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Bebê é retirada viva do ventre da mãe morta em ataque aéreo em Gaza

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Uma recém-nascida palestina foi salva do ventre da mãe, que foi morta num dos ataques aéreos israelitas durante a noite de sábado contra a cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, que matou 13 pessoas, incluindo nove crianças.

A mulher grávida, Sabreen Al-Sheikh, perdeu a vida juntamente com o seu marido Shokri e a sua filha Malak.

O Hospital do Kuwait, que recebeu os corpos, revelou que a equipe médica conseguiu salvar a bebê, de acordo com a agência norte-americana Associated Press (AP).

A criança encontra-se atualmente numa incubadora no hospital Al-Emirati, em Rafah, conforme se pode ver na imagem.

Rafah, onde mais de metade da população de Gaza, 2,3 milhões de habitantes, procurou refúgio dos combates noutros locais, tem sido alvo de ataques aéreos diários.

Lembrando que a guerra entre Israel e o Hamas provocou mais de 34.000 mortos em Gaza, segundo as autoridades sanitárias locais, devastou as duas maiores cidades do território e deixou uma faixa de destruição de norte a sul.

Cerca de 80% da população fugiu de casa para outras áreas, cuja população, segundo os peritos, está à beira da fome.

Israel culpa o Hamas pelas mortes de civis, porque os militantes combatem em bairros residenciais densos, mas os militares raramente comentam os ataques individuais, que muitas vezes matam mulheres e crianças.

Os militares israelitas afirmam que mataram mais de 13.000 combatentes do Hamas, sem fornecer provas.

O conflito, agora no sétimo mês, provocou uma agitação regional que opõe Israel e os Estados Unidos ao Irã e a grupos militantes aliados em todo o Oriente Médio.

A guerra em curso foi desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, que fez cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.

Israel afirma que os militantes ainda mantêm cerca de 100 reféns e os restos mortais de mais de 30.

Leia Também: Colisão de helicópteros deixa pelo menos um morto e desaparecidos no Japão

Brasil confirma caso autóctone de cólera em Salvador

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O Ministério da Saúde confirmou nesta sexta-feira (19) um caso autóctone de cólera em Salvador, o que significa que o paciente contraiu a doença na própria cidade, sem viajar a outro lugar.

Em nota, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente informa que o caso foi detectado em um homem de 60 anos de idade que  apresentou um desconforto abdominal e diarreia aquosa, em março de 2024. Duas semanas antes ele havia feito uso de antibiótico para tratamento de outra patologia. Segundo exames laboratoriais, a bactéria causadora da doença foi Vibrio cholerae O1 Ogawa.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de um caso isolado, tendo em vista que não foram identificados outros registros, após a investigação epidemiológica realizada pelas equipes de saúde locais junto às pessoas que tiveram contato com o paciente. 

O período de transmissão da doença é de um a dez dias após a infecção. Entretanto, para as investigações epidemiológicas, no Brasil, está padronizado o período de até 20 dias por margem de segurança

Dessa forma, segundo a pasta, o paciente não transmite mais o agente etiológico desde o dia 10 de abril.

No Brasil, os últimos casos autóctones de cólera ocorreram em Pernambuco nos anos de 2004 e 2005, com 21 e cinco casos confirmados, respectivamente. A partir de 2006, não houve casos de cólera autóctones, apenas importados, sendo um de Angola, notificado no Distrito Federal (2006); um proveniente da República Dominicana, em São Paulo (2011); um de Moçambique, no Rio Grande do Sul (2016); e um da Índia, no Rio Grande do Norte (2018).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), de janeiro a março de 2024, 31 países registraram casos ou declararam surto de cólera. Seguindo a classificação da OMS, a região africana foi a mais afetada, com 18 países. Nas Américas há surtos declarados apenas no Haiti e na República Dominicana.

Diante do cenário de casos de cólera no mundo, o Ministério da Saúde destaca a necessidade de os profissionais de saúde estarem sensibilizados quanto à situação epidemiológica da doença, à detecção de casos, à investigação epidemiológica e às medidas de prevenção e controle.

A cólera é uma doença infecciosa intestinal aguda, transmitida por contaminação fecal-oral direta ou ingestão de água e alimentos contaminados. 

A maioria das pessoas infectadas permanece assintomática (aproximadamente 75%) e, daquelas que desenvolvem a doença, a maioria apresenta sintomas leves ou moderados, e apenas de 10% a 20% desenvolvem a forma severa, que, se não for tratada prontamente, pode levar a graves complicações e ao óbito.

 

Médica que enfrentou epidemia de ebola em 2014 diz estar ‘em paz’ com vírus

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PATRÍCIA CAMPOS MELLO
OXFORD, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) – “Para meningite, nós temos um tratamento e uma vacina. A malária mata muito mais gente, mas existe tratamento. Para pacientes com ebola, só podemos dizer que, se eles chegarem cedo [ao hospital], a família deles não vai morrer [contaminada].”

Foi com resignação que a infectologista italiana Livia Tampellini explicou a dificuldade de ajudar os pacientes com ebola quando recebeu esta repórter da Folha de S.Paulo no hospital montado pelos Médicos Sem Fronteiras em Kailahun, no interior de Serra Leoa, em agosto de 2014.
Era o pico da epidemia que matou mais de 11,3 mil pessoas na Libéria, Guiné e Serra Leoa. “[Se você vai para o hospital] pelo menos vai ter alguém te limpando, te dando algum conforto. Pelo menos você morre com alguma dignidade. Mas não muda o fato de que você vai morrer de qualquer jeito.”

Na época, muitos doentes se escondiam em casa por medo de hospitais. Com a mortalidade chegando a 80% em alguns locais, poucos saíam vivos dos centros de tratamento de ebola. E muitos médicos e enfermeiros, sem a proteção necessária, infectavam-se ao tratar os doentes.
Em Kailahun havia quatro ambulâncias para atender 480 mil pessoas. Cada vez que alguém adoecia num vilarejo, havia grandes chances de a família levar o doente de transporte público até o hospital, infectando ainda mais gente.

“Muita coisa mudou. Temos remédios, temos vacina e o tratamento dos pacientes melhorou”, disse Tampellini, em entrevista por videoconferência de Paris na quarta-feira (10), onde trabalha atualmente como responsável médica das operações de emergência dos Médicos sem Fronteiras.

