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Entenda o que é a febre oropouche e como prevenir a doença

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RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – O caso confirmado de febre oropouche no Rio de Janeiro soou o alerta de que é preciso redobrar a atenção e a prevenção contra mosquitos. Vetores das chamadas arboviroses, eles podem ser facilmente eliminados com atenção aos criadouros (locais de água parada ou úmidos nos quais suas larvas proliferam) e uso de repelentes e telas.

No caso da oropouche, a transmissão acontece pelo Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim. Segundo especialistas, não há indícios de transmissão pelo Aedes aegypti, mosquito estritamente urbano que tem provocado surtos intensos de dengue e chikungunya no país este ano.
A circulação da febre costuma ficar concentrada na região amazônica, mas é preciso estar atento aos sintomas para buscar ajuda médica se necessário -veja abaixo mais sobre a doença.

O QUE É A FEBRE OROPOUCHE E QUAL SUA ORIGEM?

A febre de oropouche é uma zoonose causada pelo vírus oropouche, que foi diagnosticado no Brasil na década de 1960. Trata-se de uma doença já conhecida, que tem circulado na região amazônica nos últimos dez anos.

É transmitida aos seres humanos principalmente pela picada do mosquito Culicoides paraensis, inseto que tem um ciclo silvestre e um ciclo urbano.

O vírus que infecta os mosquitos circula entre hospedeiros mamíferos, como macaco, bicho preguiça e seres humanos. “O ciclo se mantém na floresta, basicamente na região amazônica. O que aconteceu agora no Rio de Janeiro já ocorreu em São Paulo, e é bom entender que isso não significa transmissão fora da região amazônica”, reforça o médico epidemiologista André Ribas Freitas, professor da faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas.

Ele lembra que existem diversos arbovírus na Amazônia com o mesmo padrão de transmissão e que o cuidado precisa ser redobrado para quem viajar para esta região. “Tem outro que é muito importante também que é a febre do Mayaro, com o ciclo predominantemente entre é primatas e que pode dar também quadro de febre e mialgia”, diz Freitas.

O epidemiologista acredita que a identificação deste caso no Rio de Janeiro tem o lado positivo de mostrar que a análise laboratorial no Brasil tem sido cada vez mais eficaz. “A gente tem hoje uma disponibilidade muito melhor de exames, que são de biologia molecular de PCR [proteína C reativa, que indica infecções no corpo] e isto favorece e facilita o diagnóstico”, avalia.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA OROPOUCHE?

O quadro clínico de febre oropouche é muito parecido com o da dengue e o da chikungunya. Incluem febre, dor no corpo, cabeça, artralgia (dor nas articulações), mialgia (dor muscular), calafrios e, às vezes, náuseas e vômitos -que podem durar até uma semana, segundo o médico infectologista Ralcyon Teixeira, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Uma pequena parte dos pacientes pode apresentar complicações neurológicas, como inflamação do cérebro (encefalite) ou da membrana que o envolve, a meninge (meningite).

“Não são complicações tão frequentes, mas são as formas mais graves da doença”, afirma Freitas.

QUAIS SÃO OS TRATAMENTOS E CUIDADOS?

Para os pacientes com casos suspeitos, além dos cuidados gerais de repouso e hidratação, é recomendado usar repelente e ficar em ambiente climatizado com ar condicionado para evitar serem picados por outros mosquitos no período de viremia (circulação do vírus no corpo).

De acordo com Teixeira, esse cuidado evita que novos mosquitos sejam infectados e sigam o ciclo da transmissão, principalmente fora dos locais onde a doença já está instalada.

DEVO ME PREOCUPAR COM UM SURTO DA DOENÇA?

Quem vive fora de zonas de floresta (sobretudo da região amazônica) não deve ficar preocupado com a oropouche, segundo os especialistas em saúde. O maior problema visto pelos estudiosos é o de que o vírus se adapte a outros vetores mais urbanos que o maruim, como o Aedes aegypti, responsável pela circulação de zika, dengue e chikungunya -os dois últimos com surtos muito intensos no país neste começo de 2024.

“O risco é muito baixo neste momento, mas depende muito da adaptação do vírus aos mosquitos transmissores”, afirma Teixeira.

A recomendação é que todos que tenham recentemente retornado de viagem de alguma área com risco de transmissão do vírus oropouche (região amazônica e, neste momento, mais especificamente no estado do Amazonas) e apresente febre e demais sintomas que pareçam dengue, que busquem logo atendimento médico.

“Alertem da viagem a equipe de saúde ao serem atendidos para que seja avaliada a possibilidade de se tratar da febre de Oropouche”, diz Teixeira.

O infectologista diz que essas informações agilizam o diagnóstico e são essenciais para conter a difusão da febre. “A vigilância epidemiológica segue sendo importante para entender a dinâmica da transmissão da doença”, reforça o médico.

Freitas diz que a situação seria totalmente diferente se o vírus oropouche se adaptasse a um vetor urbano, como é o caso do Aedes aegypti.

“Mudaria totalmente de figura e trataria-se de uma grande preocupação. Mas até agora não há evidência nenhuma da transmissão do oropouche pelo Aedes, e é muito importante esclarecer isso”, afirma o epidemiologista.

Para Freitas, os surtos de dengue e de chikungunya hoje são mais perigosos para a população devido ao seu alcance nacional.

“Reitero a importância da epidemia de chikungunya que está ocorrendo neste ano. Está matando muito mais gente do que a dengue e tem sido pouco divulgada. É um vírus urbano e mais grave com taxa de letalidade quase 10 vezes maior que a da dengue e precisa estar no radar de médicos e pacientes”, lembra o epidemiologista.

A febre de oropouche é uma zoonose causada pelo vírus oropouche, que foi diagnosticado no Brasil na … 

Médico é indiciado por fala xenofóbica contra enfermeira nordestina no RS

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito, nesta quinta-feira (29), e indiciou o médico que teria xingado uma enfermeira de “nordestina burra”, em Morro Reuter, no último dia 12.

O delegado Felipe Borba disse, em nota enviada à reportagem, que “a palavra da vítima foi respaldada e complementada pelo testemunho de outras pessoas”. O caso aconteceu em uma Unidade Básica de Saúde da cidade.

O médico, que não teve a identidade divulgada, também teria proferido outras ofensas a nordestinos. “Como, ‘nós gaúchos trabalhamos o dobro para sustentá-los’, ‘eles vão tomar conta do Rio Grande do Sul’ e ‘o Brasil não vai pra frente por causa dessa gente'”.

Em depoimento, o suspeito negou os ataques discriminatórios. “Alegando que manteve a conversa em nível profissional, sem qualquer ofensa. Entretanto, os demais elementos de convicção colhidos durante a instrução do procedimento indicam que houve a prática do crime, razão pela qual concluímos com o respectivo indiciamento”, disse o delegado.

Agora, o Ministério Público do Rio Grande do Sul irá decidir se denuncia ou não o médico à Justiça.

A reportagem tenta contato com a prefeitura de Morro Reuter sobre o indiciamento. Caso haja resposta, o texto será atualizado. Na época da prisão em flagrante, o município disse que investigaria o caso internamente e só iria se pronunciar quando estivesse “totalmente inteirada dos fatos”.

