Home Blog Page 2818

Lula diz que estado errou ao segregar pessoas com hanseníase e sanciona lei que indeniza famílias

0

MARIANNA HOLANDA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) disse, nesta sexta-feira (24), que estado errou ao segregar pessoas com hanseníase, mesmo após a cura, e sancionou projeto de lei que garante indenização a essas famílias. ao

De acordo com o governo, 15 mil pessoas podem ser beneficiadas diretamente pela legislação. Há cerca de 5,5 mil pessoas acometidas pela hanseníase que chegaram a ser isoladas compulsoriamente e ainda estão vivas.

“O estado errou ao manter segregados pais e filhos, mesmo depois da cura para hanseníase ser descoberta na década de 40, mesmo depois da recomendação mundial. Errou por manter, na prática, política de segregação até o ano de 1986. É preciso pedir desculpas, [apresentar] políticas públicas para reparar os danos sociais que a segregação causou neste país”, disse o chefe do Executivo.

O valor do benefício, de acordo com a lei aprovada no Congresso no início de novembro, não poderá ser menor do que um salário mínimo, hoje em R$ 1.320.

Lula disse ainda que “nenhum dinheiro do mundo é capaz de compensar as marcas que a segregação causou na alma e no coração das pessoas portadoras de hanseníase e suas famílias”. “Mas estender aos filhos o direito a pensão especial é dar mais um passo importante para reparação de uma dívida enorme que Brasil tem com aqueles que durante anos foram privados dos carinhos dos seus pais”, disse.

Segundo Lula, Brasil é o único país a reconhecer o direito a indenização de homens e mulheres, e agora de seus filhos pelo isolamento forçado, além do Japão, que o faz por decisão do judiciário.

A partir dos anos 1920, o governo brasileiro instituiu o isolamento compulsório a quem tivesse hanseníase, separando famílias. Esses pacientes ficavam em colônias, principalmente na região Norte do país.

O movimento ocorreu de forma mais intensa até a década de 1950, tendo o respaldo do estado brasileiro até 1976 e, depois, 1986, em casos mais raros.

Em 2007, Lula editou uma medida provisória (MP) garantindo pensão vitalícia a pessoas portadoras de hanseníase que tenham morado em hospitais-colônias. Agora, estende aos familiares.

De acordo com o Ministério da Saúde, há hoje média de 21 mil novos casos da doença por ano no país. A hanseníase é uma das 11 doenças que fazem parte do Comitê Interministerial para Eliminação da Tuberculose e de Outras Doenças Determinadas Socialmente (CIEDDS), que atua para eliminação enquanto problema de saúde pública.

De acordo com o governo, 15 mil pessoas podem ser beneficiadas diretamente pela legislação. Há cerca… 

Refém de 9 anos reencontra a família após 49 dias. Veja o vídeo

0

Ohad Munder, de apenas 9 anos, foi libertado, junto com a mãe e a avó, na sexta-feira, dia 24, na primeira vaga de reféns como parte da troca de prisioneiros entre o Hamas e Israel.

O menino encontrou o pai e restantes familiares ao final de 49 dias e o momento ficou registado em vídeo.

Já este sábado, o irmão de Ohad, disse que a família “não está comemorando” porque “ainda há outros reféns em cativeiro”.

Em comunicado, citado pela Sky News, Roi Zichri agradeceu às autoridades israelitas e “a toda a nação”. 

Porém, continuou, “é muito importante para mim dizer que não estamos comemorando hoje. Estamos felizes, mas não comemoramos porque ainda há outros reféns em cativeiro”, escreveu, deixando ainda uma palavra às famílias dos outros reféns. 

   O menino reunido com a família© Reuters 
Lembrando que este sábado é o segundo dia da trégua temporária mediada pelo Egito, Qatar e Estados Unidos entre Israel e o Hamas, na qual continuará a troca acordada de reféns por prisioneiros palestinos.

Segundo fontes oficiais dos dois lados, 13 reféns israelitas, entre eles uma luso-israelita de 72 anos, foram libertados na sexta-feira no âmbito das tréguas, bem como 10 tailandeses e um filipino no âmbito de um acordo paralelo.

Após a libertação dos reféns, Israel permitiu o regresso de 39 prisioneiros palestinos, incluindo mulheres e crianças.

Leia Também: Cessar-fogo em Gaza pode ser estendido por 2 dias extras, diz Egito

Mulher tenta abrir porta de emergência quando avião sobrevoava o Pacífico

0

Uma mulher foi detida, na quinta-feira, depois de tentar abrir a porta de emergência de um avião da Korean Air, quando a aeronave sobrevoava o Oceano Pacífico.

Segundo a agência de notícias Yonhap, citada pela imprensa internacional, a mulher, de 26 anos, foi detida pela Polícia do Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia do Sul.

O incidente aconteceu quando o voo, de Nova Iorque para Incheon, com a duração de 15 horas, estava perto do fim.

Algumas testemunhas relataram à polícia que a mulher começou a mostrar alguns sinais de ansiedade cerca de 10 horas após o início do voo e tentou abrir a porta diversas vezes, acabando por ser contida pelos comissários de bordo.

A polícia acabou por confirmar, posteriormente, que a suspeita testou positivo para metanfetaminas. 

Leia Também: Refém de 9 anos reencontra a família após 49 dias. Veja o vídeo

Hamas recua e confirma soltura de reféns após dia de impasses com Israel

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após uma série de impasses, o segundo dia do acordo entre Israel e Hamas deve ter a libertação de ao menos 20 reféns da facção terrorista neste sábado (25). Serão 13 israelenses, dos quais oito são crianças e cinco são mulheres; os outros sete libertados são estrangeiros cujas nacionalidades não foram divulgadas previamente.

As informações são do Qatar, um dos mediadores do acordo entre as duas partes em conflito. Neste sábado, especificamente, a mediação externa foi ainda mais importante para a vigência do cessar-fogo temporário, uma vez que o Hamas já tinha determinado o adiamento da soltura ao acusar Israel de não cumprir os termos do acordo.

O plano anunciado da facção era barrar a libertação dos reféns até que Tel Aviv se comprometesse com a permissão da entrada de caminhões de ajuda humanitária na região norte do território palestino. Do outro lado, o país de Binyamin Netanyahu diz ter permitido a entrada de 200 caminhões na Faixa de Gaza, conforme exigido pelo acordo, sendo que 50 desses teriam chegado à porção norte, mais afetada pela guerra.

Somou-se a isso uma série de afirmações desencontradas de porta-vozes de ambos os lados em conflito. Enquanto o braço armado do grupo terrorista mantinha a decisão de adiar a segunda rodada de libertação, uma fonte do Hamas disse à agência de notícias AFP que a entrega de 14 reféns israelenses à Cruz Vermelha já havia começado. As autoridades israelenses, contudo, afirmavam que o segundo grupo de reféns ainda não foi entregue para a Cruz Vermelha.

Qatar e Egito, então, intensificaram os esforços de mediação, e, se confirmadas as próximas previsões, de fato conseguiram viabilizar a soltura dos reféns. Na prática, evitando a frustração de um acordo tão esperado no conflito que já matou mais de 15 mil pessoas, sendo a maioria delas civis palestinos.

O Hamas emitiu um comunicado em que reitera seu apreço pelas ações de Qatar e Egito para garantir a manutenção da trégua. Segundo o texto, os mediadores confirmaram o compromisso de Israel com todos os termos e condições do acordo.

Mais cedo, segundo a imprensa local, autoridades de Israel já falavam em retomar as ofensivas militares caso nenhum refém fosse libertado no âmbito do cessar-fogo temporário.
A pressão também era popular. Em Tel Aviv, cerca de 50 mil israelenses se reuniram próximo ao Museu de Arte da cidade para marcar os “50 dias de inferno”, em referência à duração da guerra iniciada em 7 de outubro, e fazer apelos pela soltura dos reféns.

Embora a libertação de parte dos sequestrados alivie parte da tensão no Oriente Médio, o fim da guerra parece ainda parece distante. Em uma visita à Gaza neste sábado, a primeira desde o início do conflito, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, disse que as forças de Tel Aviv não deixarão o território palestino até que todos os reféns sejam libertos -o acordo prevê a soltura de ao menos 50, mas há cerca de 240 capturados em poder do Hamas e de outros grupos extremistas, como o Jihad Islâmico.

