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Lula diz ter conversado com Zelenski sobre paz e diálogo

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BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfim se reuniu com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em Nova York, nesta quarta (20) após desencontros e críticas mútuas.

“Hoje me reuni, em Nova York, com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski. Conversamos sobre a importância dos caminhos para construção da paz e de mantermos sempre o diálogo aberto entre nossos países”, publicou Lula em sua conta oficial no X (ex-Twitter).

Os dois líderes conversaram às margens da Assembleia-Geral da ONU. O encontro se dá após rumoroso desencontro entre os líderes durante a cúpula do G7 em Hiroshima, em maio, evento de que ambos participavam na condição de convidados.

O governo brasileiro afirmou que havia oferecido três horários a Zelenski na ocasião, e que este “simplesmente não apareceu”. Fontes do Planalto minimizaram a importância de Lula não ter se reunido com Zelenski à época.

Depois, em uma entrevista em Kiev à Folha de S.Paulo e a outros veículos de imprensa da América Latina, o presidente ucraniano deu versão distinta, dizendo que a culpa pelo episódio não tinha sido de sua equipe.

Putin já perdeu quase 20% da frota de estrela da Força Aérea

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Rússia anunciou nesta quarta (20) a perda de mais uma unidade do Sukhoi Su-34, avião de ataque tático que é uma das maiores estrelas tecnológicas de sua Força Aérea.

O caça-bombardeiro caiu perto de sua base durante um treino em Voronej, no centro-sul da Rússia europeia, em um episódio ainda não explicado. Os dois pilotos conseguiram se ejetar e estão bem, segundo o Ministério da Defesa.

Com isso, chegam a 21 os Su-34 perdidos desde que Vladimir Putin invadiu a Ucrânia, em fevereiro do ano passado. Desses, 4 caíram em acidentes não relacionados a combate, segundo a conta do site holandês especializado em monitorar perdas militares confirmadas por imagens georreferenciadas Oryx.

Isso equivale a 18% da frota pré-guerra do avião, aqui no cálculo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), o maior índice entre os modelos de combate empregados na guerra. Numericamente, só foram perdidas mais aeronaves de ataque ao solo Sukhoi Su-25, 30 até aqui, 3 das quais em acidentes.

Em relação à frota pré-guerra do Su-25, é uma elevada taxa de 16%, mas aqui trata-se de um modelo que entrou em operação na União Soviética em 1981, com tecnologia mais obsoleta, embora considerado um “cavalo de guerra” por seus operadores, pela alta resistência a fogo inimigo durante missões de apoio ao solo em velocidades subsônicas.

Já o supersônico Su-34 chegou ao conflito com a fama de ser uma aeronave mortífera, resultado de seu emprego na Rússia e por suas características. Ele começou a ser desenvolvido como uma versão maior e mais poderosa da família de caças Su-27, conhecidos pelo codinome Flanker no Ocidente, nos estertores do império comunista.

A balbúrdia após a dissolução soviética levou a atrasos, e o avião só entrou em serviço em 2014, com alta tecnologia embarcada. Viu ação a partir do ano seguinte na intervenção de Putin para salvar a ditadura do aliado Bashar al-Assad na guerra civil síria, mas sua reputação foi construída sem que tivesse enfrentado defesas antiaéreas ou caças adversários.

Ao todo, segundo o Oryx, os russos já perderam 91 de 1.172 aviões de combate de sua frota do pré-guerra. Isso não considera reposição, que é lenta. Dados da UAC, a estatal que produz caças e bombardeiros russos, mostram que ao menos 10 Su-34 foram entregues ao longo de 2022, mas não se sabe quantos deles estão operacionais.

A Ucrânia, por sua vez, perdeu 72 de 124 aviões do pré-guerra pelos dados disponíveis, mas é preciso levar em conta que há menos informação pública de baixas do país porque elas ocorrem em seu território. O país já recebeu um número incerto de caças MiG-29 poloneses e eslovacos, e briga com o Ocidente para receber os prometidos modelos americanos F-16.

O primeiro abate de um Su-34 na Ucrânia ocorreu já no primeiro mês da guerra, quando a Força Aérea russa ainda operava em diversas áreas do país invadido. Com o fracasso na conquista de Kiev e a reorientação do desenho da guerra para o controle do leste e do sul ucranianos, Moscou mudou de estratégia.

Para evitar riscos aos seus aviões, o foco foi dado aos disparos de mísseis de longa distância a partir do território russo. Para tanto, são usados bombardeiros estratégicos Tupolev, modelos Tu-160, Tu-95 e Tu-22. Interceptadores MiG-31K, por sua vez, lançam os temidos mísseis hipersônicos Kinjal (punhal), em número bastante limitado.

Enquanto isso, a aviação tática seguiu operando, mas mais confinada às frentes de batalha junto aos territórios ocupados pela Rússia. O Su-25 e o Su-34, em menor número, voam missões todos os dias nessas regiões, em que as defesas aéreas russas são prevalentes.

O grosso das ações que até agora contiveram a contraofensiva de Kiev nessas áreas, contudo, é feito por helicópteros de ataque Ka-52 e Mi-35.

Analistas militares russos sugerem que há implicações econômicas e estratégicas na decisão de Moscou. Primeiro, custo: um Su-34M, versão mais recente do modelo, não sai por menos de cerca de R$ 250 milhões a unidade. Em comparação, o antigo Su-25, que parou de ser produzido em 2017, custa talvez R$ 50 milhões a peça.

O outro aspecto é o fato de que Putin trabalha, ao que tudo indica, com uma guerra de longo prazo. Observadores mais pessimistas dizem que ele precisa poupar seu equipamento mais sofisticado por ter em vista não só isso, mas um eventual conflito com forças da Otan (aliança militar ocidental), que hoje apoiam Kiev sem participar ativamente da guerra.

Além disso, de forma mais imediata, os ataques de longa distância e também com enxames de drones suicidas têm logrado causar bastante estrago.

