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Duas pessoas ficam feridas após colisão entre carro e motocicleta na BR-356

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na manhã desta sexta-feira (8), por volta das 7h, uma colisão envolvendo um carro e uma motocicleta deixou dois homens feridos na BR-356, na altura de Barcelos.

Os Bombeiros foram acionados e socorreram as vítimas que estavam na moto para o Hospital Ferreira Machado. De acordo com apuração da Redação ClickCampos, uma das vítimas fez cirurgia, já a outra vítima não precisou passar pelo procedimento cirúrgico e segue estável.

O trânsito ficou lento na rodovia, mas foi controlado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caso chamou atenção por quem passava pelo local.

Com avanço de frente fria, RS permanece em alerta para temporais

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O governo do Rio Grande do Sul mantém alerta de risco de temporais nas próximas horas na maior parte do estado. De com a Sala de Situação do governo, uma frente fria avança pelo Uruguai, provocando instabilidade em regiões do estado, como na metade norte, entre a noite desta quinta-feira (7) e a madrugada de sexta-feira (8).. 

Há previsão de volumes de chuva, nesta sexta-feira (8), em torno de 30 e 50 mm/dia nos Vales e no leste, chegando pontualmente aos 75 mm/dia no centro e norte gaúcho. Durante o dia, o tempo deve ficar estável, com retorno das chuvas no período da noite. 

Para sábado (9), a previsão é de manhã com tempo instável, com volta gradual do sol no Rio Grande do Sul. 

A metade Sul do estado deve ser atingida pelas chuvas intensas na segunda-feira (11). 

Em balanço divulgado às 19h, o governo confirmou que o número de mortos subiu para 41 em razão das enchentes que atingiram dezenas de cidades.  

Das 41 mortes, a maioria, 15, foi registrada na cidade de Muçum. Os demais óbitos foram identificados em Roca Sales (10), Cruzeiro do Sul (quatro), Lajeado (três), Ibiraiaras (duas), Estrela (duas) e Encantado, Imigrante, Mato Castelhano, Passo Fundo e Santa Tereza (uma morte em cada cidade). 

Segundo o governo estadual, 25 pessoas continuam desaparecidas. Os desabrigados somam 2.944 e os desalojados, 7.607. No total, 122.992 foram atingidas de alguma forma pelas chuvas fortes após passagem de um ciclone extratropical. 

O número de municípios afetados também aumentou para 83. Mais cedo, o governo federal reconheceu o estado de calamidade pública em 79 cidades. 

Há previsão de volumes de chuva, nesta sexta-feira (8), em torno de 30 e 50 mm/dia nos Vales e no le… 

Jovem de 21 anos é morto a tiros em Guarus

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Na noite de quinta-feira (7), um jovem identificado como Gilson Vasco Lima Junior, jovem de 21 anos, foi morto a tiros. O crime ocorreu na Rua Atanagildo de Freitas, no Parque Eldorado, em Guarus.

A vítima possuía antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas. No local do crime, os agentes encontraram cápsulas deflagradas de calibre 9mm, sugerindo a utilização de arma de fogo no ataque.

De acordo com a Polícia Militar, a área onde ocorreu o homicídio não conta com câmeras de monitoramento, o que pode dificultar a identificação de suspeitos.

Até o momento, nenhum suspeito foi localizado. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos e o crime foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Após ciclone, água invade casas nas ilhas de Porto Alegre e deixa cidade em alerta

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O alto volume da bacia do Rio Taquari após a passagem do ciclone na segunda-feira, 4, chegou ao Delta do Jacuí e ao Lago Guaíba. O aumento no nível das bacias invadiu ruas e casas desde a quarta-feira, 6, colocando a população do bairro Arquipélago e das áreas ribeirinhas da zona sul de Porto Alegre em alerta para inundações. A estimativa é que a cheia possa aumentar e se estender até o sábado, 9, especialmente com a previsão de chuva nos próximos dias.

A Defesa Civil Municipal emitiu um aviso para inundações nas áreas ribeirinhas da capital gaúcha, o que inclui também bairros da zona sul que ficam às margens do Guaíba, como Lami e Ponta Grossa. Uma escola da Ilha dos Marinheiros foi transformada em abrigo temporário para receber possíveis desalojados e desabrigados. Os retornos da rodovia BR-290 na região das Ilhas Grande dos Marinheiros, das Flores e da Pintada foram interditados por causa de alagamentos, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

A Defesa Civil estadual comunicou nesta quarta que a perspectiva de cheia que mais preocupa é em Porto Alegre. “Boa parte dos rios do Estado apresentam níveis de atenção, com diferentes desdobramentos da situação, conforme as regiões. A situação que requer mais atenção é a do Guaíba”, destacou.

O prefeito Sebastião Melo (MDB) visitou o Arquipélago nesta quinta. “Já tem água entrando nas casas e, portanto, é um momento de convencimento das famílias a serem acolhidas”, disse em vídeo publicado em redes sociais na tarde desta quarta. “Quero aqui apelar para que as pessoas aceitem o acolhimento”, ressaltou. Cidades da região metropolitana de Porto Alegre, como Canoas, também enfrentam inundações, com a cheia do Rio dos Sinos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para resgate nas ilhas na tarde desta quinta. A Prefeitura também divulgou ter utilizado um barco para retirar 30 animais domésticos de casas afetadas na tarde desta quarta.

O ciclone deixou ao menos 41 mortos no Rio Grande do Sul, além de desaparecidos e milhares de desabrigados e desalojados. Há previsão da passagem de mais um ciclone nos próximos dias, porém meteorologistas afirmam que será mais distante da costa e com menor impacto em terra do que outros registrados nos últimos meses.

A Defesa Civil estadual emitiu alerta para descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento para a maior parte dos municípios. Também alertou para cheias na fronteira com a Argentina e o Uruguai e em outras áreas do Estado.

O Arquipélago é formado por 16 ilhas do Delta do Jacuí e do Guaíba, como a Ilha Grande dos Marinheiros, a Ilha da Pintada e a Ilha das Flores.

Clubes com espaços nas ilhas decidiram suspender as atividades. O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense fechou a “Ilha do Grêmio”, na Ilha dos Marinheiros, desde a quarta-feira. O Grêmio Náutico União (GNU) tomou a mesma decisão para a sede campestre, da Ilha do Pavão, “devido às chuvas dos últimos dias” e aumento do nível do Guaiba.

A Defesa Civil emitiu um alerta para que a população evite transitar nas ruas e busque um local seguro para se abrigar. “No caso de habitar imóveis em áreas de risco sujeitas a inundações, buscar auxílio e abrigo temporário junto a familiares ou nas estruturas disponibilizadas pela prefeitura, não transitar em locais sujeitos a inundações ou enxurradas e não entre em alagamentos”, destacou em comunicado desta quinta-feira, 7.

Segundo a Prefeitura, a Comissão Permanente de Atuação em Emergência (Copae) acompanha as atualizações da previsão do tempo, monitora o nível do Guaíba, do Jacuí e dos córregos da cidade e está organizando ações.

Na quarta-feira, 6, a Prefeitura interditou todo o percurso da ciclovia do Arroio Dilúvio – córrego canalizado que está em uma das principais vias da cidade, a Avenida Ipiranga – após parte da estrutura ceder. Outro trecho do talude já tinha sido afetado pela passagem de outro ciclone, em julho.

O desfile do Sete de Setembro foi suspenso na cidade. Além disso, foi adiada a tradicional cerimônia do acendimento da Chama Crioula, que abre oficialmente os festejos do Mês Farroupilha, evento que reúne milhares de pessoas no centro porto-alegrense.

A estimativa é que a cheia possa aumentar e se estender até o sábado, 9, especialmente com a previsã… 

Foragido da justiça é preso no Parque Santa Rosa

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Na madrugada desta sexta-feira (8) um homem foragido da justiça foi preso pela Polícia Militar na Rua 24 de junho, no Parque Santa Rosa, em Guarus.

