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Argentina oferece vale de até US$ 100 para turistas, veja como pedir

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Como forma de atrair turistas estrangeiros, o Inprotur (Instituto Nacional de Promoção Turística da Argentina) oferece um vale no valor de até US$ 100 para quem visitar o país.

O benefício deve ser concedido pelo menos até o final de 2023 para estrangeiros maiores de 18 anos que permaneçam por pelo menos três noites na Argentina. São cerca de 1.500 opções de gastronomia, bem-estar, aventura e entretenimento disponíveis no catálogo.

Para participar, basta acessar o site do programa Tesouros Argentinos e preencher o novo formulário, que deve estar disponível no próximo dia 15 de agosto, com informações básicas, como nome, idade, país e cidade de origem, além da data de chegada e saída.

O vale é convertido em pontos que podem ser utilizados exclusivamente nos estabelecimentos do programa, por meio de uma plataforma de troca. O benefício é pessoal e intransferível para gastar apenas em território argentino durante a estadia no país, não sendo possível trocá-lo por dinheiro.

Após preencher o formulário, o turista deve ativar seu benefício na chegada à Argentina, em locais destinados a este fim. Se o viajante não ativar o vale, ele não poderá fazer uso do benefício. Os pontos têm prazo de validade de 30 dias a partir da data em que a ativação é realizada.

Por que o desmate cresce no cerrado e cai na Amazônia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Enquanto a Amazônia vê sinais de melhora no ainda elevado desmatamento no bioma, a destruição do cerrado continua em franco crescimento, como apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (3). O que explica essa situação e diferença?

De agosto de 2022 a julho de 2023 (esse é o intervalo usado para registrar o desmatamento), o cerrado perdeu 6.347 km² de vegetação, apontam dados do Deter, programa do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O aumento, em comparação ao período anterior (2021-2022), é de 16%, o terceiro crescimento consecutivo, de acordo com a medição feita pelo Deter (que tem por intuito auxiliar operações de fiscalização). Os dados do Prodes (sistema, também do Inpe, específico e mais sensível para medir desmate) para o bioma devem ser divulgados no fim do ano.

A primeira explicação possível para a diferença de situação entre os dois biomas é a própria lei. Segundo o Código Florestal de 2012, as propriedades, quando autorizadas pelos órgãos ambientais competentes, podem derrubar áreas maiores no bioma cerrado.

As propriedades privadas que estão na Amazônia devem manter vegetação nativa em pé (o que é chamado de reserva legal) em 80% de sua área. Já para o cerrado o valor é de apenas 20% ou 35% (caso de áreas de cerrado localizadas na Amazônia Legal).

Essa diferença de tratamento dada pela legislação foi, inclusive, questionada pela ministra Marina Silva, de Meio Ambiente e Mudança Climática, nesta quinta-feira. “No caso do cerrado, há quase que uma acomodação, porque pode explorar [por lei] 80% [da vegetação nativa]. Então a ciência precisa dizer qual a base de sustentação e a base de suporte [da exploração] do bioma”, disse a ministra.

Vale lembrar que o cerrado tem cerca de metade do tamanho da Amazônia e registra taxas de desmatamento tão elevadas quanto. Além disso, somente pouco mais de metade do cerrado ainda conta com vegetação nativa.

Outro ponto que leva ao descolamento dos dois processos de avanço de desmatamento é o fato de que, na Amazônia, a derrubada costuma estar concentrada em áreas públicas, enquanto no cerrado ela está em propriedades particulares.

Tal cenário de devastação localizado em terras públicas na Amazônia, diz Isabel Figueiredo, coordenadora do programa cerrado e caatinga do ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza), permite uma capacidade de atuação maior do governo federal, por meio do Ibama, no bioma. Já no caso do cerrado, a responsabilidade acaba ficando em maior grau para os estados e seus órgãos de fiscalização.

Dessa forma, enquanto se vê uma maior atenção para ações de fiscalização de comando e controle na Amazônia, algo semelhante é de difícil realização no cerrado.

Especialistas ouvidos destacam ainda que, mesmo com potencial de desmate legalizado maior, nem toda derrubada no cerrado é legal –afinal, são necessárias autorizações de supressão válidas para que o desmatamento seja feito dentro de uma propriedade.

Outro ponto a ser levado em consideração é a maior proteção na Amazônia em forma de unidades de conservação e terras indígenas. Dados do MapBiomas apontam que somente cerca de 12% do território do cerrado está em alguma área de conservação ou terra indígena, enquanto as propriedades privadas ocupam 67%. Esses dados reforçam o potencial de atuação de organismos como o Ibama na floresta amazônica.

Ao se falar de desmatamento no cerrado é necessário citar o agronegócio, especialmente a soja, que está presente em cerca de 10% de todo o bioma, área ocupada que cresceu 1.443% entre 1985 e 2021, também de acordo com dados do MapBiomas.

Segundo os especialistas consultados, o foco em produção no bioma para produção de alimento e grãos, com menor preocupação ambiental, tem levado o cerrado a um cenário de sacrifício.

“Ele está sendo colocado na berlinda”, diz Ane Alencar, diretora de ciências do Ipam.

Ana Carolina Crisostomo, especialista de conservação do WWF-Brasil, ressalta a necessidade de mais transparência e mecanismos de rastreabilidade associados a commodities. “Sabemos que o desmatamento está concentrado na expansão da fronteira de produção de grãos”, diz. “É totalmente possível [fazer a rastreabilidade].”

O bioma amazônico também sofria com o avanço da soja e tal processo foi detido especialmente a partir da moratória da soja. Tal acordo levou à proibição do comércio, da aquisição e do financiamento de grãos produzidos em áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia após julho de 2008.

A moratória, porém, não é válida para o cerrado.

