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Mulher cai de árvore e sofre perfuração no pulmão em ato de Bolsonaro

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Uma mulher foi socorrida após cair de uma árvore e sofrer uma perfuração no pulmão durante um ato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo no domingo (25). O acidente aconteceu na Praça Geremia Lunardelli, próxima à Avenida Paulista.

Equipes do Choque da Polícia Militar prestaram os primeiros socorros à manifestante e a estabilizaram em uma viatura. O acesso do SAMU e do Corpo de Bombeiros foi impossibilitado devido ao grande número de pessoas no local.

A mulher foi levada à Unidade de Resgate para atendimento médico. Não há informações sobre seu estado de saúde.

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O acidente aconteceu na Praça Geremia Lunardelli, próxima à Avenida Paulista 

Situação da dengue em Campos é crítica, diz diretor do CRD

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Foto: Divulgação Ascom

A dengue é uma doença infecciosa aguda, uma arbovirose transmitida ao homem por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. A situação da doença no estado do Rio de Janeiro nunca esteve tão crítica, segundo informou o diretor do Centro de Referência da Dengue (CRD), Luiz José de Souza. O médico ressalta que o município de Campos deve entrar em epidemia em poucos dias e demonstra preocupação, já que a cidade começou a registrar casos da patologia antes do previsto, entre os meses de janeiro e fevereiro.

O infectologista explica que, geralmente, a epidemia é localizada por regiões. No entanto, neste ano, tendo em vista o mapa do estado, a doença vem se alastrando, simultaneamente, por todas as regiões.

“Trabalho na assistência há 22 anos e nunca vi a situação chegar como estamos vendo este ano. É preciso levar em consideração, também, que chuva e calor são favoráveis para a proliferação do mosquito, por isso, que nós tivemos muitos casos em janeiro e fevereiro, período esse atípico para a região, já que o pico de dengue costuma ser nos meses de abril, maio e junho”, destacou o diretor.

Em Campos, dos quatro sorotipos existentes, o tipo 2 é o principal em circulação, há pelo menos dois anos, causando quadros de sinusites, lesão pleural e abdominal (ascite), com evolução para choque séptico. Luiz José pontua que os casos de dengue no município estão em uma proporção de 90%. Porém, há ocorrências de chikungunya e Covid-19, simultaneamente.

“Estamos trabalhando arduamente para que não tenhamos óbitos. Para isso, orientamos os munícipes para que assim que aparecerem os primeiros sintomas, iniciem o mais rápido possível a hidratação, seja com água mineral, água de coco, sucos naturais ou soro caseiro. Essa é a nossa recomendação. A dipirona também é recomendada, já que seu princípio ativo não é metabolizado pelo fígado”.

O médico aconselha que o paciente só deve procurar o CRD em caso de sinais de alarme, como dor abdominal intensa; hemorragias; queda abrupta da pressão arterial; muita prostração, entre outros sintomas. “Esses pacientes precisam estar sendo acompanhados em um hospital ou no CRD, pois o quadro pode evoluir para hipotensão, seguido de choque. Lembrando que a morte por dengue é por choque, por falta de líquido.

PACIENTES — A auxiliar de escritório e estudante universitária Thirza Amaral Arquejada Noronha, de 20 anos, sabe muito bem os transtornos que a doença causa, principalmente na mudança brusca da rotina, pois, dependendo do quadro, o paciente fica incapacitado até mesmo de andar.

“Cheguei da faculdade nessa quinta-feira (22) com muita febre e dor no corpo. Quando foi na sexta de manhã (23), os sintomas se intensificaram e procurei o serviço de saúde”, disse ela que saiu do CRD com o retorno agendado para esta segunda-feira (26).

Já a técnica de enfermagem Joelça Gomes Rangel, de 41 anos, começou a apresentar os sintomas na última segunda-feira (19). Ela relatou que teve febre alta, dor abdominal e vômito.

“Estava muito debilitada, com dor e fraqueza nas pernas. Agora, já estou no recurso, recebendo hidratação venosa e vou retornar semana que vem para nova avaliação”.

A copeira Suelen da Silva Machado, 30 anos, conta que já teve chikungunya e agora vem sofrendo com os sintomas da dengue. “Estou tendo febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e muito enjoo. Não desejo para ninguém isso”.

Fonte: Ascom

Foragido da justiça é preso pela PM na Pecuária

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134ª DP/Foto: ClickCampos
134ª DP/Foto: ClickCampos

Na noite deste sábado (24), um homem foragido da justiça foi preso pela Polícia Militar na Avenida São Fidélis, na Pecuária, em Campos.

Equipes policiais receberam informações sobre a presença de um homem conhecido como “Gleyssinho” na Avenida São Fidélis. Ele era suspeito de cometer um homicídio.

Após abordagem, durante revista pessoal, foi confirmado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele. Em seguida, o homem foi encaminhado à 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado.

Ciclista morre após ser atropelado na RJ-230 em Campos

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Foto: Reprodução Redes Sociais

O ciclista atropelado no último sábado (24) na RJ-230 entre Santa Maria e Santo Eduardo, em Campos, foi identificado como Emerson Claudio.

