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Reserva Caruara abre inscrições para acompanhar caminhada de tartarugas marinhas até o mar em SJB

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Foto: Porto do Açu/Divulgação

A Reserva Caruara, em São João da Barra está com as inscrições abertas para a observação da caminhada de filhotes de tartarugas marinhas até o mar.

No mês de janeiro, as visitas serão todas as sextas, às 16h, e aos sábados, às 9h. As inscrições para participação, que são gratuitas, estão disponíveis no site da reserva.

Além da agenda atrelada às tartarugas, a Caruara ainda conta com uma programação fixa, com outras atividades, com foco em educação ambiental, como trilhas ecológicas, eventos culturais, exposições e tour pela sede instalada às margens da Lagoa de Iquipari.

Com mais de 1.600 ninhos identificados e cerca de 25.500 nascimentos registrados, a atual temporada reprodutiva já tem superado a anterior, com quase o triplo de filhotes contabilizados até agora.

“Todo o ano, montamos uma agenda especial junto à comunidade para o acompanhamento deste momento único, que é a caminhada de filhotes de tartarugas ao mar. Acreditamos no simbolismo dessa atividade como uma de nossas principais ferramentas para sensibilizar a população sobre a importância do envolvimento de todos, quando o assunto é preservação ambiental. Deixo aqui o meu convite para que venham participar da nossa programação de verão”, explica Caio Cunha, gerente da Reserva Caruara.

Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas

O Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas (PMTM) é desenvolvido pela Porto do Açu Operações, em parceria com a Fundação Projeto Tamar e as empresas Ferroport, Vast e GNA.

Desde 2008, o PMTM monitora toda a faixa de areia, que vai do pontal de Atafona, em São João da Barra, até a Barra do Furado, em Campos dos Goytacazes.

A região é área prioritária de desova da espécie Caretta caretta, conhecida como cabeçuda, ameaçada de extinção.

O período de desovas vai de setembro a março. Por isso, quem frequenta as praias da região já consegue ver as estacas usadas pelos monitores do programa para identificação dos ninhos, assim como mensagens de conscientização distribuídas em pontos estratégicos.

“Aproveitamos esta temporada para reforçar nossas orientações sobre os cuidados que os banhistas devem ter para contribuir com nosso trabalho de preservação. Alertamos a todos para não interferirem nas demarcações dos ninhos e não trafegarem com veículos nas areias. Outro ponto importante é fazer o descarte correto do lixo, já que a interação com resíduos é uma das principais causas de morte do animal”, pontua Tatiane Bittar, coordenadora do programa.

Temporada de cinema e pipoca na Caruara

Ainda dentro da agenda de verão da Reserva Caruara, o público interessado em Sustentabilidade poderá acompanhar curtas-metragens sobre a temática, a partir de 13 de janeiro.

A sede da unidade de conservação está entre os 336 espaços selecionados no Brasil pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para participar da 12ª Mostra Circuito Tela Verde, que tem o objetivo de divulgar e estimular atividades de educação ambiental, por meio da linguagem audiovisual. No Rio, são 9 espaços exibidores diferentes. Os grandes temas trabalhados nos filmes são Produção e Consumo, Povos e Comunidades Tradicionais, Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis e Agrotóxicos e Saúde. As inscrições para o circuito também estão abertas no site oficial da Caruara.

Fonte: g1

Homem é sequestrado e torturado por criminosos no Parque Aeroporto

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146ª DP/Foto: ClickCampos

No último sábado (6), um homem foi sequestrado e torturado por criminosos no Parque Aeroporto, subdistrito de Guarus, em Campos.

A vítima, após ser abordada por aproximadamente dez traficantes, foi amarrada e colocada à força em seu próprio veículo, um Gol de 1997. Levada para uma residência dentro de uma comunidade local, ele foi agredido, apunhalado na mão e deixado amarrado, conseguindo se libertar após a saída dos agressores e fugir por uma área de mata, onde conseguiu pedir ajuda à Polícia Militar.

Os policiais encontraram o carro da vítima em uma rua do Parque Aeroporto durante as buscas. Levado ao Hospital Ferreira Machado para atendimento médico, o homem recebeu cuidados e posteriormente foi encaminhado à 146ª Delegacia de Polícia de Guarus para registrar o caso. Ele levanta a possibilidade de ter sido confundido com seu irmão, associado a uma facção rival à que atua na região do Aeroporto.

A Polícia Militar continua suas investigações para localizar os responsáveis pelo crime, mas até o momento nenhum suspeito foi preso.

Gata salva cadela de ataque de coiotes; veja o exato momento

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Uma gata salvou uma cadela de ser devorada por dois coiotes no quintal de uma casa em Edmond, no Dakota do Norte, Estados Unidos.

O caso aconteceu em dezembro, mas só agora foi noticiado. O dono dos animais, Lane Dyer, tinha acabado de deixar a cadela mais jovem da família, Oakley, sair para fazer as suas necessidades, enquanto cuidava de outros dois cães dentro de casa, quando ocorreu o ataque.

Dyer contou à Fox News que, depois de ouvir “ruídos estranhos”, Oakley entrou em casa “a correr e subiu as escadas”. “Tinha vários ferimentos e estava a sangrar muito. A minha mulher pressionou as feridas e fomos a correr para o veterinário”, acrescentou. Felizmente, a cadela conseguiu recuperar e teve alta ainda naquele dia.

Quando chegaram a casa, Lane e a mulher tentaram perceber o que tinha acontecido. Ao verem as imagens da câmara de segurança, nem queriam acreditar. A cadela tinha sido atacada por dois coiotes mas, graças a Binx, a gata da família, tinha conseguido fugir.

“Binx sabia exatamente o que estava a acontecer e, sem hesitação, agiu. Saltou para o chão, fez muito barulho, miou e atacou os coiotes”, revelou Lane, admitindo ter ficado muito surpreendido com ato tão heroico.

O vídeo, publicado no Twitter no dia 1 de janeiro, já foi visto por milhares de pessoas. As imagens do “salvamento” são impressionantes.

No vídeo, é possível ver Oakley sendo atacada pelos coiotes. Binx, então, aparece correndo em sua direção e começa a miar e rosnar para os animais. Os coiotes, assustados, fogem.

O caso de Binx é um exemplo de que até os animais mais improváveis podem ser heróis. A gata mostrou muita coragem e determinação ao salvar a vida de sua amiga Oakley.

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Rato arrumador surpreende dono de barracão no País de Gales; assista

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Depois do sucesso de Remy, o rato cozinheiro do filme “Ratatouille”, um rato real vem surpreendendo o mundo com suas habilidades de arrumação.

