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Terremoto de magnitude 5,9 abala Indonésia

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Um terremoto de magnitude 5,9 na escala de Richter atingiu a península de Minahassa, na ilha indonésia de Sulawesi, este sábado, conforme avançou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ), citado pela Reuters.

Os registos iniciais, no entanto, não informam sobre danos materiais graves, nem vítimas. O sismo ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, sob a superfície da Terra, disse a GFZ.

Já a BMKG, agência geofísica da Indonésia, reportou que o sismo atingiu uma magnitude de 6.3 na mesma escala.

A Indonésia, que em 2018 viveu um sismo de escala 7.5, está incluída no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma área de alta atividade sísmica, situada sobre múltiplas placas tectônicas.

#Gempa Mag:6.3, 09-Sep-23 21:43:24 WIB, Lok:0.03 LU,119.80 BT (50 km BaratLaut DONGGALA-SULTENG), Kedlmn:10 Km, tdk berpotensi tsunami #BMKG pic.twitter.com/4NDbSnjQyl

— BMKG (@infoBMKG) September 9, 2023

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Reconstrução de cidades no RS levará em conta mudança climática, diz Eduardo Leite

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JOÃO PEDRO PITOMBO
SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (8), que o fator mudança climática e potenciais novos eventos climáticos extremos serão levados na reconstrução das cidades e reparos dos danos causados pelos temporais que devastaram parte do estado.

As fortes chuvas deixaram 41 pessoas mortas no estado. O número de desaparecidos subiu para 46 nesta sexta-feira (8), sendo 30 pessoas desaparecidas na cidade de Muçum, oito em Lajeado e oito em Arroio do Meio.

“Dentro de todo evento climático, [incluindo] salvamentos, resgates, assistência humanitária e agora no processo de reconstrução, a gente já tem que levar em consideração essas novas condições climáticas”, afirmou o governador.

Ele citou como exemplo as pontes que cederam com a força das enxurradas. Disse que os novos projetos de engenharia devem levar em conta não só o volume de água em condições normais, mas também prevendo situações excepcionais.
A reconstrução das cidades também deverá levar em consideração o componente das mudanças climáticas. De acordo com Leite, parte das cidades atingidas pelas enchentes não eram consideradas áreas críticas.

“Não eram áreas de risco no sentido de serem áreas precárias, áreas de risco de iminente alagamento, mas são cidades que estão às margens ou perto de um rio”, disse Leite, que prometeu ações para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e para preservação ambiental, incluindo apoio a pequenos municípios na elaboração do plano diretor.

O governo gaúcho ainda nesta sexta-feira anunciou a liberação de R$ 1 bilhão em financiamento para as vítimas das chuvas por meio do banco estatal Banrisul. Deste total, cerca de R$ 300 milhões serão destinados ao setor agrícola, que segundo o governador foi um dos mais prejudicados pelas enchentes.
Outros R$ 500 milhões serão destinados a empréstimos para prefeituras e R$ 100 milhões serão voltados para o financiamento imobiliário.

Ao todo, 85 municípios do Rio Grande do Sul têm registros de destruição causada pelas chuvas que deixaram 3.193 pessoas desabrigadas (dependem de abrigos públicos) e 8.256 desalojadas (podem se acomodar na casa de parentes e amigos). As enxurradas ainda deixaram 73 pessoas feridas.
O governo gaúcho estima em 135 mil o total de afetados pelos temporais em todo o estado, cenário quem impôs ao governo uma força-tarefa com cerca de 900 servidores que atuam nas buscas, resgates, identificação de corpos e reparos na infraestrutura destruída pela força das águas.
Nesta quinta (7), o governo federal reconheceu o estado de calamidade pública solicitado pelos municípios gaúchos atingidos pelos temporais.

Em entrevista no início da tarde desta sexta, o presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSB) anunciou o envio de 20 mil cestas básicas para atender as famílias atingidas e disse que o governo fará um repasse equivalente a R$ 800 por cada desabrigado. O recurso será repassado às prefeituras para o atendimento emergencial às famílias.

Alckmin também anunciou a criação de um comitê de trabalho permanente para atender às vítimas dos temporais e disse que deve embarcar para o Rio Grande do Sul no próximo domingo (10), para acompanhar de perto os trabalhos de resgate e atendimento à população.

Questionado sobre o motivo de Lula (PT) não ter ido às regiões atingidas, Alckmin disse que o mandatário participou das celebrações do Dia da Independência e, no dia anterior, teve uma indisposição de saúde. Na noite de quinta, Lula embarcou para a Índia, onde vai participar da Cúpula do G20.

“Tudo isso é resultado das mudanças climáticas. O presidente Lula está na Índia e um dos temas é a questão do aquecimento global e das mudanças climáticas” afirmou Alckmin.

O governo federal disponibilizou 13 antenas digitais para normalizar as comunicações nas áreas mais afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Com a queda de antenas de sinal de internet, a comunicação com a região atingida pelas chuvas está prejudicada, o que isolou famílias. Alckmin prometeu resolver a situação nos próximos dias.

Os trabalhos de buscas seguem nas principais áreas afetadas pelas chuvas com o auxílio drones, incluindo equipamentos com tecnologia termal que capta variações de calor e identifica sinais de vida.

Uma força-tarefa foi montada pelo Instituto Geral de Perícias para identificar os corpos das vítimas em Porto Alegre e em cidades do interior. A liberação para os velórios depende de uma normalização mínima na rotina das cidades afetadas, que chegaram a ter mais de 80% de sua área urbana submersa.

Uma das cidades mais atingidas pelas chuvas, Muçum (156 km da capital), está com seus principais acessos bloqueados, infraestrutura danificada e ruas enlameadas. Por isso, um velório com dez vítimas das chuvas na cidade de Muçum será realizado neste sábado na cidade vizinha de Vespasiano Corrêa.
Os estragos das chuvas ainda mantêm dez bloqueios totais ou parciais de rodovias nesta sexta-feira (7), sendo nove em estradas estaduais e uma em estrada federal. Entre as rodovias federais, há um ponto de bloqueio na BR-116 na cidade de São Marcos, onde a ponte do rio das Antas foi interditada por questões de segurança.

Nas rodovias estaduais, duas pontes foram destruídas pelas chuvas. O governo informou que trabalha para desobstruir as rodovias para que os artigos de primeira necessidade possam chegar às cidades atingidas pelas chuvas.

O governador disse que já foi arrecadada uma quantidade significativa de alimentos e roupas usadas e pediu que as doações se concentrem em roupas íntimas novas, roupas de cama e fraldas.

Em boletim meteorológico divulgado nesta sexta-feira (8), a Defesa Civil afirmou que o estado segue com risco de chuva forte, eventual queda de granizo e rajadas de vento nas regiões noroeste, nordeste, centro, sul e da campanha. Nas demais áreas do estado, ocorre chuva fraca a moderada.

