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Aviões militares da Colômbia colidem no ar e acidente deixa um morto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Dois aviões da Força Aérea colombiana se chocaram no ar durante um treino neste sábado (1º), deixando um morto. O acidente envolveu dois aviões T-27 Tucano, modelo produzido pela Embraer.

A colisão ocorreu por volta das 17h30 no horário local (19h30 em Brasília) perto da base aérea de Apiay em Villavicencio, no departamento de Meta, no centro do país, a cerca de 120 quilômetros da capital, Bogtá. A Força Aérea colombiana disse estar investigando as causas do acidente.

A vítima foi identificada como sendo o tenente-coronel Mario Andrés Espinosa González, comandante do Grupo de Educação Aeronáutica. Outro militar ficou ferido e foi levado ao hospital.
“Expressamos nossas condolências e nossa solidariedade à família do piloto falecido”, disse a Força Aérea do país em comunicado. “Os pilotos não morrem, apenas voam mais alto.”
Testemunhas gravaram o momento do acidente, e os vídeos foram publicados nas redes sociais. Em um deles, é possível ver os dois aviões se chocando e deixando um rastro de fogo, seguidos de perto por pelo menos mais três aeronaves.

Em outras imagens, é possível ver o que parecem ser destroços de uma das aeronaves pegando fogo no chão.

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Carro invade casa de prefeito na França em noite de protestos violentos

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A casa do prefeito de L’Haÿ-les-Roses, nos arredores de Paris, foi invadida na quinta noite de protestos na França.

Manifestantes colidiram um carro blindado na casa de Vincent Jeanbrun por volta das 1h30 (horário local). Eles atearam fogo ao veículo “na tentativa de incendiar a casa”, afirmou o prefeito.
A esposa e os filhos de Jeanbrun estavam dormindo no momento do ataque e ficaram feridos tentando escapar. Jeanbrun estava na Câmara Municipal.

A mulher foi hospitalizada com ferimentos no joelho, assim como um dos filhos pequenos, em estado menos grave, informou a equipe de Jeanbrun.

Nas redes sociais, Jeanbrun denunciou a “tentativa de assassinato de uma covardia indescritível”. A polícia abriu inquérito, informou uma fonte judicial à agência de notícias AFP.
O carro da família de Jeanbrun também foi incendiado antes dos invasores serem dispersados do local pela polícia e bombeiros.

Na manhã deste domingo, a casa de Jeanbrun estava sob proteção policial e com marcas do ataque, incluindo o portão destruído e uma cerca atingida pelas chamas.
Além do ataque à casa do prefeito de L’Haÿ-les-Roses, o veículo oficial do prefeito em La Riche, na região de Indre-et-Loire, foi incendiado.

A França vive uma onda de protestos desde a morte de Nahel, um adolescente de 17 anos morto por um tiro à queima-roupa por um policial durante blitz de trânsito na última terça-feira (27).

O policial responsável pela morte foi preso e será investigado por homicídio culposo.

Até o momento, cerca de 2.800 manifestantes foram detidos por participar de saques, vandalismos e ataques à polícia.

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Família despede-se de Naël em funeral privado, enquanto França ‘arde’

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As cerimônias fúnebres de Naël Merzouk, o jovem de 17 anos baleado fatalmente por um agente da polícia francesa na terça-feira passada, iniciaram-se este sábado com um velório privado, e seguiram numa cerimônia na mesquita e o enterro num cemitério local.

Família e amigos despediram-se do jovem em Nanterre, nos arredores de Paris, tendo sido acompanhados por uma grande multidão que clamava por “justiça pelo Naël”.

Os advogados dos entes queridos do adolescente apelaram aos jornalistas para que se mantivessem afastados, argumentando que este era “um dia para a família de Naël” fazer o luto “com discrição”.

“Um policial não pode disparar contra as nossas crianças, roubar a vida das nossas crianças”, considerou a mãe de Naël, Mounia, em declarações à imprensa francesa.

A morte do jovem de origem árabe tem ‘incendiado’ toda a França, que degenerou em tumultos, especialmente nos bairros populares das grandes cidades e na região metropolitana de Paris. Este foi o terceiro tiroteio fatal levado realizado pelas autoridades em 2023 numa fiscalização rodoviária, e o 21.º desde 2020, sendo que a maioria das vítimas tem origem nos países do norte de África.

Marselha e Lyon têm sido os grandes epicentros da tensão, razão pela qual o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, anunciou que vai ser mantida a mobilização de 45 mil policiais e guardas nacionais para enfrentar os tumultos desta noite.

Ainda assim, o governo optou por não declarar o estado de emergência nas localidades mais afetadas pelos distúrbios urbanos, apesar de estar de novo previsto o envio de veículos blindados, helicópteros e do Grupo de Intervenção da Guarda Nacional (GIGN), em resposta aos pedidos dos responsáveis das duas cidades.

Na verdade, a partir das 19h00 (18h00 em Lisboa), os manifestantes entraram em confronto com as autoridades mobilizadas em Marselha, apesar do recolher obrigatório imposto.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram os agentes da polícia lançando gás lacrimogêneo contra as multidões, ainda que a situação não tenha tomado proporções como as da noite passada, de acordo com a France Bleu Provence.

O mesmo meio ressalvou que as manifestações estão proibidas até às 7h00 de domingo e os transportes foram encerrados às 19h00. Entretanto, pelo menos 14 pessoas foram detidas durante uma tentativa de pilhagem numa das principais ruas desta cidade francesa.

Na noite de sexta-feira, cerca de 30 jovens entraram numa loja de armas e roubaram pelo menos quatro espingardas, relatou a BBC. Uma pessoa foi detida.

O Ministério do Interior de França atualizou hoje de 994 para 1.311 o número total de detenções feitas na sexta-feira ligadas aos tumultos. Apesar do reforço policial em todo o país, jovens manifestantes entraram em confronto com forças policiais, atearam cerca de 2.500 fogos, saquearam lojas e provocaram ferimentos em 79 agentes.

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Homem morre ao cair de varanda durante despedida de solteiro na Espanha

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Um homem morreu na madrugada deste sábado, em Conil de la Frontera, na cidade espanhola de Cádiz, depois de ter caído da varanda do local onde estava hospedado, após ter participado de uma despedida de solteiro.