Durante patrulhamento, os agentes abordaram o homem que possuía um mandado de prisão pelo crime de associação ao tráfico de drogas.

Diante dos fatos, o suspeito foi detido e encaminhado para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde permaneceu preso à disposição da justiça.

Número de mortos pela chuva no Sul sobe para 42

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O total de mortes confirmadas em decorrência das fortes chuvas no Rio Grande do Sul chegou a 41 nesta quinta-feira (7), segundo a Defesa Civil do estado. Com a morte registrada na segunda (4) em Santa Catarina, subiu para 42 o número de óbitos da tragédia no Sul do país, intensificada pela passagem de um ciclone extratropical sobre o Atlântico.

São 80 municípios gaúchos com registros de destruição que deixaram 2.384 pessoas desabrigadas (dependem de abrigos públicos) e 3.953 desalojadas (podem se acomodar na casa de parentes e amigos).
Oito pessoas foram feridas e nove estão desaparecidas.

Ao todo, o governo gaúcho estima em 62,7 mil o total de afetados pelos temporais em todo o estado.

Muçum, no Vale do Taquari -região composta de 40 municípios-, foi a cidade mais devastada pela enxurrada. Lá, foram identificados 15 corpos e há ainda nove pessoas desaparecidas. As demais mortes ocorreram em Roca Sales (10), Cruzeiro do Sul (4), Lajeado (3), Estrela (2), Ibiraiaras (2), Passo Fundo (1), Mato Castelhano (1), Encantado (1), Imigrante (1) e Santa Tereza (1).

“Lamentamos cada vida perdida e estamos trabalhando para fazer todos os resgates possíveis nas regiões mais atingidas. Milhares de pessoas já foram salvas por nossas equipes”, escreveu o governador Eduardo Leite (PSDB) em uma rede social. Ele acompanha os resgates na região, protagonizados por nove aeronaves.

Leite sobrevoou nesta quarta-feira (6) as áreas regiões mais afetadas pelas enchentes junto de representantes do governo federal. Ele decolou de Caxias do Sul com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, e o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

O governo mobilizou um efetivo de 911 servidores estaduais que atuam nas buscas, resgates e identificação das vítimas das cheias nas regiões Norte, Serra e Vale do Taquari.

As fortes chuvas ainda resultaram em 18 bloqueios totais ou parciais de rodovias nesta quinta-feira (7), sendo 16 em estradas estaduais e duas em estradas federais.

Dentre as rodovias federais, há dois pontos de bloqueio na BR-116. Na cidade de São Marcos (168 km de Porto Alegre), a ponte do Rio das Antas foi interditada totalmente por questões de segurança.

Na mesma rodovia, na altura do município de Nova Petrópolis, há um bloqueio parcial. A Polícia Rodoviária Federal adotou um ‘sistema pare e siga’ com semáforo no local para garantir a trafegabilidade.

Também há bloqueios em retornos da BR-290 na região das Ilhas dos Marinheiros, Flores e Pintada devido a alagamento.

Nas rodovias estaduais, duas pontes foram destruídas pelas chuvas. Uma delas fica na ERS-448, entre Farroupilha e Nova Roma do Sul, e a outra na ERS-431, em Bento Gonçalves. Um bloqueio parcial atinge a RS-434.

As informações são do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem e da Empresa Gaúcha de Rodovias, que afirmaram que pistas ficaram alagadas em todo o estado em função do transbordamento dos rios.

O governo do Rio Grande do Sul informou que “trabalha para desobstruir as rodovias o mais rápido possível para que os artigos de primeira necessidade possam chegar às cidades atingidas pelas chuvas.”

Em boletim divulgado nesta quinta-feira (7), o governo gaúcho manteve o alerta meteorológico para chuva intensa em grande parte do Rio Grande do Sul, além de risco de vento forte e queda de granizo.

As áreas da metade Sul, Noroeste, Norte, Centro e Leste do estado terão volumes de chuva que devem variar entre 50 e 75 milímetros por dia, podendo chegar aos 120 mm/dia no Sul e em parte da Campanha.

Há previsão de tempo instável para sexta-feira (8) ainda por conta do avanço da frente fria. O sábado (9) deve começar com tempo instável, mas gradualmente o sol entre nuvens deve voltar a predominar no Rio Grande do Sul.

São 80 municípios gaúchos com registros de destruição que deixaram 2.384 pessoas desabrigadas 

Sem ler e escrever, alunos mais velhos ficam de fora de políticas de alfabetização

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Professora de inglês, Claudiane Tormes, 49, tem deixado de lado o conteúdo de sua disciplina depois de perceber que quase metade dos alunos não consegue ler ou escrever até mesmo em português.

Ela dá aula para turmas de 6º ano do ensino fundamental de uma escola estadual na periferia de Curitiba, no Paraná. No início do ano, ela identificou que os alunos não entendiam o que estava escrito na lousa ou nas atividades e não conseguiam escrever nos cadernos. Por isso, ela passou a dedicar parte das aulas para ajudá-los na alfabetização.

Por lei, as crianças deveriam ter assegurado o direito de aprender a ler e escrever até o fim do 2º ano do ensino fundamental. O Brasil, no entanto, nunca conseguiu garantir esse direito a todas, e a presença de estudantes com a alfabetização incompleta nas turmas dos anos finais do fundamental é uma realidade enfrentada pelas escolas há anos.

A pandemia ampliou ainda mais esse problema. Os alunos que hoje estão no 6º ano estavam no 3º ano em 2020, quando a crise sanitária levou ao fechamento das escolas. Ou seja, eles ficaram sem aulas presenciais e pouco (ou nenhum) contato com os professores na série em que é esperada a consolidação do processo de alfabetização.

“Sempre tinha dois ou três alunos por turma com dificuldade, que precisavam de mais atenção e atividades adaptadas. Mas, agora, em uma sala com 30 alunos, metade não está alfabetizada. Muda toda a dinâmica, não tem como seguir com o conteúdo previsto”, diz Claudiane, que atua na rede pública há 26 anos.

Para especialistas da área, esses estudantes mais velhos, que não tiveram assegurado o direito de se alfabetizar na etapa esperada, estão “invisíveis” já que não são alvo hoje de nenhuma política pública específica.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado pelo governo Lula (PT) em junho, não prevê ações para os anos finais (do 6º ao 9º ano). Nas redes estaduais, as políticas de reforço escolar para essas séries também não traçam estratégias específicas para a alfabetização.

“O governo brasileiro está fazendo um grande esforço para resolver o problema da alfabetização, mas não está enxergando a situação de um grupo de crianças que está dentro da escola. Um grupo que foi muito prejudicado na pandemia, não recebeu atenção do governo na época e agora continua sem ser olhado”, diz Elaine Constant, coordenadora do LIA (Laboratório Integrado de Estudos da Alfabetização) da UFRJ.

A Folha conversou com professores de três estados e de disciplinas diferentes que relatam a dificuldade de lidar com a quantidade de alunos sem o processo de alfabetização completo.

Claudiane, por exemplo, tem apenas duas aulas por semana com as turmas de 6º ano e avalia que, mesmo voltando às atividades para esse processo, elas são insuficientes para cobrir a lacuna de aprendizado.

“As crianças não desenvolveram nem a coordenação motora necessária para escrever, elas têm dificuldade de escrever seguindo as linhas do caderno. Elas não conseguem ler palavras escritas em letra cursiva. O abismo é muito grande”, diz.

Formada em letras, Claudiane tem familiaridade com o processo de alfabetização ainda que não tenha se especializado ou atuado formalmente nessa etapa. “Para os professores de outras disciplinas é ainda mais complicado. Eles até tentam ajudar os alunos a ler e escrever, mas não têm formação para isso.”

