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Ferida em ataque, terrorista palestina pediu cirurgia plástica a Israel

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A terrorista palestina Asrra Jabas, 38, pediu a Israel que pagasse por uma cirurgia plástica no rosto depois de se ferir durante um ataque na Cisjordânia em 2015, quando foi presa.

Jabas deve ser uma das prisioneiras liberadas por Israel durante os quatro dias de trégua. Ela estaria em uma lista de detentos que serão trocados por reféns mantidos pelo Hamas desde o início da guerra, em outubro.

Ela teve o rosto desfigurado depois que um cilindro de gás explodiu na cidade de Ma’ale Adumim (Cisjordânia). Segundo a mídia israelense, Jabas detonou um dispositivo depois que o policial Moshe Chan, 45 anos, a deteve por agir de forma suspeita. Ele também acabou sofrendo queimaduras graves.

O atentado rendeu a ela uma condenação de 11 anos de prisão. Desde então, ela vem pedindo que Israel pague por cirurgias plásticas. Ela teria recebido verba para cirurgias nas mãos, mas outro pedido para reconstruir o nariz foi recusado porque “não era necessário para manter sua saúde”, diz reportagem do site britânico Daily Mail.

O policial expressou surpresa ao saber que ela pediu a cirurgia. “Tenho transtorno de estresse pós-traumático e a mulher que causou isso está na prisão, estudando e agora se candidatando a uma cirurgia estética”, disse Chan.

Ativistas israelenses criticaram a informação de que Jabas estaria entre as prisioneiras trocadas por reféns. Quando presos palestinos são libertados em acordo, seus nomes são publicados no site do Ministério da Justiça de Israel, e qualquer opositor tem um dia para formalizar reclamação.

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Milei manda carta para Lula, convida para posse e fala em construir laços

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THAÍSA OLIVEIRA
BRASÍLIA, SP (FOLHAPRESS) – O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Siva (PT) neste domingo (26) em que convida o petista para a posse, e fala em “trabalho frutífero” e “construção de laços”.

“Sei que o senhor conhece e valoriza cabalmente o que significa este momento de transição para o processo histórico da Argentina, seu povo, e naturalmente para mim e minha equipe de colaboradores que me acompanharão na próxima gestão do governo”, diz Milei.

A carta foi entregue pela futura chanceler da Argentina, Diana Mondino. Mondino se encontrou com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e os embaixadores dos dois países.

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Idosa libertada pelo Hamas está em estado grave e foi hospitalizada

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Uma idosa, que está entre os 17 reféns que, este domingo, foram libertados pelo Hamas, encontra-se em estado grave.

De acordo com o diário Haaretz, o Hospital Soroka, para onde a mulher foi levada, no sul de Israel, informou que Elma Avraham, de 84 anos, corre risco de vida.

Elma, que foi transportada de helicóptero para o hospital assim que entrou em território israelita, foi internada num estado físico debilitado e em estado clínico grave.

Recorde-se que o Hamas libertou hoje 17 reféns, no âmbito do acordo de troca com Tel Aviv. Por sua vez, foram libertados 19 prisioneiros palestinianos das prisões de Israel.

Entre os 17 reféns, estão 14 israelitas, além de três cidadãos tailandeses. Um dos reféns israelitas é um cidadão que também tem nacionalidade russa e que foi libertado como gesto de apreço do Hamas para com o governo russo.

Elma é a mais velha dos reféns hoje libertados, depois de 51 dias em cativeiro.

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Homem entrega-se à polícia após matar filhos a facadas na França

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Um homem entregou-se à polícia, este domingo, após ter esfaqueado até à morte os filhos, na França.

Segundo a imprensa francesa, o homem, com antecedentes por violência doméstica, apresentou-se à polícia para confessar o homicídio de três crianças.

“Um homem apresentou-se à polícia em Dieppe (Seine-Maritime) para denunciar que tinha matado os seus três filhos”, disse um procurador.

Dois dos filhos foram encontrados mortos num apartamento em Alfortville (Val-de-Marne), onde o homem reside.

Segundo a procuradoria, “duas mortes estão confirmadas” nesta fase. Não foram revelados mais detalhes sobre o terceiro filho. Fonte policial precisou que as crianças foram mortas a facadas.

O homem tinha sido condenado por violência doméstica em 2021 com proibição de aproximação à mulher e aos filhos. Atualmente, esta proibição já tinha sido levantada e estava em vigor a guarda compartilhada das crianças.

O homem está sob custódia policial e a investigação está sob a alçada da Polícia Judiciária francesa.

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Câmara de Vereadores entrega honrarias durante Sessão Solene

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Com a presença de todos os 13 vereadores, a Câmara Municipal de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizou Sessão Solene para a entrega de honrarias a pessoas que praticaram atos de relevante interesse social em favor da população. O evento aconteceu na quinta-feira (23), no Salão Felicitá, no Centro. A prefeita Francimara Barbosa Lemos, uma das agraciadas, recebeu duas homenagens: Título de Cidadã Honorária do Município de SFI e a Comenda de Honra ao Mérito Barão de Ludwing Von Kummer (Barão de Tipity).

O ex-prefeito de SFI Frederico Barbosa Lemos e o deputado federal Aureo Ribeiro também foram agraciados com as mesmas honrarias. Já a assessora especial da prefeita Francimara, Angela Rangel, e os secretários Robson Santana (SMEC) e subtenente Edson Brito (Segurança e Ordem Pública e Defesa Civil), o coordenador da Ciosp (Coordenadoria de Integração de Operações e Segurança Pública), Rodrigo Linhares, e o motorista Gilson Rangel Macedo, o Tio Gilson, todos receberam o Título de Cidadão de SFI.

Na abertura da cerimônia, o padre Luciano Gomes da Silva e o pastor evangélico Edmilson Marques Fagundes deixaram uma mensagem religiosa para os presentes, em especial aos homenageados com as honrarias. Antes da premiação ter início, houve a execução dos hinos Nacional e Municipal, além do pronunciamento de algumas autoridades, incluindo a prefeita Francimara, que agradeceu pelas homenagens.

“Gratidão ao ex-vereador Pintinho pela proposição do Título de Cidadã Honorária do Município e ao vereador Alexandre Barrão pela proposição da Comenda de Honra ao Mérito Barão de Ludwing Von Kummer. Estou muito feliz também pelas homenagens recebidas pelo meu esposo Frederico, o nosso deputado Aureo e por todos da minha equipe de Governo. Muito obrigada, de coração”, disse emocionada a prefeita Francimara.

