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Grupo Wagner deixa base militar após acordo com Putin

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O líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, foi o protagonista, nos últimos dias, de um dos maiores desafios para o chefe de Estado russo. A rebelião anunciada por Prigozhin colocou todos os olhos na Rússia e obrigou Vladimir Putin a vir dizer que não iria deixar o país cair numa “guerra civil”. 

À medida que os combatentes do grupo tentavam avançar para Moscou, o líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, acabou por ordenar que a marcha fosse interrompida e que suas tropas se retirassem para seus campos na Ucrânia. Com a justificação de que o objetivo era evitar “derramar sangue” russo, com Prigozhin colocando assim um ponto final na insurreição contra o governo de Vladimir Putin.

As negociações decorreram com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, país para onde Yevgeny Prigozhin vai viver.

Ao mesmo tempo que o Kremlin garantia que a rebelião abortada não afetaria “de forma alguma a intervenção militar” da Rússia na Ucrânia, em Kyiv falava-se da forma como Prigozhin “humilhou” Putin, tal como defendeu Podolyak, e anunciavam-se avanços em várias direções da frente leste, no âmbito da ofensiva contra as forças de Moscou.

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Homem faz tatuagem do submersível que implodiu

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CAIO SANTANA
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O empresário capixaba Wilber Bottocim, 33, fez uma tatuagem do submersível Titan na manhã desta quinta-feira (22), horas antes da Guarda Costeira dos EUA declarar que os cinco tripulantes estavam mortos. As imagens da tatuagem repercutiram nas redes sociais.

Tatuagem do submersível Titan na perna. O tatuador Marcelo Venturini afirmou que está fazendo o preenchimento da perna de Wilber com tatuagens na temática fundo do mar, quando teve a ideia de marcar para sempre o Titan na pele do cliente. O estúdio de tatuagem fica em Vila Velha (ES).

“Estou fazendo o fechamento da perna [do cliente] com tema fundo do mar e já iríamos colocar um submarino. Vi as notícias, o lance do submarino e falei ‘ah, vamos colocar esse submarino, ver o que está acontecendo, de ficar na história, vamos registrar’. E colocamos”, contou Marcelo ao UOL.

Wilber conta que topou a ideia na hora. “A sugestão [veio] numa hora boa. Não é uma coisa de se comemorar a tragédia, mas futuramente, alguma coisa repercutir [eu falar] ‘pô, tatuei esse submarino’. Minha intenção já era fazer um submarino, eu nem imaginava que ia repercutir”, disse o empresário.

“Quando ele estava tatuando a gente falou que seria a primeira tatuagem do submarino”, comentou. Ele já tem tatuagens de tubarão, água viva, polvo, tartaruga, peixes, e agora diz que falta apenas uma onda.

O tatuador nega ter feito graça com o acontecimento. “[É] Muito triste essa situação. Em nenhum momento que fiz a tatuagem foi pensando em meme, em resultado negativo. Primeiro nós fizemos para registrar o fato que já estava acontecendo. Íamos colocar mesmo a imagem de um submarino e colocamos ele [o submersível Titan]”.

Marcelo tinha expectativa de que os tripulantes fossem encontrados. “Há sempre esperança. Achei até que fosse virar um filme, a questão de achar as pessoas e todo mundo sair feliz, mas depois veio a notícia que acharam partes [do submersível]. Mas já tinha feito também, já registramos”.

REPERCUSSÃO
Assim que finalizou os trabalhos, Marcelo publicou em sua conta do Instagram a imagem da tatuagem do Titan. As fotos acabaram repercutindo e ele começou a receber comentários negativos.

Marcelo optou por excluir a publicação em menos de 24 horas: “Tirei da minha página porque estavam vindo uns comentários e isso traz energia negativa, não é legal, não é essa a intenção. Só queria mostrar meu trabalho. O rapaz só quis registrar, ninguém brincou nem zoou, pelo contrário, a situação é triste”.
“O pessoal está bem crítico. […] Fico observando as pessoas comentando ‘ah, não sei quantos naufragados e não homenageia, não faz campanha do câncer’. As pessoas que mais criticam são as que menos fazem as coisas. Ao invés de criticar, por que não pega e faz uma coisa de bom?”, questionou Wilber.

OCUPANTES DO SUBMERSÍVEL MORRERAM
Em comunicado oficial nesta quinta-feira (22), a OceanGate, responsável pelo submersível, admitiu que os cinco ocupantes da embarcação morreram. A admissão foi feita minutos antes de uma entrevista coletiva da marinha norte-americana, logo após os familiares dos ocupantes serem comunicados.
O contra-almirante Paulo Hanken afirmou que não havia esperança de encontrar passageiros com vida.

Destroços são consistentes com perda catastrófica de pressão da cabine, explicou o almirante John Mauger, da Guarda Costeira dos Estados Unidos.

A Guarda Costeira explicou que encontrou cinco grandes partes do submersível. “Nos disseram que esses eram os destroços do Titan [o submersível]. Primeiro, encontramos a ponteira sem o casco pressurizado. Essa foi a primeira indicação de que houve um evento catastrófico.” Também foram achados destroços do submersível a 3,2 km de profundidade e a cerca de 480 metros do Titanic.

Os oficiais esclareceram que o mapeamento de destroços vai continuar. “Faremos o nosso melhor para descobrir o que aconteceu”. Veículos de operação remota continuarão operando no fundo do mar.

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Coronel que chamou Forças Armadas e generais de ‘filhos da p…’ vira réu por injúria

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O coronel da reserva do Exército Adriano Camargo Testoni virou réu por injúria na Justiça Militar. A denúncia do Ministério Público Militar (MPM) foi aceita na terça-feira, 13. O militar ficou conhecido por gravar, com camisa verde e amarela, vídeos repletos de xingamentos e ofensas à cúpula das Forças Armadas durante o ataque golpista do 8 de Janeiro. Como a acusação considera que o crime foi praticado de forma agravada e continuada, ele pode ser condenado a até dois anos de prisão.

Na ocasião, Testoni atuava como assessor da Divisão de Coordenação Administrativa e Financeira do Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Foi exonerado dois dias depois de comparecer à cena dos ataques contra os prédios públicos.

O ato que reuniu milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em ações de vandalismo e tentativa de golpe de Estado, na Praça dos Três Poderes. O Estadão identificou dezenas de golpistas e mostrou que a violência foi premeditada.

“Forças Armadas filhas da p… Bando de generais filhos da p… Vanguardeiros de m… Covardes. Olha o que está acontecendo com a gente. Freire Gomes (ex-comandante do Exército), filho da p… Alto Comando do c…. Olha aqui o povo, minha esposa. Esse nosso Exército é um m… Vão tudo tomar no c…”, esbravejou o coronel após a PM usar gás lacrimogêneo contra os extremistas. O oficial aparecia abraçado a sua mulher.

