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Pelo menos 10 mortos em acidente rodoviário no México

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Pelo menos 10 pessoas morreram, no sábado (25), devido a um acidente entre um trator-reboque e uma van que transportava passageiros no estado de San Luis Potosí, no México.

Segundo a Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão, entre as vítimas mortais estão cinco mulheres, um homem e quatro menores de idade, reportou a Associated Press (AP).

Há ainda vários feridos, em número que não foi possível determinar, de acordo com a secretaria AP.

Foram todos encaminhados para unidades hospitalares para receber tratamento.

As causas do acidente estão agora sob investigação para apurar os fatos.

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Trump vence primárias Republicanas na Carolina do Sul por larga vantagem

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O jornal The New York Times atribui a Trump 61% dos votos contra 38% alcançados pela ex-embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, enquanto o canal Fox News dá 64% ao ex-governante e 35% a Nikki Haley.

Com esta vitória, Trump fica mais perto de ser declarado o candidato oficial do Partido Republicano para as eleições presidenciais de novembro.

A derrota será especialmente dura para Nikki Haley, que durante seis anos foi governadora na Carolina do Sul e tinha grandes expectativas nesta votação.

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Temporal no estado do Rio deixou pelo menos nove mortos

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O temporal que atingiu o estado do Rio de Janeiro quarta-feira (21) deixou nove mortos. A última vítima encontrada debaixo dos escombros foi uma criança de 6 anos que estava desaparecida após deslizamento de terra no município em Mendes.

De acordo com a Defesa Civil municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, houve duas mortes no município: um menino de 2 anos e uma mulher de 24 anos, em desabamentos em locais diferentes.

Em Barra do Piraí, no sul do estado, quatro pessoas morreram no Morro do Gama, depois que um deslizamento de terra atingiu uma casa de três andares. Quatro pessoas foram retiradas com vida dos escombros.

Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, dois homens adultos morreram por causa das chuvas nos bairros Ipiranga e Jardim Pernambuco.

Secretários do governo do estado se reuniram nessa sexta-feira (23), na Câmara Municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, com representantes do governo federal e prefeitos de cidades atingidas pelas fortes chuvas desta semana, visando a facilitar e agilizar a redução dos impactos causado pelos temporais.

Os secretários de Governo, Bernardo Rossi, e de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro, receberam as demandas dos municípios para aprimorar as ações iniciadas de apoio à população.

Eles destacaram o investimento de R$ 4,3 bilhões em obras, por meio do programa Pacto-RJ, lançado em 2021, cujo objetivo é a retomada econômica e social do estado.

O programa prevê investimentos de R$ 17 bilhões para garantir o crescimento sustentável em todos os 92 municípios do Rio, nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento social, saúde, educação, segurança, desenvolvimento econômico, meio ambiente, cultura e lazer.

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De acordo com a Defesa Civil municipal de Japeri, na Baixada Fluminense, houve duas mortes no municí… 

Dengue avança no DF e Ministério da Saúde diz que pico da doença é incerto

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MATEUS VARGAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Distrito Federal é a unidade da federação com a maior taxa de incidência de dengue e número de mortes pela doença no Brasil.

A região tem 2.938 casos prováveis por 100 mil habitantes, além de 35 mortes confirmadas, segundo dados do Ministério da Saúde. O governo local, porém, contabiliza 38 mortes e afirma que outras 72 estão em investigação.

No total, o país soma 762.542 casos prováveis e 150 mortes, segundo atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses desta sexta-feira (23). A pasta estima atingir 4,2 milhões de casos em 2024, no pior cenário para a doença, mas diz que ainda é incerto o período em que o Brasil atingirá o pico da circulação da dengue.
No início de fevereiro, a Força Aérea Brasileira montou um hospital de campanha no DF para fazer frente à crise sanitária. O órgão afirma que realizou mais de 20 mil procedimentos no local, como atendimentos médicos, exames e transferência de pacientes para tratamento em hospitais.

Ao visitar o local em que as tendas foram instaladas no início de fevereiro, a reportagem presenciou pessoas que buscavam atendimento desmaiadas e em cadeiras de rodas, além de paciente com máscara de oxigênio sendo transferida para ambulância do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O governo Ibaneis Rocha (MDB) diz que “busca alternativas” para ampliar o atendimento. UBSs (Unidades Básicas de Saúde) começaram a receber pacientes no período da noite e hospitais aumentaram o número de leitos de observação e UTI (Unidade de Terapia Intensiva), afirma, em nota, o governo distrital.

O DF também autorizou a instalação de novas tendas para atendimento e hidratação de pacientes. Na quinta-feira (22), o governador da capital federal disse que hospitais públicos e privados estão em colapso, segundo publicação do Correio Braziliense. Procurados nesta sexta, Ibaneis e o governo do DF não se manifestaram sobre a declaração.

O Paraná é a segunda unidade administrativa do país com mais mortes confirmadas pela dengue (26), conforme dados da Saúde. Já Minas Gerais tem a segunda maior incidência da doença, com 1.309 casos prováveis por 100 mil habitantes.

Sete unidades da federação já decretaram estado de emergência em decorrência da alta taxa de transmissão da doença.

“O que nós estamos vivendo agora é um fenômeno atípico em relação à dengue, porque não é comum a gente ter três anos seguidos de números de casos nessa magnitude”, disse Alda Maria da Cruz, diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.
“Nós não sabemos ainda se o que nós estamos vivendo agora é uma antecipação da curva [de casos] e, portanto, também uma antecipação do período de decréscimo dos casos ou se nós teremos realmente uma magnitude de casos que pode e que está estimado para ser a maior da história do país e das Américas”, afirmou.

A diretora disse que a alta no número de registros é uma realidade nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. “No Norte e Nordeste ainda não estamos nesse cenário. Na Bahia, nós começamos a ter um aumento de números de casos, já houve uma mobilização.”

O ministério autorizou repasse de até R$ 1,5 bilhão para estados e municípios ampliarem o atendimento para pacientes com a doença.
“A pasta também reforçou as ações de prevenção e controle da dengue, assim como a regularização dos estoques de inseticida, treinamento e formação dos profissionais de saúde e dos agentes de combate às endemias em todo país”, declarou a Saúde, em nota.

A pasta também comprou 5,2 milhões de doses da vacina contra a dengue. Os imunizantes começaram a ser entregues este mês aos municípios, que estão iniciando as campanhas de vacinação. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos são o público-alvo inicial.

A diretora do ministério afirma que as crianças têm apresentado quadros de dengue mais graves do que o normal. “Estamos analisando se existe alguma particularidade na sequência genética desse vírus que o torne mais virulento para esta idade”, disse Cruz.