O delegado Felipe Borba disse, em nota enviada à reportagem, que “a palavra da vítima foi respaldada… 

Encontrar comida é nossa maior batalha em Gaza, diz palestina em Rafah

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quando atende o telefone e ouve “como você está?”, Taghreed Rabee, 27, respira fundo e diz que essa é uma pergunta difícil de se responder na Faixa de Gaza, território palestino que tem sofrido bombardeios intensos de Israel há quase cinco meses.

“A maior batalha é encontrar comida. Se você acha o que comer em um dia, no dia seguinte não vai ter tanta sorte”, disse a palestina nesta sexta-feira (1º) à Folha de S.Paulo. “Meu marido passa a maior parte do dia procurando, dorme duas, três horas por noite e já acorda para procurar de novo. Não tem carros nem combustível em Gaza, então às vezes ele passa cinco horas caminhando e outras cinco horas numa fila para receber comida enlatada e pão.”

Taghreed está em Rafah com os dois filhos, o marido, Mohammed, e com a família da irmã, que também tem três crianças. A cidade no extremo sul de Gaza é onde se concentra mais da metade da população do território, que foi obrigada a fugir da guerra e agora aguarda uma invasão iminente de Tel Aviv.

A luta de Taghreed por comida é compartilhada por todos os palestinos em Gaza. Com o bombardeio constante e a dificuldade da entrada da ajuda humanitária, mais de meio milhão de pessoas estão a um passo da fome, e todos os 2 milhões de habitantes do território estão sendo afetados em maior ou menor grau pelo desabastecimento. É o que apontam relatórios de agências da ONU.

De acordo com a UNRWA, agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos, um quarto da população de Gaza, mais de meio milhão de pessoas, enfrenta “níveis catastróficos de insegurança alimentar”. O comissário-geral da agência, o suíço Philipe Lazzarini, disse que Gaza está na iminência de uma fome causada pelo ser humano e que há cada vez mais casos de caos e roubos.

Um relatório da ONU cita uma avaliação da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) de que toda a cadeia de produção de comida em Gaza foi afetada pela guerra, com 97% da água sendo agora considerada imprópria para consumo e 27% das estufas destruídas. Mais de 40% das fazendas e 600 poços de água sofreram danos, e a indústria de pesca está paralisada.

Com isso, a população do território depende quase inteiramente da ajuda humanitária que vem de fora, mas a quantidade de material que tem entrado é insuficiente, diz a ONU. Em fevereiro, uma média de 97 caminhões com ajuda entraram em Gaza por dia, muito abaixo dos 500 diários que a UNRWA diz que seriam o necessário.

A agência afirma que problemas de segurança dificultam a entrega de suprimentos, além do fato de que os dois pontos pelos quais os israelenses permitem a passagem, um em Rafah e outro em Kerem Shalom, frequentemente são fechados.

Foi durante uma entrega de alimentos na Cidade de Gaza, no norte, que dezenas de palestinos foram mortos e ficaram feridos na quinta (29), quando soldados israelenses dispararam contra pessoas que se aglomeravam perto de caminhões carregados de ajuda humanitária.

Israel afirma que a maioria das mortes foi causada pelos próprios palestinos, que foram pisoteados e atropelados, e que matou menos de dez. O Hamas, grupo terrorista em guerra com Tel Aviv, falou em 112 pessoas mortas pelos soldados israelenses.

Taghreed diz que, quando tem sorte, consegue comprar alguns legumes básicos, como batata, tomate e pepino, mas a preços exorbitantes. “Um quilo de tomate custa US$ 10 [cerca de R$ 50], um quilo de batata, US$ 12 [R$ 60]. Pagamos US$ 30 [R$ 150] por um frango congelado. Já esquecemos qual é o gosto de fruta.”

“Não há emprego nenhum em Gaza, nenhuma renda. Se você tinha dinheiro guardado, está usando agora para comprar comida”, diz Taghreed. Ela afirma que, desde o início da guerra, já perdeu 15 quilos, e o marido, 20. “A nossa prioridade são os nossos filhos. Nós não temos importância, só o que queremos é que eles não saibam o que é a fome.”

Taghreed conta ainda que não produz leite materno suficiente para a filha, Ivana, que tem cinco meses de idade, e que também não consegue encontrar o alimento em Gaza. “Ela nasceu duas semanas antes de a guerra começar”, diz. Na época, Taghreed morava com a família nos arredores de Khan Yunis, perto da fronteira entre Gaza e Israel. Desde o início do conflito, ela já teve que fugir cinco vezes. Hoje, mora em uma barraca em um campo de refugiados na cidade.

A ONU estima que 1,7 milhão de palestinos de Gaza, mais de 80% da população, teve que fugir de casa desde o início da guerra. O Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, também disse que ao menos dez crianças morreram como resultado de desnutrição e desidratação desde o início.

Taghreed é irmã do brasileiro Hasan Rabee, que foi repatriado na primeira leva de cidadãos do país que foram resgatados de Gaza pelo governo Lula, no dia 14 de novembro. Ela não tem cidadania brasileira, e diz que espera que Brasília possa tirá-los de lá em breve também. “Não há vida em Gaza, e mesmo que a guerra termine, não vai haver vida. Não temos mais onde morar. Não há lugar seguro em Gaza.”

Casal brasileiro foragido é preso na Argentina por golpes financeiros

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma mulher e um homem, donos de uma empresa especializada em criptoativos, foram presos por golpes financeiros na noite desta quinta-feira (29) na Argentina.

Os dois, donos da Braiscompany, de Campina Grande (PB), estavam foragidos do Brasil há um ano após a prática de pirâmide financeira de criptomoedas. Eles respondem por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e contra o Mercado de Capitais, além de lavagem de dinheiro.

A prisão foi realizada em operação da Polícia Federal com auxílio da Interpol.
O valor a ser reparado às suas vítimas é de mais de R$ 370 milhões. Em quatro anos, a empresa movimentou R$ 2 bilhões em criptoativos em contas vinculadas aos suspeitos, que são sócios e colaboradores.

As pessoas prejudicadas anunciaram nesta sexta-feira (1º) uma carreata em comemoração à prisão. O evento terá concentração no Parque do Povo, em Campina Grande, com início às 19h e passará pelas principais ruas da cidade.

O casal tem penas que somam mais de 150 anos de prisão. Autoridades da Argentina informaram que eles estavam sendo vigiados em um condomínio de luxo até serem presos.

Eles seguem à disposição da Justiça da Argentina enquanto tramita o pedido de extradição ao Brasil. A prisão faz parte da Operação Halving, iniciada em fevereiro do ano passado e que realizou mandados de busca e apreensão, mandados de prisão, sequestro de bens e suspensão das atividades da empresa.

Há pouco mais de um ano, o dono da Braiscompany publicou uma nota pública. Ele disse que queria ‘gerar liberdade financeira atráves do mercado de criptomoedas’ e que não haviam parado voluntariamente, mas sim por decisão judicial.

Casos de síndrome respiratória por Covid crescem no Centro e Sul do país, aponta Fiocruz

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última quinta-feira (29), mostra que os casos de Srag (síndrome respiratória aguda grave) associados à Covid continuam em alta em onze estados brasileiros.

A alta é verificada principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país.