O jovem de 32 anos, que era natural de Málaga, estava com um grupo de amigos, segundo afirmou a agência EFE.

O jornal El Mundo indicou que o homem tinha 34 anos, marcando presença na despedida de solteiro de um amigo, e não na sua, como outros meios espanhóis noticiaram.

De acordo com a agência EFE, o jovem sentiu-se mal durante uma saída, e regressou ao alojamento com os amigos que, depois, voltaram para a discoteca. Ao regressar a casa, o grupo deparou-se com o corpo do amigo na calçada.

Os serviços de emergência foram acionados, mas apenas puderam confirmar o óbito.

O corpo do jovem foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Cádis, e a Guardia Civil abriu uma investigação ao caso.

A autarquia expressou os seus sentimentos nas redes sociais, tendo transmitido as suas “mais sentidas condolências” a todos os familiares e amigos da vítima.

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Pelo menos sete membros do grupo de ativismo climático Just Stop Oil foram detidos este sábado, após um protesto durante a marcha do orgulho LGBTQ+ deste ano, na capital britânica.

Imagens publicadas pela organização mostram os manifestantes bloqueando a passagem de um camião da Coca-Cola, ao mesmo tempo que pintam o asfalto de preto e vermelho.

De acordo com as autoridades, o incidente ocorreu às 13h30 locais, fazendo com que a marcha fosse interrompida, diz a PA Media.

Ao fim de 16 minutos, os sete membros do Just Stop Oil no local foram detidos, e o desfile prosseguiu.

O grupo, que tinha avisado anteriormente que causaria distúrbios caso a organização da marcha não banisse patrocinadores “muito poluidores”, adiantou, em comunicado, que “estas parcerias causam embaraço à comunidade LGBTQ+, num momento em que grande parte do mundo está rejeitando os laços com estas indústrias tóxicas”.

“O ‘Pride’ nasceu do protesto. O fato de que as indústrias altamente poluidoras e os bancos que as financiam agora encaram o ‘Pride’ como um veículo útil para sanear as suas reputações mostra o quão longe chegamos como comunidade, agitando bandeiras de arco-íris numa mão enquanto aceleramos o colapso social com a outra”, denunciou.

A manifestação ocorreu depois de o autarca de Londres, Sadiq Khan, ter considerado que o Just Stop Oil é “um grupo muito importante”.

“Sou a favor de protestos legais, seguros e pacíficos. Acho que o Extinction Rebellion e o Just Stop Oil são grupos de pressão realmente importantes, que tentam exercer poder sobre aqueles que têm poder e influência”, disse, antes do desfile.

A marcha do orgulho LGBTQ+ iniciou pelo meio-dia, a partir do Hyde Park, contando com milhares de participantes. Esta edição marca o 51.º aniversário do primeiro desfile pelos direitos da comunidade na capital britânica.

Assista ao vídeo do protesto na galeria acima.

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Jovens detidos após morte de criança de 2 anos que "conheciam"

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Duas pessoas foram detidas, na manhã deste sábado, por suspeitas de envolvimento na morte de uma criança de dois anos, em Ipswich, em Suffolk, Inglaterra.

De acordo com um comunicado emitido pelas autoridades locais, e citado pela Sky News, os suspeitos são “um homem de Bedfordshire e uma mulher sem residência fixa em Bury St Edmunds”. Ambos têm 22 anos.

Segundo a mesma nota, a dupla está sendo investigada pelos agentes. Ambos conheceriam a vítima, de acordo com o que adiantam ainda os responsáveis.

Sublinhando que as investigações ao caso ainda estão ocorrendo, a polícia de Suffolk reforçou que “ainda estava investigando as circunstâncias em que aconteceu esta morte”.

O corpo da criança, uma menina, foi descoberto ao início da tarde de sexta-feira numa residência em Sidegate Lane.

“Tal descoberta é extremamente angustiante para todos os envolvidos. Pedimos às pessoas que não especulem nas redes sociais sobre a identidade da criança ou sobre as circunstâncias que cercam sua morte”, pediram os agentes, notando ainda que devido às investigações haverá um reforço de agentes da polícia no local em questão, mas que, pelo menos para já, não haverá mais suspeitos na ‘mira’ das autoridades.

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FERNANDA MENA
TOULOUSE, FRANÇA (FOLHAPRESS) – A saída da estação de metrô de Reynerie, no bairro popular de mesmo nome que fica no sudoeste de Toulouse, quarta maior cidade da França, desemboca em uma praça de concreto esvaziada na qual se destacam os véus que cobrem as cabeças de boa parte das mulheres que circulam por ali.

Ao lado, na rua Kiev, grandes marcas de fuligem no asfalto dão testemunho dos carros, ônibus e caminhões incendiados nas últimas noites durante a onda de distúrbios que tomou cidades da França.
As revoltas foram deflagradas depois que Nahel, 17, de origem argelina, foi morto por um tiro disparado por um policial em Nanterre na última terça-feira (27).
A ação foi filmada e rapidamente ganhou o noticiário e as redes sociais. O registro não só colocou em xeque a versão do policial sobre a necessidade de uso de sua arma, como também deflagrou os protestos incendiários que abriram nova crise no governo do presidente Emmanuel Macron.

“A polícia errou, como já fez várias outras vezes contra outros jovens, sempre de comunidades árabes e negras”, diz o estudante Mahad, 19, de origem senegalesa, que mora em Reynerie e não quis dar seu sobrenome à reportagem. “Nossa revolta é pela morte de Nahel. Se seu assassinato não tivesse sido filmado, não saberíamos que esta foi uma morte totalmente injustificada.”

À exemplo do que ocorreu na França em 2005, quando a morte de dois jovens perseguidos por policiais gerou protestos violentos pelo país, os distúrbios de agora são protagonizados por jovens dos chamados “quartier chaud”, os “bairros quentes”. São locais repletos de conjuntos de habitação social, também chamados de “bairros sensíveis”, que concentram as populações mais vulneráveis do país, em geral compostas por uma maioria de imigrantes das ex-colônias francesas em países africanos.