“Outra preocupação que temos tido é com a circulação de outros vírus. Estamos com alta de casos da Covid, com possibilidade de associação de infecção com a dengue. Ainda temos preocupação com chikungunya”, afirmou.

No começo de fevereiro, a ministra Nísia Trindade disse, em pronunciamento nacional, que a situação de emergência exige mobilização que inclui estados e municípios. “Várias cidades brasileiras estão enfrentando situação de emergência devido ao grande aumento dos casos de dengue”, afirmou. “Este é o momento de intensificar os cuidados e a prevenção. Agora é hora de todo o Brasil se unir contra a dengue.”

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A região tem 2.938 casos prováveis por 100 mil habitantes, além de 35 mortes confirmadas, segundo da… 

Nutricionista relata complicações após preenchimento labial

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A nutricionista Bárbara Martiniano, de 27 anos, fez um relato nas redes sociais sobre um preenchimento labial mal sucedido que realizou em dezembro de 2023, em João Pessoa. Ela teve uma reação alérgica grave.

“Se eu não tivesse procurado ajuda, eu poderia ter morrido porque poderia ter dado um edema de glote, fechado minhas vias respiratórias e eu poderia não estar aqui”, disse.
 
De acordo com ela, o procedimento foi feito em um shopping bem requisitado. Logo depois, ela passou a sentir fortes dores – devido a um processo de necrose – e só conseguiu ser atendida na clínica em que realizou o procedimento quatro dias após realizar o procedimento estético. Após a retirada do produto, Bárbara continuou sentindo fortes dores, foi então que descobriu que tinha sofrido uma reação alérgica à enzima que foi aplicada para a remoção do ácido.

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De acordo com ela, o procedimento foi feito em um shopping bem requisitado. Logo depois, ela passou … 

Corpo de Navalny já foi entregue à mãe; "funeral ainda está pendente"

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A porta-voz de Alexei Navalny anunciou, este sábado (24), que o corpo do opositor russo já foi entregue à mãe.

O corpo de Alexei foi entregue à sua mãe. Muito obrigado a todos os que exigiram isto connosco“, começa por dizer Kira Yarmysh através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

Contudo, a representante do opositor russo revela que “o funeral ainda está pendente“.

Não sabemos se as autoridades vão interferir para que o funeral se realize como a família quer e como Alexei merece“, acrescenta o comunicado, afirmando ainda que serão veiculadas mais novidades assim que possível. 

Alexey’s body was handed over to his mother. Many thanks to all those who demanded this with us.

Lyudmila Ivanovna is still in Salekhard. The funeral is still pending. We do not know if the authorities will interfere to carry it out as the family wants and as Alexey deserves. We…

— Кира Ярмыш (@Kira_Yarmysh) February 24, 2024

Lembrando que há mais de uma semana que Liudmila Navalnaya, a mãe do líder da oposição morto, tentava recuperar os restos mortais do seu filho, que morreu no dia 16 de fevereiro numa prisão numa região remota do Ártico, onde Navalny estava detido.

Segundo a mãe de Navalny, as autoridades impuseram a condição de que o enterro fosse secreto. Segundo observadores, o Kremlin receia que o funeral se torne um acontecimento público, especialmente porque a Rússia deverá realizar eleições presidenciais em meados de março, nas quais se espera que Vladimir Putin volte a triunfar.

“Torturaram-no quando ele estava vivo e agora torturam-no depois de morto”, disse Liudmila Navalnaya.

O presidente russo não reagiu à morte do seu principal crítico, que cumpria uma pena de prisão de 19 anos e tinha sobrevivido a um envenenamento.

Desde a invasão da Ucrânia, há dois anos, o Kremlin aumentou a repressão contra todos os seus críticos.

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Homem é detido após assassinar três mulheres num bordel em Viena

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Um homem, de 27 anos, foi detido em Viena, Áustria, depois de três mulheres terem sido assassinadas num bordel. 

De acordo com a Sky News, que cita a polícia, o alerta foi dado à polícia por uma mulher, na sexta-feira (23) à noite, depois de encontrar vestígios de sangue no edifício, localizado junto ao rio Danúbio. 

O porta-voz da polícia Philipp Hasslinger disse que as mulheres foram encontradas com “cortes e feridas de faca”. 

A polícia acabou por deter um homem, requerente de asilo, proveniente do Afeganistão, nas imediações do local, com uma faca, que se acredita que teria sido usada nos ataques. 

A polícia encontrou uma quarta mulher no interior do bordel, que está sendo interrogada pelos agentes na qualidade de testemunha, escreve ainda a Sky News. 

O suspeito será interrogado pela polícia ainda este sábado.

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Líderes ocidentais vão a Kiev, em solidariedade à Ucrânia no 2º aniversário da guerra com a Rússia

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Os primeiros-ministros de Itália, Canadá e Bélgica, além da presidente da Comissão Europeia desembarcaram em Kiev neste sábado, 24, em um gesto de solidariedade ao governo ucraniano no dia em que a guerra contra a Rússia completa dois anos.

A italiana Giorgia Meloni, o canadense Justin Trudeau, o belga Alexander De Croo e Ursula von der Leyen chegaram à capital ucraniana vindos de trem da Polônia. Uma teleconferência será realizada durante a tarde entre líderes do G7 com o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski. O G7 é composto por Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e EUA.

“Este lugar é o símbolo do fracasso de Moscou, este lugar é o símbolo do orgulho ucraniano… Esta terra é um pedaço da nossa casa e faremos a nossa parte para defendê-la”, disse Meloni.

A guerra começou em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia e fez ataques pela terra, pelo ar e pelo mar. Embora não haja estatísticas fiéis, estima-se que pelo menos 500 mil pessoas morreram nos dois lados das trincheiras.

Também neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o “corajoso povo da Ucrânia continua a lutar, inabalável na sua determinação em defender a sua liberdade e o seu futuro. A Otan está mais forte, maior e mais unida do que nunca”.

Em discurso, Zelenski prometeu vencer as tropas da Rússia, apesar dos avanços recentes das tropas de Moscou e da redução do apoio ocidental, no dia em que a invasão completa dois anos.

“Nós estamos lutando por isto durante 730 dias de nossas vidas. E nós venceremos, no melhor dia das nossas vidas”, afirmou Zelenski em um evento ao ar livre no aeroporto de Gostomel, perto de Kiev.

“Qualquer pessoa normal deseja que a guerra termine. Mas ninguém permitirá o fim da Ucrânia”, declarou, antes de enfatizar que a disputa deve terminar “em nossos termos” e com uma paz “justa”.

O presidente ucraniano discursou ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e dos primeiros-ministros do Canadá, Itália e Bélgica, Justin Trudeau, Giorgia Meloni e Alexander de Croo respectivamente, que visitam Kiev para expressar apoio ao país no aniversário de dois anos do conflito.