A denúncia contra o coronel, obtida pelo Estadão, leva em conta declarações dele gravadas em dois vídeos e enviadas em grupos de WhatsApp do qual também participavam outros oficiais. Entre eles, três superiores hierárquicos diretamente citados pelo militar: os generais de divisão Carlos Duarte Pontual de Lemos, Cristiano Pinto Sampaio e Pedro Celso Coelho Montenegro.

Em um segundo vídeo, Testoni diz ter “vergonha” de ser militar e prossegue os ataques. “Os filhos da p… da nossa força devem estar com o c… tomando whisky em casa agora no domingo”, disse, no vídeo. Manda agora aqui, ô Pontual, manda a PE (Polícia Especial). Montenegro, manda o BGP (Batalhão da Guarda Presidencial) dar porrada na gente aqui. Que p… de vanguardeira é essa? Familiar militar o c… Vocês são tudo filha da p… mesmo. P… Vai tudo tomar no c….”, afirmou.

O inquérito do Comando Militar do Planalto foi concluído em janeiro e encaminhado ao Ministério Público Militar. O órgão ofereceu a denúncia em 12 de maio à Justiça. Ela foi recebida em 13 de junho, quando o coronel passou a ser considerado réu no caso.

Os três advogados relacionados por Adriano Testoni na ação penal foram procurados por meio dos telefones que informam à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como funcionais, mas não responderam. Em depoimento ao Ministério Público, o coronel confirmou ter feito os xingamentos, mas justificou a agressão alegando circunstâncias das “ações repressivas do policiamento” durante o ataque.

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A antiga cidade maia descoberta no meio da floresta no México

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Arqueólogos no México descobriram os restos de uma antiga cidade maia nas profundezas da selva da Península de Yucatán.

Os especialistas encontraram várias estruturas semelhantes a pirâmides medindo mais de 15 metros (50 pés) de altura.
A cerâmica desenterrada no local parece indicar que foi habitada entre 600 e 800 dC, um período conhecido como clássico tardio.

Os arqueólogos batizaram o local de Ocomtún (Maia para coluna de pedra).

Os maias são considerados uma das grandes civilizações do Hemisfério Ocidental, famosos por seus templos piramidais e grandes edifícios de pedra em uma área que hoje é o sul do México, Guatemala e Belize.

Esses últimos vestígios foram encontrados em uma reserva ecológica no Estado de Campeche, uma área tão densa de vegetação que foi pouco explorada.

O Instituto Nacional de História e História do México (INAH) disse que sua descoberta foi resultado de um trabalho de campo destinado a documentar a arqueologia das terras baixas maias centrais, uma área de 3 mil quilômetros quadrados de selva desabitada.

O INAH disse que a varredura a laser aérea realizada pela Universidade de Houston ajudou a equipe de pesquisa a detectar “numerosas concentrações de estruturas pré-hispânicas”.
Ivan Sprajc, que liderou a equipe, disse que ficou muito surpreso com a descoberta de um terreno elevado cercado por pântanos.
Nesse terreno elevado, eles encontraram vários edifícios grandes, incluindo alguns em forma de pirâmide medindo mais de 15 metros de altura.

“O local teria servido como um importante centro regional”, disse Sprajc em comunicado divulgado pelo INAH.
As colunas cilíndricas de pedra que levaram os pesquisadores a nomear o local como Ocomtún provavelmente eram entradas para quartos nas partes superiores dos edifícios, acrescentou o especialista.

De acordo com o Sprajc, o local provavelmente sofreu mudanças consideráveis entre 800 e 1000 dC antes de ser vítima do colapso da civilização maia das terras baixas no século 10.

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Alemanha: parlamento aprova plano para atrair trabalhadores qualificados estrangeiros

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O parlamento da Alemanha aprovou nesta sexta-feira, 23, planos para atrair mais trabalhadores qualificados e ajudar a resolver a escassez de mão de obra em um número crescente de profissões. A regra prevê um “sistema de pontos” que leva em conta a experiência profissional e outros fatores, nos moldes dos sistemas já utilizados por países como o Canadá, e tende a facilitar as regras de entrada para especialistas em tecnologia da informação que não possuem diploma universitário, mas possuem outras qualificações.

A Alemanha luta há anos com a necessidade de atrair mais trabalhadores qualificados de fora da União Europeia. Especialistas dizem que o país precisa de cerca de 400 mil imigrantes qualificados a cada ano, à medida que sua força de trabalho envelhece.

A agência nacional de trabalho disse no início deste mês que uma análise anual mostrou que 200 das cerca de 1,2 mil profissões pesquisadas tiveram escassez de mão de obra no ano passado, contra 148 no ano anterior. A aprovação da regra tende a diminuir o problema.

“A escassez de mão de obra qualificada é considerada um dos maiores freios ao crescimento econômico na Alemanha, e faltam trabalhadores qualificados em todos os lugares”, disse a ministra do Interior, Nancy Faeser. Ela descreveu a legislação como “um grande passo para o futuro do nosso país”.

Relatório sobre o SUS sugere que Brasil aumente tributação de álcool, cigarro e doces

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CLÁUDIA COLLUCCI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Visão de curto prazo no planejamento em saúde, alta rotatividade dos cargos de liderança, grande fragmentação da gestão do sistema e pouca coordenação entre os setores público e privado são alguns dos fatores que têm gerado ineficiência na gestão do SUS e acentuado as desigualdades em saúde.

Ao mesmo tempo, o sistema sofre com a perda de financiamento causada pelas políticas de austeridade fiscal, com o aumento do gasto com emendas parlamentares, e com o crescimento das demandas judiciais que afeta negativamente o planejamento e a alocação orçamentária no SUS.

Essas são algumas das constatações de um relatório lançado na última quarta (21), na embaixada do Reino Unido, em Brasília, que levantou pontos fortes e fracos do sistema público brasileiro para avaliar a sustentabilidade e a resiliência durante a pandemia de Covid-19 e fez 42 recomendações de políticas públicas que podem ser implementadas.

Entre elas, está o aumento progressivo de recursos financeiros aplicados no SUS, de 4% para 6% do PIB em dez anos, e uma tributação adicional sobre produtos prejudiciais à saúde, como tabaco, álcool e açúcar. O relatório foi apresentado ao Ministério da Saúde e aos conselhos que representam os gestores estaduais e municipais da saúde.

O trabalho faz parte de uma iniciativa presente em mais de 30 países, fruto de uma colaboração entre a Escola de Economia de Londres, o Fórum Econômico Mundial, a Fundação da Organização Mundial da Saúde, e as empresas AstraZeneca, Phillips e KPMG.

No Brasil, primeiro país da América Latina a integrar o projeto, o estudo foi conduzido por pesquisadores da FGV-Saúde, envolveu análises de mais de cem documentos e discussões com mais de 20 especialistas, incluindo acadêmicos, representantes do governo, agências reguladoras e organizações públicas e privadas.

Segundo Adriano Massuda, professor da FGV e principal autor do estudo, o SUS tem condições de se tornar mais sustentável e resiliente se conseguir fortalecer a governança, melhorar o financiamento, alocar recursos em áreas de maior necessidade, fortalecer a atenção primária e a integração com os demais níveis do sistema, e criar uma rede de respostas a urgências e emergências.