Foi na entrada de um desses conjuntos habitacionais de Reynerie, cujo muro cinza trazia pichada em vermelho a frase “a polícia mata”, que a reportagem conversou com um grupo de três jovens de origem argelina que não quiseram se identificar. Vestidos de preto, com capuzes e pochetes atravessadas no peito, como se fosse um uniforme, eles disseram que suas experiências com a polícia os fazem pensar que qualquer um ali poderia ser Nahel e ter o mesmo fim.

Para eles, a polícia age de maneira discriminatória contra grupos vistos como indesejáveis, como árabes e negros. Os jovens denunciam uma rotina de abordagens policiais violentas, repletas de injúrias e de agressões. Segundo o trio, os franceses brancos são tratados de maneira diferente pelas autoridades da França, e Nahel dificilmente teria recebido um tiro se não tivesse sido identificado como árabe.

Para ilustrar essa percepção, eles citam o caso do comediante francês Pierre Palmade, 54, que provocou um acidente rodoviário sob efeito de cocaína, no qual feriu gravemente três pessoas, mas responde ao processo em liberdade. Já Nahel, após cometer infrações de trânsito, levou um tiro quando acelerou o carro diante da abordagem policial armada.
Esse ressentimento da juventude que habita os bairros sensíveis da França é alimentado pelo que eles apontam como certa condescendência do governo com a violência policial e com abordagens racistas.

O mesmo diagnóstico foi feito pelo sociólogo Julien Talpin ao jornal francês “Liberation”. Professor na Universidade de Lille e especialista em bairros populares, ele avalia que a persistente falta de respostas do poder público diante do racismo e da violência da polícia aumentam a raiva da juventude nesses locais, em que os distúrbios, segundo ele, devem prosseguir ou até mesmo se intensificar.

Num país onde registros oficiais são cegos a variáveis de raça, etnia ou religião, a discussão sobre discriminação e racismo se enfraquece sem o amparo de estudos baseados em dados públicos. Pesquisas de institutos privados, no entanto, já apontaram que 93% dos franceses negros dizem já ter sofrido algum tipo de discriminação.

Os distúrbios franceses levaram a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, a declarar que este “é o momento para o país enfrentar seriamente os profundos problemas de racismo e discriminação raciais dentro das forças de segurança”.
Em Reynerie, o argelino Zinelabidine Hadji, 24, que vive no país há cerca de um ano e diz ainda não saber falar direito o francês, explica que a morte de Nahel o atingiu em cheio, não só pela origem compartilhada mas também porque reforça o medo que ele já tem da polícia da França.

“Nahel não estava armado, não tinha drogas. Sua morte só pode ser explicada pelo racismo”, avalia. “É por isso que as pessoas aqui estão revoltadas. A gente fala, mas o governo não escuta. A revolta e os incêndios são uma forma de forçar que nos ouçam.”

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Criança é baleada por acidente por homem que limpava arma em Goiás

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Uma criança de 11 anos foi atingida por uma bala, disparada por acidente, na quarta-feira, enquanto um homem limpava a espingarda em Jataí, na região sudoeste de Goiás.

O menino estava brincando no quintal do homem, um produtor rural, para quem o pai do menor trabalha, conta o G1. 

O menino foi encaminhado para um hospital da cidade para retirar a bala, tendo sido submetido a uma cirurgia. O seu estado de saúde era considerado estável.

Segundo o portal G1, ambos os homens prestaram depoimento na Polícia Civil. O pai da criança não quis apresentar queixa, por afirmar que se tratou de um acidente.

A arma foi apreendida pelas autoridades.

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Bilhete entregue em escola leva à prisão de suspeito de cárcere privado em MS

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SILVIA FRIAS
CAMPO GRANDE, MS (FOLHAPRESS) – “Preciso muito de ajuda. Sou vítima de violência doméstica e ontem meu companheiro me agrediu novamente. Meu filho entrou na frente pedindo para ele não me bater, e ele bateu nele também.” O pedido de socorro feito pela mulher em um bilhete levou a polícia a prender na última terça (27) o companheiro dela, suspeito de mantê-la em cárcere privado em Mato Grosso do Sul.

O bilhete foi entregue pelo filho dela, de dez anos, à diretora da escola municipal de Pouso Alto, distrito de Paraíso das Águas.

O suspeito, um peão de fazenda de 25 anos, foi preso e indiciado por cárcere privado e posse irregular de arma. O advogado dele, Alekssander Cardoso dos Santos, disse que o cliente nega as acusações. Ele vai aguardar a finalização do inquérito para avaliar a estratégia da defesa.

Segundo a diretora da escola, que pediu anonimato, a impressão inicial era de uma carta reclamando de professor, e não que seria um pedido de ajuda.

O menino chegou à escola e entrou na sala de aula às 7h. Cerca de 15 minutos depois pediu permissão à professora para ir até a diretoria.
Ele disse que somente poderia entregar o bilhete para a diretora, que seria ordem da mãe, segundo ela. A diretora lembra que a criança chegou apreensiva, com medo, “com a mãozinha bem fechada”.

Assim que entregou a carta, o garoto voltou à sala de aula e a diretora passou a ler. Ela conta ter ficado chocada, sem palavras, e que, em 25 anos na educação, nunca havia passado por situação semelhante.

Na carta escrita em metade de folha de caderno, a mulher relata, em 15 linhas, o histórico de violência. Diz que foi agredida, que não tem ninguém conhecido no estado e quer ajuda para ir embora.

“Ele ameaça me dar um tiro, por isso, preciso que me ajudem o mais rápido possível”, diz ela, em trecho da carta.
Assustada, a diretora entrou em contato com a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres. A partir daí, a rede de proteção foi acionada.

[Legenda]© Reprodução  

Equipe do Conselho Tutelar de Paraíso das Águas foi até a escola, acompanhada da Polícia Civil de Água Clara.
Isso aconteceu depois que, segundo informações do conselho, foi identificado que o menino mora em fazenda na zona rural no município vizinho. A situação é comum entre as famílias locais, já que a escola mais próxima da região é a do distrito de Pouso Alto.