Meloni presidirá em Kiev uma reunião virtual do G7 sobre a Ucrânia, que examinará uma nova série de sanções contra Moscou, depois das medidas anunciadas recentemente por Estados Unidos, UE e Reino Unido.

A chefe de Governo italiana também assinará com o presidente ucraniano um acordo bilateral de segurança, similar aos que Kiev anunciou nas últimas semanas com Reino Unido, Alemanha, França e Dinamarca.

“A luz sempre prevalece sobre as trevas”, afirmou algumas horas antes o comandante das Forças Armadas ucranianas, general Oleksander Sirski.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, esperava ocupar a capital Kiev em poucos dias quando ordenou a invasão, em 24 de fevereiro de 2022. Mas as tropas de seu país sofreram derrotas humilhantes para a resistência ucraniana.

A Ucrânia, por sua vez, teve seus planos frustrados em 2023 com o fracasso de uma grande contraofensiva no verão (hemisfério norte, inverno no Brasil). Atualmente, o Exército de Kiev enfrenta a escassez de soldados, munições e de baterias antiaéreas.

Armamento é prioridade

A presença de vários líderes ocidentais neste sábado em Kiev não modifica a realidade: a ajuda dos Estados Unidos está bloqueada pelos opositores republicanos do presidente, Joe Biden, e a assistência da União Europeia enfrenta atrasos.

Zelenski afirmou na sexta-feira que as decisões sobre a entrega de ajuda militar devem ser “a prioridade”.

“Nossa infantaria teve que enfrentar tanques, aviões e artilharia do inimigo com rifles e granadas”, declarou um recruta de 39 anos de Kiev, que está em combate há dois anos e se identifica com o codinome ‘sportsman’.

A Rússia prossegue com os ataques contra cidades ucranianas com mísseis e drones. Três pessoas morreram durante a madrugada em Dnipro e Odessa, segundo as autoridades locais.

A Ucrânia anunciou que atingiu uma das maiores siderúrgicas russas, em um ataque com drones na região oeste de Lipetsk.

O Reino Unido anunciou neste sábado um pacote de 245 milhões de libras (1,54 bilhão de reais) a Kiev para estimular a produção de armas e mais 8,5 milhões de libras (R$ 53,8 milhões) de ajuda humanitária.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, afirmou que Kiev e os aliados não devem perder a esperança porque “o objetivo do presidente (russo Vladimir) Putin de dominar a Ucrânia não mudou”.

Ao desembarcar em Kiev, Von der Leyen, presidente do Executivo europeu, destacou a “resistência extraordinária do povo ucraniano” e afirmou que o bloco apoiará a nação “até que o país seja finalmente livre”.

Uma questão de fé

Ao mesmo tempo, a Rússia celebra o aumento das ações no front e reivindicou vitórias como a tomada de Avdiivka, no leste do país, em 17 de fevereiro, após meses de combates violentos.

As tropas russas também passaram à ofensiva em outra área da região leste, nas proximidades Mariinka.

“Hoje, em termos de proporção de forças, a vantagem está do nosso lado”, afirmou o ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, durante uma visita às tropas neste sábado.

Porém, os ucranianos entrevistados em Kiev pela AFP se declararam convencidos da vitória contra os invasores.

“Aprendemos a resistir, a nos fortalecer e a acreditar. Aqui dizemos que quem tem fé será recompensado”, declarou Nina, uma aposentada.

Putin parabenizou na sexta-feira os “heróis” de seu Exército que lutam na Ucrânia. Quase 500.000 pessoas se alistaram nas Forças Armadas em 2023 e outras 50.000 em janeiro, enquanto a economia do país foi orientada para apoiar a máquina de guerra.

A oposição russa foi dizimada pela repressão e pela morte de seu principal líder, Alexei Navalni, em 16 de fevereiro em uma prisão na região do Ártico.

Putin não tem nenhum obstáculo no caminho de sua vitória nas eleições presidenciais programadas para março.

Mas os críticos, que podem ser condenados a longas penas de prisão, mantêm prudência. “Estamos tão afastados da verdade que é difícil tomar decisões”, disse Konstantin, um professor de teatro.

Neste sábado, a polícia russa prendeu várias pessoas, incluindo jornalistas, durante uma manifestação de esposas de soldados russos que exigem o retorno dos militares que estão na batalha da Ucrânia.

Todos os sábados, as esposas dos soldados depositam flores no túmulo do soldado desconhecido, uma ação simbólica perto do muro do Kremlin, conhecida como movimento “Put Domoi” (caminho para a casa, em russo).

Ao comentar as sanções que isolaram a Rússia do mundo ocidental, o ex-presidente russo e atual número dois do Conselho de Segurança, Dmitri Medvedev, afirmou que o país se vingará das medidas.

“Temos que nos recordar e nos vingarmos deles sempre que possível. São nossos inimigos”, escreveu no Telegram após as novas restrições anunciadas nos últimos dias por Estados Unidos, UE e Reino Unido. / Fonte AFP e AP

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Principal prisão de segurança máxima dos EUA tem 23 horas de solitária e nunca teve fuga

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FERNANDA EZABELLA
LOS ANGELES, EUA (FOLHAPRESS) – No alto deserto aos pés das montanhas do Colorado, 322 presos vivem isolados em pequenas celas de 3,5 metros por 2 metros. Eles são considerados os homens mais violentos do sistema penitenciário dos EUA.

O local já foi classificado com um inferno por um diretor que trabalhou por lá por três anos como o inferno. Chamada de ADX Florence, ela é considerada a prisão de segurança mais alta do país e fica em Florence, cidade com menos de 4.000 habitantes a 160 km de Denver.

Já uma advogada que representou presidiários do complexo diz que há relatórios sobre as condições de Guantánamo (prisão militar americana em Cuba) que são melhores que as da ADX (sigla em inglês para “facilidade administrativa máxima”).

Construída em 1994 com US$ 60 milhões (R$ 300 milhões), a ADX Florence se diferencia de outras prisões de segurança máxima no país por ter sido desenhada com o objetivo de confinamento solitário. A prática chegou a ser banida no final do século 19, mas voltou nos anos 1980 e hoje é uma das convenções para detentos considerados extremamente violentos ou com risco de fuga.

O uso de prisões de segurança máxima voltou a chamar a atenção no Brasil depois que dois presos fugiram de um presídio do tipo em Mossoró (RN). Esta foi a primeira vez que isso aconteceu no país.

Nos EUA, essa modalidade é comum. A população carcerária americana é uma das maiores do mundo, estimada entre 1,3 milhão e 2 milhões de presos, dependendo da fonte. Cerca de 18% estão em 376 presídios de segurança alta ou máxima, um termo que varia de nome conforme a administração (federal, estadual ou privada).