De acordo com o boletim divulgado anteriormente, em 22 de fevereiro, eram sete os estados com alta em casos de Covid. A análise mais recente foi feita com base na semana epidemiológica de 18 a 24 de fevereiro.

O aumento de casos de de Covid permaneceu em alta nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Completando a lista, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul também registram crescimento.

Fora do eixo centro-sul do país, alguns estados na região Nordeste também apontam tendência de aumento nos casos de Srag. Por lá, no entanto, ainda não foi identificado o agente infeccioso responsável pelo crescimento, mas na Bahia já é possível associar à influenza A, o vírus da gripe.

Pesquisador de computação científica da Fiocruz, Marcelo Gomes diz que ainda é cedo para afirmar que o vírus da gripe é o causador do aumento de casos de Srag no Nordeste. “Pode ser que, nos demais estados da região também haja associação ao vírus Influenza A. As faixas etárias que estão sendo afetadas lá não parecem com aquela assinatura típica da Covid-19”, explica.

O pesquisador também alerta ainda para o uso de máscaras como a PFF2 em casos de sintomas ou sinais de infecção respiratória.

Entre as capitais, 17 têm sinal de aumento: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

A alta é verificada principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país 

Inscrições para 13 cursos profissionalizantes gratuitos começam na próxima segunda (4)

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A Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH) de São Francisco de Itabapoana (SFI), através do departamento de Geração de Trabalho e Renda (GTR), inicia na próxima segunda-feira (4) as inscrições para 13 cursos gratuitos (confira a relação no final da matéria). O prazo vai até 15 de março. 

Os requisitos para se inscrever dependem do curso pretendido. A idade mínima, por exemplo, varia de 16 a 18 anos. Outra exigência verificada em alguns é o Ensino Fundamental. Para informações detalhadas, o interessado deve comparecer à sede da SMTDH, onde serão realizadas as inscrições. É necessário apresentar Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), Registro Geral (RG) e comprovante de residência atual. 

A SMTDH está situada na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, nº 141, no Centro da cidade, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

“Caso o número de inscrições ultrapasse o quantitativo de vagas disponíveis, a SMTDH realizará uma classificação com base em critério socioeconômico. A inovação desse ano é a Oficina de Trança, ofertada diretamente nas comunidades quilombolas de Deserto Feliz e Barrinha”, explicou o secretário da pasta, Fagner Azeredo. 

RELAÇÃO DOS CURSOS PROFISSIONALIZANTES 

Manicure

Manicure com Alongamento

Barbeiro 

Cabeleireiro

Penteado

Design de Sobrancelhas

Auxiliar de Farmácia

Panificação

Artesanato

Corte e Costura

Costura Criativa

Oficina de Crochê (Terceira Idade)

Oficina de Trança (Comunidade Quilombola)

 

 

Inscrições para 12 cursos profissionalizantes gratuitos começam na próxima segunda (4)

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A Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Humano (SMTDH) de São Francisco de Itabapoana (SFI), através do departamento de Geração de Trabalho e Renda (GTR), inicia na próxima segunda-feira (4) as inscrições para 12 cursos gratuitos (confira a relação no final da matéria). O prazo vai até 15 de março. 

Os requisitos para se inscrever dependem do curso pretendido. A idade mínima, por exemplo, varia de 16 a 18 anos. Outra exigência verificada em alguns é o Ensino Fundamental. Para informações detalhadas, o interessado deve comparecer à sede da SMTDH, onde serão realizadas as inscrições. É necessário apresentar Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), Registro Geral (RG) e comprovante de residência atual. 

A SMTDH está situada na Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, nº 141, no Centro da cidade, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

“Caso o número de inscrições ultrapasse o quantitativo de vagas disponíveis, a SMTDH realizará uma classificação com base em critério socioeconômico. A inovação desse ano é a Oficina de Trança, ofertada diretamente nas comunidades quilombolas de Deserto Feliz e Barrinha”, explicou o secretário da pasta, Fagner Azeredo. 

RELAÇÃO DOS CURSOS PROFISSIONALIZANTES 

Manicure

Manicure com Alongamento

Cabeleireiro

Penteado

Design de Sobrancelhas

Auxiliar de Farmácia

Panificação

Artesanato

Corte e Costura

Costura Criativa

Oficina de Crochê (Terceira Idade)

Oficina de Trança (Comunidade Quilombola)

Fase classificatória do 1º Festival de Música Religiosa da SMEC começa neste sábado (2)

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Expectativa para o início da fase classificatória do 1º Festival de Música Religiosa, evento promovido pela Prefeitura de São de Francisco de Itabapoana (SFI), por intermédio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC). A primeira disputa acontecerá neste sábado (2), às 18h30, no Salão Felicitá, no Centro, e a segunda, no próximo dia 9, no mesmo local e horário.

Dos 28 candidatos inscritos, 18 deles passaram na pré-seleção, sendo divididos em dois grupos de nove participantes (confira a lista completa no final da matéria). Em cada uma das duas fases classificatórias, três se classificam, totalizando seis para a grande final, que ocorrerá no dia 16 de março, também no Felicitá.

“O campeão levará a importância de R$1 mil em dinheiro, além de ser contemplado com a gravação de uma música no estúdio e de um videoclipe. Já o vice-campeão ganhará R$800 e o 3º lugar, R$500, sendo que os três primeiros colocados terão direito a um troféu cada um deles. Nosso objetivo é valorizar a música religiosa no município, além de incentivar a descoberta de novos talentos”, destacou o titular da pasta, Robson Santana.

CANDIDATOS POR ORDEM DE APRESENTAÇÃO – DIA 02/03/2024
1. Keila Souza Santos
2. Alerandro Vitor de Luna Silva
3. Wesley de Matos Marques
4. Sheila Musqueira Gois
5. Paulo Monteiro Netto
6. Aramis Souza Rangel
7. Natália Reis de Souza
8. Brunna Esteves da Silva
9. Samuel Borges da Silva

CANDIDATOS POR ORDEM DE APRESENTAÇÃO – DIA 09/03/2024
1. Murilo Mata da Silva
2. Ricardo da Costa Silva
3. Quezia Vitória Rocha de Oliveira
4. Wellerson de Matos Marques
5. Érica da Silva Barreto & Évellin Barreto Amaral (Dupla substituiu Edilana dos Santos Barreto, que desistiu)
6. Soraya de Souza Troncone
7. Leila Manhães de Souza Barros
8. Suellen dos Santos Serafim
9. Letícia Nunes Viana Marcelino

Ministério da Saúde diz que governo do AM é responsável por caso de indígena encontrado morto

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MANAUS, AM (FOLAHPRESS) – O Ministério da Saúde atribui ao governo do Amazonas a responsabilidade pela regulação, remoção, internação e definição de acompanhamento da mulher madiha kulina transferida para Manaus em razão de complicações na gravidez. O marido dela, Tadeo Kulina, 33, que a acompanhava, desapareceu da maternidade e foi encontrado morto, com pancadas na cabeça.

O transporte de Tadeo, que deixou sua aldeia na Terra Indígena Kulina do Médio Juruá, na região de Envira (AM), e percorreu 1.200 km em voo até Manaus, a maior capital da Amazônia, foi responsabilidade do governo estadual, segundo o ministério.