Gallant tamb ém reiterou que o cessar-fogo será de curta duração. “Quaisquer novas negociações [com o Hamas] se darão sob ataque. Ou seja, se quiserem continuar a discutir o próximo [acordo], será enquanto as bombas caem e as forças estão lutando.”

A primeira leva de reféns foi libertada por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília), nesta sexta-feira (24). Além dos 13 cidadãos residentes em Israel, como previsto, o Hamas ainda libertou mais 11 capturados, dez deles tailandeses e um filipino.
Eles foram inicialmente encaminhados a um hospital em Khan Yunis, no sul do território, pela equipe da Cruz Vermelha que os recebeu e, mais tarde, levados até o Egito pela passagem de Rafah, na fronteira com Gaza. Em seguida, retornaram a Israel.

Em troca, Tel Aviv soltou 39 mulheres e menores de idade detidos em penitenciárias israelenses. Uma multidão os aguardava em frente a Ofer, uma unidade carcerária perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que incluía parentes dos detidos, moradores e jornalistas.

Pelos termos do acordo firmado entre Israel e o grupo terrorista, com a mediação do Qatar, o cessar-fogo de quatro dias iniciado na madrugada da sexta-feira terá a libertação de 50 dos cerca de 240 reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. Em troca, Tel Aviv se comprometeu a soltar 150 mulheres e menores de idade palestinos detidos em presídios israelenses.

A expectativa é de que cada grupo que seja solto pela facção terrorista tenha ao menos 13 pessoas. É possível que o número de libertados pela facção seja maior, uma vez que Tel Aviv se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez sequestrados que os terroristas permitam voltar a Israel.
O Hamas disse também que o Exército israelense se comprometeu a suspender o tráfego aéreo sobre o norte de Gaza das 8h às 16h no horário local (3h às 11h em Brasília), e interromper completamente os voos sobre o sul durante o cessar-fogo. Também concordaram em não atacar ou prender ninguém em Gaza.

O Hamas, por sua vez, afirmou que permitirá que a população circule novamente pela estrada Salah Al-Din, principal via usada pelos palestinos para ir do norte para o sul de Gaza após o ultimato israelense exigindo a retirada de civis da região.
Moradores de cidades da região se dizem aliviados com a perspectiva de não conviver com bombardeios frequentes, mesmo que por alguns dias.

Antes de selado o acordo, apenas quatro pessoas tinham sido libertadas pelo Hamas, também após mediação do Qatar. No dia 20 de outubro, duas mulheres americanas foram soltas. Depois, no dia 23, foi a vez de mais duas mulheres, ambas israelenses idosas.

As negociações pela libertação de pessoas capturadas têm sido foco de tensão para o governo de Binyamin Netanyahu desde o início do conflito. Manifestantes pressionam o premiê em atos quase diários que exigem mais esforços pela soltura das vítimas, acusando-o de deixar o tema em segundo plano.

Leia Também: Cessar-fogo em Gaza pode ser estendido por 2 dias extras, diz Egito

Cessar-fogo em Gaza pode ser estendido por 2 dias extras, diz Egito

0

SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – O SIS (Serviço de Informação do Estado do Egito) afirmou que Israel e Hamas negociam estender por até dois dias a trégua de quatro dias iniciada nesta sexta-feira (24) na guerra. A informação é da agência de notícias Reuters e da TV estatal egípcia Channel 12.

A informação sobre o novo acordo é do chefe do SIS, Diaa Rashwan. “Significa a libertação de mais detidos em Gaza e prisioneiros palestinos em prisões israelenses”, disse ele, segundo a Reuters.

A trégua poderia ser prolongada “por mais um ou dois dias”, afirmou o Channel 12. A TV estatal afirma haver “sinais positivos” de que o acordo seja ratificado.

O acordo oficial já firmado é de que 50 reféns israelenses -crianças, mães e outras mulheres- sejam liberados nos quatro dias oficiais de cessar-fogo. Em troca de cada refém, três prisioneiros palestinos serão libertados por Israel.

A VOLTA PARA CASA
Os primeiros reféns libertados pelo Hamas chegaram ontem (24) a Israel, 49 dias após o início do conflito. O grupo foi colocado em ambulâncias da Cruz Vermelha com destino a Khan Younis, no sul de Gaza, para realizarem a passagem para o Egito.

Os reféns libertados foram levados para hospitais. O Soroka Medical Center, o Schneider Children’s Medical Center, o Shamir Medical e o Wolfson Medical Center estavam preparados para receber os 24 reféns, segundo informou o jornal Times Of Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou a libertação e garantiu que Israel está “empenhado em devolver todos”: “Este é um dos objetivos da guerra e estamos empenhados em alcançar todos os objetivos da guerra”, afirmou.
O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que o grupo vai cumprir os termos da trégua, “desde que Israel faça o mesmo”.

As Forças de Defesa israelenses publicaram nas redes sociais um vídeo mostrando instalações preparadas para receber cidadãos sequestrados pelo Hamas. Eles receberão atendimento médico e psicológico e poderão ligar para suas famílias.
Imagens também mostram brinquedos que serão oferecidos às crianças. A expectativa é que haja muitas delas no grupo.

AJUDA HUMANITÁRIA
Mais de 200 caminhões já entraram na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo, segundo o jornal The Times of Israel. Alguns deles levam combustível e gás de cozinha para organizações de ajuda humanitária da ONU.

Hamas adia libertação de reféns em segundo dia de acordo com Israel

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Israel e Hamas deveriam dar continuidade neste sábado (25) ao pacto de libertação de reféns por parte do grupo terrorista em troca de um cessar-fogo de quatro dias na Faixa de Gaza e a soltura de prisioneiros palestinos. A facção, no entanto, decidiu adiar a soltura prevista até que Tel Aviv se comprometa com a permissão da entrada de caminhões de ajuda humanitária na região norte do território palestino.

O segundo grupo de reféns sequestrados pela facção extremista no ataque contra Israel no dia 7 de outubro deveria ter deixado Gaza no início da tarde deste sábado, mas as informações de porta-vozes de ambos os lados em conflito estão desencontradas.

Enquanto o braço armado do grupo terrorista diz que decidiu adiar a segunda rodada de libertação, outra fonte do Hamas disse à agência de notícias AFP que a entrega de 14 reféns israelenses à Cruz Vermelha já começou.

As autoridades israelenses, contudo, afirmam que o segundo grupo de reféns ainda não foi entregue para a Cruz Vermelha.
A primeira leva de reféns foi libertada por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília), nesta sexta-feira (24). Além dos 13 cidadãos residentes em Israel, como previsto, o Hamas ainda libertou mais 11 capturados, dez deles tailandeses e um filipino.

Eles foram inicialmente encaminhados a um hospital em Khan Yunis, no sul do território, pela equipe da Cruz Vermelha que os recebeu e, mais tarde, levados até o Egito pela passagem de Rafah, na fronteira com Gaza. Em seguida, retornaram a Israel.

Em troca, Tel Aviv soltou 39 mulheres e menores de idade detidos em penitenciárias israelenses. Uma multidão os aguardava em frente a Ofer, uma unidade carcerária perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que incluía parentes dos detidos, moradores e jornalistas.

Pelos termos do acordo firmado entre Israel e o grupo terrorista, com a mediação do Qatar, o cessar-fogo de quatro dias iniciado na madrugada da sexta-feira terá a libertação de 50 dos cerca de 240 reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. Em troca, Tel Aviv se comprometeu a soltar 150 mulheres e menores de idade palestinos detidos em presídios israelenses.

A expectativa é de que cada grupo que seja solto pela facção terrorista tenha ao menos 13 pessoas. É possível que o número de libertados pela facção seja maior, uma vez que Tel Aviv se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez sequestrados que os terroristas permitam voltar a Israel.

O Hamas disse também que o Exército israelense se comprometeu a suspender o tráfego aéreo sobre o norte de Gaza das 8h às 16h no horário local (3h às 11h em Brasília), e interromper completamente os voos sobre o sul durante o cessar-fogo. Também concordaram em não atacar ou prender ninguém em Gaza.