Tampellini passou três meses na Guiné, três na Serra Leoa e dois na Libéria em 2014. Quando nos encontramos, tanta gente estava se infectando que eles temiam ter de fechar o centro de tratamento do MSF. Tampellini também estava com medo. “É saudável ter um certo medo. Quem não tem medo nunca é doido”, diz a médica de 47 anos.

Ela trabalhava todos os dias na área de alto risco do hospital para cuidar de pacientes com ebola, altamente contagiosos. Assim como enfermeiros e o pessoal que fazia a limpeza, seguia um protocolo rígido de segurança para evitar contaminação.

Usava um equipamento de proteção pessoal composto de um macacão de segurança amarelo, um capuz, óculos especiais, um avental, botas e duas luvas em cada mão.

Dentro dos macacões, a temperatura chegava a 46º C. Por isso, cada médico ou enfermeiro podia ficar até 45 minutos dentro da área de alto risco. Aí saía, fazia a desinfecção com água com cloro a 0,5%, tirava a roupa e descansava meia hora. Só então podia voltar.

Ao lado do fotojornalista Avener Prado, estive em Serra Leoa cobrindo a epidemia de ebola em agosto de 2014. No hospital de Kailahun, sentia-se um cheiro forte de cloro. Às vezes, o que vinha era um odor de sangue. Muitos pacientes em estágio final da doença sangravam pela boca, nariz e vagina.

Na época, Tampellini contou que tinha dois pesadelos recorrentes. Em um deles, ela estava em um vilarejo e uma pessoa com ebola vinha correndo e vomitava em seus pés. Em outro, ela sonhava que uma de suas luvas se rasgava, ela demorava a perceber e se contaminava com o vírus.
“Não sonho mais com isso. Estou em paz com o ebola”, disse Tampellini de Paris.

Ela voltou a Kailahun em 2021, quando eclodiu um surto de ebola na Guiné. A missão era preparar o sistema de saúde para uma possível epidemia.

O hospital da cidade estava mais equipado. “Eles usaram bem o dinheiro que receberam durante o ebola”. E a estrada até Kailahun, no coração da floresta desse país no oeste da África, foi asfaltada.

Depois de enfrentar o ebola na África, a infectologista ajudou seu país a combater a Covid-19. Ela foi para a Itália no início da epidemia, em março e abril de 2020, quando hospitais italianos estavam lotados de pacientes e o número de mortes explodia.

Tampellini conta que o vírus ebola era menos “eficiente” porque matava o hospedeiro muito rapidamente e só se transmitia por contato. Já o vírus da Covid se alastrou de forma vertiginosa, porque a taxa de mortalidade era menor e o contágio se dava pelo ar.

“Definitivamente, pode acontecer de novo. E quando tivermos uma nova epidemia de ebola, não teremos os medicamentos prontos e disponíveis na primeira semana”, disse Lívia. “Mas, mesmo com demora, teremos vacina e remédio. Temos como reagir.”

Colisão de helicópteros deixa pelo menos um morto e desaparecidos no Japão

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma pessoa morreu e pelo menos sete estão desaparecidas após dois helicópteros militares colidirem no Japão.

A colisão ocorreu a 270 quilômetros da Ilha de Toshima, no Oceano Pacífico, no sábado (20). Quatro pessoas estavam em cada helicóptero, segundo a agência de notícias NHK.

Os helicópteros, modelo SH-60K, são da Força Marítima de Autodefesa do Japão. Eles faziam um treinamento para combater submarinos no momento do acidente.

A pessoa que morreu chegou a ser retirada da água com vida. Ela recebeu os primeiros socorros, mas morreu no hospital, informaram as autoridades.

Sete desaparecidos são procurados. As identidades deles não foram divulgadas, mas todos eram militares, segundo informação preliminar da imprensa local.

Os destroços foram encontrados na manhã deste domingo (21). O Ministério da Defesa afirmou que recuperou os registros das viagens, o que deve ajudar nas investigações.

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Motorista é esfaqueado em assalto e dirige ônibus até hospital em Fortaleza

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um motorista de ônibus foi ferido com duas facadas, na noite de sexta-feira (19), durante uma tentativa de assalto em Fortaleza (CE).

A vítima estava trabalhando na linha 074 – Antônio Bezerra/Unifor quando foi surpreendida pelo suspeito. As informações são do Sindiônibus (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará) e da SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará).

O homem que atacou o motorista deixou o veículo e conseguiu fugir. Equipes das polícias Civil e Militar foram acionadas para a ocorrência e realizaram uma investigação na região.

O motorista, mesmo ferido, conseguiu dirigir até o hospital público Instituto Dr. José Frota, onde recebeu atendimento imediato e agora se encontra em recuperação.

Reforçamos nosso compromisso com o bem-estar dentro dos ônibus e reconhecemos a existência de programas de segurança específicos para o transporte público, esperando agora máxima prioridade das autoridades para encontrar e prender o assaltante. Nota Sindiônibus

A SSPD informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará investiga as circunstâncias. A 25º DP (Delegacia do 25º Distrito Policial) é a unidade Civil responsável pelo caso.

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Morre mulher baleada por PM; ele também matou outro policial e se matou

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Morreu neste sábado (20) Érica Fernanda de Oliveira Pitanga, mulher que foi baleada pelo ex-marido, o cabo da Polícia Militar Moisés da Silva Santos, no início do mês. Ele também matou outro agente e se matou em seguida em Arapiraca (AL).
Érica, 25, estava internada desde o dia 5 de abril, quando foi baleada na cabeça. Ela estava no Hospital de Emergência do Agreste, mas morreu na manhã de hoje, segundo a Polícia Militar de Alagoas.

Vítima teve uma infecção pulmonar. Familiares de Érica explicaram que ela precisou fazer uso de medicamentos vasoativos devido à infecção e estava em estado grave, de acordo com o site local Cada Minuto. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médica Legal) e posteriormente liberado para sepultamento.
Relembre o caso

O crime ocorreu no dia em que Érica entrou na Justiça com pedido similar a divórcio. Ela solicitou para a Justiça reconhecer e extinguir o vínculo (similar a um divórcio) entre ela e o cabo Moisés, 31, em um mesmo ato oficial.

O cabo da PM avisou a algumas pessoas que iria até a casa da ex-companheira para matá-la. Não há detalhes sobre a motivação nem a confirmação de que foi uma consequência ao pedido de separação.