Para ele, lições aprendidas na pandemia precisam ser sistematizadas e incorporadas ao sistema. “O país ainda não fez isso, e esse estudo é uma oportunidade para isso. Como foi a resposta à pandemia? O que deu e o que não certo?”
Massuda afirma que, embora haja um cansaço da população ao tema da Covid, as novas emergências em saúde pública são uma ameaça real e precisam ser enfrentadas. “É fundamental que o país tenha uma agenda convergente. E para isso você precisa ter os governos e a sociedade civil juntos.”

Para José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde e que também participou da elaboração do documento, muitas das queixas ligadas à assistência não se limitam à falta de financiamento do SUS e podem ser enfrentadas.

“Hoje o paciente fica perdido na rede. Ele não sabe quanto tempo vai demorar para fazer um exame, ser encaminhado a um especialista ou a uma cirurgia. Não existe transparência. Isso passa por modelo de gestão, de capacitação, de disponibilidade de especialistas.”

Segundo ele, todos esses desafios inseridos em um contexto de envelhecimento populacional, aumento de doenças crônicas, sedentarismo, alimentação inadequada, entre outros, vão trazer impactos ainda mais severos ao SUS.
“Cuidar da saúde não depende só do Ministério da Saúde. Se você não olha para os determinantes sociais, os resultados sempre serão fragmentados.”

Massuda lembra que, embora a atual gestão do Ministério da Saúde ainda esteja debruçada na reconstrução de programas desmontados na gestão de Jair Bolsonaro (PL), como o Mais Médicos, e de outras tarefas da administração pública, algumas questões são urgentes.

Ele destaca, por exemplo, uma agenda para identificar e tratar as demandas represadas na pandemia, especialmente às relacionadas ao câncer e às doenças cardiovasculares, e uma mobilização para recuperar as altas taxas de cobertura vacinal.
“Tem que ter um engajamento do presidente da República, dos governadores, dos prefeitos e uma mobilização da sociedade civil para que haja um engajamento e a gente retome 95% de cobertura vacinal. Isso não pode esperar.”

Durante evento, várias falas destacaram a importância das parcerias público-privada, como as que surgiram durante a pandemia. “Elas mostram o potencial de colaboração entre o setores para aumentar a resiliência do sistema de saúde”, disse Alistair McGuire, líder dos departamentos de economia e políticas da saúde da Escola de Economia de Londres.
Para Olavo Corrêa, diretor-geral da AstraZeneca Brasil, as parcerias podem endereçar diversos pontos trazidos no relatório. “Mais do que desenvolver medicamentos que mudam vidas, a indústria de saúde tem trabalhado para buscar um sistema de saúde que seja mais sustentável e resiliente.”
Patricia Frossard, da Philips Brasil, destacou a necessidade de abordagens colaborativas e centradas nas pessoas e no uso de dados para melhorar os serviços.
Veja as principais recomendações do relatório em sete áreas:
Governança – Integrar informações de saúde disponíveis e bancos de dados de diferentes fontes, públicas e privadas, para fortalecer a resiliência do sistema de saúde por meio do monitoramento permanente de uma ampla gama de ameaças à saúde pública.
Financiamento – Estabelecer um aumento progressivo de recursos financeiros aplicados no SUS, de 4% para 6% do PIB em 10 anos, visando dar maior sustentabilidade ao sistema, incluindo considerar a tributação adicional sobre produtos prejudiciais à saúde (por exemplo, tabaco, álcool, açúcar etc)
Força de trabalho – Articular políticas de saúde e de educação para alinhar a formação técnica, graduação, residência e pós-graduação de acordo com as necessidades do sistema de saúde; desenvolver competências em saúde digital em toda a força de trabalho em saúde e expandir a tecnologia digital.
Medicamentos e tecnologia – Fortalecer as políticas de tecnologia em saúde e de desenvolvimento produtivo para garantir o acesso universal e maior competitividade da produção local, reduzindo a dependência externa e o elevado déficit da balança comercial em produtos de alto custo.
Prestação de serviços de saúde – Priorizar a atenção primária em saúde como a principal fonte de acesso para cuidados integrais, envolvendo prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos no SUS, além de sua integração com outros níveis de atenção, incluindo serviços de urgência e de saúde mental.
Saúde da População e determinantes sociais – Aprimorar a regulamentação de práticas comerciais que afetam a saúde, incluindo tabaco e álcool; fortalecer ações intersetoriais para abordar políticas que influenciam a saúde, como transporte, habitação, planejamento urbano, meio ambiente e educação
Sustentabilidade ambiental – Fomentar a participação do setor de saúde nas pautas ambientais, incluindo estratégias de fortalecimento do SUS na região amazônica, com protagonismo de comunidades locais; Estudar estratégias e se comprometer com a transição para fontes de energia verde no SUS.

Lula critica abandono global ao Haiti e quer apoio da esquerda francesa ao acordo UE-Mercosul

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BERNADETE DRUZIAN
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera contar com o apoio da esquerda francesa para tirar do papel, após mais de 20 anos, o acordo do Mercosul com a União Europeia. Antes de embarcar de volta ao Brasil, neste sábado (24), Lula fez um balanço da viagem à Paris, onde participou da Cúpula do Novo Pacto Financeiro e de uma série de atividades com líderes mundiais.

Lula falou da dificuldade enfrentada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, no Congresso para celebrar o acordo de livre comércio e afirmou que vai articular o apoio. “Se a gente puder conversar com nossos amigos mais à esquerda para que seja aprovado o acordo do Mercosul, nós vamos fazer. Pra ver se a gente consegue convencer as pessoas da importância (do acordo)”.
Para o presidente brasileiro é ‘normal’ que a França tente defender sua agricultura, mas é normal que eles também compreendam que o Brasil não pode abrir mão das compras governamentais, o que poderá zerar as possibilidades de fortalecimento da indústria nacional.

“Não é o protecionismo que vai ajudar. Quanto mais livre for o comércio entre nós, desde que cada um garanta aquilo que é considerado essencial … a gente pode não fazer acordo com eles, mas vamos melhorar outras coisas. Eu acredito na capacidade de negociação. Nós precisamos fazer o acordo com a União Europeia e a UE precisa fazer o acordo com o Mercosul”.
Lula destacou que é necessário deixar a arrogância de lado e adotar o bom senso para negociar.

Também fez duras críticas ao abandono global ao Haiti ao comentar a ausência do processo eleitoral no país, a invasão das gangues que impedem a atuação do governo, deixando o país ‘abandonado à própria sorte’.

“Eu pretendo levar essa discussão do Haiti para o G-20, pretendo levar para os Brics. Esse país paga o preço de ser o primeiro (país) a conquistar a independência, o primeiro país onde os negros se libertaram, mas o Haiti não consegue andar”.

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A história de Sanju, que esteve ‘grávido’ do irmão gêmeo durante 36 anos

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A história de Sanju Bhagat já não é nova, tendo os meios de comunicação social já revisitado este episódio peculiar na sua história por várias vezes. Agora, a história volta a ser recordada, assim como compartilhada nas redes socais – seja para quem nunca a ouviu, ou para quem já a conhecia.