Para a madrugada e manhã deste sábado (9), a previsão é de chuva moderada a forte em áreas da metade Sul, com chance de temporais pontuais na Campanha gaúcha. No domingo (10), as instabilidades devem retornar sobre a metade norte do estado, mas com chuvas fracas ou moderadas.

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As fortes chuvas deixaram 41 pessoas mortas no estado. 

Príncipe da Arábia Saudita cancela reunião com Lula no G20

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O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman (foto), cancelou neste sábado (9) a reunião bilateral que teria com Lula à margem da Cúpula do G20, na Índia.

Segundo a Presidência da República, o governo saudita alegou “situação de urgência na delegação”. O Palácio do Planalto não detalhou o cancelamento.

Já a reunião com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, está mantida.

Além de Lula, participam dos encontros o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor especial da presidência, Celso Amorim.

Idosa de 99 anos sobrevive ao ciclone no RS após ficar 8 horas só com a cabeça fora da água

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Uma idosa de 99 anos sobreviveu à enchente que destruiu sua casa após ficar oito horas agarrada a um parreiral de uva, em Roca Sales, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul. A cidade de 10,5 mil habitantes foi uma das mais atingidas pelo ciclone que passou pelo Estado e contabilizava 14 mortos e 4 desaparecidos nesta sexta-feira, 8. A idosa, Elma Berger de Souza, estava com uma cuidadora quando a água do Rio Taquari, que subiu 13 metros, invadiu sua casa.

A força da enxurrada derrubou as paredes e arrastou a idosa e sua cuidadora. Como a cidade inteira estava debaixo d’água, os parentes não conseguiram chegar até o local. Quando conseguiram contato com um casal vizinho da idosa que tinha se refugiado sobre um telhado, eles contaram terem ouvido gritos de socorro. As chuvas mataram aos menos 41 pessoas no Estado e 46 estão desaparecidas.

“Acharam que dona Elma, minha tia-avó, e a cuidadora tinham morrido, mas elas se agarraram ao estaleiro do parreiral”, contou a modelista Raquel Zechini, sobrinha-neta de Elma.

Segundo ela, a estrutura metálica foi a salvação da idosa e da cuidadora, que ficaram esperando socorro apenas com as cabeças fora da água, na madrugada de terça-feira, 5. As duas mulheres foram resgatadas pelos ocupantes de um barco que passava por acaso pelo local e ouviram os gritos delas.

Com quadro de hipotermia, Elma foi levada de helicóptero para o Hospital São Camilo, em Encantado, já que o hospital de Roca Sales foi destruído pelas enchentes. Segundo Rachel, a alta da idosa estava prevista para esta sexta-feira.

O prefeito da cidade, Amilton Fontana (MDB), confirmou o resgate de dona Elma e disse que a transferência foi necessária porque o Hospital Roque Gonzales ficou completamente alagado. Os 12 pacientes que estavam internados na noite de segunda, 4, foram transferidos para outros hospitais da região.

Segundo Fontana, os idosos foram as principais vítimas das enchentes e muitos, como dona Elma, foram resgatados. Entre eles um idoso de 91 anos que estava ligado a um aparelho de oxigênio quando a casa foi alagada. Com o ar praticamente esgotado, o homem foi socorrido a tempo.

‘Terror absoluto’

O advogado Marco Aurélio Schuh, de 37 anos, viveu uma situação que ele definiu como de “terror absoluto” quando seus pais e a avó de 90 anos ficaram presos em casa com água até o pescoço, em Roca Sales. Ele estava a passeio no Recife (PE) e, quando o ciclone atingiu o Rio Grande do Sul, ligou para saber dos familiares.

“Meu pai disse que a água ainda não havia entrado em casa, mas estava próxima. Não demorou muito, perdi o contato com meus pais”, relatou. Marco conseguiu contato com o irmão, também morador da cidade.

O relato foi publicado em sua rede social. Ele conta que as conversas iam ficando cada vez mais desesperadoras, até que o irmão enviou uma foto da casa cheia de água, dizendo que os pais e a avó não tinham saído a tempo. Marco conta que já havia iniciado o luto, quando o telefone tocou.

“Era minha mãe se despedindo. Disse que estavam no meu antigo quarto, só com a cabeça não imersa, que já não tinham mais forças. Ao fundo, ouvia os berros do meu pai dizendo que iriam aguentar, que logo alguém os socorreria. Sempre com sua fé inabalável! A partir daí, terror absoluto.”

Segundo o advogado, o que definiu como “milagre” aconteceu: quando eles praticamente não tinham espaço para permanecer respirando, uma equipe de resgate quebrou as placas solares e as telhas e resgatou seus pais e a avó com vida. “A mão de Deus os manteve vivos! Um milagre!.”

Marco já reviu os pais, Celso Schuh, de 70 anos, e Maria Luísa Grandi Schuh, de 65, e a avó Adiles Canzi Grandi, 90, e eles passam bem.

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A idosa, Elma Berger de Souza, estava com uma cuidadora quando a água do Rio Taquari, que subiu 13 m… 

Garotinho debocha da Justiça: qual é a tática do ex-governador para não ser notificado?

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No dia 25 de agosto a juíza Flavia Fernandes de Melo Balieiro Diniz determinou, em decisão liminar, que o ex-governador Anthony Garotinho exclua, de suas redes sociais, todas as publicações sobre o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e seus parentes. Porém, 15 dias após a decisão, ele ainda não apagou as postagens e segue debochando da Justiça.

Nas tentativas em Campos oficiais de justiça alegam que Garotinho não está em sua residência na rua Saturnino Braga, na Lapa. No Rio ele
também não foi localizado.

Mas não é preciso ser detetive para saber que Garotinho está em Campos. Ele mesmo não tem feito questão de se esconder. Ontem a noite, por exemplo, estava saboreando carnes variadas na churrascaria Aquarius, na avenida Nilo Peçanha. Na semana passada foi visto em aniversários da filha do ex-vereador Thiago Virgílio e do neto do vereador Juninho Virgílio.

Anthony Garotinho em confraternização em churrascaria de alto padrão em Campos

Fica estranho que oficiais de justiça de Campos não consigam notificar alguém que sabidamente está na cidade.

Jovem morre após carro cair dentro de piscina no litoral de SP

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Uma jovem, de 22 anos, morreu após o carro em que ela estava cair dentro da piscina de uma casa no Guarujá, no litoral de São Paulo.

A vítima ficou submersa dentro do veículo e estava em parada cardiorrespiratória quando o Corpo de Bombeiros e o SAMU chegaram na residência.

A jovem foi retirada de dentro do automóvel e as equipes de socorro fizeram as manobras de reanimação no local do acidente.

A mulher não resistiu e morreu no local, informou a prefeitura do Guarujá ao UOL. A identidade da jovem não foi divulgada.