Segundo avaliação do Ministério da Defesa do Reino Unido, Moscou conseguiu driblar as dificuldades iniciais para obter chips mais avançados para seus mísseis, devido às sanções ocidentais, e o próximo inverno do Hemisfério Norte deverá ver uma renovada campanha de degradação da infraestrutura energética do vizinho.

Plantio de mudas no Horto de Praça João Pessoa para marcar o Dia da Árvore

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Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado neste 21 de setembro, a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizará um plantio de mudas. A ação acontecerá a partir das 9h30 desta quarta-feira (21), no Horto Municipal, na localidade de Praça João Pessoa.

O evento é uma parceria das secretarias municipais de Meio Ambiente (Sema), Agricultura e Educação e Cultura (SMEC). Serão plantadas 150 mudas nativas e frutíferas com a participação de 80 alunos da Escola Municipal Estelita de Araújo Crespo, de Praça João Pessoa, recentemente reformada e ampliada na gestão da prefeita Francimara Barbosa Lemos.

“Será um marco muito importante, enquanto secretária de Meio Ambiente, poder participar desta revitalização do Horto Municipal. As árvores produzem sombra e amenizam a temperatura, melhorando ainda a qualidade do ar, já que absorvem gás carbônico e liberam oxigênio”, destacou a secretária municipal de Meio Ambiente, Luciana Soffiati.

Tempo para enfrentar mudança climática está se esgotando, diz Guterres

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, disse a uma cúpula de líderes climáticos na Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (20), que o tempo está se esgotando para enfrentar a mudança climática, graças, em parte, à “ganância nua e crua” dos interesses dos combustíveis fósseis.

Com a cúpula anual da ONU sobre o clima, a COP28, prevista para novembro e dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Guterres implorou às autoridades nacionais que intensifiquem os esforços para eliminar gradualmente o uso de combustíveis fósseis que causam o aquecimento do clima.

“A mudança dos combustíveis para os renováveis está acontecendo, mas estamos décadas atrasados”, disse Guterres no início da cúpula de um dia.

“Precisamos recuperar o tempo perdido com o atraso, a queda de braço e a ganância de interesses que lucram bilhões com os combustíveis fósseis.”

“Muitas das nações mais pobres têm todo o direito de estar com raiva – com raiva por estarem sofrendo mais com uma crise climática que não fizeram nada para criar, com raiva porque o financiamento prometido não se materializou e com raiva porque seus custos de empréstimo estão altíssimos”, disse Guterres.

Guterres espera que a minicúpula de um dia da ONU inspire mais investimentos e ações de países e empresas para alinhar seus planos climáticos com a meta global de atingir emissões líquidas zero até 2050.

O presidente do Quênia, William Ruto, pediu a criação de um imposto universal sobre o comércio de combustíveis fósseis, taxas sobre a aviação e emissões marítimas e transações financeiras para arrecadar trilhões de dólares.

“Nem a África nem o mundo em desenvolvimento precisam de caridade dos países desenvolvidos”, disse Ruto.

A cúpula climática também contou com a participação de várias instituições financeiras internacionais, incluindo a seguradora global de viagens Allianz, agências multilaterais de empréstimo, incluindo o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, bem como Londres e o estado norte-americano da Califórnia.

Um relatório da ONU deste mês afirmou que as atuais promessas de emissões são insuficientes para manter a temperatura média global em 1,5 grau Celsius além da média pré-industrial. Mais de 20 gigatoneladas de reduções adicionais de CO₂ serão necessárias nesta década – e emissão líquida zero global até 2050 – para atingir as metas.

Verão no Brasil deve ter recorde de calor e pouca chuva

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A combinação do recorde de calor nos oceanos registrado em agosto com a provável continuidade do El Niño até março de 2024 aponta para um verão com máximas inéditas pelo Brasil.

Mas o tempo quente não demora até o início da estação, em 22 de dezembro, para chegar ao país. Além de ondas de calor que começaram nesta última semana de inverno, prognósticos de meteorologia, como os do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), indicam que recordes de temperatura podem ser registrados já na primavera.

Ainda, especialistas dizem que as chuvas que atingem o Sul devem ganhar força com o El Niño, especialmente em dezembro, o que também levará tempo mais quente e seco ao Norte e ao Nordeste. A incerteza recai sobre o Sudeste, sem sinais claros de mais ou menos chuva e calor.

Há a possibilidade, porém, de Brasil e o restante da América do Sul registrarem temperaturas acima das médias históricas no verão. No país, esse aumento pode ser registrado de São Paulo rumo ao norte.

“Todos os modelos de previsão climática sazonal que olham a primavera e o verão indicam 70% de chance de as temperaturas estarem acima da média”, diz o climatologista Francisco Aquino, chefe do departamento de geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“De outubro em diante, até fevereiro de 2024, no Brasil, a gente vai ver temperaturas acima da média e precipitação abaixo da média, com exceção do Sul. E já tivemos o agosto mais quente da história na América do Sul desde 1910.”

Ele cita dados publicados nesta terça (19) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA, que consideram as anomalias de temperatura em relação às médias de agosto de cada ano.

A anomalia é uma variação -positiva ou negativa- de uma temperatura em relação à linha de base. Segundo a NOAA, essa linha é uma média de 30 anos ou mais de dados de temperatura.

Segundo a meteorologista do Inmet Adriana Ramos, as previsões meteorológicas do instituto vão até a primavera -com tendências de mais calor. “O prognóstico climático que temos é de setembro a novembro, e indica que as temperaturas devem ficar acima da média. Ainda não temos verão, mas sabemos que o El Niño vai atuar, com pico de dezembro a janeiro.”

As chuvas também devem aumentar no Sul, segundo nota técnica do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). De acordo com o órgão, as frentes frias tendem a ficar estacionadas na região.