Na escola, de acordo com a Polícia Civil, o menino confirmou o teor da carta, escrita no domingo.
Contou que o homem é seu padrasto e falou sobre as agressões contra a mãe e de que ele também acabou sendo alvo: estava com lesão no lado esquerdo do rosto e mancha arroxeada perto do olho direito, resultado da tentativa frustrada de defendê-la.
Os conselheiros e policiais civis foram até a fazenda. Segundo o delegado Johanes Deguti, a equipe encontrou um ambiente limpo e organizado.

A mulher podia circular e cuidar da casa, mas era proibida de ter contato com alguém de fora, sendo limitada ao convívio familiar. A situação de cárcere era favorecida por ficar em área afastada na zona rural.

“Ela não tinha acesso ao celular e, quando falava que queria ir embora, o autor a ameaçava de morte”, disse Deguti.
Ela e o peão estavam juntos desde 2017 e tiveram dois filhos, um menino de 3 anos e menina de 1 ano, que estavam com ela na abordagem da polícia.

O homem trabalha na fazenda há cerca de um ano e meio. O delegado acrescentou que a mulher vivia “situação de violência doméstica há muito tempo”, mas não relatou o período ou quando começou.

Na casa, os policiais encontraram espingardas e munições e, por isso, o peão foi autuado por posse irregular de arma de fogo, além de cárcere privado.
A mulher e os três filhos receberam apoio do Conselho Tutelar de Água Clara, que assumiu o caso.

Segundo o conselheiro Rafael de Jesus Gonzaga, na madrugada de quarta-feira (28), todos foram levados para a casa de familiares dela, no interior de São Paulo.
Mais tarde, naquele dia, o peão passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, ou seja, sem tempo para expirar. Por enquanto, permanece em cela de delegacia, mas será transferido para presídio em Três Lagoas ou Bataguassu.

O suspeito se manteve em silêncio durante a audiência de custódia. Na quinta-feira (29), o advogado entrou com habeas corpus na Justiça, já negado em caráter liminar e, agora, aguarda o julgamento do mérito do pedido.

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Imprensa internacional repercute inelegibilidade de Bolsonaro e acusações de fake news

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Uma série de jornais internacionais repercute a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de tornar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro inelegível para concorrer a cargos públicos por oito anos, a contar a partir das eleições de 2022, devido a alegações televisionadas feitas contra o sistema eleitoral brasileiro no ano passado com o uso de verba pública. As notícias destacam as acusações do ex-líder do executivo, incluindo “abuso de poder” e “disseminação de fake news” sobre o sistema eleitoral do País.

O Washington Post chamou Bolsonaro de “o Trump dos trópicos”, comparando-o ao ex-presidente americano Donald Trump,também acusado de disseminar notícias falsas e que atualmente responde a acusações criminais. Segundo o jornal, Bolsonaro repetiu “sem evidências” que o sistema eleitoral do Brasil estava vulnerável a fraudes. Ainda, afirmou que o ex-presidente brasileiro “destruiu as proteções para a Floresta Amazônica e seus habitantes indígenas, ampliou as divisões da guerra cultural do Brasil e presidiu um dos surtos de coronavírus mais mortais do mundo”.

A falta de evidência da fala de Bolsonaro, durante reunião televisionada em julho de 2022, foi mencionada pelo jornal britânico The Telegraph, que também o comparou com o ex-presidente americano Trump, mencionando as similaridades da invasão ao Congresso no dia 8 de janeiro com a invasão ao Capitólio americano em 2020, após a eleição do atual presidente americano, Joe Biden. “Tanto a conversa infundada de Bolsonaro sobre fraude eleitoral quanto os distúrbios de 8 de janeiro geraram comparações generalizadas com seu modelo político, Donald Trump, e a tentativa deste último de se manter no poder após sua derrota nas eleições presidenciais de 2020 nos EUA.”

O mesmo aspecto sobre a falta de provas nas falas de Bolsonaro foi destacado pela CNN, em reportagem sobre o resultado do processo.

Já o El País ressaltou que o caso é um dos 16 abertos contra Bolsonaro, chamado de “ultradireitista e propagador de teorias da conspiração”, e que ocorre devido a um encontro ocorrido no Palácio do Planalto, onde proclamou um “discurso inflamado no qual atacou impiedosamente as autoridades eleitorais – as mesmas que agora o julgam – e contra a segurança do sistema de votação”.

Os 16 casos abertos também foram mencionados pelo jornal argentino El Clarín, que destacou que Bolsonaro está sendo investigado em uma série de processos, que incluem fraude na sua carteira de vacinação contra a covid-19 e tentativa de golpe na invasão do dia 8 de janeiro.

O jornal português Diário de Notícias já começa a trilhar os próximos passos do Partido Liberal (PL) com a ilegibilidade do ex-presidente, destacando a possibilidade de a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, se tornar protagonista e sucessora de Bolsonaro. Michelle é apontada como sendo uma aposta do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, “apesar de envolvida no caso das joias sauditas desviadas pelo marido do acervo presidencial para a própria casa”.

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Mulher se defende de ursa com soco e sobrevive a ataque

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Uma mulher norte-americana do estado do Maine foi mordida por um urso no seu quintal enquanto defendia o seu cão de estimação, na sexta-feira, obrigando-a a ir ao hospital para levar pontos.

Lynn Kelly, de 64 anos, estava cuidando do jardim de casa em Porter quando o seu cão começou a latir para algo que estava no bosque e a ir naquela direção.

Em pouco tempo, o cão começou a correr de volta para o quintal com um urso preto a persegui-lo, afirmou Mark Latti, porta-voz do Departamento de Pesca Interior e Vida Selvagem do Maine, citado pela Associated Press.

No entanto, ao aperceber-se da situação, Kelly, em vez de se retirar-se do local lentamente, começou a confrontar o urso, o que não é recomendado. O urso agarrou-se ao pulso da mulher depois de ela lhe ter dado um soco no nariz.

Kelly acabou por ter de receber pontos pelo ferimento no Memorial Hospital em North Conway, New Hampshire.

É raro alguém ser mordido por um urso no Maine, embora o estado tenha uma das maiores populações de ursos negros da costa leste, afirmou Latti.