ADX Florence é gerenciada pelo governo federal, que cuida de outras 14 prisões de alta segurança em dez estados. Há complexos em áreas metropolitanas, como em Atlanta (Geórgia), cercado por prédios residenciais e comerciais, mas a maioria fica em áreas rurais remotas.
Conhecida como Supermax, a ADX foi apelidada de Alcatraz das Montanhas Rochosas, embora ninguém tenha conseguido escapar, como aconteceu na infame prisão na ilha da Baía de San Francisco (Califórnia). Em 1962, três presidiários fugiram num bote inflável e nunca mais foram encontrados. O local fechou em 1963 e hoje funciona como museu.

Se a Alcatraz original recebeu Al Capone e outros gângsteres notórios, agora é Florence quem recebe os criminosos considerados mais perigosos do país. Estão lá o traficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán, o terrorista da Maratona de Boston Dzhokhar A. Tsarnaev, espiões americanos e membros da Al-Qaeda ligados aos ataques de 11 de Setembro.

A maioria dos detentos passa 23 horas em suas celas e, muitas vezes, fica dias sem trocar uma palavra. As solitárias são à prova de som para evitar a comunicação entre os presos e possuem apenas uma janela de cerca de um metro de altura e dez centímetros de largura. Há uma privada com pia acoplada, chuveiro e um conjunto de cama, mesa e banco feitos de concreto, com colchonete e cobertor.

Eles contam com uma televisão, usada como barganha no caso de mal comportamento. Alguns têm acesso a livros e podem se exercitar uma hora por dia em pequenos espaços sem janelas com uma barra fixa.
Entre os aparatos de segurança, estão detectores de movimento, câmeras e portas controladas por uma central que monitora os presidiários 24 horas por dia. Eles só podem se comunicar com visitantes (família próxima e advogados) através de uma divisória de vidro e telefone.

Ainda que ninguém tenha conseguido fugir da ADX, ao menos oito já cometeram suicídio.

Laura Rovner, professora de direito da Universidade de Denver, representou dez prisioneiros do complexo, incluindo Thomas Silverstein, que está na solitária há mais de 35 anos (desde 2005 em Florence). Ele foi condenado por roubo a mão armada aos 19 anos e matou dois presos e um guarda, aumentando sua pena para prisão perpétua sem liberdade condicional.

“O governo dos EUA condena tortura em outros países, mas faz tortura aqui também. É chamado confinamento solitário”, disse Rovner, citando uma série de impactos mentais e físicos em longos períodos de isolamento, como deterioração da visão, cordas vocais e estado psicológico. “Construída com tecnologia de ponta, a ADX aperfeiçoou essa prática.”

Outras prisões de segurança máxima também se utilizam da prática. Em meados de 2019, segundo dados do governo, mais de 75 mil presos estavam em “alojamento restritivo”, definido como confinamento em cela por pelo menos 22 horas por dia.

Há locais que misturam isolamento com trabalho, às vezes sem pagamento ou com salários extremamente baixos. Um exemplo é a Penitenciária de Louisiana, prisão de segurança máxima com a maior população do país, cerca de 6.000 prisioneiros (quatro em cada cinco cumpre prisão perpétua).

O complexo estadual de 18 mil acres é conhecido como Angola devido à antiga plantação que ocupava o local, chamado assim por conta dos escravos angolanos.

Os presos trabalham em diversas plantações, criam cavalos e cuidam de gado, vendidos em mercado de carne e distribuídos para grandes marcas. A prisão guarda um passado tenebroso de violência, rebeliões e exploração sexual, com mais de 900 incidentes de ataques entre detentos e contra guardas num único ano, em 1995.

Angola também possui um estádio para 10 mil visitantes para um rodeio protagonizado pelos próprios detentos que acontece anualmente desde 1965, junto com uma feira onde eles podem vender seus trabalhos de arte e marcenaria.

Em 2013, dois prisioneiros fugiram e foram recapturados horas depois. Eles levavam grande quantidade de pimenta para tentar confundir os cachorros e 30 sacos de amendoim para consumo próprio.

Outras tentativas de fugas aconteceram mais recentemente em outras prisões de segurança alta. Em 2015, David Sweat e Richard W. Matt escaparam da Clinton Correctional Facility, em Dannemora (Nova York), fazendo buracos em suas celas e em encanamentos com ajuda de ferramentas dadas por uma funcionária do complexo.
Após semanas de buscas, Matt acabou morto a tiros, e Sweat foi recapturado.

Em 2020, James Newman e Thomas Deering fugiram da Columbia Correctional Institution, em Portage (Wisconsin), com ajuda de um funcionário. Eles foram encontrados no dia seguinte num abrigo para sem-tetos procurando por comida e roupas.Prisões nos EUA
Dados de 2019 publicados em 2021 pelo Departamento de Justiça dos EUATotal de prisões nos EUA: 1.677
111 operadas por uma agência do governo federal
1.155 operadas por autoridades estaduais
411 operadas por empresas privadasPrisões de segurança máxima
Total: 376
Públicas (federais e estaduais): 367
Privadas: 9Porcentagem de prisões de segurança máxima
35% das prisões públicas (federais e estaduais)
11% das privadasPopulação carcerária total: 1.360.634
– 18% dos presos estão em prisões de segurança máxima ou alta
– 75.505 dos presos estão em “alojamento restritivo”, definido como confinamento em cela por pelo menos 22 horas por dia
Fonte: https://bjs.ojp.gov/content/pub/pdf/csfacf19st.pdf

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Estados Unidos detectam pequeno balão a oeste do país

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Os pilotos enviados pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD, na sigla em inglês) determinaram que o balão “não era manobrável” e não representa uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, disse o porta-voz John Cornelio.

O balão permanece no ar, a uma altitude variável entre 13.100 e 13.700 metros, sob observação atenta do NORAD e da Administração Federal de Aviação norte-americana, acrescentou Cornelio.

O NORAD, um comando militar conjunto encarregado de defender o espaço aéreo dos EUA e do Canadá, não disse de onde veio o balão ou por que está sobrevoando os estados do Utah e do Colorado, mas garantiu que não foi enviado por um país estrangeiro.

A preocupação com relatos de balões sobrevoando os Estados Unidos aumentou desde janeiro de 2023, quando um balão chinês foi avistado e mais tarde derrubado pelos militares norte-americanos.

O Pentágon acusou a China de enviar balões espiões como parte de um programa de vigilância global conduzido há “vários anos”, uma acusação negada por Pequim, que alegou tratar-se de um balão meteorológico que se tinha acidentalmente desviado da rota.

O Governo do Presidente Joe Biden disse que o balão chinês estava equipado com tecnologia avançada de recolha de informações.

O incidente causou tensões entre os dois países e levou ao cancelamento de uma viagem do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, à China.