A reportagem enviou questionamentos ao governo do Amazonas ainda na tarde desta quinta (29), mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Civil também não responderam sobre o andamento das investigações.

Ao ser incluído no voo como acompanhante da mulher, não cabia acompanhamento de profissional de saúde indígena, diz o Ministério da Saúde. “O transporte de pacientes que estão em hospitais não é realizado pelo DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) Médio Rio Solimões e Afluentes e sim pelo estado”, afirma a pasta, em nota enviada à Folha.

“A paciente, que foi atendida por uma unidade de saúde do estado, foi transferida pelo estado e internada em unidade hospitalar, a Maternidade Ana Braga de Manaus”, diz a nota. “O transporte foi realizado via TFD (tratamento fora do domicílio), da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, diretamente pelo hospital de referência do município.”

O deslocamento aéreo ocorreu por meio do Sister, “um sistema do complexo regulador do estado do Amazonas responsável pelo gerenciamento de pacientes”.

“O acompanhamento de um profissional da equipe multidisciplinar de saúde indígena não era possível, visto que a paciente já tinha um acompanhante, o indígena Tadeo Kulina, e o seu processo de remoção para Manaus foi realizado via Sister”, acrescenta o Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, uma equipe do DSEI só foi comunicada sobre o desaparecimento do indígena quase 24 horas depois do ocorrido.

A comunidade dos madihas kulinas está numa área de difícil acesso na Amazônia, já perto do Acre, ao sul do Vale do Javari (AM). É um povo de recente contato, que vive da caça, da pesca e da roça.

Após horas de voo, no dia 1º de fevereiro, Tadeo e a mulher chegaram à Maternidade Ana Braga, na zona leste da cidade. O parto foi feito, o bebê nasceu, e a mãe e a criança se recuperaram bem nos dias seguintes, após os riscos que correram.

Tadeo, que falava pouco a língua portuguesa, desapareceu do hospital no dia 7. Foi encontrado dias depois, morto, com sinais de espancamento na cabeça, no IML (Instituto Médico Legal). O corpo retornou à terra Kulina do Médio Juruá, num voo de volta. No mesmo avião, com o caixão, estavam a mulher e o bebê recém-nascido.

O homicídio do madiha kulina -o boletim de ocorrência na Polícia Civil do Amazonas registra o episódio como homicídio simples- é um caso com muitas perguntas sobre o que de fato ocorreu, do desaparecimento à morte. Há sinais de descaso e omissão em relação ao casal e mais uma evidência do tratamento dispensado a esses indígenas nos núcleos urbanos.

O MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas abriu um procedimento preliminar de investigação, na esfera cível, para apurar eventual omissão por parte da área de saúde indígena. As primeiras diligências já foram feitas, com pedidos de informações aos órgãos de saúde que atenderam os indígenas, e também haverá depoimentos.

A região do médio rio Juruá, onde estão os madihas kulinas e onde vivia Tadeo, é atendida pelo DSEI Médio Rio Solimões e Afluentes. Em Manaus, há uma Casai (Casa de Saúde Indígena) para o acolhimento de indígenas que precisam se deslocar à capital para tratamento médico. A Casai também integra a estrutura do SUS para atendimento em saúde indígena.

Segundo o Ministério da Saúde, uma equipe técnica do DSEI, com atuação na Casai em Manaus, esteve na maternidade por duas vezes para visitar a paciente. A primeira visita ocorreu no dia 2, sem possibilidade de encontro com a paciente, que se recuperava de uma cesariana. A segunda se deu no dia 6, quando foi solicitada uma testemunha para o registro de nascimento.

“De acordo com o serviço social da unidade hospitalar, Tadeo Kulina queria sair da maternidade com a esposa e o recém-nascido, que se recuperavam, e também estava tendo visões de pessoas o perseguindo, e segundo ele, a polícia queria prendê-lo”, afirmou o ministério.

Essa versão é refutada por indígenas madihas kulinas que conheciam e conviviam com Tadeo. Eles afirmam que o homem não tinha problemas psicológicos ou psiquiátricos. A mulher de Tadeo também disse, em conversas após o regresso à terra indígena, que não houve alucinações ou algo do tipo no hospital.

“O DSEI realizou, por conta própria, buscas pelo indígena pelos arredores da unidade de saúde, ruas e bairros da redondeza, mas não obteve êxito. Em seguida, a equipe foi ao 19º Distrito Integrado de Polícia de Manaus para registrar o boletim de ocorrência do desaparecimento de Tadeo Kulina. No dia 9, a equipe do DSEI continuou as buscas”, disse o ministério.

Na região do médio Juruá, distante 1.200 km de Manaus, a realidade dos madihas kulinas é de violência e abandono, com multiplicação de relatos de mortes violentas, suicídios e exploração a partir da retenção de cartões de benefícios sociais nas cidades da região. Esta realidade foi denunciada, em 11 de maio de 2023, ao escritório da ONU para prevenção de genocídio.

Relatórios e fotos registram um quadro de desnutrição infantil, insegurança alimentar, alcoolismo e estupro entre indígenas.

Após a Folha de S.Paulo mostrar o conteúdo dos relatórios, em reportagem publicada em setembro de 2023, o MPI (Ministério dos Povos Indígenas) anunciou a criação de um grupo para tratar do assunto. Meses depois, o governo não agiu e os problemas persistem, segundo o MPF.

Na aldeia onde Tadeo vivia, e nas aldeias vizinhas, os indígenas estão consternados e temerosos de buscar Manaus para tratamentos de saúde em casos complexos. Esse fluxo ocorre com frequência, mais de uma vez ao mês.

Tadeo Kulina desapareceu e foi encontrado morto, com pancadas na cabeça 

Lula propõe moção da Celac à ONU pelo fim do genocídio em Gaza

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, nesta sexta-feira (1º), que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) faça uma moção à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fim imediato do genocídio de palestinos na Faixa de Gaza, imposto pelo governo de Israel. Lula discursou durante a reunião de cúpula da Celac, em Kingstown, em São Vicente de Granadinas.

“A tragédia humanitária em Gaza requer de todos nós a capacidade de dizer um basta para a punição coletiva que o governo de Israel impõe ao povo palestino. As pessoas estão morrendo na fila para obter comida. A indiferença da comunidade internacional é chocante”, disse Lula.

Autoridades de saúde de Gaza informaram nesta quinta-feira (29) que soldados israelenses atiraram contra pessoas que aguardavam ajuda humanitária e mataram 104 palestinos. O governo brasileiro repudiou a ação e afirmou que trata-se de uma “situação intolerável”.

O presidente Lula sugeriu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, também presente no encontro da Celac, que ele invoque o Artigo 99 da Carta da ONU, que confere ao secretário-geral levar ao Conselho de Segurança assuntos que ameacem a paz e a segurança internacional. A partir desta sexta-feira, o Japão assume a presidência rotativa do conselho das Nações Unidas, e Lula fez um apelo para que o tema seja pautado “com toda a urgência”.

“Peço aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que deixem de lados suas diferenças e ponham fim a essa matança”, apelou Lula. “A nossa dignidade e humanidade estão em jogo. Por isso é preciso parar a carnificina em nome da sobrevivência da humanidade, que precisa de muito humanismo”, acrescentou.