A especulação sobre as terras do cerrado caminha junto ao processo de desmate para agronegócio. Alencar destaca que há valorização, para posterior venda, de áreas já desmatadas no bioma.

Por fim, há ainda uma questão cultural, dizem os especialistas. O cerrado não é tão valorizado quanto a Amazônia ou a mata atlântica, por exemplo, e chega até a ser visto como um bioma menos rico, apesar de ser a mais biodiversa savana do mundo e ter grande importância para o país na questão hídrica.

Segundo os especialistas, há necessidade de melhorias na governança estadual sobre o cerrado.

Para isso, o governo federal poderia auxiliar na articulação entre os estados, na busca por investimentos para o bioma e na ampliação de áreas protegidas, diz Crisostomo.

Figueiredo diz, porém, que que tal tipo de ação por parte da esfera federal em busca de articulação já pode ser vista.

Mulher morre de "fome e exaustão" ao adotar dieta só de frutas

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Uma popular influencer vegana, que seguia uma dieta de frutas exóticas, “morreu de fome e exaustão” aos 39 anos de idade.

Zhanna Samsonova, de nacionalidade russa, vivia no Sudeste Asiático onde, durante os últimos cinco anos, seguiu uma dieta vegana, composta por “frutas, rebentos de sementes de girassol, creme de fruta e sucos”.

A russa era bem conhecida na comunidade vegana, publicando sob o nome de Zhanna D’Art nas redes sociais. Na sua conta, seguida por milhares de pessoas, promovia uma dieta de alimentos crus.

Segundo os seus amigos, os seus hábitos alimentares tornaram-se excessivamente restritivos nos últimos meses de vida, tendo a mulher morrido em 21 de julho por causa de uma “infecção do tipo cólera”, exacerbada pela “exaustão do corpo devido a uma dieta vegana”. Esta é, pelo menos, a versão compartilhada pela mãe de Zhanna.

Uma dieta de alimentos crus pode ter vários benefícios para a saúde, incluindo a perda de peso, uma melhor saúde cardiovascular e um menor risco de diabetes. Contudo, segundo a Healthline, se esta não for realizada de forma equilibrada, pode ter vários riscos, como deficiência em cálcio e vitamina D, essenciais para os ossos, baixos níveis de Vitamina B12, o que pode provocar anemia, lesões no sistema nervoso e infertilidade.

Apesar dos potenciais riscos da dieta de Samsonova, muitos dos seus seguidores recusam-se a acreditar que as suas escolhas alimentares tenham estado na origem da sua morte. Acreditam, ao invés, que os químicos presentes em algumas das frutas que comia em excesso é que teriam causado o óbito.

A causa oficial da morte de Zhanna ainda não foi determinada, uma vez que a sua família está tentando levar o seu corpo de volta para a Rússia.

Pedágios na BR-101 têm reajuste de tarifas

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Foto: Divulgação

Em uma atualização realizada nesta sexta-feira (4), as cinco praças de pedágio ao longo da rodovia BR-101 RJ/Norte, no trecho concedido à Arteris Fluminense, tiveram suas tarifas reajustadas. A nova tarifa básica de pedágio será de R$6,90.

O reajuste, com data-base de 2 de fevereiro – data que marca o aniversário da cobrança de pedágio na rodovia – corresponde à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao longo do período.

As praças de pedágio afetadas pela atualização são P1 e P2 em Campos dos Goytacazes/RJ, P3 em Casimiro de Abreu, P4 em Rio Bonito/RJ e P5 em São Gonçalo/RJ. A medida impactará o tráfego de veículos na região e poderá gerar discussões sobre o custo-benefício para os usuários da rodovia.

‘Maior devastador’ da Amazônia, suspeito de grilagem é preso pela PF

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Considerado por investigadores de esquemas de grilagem no País como “o maior devastador” da Amazônia, o empresário Bruno Heller foi preso nesta quinta, 3, em Novo Progresso, no Pará, durante operação que apura suspeita de invasões de terras da União e desmatamento para criação de gado na Floresta Amazônica. Os agentes da Operação Retomada vasculharam três endereços – além de Novo Progresso, houve diligências Sinop (MT).

Foram executadas ordens de sequestro de veículos, de 16 fazendas e de imóveis. Também foi determinada a indisponibilidade de 10 mil cabeças de gado. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal, que ainda ordenou o bloqueio de R$ 116 milhões dos investigados. O montante corresponde ao valor estimado dos recursos extraídos pelo grupo sob investigação e do que seria necessário para a recuperação da área atingida.

Heller foi preso em flagrante – com ele havia ouro bruto e uma arma ilegal. De acordo com os agentes, o empresário seria conduzido para o sistema prisional em Itaituba, também no Pará. Apontado como líder do grupo sob investigação, Heller já recebeu 11 autuações e seis embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O esquema chefiado pelo suspeito de ser um dos grileiros mais atuantes na Amazônia teria se apossado de mais de 21 mil hectares de terras da União.

‘Quatro Noronhas’

A PF afirmou que já identificou o desmatamento de mais de 6,5 mil hectares de floresta por parte da quadrilha. A área equivale a quase quatro ilhas de Fernando de Noronha (PE), conforme a corporação. Heller seria o principal “autor responsável pela destruição ambiental, com emprego de enorme aporte de recursos”.

Os investigadores afirmaram que as apurações que resultaram na ofensiva de ontem tiveram início após a identificação, por policiais baseados em Santarém (PA), do desmatamento de quase 6 mil hectares em Novo Progresso, onde Heller foi capturado.

As investigações da PF indicam que o grupo sob suspeita fazia inserções fraudulentas de informações no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O grupo usava nomes de terceiros, sobretudo de parentes. Depois, as áreas eram desmatadas e destinadas à pecuária.