O motociclista, conhecido pelas iniciais K.T., ficou ferido, enquanto Emerson sofreu ferimentos graves e faleceu no Hospital Ferreira Machado (HFM) após ser levado à unidade de emergência.

As circunstâncias do acidente não foram reveladas. O corpo da vítima foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML).

Grupo de jovens invade concessionária e rouba vários carros de luxo; veja

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Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que um grupo de jovens, da região de Chicago, nos EUA, invadiu uma concessionária da Jaguar e Land Rover e fugiu com mais de meio milhão de dólares em veículos topo de gama.

O assalto aconteceu no dia 18 de fevereiro na cidade de Waukesha. O vídeo do crime mostra os assaltantes, vestidos de preto da cabeça aos pés, entrando na loja.

Um dos ladrões usou um Land Rover Velar para arrombar a porta da garagem. O grupo então fugiu com várias viaturas, incluindo um Porsche Macan 2019, um Land Rover Discovery Dynamic 2024 e um Jaguar F Type R-Dynamic 2021.

O valor total dos veículos roubados é de mais de 538 mil euros.

Um dos suspeitos, de 17 anos, foi detido após sofrer um acidente durante a fuga. Segundo o jornal NY Post, os demais suspeitos ainda estão foragidos.

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Mulher é acusada de homicídio após atirar filha de 5 meses do telhado

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Uma mulher de 27 anos foi acusada de homicídio na Jamaica após atirar sua filha de 5 meses do telhado de um prédio no início de dezembro, segundo a polícia local.

O crime aconteceu no dia 2 de dezembro. A mulher estava em casa com familiares e seu companheiro quando, segundo relatos, ficou irritada porque o companheiro não quis falar sobre o futuro do relacionamento.

Em um momento de fúria, ela teria pegado a bebê, Destiny, e subido ao terceiro andar do prédio. De lá, teria atirado a criança para o nível da rua.

A bebê foi levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A mulher foi presa e agora enfrenta acusações de homicídio.

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Trem desgovernado viaja quase 70 quilômetros sem maquinista na Índia

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A Indian Railways está investigando um incidente em que um trem de carga desgovernado carregado com cascalho viajou quase 70 km sem maquinista.

Cerca de 50 vagões partiram sozinhos no domingo, do estado de Jammu e Caxemira, na Índia, antes de serem parados por blocos de madeira colocados nos trilhos.

“Ordenamos um inquérito”, disse Deepak Kumar, porta-voz da Northern Railways, à Agence France-Presse, acrescentando que ninguém ficou ferido no incidente.

O trem estava a cerca de 100 km/h quando começou a descer uma ladeira após parar em uma estação em Jammu para troca de tripulação.

Todos os cruzamentos rodoviários ao longo do percurso foram fechados para evitar acidentes.

A investigação está em andamento para determinar a causa do incidente.

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Foto em concurso derruba pedido de indenização por acidente

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Uma mulher que pedia uma indenização de mais de 760 mil euros pelas sequelas sofridas em um acidente de carro perdeu o caso após ter sido fotografada participando de um concurso que consistia em atirar pinheiros pelo ar.

Kamila Grabska, de 36 anos, alegava ter ficado com sequelas que a deixavam incapacitada após um acidente em fevereiro de 2017, em que seu carro foi atingido por trás.

Na sequência do acidente, a mulher alegava não conseguir trabalhar, brincar com os filhos ou carregar sacolas pesadas devido às agoniantes dores nas costas e pescoço. Por isso, ela queria ser indenizada pelo seu seguro automóvel.

Porém, ao mesmo tempo que alegava não conseguir fazer estas tarefas básicas, Kamila mostrava ser mestre em concursos que exigem força e destreza física.

Em janeiro de 2018, a imagem da mulher atirando um pinheiro o mais longe possível foi vista a nível nacional depois de ela ter sido notícia em um jornal nacional irlandês por ter vencido o concurso.

Kamila argumentou que, embora parecesse feliz nas fotografias do evento de beneficência, ela continuava a sofrer as consequências dos ferimentos e ainda hoje sente dores. Porém, a juíza achou que a fotografia era o suficiente para tomar sua decisão.

“É uma árvore de Natal muito grande e natural e está sendo jogada por ela com um movimento muito ágil. Receio não poder deixar de concluir que as alegações foram totalmente exageradas. Nessa base, proponho que a ação seja julgada improcedente”, decretou a juíza.

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Carro bate e derruba poste no Centro de Campos

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Bombeiros / Foto: Divulgação
Bombeiros / Foto: Divulgação

Na madrugada deste domingo (25), um veículo colidiu com um poste na Rua Barão de Miracema, em frente à 134ª DP, no Centro de Campos. As duas pessoas a bordo do carro saíram ilesas.

O impacto derrubou o poste, levando à interdição da Barão de Miracema a partir do cruzamento com a Avenida Tenente Coronel Cardoso, até a Rua Formosa. A empresa de energia foi notificada para realizar os reparos, e há relatos de um trecho da rua sem eletricidade. O Corpo de Bombeiros informou que as vítimas dispensaram atendimento médico.