Rodney Holbrook, um carteiro aposentado de 75 anos, morador do condado de Powys, no País de Gales, começou a suspeitar de que algo estava acontecendo quando as coisas em seu barracão começaram a aparecer misteriosamente arrumadas.

O ritual de arrumação já durava há dois meses, quando Holbrook decidiu instalar uma câmera de visão noturna em uma bancada do barracão.

“No início, reparei que alguma comida que estava dando aos pássaros ia parar em uns sapatos velhos que estava guardando no barracão”, contou Holbrook.

Ao ver as imagens da câmera de segurança, Holbrook, que também é um fotógrafo amador de vida selvagem, conseguiu verificar que o rato era o responsável por apanhar molas, rolhas, porcas e parafusos de uma bancada de trabalho.

“Noventa e nove em cada cem vezes, o rato limpa tudo durante a noite. É realmente incrível que ele os coloque todos de volta na caixa”, disse o idoso sobre o rato, contando que o apelidou de “Rato Arrumador de Gales”.

“Agora não me dou ao trabalho de arrumar, deixo as coisas fora da caixa e ele volta a colocá-las no seu lugar de manhã. Acho que ele arrumaria a minha mulher se eu a deixasse lá dentro”, brincou.

A história do “Rato Arrumador de Gales” rapidamente se espalhou pela internet e já foi vista por milhões de pessoas em todo o mundo.

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Montanha-russa é evacuada devido a queda de cachecol; assista

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Uma das maiores montanhas-russas da Austrália, localizada no Warner Bros Movie World, em Gold Coast, foi evacuada na última sexta-feira (5), após o cachecol de um visitante ficar preso em uma das rodas do carrinho.

De acordo com a imprensa australiana, tudo não passou de um susto graças à rápida ação de um funcionário do parque, que percebeu o problema e acionou o operador da atração.

O operador, que comandava remotamente a montanha-russa, decidiu interromper o passeio por segurança, pois havia o risco de descarrilamento.

A operação de resgate durou cerca de três horas. Os visitantes foram retirados com o auxílio de equipamentos de escalada, pelas escadas de emergência existentes ao longo dos trilhos.

Felizmente, ninguém ficou ferido e a montanha-russa pôde reabrir no sábado (6).

A atração, que tem 60 metros de altura, é descrita como “a mais alta, mais longa e mais rápida montanha-russa do Hemisfério Sul”, chegando a atingir 115 km/h.

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Quem é o ‘frentista gato’ de Atibaia, hit nas redes após sensualizar entre bombas de gasolina

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ANAHI MARTINHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pode até ser que ele não faça o seu tipo. Mas João Paulo Cavalcante, 33, acha-se lindo e faz questão de deixar isso claro em seu perfil no Instagram. Auto-intitulado “Frentista Gato Oficial” em sua página, ele vem fazendo sucesso entre os fãs que o acompanham.

E não é pouca gente. João está chegando na casa dos 350 mil seguidores, que não se cansam de elogiar sua beleza e forma física nos comentários. “Misericórdia, que delícia de moreno”, comentou um seguidor em um vídeo em que João sensualiza com as pistolas de abastecimento enquanto pergunta ao cliente: “Gasolina ou etanol?”

“Eitanóis”, brincou outra seguidora. Já outra apelou até para a matemática: “Bom, meu carro cabe 75 litros, então vou colocar todo dia dois litros, assim consigo ir o mês inteiro”, comentou. João afirma que se diverte com os comentários.

“Hoje muitos clientes vêm tirar foto, fazem vídeo enquanto estou abastecendo, e também sou muito assediado na internet por homens e mulheres, mas levo no bom humor”, disse ele ao site F5.

João é casado há oito anos com a modelo Kezia Amaral e pai de dois filhos, João Pedro, 6, e Lorenzo, 4. Há cinco anos, ele trabalha como frentista em um posto de Atibaia, no interior paulista e em 2021 decidiu fazer conteúdo na internet, seguindo sugestões de amigos e parentes.

“Todo mundo ao meu redor falava que se eu fizesse TikTok ou trabalhasse bastante no Instagram eu iria bombar. Até porque os trabalhadores estão sendo reconhecidos. Já tinha todas as profissões ‘gato’, menos o frentista gato”, conta.

“Aí veio a ideia de colocar o Frentista Gato de Atibaia, que é a minha cidade. Os primeiros dois vídeos que postei viralizaram. Minha página só cresce”, diz. Seus vídeos chegam a bater entre cinco e oito milhões de visualizações. Para manter a pecha de frentista gato, João se cuida bastante: “Sou bem vaidoso e faço academia de segunda a sexta”.

“Hoje muitos clientes vêm tirar foto, fazem vídeo enquanto estou abastecendo, e também sou muito ass… 

Unesp expulsa 4 alunos envolvidos em trote violento; vítima foi parar na UTI

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A Faculdade de Engenharia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Guaratinguetá, interior de São Paulo, expulsou quatro alunos que teriam aplicado um trote violento contra uma universitária de 21 anos. Em decorrência, a estudante chegou a entrar em coma e ficou internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outros quatro estudantes foram suspensos por 120 dias e um nono investigado recebeu suspensão de 45 dias. Um inquérito aberto pela Polícia Civil também apura o caso. Os estudantes não tiveram os nomes divulgados, o que impossibilitou o contato com suas defesas.

O trote aconteceu em julho de 2023, mas a comunicação das punições dos envolvidos foi feita no último dia 2, através de rede social oficial da instituição, após o encerramento do processo administrativo que apurou o caso. A expulsão dos quatro alunos foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, já que se trata de instituição pública.

Segundo a nota divulgada pela faculdade em sua página no Instagram, as apurações de âmbito administrativo se detiveram em duas repúblicas, uma em que o trote teve início e outra onde teve “seu gravíssimo desfecho”. Quatro comissões adicionais serão instituídas para apurar o ocorrido em outras repúblicas citadas em denúncia registrada na Ouvidoria Geral.

Conforme a instituição, no âmbito policial, um inquérito apura o crime de lesão corporal de natureza grave atribuída a sete alunos que teriam participado do trote. Atendendo a pedido do 2º Distrito Policial de Guaratinguetá, onde o caso é apurado, a Unesp repassou à investigação as fichas contendo qualificação e fotos dos sete alunos. “Cumpre-nos ainda ressaltar que o processo policial é totalmente distinto do nosso processo disciplinar, de tal modo que suas sentenças, efeitos e decisões são independentes”, disse.

Dos sete acusados, cinco foram indiciados e o caso segue em apuração, de acordo com a Polícia Civil. A faculdade informou que serão criadas campanhas permanentes de conscientização e combate ao trote e um memorial de vítimas do trote, “ações essas que devem ficar a cargo da Comissão Local de Direitos Humanos”.