Soldado tentou evitar o crime e também morreu. Ao saber da ameaça, o soldado Eudson Felipe Cavalcante Moura, 24, que atuava no mesmo 3º Batalhão da PM e já tinha participado de operações com Moisés, foi até a casa da mulher para conversar com o colega de farda e tentar fazê-lo desistir do crime. Imagens de uma câmera de segurança da rua onde mora a mulher mostram Moisés chegando em um carro branco e, logo em seguida, sendo abordado por Eudson.

Cabo matou soldado com tiro à queima-roupa. Eles começaram uma conversa que durou menos de um minuto. Moisés então sacou uma arma e atirou, matando o colega na hora.

Após o primeiro crime, o PM arrombou e invadiu a casa da ex-companheira e atirou contra ela. Ele acertou de raspão no braço e na cabeça. Depois, atirou contra si e morreu no local.
Eudson, além de PM, era estudante do curso de direito da Uneal (Universidade Estadual de Alagoas). A instituição postou nota lamentando o crime e descrevendo o universitário como “inteligente, atencioso e apaziguador.”

Procure ajuda
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV (www.cvv.org.br) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.

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Mulher fica à beira da morte ao tratar câncer com sucos

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Uma mulher de 39 anos quase perdeu a vida a tentar curar um câncer através de uma dieta à base de sucos e de terapias holísticas, alertando, agora, para que os doentes na mesma situação não ignorem os conselhos dos profissionais de saúde da medicina tradicional.

Irena Stoynova, de Crondall, na região britânica de Hampshire, gastou duas mil libras em sucos e passava até três horas por dia preparando refeições líquidas por acreditar que a curariam do linfoma não Hodgkin com que foi diagnosticada, em junho de 2021.

Naquela época, a mulher ignorou os conselhos dos profissionais de saúde e optou por seguir terapias alternativas, depois de ter visto “relatos da sua taxa de sucesso” na Internet, noticiou a Sky News.

Adotou, assim, uma dieta à base de sucos durante dois anos e meio, tendo também experimentado uma dieta de alimentos crus, jejum intermitente, ervas fervidas e chás especiais.

Irena seguiu os conselhos de um utilizador que tinha centenas de milhares de seguidores nas redes sociais e que defendia que o corpo se conseguia curar a si mesmo através de uma mudança radical de estilo de vida e de dieta.

“Não parei, estava tão fraca. Tive privação de sono e alucinações. Não tinha forças nem para abrir a porta da geladeira. Não conseguia respirar porque tinha líquido nos pulmões. Perdi cerca de 20 quilos por causa da dieta”, contou.

De acordo com os médicos, Irena estava à beira da morte quando foi levada de ambulância para o Hospital Frimley Park, em maio do ano passado. De fato, foi-lhe dito que morreria sem tratamento para o seu câncer, que era de estado III, mas a mulher foi persistente na sua recusa de iniciar um tratamento de quimioterapia.

Ao fim de 10 dias hospitalizada e de conversas “frustrantes”, a mulher aceitou, finalmente, fazer quimioterapia.

“Agora digo às pessoas que os efeitos secundários da quimioterapia são fáceis em comparação com os efeitos secundários que tive com o tratamento holístico. É ótimo ter crenças, se forem corroboradas pela ciência. Por favor, não se desliguem dos médicos. Desliguei-me dos médicos e de tudo relacionado com a medicina convencional e quase perdi a vida”, disse.

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Vídeo. Jovem detido por apontar laser em helicóptero da polícia nos EUA

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Um jovem de 13 anos está sendo acusado de um crime após ter apontado um laser a um helicóptero da polícia, na última quinta-feira, na Florida, nos Estados Unidos. O rapaz admitiu ter sido uma ação intencional, uma vez que estava “entediado”.

O helicóptero sobrevoava a área da 7th Street Northwest e da 11th Avenue, quando um laser verde foi apontado à aeronave.

Os agentes policiais que se encontravam no helicóptero mantiveram contato visual com o suspeito e orientaram os policiais em terra para o localizar.

“Levantem-se e arrumem alguém para apreender este senhor. Ele está cegando o nosso piloto”, pode ouvir-se nas imagens registradas em vídeo, divulgadas pelo Gabinete do Xerife do Condado de Pinellas, que pode ver na galeria de imagens acima.

Na via pública, os agentes em terra abordaram o jovem, identificado como Josiah Sullivan, de 13 anos. O adolescente “admitiu ter iluminado o helicóptero com o dispositivo de iluminação a laser intencionalmente porque estava entediado”, revela a polícia através de um comunicado.

O laser, que estava na sua posse, no interior do seu casaco, foi apreendido.

Já no banco de trás do carro-patrulha, o rapaz afirmou que “não sabia que era um helicóptero da polícia”.

A nota acrescenta que Josiah “foi detido e acusado de utilização indevida do dispositivo de iluminação laser”, tendo sido posteriormente “transportado para o Centro de Avaliação Juvenil do Condado de Pinellas”.

No estado da Florida, este é considerado “um crime de terceiro grau” para “qualquer pessoa que, consciente e intencionalmente, faça brilhar ou aponte um dispositivo de iluminação a laser a um indivíduo que esteja a conduzir um veículo a motor, uma embarcação ou uma aeronave”, destaca ainda a autoridade.

O incidente continua sob investigação.

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Ataques israelitas em Rafah matam 13 pessoas

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Israel tem efetuado ataques aéreos quase diários a Rafah, onde mais de metade da população de Gaza, 2,3 milhões de habitantes, procurou refúgio dos combates em outros locais.

O primeiro ataque matou um homem, a mulher e o filho de 3 anos, segundo o Hospital do Kuwait, que recebeu os corpos.

A mulher estava grávida e os médicos conseguiram salvar o bebê, disse o hospital, segundo a agência norte-americana AP.

O segundo ataque matou oito crianças e duas mulheres, todas da mesma família, de acordo com os registos hospitalares.

Na noite anterior, um ataque aéreo em Rafah matou nove pessoas, incluindo seis crianças.

A guerra entre Israel e o Hamas provocou mais de 34.000 mortos em Gaza, segundo as autoridades sanitárias locais, devastou as duas maiores cidades do território e deixou uma faixa de destruição de norte a sul.

Cerca de 80% da população fugiu de casa para outras áreas, cuja população, segundo os peritos, está à beira da fome.

Israel culpa o Hamas pelas mortes de civis, porque os militantes combatem em bairros residenciais densos, mas os militares raramente comentam os ataques individuais, que muitas vezes matam mulheres e crianças.

Os militares israelitas afirmam que mataram mais de 13.000 combatentes do Hamas, sem fornecer provas.