Em Washington: militar se incendeia em frente à Embaixada de Israel

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O homem que se incendiou em frente à embaixada de Israel em Washington, nos Estados Unidos, no domingo (26), faleceu em decorrência das queimaduras, segundo a i24 News. A identidade da vítima foi confirmada como Aaron Bushnell, membro da Força Aérea norte-americana.

Um vídeo do incidente mostra Bushnell, vestido de uniforme, se aproximando do portão da embaixada e se identificando como militar. Ele então declara: “Não vou continuar a ser cúmplice do Genocídio [em Gaza]. Estou prestes a cometer um extremo ato de protesto”, antes de se imolar e gritar “Free Palestine [Libertem a Palestina]!”.

A Força Aérea dos EUA confirmou que Bushnell era um de seus membros. A embaixada de Israel em Washington disse que nenhum funcionário ficou ferido no incidente e que todos estão em segurança.

A polícia investigou um veículo que estava próximo ao local do incidente, que se suspeitava que poderia ter explosivos e estar relacionado com Bushnell. No entanto, não foi encontrado nenhum material perigoso na viatura.

O incidente gerou diversas reações nas redes sociais, com muitos expressando pesar pela morte de Bushnell e condenando a violência.

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Mãe é presa após segundo bebê morrer dormindo na mesma cama

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Uma mãe do estado do Indiana, nos EUA, foi presa após um bebê recém-nascido morrer na cama onde dormia com ela. Esta é a segunda vez em quatro anos que um bebê morre dormindo na companhia da mesma mulher.

“Oh não, aconteceu outra vez”, teria sido esta a reação de Aaliyah Lykins, de 21 anos, ao ligar para os números de emergência médica em outubro de 2023.

Addilynn Lykins teria ficado inconsciente depois que a mãe decidiu dar-lhe de mamar enquanto dormiam na mesma cama. A bebê, de apenas duas semanas, ainda foi transportada para o hospital e sujeita a manobras de reanimação, mas acabou por morrer.

Há cerca de quatro anos, um incidente semelhante aconteceu. Aiden Lykins, de sete semanas, morreu enquanto também dormia com a mãe.

Sendo o segundo caso, o juiz considerou que Aaliyah “estava perfeitamente ciente dos riscos do co-sleeping [ato de partilhar a cama com um bebê]” pelo que, este mês, a mulher foi acusada de homicídio imprudente e negligência de um dependente.

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Testemunhas de Jeová são acusadas de ‘tratamento desumano’ por isolar ex-fiéis

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “Bom dia, teria um minuto para ouvir uma mensagem da Bíblia?”

Jefferson Alexandrino de Lima lhe deu 12 anos. Em 2008, uma senhora bateu à porta para oferecer um curso bíblico. O pernambucano de 15 anos topou, se batizou e, até 2020, foi uma das Testemunhas de Jeová brasileiras. Até que pediu para sair.

Passou a discordar de diretrizes internas. Ele conta que começou aí seu apagamento dentro de uma comunidade religiosa conhecida por reduzir laços sociais com quem é de fora. De repente, ninguém queria mais saber dele. “Minha cunhada me bloqueou no WhatsApp, se despediu de mim como se eu tivesse morrido. Amigos também.”

Era como se Jefferson, que chegou a pioneiro (um tipo de missionário) e servo ministerial (como um diácono) na hierarquia dessa comunidade cristã, fosse um vírus do qual todos deveriam manter distância. “Os líderes incentivaram minha esposa a se separar de mim.” Ela se recusou e abandonou a crença também.

Em 2022, o formando em psicologia apresentou à Faculdade de Ciências Humanas de Olinda seu trabalho de conclusão de curso: “Ostracismo religioso e a depressão: uma análise sobre a relação do transtorno entre as ex-Testemunhas de Jeová”.

O tema mobilizou também uma petição virtual criada em janeiro por outro ex-adepto, o empresário Fabiano de Amo, 46. Sua meta, diz, é furar a bolha religiosa e pressionar Ministério Público e parlamentares a tomar alguma ação contra o tratamento concedido a desfiliados.
O texto menciona “tratamento desumano” e propõe “diálogo, liberdade e respeito mútuo entre membros e ex-membros”, para que os afastados “sejam reintegrados plenamente em suas famílias, comunidades e redes de apoio”.

A instituição que gere as Testemunhas no Brasil diz que a ruptura “não coloca fim aos vínculos que a pessoa tem com sua família”. A opção, diz em nota enviada à Folha de S.Paulo, seria de foro íntimo. “Além de razões religiosas, amigos e familiares também podem escolher limitar ou cortar a associação com uma pessoa desassociada por causa da dor emocional e outras dificuldades que tenha causado.”

“Organizados para Fazer a Vontade de Jeová”, livro da organização, fala dos desassociados –quem é excluído por infringir “pecados sérios que ameaçam a pureza espiritual e moral da congregação”, como “imoralidade sexual, adultério, homossexualismo [sic], blasfêmia, apostasia e idolatria”.

Há uma espécie de tribunal interno para julgar os casos. “Quando é necessário desassociar um pecador não arrependido, é feito o anúncio: ‘[Nome da pessoa] não é mais Testemunha de Jeová’. Ele servirá de alerta aos irmãos para que parem de se associar com aquela pessoa”, afirma o texto.