O Hamas, por sua vez, afirmou que permitirá que a população circule novamente pela estrada Salah Al-Din, principal via usada pelos palestinos para ir do norte para o sul de Gaza após o ultimato israelense exigindo a retirada de civis da região.

Moradores de cidades da região se dizem aliviados com a perspectiva de não conviver com bombardeios frequentes, mesmo que por alguns dias. Desde que o Exército israelense iniciou sua ofensiva no território, mais de 14,8 mil palestinos morreram, de acordo com os cálculos do Ministério da Saúde de Gaza, a maioria deles civis.

Antes de selado o acordo, apenas quatro pessoas tinham sido libertadas pelo Hamas, também após mediação do Qatar. No dia 20 de outubro, duas mulheres americanas foram soltas. Depois, no dia 23, foi a vez de mais duas mulheres, ambas israelenses idosas.

As negociações pela libertação de pessoas capturadas têm sido foco de tensão para o governo de Binyamin Netanyahu desde o início do conflito. Manifestantes pressionam o premiê em atos quase diários que exigem mais esforços pela soltura das vítimas, acusando-o de deixar o tema em segundo plano.

Leia Também: Hamas liberta 24 reféns em primeiro dia de cessar-fogo com Israel

Ataque russo com drones causa dois feridos em Kiev

0

“Até o momento há duas vítimas no distrito de Solomyansky. Ambas receberam assistência médica no local”, escreveu o autarca da capital ucraniana, na plataforma de mensagens Telegram.

Vitali Klitschko disse que um prédio de apartamentos neste distrito foi danificado pela queda de destroços de drones (aparelhos aéreos não tripulados) e que as equipas de resgate ainda estavam a trabalhar para tentar retirar duas mulheres dos escombros.

Vários incêndios foram registados em Solomyansky, incluindo num jardim de infância, acrescentou o autarca de Kyiv. Destroços de drones abatidos pela defesa antiaérea ucraniana também caíram no distrito de Pechersky.

As autoridades da capital ucraniana não forneceram uma estimativa do número de drones utilizados no ataque russo, mas garantiram que se trataram de aparelhos Shahed, fabricados pelo Irã.

Os alarmes aéreos também soaram esta madrugada em outras regiões da Ucrânia, como Cherkasy, Chernigov, Sumy, Kharkov, Poltava, Dnipro, Mikolaiv, Kirovohrad e Kherson, de acordo com a agência de notícias ucraniana Unian.

Na sexta-feira, a Rússia bombardeou 120 cidades habitadas nas regiões fronteiriças ou perto da frente em Chernigiv, Sumi, Kharkiv, Lugansk, Donetsk, Zaporijia, Dnipropetrovsk e Kherson, informou o Estado-Maior ucraniano.

A mesma fonte indicou que Kyiv evitou na sexta-feira 11 ataques russos no sul de Bakhmut, 20 em Avdivka e 14 em Marinka, localidades localizadas na região leste de Donetsk.

Em Kupiansk, na região nordeste de Kharkiv, a Ucrânia diz ter repelido três ataques russos.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

O conflito prossegue com combates sangrentos na região leste, onde as forças de Moscou desenvolvem ataques massivos em Kupiansk, Marinka e Avdiivka, enquanto as tropas de Kiev vão repelindo estas investidas e tentando progredir na região sul, nas frentes de Zaporijia e Kherson.

Leia Também: Ex-policial condenado por homicídio de George Floyd esfaqueado na prisão

Hamas liberta 24 reféns em primeiro dia de cessar-fogo com Israel

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após 49 dias sob o poder do Hamas, 24 pessoas sequestradas em solo israelense foram libertadas pelo grupo terrorista nesta sexta-feira (24), por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília). Além dos 13 cidadãos residentes em Israel, como previsto, a facção palestina ainda libertou mais 11 capturados, sendo dez deles tailandeses e um filipino.

O grupo de israelenses é o primeiro a ser solto graças a um pacto firmado entre o Hamas e Tel Aviv nesta semana. Espera-se que, até a segunda-feira (27), ao menos dez reféns, todos mulheres e menores de 19 anos, sejam libertados diariamente, de modo que no mínimo 50 reféns tenham sido soltos ao fim do cessar-fogo de quatro dias.

É possível que esse número seja ainda maior, uma vez que Israel se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez reféns que os terroristas libertarem. Ao todo, cerca de 240 pessoas foram capturadas pela facção terrorista palestina em sua sangrenta incursão ao solo israelense de 7 de outubro. O atentado, batizado de “sábado negro” pela imprensa local, deixou 1.200 mortos e serviu de estopim para os enfrentamentos entre o Hamas e Tel Aviv em Gaza.

A contrapartida para a saída dos reféns de Gaza é a soltura de 150 mulheres e menores de 19 anos palestinos atualmente detidos em presídios israelenses. A libertação de 39 deles foi confirmada nesta sexta, e houve registros de alguns dos palestinos sendo retirados de penitenciárias israelenses e embarcando em ônibus.

Uma multidão os aguardava em frente a Ofer, uma unidade carcerária na região, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que incluía parentes dos detidos, moradores e jornalistas.

Além disso, a rede qatari Al Jazeera reportou que agentes de segurança israelenses cercaram a área no entorno da residência de um dos palestinos que seria solto para prevenir a formação de aglomerações, além de ameaçar um jornalista da emissora, proibindo-o de filmar a situação. Outros veículos afirmam que tanto policiais quanto soldados de Israel têm feito o mesmo em outros locais para evitar uma “imagem de vitória” palestina.

Os reféns soltos pelo Hamas no primeiro dia da trégua foram inicialmente acolhidos por uma equipe da Cruz Vermelha em Gaza e encaminhados a um hospital em Khan Yunis, no sul do território, para que suas condições de saúde fossem verificadas.
Em seguida, foram levados para o lado egípcio da fronteira e entregues ao serviço secreto israelense, o Shin Bet. Às 19h (14h em Brasília), as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) confirmaram que todos já estavam em território israelense, levados a uma base aérea local para completar exames de saúde mental e física e ligar para seus parentes.

Em seguida, eles seriam acompanhados pelos militares a hospitais onde suas famílias os aguardavam. “Precisamos lembrar que cada uma dessas pessoas que agora retornam para casa tem um parente ou alguém próximo que foi assassinado ou segue preso em Gaza. É uma grande tristeza misturada com uma grande alegria”, disse o porta-voz das IDF, Daniel Hagari, segundo a imprensa local.

Um comboio de tanques e outros veículos blindados de Israel deixou a Faixa de Gaza e atravessou a fronteira israelense nesta sexta-feira, horas após o início da vigência do acordo, segundo relatos da agência de notícias Reuters.

Não foram relatados bombardeios ou ataques significativos com foguetes, embora o Hamas e os militares de Israel tenham acusado “violações esporádicas”. Em cidades ao sul de Gaza, que abriga milhares de famílias deslocadas da região norte, as ruas foram tomadas por civis.

No céu, aviões israelenses haviam cessado os bombardeios, mas lançaram panfletos com mensagens de advertência. “A guerra não acabou. [] Retornar ao norte é proibido e é muito perigoso”, diz o material.

Mesmo assim, há relatos de que centenas de palestinos aproveitaram a trégua para voltar ao norte de Gaza, palco das ações terrestres mais incisivas de Israel. Segundo a Associated Press, dois palestinos foram mortos a tiro pelo Exército de Israel e 11 ficaram feridos ao tentarem fazer esse percurso.

Treze dos 24 reféns soltos nesta sexta devido ao acordo com o Hamas são israelenses, sendo que quatro, com idades de 2, 4, 34 e 77 anos, também têm cidadania alemã. Doze são do kibutz de Nir Oz, próximo a Gaza. Cerca de 75 moradores do local foram sequestrados no 7 de outubro, incluindo 13 crianças.

Embora se limite a um período relativamente curto, a trégua acordada esta semana por Israel e Hamas representa uma esperança em relação a uma possibilidade de diálogo entre eles.
Ao se pronunciar sobre os acontecimentos desta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou que “o acordo de reféns era só o começo”. Ao mesmo tempo, disse que “não confia no Hamas” e que tem convicção de que o grupo só age sob pressão.