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A vítima ficou submersa dentro do veículo e estava em parada cardiorrespiratória quando o Corpo de B… 

Imagens mostram abalo e estragos deixados pelo terremoto no Marrocos

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O terremoto desta noite apanhou de surpresa os marroquinos, especialmente no centro do país, onde a ocorrência de sismos raramente resulta em danos significativos. Ao longo das últimas horas, têm surgido vários relatos dos estragos provocados pelo abalo, especialmente nas zonas mais antigas das cidades, com edifícios centenários a colapsarem.

A cidade mais atingida é a de Marraquexe, que é também uma das maiores do país. A estrutura da medina (no mundo árabe e nos países do Norte de África, são os bairros mais antigos da cidade, que costumam estar cercados por uma muralha velha), que é considerada Património Mundial da UNESCO, ficou rachada e gravemente em risco, e há também notícias sobre pedaços de uma mesquita antiga que caíram em cima de carros na rua, esmagando-os.

O último balanço das autoridades marroquinas, aponta para pelo menos 820 mortos, e pelo menos 672 feridos, com muitas pessoas ainda presas nos escombros.

Vídeos divulgados nas redes sociais demonstram o caos deixado pelo sismo desta noite.

برداً وسلامًا أهلنا وأحبتنا في #المغرب الشقيق، قلوب أهلكم في #فلسطين معكم، والدعاء لكم بالسلامة إن شاء الله..#زلزال_المغرب pic.twitter.com/LD0xXYZzek

— أدهم أبو سلمية #غزة ?? (@adham922) September 8, 2023

Horrific moment of collapse caught on security camera #Morocco #earthquake #moroccoearthquake #deprem #زلزال #زلزال_المغرب #fas #fas_depremi #morocco #maroc #earthquake pic.twitter.com/cpS0FtBs6L

— Muhammad Arif Khan (@M_Arif61) September 9, 2023

Watch: Diners in #Morocco run out of a restaurant the moment the earthquake hit several parts in the country. #MoroccoEarthquake

Read more: https://t.co/MKy8gVkSXp pic.twitter.com/geCFu3WTut

— Al Arabiya English (@AlArabiya_Eng) September 9, 2023

A powerful earthquake has occurred in #Morocco.

According to Reuters, as a result of the earthquake, 632 people have already died, and another 329 have been injured.

There are reports of widespread destruction. People may still be under the rubble. pic.twitter.com/kf1PJyT5T8

— KyivPost (@KyivPost) September 9, 2023

 

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Terremoto atinge o Marrocos e deixa pelo menos 632 mortos

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O último balanço das autoridades marroquinas aumentou de quase 300 para pelo menos 632 o número de mortos no sismo de magnitude 6,9 na escala de Richter registado na madrugada desta sábado (9), com muitas das vítimas sendo encontradas nas últimas horas em zonas mais isoladas de Marraquexe.

Segundo os dados, apresentados pela televisão estatal e citados pela Sky News e agência France-Presse, há pelo menos 329 feridos que foram hospitalizados no centro do país.

A cidade de Marraquexe é o maior foco das preocupações das autoridades, a mais densamente povoada das regiões afetadas e onde se encontram vários locais reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade – o que implica, em muitos casos, que as estruturas dos edifícios já se encontrem muito degastadas e em risco de colapso. Vários relatos dão conta de rachas profundas nas paredes da cidade medieval (ou ‘medina’) e de pedaços de uma mesquita que caíram em cima de carros nas ruas.

O epicentro foi na localidade de Ighil, situada 63 quilômetros a sudoeste da cidade de Marraquexe. Segundo testemunhas citadas pela agência Efe, o tremor foi sentido em cidades do norte, como Larache, a 550 quilômetros do epicentro, bem como em Casablanca e Rabat, a 300 e 370 quilômetros, respectivamente.

O sismo foi sentido em várias regiões de Portugal, confirmou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Num comunicado, o IPMA disse que o sismo foi sentido com intensidade máxima III/IV, na escala de Mercalli modificada, nos concelhos de Castro Marim, Faro, Loulé, Portimão, Vila Real de Santo António (Faro), Cascais, Lisboa, Torres Vedras, Vila Franca de Xira (Lisboa), Almada, Setúbal e Sines (Setúbal).

Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Coimbra, em Albufeira, Olhão, Silves (Faro), Alenquer, Loures, Mafra, Oeiras, Sintra, Amadora, Odvelas (Lisboa), Santo Tirso, Vila Nova de Gaia (Porto), Santiago do Cacém, Seixal e Sesimbra (Setúbal), acrescentou o instituto.

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Quando há uma intensidade IV, considerada moderada, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e louças tremem, e os vidros e louças quebram ou tilintam, podendo as paredes ou estruturas de madeira ranger, descreve o IPMA.

O terremoto foi sentido também no sul de Espanha, onde o serviço de emergências da Andaluzia registou cerca de 20 chamadas provenientes das províncias de Huelva, Sevilha, Málaga e Jaén.

De acordo com relatos nas redes sociais, o sismo foi sentido ainda no Mali e na Argélia.

Em 24 de fevereiro de 2004, um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter abalou a província de Al Hoceima, 400 quilômetros a nordeste de Rabat, matando 628 pessoas e causando danos materiais significativos.

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Guarda prisional demitido devido a fuga de brasileiro na Pensilvânia

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O guarda prisional que estava de serviço no momento da fuga do ex-prisioneiro Danilo Sousa Cavalcante foi demitido, na tarde de quinta-feira (7). O brasileiro, que foi condenado a prisão perpétua pelo homicídio da ex-namorada, está em fuga desde 31 de agosto, dia em que conseguiu trepar uma parede da prisão estatal do condado de Chester, no estado norte-americano da Pensilvânia, e escapar.

O guarda prisional, cuja identidade não foi revelada, teria 18 anos, segundo a BBC.

A caça ao homem de 34 anos está prestes a entrar na segunda semana, tendo mobilizado centenas de agentes da autoridade. Na verdade, Cavalcante foi visto pelo menos oito vezes desde a sua fuga, mas ainda não foi capturado.

A procuradora-geral do condado de Chester, Deb Rayan, adiantou, na quinta-feira, que a família da vítima, Débora Brandão, está “aterrorizada” e sob proteção policial.

Os dois filhos da mulher de 34 anos, que foi assassinada com 38 facadas à frente das crianças, em 2021, estão ao cuidado da irmã mais nova da vítima, Sarah Brandão.

As autoridades acreditam que o homem matou Brandão depois de a mulher ter descoberto que era procurado por um homicídio de 2017, ocorrido no Brasil, tendo ameaçado divulgar a sua localização.

A polícia anunciou uma recompensa de 20 mil dólares em troca de informação que leve à captura de Cavalcante.