O conflito, agora no sétimo mês, provocou uma agitação regional que opõe Israel e os Estados Unidos ao Irã e a grupos militantes aliados em todo o Oriente Médio.

No início de abril, Israel e o Irã trocaram tiros diretos, fazendo temer uma guerra total entre os inimigos de longa data.

As tensões também aumentaram na Cisjordânia ocupada por Israel.

As forças israelitas afirmaram que neutralizaram dois palestinos que atacaram um posto de controle com uma faca e uma arma perto da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, ao início do dia de hoje.

Não ficou imediatamente claro se os dois atacantes foram mortos. Nenhum elemento das forças israelitas ficou ferido.

Pelo menos 469 palestinos foram mortos por soldados e colonos israelitas na Cisjordânia desde o início da guerra em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde palestiniano.

A guerra em curso foi desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, em 07 de outubro de 2023, que fez cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.

Israel afirma que os militantes ainda mantêm cerca de 100 reféns e os restos mortais de mais de 30.

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Corpo de ‘tio Paulo’, idoso levado morto a banco, será enterrado no Rio de Janeiro

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O corpo de Paulo Roberto Braga, idoso que foi levado já sem vida a um banco de Bangu, no Rio de Janeiro, será enterrado neste sábado, 20, no Cemitério em Campo Grande, zona oeste da capital fluminense. O sepultamento começará às 11h30, segundo o próprio cemitério.

O enterro acontece quatro dias depois do caso que ganhou repercussão nacional na última terça-feira, 16. Funcionários do banco filmaram o momento em que Érika de Souza Vieira Nunes, de 43 anos, tentava fazer Braga assinar um empréstimo de R$ 17 mil, mas ele parecia já estar morto. Ela chamava o idoso de “tio Paulo”.

O Serviço de Atendimento Médico de Urgências (Samu) foi chamado, e um médico constatou a morte dele ainda na agência. Érika foi presa em flagrante pelos crimes de furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver e está detida desde a terça, 16.

Na última quinta-feira, 18, a Justiça manteve a prisão de Érika após audiência de custódia na cadeia José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio.

A juíza Rachel Assad da Cunha atendeu o MP-RJ e afirmou que, pelo que se percebe nos vídeos, quem queria fazer o empréstimo era Érika, embora o dinheiro não pertencesse a ela. A magistrada registrou ainda que a presa parecia mais preocupada com o empréstimo do que com a saúde do tio e que a possibilidade de ter levado Paulo Robert já morto ao banco “torna a ação mais repugnante e macabra”.

Imagens de câmeras do circuito de segurança do centro comercial onde fica a agência bancária frequentada por Érika e por Paulo Roberto mostram a mulher circulando pelo local com o idoso imóvel em uma cadeira de rodas.

O vídeo mostra Paulo com a cabeça tombada em alguns momentos enquanto Érika os leva em direção ao banco, onde tentaria finalizar um empréstimo em nome do tio.

Um homem que ajudou a colocar o idoso em um carro por aplicativo antes da chegada à agência, porém, disse em depoimento à polícia que Paulo Roberto Braga, de 68 anos, “ainda respirava e tinha força nas mãos” quando foi colocado no veículo.

O condutor do veículo, por sua vez, declarou aos agentes que o idoso “chegou a segurar a porta do carro” ao descer. Os depoimentos corroboram a versão da defesa de Érika, de que o homem teria chegado vivo à agência bancária.

Na quarta-feira, 17, o motorista por aplicativo que foi chamado para buscar Braga e Erika, e um mototaxista que ajudou a colocar o idoso no carro, prestaram depoimentos à Polícia Civil.

O mototaxista disse que conhecia Braga e que foi chamado por Érika para ajudar a colocá-lo no carro por volta de 12h20. Na declaração, ele afirmou que, quando entrou na casa o idoso estava na cama. Quando o segurou, disse o mototaxista à polícia, “ele ainda respirava e tinha força nas mãos”.

 

Unidades de urgência e emergência funcionam no ponto facultativo e feriado

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Foto: César Ferreira/Prefeitura de Campos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) manterá todas unidades de urgência e emergência funcionando normalmente nesta segunda-feira (22), ponto facultativo nos setores municipais em função do feriado do Dia de São Jorge (23). Estarão abertas as Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) 24 horas, assim como o Hemocentro Regional de Campos, que funciona todos os dias no Hospital Ferreira Machado (HFM), inclusive, nos finais de semana e feriados, das 7h às 18h.

O município conta com quatro unidades de urgência que funcionam 24 horas. São elas: UPH de Ururaí, Travessão, Santo Eduardo, Saldanha Marinho, além da Clínica da Criança e o Pronto Socorro Pediátrico do Hospital dos Plantadores de Cana (HPC). Já os de emergência são o Hospital Ferreira Machado (HFM), o Hospital Geral de Guarus (HGG) e o Hospital São José (HSJ).

Durante o ponto facultativo e feriado, assim como no final de semana, a SMS mantém também a aplicação das vacinas do calendário básico de rotina, Influenza e contra a Covid-19. Essa vacinação acontecerá na Clínica da Criança e na sede da Secretaria de Saúde, no horário das 8h às 17h.
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) não vão funcionar durante o feriado e ponto facultativo. Esse serviço, assim como os que funcionam na sede da SMS, serão retomados na próxima quarta-feira (24). O Centro de Referência da Dengue (CRD) funciona normalmente durante o ponto facultativo e não irá funcionar durante o feriado.

Estrela de reality show impressiona com perda de peso

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A estrela de reality show Tammy Slaton impressionou seus fãs e seguidores nas redes sociais ao compartilhar uma série de fotos ostentando sua perda drástica de peso.

As imagens mostram Tammy, de 37 anos, na companhia de seu gato. 

Slaton ficou famosa com o reality show ‘Amy e Tammy: Irmãs Contra o Peso’. Ela pesava 328 kg quando a obra teve início e havia perdido 199 kg no fim da produção.

Em dezembro do ano passado ela revelou ter alcançado a marca de 129 kg.

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A adoção emocionante de um gato que "escolheu" o novo dono

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O momento em que uma criança e um animal criam uma ligação num centro de adoção de animais tornou-se viral nas redes sociais.

A situação foi captada em vídeo e compartilhada esta semana no Reddit, onde os utilizadores adoraram o momento.

As imagens mostram a criança pegando no gato, que reagiu muito bem ao abraço e acabou por dar carinho à criança, que ficou aparentemente muito feliz com o encontro.