Segundo os meios de comunicação internacionais, o indiano, residente na cidade de Nagpur, cresceu com a zona abdominal proeminente, mas enquanto era mais novo, nunca houve sinais de houvesse algo de errado. Foi quando chegou aos 20 que esta área começou ainda a ser mais saliente.

O homem, que tinha uma aparência esguia, ignorou esta questão durante anos até que se tornou difícil para ele respirar e, consequentemente, também trabalhar no terreno da sua família, que lhe permitia produzir alimentos para sua família. Devido à barriga saliente, esta tarefa estava tornando-se complicada.

Foi em 1999 que o indiano, com 36 anos na época, decidiu ir ao médico, em Mumbai. Os profissionais acharam que se tratava de um tumor, mas foi já com os bisturis na mão que descobriram que estavam errados e depararam-se com aquilo que foi um choque. Durante a cirurgia, os médicos descobriram que ao invés de se tratar de um enorme tumor, se tratava de algo denominado ‘Fetus in fetu’, um quadro clínico muito raro também chamado de ‘Gêmeo parasita’.

Nestes casos, um feto não viável, com alguma deformação, cresce dentro do outro feto que está no útero. Segundo os especialistas citados pelas publicações internacionais, acredita-se que esta situação acontece num em cada 500 mil nascimentos, havendo, de acordo com o Economic Times, menos de 100 casos descritos em todo o mundo.

Nagpur Man Carried Human Inside Him for Decades

Sanju Bhagat put his bloated belly down to weight gain, as locals gave him the nickname “pregnant man”. But in his 20s, his bulging stomach began to give him breathing difficulties. (Economic Times)

Doctors suspected a tumour… pic.twitter.com/4mRhZwkebM

— RT_India (@RT_India_news) June 23, 2023

Segundo as publicações, foram retirados durante a cirurgia ossos, cabelos e outras partes. Numa entrevista citada pelas publicações internacionais um dos médicos presentes referiu-se ao momento tanto como uma “surpresa” como “um horror”. “Estávamos horrorizados. Estávamos confusos e surpreendidos. Para minha surpresa e horror, podia dar um aperto de mão com alguém no interior. Foi chocante para mim”, terá afirmado Ajay Mehta.

“Amaze imyaka 36 atwite impanga ye ! Sanju Bhagat yatunguye benshi nyima ho kumenya ko amaze imyaka 36 atwite impanga ye !https://t.co/BdWGrH7Sd2 pic.twitter.com/8yGz4zcaOU

— UMUNSI.COM (@umunsiofficial) June 23, 2023

“[Retirou-se] Primeiro um membro, depois outro. Depois uma parte da genitália, e depois cabelo, ossos, mandíbula”, contou o mesmo responsável.

Segundo o que explicou às publicações Mehta, o ‘Gêmeo parasita’ pode sobreviver mesmo depois do nascimento do hospedeiro, até começar a prejudicar o bebê. Mas, no caso de Bhagat, ninguém suspeitou que o gêmeo parasita estivesse dentro deste.

A imprensa adianta ainda que Sanju teria recusado olhar para o que retiraram do seu corpo, e está agora tentando viver a sua vida normal. Na cidade indiana onde ainda vive trabalha, ainda é, segundo a imprensa, recordado como o ‘homem grávido’. Já quanto às dificuldades em respirar, terão sido resolvidos logo no pós-cirurgia. 

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Gripe aviária: Agricultura confirma mais cinco casos em aves silvestres; total sobe para 46

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O Ministério da Agricultura informou, em atualização na plataforma oficial às 19h, que cinco novos focos de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP, vírus H5N1) em aves silvestres foram detectados no Brasil. No total, há 46 casos da doença em aves silvestres no País. De acordo com o ministério, há outras seis investigações em andamento, com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo.

As notificações em aves silvestres não comprometem o status do Brasil como país livre de IAAP e não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Detecção da gripe aviária

O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) obteve resultado satisfatório em rodada internacional de Ensaios de Proficiência (EP) para a detecção do vírus da influenza aviária, informou o Ministério da Agricultura. Essa avaliação garante a qualidade e a competência dos laboratórios em apresentar resultados confiáveis e é realizada anualmente pela OFFLU, uma rede global de especialistas em influenza animal.

A ação este ano foi organizada pelo CSIRO/Australian Center for Disease Preparedness em nome da OFFLU para determinar o desempenho individual de cada laboratório na detecção do vírus influenza A e dos subtipos H5, H7 e H9 do vírus da gripe aviária usando testes moleculares (PCR convencional ou PCR em tempo real).

Os resultados do LFDA/SP foram avaliados como aceitáveis e demonstraram que os protocolos implantados são capazes de detectar e caracterizar não só a gripe aviária de notificação obrigatória, como outros vírus influenza A relevantes para a saúde animal e a saúde pública.

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Líder mercenário foi presidiário, vendedor de cachorro-quente e ‘chef de Putin’

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IGOR GIELOW
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Liderar um motim armado contra forças federais da Rússia em plena Guerra da Ucrânia é a mais recente adição ao impressionante currículo de Ievguêni Prigojin, 62, um exemplo vivo da ascensão social no país após o fim da União Soviética, em 1991.

Prigojin nasceu em Leningrado, hoje São Petersburgo, a mesma cidade natal de Vladimir Putin. Órfão de pai, ele caiu logo em uma vida de pequenos crimes, assaltos principalmente, e no fim de 1980 se viu preso para uma sentença de 13 anos.
Acabou solto em 1990, no ocaso do império comunista, sem ter vivenciado a efervescência democrática e caótica da abertura promovida por Mikhail Gorbatchov. Mas aproveitou cada oportunidade na terra de ninguém que a Rússia se tornara.

Passou a vender cachorros-quentes com sua mãe, e logo era dono de uma rede de supermercados, cortesia do ultracapitalismo selvagem vigente. Abriu dois restaurantes, sendo que o mais famoso, o Antiga Aduana, virou um ímã para artistas e políticos de São Petersburgo.

Era o começo dos anos 1990, e um desses políticos era o braço-direito do prefeito Anatoli Sobtchak, um certo ex-espião da KGB chamado Putin. Não se sabe exatamente quando a relação entre eles floresceu, mas supõe-se que o começo foi ali.

O que veio a seguir foi meteórico. O grupo Concord, de Prigojin, começou a crescer e oferecer serviços de alimentação de luxo para dignitários estrangeiros. O hoje rei Charles 3° foi um deles, em 2003, com George W. Bush sendo outro em 2004, recebido por Putin.

Contratos públicos começaram a surgir e Prigojin tornou-se o fornecedor da alimentação no Kremlin, além de toda a rede pública de Moscou. Dali veio o apelido “chef de Putin”. Sua figura sempre foi discreta, apesar de que para seus subordinados, pelos relatos disponíveis, ele é um misto de ditador violento e paizão compassivo.