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Governo retoma exigência de visto para turistas de EUA, Canadá, Austrália e Japão

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A volta da exigência de visto para turistas de Canadá, Austrália e Estados Unidos entrarem no Brasil foi prorrogada para 10 de janeiro de 2024. O decreto confirmando a mudança, que já havia sido divulgada anteriormente, foi publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira, 6, alterando a entrada em vigor do Decreto n° 11.515/2023, que antes previa o início da cobrança de vistos para 1º de outubro deste ano. A mudança já tinha sido anunciada no fim do mês passado.

No programa ‘Bom Dia, Ministro’ de quarta-feira, 6, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o Brasil está disposto a negociar a isenção de vistos quando isso for uma prática bilateral, como ocorreu este ano com o Japão.

“No governo anterior, foi suspensa a obrigatoriedade de americanos, canadenses, australianos e japoneses, que não precisavam de vistos para vir ao Brasil. Foi dado de graça. Sem reciprocidade. Brasileiros continuaram a precisar de visto”, disse Vieira.

“No início do governo Lula, por instrução do presidente, restabelecemos os vistos. Chamamos os países para tentar negociar. O Japão aceitou e negociamos. Outros alegaram que não era possível pela legislação de cada um deles”, acrescentou o ministro.

O ministro afirmou ainda que o governo federal está disposto a negociar a isenção de visto na base da reciprocidade. “O país que aceitar que os brasileiros viajem sem visto físico, daremos a mesma vantagem”, afirmou Vieira.

Anteriormente, o Ministério do Turismo havia informado que a medida, válida anteriormente para turistas japoneses, australianos, canadenses e americanos, teve de ser prorrogada após o acordo Brasil-Japão, que estabeleceu a isenção recíproca de visto para estadas de curta duração.

“Com esse entendimento, houve a necessidade do governo brasileiro realizar ajustes no Decreto 11.515 e também no processo licitatório para a contratação de empresa que oferecerá serviço de vistos eletrônicos para nacionais daqueles países”, disse o ministério, na ocasião.

“É importante ressaltar que o governo brasileiro renova o interesse de negociar, com as três nações, acordos de isenção de vistos baseados nos princípios da reciprocidade e da igualdade entre os Estados”, acrescentou ainda a pasta.

Brasil e Japão fazem acordo para isenção de visto para turistas

A partir de 30 de setembro deste ano, os brasileiros poderão entrar no Japão sem visto (apenas com passaporte), para visitas de até 90 dias. A isenção de visto vale também para os japoneses entrarem no Brasil, para permanência pelo mesmo período máximo.

Essa regra, decorrente de acordo firmado pelos governos do Brasil e do Japão, vale, em princípio, por três anos. O prazo final é 30 de setembro de 2026.

O decreto confirmando a mudança, que já havia sido divulgada anteriormente, foi publicado no Diário … 

Rei Charles 3º agradece ao povo em marco de morte da rainha Elizabeth 2ª

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O rei Charles 3º agradeceu nesta sexta-feira (8) ao público por seu amor e apoio no primeiro aniversário da morte de sua mãe, a rainha Elizabeth 2ª. A soberana que reinou por mais tempo no Reino Unido morreu aos 96 anos, em 8 de setembro de 2022, no Castelo de Balmoral, seu retiro de verão na Escócia, após um reinado de 70 anos.

“Ao assinalar o primeiro aniversário da morte de sua falecida majestade e da minha ascensão, recordamos com grande carinho a sua longa vida, o serviço dedicado e tudo o que ela significou para tantos de nós”, disse Charles num comunicado.

“Estou profundamente grato também pelo amor e apoio que foi demonstrado à minha mulher e a mim durante este ano, enquanto fazemos o nosso melhor para servir a todos vocês.”

Charles, que imediatamente sucedeu à sua mãe como monarca do Reino Unido e de 14 outros países, incluindo Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e sua esposa Camilla passam o dia tranquilamente na casa real escocesa depois de visitarem uma pequena igreja nos arredores para rezar.

O príncipe William, herdeiro do trono, e sua esposa Catherine assistirão a uma missa privada em Gales, na cidade de St. Davids, que a rainha visitou em 1955.

Não há nenhum grande evento público programado para marcar a data. O Palácio de Buckingham, em Londres, divulgou um retrato da rainha, escolhido por Charles, que antes só havia sido visto em uma exposição.

Também na capital britânica, uma salva de tiros de canhão no Hyde Park e na Torre de Londres marcou o primeiro aniversário de Charles como monarca.

Há alguns dias, o governo revelou que, em 2026, no centenário do nascimento de Elizabeth 2ª, será apresentado um projeto de memorial permanente.

Brasil fez mais que EUA para evitar nova tentativa de golpe, diz deputado americano

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Para o deputado americano Maxwell Frost, 26, o Brasil fez muito mais para evitar que o 8 de Janeiro se repetisse do que os Estados Unidos fizeram para prevenir um novo 6 de Janeiro.

O democrata integrou uma delegação de congressistas da ala à esquerda do partido que, liderada por Alexandria Ocasio-Cortez, visitou Brasil, Chile e Colômbia em agosto. O objetivo declarado da viagem, apoiada pelo Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR, na sigla em inglês), era reformular as relações dos EUA com os países da América Latina e trocar experiências em três áreas: democracia, meio ambiente e paz.

Frost foi eleito no ano passado, aos 25 anos. De ascendência afro-cubana, ele é o deputado mais jovem do Congresso, e o primeiro representante da geração Z no Capitólio. Representa o 10º distrito da Flórida, que engloba Orlando. “É o lugar mais visitado do mundo pelos brasileiros. Acho que a Disney tem algo a ver com isso”, comenta, rindo.

A região é a mesma em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) morou por cerca de três meses no início do ano, após a derrota para Lula (PT) nas eleições. Na época, Frost, junto a outros políticos americanos, defenderam que o brasileiro fosse enviado de volta ao país natal.

Caso Bolsonaro retorne à Flórida, o deputado americano diz que vai defender novamente sua saída dos EUA. “Não podemos afirmar ser um aliado próximo do Brasil e depois aceitar de bom grado um ex-presidente que inspirou uma insurreição e está tentando escapar da Justiça.”

Pergunta – Você conheceu muitos políticos brasileiros, principalmente da esquerda. Como você compara a esquerda no Brasil e nos EUA?

Maxwell Frost – É um movimento global de busca por políticas progressistas que possam realmente ajudar a construir a economia de baixo para cima. Vimos muita solidariedade em torno disso. Viajar para o Brasil e entrar em um prédio do governo e ver as palavras

“Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima” foi incrivelmente inspirador para nós.
Vejo muitas semelhanças, sendo a maior delas o fato de que agora, como progressistas, como democratas, como pessoas de esquerda, levantamos a bandeira de proteger a democracia. Isso é uma responsabilidade sagrada que agora pertence ao nosso movimento. É um momento emocionante e também assustador.

P. – Por que assustador?

M. F. – Porque estamos vendo esse crescimento do fascismo de direita em todo o mundo. E sabemos que os EUA têm um grande poder de influência. Vemos isso no Brasil. Vimos o que aconteceu em 8 de janeiro, e essa foi uma das conexões mais evidentes com a política dos EUA que observamos.