“Em geral, o El Niño favorece a atuação de sistemas frontais no Sul do Brasil. O quanto esses sistemas vão se propagar mais até o Sudeste é o que não está tão claro”, diz o meteorologista e conselheiro do Crea-SP Carlo Raupp. Ele ressalta que a primavera tradicionalmente concentra as máximas de temperatura.

Para Paulo Artaxo, físico e professor da USP, há um grau de imprevisibilidade em fenômenos como o El Niño, especialmente por causa dos impactos do aquecimento global. “É um sistema complexo e nunca tivemos um El Niño forte como o deste ano, somado ao agravamento das mudanças climáticas globais.”

A última formação do fenômeno foi entre 2015 e 2016, que foi caracterizado como um super El Niño. Agora, oceanos mais quentes, segundo o recorde registrado em agosto, devem acentuar seus efeitos. “Isso porque o El Niño é exatamente produzido por um aquecimento anormal do oceano Pacífico tropical.”

A partir do aquecimento dessas águas, há mudanças na circulação dos ventos alísios, que vão de leste a oeste, levando umidade e águas mais quentes da costa das Américas para Ásia e Oceania. Os efeitos provocam secas e inundações em diferentes locais do mundo.

Por outro lado, segundo Aquino, o fenômeno vai encontrar águas mais quentes. O aumento de temperatura causado pela emissão de gases de efeito estufa é lentamente absorvido pelos oceanos. “Durante a ação humana de aquecimento global, de atmosfera e oceano, fomos estocando a maior parte do aquecimento no oceano, que tem mais massa.”

É neste cenário de águas aquecidas que o efeito do El Niño pode potencializar temperaturas acima da média. “É uma área de água quente de grande extensão no Pacífico que vai perturbar a atmosfera tropical do planeta. Toda a circulação, para dois hemisférios, vai se adaptar a esse sinal vindo da ‘piscina de água quente’ do Pacífico tropical”, afirma o pesquisador.

De acordo com Aquino, o fenômeno, uma variabilidade natural e histórica do aquecimento do Pacífico perto do equador e a alteração da circulação de ventos funcionam como um sinal.

“A atmosfera entende ‘vamos nos ajustar’. Mas o que aconteceu nos últimos cem anos? Esses eventos, dos anos 1960 para cá, passaram a ter mais intensidade porque o oceano ficou mais quente.”

Há a possibilidade de Brasil e o restante da América do Sul registrarem temperaturas acima das média… 

III Conferência Municipal de Cultura reúne artistas e gestores culturais

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Com a participação de artistas, gestores culturais e população em geral, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec) de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizou no último dia dois, a III Conferência Municipal de Cultura.

O encontro aconteceu no Cineteatro Municipal José Renato Cunha da Silva e marca a etapa obrigatória da quarta Conferência Nacional de Cultura. A partir de eixos temáticos definidos pelo Ministério da Cultura, os participantes discutiram e elaboraram ações.

De acordo com a Smec, foram definidas doze propostas para o âmbito municipal, que serão apresentadas às autoridades, além de mais doze propostas que foram incluídas no relatório da conferência e enviadas à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

— A conferência é fundamental para a construção de políticas culturais inclusivas, democráticas e voltadas para o progresso de nossa comunidade — afirmou o secretário municipal de Educação e Cultura, Robson Santana, que estava acompanhado da subsecretária da pasta, Marcelly Barreto.

Ainda durante o evento foram eleitos os cinco delegados que representarão o município na etapa estadual, sendo dois representantes da esfera pública e três da sociedade civil: Carlos Junior, Letícia Rocha, Uellington Soares, Edinho Martins e Fabrício Siqueira.

A conferência contou também com apresentações artísticas do quinteto Sem Fronteiras e de músicos do Departamento de Cultura, exposição SanfrArt e mostra de artesanato organizada por artesãos inscritos na conferência.

Confira mais registros:

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Reunião define detalhes para a final da Taça Jonimásio

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A decisão da Taça Jonimásio Ferreira Higino acontece na tarde do próximo domingo (24), no campo do Ginásio Poliesportivo Florecilda Cerqueira Azevedo, em Volta Redonda. Na manhã desta terça-feira (20), representantes da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de São Francisco de Itabapoana (SFI) participaram de encontro com responsáveis pelos times finalistas.

— Primeiramente, em nome da prefeita Francimara Barbosa Lemos, agradeci a participação de todas as equipes e parabenizei os que conseguiram chegar à final, pois sabemos que não foi fácil — disse o secretário municipal de Esporte e Lazer, Domires Júnior, que estava acompanhado do subsecretário da pasta, Luciano Coutinho.

No encontro foram debatidas questões como organização, estrutura e segurança. O primeiro jogo será da categoria Aspirante, às 13h, entre Buena e Guaxindiba. Em seguida, às 15h15, Buena e Floresta definem o campeão da categoria Principal. Os campeões receberão troféu e medalhas.

O diretor de Esportes, Dover Pereira, lembrou que, com base em determinação da prefeita Francimara, a taça recebeu o nome do vereador conhecido como Mazinho da Banda, que faleceu em junho de 2021 devido a complicações da Covid-19.

A Taça Jonimásio é disputada pelo primeiro colocado do grupo A e o do grupo B, nas duas categorias, e marca o término do primeiro turno do Campeonato Municipal de Futebol.

Ossada humana é encontrada em Travessão

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Foto: Reprodução

Policiais Militares descobriram uma ossada humana na tarde de quarta-feira (20), na Estrada da Baixada da Bariri, localizada no distrito de Travessão, em Campos.

De acordo com informações iniciais da PM, os policiais estavam em patrulhamento quando receberam um chamado para verificar a possível descoberta de ossos humanos no mencionado distrito. Os militares se dirigiram ao local e confirmaram o caso.

A perícia foi acionada, e os restos mortais serão enviados ao Instituto Médico Legal de Campos (IML). O caso será registrado na 146ª Delegacia de Polícia.