Balões ligados ao Exército de Libertação Popular — o braço militar do Partido Comunista Chinês — foram detectados em cinco continentes.

No mês passado, o Ministério da Defesa de Taiwan detectou quatro balões chineses, incluindo três voando perto de uma importante base da força aérea da ilha.

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Ucrânia: guerra completa 2 anos com fracasso de sanções contra Rússia

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A invasão da Ucrânia pela Rússia completou 2 anos neste sábado (24) com o fracasso, ao menos até o momento, da estratégia dos Estados Unidos e aliados de, por meio de sanções econômicas, forçar a Rússia a retirar as tropas do campo de batalha. Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a situação da Rússia hoje é mais confortável do que a da Ucrânia na guerra.

Após retrair 1,2% em 2022, no primeiro ano da guerra, a economia russa cresceu 3,6% em 2023, mostrando que o conflito e as sanções ainda não tiveram os efeitos esperados pelos adversários de Moscou. No terceiro trimestre de 2023, a economia russa registrou crescimento de 5,5%.

Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), esse é um crescimento frágil porque é sustentado pelos gastos militares impulsionados por recursos do Estado, segundo noticiou a Reuters.

De toda forma, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, redobrou a aposta e anunciou, na véspera do aniversário do conflito, mais 500 sanções econômicas contra o gigante euroasiático. 

O professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC) Gilberto Maringoni destacou que a expectativa do Ocidente, no começo da guerra, era a de vencer o conflito por meio do isolamento econômico e político de Moscou. 

“Esperava-se que a Rússia logo entraria em recessão e não teria condições de financiar uma guerra muito prolongada, e que as sanções econômicas, especialmente as contra a exportação de petróleo e gás, junto com a retirada da Rússia do sistema de pagamentos internacional, iriam isolar o país e ele seria estrangulado econômica e financeiramente. Isso não só não aconteceu, como a Rússia teve um crescimento surpreendente”, afirmou.

O professor, que também é coordenador do Observatório de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, acrescentou que a Rússia conseguiu contornar o bloqueio econômico se aproximando do mercado asiático, especialmente o chinês.

“Se dá uma inédita aliança entre a Rússia e a China, que foi sacramentada num acordo feito entre o presidente [da China] Xi Jinping e o presidente [da Rússia] Vladimir Putin, dia 4 de fevereiro de 2022, ou seja, 18 dias antes do início da guerra”, explicou Maringoni.

O professor de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) Robson Valez destacou também que as sanções não foram capazes de deter o objetivo de Vladimir Putin de anexar as províncias do leste da Ucrânia.

“As sanções econômicas são uma arma muito utilizada pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Temos o exemplo das sanções contra Cuba, desde a década de 60, sanções econômicas contra Venezuela, sanções econômicas contra o Irã. E em nenhum desses países a gente viu uma mudança de regime, uma mudança do poder Executivo por conta dessas sanções”, avalia.

Valdez acrescentou que as pesquisas sobre sanções econômicas têm mostrado, ao contrário, que “são pouco efetivas e acabam sendo instrumentalizadas por esses líderes para colocar a população local contra os países que apoiam esse tipo de sanção”.

Outra consequência das sanções e da guerra, para o especialista, foi a maior união dos principais adversários de Washington, China, Rússia e o Irã. “Os principais adversários dos Estados Unidos no campo internacional acabaram se beneficiando desse contexto de conflito na Ucrânia”, acrescentou.

A situação da Rússia hoje na guerra está mais favorável do que a da Ucrânia e de seus aliados, na avaliação do professor Robson Valdez, que também é pesquisador do Núcleo de Estudos Latino-americanos da Universidade de Brasília (UnB).  

“As evidências apontam, passado esses 2 anos, que os custos políticos e econômicos dessa guerra têm sido mais desfavoráveis à Ucrânia e seus aliados do que a Putin e a economia russa”, disse.

Por isso, o professor acredita que será difícil para a Ucrânia evitar, com o fim da guerra, a perda de territórios. “Não vejo um cenário possível de negociação de paz, encerramento do conflito, sem perda territorial e sem algum tipo de desmilitarização por parte da Ucrânia”, acredita.

Posição semelhante tem o professor da UFABC Gilberto Maringoni, para quem a Rússia está vencendo a guerra. O especialista lembra que as eleições na Europa e nos Estados Unidos podem reduzir ainda mais o apoio militar e financeiro ao governo da Ucrânia.

“A guerra tornou-se um mau negócio, e impopular [na Europa e Estados Unidos]. E isso é que pode ser fatal para a Ucrânia, para a economia ucraniana”, explicou Maringoni, lembrando que a indústria alemã tem sofrido bastante com o aumento do custo da energia, que é resultado também da guerra e das sanções contra a Rússia.

Nos Estados Unidos, uma ajuda financeira bilionária para a Ucrânia está parada no Congresso por oposição da maioria republicana. “Se a guerra realmente for um fator decisivo na campanha eleitoral [dos Estados Unidos], ela pode causar dificuldades para a reeleição de Joe Biden”, comentou.

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EUA alertam para desastre ecológico após ataque dos Hutis contra navio

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As forças armadas norte-americanas disseram na sexta-feira que o navio ‘Rubymar’ estava ancorado, mas lentamente enchendo de água, algo que já criou uma mancha de petróleo ao longo de quase 28 quilômetros.

O navio registado no Reino Unido “transportava mais de 41 mil toneladas de fertilizante quando foi atacado, o que poderá ser derramado no Mar Vermelho e agravar este desastre ambiental”, afirmou o comando militar dos EUA no Oriente Médio (Centcom, na sigla em inglês).

“Os Hutis continuam a demonstrar desprezo pelo impacto regional dos seus ataques indiscriminados que ameaçam a indústria pesqueira, as comunidades costeiras e as importações de alimentos”, lamentou o Centcom, na rede social X.

O ‘Rubymar’, um navio com bandeira de Belize e operado pelo grupo Blue Fleet, do Líbano, foi alvo de um ataque com mísseis em 18 de fevereiro, reivindicado pelos rebeldes Hutis, apoiados pelo Irã.

Um primeiro míssil atingiu a lateral do navio, provocando a entrada de água na casa das máquinas e o colapso da popa, enquanto um segundo míssil atingiu a ponte sem causar grandes danos, disse o presidente da Blue Fleet, à agência de notícias France-Presse.

Roy Khoury acrescentou que a tripulação foi evacuada para o Djibuti e, na quinta-feira, a empresa disse que o navio poderia ser rebocado para este país da África ainda esta semana.

Khoury disse que “não há qualquer risco neste momento” de naufrágio, mas admitiu que “há sempre essa possibilidade”.

Em outubro, os Hutis começaram a atacar navios que consideram ligados a Israel, alegando estar tentando apoiar os palestinos na Faixa de Gaza, alvo de uma ofensiva militar israelita em retaliação contra um ataque do movimento islamita Hamas.