Álvaro Dias, 44, professor de história, em uma escola estadual de Mogi das Cruzes (Grande SP), conta que tem buscado atividades de alfabetização para os seus alunos de 6º ano. “Não adianta eu chegar na sala e dar o conteúdo que a secretaria manda, se as crianças não estão acompanhando. Em uma das turmas, mais de 70% mal consegue ler o que está na lousa e copiar no caderno.”

Ele conta que tem adaptado as atividades de sua disciplina para que sejam feitas de forma oral. “Tenho poucas aulas com eles, então penso em estratégias para otimizar o tempo e para que eles aprendam alguma coisa. Se for esperar a turma toda responder por escrito um exercício, a aula não anda.”

Professora de biologia em uma escola estadual na região de Santa Cruz, no Rio, Priscila Santos, 36, diz que passou a pedir ajuda aos colegas da área de português para passar atividades de alfabetização aos alunos.

“É triste porque os alunos já têm consciência de que deveriam saber ler e escrever e ficam com vergonha. É fácil identificar aqueles que não sabem, eles se recusam a escrever e dizem ter a letra feia ou que são lentos. Na verdade, eles estão com vergonha e inseguros por não saber.”

Anna Helena Altenfelder, presidente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação), diz que deveriam ser pensadas ações específicas para a alfabetização das crianças mais velhas, já que as condições e complexidades são diferentes.

“Alfabetizar a criança nessa idade é diferente de quando ela é novinha. Pode existir uma resistência maior por causa da insegurança e vergonha que a situação traz. Mas também tem algumas vantagens porque a criança já tem uma noção, um contato com o mundo letrado. Ela não começa do zero.”

Para ela, a ausência de políticas é injusta com estudantes e professores. “O aluno é penalizado por não ter aprendido durante uma pandemia. E o professor lida sozinho com o problema, sem ter sido formado para isso. Não podemos ter um compromisso de alfabetização que deixe de fora aqueles que não tiveram a oportunidade na etapa adequada.”

Kátia Schweickardt, secretária de Educação Básica do MEC, disse que o governo Lula precisou eleger prioridades na área educacional apesar de o diagnóstico inicial ter apontado uma série de problemas graves em todas as etapas.

“A gente precisou definir o que era mais urgente, mas não esquecemos dos anos finais do ensino fundamental. Os alunos dessa etapa vão ser mais bem atendidos com a expansão do ensino em tempo integral, que é uma das prioridades do governo.”

A secretária disse ainda que o ministério está elaborando uma política de formação para professores da educação básica, que deve contemplar estratégias de recomposição da alfabetização para estudantes dos anos finais.

Em nota, a Secretaria de Educação do Paraná disse ter lançado o Programa Mais Aprendizado, que agrupa os alunos por nível de dificuldade. A pasta disse os professores têm recebido formação para lidar com alunos que ainda tenham dificuldade de alfabetização, mas não informou quantos foram formados.

A pasta disse ainda que “disponibilizou plataformas que podem ser utilizadas pelos professores para potencializar o tempo de aprendizagem dos alunos. São aplicativos ou jogos de empresas que a pasta tem cobrado para serem usados em sala, como o Khan Academy e Quizizz.

A Secretaria de Educação do Rio informou apenas que tem o projeto Foco, de reforço escolar para alunos do 6º ao 9º ano e ensino médio, mas não disse se há ações específicas para alfabetização.

A Secretaria de Educação de São Paulo não respondeu.

Por lei, as crianças deveriam ter assegurado o direito de aprender a ler e escrever até o fim do 2º … 

Homem é preso suspeito de matar sogro

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Foto: PM/Divulgação

Um homem de 37 anos foi preso suspeito de matar o sogro a tiros em Italva, no Noroeste do Rio, nesta quarta-feira (6). O corpo de Waldir Nogueira Soriano, de 72 anos, foi enterrado no fim da tarde desta quinta (7).

Policiais militares foram ao bairro Saudade, na casa da vítima, e a equipe do Corpo de Bombeiros já havia constatado a morte do homem no local. Segundo a polícia, o homem fugiu em um veículo depois dos tiros.

Denúncias apontaram que o suspeito tinha ido para o distrito de Guarnieri, onde os pais dele moram. Os policiais militares realizaram as buscas na localidade e conseguiram prender o genro da vítima.

Ainda de acordo com a Polícia, o suspeito disse o local onde se desfez da arma usada no assassinato.

Ainda segundo a polícia, informações apontam que a vítima estava em cima de uma escada de alumínio trocando uma lâmpada quando o genro desceu do segundo andar de onde estavam e começou a discutir com o sogro, que era mecânico de máquinas. A briga teria teria relação com uma peça de máquina agrícola.

Pessoas que estavam no imóvel, ainda segundo informações obtidas pela polícia, tentaram impedir o desentendimento e acalmar a situação, mas o suspeito teria levado a mão na cintura da calça e tirado a arma de fogo.

Ao perceber a ação, a vítima desceu rapidamente da escada, mas foi surpreendida com dois tiros. O senhor ainda tentou correr da varanda para dentro de casa para se proteger, mas, atingido pelos tiros, acabou caindo na sala, e morreu.

A arma de fogo utilizada no crime foi apreendida com quatro munições intactas e duas deflagradas. Também foi apreendido o veículo utilizado na fuga. O caso foi apresentado na 148ª Delegacia de Polícia, em Italva, que investiga o crime.

O suspeito já foi levado para o presídio em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, onde vai passar por audiência de custódia, momento em que o juiz verifica a legalidade da prisão. Ele ficará à disposição da Justiça.

Fonte: g1

Mulher é acusada por abandonar bebê recém-nascida nos EUA… há 40 anos

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A justiça norte-americana acusou, esta quinta-feira (7), uma mulher que abandonou a filha recém-nascida num parque de Nova Jersey, na Véspera de Natal… em 1984.

O corpo da bebê foi, na época, encontrado por dois rapazes, conforme informou o procurador do condado de Morris, Robert Carrol, citado pela Associated Press. A criança, que estava viva quando foi abandonada, tinha ainda o cordão umbilical e estava enrolada numa toalha, dentro de um saco de plástico. Acabaria, no entanto, por não sobreviver.

Carrol revelou poucos detalhes sobre o caso, afirmando apenas que um grande passo foi dado quando foi feita uma correspondência de DNA entre o bebê e o pai, que tinha, à altura da morte, 19 anos.

Ao que tudo indica, o homem não teria sequer conhecimento do nascimento da criança.

A mulher não está sob custódia, mas está a “ser monitorada”.

Brasileiras presas injustamente na Alemanha têm malas recuperadas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As brasileiras que tiveram as malas trocadas antes de embarcar e foram presas injustamente na Alemanha recuperaram os pertences nesta quinta-feira (7). Kátyna Baía, 44, e Jeanne Paolini, 40, foram acusadas de tráfico internacional de drogas.

Elas foram presas em Frankfurt acusadas de traficar 40 kg de cocaína. Permaneceram detidas durante 38 dias até serem liberadas após a comprovação que eram inocentes.

“É impossível não reviver tudo que aconteceu em cada desdobramento da investigação, mas hoje marca mais um passo para o fim da nossa independência emocional desse trauma”, afirmou Paolini, fazendo uma referência ao Dia da Independência no Brasil, em uma publicação nas redes sociais.

Em outro vídeo, elas falam sobre a importância da devolução dos pertences. “A entrega dos nossos pertences é muito importantes por questões pessoais, profissionais e também emocionais. É um dia de bastante emoção para nós”, diz Baía.

A advogada das brasileira Luna Provazio explicou que, segundo o promotor alemão, o processo só será encerrado quando as autoridades brasileiras enviarem, pelo Ministério da Justiça e das Relações Exteriores, as recentes decisões e mandados de prisão da ação penal que está em andamento em relação à quadrilha responsável pelo tráfico de drogas que atuava no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Entenda o caso

O caso virou alvo da Operação Iraúna, da Polícia Federal em Goiás, que prendeu seis suspeitos de participarem do esquema que muda a identificação de malas para enviar drogas ao exterior.