Os encontros com ursos podem ser reduzidos se os moradores retirarem ou protegerem lixo, comida para animais de estimação e outras coisas que atraem a atenção dos ursos.

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Criança de 7 anos cai de balsa e morre junto com a mãe no Mar Báltico

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Uma criança de sete anos que caiu para fora de uma balsa de passageiros que seguia no Mar Báltico e a sua mãe, que se atirou à água na tentativa de salvá-la, morreram ambas, informou a polícia esta sexta-feira (30), reporta a Associated Press.

Segundo Mariusz Ciarka, porta-voz da polícia da Polônia, em declarações à emissora TVN24, foi impossível salvar a vida de ambas, que eram cidadãs polonesas. 

A tragédia ocorreu na quinta-feira, após a criança ter caído ao mar e a mãe ter decidido saltar ao seu auxílio, segundo disse o porta-voz da Administração Marítima Sueca, Jonas Franzen, à Associated Press. A fonte citada revelou ainda que a criança teria caído de uma altura de cerca de 20 metros.

As autoridades suecas confirmaram a morte das duas vítimas – apesar de terem ainda sido transportadas, separadamente, por helicóptero para um hospital na cidade sueca de Karlskrona.

Anders Olsson, que seguia no helicóptero de resgate que retirou a mulher do mar Báltico, informou à rádio sueca, esta sexta-feira, que a vítima já “não reagia” a qualquer estímulo no momento em que foi encontrada, apesar de terem sido prestados primeiros socorros.

Numa breve declaração divulgada esta sexta-feira, o Ministério Público da Suécia disse que lançou “uma investigação preliminar em que a classificação do crime é homicídio, embora não haja nenhum suspeito no âmbito do caso”. Segundo a procuradora Stina Brindmark, o “objetivo da investigação é tentar esclarecer o que aconteceu”.

Navios e helicópteros da Suécia e de unidades da OTAN que se encontravam na zona ajudaram na operação de salvamento.

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Mais de mil buchas de maconha são apreendidas pela PM em SFI

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Foto: Divulgação Polícia Militar

Na noite desta quinta-feira (29) Policiais militares apreenderam maconha durante ação na Rua Julia Rangel da Silva, na Ilha dos Mineiros, em São Francisco de Itabapoana.

Durante patrulhamento, os agentes avistaram suspeitos que fugiram quando perceberam a presença da guarnição. Buscas foram realizadas no local e os militares conseguiram apreender 1.036 buchas de maconha e 24 mariolas de maconha.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e encaminhado para a 147ª Delegacia de Polícia de SFI, onde o caso foi registrado. Ninguém foi preso durante a ação.

Último dia de credenciamento para entidades que queiram participar do debate da LOA 2024

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Encerra nesta sexta-feira (30), o credenciamento para o uso da palavra na audiência pública que vai discutir a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para o Exercício 2024. O evento será realizado no plenário da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes na próxima segunda-feira (03), às 18h.

Essa é a segunda audiência do Legislativo para debater a LDO 2024 e atende a pedidos das entidades da sociedade civil. De acordo com o Aviso Público nº 005/2023, os órgãos públicos e entidades interessados em fazer uso da palavra deverão encaminhar até o dia 30/06/2023, e-mail para ([email protected]/[email protected]), das 08h às 15h, requerendo o devido credenciamento.

Os órgãos públicos, empresas públicas, entes paraestatais, serviços sociais autônomos, terão seu credenciamento mediante solicitação via ofício expedido por seus representantes legais.

As entidades jurídicas de direito privado, terão seu credenciamento mediante simples ofício subscrito por seu representante legal, com o cumprimento dos seguintes requisitos:

I – apresentação de cópia do documento de identidade e CPF do representante legal da entidade; (encaminhar para os e-mails: [email protected]/[email protected]).

II – apresentação de cópia do Estatuto, da Ata de Fundação e eleição da atual diretoria (registrados em Cartório) e respectivo ato que permita a representação da entidade (encaminhar para os e-mails: [email protected]/[email protected])

Autoteste para diagnóstico de HPV é lançado no Brasil

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(FOLHAPRESS) – O lançamento de um autoteste promete deixar o diagnóstico do HPV mais acessível a mulheres e a homens transgêneros que mantiveram o útero, além de ajudar a expandir o acesso à saúde no país.

Nos países que já adotaram a modalidade, a paciente recebe do ginecologista o pedido médico e o kit de autocoleta e conservação da amostra vaginal. Ela faz a coleta em casa e depois leva o material a um laboratório para investigação. O processo é menos invasivo e tem precisão comparável ao procedimento realizado no consultório médico.

A multinacional BD (Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas Ltda), do ramo de tecnologia médica, comercializa no país três tipos de kits: o Rovers Evalyn Brush, da Rovers Medical Devices BV, o Copan FLOQSwabs e o Copan Self FloqSwabs (este também representado pela Roche), da empresa Copan Itália SPA -todos aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“A tecnologia foi criada como uma alternativa aos testes clínicos tradicionais e torna o exame preventivo mais acessível, mais conveniente e igualmente seguro ao método realizado em clínicas e laboratórios. Pessoas que vivem em áreas remotas ou com acesso limitado aos cuidados de saúde podem ser testadas em um período de tempo menor”, afirma a ginecologista Neila Speck, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e presidente da Comissão Nacional Especializada no Trato Genital Inferior da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Existem países que já utilizam a autocoleta como a primeira estratégia para rastreamento de câncer de colo de útero.

“Na Austrália, a mulher não vai mais a um centro de saúde para fazer o papanicolau. Ela coleta o material em casa e encaminha a um serviço de saúde. A paciente só será convocada para ir ao centro de saúde se o resultado do teste for positivo para o HPV”, explica a especialista.

“Na nossa área existe o estigma da mulher fazer anualmente o exame de papanicolau, que tem as suas limitações. Só tem câncer de colo de útero quem tem HPV de alto risco. Então, fazer o papanicolau em quem não foi exposta ao HPV é desnecessário. Por outro lado, para a mulher exposta ao HPV o papanicolau tem uma sensibilidade baixa em diagnóstico e pode falhar”, afirma a médica.

