do meu amor pelo frio, quis desafiar-me ao sentar no gelo”, explicou à organização da Guinness World Records.

Segundo o que explicou, o desafio fez ele se “sentir vivo”, e durante a sua jornada o homem, de 53 anos, foi constantemente monitorado. O amor pelo frio já o fez também subir a quatro montanhas na Polônia, de onde é natural, apenas de calções.

Ao início, o polonês sentiu algum desconforto por causa do frio, mas depois acabou por ficar bem. A organização decidiu acabar com a prova por motivos de segurança.

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Amigos morrem afogados ao tentar tirar fotos em cascata

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Dois estudantes da Universidade de Dundee, na Escócia, morreram afogados após escorregarem e caírem numa cascata, ao fim da tarde de quarta-feira.

Jitendranath Karuturi, de 26 anos, conhecido como Jitu, e Chanhakya Bolisetti, de 22 anos, estariam a tirar fotografias na cascata de Linn of Tummel no momento do incidente, de acordo com o The Guardian.

Os cidadãos indianos, que eram alunos de mestrado de ciência e engenharia de dados, terão sido arrastados pela corrente, segundo um amigo que os acompanhava.

Os serviços de emergência escoceses mobilizaram dois barcos de resgate, que recuperaram os corpos das vítimas.

A dupla inscreveu-se nos cursos em janeiro de 2023 e deveria concluí-los em maio. Karuturi formou-se na Universidade de Hartford, em Connecticut. Chanhakya, por sua vez, formou-se na Universidade Tecnológica Jawaharlal Nehru, em Hyderabad, em 2022, atuando como embaixador estudantil em Dundee desde agosto do ano passado.

“Este foi um acidente trágico que chocou a todos. Os nossos pensamentos estão com as famílias e amigos dos estudantes”, disse a universidade, em comunicado.

As autoridades estão investigando o caso, mas não há suspeita de crime.

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Brasil regula abate e processamento de animais para mercado religioso

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A diversidade religiosa no Brasil é refletida diretamente na alimentação e no consumo da população, que, somadas à expansão das exportações de produtos de origem animal para países asiáticos, criaram um mercado específico e cheio de potencial: o do abate religioso de animais para açougue.

Em países como Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, grande parte da população é muçulmana, religião que traz, na sua essência, regras do que é permitido na forma de se relacionar com outros seres vivos.

Em árabe, a palavra halal, que significa lícito, define aquilo que é permitido, inclusive na hora de se alimentar. Para o consumo de animais, por exemplo, há espécies consideradas impuras, como o porco, e outras que precisam passar por um procedimento de purificação desde o abate até o corte, para que possam ser consumidas, como o frango e bovinos.

Nos países judaicos, como Israel, também há regras sobre o que é considerado apropriado, ou kosher, e há procedimentos específicos para cada etapa de beneficiamento dos produtos de origem animal.

Para atender esses mercados dentro e fora do Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definiu regras para solicitação, avaliação, concessão e revogação da autorização para abate e processamento de animais para açougue, de acordo com preceitos religiosos.

Para receber a autorização de funcionamento, esses estabelecimentos terão que fazer uma solicitação ao serviço de inspeção federal, por meio do sistema eletrônico do Mapa, com declaração da autoridade religiosa correspondente e especificação de regras que conflitem com normas brasileiras.

Para a autorização, é necessário que os procedimentos estejam de acordo com as leis que tratam do bem-estar dos animais de abate e também o atendimento dos requisitos sanitários no Brasil e do país de destino dos produtos.

Os procedimentos foram detalhados em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, que entrará em vigor a partir do dia 2 de maio.

 

Bebê morre após consumir bala de maconha do pai no interior de SP

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Alice Araújo, de 10 meses, morreu na madrugada desta sexta-feira (19) após passar mal, em São José do Rio Preto, após a bebê consumir bala de maconha do pai.

Os pais encontraram uma bala de dry, um potente subproduto da maconha, dentro da boca da menina após perceberem que ela estava passando mal. Pais não sabem como Alice teve acesso à droga.

Reanimação durou três horas. Segundo a GCM, a criança foi levada com febre à Unidade de Pronto-Atendimento pelo pai, mas teve de ser transferida para o Hospital da Criança e Maternidade. Lá, os sintomas pioraram e ela morreu, em torno das 5h. O corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, onde será periciado.

Caso foi registrado como morte suspeita. Os pais foram levados à Delegacia Seccional de São José do Rio Preto para prestar depoimento.

 

Pacaembu cancela show de Roberto Carlos depois de ameaça de interdição pela Prefeitura

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Allegra Pacaembu resolveu cancelar o show de Roberto Carlos previsto para a noite desta sexta-feira (19). A desistência ocorre após a Prefeitura de São Paulo vetar a realização da apresentação por causa de irregularidades.

“A Concessionária Allegra Pacaembu e a Four Even, no intuito de cumprir as determinações da Prefeitura de São Paulo, informam que o show que seria realizado na data de hoje, 19 de abril de 2024, com o cantor Roberto Carlos, não será realizado.