Estiveram presentes ainda à solenidade o vice-prefeito Raliston Souza, secretários e subsecretários municipais, chefes de departamentos e assessores, além de convidados, familiares e amigos dos homenageados.

Hamas entrega 17 reféns à Cruz Vermelha no terceiro dia de trégua em Gaza

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No terceiro dia da trégua temporária na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Hamas entregou neste domingo (26) mais 17 reféns à Cruz Vermelha no âmbito do acordo com Israel. São 13 israelenses, 3 tailandeses e 1 russo, também considerado cidadão israelense, este último libertado em um aceno ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Confirmada a soltura, chega a 54 o número de pessoas que deixaram o cativeiro no território palestino desde o início do cessar-fogo -foram soltas 24 na sexta-feira e 17 no sábado, sendo 13 israelenses por dia e o restante, estrangeiros.
Minutos depois da soltura, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, divulgou um vídeo da visita do premiê às tropas na Faixa de Gaza, neste domingo.

“Estamos fazendo todos os esforços para devolver os nossos reféns e, eventualmente, iremos devolvê-los a todos”, afirmou o Netanyahu, que visitou um dos túneis do Hamas descobertos pelas tropas israelenses, segundo seu gabinete.

“Continuaremos até o fim, até a vitória. Nada vai nos parar e estamos convencidos de que temos o poder, a força, a vontade e a determinação para alcançar todos os objetivos da guerra, e iremos fazê-lo”, acrescentou ele.

Na véspera, impasses atrasaram a libertação de reféns após o Hamas acusar Tel Aviv de não cumprir os termos do acordo ao limitar a entrega de ajuda humanitária na porção norte da faixa, área mais devastada pelos ataques israelenses.

Neste domingo, foi Israel quem acusou o grupo terrorista de limitar a entrada de caminhões na região. O Cogat, o órgão do Ministério da Defesa de Israel que supervisiona as atividades civis nos territórios palestinos, publicou no X uma foto do que diz ser o bloqueio. “Para o Hamas, os residentes de Gaza são a última prioridade”, afirmou o Cogat.

Havia ainda o temor de que novas mortes registradas neste domingo prejudicassem o já delicado acordo entre as partes em conflito. Um agricultor palestino foi morto e outro ficou ferido, ambos alvos de forças israelenses no campo de refugiados Maghazi, na região central de Gaza, informou o Crescente Vermelho Palestino.

Também neste domingo, as forças israelenses mataram sete palestinos, incluindo dois menores e pelo menos um homem armado, na Cisjordânia, de acordo com médicos e informantes locais. Cinco das mortes ocorreram na cidade de Jenin, que os militares israelenses disseram ter invadido para deter um palestino procurado por supostamente ter se envolvido numa emboscada letal na Cisjordânia, em agosto.

As Brigadas Jenin, um grupo armado local, afirmaram que seus combatentes lutaram contra as tropas de Israel, mas não forneceram detalhes sobre vítimas. Contudo, testemunhas locais relataram que pelo menos um dos palestinos mortos em Jenin era um conhecido membro das Brigadas.

A morte de um sexto palestino ocorreu em Yatma, um vilarejo perto da cidade de Nablus, e outra foi perto de um assentamento judaico nos arredores da cidade de El Bireh, segundo autoridades locais. Israel não comentou.

A Cisjordânia, um dos territórios onde os palestinos procuram a criação de um Estado, tem vivido um aumento da violência paralelo à guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, agora na sua oitava semana.

A facção havia se comprometido a libertar ao menos 50 reféns israelenses, em grupos de 13 por dia, durante quatro dias. Em troca, Israel havia prometido soltar ao menos 150 palestinos, todos mulheres ou menores de idade, mantidos em presídios do país.

Para além dos prisioneiros que aguardam para ser libertados neste sábado, Tel Aviv já soltou 78 pessoas -39 em cada dia da trégua. A maioria estava detida por crimes de menor gravidade, como atirar pedras contra soldados; em outros casos, eram alvo de detenção administrativa, em que não há acusação formal nem julgamento.

O cessar-fogo temporário, mediado pelo Qatar, também levou a uma interrupção dos ataques em Gaza e ao aumento do fluxo de entrada de ajuda humanitária. Trata-se da primeiro momento de distensão na guerra que completa 50 dias, e Israel promete retomá-la de forma intensa assim que acabar a trégua.
Estima-se que mais de 14,8 mil pessoas foram mortos em ataques de Tel Aviv contra a Faixa de Gaza após os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro, que deixaram 1.200 mortos, segundo as autoridades israelenses.

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"Emocionante": adolescente de 13 anos pesca pirarucu quase do seu tamanho

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Um adolescente de 13 anos pescou um pirarucu de 70 quilos e 1,6 metros, em Itauçu, no norte de Goiás. De acordo com a família, o animal – é que um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil – é quase do tamanho do menino.

“Foi muito emocionante. Tinha o sonho de pescar este peixe desde os 6 anos. Quando vi que era ele, comecei a chorar”, contou Gustavo Rosas Ribeiro, ao g1.

Segundo a mãe, Cristina Rosas Leitão Ribeiro, o adolescente tinha o desejo de pescar um peixe grande “há muito tempo”.

“Pesca pequenos, como o tucunaré, e eu sempre lhe disse: ‘Filho, um dia vais pescar’. Pescou, e é quase do tamanho dele”, assegurou.

Depois de ter alcançado o feito, no dia 12 de novembro, Gustavo voltou a pescar um pirarucu no dia 15 de novembro. Mas quer mais.

“Quero pescá-lo de novo para ter a mesma sensação, tirar mais fotos e devolver o bichinho à natureza”, justificou.

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O jovem ficou tão feliz que começou “a chorar”. 

Homens detidos após roubarem 700 peças de porco ibérico estimadas em 1 mi

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Dois homens foram detidos, na quarta-feira, por serem suspeitos de terem roubado mais de 700 peças de porco ibérico na cidade de Villanueva de Córdoba, na Espanha. O valor dos produtos ultrapassa os 200 mil euros (cerca de 1 milhão de reais).

As detenções ocorreram depois de a Guardia Civil ter sido alertada para o roubo de dois veículos numa oficina automóvel da região, além do furto dos produtos ibéricos, na mesma madrugada.

Com o início da investigação, as autoridades apuraram que os roubos estavam relacionados, conforme adiantaram em comunicado.

No total, foram roubados e, entretanto, recuperados 296 presuntos e paletas e 448 lombos ibéricos, cujo valor chega aos 200 mil euros (cerca de 1 milhão de reais).

