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Novo ciclone extratropical no Sul deve provocar chuva e vento em SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A formação de um novo ciclone extratropical no oceano, entre o Uruguai e o extremo sul gaúcho, na sexta-feira (18), associado à chegada de uma frente fria, deverá provocar ventos fortes e chuva no fim de semana até em São Paulo, Rio de Janeiro e no Centro-Oeste do país.

“É um ciclone de alta intensidade, mas que vai atingir, principalmente, a faixa litorânea”. afirma Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo.
É a frente fria que virá junto que deverá mudar o tempo na região metropolitana de São Paulo, por exemplo.

Os ciclones extratropicais se formam em áreas onde a pressão do ar fica mais baixa que a do entorno. A circulação do vento impulsiona a umidade a níveis mais elevados da atmosfera, gerando nuvens de chuva.

Uma das consequências do fenômeno meteorológico, explica a especialista, será a agitação do mar ao longo da costa do Sul e em parte da do Sudeste.

Deve chover e ocorrer rajadas de ventos que podem chegar a até até 80 km/h entre o Sul do Brasil e a Costa Verde do Rio de Janeiro, onde ficam os municípios de Paraty e Angra dos Reis, por causa de nuvens muito carregadas.

No sábado (19), porém, a instabilidade, com céu fechado e vento forte, deverá chegar a todo o estado de São Paulo, inclusive, em regiões marcadas por tempo seco dos últimos dias.

A temperatura também deve cair. Segundo previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), se na sexta (18) a previsão é de máxima de até 30ºC, no sábado, não passa de 24º, em média, na cidade de São Paulo, com tendência de pancadas de chuva e trovoadas.

“Serão [chuvas] de moderadas a forte, pois a previsão é de uma frente fria grande”, afirma Pegorim sobre o fim de semana, citando também a possibilidade de queda de granizo em algumas regiões paulistas.

A instabilidade deve continuar no dia seguinte. “Será um domingo diferente para essa época seca do ano”, diz a meteorologista.

Entre junho e julho, ciclones formados na região sul do país provocaram mais de 20 mortes, destruição e queda de energia.

Com rajadas próximas a 100 km/h, voos foram cancelados e aviões tiveram de arremeter nos aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Guarulhos, na região metropolitana, no mês passado.

A chuva do último fim de semana provocou o cancelamento de 80 voos e atraso de outros 124, entre partidas e chegadas no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Homem foragido da justiça é preso em Grussaí

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145ª DP/ Foto: Reprodução Polícia Civil
145ª DP/ Foto: Reprodução Polícia Civil

Nesta terça-feira (15) um homem foragido da justiça, foi preso pela Polícia Militar na Rua das Flores, em Grussaí, em São João da Barra.

Durante patrulhamento, os agentes receberam informações sobre um homem identificado pelas inicias F.T.S de 36 anos, com um mandado de prisão em aberto. Imediatamente, os policiais foram até o local e conseguiram deter o acusado.

O homem foi encaminhado para a 145ª Delegacia de Polícia de SJB, onde permaneceu preso à disposição da justiça.

Homem suspeito de ataque a tiros à DPO na Baixada Campista é preso pela PM

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na noite desta terça-feira (15) foram efetuados dois disparos de arma de fogo em direção ao Destacamento de Baixa Grande. De acordo com a Polícia Militar, após o ataque, foram encaminhados diversos setores ao local e iniciadas buscas ininterruptas a fim de identificar o acusado.

Após informações acerca de autoria, bem como sua localização, os policiais procederam ao endereço informado e conseguiram deter em Santo Amaro, o homem identificado pelas iniciais L.M.S., de 23 anos, acusado de cometer o crime.

Buscas foram realizadas e os agentes conseguiram localizar em sua residência, 01 “garrucha” calibre 38, municiada com duas munições intactas (capacidade máxima da arma), além de 10 munições intactas do mesmo calibre, 02 munições deflagradas e uma motocicleta utilizada no crime.

A motivação do crime seria a repressão aos policiais militares do 8⁰ BPM que estão realizando uma ação contra motocicletas irregulares. O indivíduo é morador local e sentia-se incomodado com as ações de fiscalização, segundo relatam os agentes.

O homem e o material apreendido foram encaminhados para 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado.

Praia na Itália onde Zelenski e Putin teriam casa reúne russos e ucranianos

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BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – Na costa oeste da Itália, o palacete La Datcha, de propriedade do russo Oleg Tinkov, representa a identidade característica da cidade-resort de Forte dei Marmi, frequentado nos últimos anos por celebridades como Silvio Berlusconi e Giorgio Armani, que também têm seu pedaço de chão ali.

O prédio foi construído há cerca de cem anos e conta com quatro andares, bar, spa com piscina, sauna, terraço, uma praia privativa a 30 metros do edifício e carta de vinhos com rótulos como o tinto Pétrus e champagne Dom Pérignon. O empreendimento oferece passeio por cavernas da região, pelas florestas em busca de trufas e de helicóptero, entre outros.

Oleg Tinkov é fundador do Tinkoff, um dos maiores bancos online do mundo, que teria perdido o equivalente a mais de R$ 25 bilhões em março de 2022, após as sanções que se seguiram à invasão russa da Ucrânia, de acordo com a revista Forbes.

Segundo a imprensa local e residentes, Forte dei Marmi é dominada há anos por proprietários russos, muitos dos quais se mudaram de vez para o lugar onde passavam as férias de verão para escapar das consequências do conflito no Leste Europeu. Curiosamente, outro célebre proprietário de terra na cidade seria o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

Elegante e moderna, a mansão fica localizada no bairro de Vittoria Apuana, que não é das mais majestosas de Forte dei Marmi, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times, que visitou o exterior da residência acompanhada de um agente imobiliário local.

Jornais italianos repercutiram boatos de que o até mesmo o presidente russo, Vladimir Putin, teria propriedades no local. Ao Financial Times, o porta-voz do Kremlin chamou a suposição de “absurdo completo”. Nenhum porta-voz de Zelenski respondeu.