“O autoteste tem uma sensibilidade muito mais alta que o papanicolau, pode ser feito com intervalos mais longos, a cada cinco anos, e representa uma economia em saúde. Pensando em saúde pública, ele é muito melhor, dá uma sensibilidade e segurança maior e gera economia a longo prazo. Claro que se a mulher tem dor, sangramento, corrimento ou outra queixa ela precisa ir ao médico”, diz a ginecologista.

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, começará a oferecer a nova tecnologia no segundo semestre deste ano. A instituição aguarda a entrega do dispositivo de autocoleta para realizar o treinamento das equipes assistenciais. A previsão é que a tecnologia esteja disponível a partir de agosto.

A testagem será realizada mediante solicitação médica. A paciente poderá optar pela autocoleta, após receber orientações da equipe assistencial, ou pela convencional.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sírio-Libanês, não é um teste diferente do já oferecido. Então, o preço não muda para as pacientes e os convênios atendidos. O diferencial é apenas a forma de coletar.

Os testes para a validação da nova modalidade foram feitos em parceria com a Unifesp, por meio da análise de cerca de 20 amostras colhidas das duas formas: convencional e pela autocoleta.

“Os resultados foram equivalentes e seguros em relação aos testes já existentes. A ideia é ampliar o estudo e produzir um trabalho científico”, afirma o médico Leonardo Testagrossa, chefe do departamento de anatomia patológica e molecular da instituição.

A autocoleta não faz parte do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), e portanto não é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. O Rol vigente contempla três tipos de exames para investigação de HPV: tipagem por PCR, detecção do DNA por técnicas de hibridização e detecção por técnicas imuno-histoquímicas, de acordo com a agência.

O Ministério da Saúde afirmou que ainda não há pedido de avaliação na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) para que a tecnologia seja oferecida pelo SUS.

O único exame coberto pelo SUS para a prevenção do câncer de colo uterino é o papanicolau. “Os meios científico e acadêmico estão numa luta grande para que o Ministério da Saúde comece a fazer o teste de DNA do vírus HPV como estratégia de rastreio do câncer de colo do útero, mesmo que a princípio não seja por autocoleta”, diz Neila Speck.

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Professores da rede estadual do RJ suspendem greve e voltam às aulas

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Foto: Divulgação

Os professores da rede estadual de ensino decidiram, na tarde desta quinta-feira (29), suspender a greve após 44 dias. As aulas foram retomadas nesta sexta-feira (30).

A decisão foi tomada após assembleia realizada nesta tarde na quadra da São Clemente, na Cidade Nova.

Os professores, no entanto, optaram por seguir em estado de greve, que é quando a categoria segue mobilizada para que as reinvidicações sejam cumpridas.

Uma nova assembleia foi marcada para o dia 8 de julho.

Conciliação na quarta-feira

Na quarta-feira (28), representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e das secretarias de Estado de Educação (Seeduc) e de Fazenda participaram de uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).

As partes acordaram o seguinte:

  1. o sindicato tem 30 dias para enviar à Seeduc uma proposta detalhada de reajuste e aumento real para a categoria. Por sua vez, o governo se comprometeu em submeter o documento ao Conselho do Regime de Recuperação Fiscal (União), em até 60 dias, após o recebimento do documento;
  2. O Estado se compromete a observar, para o próximo ano letivo, o mínimo de dois tempos de aulas para todas as disciplinas obrigatórias em todos os anos de escolaridade. Além disso, deve convocar todos os professores efetivos e temporários conforme Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, o que já está ocorrendo;
  3. o Estado renuncia os valores referente às multas fixadas em decisão judicial que considerou a greve ilegal, e o Sepe se comprometeu a enviar à Seeduc cronograma de reposição de aulas. A secretaria irá analisar e submeter o documento ao governador para que, em caso de aprovação, seja emitido decreto com vistas ao abono das faltas;
  4. o Estado se compromete, no prazo de 100 dias, a encaminhar ao Conselho do Regime de Recuperação Fiscal uma proposta de migração com aumento da carga horária de 18h para 30h aula/semanais, após análise de impacto orçamentário.

Nota da Secretaria Estadual de Educação

“A Secretaria de Estado de Educação tomou conhecimento de que a categoria decidiu pela suspensão da greve e pelo retorno imediato das aulas, conforme acordo estabelecido pelo Tribunal de Justiça.

A Secretaria, em nome do Governo do Estado, segue aberta ao diálogo e reafirma seu compromisso com todos os pontos acordados na conciliação judicial com a categoria.

A secretaria também espera que as aulas sejam repostas o mais breve possível para que os alunos, que já perderam 35 dias letivos, não sejam ainda mais prejudicados.

Como sempre reforçamos nas 11 audiências com a categoria, a Educação é o único caminho para um futuro melhor.”

Fonte: g1

TSE condena Bolsonaro e o declara inelegível

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nesta sexta-feira (30). Com a decisão, a Corte declarou Bolsonaro inelegível por oito anos, até 2030.

O julgamento começou em 22 de junho e terminou nesta sexta, na quarta sessão. Mesmo com recursos ainda possíveis ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF), a decisão da Justiça Eleitoral já está valendo.

Bolsonaro foi condenado pela realização de uma reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, na qual difamou sem provas o sistema eleitoral brasileiro. O encontro, ocorrido em julho de 2022, foi transmitido pela TV oficial do governo.

Na reunião — realizada às vésperas do início do período eleitoral — o ex-presidente fez ataques às urnas e ao sistema eleitoral, repetindo alegações já desmentidas de fraudes.

Na sessão desta sexta, foram proferidos os votos de três ministros: Cármen Lúcia, Nunes Marques e Alexandre de Moraes, presidente do TSE.

Veja como se posicionou cada um dos sete ministros da Corte:

  • Benedito Gonçalves, relator: pela condenação
  • Raul Araújo: pela absolvição
  • Floriano de Azevedo Marques: pela condenação
  • André Ramos Tavares: pela condenação
  • Cármen Lúcia: pela condenação
  • Nunes Marques: pela absolvição
  • Alexandre de Moraes: pela condenação

O vice na chapa de Bolsonaro, Walter Braga Netto, que também estava sob julgamento, foi absolvido por unanimidade.