Os veículos foram localizadas num parque industrial da cidade madrilena de Getafe, onde se encontravam os produtos roubados.

O processo e os detidos foram colocados à disposição da autoridade judiciária.

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Após 50 dias em cativeiro, Emily voltou a abraçar o pai; assista

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Emily Hand, a menina israelita de origem irlandesa que, em 7 de outubro, foi raptada pelo Hamas quando estava numa festa de pijama, voltou a abraçar o pai ao fim de 50 dias, no sábado.

Imagens compartilhadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) mostram o momento do emotivo reencontro, ao qual poderá assistir na galeria acima.

O pai da menina, que completou 9 anos em cativeiro, chegou a acreditar que a filha estava morta, tendo expressado alívio pelo receio de que pudesse sofrer mais caso estivesse refém do grupo islâmico. Contudo, depois de informado de que Emily estava, na verdade, em cativeiro, Thomas, natural de Dun Laoghaire, em Dublin, iniciou uma campanha para que a filha fosse libertada.

“Esperámos muito tempo por este momento. Cada dia tem sido um pesadelo longo e doloroso… A minha Emily vai finalmente voltar para casa, destruída, mas inteira”, disse Hand, citado pela ITV News.

E continuou: “Fez nove anos em 17 de novembro, mais de um mês depois de me ter sido roubada. Tenho a certeza de que não tinha ideia de que era o seu aniversário – teria perdido a noção das horas e dos dias [em cativeiro]. Ainda tenho os balões de festa – um está flutuando no meu quarto de hotel, mas perdeu muito ar, está esvaziando-se. Receberemos centenas e centenas e, agora, faremos uma grande festa.”

Na Irlanda, a família da menina celebrou o seu aniversário na capital, enquanto apelava pela sua libertação.

“Terá o melhor Natal e Hanukkah que já teve. Sou católico não praticante, e a mãe dela e quase todos os seus amigos são judeus, por isso celebramos ambos. Poderei vir a tirá-la de Israel, para que possa recuperar num país que esteja em totalmente em paz. Como Inglaterra”, confessou o homem.

De notar que este segundo dia cessar-fogo envolveu a libertação de 13 israelitas, quatro estrangeiros, e 39 prisioneiros palestinos.

No primeiro dia do cessar-fogo, o Hamas libertou 24 dos cerca de 240 reféns feitos durante o ataque de 7 de outubro, e Israel libertou 39 prisioneiros.

No total, o Hamas deverá libertar pelo menos 50 reféns israelitas, enquanto Israel se comprometeu a libertar 150 prisioneiros palestinos, todos mulheres e menores.

Israel já afirmou que a trégua pode ser prolongada por mais um dia por cada 10 reféns libertados.

Depois do ataque surpresa do Hamas contra o território israelita, sob o nome ‘Tempestade al-Aqsa’, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações daquele grupo armado na Faixa de Gaza, numa operação que denominou ‘Espadas de Ferro’.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está “em guerra” com o Hamas, grupo considerado terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), tendo acordado com a oposição a criação de um governo de emergência nacional e de um gabinete de guerra.

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Ibama aplica multa milionária por dragas de garimpo ilegal no Vale do Javari

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JOÃO GABRIEL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou R$ 15 milhões em multa a dois homens, pai e filho, por serem responsáveis por quatro dragas de garimpo ilegal encontradas no rio Jutaí, na Terra Indígena do Vale do Javari, no Amazonas.

Segundo o auto de infração, José Ademir da Silva, conhecido na região como senhor Mimi, e Aislan Dione Silva são acusados de “fazer funcionar atividade efetivamente poluidora (lavra garimpeira) […], sem autorização do órgão ambiental”.

A operação do Ibama apreendeu e destruiu quatro dragas que funcionavam ilegalmente no rio Jutaí, todas avaliadas em mais de R$ 5 milhões cada -montante que baseou o valor estipulado para a multa.

A responsabilidade de Ademir pelos equipamentos foi revelada pelos próprios garimpeiros que operavam as máquinas quando foram abordados pelos agentes de fiscalização ambiental, de acordo com o documento.

Os homens relataram que trabalhavam para ele, que também seria dono de outras escavadeiras espalhadas pelo Vale do Javari.

A reportagem tentou contato com Ademir e seu filho, por celular, mas não teve resposta.

O Vale do Javari foi o local onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados por pescadores ilegais, em junho do ano passado.

Pereira era funcionário licenciado da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e se afastou do órgão acusando a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e do então presidente da entidade, Marcelo Xavier, de perseguí-lo e impedir que realizasse seu trabalho em prol das comunidades da região, onde fez sua carreira profissional.

Desde então, em 2019, ele passou a atuar para a Univaja, a associação de indígenas do Javari e na qual fazia, dentre outras coisas, trabalhos de fiscalização de invasores ilegais do território. Ele chegou a ser ameaçado de morte antes de ser assassinado.

Xavier foi indiciado pela Polícia Federal neste caso, por homicídio com dolo eventual.

A PF alega que o ex-chefe da Funai, inclusive por ser policial, tinha conhecimento da realidade e dos riscos que viviam as pessoas que atuavam no Vale do Javari e sabia que um ataque poderia acontecer, mas não agiu diante da situação.

O indiciamento cita o desmonte da fundação, a perseguição a Bruno quando este era do órgão, o pedido de socorro de servidores do Javari desde 2019, que nunca foi atendido, e uma ação civil pública que determinava que fossem aplicadas medidas de segurança na região, mas que não foi dado seguimento.

Quando foi assassinado, Pereira auxiliava o jornalista britânico Dom Phillips em pesquisas para um livro sobre a Amazônia.
Para a PF, o crime teve como mandante Ruben Dario da Silva Villar, o Colômbia, suspeito de liderar uma organização criminosa de pesca ilegal no Vale do Javari, na fronteira do Brasil com Peru e Colômbia.

Os executores foram Amarildo Oliveira, o Pelado; seu irmão Oseney de Oliveira, o Dos Santos; e Jefferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, conforme denúncia do MPF (Ministério Público Federal).

O Vale do Javari sofreu com o crescimento dos invasores nos últimos anos, que atuam em pesca ilegal, o tráfico de drogas e também com o garimpo.

Segundo o auto de infração, José Ademir da Silva, conhecido na região como senhor Mimi, e Aislan Dio… 

Acidente com ônibus em MG deixa ao menos 2 mortos e mais de 30 feridos

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FÁBIO PESCARINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um acidente com dois ônibus deixou ao menos dois mortos e mais de 30 pessoas feridos na madrugada deste sábado (25), na rodovia Fernão Dias, em Minas Gerais.