Existem ainda os dissociados, que abandonaram o segmento por livre escolha. “A respeito dos que renunciaram a fé, o apóstolo João escreveu: ‘Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco’.” Também se recomenda cortar relações com eles.

Não há clareza jurídica sobre o tema, que pautou julgamentos mundo afora, com vereditos diversos. Em 2021, por exemplo, uma corte belga multou a organização, acusada de incitar ódio e discriminação contra antigos seguidores. Evocando liberdade religiosa, um tribunal de segunda instância reverteu a decisão.

Fabiano saiu em 2005, desconfortável com a doutrina que seguia desde pequeno. A “total intolerância” com outras religiões, diz, foi a gota d’água. Também cita a certeza inabalável “num fim do mundo que está sempre próximo, e quem não estiver dentro vai ser destruído pelo Deus deles, igual a Arca de Noé”.

A primeira previsão para o juízo final, na crença disseminada a partir do século 19 por estudantes da Bíblia, era 1914.

Ele define como “lavagem cerebral” o processo que fez com que os próprios pais lhe dissessem não o ver mais como filho.
Com sede nos EUA, as Testemunhas de Jeová estão no imaginário popular global, com banquinhas itinerantes onde ofertam panfletos sobre sua fé. No Brasil, eram 1,4 milhão de adeptos no Censo de 2010, o dado oficial mais atualizado sobre a religiosidade nacional.

Em publicações, a organização rebate críticas acumuladas ao longo dos anos. Algumas soam folclóricas a olhos externos, como não celebrar aniversários –o costume teria origem pagã. Inclua aí o Natal, porque “Jesus nos mandou comemorar sua morte, não seu nascimento”, e nem sequer haveria provas de que ele nasceu num 25 de dezembro.
Há instruções para não votar em qualquer candidato nem concorrer a cargos políticos.

A estrutura patriarcal é escancarada neste trecho de um estudo divulgado por eles: “Milhões de irmãs cristãs merecem os nossos parabéns. Elas são um excelente exemplo por serem submissas a seus maridos”.

Entre as orientações mais ruidosas está o veto a transfusão de sangue, o que já levou à Justiça casos como o dos pais que recusaram o procedimento para a filha recém-nascida prematura –o juiz descartou o argumento de liberdade de crença. O site das Testemunhas diz que as Escrituras “claramente nos ordenam a nos abster de sangue”.
Alguns tabus internos, como homem usar barba, foram flexibilizados no decorrer dos anos.

Sobre tratar outras crenças como falsas: “Jesus não concordava com a ideia de que existem várias religiões que levam à salvação. Na verdade, disse: ‘Estreito é o portão e apertada a estrada que conduz à vida, e poucos são os que o acham’. As Testemunhas acreditam que encontraram essa estrada”.

A dona de casa Raquel Gonçalves, 57, se viu obrigada a recalcular essa rota quando, pesquisando no celular do filho, enxergou contradições na fé que adotou em 1996. Em outubro, abdicou dela e virou pária para aqueles que por décadas haviam sido seus amigos.

“A gente não tem uma forma digna de sair”, diz. “Foi como se eu tivesse cometido um pecado grave. Me ignoram quando veem na rua. Tentei falar com uma irmã de fé, ela virou as costas e saiu. É horrível. Me tratam como se eu não fosse nada.”
Ela foi uma das seis ex-fiéis com quem a Folha de S.Paulo conversou, todas com relatos de rejeição.

O representante comercial Francisco Couras, 47, chegou a ancião no Ceará, cargo de liderança na estrutura, como um pastor. Mas, três anos atrás, saiu de cena. Conta que via “muita hipocrisia”, como anciões que pregavam humildade, “não procurar curso superior, mas um trabalho simples”, enquanto eles próprios levavam vidas abastadas.

Quando se retirou, parecia radioativo para quem tinha por irmão. As filhas, de 17 e 7 anos, viu poucas vezes desde então. A mãe delas e a primogênita são batizadas na religião. “A última vez que as visitei foi em julho, quando a caçula fez uma cirurgia.”
Foi considerado um apóstata para o que define como seita. “É igual a ser um demônio.”

Em seu projeto final de faculdade, Jefferson de Lima aborda a suspensão dessas relações fraternas “como fator desencadeante da depressão”. O transtorno é citado pela maioria que falou à reportagem.
A instituição, contudo, nega a ordem para evitar batizados que “pararam de participar na pregação ou até de se associar” com ela. Buscariam, isso sim, “contatar essas pessoas e reavivar seu interesse pelas coisas de Deus”.

Já os expulsos que “violaram o código moral da Bíblia” e não se arrependeram poderiam ser evitados. “A Bíblia diz claramente: ‘Removei o homem iníquo de entre vós’.”

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Jefferson Alexandrino de Lima lhe deu 12 anos. Em 2008, uma senhora bateu à porta para oferecer um c… 

Homem diz que ficou 8 dias refém de fugitivos de Mossoró e gastou R$ 500 em comida

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RAQUEL LOPES
MOSSORÓ, RN (FOLHAPRESS) – A polícia identificou um endereço em que os fugitivos da penitenciária federal de Mossoró se esconderam, perto da divisa entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, após localizar um responsável por levar comida aos foragidos. O mecânico Ronaildo da Silva Fernandes, 38, diz que a família estava sendo refém.