Criado para centralizar dados sobre a vegetação nativa do País, o sistema do Cadastro Ambiental Rural se tornou uma ferramenta para a tomada de florestas e a invasão de territórios indígenas e da União. Nos últimos dez anos, o CAR, que é autodeclaratório, se transformou em uma máquina rápida de produzir documentos oficiais que ligam grileiros a uma propriedade, como mostrou o Estadão em março.

‘Grilagem digital’

De acordo com os investigadores da Operação Retomada, o grupo de Heller fazia uso indevido do CAR. “Os verdadeiros responsáveis pela exploração das atividades (eram mantidos) protegidos de processos criminais ou administrativos, que recaíam sobre os integrantes do grupo sem patrimônio.”

Na época da criação do CAR, em 2012, o governo justificou que pretendia mapear informações ambientais de todos os imóveis rurais do Brasil. Assim, cada dono de terra deve informar características hidrográficas, áreas de proteção, florestas, restingas e veredas, por exemplo. Os dados são enviados pela internet, por meio dos sites dos órgãos ambientais. Fragilidades, porém, tornam o sistema vulnerável a falsificadores e prejudica o mercado de terras.

Indígenas

Ainda de acordo com a PF, o grupo investigado danificou áreas circundantes a terras indígenas e unidades de conservação. Perícias indicam que tais danos teriam atingido, por exemplo, a Terra Indígena Baú (PA), de 1,5 mil hectares.

O mecanismo da grilagem digital atinge especialmente as terras indígenas com processos de homologação em fase inicial. Por meio de cruzamentos de bases de dados geoespaciais com milhares de registros do CAR, o Estadão identificou 325 fazendas registradas ilegalmente, entre 2014 e 2023, sobre cinco áreas que deveriam ser ocupadas exclusivamente por comunidades tradicionais da floresta.

A defesa de Bruno Heller não havia se manifestado até a noite de ontem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Polícia Militar apreende materiais de jogos do bicho no Parque Calabouço

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Nesta quinta-feira (3) durante uma ação de repressão à contravenção penal, equipes policiais do 6º Comando de Policiamento de Área (CPA) – 8º Batalhão da Polícia Militar, apreenderam jogos do bicho na Rua Cabo Amaro Burla, no bairro Calabouço, em Guarus.

Após diligências, os policiais conseguiram apreender, com a acusada, uma quantidade significativa de materiais relacionados ao jogo ilícito, incluindo 90 talões de apostas do Jogo do Bicho, além de R$ 420,00 em espécie e diversos resultados de jogos anteriores.

A mulher e o todo o material apreendido foram encaminhados à 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde a mulher foi autuada com base no artigo 58 da Lei 3.688/41, que trata sobre contravenções penais. Após prestar depoimento, ela foi liberada, porém todo o material apreendido permaneceu na DP.

Acesso ao Morro do Itaoca segue interditado

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Foto: Divulgação Ascom

As obras de reestruturação do acesso ao Morro do Itaoca já estão com a primeira fase concluída e compreende na construção de muro de arrimo nos trechos que foram afetados pelas intensas chuvas; construção de guarda-corpos com pilares de concretos reforçados e tubos galvanizados; remoção de árvores caídas; podas de galhos adernados sobre a via de acesso; e construção de calçadas nos pontos estreitos para proporcionar segurança aos visitantes que optam por subir a pé.

O acesso permanece interditado para visitação em função da segunda etapa das obras, que compreende na remoção dos paralelepípedos que foram revirados pela força das águas e que será necessário fazer a recomposição da base da via para a recomposição dos paralelos.

O local está sob controle de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) que, no entanto, permite o acesso controlado de técnicos que precisam subir ao topo do Moro Itaoca para realizar manutenção das antenas das concessionárias de serviços públicos como comunicação, telefonia, saúde, aviação, radiodifusão e segurança pública, conforme explica o secretário de Turismo, Hans Muylaert.

Fonte: Ascom

Acidente em Atafona: Mulher de 60 anos fica ferida após queda de moto

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Santa Casa de Misericórdia de SJB

Na tarde desta quinta-feira (3), uma mulher de 60 anos ficou ferida em um acidente na Avenida Atlântica, em Atafona, distrito de São João da Barra.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima estava sozinha no veículo no momento da queda. Ela foi socorrida e levada às pressas para a emergência da Santa Casa de Misericórdia de São João da Barra, apresentando escoriações pelo corpo.

O incidente já está sob investigação e foi registrado na 145ª Delegacia de Polícia de São João da Barra.

Moto com torbal é apreendida na área central de Campos

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Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Na tarde desta quinta-feira (3) agentes da Operação Segurança Presente apreenderam uma motocicleta com torbal. O caso ocorreu na Rua Barão do Amazonas, no Centro de Campos.

Durante patrulhamento, os agentes tiveram a atenção voltada para uma motocicleta que produzia ruído incompatível, causando perturbação sonora sendo possível visualizar o cano de descarga livre (torbal).

Uma abordagem foi realizada e durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado com o motociclista. A moto também não possuía sinais de adulteração nos elementos identificadores.

Mas diante do escapamento irregular, o homem juntamente com a motocicleta foi encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde foi autuado e a motocicleta ficou apreendida na sede policial para ser encaminhada a perícia.

Decretado ponto facultativo nessa sexta-feira em SFI

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Foto: Divulgação SFI

Em virtude das celebrações de Nossa Senhora das Neves no município vizinho de Presidente Kennedy, a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) decretou ponto facultativo nas repartições públicas municipais nesta sexta-feira (4), véspera do dia dedicado à festa católica. A determinação foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (3).