Tornado deixa ao menos 10 mortos e provoca destruição no leste da China

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PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) – Ao menos 10 pessoas morreram e mais de 1.500 casas foram danificadas após um tornado atingir nesta terça (19) a China, país que tem sido assolado por diversas tempestades intensas nos últimos meses.

Segundo a imprensa local, citando dados preliminares, cerca de 5.500 pessoas foram impactadas pelo tornado. Ao menos 137 casas foram destruídas, e mais de 400 pessoas ficaram desabrigadas.

As vítimas moram nas cidades de Suqian e de Yancheng, localizadas na província de Jiangsu, no leste. Além das cinco mortes, outras quatro pessoas foram hospitalizadas em estado grave. Moradores dizem que foram surpreendidos pelo fenômeno e que sua passagem foi breve, porém violenta. Com alto poder de destruição, o tornado ocorre principalmente em zonas temperadas do Hemisfério Norte.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram carros capotados, postes de energia derrubados e destroços voando, muitos dos quais ficaram espalhados pelas ruas das cidades, após a formação do tornado. O regime chinês diz que 1.646 casas ficaram danificadas, e hectares de plantações, devastados.

Após a passagem do tornado, autoridades meteorológicas dispararam nesta quarta (20) novos alertas para chuvas e ventos fortes em várias regiões do leste da China, de acordo com a imprensa estatal.

O tornado foi o mais recente fenômeno a provocar mortes e destruição na China. No início do mês, milhares de pessoas tiveram de ser retiradas na província de Fujian, no sudeste do gigante asiático, devido a passagem do tufão Haikui.

Territórios chineses também sofreram impactos pelas passagens dos tufões Khanun e Saola -este segundo provocou a morte de uma pessoa na província de Guangdong e ainda obrigou milhares de pessoas a abandonarem suas casas nas Filipinas.

O mais letal foi o tufão Doksuri, em agosto. Pelo menos 78 pessoas morreram devido o fenômeno, que provocou as piores chuvas na China em mais de um século, segundo autoridades.

Milhões de pessoas têm sido impactadas por fenômenos meteorológicos extremos e por ondas de calor prolongadas em todo o mundo nas últimas semanas. O IPCC (Painel Intergovernamental para a Mudança Climática) já afirmou que hoje é inequívoco que parte dessas mudanças é causada pela ação humana.

Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU para questões do clima, indicam que eventos climáticos extremos como secas, enchentes, deslizamentos de terra, tempestades e incêndios mais do que triplicaram ao longo dos últimos 50 anos em consequência do aquecimento global.

A Ásia foi o continente mais afetado, contabilizando mais de 3.400 desastres nesse período, responsáveis por quase 1 milhão de mortes.

Bebê morre afogado em piscina de plástico em Goiás

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um bebê de um ano morreu após cair em uma piscina de plástico dentro de casa em Rio Verde (GO).

A mãe da criança lavava roupa no quintal quando precisou entrar em casa para pegar um pregador. Ela deixou o menino sozinho por menos de cinco minutos, segundo relato dado por ela ao Corpo de Bombeiros

Ao voltar, ela encontrou a criança desacordada dentro da piscina e saiu na rua em busca de ajuda.

Policiais civis que passavam pelo local em uma viatura viram a mulher e levaram a dupla até o hospital.

Um dos policiais tentou reanimar a criança dentro da viatura, sem sucesso. A morte do menino foi constatada no hospital.

A mãe da criança lavava roupa no quintal quando precisou entrar em casa para pegar um pregador e a c… 

Agente de Posturas sofre tentativa de homicídio

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132ª DP/Delegacia de Arraial do Cabo

Um agente da Secretaria de Posturas foi baleado na manhã desta quarta-feira (20) na Prainha, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio. Segundo a prefeitura, a vítima de 30 anos estava cumprindo suas funções no momento do incidente. O caso aconteceu no canto direito da praia, próximo ao terceiro quiosque.

Testemunhas disseram que o agente foi baleado por ocupantes de uma moto vermelha, ambos usando capacetes, que se aproximaram rapidamente antes de efetuar o disparo.

No momento do crime, o servidor estava acompanhado de mais três agentes. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Geral da Cidade (HGAC) onde passa por cirurgia.

Não há informações sobre a autoria e motivação do crime. O caso foi registrado na 132º Delegacia de Polícia e a ocorrência está em andamento.

Fonte: g1

Detran informa que prazo de licenciamento anual termina em 30 de setembro

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Foto: Divulgação Detran

O Detran.RJ informa que termina no próximo dia 30 de setembro o prazo para o licenciamento anual de 2023 de veículos com final de placa 0, 1 e 2. Para os veículos com final de placa 3, 4 e 5, o pagamento pode ser feito até 31 de outubro de 2023. E para os veículos com final de placa 6, 7, 8 e 9, o prazo final é 30 de novembro de 2023.

Lembrando que este é o licenciamento de 2023. Os prazos de pagamento foram prorrogados no final de maio. O calendário relativo a 2024 só será divulgado no ano que vem.

O licenciamento é 100% digital. Para obter o documento de 2023, basta pagar no banco a GRT (Guia de Regularização de Taxas), obtida no site do Bradesco (www.bradesco.gov.br). Após a compensação do pagamento, o documento digital, chamado CRLV-e, fica disponível para o usuário no aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou no Posto Digital do Detran.RJ, que pode ser acessado pelo site do departamento (www.detran.rj.gov.br) ou pelo aplicativo Posto Digital.

Confira o calendário de licenciamento de 2023:

Final de placa 0, 1 e 2 => Até 30/09/2023

Final de placa 3, 4 e 5 => Até 31/10/2023

Final de placa 6, 7, 8 e 9 => Até 30/11/2023

Como acessar os aplicativos

Após o pagamento da GRT, o primeiro passo para ter acesso ao CRLV-e em qualquer dos aplicativos informados acima é se registrar no gov.br – portal do governo federal para documentação em geral. A senha e o login cadastrados no gov.br são os mesmos que serão utilizados para acessar o Posto Digital (site ou app do Detran.RJ) ou o app Carteira Digital de Trânsito (CDT). Quem preferir pode solicitar a impressão do CRLV-e em papel A4 em qualquer unidade de veículos do Detran.RJ.