“O rapaz foi ao abrigo com a intenção de adotar  um gato e assim que ele chegou um dos gatos abraçou-o. O gato escolheu-o”, lê-se nos comentários.

Houve, no entanto, quem não ficasse convencido de que o rapaz estava gostando tanto do animal quanto o animal dele – mas assim que viram a cara do menino acabaram por mudar de ideias. “Não estava convencido até que o rapaz se virou. O sorriso disse-me tudo aquilo que eu preciso saber”, escreveu outro utilizador.

“Ainda me lembro do momento em que o gato do meu amigo me aceitou finalmente. Isto depois de cerca de um ano de estar sempre com os meus amigos (os nossos prédios de apartamentos eram próximos, por isso várias vezes por semana). Ele veio para o meu peito e encostou a testa à minha. Ficou assim durante cerca de um minuto, olhando para mim. Depois disso, queria sempre sentar-se perto de mim e deixar-me fazer-lhe carinho”, recordou outro.

The Boy went shelter house for cat adoption and he Found the Joy ️#viralvideo pic.twitter.com/Mo8PzuKh7y

— Mansi (@imansiofficial) April 17, 2024 “>

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— Mansi (@imansiofficial) April 17, 2024

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Mulheres heterossexuais fazem ‘detox’ de relacionamentos com homens

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ANDREZA DE OLIVEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Fazer um detox de homem, manter distância, dar um tempo. A prática de mulheres heterossexuais que, voluntariamente ou não, evitam se relacionar com o gênero oposto coincide com um movimento em ascensão em todo o mundo, o chamado “boysober”, ou sobriedade de homens, em tradução livre.

Solteira há 11 anos, Raphaella Avena, 42, é jornalista e influencer e diz não ter, sequer, um contato mais íntimo, como um beijinho ou até mesmo uma relação sexual há cerca de três meses. “Eu não tomei essa decisão do nada, simplesmente aconteceu por conta das opções de homens que temos hoje”, afirma.

Com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, ela mantém uma página dedicada à mulheres com mais de 40 anos, a Quarentamos. Por lá, as principais temáticas abordadas são autocuidado, amadurecimento e sexo. “Gosto de mostrar que, nos dias de hoje, a vida da mulher não precisa ser mais voltada para filhos e marido. Falo com mulheres que querem ser independentes e priorizam, principalmente, o bem-estar e a independência financeira.”

Nas redes sociais, aborda assuntos como a desconstrução do príncipe encantado. “Vivemos numa realidade em que as mulheres ainda acreditam que quem não tem um homem provedor é fracassada”, diz.
São justamente pontos como carreira e autoconhecimento, somados a relatos de suas seguidoras sobre abuso, violência verbal e até agressões, que culminaram nas escolhas de Raphaella. Segundo ela, o fim de seu último namoro, quando tinha aproximadamente 30 anos, a ajudou a ser mais ativa no mercado de trabalho.

“Foi meio involuntário, não sei se coloquei minha vida profissional nesse meio ou se apenas foi coincidência”, explica a influencer. “Num relacionamento, às vezes a gente perde muita energia porque a mulher se doa muito mais. Somos educadas para colocar a relação no centro da nossa vida”, complementa.

Inspirada pela mãe, que terminou um casamento ainda no início dos anos 1990 para viver o sonho de conhecer o mundo, ela não teve medo de priorizar seus desejos e trabalhos. No total, Raphaella se recorda de seis relacionamentos ao longo de sua vida, mas o último levou sua autoestima no chão.

“Eu achava que dependia de homem até para me satisfazer, mas depois descobri que não é bem assim”, afirma, dizendo ainda que tinha preconceito com vibradores. O sexo entre homem e mulher era, na visão dela, muito tradicional e romântico.

Muitas mulheres se reprimem sexualmente durante relacionamentos por conta do machismo institucionalizado, segundo a médica da família e sexóloga, Regina Moura. “Em uma relação sexual, o homem não entende uma relação boa se não tiver orgasmo, diferentemente da mulher, que às vezes nunca nem experimentou.”

A especialista acrescenta ainda que, quando a mulher decide ficar sozinha, a libido não depende, necessariamente, do contato sexual com outra pessoa. “Se você tem uma vida que te completa, você pode ou não ter desejo sexual. E você tendo desejo sexual, você pode se satisfazer por si só.”

Um dos exemplos de liberdade feminina citada por Moura é quando uma mulher se torna viúva e, a partir dali, decide fazer as coisas que tinha vontade mas não fazia por conta do marido.

Assim como Raphaella, Taina Amorim, 24, não precisou vivenciar o luto para decidir encerrar um relacionamento e focar no que, de fato, importava para si mesma. Mãe de uma criança autista de três anos, ela afirma não se relacionar há dois anos com ninguém.

“Me senti livre para correr atrás das minhas conquistas, investir meu tempo na criação do meu filho e nos meus estudos para que, lá na frente, quando eu me sentir pronta e segura, eu encontre um parceiro que esteja assim também. Um relacionamento não me caberia agora, dentro da minha realidade”, completa Taina.

Estudante de psicopedagogia e influencer, ela teve seu primeiro namorado aos 14 anos e, desde então, até 2022, seguiu em outros namoros. Quando o filho fez seis meses, ela terminou o último. Dali em diante diz ter percebido que relacionamentos não eram essenciais.

A principal vantagem em dar esse tempo longe de namoros com homens, do ponto de vista dela, foi se conhecer muito mais. “Sinto que não me conhecia, consegui entender ainda quais são meus objetivos.”

De acordo com a médica Regina Moura, muitas mulheres nunca se viram sozinhas e, quando se encontram nessa situação, acabam se sentindo livres. “Não sabem como é ficar sozinha. Então, construíram as suas vidas sempre com alguém, dominada por alguém, mandada por alguém, esse é um dos grandes problemas de nunca ter ficado sozinha, é nunca ter olhado para si mesma. E aí, quando você olha, você descobre que você é uma boa companhia para você.”

A somatória entre traições, agressões verbais e irresponsabilidade emocional fizeram Taina optar por ficar sozinha. E essa pausa, hoje, já tem mais de dois anos. “Um dos maiores medos da minha vida era ser mãe solo e isso se concretizou.”

Romântica, ela diz ter a intenção de se relacionar no futuro. “Mas, por enquanto, me sinto mais conectada comigo mesma. E tenho uma coragem maior de ser quem eu sou”, completa.