Em retaliação, as forças dos EUA, em colaboração com o Reino Unido, iniciaram ataques contra os Hutis, em diferentes regiões do Iémen controladas por este movimento, algo que levou os rebeldes a estenderam as ações a navios destes dois países.

O Centcom anunciou que derrubaram três drones de ataque disparados pelo Hutis contra vários navios mercantes que navegavam no Mar Vermelho na sexta-feira e destruíram, ainda em terra, sete mísseis anti-navio que já estavam preparados para o lançamento.

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‘Se não é genocídio, não sei o que é’, diz Lula sobre guerra em Gaza

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Após a polémica desta semana, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a defender, esta sexta-feira (23), que Israel está cometendo um genocídio em território palestino.

“Eu quero dizer para vocês que não troco a minha dignidade pela falsidade. E quero dizer para vocês que sou favorável à criação do Estado palestino livre e soberano. Que possa, esse Estado palestino, viver em harmonia com Israel”, afirmou o líder brasileiro num evento da Petrobras, no Rio de Janeiro.

“Quero dizer mais: o que o governo de Israel está a fazer contra o povo palestino não é guerra, é genocídio, porque está matando mulheres e crianças”.

Momentos mais tarde, Lula sublinhou mesmo que ninguém devia “interpretar a entrevista” a partir da fala que estourou a polêmica, mas sim lê-la. “Leia a entrevista em vez de ficar me julgando pelo que disse o primeiro-ministro de Israel”, apontou, reiterando: “O que está acontecendo em Israel é um genocídio. São milhares de crianças mortas, milhares desaparecidas. E não estão morrendo só soldados, estão morrendo mulheres e crianças dentro de hospital. Se isso não é genocídio, eu não sei o que é genocídio”, completou.

Após  ter comparado, no fim de semana, as ações israelitas na Faixa de Gaza ao Holocausto cometido pelos nazistas contra os judeus, Israel considerou Lula da Silva ‘persona non grata’, tendo a situação desencadeado várias reações a nível mundial.

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Corpo retirado do Tamisa é de autor de ataque com ácido em Londres

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A Polícia Metropolitana de Londres confirmou, esta sexta-feira (23), que o corpo recuperado do Rio Tamisa era de Abdul Ezedi, que era procurado pelas autoridades britânicas desde 31 de janeiro.

“Trabalhamos para identificar formalmente o corpo. Tal como podem esperar, o nosso inquérito acerca desde ataque atroz vai continuar”, afirmou um comandante responsável buscas, citado pela Sky News.

Os restos mortais foram encontrados em 19 de fevereiro pela tripulação de um barco no rio que atravessa Londres, cidade onde no final do mês anterior o homem, atacou uma mulher, que se acredita ser ex-companheira dele, e as filhas da mesma. O ataque foi realizado com ácido e as autoridades acreditaram, logo desde o início desta caça ao homem, que o ataque tinha sido “direcionado”.

Segundo o comandante, Jon Savell, a mulher, de 31 anos, continua hospitalizada – mas já estável e já sem ser sedada. Inicialmente, a mulher chegou mesmo a estar em perigo de vida. O responsável adiantou ainda, citado pela imprensa britânica, que as autoridades ainda não falaram com ela, mas que o farão em breve.

Outras pessoas ficaram feridas durante o ataque na Avenida Lessar, na capital britânica – tanto agentes, como alguns vizinhos da família, que tentaram ajudar.

À Sky News, uma amiga da mulher que foi atacada disse que esta tinha perdido a visão num olho e que “física e mentalmente há um longo caminho pela frente para ela e para as meninas”.

Segundo a mesma amiga, a mulher está fazendo um “grande progresso” e está desejosa de estar com as suas filhas, de três e oito anos.

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Ibama restringe uso de agrotóxico nocivo a abelhas

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) restringiu o uso de produtos agrotóxicos contendo Tiametoxam, substância que dizima as abelhas, insetos importantes no processo de polinização vegetal.

Em comunicado publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23), o órgão manteve o uso desses produtos em determinadas situações, como a aplicação direta no solo e no tratamento de sementes, mas vetou a pulverização, seja aérea (com o uso de aeronaves agrícolas) ou terrestre “não dirigida ao solo ou às plantas, ou seja, aplicações em área total”, segundo o documento.

O descumprimento dessas determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades previstas na legislação, sem prejuízo de outras sanções de caráter administrativo.

De acordo com o comunicado do Ibama, rótulos e bulas de produtos que tenham Tiametoxam em sua fórmula devem conter informações sobre as restrições ora definidas.

“Este produto é tóxico às abelhas. A aplicação aérea não é permitida. A pulverização foliar não dirigida ao solo ou às plantas, ou seja, aplicações em área total, não é permitida”, diz trecho do comunicado.

“Não aplique este produto em época de floração, nem imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura.”

O governo federal estabeleceu prazo de 180 dias, contados a partir desta sexta, para que titulares de registro de agrotóxicos o Tiametoxan como ingrediente ativo façam as adequações no rótulo e na bula de seus produtos.

Os produtos comprados até a data de publicação do comunicado poderão ser utilizados até o seu esgotamento, conforme especificações presentes em rótulos e bulas autorizados quando da aquisição.

Um dos principais fabricantes, a Syngenta afirmou que a restrição “terá impactos diretos e profundos nas principais produções brasileiras, o que inevitavelmente trará consequências sociais e econômicas”, frisando ainda que esses produtos propiciam controle eficaz de determinadas pragas em diversas culturas, “o que levará ao seu descontrole, caso sejam retirados do mercado”.

“Defendemos a manutenção da aplicação aérea do THMX [Tiametoxam] por ser essencial em culturas importantes, especialmente arroz e cana-de-açúcar”, disse a empresa em comunicado reproduzido em seu site ainda por ocasião da reavaliação no âmbito do Ibama.

A Syngenta citou ainda um estudo da Embrapa, segundo o qual o banimento da aplicação aérea de inseticidas causaria perdas na produção de 30% a 90% -com os maiores valores ocorrendo em países em desenvolvimento.

Surgido na década de 1990, o Tiametoxam é amplamente usado no país em culturas de soja, fumo, algodão, arroz, feijão, trigo, abacaxi, entre outras.

Estudos realizados nos últimos anos indicaram que esse tipo de pesticida é dos mais encontrados em frutas e verduras no Brasil.
O Ibama faz reavaliação periódica dos riscos de agrotóxicos para insetos polinizadores, utilizando-se as abelhas como organismos indicadores.

“A qualquer momento, no âmbito das solicitações de registro ou de alterações pós-registro, é possível o aporte de novas informações que sustentem cientificamente a mitigação ou eliminação dos riscos identificados para abelhas e outros insetos polinizadores”, diz o órgão.