Sabemos que esse movimento global está sendo alimentado por pessoas dos EUA, como Steve Bannon [ex-estrategista de Donald Trump], que fez várias viagens ao Brasil. Por isso é assustador. Mas o que é bom é que a ampla maioria dos EUA rejeita o fascismo e quer a democracia. Por causa disso, temos uma mensagem vencedora.

P. – Você vê Bolsonaro como uma consequência do que aconteceu nos EUA com Trump?

M. F. – Acho que definitivamente ajudamos a influenciar isso e a influenciar o 8 de Janeiro. Claro que Trump não é o catalisador ou o início do fascismo. Ele é apenas um líder que influenciou muito e deu energia a esse movimento em todo o mundo. Bolsonaro é resultado disso, sim, Trump faz parte disso, mas também é resultado de um preconceito e ódio profundamente enraizados que correm nas veias de nossa política.

P. – Nos EUA, Trump ainda é um candidato muito forte. No Brasil, Bolsonaro tornou-se inelegível. Ambos os países ainda enfrentam os mesmos desafios olhando para o futuro?

M. F. – O Brasil fez muito mais do que nós para implementar políticas que evitem que isso aconteça novamente. Uma grande diferença é que nós nos reunimos com um dos comitês brasileiros no Legislativo encarregados de proteger a democracia. Nós não temos um comitê assim. Os comitês nos EUA, após o 6 de Janeiro, são todos baseados em responsabilização -o que é muito importante, mas nenhum deles é baseado em garantir que isso nunca aconteça novamente. Trump pode concorrer à Presidência, ele pode vencer. Não temos esses mecanismos em vigor tanto quanto o Brasil teve pós-insurreição.

Trouxemos muitas lições, e uma das coisas que vou fazer, uma vez que nós democratas voltarmos a ser maioria [na Câmara], é criar um comitê especial, não para responsabilizar [indivíduos] pela insurreição, mas para garantir que possamos aprovar políticas e projetos de lei que garantam que isso não aconteça novamente e que o fascismo não possa se infiltrar novamente em nosso governo.

P. – Bolsonaro passou um tempo na Flórida após perder a eleição, e agora ele está enfrentando problemas legais no Brasil. Se ele voltar para a Flórida, o que pretende fazer?

M. F. – Não há muito que eu possa fazer. Nós assinamos uma carta quando ele estava aqui dizendo que ele precisava voltar para o Brasil e enfrentar os desafios legais à sua frente. Dependendo de onde ele estivesse, pediríamos a mesma coisa. Se ele estiver tentando escapar dos danos que causou no Brasil, os EUA não devem ser um lugar de refúgio para um possível fugitivo de um país com o qual temos uma relação muito próxima. Orlando, na Flórida, é o lugar mais visitado do mundo inteiro pelos brasileiros.

P. – Por que você acha que os brasileiros gostam tanto de Orlando?

M. F. – Bem, acho que a Disney tem um pouco a ver com isso [risos]. Mas também a região central da Flórida é um lugar tão diverso e bonito. Mas não podemos afirmar ser um aliado próximo do Brasil e depois aceitar de bom grado um ex-presidente que inspirou uma insurreição. É nosso dever enviá-lo de volta.

P. – O governador da Flórida, Ron DeSantis, usou brasileiros como exemplo de imigrantes que não deveriam vir para os EUA. Ao mesmo tempo, falando com brasileiros na Flórida, muitos aprovam DeSantis. Como você explica imigrantes apoiarem políticos que são contra a imigração?

M. F. – Muitas vezes os imigrantes, especialmente os de países latinos, vêm para os EUA com grandes ambições porque somos um grande país onde existem oportunidades que não existem em outros lugares. E infelizmente, a direita muitas vezes usa as esperanças e sonhos de nossos imigrantes como arma.

Eu costumo brincar dizendo que muitos imigrantes de países latinos às vezes gostam de líderes autoritários porque pode ser que seja a isso com que estão acostumados, especialmente com a história de certos países. Eles não necessariamente querem isso. Eles querem democracia, mas gostam de um homem forte.

Líderes de direita se saem muito bem quando não precisam falar sobre políticas públicas, e podem se concentrar apenas em sua retórica. É uma linguagem autoritária e midiática que às vezes dá uma sensação familiar, especialmente com imigrantes, e eles [políticos autoritários] perceberam isso. É por isso que alguém como DeSantis conseguiu fazer com que muitos imigrantes que são impactados negativamente por suas políticas votem nele.

Mas os democratas também, por muito tempo, não fizeram um bom trabalho em se aproximar dos imigrantes e garantir que eles conheçam nossas políticas. E o fato é que, para os latinos, a imigração não é a principal questão. É importante e crucial, mas eles se importam com salários, com saúde, com violência armada. Eles se importam com suas liberdades.

P. – Você visitou alguns movimentos organizados no Brasil, como a Cozinha Solidária do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Como você compara essas organizações com os movimentos nos EUA?

M. F. – Uma das coisas mais inspiradoras de toda a viagem foi -e isso foi algo de última hora- a Marcha das Margaridas. Nós fomos para o “pré-marcha”, o “esquenta”. E tinha cerca de 40 mil pessoas! A energia realmente me animou, me soou familiar. Me lembrou do Black Lives Matter, dos protestos trabalhistas.

O que não era familiar era estar no palco, olhando para a minha direita, e ver oito ministros. Seria uma grande coisa um secretário [equivalente a ministro nos EUA] ir a um protesto. Acho que mostra uma ligação próxima entre este governo de esquerda e o movimento dos trabalhadores, que não vemos aqui.

P. – A disputa entre Biden e Trump deve ser acirrada. Qual deve ser a estratégia democrata para convencer as pessoas a votar?

M. F. – Geralmente, as campanhas são sobre o que vamos fazer, e às vezes cria-se uma expectativa falsa, e é por isso que tantas pessoas não votam. Mas se você apresentar sua agenda e disser que vamos fazer isso juntos, acho que então seremos capazes de construir um movimento que funcione para todos.

Devemos nos concentrar no que ele [Biden] fez, no que vamos fazer e, em seguida, encontrar as pessoas onde elas estão. Isso é algo pelo qual estou lutando: encontrar os jovens onde eles estão, não tentar criar um formato e convidá-los para ele. Às vezes você tem que ir à mesa das pessoas, às vezes elas não virão à sua. Quando falamos em ampliar o eleitorado e fazer com que mais pessoas votem, estamos falando das pessoas que não virão à nossa mesa. A pergunta é: como vamos até elas?