A colisão traseira entre os veículos ocorreu por volta das 3h50 no km 885 da rodovia federal, na pista sentido São Paulo, em São Sebastião da Bela Vista (MG). Juntos, os dois ônibus transportavam cerca de 70 pessoas.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as duas pessoas que morreram no acidente eram passageiras.

Uma delas é uma mulher de 37 anos, que morreu no local, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A outra vítima não teve o perfil divulgado até a publicação desta reportagem.
Conforme os bombeiros, 32 pessoas dos dois veículos tiveram de ser socorridas.

Segundo a PRF, quatro vítimas estavam com ferimentos graves –o estado de saúde delas não foi divulgado.
Um dos ônibus, da Viação Gold, estava parado no acostamento, segundo a empresa, por causa de uma pane mecânica, quando foi atingido pelo outro, da Viação Gontijo.

Parte da lateral do veículo que estava no acostamento chegou a ser arrancada. A polícia investiga as causas do acidente.
Segundo a concessionária Arteris, que administra a rodovia, uma faixa chegou a ser interditada para o socorro dos passageiros, mas ela foi liberada posteriormente.

Os bombeiros tiveram de usar ferramentas de extricamento para retirar três pessoas, duas mulheres e um homem, que estavam presas entre as ferragens. Os três foram socorridos com fraturas em membros inferiores, conforme a corporação.

As vítimas foram levadas por ambulâncias da Arteris, bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ao pronto-atendimento do Hospital Regional Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG).

Em nota, a Gold Turismo, que tem sede em Itu (SP), afirmou que o local onde o ônibus teve de parar estava sinalizado.
A empresa afirmou ser cadastrada e homologada na ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) para transporte de passageiros. Disse também que está com documentação e autorizações em dia, além de licenças e seguro ativos.

“Neste momento, além do apoio aos passageiros, a Gold Turismo está à disposição das autoridades para apuração do que teria ocasionado o episódio e também dos passageiros que sofreram algum tipo de ferimento, dando o suporte necessário para a situação”, afirmou trecho da nota.

O ônibus, segundo a empresa, ia de Belo Horizonte para Sorocaba.

A reportagem deixou uma mensagem no site da Viação Gontijo, mas não teve resposta. Também tentou contato com por telefone com a empresa, mas ninguém atendeu.

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A colisão traseira entre os veículos ocorreu por volta das 3h50 no km 885 da rodovia federal, na pis… 

Brasileira ex-nora de fundador do Hamas reaparece em Gaza após 17 dias de silêncio

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DIOGO BERCITO
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Uma brasileira de 40 anos foi localizada na Faixa de Gaza nesta sexta-feira (24). Já fazia mais de duas semanas que seus familiares que vivem em Goiás, buscavam informações. Ela estava sem acesso ao telefone e à internet em decorrência da guerra Israel-Hamas.

Bombardeios e incursões israelenses destruíram a infraestrutura do território palestino, além de deixar mais de 14,8 mil mortos. As ofensivas de Israel são uma resposta aos atentados feitos pelo Hamas em 7 de outubro, que deixaram menos 1.200 vítimas no lado israelense.

A mulher brasileira foi casada com o filho de um dos fundadores do Hamas, de quem se separou recentemente. Eles tiveram sete filhos. As crianças, que têm o passaporte brasileiro, passam bem.
Como sua situação é delicada, a Folha de S.Paulo tem se referido a ela como Umm Abdo, que em árabe quer dizer “mãe do Abdo”. Foi o pedido dela quando recebeu a reportagem em sua casa em Gaza em 2014, depois de outra guerra com Israel.

É difícil se comunicar com alguém dentro de Gaza. Mesmo em tempos de relativa paz, o acesso à internet e à eletricidade é instável. Umm Abdo, porém, não dava notícias desde o dia 7. A demora -que coincidiu com o recrudescimento da guerra– preocupava a família.

Os parentes costumavam conversar com Umm Abdo por uma rede social, onde ela raramente faz publicações. As notícias vêm a conta-gotas. Só nesta sexta-feira veio à tona, por exemplo, que a brasileira está segura, na medida do possível. Está abrigada ao sul da Cidade de Gaza, de onde teve de sair devido aos ataques.

Umm Abdo nasceu em Santa Catarina e cresceu no Rio Grande do Sul, em um lar católico. Interessou-se pelo islã quando ainda era criança. Passou a frequentar a mesquita em Brasília, onde foi viver. Ela conheceu o agora ex-marido Said Dukhan pela internet e se mudou para Gaza em 2005. Passou duas décadas no território palestino sob cercos e conflitos.

O ex-sogro de Umm Abdo, Abd al-Fattah Dukhan, morreu aos 87 anos nos primeiros dias da guerra atual devido a causas naturais, segundo informações de pessoas próximas à família Dukhan. Não está claro se, além de ter sido um fundador, Al-Fattah ainda tinha algum papel no Hamas. A liderança da facção vive fora de Gaza, em lugares como o Qatar.

Nos últimos dias, outros brasileiros que vivem em Gaza relataram à Folha uma vida de privações. Com o bloqueio e a guerra, faltam itens básicos como água, comida, remédios, cobertores e travesseiros. Alguns deles tiveram que fugir de casa em meio aos ataques. Estão agora em abrigos temporários.

As notícias do cessar-fogo que entrou em vigor nesta sexta não os tranquiliza. Hamas e Israel concordaram em interromper seus ataques enquanto trocam a soltura de reféns da facção pela libertação de palestinos detidos por Tel Aviv. O governo israelense, porém, prometeu “força militar total” após a trégua de quatro dias. A comunidade internacional pede que o cessar-fogo seja prolongado, auxiliando o trabalho humanitário.

Mas a situação retratada pelos brasileiros em Gaza é de tamanha destruição, com corpos largados nas ruas, que eles não vislumbram nenhuma solução imediata. Eles relatam a sensação de que estão no seu limite após tantos conflitos, dos quais o atual tem sido o mais violento.

Neste mês, o governo brasileiro resgatou 32 pessoas de Gaza. O Itamaraty trabalha agora com uma nova lista de repatriados, que já tem 86 nomes. Não há detalhes sobre essa nova operação de resgate, porém. A retirada de pessoas de Gaza é complicada, já que envolve a coordenação brasileira com as autoridades palestinas, egípcias e israelenses.