O Detran.RJ lembra que alguns motivos podem impedir que o documento de licenciamento anual do veículo seja gerado e se torne acessível para os usuários. Portanto, se o usuário pagar a GRT e o documento não atualizar no aplicativo, ele deve ir a uma das unidades de veículos do Detran.RJ – posto de vistoria, Unidade de Serviços Veiculares (USV), Ciretrans, Serviços Auxiliares de Trânsito (SATs) ou sede (térreo, acesso 3) para verificar o motivo.

Abaixo, alguns exemplos de situações impeditivas para que devem ser verificadas pelos usuários para que NÃO aconteçam:

– Não ter pago as GRTs de 2022 e 2023;

– Para os veículos a gás, não ter realizado a vistoria do GNV no ano corrente (CSV);

– Ter sido parado em blitz do Detran e não ter cumprido possíveis exigências, ficando com restrição cadastral;

– Para veículos de transporte escolar, veículos de carga, veículos de transporte coletivo de passageiros e veículos rodoviários de passageiros, não ter quitado as multas vencidas dos veículos, como especificado na Portaria Detran 5533/2019;

– Ter qualquer restrição administrativa ou judicial que impeça o licenciamento do veículo;

– Ter deixado de concluir um processo em posto de atendimento do Detran.RJ, deixando o protocolo em aberto;

– Ter deixado de atender chamado de recall da montadora do veículo;

– Ter realizado o serviço de Comunicação de Venda ou Intenção de Venda;

– Ter realizado alguma alteração de características no veículo (com emissão de CSV) que ainda não foi atualizada no sistema do Detran.

Fonte: Detran

STF retoma julgamento sobre marco temporal de terras indígenas

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (20) o julgamento sobre a constitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

O julgamento foi suspenso no dia 31 de agosto, quando o ministro Luís Roberto Barroso, último a votar sobre a questão, proferiu o quarto voto contra o marco. O placar do julgamento está 4 votos a 2 contra a tese.

Até o momento, além de Barroso, os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin se manifestaram contra o marco temporal. Nunes Marques e André Mendonça se manifestaram a favor.

Moraes votou contra o limite temporal, mas estabeleceu a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé”. Pelo entendimento, a indenização por benfeitorias e pela terra nua valeria para proprietários que receberam do governo títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.

A possibilidade de indenização aos proprietários por parte do governo é criticada pelo movimento indigenista. Para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a possibilidade é “desastrosa” e pode inviabilizar as demarcações.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirma que a possibilidade de indenização ou compensação de território vai aumentar os conflitos no campo.

No julgamento, os ministros discutem o chamado marco temporal. Pela tese, defendida por proprietários de terras, os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Os indígenas são contra o entendimento.

O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.

O placar do julgamento está 4 votos a 2 contra a tese 

Menino de um ano morre por overdose de fentanil em creche dos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um menino de um ano morreu e outras três crianças foram internadas em um hospital de Nova York após ingerirem fentanil que estava escondido em uma creche.

Nicolas Dominici, que tinha iniciado a rotina na creche uma semana antes de morrer, foi socorrido com sinais de overdose do opioide na sexta-feira (15) junto a outros dois meninos de dois anos e uma bebê de oito meses.

Três das crianças foram “encontradas inconscientes” no quarto de soneca da creche Divino Niño, que funcionava no local desde janeiro, informou a polícia.

A quarta, um dos meninos de dois anos, foi levada pela mãe ao hospital por estar “letárgica e sem responder”

A morte de Nicolas foi constatada no hospital e um dos meninos que foi internado tem estado de saúde “crítico”, informou o canal NBC News.

A menina de oito meses e o outro menino têm estado de saúde estável e continuavam internados na manhã desta quarta-feira (20).

Um quilo da droga foi encontrado por policiais embaixo de um colchão no quarto de soneca das crianças, segundo as investigações.

Três prensas que seriam utilizadas para empacotar as drogas também foram achadas na creche.

A dona da creche e um homem que alugava um quarto no mesmo prédio foram presos.

“Declaramos que eles envenenaram quatro bebês, matando um deles, porque gerenciavam uma operação de tráfico de drogas dentro da creche”, disse Damien Williams, procurador de Manhattan, em entrevista à NBC News.

A advogada da mulher afirmou que ela não sabia havia drogas no ambiente.

O Departamento de Saúde de Nova York informou que o local tinha autorização para funcionar e que três inspeções já tinham sido feitas no local, uma delas de surpresa. Nenhuma violação foi encontrada nas ocasiões.

SJB divulga nova data para a ExpoBarra

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ExpoBarra/Foto: Divulgação Ascom SJB

A ExpoBarra já tem nova data para ser realizada: de 11 a 15 de outubro. A confirmação foi feita pela prefeita Carla Caputi nesta quarta-feira, 20. Em breve será divulgada toda programação de shows que, conforme a programação do evento, inicialmente previsto para acontecer entre 6 e 10 de setembro e transferido devido a questões climáticas, terá atrações musicais nacionais nos cinco dias. Seguem mantidos a cantora Mari Fernandez, no dia 12, Dilsinho dia 15 e os outros três nomes nacionais estão em fase de definição. Também previstos, Diogo Nogueira, Aline Barros e Lucas lucco virão ao município em outras datas devido a questão de agenda.

Promovida pela Prefeitura de São João da Barra como forma de valorizar a vocação agrícola e pecuária do município, incentivar a realização de negócios no segmento e proporcionar lazer e entretenimento a moradores e visitantes, a ExpoBarra acontece no Parque de Exposições e Eventos Manoel Rangel Pessanha, que ocupa uma área de 100 mil metros quadrados às margens das BR-356.