O método de ação dos narcotraficantes, segundo as autoridades, consiste em retirar aleatoriamente etiquetas de bagagens despachadas e colocá-las em malas contendo drogas. A operação já era de conhecimento da PF, que investigava a quadrilha desde 2019 e há suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo a PF de Goiás, as malas de Kátyna e Jeanne foram conferidas e separadas da esteira, em uma área restrita, por dois funcionários. Eles retiraram a identificação, deixando apenas uma etiqueta com o peso das bagagens.

Na área de bagagens de viagens internacionais, um funcionário colocou as etiquetas das malas de Kátyna e Jeanne nas bagagens com drogas, aproveitando-se de um ponto cego nas câmeras. Todas as malas seguiram no voo para a Alemanha.

Duas mulheres chegaram ao aeroporto e entregaram as malas com cocaína a uma funcionária da Gol em um dos guichês, que admitiu fazer parte do esquema, segundo a TV Globo. A dupla deixou o aeroporto minutos depois.

A funcionária, segundo a emissora, é a pessoa que enviou as malas com droga para a área das bagagens. Procurada pela Folha, a companhia aérea disse que está à disposição das autoridades e que vai esperar a conclusão da investigação.

As malas com droga entraram na seção de bagagens de embarque doméstico, para evitar a fiscalização com raio X. De acordo com a PF, os itens foram, em seguida, desviados em um veículo para o terminal de voos internacionais.

As brasileiras foram presas em 5 de março, no aeroporto de Frankfurt, antes de terem contato com as bagagens.

No total, seis pessoas foram presas. Todas, segundo o delegado Bruno Gama, responsável na Polícia Federal de Goiás pela investigação, são de uma empresa terceirizada do aeroporto de Guarulhos (SP).

A GRU Airport, que administra o aeroporto de Guarulhos, disse que a responsabilidade das bagagens, do guichê à aeronave, é das companhias aéreas. Afirmou ainda que a informação sobre os funcionários presos, que segundo a PF eram terceirizados de Guarulhos, cabia à Polícia Federal.

A Latam, companhia responsável pelo voo de Kátyna e Jeanne, disse que acompanha o caso e colabora com as investigações.

Polícia diz saber em qual área está o brasileiro que escalou parede para fugir de prisão

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A polícia da Pensilvânia afirmou na tarde desta quinta-feira (7) que autoridades acreditam saber em qual área está o brasileiro Danilo Souza Cavalcante, 34, que fugiu de uma prisão do estado americano na semana passada.

Ele foi condenado a pena perpétua por matar a facadas a ex-namorada, Deborah Evangelista Brandão, em abril de 2021. Há uma recompensa de US$ 20 mil (R$ 100 mil) oferecida por informações que levem à captura do brasileiro –o valor subiu nesta quinta-feira (7), antes era de US$ 10 mil.

Em uma publicação no X, antigo Twitter, a polícia da Pensilvânia afirma que Cavalcante ainda está no perímetro das roas 926 e 52, das rodovias Hillendale e Creek. Este é o oitavo dia de buscas do brasileiro.

Nesta quarta-feira (6), o diretor interino do presídio Howard Holland informou que o brasileiro escalou parede e fugiu pelo telhado de prisão. Ele estava em um pátio de exercícios, junto com outros presos do bloco, às 8h30 de quinta (31).

Às 8h51, ele conseguiu escalar uma parede. A cena foi registrada em vídeo, mas no momento em que ocorreu o movimento não foi percebido.

Depois de subir a parede, ele passou por uma barreira de arame farpado e chegou ao telhado, onde correu até chegar a uma outra cerca. Depois de escalá-la, ele conseguiu passar por mais uma barreira de arame farpado e fugir da prisão.

O método é semelhante ao adotado por outro detento que escapou da prisão em maio. Na ocasião, no entanto, um vigia em uma torre responsável pela supervisão do pátio viu o fugitivo e já acionou o alerta, levando à sua recaptura em cinco minutos.

No caso de Cavalcante, no entanto, o vigia não reportou a fuga, apesar de estar na torre de segurança no momento. Ele foi colocado em licença administrativa. A fuga ainda está sendo investigada.

O brasileiro é réu em uma outra acusação de homicídio no Brasil. Centenas de policiais participam das buscas, assim como helicópteros, drones e cães. O clima quente e úmido, no entanto, é um complicador para a operação, e nesta terça um cachorro precisou ser hospitalizado em razão do calor.

Segundo o tenente-coronel da Polícia Estadual da Pensilvânia George Bivens, Cavalcante foi avistado por um morador da região na noite desta terça nas proximidades de uma rodovia chamada Chandler. Com isso, o perímetro de buscas foi ampliado mais a leste.

Nas imagens registradas por câmeras de segurança, é possível ver que Cavalcante conseguiu roupas e alguns suprimentos. Especula-se que ele esteja roubando de casas da região. Dois arrombamentos já foram denunciados desde que o brasileiro fugiu da prisão e estão sob investigação.

Sob censura, surto de meningite foi um dos primeiros desafios do PNI

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A organização do Programa Nacional de Imunizações (PNI) dava seus primeiros passos após sua criação, em 1973, quando o Brasil enfrentou uma de suas mais graves crises de saúde pública do século 20, a epidemia de meningite meningocócica, com 67 mil casos entre 1971 e 1976, sendo 40 mil apenas no estado de São Paulo. Doença grave e imunoprevenível, a meningite bacteriana pode causar infecções generalizadas, as meningococcemias, que têm alta letalidade e deixam sequelas permanentes como amputações de membros.

Hoje integrante da Comissão Permanente de Assessoramento em Imunizações do Estado de São Paulo, Guido Levi já era médico na época e lembra que a doença provocou cenas difíceis de esquecer.

“Foi uma época terrível. O Hospital Emílio Ribas, que era o principal hospital de isolamento em São Paulo, chegou a ter crianças internadas no pátio. Um hospital que normalmente tinha 180, 200 leitos ocupados, chegou a ter mais de mil crianças. Como não cabiam mais nas enfermarias, ficaram no estacionamento, no pátio. Felizmente, isso foi controlado. Hoje, temos um controle dessa doença com a vacinação.”

A situação se agravou com a censura da ditadura militar, que tentou abafar a gravidade da epidemia e só começou a agir quando não havia mais como controlá-la.

“Em determinado momento não deu mais para ocultar, porque a coisa foi explosiva. Mas se tentou ocultar. Isso ocorreu historicamente com muitas doenças, desde a antiguidade. Hoje, felizmente, a população está informada da existência da vacina e o número de casos caiu demais”, conta Levi.

Pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz e presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), o historiador Carlos Fidelis Ponte classifica como autoritária, criminosa e burra a tentativa de censura por parte da ditadura militar a uma doença que precisava ser contida por medidas preventivas.

“Era uma época em que se falava do Brasil grande, Brasil potência, do Brasil do futuro, desenvolvido. E o Geisel ainda tinha força, não estava na mesma crise que o Figueiredo. Então, eles procuraram censurar a existência de uma epidemia em São Paulo. Essa foi a coisa mais burra que existiu, porque, quando você censura, você censura inclusive para a máquina estatal. A máquina que deveria combater também não sabe da existência. E a população não se prepara. Isso faz com que a doença tenha campo livre, aumente o número de casos e o raio de ação. Foi uma tentativa autoritária, burra e criminosa, porque fez com que a doença se expandisse mais rapidamente e atingisse um número maior de pessoas.”

Naquela época, o Brasil não produzia a vacina contra a doença, e, quando não foi possível mais esconder a epidemia, foi preciso comprar às pressas não um número de doses para conter a expansão de casos em São Paulo, mas uma quantidade que pudesse enfrentar um surto já de proporções nacionais.