Ambos os lados da guerra já garantiram, porém, que pretendem prosseguir com os enfrentamentos assim que a “pausa humanitária”, como os terroristas se referem ao dias sem combates, chegar ao fim. Foi o caso do ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, que afirmou nesta sexta que o país retomará as atividades em Gaza “com força militar total” após o término do cessar-fogo; e do porta-voz do Hamas, Abu Ubaida, que em mensagem de vídeo sublinhou que esta é uma “trégua temporária” e apelou para uma “escalada do confronto em todas as frentes de resistência”, incluindo na Cisjordânia ocupada.

Antes do acordo, apenas outros quatro reféns tinham sido libertados: duas mulheres americanas em 20 de outubro e mais duas mulheres, ambas idosas israelenses, no dia 23 do mesmo mês.

O cessar-fogo ainda promete um respiro temporário para o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Manifestantes vinham pressionando seu governo com protestos quase diários, acusando-o de deixar a situação dos reféns em segundo plano frente ao êxito militar na Faixa de Gaza.

TAILANDESES E FILIPINO TAMBÉM SÃO SOLTOS
As operações relativas ao pacto entre Israel e o Hamas ocorreram ao mesmo tempo em que foi anunciado outro acordo, paralelo às negociações. Pouco antes da chegada do grupo de reféns israelenses a Rafah, o Egito afirmou que os terroristas haviam concordado em soltar mais 12 capturados, todos eles homens tailandeses.

A Tailândia diz acreditar que 26 de seus cidadãos tenham sido sequestrados nos atentados de outubro.

Ao final, porém, só dez deles chegaram ao lado egípcio da fronteira, além de um filipino. Eles são exemplo da grande quantidade de estrangeiros ou portadores de dupla nacionalidade sequestrados nos ataques do Hamas, uma cifra que corresponde a quase metade do total de reféns.

Leia Também: Ataque russo com drones causa dois feridos em Kiev

Ex-policial condenado por homicídio de George Floyd esfaqueado na prisão

0

Fontes com conhecimento do ataque, mas que pediram para não serem identificadas, disseram a vários meios de comunicação social que o incidente aconteceu na prisão federal de Tucson, no estado do Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos.

A Agência Federal de Prisões norte-americana (BOP, na sigla em inglês) confirmou que um prisioneiro foi agredido no estabelecimento prisional de segurança média de Tucson por volta das 12:30 de sexta-feira.

Num comunicado, a BOP disse que os funcionários conseguiram conter o incidente e tomaram medidas para salvar a vida do recluso, cujo nome não foi identificado, que foi depois transportado para receber tratamento médico num hospital.

Nenhum funcionário da prisão ficou ferido e a Polícia Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) foi notificada, disse a agência, acrescentando que as visitas à prisão, que tem cerca de 380 prisioneiros, foram suspensas.

Derek Chauvin, de 47 anos, foi transferido em agosto de 2022 de uma prisão estadual de segurança máxima em Minnesota, no oeste dos Estados Unidos, para Tucson, para cumprir uma sentença de 22 anos e meio de prisão pelo homicídio de George Floyd.

O advogado de Chauvin, Eric Nelson, tinha pedido para que o antigo agente da polícia de Minnesota não tivesse contato com o resto dos prisioneiros, alertando que ele poderia ser alvo de retaliação.

Na prisão em Minnesota, Chauvin foi mantido principalmente em confinamento solitário “em grande parte para sua própria proteção”, escreveu Nelson em documentos judiciais no ano passado.

Na semana passada, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou um recurso apresentado por Chavin contra a sua condenação por homicídio. O antigo agente está também a tentar anular a sua confissão, alegando a existência de novas provas.

George Floyd morreu a 25 de maio de 2020, depois de Chauvin ter usado o joelho para o imobilizar, pressionando o pescoço do afro-americano contra o chão durante cerca de nove minutos e meio.

Um vídeo de um transeunte capturou os gritos de Floyd, em que afirmava que não conseguia respirar.

Depois da divulgação das imagens nas redes sociais, sucederam-se os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos e condenados a penas de prisão.

Uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA, pedida após o magnata Jeffrey Epstein se ter suicidado na sua cela em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual, apontou em junho passado uma série de falhas no sistema prisional do país.

Leia Também: Kim chama Coreia do Norte de ‘potência espacial’ e celebra ‘nova era’ após lançar satélite militar

Advogado chama desembargadora de jumento e falta a audiência alegando que precisava fazer sexo

0

Atuando em causa própria, um advogado de Goiânia pediu o adiamento de uma audiência de instrução marcada nesta quinta-feira, 23, com a justificativa de que, no mesmo dia, ele tinha um encontro para fazer sexo.

O pedido afirma que ele a “prática do prazer sexual” é “preponderante” para a saúde física e mental.

“Pugna-se para o salutar e necessário adiamento da audiência de instrução e julgamento designada para a data de hoje, em razão da comprovada e justificada necessidade de ausência”, escreveu.

O advogado ainda anexou prints de conversas de teor sexual com a mulher com quem teria marcado o encontro.

Em entrevista ao portal Rota Jurídica, o advogado afirmou que a petição é uma “chacota”, em protesto contra o processo, que na avaliação dele já deveria ter sido encerrado, e porque a audiência já havia sido adiada três vezes.

A ação é movida por uma desembargadora do Tribunal de Justiça de Goiás. Ela entrou com o processo após ter sido comparada a um jumento por negar, no plantão, um pedido de habeas corpus de autoria do advogado.

O desembargador Carlos França, presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, informou que acionou a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado para que a entidade analise se o advogado violou as obrigações éticas. Em nota, o magistrado afirmou que as declarações são “inaceitáveis”.

“Desrespeitam não apenas a honra de uma desembargadora no exercício de suas funções como magistrada deste tribunal, mas também princípios básicos como ética, respeito e decoro exigidos de um profissional da carreira jurídica”, diz o texto assinado pelo presidente do TJ.

A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás informou que pediu a suspensão do registro do advogado.

COM A PALAVRA, A ASSOCIAÇÃO DE MAGISTRADOS DE GOIÁS

“A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) repudia veementemente a manifestação do advogado, que afronta o Poder Judiciário do Estado de Goiás e atenta contra a seriedade de seus quadros, ao protocolar documento sem qualquer embasamento legal, com termos altamente desrespeitosos.

A Asmego já providenciou representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), estadual e federal, solicitando a suspensão do direito de advocacia do referido advogado, e espera que as providências cabíveis sejam tomadas.

O Poder Judiciário do Estado de Goiás, um dos mais céleres e produtivos do país, merece respeito para com seu trabalho. O advogado afronta os magistrados e demais servidores, que se dedicam diariamente a milhares de ações judiciais sérias. A Asmego não tolera e nem admitirá desrespeito ao trabalho dos magistrados de Goiás.”

COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS

“O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por seu presidente, desembargador Carlos França, vem a público expressar veemente repúdio às declarações inaceitáveis proferidas pelo advogado, que desrespeitam não apenas a honra de uma desembargadora no exercício de suas funções como magistrada deste Tribunal, mas também princípios básicos como ética, respeito e decoro exigidos de um profissional da carreira jurídica.

Ressalta também que decisões judiciais podem ser questionadas pelo recurso próprio e adequado, mas a deliberada agressão, com utilização de termos que demonstram violência e desrespeito às magistradas e aos magistrados, em razão de fundamentação utilizada para decidir e por discordar do desfecho dado à ação, é um ataque ao Poder Judiciário, que tem a missão constitucional de solucionar conflitos que lhes são apresentados, além de violar o Estado Democrático de Direito, o que é inadmissível.

Por fim, o TJGO, que tem respeito e elevada consideração pela advocacia goiana, reforça que acredita e valoriza a harmonia costumeira entre os membros do sistema de Justiça. Ademais, segue confiante nas providências que estão sendo adotadas pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) para apuração da infração ético-disciplinar do advogado, sem prejuízo das providências na esfera penal.”