RAIO-X | MAXWELL FROST, 26

Deputado democrata eleito em 2022 pelo 10º distrito da Flórida. De ascendência afro-cubana, é o congressista mais jovem do Legislativo. Antes de entrar para a política, participou da ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis), organização que defende o direito ao aborto e o de pessoas trans, entre outros, e da March for Our Lives (Marcha pelas Nossas Vidas), que defende uma legislação mais rigorosa contra armas no país. Atualmente, integra o Comitê de Supervisão e Prestação de Contas da Câmara.

Governo federal cria sala de situação permanente e enviará 20 mil cestas de alimentos ao RS

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que ocupa a Presidência da República enquanto Luiz Inácio Lula da Silva está fora do País para a reunião do G20 na Índia, afirmou nesta sexta-feira, 8, que foi criada uma sala de situação permanente para monitorar e discutir a situação do Rio Grande do Sul após a devastação causada por um ciclone que atingiu municípios gaúchos e causou ao menos 41 mortes. Ele disse que o governo federal enviará 20 mil cestas de alimentos ao Rio Grande do Sul, com as primeiras 5 mil chegando no domingo.

Haverá uma ajuda federal de R$ 800 para os municípios por pessoa desabrigada. Alckmin também citou o envio de kits de medicamentos para atender 15 mil pessoas, entre outras medidas.

Segundo o vice-presidente, Marinha e Exército forneceram botes para o governo do Estado, além de 8 helicópteros das Forças Armadas.

São 450 militares trabalhando para mitigar os efeitos das chuvas no local, disse Alckmin.

O ministro da Secretaria de Comunicação, o gaúcho Paulo Pimenta, disse que ainda não há estimativa de valor para a soma das medidas anunciadas.

Alckmin e Pimenta falaram a jornalistas no Palácio do Planalto ao lado dos ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).

Antes, eles tiveram reunião com outros ministros para discutir as ações. Uma nova reunião do tipo deve ser realizada ainda nesta sexta.

Haverá uma ajuda federal de R$ 800 para os municípios por pessoa desabrigada 

62,1% aponta Bolsonaro como responsável por mortes da Covid-19

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Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos SoU Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que 51,5% da população quer que os crimes associados a mais de 700 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil sejam julgados e condenados. O levantamento aponta que, para 62,1% dos entrevistados, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e o Ministério da Saúde foram os principais responsáveis pelas mortes. Para pesquisadores, se a conduta tivesse sido outra, haveria menos óbitos.

O levantamento apurou que 76,5% dos entrevistados disseram ter acompanhado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, comissão realizada no Senado Federal em 2021, e que esse acompanhamento foi essencial para dar embasamento às opiniões.

O estudo perguntou qual seria a forma para a reparação dos crimes. As três providências sugeridas pelo estudo para reparar os crimes que tiveram maior adesão foram: criar uma Comissão da Verdade para apurar os crimes (44,7%), indenizar as vítimas, crianças que perderam pai e/ou mãe (39%) e criar um Tribunal Especial para acelerar os julgamentos (38,3%).

“A Comissão da Verdade foi mais aceita entre pessoas do Centro-Oeste (58,7%), que ganham de três a cinco salários mínimos (53,3%) e que têm ensino superior (50,9%). E menos aceita entre quem estudou até o ensino fundamental (32,9%), recebe menos de um salário (35,0%) e tem entre 18 e 24 anos (36,3%)”, informou a Unifesp.

O estudo apurou que as indenizações foram mais aceitas entre as pessoas de outras religiões (45,1%) — grupo que reúne espíritas, candomblecistas, umbandistas, budistas, etc — que ganha de três a cinco salários mínimos (45,0%) e estudaram até o ensino médio (43,3%). E menos aceitas entre os que estudaram até o ensino fundamental (28,8%), que ganham mais de cinco salários (31,1%) e menos de um salário (35,4%).

O tribunal especial foi mais aceito entre as pessoas de 25 a 34 anos (44,6%), sem religião (44,6%), e de outras religiões (43,9%). E menos aceito entre os que estudaram até o ensino fundamental (25,6%), que ganham até um salário mínimo e mais de cinco salários mínimos (28,7% e 32,5%) e que têm de 18 a 24 anos (32,5%).

A maioria dos entrevistados (52,4%) disse ainda que, para prevenir ou reduzir a mortalidade de uma possível epidemia ou pandemia futura, a melhor opção é o aumento de investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Para 46,5%, o melhor caminho é ampliar o investimento em ciência e pesquisa e 38,7% aumentar a produção de vacinas com tecnologia nacional.

A pesquisa apurou que, em relação à preferência eleitoral, os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro tomaram 58 milhões de doses a menos de vacinas contra a covid-19 do que os do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Considerando o sistema vacinal completo, os que votaram em Lula receberam 38% a mais de doses dos imunizantes contra a covid-19 do que os eleitores de Bolsonaro.

“Esse índice confirma a diferença da adesão a outras campanhas de vacinação (como sarampo, poliomielite e influenza) por lulistas e bolsonaristas: 83 % e 65%, respectivamente. No caso da vacinação infantil contra a covid-19, a disparidade é ainda maior. Os 76% eleitores de Lula são favoráveis e apenas 39% dos eleitores de Bolsonaro concordam”, disse a Unifesp.

Outro ponto levantado pela pesquisa diz respeito à confiança nas vacinas. Os resultados mostraram haver uma disparidade enorme entre esses eleitores. Apenas 38,4% do total dos bolsonaristas concordam que “as vacinas são amplamente testadas e têm eficácia comprovada”, contra 75% dos eleitores do petista. Além disso, 13% dos eleitores de Bolsonaro disseram que habitualmente tomavam vacinas, mas deixaram de fazê-lo na pandemia do novo coronavírus.

Renda, escolaridade e religião também se mostraram fatores importantes para a adesão às vacinas: 63% dos que recebem até um salário-mínimo afirmaram que sempre aderiram às campanhas, índice que sobe para 84% entre os que ganham de três a cinco salários-mínimos e para 77% entre os que recebem mais de cinco salários. Dos respondentes que concluíram até o ensino fundamental, a adesão à vacina é de 57%; entre os com o ensino superior, de 81%.

A pesquisa mostrou que o fator renda também influenciou diretamente no tratamento que os pacientes infectados receberam. O chamado Kit Covid (coquetel que inclui Cloroquina, Ivermectina, Azitromicina, entre outros fármacos sem comprovação científica contra a doença), defendido pelo ex-presidente, foi distribuído em maior quantidade para quem ganhava menos de um salário mínimo (63%) e em menor quantidade para quem recebia acima de cinco salários (32%).

Esse percentual também mostra outra disparidade: 66% dos entrevistados que possuem formação até o ensino fundamental afirmaram ter usado kit, entre os que concluíram o ensino superior o percentual foi 46%. Entre os indígenas, o percentual foi 75% em comparação com os “brancos”, 48%.

“Parte disso é possivelmente explicada pelo fato de os medicamentos terem sido distribuídos de maneira abrangente pelo SUS, que atende prioritariamente pessoas com menor renda. Apenas 3% dos contaminados informam terem se automedicado”, apontou a universidade.