Mais informações sobre uma eventual nova data para o show, serão disponibilizadas nos canais oficiais da produtora do evento e da concessionária.”

 

Homem ateia fogo em si mesmo diante do tribunal do julgamento de Trump

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um homem ateou fogo em si próprio nesta sexta-feira (19) em frente ao tribunal de Nova York onde Donald Trump está sendo julgado. Segundo a polícia local, ele foi retirado em uma maca, mas ainda não há informações sobre o seu estado de saúde.

De acordo com a rede de televisão CNN, o homem transformou-se em uma “tocha humana”, antes da chegada da polícia. Ele usou um extintor para conter as chamas.

“Um homem ateou fogo em si mesmo fora do tribunal. Ainda estamos coletando detalhes no local”, disse um porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York.
Uma testemunha no local disse que viu o homem “jogando panfletos no ar”.

Depois, o viu se encharcar de um líquido de uma lata e se incendiar por alguns minutos. “Vejo um ser humano totalmente carbonizado”, disse um repórter da CNN no ar.

Um cheiro de fumaça permaneceu na praça logo após o incidente, de acordo com uma testemunha da Reuters. Logo depois, um policial pulverizou um extintor de incêndio no chão, onde estavam uma mochila em brasas e uma lata. As autoridades rapidamente isolaram a área do incidente.

A cena aconteceu logo após o tribunal terminar de selecionar os jurados, 12 titulares e 6 suplentes, que selarão o destino de Trump neste julgamento histórico que vê um ex-presidente no banco pela primeira vez. “Temos o júri completo”, anunciou o juiz Juan Merchan.

Trump responde à acusação de, durante a campanha eleitoral de 2016, ter comprado o silêncio de uma atriz pornô com quem teria tido um relacionamento. O ex-presidente diz ser inocente e nega que tenha se relacionado com Stormy Daniels. Na segunda (11), ele afirmou ser vítima de perseguição política.

Os candidatos a formar o júri tinham que responder a um questionário exaustivo de 42 perguntas que se concentra especialmente em saber se eles se sentem capazes de julgar, com equidade e imparcialidade, um caso altamente midiatizado e politizado, além de quais jornais costumam ler e as redes sociais que utilizam. O juiz disse que as identidades dos 12 jurados e 6 suplentes permanecerão anônimas, exceto para Trump, seus advogados e promotores.

Uma condenação não o impediria de assumir o cargo, mas metade dos eleitores independentes e 1 em cada 4 republicanos dizem que não votariam nele, se ele fosse condenado.

A promotoria de Manhattan acusa o magnata de 34 falsificações de documentos contábeis da empresa da família, Trump Organization, para comprar o silêncio da ex-atriz pornô de modo que o relato sobre o caso extraconjugal não interferisse na campanha de 2016 contra a democrata Hillary Clinton.

A próxima fase do julgamento deve ter início na segunda-feira (22) com a apresentação dos argumentos iniciais da acusação e da defesa antes do início das declarações das testemunhas. O julgamento deverá durar até oito semanas, para irritação de Trump, que critica o fato de ter que estar no tribunal em vez de fazer campanha política.

Queixas sobre rescisões unilaterais de planos de saúde coletivos sobem 99%

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As queixas de beneficiários sobre rescisões unilaterais de planos coletivos por adesão tiveram alta de 99% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2023. Foram 1.138 contra 571.

Os dados, compilados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a pedido da Folha de S.Paulo, mostram que o acumulado nos primeiros três meses do ano já equivalem a 35% das reclamações de todo o ano de 2023 -que totalizaram 3.276, número recorde desde 2019.

Em nota, a ANS informou que as queixas têm como base os relatos dos beneficiários, sem o exame de mérito sobre eventual infração da operadora de planos à Lei 9.656/1998 (que rege os planos) ou aos termos contratuais. “A identificação de possíveis condutas infrativas só é feita após a análise individual das demandas”, diz.

A agência afirma que possui regras claras para as rescisões, as quais devem estar previstas no contrato assinado com as operadoras. Questionada se há previsão de eventuais mudanças na regulação sobre os cancelamentos unilaterais, a ANS informou que não há nova discussão em relação a isso.

O cenário de alta de queixas contra os planos de saúde também se reflete nos escritórios de advocacia de São Paulo, que registram aumento de clientes ingressando com ações judiciais para tentar reverter esses cancelamentos unilaterais. No escritório Tapai Advogados, por exemplo, o crescimento foi de 74%. No escritório Vilhena Silva, de 183%.

Embora haja previsão na lei dos planos para cancelamentos unilaterais e injustificados de contratos coletivos, muitos juízes têm julgado essas decisões abusivas, com base no Código de Defesa do Consumidor e no Código Civil, especialmente quando se tratam de pessoas idosas e/ou em tratamento, e concedem liminares para que o beneficiário permaneça no plano até julgada a ação.