“O Brasil precisou importar uma quantidade de vacinas que não existia em produção no mundo. Os franceses precisaram construir uma nova fábrica para atender à demanda do Brasil.”

O economista Vinícius da Fonseca, na época na Secretaria de Planejamento (Seplan), conseguiu nessa negociação com o Instituto Pasteur, na França, a inclusão da transferência de tecnologia da vacina contra o meningococo. Foi a partir disso que, em 1976, foi criado o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), com Fonseca na presidência da Fiocruz, para incorporar e nacionalizar tecnologias existentes no mundo em prol do PNI e, futuramente, do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, o Programa Nacional de Imunizações completa 50 anos.

“Ele é o primeiro a usar o poder de compra do Estado para gerar emprego, desenvolvimento científico e reduzir a dependência. Isso inaugurou uma estratégia política que alimentou Bio-Manguinhos durante anos e alimenta até hoje”, destaca o historiador.

A produção nacional começou a chegar aos brasileiros em 1977, ano em que os casos se normalizaram, em parte pela vacinação e em parte pelo grande número de infectados pela bactéria. Hoje, a meningite meningocócica é considerada uma doença controlada pela vacinação.

Disponível no PNI, a vacina meningocócica C conjugada deve ser administrada com duas doses, aos 3 e aos 5 meses de idade, e requer ainda uma dose de reforço aos 12 meses. O Sistema Único de Saúde oferece ainda a vacina meningocócica ACWY a adolescentes de 11 a 14 anos de idade.

O Brasil teve uma queda expressiva no número de casos da doença desde que adotou a vacina no SUS, em 2010. A queda da cobertura nos últimos anos, porém, traz um alerta, porque a doença não parou de circular.

A meningite é uma doença causada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, o que se dá por meio da infecção causada principalmente por vírus ou bactérias.

Ao todo, o SUS oferece sete vacinas contra a meningite, que é considerada uma doença endêmica no país. Isso significa que são esperados casos ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. Segundo o Ministério da Saúde, a ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono e no inverno, e a das virais, na primavera e no verão.

A bactéria meningococo C é considerada agressiva e pode levar à morte em menos de 24 horas, mesmo quando diagnosticada e tratada. Nesses casos mais agudos, a infecção pode ir para o sangue e se tornar generalizada, causando a chamada meningococcemia.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, explica que a meningite meningocócica está entre as mais graves, por ser uma doença que chega a causar a morte de 20% dos pacientes e a deixar um em cada cinco com sequelas importantes, como amputações de braços e pernas e danos neurológicos irreversíveis.

“As meningites por bactérias são as mais graves, e as duas bactérias que mais causam são o meningococo e o pneumococo. A meningocócica é a mais comum no país, mas, nesse um ano após a pior fase da pandemia, a gente está vendo aumentar a pneumocócica”, alertou. “É uma doença muito grave, que, quando não mata, pode deixar sequelas para o resto da vida.”

Isabela Ballalai ressalta que a vacinação de bebês contra a meningite não pode ser deixada para depois, porque a imunização é programada para o primeiro ano de vida justamente por ser o momento de maior vulnerabilidade.

“A doença meningocócica acontece em qualquer idade, mas a incidência em crianças menores de 2 anos é muito mais alta que em adultos. E, proporcionalmente, há mais casos em crianças menores de 1 ano”, alerta ela. “As pessoas não deixam de se vacinar porque receberam fake news, elas deixam de se vacinar porque não perceberam o risco da doença. Elas acabam protelando, e isso leva a baixas coberturas.”

A vacinação contra a meningite deve começar ao nascer, com a vacina BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, o que inclui a meningite tuberculosa.

A vacina pentavalente, prescrita para 2, 4 e 6 meses de idade, previne contra a meningite causada pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, além de difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

Aos 2 meses de idade, os bebês também devem tomar a primeira dose da pneumocócica 10-valente, que requer ainda uma dose aos 4 meses de idade e um reforço ao completar o primeiro ano de vida. Essa vacina protege contra a meningite pneumocócica e contra pneumonias.

A vacina meningocócica C conjugada, que protege contra o sorotipo C do meningococo, deve ser aplicada aos 3, 5 e 12 meses idade. Nesse caso, a prevenção é contra a meningite meningocócica.

Já a meningocócica ACWY, contra o mesmo tipo de meningite, protege contra os sorotipos A, C, W e Y, e é recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos de idade. A vacinação com a ACWY no país está em situação ainda pior que a da meningocócica C, com cobertura de apenas 57% em 2022, segundo o Ministério da Saúde.

A vacina pneumocócica 23-valente não faz parte do calendário infantil e é recomendada pelo Ministério da Saúde para toda a população indígena acima de 5 anos de idade e para a população com mais de 60 anos de idade abrigada em instituições de acolhimento.

A vacina pneumocócica 13-valente é aplicada apenas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), e seu uso é recomendado para indivíduos com ao menos 5 anos de idade que vivem com HIV, pacientes oncológicos, transplantados de órgãos sólidos e transplantados de medula óssea.

Doença grave e imunoprevenível, a meningite bacteriana pode causar infecções generalizadas, as menin… 

72% dos brasileiros estão estressados no trabalho, revela pesquisa

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A saúde mental dos brasileiros vem desde a pandemia ganhando o noticiário. Além do país estar no topo do ranking da ansiedade e em segundo lugar em casos de depressão, o Brasil é o segundo país com a força de trabalho mais estressada.

De acordo com estudos mais recentes da ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil), a principal instituição mundial que estuda o stress, 72% dos brasileiros estão estressados no trabalho, evidenciando um cenário preocupante em relação à saúde mental dos trabalhadores do país.

A presidente da ISMA-BR, Dra. Ana Maria Rossi, enfatiza que o estresse não é necessariamente algo negativo, pois é uma resposta natural do organismo humano. No entanto, é fundamental compreender a distinção entre o estresse positivo e o negativo, buscando formas conscientes de gerenciá-lo de maneira eficaz.

“Não podemos dizer que o estresse é algo ruim e a ser combatido, ele é natural no próprio organismo do ser humano. O que precisamos entender é que existe o positivo e negativo e que há formas conscientes de gerenciar melhor o stress”, explicou Ana Maria.

Além disso, a pesquisa também revelou que 32% dos brasileiros estão sofrendo da síndrome de burnout, um esgotamento profissional que pode levar a problemas de saúde mental mais graves e até mesmo ao suicídio em casos extremos. Para André Bendl, psiquiatra, o gerenciamento do stress é fundamental para promover a vida. “O gerenciamento do streee no cotidiano de nossas vidas é uma das maiores habilidades socioemocionais que podemos estimular que seja desenvolvida, desde criança nas escolas e nos ambientes de trabalho. É fundamental que esse gerenciamento mostre o quanto a percepção do stress nos afeta e o quanto podemos manejar para que de forma resiliente possamos ter uma qualidade vida em saúde otimizada. Ao mesmo também devemos compreender o comportamento suicida como complexo e multifatorial, onde, nos diversos modelos já elaborados para compreensão do mesmo, o eixo hipófise-hipotálamo-adrenal (eixo do estresse) faz parte da sua compreensão, mas jamais como única compreensão de um fenômeno complexo. Como parte do manejo clinico e psiquiátrico dos pacientes em crise suicida, o gerenciamento do estresse e de seus estressores é fundamental para auxiliar uma pessoa a sair da crise suicida, bem como, seguir de forma resiliente seu cuidado”, reforça o especialista. 

Segundo a presidente da entidade no Brasil, diante dessas estatísticas alarmantes, é evidente que medidas de conscientização, apoio e intervenção são necessárias para abordar esse cenário preocupante. 

“A busca por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a promoção de práticas de autocuidado e a criação de ambientes de trabalho que valorizem o bem-estar dos funcionários são passos cruciais para combater os níveis excessivos de estresse e suas consequências prejudiciais”, enfatizou.