A Pesquisa de Opinião Covid-19, Vacina e Justiça, realizada em parceria com o Instituto Ideia, ouviu 1.295 entrevistados, via celular, de todas as regiões do país, com idade igual ou superior a 18 anos. As entrevistas foram feitas entre os dias 5 e 10 de julho, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3%, e levantaram opiniões sobre a pandemia de grupos de diferentes condições socioeconômicas, religiões, raças/cores, escolaridades, além da dimensão política ideológica.

51,5% da população quer que os responsáveis pelos crimes associados a mais de 700 mil mortes pelo n… 

Stand de alimentação pega fogo no The Town na madrugada

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um espaço de alimentação do The Town, no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, pegou fogo na madrugada desta sexta-feira (8).

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de São Paulo as chamas tiveram início por volta das 4h e foram contidas às 5h30. Ninguém ficou ferido, mas uma estrutura de madeira e plástico ficou comprometida.

Segundo a Polícia Civil, o fogo pode ter começado a partir de uma frigideira, mas os investigadores ainda vão determinar as circunstâncias do incêndio. O caso é investigado pelo 48º DP Cidade Dutra.

Ninguém ficou ferido, mas uma estrutura de madeira e plástico ficou comprometida 

Sobe para 46 número de desaparecidos após chuvas no Sul do país

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SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O número de desaparecidos após as chuvas que devastaram cidades no Sul do país cresceu para 46 nesta sexta-feira (8), aponta boletim divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Ao todo, são 30 pessoas desaparecidas na cidade de Muçum, 8 em Lajeado e 8 em Arroio do Meio.

O total de mortes confirmadas no estado permanece em 41. Com a morte registrada na segunda (4) em Santa Catarina, são 42 óbitos na tragédia no Sul do país.

No Rio Grande do Sul, são 85 municípios com registros de destruição que deixaram 3.046 pessoas desabrigadas (dependem de abrigos públicos) e 7.781 desalojadas (podem se acomodar na casa de parentes e amigos). As enxurradas ainda deixaram 73 pessoas feridas.

Ao todo, o governo gaúcho estima em 135 mil o total de afetados pelos temporais em todo o estado, cenário quem impôs ao governo uma força-tarefa com cerca de 900 servidores que atuam nas buscas, resgates, identificação de corpos e reparos na infraestrutura destruída pela força das águas.

Nesta quinta-feira (7), o governo federal reconheceu o estado de calamidade pública solicitado pelos municípios gaúchos atingidos pelos temporais.

Os corpos das vítimas estão sendo reconhecidos pela Instituto Geral de Perícias em Porto Alegre e cidades do interior. A liberação para os velórios depende de uma normalização mínima na rotina das cidades afetadas, que chegaram a ter mais de 80% de sua área urbana submersa.

Com a queda de antenas de sinal de internet, a comunicação com a região está prejudicada, o que isolou famílias e aumentou a tensão.

O Governo Federal, através do Ministério das Comunicações, disponibilizou 13 antenas digitais para o Rio Grande do Sul. Os equipamentos foram levados pela Força Aérea Brasileira.

Muçum, no vale do Taquari, foi a cidade mais devastada pela enxurrada. Lá, foram encontrados 15 corpos até esta sexta-feira. A cidade vizinha de Roca Sales teve 10 mortes.

O governador Eduardo Leite e secretários foram nesta sexta-feira (8) a Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, para reunião que tratará do impacto das enchentes com os prefeitos da região.

Nesta quinta-feira (7), o governador foi até o município de Muçum e anunciou a liberação de R$ 1,5 milhão em horas-máquina para auxiliar no trabalho de reconstrução, tanto em Muçum quanto em Roca Sales, cidades mais atingidas pelas enxurradas.

A Defesa Civil Estadual pede que as doações se concentrem em colchões, produtos de higiene pessoal e itens para limpeza dos locais afetados pela enchente.

As fortes chuvas ainda mantêm 11 bloqueios totais ou parciais de rodovias nesta sexta-feira (7), sendo 10 em estradas estaduais e um em estradas federais. Dentre as rodovias federais, há um ponto de bloqueio na BR-116 na cidade de São Marcos (168 km de Porto Alegre), onde a ponte do Rio das Antas foi interditada totalmente por questões de segurança.

Nas rodovias estaduais, duas pontes foram destruídas pelas chuvas e há 10 pontos de bloqueio parcial ou total. O governo informou que trabalha para desobstruir as rodovias “o mais rápido possível” para que os artigos de primeira necessidade possam chegar às cidades atingidas pelas chuvas.

Em boletim divulgado nesta quinta-feira (7), o governo gaúcho manteve o alerta meteorológico para chuva intensa na maior parte do Rio Grande do Sul, além de risco de vento forte e queda de granizo.

As áreas da metade Sul, Noroeste, Norte, Centro e Leste do estado terão volumes de chuva que devem variar entre 50 e 75 milímetros por dia, podendo chegar aos 120 mm/dia no Sul e em parte da Campanha.

Há previsão de tempo instável para sexta-feira ainda por conta do avanço da frente fria. O sábado (9) deve começar com tempo instável, mas gradualmente o sol entre nuvens deve voltar a predominar no Rio Grande do Sul.

Ao todo, são 30 pessoas desaparecidas na cidade de Muçum, 8 em Lajeado e 8 em Arroio do Meio 

Motorista é preso com arma na Baixada Campista

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134ª DP/Foto: ClickCampos

Um motorista de 27 anos foi preso por agentes da Polícia Rodoviária Estadual com uma arma, após cometer uma infração de trânsito na RJ-216, na altura da localidade de Donana, na Baixada Campista.

Durante patrulhamento pela rodovia, os agentes flagraram o condutor de um carro realizando uma ultrapassagem em local proibido. Uma abordagem foi realizada e durante a revista, os militares encontraram no interior do veículo, um revólver calibre 38 com quatro munições intactas.