O decreto assinado pela prefeita Francimara Barbosa Lemos ressalta que embora o santuário esteja edificado em um município próximo e localizado no estado do Espírito Santo, “os nossos munícipes, quase em totalidade, passam a se deslocar” para venerar e agradecer Nossa Senhora das Neves.

Segundo a medida, funcionarão regularmente “serviços públicos indispensáveis, contínuos e essenciais à preservação da vida humana”. A publicação informa que “os titulares das secretarias de Saúde, de Obras, Urbanismo e Serviços Públicos e de Transporte ficarão encarregados de organizar seus setores”.

Com o ponto facultativo, a inauguração das obras de reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde de Praça João Pessoa foi transferida para a próxima sexta-feira (11), às 10h. Na mesma ocasião, a prefeita Francimara implantará na localidade a quinta base do Serviço Municipal de Resgate (SMR).

Fonte: Ascom

Mulher sofre choque térmico e morre ao nadar em mar de praia espanhola

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Uma mulher de 40 anos morreu, esta quinta-feira à tarde, enquanto tomava banho na praia de Percheles, em Múrcia, Espanha. A mulher foi vítima da síndrome de imersão.

O alerta foi dado pelas 18h35 quando uma equipe de salvamento tentava resgatar a mulher da água do mar, revela o ’20 minutos’.

Três socorristas retiraram-na inconsciente da água, tendo sido realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar, quer pelos socorristas, quer por médicos que chegaram mais tarde ao local numa ambulância. Contudo, a vítima não sobreviveu.

A mulher sofreu uma síndrome de imersão, isto é, um choque térmico que pode causar a morte súbita de uma pessoa após a imersão em água muito fria, geralmente devido a parada cardíaca.

Fóssil encontrado no Peru pode ter sido de animal mais pesado já registrado na Terra

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LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Com cerca de 20 metros de comprimento e pesando até 340 toneladas (superando a massa corporal até dos maiores dinossauros), uma espécie de baleia que habitou há 39 milhões de anos a região onde hoje fica o Peru pode ter sido o animal mais pesado já registrado no planeta Terra.

Em artigo publicado na última edição da revista Nature, um time de cientistas apresenta o bicho, batizado, em razão de sua origem geográfica e de suas dimensões colossais, como Perucetus colossus.

Os vestígios foram encontrados no Peru, no deserto de Ocucaje, que abriga uma série de tesouros fósseis do antigo mar peruano. Ao se depararem com os restos da baleia, os cientistas chegaram a pensar que se tratava de rochas, devido à dureza incomum do material.

A descoberta era, na verdade, um conjunto de ossos gigantescos de “um animal que não pensávamos que poderia existir”, relata Aldo Benites-Palomino, pesquisador da Universidade de Zurique e um dos autores do trabalho.

O paleontólogo fez uma série de publicações nas redes sociais para dar detalhes e apresentar os bastidores da pesquisa. “Escavamos os restos deste animal em um grande trabalho de extração de vértebras que pesam mais de 180 quilos”, revelou.

Os cientistas conseguiram recuperar um esqueleto parcial, incluindo 13 vértebras, 4 costelas e 1 osso do quadril, todos de grande dimensão.

Ao começarem a analisar o material, os cientistas se surpreenderam com a densidade e compactação dos ossos identificados, partindo então para uma análise minuciosa da composição.

A etapa seguinte foi a construção de um modelo 3D da antiga baleia, o que permitiu estimar com mais clareza os detalhes anatômicos da espécie e compará-la a outros animais.

Os resultados das simulações revelaram as dimensões expressivas da espécie peruana, indicando que a massa do animal seria de no mínimo 85 toneladas. O peso máximo estimado, por sua vez, era de 340 toneladas.

O resultado, segundo o trabalho, “representa potencialmente o animal mais pesado já descrito”.

Atualmente, o título de animal mais pesado do mundo pertence à baleia-azul (Balaenoptera musculus), cujos maiores exemplares chegam a cerca de 190 toneladas.

“Descobertas de formas corporais tão extremas são uma oportunidade para reavaliarmos nossa compreensão da evolução animal. Parece que nós estamos apenas vagamente cientes sobre quão surpreendentes as formas das baleias podem ser”, avaliam J.G.M. Thewissen e David A. Waugh, dois especialistas no tema vinculados à Universidade Médica do Nordeste de Ohio.

A dupla, que não participou da pesquisa, publicou um artigo analisando a descoberta, também na revista Nature.

Devido à ausência de partes importantes do fóssil, como o crânio e os dentes, ainda restam muitas dúvidas sobre o Perucetus colossus. Os cientistas já sabem, porém, que ele vivia em águas pouco profundas e se deslocava lentamente.

Ao contrário da maioria das baleias, porém, a nova espécie provavelmente não era um predador ativo. Uma das hipóteses para a dieta do animal é que ele seria um tipo de carniceiro, alimentando-se da carcaça de vertebrados afundados.

Além de um possível novo peso-pesado do mundo animal, o trabalho também contribui para a compreensão da evolução dos cetáceos – subordem de mamíferos que inclui golfinhos, baleias e botos.

A descoberta do Perucetus colossus e as conclusões apresentada pelo grupo indicam que a tendência para o gigantismo dos cetáceos pode ter acontecido cerca de 30 milhões de anos antes do que indicavam estudos anteriores.

Por tudo isso, embora destaquem as limitações do trabalho e as muitas lacunas ainda existentes sobre a vida e o comportamento da baleia peruana, a análise publicada por Thewissen e Waugh diz que ela pode significar mais do que apenas uma nova espécie para a ciência.

“É muito cedo para dizer, mas tais considerações demonstram que a importância desse fóssil vai além da documentação de uma forma de vida até então desconhecida”, escrevem.