A organização fundada por Alexei Nalvani, opositor de Putin, disse em publicação no início de julho que familiares de Ievguêni Prigojin, líder do Grupo Wagner de mercenários, compraram em 2017 uma mansão avaliada em EUR 3,5 milhões em Forte dei Marmi.

De todo modo, grande parte da clientela das grandes villas é russa ou do Leste Europeu. A diária de hotéis custa em média EUR 900, e propriedades cobram valores na casa dos EUR 400 mil pelo aluguel durante o verão. Espaços mais luxuosos, como o La Datcha, de Tinkov, podem ser reservados por EUR 1 milhão por temporada.

Forte dei Marmi é parte de uma faixa de areia de cerca de 20 km de extensão a 300 km a noroeste de Roma, entre as cidades de La Spezia e Livorno, com pouco mais de 6.800 habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística da Itália.

Elena Davsar, nascida em Kiev e criada em Moscou, mora na cidade há sete anos e mantém um blog e uma conta no Instagram em russo dedicada à vida social de Forte dei Marmi desde 2017. Depois do início da Guerra da Ucrânia, ela revisou todas as suas publicações para evitar qualquer possível referência que pudesse ser lida como nacionalismo russo.

“Recentemente, as pessoas querem especificar onde nasceram, não evitam dizer que são russas”, diz Davsar ao Financial Times no restaurante de um hotel da cidade. “Mas aqui em Forte dei Marmi, [ucranianos e russos] nos reunimos para almoçar e jantar. Aqui, vivemos juntos, em paz”, afirma, depois de notar que os clientes de uma grande mesa próxima eram russos.

190 e 193: Telefones da PM e do Corpo de Bombeiros estão inoperantes

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Viatura da Polícia Militar/Foto: ClickCampos

Devido a problemas técnicos da rede de telefonia, os números da Polícia Militar do 8º BPM (190) e do Corpo de Bombeiros do 5º GBM (193) que atendem Campos e região estão inoperantes nesta quarta-feira (16).

As ligações de emergência para solicitação do Corpo de Bombeiros devem ser feitas para o número 022 98831-8131.

Já a PM disponibilizou os números 22-2738-0809 e 22-2223-1177 do disque-denúncia.

Abastecimento de água em Campos será interrompido no próximo domingo

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Águas do Paraíba/Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (16) a concessionária Águas do Paraíba informou que o abastecimento de água em Campos, será interrompido no próximo domingo (20/08), das 5h às 17h, para realização de uma manutenção preventiva na Estação de Tratamento de Água (ETA) Coroa, localizada no bairro do Caju, e intervenções em redes externas.

No entanto, a paralisação não afetará nenhum distrito do município nem as localidades do interior, que dispõem de unidades independentes de captação, tratamento e distribuição de água.

A manutenção visa manter a eficiência dos serviços da concessionária, com vistas ao período de verão, quando há maior consumo de água. A previsão é de que o abastecimento esteja normalizado até a madrugada de segunda-feira (21/08). A concessionária solicita que a população faça uso consciente da água durante esse período.

Equipes da concessionária estarão disponíveis e, caso seja necessário, serão disponibilizados caminhões-pipa para o abastecimento emergencial. Para esclarecimento de dúvidas ou solicitações, os clientes devem entrar em contato pelos canais de relacionamento: WhatsApp: (21) 97211-8064, aplicativo Cliente Águas, site www.aguasdoparaiba.com.br, ou 0800 772 0422.

Agronegócio burro está com os dias contados, diz Stedile na CPI do MST

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma das principais lideranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stedile afirmou nesta terça-feira (15) que o agronegócio está dividido no Brasil hoje e que parcela do setor é burra e só “pensa em lucro fácil”. Segundo Stedile, essa parte do setor está “com os dias contados”.

“Uma parcela do agronegócio ainda vai para o céu, porque eles estão se dando conta que eles podem ganhar dinheiro, podem aumentar produtividade com outras práticas. Agora, aquele agronegócio burro, que só pensa em lucro fácil, esse está com os dias contados”, disse Stedile.

Aliado de longa data do presidente Lula (PT), o líder sem terra participa, na condição de testemunha, de sessão da CPI do MST da Câmara, que investiga o movimento –sua convocação foi aprovada pelo colegiado em junho.

“O agronegócio está dividido: a metade que tem juízo, que estuda, apoiou o Lula e é a parcela representada pelo [ministro da Agricultura, Carlos] Fávaro. A outra parcela do agronegócio que insiste em só ganhar dinheiro é a Aprosoja [Associação Brasileira dos Produtores de Soja], que só pensa em ganhar dinheiro e não tem responsabilidade com o meio ambiente”, continuou Stedile.

Para ele, uma parte já tem consciência de limites e está “migrando para uma outra agricultura, que chamam agora de maneira mais simpática de agricultura regenerativa”.

Desde que foi eleito, o presidente fez gestos numa tentativa de se aproximar de ruralistas, com quem o tem tido uma relação conturbada desde a campanha. Membros do governo têm feito esforços para melhorar a relação com o agronegócio, setor próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um exemplo disso foi o anúncio de Lula, em junho, que o Plano Safra 2023/2024 vai somar R$ 364,22 bilhões para o financiamento da atividade agropecuária de médio e grandes produtores.

Apesar de medidas elogiadas por representantes do setor, Lula tem dado declarações que geram mal-estar com produtores rurais.

Nesta terça, Stedile está acompanhado do criminalista Roberto Podval, que também advoga para o relator da CPI, deputado Ricardo Salles (PL-SP), que foi ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro.

O depoimento do líder do MST desta terça-feira ocorre num momento em que a CPI ameaça ser encerrada depois do esvaziamento promovido pelo governo federal em articulação com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e membros do centrão.

Lira blindou o Planalto e evitou a convocação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, na semana passada.