Dados da ISMA-BR apontam que a força de trabalho no país é a segunda mais estressada do mundo 

Defesa nacional terá R$ 52,8 bilhões para equipamentos e tecnologias

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Projetos de defesa nacional e monitoramento das fronteiras vão receber R$ 52,8 bilhões nos próximos anos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Desse total, R$ 27,8 bilhões serão alocados até 2026 e outros R$ 25 bilhões depois desse período. 

Os investimentos do PAC serão direcionados a equipamentos aéreos, navais e terrestres, como aeronaves cargueiro, caças Gripen, helicópteros leves e de médio porte, construção de submarinos e navios-patrulha, viaturas blindadas, e implantação de sistemas de controle de faixa de fronteira. Segundo o Ministério da Defesa, atualmente, o setor representa cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera 2,9 milhões de empregos, diretos e indiretos.

O valor total destinado ao Eixo Defesa é considerado adequado pelo professor José Luis da Costa Oreiro, do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, é importante que o Brasil invista em equipamentos. “As Forças Armadas brasileiras são muito mal equipadas. Esse investimento é importante não só para a garantia da soberania territorial brasileira e profissionalização do Exército, mas também para que a gente possa desenvolver uma tecnologia na indústria da defesa, que vai gerar bons empregos”, avalia. 

O Exército terá R$ 12,4 bilhões para ações de pesquisa, desenvolvimento e aquisição de equipamentos. Uma das frentes é a compra de 714 viaturas blindadas sobre rodas e sobre lagartas com sistemas de armas e comunicações. Também está prevista a compra de 10 helicópteros de emprego geral e nove veículos aéreos não tripulados, além da modernização de seis helicópteros Pantera. 

Os recursos também vão servir para o desenvolvimento do Programa Estratégico Astros, que promove pesquisa, desenvolvimento e implantação de uma unidade de mísseis táticos de cruzeiro de longo alcance. 

Para a Marinha, os recursos previstos para seis projetos são de R$ 20,6 bilhões. 

Entre eles está a construção do primeiro submarino nuclear do país, previsto para estar concluído em 2029, além da construção do estaleiro e da base naval para esse submarino. Outros três submarinos convencionais de propulsão diesel-elétrica também estão previstos 

Para Oreiro, ter um submarino movido a propulsão nuclear é importante para a defesa do Brasil. “Somos um país que tem uma enorme plataforma continental e o Brasil precisa ter uma arma de capacidade de dissuasão. Essa é a grande vantagem do submarino nuclear, ele pode ficar submerso por meses a fio e isso dá um potencial de dissuasão contra ameaça de qualquer inimigo externo”, diz.  

Também está prevista a continuação das obras do Complexo Naval de Itaguaí (RJ) e a construção de 11 navios e quatro fragatas, que serão usados em ações de inspeção naval e fiscalização e para a proteção do tráfego marítimo. 

As ações para a Aeronáutica terão R$ 17,bilhões. Entre elas está a aquisição e produção de 34 aeronaves de caça multiemprego (F-39 Gripen NG), para ampliar a capacidade da FAB nas tarefas de controle aeroespacial, interdição, inteligência, reconhecimento e proteção da força. Em maio deste ano, foi inaugurada a linha de produção da aeronave Gripen na fábrica da Embraer, na cidade de Gavião Peixoto, interior de São Paulo. 

Outras nove aeronaves tipo cargueiro estão no orçamento. O objetivo é a realização de missões de transporte aéreo logístico em território nacional ou global, reabastecimento, evacuação aeromédica e combate a incêndio em voo. 

Também estão previstos no PAC R$ 2,4 bilhões para projetos do Estado-Maior, como a compra de helicópteros leves e de médio porte, que servirão para missões de treinamento, e operações em ambientes marítimos na Marinha.

Segundo o professor Oreiro, além da importância do ponto de vista do desenvolvimento econômico, o investimento na Defesa é fundamental para a soberania nacional, especialmente no momento global atual. “Em um contexto de transição geopolítica e de muita instabilidade como estamos vendo, com o acirramento da rivalidade entre China e Estados Unidos, é bom o Brasil ter o mínimo de capacidade de autodefesa, coisa que no momento não temos”. 

Desse total, R$ 27,8 bilhões serão alocados até 2026 

Cadela foge de casa e é encontrada assistindo a show dos Metallica

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Os animais são protagonistas das melhores histórias e, neste caso, não é exceção. Uma cadela conseguiu fugir de casa, sozinha, e foi encontrada, sentada, no show dos Metallica, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A banda de heavy metal compartilhou uma imagem do animal assistindo ao espetáculo ao lado do restante público e, como seria de esperar, a fotografia tornou-se viral nas redes sociais.

“Já deve ter ouvido falar que um fã de quatro patas se juntou a nós na tour M72LA! Apesar de relatos em contrário, a nossa amiga Storm fugiu da sua casa perto do SoFi Stadium e foi sozinha para o show”, pode ler-se numa publicação da banda na rede social X (antigo Twitter).

Na fotografia, é possível ver dois homens, aparentemente membros da segurança, que deram conta da presença da cadela e ficaram a vigiando até a retirarem para um local seguro.

Na mesma publicação, a banda revela que Storm acabou por ser entregue de volta aos donos.

“Depois de uma noite inteira vendo o show com a sua #MetallicaFamily, Storm reuniu-se em segurança com a sua família real no dia seguinte. Ela divertiu-se a ouvir as suas músicas favoritas, incluindo ‘Barx Æterna’, ‘Master of Puppies’ e ‘The Mailman That Never Comes’. Caso esteja se perguntando, não, definitivamente não deve levar os seus amigos peludos para a tour mundial do M72. Mas, com certeza, [Storm] teve um ótimo dia”, concluiu a nota dos Metallica.

You might have heard we had a four-legged fan join us for #M72LA! Despite reports to the contrary, our friend Storm snuck out of her home adjacent to @SoFiStadium and made her way to the gig all by herself.

After a full night taking in the show with her #MetallicaFamily, Storm… pic.twitter.com/d0wtFQ6q4w

— Metallica (@Metallica) August 31, 2023

 

Número de mortos pela chuva no Sul sobe para 40

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O total de mortes confirmadas em decorrência das fortes chuvas no Rio Grande do Sul chegou a 39 nesta quinta-feira (7), segundo a Defesa Civil do estado. Com a morte registrada na segunda (4) em Santa Catarina, subiu para 40 o número de óbitos da tragédia no Sul do país, intensificada pela passagem de um ciclone extratropical sobre o Atlântico.

São 79 municípios gaúchos com registros de destruição. Há 2.504 desabrigados e 3.575 desalojados. Há nove pessoas desaparecidas e o governo gaúcho estima em 57 mil afetados no total no estado.

Muçum, no Vale do Taquari -região composta por 40 municípios-, foi a cidade mais devastada pela enxurrada. Lá, foram identificados 14 corpos e há ainda nove desaparecidos. O restante das mortes ocorreram em Roca Sales (9), Cruzeiro do Sul (4), Lajeado (3), Estrela (2), Ibiraiaras (2), Passo Fundo (1), Mato Castelhano (1), Encantado (1), Imigrante (1) e Santa Tereza (1).

“Lamentamos cada vida perdida e estamos trabalhando para fazer todos os resgates possíveis nas regiões mais atingidas. Milhares de pessoas já foram salvas por nossas equipes”, escreveu o governador Eduardo Leite (PSDB) em uma rede social. Ele acompanha os resgates na região, protagonizados por nove aeronaves.

Leite sobrevoou nesta quarta-feira (6) as áreas regiões mais afetadas pelas enchentes junto de representantes do governo federal. Ele decolou de Caxias do Sul com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, e o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiram alertas para mais tempestades e inundações no estado nesta quinta.