Segundo a advogada Giselle Tapai, no seu escritório, processos por rescisões unilaterais ultrapassaram as ações por reajustes abusivos, que sempre figuraram como as principais demandas judiciais nesse setor.

“A sensação é que estão fazendo uma limpeza na gaveta, cancelando os contratos de maior risco. Vários planos estão fazendo isso. Não olham para o individual, se a pessoa é muito idosa ou se está com câncer, fazendo quimioterapia, hemodiálise”, diz a advogada.

Desde 2022, há um entendimento no STJ (Superior Tribunal de Justiça) de que pessoas doentes, que estão em tratamento necessário para resguardar suas vidas ou a sua saúde, não podem ter o plano cancelado.

De acordo com a ANS, é lícita a rescisão unilateral, por parte da operadora, do contrato coletivo com beneficiários em tratamento. Mas se existir algum beneficiário ou dependente em internação, a operadora deverá arcar com todo o atendimento até a alta hospitalar.

“Da mesma maneira, os procedimentos autorizados na vigência do contrato deverão ser cobertos pela operadora, uma vez que foram solicitadas quando o vínculo do beneficiário com o plano ainda estava ativo.”

Em qualquer dos casos, reforça a agência, seja por exclusão pontual ou por rescisão/cancelamento de contrato, os beneficiários devem ser previamente notificados sobre sua exclusão ou sobre a rescisão do contrato, bem como sobre seu direito à portabilidade de carências. A agência disponibiliza uma cartilha sobre o tema neste link.

A operadora que rescindir o contrato de beneficiários, seja de plano coletivo ou individual, em desacordo com a legislação do setor pode ser multada em valores de até R$ 80 mil.

Na última terça (16), a Folha de S.Paulo relatou o caso de Martha Zequetto Treco, 102, que recebeu aviso de cancelamento do seu plano Unimed Nacional. Ela paga uma mensalidade de R$ 9.300. Após a reportagem procurar a operadora, a decisão foi revogada.

No mesmo dia, o filho de Martha, João Trecco Filho, conseguiu uma liminar na Justiça garantindo a permanência da mãe no plano. “Até porque eles podem recuar hoje, e amanhã cancelarem a minha mãe novamente”, afirma.

A Unimed Nacional informou que cumpre rigorosamente a legislação e as normas que regem os planos de saúde, e que as rescisões de planos coletivos por adesão estão previstas e regulamentadas pela ANS. A empresa reforça que o contrato de Martha permanece ativo.

Existe um projeto de lei em discussão na Câmara que pretende mudar algumas das regras que regem o mercado dos convênios, entre elas o cancelamento unilateral dos contratos coletivos.

Porém, o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, já disse que o projeto ainda não será colocado em votação pelo plenário, pois há a necessidade de se discutir melhor o assunto e incluir as operadoras de saúde no debate.

Em notas, as entidades que representam os planos de saúde e as seguradoras de saúde (Abramge e Fenasaúde) informam que a rescisão unilateral de contratos coletivos de planos de saúde é uma possibilidade prevista em contrato e nas regras setoriais definidas pela ANS.

As operadoras de planos de saúde registraram, em 2023, lucro líquido de R$ 2,985 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (18) pela ANS.

Esse resultado corresponde a cerca de 1% da receita total acumulada no período, que foi superior a R$ 319 bilhões. A cada R$ 100 de receita, o setor registrou cerca de R$ 1 de lucro ou sobra.

Rescisões por inadimplência terão novas regras

A ANS publicou novas regras sobre rescisões por motivo de inadimplência, em que se aplicam todos os tipos de planos. As mudanças entram em vigor no dia 1º de setembro e preveem novas formas para a comunicação com o consumidor.

As operadoras terão a obrigatoriedade de comprovar a notificação sobre a situação de inadimplência, demonstrando a data da notificação ao consumidor.

Uma das novidades trazidas pela resolução são as formas pelas quais poderão ser feitas as notificações, como email com certificado digital e com confirmação de leitura; mensagem de texto para telefones celulares; mensagem em aplicativo de dispositivos móveis que permita a troca de mensagens criptografadas; e ligação telefônica gravada com confirmação de dados pelo interlocutor.

A notificação realizada por SMS ou aplicativo de dispositivos móveis somente será válida se o destinatário responder confirmando a sua ciência. A comunicação por carta ou por meio do preposto da operadora, com comprovante de recebimento assinado, continuarão a ser permitidas.

 

Indianos vão às urnas em eleição nacional

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Um número substancial de indianos vai às urnas nesta sexta-feira (19), na primeira fase da maior eleição do mundo, de acordo com autoridades. O primeiro-ministro Narendra Modi busca um terceiro mandato histórico com base em questões como crescimento econômico, bem-estar e nacionalismo hindu.

O pleito coloca o Partido Bharatiya Janata (PBJ), de Modi, contra uma aliança de duas dúzias de partidos de oposição que prometem maior ação afirmativa e mais ajuda, ao mesmo tempo em que enfatizam o que chamam de necessidade de salvar as instituições democráticas.