Stedile foi alvo de três requerimentos aprovados na CPI. Um deles, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), dizia que o líder do movimento deveria prestar esclarecimentos sobre as práticas e ações do MST, “bem como sobre possíveis violações legais decorrentes das invasões de terra e ocupações realizadas pelo movimento”.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, em maio deste ano, Stedile já contava que seria chamado para depor na comissão. Naquele momento, afirmou que iria usar da CPI para “denunciar as invasões das terras indígenas, o trabalho escravo, as invasões de terras quilombolas, o uso abusivo dos agrotóxicos”.

“Mas, de consequência real, não terá nada, porque nós não cometemos crime nenhum, não há fato [para ser investigado]”, disse na época.

Armênia aponta situação ‘à beira da catástrofe’ após bloqueio do Azerbaijão

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BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – A Armênia pede ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que intervenha em Nagorno-Karabakh, um enclave no território do Azerbaijão que abriga maioria étnica armênia, para prevenir crimes de guerra e genocídio diante do que chama de deterioração da situação humanitária na região.

Em carta destinada à Presidência do órgão da ONU, neste mês a cargo dos Estados Unidos, o representante armênio no grupo, Mher Margaryan, afirma que o Azerbaijão bloqueia completamente há meses o corredor de Lachin, única rota da região à Armênia, impedindo assim o transporte de comida, medicamentos, combustível e ajuda humanitária.

Na carta, enviada na última sexta (11), Margaryan diz que as tropas azeris atiram em camponeses em áreas rurais, o que, segundo a carta, dificulta a produção local de alimentos e está deixando crianças e idosos em situação de desnutrição. Também são relatados cortes no fornecimento de energia elétrica e gás –Nagorno-Karabakh é reconhecido internacionalmente como parte do território do Azerbaijão.

O governo azeri nega as acusações de bloqueio e diz controlar a fronteira em Lachin como medida de segurança relativa ao que chama de “abusos” por parte da Armênia. “Os esforços de paz entre Azerbaijão e Armênia se tornaram reféns da política deliberada de tensão e revanchismo armênio e enfrentam sérios desafios”, afirma comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Azerbaijão.

A Armênia novamente tenta instrumentalizar o Conselho de Segurança da ONU para sua campanha de manipulação política, militar e informacional”, segue a pasta em longa nota, na qual o governo de Baku menciona supostos recuos de Ierevan em negociações para facilitar o trânsito de ajuda humanitária na região e ações militares ilegais que o Exército armênio teria feito nas últimas semanas, sem, no entanto, detalhar o que elas seriam e onde teriam ocorrido.

O pleito e os argumentos armênios ganharam um forte aliado no último dia 7. Em relatório, Luis Moreno Ocampo, primeiro promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional e um dos responsáveis pela prisão de generais da ditadura argentina nos anos 1980, afirma que o bloqueio do corredor de Lachin deve ser considerado genocídio.

“Não há crematórios ou ataques a golpes de machete. Inanição é a arma invisível do genocídio. Sem uma imediata e dramática mudança, esse grupo de armênios será destruído em poucas semanas”, afirma Ocampo na introdução do documento de 28 páginas em que lista medidas possíveis, histórico do conflito, eventuais responsáveis e ações de órgãos de Justiça internacionais já tomadas em relação ao tema. O texto, porém, é um parecer independente do jurista, e não há acusação formal.

“É um posto de controle mesmo [o bloqueio em Lachin], com guarita, cancela. Foi construído há alguns meses e eles param todos os veículos vindos da Armênia”, afirma Heitor Loureiro, doutor em História pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e pesquisador associado ao Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (Gepom). “Mas sair, em tese, pode. Esse foi um argumento de Baku nos últimos meses para dizer que a estrada não está fechada.”

Loureiro esteve na região em julho, onde entrevistou pessoas que moravam nas proximidades do corredor de Lachin e agora vivem como refugiadas em Tegh, último vilarejo na Armênia antes da fronteira com o Azerbaijão.

“Em 2020, por conta do genocídio sofrido na Primeira Guerra Mundial sob o Império Otomano, os armênios falaram muito que a ajuda turca ao Azerbaijão -que é um povo túrquico- seria uma continuidade do projeto de extermínio do povo armênio”, afirma Loureiro. Ancara é aliada de Baku no conflito.

Os conflitos em Nagorno-Karabakh remontam ao final dos anos 1980, quando os dois países faziam parte da antiga União Soviética. Na época, Ierevan ocupou faixas de terra perto do território, conhecido como Artsakh pelos armênios.

A região foi retomada pelo Azerbaijão há dois anos, após uma série de ataques que causaram a morte de mais de 5.000 soldados.

Acusações de parte a parte são a regra do conflito que vive um frágil cessar-fogo, mediado pela Rússia em 2020 e violado por confrontos entre tropas armênias e azeris algumas vezes desde então. Em 2022, por exemplo, outra tentativa de diálogo durou poucos minutos e viu as novas hostilidades deixarem mais 99 mortos.

Os líderes dos dois países se reuniram por várias vezes desde o acordo para negociar um tratado de paz permanente, embora as tensões na região nunca tenham chegado a zero. Em entrevistas separadas dadas no fim de julho, o presidente azeri, Ilham Aliyev, e o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, sustentaram que a paz era possível -antes de reafirmar condições até aqui inaceitáveis para ambos.

“Aliyev quer integrar essa população [de Nagorno-Karabakh] a sua dinâmica nacional, e faz um movimento para que essas pessoas, que não reconhecem o Baku como soberana, saiam da região ou se submetam a ela”, afirma Loureiro.

PF cumpre mandado de busca e apreensão contra falso Policial Federal

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Foto: Divulgação PF

Na manhã desta quarta-feira (16), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão, expedido pela 2ª Vara Federal de Niterói, em decorrência de investigação que identificou um homem que se passava por policial federal.