ONU pede investigação sobre 45 mortes em operações policiais no Brasil

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Os números no estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia revelam “uma das semanas mais sangrentas dos últimos anos” no Brasil, onde a polícia lançou várias operações nos últimos dias para, supostamente, combater o tráfico de droga e o crime organizado em diferentes cidades do país, disse a porta-voz do gabinete, Marta Hurtado, num comunicado.

As mortes “seguem-se a casos de violência policial e supostas execuções extrajudiciais nos últimos anos, em circunstâncias que nunca foram totalmente esclarecidas e pelas quais os responsáveis não foram responsabilizados”, acrescentou a porta-voz.

Hurtado destacou que as mortes em operações policiais diminuíram nos últimos anos no Brasil, mas ao mesmo tempo “aumentaram as mortes de afrodescendentes às mãos da polícia”.

“Os novos casos reforçam a necessidade urgente de desenvolver e implementar políticas e práticas adequadas para evitar violações dos direitos humanos durante as operações policiais”, acrescentou.

A porta-voz do gabinete chefiado pelo alto-comissário Volker Türk pediu para as autoridades brasileiras que efetuem investigações independentes, exaustivas e imparciais sobre todos estes assassinatos, “em conformidade com as normas internacionais em matéria de direitos humanos”.

“Lembramos também às autoridades brasileiras que a força só deve ser usada quando estritamente necessária e em conformidade com os princípios da legalidade, precaução e proporcionalidade”, concluiu o comunicado do escritório da ONU.

EUA: Mulher morre após beber dois litros de água em 20 minutos

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Uma mulher, de 35 anos, morreu depois de ter ingerido quase dois litros de água em menos de 20 minutos, no estado norte-americano de Indiana.

A história foi revelada esta quinta-feira (3) pelo New York Post, que conta que Ahsley Summers aproveitou o fim de semana do 4 de Julho para ir com o marido e os dois filhos até ao Lago Freeman.

Sentindo-se desidratada, e dadas as temperaturas, que rondavam os 30º C, segundo as publicações norte-americana, a mulher começou a beber água.

“Alguém disse que ela bebeu quatro garrafas de água em 20 minutos”, contou à imprensa norte-americana o irmão da vítima, Devon Miller. O familiar destacou que essa é a quantidade que se deve ingerir durante um dia – e que esta o terá feito numa questão de minutos.

Segundo relato, pouco tempo depois, a mulher começou a sentir tonturas e dor de cabeça e, quando chegou em casa, desmaiou. Apesar de ainda ter sido levada para o hospital, a mulher não resistiu e acabou morrendo.

A família teria ficado em choque ao ser informada de que a morte aconteceu por uma intoxicação com água. A intoxicação com este líquido acontece quando o mesmo é consumido de forma excessiva num curto espaço de tempo, algo que acaba por interferir no equilíbrio do corpo, resultando, por exemplo, em baixos níveis de sódio no sangue.

Os sintomas podem incluir mal-estar, cãibras, dor, náuseas, tonturas e dor de cabeça. Também no mesmo mês, nos EUA, um rapaz de dez anos foi hospitalizado pelo mesmo motivo, não tendo, no entanto, morrido.

O jovem começou a ter vômitos e a perder funções motoras depois de ter bebido seis garrafas de água numa hora. Os pais contam que o seu comportamento parecia o de uma pessoa que estaria sob o efeito de drogas.

MP vai investigar decisão do governo Tarcísio de usar só livro digital nas escolas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para investigar a decisão do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de utilizar apenas livros digitais, e não mais os impressos, nas escolas estaduais a partir do 6º ano.

Ao abrir o inquérito, a promotora Fernanda Peixoto Cassiano questionou o fato de que, com essa decisão, o governo optou por abrir mão de R$ 120 milhões que receberia do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). Essa é a primeira vez que São Paulo fica fora do programa, destinado a comprar livros didáticos para os Estados com verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, do MEC.

Em ofício a ser encaminhado à Secretaria do Estado da Educação de São Paulo, a promotora citou o fato de o governo ter anunciado que será o responsável pela elaboração do conteúdo didático e cobrou informações sobre quem serão as pessoas e as empresas que irão elaborar esse material, além dos custos.

Questionou ainda se essa decisão não afetará “o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, bem como as peculiaridades sociais, regionais e culturais”.

Fernanda Cassiano cobrou também uma resposta sobre os impactos pedagógicos da adoção de obras apenas digitais, bem como em relação aos prejuízos do uso excessivo de tecnologia na infância e na adolescência. Ela citou um relatório da Unesco sobre o tema e sugeriu um adiamento da decisão para o aprofundamento do debate.

O governo terá dez dias para responder aos questionamentos. A promotora afirmou que poderão ser tomadas medidas judiciais.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Educação de São Paulo afirmou que ainda não foi oficialmente notificada e que vai prestar os devidos esclarecimentos assim que isso acontecer.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o secretário de Educação, Renato Feder, afirmou que a intenção de padronizar o conteúdo é o de facilitar a formação de professores e a aplicação da Prova Paulista, que é igual para todas as escolas. Ele também criticou a qualidade dos livros do PNLD, afirmando que são superficiais.

Trump se declara inocente de todas as acusações em processo do 6 de Janeiro

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Donald Trump voltou a Washington nesta quinta (3), mas não como gostaria. Ele se apresentou à Justiça às 16h25 para ser acusado formalmente por atentar contra pilares da democracia.

Na ocasião, ele se declarou não culpado pelos quatro crimes de que é suspeito, uma lista que inclui de conspiração para defraudar os Estados Unidos à obstrução de procedimento formal segundo documento divulgado pelo conselheiro especial do Departamento de Justiça Jack Smith na última terça.
A pena máxima prevista varia de cinco a 20 anos, a depender da acusação. O tempo total de prisão, porém, vai depender da sentença e por quais acusações ele for condenado, caso seja.