Hoje, Taina se vê de uma forma diferente, com mais maturidade e foco para alcançar seus objetivos. Até mesmo para beijar alguém novamente é necessário ter confiança na pessoa. “Preciso saber se essa pessoa está buscando a mesma coisa que eu, do contrário, nem saio com ela”, afirma.
Para Moura, depois que as mulheres vivenciam essa experiência e conseguem aproveitar a própria companhia, acabam ficando mais exigentes na hora de ficar com alguém de novo. “Tem que ser alguém que valha muito a pena, porque não é qualquer coisa que vai satisfazer”, explica a sexóloga.

Muitas pessoas acreditam que uma mulher sozinha é uma mulher abandonada, segundo a especialista, mas não funciona bem assim, porque essas mulheres têm a liberdade de fazerem o que quiserem “seja ler um livro ou maratonar uma série, e poucas pessoas têm esse privilégio”, como ela diz.

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Anvisa mantém proibição à venda de cigarros eletrônicos

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JULIANA MATIAS, MARIANA BRASIL E ANA POMPEU
SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) manteve nesta sexta-feira (19) a proibição da comercialização de DEFs (Dispositivos Eletrônicos para Fumar), conhecidos como vapes ou cigarros eletrônicos. Os votos também vedam a propaganda, fabricação, importação, distribuição, armazenamento e transporte dos dispositivos eletrônicos para fumar.

Os cinco diretores da agência foram unânimes na decisão. Eles mencionaram receios de renormalização do ato de fumar e aumento do tabagismo no Brasil diante do efeito de porta de entrada ou recaída de ex-fumantes com a popularização dos cigarros eletrônicos.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, ao final da sessão, afirmou que o tema exigiu aprofundamento, como “qualquer outro que lida com estímulos mobilizantes do ser humano, apegos, às vezes emoções”. A sessão durou quase 9 horas.

“Mas há de haver grupos como este que primem pelo racional e científico”, disse. Segundo ele, a agência não vai deixar de acompanhar as evoluções do tema e poderá voltar a ele se necessário e revisar os próprios atos.

Na reunião, depoimentos de representantes de entidades de saúde nacionais e internacionais foram ouvidos, assim como relatos pessoais de usuários dos DEFs, que levantaram argumentos a favor e contra a proibição.

Os vídeos com relatos fazem parte da consulta pública realizada pela agência, com fins de aprimoramento do texto proposto. Em dezembro de 2023, a Anvisa abriu consulta pública sobre uma minuta de resolução que mantém o veto aos produtos.

A consulta pública aberta pela Anvisa teve 13.930 manifestações. Foram favoráveis a manter esses dispositivos proibidos no país 37% dos participantes, enquanto 59% disseram ter opinião diferente -contrária ou com outras ponderações.

Entre os profissionais de saúde, 61% fizeram avaliação positiva da proibição, enquanto 32% disseram que os efeitos foram negativos. Considerando as participações do setor regulado -incluindo a indústria do fumo e variados comércios-, 41% foram a favor da manutenção da norma, enquanto 44% discordaram ou fizeram ressalvas. A Anvisa reabriu em 2019 a discussão sobre os cigarros eletrônicos, dez anos após a proibição do produto, em 2009.

Barra Torres, que é o relator do processo (25351.911221/2019-74), entendeu que a consulta pública sobre os cigarros eletrônicos, aberta em dezembro de 2023, “não trouxe fato ou argumento científico que alterasse o peso das evidências já ratificadas por esse colegiado anteriormente”. Ele elencou estudos de associações da saúde, bem como os resultados da consulta pública para sustentar seu voto a favor da proibição dos cigarros eletrônicos.

Entre os estudos, Barra Torres citou trecho de uma carta da organização não governamental ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), que entende “que permitir a comercialização de DEFs não é o caminho para o combate ao mercado ilegal. Há contrabando de cigarros, mesmo com a permissão de comercialização”.

Em relação à carga tributária que a regulamentação dos cigarros eletrônicos poderia trazer ao país, o relator destaca outro trecho da ACT que diz que “a partir da experiência do país com a carga do tabagismo para a saúde e a economia, apesar da possível geração de receita que a liberação dos DEFs possa trazer, não será capaz de compensar os consideráveis custos que o aumento do tabagismo trará para o sistema único de saúde”.

O relator também citou o artigo “Cigarro eletrônico é ameaça à saúde pública”, publicado na Folha e escrito por ex-ministros da Saúde no Brasil, que é contrário à comercialização dos vapes. “Como ex-ministros da Saúde, temos o dever de reiterar nosso posicionamento contrário à comercialização dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs)”, diz o texto.

Em seu voto, o relator citou a orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde), publicada em 14 de dezembro do ano passado, que mostra que “o uso de cigarro eletrônico é maior entre crianças de 13 a 15 anos do que entre adultos em todas as regiões da OMS”.

Ainda votaram os diretores Danitza Passamai Rojas Buvinich, Meiruza Sousa Freitas, Romison Rodrigues Mota e Daniel Meirelles Fernandes Pereira.

Ao votar, Danitza Passamai Rojas Buvinich sugeriu acrescentar condicionantes à importação dos produtos às pesquisas. O presidente aderiu à proposta e a incluiu no voto dele.

De acordo com a diretora, essa possibilidade fica submetida a dois critérios: que a investigação científica seja feita por instituições científicas tecnológicas e de inovação credenciadas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pelas modalidades do Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior).

Já Daniel Meirelles Fernandes Pereira ressaltou o reconhecimento internacional da Anvisa por sua qualidade regulatória. A agência é reconhecida desde 2010 pela OPAS (Organização) como autoridade reguladora nacional de referência.

Além disso, ele afirmou que, desde 2017, a agência delibera o assunto, com diversos momentos de participação social e incontáveis reuniões e audiências com diferentes agentes afetados. Assim, as agências de debate estão, para ele, maduras para a definição.

“Pelas políticas públicas vigentes no país, neste momento, não há outra possibilidade que não a manutenção da proibição dos dispositivos”, disse. “Seria irresponsável a permissão de uso desses produtos em posição frontalmente contrárias às políticas citadas”, acrescentou.

O voto de Romison Rodrigues Mota destacou que a indústria tenta vencer os limites estabelecidos aos produtos de tabaco. Segundo ele, as empresas usam uma estratégia de marketing que aborda tanto o dispositivo como o tabaco, lançando designs e funções para associar o produto a algo inovador e explorar a paixão por tecnologia, especialmente dos jovens.