Seguiu servindo de forma obsequiosa o chefe, como uma foto de 2015 com ele junto à mesa em que jantavam líderes do Brics, inclusive a então presidente brasileira Dilma Rousseff (PT), mostra.

A petista certamente não desconfiava, mas ele já era outra coisa àquela altura. Em 2014, Prigojin fundou o seu Grupo Wagner, uma companhia militar privada, quando isso era proibido na Rússia.

Segundo analistas militares, o grupo começou modesto, auxiliando os separatistas da Crimeia a realizar o referendo não reconhecido pela ONU que levou a península ucraniana de maioria russa a se integrar à Rússia. Logo depois, estava envolvido em combates na guerra civil do leste do país, o Donbass.

O grande golpe para Prigojin veio no mesmo ano em que serviu Dilma: a intervenção de Putin na guerra civil síria. Apesar de a presença russa ser oficial, muito do serviço sujo era feito pelos mercenários, exatamente como Bush havia feito no Afeganistão e no Iraque antes.

Com os irregulares, a responsabilização por eventuais abusos ficava no vazio legal. A operação do Wagner cresceu muito, e ele passou a operar na África, onde se envolveu ou deu consultoria militar em cerca de dez países, Líbia e República Centro-Africana à frente.

Ninguém inventou a roda: países ocidentais ofertam esses serviços mundo afora há décadas. Mas a fama do Wagner como um grupo bem equipado e treinado cresceu. Os segredos, também: Prigojin só admitiu ter fundado o grupo em setembro passado, quando já combatia havia meses na Ucrânia.
Três jornalistas russos que foram à República Centro-Africana investigar suas atividades foram mortos em circunstâncias misteriosas. Em Moscou, o agora proscrito jornal Novaia Gazeta teve uma cabeça de bode cortada entregue em sua porta após publicar reportagem sobre o Wagner.

Segundo um analista militar russo que esteve em recepções com Prigojin, ele é uma figura rude no trato quando não se trata de uma autoridade superior e gosta de se gabar da violência que o forjou no sistema prisional soviético.

O analista também valida o relato de perfis publicados sobre o empresário, de que ele falava em nome de Putin para asseverar sua posição. Ao longo dos anos, contudo, o presidente se afastou do aliado.
A Guerra da Ucrânia mudou tudo, novamente. Prigojin viu suas forças incharem para talvez 50 mil soldados, alimentados pelo recrutamento de condenados, que iam à luta em troca do perdão posterior. Formavam, assim, a proverbial bucha de canhão para ataques diretos quase suicidas.

Mas engana-se quem diz que o Wagner é só isso. Suas forças são consideradas algumas das mais bem treinadas pelos comandantes ucranianos na guerra. Após meses de uma sangrenta batalha, acabaram por tomar a estratégica cidade de Bakhmut, em Donetsk.

Essa importância consolidou a rivalidade do mercenário com os chefes das forças regulares, o ministro Serguei Choigu à frente. Em diversas ocasiões ele fez postagens altamente ofensivas contra a cúpula militar russa, acusando-a de deixá-lo sem munição e de não saber conduzir a guerra.

Há duas semanas, veio a gota d´água, com Putin apoiando a exigência de Choigu que todos os mercenários e voluntários assinassem contrato com a Defesa. Prigojin negou-se e nesta sexta (23) levou sua escalada retórica a um momento de ruptura que poucos poderiam antever.

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Putin promete esmagar revolta de mercenários, que controlam parte de cidade

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IGOR GIELOW
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu neste sábado (24) esmagar a maior rebelião militar em solo russo desde os anos 1990. Falou em traição do grupo mercenário Wagner, liderado por seu antigo aliado Ievguêni Prigojin.

O rebelde, por sua vez, afirmou ter tomado controle dos principais prédios administrativos da cidade de Rostov-do-Don, no sul do país, além de estruturas do Comando Militar do Sul -peça central na engrenagem da Guerra da Ucrânia, na qual o Wagner lutou e que agora é criticada por Prigojin.

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Não se via tal movimentação na Rússia desde que Boris Ieltsin lidou à bala com uma revolta parlamentar em 1993 e nas duas guerras de secessão da Tchetchênia, em 1994-1996 e 1999-2000.
“Ambições excessivas levaram à traição. É um golpe contra a Rússia e seu povo. Nossas ações para proteger a pátria-mãe serão duras”, disse Putin. Todos que entraram deliberadamente no caminho da traição, que prepararam uma rebelião armada, que adotaram o caminho da chantagem e métodos terroristas, irão sofrer a punição inevitável.”

O presidente falou em rede nacional de TV no começo da manhã deste sábado (madrugada no Brasil) e estava visivelmente irritado. Prigojin, afinal, era conhecido até há pouco como “o chef de Putin”, responsável pela alimentação do Kremlin desde os anos 2000 e, desde 2014, dono de um crescente exército particular a serviço do líder.

Em uma concessão à gravidade da situação, Putin afirmou que “este é o mesmo tipo de golpe que a Rússia sentiu em 1917”.
“Intrigas e politicagem nas costas do Exército e do povo levaram ao maior choque, a destruição do Exército, o colapso do Estado, a perda de muitos territórios e, no fim, a tragédia e guerra civil. Russos mataram russos, irmãos mataram irmãos.”
Ele se referia aos passos que levaram ao golpe bolchevista que derrubou o governo que havia removido o czar do poder em 1917, levando à Guerra Civil Russa, que matou milhões até a formação da União Soviética, em 1922.

Logo depois da fala, Prigojin foi ao Telegram e mudou seu tom, criticando pela primeira vez o ex-chefe -até aqui, só havia atacado a liderança militar, a começar pelo ministro Serguei Choigu (Defesa). “O presidente comete um grande erro quando fala em traição. Somos patriotas, estamos lutando pela pátria-mãe. Não queremos corrupção. Estamos prontos para morrer.”
Em campo, foi como se a guerra no país vizinho tivesse recomeçado. “Passei a madrugada em claro. Onde moro, no sul de Rostov, as coisas estão calmas, mas as ruas estão bem vazias. No centro, o governo pediu para ninguém ir, e eu não arrisquei”, afirmou Ivan, um comerciante da cidade centro da crise que pede para não ter o sobrenome identificado.

Quem arriscou captou imagens com celulares que agora correm o mundo, de soldados do Wagner cercando o quartel-general da Polícia Nacional e pelo menos dois tanques, além de diversos blindados que o grupo usou na Ucrânia, nas ruas da região central.

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Há relatos esporádicos de combates, e um helicóptero russo Mi-8 foi derrubado perto de Rostov-do-Don na madrugada. Prigojin disse que tomou o quartel-general do Comando Sul sem resistência, o que parece ser verdade.

O Wagner quer levar seu motim para a região imediatamente acima da de Rostov, Voronej. Ao menos uma coluna de veículos do grupo foi vista na capital regional, segundo blogueiros militares russos. Prigojin disse já controlar algumas unidades militares na cidade, mas não há confirmação disso.
Na região, houve uma grande explosão em um depósito militar de combustível. Aqui, há duas versões: uma de que o combustível pertencia ao Wagner, em apoio à sua ação no leste da Ucrânia, e foi atingido pela Força Aérea russa. A outra, de que foram os mercenários que atearam fogo ao local.