O advogado ainda anexou prints de conversas de teor sexual com a mulher com quem teria marcado o enc… 

Kim chama Coreia do Norte de ‘potência espacial’ e celebra ‘nova era’ após lançar satélite militar

0

BOA VISTA, RR (FOLHAPRESS) – O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, celebrou o que chamou de “nova era de uma potência espacial”, com familiares e cientistas, após o lançamento bem-sucedido do primeiro satélite militar do país, informou a agência estatal de notícias nesta sexta-feira (24).

Depois de duas tentativas fracassadas, Pyongyang conseguiu colocar em órbita o satélite Malligyong-1 na terça-feira (21), uma ação criticada por Washington e Seul e classificada por eles de violação das resoluções das Nações Unidas contra o país comunista.

O lançamento foi um “exercício do direito de legítima defesa”, disse Kim durante visita à agência espacial do país, segundo a mídia estatal.

O satélite, de acordo com Kim, ajudará a Coreia do Norte a se proteger de “movimentos perigosos e agressivos de forças hostis”. A Coreia do Sul confirmou que o satélite entrou em órbita, mas afirmou ser muito cedo para dizer se o equipamento funciona corretamente, como afirma o regime norte-coreano.

Ainda segundo a mídia estatal norte-coreana, Kim já teve acesso a imagens de bases militares dos Estados Unidos em Guam, território insular do país no Pacífico.

A Coreia do Norte anunciou na quarta-feira (22) que restauraria todas as medidas militares interrompidas por um acordo feito em 2018 com a Coreia do Sul projetado para tentar diminuir a tensão ao longo da fronteira. Na prática, a decisão rompeu uma espécie de pacto estabelecido na península em meio a renovados temores de uma escalada nuclear.

O anúncio de Pyongyang aconteceu um dia depois de a Coreia do Sul suspender parte do acordo e dizer que aumentaria a vigilância na fronteira em resposta ao lançamento do satélite pela Coreia do Norte na terça.

“A partir de agora, nosso Exército não estará vinculado ao Acordo Militar Norte-Sul de 19 de setembro”, disse o comunicado de Pyongyang, que prometeu fortalecer suas Forças Armadas “em todas as esferas, incluindo terrestre, marítima e aérea” e implementar novos armamentos.

Pyongyang acusa Seul de abandonar o trato, conhecido como Acordo Militar Abrangente, e afirma que a Coreia do Sul será responsabilizada “integralmente caso ocorra um confronto irreversível” entre os dois países.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a decisão da Coreia do Sul de suspender parte do acordo após o lançamento do satélite norte-coreano foi uma “resposta prudente e contida”, citando a “falta de adesão ao acordo” por parte da Coreia do Norte.

“A suspensão da Coreia do Sul restaurará as atividades de vigilância e reconhecimento do lado sul-coreano da linha de demarcação militar, melhorando sua capacidade de monitorar as ameaças da Coreia do Norte”, disse o porta-voz.

O pacto Norte-Sul suspenso foi assinado em uma cúpula de 2018 entre Kim Jong-un e o então presidente sul-coreano, Moon Jae-in. Críticos dizem que o trato enfraqueceu a capacidade de Seul de monitorar a Coreia do Norte, que por sua vez teria violado o acordo.

Hamas liberta 24 reféns em primeiro dia de cessar-fogo com Israel

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após 49 dias sob o poder do Hamas, 24 pessoas sequestradas em solo israelense foram libertadas pelo grupo terrorista nesta sexta-feira (24), por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília). Além dos 13 cidadãos residentes em Israel, como previsto, a facção palestina ainda libertou mais 11 capturados, sendo dez deles tailandeses e um filipino.

O grupo de israelenses é o primeiro a ser solto graças a um pacto firmado entre o Hamas e Tel Aviv nesta semana. Espera-se que, até a segunda-feira (27), ao menos dez reféns que habitam o país, todos mulheres e menores de 19 anos, sejam libertados diariamente, de modo que 50 reféns tenham sido soltos ao fim do cessar-fogo de quatro dias.

É possível que esse número seja ainda maior, uma vez que Israel se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez reféns que os terroristas libertarem. Ao todo, cerca de 240 pessoas foram capturadas pela facção terrorista palestina em sua sangrenta incursão ao solo israelense de 7 de outubro. O atentado, batizado de “sábado negro” pela imprensa local, deixou 1.200 mortos e serviu de estopim para os enfrentamentos entre o Hamas e Tel Aviv em Gaza.

A contrapartida para a saída dos reféns de Gaza é a soltura de 150 mulheres e menores de 19 anos palestinos atualmente detidos em presídios israelenses. A libertação de 39 deles foi confirmada nesta sexta, e à tarde já havia registros de alguns dos palestinos sendo retirados de penitenciárias israelenses e embarcando em ônibus rumo à Cisjordânia.

Uma multidão os aguardava em frente a Ofer, uma unidade carcerária na região, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que incluía parentes dos detidos, moradores e jornalistas.

Além disso, a rede qatari Al Jazeera reportou que agentes de segurança israelenses cercaram a área no entorno da residência de um dos palestinos que seria solto para prevenir a formação de aglomerações, além de ameaçar um jornalista da emissora, proibindo-o de filmar a situação.

Outros veículos afirmam que tanto policiais quanto soldados do Estado judeu têm feito o mesmo em outros locais para evitar uma “imagem de vitória” palestina.

Os 13 reféns habitantes de Israel soltos no primeiro dia da trégua foram inicialmente acolhidos por uma equipe da Cruz Vermelha em Gaza e encaminhados a um hospital em Khan Yunis, no sul do território, para que suas condições de saúde fossem verificadas.

Em seguida, foram levados para o lado egípcio da fronteira e entregues ao serviço secreto israelense, o Shin Bet. Às 19h (14h em Brasília), as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) confirmaram que todos já estavam em território israelense, levados a uma base aérea local para completar exames de saúde mental e física e ligar para seus parentes.

Em seguida, eles seriam acompanhados pelos militares a hospitais onde suas famílias os aguardavam. “Precisamos lembrar que cada um dessas pessoas que agora retornam para acasa tem um parente ou alguém próximo que foi assassinado ou segue preso em Gaza. É uma grande tristeza misturada com uma grande alegria”, disse o porta-voz das IDF, Daniel Hagari, segundo o jornal local the Times of Tel Aviv.

Todos os 13 reféns soltos nesta sexta devido ao acordo com o Hamas são israelenses, sendo que quatro, com idades de 2, 4, 34 e 77 anos, também têm cidadania alemã. Doze são do kibutz de Nir Oz, próximo a Gaza. Cerca de 75 moradores do local foram sequestrados no 7 de outubro, incluindo 13 crianças.
Embora se limite a um período relativamente curto, a trégua acordada esta semana por Israel e Hamas representa uma esperança em relação a uma possibilidade de diálogo entre eles.

Ao se pronunciar sobre os acontecimentos desta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou que “o acordo de reféns era só o começo”, por exemplo. Ao mesmo tempo, disse que “não confia no Hamas” e que tem convicção de que o grupo só age sob pressão.

Ambos os lados da guerra já garantiram, porém, que pretendem prosseguir com os enfrentamentos assim que a “pausa humanitária”, como os terroristas se referem ao dias sem combates, chegar ao fim. Foi o caso do ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, que afirmou nesta sexta que o país retomará as atividades em Gaza “com força militar total” após o término do cessar-fogo; e do porta-voz do Hamas, Abu Ubaida, que em mensagem de vídeo sublinhou que esta é uma “trégua temporária” e apelou para uma “escalada do confronto em todas as frentes de resistência”, incluindo na Cisjordânia ocupada.

Antes do acordo, apenas outros quatro reféns tinham sido libertados: duas mulheres americanas em 20 de outubro e mais duas mulheres, ambas idosas israelenses, no dia 23 do mesmo mês.

O cessar-fogo ainda promete um respiro temporário para o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Manifestantes vinham pressionando seu governo com protestos quase diários, acusando-o de deixar a situação dos reféns em segundo plano frente ao êxito militar na Faixa de Gaza.

TAILANDESES E FILIPINO TAMBÉM SÃO SOLTOS

As operações relativas ao pacto entre Israel e o Hamas ocorreram ao mesmo tempo em que foi anunciado um outro acordo, paralelo às negociações. Pouco antes da chegada do grupo de reféns israelenses a Rafah, o Egito afirmou que os terroristas haviam concordado em soltar mais 12 capturados, todos eles homens tailandeses. Bangkok diz acreditar que 26 nacionais do país tenham sido sequestrados nos atentados de outubro.