Três horas antes do fechamento das urnas, os números da Comissão Eleitoral mostraram que o comparecimento dos eleitores variou entre 40% no extenso estado de Bihar, no Norte do país, e 68% no pequeno estado de Tripura, no Nordeste.

“Os eleitores demonstram grande entusiasmo à medida que a votação atinge a metade do caminho”, disse um porta-voz do painel eleitoral na rede X. “Foi registrada participação substancial de eleitores.”

A primeira de sete fases, a votação desta sexta-feira abrangeu 166 milhões de eleitores em 102 distritos eleitorais em 21 Estados e territórios, de Tamil Nadu, no sul, a Arunachal Pradesh, na fronteira do Himalaia com a China.

Quase1 bilhão de pessoas no país mais populoso do mundo estão aptas a votar na eleição, que vai até 1º de junho, com os resultados previstos para 4 de junho.

“Modi voltará ao poder porque, além do impulso religioso, seu outro trabalho, em áreas como segurança e proteção, é bom”, disse Abdul Sattar, de 32 anos, um eleitor muçulmano da cidade de Kairana, no estado de Uttar Pradesh.

As pesquisas sugerem que o PBJ conquistará facilmente a maioria, embora os eleitores se preocupem com o desemprego, a inflação e as dificuldades rurais na economia de crescimento mais rápido do mundo.

Os críticos acusam o governo e o partido de Modi de mirar os 200 milhões de muçulmanos minoritários da Índia para agradar sua base hindu – acusações que ambos negam.

Modi pretende conquistar 370 das 543 cadeiras do Parlamento, ante 303 em 2019, na esperança de obter maioria de dois terços, que alguns analistas e membros da oposição temem que possa permitir que seu partido promova mudanças constitucionais de longo alcance.

A campanha do PBJ se concentra na garantia de Modi de cumprir as promessas feitas aos eleitores.

“Esta eleição não é apenas para escolher um membro do Parlamento”, disse Modi nesta sexta-feira. “É para garantir o futuro das gerações que virão depois de vocês.”

A Índia precisava de um governo “forte”, em um momento em que “nuvens de guerra pairam sobre o mundo”, acrescentou.

A vitória de Modi o tornaria apenas o segundo primeiro-ministro indiano a ser eleito três vezes consecutivas, depois do líder pós-independência Jawaharlal Nehru.

Governo Lula amplia proposta de reajuste para 9,5% para servidores federais da educação

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta sexta-feira (19) uma contraproposta a técnicos e servidores da educação para 2025 e 2026 em numa nova mesa de negociação.
Para o ano que vem, o governo aumentou a proposta de reajuste de 4,5% para 9,5%. E para 2026, saiu de 4,5% para 3,5%. Além disso, os pagamentos já seriam feitos em janeiro de 2026, não em maio, como é praxe. O governo também acolheu a maioria dos pedidos para reestruturação da carreira.

A proposta foi feita em reunião de lideranças sindicais no Ministério da Gestão e Inovação com integrantes do governo. Em frente à sede da pasta estavam integrantes da categoria em protesto.

Do lado do Executivo estiveram presentes o secretário-executivo-adjunto da Educação, Gregório Grisa, e o secretário de Gestão de Pessoas, José Celso Cardoso.

Também participaram representantes da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) e do Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica).

De acordo com o governo, há 220 mil pessoas nesta carreira.

“A gente colocou na mesa agora, para avaliação das entidades, para apreciação dos sindicatos, uma proposta de reajuste que representa um avanço expressivo, quando comparada à proposta que o governo fez ainda no final do ano, que era de 4,5% em 2025, 4,5% em 2026”, disse Grisa.

“A gente traz a proposta agora, inclusive adiantando para o mês de janeiro de 2025, já ter 9% em 2025. Então a gente dobra a proposta feita anteriormente para essa carreira de técnicos administrativos”, completou.

Ao final da reunião, os secretários do governo falaram com jornalistas sobre a proposta. À tarde, a mesa de negociação será com professores.

Docentes de universidades, centros de educação tecnológica e institutos federais das cinco regiões do Brasil entraram em greve no último dia 15, após o governo não prever reajuste às categorias.

Eles exigem aumento salarial de 22%, a ser dividido em três parcelas iguais de 7,06% -a primeira ainda para este ano e outras para 2025 e 2026.

De acordo com balanço de quinta-feira (18) da Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), há 24 instituições paralisadas e outras 11 com indicativo de greve. Já a Fasubra diz que 66 das 69 instituições aderiram à greve.

 

Brasil já ultrapassa 1.500 mortes por dengue só em 2024

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil já registrou, em 2024, 1.544 mortes por dengue, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde da última quinta-feira (18). O número já ultrapassa o total de mortes por dengue registrado em 2023, de 1.094 mortes.

Dados da pasta mostram que outros 2.085 óbitos estão em investigação. O país havia batido recorde de mortes por dengue em 2023. O recorde anterior ocorreu em 2022, com 1.053 óbitos.