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Lula diz que estado errou ao segregar pessoas com hanseníase e sanciona lei que indeniza famílias

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MARIANNA HOLANDA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) disse, nesta sexta-feira (24), que estado errou ao segregar pessoas com hanseníase, mesmo após a cura, e sancionou projeto de lei que garante indenização a essas famílias. ao

De acordo com o governo, 15 mil pessoas podem ser beneficiadas diretamente pela legislação. Há cerca de 5,5 mil pessoas acometidas pela hanseníase que chegaram a ser isoladas compulsoriamente e ainda estão vivas.

“O estado errou ao manter segregados pais e filhos, mesmo depois da cura para hanseníase ser descoberta na década de 40, mesmo depois da recomendação mundial. Errou por manter, na prática, política de segregação até o ano de 1986. É preciso pedir desculpas, [apresentar] políticas públicas para reparar os danos sociais que a segregação causou neste país”, disse o chefe do Executivo.

O valor do benefício, de acordo com a lei aprovada no Congresso no início de novembro, não poderá ser menor do que um salário mínimo, hoje em R$ 1.320.

Lula disse ainda que “nenhum dinheiro do mundo é capaz de compensar as marcas que a segregação causou na alma e no coração das pessoas portadoras de hanseníase e suas famílias”. “Mas estender aos filhos o direito a pensão especial é dar mais um passo importante para reparação de uma dívida enorme que Brasil tem com aqueles que durante anos foram privados dos carinhos dos seus pais”, disse.

Segundo Lula, Brasil é o único país a reconhecer o direito a indenização de homens e mulheres, e agora de seus filhos pelo isolamento forçado, além do Japão, que o faz por decisão do judiciário.

A partir dos anos 1920, o governo brasileiro instituiu o isolamento compulsório a quem tivesse hanseníase, separando famílias. Esses pacientes ficavam em colônias, principalmente na região Norte do país.

O movimento ocorreu de forma mais intensa até a década de 1950, tendo o respaldo do estado brasileiro até 1976 e, depois, 1986, em casos mais raros.

Em 2007, Lula editou uma medida provisória (MP) garantindo pensão vitalícia a pessoas portadoras de hanseníase que tenham morado em hospitais-colônias. Agora, estende aos familiares.

De acordo com o Ministério da Saúde, há hoje média de 21 mil novos casos da doença por ano no país. A hanseníase é uma das 11 doenças que fazem parte do Comitê Interministerial para Eliminação da Tuberculose e de Outras Doenças Determinadas Socialmente (CIEDDS), que atua para eliminação enquanto problema de saúde pública.

De acordo com o governo, 15 mil pessoas podem ser beneficiadas diretamente pela legislação. Há cerca… 

Refém de 9 anos reencontra a família após 49 dias. Veja o vídeo

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Ohad Munder, de apenas 9 anos, foi libertado, junto com a mãe e a avó, na sexta-feira, dia 24, na primeira vaga de reféns como parte da troca de prisioneiros entre o Hamas e Israel.

O menino encontrou o pai e restantes familiares ao final de 49 dias e o momento ficou registado em vídeo.

Já este sábado, o irmão de Ohad, disse que a família “não está comemorando” porque “ainda há outros reféns em cativeiro”.

Em comunicado, citado pela Sky News, Roi Zichri agradeceu às autoridades israelitas e “a toda a nação”. 

Porém, continuou, “é muito importante para mim dizer que não estamos comemorando hoje. Estamos felizes, mas não comemoramos porque ainda há outros reféns em cativeiro”, escreveu, deixando ainda uma palavra às famílias dos outros reféns. 

   O menino reunido com a família© Reuters 
Lembrando que este sábado é o segundo dia da trégua temporária mediada pelo Egito, Qatar e Estados Unidos entre Israel e o Hamas, na qual continuará a troca acordada de reféns por prisioneiros palestinos.

Segundo fontes oficiais dos dois lados, 13 reféns israelitas, entre eles uma luso-israelita de 72 anos, foram libertados na sexta-feira no âmbito das tréguas, bem como 10 tailandeses e um filipino no âmbito de um acordo paralelo.

Após a libertação dos reféns, Israel permitiu o regresso de 39 prisioneiros palestinos, incluindo mulheres e crianças.

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Mulher tenta abrir porta de emergência quando avião sobrevoava o Pacífico

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Uma mulher foi detida, na quinta-feira, depois de tentar abrir a porta de emergência de um avião da Korean Air, quando a aeronave sobrevoava o Oceano Pacífico.

Segundo a agência de notícias Yonhap, citada pela imprensa internacional, a mulher, de 26 anos, foi detida pela Polícia do Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia do Sul.

O incidente aconteceu quando o voo, de Nova Iorque para Incheon, com a duração de 15 horas, estava perto do fim.

Algumas testemunhas relataram à polícia que a mulher começou a mostrar alguns sinais de ansiedade cerca de 10 horas após o início do voo e tentou abrir a porta diversas vezes, acabando por ser contida pelos comissários de bordo.

A polícia acabou por confirmar, posteriormente, que a suspeita testou positivo para metanfetaminas. 

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Hamas recua e confirma soltura de reféns após dia de impasses com Israel

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após uma série de impasses, o segundo dia do acordo entre Israel e Hamas deve ter a libertação de ao menos 20 reféns da facção terrorista neste sábado (25). Serão 13 israelenses, dos quais oito são crianças e cinco são mulheres; os outros sete libertados são estrangeiros cujas nacionalidades não foram divulgadas previamente.

As informações são do Qatar, um dos mediadores do acordo entre as duas partes em conflito. Neste sábado, especificamente, a mediação externa foi ainda mais importante para a vigência do cessar-fogo temporário, uma vez que o Hamas já tinha determinado o adiamento da soltura ao acusar Israel de não cumprir os termos do acordo.

O plano anunciado da facção era barrar a libertação dos reféns até que Tel Aviv se comprometesse com a permissão da entrada de caminhões de ajuda humanitária na região norte do território palestino. Do outro lado, o país de Binyamin Netanyahu diz ter permitido a entrada de 200 caminhões na Faixa de Gaza, conforme exigido pelo acordo, sendo que 50 desses teriam chegado à porção norte, mais afetada pela guerra.

Somou-se a isso uma série de afirmações desencontradas de porta-vozes de ambos os lados em conflito. Enquanto o braço armado do grupo terrorista mantinha a decisão de adiar a segunda rodada de libertação, uma fonte do Hamas disse à agência de notícias AFP que a entrega de 14 reféns israelenses à Cruz Vermelha já havia começado. As autoridades israelenses, contudo, afirmavam que o segundo grupo de reféns ainda não foi entregue para a Cruz Vermelha.