Ao final, porém, só dez deles chegaram ao lado egípcio da fronteira, além de um filipino. Eles são exemplo da grande quantidade de estrangeiros ou portadores de dupla nacionalidade sequestrados nos ataques do Hamas, uma cifra que corresponde a quase metade do total de reféns.

Mulher morre e seis ficam feridos em desabamento de supermercado no Grande Recife

0

RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – Uma mulher morreu e seis pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira (24) após o desabamento do prédio de um supermercado em Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife.

O desabamento aconteceu no bairro Curado IV. A mulher que morreu era uma funcionária -segundo testemunhas, funcionários estavam dentro do estabelecimento, que seria inaugurado na próxima quarta (29).

O desabamento da estrutura fez com que mercadorias caíssem para fora do supermercado.

Os feridos são cinco homens e uma mulher, de acordo com os bombeiros. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi acionada e prestou auxílio com um helicóptero. Um homem que estava soterrado foi resgatado.

Os feridos foram socorridos e levados para hospitais da região metropolitana da capital pernambucana. Ao menos duas pessoas foram encaminhadas para o Hospital da Restauração, na área central do Recife, onde passam por exames. O estado delas é estável, segundo a unidade de saúde.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), a Polícia Militar e a Defesa Civil também atuaram na ocorrência.

O desabamento aconteceu no bairro Curado IV 

Ibama multa Paraná por plantar espécie exótica em obra de revitalização de praia

0

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O governo do Paraná e o MPF (Ministério Público Federal) têm travado uma batalha judicial em torno de uma megaobra que está sendo feita na orla da praia de Matinhos (PR), por intervenções na restinga, uma vegetação que protege o litoral da erosão marinha e que é considerada Área de Preservação Permanente.

A ideia inicial, divulgada pelo IAT (Instituto Água e Terra), órgão do governo estadual responsável pela obra, era revitalizar a orla a partir da retirada da vegetação exótica que avançava na restinga original. Além disso, em áreas degradadas, onde praticamente não havia mais restinga, estava previsto o plantio de espécies nativas.

Ao longo da execução da obra, iniciada em junho do ano passado, além do plantio de espécies nativas, também foi utilizada uma espécie exótica na região, a Clusia fluminensis.

Segundo o MPF, essa espécie tem potencial para causar um desequilíbrio no ecossistema costeiro. Já o governo paranaense defende o plantio e nega riscos.

A espécie Clusia fluminensis é uma vegetação arbustiva nativa dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia e é comum a sua utilização para ornamentação. Ela apresenta alguma similaridade com a Clusia criuva, que é uma espécie nativa do Paraná.

“É lamentável verificar que o órgão ambiental do Paraná, que deveria zelar pelo meio ambiente, parece querer, na prática, transformar a orla de Matinhos em um jardim, sem mudança de projeto, sem explicações técnicas”, afirma o MPF à Justiça Federal, em petição assinada pela procuradora da República Monique Cheker.

O MPF chama atenção ainda para o fato de que durante a discussão do projeto da orla “foi falado e descrito a todo o momento a necessidade de utilização de espécies nativas, não exóticas”.

O IAT admite o uso da espécie exótica, mas diz que ela tem servido apenas para fazer uma “cerca viva”, de proteção ao replantio da vegetação nativa, e nega impacto negativo ao bioma local.

O órgão estadual alega ainda que, embora a Clusia fluminensis não seja endêmica do Paraná, ela também é originária de ambientes de praia e não possui características invasoras. Também justifica que se trata da única espécie disponível comercialmente para atender à magnitude da obra.

O assunto ainda está em debate na Justiça Federal, mas o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já fez duas autuações contra o IAT, com multas que somam R$ 835,5 mil.

Uma delas -no valor de R$ 255 mil- foi aplicada em razão da utilização da Clusia fluminensis. A outra multa, no valor de R$ 580,5 mil, ocorreu por o Ibama entender que houve falta de prudência na retirada de espécies exóticas em área de restinga. O instituto se refere à utilização de maquinário pesado, em vez da remoção com esforço manual.

Os dois processos que geraram as multas seguem em fase de análise da defesa apresentada. Por isso, nenhuma das multas foi paga até o momento, de acordo com o Ibama.

O diretor-presidente do IAT, Evandro Souza, diz que as multas do Ibama estão “desconectadas da realidade” e que o MPF busca “atrapalhar uma obra que traz um benefício indiscutível para o litoral”.

“Estamos plantando cinco vezes mais restinga do que existia. Parece que isso não é levado em conta”, afirma à Folha de S.Paulo.

“É uma filigrana do ponto de vista da importância da obra. Nós, inclusive, nos propusemos a fazer a retirada desta suposta espécie exótica quando nós tivermos a nossa restinga nativa perfeitamente desenvolvida. Porque isso que eles [MPF e Ibama] chamam de exótica está servindo pura e simplesmente para fazer uma barreira física e visual para proteger a restinga nativa, uma cerca viva”, justifica.

Mais de 8.000 mudas da Clusia flumimensis foram plantadas próximas a arames sustentados por toras de madeira. Segundo o IAT, toda a delimitação foi feita para garantir o desenvolvimento da restinga nativa “dentro de um canteiro”.

“Este canteiro foi diversas vezes pisoteado pelas pessoas. E aí começamos a colocar arames e as pessoas começaram a tropeçar. Então foi colocada a cerca viva”, afirma Souza.

São cerca de 50 canteiros ao longo da orla, onde o IAT afirma ter plantado apenas espécies nativas, como Blutaparon portulacoides, Ipomoea pes-caprae, Hydrocoyle bonariensis e Ipomoea imperati.

Um laudo pericial da Polícia Federal aponta que os danos ambientais podem ser considerados “pouco significativos até o momento” e que as mudas de Clusia fluminensis “ainda apresentam tamanho relativamente pequeno”. A longo prazo, porém, a perícia entende que pode haver comprometimento da restinga nativa.

“Com o desenvolvimento da espécie exótica, os danos podem tornar-se significativos. Desse modo, recomenda-se que as mudas de espécie exótica sejam completamente retiradas e substituídas por mudas de espécies exclusivamente nativas do ambiente de restinga do Paraná”, diz o documento, que corrobora com a visão do MPF sobre o caso.

INVESTIMENTO

A obra na orla de Matinhos, que está sendo feita pelo Consórcio Sambaqui, formado por sete empresas, é tratada pela gestão Ratinho Junior (PSD) como a principal intervenção urbana da história do litoral, e prevê um investimento de R$ 314,9 milhões por parte do governo estadual, em uma primeira fase, incluindo a engorda da faixa de areia por meio de aterro hidráulico e a construção de canais de macrodrenagem e redes de microdrenagem.

As intervenções estão sendo feitas ao longo de 6,3 km entre o Morro do Boi e o Balneário Flórida. Em uma segunda etapa, ainda sem data, será recuperado o trecho de 1,7 km entre os balneários Flórida e Saint Etienne.

Balanço divulgado no início deste mês pelo IAT aponta que a revitalização da orla alcançou 88% de conclusão. A previsão é concluir toda a obra no segundo semestre de 2024.

Órgão do governo estadual nega impacto negativo de nova cerca viva 

Doze restaurantes brasileiros estão entre os melhores do mundo em lista

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Doze restaurantes brasileiros estão entre os mil melhores do mundo, segundo o La Liste deste ano. O ranking francês elege os melhores estabelecimentos com base em diversos guias, publicações e avaliações de clientes em 200 países.

Cada restaurante recebe notas de zero a cem na avaliação. O mais bem colocado do Brasil e da América Latina é A Casa do Porco, cozinha dos chefs Janaina e Jefferson Rueda em São Paulo, que já figura entre os melhores do mundo no 50 Best. A casa recebeu 97,5 pontos.

O paulistano Maní, da chef Helena Rizzo, recebeu 97 pontos. Do Rio de Janeiro, o Lasai, do chef Rafa Costa e Silva, totalizou 96 pontos. Completam a seleção o D.O.M., de Alex Atala (95), o carioca Oteque, de Alberto Landgraf (94), o Fasano de São Paulo (93,5), e o Oro, no Rio (91).