Em janeiro, o Ibama também restringiu o uso do fipronil, agrotóxico que provocou mortandades de abelhas. Pela nova decisão, está proibida a aplicação em folhas e flores em todo o território nacional.

O Ibama manteve a aplicação do fipronil em solo e no tratamento de sementes, mas avisou que também está analisando os efeitos dessas alternativas -o que é interpretado como espaço para o país banir o produto, como fizeram União Europeia e países como Colômbia e Costa Rica.

O descumprimento das determinações constitui crime ambiental 

Vistoria em Areia Dourada define ações após transbordo de rio e interdição parcial de estrada

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A Defesa Civil Municipal (DCM) de São Francisco de Itabapoana (SFI), atendendo a uma solicitação da Secretaria de Municipal de Obras, Serviços Públicos e Urbanismo, realizou uma vistoria técnica em Areia Dourada. A ação aconteceu na manhã desta sexta-feira (23), pois devido às fortes chuvas, o rio que corta a localidade transbordou e chegou a interditar parcialmente a estrada. 

“Após a vistoria, detectamos a necessidade de instalação de manilhas para o escoamento da água e de uma possível elevação da estrada, medida preventiva a fim de afastarmos a possibilidade de nova interdição no local”, informou o tenente bombeiro militar RR José Ricardo, diretor da DCM, órgão subordinado à Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil (Sesep), acrescentando: 

“Já encaminhamos a solicitação ao secretário municipal de Obras, Luiz da Fazenda, para que providencie a instalação das manilhas”, complementou Ricardo, que estava acompanhado durante a vistoria do assessor do Gabinete Roberto Vinagre e do motorista da DCM Denis Coelho. 

Presidente do México ataca jornalista após reportagem sobre laços com narcotráfico

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Avesso à liberdade de imprensa, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, voltou a atacar jornalistas e, desta vez, tornou-se alvo de uma investigação em seu próprio país.

AMLO, acrônimo pelo qual o populista é conhecido, divulgou nesta semana o número de contato de uma repórter do New York Times após o jornal americano solicitar que o gabinete do presidente respondesse a perguntas relativas a uma apuração em curso.

Reportagem divulgada nesta quinta-feira (22) pelo jornal revela que investigadores dos Estados Unidos monitoraram por anos as ligações entre aliados próximos de López Obrador e cartéis do narcotráfico. Esses assessores teriam recebido milhões de dólares dos grupos criminosos pouco após AMLO ser eleito, em 2018.

As provas de vínculos de pessoas ligadas ao esquerdista com os cartéis, no entanto, não teriam se desdobrado em uma investigação formal após o que a reportagem descreve como uma baixa disposição dos EUA em confrontar um importante aliado na região.

As relações EUA-México são importantes devido à extensa fronteira compartilhada, onde historicamente transcorre uma crise migratória que escalou ao longo do ano passado.

Ao ser procurado pelo New York Times para comentar o assunto, AMLO disse que as alegações eram “completamente falsas”.

Ele também foi prontamente a uma de suas “mañaneras”, entrevistas coletivas que concede todas as manhãs e nas quais corriqueiramente ataca a imprensa independente, criticar a repórter Natalie Kitroeff, chefe da sucursal do New York Times para México, América Central e Caribe. Após dizer que ela o estaria ameaçando com sua investigação, divulgou seu número de telefone.

A Inai, agência mexicana responsável por acesso à informação e proteção de dados pessoais, que não é ligada ao governo, disse em comunicado que abriu uma investigação para determinar se o vazamento do número de Kitroeff viola os princípios e os deveres estabelecidos na lei de dados do país.

É preciso aguardar o processo para que a agência divulgue se abrirá ou não uma denúncia formal contra o chefe do Executivo. As consequências para AMLO são incertas, mas as penalidades mais comuns para aqueles que violam princípios da lei de dados, mesmo agentes federais, são multas, cujos valores costumam estar na casa de milhões de pesos mexicanos (a cotação atual tem girado em 1 real = 3,40 pesos).

Em comunicado, o New York Times descreveu as ações de AMLO como “uma tática preocupante e inaceitável por parte de um líder mundial”. “Especialmente em um momento no qual as ameaças a jornalistas têm crescido”, declarou a direção do jornal.

O México é considerado um dos países mais perigosos do mundo para o exercício do jornalismo. Desde 2000, ao menos 149 assassinatos de profissionais da imprensa foram registrados no país, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras. Em um ranking de 180 países sobre liberdade de imprensa, a entidade coloca o México em 128º lugar (o Brasil está em 92º). Quanto mais perto de 180, menos liberdade há.

Presidente do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) no México, Jan-Albert Hootsen afirmou que, ao revelar dados da jornalista, AMLO “conscientemente colocou em risco a equipe do New York Times no país que é o mais perigoso para a imprensa no hemisfério ocidental”.

O México vai às urnas em junho, e AMLO necessariamente deixará o poder, pois a Constituição veda a reeleição.

Espera-se que o país tenha pela primeira vez uma líder mulher, já que a disputa se concentra entre a chefe de governo licenciada da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, candidata governista, e a senadora Xóchitl Gálvez, escolhida por uma aliança de partidos de oposição para concorrer ao cargo.

Prefeita apresenta ao Sebrae projeto de robótica educacional finalista no prêmio “Prefeitura Empreendedora”

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A prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI), Francimara Barbosa Lemos, recebeu nesta quinta-feira (22) representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para apresentar o projeto de Robótica Educacional, desenvolvido em 15 escolas da rede municipal de ensino. A iniciativa foi classificada para a etapa estadual do prêmio Prefeitura Empreendedora, cujo resultado será divulgado em 26 de março.

A apresentação aconteceu na sala de reuniões da prefeitura e contou com a presença do consultor do Sebrae, Flávio Poggian, e da gestora regional do Programa de Educação Empreendedora e analista do Sebrae, Patrícia Buchaul, além do vice-prefeito, Raliston Souza, secretários, assessores e vereadores.

— Estamos radiantes e muito orgulhosos por mais esta classificação, que evidencia nosso cuidado e empenho para com nossos alunos, responsáveis por desenvolver projetos tão brilhantes e inovadores como o que foi apresentado. Como gestora, ficou muito satisfeita com este legado — afirmou a prefeita. Ela lembrou que, em 2018, o município venceu a etapa estadual.  

O trabalho apresentado foi um protótipo de prótese de mão, desenvolvido por João Lucas Moura e Thayan Pereira, que no ano passado eram alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Dalria Maria Gomes Macedo Gonçalves, em Gargaú. O objeto foi produzido a partir de material reciclável e, segundo João Lucas e Thayan, visou contribuir com a medicina e ciência.