Qatar e Egito, então, intensificaram os esforços de mediação, e, se confirmadas as próximas previsões, de fato conseguiram viabilizar a soltura dos reféns. Na prática, evitando a frustração de um acordo tão esperado no conflito que já matou mais de 15 mil pessoas, sendo a maioria delas civis palestinos.

O Hamas emitiu um comunicado em que reitera seu apreço pelas ações de Qatar e Egito para garantir a manutenção da trégua. Segundo o texto, os mediadores confirmaram o compromisso de Israel com todos os termos e condições do acordo.

Mais cedo, segundo a imprensa local, autoridades de Israel já falavam em retomar as ofensivas militares caso nenhum refém fosse libertado no âmbito do cessar-fogo temporário.
A pressão também era popular. Em Tel Aviv, cerca de 50 mil israelenses se reuniram próximo ao Museu de Arte da cidade para marcar os “50 dias de inferno”, em referência à duração da guerra iniciada em 7 de outubro, e fazer apelos pela soltura dos reféns.

Embora a libertação de parte dos sequestrados alivie parte da tensão no Oriente Médio, o fim da guerra parece ainda parece distante. Em uma visita à Gaza neste sábado, a primeira desde o início do conflito, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, disse que as forças de Tel Aviv não deixarão o território palestino até que todos os reféns sejam libertos -o acordo prevê a soltura de ao menos 50, mas há cerca de 240 capturados em poder do Hamas e de outros grupos extremistas, como o Jihad Islâmico.

Gallant tamb ém reiterou que o cessar-fogo será de curta duração. “Quaisquer novas negociações [com o Hamas] se darão sob ataque. Ou seja, se quiserem continuar a discutir o próximo [acordo], será enquanto as bombas caem e as forças estão lutando.”

A primeira leva de reféns foi libertada por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília), nesta sexta-feira (24). Além dos 13 cidadãos residentes em Israel, como previsto, o Hamas ainda libertou mais 11 capturados, dez deles tailandeses e um filipino.
Eles foram inicialmente encaminhados a um hospital em Khan Yunis, no sul do território, pela equipe da Cruz Vermelha que os recebeu e, mais tarde, levados até o Egito pela passagem de Rafah, na fronteira com Gaza. Em seguida, retornaram a Israel.

Em troca, Tel Aviv soltou 39 mulheres e menores de idade detidos em penitenciárias israelenses. Uma multidão os aguardava em frente a Ofer, uma unidade carcerária perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que incluía parentes dos detidos, moradores e jornalistas.

Pelos termos do acordo firmado entre Israel e o grupo terrorista, com a mediação do Qatar, o cessar-fogo de quatro dias iniciado na madrugada da sexta-feira terá a libertação de 50 dos cerca de 240 reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. Em troca, Tel Aviv se comprometeu a soltar 150 mulheres e menores de idade palestinos detidos em presídios israelenses.

A expectativa é de que cada grupo que seja solto pela facção terrorista tenha ao menos 13 pessoas. É possível que o número de libertados pela facção seja maior, uma vez que Tel Aviv se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez sequestrados que os terroristas permitam voltar a Israel.
O Hamas disse também que o Exército israelense se comprometeu a suspender o tráfego aéreo sobre o norte de Gaza das 8h às 16h no horário local (3h às 11h em Brasília), e interromper completamente os voos sobre o sul durante o cessar-fogo. Também concordaram em não atacar ou prender ninguém em Gaza.

O Hamas, por sua vez, afirmou que permitirá que a população circule novamente pela estrada Salah Al-Din, principal via usada pelos palestinos para ir do norte para o sul de Gaza após o ultimato israelense exigindo a retirada de civis da região.
Moradores de cidades da região se dizem aliviados com a perspectiva de não conviver com bombardeios frequentes, mesmo que por alguns dias.

Antes de selado o acordo, apenas quatro pessoas tinham sido libertadas pelo Hamas, também após mediação do Qatar. No dia 20 de outubro, duas mulheres americanas foram soltas. Depois, no dia 23, foi a vez de mais duas mulheres, ambas israelenses idosas.

As negociações pela libertação de pessoas capturadas têm sido foco de tensão para o governo de Binyamin Netanyahu desde o início do conflito. Manifestantes pressionam o premiê em atos quase diários que exigem mais esforços pela soltura das vítimas, acusando-o de deixar o tema em segundo plano.

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Cessar-fogo em Gaza pode ser estendido por 2 dias extras, diz Egito

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SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – O SIS (Serviço de Informação do Estado do Egito) afirmou que Israel e Hamas negociam estender por até dois dias a trégua de quatro dias iniciada nesta sexta-feira (24) na guerra. A informação é da agência de notícias Reuters e da TV estatal egípcia Channel 12.

A informação sobre o novo acordo é do chefe do SIS, Diaa Rashwan. “Significa a libertação de mais detidos em Gaza e prisioneiros palestinos em prisões israelenses”, disse ele, segundo a Reuters.

A trégua poderia ser prolongada “por mais um ou dois dias”, afirmou o Channel 12. A TV estatal afirma haver “sinais positivos” de que o acordo seja ratificado.

O acordo oficial já firmado é de que 50 reféns israelenses -crianças, mães e outras mulheres- sejam liberados nos quatro dias oficiais de cessar-fogo. Em troca de cada refém, três prisioneiros palestinos serão libertados por Israel.

A VOLTA PARA CASA
Os primeiros reféns libertados pelo Hamas chegaram ontem (24) a Israel, 49 dias após o início do conflito. O grupo foi colocado em ambulâncias da Cruz Vermelha com destino a Khan Younis, no sul de Gaza, para realizarem a passagem para o Egito.

Os reféns libertados foram levados para hospitais. O Soroka Medical Center, o Schneider Children’s Medical Center, o Shamir Medical e o Wolfson Medical Center estavam preparados para receber os 24 reféns, segundo informou o jornal Times Of Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou a libertação e garantiu que Israel está “empenhado em devolver todos”: “Este é um dos objetivos da guerra e estamos empenhados em alcançar todos os objetivos da guerra”, afirmou.
O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que o grupo vai cumprir os termos da trégua, “desde que Israel faça o mesmo”.

As Forças de Defesa israelenses publicaram nas redes sociais um vídeo mostrando instalações preparadas para receber cidadãos sequestrados pelo Hamas. Eles receberão atendimento médico e psicológico e poderão ligar para suas famílias.
Imagens também mostram brinquedos que serão oferecidos às crianças. A expectativa é que haja muitas delas no grupo.