“A estratégia de marketing tem o propósito de superar os limites regulatórios existentes sobre publicidade, a promoção e o patrocínio de tabaco, alegando que os dispositivos não são produtos de tabaco e portanto os limites não se aplicariam a eles”, disse.

Ele passou a citar as evidências de riscos e danos do produto. De acordo com ele, os dados indicam que não há melhora em diversos indicadores cardiológicos e pulmonares em relação ao cigarro convencional.
Por fim, no último voto dado, Meiruza Sousa Freitas mencionou legislações internacionais sobre a matéria. Ela destacou, por exemplo, vários posicionamentos da FDA (Food and Drug Administration), agência responsável por regulamentar drogas e alimentos nos EUA, da Austrália, de países da União Europeia e do grupo de forma comum, a respeito dos riscos do produto.

Na sequência, ela defendeu uma atuação no sentido de proteção da população contra a nicotina e os efeitos desconhecidos dos cigarros eletrônicos para a saúde em longo prazo.

“Precisamos comunicar claramente que os cigarros eletrônicos, especialmente os descartáveis, contém nicotina muitas vezes em alta concentração, uma substância altamente viciante. Os cérebros de jovens e adolescentes são particularmente vulneráveis ao vício, e a nicotina tem um efeito prejudicial ao cérebro, com perda de função cognitiva, atenção e memória”, afirmou.

Evidências científicas comprovam que os DEFs, assim como os cigarros convencionais, causam danos cardíacos, respiratórios e neurológicos no usuário, além de dependência devido à presença elevada de nicotina.

Um estudo realizado na China e publicado recentemente pela revista Scientific Reports concluiu que fumantes de cigarros convencionais e eletrônicos estão sujeitos ao mesmo risco para desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica. O risco cresce ainda mais entre aqueles que fazem uso dual, ou seja, fumam tanto o cigarro convencional quanto o eletrônico.

A decisão da Anvisa foi tomada enquanto o Senado e o STF (Supremo Tribunal Federal) divergem acerca da criminalização do porte e posse de drogas.

Na terça-feira (16) o Senado aprovou a PEC das Drogas, que coloca na Constituição a criminalização de porte e posse. A aprovação veio em resposta ao julgamento do STF que pode descriminalizar a maconha para uso pessoal.

Se aprovada na Câmara dos Deputados, a PEC será promulgada pelo Congresso, pois emendas constitucionais não precisam de sanção do presidente.

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Irã volta a minimizar ataque atribuído a Israel e o compara a ‘jogo de crianças’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã minimizou neste sábado (20) o ataque atribuído a Israel contra o país na sexta-feira (19), e afirmou que Teerã só reagirá se os interesses iranianos forem atacados.

Na sexta, a imprensa estatal iraniana noticiou explosões durante a madrugada perto de uma base militar na zona de Isfahan, no centro do país, devido ao abate bem sucedido de pequenos drones pelo sistema de defesa antiaérea.

A mídia norte-americana afirmou, citando funcionários de alto escalão, que Israel respondeu desta forma a Teerã em retaliação à ofensiva com mísseis e drones da semana passada contra seu território.

“O que aconteceu ontem à noite não foi um ataque”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir Abdollahian, à NBC News na sexta. “Foi um voo de dois ou três quadrotores, como os brinquedos com que as nossas crianças se divertem no Irã.”

“Enquanto não houver novas aventuras do regime israelenses contra os interesses iranianos, não responderemos”, esclareceu o ministro. Mas “se o regime israelense pretende tomar outra ação contra os nossos interesses, a nossa próxima resposta será imediata e máxima”.
Ainda de acordo com ele, o ataque não causou vítimas nem provocou danos.

Israel não comentou o incidente de sexta e os analistas dizem que é do interesse de ambos os lados acalmar a situação, pelo menos por enquanto.

Também neste sábado, fontes de segurança afirmaram que um ataque aéreo contra uma base do Exército no Iraque causou uma explosão que matou um membro das Forças de Mobilização Popular do Iraque (PMF, em inglês ) e feriu outras oito pessoas na base militar de Kalso, cerca de 50 quilômetros ao sul de Bagdá.

Os militares iraquianos disseram que um comitê técnico investigava a causa da explosão na base, que teria acontecido na madrugada de sábado. Depois, informaram que o comando de defesa aérea confirmou que não havia nenhum drone ou caça no espaço aéreo da base militar antes e durante a explosão.

A PMF é uma organização guarda-chuva que contém várias milícias pró-Irã que fazem parte da rede de representantes que Teerã utiliza para promover os seus interesses em todo o Oriente Médio.

As explosões na região desencadearam uma onda de apelos internacionais à moderação, numa localidade sob tensão desde 7 de outubro devido à guerra em Gaza entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas, que é apoiado por Teerã.

No sábado (13) passado, o Irã disparou cerca de 300 drones e mísseis contra o território israelense, em retaliação por um bombardeio à embaixada iraniana na Síria que matou militares do país no início do mês. Por ora, Teerã vem minimizando o que seria uma resposta de Tel Aviv, em indicativo de que o regime não tem planos de uma nova retaliação.

Analistas dizem que o ataque desta sexta parece ter tido como alvo uma base da Força Aérea iraniana perto da cidade de Isfahan, na região central do país. O local escolhido, próximo de instalações nucleares, teria sido uma mensagem de Israel sobre o alcance de seu poderio militar, ainda que Tel Aviv não tenha usado aviões ou mísseis balísticos.

Israel não comentou os ataques atribuídos a Israel, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que Washington, maior aliado de Tel Aviv, não participou de “quaisquer operações ofensivas”.

Segundo o jornal americano The New York Times, uma autoridade americana disse que Israel notificou os EUA sobre o ataque. Publicamente, integrantes do governo Joe Biden não teriam comentado para evitar que Washington fosse arrastada ao conflito.

Líderes de países do golfo Pérsico também já haviam manifestado preocupação com a possibilidade de a situação se transformar em “uma grave conflagração regional que poderia estar além do controle ou da capacidade de contenção de qualquer pessoa”. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos pediram publicamente o máximo de autocontenção para poupar a região de uma guerra mais ampla.

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Mantida proibição de cigarros eletrônicos, após votação na Anvisa

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Três dos cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), votaram nesta sexta-feira (19), por manter a proibição aos cigarros eletrônicos no Brasil. Deste modo, continua proibida a comercialização, fabricação e importação, transporte, armazenamento, e publicidade ou divulgação desses produtos.