A ação analisada pelo TSE foi proposta pelo PDT. No julgamento, o advogado do partido, Walber Agra, alegou que a reunião com embaixadores teve objetivo de “desmoralizar instituições” brasileiras em âmbito internacional.

O Ministério Público Eleitoral também se posicionou pela condenação e entendeu que houve abuso de poder político. Em manifestação no julgamento, o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, afirmou que a “conclusão dos autos conduzem que o evento foi deformado em instrumento de manobra eleitoreira, traduzindo em desvio de finalidade”.

Já a defesa de Bolsonaro afirmou que o sistema eletrônico de votação não pode ser considerado um tema tabu na democracia, e que a reunião foi um evento diplomático. O advogado Tarcísio Vieira de Carvalho também alegou que o ex-presidente apenas tentou propor um debate público para aprimorar o sistema.

Julgamento de Bolsonaro no TSE: até o momento placar está em 3×1 pela inelegibilidade

A maioria dos ministros, no entanto, votou pela condenação do ex-presidente. Em seu voto, o relator do caso, ministro Benedito Gonçalves disse não ser possível fechar olhos para mentiras e discurso violento.

“Em razão da grande relevância e da performance discursiva para o processo eleitoral e para a vida política, não é possível fechar os olhos para os efeitos antidemocráticos de discursos violentos e de mentiras que colocam em xeque a credibilidade da Justiça Eleitoral”, escreveu Gonçalves.

Já Floriano Marques citou depoimentos dos ex-ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Casa Civil, Ciro Nogueira, e afirmou que as provas obtidas ao longo do processo apontam que a reunião com embaixadores não era parte da agenda de eventos institucionais. Para ele, ficou evidente que o “caráter eleitoral era central naquela atividade”.

Marques declarou que a performance de Bolsonaro na reunião foi menos de chefe de Estado e mais um comportamento típico de campanha e distante da liturgia do cargo.

O ministro André Tavares afirmou que a liberdade de expressão, que é um direito fundamental, “não alberga a propagação de mentiras”.

Ele entendeu que a reunião não foi um ato “isolado e aleatório”, mas fez parte de uma “verdadeira concatenação estratégica ao longo do tempo, com finalidades eleitoreiras, e para desestabilizar a democracia.

Cármen Lúcia acompanha relator e afirma que ação é procedente em relação a Bolsonaro

A ministra Cármen Lúcia afirmou que Bolsonaro cometeu ataques graves e contundentes a ministros do STF e do TSE, com informações já refutadas.

Para ela, a reunião com embaixadores teve caráter eleitoreiro, e que o requisito da gravidade, ou seja, o impacto do ato no processo eleitoral, foi preenchido.

Último a votar, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que Bolsonaro espalhou mentiras na reunião com embaixadores e ao longo do processo eleitoral, com o objetivo de instigar o próprio eleitorado e eleitores indecisos contra o sistema de votação e a Justiça Eleitoral.

Ele também ressaltou a responsabilidade pessoal do ex-presidente no encontro, e disse que Bolsonaro organizou a reunião “a toque de caixa”: “De oficial só o desvio de finalidade praticado pelo presidente da República. Itamaraty não organizou, Casa Civil não participou. Monólogo eleitoreiro. Pauta dele, pessoal, eleitoreiro”, disse.

“Toda a produção foi feita para que a TV Brasil divulgasse mas, mais do que isso, para que a máquina existente de desinformação nas redes sociais multiplicasse essas informações, para que se chegasse diretamente ao eleitorado, como chegou”, disse.

Moraes afirmou que não é liberdade de expressão o ataque à lisura do sistema eleitoral, e que o discurso do ex-presidente foi um “encadeamento de mentiras”. Para ele, fazer isso usando a estrutura pública é abuso de poder.

Já a divergência pela absolvição de Bolsonaro foi aberta pelo ministro Raul Araujo, segundo a votar.

No voto, o ministro afirmou entender que “não há que ter limites no direito à dúvida”. Raul Araújo concordou que Bolsonaro divulgou informações comprovadamente falsas na reunião com embaixadores, mas entendeu inexistir “o requisito de suficiente gravidade” para a condenação.

O entendimento foi seguido pelo ministro Nunes Marques. Ele reconheceu que não há dúvidas sobre a lisura do sistema eleitoral brasileiro, atacado por Bolsonaro. Mas argumentou que não houve intenção eleitoral ou abuso nos atos do ex-presidente.

O ministro também entendeu que a atuação do ex-presidente na reunião não se voltou para obter vantagens políticas ou desacreditar o sistema. Nunes Marques alegou que não identificou “gravidade necessária” na conduta de Bolsonaro “para formar juízo condenatório”.

“Considero que a atuação de Jair Messias Bolsonaro no evento sob investigação não se voltou a obter vantagem sobre os demais contendores no pleito presidencial de 2022. Tampouco faz parte de tentativa concreta de desacreditar o resultado da eleição”, afirmou.

Mesmo condenado no TSE, Bolsonaro pode recorrer à própria Corte ou ao Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do ex-presidente já sinalizou que pretende recorrer da condenação.

Há duas possibilidades de recursos:

Recurso que seria enviado ao próprio TSE. Nesse instrumento, a defesa aponta obscuridades e contradições, na tentativa de reverter um eventual resultado pela inelegibilidade e preparar terreno para outro recurso ao STF.

Esse seria enviado so STF. O documento precisa apontar que uma eventual decisão do TSE pela inelegibilidade feriu princípios constitucionais. O advogado de Bolsonaro, Tarcísio Vieira, afirmou que já vê elementos para esse recurso, seguindo na linha à restrição do direito de defesa.

Os dois recursos têm prazo de três dias. Mas, se for apresentado primeiro o embargo de declaração, o prazo para o recurso extraordinário deixa de contar.

Antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal, o recurso é apresentado ao próprio TSE, onde caberá o presidente Alexandre de Moraes verificar se os requisitos formais foram preenchidos.

Uma vez o caso na Suprema Corte, os ministros que atuaram no julgamento no TSE não participam do sorteio para a relatoria, mas não estão impedidos de votar no caso quando ele for a plenário.