O investigado mantinha em seu celular fotos usando uniforme e distintivo da corporação, além de colete tático e arma de fogo. O falso policial utilizava-se, ainda, de fotos tiradas em frente à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para embasar sua história. Com o uso indevido dos símbolos da Polícia Federal, o criminoso aproveitou-se de terceiros para subtrair dinheiro e até veículo de uma vítima.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais federais apreenderam um celular, algemas, calça tática, coturno, colete tático com símbolo da PF e inscrição “POLÍCIA FEDERAL”, duas camisas com símbolos da PF, coldres, simulacro de arma de fogo, dois rádios comunicadores, além de outros acessórios.

O investigado responderá pelo crime de Falsificação do Selo ou Sinal Público, previsto no art. 296, §1º incs. I e II do Código Penal, cuja pena pode chegar a seis anos de prisão, além de outros que possam surgir no decorrer das investigações.

Foto: Divulgação PF

Pesquisa mostra dificuldade de brasileiros para entender legislação

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Com o objetivo de captar as principais posições sobre liberdade de expressão, incluindo assuntos como os limites previstos na lei, experiências com autocensura, tolerância e regulação das mídias sociais, o Instituto Silvis fez pesquisa ouvindo tanto a perspectiva tanto da população em geral quanto de parlamentares do Congresso Nacional. O levantamento mostrou um desalinhamento entre as percepções dos dois grupos.

Enquanto para 35% da população “defender publicamente que o STF está prejudicando a democracia” é proibido, 37,1% dizem que isso não é proibido (19% responderam que depende e 8,9% não sabem). Entre os congressistas ouvidos, 54,3% acham que não é proibido, 15,2% que é proibido, 22,9% que depende e 7,7% não souberam ou não responderam.

A afirmação “protestar pedindo intervenção militar” é considerada proibida para 42,6% da população em geral, enquanto 38,1% dizem que não é proibido (15,1% responderam que depende e 4,2% não sabem). Já a pesquisa com os congressistas mostrou que 21% acham que não é proibido, 67,6% que é proibido, 5,7% que depende e 5,7% não souberam ou não responderam.

Para 36,3% da população consultada “questionar o sistema eleitoral atual, baseado no voto em urnas eletrônicas” é proibido, com 49% achando que não é proibido (12% responderam que depende e 2,7% não sabem). No Congresso Nacional, 61% acham que não é proibido, 19% que é proibido, 13,3% que depende e 6,7% não souberam ou não responderam.

O estudo tem como objetivo captar as principais posições da população em geral e do Congresso Nacional sobre temas como os limites previstos na lei, experiências com autocensura, tolerância e regulação das mídias sociais. A pesquisa contou com 1.128 entrevistados da população em geral, considerando sexo, idade, escolaridade e região do país. Já entre os parlamentares do Congresso, foram 105 entrevistados, com 93 deputados federais e 12 senadores participantes. As entrevistas foram realizadas entre maio e junho de 2023, por telefone e presencialmente.

Em relação à regulação das redes sociais, 41,7% dos ouvidos entre a população em geral acreditam que tanto as empresas de mídias sociais quanto o Estado deveriam regular conteúdos, 17,1% entendem que somente as empresas deveriam regular conteúdos, 10,4% afirmam que o Estado deveria regular conteúdos e 30,8% sustentam que não deveria haver regulação de conteúdos nas mídias sociais.

Já entre os congressistas escutados, 29,5% acreditam que tanto as empresas de mídias sociais quanto o Estado deveriam regular conteúdos, 21% afirmam que somente as empresas deveriam regular conteúdos, 2,9% entendem que o Estado deveria regular conteúdos, 29,5% acham que não deveria haver regulação de conteúdos nas mídias sociais e 17,1% não souberam ou não responderam.

A pauta de liberdade de expressão é considerada tanto pela população quanto pelos congressistas como sendo de alta prioridade para a democracia. Entre os congressistas, a nota média foi de 4,4, numa escala de 1 a 5, em que 5 é o valor máximo de prioridade. Para a população, a nota média foi de 7,2, numa escala de 0 a 10, em que 10 é o valor máximo de prioridade. 

Outro resultado foi que 55,5% dos entrevistados nunca ou raramente deixaram de expressar suas opiniões em família, e 61,2% nunca ou raramente deixaram de postar algo em mídias sociais por medo de como os outros poderiam reagir.

“Esperamos que os achados dessa pesquisa possam trazer resultados frutíferos para o fortalecimento do valor da liberdade de expressão em nosso país. Para isso, parece necessário enfrentar o desalinhamento conceitual encontrado entre a população e os congressistas com muito diálogo e participação ativa da sociedade civil dos mais diversos espectros”, avalia o diretor-executivo e co-fundador do Instituto Sivis Henrique Zétola.

Santas casas recebem 61% das internações de alta complexidade no SUS

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As santas casas de misericórdia respondem atualmente por 40% das internações de média complexidade e por 61% das internações de alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram apresentados pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia Nacional das Santas Casas de Misericórdia, lembrado nesta terça-feira (15). 

Durante a sessão, Nísia citou o Projeto de Lei 1.435/22, que prevê a revisão periódica, em dezembro, da tabela para remuneração de serviços prestados ao SUS. O texto, em análise na Câmara dos Deputados, exige atualização suficiente para manutenção da qualidade do atendimento e equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. “Reitero aqui o nosso compromisso e a importância que dedicamos ao setor”, disse. 

“Tradição de quase 500 anos de um setor que já foi o único acesso à assistência, à saúde de grande parte dos brasileiros, principalmente antes da vigência do Sistema Único de saúde”, destacou a ministra. “Em muitos lugares, era a presença da santa casa a única forma de acesso”, completou. 

“O Ministério da Saúde não só entende essa centralidade como reitera o seu compromisso com muita seriedade junto ao trabalho de cada um de vocês”, destacou. “Continuarmos esse trabalho em conjunto com o setor, com o Parlamento brasileiro e com o apoio de todo o governo liderado pelo presidente Lula para que o setor tenha condições de sustentabilidade, trabalhando junto propostas de aperfeiçoamento de gestão.” 