Outras casas paulistanas com pontuação abaixo dos 90 pontos também figuram na lista. São elas o extinto Ryo (79), Carlota (78,5), Jun Sakamoto (78), Nelita (76) e Président (76).

Além disso, a chef Tássia Magalhães, que comanda o italiano Nelita, foi eleita pelo La Liste como um dos novos talentos deste ano. Ela também está à frente do café Mag Market e do Riso.e.ria, todos em São Paulo.

Membros de organização criminosa que atuava em Campos são presos no Paraguai

0
Foto: Divulgação Polícia Civil

Em uma ação coordenada entre a Superintendência da Polícia Civil (SEPOL), Secretaria de Segurança Pública e Inteligência Operacional (SSPIO), Diretoria Geral de Polícia de Investigações (DGPI), 6º Departamento de Polícia de Área (6º-DPA) e a 134ª Delegacia de Polícia (134º-DP) de Campos dos Goytacazes, foi efetuada a prisão de dois indivíduos no Paraguai.

Gilson André Braga dos Santos e Ana Cláudia Carvalho Contildes foram detidos em Si Hernandarias, Paraguai, sob a acusação de liderar uma organização criminosa. A ação conjunta entre a 134ª DP e a SENAD do Paraguai, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública – Departamento de Operações Policiais Estratégicas (MJSP-DIOSP), resultou na prisão dos suspeitos pelos crimes de organização criminosa, 42 delitos contra a Economia Popular e 42 casos de estelionato.

A operação desmascarou a fachada da empresa A.C. Consultoria e Gerenciamento EIRELI, baseada em Campos dos Goytacazes, revelando sua verdadeira natureza como uma pirâmide financeira. A organização, iniciada em 2016, iludia investidores com a promessa de rendimentos mensais entre 12% e 30% sobre o capital, supostamente investido no mercado de criptomoedas.

A empresa emitiu uma nota prometendo o ressarcimento dos investidores em um prazo de 90 dias, mas essa promessa não foi cumprida. Investigações revelaram ainda a criação de outra empresa, a Gayky Cursos Ltda, pelos mesmos suspeitos, para continuar o esquema fraudulento.

Há relatos de que os detidos ainda estariam atuando no Paraguai, conforme depoimento de uma vítima entrevistada. A investigação resultou no bloqueio de cerca de R$ 1.964.815,96, incluindo criptoativos e moedas estrangeiras, com o objetivo de ressarcir as vítimas.

Além disso, no Estado do Rio de Janeiro, são registradas 75 ocorrências criminais relacionadas ao esquema, totalizando um prejuízo de quase 5 milhões de reais. Esses números não incluem os casos não reportados pelas vítimas, ampliando ainda mais o impacto da fraude.

Estatísticas indicam que, nos últimos cinco anos, esquemas semelhantes com criptomoedas resultaram em perdas de cerca de R$ 40 bilhões para 4 milhões de brasileiros.

A justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva, somando um total de cinco pessoas denunciadas pelos crimes acima mencionados. A investigação revelou que a AC abria contas para investidores e realizava investimentos em criptomoedas por meio de contas “copy”, prometendo retornos financeiros mensais entre 12% e 30%, uma tática utilizada para conferir credibilidade ao esquema fraudulento.

Cidade onde teria nascido Jesus cancela Natal em luto por palestinos

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cidade de Belém, na Cisjordânia, onde, segundo a tradição cristã, nasceu Jesus, cancelou as celebrações de Natal neste ano em luto pelos palestinos da Faixa de Gaza, território atacado por Israel em sua guerra contra o grupo terrorista Hamas.

A prefeitura da cidade anunciou nas redes sociais que funcionários estavam desmontando a decoração natalina instalada havia anos em bairros da cidade. A medida também é uma homenagem aos “mártires”, os palestinos que foram mortos na guerra, segundo autoridades locais.

O município divulgou fotos em suas contas nas redes que mostram um funcionário retirando fios com luzes que estavam numa rua próxima a uma igreja.

Segundo o jornal britânico The Telegraph, não haverá árvore de Natal ou luzes decorativas na praça da Manjedoura, local onde Jesus nasceu, segundo a crença cristã, pela primeira vez desde o início das celebrações modernas. Mesmo durante a pandemia de Covid-19 o espaço continuou decorado.

Ao jornal britânico um porta-voz do município disse que não é “nada apropriado” realizar festividades enquanto há um “massacre acontecendo em Gaza” e ataques na Cisjordânia.

Todos os anos, em 24 de dezembro, várias celebrações de Natal costumam ocorrer na região. Uma das mais conhecidas é uma procissão que parte de Jerusalém e cruza o muro que separa a Cisjordânia. Músicos participam da caminhada, que termina na Basílica da Natividade, em Belém.

À meia-noite, segundo a tradição, um patriarca celebra a tradicional missa do galo na Igreja de Santa Catarina, ao lado da Basílica da Natividade, com a presença de líderes religiosos e representantes políticos palestinos. Não está claro se as autoridades locais vão autorizar, neste ano, missas na noite de Natal.

O turismo é um dos principais recursos de Belém e, antes da pandemia, a Basílica da Natividade recebia cerca de dois milhões de peregrinos todos os anos.

Enquanto as atenções se voltam para os milhares de mortos pela ofensiva na Faixa de Gaza, a Cisjordânia também registra manifestações contra a ofensiva de Israel e episódios de violência contra palestinos.

Ataques em toda a extensão do território ocupado já deixaram ao menos 200 mortos e provocaram mais de 1.000 deslocamentos forçados desde o 7 de Outubro, segundo dados da Ocha, braço humanitário das Nações Unidas na região.

Na Faixa de Gaza, 14.854 palestinos, incluindo 6.150 menores, tinham morrido até esta quinta-feira (23), segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. O grupo terrorista e o governo israelense acertaram um cessar-fogo de quatro dias que entrou em vigor nesta sexta (24).

O acordo ainda permitiu a liberação de reféns capturados pela facção em 7 de outubro em troca da soltura de prisioneiros palestinos.

Internações por Covid caem em hospitais públicos e privados de SP

0

(FOLHAPRESS) – Dados levantados pela plataforma SP Covid-19 InfoTracker, criada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista), mostram uma redução de 22% no total de hospitalizados por Covid-19 no estado de São Paulo. As informações levam em conta enfermarias e UTIs (unidades de tratamento intensivo) públicas e privadas.

Em 4 de novembro, 1.239 pacientes estavam internados por Covid no estado. No dia 18 de novembro, o número caiu para 971.

No mesmo período, a média móvel de novas internações registrou queda de 14% -baixou de 173 para 149. O indicador permite uma análise mais precisa do estágio da pandemia, monitorando avanço, queda ou estabilização.

Segundo Wallace Casaca, coordenador da plataforma, a queda ocorre após avanço da doença nos últimos dois meses.

“Felizmente, as infecções por Covid começaram a retrair de forma sustentável, tendo a curva de internações iniciado seu processo de descida no início de novembro. Embora o momento seja de arrefecimento da doença, é importante seguir os cuidados básicos, como evitar o contato por longos períodos com pessoas com sintomas gripais, com atenção especial para as festas de final de ano, onde a transmissão do vírus costuma ser amplificada”, afirma.

Para Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, a queda se deve à menor circulação viral, ao aparecimento de imunidade natural e à força da imunidade induzida pela vacina, o que reflete nas estatísticas.

“Não temos feito testes suficientes e eu insisto nisso. Os casos continuam acontecendo e não estamos vendo. É muito frequente encontrarmos pessoas com sintomas respiratórios, mandar testar e vir positivo. Então, eu acho que pode ter melhorado na população mais vulnerável, ter menos internação, mas é importante enfatizar que ainda estão ocorrendo infecções”, afirma Araújo.

“Para cada caso que a gente registra tem uma quantidade de não registrados, então a impressão que a gente tem é que acontece muita subnotificação mesmo”, completa.

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, até 18 de novembro, o estado de São Paulo totalizou 6.735.665 confirmações de Covid e 181.853 mortes.