De acordo com Fernandes, ele, a esposa e o bebê ficaram quase oito dias sob o poder dos criminosos. Ele afirma que gastou R$ 500 em comida para os foragidos durante o período.
“Ameaçaram minha família”, diz. “Gastei pouco, foi na faixa de R$ 400 e pouco, R$ 500, por aí. Não foi muita coisa não.”

O mecânico também deu essa versão aos policiais. De acordo com ele, a família foi rendida pelos bandidos enquanto dormia, no período da noite. As autoridades estão investigando se ele era realmente uma vítima na situação.

O cerco na divisa foi intensificado na sexta-feira (23) em busca dos fugitivos após essas novas informações. Segundo investigadores, o carro em que estava o homem foi abordado em uma barreira feita pelo Gaep (Grupo de Ações Especiais Penitenciárias do Sistema Penitenciário Federal).

Até o momento, três pessoas foram presas sob suspeita de ajudar na fuga de dois detentos. Dois dos detidos na operação foram presos em flagrante com armas e drogas, enquanto um terceito tinha um mandado de prisão em seu nome e foi preso pela Polícia Federal em Quixabeirinha, em Mossoró. Um carro também foi apreendido pela polícia.

A investigação já trabalhava com a hipótese de que a dupla tivesse recebido ajuda fora do presídio. Isso, inclusive, teria motivado o cerco realizado na quarta-feira (21) na cidade de Baraúna, também no Rio Grande do Norte, onde cartazes com o rosto dos fugitivos foram espalhados.

Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, 34, o Deisinho, são suspeitos de ligação com a facção Comando Vermelho.

Eles fugiram do sistema prisional na madrugada do último dia 14, Quarta-Feira de Cinzas, e teriam furtado roupas e alimentos no período da noite na comunidade Rancho da Caça. Dois dias depois, fizeram uma família refém, tendo levado dois celulares e carregadores.
Para fugir da penitenciária, eles usaram uma barra de ferro, retirada da estrutura da própria cela, para escavar o buraco da luminária pelo qual conseguiram escapar, afirmam integrantes da cúpula das investigações.

A luminária por onde os presos fugiram não estava protegida por concreto –apenas por alvenaria. Além disso, câmeras de vigilância não estavam funcionando, assim como algumas lâmpadas.
Investigações apontam que a penitenciária não estava fazendo revistas diárias nas celas ou nos detentos, o que seria um erro de procedimento. Mesmo as celas desocupadas deveriam receber inspeções regulares.
A Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) do Acre prendeu na manhã desta sexta o irmão de um dos fugitivos.

De acordo com as autoridades, o homem tem condenação por roubo e participação em organização criminosa e estava com mandado de prisão em aberto. O nome do preso não foi divulgado.

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O mecânico Ronaildo da Silva Fernandes, 38, diz que a família estava sendo refém. 

Apartamento explode e pega fogo em Campinas; 44 pessoas ficaram feridas

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Houve uma explosão seguida de incêndio de grandes proporções, no sábado (24), em um apartamento em Botafogo, bairro de Campinas, no interior de São Paulo.

Quarenta e quatro pessoas sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas para unidades de saúde, segundo a Defesa Civil do estado. Moradores que estavam em andares superiores tiveram que sair do prédio com ajuda de cordas.

A explosão atingiu outros quatro apartamentos e danificou o elevador do condomínio. Peritos do município farão a análise técnica do edifício.

A suspeita é de que o apartamento atingido pelo fogo seja de um coronel reformado do Exército. Segundo informações da EPTV, afiliada da TV Globo na região, o homem guardava pólvora e cerca de 3.000 munições no local.

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Quarenta e quatro pessoas sofreram ferimentos leves e foram encaminhadas para unidades de saúde, seg… 

Se Netanyahu espera desculpas de Lula, vai continuar esperando, diz Celso Amorim

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CATIA SEABRA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, o ex-chanceler Celso Amorim, 81, diz que está um pouco pessimista quanto às chances de interlocução com o governo de Israel, sem que Tel Aviv, nas palavras dele, pare com a matança na Faixa de Gaza.

“Na situação atual não há como negociar”, afirma. Conselheiro do presidente Lula, o diplomata também classifica de genocídio a ofensiva israelense em Gaza e reclama de “uma estranha aliança” de Israel com a extrema direita brasileira.