A rodovia M4, que liga todo o sul russo a Moscou e desde que o espaço aéreo da região foi fechado no início da guerra em 2022 é sua única via de acesso, foi bloqueada em Voronej. Se o Wagner quer levar sua rebelião à capital, tem de ser por lá.

Em qualquer caso, não se via combates desse tipo na Rússia há décadas, e esta constitui a maior crise já enfrentada por Putin após sua chegada ao poder em 1999. Naquele ano e no seguinte, ele derrotou os separatistas tchetchenos e instalou a dinastia dos Kadirov no país muçulmano, mas em nenhum momento houve um desafio parecido às suas Forças Armadas.
Não sem ironia, o atual ditador tchetcheno, Ramzan Kadirov, poderá ser chamado para o combate contra o ex-aliado Prigojin. Em rede social, ele afirmou que suas forças estão prontas para intervir a pedido do Kremlin, se necessário.

Ele também é rival de Choigu, mas compôs com o ministro quando a Defesa decidiu enquadrar os mercenários, obrigando-os a assinar contratos. Isso foi a gota d´água da rixa de meses entre Prigojin e os militares, marcada por acusações de boicote ao esforço do Wagner, que tomou Bakhmut, em Donetsk, única vitória expressiva russa neste ano.

Apesar da gravidade da crise, não há nenhuma expectativa de golpe contra Putin, ou mesmo o tamanho da erosão de sua autoridade é mensurável agora. Em Moscou, após a tensão da madrugada, com imagens de veículos militares nas ruas que evocavam os acontecimentos de 1993, a situação é calma.

Segundo relatou à Folha um jornalista, que também pede anonimato, as ruas elegantes em torno do Kremlin, como a Tverskaia, estão com frequência normal para um sábado. A praça Vermelha permanece com acesso fechado, contudo, mas sem uma presença policial muito diferente da normal.
No sul da cidade, contudo, o jornal Vedomosti disse ter visto soldados montando um ninho de metralhadora junto a uma rodovia, uma precaução previsível na capital, que já tem instaladas baterias antiaéreas contra os ataques pontuais de drones ucranianos.

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Há a questão da força militar. Prigojin diz ter “25 mil homens, e mais 25 mil a qualquer momento”, sugerindo espalhar sua sublevação. Até aqui, contudo, isso não foi visto, e seu principal aliado no alto escalão militar, o general Serguei Surovikin, pediu para que ele desista do motim e se entregue.

Para o “chef de Putin”, as opções são nulas. Sem Surovikin e se não alcançar a soldadesca em quarteis, está fadado a ver sua revolta ser asfixiada. O processo já aberto contra si pelo temido serviço de segurança FSB pode lhe dar 20 anos de cadeia, mas o dano à imagem de Putin e seu governo em um momento delicado ainda terá de ser medido.

Os adversários mais diretos aproveitam. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, postou no Twitter a avaliação de que a crise mostra “a fraqueza da Rússia” e conclamou a “comunidade internacional” a agir contra Putin.
Nos Estados Unidos, patronos de Kiev, a ordem é de cautela. O presidente Joe Biden está, segundo a Casa Branca, acompanhando os acontecimentos. Por mais que o país queira ver o rival de joelhos, não é do interesse americano uma instabilidade militar na única potência nuclear que faz frente a Washington.

Há também o risco de toda a crise, se debelada, levar a um endurecimento ainda maior do regime e das ações militares na Ucrânia, até como forma de mostrar força aos adversários. Nesta noite, por exemplo, foram lançados 51 mísseis de cruzeiro contra cidades ucranianas, o maior ataque em algumas semanas. Três pessoas morreram em Kiev, atingidas por destroços de projéteis abatidos.

Até aqui, apesar de Prigojin ter divulgado o vídeo que deflagrou sua revolta na sexta-feira (23) criticando a guerra como um projeto da elite russa para tomar a Ucrânia, o Wagner não interrompeu ações russas. Aviões que participaram de ataques no vizinho levantaram voo normalmente da base de Rostov que suas forças dizem controlar.

Dono de submarino ignorou alertas de segurança como ‘gritos infundados’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O empresário americano Stockton Rush, 61, dono da OceanGate e piloto do submarino que implodiu no oceano Atlântico, esnobou várias mensagens enviadas por especialistas que alertavam para a insegurança da embarcação, segundo troca de emails obtida pela rede britânica BBC.

Um dos alertas foi feito por Rob McCallum, especialista em exploração em alto mar. Em 2018, ele acusou Rush de colocar a vida de seus clientes em risco. Também sugeriu que o empresário suspendesse as expedições com o submarino Titan até que o veículo recebesse certificações de órgãos independentes.

“Acho que você está colocando a si mesmo e a seus clientes em uma dinâmica perigosa”, escreveu McCallum, segundo a BBC. “Em sua corrida ao Titanic, você está espelhando o grito de guerra famoso: ‘[a embarcação] é inafundável'”, acrescentou, em referência à fama do transatlântico antes de naufragar.

Os destroços do submarino Titan foram encontrados nesta quinta (22). O estado das peças é compatível com uma perda de pressão do veículo, o que teria provocado uma “implosão catastrófica”, segundo a Guarda Costeira dos EUA. Cinco pessoas estavam a bordo para uma expedição até os restos do Titanic.
A OceanGate, que operava o submarino, dizia que o veículo era inovador. Por isso, alegava a empresa, a embarcação não atendia aos padrões de certificação. Em resposta a McCallum, o empresário Rush disse que estava cansado de lidar com “representantes da indústria que usam argumentos de segurança para impedir a inovação”.

“Ouvimos gritos infundados de ‘você vai matar alguém’ com frequência”, escreveu Rush. “Considero isso como um sério insulto pessoal.” A troca de emails teria sido interrompida após advogados da OceanGate ameaçarem entrar com uma ação na Justiça contra McCallum por importunação.

O especialista McCallum não foi o único a alertar Rush sobre os riscos do Titan. Em carta enviada ao dono da OceanGate, também em 2018, o comitê de veículos subaquáticos da Sociedade de Tecnologia Marítima, grupo que reúne líderes da indústria de embarcações submersíveis, apontou possíveis consequências “catastróficas” em decorrência da abordagem experimental.

“Quando a OceanGate foi fundada, seu objetivo era buscar o mais alto nível de inovação no projeto e na operação de submersíveis tripulados. Por definição, a inovação está fora de um sistema já aceito”, rebateu a companhia depois da carta, em uma publicação intitulada “Por que o Titan não é certificado?”.

O submarino perdeu contato com a superfície 1h45 após o início do mergulho. Segundo o porta-voz da Guarda Costeira, ainda é cedo para falar quando exatamente ocorreu a implosão. Especialistas dos EUA e do Canadá permanecem no mar nesta sexta-feira investigando as causas do incidente.