Durante a sessão, Nísia citou ainda o que chamou de perdas durante a pandemia de covid-19 e a importância central das santas casas de misericórdia nesse processo. “Meu pai mesmo contraiu covid, felizmente não evoluiu para uma forma grave, e teve sua assistência na Santa Casa de Misericórdia de Santo André (SP), onde reside. Cada um de nós terá uma história pessoal pra falar da importância do setor”.  

“O ministério teve como um dos principais pontos da sua estruturação no governo do presidente Lula retomar a capacidade de coordenação nacional do SUS. E essa coordenação é impossível sem o diálogo e o trabalho conjunto com todos os setores que dão suporte ao nosso Sistema Único de Saúde”, disse. 

“Reitero nosso compromisso em buscar as melhores forma de sustentabilidade e avanço rumo a um SUS resiliente e rumo ao fortalecimento do nosso sistema. As santas casas desempenham função de relevância social e política, sendo responsáveis por oferecer serviços essenciais à população, trabalhando também historicamente no enfrentamento das desigualdades sociais”, concluiu. 

O presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, Mirócles Veras, avaliou o momento atual como de plena transformação da saúde no país, mas delicado particularmente para o setor filantrópico. “No Dia Nacional das Santas Casas, não esperamos misericórdia”, disse.  

“Almejamos o reconhecimento da nossa história, a valorização e a importância de nossa missão. Dessa forma, o que trazemos não são simplesmente pedidos do setor, mas uma verdadeira pauta de compromisso pela saúde do Brasil”, destacou. Segundo Veras, a rede filantrópica conta com 1.804 hospitais espalhados por todo o território nacional e emprega mais de 1 milhão de profissionais. 

“Oferece capilaridade a um país com graves problemas de concentração de recursos assistenciais nos centros mais desenvolvidos. Em quase mais de mil municípios, pequenos e periféricos, o equipamento de saúde filantrópico é a única alternativa de atendimento à população”, concluiu.

Os dados mostram que a rede oferece, ao todo, 175.225 leitos, sendo mais de 20 mil de unidade de terapia intensiva (UTI) ao ano, além de realizar mais de 5 milhões de internações, 1,7 milhão de cirurgias e mais de 220 milhões de atendimentos ambulatoriais. Em 2022, 67% dos procedimentos oncológicos foram realizados em entidades filantrópicas, responsáveis também por 71% dos 6,7 mil transplantes registrados no país.

Polícia apreende armas e munições na zona rural de Campos

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Foto: Divulgação

Agentes do Grupamento de Polícia Ambiental realizaram uma ação na noite de terça-feira (15), na localidade de Ponta Grossa dos Fidalgos, situada na zona rural de Campos. Durante a ação, foram apreendidas armas de grosso calibre, munições e substâncias entorpecentes.

Os agentes em patrulhamento de rotina notaram uma movimentação suspeita envolvendo um grupo de aproximadamente cinco indivíduos. Ao se aproximarem, perceberam que esses homens estavam realizando disparos intensos com fuzis, visando alvos fixos dentro de uma propriedade.

Em resposta à presença das forças de segurança, os criminosos abriram fogo contra as equipes policiais. Não houve feridos durante o confronto. Os suspeitos empreenderam uma fuga precipitada adentrando um denso canavial, evitando assim serem capturados.

Durante a busca na propriedade, os policiais apreenderam um significativo volume de entorpecentes, incluindo 245 pinos de cocaína, 13 pedras de crack, uma porção de maconha, além de itens relacionados ao tráfico de drogas. Além disso, foram confiscadas várias munições de diferentes calibres, tais como 5.56, 38 e 40, bem como armamentos como uma espingarda calibre 20 e um rifle calibre 38.

Todo o material ilícito foi apreendido e encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde foi realizado o registrado da ocorrência.

Fisioterapeuta é suspensa após ‘dançar’ com bebê no bolso do uniforme

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Uma fisioterapeuta foi gravada dançando com um recém-nascido no bolso do uniforme durante uma consulta no Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, Santa Catarina, no Brasil. O momento tornou-se viral e gerou polêmica nas redes sociais.

De acordo com o hospital, a profissional, que foi contratada por uma empresa que presta serviços à instituição, foi suspensa pelo Conselho Regional de Fisioterapia de Santa Catarina na terça-feira (15) e está afastada de funções. Segundo o ‘G1’, ainda foi aberto um processo disciplinar na sequência deste ato.

O Ministério Público de Santa Catarina também instalou um processo sobre o caso, enquanto que o hospital onde ocorreu o caso afirmou que foram tomadas “providências jurídicas” para apurar os fatos “com o maior rigor possível”, visando ainda a identificação de todos os envolvidos nesta polêmica.

Desconhece-se, até ao momento, o estado de saúde do recém-nascido.

Homem atira contra base da PM na Baixada Campista

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Foto: Reprodução

Na noite desta terça-feira (15), a base de Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) da Polícia Militar, localizado na comunidade de Baixa Grande, na região da Baixada Campista foi alvo de um criminoso que realizou um ataque a tiros contra a base.

De acordo com a Polícia Militar, o homem se aproximou da unidade policial e disparou duas vezes, atingindo a porta de vidro da instalação. Durante o ataque, os policiais do DPO estavam em patrulhamento na área, não resultando em feridos. Ainda de acordo com informações da PM, a arma utilizada no ataque foi de baixo calibre.

Em resposta ao ocorrido, a Polícia Militar intensificou a presença policial na região. O caso foi registrado na 134ª Delegacia Policial do Centro.

O comando do 8º Batalhão da Polícia Militar de Campos informou que o homem envolvido no ataque, já foi preso.

Foto: Divulgação Polícia Militar
Foto: Reprodução

 

*Matéria em atualização*

Entenda os 4 processos criminais contra Trump

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Donald Trump tornou-se réu em um processo criminal pela quarta vez nesta segunda (15), desta vez por supostamente interferir nas eleições do estado da Geórgia.