A estrutura é composta de área de shows, espaço de exposição de animais, fazendinha, redondel, estandes das secretarias municipais e de expositores, pista de laço, além de concurso leiteiro, parque de diversões, rodeio, amostra técnicas de animais, entre outras atrações. A expectativa é da presença de 150 mil pessoas nos quatro dias da exposição.

Fonte: Ascom SJB

Baleia morta encalha na Praia de Guaxindiba

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Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (20), uma baleia Jubarte ficou encalhada na Praia de Guaxindiba, localizada no litoral de São Francisco de Itabapoana.

O corpo da baleia ficou preso nos recifes da Praia de Guaxindiba, e com a previsão de maré alta durante a tarde, é esperado que o animal seja levado até a areia da praia.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Luciana Soffiati, informou que o Instituto BW Ambiental já foi notificado e está a caminho do local. Este instituto, que colabora com a Petrobras no monitoramento da vida marinha na região costeira, realizará coletas de amostras do animal para investigar as causas da morte. Após as análises, é provável que o animal seja enterrado na areia da praia, com o auxílio de uma retroescavadeira, seguindo o procedimento comum em casos como este.

 

*Com informações do site VNotícias*

Coberturas vacinais estão melhores que em 2021 e 2022, diz SBIm

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Novidades como as vacinas para a dengue e para o vírus sincicial respiratório, além dos obstáculos já conhecidos do Programa Nacional de Imunizações (PNI) como o antivacinismo e a hesitação vacinal serão temas de discussão entre especialistas que vão se reunir de quarta-feira (20) a sábado (23) em Florianópolis, Santa Catarina, na Jornada Nacional de Imunizações.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Mônica Levi, diz estar otimista em relação à retomada das coberturas vacinais, cuja queda já começou a ser revertida.

“É um trabalho bem árduo, porque quando você consegue causar medo e desconfiança, é muito difícil retomar isso. Mas sou uma pessoa otimista, acho que estamos caminhando. As coberturas vacinais já estão melhores que em 2021 e 2022. Acho que vamos conseguir, mas recuperar todo o estrago demora um pouco para voltarmos a ser um exemplo”, avalia.

A sociedade científica é a organizadora da jornada que será realizada no ano em que o PNI completa meio século de vida. Para além de celebrar, o evento vai contar com um fórum especial de saúde pública em que representantes do Ministério da Saúde, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e secretarias municipais e estaduais de saúde discutirão os próximos passos para a retomada das coberturas vacinais.

Confira a entrevista completa:

Pergunta: Nos últimos anos, a jornada foi realizada no contexto de queda das coberturas vacinais, pandemia de covid-19, aumento do antivacinismo e, agora, com a vacinação de volta às prioridades do Ministério da Saúde. Esses temas deixaram o evento mais “quente”, com discussões que despertaram maior interesse? Se, sim, como essa expectativa impactou a própria organização?

Mônica Levi: Eu não tenho essa percepção. Inclusive estamos com um número de inscritos menor que o habitual, mas tem a questão da localização, de ser no Costão do Santinho [em Florianópolis], em um lugar de mais difícil acesso, principalmente para o Norte e Nordeste, e um lugar mais caro. Então, o número de participantes vai ser menor. Agora, para os profissionais da Saúde, esse tema é quente. Nós estamos sempre discutindo e, inclusive, organizando um fórum de saúde pública que é a última atividade do evento, um fórum interativo com PNI, Unicef, Opas, Conass, Conasems, para dar um fechamento na jornada sobre muitos temas. Um fechamento que não é teórico, mas sobre o que podemos nos unir para fazer e que não estamos fazendo até agora. Agora, acho que saturou esse tema na mídia geral. Quando vejo postagem sobre o risco de retorno das doenças controladas no passado pelas baixas coberturas, a minha impressão é de que não tem dado mais ibope na população em geral. Acho que quem se interessa já foi contemplado e já leu, mas a gente ainda não reverteu esse cenário, e o tema tem que continuar sendo falado, tem que continuar vendo os obstáculos. E para os profissionais de saúde interessados o tema é quente, como sempre. As dificuldades na vacinação da covid, a nova variante, o aumento do número de casos. Tudo isso continua sendo assunto atual.

Pergunta: Nesse cenário de desgaste do tema que você menciona, a comunicação fica ainda mais complicada. É preciso discutir uma inovação na comunicação?

Mônica Levi: Sem dúvida. É preciso inovar para sensibilizar de outra forma, ir a pessoas que não estão se importando e achando que a informação não é com elas. As estratégias todas têm que ser repensadas. Estamos em um momento em que a comunicação tem que ser diferente, não tem como fazer como era antes e dava certo.

Pergunta: A jornada também vai ser um momento de avaliar os obstáculos e os primeiros resultados dessas ações de microplanejamento e multivacinação lideradas pelo Ministério da Saúde?

Mônica Levi: Tem bastante espaço dentro da jornada para a saúde pública. Nos 50 anos do PNI e nos 25 da SBIm estamos de mãos dadas. Então, essas temáticas vão ser muito discutidas. Esse microplanejamento já vem acontecendo, com ações pontuais em locais pontuais, diferenciados, e entendendo que o Brasil tem diversas realidades e que é necessário o microplanejamento para atender a todas as demandas e obstáculos, que são diferentes de uma região para outra.

Pergunta: Sendo essa a primeira jornada desde a decretação do fim da pandemia de covid-19, já vai ser possível fazer uma avaliação mais conclusiva sobre a pandemia e o papel da vacinação no controle dela?

Mônica Levi: Não é um tema que eu diria ser o principal. Tem muitas outras coisas, estratégias para a eliminação de meningococos, de HPV e câncer de colo de útero, novas vacinas e novos agentes infecciosos, como o vírus sincicial respiratório, que foi o vírus que causou mais casos de doenças graves e internações de crianças no pós-pandemia. Tem nova vacina de pneumonia, o herpes zoster, que tem vacina no privado, a dengue, com o lançamento de uma nova vacina. Temos novas vacinas incorporadas no calendário da SBIm e no PNI, mudanças de recomendações nos CRIE [Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais]. O programa da jornada está muito completo, com tudo isso incorporado. Não é só covid. Ano passado já tivemos uma jornada presencial, e acho que não mudou muita coisa. O que mudou foi que a OMS decretou o fim da emergência em saúde pública, mas não mudou muita coisa. Mas é claro que vai ter. A primeira mesa já é sobre a covid e o que esperar. A covid não é o foco.