O submarino era dirigido por um controle semelhante ao de videogames, e seu interior era apertado e simples, com três monitores, um botão, uma janela pequena e um banheiro improvisado.
Além de Stockton Rush, estavam a bordo do Titan o bilionário britânico Hamish Harding, 58, presidente-executivo da empresa Action Aviation, o empresário paquistanês Shahzada Dawood, 48, vice-presidente do conglomerado Engro, e seu filho Suleman Dawood, 19, além do francês Paul-Henri Nargeolet, 77, mergulhador especialista no Titanic.

A OceanGate cobrou US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) por uma vaga na expedição de oito dias para ver os restos do Titanic, que afundou em sua viagem inaugural após bater num iceberg, em 1912. Os destroços do transatlântico, cuja tragédia matou mais de 1.500 pessoas, estão 1.450 km a leste de Cape Cod, no estado americano de Massachusetts, e 640 km ao sul de St. John, no Canadá.

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"Punhalada nas costas", diz Putin sobre rebelião de mercenários

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O presidente russo, Vladimir Putin, fez uma promessa contundente neste sábado (24): acabar com o que ele chamou de rebelião armada. A declaração veio após o líder mercenário rebelde Yevgeny Prigozhin afirmar ter assumido o controle de uma cidade no sul da Rússia, como parte de um plano para destituir a liderança militar. Essa reviravolta envolta em diversos detalhes ainda sem conhecimento público, parece ser a maior crise doméstica que Putin enfrenta desde a invasão em larga escala da Ucrânia, que ele denominou de “operação militar especial”.

De acordo com a agência Reuters, em um discurso transmitido pela televisão na Rússia, Putin enfatizou que “ambições desmedidas e interesses obscuros levaram à traição”, caracterizando a rebelião como uma “punhalada nas costas”.

“É um golpe para a Rússia, para nosso povo. E nossas ações para defender a pátria contra essa ameaça serão duras”.

“Todos aqueles que deliberadamente trilharam o caminho da traição, que prepararam uma insurreição armada, que seguiram o caminho chantagem e métodos terroristas, sofrerão a punição inevitável, responderão tanto à lei quanto ao nosso povo”, disse Putin.

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Situação “difícil” em cidade tomada por mercenários

O presidente russo admitiu que a situação é “difícil” na cidade de Rostov-on-Don, localizada no sul do país e atualmente controlada pelo grupo paramilitar Wagner. Segundo relatos, eles dominaram instalações militares, incluindo um campo de aviação. Em uma mensagem dirigida à nação, Putin afirmou que serão tomadas “medidas decisivas para estabilizar a situação em Rostov, que apresenta desafios significativos”. Ele ressaltou que o funcionamento dos “órgãos de administração civil e militar está de fato bloqueado” na cidade, onde está situado o quartel-general militar russo responsável pela ofensiva na Ucrânia.

Prigozhin, líder da milícia Wagner, exigiu a presença do ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e de Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior, em Rostov-on-Don, cidade próxima à fronteira ucraniana, que ele alega ter sob controle. Prigozhin afirma ter 25 mil combatentes prontos para “restaurar a justiça” e acusa abertamente Shoigu e Gerasimov de incompetência, além de negar munição e apoio ao Grupo Wagner. Em suas declarações, ele alega, sem fornecer provas, que as forças militares teriam realizado um ataque aéreo que resultou na morte de um grande número de combatentes de sua milícia privada, enquanto o Ministério da Defesa nega essa informação.

Vale ressaltar que a milícia Wagner liderada por Prigozhin já havia capturado a cidade ucraniana de Bakhmut no mês passado, e há meses ele vem fazendo acusações públicas de incompetência contra Shoigu e Geras.

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Estão em curso "atividades antiterroristas" em Moscou, diz autarca

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“Estão em curso atividades antiterroristas em Moscou com o objetivo de reforçar as medidas de segurança”, escreveu Serguei Sobianine na plataforma de mensagens Telegram.

O chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, anunciou que o seu exército privado cruzou a fronteira russa na região do Rostov, sul do país, e disse estar disposto a “ir até ao fim”, após apelar a uma rebelião contra o comando militar do país, que acusou de atacar os seus combatentes.

“As alegações divulgadas em nome de Yevgeny Prigozhin não têm fundamento. (…) O FSB [serviços de segurança russos] abriu uma investigação por convocação de um motim armado”, referiu o Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia em comunicado, citado pelas agências de notícias russas.

O líder do grupo paramilitar Wagner disse ter 25.000 soldados às suas ordens e prontos para morrer e instou os russos a juntarem-se a estes numa “marcha pela justiça”.

Prigozhin acusara antes o Exército russo de realizar ataques a acampamentos dos seus mercenários, causando “um número muito grande de vítimas”, acusações negadas pelo Ministério da Defesa da Rússia.

As acusações de Prigozhin expõem as profundas tensões dentro das forças de Moscou em relação à ofensiva na Ucrânia.

O líder do grupo Wagner já tinha afirmado que o Exército russo está recuando em vários setores do sul e leste da Ucrânia, Kherson e Zaporíjia, respetivamente, e em Bakhmut, contrariando as afirmações de Moscou de que a contraofensiva de Kyiv era um fracasso.

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Conheça o Grupo Wagner, mercenários que lutam pela Rússia?

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Um grupo mercenário (ou paramilitar) é uma entidade privada que se junta a um conflito para obter lucro pessoal e, de outra forma, é um estranho ao combate. E embora essa prática não seja totalmente incomum a países como os EUA, é especialmente perturbador ouvir que dezenas de milhares de soldados contratados estão lutando pela Rússia na guerra na Ucrânia. Sem mencionar que esses homens também realizaram inúmeras operações e crimes em todo o mundo, evitando punições por meio de brechas legais e do manto da privacidade não governamental.

O Grupo Wagner, como é chamado, também foi descrito como o “exército das sombras de Moscou” pela maneira como parece cumprir as ordens da Rússia, permanecendo um tanto nas sombras. Mas os olhares internacionais têm observado a empresa mais de perto, principalmente desde a invasão da Ucrânia, mas também em relação aos confrontos no Oriente Médio e na África. E quanto mais de perto você olha, mais problemático ele se torna.

Tentativa de golpe na Rússia?

Contudo, em uma reviravolta inesperada, o líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, convocou na noite de sexta-feira (23 de junho) uma revolta contra o alto comando militar russo e avisou que quem resistir será “destruído imediatamente”. Prigozhin acusou o Ministério de Defesa da Rússia de atacar acampamentos da organização e prometeu retaliação. O empresário garante que os mercenários conduzirão uma marcha – e não um “golpe” – por “justiça”, em retaliação contra a liderança militar russa.

Duas colunas militares com mercenários dirigiram-se para a Rússia. Uma tomou a cidade de Rostov-on-Don – sede do comando militar russo no sul – e outra dirige-se a Moscou, que está em alerta máximo.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a rebelião como “facada nas costas” e prometeu punir quem trair as Forças Armadas. Putin fez um pronunciamento à nação neste sábado (24).