Com isso, o ex-presidente já acumula, no total, 91 acusações contra si -isso sem contar os processos civis, como um por difamação movido pela jornalista E. Jean Carroll, que acusa Trump de tê-la estuprado nos anos 1990, e outro por fraude empresarial.

Nenhuma dessas ações, no entanto, é capaz de tirar o republicano da corrida presidencial -mesmo que seja condenado. Como os Estados Unidos não possuem uma legislação como a Lei da Ficha Limpa, não há nenhum impedimento legal contra a candidatura de um réu, ou mesmo de uma pessoa presa.

A crescente lista de problemas com a Justiça, porém, pode atrapalhar sua campanha, com as datas dos julgamentos se misturando com debates, comícios e votações nas primárias (as eleições internas de cada partido para definir quem será candidato).

O primeiro processo criminal contra Trump fortaleceu o apoio de republicanos a ele -houve por exemplo aumento de doações. Mas à medida que o ex-presidente tornou-se réu de novo e de novo, a mobilização não teve mais o mesmo impacto. Agora, gastos com despesas legais têm inclusive virado um problema.

Trump diz ser inocente em todos os casos, e acusa os procuradores de perseguição política.

1. COMPRA DE SILÊNCIO DE ATRIZ PORNÔ

O que é o caso

Primeiro processo criminal contra um ex-presidente na história dos Estados Unidos, ele afirma que um ex-advogado de Trump (Michael Cohen), sob orientação do empresário, pagou US$ 130 mil à atriz pornô Stormy Daniels para que ela não revelasse durante a campanha de 2016 um suposto caso entre os dois. Esse pagamento teria sido maquiado nos registros oficiais das contas do empresário.

Número de acusações

34, referentes a falsificação de registros empresariais para esconder o pagamento

Quando foi apresentado

Março de 2023

Onde tramita

Justiça estadual (Nova York)

Procurador-chefe

Alvin L. Bragg

Previsão para data do julgamento

Março de 2024

Juiz

Juan Merchan

O que diz Trump

Ele afirma ser inocente

2. DOCUMENTOS SIGILOSOS

O que é o caso

Após deixar a Casa Branca, Trump teria levado consigo, ilegalmente, documentos sigilosos que tratam da segurança nacional dos Estados Unidos. Fotos mostram caixas de papéis empilhadas até em um banheiro do resort Mar-a-Lago, na Flórida. Além do ex-presidente, há mais dois réus nesse caso: Walt Nauta, ajudante de Trump, e o português Carlos De Oliveira, gerente da propriedade.

Número de acusações

40, referentes a retenção intencional de informação de defesa nacional e conspiração para obstrução da Justiça

Quando foi apresentado

Junho de 2023 (ampliado em julho com novas acusações)

Onde tramita

Justiça federal (Flórida)

Procurador-chefe

Jack Smith

Previsão para data do julgamento

Maio de 2024

Juiz

Aileen M. Cannon

O que diz Trump

Ele afirma ser inocente

3. INVASÃO DO CAPITÓLIO EM 6 DE JANEIRO DE 2021

O que é o caso

Derrotado por Joe Biden nas eleições de 2020, Trump afirmou, sem provas, que a eleição foi fraudada, e buscou formas de se manter no poder, desrespeitando o resultado das urnas, afirma a acusação. O ápice desses esforços foi a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando uma multidão de apoiadores do republicano tentou impedir a confirmação da vitória dos democratas. A denúncia fala ainda em mais seis conspiradores, que podem ou não tornar-se réus. É o primeiro referente a crimes que Trump teria cometido enquanto era presidente

Número de acusações

4, referentes a obstrução e tentativa de obstrução de um procedimento oficial, e conspiração para defraudar os Estados Unidos, contra direitos e para obstruir um procedimento oficial

Quando foi apresentado

Agosto de 2023

Onde tramita

Justiça federal (Washington DC)

Procurador-chefe

Jack Smith

Previsão para data do julgamento

Ainda em discussão. A procuradoria pediu que ocorra no início de janeiro; agora é a defesa quem deve sugerir uma data

Juíza

Tanya S. Chutkan

O que diz Trump

Ele afirma ser inocente

4. INTERFERÊNCIA ELEITORAL NA GEÓRGIA

O que é o caso

Trump e aliados teriam se organizado para mudar o resultado da eleição na Geórgia, estado onde o republicano perdeu por uma diferença de apenas 0,02 ponto percentual. Em uma ligação por telefone vazada, ele pede a uma autoridade do estado que “ache” cerca de 12 mil votos -o necessário para reverter o placar no estado. A procuradoria montou seu caso com base em uma legislação usada no combate ao crime organizado conhecida como Rico (“Racketeer Influenced and Corrupt Organizations”). Além de Trump, há outros 18 nomes listados como réus, o que torna o caso mais amplo de todos os quatro

Número de acusações

13 contra Trump (considerando todos os réus, são 41), referentes a associação criminosa, apresentação de documento falso, solicitação para que um oficial público violasse seu juramento, e conspiração para falsificar documentos e fazer declarações falsas, entre outras

Quando foi apresentado

Agosto de 2023

Onde tramita

Justiça estadual (Geórgia)

Procurador-chefe

Fani T. Willis

Previsão para data de julgamento

Não há. É o processo mais recente de todos. Trump e os outros réus ainda precisam se apresentar à Justiça

Juiz

Scott McAfee

O que diz Trump

Ele afirma ser inocente

Justiça aceita denúncia, e brasileiro acusado de matar esposa e filha no Japão vira réu

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça Federal do Paraná aceitou nesta terça (15) a denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra Anderson Robson Barbosa, 34, por duplo homicídio. Ele é acusado de matar com golpes de faca a mulher, Aramaki Manami, 29, e a filha, Lily, 3, em agosto de 2022 em Osaka, no Japão.

Ele está preso na carceragem da Polícia Federal do Paraná desde 14 de julho, após ser encontrado na casa de uma amiga em São Paulo, quase um ano após o crime. A reportagem ainda não localizou a defesa do acusado.