Como aconteceu o trote

O trote aconteceu no dia 4 de julho, quando a aluna do curso de Engenharia Civil foi obrigada a cumprir um elenco de obrigações impostas pelos veteranos, em suas repúblicas. Entre as tarefas estava fazer algumas séries de flexões e, quando não cumpridas integralmente, ela era obrigada a consumir bebidas alcoólicas, misturadas com mostarda, sal, vinagre e pimenta.

A jovem passou mal, foi levada de ambulância a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de onde foi transferida para a Santa Casa de Guaratinguetá. A estudante chegou a ser entubada devido ao estado grave. Após cinco dias de internação, quatro em UTI, ela recebeu alta, deixou a universidade e denunciou a violência.C

Outros quatro estudantes foram suspensos por 120 dias e um nono investigado recebeu suspensão de 45… 

SC vira símbolo do alargamento de praia e amplia orla até sem obra

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ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Símbolo do alargamento de praia no Brasil, Santa Catarina concentra um terço dos projetos do tipo no país e levou areia até para orla que não foi alvo de obra. O aporte excedente “engoliu” parte de um píer do local e virou alvo de críticas de quem é contra esse tipo de intervenção no litoral.

Em Florianópolis, a praia de Canajurê ampliou sua faixa com areia que veio de Canasvieiras, onde o município realizou um alargamento em 2020.

“Não está inviabilizando o uso do píer, mas pode inviabilizar se voltar a aumentar. Não se sabe o que vai acontecer. Antes, já havia acontecido de aumentar e diminuir o volume de areia. Mas ninguém lembra de ter chegado a esse ponto”, disse Luiz Fernando Beltrão, comodoro do Iate Clube Santa Catarina.

O secretário municipal de Infraestrutura, Rafael Hane, afirma que a transferência de areia de uma praia para outra já era prevista, mas não no volume que ocorreu. Qualquer alteração na orla muda o balanço sedimentar, como é chamado a movimentação de areia ao longo da costa a partir das ondas e correntes marítimas.

“O projeto já previa a migração, mas toda modelagem matemática tem que ser refinada com o que acontece na prática. A gente não podia pensar no controle da migração [de sedimentos], porque poderia ocorrer mais erosão. Agora vamos fazer o monitoramento, para saber quais ações fazer com a sobra de areia e reduzir a velocidade de transferência da areia”, disse.

Santa Catarina tem 8 dos 23 projetos de intervenção na orla identificados pela Folha de S.Paulo realizados desde 2018 ou previstos para ocorrer. O estado iniciou estudos para ampliação da orla no final da década de 1990. Florianópolis também realizou aterro na praia dos Ingleses e planeja outro em Jurerê, também vizinha a Canajurê.

O oceanógrafo Ricardo Haponiuk, coordenador da Anama (Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente), destaca uma corrida das cidades do litoral norte do estado para mitigar efeitos possivelmente causados pelos vizinhos.

“Itajaí fez os molhes [espécie de muro dentro da água] para fixar a desembocadura do rio Itajaí-açu. Esse molhe começou a causar erosão em Navegantes. Navegantes então mexeu na conformação do molhe para tentar segurar um pouco mais de areia. Mas tem praia no norte de Navegantes que não tem mais areia e ali já tem um projeto de engorda”, disse ele

“Se for subindo, tem Balneário Piçarras, que já fez espigões, engorda e agora está licenciando um novo alargamento. Barra Velha, vizinha a Piçarras, também praticamente não tem praia. E, mais para cima, Itapoá, que tem também projeto de engorda.”

O “boom” de obras no estado dividiu até pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Uma nota técnica do Programa Ecoando Sustentabilidade da UFSC critica a forma com que o governo catarinense licencia os alargamentos de praia. Projetos com engorda de até 500 mil m³ são considerados de médio porte, o que os dispensa da necessidade de estudos de impacto ambiental.

Todos os executados em Florianópolis se mantiveram próximo deste limite. O alargamento da praia dos Ingleses, no início de 2023, por exemplo, usou 499,6 mil m³ de areia. Deles foram exigidos apenas estudos ambientais simplificados, que, segundo o documento, “têm abrangência limitada no escopo e somente verifica a área de influência direta do empreendimento”.

Em nota, o Instituto do Meio Ambiente de SC afirmou que avalia o impacto ao longo da linha de costa nos licenciamentos. “O IMA vem buscando implementar medidas para fazer a gestão integrada por setores praias na mesma unidade fisiográfica, de modo a avaliar os impactos de maneira mais ampla.”

O oceanógrafo Alberto Klein, também da UFSC, defende a realização das obras com critérios técnicos. “Felizmente, na maior parte do país, estamos deixando de usar rochas e concreto (primeira atitude) e fazendo alimentação de praia, tentando reproduzir o ambiente.”

Ele afirma que a principal razão para a concentração de obras do tipo no estado foi econômica, além da erosão costeira. “Precisa-se de espaço nas praias, pois o estado tem uma economia forte no turismo litorâneo. A conta é simples: sem praia, sem turistas.”
Klein afirma que não basta fazer o alargamento da praia. É também necessário um programa de monitoramento e planejamento para realimentação da areia. “Têm de estar no orçamento obrigatoriamente pois, como toda obra, necessita de manutenção. Funcionam para o tempo planejado.”

Os R$ 66 milhões para instalação de 2,7 milhões de m³ de areia na praia central de Balneário Camboriú foram custeados por empresários locais, com financiamento do Banco do Brasil. Balneário Piçarras criou em 2001 um fundo para manutenção da praia, que recebe um percentual fixo sobre o IPTU e ITBI.

Haponiuk defende que o custo seja arcado pelos empreendimentos imobiliários que intensificam a ocupação da costa e provocam a necessidade de aterro. “Esses empreendedores precisam que os prédios fiquem íntegros e que tenha praia para eles venderem o produto deles. Então, por que eles não pagam por isso?”

O professor Paulo Pagliosa, do Núcleo dos Estudos do Mar da UFSC, afirma que a técnica se torna inócua se a ocupação do litoral permanecer interferindo em dunas, restingas e outros espaços muitas vezes destruídos pela ocupação urbana.
Estudos mostram que as dunas servem como estoque de sedimentos para as praias, enquanto restingas ajudam em sua retenção durante eventos extremos.

“Alargar a praia não é trabalhar com a natureza. É com o turismo e com o mercado. Trabalhar com a natureza seria restaurar o ambiente praial. O que as pessoas fazem no mundo inteiro são aterros ininterruptos. Estamos num momento de crise climática e o nível do mar já está subindo. Fazer um aterro de praia, que já é algo efêmero, numa situação de extremos vai durar muito menos”, diz Pagliosa.