Mas o que se sabe sobre o Grupo Wagner e seu líder Yevgeny Prigozhin?

Do passado sombrio de seus líderes aos métodos de recrutamento questionáveis e, finalmente, aos seus laços com o estado russo, eis o que você precisa saber sobre o Grupo Wagner. Clique na galeria.

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Idoso sobrevive após quatro dias perdido em mata na Austrália

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Um homem de 67 anos foi encontrado vivo após ter estado desaparecido numa zona remota da Austrália durante quatro dias, reporta o news.com.au.

O idoso fazia uma caminhada na serra de Carr Boyd, perto da cidade de Kununurra, no extremo leste do estado da Austrália Ocidental, na terça-feira, quando desapareceu.

Este homem fazia parte de um grupo de oito pessoas que tencionava fazer uma caminhada entre Revolver Falls e Packsaddle Springs, duas atrações locais, mas a polícia disse que o idoso decidiu ir, sozinho, “explorar e atravessar um terreno acidentado para ver algumas cascatas”.

Os companheiros teriam o visto pela última vez pelas 14h15 locais, no topo de uma cascata. Porém, a polícia apenas foi alertada pelas 8h de quarta-feira, o que deu início a buscas terrestres e aéreas.

Até ao final do dia de quinta-feira, com temperaturas máximas a rondar os 32 °C, as autoridades não tiveram sucesso nas tentativas de localização do homem. As condições não eram, também, as melhores, segundo a polícia local: “O terreno em Kimberley é extremo, com penhascos íngremes, terrenos soltos e grandes subidas e descidas”.

Porém, os esforços acabariam por ser bem-sucedidos, com o idoso acabando por ser localizado pelas 9h30 de sexta-feira. Recebeu assistência médica no local antes de ter sido encaminhado, por via aérea, para a cidade de Kununurra, onde foi assistido por paramédicos que o encaminharam, depois, para uma unidade hospitalar.

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Quarto suspeito de participar de roubo e manter família refém é preso em Miracema

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem de 27 anos foi preso suspeito de envolvimento em um roubo a uma família mantida refém por cerca de 12 horas em Miracema, no Noroeste Fluminense. A prisão aconteceu na manhã desta sexta-feira (23) no Morro do Cruzeiro durante uma ação das polícias Civil e Militar que cumpriu mandados de prisão e também de busca e apreensão. O crime aconteceu em 5 de maio.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Dr. Gesner Cezar Bruno, a ação foi uma continuidade às outras prisões já realizadas logo após o roubo.

“A família foi obrigada a realizar diversas transferências bancárias e conseguimos identificar mais um envolvido que é uma liderança de uma facção criminosa no Morro do Cruzeiro em Miracema, que financiou a vinda dos criminosos da baixada fluminense para realizarem a empreitada criminosa. O dinheiro que seria obtido com o crime seria utilizado para financiar o tráfico de drogas e fortalecer a facção. Ressalto que todo esse trabalho de continuidade das investigações somente foi possível com apoio também da delegacia de Campos Elíseos, na capital”, explica o delegado.

O preso passará por audiência de custódia, momento em que o juiz verifica a legalidade da prisão. Depois o suspeito deve ficar à disposição da Justiça em uma unidade prisional.

Durante a ação, também foram encontrados e apreendidos mais de 100 pinos de cocaína.

Essa é a quarta prisão de suspeitos de envolvimento no caso. No dia seguinte ao crime, dois homens foram presos em Guapimirim. No dia 7 de maio, um terceiro suspeito foi preso em Miracema.

Fonte: g1

Criminosos invadem casa e levam dinheiro e aliança de casal em Campos

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Na manhã desta sexta-feira (23) três homens encapuzados invadiram uma residência na Rua Manoel Vieira da Silva, no distrito de Travessão, em Campos e furtaram uma aliança e R$ 500 de um casal. Um criminoso estava armado.

A vítima informou a Polícia Militar que três homens invadiram a casa, um deles estava armado e roubou a aliança, logo após eles entraram nos cômodos da casa e levaram R$ 500. Ela ainda contou a PM que os assaltantes pediram ouro, mas após receberem a resposta que não havia esse material no local, eles fugiram em um carro modelo Siena de cor preta, tomando um rumo desconhecido.

Diante dos fatos, o caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Até o momento, ninguém foi preso.

Homens são presos com dinheiro e materiais de jogos de azar em Campos

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Foto: Divulgação Operação Segurança Presente

Na tarde desta sexta-feira (23) três homens foram presos com grande quantidade de dinheiro, talões e materiais de jogos de azar, além de DVDs piratas. O caso ocorreu na Avenida José Carlos Alves de Azevedo, em frente ao bar do Mineiro, no Centro de Campos.

Durante patrulhamento, os agentes da Operação Segurança Presente tiveram a atenção voltada para 4 homens ao lado de uma banca que aparentavam estar praticando algo ilícito. Ao avistar a guarnição, um homem empreendeu fuga, não sendo possível abordá-lo.

Os outros três homens foram abordados e durante a revista pessoal, foi arrecadado com o primeiro suspeito R$ 24, um jogo feito e dois resultados de aposta. Com o segundo suspeito, os agentes encontraram R$ 195, vários resultados no bolso e um grampeador. Já com o terceiro, foi encontrado no bolso R$ 570, dois talões com resultado, uma calculadora, caneta e na carteira R$ 652.

Ainda de acordo com os agentes, na banca, próximo a abordagem, foi visualizado uma sacola plástica contendo 11 talões de jogos de azar e aproximadamente 500 resultados de jogos de azar. Os policiais também avistaram uma caixa de papelão com aproximadamente 50 DVDs piratas e dois pacotes contendo 20 maços de cigarros.

Diante dos fatos, todo o material foi apreendido e os suspeitos foram encaminhados para a 134ª Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado.

Guarda Ambiental de SFI controla queimada em Área de Preservação

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Foto: Divulgação Ascom SFI

São Francisco de Itabapoana (SFI) registrou mais uma queimada, nessa quinta-feira (22). Desta vez, guardas ambientais levaram cerca de uma hora para controlar as chamas que degradavam uma Área de Preservação Permanente (APP), nas proximidades do Colégio Estadual Agostinho Chryzanto de Araújo, em Santa Clara.

De acordo com a Guarda Ambiental (GAM), durante a ação foram usados abafadores para evitar que os danos ao meio ambiente e à saúde humana fossem maiores. Os agentes também encontraram muito lixo no local.

— O local degradado pela queimada é próximo a um curso d’água e é habitat natural de animais, o que são agravantes à essa prática criminosa. Caso o responsável seja localizado, poderá responder por crime ambiental, previsto no artigo 41 da lei nº 9.605. A pena varia de dois a quatro anos de prisão e multa — destacou o secretário municipal de Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil, Edson Brito.

Moradores devem denunciar e avisar o poder público sobre a ocorrência de queimadas através do telefone da GAM: (22) 9.98925175, que funciona 24h por dia.

Fonte: Ascom SFI