Barbosa foi denunciado pelo “crime de duplo homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio cruel, que dificultou e impossibilitou a defesa das vítimas, e por ter matado a própria filha, menor de 14 anos de idade. Também qualificou o crime o fato de Anderson ter matado sua esposa no contexto de feminicídio, ou seja, de violência doméstica, e com menosprezo à condição de mulher”.

Pela gravidade das acusações e pelo fato de Barbosa ter fugido do Japão e se escondido no Brasil, o órgão pediu a manutenção de sua prisão preventiva. “O MPF também requer a oitiva de testemunhas e peritos para fins de produção de todas as provas admitidas e a consequente condenação de Anderson Barbosa”, destaca comunicado divulgado pelo órgão.

Após ouvir as autoridades japonesas envolvidas no caso, o MPF descreveu na acusação como se deu o duplo homicídio.

De acordo com o documento, “na manhã do crime, o denunciado, em pleno café da manhã, matou sua esposa com diversos e violentos golpes de faca em várias partes do corpo, diante da filha única do casal. Logo em seguida, para assegurar a impunidade do crime com sua fuga do Japão para se esconder no Brasil, matou de forma brutal a própria filha, também com golpes de faca”.

“Após cometer os crimes, o acusado trancou o local e, em posse do celular da esposa, enviou mensagens para a mãe dela fingindo ser a vítima e falando que não fosse ao apartamento, com a intenção de ganhar tempo para fugir do Japão. Dois dias depois embarcou em avião no Aeroporto Internacional de Narita, em Tóquio, com destino ao Brasil”, acrescenta.

De acordo com as investigações da polícia japonesa, a motivação dos crimes teria sido o desejo da esposa de terminar o relacionamento por causa do comportamento abusivo e violento do acusado. Barbosa, por sua vez, temia, com o fim do casamento, perder o visto de permanência no Japão, onde estava havia mais de nove anos.

Piloto se sente mal em voo para Chile e morre após parada de emergência

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Um piloto que se sentiu mal durante um voo da Latam nesta terça-feira (15), morreu depois de a aeronave ter sido ‘obrigada’ a fazer um pouso de emergência em um aeroporto no Panamá. O voo partiu de Miami, nos Estados Unidos, e tinha como destino Santiago, no Chile.

O piloto, de 25 anos, se sentiu mal durante a viagem e, de acordo com a companhia aérea brasileira, citada pela Reuters, foram ativados os protocolos de segurança necessários para salvar a vida deste jovem. O rapaz ainda recebeu ajuda médica quando a aeronave pousou, mas acabou por não resistir.

“Durante o voo, realizamos todos os protocolos de segurança necessários para salvar a vida do piloto afetado, contudo, depois do pouso e de receber assistência em terra, o piloto lamentavelmente faleceu”, explica a Latam, citada pela agência de notícias.

A identidade do jovem ou a causa de morte não foi revelada, mas a companhia aérea lamentou o acontecimento. Segundo a agência, o voo retomou a sua viagem ainda nesta terça-feira.

Putin ameaça Polônia com maior ataque no oeste da Ucrânia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em um recado direto à Polônia, a Rússia de Vladimir Putin realizou o maior ataque com mísseis de longa distância contra alvos no oeste da Ucrânia desde que invadiu o país vizinho, há quase um ano e meio.

A região, que Putin disse sem provas estar na mira de uma intervenção de Varsóvia por sua proximidade e laços históricos com o país da Otan [aliança militar ocidental], foi alvejada na madrugada desta terça (15), dia em que os poloneses farão o maior desfile de suas Forças Armadas desde quando eram um satélite da União Soviética na Guerra Fria.

Foram lançados ao menos 28 mísseis de cruzeiro em uma noite de frenética movimentação nas redes sociais ucranianas, que alertavam às 3h (21h em Brasília) que havia um número recorde de bombardeiros estratégicos no ar na Rússia –foram registradas decolagens de 16 Tu-95MS, 2 Tu-22M3 e de 1 Tu-160, o maior e mais pesado modelo no mundo, raramente empregado na guerra.

Essas aeronaves lançaram, da região do mar Cáspio, a quase 2.000 km do oeste ucraniano, mísseis da família Kh-101. Também houve disparos de mísseis Kalibr de fragatas no mar Negro. Modelos subsônicos, eles são mais facilmente interceptados: Kiev disse ter destruído 16 dos 28.

Mas os que caíram causaram danos consideráveis em Lviv, a maior cidade da região, e três pessoas morreram na fábrica de rolamentos da marca sueca SKF em Lutsk, 150 km a nordeste. Houve outros ataques na Ucrânia, mas o grosso foi concentrado nessa região que faz fronteira com a Polônia, distante da frente principal de batalha no leste e sul do país, onde se arrasta a contraofensiva de Kiev.

Não foi uma escolha de data fortuita. Nesta terça, a Polônia marcará o Dia das Forças Armadas com uma exibição de força: 2.000 soldados poloneses e de outros países da Otan desfilarão junto aos recém-comprados tanques americanos M1A1 Abrams e sul-coreanos K2 Black Panther. Lançadores de foguetes americanos Himars e de defesa antiaérea Patriot, em uso na Ucrânia, também estarão presentes, além de 92 aviões e helicópteros.

“Essa parada será diferente das anteriores. Nós poderemos mostrar como o processo de modernização do Exército polonês está progredindo”, disse no domingo (13) o ministro da Defesa, Mariusz Blaszczak. O país acelerou seu gasto militar e promete despender 4% do Produto Interno Bruto com o setor neste ano, o maior índice da Otan, que preconiza no mínimo 2% como meta.

Há simbolismo também. O dia celebra os 103 anos da vitória polonesa sobre a União Soviética na Batalha de Varsóvia, que manteve o país independente até ser partido pelos ditadores Josef Stálin e Adolf Hitler em um acordo secreto em 1939, antes do início da Segunda Guerra Mundial.