Sobre a cobrança para que Lula peça desculpas a Israel por ter equiparado as ações em Gaza aos métodos de Hitler, Amorim é taxativo. “Vai ficar pedindo. Se é que ele está insistindo mesmo. Não sei se ele [Binyamin Netanyahu] faz isso por demagogia interna ou por qualquer outra razão, mas certamente se ele está esperando isso não vai receber. Não posso falar pelo presidente, mas eu não vejo nada, não vejo razão para o presidente se desculpar”.
*
Folha – Passada uma semana desde a declaração do presidente Lula, o senhor acredita na possibilidade de reaproximação com o governo de Israel?
Celso Amorim – Nunca estivemos afastados do povo judeu, nem sequer do Estado de Israel, cuja existência nós defendemos. O problema é que esse governo, além do que ele está fazendo em Gaza, comportou-se de uma maneira diplomaticamente inadmissível.
Nunca vi nem na Guerra Fria o Khrushchev [União Soviética] dizer que o Kennedy [Estados Unidos] era uma persona non grata ou vice-versa. A maneira como o nosso embaixador foi tratado também foi lamentável. Fizeram um espetáculo público.
Folha – O sr. acha que foi uma armadilha?
Celso Amorim – Foi uma armadilha porque eles fizeram um circo. Então são duas coisas. Uma é a relação mais profunda Brasil-Israel que é uma relação boa. O presidente Lula foi o primeiro presidente brasileiro a visitar Israel. Como é que podem dizer que ele negou o Holocausto? É um absurdo, é mentira.
Agora, a condição mais importante [para reaproximação com Israel] é parar a matança. Muito difícil negar que é genocídio. Atiraram bomba para matarem cem, porque talvez tenha uma pessoa do Hamas. Não sou eu que estou dizendo isso. Há uma medida cautelar da Corte Internacional de Justiça.
Folha – Não tem possibilidade de diálogo com o governo Netanyahu?
Celso Amorim – Eu acho praticamente impossível. Pode ser que mude de atitude; eu sou um pouco pessimista. Obviamente esse governo não quer que exista a Palestina, nem em Gaza nem na Cisjordânia. Uma das declarações citada pela África do Sul, mas repetida pela Corte, é de que não há inocentes. Se não há inocentes, é preciso eliminar todo mundo. Diferenciar isso de genocídio é muito difícil.
Claro que nada é comparável diretamente ao Holocausto pelo número, pela quantidade, por uma série de coisas, mas ninguém também tem um monopólio do sofrimento.
Folha – O sr. diz que numericamente não dá para comparar a ofensiva a Gaza ao Holocausto. Mas o presidente o fez.
Celso Amorim – Mas a essência é igual. Não vejo diferença. Claro que você vai analisar cada caso. Todo mundo não disse que Ruanda é um genocídio? Ouvi isso do próprio secretário de Estado americano. Uma coisa que claramente se dirige contra todo um povo, toda uma população, não vejo outra maneira de definir.
Folha – O próprio líder do governo no senado, Jaques Wagner, falou que o presidente pode ter passado do ponto nessa declaração.
Celso Amorim – Discordo do meu querido amigo Jaques Wagner. Acho que não passou do ponto. A declaração do presidente ajudou a sacudir a opinião pública mundial. Fala-se muito de guerra do Israel com Hamas. Não é; é guerra de Israel com a Palestina. Só que antes era uma guerra em câmera lenta.
E, de repente, por causa do atentado terrorista, que nós condenamos obviamente -porque [houve] morte de civis, adolescentes, uma coisa bárbara, ninguém vai passar o pano em torno disso- tomou uma proporção maior.
Folha – O Netanyahu ainda insiste em um pedido de desculpas.
Celso Amorim – Vai ficar pedindo. Se é que ele está insistindo mesmo. Não sei se ele faz isso por demagogia interna ou por qualquer outra razão, mas certamente se ele está esperando isso não vai receber. Não posso falar pelo presidente, mas eu não vejo nada, não vejo razão para o presidente se desculpar.
Tenho certeza que essa pressão é mais da mídia brasileira do que de qualquer outro lugar. Ele não recebeu nenhuma pressão. Por exemplo, Antony Blinken [secretário de Estado americano] nem de longe sugeriu a ideia de pedido de desculpas. Ele fez uma referência ao Holocausto de maneira muito sutil. Ficamos com a opinião da Corte Internacional. É um genocídio. Não sei qual vai ser a decisão definitiva da corte, mas o que existe hoje é o seguinte: há uma plausibilidade na acusação de genocídio.
Folha – O sr. diz que só vai melhorar a relação se parar a matança. O sr. acredita nisso?
Celso Amorim – A pressão internacional vai aumentar. Nas resoluções da ONU, por exemplo, países aliados dos Estados Unidos todos têm votado a favor do cessar-fogo. Sabe aquela história que você está numa estrada, na contramão e começa a ver os carros. São milhares de pessoas na contramão e só você está na mão certa?
Folha – Quando o presidente se manifesta de uma maneira tão enfática ele não acaba sendo descredenciado como um negociador?
Celso Amorim – Há momentos em que você deve negociar e há momentos em que você deve denunciar. Na situação atual não há como negociar. Tem que parar a matança. E aí sim, pode negociar.
Como nós negociamos várias vezes. O próprio Netanyahu; não gosto do que ele falou com relação ao Brasil e que ele tenha a ação que ele tem. Mas ele mudou. Quando o Lula esteve lá, por exemplo, ele pediu que ajudássemos numa retomada de negociação com a Síria. Parecia querer negociar. Hoje em dia não quer. Acho que ele está jogando com o eleitorado interno.
Não vamos agir contra Israel. Não tem nada disso. Mas também não podemos apagar uma aliança estranha que existe entre o governo de Israel e a extrema direita brasileira.
Folha – Há muitas evidências do governo de Israel com a direita brasileira?
Celso Amorim – O embaixador de Israel teve uma conversa lá com o pessoal ligado ao [ex-presidente] Jair Bolsonaro. Não é com a direita moderada. Obviamente vamos esperar acabar o julgamento. Coloco essa ressalva sempre. Mas estão acusados de golpe. Não é qualquer direita.
Folha – Parece que na sua opinião, então, Israel poderia fazer um pedido de desculpas ao Brasil por tentar intervir na política interna.
Celso Amorim – Não estou preocupado que eles peçam desculpas. Acho melhor que eles parem de intervir. O importante é ter clareza que nós não temos nada por que nos desculpar. Quem tem que se desculpar é o Estado de Israel, perante a humanidade, perante o mundo, pelas barbaridades que acontecem. Não é pelo Brasil, nem pelo governo brasileiro.
Folha – Há uma crítica de que Lula não tenha sido igualmente duro com o governo de Vladimir Putin em relação à Guerra da Ucrânia.
Celso Amorim – Desculpe, mas não tem comparação. Você pode condenar. E nós condenamos. O uso da força, a quebra da integridade territorial da Ucrânia pela força, sem diálogo. Somos contra. Agora não se pode dizer que seja um genocídio como está sendo praticado [em Gaza].
Fui recentemente a uma reunião sobre Ucrânia, convidado pelos ucranianos. Citaram como uma coisa absurda -eu concordo que seja um absurdo- 500 crianças ucranianas que morreram. Eu fico espantado que as 10 mil crianças da Palestina não mereçam uma reunião do tamanho. Não dá para comparar. Toda guerra é condenável.RAIO-X | CELSO AMORIM, 81
Nascido em Santos (SP), é bacharel em direito e tornou-se diplomata ao concluir o curso no Instituto Rio Branco em 1965. Foi ministro das Relações Exteriores nos governos Itamar Franco (1993-1995) e nos dois primeiros mandatos de Lula (2003-2010). Também foi ministro da Defesa de Dilma Rousseff (2011-2014). Desde janeiro do ano passado, é assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais.