De acordo com o secretário municipal de Educação e Cultura, Robson Santana, este e outros trabalhos foram idealizados através do componente curricular Educação Empreendedora, desenvolvida em parceria com o Sebrae, que fornece capacitação para professores e material didático.

— A princípio, a temática da robótica seria destinada apenas para as turmas de 7º ano, mas o tema atraiu tanta a atenção do demais alunos, que expandimos para 6º, 8º e 9º anos. Com resultado, realizamos feiras de robóticas — explicou.

A subsecretária municipal de Educação e Cultura, Marcelly Barreto, afirmou que a parceria com o Sebrae contribui para despertar a criatividade, autoconhecimento e espírito de coletividade nos alunos.  

Após a apresentação, os representantes do Sebrae foram presenteados com obras do artista plástico são franciscano Uellington Soares. Em seguida, eles e a comitiva da prefeitura visitaram escolas, participaram de encontros com professores, alunos e pais.

Mais um avião-radar da Rússia é derrubado na Guerra da Ucrânia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pela segunda vez em pouco mais de um mês, as forças de Vladimir Putin perderam abatido um vital avião-radar Beriev A-50, o mais importante em operação na Força Aérea da Rússia, na Guerra da Ucrânia.

A nova derrubada ocorreu na noite desta sexta (23), tarde no Brasil.

Diferentemente do incidente do dia 15 de janeiro, quando um A-50 foi derrubado sobre o mar de Azov por uma bateria antiaérea ucraniana, a maior suspeita no novo caso é de que o modelo foi vítima de fogo amigo.

De todo modo, o comandante da Força Aérea de Kiev, Mikola Olechtchuk, celebrou a derrubada no Telegram como se fosse um ato ucraniano.

O avião estava sobre a região de Kanevskoi, que fica em Krasnodar (sul russo) e é margeada pelo mar Negro. Imagens de rede social mostram a hora em que um ou mais mísseis antiaéreos disparados presumivelmente do noroeste atingem o aparelho. Flares, iscas incandescentes para desviar mísseis, são vistas saindo da aeronave.

Segundo canais militares russos e um analista consultado pela Folha em Moscou, tratava-se de um A-50 em patrulha. O GUR, serviço secreto militar da Ucrânia, assim como a Força Aérea do país, confirmou a queda, mas não a autoria.

O fogo veio da direção de Mariupol, a menos de 200 km de distância do outro lado do mar de Azov, o braço do mar Negro que banha a região.

Àquela distância da área controlada por Kiev de seu território, dificilmente algum sistema à disposição dos ucranianos poderia atingir o avião. Mariupol está em mãos russas desde o começo da guerra, que completa dois anos neste sábado (24).

É uma péssima notícia para Putin, que passa por uma fase de vantagem no conflito. Os A-10, dos quais a Rússia só tinha dez unidades antes do conflito, são considerados os aviões mais caros da frota russa, a R$ 1,5 bilhão a unidade.

Eles são vitais para coordenar os esforços da Força Aérea russa em toda a região, triangulando posições para ataques e alertando sobre riscos. De forma ainda mais crítica, não são armas que podem ser substituídas rapidamente -até porque têm tecnologia embarcada que depende de chips avançados do exterior, entre outras coisas.

Com a perda, há uma degradação das capacidades militares da Aeronáutica russa na região. O outro A-10 destruído na guerra havia sido abatido sobre o mar de Azov, mas a Ucrânia clamou responsabilidade por sua queda. Cada aeronave pode levar até 15 militares.

Antes, um desses aviões havia sido alvo de um drone de sabotadores em Belarus, mas não sofreu os danos propagandeados pelos rebeldes contrários à ditadura aliada da Rússia. Até agora, o Ministério da Defesa em Moscou não comentou o caso.

Roraima tem 22% dos focos de queimada de todo o país

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Com 2.295 focos de calor, o estado de Roraima ocupa o primeiro lugar no ranking de todo o país, respondendo sozinho por mais de 22% dos focos registrados no país. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de janeiro até a última quinta-feira (22), o país apresentou 7.957 focos de calor. Somente em fevereiro, foram registrados pelos satélites do programa de queimadas do Inpe 1.691 focos ativos em Roraima. Desse total, mais de 1.000 foram registrados apenas esta semana.

Os focos de calor são locais com altas temperaturas, passíveis de serem atingidos por incêndios. Atualmente, Roraima tem 8 dos 10 municípios do Brasil com o maior número de focos de calor, segundo o Inpe. A cidade de Mucajaí é a com o maior número de focos, 277; seguida por Caracaraí (264), Amajari (224), Rorainópolis (180), Iracema (114), Boa Vista (107), Alto Alegre (106) e Bonfim (97).

O estado passa por um período de forte estiagem, agravado pela influência do fenômeno do El Niño. Três municípios já decretaram situação de emergência: Amajari, Uiramutã e Normandia.

O Corpo de Bombeiros de Roraima aponta a prática local de atear fogo para “limpar” a terra como uma dos fatores que agravam a situação, uma vez que o fogo pode sair de controle. Na quarta-feira, o comandante-geral da corporação, Coronel Anderson Carvalho, visitou o município de Amajari, na região que abrange as localidades de Vila Nova e Vila do Trairão. O objetivo foi orientar os moradores sobre medidas de prevenção e segurança diante dos incêndios florestais na região.

“Hoje, nós temos seis equipes distribuídas em quatro pontos, combatendo os incêndios. Orientamos a população para que não façam queimadas, porque neste momento, com ventos fortes, vegetação seca e altas temperaturas é muito difícil controlar. Então, é melhor evitar”, disse o comandante em uma rede social.

A situação fez com que a Assembleia Legislativa enviasse ao governo de Roraima uma indicação para ser decretado estado de calamidade pública e situação de emergência devido ao avanço das queimadas. Segundo o vice-presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Cabral (Cidadania), a iniciativa tem por objetivo buscar apoio das instituições estaduais para mitigar os danos causados pelos incêndios.

“Diante deste cenário alarmante, de seca extrema e estiagem duradoura, Roraima encontra-se em estado de emergência ambiental, sendo, portanto, nas atribuições que compete a este parlamentar, requisitar informações sobre possível plano de fortalecimento ao combate às queimadas e os dados de sua execução inicial, com referência a recursos humanos e materiais já em campo”, disse Cabral.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o governo de Roraima para saber quais medidas para combater os focos de calor estão sendo adotadas, mas até o momento não obteve retorno

No dia 6 de fevereiro, o Ministério do Meio Ambiente declarou estado de emergência ambiental para riscos de incêndios florestais em Roraima entre os meses de setembro de 2024 a abril de 2025. O estado já está sob alerta do ministério para incêndios florestais até abril de 2024.

Os focos de calor são locais com altas temperaturas, passíveis de serem atingidos por incêndios