Diante dos fatos, o motorista foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado. Ele vai responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Morro do Itaoca é reaberto ao público

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Foto: Divulgação Ascom
A Área de Proteção Ambiental (APA) do Itaoca, mais conhecida como Morro do Itaoca, será uma das opções turísticas para quem estiver em Campos neste feriado prolongado pelo Dia da Independência. A reabertura do local foi anunciada pelo secretário municipal de Turismo, Hans Muylaert, que destacou a importância do local para o Turismo, Esporte e Meio Ambiente. O secretário reforça que é fundamental aos visitantes o ordenamento do espaço e consciência ambiental para a preservação. A reabertura ocorre após conclusão da primeira etapa das obras de reestruturação do acesso ao morro. O espaço conta com um guarda-parque que orienta na preservação da APA.
– A reabertura da APA do Itaoca para visitantes é fundamental, principalmente, para o ordenamento da utilização do espaço pelos visitantes. É uma área de proteção ambiental, então, existe todo um regramento de utilização a ser cumprido pelos visitantes. Hoje, nós temos tráfego de automóveis para manutenção de antenas, várias modalidades esportivas sendo praticadas, como voo livre, down hill e corrida; visitação de grupos religiosos; o ecoturismo, além do turismo ecológico com a contemplação de aves, da Lagoa de Cima e da Lagoa Feia que, na verdade, é linda. É um momento de conexão com a natureza – informa o secretário de Turismo.
As obras de reestruturação foram realizadas pela Secretaria de Obras e Infraestrutura e, agora, junto à Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, a APA está sendo reaberta. “É fundamental a reabertura com toda segurança e, principalmente, com ordenamento e a promoção da educação ambiental dos nossos visitantes. Por determinação do prefeito Wladimir Garotinho, a APA do Itaoca está sendo reaberta com a infraestrutura necessária e estaremos preparando uma intensa programação de atividades esportivas junto à Fundação Municipal de Esportes (FME), academia e instituições de classe para promovermos esse ordenamento junto à Subsecretaria de Meio Ambiente”.
A primeira fase da obra teve construção de muro de arrimo nos trechos que foram afetados pelas intensas chuvas no final do ano passado; construção de guarda-corpo com pilares de concreto reforçados e tubos galvanizados; remoção de árvores caídas; podas de galhos adernados sobre a via de acesso; e construção de calçadas nos pontos estreitos, proporcionando segurança aos visitantes que gostam de subir o morro a pé.  A segunda etapa das obras compreendeu a recomposição da base da via por paralelepípedos retirados pela força das águas.

Fonte: Ascom

Saúde de Campos realiza Campanha de Multivacinação

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza nesse sábado (9), no Boulevard Shopping, na área do Clubinho Casa da Árvore, mais uma ação extramuro da Campanha Nacional de Multivacinação para atualizar a caderneta de vacinal das crianças e adolescentes com idade entre 2 meses e 15 anos completos. A aplicação de diversos tipos vacinas do calendário de rotina acontece das 11h às 18h.

A mesma estratégia de vacinação acontecerá na sede da Secretaria Municipal de Saúde e Clínica da Criança, das 8h às 17h, onde acontece vacinação para adultos e idosos (rotina e Covid-19). Esses dois postos funcionam também no domingo (10).

Iniciada em 23 de agosto, a Campanha de Multivacinação teve até o dia 2 deste mês, 6.808 doses dos imunizantes que compõem o Programa Nacional de Imunizações (PNI) aplicadas. Esse número é considerado muito baixo pelo Departamento de Imunização, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde.

“O município vem reunindo todos os esforços, com estratégias em diferentes dias, locais e horários, mas a procura pela vacinação ainda está muito baixa. Os pais precisam levar seus filhos a um dos postos de imunização. É muito importante que as pessoas se vacinem. Estamos falando em risco reais de doenças graves como poliomielite voltar a circular”, reforça a coordenadora de Imunização, Amanda Carvalho. “Não deixe essa oportunidade passar, pois estamos caminhando para a reta final para atualização da caderneta do seu filho”, completou.

Para as crianças acima de 2 meses de vida são ofertadas as vacinas: Hepatite B, Penta (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e poliomielite), Pólio Inativada (VIP), Pólio Oral (VOP), Rotavírus, Pneumo 10, Meningo C, Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), DTP (tríplice bacteriana), febre Amarela, varicela e Hepatite A.

No calendário do adolescente há mais vacinas, além de reforços das imunizações feitas na infância. São elas: Hepatite B, Tríplice Viral, Difteria e tétano adulto, DTPa, Meningocócica ACWY, HPV quadrivalente, Febre amarela e Varicela.

Também estão disponíveis as vacinas Influenza, que previne contra a gripe, e Covid-19 indicadas para o público acima de 6 meses de vida.

Para vacinar, os pais ou responsáveis legais, de crianças e adolescentes que estão dentro da faixa etária da campanha, precisam levar apenas os documentos pessoais do filho e a caderneta de vacinação.

Fonte: Ascom

Mundo está na rota para aquecer mais de 2°C, diz avaliação mais ampla já feita pela ONU

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A mais abrangente avaliação já feita sobre o andamento do combate à crise climática aponta que, apesar de avanços ao redor do mundo desde a assinatura do Acordo de Paris, muito mais é necessário. O mundo não caminha para a limitar o aquecimento planetário ao preferível 1,5°C ou a 2°C. Levando em conta os anúncios na última conferência climática, a indicação é que a humanidade caminha para entre 2,4°C e 2,6°C.

A UNFCCC (sigla em inglês para Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) publicou, nesta sexta-feira (8), o primeiro Global Stocktake, algo como um inventário global das ações contra a crise climática.

Segundo a análise, se os compromissos de longo prazo de neutralidade climática apresentados na COP27, a conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas que ocorreu ano passado, no Egito, forem totalmente implementados, o mundo tem a possibilidade de limitar o aquecimento entre 1,7°C e 2,1°C.

O documento aponta que a janela para aumentar ambição climática e implementar os compromissos atuais para limitar o aquecimento global a 1,5°C está está se estreitando.

“A ambição de mitigação das NDCs não é coletivamente suficiente para alcançar a meta de temperatura do Acordo de Paris”, diz o relatório.

NDC é a abreviação para “nationally determined contribution”, ou contribuição nacionalmente determinada. Em resumo, são os compromissos climáticos, as metas de redução de emissões que os próprios países determinaram para si.

A avaliação destaca que, para alcançar uma redução de emissões de gases-estufa de 43% até 2030, 60% até 2035 (em comparação a 2019) para finalmente chegar ao chamado “net zero” global em 2050, “muito mais ambição em ação e suporte para implementação de medidas domésticas [internas, dos países] é necessária”, além de metas mais ambiciosas.

A partir da análise dos atuais compromissos climáticos -as NDCs-, o documento aponta que, para o planeta ficar alinhado com a meta de limitar o aquecimento a até 1,5°C, existe uma lacuna de emissões -ou seja, ainda precisam ser cortadas- de 20.3 a 23.9 gigatoneladas de CO2 equivalente (o CO2 equivalente significa, em linhas gerais, uma forma de medir, sob um único parâmetro, todos os diferentes gases que causam o aquecimento do planeta).

Vale lembrar que, quando falamos de aquecimento de 1,5°C até 2°C, a base de comparação é a temperatura do período pré-industrial (tratado como o período 1850-1900). O documento aponta que o planeta já aqueceu 1,1°C, com inquestionável participação humana em considerável parte desse aquecimento.

A avaliação aponta a necessidade de escalar o uso de energia renovável e eliminar todos os combustíveis fósseis, o que são elementos indispensáveis para uma transição energética justa em direção à neutralidade climática.

Também é citada a necessidade de parar o desmatamento e a degradação de florestas, algo importante para reduzir emissões, além de conservar locais que, teoricamente, são sumidouros de carbono.