No dia 22, foram registrados 6.737.680 ocorrências da doença e 181.853 óbitos. Em quatro dias, houve 2.015 casos no estado, mas nenhum óbito. Dos mortos, 57,9% eram cardiopatas, 41,1% diabéticos e 13,1% obesos.

TESTES NEGATIVOS DEVEM SER REPETIDOS EM 48H

Segundo Araújo, os testes de Covid estão demorando mais tempo para apresentar resultados positivos, alerta Evaldo Stanislau. Para deixar o isolamento também é necessário testar.

“Como temos imunidade hoje, o vírus não consegue se expressar e elevar a carga viral de uma maneira tão mais fácil quanto fazia antes. O caminho é um pouco mais tortuoso. Então, a replicação do vírus é mais difícil. Se ele conseguia replicar em 24, 48 horas, a ponto de já termos uma quantidade detectável, hoje há trabalhos na literatura mostrando que isso pode ter chegado a 3, 4 dias, por exemplo”, explica.

“É importante ter consciência. Se tiver uma confraternização, onde encontrará muita gente num ambiente fechado, aglomerado, e você está com um sintoma qualquer que possa ser Covid, não vá. Se tiver que ir, use máscara e faça um teste”, finaliza.

Leia Também: Governo apresentará proposta até o fim deste ano para substituir desoneração, diz Haddad

As informações levam em conta enfermarias e UTIs (unidades de tratamento intensivo) públicas e priva… 

Defesa Civil de Campos participa de simulado de carga com produtos perigosos na BR-101

0
Foto: Divulgação Ascom

Na última quinta-feira (23), o chefe de Gabinete, o diretor de Treinamento e Ensino e o Coordenador de Ações Mitigatórias da Secretaria Municipal de Defesa Civil, acompanhados do subsecretário da pasta, major Edson Pessanha, participaram de um simulado de carga com produtos perigosos na BR-101, na localidade de Caxeta, promovido pela Arteris Fluminense com participação da Polícia Rodoviária Federal, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Corpo de Bombeiros, Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Esquadrão Antibombas da Polícia Civil (CORE), São Francisco Resgate, Transportadora Predileto Expresso e Concremat Ambiental.

O evento simulou colisão traseira entre um automóvel e um caminhão transportando carga explosiva durante um fluxo lento na rodovia. O Centro de Controle Operacional da Arteris Fluminense acionou as equipes e os recursos especializados para esse tipo de atendimento. Após a identificação do tipo de carga, o local foi isolado com demarcações definindo as zonas de atendimento (quente, morna e fria).

A equipe pré-hospitalar trabalhou no atendimento às vítimas, sendo duas graves e inconscientes no automóvel, além do condutor do caminhão com ferimentos leves. Também participou do simulado, o diretor de Treinamento e Ensino, Leônio Rocha, que destacou: “A operação simulada tem como propósito criar um cenário o mais próximo possível da realidade. Com várias rodovias federais na cidade, o foco é aprimorar a comunicação entre órgãos interligados, como Corpo de Bombeiros, Arteris Fluminense, Inea, visando melhorar a eficácia na resposta. O treinamento é fundamental para capacitar os agentes constantemente expostos a diversas situações, tornando-os aptos a agir de maneira adequada em situações envolvendo explosivos”, afirmou.

O Subsecretário da Defesa Civil, Major Edson Pessanha, destacou: “A Defesa Civil hoje dispõe de recursos essenciais, como retroescavadeira e caminhão basculante para, em situações de emergência, oferecer uma contribuição eficaz e proporcionar uma resposta rápida, salvaguardando vidas”.

Fonte: Ascom

Primeiro grupo de reféns do Hamas é libertado e chega ao Egito

0

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de 49 dias sob o poder do Hamas, 13 reféns sequestrados em solo israelense foram libertados pelo grupo nesta sexta-feira (24), por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília). Meia hora depois, chegaram à passagem de Rafah, no Egito, de onde seguem para Israel.

O grupo é o primeiro a ser solto graças a um acordo firmado entre o grupo terrorista e Israel esta semana. Espera-se que, até a segunda-feira (27), ao menos dez reféns, todos mulheres e menores de 19 anos, sejam libertados por dia, de modo que ao final do cessar-fogo de quatro dias, 50 reféns tenham sido soltos.

É possível que esse número seja ainda maior, uma vez que Tel Aviv se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez reféns que os terroristas libertarem. Mesmo assim, ele não chega ao total de cerca de 240 pessoas capturadas pela facção terrorista palestina em sua sangrenta incursão ao solo israelense de 7 de outubro. O atentado, batizado de “sábado negro” pela imprensa local, deixou 1.200 mortos e serviu de estopim para os enfrentamentos entre Tel Aviv e em Gaza.

A contrapartida para a saída dos reféns de Gaza é a soltura de 150 mulheres e menores de 19 anos palestinos atualmente detidos em presídios israelenses. Israel confirmou a soltura de 39 deles nesta sexta, e à tarde já havia registros de alguns deles sendo retirados de penitenciárias israelenses e embarcando em ônibus rumo à Cisjordânia.

Uma multidão os aguarda em frente a Ofer, uma unidade carcerária na região, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que inclui parentes dos detidos, habitantes locais e jornalistas.

Além disso, a rede qatari Al Jazeera reportou que agentes de segurança israelenses cercaram a área no entorno da residência de um dos palestinos que serão soltos para prevenir a formação de aglomerações, além de ameaçar um jornalista da emissora ao proibi-lo de filmar a situação.

Outros veículos afirmam que tanto policiais quanto soldados israelenses têm feito o mesmo em outros locais para evitar uma “imagem de vitória” palestina.
As operações ocorreram ao mesmo tempo em que um outro acordo, paralelo às negociações entre Israel e o Hamas, foi anunciado. Também nesta sexta, pouco antes da chegada dos reféns israelenses a Rafah, o Egito afirmou que os terroristas concordaram em soltar mais 12 reféns, todos eles homens tailandeses. Bangkok diz acreditar que 26 nacionais do país tenham sido sequestrados nos atentados de outubro.

Ao final, porém, só dez deles chegaram ao lado egípcio da fronteira, além de um filipino. Eles são exemplos da grande quantidade de estrangeiros ou portadores de dupla nacionalidade sequestrados nos ataques do Hamas, correspondendo a quase metade do total de reféns.

Uma multidão os aguarda em frente a Ofer, uma unidade carcerária na região, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que inclui parentes dos detidos, habitantes locais e jornalistas.

Enquanto isso, os 13 reféns israelenses soltos no primeiro dia da trégua foram inicialmente acolhidos por uma equipe da Cruz Vermelha e encaminhado a um hospital em Khan Yunis, no sul de Gaza, para que suas condições de saúde fossem verificadas.

Em seguida, foram levados para o lado egípcio da fronteira e entregues ao serviço secreto israelense, o Shin Bet. Desse total, 12 são do kibutz de Nir Oz, próximo à Gaza. Cerca de 75 moradores do local foram sequestrados no 7 de outubro, incluindo 13 crianças.

“A dor profunda que familiares separados de seus entes queridos sentem é indescritível. Estamos aliviados que alguns deles estarão juntos de novo depois de uma longa agonia,” afirmou Fabrizio Carboni, diretor regional para o Oriente Próximo e Médio da Cruz Vermelha.

Embora se limite a um período relativamente curto, a trégua acordada esta semana por Israel e Hamas representa uma esperança em relação a uma possibilidade de diálogo entre eles -mesmo que ambas já tenham garantido que pretendem prosseguir com os enfrentamentos assim que a “pausa humanitária”, como os terroristas se referem ao dias sem combates, chegarem ao fim.

Foi o caso do ministro da Defesa israelense, que afirmou nesta sexta que o país retomará as atividades em Gaza “com força militar total” após o término do cessar-fogo.

Antes do acordo, apenas outros quatro reféns tinham sido libertados. Em 20 de outubro, duas mulheres americanas foram soltas. Depois, no dia 23, foi a vez de mais duas mulheres, ambas israelenses idosas.

O cessar-fogo ainda promete um respiro temporário para o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Manifestantes vinham pressionando seu governo com protestos quase diários, acusando-o de deixar a situação dos reféns em segundo plano frente ao êxito militar na Faixa de Gaza.