Haponiuk compartilha da opinião de Pagliosa. Ele participou da elaboração do projeto para ampliar a praia de Itapoá (SC), onde foi secretário de meio ambiente Se executado, será o maior aterro feito no país nos últimos anos, com 12 milhões de m³ de areia e cerca de R$ 480 milhões. Ele tentou convencer o prefeito a desistir do projeto.

“Com o projeto, a gente tinha o valor da obra. Eu fiz, então, uma estimativa. Peguei a primeira quadra da dos 26 km da nossa praia e fiz uma estimativa de quanto custaria todos os lotes dessa primeira quadra. Deu, sei lá, R$ 2 bilhões, R$ 1,5 bilhão. Eu falei para o prefeito: ‘Olha, se eu fosse você, correria atrás desse R$ 1,5 bilhão e desocuparia a primeira quadra. Porque essa obra de R$ 0,5 bilhão você vai ter que fazer duas, três vezes daqui nos próximos 20, 30 anos’.”

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Em Florianópolis, a praia de Canajurê ampliou sua faixa com areia que veio de Canasvieiras, onde o m… 

Casal de mulheres relata processo de fertilização in vitro

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JULIANA MATIAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em novembro do ano passado, a cantora Ludmilla e a dançarina Brunna Gonçalves, casadas desde 2019, anunciaram que estão passando por um processo de fertilização in vitro para ficarem grávidas.

A técnica também foi a opção escolhida por Lizandra Hachuy, 43, e Mariana Castello Branco, 42, na gestação de dois dos quatro filhos do casal.

Na fertilização in vitro, quando o processo é feito em um casal em que as duas pessoas nasceram com os órgãos reprodutores femininos, o óvulo de uma delas é coletado e fertilizado com o sêmen de um doador em um ambiente externo ao útero. Após a fecundação, o embrião é transferido para o útero da pessoa que vai gestá-lo. Já na inseminação artificial, o sêmen do doador é depositado artificialmente na cavidade uterina.

Para Lizandra e Marina, porém, a maternidade vai muito além da genética e do processo biológico, e está relacionada ao cuidado e ao desejo de ser mãe.

Os outros dois filhos do casal não vieram da fertilização in vitro, mas do antigo relacionamento de Mariana. “Eu já vinha de um casamento que estava ‘respirando por aparelhos’, e aí eu me vi apaixonada por uma mulher, que foi algo que nunca passou pela minha cabeça até conhecer a Liz”, diz.

Lizandra conta que “antes de conhecer a Mari, eu achava que eu não podia ter uma família, porque eu era lésbica”. No começo, ela era chamada pelas crianças de “tia Liz” e não se permitia ser vista também no papel de mãe. “Eu só consegui ser mãe da Manu e do Miguel. Até que desfiz meu próprio preconceito de que eu não poderia, mesmo querendo uma família. Chegar na posição materna, para mim, foi um processo, foi uma adoção mesmo deles, foi uma autopermissão”, afirma.

Ela entende que esses preconceitos estão relacionados à romantização da maternidade. “Tem esse lugar da maternidade santificada, beatificada. ‘Ai, que lindo, tem duas mães!’ Mas por trás disso é um lugar terrível de: ‘Nossa, elas transam uma com a outra, são lésbicas, não poderiam ser mães’. E quando temos filhos, somos vistas como irresponsáveis”, conta.

Já Mariana percebe suas primeiras maternidades de outra forma. “Eu era compulsoriamente obrigada a dar conta sozinha dos meus filhos. Se você está grávida daquele filho, então você é obrigada a ser a mãe dele. Se você não quiser aquele filho, você é uma péssima mãe. É um lugar que é seu mesmo que você não queira.”

Juntas, as duas decidiram ter mais dois filhos. “Eu pude ser mãe dentro de uma sociedade heteronormativa, que nunca me tirou esse lugar. Pelo contrário, sempre me cobrou. Depois, pude ser mãe com uma outra mulher que gestou o meu óvulo. Como eu tinha vindo de uma experiência heteronormativa, inicialmente, eu achava que o fato de ser o meu óvulo, o qual ela estava gestando, me traria algum lugar de maternidade”, relata Mariana.

Aline Cristina Camacho Ambrósio, ginecologista e sexóloga do Hospital Albert Einstein, afirma que, muitas vezes, as mulheres cisgênero escolhem a fertilização, em que uma doa e outra gesta, para que ambas se sintam participantes da gestação.

Nesses casos, Ambrósio explica que a carga genética do bebê virá somente do óvulo da mãe doadora. Mas, quando a criança é gerada no útero da outra mãe, “ela já vai recebendo informações dessa mãe, tanto da parte biológica, de alimentação, hormônio, quanto do clima afetivo que essa mãe gera gestando o bebê. Isso é uma das coisas que estimula as mulheres a fazerem dessa forma compartilhada. O clima afetivo é extremamente importante para a gestação dessa criança”.

Porém, o casal entendeu que a maternidade não está relacionada só com a genética. “Eu não me sentia mãe dele quando ele nasceu. O fato de ele ter minha genética não me garantiu um lugar materno com ele. Eu tive que conquistar isso”, diz Mariana.

“Eu não me sentia mãe dele porque ele tinha o meu óvulo, eu me sentia mãe dele porque eu desejei ser mãe dele, porque eu fui em busca disso, porque no cotidiano a gente investiu nessa troca, nesse cuidado, nesse vínculo. Se não tem desejo, não existe maternidade.”

Além do vínculo mãe e filho, Mariana também comenta sobre a relação desenvolvida com a esposa dentro da dupla maternidade. “Você precisa olhar para o outro e pensar ‘agora vou parar para que o outro possa existir’. Isso é necessário porque a gente está compartilhando esse lugar do cuidado.”
A ginecologista também expõe que é possível, no caso de duas mulheres cis, que as duas mães amamentem o bebê. Na mãe que não gestou, é possível induzir, com medicamentos, a produção de prolactina, hormônio produtor do leite.

“Só o ato de sucção também já pode estimular a prolactina. Conforme o bebê vai sugando, você entra num ciclo repetitivo de produção desse hormônio que faz com que o corpo produza leite”, ressalta a médica.

Ambrósio explica que, no caso de mulheres trans, a gestação também é possível através da fertilização e da inseminação. O sêmen de uma das mulheres trans fecundará o óvulo doador e o embrião será gestado por uma barriga solidária. “As duas mulheres trans estarão mais próximas dessa mulher cis que vai estar gestando, que vai estar entrando com o útero. É importante para o clima afetivo elas participarem”, afirma.