Segundo o painel, há 3.507.062 casos prováveis da doença e 1.958.272 casos confirmados. O número de mortes por dengue, em 2024, corresponde a uma média de 11 pessoas mortas por dia.

Artigo recente publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz analisa os óbitos por dengue e aponta ainda que a desassistência e a desatenção ao potencial agravamento que os pacientes podem apresentar são as principais razões associadas às mortes por dengue.

Na última quarta (10), em entrevista a jornalistas, o Ministério da Saúde divulgou que 13 estados brasileiros vivem um cenário de estabilidade na incidência de dengue e o Distrito Federal e oito outras unidades da federação têm tendência de queda.

Os estados com incidência estável são: Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo. Além do Distrito Federal, a tendência de queda está no Acre, Roraima, Amazonas, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Piauí, Minas Gerais e Espírito Santo.

Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco e Sergipe apresentam tendência de aumento. Na entrevista, a secretária reforça que não é o momento de baixar a guarda no combate à dengue. Ela recomenda que todos que apresentarem sintomas de dengue devem buscar uma unidade de saúde para que seja feito o diagnóstico correto. “As mortes por dengue são evitáveis”, afirmou.

Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco e Sergipe apresentam tendência de aumento. Na entrevista, a secretária reforça que não é o momento de baixar a guarda no combate à dengue. Ela recomenda que todos que apresentarem sintomas de dengue devem buscar uma unidade de saúde para que seja feito o diagnóstico correto. “As mortes por dengue são evitáveis”, afirmou.

Nos casos de dengue grave, é comum que os sintomas apareçam após o desaparecimento da febre e com alguns sinais de alarme, indícios de que pacientes com quadros leves podem ter complicações pela dengue. Entre eles estão náuseas, vômitos, sangramento em mucosas, dor abdominal intensa e tontura ao levantar.

 

OAB alerta para o aumento de violência patrimonial contra idosos

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O caso do homem morto levado a uma agência bancária em uma cadeira de rodas, por sua suposta sobrinha, para sacar um empréstimo já aprovado, chama a atenção para a violência patrimonial ou financeira contra pessoas da terceira idade. 

Segundo o Estatuto da Pessoa Idosa, o ato de receber ou desviar bens, dinheiro ou benefícios daqueles com 60 anos ou mais pode ser punido com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa para quem cometer esse delito. 

De acordo com o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, de janeiro até o último dia 15 de abril foram registradas mais de 12.700 denúncias de violência patrimonial contra idosos. Isso representa quase 60% do número total de denúncias deste tipo de violação contra o grupo no período.

A presidente da Comissão de Atendimento à Pessoa Idosa da OAB-RJ, Fatima Henriete de Miranda, destaca que a família deve estar atenta aos riscos de um familiar ser vítima desse crime.

“Existem estudos e dados que indicam um aumento preocupante deste tipo de violência nos últimos anos. Eu entendo que para prevenir tais situações é necessário investir em educação e conscientização sobre os direitos dos idosos, promover o diálogo e o apoio dentro das famílias e proporcionar serviços de assistência social e psicológica para os idosos em situação de vulnerabilidade”.

A coordenadora de extensão do núcleo de envelhecimento humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Sandra Rabello, aponta os principais meios pelos quais essa violência pode acontecer.

“Principalmente na apropriação de bens, ou cartões, ou outros recursos que os idosos tenham”.

A especialista reforça ainda que a violência vai muito além, podendo chegar à exclusão social do idoso.

“A violência não é só intrafamiliar. Essa violência ela também é social. A sociedade ainda não reconhece na pessoa idosa uma pessoa capaz de participar de atividades sociais, levando a pessoa idosa à exclusão”.

As denúncias de violência contra idosos podem ser feitas em delegacias, no Ministério Público ou pelo Disque 100.

Leia Também: Laudo diz que não é possível determinar se idoso morreu antes de entrar na agência

 

 

Ônibus que transportava crianças desliza em estrada de lama em Cambuci

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Ônibus atravessado em estrada de lama - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um ônibus que transportava crianças deslizou e ficou atravessado em uma estrada de lama na zona rural de Cambuci, no Noroeste Fluminense. O caso aconteceu na quinta-feira (18), na estrada de Três Irmãos, na localidade do Valão do Padre Antônio, mas as imagens do caso só repercutiram nesta sexta (19).

Após o ocorrido, ninguém se feriu. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Cambuci confirmou que a estrada havia sido patrolada nos últimos dias. Com a chuva que teve na região, o trabalho feito virou um lamaçal.

A secretária de educação de Cambuci, Ana Lúcia Terra, disse que o caso aconteceu quando o ônibus saiu com as crianças da Escola Municipal Lara Vilela, e levava os estudantes de volta para casa.

“Não houve nenhuma ocorrência oficial sobre o caso e nenhuma vítima. Somente a escola foi informada pelo motorista na tarde de ontem que o ônibus atravessou a pista na descida da estrada devido a lama”, disse a secretária.