O Conselho de Segurança tem como membros permanentes os Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, países que podem vetar decisões da maioria. Outros países também participam como membros rotativos, mas sem poder de veto.

Ainda nesta sexta-feira, Lula se reunirá com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro; com o ministro das Relações Exteriores do Chile, Alberto van Klaveren, e com a secretária de Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena, para tratar da situação em Gaza.

Na quinta-feira (29), Petro anunciou que a Colômbia suspenderá todas as compras de armas de Israel, e afirmou que “o mundo deve bloquear” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. “Pedindo comida, mais de 100 palestinos foram mortos por Netanyahu. Isto chama-se genocídio e faz lembrar o Holocausto, mesmo que as potências mundiais não gostem de o reconhecer”, escreveu, em publicação nas redes sociais.

Durante seu discurso na Celac, Lula lembrou ainda do conflito em curso na Ucrânia e da crise no Haiti. “No Haiti, precisamos agir com rapidez para aliviar o sofrimento de uma população dilacerada pelo caos social. Há anos o Brasil vem dizendo que o problema do Haiti não é só de segurança, mas, sobretudo, de desenvolvimento”, afirmou o presidente Lula.

O presidente brasileiro voltou a defender a reforma das organizações internacionais, incluindo as financeiras que, segundo ele, devem embutir “a demanda por mecanismos inovadores de financiamento”. Para Lula, essas reformas são necessárias para combater o caráter estrutural do subdesenvolvimento.

“Economistas como Raul Prebisch e Celso Furtado explicitaram os riscos associados a uma inserção internacional baseada unicamente em vantagens comparativas. Com a integração, podemos atuar para que as ferramentas de inteligência artificial sejam uma aliada dos nossos projetos de reindustrialização, mitigando seus efeitos nefastos no mercado de trabalho”, disse Lula.

“Os bancos multilaterais de desenvolvimento devem destinar mais recursos, e de forma mais ágil e sem condicionalidades, para iniciativas que realmente façam a diferença. Com isso, será mais fácil enfrentar nossa deficiente conexão física e investir na construção de estradas, ferrovias, pontes, portos e conexões aéreas que permitam uma efetiva circulação de pessoas e de mercadorias”, defendeu o presidente.

Para Lula, nos últimos anos a América Latina e o Caribe voltaram a ser uma região “balcanizada e dividida, mais voltada para fora do que para si própria”. Nesse sentido, ele defende que a Celac seja um foro de construção de consensos, “que cultiva a via do entendimento e que não se deixa tentar por soluções impositivas”. 

“A Celac nos proporciona essa possibilidade de pensar nossa inserção no mundo a partir de nossas agendas e interesses”, afirmou, destacando os potenciais econômicos e riquezas dos países da região.

“Num contexto de difusão do poder global e de reforço constante da multipolaridade, a questão que volta a se colocar é se os países da América Latina e do Caribe querem se integrar ao mundo unidos ou separados”, questionou. “Se falamos como região, temos mais chances de influenciar os grandes debates da atualidade. Se atuamos juntos, criamos sinergias que fortalecem nossos projetos individuais de desenvolvimento”, completou o presidente.

Lula chegou a Kingstown nesta quinta-feira, para a cúpula da Celac, após visita a Georgetown, na Guiana, onde participou do encerramento da cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom) e teve reuniões bilaterais. Durante sua passagem, ele destacou as agendas em comum do Brasil com os países da região e prometeu abrir rotas de conexão e ampliar a parceria. O presidente brasileiro ainda defendeu a manutenção da América do Sul como uma zona de paz.

Nesta sexta-feira, entre outros compromissos, Lula tem agendas bilaterais com os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Bolívia, Luis Arce, e com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Lula também participará da cerimônia de assinatura de um acordo de serviços aéreos entre o Brasil e a Antígua e Barbuda, além dos eventos finais da cúpula da Celac.

A previsão é que a comitiva presidencial deixe São Vicente e Granadinas ainda nesta sexta-feira, com desembarque em Brasília no início da madrugada deste sábado (2).

Brasil pode chegar a 20 milhões de crianças e adolescentes obesos em 2035

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RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil pode chegar a 20 milhões de crianças e adolescentes obesos em 2035, segundo projeção do Atlas 2024 da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation, na sigla em ingles, WOF), divulgado nesta quinta-feira (29).

O estudo abrange dados de 186 nacionalidades e, segundo os autores, mostra um padrão no qual todos os países devem ser afetados por um expressivo aumento do índice de massa corpórea (IMC) da população.

A projeção alerta para uma crescente na última década, inclusive entre as nações mais pobres. No Brasil, o ganho de peso no segmento infanto-juvenil (de 5 anos a 19 anos de idade) pode ter uma salto de 34% de indivíduos com IMC alto em 2019 (o equivalente a 15,58 milhões de jovens) para 20,39 milhões em 2035.

Esses valores representam um crescimento de 1,9% ao ano entre 2020 e 2035, um índice muito próximo ao de adultos, cuja expectativa é de alta de 1,8% anuais no mesmo período.

Paulo Miranda, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), destacou, em nota enviada pela assessoria da entidade, que a nova edição do Atlas traz informações preocupantes em relação ao Brasil.

“Em especial quando se fala do excesso de peso em crianças, 20 milhões convivendo com excesso de peso, e uma projeção muito impactante das doenças associadas à obesidade, como alteração da glicose, hipertensão arterial e alterações do colesterol, bases já conhecidas para o avanço de doenças cardiovasculares e mortalidade precoce”, diz Miranda.

Segundo a nutricionista Carla Irai Ferreira, mestre pelo Programa de Saúde da Criança e do Adolescente pela USP (Universidade de São Paulo) e especialista em nutrição materno-infantil e comportamento alimentar, os índices crescentes de obesidade e sobrepeso são um desafio e já fazem parte da realidade clínica.

“Tais números vêm reforçar que precisamos trabalhar a educação nutricional de famílias, para proporcionar um ambiente alimentar favorável, sem terrorismo nutricional e provendo um comportamento alimentar saudável”, reforça Ferreira.

A nutricionista afirma que é necessário que ocorram políticas públicas pensadas em diversas áreas, para além da alimentação, para superação desses índices, respeitando as possibilidades reais de cada família.

O Atlas aponta que, mais uma vez, que o investimento financeiro para combate ao problema é urgente e menor que o “o custo de não prevenir e tratar a obesidade”, que tem capacidade de reduzir a economia global em mais de 4 bilhões de dólares em 2035 –quase 3% do produto interno bruto global.

“Nos faz refletir e direcionar atenção para ações que vão não só prevenir, mas ajudar as crianças que já convivem com o excesso de peso a terem uma melhor saúde e tratamentos que necessários para que consigam reverter a situação”, destaca Miranda.

As estimativas de 2024 para níveis mundiais de IMC elevado sugerem que quase 3,3 bilhões de adultos poderão ser afetados até 2035 contra 2,2 bilhões em 2020. É um aumento de 42% de adultos afetados pelo problema em 2020 para mais de 54% em 2035.

Na média global, o número de crianças e jovens atingidas sobe de 22% (430 milhões) para mais de 39% (770 milhões) apenas nesta década.

Alexandre Hohl, professor de Endocrinologia e Metabologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e ex-presidente da SBEM, diz que os dados do relatório da WOF confirmam as projeções anteriores e são de fato alarmantes.