Fonte: g1

Bebê e babá morrem em incêndio em condomínio de luxo no PR

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um bebê e uma mulher de 50 anos morreram em um incêndio em uma casa de um condomínio de luxo em Maringá (PR).

O fogo foi registrado às 5h30 desta sexta-feira (30) dentro da residência no bairro Jardim Novo Horizonte.

Ao todo, quatro pessoas estavam dentro da casa no momento do incêndio: a mãe, uma babá e dois filhos.

A babá e a criança mais nova, que tinha 1 ano e 7 meses, foram encontrados mortos no banheiro da residência, com sinais de inalação de fumaça

A mãe e o filho mais velho foram retirados do local pelo Corpo de Bombeiros. O pai das crianças, que trabalha no exterior, não estava na residência no momento do incêndio;

Ainda não há informação oficial sobre o que causou o incêndio. A perícia da Polícia Civil foi acionada e analisa o local.

“O trabalho foi concluído às 10h10 com o fim da operação de rescaldo. O imóvel foi totalmente consumido pelas chamas. Um bombeiro sofreu intoxicação, ainda que com o uso de equipamentos de proteção respiratória, em virtude do grande volume de fumaça”, disse Tenente Bone, do Corpo de Bombeiros do Paraná

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Abastecimento de água poderá ser interrompido em alguns bairros de Campos neste domingo

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Águas do Paraíba/Foto: Divulgação

A empresa Águas do Paraíba informou que o abastecimento de água nos empreendimentos, residências e condomínios próximos à Rodoviária Shopping Estrada, nos bairros Tapera I, II e III, Morada da Tapera I e II, Ururaí e Barra de Ururaí poderá ser afetado temporariamente, neste domingo (02/07), entre 7h e 17h.

A intervenção emergencial na BR-101, na entrada da cidade, é devido às obras de duplicação do trecho, junto à concessionária Arteris, que administra a rodovia. A empresa solicita que a população faça uso consciente da água durante esse período.

Em caso de dúvida ou solicitação de carro-pipa, os clientes devem entrar em contato pelos canais de relacionamento: WhatsApp: (21) 97211-8064, aplicativo Cliente Águas, Chat Interativo (disponível no site www.aguasdoparaiba.com.br e no app), ou pelo 0800 772 0422.

França prende 875 em 3ª noite de protestos; Macron sai às pressas de Bruxelas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A onda de protestos na França após a morte de um adolescente pela polícia levou o presidente francês, Emmanuel Macron, a deixar antecipadamente a cúpula de chefes de Estado e Governo da União Europeia, que ocorre em Bruxelas, nesta sexta-feira (30).

De maneira incomum, o líder francês cancelou uma entrevista coletiva e partiu de volta a Paris para uma reunião interministerial sobre as manifestações, algumas das quais com episódios violentos. Em casos assim, ele costuma ser substituído pelo líder alemão, Olaf Scholz.

Durante a noite desta quinta (29) e madrugada de sexta-feira, 875 pessoas foram presas, sendo metade delas em Paris, sendo dados do Palácio do Eliseu. Anteriormente, o Ministério do Interior havia falado em 667 prisões, a maioria de pessoas de 14 a 18 anos.

Ainda segundo cifras do governo, mais de 490 edifícios foram de alguma forma afetados nos protestos, 2.000 carros foram queimados e mais de 3.880 incêndios foram contabilizados em vias públicas.

Em Paris, a primeira-ministra Élisabeth Borne afirmou que o governo examina todas as opções para frear os recentes acontecimentos, “com uma prioridade em mente: o regresso à ordem”. Ela foi questionada se declarar estado de emergência seria uma possibilidade e, de imediato, não descartou a hipótese.

Figuras da direita e da ultradireita francesa têm pressionado o governo de Macron por medida do tipo. O deputado Sébastien Chenu, do Reunião Nacional, o mesmo partido de Marine Le Pen -que disputou o segundo turno contra Macron- foi um dos que fez coro e demandou que o país seja “extremamente firme”.

A situação também levou a ONU a se manifestar. “Este é o momento para que o país enfrente seriamente os profundos problemas de racismo e discriminação racial entre em suas forças de segurança”, disse uma porta-voz do Alto Comissariado de Direitos Humanos.

“Instamos as autoridades a garantirem que o uso da força por parte da polícia contra elementos violentos nas manifestações siga respeitando os princípios da proporcionalidade e da não discriminação”, disse Ravina Shamdasani durante uma entrevista coletiva em Genebra.

O estopim para a atual onda de protestos em solo francês foi a morte de Nahel, 17, de origem argelina, no subúrbio de Paris em meio a uma abordagem policial na última terça (27). A cena foi filmada por uma testemunha, e o vídeo se espalhou rapidamente pelas redes sociais.

No vídeo, dois policiais de capacete se aproximam da janela do motorista de um carro de luxo. Um deles aparentemente conversa com o adolescente, enquanto o outro aponta a arma. Após alguns segundos, o motorista acelera, ao que o policial armado reage atirando uma vez. Poucos metros à frente, sem direção, o Mercedes AMG sobe numa calçada e bate num poste. O adolescente morreu uma hora depois.

Segundo o promotor público de Nanterre, o adolescente morreu depois de receber um único tiro que o atingiu no braço esquerdo e no peito. O policial alega que queria evitar uma perseguição de carro por temer que outras pessoas se ferissem -o adolescente teria cometido várias infrações de trânsito antes de ser parado.

Nesta quinta-feira, o policial teria pedido desculpas à família de Nahel, segundo disse sua defesa. O advogado afirma que o agente de 38 anos teria mirado na perna dele, mas, após ser atingido pelo carro, atirou em direção ao peito.

O agente está detido após a Justiça decretar sua prisão preventiva por homicídio doloso. O Ministério Público considerou que o uso de sua arma não foi legalmente justificável.

Após uma reunião com a primeira-ministra Borne, o prefeito de Nanterre, onde o caso ocorreu, informou que o funeral de Nahel deve ser realizado neste sábado (1º). Ele disse ainda não ter palavras para descrever o que aconteceu. “A emoção e a raiva sentidas pela morte de Nahel ainda é muito forte e é compartilhada por toda a população”, afirmou Patrick Jarry, segundo o jornal Le Monde.

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