Inep defende que Enem não é para avaliar itinerários formativos

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Os itinerários formativos previstos na Política Nacional do Ensino Médio não devem ser objeto de avaliação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A avaliação é do diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Rubens Lacerda, que participou nesta quinta-feira (18) de audiência pública na Comissão de Educação do Senado para debater o PL 5.230/2023, que prevê a nova reforma do ensino médio. 

Para Lacerda, o Enem não é o melhor lugar para avaliar os itinerários formativos, pois isso resultaria em um engessamento dessa parte do currículo.

“O Enem é um exame padronizado, então é impossível que o Inep se adapte ao itinerário formativo. Na prática, o itinerário formativo é que vai ter que se adaptar ao Enem, é isso que nós queremos como sociedade, como política pública? Eu imagino que não”, questionou.  

Segundo ele, é mais adequado que as próprias escolas, as redes municipais e estaduais façam as suas avaliações formativas com relação a essa parte do novo ensino médio. “Isso garante a flexibilidade que é a proposta de todo o debate do ensino médio”, completou. 

Pelos itinerários, o estudante pode escolher se aprofundar em determinada área do conhecimento dentro de cinco grupos, como matemáticas e ciências humanas. Atualmente, as escolas não são obrigadas a oferecer todos os itinerários, podem definir quais ofertarão.

Já o representante do Fórum Brasileiro da Educação Particular, Pedro Flexa Ribeiro, defendeu que o Enem tenha um segundo bloco que aborde questões relacionadas às áreas de atuação profissional dos alunos, como já existe em alguns vestibulares, como o da Unicamp. “Isso existe, não é impossível de ser feito. Pode dar alguma engessada, mas é uma engessada organizada, pelo projeto de vida do aluno, alinhada com orientação profissional”. 

Na audiência pública, a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Jade Beatriz, defendeu que o ensino médio destine mais horas para disciplinas básicas e cursos técnicos. “Para garantir que o ensino médio não seja o processo final de formação dos jovens, mas que incentive a conseguir ter o preparo para um curso subsequente, um curso técnico, que prepare para a universidade e para o mercado de trabalho qualificado”, disse. 

Segundo ela, os itinerários formativos que estão hoje no ensino médio são “completamente soltos e desconexos com a realidade do país”. “Os itinerários formativos jogam a juventude brasileira no subemprego e para a desigualdade social”, disse, acrescentando que os itinerários acabam tirando os horários da formação básica.  

O projeto de lei foi aprovado em março pela Câmara dos Deputados e está em avaliação pela Comissão de Educação do Senado, onde tem como relatora a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). 

A proposta aprovada estabelece uma carga horária de 2,4 mil horas para a formação geral básica (somados os três anos) e 1.800 para a formação técnica, de forma escalonada. Os itinerários formativos terão carga mínima de 600 horas e serão compostos pelo aprofundamento das áreas de conhecimento, consideradas as seguintes ênfases: linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; e formação técnica e profissional.

O projeto é uma alternativa proposta pelo governo à reforma do ensino médio estabelecida em 2017, que previa 1,8 mil horas para a formação básica, com 1,2 mil para os itinerários formativos. 

Leia Também: Aluno de Medicina é preso no Pará suspeito de fazer Enem para candidatos e conseguir aprovação

 

Procon e CRMV fazem fiscalização e interditam clínicas veterinárias

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O ProconRJ realizou, na última quinta-feira (18), uma operação de fiscalização em clínicas veterinárias e aviário na zona norte do Rio, juntamente com o Conselho de Medicina Veterinária, para apurar denúncias de irregularidades. Ao todo, seis locais foram fiscalizados, sendo três interditados e cinco autuados.

Um dos estabelecimentos apresentava-se como Hospital Veterinário, porém, não tinha as condições obrigatórias para funcionamento. Foi identificada a falta de um laboratório básico (conforme determina resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária), medicamentos vencidos, – inclusive anestésicos – além de um freezer lotado com animais mortos e mal acondicionados. Esses, inclusive, não possuiam nenhum tipo de identificação, impossibilitando o controle e contrariando o Manual de Vigilância, Prevenção e Controle de zoonozes.

Além disso, no ambiente de internação, a temperatura estava acima da recomendada, causando desconforto aos animais. Os peritos da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente foram acionados para avaliação e o responsável do hospital foi conduzido à delegacia.

O aviário, localizado em Irajá, foi fiscalizado e interditado devido às condições precárias de higiene apresentadas, assim como balcão refrigerado quebrado na área de vendas e presença de diversas moscas no local. Por estarem mal armazenados, os alimentos no balcão, além de alguns produtos – aparentemente de limpeza – sem especificação, foram descartados pelo responsável do local. O ProconRJ e a CRMV sugeriram o envio à DPMA para a apuração de maus tratos às aves.

Já no Cachambi, uma clínica foi interditada pois não possuia nenhum tipo de autorização para funcionamento. Em cinco dos locais fiscalizados, foram identificados produtos e medicamentos vencidos, para os quais foi indicado o descarte adequado.