“O número de adultos com obesidade no Brasil só cresce, mas o mesmo infelizmente também ocorre com crianças e adolescentes. É preciso reafirmar que obesidade é uma doença crônica e progressiva. Esse é o primeiro desafio”, diz Hohl.

A WOF, anteriormente Associação Internacional para o Estudo da Obesidade e Força-Tarefa para a Obesidade, é uma organização focada exclusivamente na obesidade e um parceiro de agências globais sobre o tema, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foram utilizados no estudo dados de diferentes entidades, como Organização das Nações Unidas (ONU) e a RTI International, que calculou as projeções.

IMC e MORTES EVITÁVEIS

Dos 41 milhões de mortes anuais devido a doenças crônicas não transmissíveis (DNT), 5 milhões são impulsionado por IMC elevado (maior que 25). Destas, cerca de 4 milhões advém apenas de comorbidades como diabetes, acidente vascular cerebral, doença coronariana e câncer.

“Sem esforços importantes e coordenados de ação, as taxas de obesidade continuarão a aumentar e cada vez mais pessoas morrerão prematuramente devido à obesidade ou a uma das doenças atribuíveis a ela. Além disso, as DNT associadas à obesidade, que antes só eram observadas em adultos, estão se tornando cada vez mais comuns entre as crianças”, destaca o relatório.

O IMC alto está ligado diretamente a fatores crescentes como crise ambiental, urbanização, falta de atividade física e consumo de produtos de origem animal, comprometendo o futuro das gerações.

No Brasil, os índices mais preocupantes de favorecimento do aumento de peso são aumento da população vivendo em centros urbanos; consumo alto diário de proteína animal e atividade física insuficiente em adultos.

Entre crianças com IMC alto, entre 2020 e 2035, o total de casos de pressão alta devem subir de 1,25 milhões para 1,91 milhões; os de diabetes de 535,8 mil para 720,8 mil e os de colesterol alto de 1,48 milhão para 2,06 milhões.

COMBATE À OBESIDADE EM CRIANÇAS

Para combater as projeções, os especialistas apontam que é preciso de um conjunto de ações e de agentes envolvidos. “É preciso haver um entendimento coletivo de que obesidade é doença e que o tratamento se faz necessário com uma equipe multidisciplinar”, pontua Hohl.

O professor diz que as iniciativas de educação alimentar nas escolas públicas e privadas precisam ganhar cada vez mais relevância para um efeito positivo nos números, bem como a construção de espaços públicos ao ar livre para prática de exercícios e esportes.

Na parte nutricional, Ferreira lembra que a vida urbana muitas vezes leva as famílias a realizarem mais refeições fora de casa e a dedicarem menos tempo ao preparo, uma cultura que precisa ser desacelerada. “Desta forma, o consumo de alimentos ultraprocessados muitas vezes faz parte da rotina das famílias em grande proporção, ofertando grandes quantidades de açúcares, gorduras saturadas, sódio, entre outros componentes”, diz a nutricionista.

O tempo de tela também impacta no comer. “Leva à uma menor percepção do que se come e do quanto se come, privando as famílias de um tempo de qualidade, tão importante para um bom relacionamento com o alimento quanto para outras áreas da vida”, avalia Ferreira.

Para ela, a segurança é outra questão essencial. “A falta da prática de atividade física é realmente um desafio, pois com o aumento da violência urbana ao longo dos anos, crianças têm menor possibilidade de atividades ao ar livre, levando ao aumento do sedentarismo, que colabora para o aumento do excesso de peso”, diz a nutri.

Para ajudar os filhos, pais devem buscar melhores opções alimentares, dentro do cenário em que se encontram, mesmo que seja comendo fora de casa, como preparar lanches para não ficar apenas à disposição do que é possível comprar na rua e implantar o hábito de cozinhar em casa e de se planejar para ter alimentos in natura com frequência, variedade e qualidade.

Refeições devem ser feitas sem a presença de telas em qualquer situação para que haja controle da saciedade e oportunidade de observar o exemplo alimentar dos pais. Quanto às atividades físicas, aproveitar que as crianças em geral gostam de se movimentar para organizar momentos prazerosos ao ar livre ao longo da semana.

O estudo abrange dados de 186 nacionalidades 

Impedida de ir ao velório, viúva de Navalni faz homenagem nas redes sociais

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A viúva de Alexei Navalni, líder opositor russo, prestou homenagens ao companheiro pelas redes sociais, já que não participou presencialmente do velório dele em Moscou.

Yulia Navalnaya não se despediu do marido. Segundo a mídia estatal russa, ela será presa se pisar no país.

“Obrigada por 26 anos de absoluta felicidade. Sim, mesmo os últimos três anos de felicidade”, escreveu. A publicação no X (antigo Twitter), foi acompanhada por um vídeo com imagens dos dois.

Obrigada por seu amor, por sempre me apoiar, por me fazer rir mesmo da prisão, pelo fato de que você sempre pensou em mim. Não sei como viver sem você, mas tentarei sempre tentar me fazer feliz por você, e orgulhosa de mim. Não sei se conseguirei, mas tentarei. […] Te amo para sempre. Descanse em paz.” Yulia Navalnaya, viúva de Alexei Navalni

O FUNERAL

Velório começou às 14h no horário local (8h no de Brasília). Funeral aconteceu em uma igreja de Moscou.

Navalni foi enterrado duas horas depois, em um cemitério próximo. Homenagem acontece após semanas de impasse. A família de Navalni só pôde ver o corpo dele uma semana após a divulgação da morte e disse que nenhum serviço funerário queria transportar o corpo do necrotério para o velório.

Cerimônia acontece sob forte policiamento. Segundo a porta-voz de Navalni, Kira Yarmysh, há cerca de 400 mil pessoas no local. Ela não informou a origem do número, embora imagens mostrem uma longa fila em frente aos portões.

Circunstâncias da morte não foram esclarecidas. Navalni morreu aos 47 anos, em uma prisão próxima do Círculo Polar Ártico. Os serviços penitenciários russos disseram que ele se sentiu mal após uma caminhada, e o atestado de óbito apresentado à família diz que ele morreu de “causas naturais”.

Várias pessoas que se opuseram ao Kremlin tiveram mortes misteriosas. Uma delas, por exemplo, era Yevgeny Prigozhin, líder do grupo mercenário Wagner, que se amotinou contra Moscou em junho de 2023. Em agosto do mesmo ano, Prigozhin morreu na queda de um jato particular.

Polícia Civil prende suspeito por descumprimento de medidas protetivas em Campos

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Foto: Divulgação DEAM

Na tarde desta sexta-feira (1º), policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos, durante a Operação Átria, efetuaram a prisão em flagrante do homem identificado pelas iniciais B.M.F, de 35 anos, pelo crime de descumprimento de medidas protetivas. A vítima, sua ex-namorada, B.C.C, de 26 anos, havia solicitado as medidas de proteção após registrar na delegacia o crime de ameaça cometido pelo ex-companheiro.

Segundo relatos da vítima, no dia 06/02/2024, ela procurou a DEAM de Campos para denunciar as ameaças feitas por seu ex-namorado após descobrir uma traição. O autor, mesmo ciente das medidas protetivas, compareceu ao local de trabalho da vítima, iniciando uma discussão e segurando-a pelo braço, em desrespeito claro às ordens judiciais.