Pergunta: E qual tema você destacaria como um dos focos?

Mônica Levi: Um assunto muito importante que vai ser tratado é a hesitação. Esse obstáculo que não é novo, mas foi superlativado na pandemia, principalmente quando chegaram as vacinas de covid-19. A gente começou a ter recusa de vacinação e hesitação com essas plataformas novas e tudo o que veio como questão política que interferiu muito e deixou o Brasil super dividido. É um trabalho bem árduo, porque quando você consegue causar medo e desconfiança, é muito difícil retomar isso. Mas sou uma pessoa otimista, acho que estamos caminhando. As coberturas vacinais já estão melhores que em 2021 e 2022. Acho que vamos conseguir, mas recuperar todo o estrago demora um pouco para voltarmos a ser um exemplo.

Pergunta: Esse antivacinismo que chegou contra as vacinas de covid já atingiu outras vacinas do PNI?

Mônica Levi: Com certeza já respingou. As pessoas começaram a desconfiar de onde vem a matéria-prima, os insumos, desconfiar politicamente. Respingou, sim.

Pergunta: Nestes 50 anos de PNI, o Zé Gotinha é um dos protagonistas e voltou a ser tratado como um símbolo nacional. Como vocês têm visto o resgate desse personagem?

Mônica Levi: Eu vejo de uma maneira muito positiva, porque ele é um ícone. Todo mundo quer tirar foto com o Zé Gotinha, por mais que de certa forma ele possa ser démodé para uma outra geração. Não sei o quanto um adolescente se sente estimulado a se vacinar contra o HPV com o Zé Gotinha chamando. A gente também tem que pensar nisso, as vacinas não são só de crianças. Temos para todas as faixas etárias, e temos que ter uma maneira de conversar com todas as idades. Mas o Zé Gotinha é um ícone e a presença dele nos eventos é fundamental.

Pergunta: Em relação às novidades, os avanços nas vacinas contra arboviroses como a dengue e a chikungunya estão entre as principais novidades?

Mônica Levi: Vai haver esse tema, principalmente sobre a dengue, porque a vacina já está aí. Mas também falando de zika e chikungunya. Mas essas não são as principais. Temos a vacina do vírus sincicial respiratório, HPV nonavalente, pneumocócica-15. São temas que serão bastante abordados.

Pergunta: As clínicas privadas estão perto de receber vacinas contra o vírus sincicial respiratório?

Mônica Levi: Ainda não tem, mas está prestes a chegar. Ela já está sendo liberada pelo FDA [agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos], e alguns países já estão utilizando a vacinação materna para proteger o bebê, a vacinação com anticorpo monoclonal para o bebê, em dose única, e para o idoso. Então, tem coisas novas chegando.

Pergunta: E a SBIm já está discutindo como recomendar essa vacina em seus calendários?

Mônica Levi: Só quando estiver mais próximo que a gente começa a discutir tecnicamente e definir as nossas posições. Ainda não estamos fazendo isso, estamos lendo e acompanhando o passo a passo. Mas, por exemplo, a pneumo-15 já estava no calendário da SBIm antes de a vacina estar disponível.

Pergunta: O antivacinismo também tem sido percebido nas clínicas privadas? Há menos procura? Mais dúvidas?

Mônica Levi: Com certeza. As clínicas do Brasil, as que não fecharam, estão com o movimento bastante reduzido comparativamente a antes da pandemia. Muitas clínicas fecharam e outras estão tentando se manter, mas o movimento das clínicas no Brasil inteiro diminuiu muito.

Pergunta: Então, há uma crise nas clínicas privadas de vacinação?

Mônica Levi: Sim, com certeza.

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Mônica Levi, diz estar otimista em relaç… 

Mais de cinco toneladas de carne transportadas de maneira irregular são apreendidas em fiscalização

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Foto: Reprodução

Na terça-feira (19), as equipes do Posto de Controle de Fiscalização do Programa Operação Foco Divisas de Timbo, situado em Itaperuna, realizaram a apreensão de mais de cinco mil quilos de carne bovina que estavam sendo transportados de forma irregular. A ação ocorreu na RJ-116, em Miracema, na região Noroeste Fluminense, como parte de uma operação conjunta com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento.

Segundo informações dos agentes envolvidos na operação, o veículo não dispunha de sistema de refrigeração para manter a carga em condições adequadas. Em decorrência disso, toda a carne foi descartada em um frigorífico que assumiu a responsabilidade de garantir que essa carga não fosse destinada ao consumo.

O motorista, se for indiciado, poderá enfrentar acusações relacionadas à “entrega de matéria-prima imprópria para consumo”, de acordo com a legislação de Ordem Tributária.

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Azerbaijão aceita cessar-fogo no enclave armênio étnico de Nagorno-Karabakh

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As forças do Azerbaijão aceitaram cessar-fogo em sua ofensiva contra o enclave armênio étnico de Nagorno-Karabakh nesta quarta (20), um dia depois de violarem o acordo que estava em curso havia três anos na região.

Segundo o governo em Stepanakert, a capital da região que já esteve no centro de duas guerras entre forças de Baku e aquelas apoiadas pela Armênia desde os anos 1990, ao menos 32 pessoas morreram durante os ataques e 200, ficaram feridas.

Os termos da pausa militar, contudo, ainda estão nebulosos. Segundo o Ministério da Defesa do Azerbajião, forças pró-Armênia na região de 120 mil habitantes “concordaram em depor armas, abandonar posições de combate, postos militares e se desarmar completamente”.