Para o sul e no oeste do estado, pode chover até 100 mm com risco de granizo e são esperadas rajadas de vento de até 100 km/h. Nas demais regiões, o volume pode chegar a 50 mm por dia e os ventos serão de até 60 km/h.

São 79 municípios gaúchos com registros de destruição no RS 

Homem é preso por abusar de duas crianças em elevador de prédio

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Um homem de 52 anos foi preso como suposto autor de um crime de agressão sexual contra duas jovens menores de idade, dentro do elevador do seu prédio, localizado em Logroño, em Espanha.

O caso ocorreu em um momento em que os menores estavam no piso térreo à espera do elevador. Quando iam entrar, surgiu o homem, afirmando que morava no quarto andar, começa relatando o jornal El Mundo. Enquanto o elevador subia, o homem iniciou uma conversa com as menores e aproximou-se de uma delas, tocando-lhe nas partes íntimas por fora da roupa.

A jovem o empurrou e o homem voltou ao ataque. Os menores conseguiram fugir assim que o elevador chegou ao segundo andar, tendo o suspeito gesticulado para que permanecessem em silêncio.

Após a denúncia, agentes da Unidade de Família e Mulher da Sede Superior de La Rioja iniciaram uma investigação para identificar o autor do crime.

O homem foi visto por uma das vítimas novamente e deu o alerta às autoridades, que conseguiram detê-lo.

O suspeito, natural da Colômbia e residente na cidade espanhola de Logroño, tem antecedentes por crimes da mesma natureza e encontrava-se no país em situação irregular.

México terá duas mulheres como principais candidatas à Presidência pela 1ª vez

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A menos de um ano das eleições presidenciais que definirão o próximo líder do México, o Morena, partido governista, anunciou na noite desta quarta (6) que Claudia Sheinbaum, ex-chefe de governo da Cidade do México, será sua candidata à Presidência. Não surpreendeu.

O nome de Sheinbaum, 61, apareceu repetidamente na liderança de pesquisas de intenção de voto, o que a conduziu direto ao favoritismo. Afinal, o partido de Andrés Manuel López Obrador -ou AMLO, acrônimo pelo qual o presidente mexicano é conhecido– definiu sua candidata por meio de pesquisa conduzida entre a população.

Pelos resultados agora anunciados, a ex-chefe de governo da capital -cargo similar ao de governadora–, que deixou o posto em junho para disputar as internas do partido, venceu todas as cinco pesquisas feitas por diferentes institutos privados com porcentagens acima de 30%.

Ela foi seguida pelo ex-chanceler Marcelo Ebrard, que também renunciou a seu cargo no governo para concorrer à vaga, sempre com números em torno de 25%. Votaram apenas 12.500 cidadãos.

Durante a tarde, Ebrard pediu que o partido refizesse a votação. Em vídeo na plataforma X, antigo Twitter, ele alegou que sua equipe foi impedida de entrar no prédio onde ocorria a contagem dos votos em papel. “Houve graves inconsistências em todo o processo”, afirmou. O ex-ministro não esteve presente durante o anúncio dos resultados.

Como o calendário eleitoral local ainda não permite que as legendas conduzam eleições internas, o Morena, num eufemismo, diz que com esse processo elegeu sua coordenadora da “Quarta Transformação”, ou “4T”, nome com o qual foi batizada a agenda política de AMLO.

Na prática, como é de amplo conhecimento no país, a pesquisa apontou aquela que vai concorrer na eleição presidencial de 2 de junho de 2024 pelo Morena. López Obrador não pode concorrer à reeleição.

A escolha de Sheinbaum abre o caminho para que, pela primeira vez, o México tenha uma mulher no Palácio Nacional. Isso porque, se tiver habilidade para herdar o capital político de AMLO, um populista de esquerda, a líder da Cidade do México gozará de chances expressivas.

Segundo pesquisa realizada com 1.200 mexicanos maiores de 18 anos no final de agosto pelo instituto Enkoll, o presidente é aprovado por 76%. Outros 21% dizem desaprová-lo, e 3% disseram não saber opinar.

O cenário confortável nas pesquisas acompanha AMLO desde o início de seu mandato. Ele é aprovado de forma expressiva por homens (80%) e por mulheres (72%) e entre diferentes faixas etárias. Entre aqueles de 18 a 24 anos, por exemplo, 82% gostam de sua gestão à frente do país, cifra similar ao dos que tem 65 anos ou mais –83%.

O Morena também desfruta de amplo apoio. A pesquisa mostrou que 51% diziam se identificar com a sigla governista, reservando a outros partidos históricos, como o Pan (Partido de Ação Nacional) e o PRI (Partido Revolucionário Institucional), meros 12% cada.

A possibilidade de uma mulher presidente cresce tendo em vista o nome escolhido pela frente ampla de oposição para disputar o pleito: a senadora indígena Xóchitl Gálvez, anunciada no último domingo (3) pelo grupo de partidos opositores que buscam desbancar o Morena.

Durante o evento desta quarta-feira, o presidente nacional do Morena, Mario Delgado, disse que com esse método seu partido mostrou uma “legitimidade que nenhum outro conseguiu na história moderna” do país. E distribuiu críticas à frente ampla opositora: “Fizeram um processo opaco, com negociações de alto escalão nos quais a cidadania foi usada. São os mesmos de sempre usando as práticas de sempre”.

Aqueles que disputaram a vaga para concorrer à Presidência pelo Morena ficaram conhecidos como “corcholatas”. O termo em espanhol significa tampa de garrafa e foi adotado pelo presidente, um populista de esquerda, para se referir a seu possível sucessor.

Sheinbaum, primeira mulher a liderar a capital, era a mais próxima de AMLO. De perfil acadêmico, ela estudou física na Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), onde também fez mestrado e doutorado e deu aulas. Ali começou sua militância estudantil.
Ela foi secretária de Meio Ambiente da capital quando AMLO era chefe de governo, no início dos anos 2000. Depois, foi eleita em 2015 prefeita de Tlalpan, região de 670 mil habitantes. Até que se afastou do cargo, em 2018, para assumir a liderança da capital do país.

O destino do ex-chanceler Marcelo Ebrard, que agora dispara críticas contra seu partido, é incerto. Ainda que ele negue, há a possibilidade, ventilada na imprensa local, de que Ebrard migre para o centro-esquerdista Movimiento Ciudadano para disputar a Presidência.
Nesse cenário, aumentariam os desafios de Xóchitl Gálvez, que não seria a única a aglutinar os votos dos descontentes com o governo de AMLO. No pontapé inicial de sua campanha, ela tem pedido que a apoiem todos aqueles “decepcionados” com López Obrador.

Para historiadoras, 7/9 é dia de reflexão sobre história do Brasil

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Em 2023, o Brasil completa 201 anos da Independência, comemorada no dia 7 de setembro. A data, de acordo com historiadoras entrevistadas pela Agência Brasil, é um momento de reflexão sobre a história do país e sobre quem ainda segue excluído dessa história e o que é preciso fazer para reduzir as desigualdades. Depois de dois séculos, é possível dizer que o Brasil é independente? Como devem ser as comemorações dessa data para que sejam mais plurais e diversas? 

“É uma revisitação contundente que precisa ser feita. Durante muito tempo, a perspectiva crítica ficava circunscrita a uma crítica, por exemplo à figura de Dom Pedro I, ao fato de ele passar mal ou não. Isso é o de menos. Falar só sobre Dom Pedro não resolve o problema da independência do Brasil de uma perspectiva mais crítica”, diz a historiadora Ynaê Lopes dos Santos, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Essa história é contada no livro 1822, de Laurentino Gomes. Dom Pedro I estaria com dor de barriga devido, possivelmente, à ingestão de água contaminada ou algum alimento estragado. O grito da independência às margens do Ipiranga, que inclusive é narrado no hino nacional brasileiro, teria sido apenas simbólico. 