Diante do descumprimento das medidas, os policiais civis agiram rapidamente e localizaram o suspeito no bairro da Pecuária. O homem foi conduzido à DEAM-Campos, onde o Delegado determinou sua prisão pelo crime em questão, sem direito a fiança. O suspeito, que não resistiu à prisão, será transferido para o Presídio de Campos na manhã deste sábado (02).

Ação conjunta em Campos prende três pessoas em flagrante por furto de energia elétrica

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134ª DP

Agentes da 134ª DP (Campos dos Goytacazes) prenderam três homens em flagrante, nesta quinta-feira (28/02), acusadas de furto de energia elétrica. A ação contou com o apoio de policiais militares e de técnicos de uma concessionária de energia.

De acordo com as equipes, os autores foram flagrados utilizando ligações clandestinas instaladas em um acampamento, na localidade conhecida como Pernambuca, em Ibitioca, Campos dos Goytacazes. No local, estão residindo integrantes de um movimento social.

Após a perícia, foi constatado que os desvios clandestinos eram realizados por meio de ligação direta nas redes da concessionária de energia elétrica local.

São Paulo terá tempo abafado e pouca chuva neste fim de semana

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(FOLHAPRESS) – De acordo com a previsão do tempo do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo, a região metropolitana de São Paulo ainda deverá ter características típicas de verão nesta sexta-feira (1º), com pancadas de chuva entre a tarde e a noite, mas a precipitação diminui no sábado (2) e o domingo (3) deve ser com tempo aberto.

Nesta sexta, o dia deve amanhecer marcado pela presença do sol entre as nuvens em todo o estado, e a tendência é de que permaneça nestas condições de tempo durante toda a manhã.
“No período vespertino, mesmo após o afastamento do sistema meteorológico que atuava sobre a região, a formação de áreas de instabilidade sobre a atmosfera irá contribuir para a ocorrência de pancadas de chuva isoladas em todo o território paulista. Essas pancadas devem ser seguidas por rajadas de vento e
raios, e podem se estender até o período noturno”, informa o CGE.

O centro de gerenciamento alerta que há possibilidade de algumas regiões terem pancadas fortes e até mesmo temporais, o que pode provocar transtornos, principalmente, nas áreas de risco.

Em relação à temperatura, a madrugada terá sensação de abafamento e termômetros em torno dos 22°C. No decorrer do dia, haverá uma elevação constante, com a máxima prevista de 30°C.

O sábado ainda deverá manter o cenário atmosférico do dia anterior, mas o risco de temporais mais fortes e duradouros diminui consideravelmente. A previsão é de que ainda podem ocorrer chuvas rápidas, de forma isolada, mas em menor volume e sem uma região determinada.

As temperaturas vão variar entre 20°C na madrugada e 28°C nas horas mais quentes.

Já o domingo deve ter certa nebulosidade, mas o sol vai aparecer com força e não deve chover, criando um bom cenário para os paulistanos que quiserem curtir os parques e outras áreas abertas da cidade. Assim, a tendência é de a temperatura máxima atingir os 30°C, enquanto a mínima ficará nos 17°C.

Os dados do CGE mostram que fevereiro acumulou, até a noite desta quinta (29), 177,9 mm, o que corresponde a 81,2% dos 219,1 mm esperados para o mês. Os números ainda não estão fechados, mas o mês deve ficar abaixo da média de precipitação, ao contrário de janeiro, que ficou acima. Foram 281,5 mm de média na cidade, 9,7% acima dos 256,5 mm esperados para janeiro.

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O centro de gerenciamento alerta que há possibilidade de algumas regiões terem pancadas fortes e até… 

Homem condenado a morte por homicídio é libertado após 30 anos

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Um homem de 54 anos, que foi condenado à morte pelo homicídio de uma mulher, acabou libertado… 30 anos depois.

Segundo a ABC News, Daniel Gwynn foi libertado da prisão no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, após a justiça norte-americana ter encontrado falhas na investigação à morte que culminou na sua condenação.

“A exoneração de Daniel Gwynn hoje liberta um homem que é provavelmente inocente”, disse o procurador do distrito de Filadélfia, Larry Krasner, em comunicado. “Infelizmente, também exemplifica uma era de policiamento e acusação inexatos e, por vezes, corruptos, que quebraram a confiança junto das comunidades até aos dias que correm”, continuou.

O caso remonta a 20 de novembro de 1994, quando uma mulher em situação de rua, chamada Marsha Smith, morreu após um incêndio num prédio vazio onde ela ficava. Gwynn e outras três pessoas estavam no mesmo prédio, na ocasião.

A acusação baseou-se nos testemunhos de duas pessoas, que apresentaram falhas, e uma confissão do próprio Gwynn, que era inconsistente com os dados sobre como começou o incêndio.

Mais, argumentou-se que os seus direitos constitucionais foram violados, já que não lhe foram fornecidas informações sobre um suspeito alternativo, que foi identificado por testemunhas.

“A condenação injusta de Daniel Gwynn, e sua prisão injusta por quase três décadas, é um conto preventivo de visão de túnel no policiamento e na acusação. Não apenas os direitos do Sr. Gwynn foram violados no julgamento, mas a sua condenação e sentença ao corredor da morte provavelmente permitiram que a pessoa realmente responsável escapasse da responsabilidade”, disse o especialista David Napiorski, em comunicado.

Polícia prende suspeito por tráfico de drogas em São Francisco do Itabapoana

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta quinta-feira (29) durante um patrulhamento na Rua do Bar da Tenda, no bairro Bom Jardim, os policiais conseguiram deter um suspeito. Após uma minuciosa busca, foram encontrados e apreendidos 24 buchas de maconha, incluindo uma de tamanho considerável, 25 pinos de cocaína, 20 pedras de crack, além de R$ 127,95 e um celular.

O suspeito foi conduzido à 147ª Delegacia de Polícia de SFI, onde foi autuado com base no Artigo 33 da Lei 11.343/06, que trata do tráfico ilícito de drogas. O homem permanece sob custódia das autoridades enquanto aguarda as devidas providências legais.

Alta nos casos de dengue afeta doação de sangue no Hemocentro Regional de Campos

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Hemocentro/Foto: Divulgação Ascom

A alta no número de casos de dengue em Campos trouxe à tona uma nova preocupação: a escassez de doadores de sangue no Hemocentro Regional de Campos (HRC). A crescente infecção pelo vírus transmitido pelo Aedes aegypti não apenas aumentou o número de pessoas afetadas pela doença, mas também contribuiu para a queda nas doações de sangue na região.

Desde o início do ano, o HRC enfrenta um déficit no estoque sanguíneo, atribuído não apenas ao período de férias e ao feriado prolongado de carnaval, mas também aos casos de dengue em Campos. Atualmente, a unidade recebe apenas cerca de 20 doações por dia, enquanto o ideal seriam 70 bolsas para suprir as demandas dos hospitais de forma adequada.