AJUDA HUMANITÁRIA
Mais de 200 caminhões já entraram na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo, segundo o jornal The Times of Israel. Alguns deles levam combustível e gás de cozinha para organizações de ajuda humanitária da ONU.

Hamas adia libertação de reféns em segundo dia de acordo com Israel

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Israel e Hamas deveriam dar continuidade neste sábado (25) ao pacto de libertação de reféns por parte do grupo terrorista em troca de um cessar-fogo de quatro dias na Faixa de Gaza e a soltura de prisioneiros palestinos. A facção, no entanto, decidiu adiar a soltura prevista até que Tel Aviv se comprometa com a permissão da entrada de caminhões de ajuda humanitária na região norte do território palestino.

O segundo grupo de reféns sequestrados pela facção extremista no ataque contra Israel no dia 7 de outubro deveria ter deixado Gaza no início da tarde deste sábado, mas as informações de porta-vozes de ambos os lados em conflito estão desencontradas.

Enquanto o braço armado do grupo terrorista diz que decidiu adiar a segunda rodada de libertação, outra fonte do Hamas disse à agência de notícias AFP que a entrega de 14 reféns israelenses à Cruz Vermelha já começou.

As autoridades israelenses, contudo, afirmam que o segundo grupo de reféns ainda não foi entregue para a Cruz Vermelha.
A primeira leva de reféns foi libertada por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília), nesta sexta-feira (24). Além dos 13 cidadãos residentes em Israel, como previsto, o Hamas ainda libertou mais 11 capturados, dez deles tailandeses e um filipino.

Eles foram inicialmente encaminhados a um hospital em Khan Yunis, no sul do território, pela equipe da Cruz Vermelha que os recebeu e, mais tarde, levados até o Egito pela passagem de Rafah, na fronteira com Gaza. Em seguida, retornaram a Israel.

Em troca, Tel Aviv soltou 39 mulheres e menores de idade detidos em penitenciárias israelenses. Uma multidão os aguardava em frente a Ofer, uma unidade carcerária perto de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que incluía parentes dos detidos, moradores e jornalistas.

Pelos termos do acordo firmado entre Israel e o grupo terrorista, com a mediação do Qatar, o cessar-fogo de quatro dias iniciado na madrugada da sexta-feira terá a libertação de 50 dos cerca de 240 reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. Em troca, Tel Aviv se comprometeu a soltar 150 mulheres e menores de idade palestinos detidos em presídios israelenses.

A expectativa é de que cada grupo que seja solto pela facção terrorista tenha ao menos 13 pessoas. É possível que o número de libertados pela facção seja maior, uma vez que Tel Aviv se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez sequestrados que os terroristas permitam voltar a Israel.

O Hamas disse também que o Exército israelense se comprometeu a suspender o tráfego aéreo sobre o norte de Gaza das 8h às 16h no horário local (3h às 11h em Brasília), e interromper completamente os voos sobre o sul durante o cessar-fogo. Também concordaram em não atacar ou prender ninguém em Gaza.

O Hamas, por sua vez, afirmou que permitirá que a população circule novamente pela estrada Salah Al-Din, principal via usada pelos palestinos para ir do norte para o sul de Gaza após o ultimato israelense exigindo a retirada de civis da região.

Moradores de cidades da região se dizem aliviados com a perspectiva de não conviver com bombardeios frequentes, mesmo que por alguns dias. Desde que o Exército israelense iniciou sua ofensiva no território, mais de 14,8 mil palestinos morreram, de acordo com os cálculos do Ministério da Saúde de Gaza, a maioria deles civis.

Antes de selado o acordo, apenas quatro pessoas tinham sido libertadas pelo Hamas, também após mediação do Qatar. No dia 20 de outubro, duas mulheres americanas foram soltas. Depois, no dia 23, foi a vez de mais duas mulheres, ambas israelenses idosas.

As negociações pela libertação de pessoas capturadas têm sido foco de tensão para o governo de Binyamin Netanyahu desde o início do conflito. Manifestantes pressionam o premiê em atos quase diários que exigem mais esforços pela soltura das vítimas, acusando-o de deixar o tema em segundo plano.

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Ataque russo com drones causa dois feridos em Kiev

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“Até o momento há duas vítimas no distrito de Solomyansky. Ambas receberam assistência médica no local”, escreveu o autarca da capital ucraniana, na plataforma de mensagens Telegram.

Vitali Klitschko disse que um prédio de apartamentos neste distrito foi danificado pela queda de destroços de drones (aparelhos aéreos não tripulados) e que as equipas de resgate ainda estavam a trabalhar para tentar retirar duas mulheres dos escombros.

Vários incêndios foram registados em Solomyansky, incluindo num jardim de infância, acrescentou o autarca de Kyiv. Destroços de drones abatidos pela defesa antiaérea ucraniana também caíram no distrito de Pechersky.

As autoridades da capital ucraniana não forneceram uma estimativa do número de drones utilizados no ataque russo, mas garantiram que se trataram de aparelhos Shahed, fabricados pelo Irã.

Os alarmes aéreos também soaram esta madrugada em outras regiões da Ucrânia, como Cherkasy, Chernigov, Sumy, Kharkov, Poltava, Dnipro, Mikolaiv, Kirovohrad e Kherson, de acordo com a agência de notícias ucraniana Unian.

Na sexta-feira, a Rússia bombardeou 120 cidades habitadas nas regiões fronteiriças ou perto da frente em Chernigiv, Sumi, Kharkiv, Lugansk, Donetsk, Zaporijia, Dnipropetrovsk e Kherson, informou o Estado-Maior ucraniano.

A mesma fonte indicou que Kyiv evitou na sexta-feira 11 ataques russos no sul de Bakhmut, 20 em Avdivka e 14 em Marinka, localidades localizadas na região leste de Donetsk.

Em Kupiansk, na região nordeste de Kharkiv, a Ucrânia diz ter repelido três ataques russos.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

O conflito prossegue com combates sangrentos na região leste, onde as forças de Moscou desenvolvem ataques massivos em Kupiansk, Marinka e Avdiivka, enquanto as tropas de Kiev vão repelindo estas investidas e tentando progredir na região sul, nas frentes de Zaporijia e Kherson.

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Hamas liberta 24 reféns em primeiro dia de cessar-fogo com Israel

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após 49 dias sob o poder do Hamas, 24 pessoas sequestradas em solo israelense foram libertadas pelo grupo terrorista nesta sexta-feira (24), por volta das 16h30 do horário local (11h30 em Brasília). Além dos 13 cidadãos residentes em Israel, como previsto, a facção palestina ainda libertou mais 11 capturados, sendo dez deles tailandeses e um filipino.