“É preciso entender os outros sujeitos que participaram. Mulheres que lutaram nos campos de batalha nos diferentes lugares do Brasil, como as sociedades indígenas na sua diversidade se articularam ou não ao processo de independência, a participação da população negra. É preciso tomar a independência pelo que ela foi, um processo polifônico”, acrescenta Lopes. 

Segundo a historiadora e professora Marize Guarani, uma das fundadoras da Associação Indígena Aldeia Maracanã, o 7 de setembro com a constituição de um país é, na verdade, para os indígenas, a consolidação de um processo de exclusão, silenciamento e genocídio, que vinha desde 1.500, com a chegada dos portugueses. Esse processo continua, segundo a historiadora, até os dias de hoje. 

“Todo esse período vai ter uma negação dos povos indígenas, vai-se construindo uma narrativa de que nós não temos nada para oferecer, de que a gente não gosta de trabalho, de que é muita terra para pouco índio. Quando se fala do povo indígena fala-se que é selvagem, mas selvagem só quer dizer aquele que vive na selva. E nem é mais assim. Hoje, 60% da população indígena vive na cidade, ou seja, foi retirada de seus territórios e continuam sendo sistematicamente retiradas desse território ao longo de todo esse processo de história do Brasil”. 

De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 1.693.535 indígenas no país, o que representa 0,83% do total de habitantes. A estimativa é de que antes da chegada dos portugueses, eram mais de 1,4 mil povos e milhões de habitantes.

Ao longo da história, segundo Marize Guarani, vai-se construindo uma narrativa de que os indígenas são “avessos ao progresso”, e com isso, mais recentemente, na ditadura militar, entre 1964 e 1985, com a interiorização, vai-se expulsando os indígenas de seus territórios. “Sempre uma narrativa que nós éramos a barreira para o progresso, porque olhavam a mata como algo que não era progresso. Mas me diz uma coisa: como você vai conseguir viver num mundo sem as florestas? Floresta é a maior usina de chuva”.

O modo de viver tradicional indígena traz uma oposição ao sistema capitalista no qual estamos inseridos, por isso, esse sistema é tão perseguido, conforme defende Guarani. “A terra era produzida comunalmente, da terra era retirado o seu sustento, de forma comum, comunal. Todos, coletivamente, plantavam, colhiam, produziam coletivamente, não tinha ninguém que era mais do que o outro, não existia ninguém que comia mais do que o outro, e isso continua existindo dentro dos aldeamentos. Eu sempre fico pensando que o estado sempre negou toda forma coletiva, toda forma de produção de pensamento, de religiosidade nossa exatamente porque elas entram em choque com essa sociedade capitalista”,. 

A historiadora Wlamyra Albuquerque, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), explica que as comemorações da Independência fazem parte de uma espécie de ritual para constituir o estado nacional. “Ele precisa ter um corpo administrativo, precisa ter um corpo militar e precisa ter uma história do seu nascimento, precisa ter uma mitologia de constituição do estado nacional. Toda nação liberal nascida nos séculos 18 e 19 constroem um mito sobre sua fundação”.

No entanto, ainda segundo Wlamyra Albuquerque, os desfiles não são a única forma de comemoração. “É importante olhar para as comemorações de 2 de julho, a gente vai ver que existe forma de civismo popular em que essa força bélica, essa força militar, não ocupa a centralidade das comemorações. Eu acho que precisa ser assumido pelo estado brasileiro o plano de celebração desse pertencimento nacional, de celebração da nossa brasilidade, em que essas instituições militares não estejam no centro das festas, e aí é preciso repensar esse formato de 7 de setembro com participação popular, [olhando para as] demandas das populações indígenas, demandas das populações negras e pobres, das populações quilombolas, que elas venham para o centro desse processo de constituição dessa singularidade que é o Brasil”. 

O dia 2 de julho, citado por Wlamyra Albuquerque, é a comemoração da Independência na Bahia. A data marca a expulsão, feita em 1823, das tropas portuguesas que ainda resistiam à independência declarada no ano anterior, em um movimento que contou com a participação popular. Qualquer autoridade lusitana remanescente foi extirpada do poder. A celebração tem um caráter mais popular, por exemplo, que os desfiles militares. 

Outra ação importante na data é o Grito dos Excluídos e Excluídas, manifestação que reúne, desde 1995, movimentos sociais e grupos que não se sentem representados pelos desfiles ou pela história hegemônica da Independência do Brasil. A proposta nasceu em uma reunião de avaliação do processo da 2ª Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O dia 7 de setembro foi escolhido para a realização do Grito com a intenção de fazer um contraponto ao Grito da Independência, proclamado pelo príncipe D. Pedro I, em 1822. 

O Grito dos Excluídos e Excluídas tem como objetivo “levar às ruas e praças, os gritos ocultos e sufocados, silenciosos e silenciados, que emergem dos campos, porões e periferias da sociedade. Trata-se de revelar, à luz do dia e diante da opinião pública, as dores e sofrimentos que governos e autoridades tendem a varrer para debaixo do tapete. Trazer à superfície os males e correntes profundas que atormentam o dia-a-dia da população de baixa renda”, conforme o site do movimento. 

Apesar das críticas, segundo Wlamyra Albuquerque, a data é importante para que seja feita uma reflexão. “Parar para pensar e discutir o que somos para nós mesmos e em relação ao mundo. Essa é uma questão que vai estar sempre aberta: o que é independência? O que é liberdade? O que é uma nação? Essas questões vão estar sempre abertas porque a história é dinâmica e a gente vive uma configuração global muito diferente e inédita do que todos nós conhecemos. As outras gerações não viveram uma sociedade em que a mudança que os blocos políticos econômicos se deem de maneira tão acentuada”, diz. 

 A historiadora Adriana Barreto, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) complementa: “Todas essas celebrações são invenções culturais, elaboradas conscientemente ao longo do tempo”, diz e acrescenta: “O que quero dizer com isso? Que do mesmo modo que essas celebrações são inventadas para atender a certas demandas da sociedade, em uma determinada época, elas também podem ser substituídas e reinventadas caso grande parte da população não se veja mais representada nelas”. 

Perguntadas se somos uma nação independente, as historiadoras divergem. Marize Guarani diz que ainda estamos distantes. Ela ressalta o potencial produtivo e criativo do Brasil e o quanto a nação acaba perdendo quando busca apenas se inserir em uma ordem capitalista que não visa o seu desenvolvimento. “Eu digo que esse processo de invasão e colonização continua até hoje. A gente fala de independência, mas que independência a gente está falando? A gente depende das bolsas de valores mundiais, a gente depende. Querem que o Brasil seja um país de monocultura, destruíram as terras deles e não querem destruir mais, então, destroem a do outro”, diz. 

Já Barreto é categórica, o Brasil é independente: “Claro, totalmente! Inclusive, acredito que assumir essa nossa condição seja um passo crucial para – tal como acontece com as pessoas, individualmente – olharmos sem romantizações o passado. Não podemos virar apressadamente as páginas da história. Porque esse passado, em toda sua complexidade, nos constitui como sociedade e conhecê-lo bem, identificando nomes e ações de pessoas e grupos, é um passo chave para – por meio de responsabilizações – termos a chance de efetivamente construirmos um futuro”.

Depois de dois séculos, é possível dizer que o Brasil é independente? 

Terremoto de magnitude 6,4 atinge o Chile

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Centro Sismológico Nacional da Universidade do Chile informou que um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a costa central do país nesta quarta-feira (6).

De acordo com o Centro Sismológico do país, o tremor ocorreu a 45,7 quilômetros de profundidade.

Não foi emitido alerta para a possibilidade de tsunami, segundo o SHOA (Serviço Hidrográfico e Oceonográfico da Marinha).

A imprensa local noticiou que houve queda de eletricidade nos arredores de Coquimbo, distante mais de 400 km da capital chilena, Santiago.

Até o momento, não há informações de danos ou feridos em decorrência dos tremores.