Na véspera, a pasta havia falado que só iria parar sua ofensiva quando isso acontecesse, o governo em Stepanakert fosse dissolvido e Nagorno-Karabakh, absorvido pelo Azerbaijão. Não há referência a essa capitulação total até aqui.

Ierevan ficou de fora das negociações para a trégua, tocadas pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia em contato direto com o Azerbaijão, segundo o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan. Isso enfraquece ainda mais a posição a posição do político, que sofre resistências de Vladimir Putin há anos e poderá cair se houver perda territorial no enclave.

Com efeito, manifestantes passaram a noite na frente de um cercado palácio do governo, na capital armênia, pedindo a renúncia do primeiro-ministro. Ele vinha se queixando do papel russo na manutenção da paz de 2020 e acenando ao Ocidente, com exercícios militares conjuntos com Washington, mas sua economia é dependente da relação com a Rússia.

“Nós buscamos de-escalada e a paz”, afirmou nesta quarta o presidente Putin.

A trégua começou às 13h (6h em Brasília), e que a força de paz russa que está na região desde o fim da guerra passada por ora permanecerá por lá, em mais um ponto obscuro da situação.

Naquele ano, forças azeris apoiadas pela Turquia lançaram uma ofensiva e retomaram quase todos os territórios que haviam perdido no conflito ocorrido de 1992 e 1994 para a Armênia, que posicionou tropas em torno de Nagorno-Karabakh visando proteger a população local, historicamente ligada a si etnicamente.

O enclave não é, contudo, considerado território armênio por Ierevan, e sim uma república autônoma. Ele é uma reminiscência das fronteiras borradas durante a vida da União Soviética (1922-1991), da qual Armênia e Azerbaijão eram integrantes.

Quando o império comunista, que emulava o controle dos czares no Cáucaso para guarnecer sua fronteira sul contra rivais como os impérios Otomano (atual Turquia) e Persa (atual Irã), implodiu, os armênios étnicos vivendo no Azerbaijão ficaram isolados -assim como os azeris do território de Nakhchevan, espremidos entre Armênia, Turquia e Irã.

Isso levou à guerra no local, na qual Ierevan saiu em vantagem, que foi revertida há três anos. Uma paz frágil foi mediada por Putin, que no papel é aliado da Armênia, onde tem sua maior base militar no exterior. Com efeito, nem naquele conflito, nem agora, houve ataques ostensivos azeris contra as fronteiras oficiais do vizinho. Nos últimos meses, a pressão azeri sobre Nagorno-Karabakh cresceu, com o corte constante da ligação terrestre do território com a Armênia.

Houve muita pressão diplomática, a começar pelas delegações reunidas em Nova York para a Assembleia-Geral da ONU, visando o fim das hostilidades. Diplomatas europeus, franceses à frente, buscaram protagonismo, aproveitando a percepção de fragilidade russa na região, devido ao foco na Guerra da Ucrânia.

Os Estados Unidos foram mais cautelosos, preferindo repetir o Kremlin e pedir o fim dos combates. Já o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aproveitou sua fala nas Nações Unidas para defender os aliados em Baku e dizer que Nagorno-Karabakh é território azeri.

Com tudo isso, resta agora saber o que de fato ocorrerá com o território. Se ele for integrado ao Azerbaijão, os termos da paz de 2020 estarão rompidos e o uso da força, recompensado. Aí é preciso entender a posição russa, já que Putin aproximou-se do Azerbaijão para conter a influência turca nos últimos anos e está insatisfeito com o governo armênio.

Por outro lado, a perda de Nagorno-Karabakh seria um duro golpe para a imagem de mantenedor do status quo da região que Moscou ainda tem. Novamente, aí será preciso saber se Putin e Erdogan já não haviam chegado a algum acordo prévio, como por exemplo no encontro que tiveram recentemente na Rússia para discutir o acordo de escoamento de grãos no mar Negro.

A Turquia é membro da Otan, a aliança militar ocidental, e apoia a Ucrânia na guerra. Mas tem boas relações políticas e econômicas com Moscou, apesar de diversos pontos de rivalidade.

Inea autoriza Sema a realizar licenciamento e fiscalização ambiental

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Com base em autorização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) de São Francisco de Itabapoana (SFI) está apta a realizar licenciamento e fiscalização ambiental de atividades ligadas à pecuária e criação de animais, além da permissão para ligação de energia elétrica.

Para a secretária municipal de Meio Ambiente, Luciana Soffiati, esta é mais uma grande conquista para o setor. Ela explicou que será possível dar mais celeridade e comodidade ao processo, já que não será mais preciso realizar o deslocamento para Campos dos Goytacazes. Outro benefício apontado é o incentivo à legalização.

— Quando o Governo do Estado nos solicitou quais atividades gostaríamos de licenciar, levamos em consideração a vocação agrícola do município e nossa estrutura. Com muita alegria, nós recebemos o ofício do Inea nessa segunda-feira (18) nos informando da liberação que possibilitou que SFI passe a prestar serviços tal como acontece em municípios, como São João da Barra e São Fidélis — explicou.

A partir da autorização, a Sema pode licenciar criação de aves e porcos, além de caprinos, ovinos e outros animais de médio porte. Também foi liberado o processo para criação de gado bovino, bubalinos, equinos, asininos, muares e outros animais de grande porte em sistema extensivo, intensivo e semi-intensivo.

De acordo com Soffiati, o período de espera do licenciamento cairá, em média, de seis meses para 30 dias, o que, para ela, evidencia a importância da autorização, que pode ser feita diretamente na sede da Sema, localizada ao lado do Banco Itaú, na área central.

—Isso só foi possível graças ao apoio e suporte da prefeita Francimara, que nos dá autonomia para atuar em prol do desenvolvimento de SFI. Gostaria de agradecer também ao Gabinete, a Procuradoria Geral, a Câmara Municipal e toda a equipe da Sema que contribuíram diretamente para este avanço — finalizou.