Após a vitória dos Aliados na guerra, em 1945, o país ficou na linha de frente da disputa entre Moscou e o Ocidente, sendo enfim controlada por comunistas aliados a Moscou. O Reino Unido propôs que terras hoje na Ucrânia fossem integradas à Polônia, incluindo Lviv, que ao longo dos séculos esteve várias vezes sob controle de Varsóvia –esta é a origem das alegações de Putin.

Stálin se recusou, e ao fim os poloneses perderam cerca de 20% do território pré-guerra, com a chamada linha Curzon marcando a sua fronteira com a Belarus e a Ucrânia soviéticas. O governo polonês acabou tornando-se um dos principais satélites comunistas no Leste Europeu, servindo de zona tampão entre a Otan e a União Soviética na Guerra Fria, uma função estratégica que Putin vê para Kiev.

Após a queda do comunismo local, em 1989, a Polônia tornou-se dez anos depois em um dos mais aguerridos membros da Otan. Foi o primeiro país do clube a fornecer caças para a Ucrânia, modelos antigos soviéticos MiG-29.

Está em disputa aberta com a Belarus, ditadura aliada do Kremlin, por temer a infiltração de mercenários russos do Grupo Wagner abrigados lá após o motim fracassado contra a cúpula militar de Putin. Reclama armas nucleares americanas em seu território para fazer frente à instalação do mesmo armamento pelos russos no vizinho.

Por fim, há um componente local na flexão de musculatura militar polonesa: o partido PiS (Lei e Justiça, na sigla local) disputará eleições parlamentares em 15 de outubro, e tentará manter o poder que detém desde 2015. A oposição acusa a sigla de usar os gastos militares para fins políticos, alimentando a crise com a Rússia e Belarus como forma de galvanizar apoio. O PiS, nacionalista de direita, tem promovido reformas autoritárias que lhe valeram críticas na União Europeia, que integra.

Cobra tenta devorar porco-espinho, não consegue ‘cuspir’ e ambos morrem

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma cobra morreu após tentar devorar e devolver um porco-espinho em Shoham, em Israel. Tutores que levaram seus cães para o parque local notaram uma cobra caída com um porco-espinho igualmente imóvel preso em sua boca, segundo o jornal local The Jerusalem Post.

Aviad Bar, um ecologista de répteis da Nature and Parks Authority, identificou que a cobra estava tentando comer um porco-espinho comum. “A direção dos espinhos não permitia que a cobra cuspisse o porco-espinho. Ambos morreram no trágico encontro”, explicou.

O especialista indicou que a cobra percebeu “a magnitude de seu erro”. “A partir da análise da situação, pode-se supor que a cobra tentou devorar o porco-espinho e, assim que decidiu abandonar sua refeição inusitada, percebeu a magnitude de seu erro”, afirmou.

Cerca de 40 espécies de cobras vivem em Israel, a maioria das quais não é perigosa para os humanos, servindo para manter a população de roedores sob controle e para limitar a proliferação de outras pragas. Apenas nove espécies das cobras locais são venenosas.

Israel também é lar de três espécies de porcos-espinhos, com uma dieta que inclui insetos, pequenos mamíferos, pássaros e répteis -incluindo cobras.

Demora para resolver apagão reflete esvaziamento da Eletrobras após privatização

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A demora para a divulgação da causa do apagão que afetou as regiões Norte e Nordeste, além de outras localidades nas demais regiões do País, é reflexo da privatização da Eletrobras, segundo do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que culpa também a venda da empresa pelo incidente que deixou sem luz grande parte do Brasil.

“A identificação das causas do apagão anunciado poderá demorar mais devido à falta de quadro técnico experiente e capacitado alvo dos desligamentos (de pessoal) desenfreados por parte da Eletrobras”, acusa o CNE em nota.

“Da mesma forma, o tempo de recomposição do sistema será maior, pois a redução drástica do quadro de pessoal em todas as empresas da Eletrobras traz essa consequência”, adicionou.

Os eletricitários lembram que na ocasião dos vandalismos em torres de transmissão, em janeiro deste ano, a própria direção da Eletrobras foi obrigada a retardar a saída de quadros técnicos experientes para lidar com a situação. Em teleconferência com analistas sobre dados do segundo trimestre deste ano, o então presidente Wilson Ferreira Jr. admitiu que a saída de empregados poderia ser adiada por falta de substituição.

“Apesar de reconhecer a fragilidade, falou mais alto o discurso de redução de despesas com pessoal. Essa é a triste realidade imposta pela privatização inconsequente da Eletrobras”, disse o CNE.

De acordo com os eletricitários, foram feitos vários alertas sobre os riscos das demissões e, no último dia 20 de julho, o próprio Ministério de Minas e Energia pediu a suspensão das demissões, preocupado com o sistema elétrico brasileiro, devido à saída de profissionais qualificados e os reflexos para a prestação de serviços. Até o momento, porém, não houve resposta.

O CNE também comentou sobre a substituição do presidente Wilson Ferreira Pinto Jr. por Ivan Monteiro, presidente do Conselho de Administração da companhia, que, ao contrário de Ferreira Jr., desconheceria o setor elétrico e teria ligações com o grupo de acionistas da 3G.

“A política de gestão baseada em cifras escancarou a fraude das Americanas, será esse o futuro da Eletrobras?”, especulam.

A entidade termina a nota cobrando do Superior Tribunal Federal (STF) que avalie a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.385, que modifica a situação da União na ex-estatal, onde permanece com 43% das ações, mas com poder de voto de 10%, como todos os outros acionistas. Com mais voz dentro da empresa, o governo pretende evitar o esvaziamento da companhia.

“É inadmissível que a sociedade brasileira fique à mercê do mercado financeiro, enquanto, a segurança nacional fica em segundo plano. A reestatização de grandes empresas do setor de energia mundo afora, como a EDF na França, dá o tom que o Brasil deve seguir, empresas de prestação de serviço essencial devem ser valorizadas e estatais”, concluiu o CNE.