Segundo o presidente do ProconRJ, Cássio Coelho, esse tipo de fiscalização é extremamente importante para garantir que os consumidores não coloquem em risco a segurança e vida de seus animais de estimação. “Recebemos denúncias de estabelecimentos que estariam exercendo as atividades de maneira irregular, sem registro ou autorização, lesando o consumidor final e afetando diretamente na qualidade da prestação do serviço, além de deixar os animais a mercê da própria sorte. Essa operação conjunta com a CRMV-RJ visa zelar pelos direitos consumeristas, coibindo as irregularidades do mercado de consumo”, explica Coelho.

Em breve, outros municípios e regiões da capital serão contemplados com estas ações em conjunto.

Anvisa discute nesta sexta regulamentação de cigarro eletrônico

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute nesta sexta-feira (19) a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil. A reunião estava prevista para a última quarta-feira (17), mas foi adiada por causa de problemas técnicos e operacionais identificados no canal oficial de transmissão da agência no YouTube.

Desde 2009, uma resolução da agência proíbe a fabricação, comercialização, importação e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. No ano passado, a diretoria colegiada aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular, como ações de fiscalização e campanhas educativas.

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, eles podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propilenoglicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, entre outros.

Em dezembro, a Anvisa abriu consulta pública para que interessados pudessem participar do debate sobre a situação de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil, “com argumentos científicos e relatos relevantes relacionados ao tema”. A proposta de resolução colocada em discussão pela agência foi a de manutenção da proibição já existente. A consulta foi encerrada em fevereiro. Pouco antes do prazo ser encerrado, a Anvisa havia recebido 7.677 contribuições sobre o tema. 

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

Ainda segundo a AMB, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, além de aumentar a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas. 

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

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Professora é afastada após grampear bilhete em blusa de aluno de 5 anos

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Uma professora da rede municipal de ensino de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, foi afastada de suas funções após grampear um bilhete na camiseta do uniforme de um aluno de apenas 5 anos de idade. O caso, que aconteceu na quarta-feira (17), na Escola Municipal Santa Paula Frassinetti, no centro da cidade, gerou grande comoção e revolta na comunidade.

Segundo a mãe do menino, Jennifer Kelly Silva, o recado, que solicitava o envio de uma nova caderneta, permaneceu preso à roupa da criança durante todo o período de aulas. Jennifer relata ter sido avisada do ocorrido por uma amiga que foi buscar seu filho na escola ao meio-dia.

“Mamãe, favor mandar outra caderneta! Obrigada”, dizia a mensagem escrita no bilhete. A mãe, indignada com a situação, desabafou: “Sinceramente, dá vontade de chorar, nunca imaginei que pudesse acontecer uma coisa dessas com o meu filho. Quando a gente deixa aqui, a gente espera que ele seja bem cuidado, bem tratado. É uma criança de 5 anos. Mandei mensagem pra diretora, ela me acolheu e vim na escola para conversar com a professora e entender por que ela fez isso com meu filho, por causa de uma caderneta, R$ 5”, disse Jennifer à Inter TV.

Além da humilhação, o grampo, mal colocado na camiseta do menino, ainda o machucou. “Ela furou duas vezes, quando ele chegou, já foi grampeado. Ele contou que ele brincou e, na hora do intervalo, soltou. Ela ainda puxou a camisa dele e grampeou. Quando a babá chegou, estava mal grampeado e furando ele”, relatou a mãe.

O caso está sendo investigado pela Secretaria Municipal de Educação, que informou que a professora foi afastada de suas funções enquanto as apurações estão em andamento. A pasta também se colocou à disposição da família para oferecer todo o suporte necessário.

Condenado por furto é preso em Macaé

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123ª DP/Foto: Divulgação Polícia Civil
123ª DP/Foto: Divulgação Polícia Civil

Policiais Civis da 123ªDP (Macaé) prenderam, nesta quinta-feira (18/04), um homem, de 47 anos, condenado pelo crime de furto. Ele foi encontrado pelos agentes no bairro Bela Vista, em Macaé, após cruzamentos de dados e investigações do Setor de Inteligência.

Contra o autor foi cumprido um mandado de prisão condenatória, expedido pela Justiça.

Mais um brasileiro a caminho das Olimpíadas é suspenso por doping

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Matheus Takaki é o segundo brasileiro que estava se classificando às Olimpíadas a ser suspenso por doping só neste mês. Melhor do país na categoria até 60kg do judô, ele poderá voltar a competir na semana que vem, depois de uma punição retroativa de seis meses. Ele perdeu resultados e não tem mais chances de ir a Paris.

O judoca da Sogipa e da Marinha testou positivo para Clomifeno, uma substância usada no tratamento de câncer de mama. No meio esportivo, ela é usada para diminuir a aromatização do excesso de testosterona em estrogênio. Em outras palavras: usada para encobrir doping por anabolizante.

Takaki não foi julgado e a punição dele é por acordo, aplicada pela Federação Internacional de Judô (IJF). Começa a valer em 26 de outubro do ano passado, quando ele se colocou em suspensão provisória, e termina em 25 de abril. A defesa dele diz que foi comprovada a contaminação por um suplemento alimentar.