“O que estamos tratando, tanto é do impacto à saúde como sempre fazemos, e em relação às questões de produção, de comercialização, armazenamento, transporte, referem-se, então, à questão da produção de um produto que, por enquanto, pela votação, que vamos registrando aqui vai mantendo a proibição” _ Disse o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Ele mencionou ainda que a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (U.S Food and Drug Administration) aponta que, mesmo com a fiscalização, há comércio ilícito desses produtos. Sendo assim, apresentou proposições de ações para fortalecimento do combate ao uso e circulação dos dispositivos eletrônicos de fumo no Brasil.

Fiocruz: internações por gripe e vírus sincicial aumentam no país

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Mulher segurando seringa / Foto: Agencia Brasil

O Boletim InfoGripe, divulgado nesta semana pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), chama atenção para alta das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causadas principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e a influenza A, o vírus da gripe. O boletim aponta ainda para queda dos casos de covid-19, com alguns estados em estabilidade.

Nas últimas quatro semanas, do total de casos de síndromes respiratórias, 54,9% foram por vírus sincicial e 20,8% por influenza A. Entre as mortes, os dois vírus são os mais presentes. Conforme o boletim, as mortes associadas ao vírus da gripe estão se aproximando das mortes em função da Covid-19, “por conta da diferença do quadro de diminuição da Covid-19 e aumento de casos de influenza”.

Desde o início de 2024, foram registrados 2.322 óbitos por síndrome respiratória grave no país.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, alerta para a importância da vacinação contra a gripe, em andamento no país, como forma de evitar as formas graves da doença. “A vacina da gripe, como a vacina da covid, têm como foco diminuir o risco de agravamento de um resfriado, que pode resultar numa internação e até, eventualmente, uma morte. Ou seja, a vacina é simplesmente fundamental”, alerta, conforme publicação da Fiocruz.

De acordo com o levantamento, 20 estados e o Distrito Federal apresentam tendência de aumento de SRAG no longo prazo: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Fonte: Agência Brasil

Idoso levado morto ao banco será sepultado após dois dias de espera no IML

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O corpo do idoso Paulo Roberto Braga, de 68 anos, levado por uma mulher a um banco, na última terça-feira (16), para fazer um empréstimo de R$ 17 mil, será enterrado neste sábado (20), no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste. O horário ainda não foi definido.

O corpo de Paulo ficou quase três dias no Instituto Médico Legal (IML) de Campo Grande antes de ter uma decisão a respeito do enterro. A Secretaria de Assistência Social informou que aguardava a guia de sepultamento, documento que reúne todas as informações do falecido e serve como registro para o enterro.

O corpo de Paulo Roberto foi liberado na quarta por uma mulher que seria irmã de Érika de Souza, que levou o idoso até a agência. Ela apresentou uma Declaração de Hipossuficiência para que o sepultamento de Paulo Roberto seja sem custos. Outras três pessoas, que disseram ser parentes e vizinhos, a acompanharam durante a liberação.

O laudo de exame de necropsia apontou que o idoso morreu entre 11h30 e 14h30 da última terça-feira, ou seja, não é possível determinar se o homem veio a óbito antes ou depois de chegar no banco. A causa da morte de Paulo, de acordo com o laudo, foi broncoaspiração do conteúdo estomacal e falência cardíaca. O texto também destacou que a rigidez cadavérica se desenvolve de forma progressiva, começando pela nuca e descendo para outros membros. Paulo ficou internado por uma semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bangu com quadro de infecção pulmonar, recebendo alta na segunda-feira (15), um dia antes de morrer.

No vídeo que viralizou, Erika conversa com a vítima normalmente, pedindo inclusive para que Paulo assinasse o documento que autorizava o recolhimento dos R$ 17 mil. Funcionários da agência bancária desconfiaram e chamaram equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou o óbito às 15h20. Em depoimento, a mulher contou que o idoso tinha solicitado o empréstimo para comprar uma televisão nova e reformar a casa. Na sua oitiva, a mulher alegou que Paulo chegou vivo ao banco e que parou de responder no momento do atendimento no guichê.

Ela teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (18). A defesa de Erika, representada pela advogada Ana Carla Corrêa, garante que o idoso chegou vivo ao banco, além de informar que Paulo sofria com alcoolismo e enfrentava problemas de saúde recentemente, assim como o uso da cadeira de rodas.

Fonte: O Dia

Morre homem que se incendiou diante de tribunal onde Trump era julgado

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O homem que ateou fogo no próprio corpo diante do tribunal em que Donald Trump era julgado em Nova York morreu.

A morte foi confirmada pela polícia ao canal NBC neste sábado (20). A hora da morte de Maxwell Azzarello não foi detalhada pelos investigadores, informou o canal.

O homem estava internado em estado crítico. Ele foi levado ao Weill Cornell Medical Center. Quatro policiais e um funcionário da corte se feriram tentando controlar o fogo, mas não precisaram de atendimento hospitalar.

Natural da Flórida, ele é investigado como “teorista da conspiração” pela polícia. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Maxwell cita um “golpe apocalíptico fascista” que estaria em curso no país.

Autoridades informaram que não há sinais de que ele focava em Trump ou em outra personalidade presente no local. Ele jogou panfletos para cima antes de atear fogo no corpo, segundo testemunhas.

O episódio vem logo após a seleção do júri de Trump ter sido concluída. O processo abre caminho para que os promotores e advogados de defesa façam as declarações iniciais na próxima semana. O colegiado é composto por sete homens e cinco mulheres que, juntamente com seis suplentes, examinarão as provas em um julgamento inédito para determinar se um ex-presidente dos EUA é culpado de violar a lei.

JULGAMENTO
Trump é acusado de encobrir pagamentos secretos a uma estrela pornô. O ex-presidente americano teria omitido um pagamento de US$ 130 mil (R$ 674,7 mil, pela cotação atual) que seu ex-advogado Michael Cohen fez à estrela pornô Stormy Daniels antes da eleição de 2016. O objetivo era que Daniels mantivesse silêncio sobre um encontro sexual que ela diz ter tido com Trump uma década antes.

A ação em si não é crime, mas ex-presidente teria ‘maquiado’ os valores. Segundo a acusação, o dinheiro enviado a Daniels foi registrado como um pagamento feito a Cohen e, na prática, buscava evitar que o suposto caso extraconjugal pudesse atrapalhar Trump nas eleições de 2016 — posteriormente vencidas pelo republicano. O ex-presidente se diz inocente e nega ter se encontrado com a estrela pornô.

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