Porém, a ginecologista destaca que, para mulheres que utilizam hormônios feminilizantes, o ideal é que o sêmen seja congelado antes do início da terapia. Caso ele não tenha sido reservado, será preciso interromper uso do hormônio durante o processo de fertilização ou inseminação.

LICENÇA MATERNIDADE
A reprodução assistida para todas as mulheres LGBTQIAPN+ é garantida pela resolução nº 2294/2021 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Porém, alguns direitos, como a licença maternidade para a mãe não gestante, ainda precisam ser judicializados. Durante a licença maternidade de Lizandra, Mariana continuou trabalhando já que não recebeu sua licença.
“Eu tenho um processo na Justiça ainda sobre a minha licença maternidade, e ele não tem resposta. Isso me trouxe a um lugar de muita dor, porque eu queria ter podido investir na minha relação com ela desde o começo, e eu tive que voltar a trabalhar. Eu adoeci muito, fiquei bastante deprimida. A nossa Justiça não olha para essas famílias ainda como um lugar igualitário”, afirma Mariana.

A técnica também foi a opção escolhida por Lizandra Hachuy, 43, e Mariana Castello Branco, 42, na ge… 

Mulher é atingida por 250kg durante treino de perna em academia

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Uma mulher, de 29 anos, sofreu uma fratura na coluna após ser atingida por um aparelho, enquanto praticava exercício numa academia em Formosa, Goiás.

A mulher teve de ser transferida para um hospital em Goiânia e diz estar em choque.

“Sofri uma fratura na coluna lombar, grau 2 na L4 e L5, vou precisar  operar. O momento é bem delicado e estou em choque”, contou, nas redes sociais, segundo cita o G1.

De acordo com o site, o documento elaborado pelos médicos do Hospital Regional de Formosa indica que a mulher teve um traumatismo na coluna lombar e coxa.

Atualmente, está internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira e espera para ser submetida a uma cirurgia. 

O incidente aconteceu na quinta-feira e, segundo os bombeiros, a mulher treinava num equipamento de musculação para as pernas quando o banco de apoio se soltou e o peso, de 250 quilogramas, caiu sobre as suas pernas.
 
O G1 entrou em contato com a academia, mas não obteve resposta.

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A jovem sofreu uma fratura na coluna. 

Lancha afunda no lago Paranoá, no DF, e deixa duas pessoas com ferimentos leves

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RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma lancha com nove ocupantes naufragou neste sábado (6) no lago Paranoá, no Distrito Federal. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a embarcação transportava apenas adultos, sendo eles três homens e seis mulheres.

Duas outras embarcações nas proximidades ajudaram no resgate dos passageiros da lancha. Posteriormente, as equipes dos Bombeiros assumiram a operação e prestaram atendimento às vítimas.

De acordo com os bombeiros, todos os ocupantes foram encontrados conscientes, orientados e em condições estáveis. Apenas duas senhoras apresentaram ferimentos leves, mas não foi necessário encaminhá-las ao hospital.

A emergência ocorreu por volta das 18h. Foram utilizadas no atendimento duas embarcações e quatro viaturas dos bombeiros. O ponto de naufrágio foi registrado a cerca de 250 metros do píer do Clube Cota Mil, que fica em um local nobre do Distrito Federal.

Em comunicado, o Corpo de Bombeiros afirmou que ainda não sabe a causa do naufrágio e ressaltou que a Capitania Fluvial de Brasília já foi informada quanto ao caso.

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Duas outras embarcações nas proximidades ajudaram no resgate dos passageiros da lancha. Posteriormen… 

Celular de passageira de helicóptero desaparecido em SP parou de emitir sinal às 22h14 do dia 1º

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O celular da vendedora de roupas Luciana Marley Rodzewics Santos, 46, uma das quatro pessoas que estavam no helicóptero desaparecido em São Paulo desde o último domingo (31), parou de emitir sinais às 22h14 do dia seguinte.

A informação foi passada pelo delegado Paulo Sérgio Pilz neste sábado (6), em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Band, ao ser questionado sobre a possibilidade de a aeronave ter caído na água.

“Não podemos descartar nada, mas se o telefone da Luciana ficou funcionando até o dia 1, às 22h14, que estávamos monitorando, ele ficou fora da água. Na água ele não iria transmitir [sinal]”, afirmou à TV.

Também estão desaparecidos o empresário Raphael Torres, 41, a Letícia Aumy Rodzewics Sakumoto, 20, filha de Luciana, e o piloto Cassiano Tete Teodoro.

Segundo a Polícia Civil, agentes da unidade de inteligência do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), com autorização da Justiça, tiveram acesso à localização de antenas (ERBs) dos celulares, mas não foram localizados sinais de atividades dos outros três aparelhos, indicando que estavam desligados, com exceção do de Luciana.

“Não foi realizada a interceptação telefônica de áudio, dados telemáticos, ou mensagens de texto dos ocupantes do helicóptero desaparecido”, disse a Secretaria da Segurança Pública, em nota.

Ao todo, seis aeronaves da Força Aérea Brasileira, do Exército e das polícias Militar e Civil têm sido usadas nas buscas.
O helicóptero desaparecido decolou do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, e seguiria com quatro pessoas para Ilhabela, no litoral norte paulista.

Neste sábado (6), no sexto dia de buscas, a Polícia Militar decolou com dois helicópteros –até então era apenas um–, mas não houve visualização do Robson 44 que desapareceu.

Segundo o Comando de Aviação da PM, decolaram o Águia 12, que dispões um equipamento chamado FLIR, com uma câmera infravermelha com grande alcance de zoom, e o Águia 33, com capacidade de voo por instrumentos e piloto automático, que permite mais atenção dos ocupantes na observação.

Outros helicópteros estão participando das buscas nesta semana. Um deles, modelo Pantera K2, do Exército, tem seis pessoas na tripulação, que podem usar óculos de visão noturna.
A Polícia Civil paulista tem decolado com o helicóptero Pelicano para sobrevoar as áreas de mata fechada -o tempo nublado na manhã deste sábado dificultou os trabalhos.

A Força Aérea Brasileira está com um avião especializado em buscas, o SC-105 Amazonas. A aeronave tem levado 15 tripulantes.

O avião tem um radar capaz de realizar buscas na terra ou mar, com alcance de até 360 quilômetros. Um sistema de comunicação via satélite também permite o contato com outras aeronaves ou centros de coordenação de salvamento (Salvaero), mesmo em voos a baixa altura.