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Paciente tem surto psicótico após cirurgia e atinge enfermeira com tiro

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Um paciente disparou contra uma enfermeira, num hospital na Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste sábado (24), depois de ter um surto psicótico após uma cirurgia. 

De acordo com o site G1, que cita a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o incidente aconteceu no Hospital do Servidor Público Estadual. O homem, de 70 anos, é um policial aposentado.

O site brasileiro revela ainda que o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) confirmou que o homem teve um aparente surto psicótico após a realização de uma cirurgia.

O homem tirou a arma de uma mochila e, quando dois enfermeiros tentaram contê-lo, disparou um tiro, atingido uma profissional, de 49 anos, no pé.

Foram apreendidas duas armas. A polícia está investigando o caso.

A enfermeira encontra-se bem.

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Enfermeira, de 49 anos, foi atingida no pé. 

Pelo menos 10 mortos em acidente rodoviário no México

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Pelo menos 10 pessoas morreram, no sábado (25), devido a um acidente entre um trator-reboque e uma van que transportava passageiros no estado de San Luis Potosí, no México.

Segundo a Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão, entre as vítimas mortais estão cinco mulheres, um homem e quatro menores de idade, reportou a Associated Press (AP).

Há ainda vários feridos, em número que não foi possível determinar, de acordo com a secretaria AP.

Foram todos encaminhados para unidades hospitalares para receber tratamento.

As causas do acidente estão agora sob investigação para apurar os fatos.

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Trump vence primárias Republicanas na Carolina do Sul por larga vantagem

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O jornal The New York Times atribui a Trump 61% dos votos contra 38% alcançados pela ex-embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, enquanto o canal Fox News dá 64% ao ex-governante e 35% a Nikki Haley.

Com esta vitória, Trump fica mais perto de ser declarado o candidato oficial do Partido Republicano para as eleições presidenciais de novembro.

A derrota será especialmente dura para Nikki Haley, que durante seis anos foi governadora na Carolina do Sul e tinha grandes expectativas nesta votação.

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Temporal no estado do Rio deixou pelo menos nove mortos

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O temporal que atingiu o estado do Rio de Janeiro quarta-feira (21) deixou nove mortos. A última vítima encontrada debaixo dos escombros foi uma criança de 6 anos que estava desaparecida após deslizamento de terra no município em Mendes.

De acordo com a Defesa Civil municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, houve duas mortes no município: um menino de 2 anos e uma mulher de 24 anos, em desabamentos em locais diferentes.

Em Barra do Piraí, no sul do estado, quatro pessoas morreram no Morro do Gama, depois que um deslizamento de terra atingiu uma casa de três andares. Quatro pessoas foram retiradas com vida dos escombros.

Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, dois homens adultos morreram por causa das chuvas nos bairros Ipiranga e Jardim Pernambuco.

Secretários do governo do estado se reuniram nessa sexta-feira (23), na Câmara Municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, com representantes do governo federal e prefeitos de cidades atingidas pelas fortes chuvas desta semana, visando a facilitar e agilizar a redução dos impactos causado pelos temporais.