O grupo de israelenses é o primeiro a ser solto graças a um pacto firmado entre o Hamas e Tel Aviv nesta semana. Espera-se que, até a segunda-feira (27), ao menos dez reféns, todos mulheres e menores de 19 anos, sejam libertados diariamente, de modo que no mínimo 50 reféns tenham sido soltos ao fim do cessar-fogo de quatro dias.

É possível que esse número seja ainda maior, uma vez que Israel se propôs a estender a trégua por mais 24 horas a cada novo grupo de dez reféns que os terroristas libertarem. Ao todo, cerca de 240 pessoas foram capturadas pela facção terrorista palestina em sua sangrenta incursão ao solo israelense de 7 de outubro. O atentado, batizado de “sábado negro” pela imprensa local, deixou 1.200 mortos e serviu de estopim para os enfrentamentos entre o Hamas e Tel Aviv em Gaza.

A contrapartida para a saída dos reféns de Gaza é a soltura de 150 mulheres e menores de 19 anos palestinos atualmente detidos em presídios israelenses. A libertação de 39 deles foi confirmada nesta sexta, e houve registros de alguns dos palestinos sendo retirados de penitenciárias israelenses e embarcando em ônibus.

Uma multidão os aguardava em frente a Ofer, uma unidade carcerária na região, para celebrar seu retorno. Vídeos que não puderam ser verificados de forma independente mostram forças de Tel Aviv lançando gás lacrimogêneo sobre o grupo, que incluía parentes dos detidos, moradores e jornalistas.

Além disso, a rede qatari Al Jazeera reportou que agentes de segurança israelenses cercaram a área no entorno da residência de um dos palestinos que seria solto para prevenir a formação de aglomerações, além de ameaçar um jornalista da emissora, proibindo-o de filmar a situação. Outros veículos afirmam que tanto policiais quanto soldados de Israel têm feito o mesmo em outros locais para evitar uma “imagem de vitória” palestina.

Os reféns soltos pelo Hamas no primeiro dia da trégua foram inicialmente acolhidos por uma equipe da Cruz Vermelha em Gaza e encaminhados a um hospital em Khan Yunis, no sul do território, para que suas condições de saúde fossem verificadas.
Em seguida, foram levados para o lado egípcio da fronteira e entregues ao serviço secreto israelense, o Shin Bet. Às 19h (14h em Brasília), as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) confirmaram que todos já estavam em território israelense, levados a uma base aérea local para completar exames de saúde mental e física e ligar para seus parentes.

Em seguida, eles seriam acompanhados pelos militares a hospitais onde suas famílias os aguardavam. “Precisamos lembrar que cada uma dessas pessoas que agora retornam para casa tem um parente ou alguém próximo que foi assassinado ou segue preso em Gaza. É uma grande tristeza misturada com uma grande alegria”, disse o porta-voz das IDF, Daniel Hagari, segundo a imprensa local.

Um comboio de tanques e outros veículos blindados de Israel deixou a Faixa de Gaza e atravessou a fronteira israelense nesta sexta-feira, horas após o início da vigência do acordo, segundo relatos da agência de notícias Reuters.

Não foram relatados bombardeios ou ataques significativos com foguetes, embora o Hamas e os militares de Israel tenham acusado “violações esporádicas”. Em cidades ao sul de Gaza, que abriga milhares de famílias deslocadas da região norte, as ruas foram tomadas por civis.

No céu, aviões israelenses haviam cessado os bombardeios, mas lançaram panfletos com mensagens de advertência. “A guerra não acabou. [] Retornar ao norte é proibido e é muito perigoso”, diz o material.

Mesmo assim, há relatos de que centenas de palestinos aproveitaram a trégua para voltar ao norte de Gaza, palco das ações terrestres mais incisivas de Israel. Segundo a Associated Press, dois palestinos foram mortos a tiro pelo Exército de Israel e 11 ficaram feridos ao tentarem fazer esse percurso.

Treze dos 24 reféns soltos nesta sexta devido ao acordo com o Hamas são israelenses, sendo que quatro, com idades de 2, 4, 34 e 77 anos, também têm cidadania alemã. Doze são do kibutz de Nir Oz, próximo a Gaza. Cerca de 75 moradores do local foram sequestrados no 7 de outubro, incluindo 13 crianças.

Embora se limite a um período relativamente curto, a trégua acordada esta semana por Israel e Hamas representa uma esperança em relação a uma possibilidade de diálogo entre eles.
Ao se pronunciar sobre os acontecimentos desta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou que “o acordo de reféns era só o começo”. Ao mesmo tempo, disse que “não confia no Hamas” e que tem convicção de que o grupo só age sob pressão.

Ambos os lados da guerra já garantiram, porém, que pretendem prosseguir com os enfrentamentos assim que a “pausa humanitária”, como os terroristas se referem ao dias sem combates, chegar ao fim. Foi o caso do ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, que afirmou nesta sexta que o país retomará as atividades em Gaza “com força militar total” após o término do cessar-fogo; e do porta-voz do Hamas, Abu Ubaida, que em mensagem de vídeo sublinhou que esta é uma “trégua temporária” e apelou para uma “escalada do confronto em todas as frentes de resistência”, incluindo na Cisjordânia ocupada.

Antes do acordo, apenas outros quatro reféns tinham sido libertados: duas mulheres americanas em 20 de outubro e mais duas mulheres, ambas idosas israelenses, no dia 23 do mesmo mês.

O cessar-fogo ainda promete um respiro temporário para o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Manifestantes vinham pressionando seu governo com protestos quase diários, acusando-o de deixar a situação dos reféns em segundo plano frente ao êxito militar na Faixa de Gaza.

TAILANDESES E FILIPINO TAMBÉM SÃO SOLTOS
As operações relativas ao pacto entre Israel e o Hamas ocorreram ao mesmo tempo em que foi anunciado outro acordo, paralelo às negociações. Pouco antes da chegada do grupo de reféns israelenses a Rafah, o Egito afirmou que os terroristas haviam concordado em soltar mais 12 capturados, todos eles homens tailandeses.

A Tailândia diz acreditar que 26 de seus cidadãos tenham sido sequestrados nos atentados de outubro.

Ao final, porém, só dez deles chegaram ao lado egípcio da fronteira, além de um filipino. Eles são exemplo da grande quantidade de estrangeiros ou portadores de dupla nacionalidade sequestrados nos ataques do Hamas, uma cifra que corresponde a quase metade do total de reféns.

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