A aeronave ainda conta com um sistema eletro-óptico de busca por imagem e por espectro infravermelho. Isso permite realizar buscas pelo calor, permitindo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação ou uma pessoa no mar.
Neste sábado, a Força Aérea disse ter passado a a usar o helicóptero H-60 Black Hawk, do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV) – Esquadrão Pantera, com nove tripulantes.

“Até o momento, as aeronaves da FAB já cumpriram aproximadamente 47 horas de voo”, diz a Força Aérea, em nota.
Na entrevista à TV, o delegado Pilz, que está participando das buscas, afirmou que foi usado um drone com visão térmica, que fotografou um objeto parecido com uma pá de hélice de helicóptero. Policiais foram até o local para verificar e constataram que era um tronco de árvore.

Vídeo e mensagens enviadas por piloto e pela passageira Lecícia reportam ausência de visibilidade para sobrevoar a Serra do Mar e que houve um pouso de emergência em área de mata, na região de Paraibuna (entre São José dos Campos e Caraguatatuba, no litoral norte). Mas depois decolou.

De acordo com a Polícia Civil, havia marcas semelhantes a de skis de helicóptero na mata. Ele acredita que a aeronave não foi longe dali.

Na sexta (5), a Folha mostrou que parentes das duas mulheres que estavam a bordo do helicóptero que sumiu em São Paulo no dia 31 de dezembro decidiram contratar mateiros para fazer buscas por terra.

De acordo com a Defesa Civil, as buscas da PM estão concentradas em Natividade da Serra (SP), Caraguatatuba (SP) e São Luiz do Paraitinga (SP).

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A informação foi passada pelo delegado Paulo Sérgio Pilz neste sábado (6), em entrevista ao programa… 

Ataque aéreo em Gaza mata filho de jornalista que havia perdido quatro familiares

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GUILHERME BOTACINI
BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – Dois jornalistas palestinos morreram em um ataque aéreo na Faixa de Gaza cometido por Israel em Rafah, no sul do território, de acordo com o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, neste domingo (7).

Mustafa Thuria, um cinegrafista independente que trabalhava para a AFP desde 2019, e Hamza Wael Dahdouh, repórter do canal Al Jazeera, morreram enquanto viajavam em um veículo, disseram o ministério e equipes de resgate.

O pai de Hamza, Wael Dahdouh, editor-chefe do escritório da Al Jazeera na Faixa de Gaza, foi recentemente ferido em um bombardeio. Ele já havia perdido outros dois filhos, a esposa e um neto em outro ataque nas primeiras semanas da guerra.

Um vídeo postado em um canal do YouTube ligado à Al Jazeera mostr Dahdouh chorando ao lado do corpo de seu filho e segurando sua mão. Mais tarde, após o enterro, ele disse em declarações televisionadas que os jornalistas em Gaza continuariam a fazer seu trabalho.

“A Hamza e a todos os mártires, digo que permaneceremos fiéis. Este é o caminho que escolhemos conscientemente. Oferecemos muito, oferecemos muito sangue, pois este é o nosso destino. Continuaremos”, disse o pai em Rafah, no sul do território. “Hamza não era parte de mim. Ele era tudo para mim.”

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas até o dia 31 de dezembro, ao menos 77 jornalistas e trabalhadores da imprensa morreram, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York –70 palestinos, 4 israelenses e 3 libaneses.

Antes do fim do ano, no início de dezembro, a base de dados do comitê mostrava que 60 jornalistas haviam morrido em meio ao conflito, o que, já naquele momento, fazia da guerra em curso a que mais mata profissionais de imprensa na região nos últimos 30 anos.

Como comparação, de 1992, ano em que o CPJ dá início ao seu levantamento em todo o mundo, até antes de eclodir o atual conflito, 25 jornalistas haviam sido mortos na região.
O escritório de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, diz que as duas mortes deste fim de semana elevam sua contagem próprio de jornalistas mortos por Israel em Gaza para 109.

No início de novembro, a ONG Repórteres Sem Fronteiras formalizou queixa ao Tribunal Penal Internacional (TPI), baseado em Haia, pedindo que seu corpo técnico avalie como crimes de guerra a morte de ao menos oito jornalistas palestinos e um israelense desde o início do atual conflito.

A organização justifica que os ataques contra jornalistas palestinos correspondem ao que o direito internacional humanitário considera crimes de guerra porque, mesmo dirigidos a alvos militares legítimos, como afirma Tel Aviv, causaram danos excessivos e desproporcionais aos civis.

A situação no Oriente Médio segue inflamável na primeira semana do ano, em meio a reuniões da diplomacia ocidental com líderes locais na tentativa de reduzir a temperatura do conflito.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, estão em turnê pela região –Blinken se encontrou com o líder turco, Recep Tayyip Erdogan, neste sábado e com o rei Abdullah da Jordânia neste domingo, e tem reuniões previstas no Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito, Israel e Cisjordânia.

A viagem do encarregado pela diplomacia de Washington é mais uma tentativa de aliviar as tensões na região, talvez no ponto mais alto após os primeiros dias do conflito entre Israel e Hamas depois que o grupo terrorista deixou cerca de 1.200 mortos em sua ofensiva em território israelense no dia 7 de outubro.

Um dos principais locais da fervura atual é na fronteira entre Israel e Líbano, onde Tel Aviv troca disparos e foguetes diários com o Hezbollah, grupo xiita libanês sustentado pelo Irã e integrante do “Eixo da Resistência”, nome dado por Teerã à aliança anti-Israel que lidera e conta com a Síria e grupos como os rebeldes houthis no Iêmen.

Na terça-feira (2), Israel matou Saleh al-Arouri, o número dois da ala política do Hamas, em um ataque com drone no sul de Beirute, território controlado pelo Hezbollah. O grupo xiita jurou vingança, e o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, condenou a explosão e afirmou que Tel Aviv tentava arrastar o Líbano para a guerra contra os palestinos.

Neste domingo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ameaçou o Hezbollah, caso o grupo libanês aumente a escala de suas ações na fronteira. “Eu sugiro que o Hezbollah aprenda o que o Hamas já aprendeu nos últimos meses: nenhum terrorista é imune. Estamos determinados a proteger nossos cidadãos e levar de volta para casa os que foram retirados de suas casas no norte [fronteira com o Líbano]”, disse Bibi, como o premiê é conhecido. “Se pudermos, faremos isso por meios de diplomáticos; se não, agiremos por outros meios.”

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Acidente deixa uma pessoa morta e 3 feridas em rodovia em Minas

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Ao menos uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas em um acidente de trânsito ocorrido na tarde deste sábado, 6, na BR-381, na altura de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. As informações são do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (CBMMG).