Segundo o último balanço divulgado, foram confirmados 587 casos de dengue em Campos neste ano e 25 casos de chikungunya. Não há confirmação de zika. Durante a triagem clínica para doação de sangue, os candidatos respondem a um questionário, que permite avaliar se tiveram alguma das arboviroses. As doenças tornam temporariamente o doador inapto para a doação de sangue. Pessoas que tiveram dengue clássica, zika ou chikungunya devem aguardar um mês após a cura para doar. Para quem teve dengue hemorrágica, este período se estende para seis meses.

Diante desse cenário, o Hemocentro Regional de Campos faz um apelo à solidariedade dos doadores e potenciais doadores, convidando-os a comparecer à unidade anexa ao Hospital Ferreira Machado (HFM). O HRC, localizado na Rua Rocha Leão, n° 2, no bairro do Caju, funciona de segunda a sexta-feira, sábado, domingo e feriados, das 7h às 18h.

“É crucial que todos compreendam a importância de doar sangue, especialmente durante períodos críticos como este, em que a dengue afeta o município. Ao doar sangue, estamos não apenas ajudando pacientes diretamente afetados pela doença, mas também garantindo que tenhamos estoques adequados para atender às emergências médicas da região, pois o Hemocentro atende a toda a região Norte e Noroeste, então, hospitais fora da cidade de Campos também acabam recebendo pacientes com dengue hemorrágica e solicitando bolsas de sangue ao HRC. A doação é uma responsabilidade coletiva e um ato de generosidade que pode salvar vidas”, comentou a assistente social do setor Maria Gonçalves.

Dengue em Campos — A dengue, uma doença infecciosa aguda, é uma arbovirose transmitida ao homem pela picada do mosquito Aedes aegypti. O tipo 2 da dengue tem sido predominante em Campos, manifestando sintomas como febre alta, dores musculares intensas, mal-estar, fraqueza, dor de cabeça e manchas avermelhadas na pele.

Requisitos para doar — Para ser um doador, é necessário ter entre 16 e 60 anos, ou até 69 anos para aqueles que já tenham doado antes dos 60 anos. Além disso, o peso deve ser superior a 50 quilos, e o doador deve estar bem nutrido, com refeições leves e sem gordura nas três horas anteriores à doação. Também é importante que os doadores evitem atividades físicas intensas nas últimas cinco horas antes de doar sangue. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável.

Fonte: Ascom

Mundo atingiu marca de 1 bilhão de pessoas com obesidade em 2022, diz estudo

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(FOLHAPRESS) – O mundo atingiu a marca de 1 bilhão de pessoas vivendo com obesidade em 2022, segundo um estudo publicado no periódico científico The Lancet, considerado o principal do meio médico.

Em 1990, as estimativas de saúde apontavam para 195 milhões de adultos com obesidade, número que saltou para 879 milhões em 2022. Já em relação às crianças e aos adolescentes, em 1990 era estimado um total de 31 milhões de jovens de até 17 anos com obesidade, passando para 125 milhões em 2022 (um aumento de mais de 300%).

Há, também, diferenças significativas quanto ao gênero, sendo que a obesidade afeta hoje mais mulheres adultas do que homens, enquanto nas faixas etárias mais jovens (até 17 anos), os meninos apresentam mais obesidade.

Na pesquisa, a proporção de mulheres vivendo com obesidade em 1990 era de 8,8%, passando para 18,5% em 2022, enquanto os homens adultos tinham uma prevalência de 4,8%, passando para 14% no mesmo período. Já em relação às crianças, a prevalência de obesidade quadruplicou nas meninas (de 1,7% para 6,9%) e meninos (2,1% para 9,3%).

O estudo foi conduzido pela Colaboração de Fator de Risco de Doenças Não Transmissíveis (NCD, na sigla em inglês) em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Os cientistas analisaram a relação entre peso e altura (para o cálculo do chamado IMC, ou índice de massa corpórea) de mais de 220 milhões de pessoas com cinco anos ou mais de 190 países em três décadas. Mais de 1.500 especialistas colaboraram com a pesquisa.

Apesar de não ser um índice recomendado por médicos para avaliar se uma pessoa é obesa, o IMC é uma ferramenta utilizada em estudos epidemiológicos para avaliar o fator de risco de determinada população para as demais doenças associadas à obesidade.

O IMC é dado pelo peso dividido pela altura ao quadrado. Para serem incluídos como obesos, a pesquisa considerou adultos com IMC maior ou igual a 30. No caso das crianças e adolescentes, como esse índice varia significativamente com a idade e o sexo, os pesquisadores não definiram um único valor como limite para ser considerado com sobrepeso ou não.

Em 33 anos, a população global de mulheres obesas saltou de 128 milhões para 504 milhões. Já em relação aos homens, o número passou de 67 milhões para 374 milhões.

A pesquisa também analisou a proporção de pessoas abaixo do peso e viu, ao contrário do que se esperava, um aumento de pessoas desnutridas, passando de 45 milhões, em 1990, para 183 milhões em 2022, em relação às mulheres, e de 48 milhões para 164 milhões de homens.

No mesmo período, houve uma redução mundial de crianças abaixo do peso nas crianças e adolescentes, o que pode ser considerado um sucesso de programas de combate à desnutrição infantil. A proporção de meninas consideradas abaixo do peso caiu de 10,3%, em 1990, para 8,2% em 2022, e de 16,7% para 10,8%, no caso dos meninos.

De acordo com o pesquisador sênior do estudo, Majid Ezzati, do Imperial College de Londres, é sintomático que o mundo esteja vivendo uma “epidemia de obesidade”. “É muito preocupante que o aumento da obesidade evidenciado entre 1990 até 2022 agora esteja se espelhando também nas crianças e adolescentes. Ao mesmo tempo, centenas de milhões de adultos ainda são afetados pela desnutrição, especialmente nos países mais pobres”, afirmou.

Segundo ele, são necessárias políticas públicas para lidar com os dois extremos de saúde, uma vez que são duas formas de má nutrição. “É fundamental aumentar significativamente a disponibilidade e a acessibilidade de alimentos nutritivos e saudáveis”, disse.

No texto, os autores afirmam que países de baixa e média renda tiveram o maior crescimento nas últimas décadas, superando a prevalência de obesidade de países de alta renda industrializados. Isso demonstra como, nestes locais, o aumento do consumo de produtos considerados ultraprocessados e a redução na promoção de saúde, como medidas que visam implementar a atividade física e práticas saudáveis, afetam a saúde populacional.

De acordo com Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, o novo estudo revela a importância de prevenir e o manejo do sobrepeso nos primeiros anos de vida. “É um compromisso da OMS trabalhar com os governos e comunidades para apoiar ações de redução da obesidade. Mais importante, tais medidas precisam de ações conjuntas do setor privado, especialmente a indústria alimentícia, que deve ser responsabilizado pelo impacto na saúde de seus produtos.”

Mulher trans morre afogada no Rio Paraíba em Campos

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Rio Paraíba do Sul/Foto: Divulgação Defesa Civil

Na manhã desta sexta-feira (1º), uma mulher trans morreu afogada após entrar para nadar no rio Paraíba do Sul, no centro de Campos. Até o momento, a identidade da vítima não foi revelada.

Segundo relatos iniciais, a vítima permaneceu por alguns minutos na água antes de desaparecer. Os Bombeiros foram chamados e, após uma operação de busca, localizaram o corpo.

 

*Matéria em atualização*