Depois da audiência, ao embarcar de volta para Nova Jersey, o ex-presidente afirmou que aquele era “um dia muito triste para o seu país. “Esta é uma perseguição política. Isso não deveria poder acontecer nos EUA.”

A primeira audiência com a juíza responsável pelo caso,Tanya S. Chutkan, foi marcada para 28 de agosto. Ela já afirmou que pode dispensá-lo de comparecer pessoalmente a essa etapa. A data do julgamento ainda não foi definida. Acusação e defesa devem apresentar suas propostas nos próximos dias.

As acusações feitas esta semana se somam àquelas de outros dois processos: um na Justiça de Nova York, envolvendo a compra do silêncio de uma atriz pornô na campanha de 2016, e outro, na Justiça Federal, relacionada à posse ilegal de documentos secretos da Casa Branca após Trump ter deixado a Presidência

Assim, trata-se da terceira vez que o republicano comparece perante um juiz neste ano. A audiência desta quinta, chamada em inglês de “arraignment”, equivale à audiência de instrução no Brasil, etapa inicial de um processo criminal, em que o réu ouve as acusações e é questionado se declara-se culpado ou não.

Nas duas audiências anteriores, Trump afirmou não ser culpado. Ele também teve apenas as digitais coletadas -não tiraram a fotografia, conhecida como “mugshot”, que costuma ser registrada pela Justiça.

A audiência ocorreu no tribunal E. Barrett Prettyman, nas proximidades do Capitólio, palco da invasão orquestrada por apoiadores do ex-presidente em 6 de janeiro de 2021, na tentativa de impedir a confirmação da vitória de Joe Biden à Presidência, em 2020. Então, cinco pessoas morreram.

O episódio, junto às tentativas de Trump de reverter sua derrota na eleição, é o pano de fundo do processo na Justiça Federal ao qual ele responde agora e que pode resultar em penas de até 20 anos de prisão.

Em preparação para a audiência, um grande esquema de segurança foi montado na capital. Em frente à corte, dezenas de manifestantes, entre apoiadores e opositores de Trump, tentavam atrair a atenção dos jornalistas. Caixas de som, megafones, bandeiras e fantasias foram alguns dos métodos empregados.

Poucos manifestantes estavam na frente do tribunal nesta terça. Um deles é o brasileiro-americano Daniel de Moura, 32. Ele afirma morar nos EUA há cerca de seis anos e se define como ativista político. Com uma bandeira em apoio a Trump, ele diz que o republicano “defende a população de toda a corrupção” e que a eleição foi roubada de Trump, assim como teria ocorrido com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele afirma ainda que pessoas que participaram da invasão do Capitólio foram presas sem terem feito nada.

Já Domenic Santana, 61, veio protestar contra o ex-presidente. Apesar de se identificar como republicano, ele afirma que Trump é um “rato”, um “artista da mentira”, e que os republicanos que ainda o apoiam são “zumbis”. Nas primárias republicanas, ele diz apoiar o ex-governador de Nova Jersey Chris Christie.

O restante dos manifestantes estava concentrado numa mesma área, o que gerou alguns embates verbais. Uma mulher com um megafone fez críticas ao republicano para se sobrepor às falas de trumpistas, e outra levou uma caixa de som, circulando com a placa “turnê de celebração da acusação contra Trump”.

Enquanto ocorria a audiência dentro do tribunal, do lado de fora manifestantes de cada lado continuavam medindo forças -pacificamente. Em frente à corte, do outro lado da rua, um homem que se apresentava como “negro, republicano e apoiador de Trump” cantava uma música contra Biden com auxílio de uma caixa de som.

Ao mesmo tempo, outro homem pulou em frente a ele e começa a balançar uma placa com a frase “prendam o traidor”. Em uma outra esquina, um grupo de pessoas repetia em conjunto “prendam-no, prendam-no”.

Além dos manifestantes, muitos curiosos se aglomeravam no ponto da calçada mais próximo da garagem por onde Trump entrou no prédio. Há um forte esquema de segurança, com bloqueios em vários pontos do quarteirão, que impede a aproximação do local onde o ex-presidente entrou, e por onde deve sair.

O próximo passo é a definição da data do julgamento. Até agora, já há um marcado, no caso que corre na Justiça de Nova York, para março do ano que vem. Nenhuma dessas ações pode tirá-lo da corrida pela Casa Branca, mesmo no caso de ele ser condenado, uma vez que a legislação americana não prevê nenhum impedimento para que uma pessoa acusada ou presa dispute um cargo público.

Em sua defesa, o ex-presidente afirma sofrer perseguição política -o Departamento de Justiça, lado acusador nos processos dos documentos sigilosos e do questionamento da eleição, está sob o guarda-chuva do governo Biden. Em resposta à acusação mais recente, seus advogados têm afirmado ainda que o republicano exercia seu direito à liberdade de expressão ao questionar o resultado do pleito e que ele genuinamente acreditava que uma fraude ocorreu -os procuradores dizem que ele sabia estar mentindo.

Por fim, Trump também afirma que as acusações são uma estratégia para desviar a atenção das investigações contra Hunter Biden, filho de Joe Biden, por possíveis violações de leis relacionadas a impostos e por lavagem de dinheiro em transações comerciais estrangeiras.

Papa, recebido em Lisboa como pop star, alerta sobre ‘ilusões do mundo virtual’

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LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Em seu primeiro grande evento na Jornada Mundial da Juventude, nesta quinta (3), o papa Francisco criticou as redes sociais e alertou para os perigos de quem valoriza excessivamente o mundo digital.