Os secretários de Governo, Bernardo Rossi, e de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro, receberam as demandas dos municípios para aprimorar as ações iniciadas de apoio à população.

Eles destacaram o investimento de R$ 4,3 bilhões em obras, por meio do programa Pacto-RJ, lançado em 2021, cujo objetivo é a retomada econômica e social do estado.

O programa prevê investimentos de R$ 17 bilhões para garantir o crescimento sustentável em todos os 92 municípios do Rio, nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento social, saúde, educação, segurança, desenvolvimento econômico, meio ambiente, cultura e lazer.

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De acordo com a Defesa Civil municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, houve duas mortes no municí… 

Dengue avança no DF e Ministério da Saúde diz que pico da doença é incerto

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MATEUS VARGAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Distrito Federal é a unidade da federação com a maior taxa de incidência de dengue e número de mortes pela doença no Brasil.

A região tem 2.938 casos prováveis por 100 mil habitantes, além de 35 mortes confirmadas, segundo dados do Ministério da Saúde. O governo local, porém, contabiliza 38 mortes e afirma que outras 72 estão em investigação.

No total, o país soma 762.542 casos prováveis e 150 mortes, segundo atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses desta sexta-feira (23). A pasta estima atingir 4,2 milhões de casos em 2024, no pior cenário para a doença, mas diz que ainda é incerto o período em que o Brasil atingirá o pico da circulação da dengue.
No início de fevereiro, a Força Aérea Brasileira montou um hospital de campanha no DF para fazer frente à crise sanitária. O órgão afirma que realizou mais de 20 mil procedimentos no local, como atendimentos médicos, exames e transferência de pacientes para tratamento em hospitais.

Ao visitar o local em que as tendas foram instaladas no início de fevereiro, a reportagem presenciou pessoas que buscavam atendimento desmaiadas e em cadeiras de rodas, além de paciente com máscara de oxigênio sendo transferida para ambulância do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O governo Ibaneis Rocha (MDB) diz que “busca alternativas” para ampliar o atendimento. UBSs (Unidades Básicas de Saúde) começaram a receber pacientes no período da noite e hospitais aumentaram o número de leitos de observação e UTI (Unidade de Terapia Intensiva), afirma, em nota, o governo distrital.

O DF também autorizou a instalação de novas tendas para atendimento e hidratação de pacientes. Na quinta-feira (22), o governador da capital federal disse que hospitais públicos e privados estão em colapso, segundo publicação do Correio Braziliense. Procurados nesta sexta, Ibaneis e o governo do DF não se manifestaram sobre a declaração.

O Paraná é a segunda unidade administrativa do país com mais mortes confirmadas pela dengue (26), conforme dados da Saúde. Já Minas Gerais tem a segunda maior incidência da doença, com 1.309 casos prováveis por 100 mil habitantes.

Sete unidades da federação já decretaram estado de emergência em decorrência da alta taxa de transmissão da doença.

“O que nós estamos vivendo agora é um fenômeno atípico em relação à dengue, porque não é comum a gente ter três anos seguidos de números de casos nessa magnitude”, disse Alda Maria da Cruz, diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.
“Nós não sabemos ainda se o que nós estamos vivendo agora é uma antecipação da curva [de casos] e, portanto, também uma antecipação do período de decréscimo dos casos ou se nós teremos realmente uma magnitude de casos que pode e que está estimado para ser a maior da história do país e das Américas”, afirmou.

A diretora disse que a alta no número de registros é uma realidade nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. “No Norte e Nordeste ainda não estamos nesse cenário. Na Bahia, nós começamos a ter um aumento de números de casos, já houve uma mobilização.”

O ministério autorizou repasse de até R$ 1,5 bilhão para estados e municípios ampliarem o atendimento para pacientes com a doença.
“A pasta também reforçou as ações de prevenção e controle da dengue, assim como a regularização dos estoques de inseticida, treinamento e formação dos profissionais de saúde e dos agentes de combate às endemias em todo país”, declarou a Saúde, em nota.

A pasta também comprou 5,2 milhões de doses da vacina contra a dengue. Os imunizantes começaram a ser entregues este mês aos municípios, que estão iniciando as campanhas de vacinação. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos são o público-alvo inicial.

A diretora do ministério afirma que as crianças têm apresentado quadros de dengue mais graves do que o normal. “Estamos analisando se existe alguma particularidade na sequência genética desse vírus que o torne mais virulento para esta idade”, disse Cruz.

“Outra preocupação que temos tido é com a circulação de outros vírus. Estamos com alta de casos da Covid, com possibilidade de associação de infecção com a dengue. Ainda temos preocupação com chikungunya”, afirmou.

No começo de fevereiro, a ministra Nísia Trindade disse, em pronunciamento nacional, que a situação de emergência exige mobilização que inclui estados e municípios. “Várias cidades brasileiras estão enfrentando situação de emergência devido ao grande aumento dos casos de dengue”, afirmou. “Este é o momento de intensificar os cuidados e a prevenção. Agora é hora de todo o Brasil se unir contra a dengue.”

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A região tem 2.938 casos prováveis por 100 mil habitantes, além de 35 mortes confirmadas, segundo da…