Conforme a corporação, o acidente, ocorrido no quilômetro 443 da rodovia, envolveu dois carros de passeio e um caminhão de carga, que transportava madeira. Com a colisão, um dos passageiros ficou preso nas ferragens dos veículos e não resistiu aos ferimentos.

Outras três pessoas foram socorridas para hospitais da região. O resgate, ainda segundo os bombeiros, foi realizado por dois helicópteros, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e por viaturas do Samu. O estado de saúde dos feridos ainda não foi informado.

As informações são do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (CBMMG). 

Piloto morto foi advogado no caso Marília Mendonça

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O piloto Sérgio Roberto Alonso, de 74 anos, morreu neste sábado, após avião de pequeno porte que pilotava cair entre Lençóis Paulista e Areiópolis, no interior de São Paulo, pouco depois das 14h. 

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De acordo com O Globo, Sérgio era advogado, e chegou a atuar no caso Marília Mendonça, em 2021. Na ocasião, Sérgio atuou como advogado da família de Geraldo Martins de Medeiros, piloto da aeronave que levava a cantora Marília Mendonça e caiu em novembro de 2021, em Minas Gerais.

Os dois pilotos e todos os que estavam a bordo morreram: o produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho e o copiloto do avião, Tarciso Pessoa Viana.

Em outubro do último ano, ao concluir a investigação sobre o acidente aéreo, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que os pilotos da aeronave agiram com “imprudência e negligência”.

Sérgio era advogado, e chegou a atuar no caso Marília Mendonça, em 2021. 

Piloto morre após queda de avião de pequeno porte no interior de São Paulo

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Um homem morreu após a queda de um avião de pequeno porte neste sábado, 6, em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta de 14h11 às margens da Rodovia Marechal Rondon. Quando o planador foi encontrado, o piloto estava morto.

Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga as causas do acidente. Foi identificado que a aeronave era proveniente do Aeroclube de Bauru.

Em dezembro, a queda de outra aeronave de pequeno porte no interior de São Paulo deixou cinco mortos, entre elas, uma criança. Na ocasião, a Defesa Civil indicou que a queda poderia ter sido ocasionada pelas fortes chuvas no local. O avião caiu em uma praça de Jaboticabal.

As autoridades paulistas também buscam há uma semana um helicóptero desaparecido. As buscas ocorrem em uma área de cerca de 5 mil quilômetros quadrados. O helicóptero, com quatro pessoas a bordo, saiu da capital com destino a Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, em 31 de dezembro.

A Força Aérea Brasileira explicou que o relevo da região, o tempo chuvoso e as cores do helicóptero (cinza e preto) dificultam as buscas. A Polícia Militar confirmou que estavam a bordo Luciana Rodzewics, de 46 anos, e sua filha Letícia Rodzewics Sakumoto, de 20, além do piloto, identificado como Cassiano Teodoro, e um amigo da família Rodzewics, Rafael Torres.

Quando o planador foi encontrado, o piloto estava morto. 

Aéreas suspendem voos com aviões da Boeing após janela abrir em voo nos EUA

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BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – Companhias aéreas ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos, suspenderam o uso de aviões da Boeing modelo 737 Max 9 após a FFA, a agência americana do setor aéreo, ordenar novas inspeções em aeronaves do tipo produzidas pela fabricante nacional.

A medida, que provocou dezenas de cancelamentos de voo no país, ocorre depois que um painel de um avião da Alaska Airlines se abriu em pleno voo na sexta-feira (5), obrigando o piloto a fazer um pouso de emergência. Ninguém dos 171 passageiros e 6 tripulantes a bordo se feriu no incidente.

“Concordamos e apoiamos totalmente a decisão da FFA de exigir inspeções imediatas nos aviões 737-9 com a mesma configuração do avião afetado”, afirmou Jessica Kowal, porta-voz da Boeing, neste sábado (6). As inspeções devem durar de quatro a oito horas por aeronave.

Modelos da série Max do 737 estão entre os mais vendidos da história da fabricante americana. De acordo com dados citados pelo jornal The New York Times da Cirium, empresa especializada em dados sobre aviação, cerca de 5% dos quase 3 milhões de voos previstos para janeiro no mundo são com esse modelo, principalmente o Max 8.

A Alaska Airlines possui 65 aeronaves 737 Max 9 e a United Airlines conta com 79 aviões do modelo em sua frota. Ambas estão entre as empresas que removeram imediatamente de forma temporária o uso dos modelos e iniciaram as inspeções ordenadas pela FFA.

Outras companhias pelo mundo examinam suas aeronaves após o incidente desta sexta, casos da Turkish Airlines, que suspendeu o uso de nove aviões, e da Flydubai, cujos três 737 Max 9 não fariam parte da ordem do regulador americano, segundo a empresa. No sábado, a agência reguladora da Índia também ordenou inspeções para suas empresas aéreas nacionais.

O incidente no voo da Alaska Airlines ocorreu em um painel do lado esquerdo do avião onde poderia estar instalada uma saída de emergência, do meio para a parte traseira da fuselagem. Na configuração de assentos utilizada pela companhia para aquele voo, no entanto, a saída de emergência havia sido desativada, e o painel era uma janela com assento comum à frente –algo possível quando o modelo em questão é configurado com menos assentos.

“O problema é o que está acontecendo na Boeing”, afirmou ao New York Times John Goglia, consultor de segurança da aviação e membro aposentado do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, que investiga acidentes aéreos.
A fabricante americana tem passado por intenso escrutínio nos últimos anos em meio a problemas na produção e de atrasos na entrega de aviões, além de acidentes envolvendo suas aeronaves.

No mês passado, a empresa pediu às companhias aéreas que inspecionassem os mais de 1.300 aviões Max entregues em busca de um possível parafuso solto no sistema de controle do leme.

Nos últimos meses, a Boeing informou que o fornecedor Spirit AeroSystems havia feito furos indevidos em um componente que ajuda a manter a pressão da cabine. Desde então, a Boeing tem investido e trabalhado mais de perto com a empresa para resolver problemas de produção.

“Estamos observando um aumento na estabilidade e na qualidade do desempenho em nossas próprias fábricas, mas trabalhamos para que a cadeia de suprimentos alcance os mesmos padrões”, afirmou o CEO da Boeing, Dave Calhoun, em conversa com analistas de investimento e jornalistas em outubro.

As entregas de mais um modelo da Boeing, o 787 Dreamliner de corredor duplo, praticamente pararam por mais de um ano, até o fim de 2022, enquanto a empresa trabalhava com a FFA para resolver preocupações de padrão de qualidade.

O próprio 737 Max ficou parado por 20 meses em todo o mundo após dois acidentes fatais em 2018 e 2019, ligados a um software mal projetado da cabine de pilotagem, que mataram um total de 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia. A Boeing ainda aguarda a certificação de seu modelo menor, o 737 Max 7, e do maior, Max 10.