No começo do mês, o Brasil já havia perdido também por doping Caroline de Melo Thomaz, outra atleta que apresentou crescimento exponencial de resultados recentemente. Ela testou positivo para um esteroide anabolizante em exame surpresa conduzido pela ABCD e estava na zona de classificação à Olimpíada nos 110m com barreiras.

No atletismo, a World Athletics denunciou que o Brasil tem feito pouco controle surpresa de doping, e estipulou regra que só atletas que passarem por três exames nos 10 meses que antecedem os Jogos podem ir a Paris.

A regra não vale no judô, esporte que tem incidência de doping muito menor. Atualmente, só três atletas estão suspensos por doping pela IJF. Na Olimpíada passada o Braisl já não contou com Rafaela Silva, suspensa por doping.

Justiça de Portugal põe em xeque investigação que derrubou governo de Costa

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(FOLHAPRESS) – Uma decisão do Tribunal da Relação (corte de segunda instância) de Lisboa pôs em xeque vários dos argumentos usados pelo Ministério Público de Portugal na investigação de corrupção que levou à queda do governo do agora ex-premiê António Costa, em novembro do ano passado.

Os desembargadores consideram que o MP não apresentou indícios concretos de tráfico de influência sobre decisões políticas do então primeiro-ministro. Costa pediu demissão na sequência do anúncio de que ele próprio, assim com outros nomes do primeiro escalão do Executivo, eram alvos de investigação.

A ação foi batizada de Operação Influencer justamente por ter como um dos pontos centrais um suposto esquema de tráfico de influência.

Em trecho da decisão a que o jornal Expresso teve acesso, a desembargadora Cristina Almeida e Sousa diz que não há indícios de interferência direta de um dos investigados, o consultor Diogo Lacerda Machado, apontado como melhor amigo do socialista.

A magistrada afirma que Ministério Público não fez algo essencial para a investigação: ter “descrito algum comportamento objetivo do primeiro-ministro passível de mostrar alguma receptividade ou predisposição para ouvir e acatar o que o seu melhor amigo teria para lhe dizer”.

As declarações foram feitas no julgamento de um recurso apresentado pelo MP, e não de processos e acusações em si, cujos inquéritos continuam em andamento. Mesmo assim, a decisão da corte, que não poupou críticas à atuação dos procuradores, inflamou o cenário político português.

“O Ministério Público deve explicações aos portugueses”, afirmou a deputada e ex-ministra socialista Ana Catarina Mendes. “Por que derrubou um governo e um Parlamento? Como se levantam suspeitas e se coloca em causa o bom nome das pessoas?”.

Ex-líder do PSD (Partido Social Democrata), legenda que chegou ao poder após as eleições legislativas antecipadas convocadas com a crise política, Rui Rio também criticou os procuradores. “Um tribunal superior a humilhar um Ministério Público, que, ao funcionar assim, envergonha o país e agride a democracia e a separação de Poderes”, escreveu o ex-deputado, que também já foi alvo de uma investigação da instituição.

A reviravolta jurídica deu ainda novo fôlego à possibilidade de que António Costa assuma o posto de presidente do Conselho Europeu, sucedendo o belga Charles Michel. Favorito de vários líderes do velho continente, o português tem como grande empecilho o imbróglio judicial.

Ao comentar a decisão do Tribunal da Relação, que desmonta a maioria das teses contra Costa, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu que o socialista ficou agora mais próximo do braço da União Europeia. “Tenho a sensação de que começa a ser mais provável haver um português no Conselho Europeu, no próximo outono, em Bruxelas”, afirmou.

O Tribunal da Relação também derrubou as medidas de coação aplicadas a outros suspeitos formais da operação, incluindo Diogo Lacerda Machado, o melhor amigo de Costa, e Vítor Escária, então chefe de gabinete do premiê.

A corte, mais uma vez, negou os indícios apresentados pelos procuradores. Ainda em 2023, o juiz de instrução do caso, Nuno Costa, havia derrubado as prisões da dupla e de outros suspeitos. “Os fatos apurados não são, só por si, integradores de qualquer tipo criminal”, diz o texto da decisão.

“O tribunal chama a atenção para a incorreção de se tratarem assuntos de Estado à mesa de restaurantes, olvidando procedimentos e esquecendo a necessidade de se documentarem as relações havidas entre representantes de interesses particulares e os governantes no âmbito das suas funções”, prossegue.

O ex-primeiro-ministro António Costa ainda não comentou publicamente a decisão dos desembargadores.

Apesar de ter sido classificada como uma derrota do Ministério Público, a decisão não encerra o caso contra o ex-premiê, que permanece sob investigação. O inquérito, que estava no Supremo Tribunal de Justiça devido ao foro do cargo de chefe de governo, foi remetido há uma semana para a primeira instância. O DCIAP (Departamento Central de Investigação e Ação Penal) ainda não designou um responsável pelo caso de Costa.

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