O pontífice pediu aos fiéis que acompanhavam a missa que celebrou atenção para não deixar se enganar por “ilusões do mundo virtual”. “Muitas realidades que nos atraem e nos prometem felicidade mostram-se depois pelo que são: coisas vãs, supérfluas, substitutos que deixam um vazio interior”, disse o argentino, que destacou ainda a existência de “lobos que se escondem por trás de sorrisos de falsa bondade”.

O que o pontífice não citou é que a Jornada Mundial da Juventude promove, na sexta (4), a primeira edição do Festival de Influenciadores Católicos, para promover criadores de conteúdo cristãos de vários países.

Em espanhol e com uma linguagem mais informal direcionada aos jovens, o papa disse ainda que “há espaço para todos na igreja”. A fala sobre a importância do acolhimento acontece em um momento em que as tensões entre as alas conservadores e progressistas da Igreja Católica seguem em ebulição.

Nesta quinta, em Lisboa, uma missa organizada por um grupo de católicos LGBTQIA+ no âmbito da JMJ foi alvo de protestos. Cerca de dez pessoas interromperam o culto, e a polícia foi chamada para intervir.

Já a cerimônia com Francisco aconteceu sem sobressaltos. Cerca de 500 mil pessoas, segundo a Santa Sé, lotaram o palco do evento, instalado numa colina no coração da capital portuguesa. Espalhada pelo gramado, a multidão recebeu o pontífice com aplausos e coro de “papa Francisco”, bem no estilo pop star.

Muitos peregrinos não escondiam a emoção de estar na presença do papa, e vários fiéis acompanharam os deslocamentos do pontífice pela cidade. Pela manhã, Francisco visitou a Universidade Católica e realizou reuniões com estudantes, refugiados e religiosos. O dia anterior, o primeiro do papa em Portugal, foi preenchido por agendas com políticos e membros do clero, além de um aguardado encontro com vítimas de abuso sexual perpetrado por membros da Igreja Católica em Portugal desde 1950.

Em uma reunião que ficou de fora do programa oficial da visita ao país, ele se reuniu reservadamente com 13 vítimas, além de representantes do clero e membros da sociedade civil que lidam com o tema.

Antes, Francisco havia feito um reconhecimento indireto da situação. Ao comandar uma celebração dirigida a membros do clero no mosteiro dos Jerônimos, falou que a igreja precisava de “uma purificação”.

A fala se deu enquanto o papa comentava “a desilusão e a aversão” que muitas pessoas nutrem pela Igreja Católica em razão de “escândalos que desfiguraram o seu rosto”, uma referência às denúncias que vieram à tona nos últimos tempos de escândalos encobertos pelo Vaticano. A questão dos abusos contra menores de idade tem sido um dos grandes temas em Portugal, após uma investigação conduzida por uma comissão independente identificar que pelo menos 4.815 crianças e adolescentes foram vítimas de membros da instituição no país desde 1950. Mais de 70% dos abusadores eram padres.

Como forma de chamar a atenção para as vítimas, um grupo de portugueses arrecadou fundos por meio de uma vaquinha online para instalar três outdoors com referências aos escândalos. Uma das placas, no entanto, acabou removida pela Câmara Municipal de Oeiras, equivalente à prefeitura local, poucas horas após ser revelada. As autoridades municipais alegam que se trata de uma publicidade ilegal.

O papa Francisco segue com agenda intensa em Portugal nos próximos dias. Na sexta (4), participará da confissão de alguns peregrinos e comandará uma via-sacra com os participantes da jornada.

No sábado (5), o pontífice faz uma breve viagem ao santuário de Fátima pela manhã, mas regressa a Lisboa durante a tarde, a tempo de rezar o terço com jovens doentes e comandar o início da vigília. Ele volta ao Vaticano no domingo (6), depois de celebrar uma missa e participar da cerimônia de encerramento, na qual será anunciada a próxima cidade a sediar a jornada da juventude.

Trump se apresenta à Justiça para ser acusado em processo do 6 de Janeiro

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Donald Trump voltou a Washington nesta quinta (3), mas não como gostaria. Ele se apresentou à Justiça às XXh para ser acusado formalmente por atentar contra pilares da democracia.

A audiência ocorre no tribunal E. Barrett Prettyman, nas proximidades do Capitólio, palco da invasão orquestrada por apoiadores do ex-presidente em 6 de janeiro de 2021, na tentativa de impedir a confirmação da vitória de Joe Biden à Presidência, em 2020. Na ocasião, cinco pessoas morreram.

O episódio, junto às tentativas de Trump de reverter sua derrota na eleição, é o pano de fundo do processo na Justiça Federal ao qual ele responde agora e que pode resultar em penas de até 20 anos de prisão.

Em preparação para a audiência, um grande esquema de segurança foi montado na capital. Em frente à corte, dezenas de manifestantes, entre apoiadores e opositores de Trump, tentavam atrair a atenção dos jornalistas. Caixas de som, megafones, bandeiras e fantasias foram alguns dos métodos empregados.

Desta vez, o ex-presidente é alvo de quatro acusações, de conspiração para defraudar os EUA à obstrução de procedimento formal, assinadas pelo conselheiro especial do Departamento de Justiça Jack Smith.

Elas foram divulgadas na última terça e se somam a outros dois processos: um na Justiça de Nova York, envolvendo a compra do silêncio de uma atriz pornô na campanha de 2016, e outro, na Justiça Federal, relacionada à posse ilegal de documentos secretos da Casa Branca após Trump ter deixado a Presidência.

Assim, trata-se da terceira vez que o republicano comparece perante um juiz neste ano. A audiência desta quinta, chamada em inglês de “arraignment”, equivale à audiência de instrução no Brasil, etapa inicial de um processo criminal. Nela, o réu ouve as acusações e é questionado se declara-se culpado ou não.