O China, cuja agência reguladora também anunciou a realização de uma reunião de emergência após o incidente nos EUA, também teve um acidente, em 2022, com um Boeing 737, mas de outro modelo, o 737-800, e não da série 737 Max.

A FAA examinou cuidadosamente o modelo por anos, afirmando em 2021 que rastreava todos os aviões 737 Max usando dados de satélite.

Idosa de 90 anos resgatada com vida 5 dias após terremoto no Japão

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Uma mulher na casa dos 90 anos foi resgatada com vida ao fim de cinco dias debaixo dos escombros provocados pelo terremoto que abalou o Japão no primeiro dia do ano.

A mulher passou cerca de 124 horas nos escombros quando as hipóteses de encontrar vítimas com vida diminui substancialmente após as primeiras 72 horas. 

Segundo a  televisão japonesa NHK,  a polícia afirma ter encontrado a mulher na cidade de Suzu, no sábado. A idosa foi levada para um hospital onde recebeu tratamento. 

A operação de resgate durou cerca de duas horas e durante a operação ouviam-se frases de incentivo por parte da equipe. “Mantenha-se firme! A senhora vai ficar bem!”, cita a NHK.

As operações de busca continuam, estando a cargo das Forças de Autodefesa do Japão. 

Lembrando que um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a costa japonesa na última segunda-feira, provocando danos significativos. Pelo menos 126 pessoas morreram e mais 200 estão ainda desaparecidas.

Leia Também: Moradores fogem de deslizamento de terras após sismo no Japão; vídeo

Carregador de celular pega fogo e incendeia quarto de casa no Tocantins

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um carregador de celular que estava conectado à tomada pegou fogo e causou um incêndio no quarto de uma casa em Palmas (TO), na noite desta quinta-feira (4).

A informação sobre o início do incêndio foi dada pelo próprio morador do local ao Corpo de Bombeiros.

O incêndio atingiu apenas a suíte da casa e destruiu cama, guarda-roupa, itens pessoais do morador e o banheiro.
O Corpo de Bombeiros informou que uma investigação não foi aberta para confirmar a causa do acidente, já que não há suspeita de crime.

CARREGADOR PODE CAUSAR INCÊNDIO?
Especialistas entrevistados por Tilt em 2021 afirmaram que carregadores originais dificilmente causarão incêndios se forem mantidos na tomada, por isso o ideal é sempre optar por originais -ou ao menos homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

João Carlos Lopes Fernandes, professor de engenharia elétrica e de computação, disse que o “carregador original só fornece energia se está conectado [ao celular], os outros não têm nenhuma proteção”.

Em suma, alguns desses carregadores não entendem que não há um aparelho conectado e continuam consumindo corrente elétrica -algo que não ocorre nos originais, a não ser que haja uma luz LED no carregador.

Antonio Carlos Gianoto, professor do departamento de engenharia elétrica da FEI, também alerta contra possíveis problemas na rede elétrica da casa que possam ocasionar incêndios. “Precisa ver as condições, tem muita residência detonada. Mas a chance de entrar em curto é pequena. O carregador ligado na tomada sem celular conectado é como se você tivesse um interruptor sem a lâmpada”

A informação sobre o início do incêndio foi dada pelo próprio morador do local ao Corpo de Bombeiros… 

Governo Javier Milei demite 500 funcionários da Rádio Nacional Argentina

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BOA VISTA , RR (FOLHAPRESS) – O governo de Javier Milei demitiu cerca de 500 empregados da Rádio Nacional Argentina que tinham contrato até o fim de 2023. A medida seria parte de um plano de reestruturação da empresa estatal até sua privatização, de acordo com o jornal Clarín.

A nova gestão da Radio e Televisão Argentina (RTA), companhia pública que detém mais de 50 emissoras de radiodifusão por todo o país, decidiu manter cerca de 700 funcionários permanentes e pouco menos de 100 contratos renováveis.

A medida provocou a suspensão de programas, alguns com mais de cinco colunistas contratados, criados na gestão anterior de Rosario Lufrano. Indicada pelo ex-presidente Alberto Fernández, ela e seu vice, Osvaldo Santoro, renunciaram após a posse de Milei, no dia 10 de dezembro.

O conteúdo produzido para este início do ano será enxuto. “A programação é mantida muito bem com as pessoas que permanecem, com os funcionários históricos da rádio, que têm um compromisso muito grande com cada uma das emissoras do país”, disse ao Clarín uma pessoas próxima à gestão de Javier Monte, o novo presidente da RTA, designado nos últimos dias de dezembro.

Alguns dos jornalistas e artistas cujos contratos não foram renovados na semana passada são o jornalista e locutor esportivo Víctor Hugo Morales, que apresentava “Estación Piazzola”; Sandra Russo, que conduzia o programa “Calandrias”; Lautaro Maislin, que durante a semana comandava o “Rosca and Roll 937” e Mex Urtizberea, ambos contratados da FM Nacional Rock, entre outros.

Líderes sindicais se reuniram com autoridades da estatal na quarta-feira (3) e pediram que ao menos 150 contratos sejam renovados, dos 500 que foram rescindidos.

Em 2023, ainda de acordo com o Clarín, a RTA teve previsão de receitas publicitárias em 930 milhões de pesos (cerca de R$ 5,58 milhões) e despesas operacionais de 23,8 bilhões de pesos (cerca de R$ 143 milhões), totalizando um déficit operacional de aproximadamente 23 bilhões de pesos (R$ 138 milhões). Uma parte dessas perdas operacionais teria sido coberta com fundos da entidade nacional de comunicações, uma autarquia pública do setor.

Cumprindo promessa central de sua campanha à Presidência, Milei afirmara pouco depois de sua posse que levaria em frente a privatização empresas estatais em vários setores da economia, parte de um conjunto amplo de reformas de desregulação da economia contidas em seu “megadecreto”, com mais de 300 medidas, com objetivo de tentar superar a crise econômica e a inflação sem freio no país.

“Revogar as regras que impedem a privatização de empresas estatais”, disse o ultraliberal em uma mensagem televisiva no fim de dezembro, listando as reformas em tópicos. Na ocasião, ele acrescentou que todas as empresas estatais teriam sua estrutura jurídica alterada para abrir caminho para a privatização total.

Além das companhias de mídia públicas, Milei pretende privatizar redes ferroviárias, a empresa de água e esgoto AySA e a empresa aérea nacional Aerolíneas Argentinas, além de empresas do setor energético como a YPF SA, de perfuração e refino de petróleo, e a Enarsa.