Poucos manifestantes estão na frente do tribunal nesta terça. Um deles é o brasileiro-americano Daniel de Moura, 32. Ele afirma morar nos EUA há cerca de seis anos e se define como ativista político. Com uma bandeira em apoio a Trump, ele diz que o republicano “defende a população de toda a corrupção” e que a eleição foi roubada de Trump, assim como teria ocorrido com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele afirma ainda que pessoas que participaram da invasão do Capitólio foram presas sem terem feito nada.

Já Domenic Santana, 61, veio protestar contra o ex-presidente. Apesar de se identificar como republicano, ele afirma que Trump é um “rato”, um “artista da mentira”, e que os republicanos que ainda o apoiam são “zumbis”. Nas primárias republicanas, ele diz apoiar o ex-governador de Nova Jersey Chris Christie.

O restante dos manifestantes está concentrado numa mesma área, o que gerou alguns embates verbais. Uma mulher com um megafone fez críticas ao republicano para se sobrepor às falas de trumpistas, e outra levou uma caixa de som, circulando com a placa “turnê de celebração da acusação contra Trump”.

Nas duas audiências anteriores, Trump afirmou não ser culpado. Ele também teve apenas as digitais coletadas -não tiraram a fotografia, conhecida como “mugshot”, que costuma ser registrada pela Justiça.

O próximo passo é a definição da data do julgamento. Até agora, já há um marcado, no caso que corre na Justiça de Nova York, para março do ano que vem. Nenhuma dessas ações pode tirá-lo da corrida pela Casa Branca, mesmo no caso de ele ser condenado, uma vez que a legislação americana não prevê nenhum impedimento para que uma pessoa acusada ou presa dispute um cargo público.

Em sua defesa, o ex-presidente afirma sofrer perseguição política -o Departamento de Justiça, lado acusador nos processos dos documentos sigilosos e do questionamento da eleição, está sob o guarda-chuva do governo Biden. Em resposta à acusação mais recente, seus advogados têm afirmado ainda que o republicano exercia seu direito à liberdade de expressão ao questionar o resultado do pleito e que ele genuinamente acreditava que uma fraude ocorreu -os procuradores dizem que ele sabia estar mentindo.

Por fim, Trump também afirma que as acusações são uma estratégia para desviar a atenção das investigações contra Hunter Biden, filho de Joe Biden, por possíveis violações de leis relacionadas a impostos e por lavagem de dinheiro em transações comerciais estrangeiras.

Escola em tempo integral: governo publica regras para adesão

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, nessa quarta-feira (2), uma portaria que define as regras para adesão e a pactuação de metas pela ampliação de matrículas em tempo integral. Estados, Distrito Federal (DF) e municípios podem aderir ao cronograma de 2023, até o dia 31 de agosto.

A adesão deve ser realizada por meio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec), de forma voluntária. Após essa etapa, no período de 1º de setembro a 15 de dezembro, os entes federados deverão pactuar com o MEC as metas e o recebimento de repasses.

A portaria estabelece um fomento mínimo de R$ 1.693,22, por aluno matriculado em tempo integral na educação básica, da creche ao ensino médio. Cada ente federado que aderir terá um cálculo próprio de acordo com os valores estabelecidos no âmbito do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O valor será pago a municípios, estados e DF em duas parcelas que levarão em conta o número de matrículas pactuadas, o valor do fomento calculado para aquele ente e o tempo de ensino integral ofertado naquela rede. É necessário um mínimo de sete horas diárias, ou 35 horas semanais de atividades escolares, em dois turnos, para que configure uma matrícula do Programa Escola em Tempo Integral, estabelecido pela Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023.

A transferência da primeira parcela será feita até o dia 31 de dezembro deste ano. No início de 2024, os entes federados que receberem o fomento terão o prazo de 1º de janeiro a 1º de março para declarar a efetivação das matrículas pactuadas. Após esse período, o MEC realizará o pagamento da segunda parcela.

O Ministério da Educação estabeleceu como meta a ampliação da oferta em 1 milhão de matrículas em tempo integral nas escolas de educação básica de todo o país, ainda em 2023. Até o ano de 2026, o objetivo é ampliar a oferta em cerca de 3,2 milhões de matrículas.

As novas matrículas criadas, ou convertidas para jornada integral, a partir de 2023, deverão ser registradas pelos entes federados no Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

 

Alertas de desmatamento batem recorde no Cerrado

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Amazônia e Cerrado apresentam situações opostas com relação ao desmatamento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os alertas de desmatamento bateram recorde no Cerrado, o segundo maior bioma do país. Já na Amazônia, os alertas chegaram ao menor índice em quatro anos.

No Cerrado, de janeiro a julho, os avisos do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) aumentaram 21%.

Entre agosto de 2022 e julho deste ano, mais de 6.300 quilômetros quadrados foram desmatados, a maior parte deles na região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins,  Piauí e Bahia.

No caso da Amazônia, os alertas de desmate entre janeiro e julho deste ano caíram 42,5%. Uma mudança forte de sinal já que, no semestre anterior, a tendência era de aceleração do desmatamento. Entre agosto de 2022 e julho deste ano, o Deter emitiu alertas para uma área de 7.952 quilômetros quadrados.

A queda dos indícios de desmatamento foi registrada em todos os estados do bioma.

Uma diferença importante entre esses dois biomas, segundo explicaram os especialistas, é a reserva legal. Na Amazônia a área que deve ser preservada é de 80% da propriedade. No Cerrado, ao contrário, apenas 20% devem ser mantidos em pé. Por isso, o desmatamento do Cerrado é, em grande parte, autorizado, o que impede autuações por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que o governo trabalha para lançar em outubro um plano para combater o desmatamento no Cerrado.